The Blood of Olympus
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Fuil

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Fuil

Mensagem por Peter C. Gallagher em Qui Jul 26, 2018 11:13 pm



 
 
  
Fuil
πρόλογος, preface, réamhrá
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E
u pousei sobre o solo do templo, em um ponto no qual a sombra projetada de uma coluna fosse capaz de ocultar o sol forte.

Usei a alta estrutura para apoiar as costas. Levei a mão direita ao peito, pendi a cabeça para trás e cerrei os olhos. Sob meus dedos eu sentia o retumbar veloz e forte do meu próprio coração. O ar era rarefeito àquela distância do nível do mar e eu surpreendentemente era capaz de sentir os efeitos da altura, o que normalmente não aconteceria.

Limpei o sangue que escorria do meu nariz.

– Você estava treinando? – A voz era grave, paciente e quase calorosa.

– Eu precisava me distrair. – Deslizei com a minha coluna ainda contra a coluna do templo até me pôr sentado. – Nem sabia que ainda conseguiria chegar até aqui. – Minha voz estava arfante, a cabeça doía um pouco. Ainda estava de olhos fechados. – Fiquei surpreso.

Silêncio.

– Quando cheguei do treino vi sua mensagem na sala de estar. Sutil. – Era uma faixa branca gigantesca pendendo do teto onde se lia em tinta dourada: “Peter, por favor comparecer urgentemente ao templo.”

Abri os olhos. Éter era inconstante, de certo modo. Algumas vezes ele aparecia para mim na forma de uma menininha de cabelos pretos curtos. Em outras, era um adolescente de jeans, tênis e casaco moletom. Aspectos simples, profundamente humanos. Mas isso não o impedia de se apresentar daquela forma: um homem na faixa dos trinta anos alto e magro, os cabelos ondulados e brancos em harmonia com a pele alva e o tom escuro da barba em seu queixo, olhos dourados, traços tão belos quanto os de uma estátua grega. Vestia terno branco e dourado completo, inclusive com colete. Uma aparência profundamente elegante e altiva, atributos reafirmados pelas asas que pareciam de ouro derretido e mármore. De fato, um deus.

Ele abriu levemente os lábios, ergueu as mãos e inspirou fundo. Eu fiz o mesmo por efeito dos seus poderes e senti uma sensação absurdamente relaxante de preenchimento em meus pulmões. ´

Éter me devolvera o ar. O deus sentou-se frente a mim à sombra do pilar. Distante da luz direta do sol, seu brilho não podia ser ofuscado. E isso não é uma figura de linguagem. Das penas aos olhos, ele literalmente emitia luz. As suas asas se estenderam em minha direção e relaxaram-se. Eram tão grandes que mesmo com nossa distância de quase um metro e meio as enormes penas finais, maiores que meu braço, tocavam meu quadril.

– Obrigado. – Eu murmurei, ainda um pouco fraco.

Eu odiei o olhar dele. Eu era naturalmente carente, de fato. Mas nos últimos meses surgiu em mim uma necessidade ainda maior por uma figura paterna, devido a todos os problemas com o Alexander, a descoberta de que ele era meu pai biológico, nossas brigas e expressões carrancudas. Éter – meio que – suprira essa minha necessidade. Por isso eu odiei o modo como ele me olhava. Havia uma repreensão clara naqueles orbes amarelos e eu lutava para esconder minha vergonha.

– Peter. Eu sempre soube quem você era. – Seu tom mudou da calma anterior para algo mais rancoroso. – Talvez te conheça mais do que o seu pai. – Sabia a qual deles Éter se referia, mas ele tratou de tornar mais claro – E menos do que o outro pai, o humano. Você é honrado. Mais do que isso: você é bom. O problema é que você é teimoso, orgulhoso, egoísta e às vezes infantil.

Eu iria retorquir, mas a divindade ergueu um dedo. Ele não usou seus poderes para impedir minha voz de sair, mas eu entendi aquele movimento como um alerta de que ele usaria caso eu o interrompesse.

– E isso não vem a calhar sempre. É bom quando você precisa se erguer contra um tirano. Mas seja sincero: você me considera um tirano?

Fiquei em silêncio até que Éter erguesse uma sobrancelha para me incentivar a dizer algo.

– Se eu for sincero você vai transformar meus rins em pó? – Ele quase sorriu, eu percebi. – Eu só não te entendo algumas vezes.

Eu e Éter tínhamos ainda diferenças na forma de vermos o mundo.

Eu havia falhado em uma missão. O deus primordial me enviara para Montana para conter um grupo de ciclopes agressivos na minúscula Three Forks. Tudo corria bem, eu combatia dois deles simultaneamente em uma região distante da cidade, mas outros dois fugiram em direção à propriedade ao final da planície. Eu passara a noite naquela casa ao centro de uma pequena fazenda, acolhido pela família que ali morava e que era encabeçada por uma legado de Dionísio viúva.

Eu agira por impulso. Abandonei a batalha na qual estava e corri para auxiliar os Broadwater. Naquele momento enquanto voava em direção ao monstro, eu escutei a voz distante de Éter me alertando que aquilo iria prejudicar todas as casas próximas. Eu ignorei. Ajudei Marion Broadwater a combate-los, mas para minha surpresa ela era muito hábil em batalha, assim como seu casal de filhos, Charles e Amanda.

Eles não precisavam realmente da minha ajuda, mas os moradores das casas próximas sim e eu havia permitido que os ciclopes partissem em direção a essas casas. Felizmente, Éter conseguira enviar um antigo predileto dele para atrasar os dois monstros a tempo de eu chegar. Sua reação, contudo, fora extremamente rígida.

“Você arriscou a vida de ao menos três famílias humanas, sem nenhuma capacidade de se defenderem do ataque de ciclopes, para tentar salvar uma família, ainda mais uma família de legados.”

“Eu não sabia que eles lutavam tão bem e eles me acolheram”.

Éter demorou a me responder. Eu não precisava que ele falasse, contudo, para compreender. Era uma questão de equilíbrio.

“Doze vidas humanas que você não conhece valem mais do que três pelas quais você criou um afeto de uma noite.”. Detestava isso e ele sabia. Detestava ter que escolher qual atitude iria tomar baseado na quantidade de vidas que seriam sacrificadas em cada uma das minhas escolhas.

Meus pensamentos foram trazidos de volta ao momento no templo pelo estalar de dedos do deus.

– Você está prestando atenção em mim? – Apenas meneei a cabeça como gesto afirmativo. Ele suspirou. – Eu sei o quanto é difícil.

– Não, você com certeza não sabe. – Eu argumentei com clara acidez na voz.

Para o deus do ar superior parecia tudo simples. Mate o garotinho que se tornará violento, mesmo que ele ainda tenha a pureza de uma criança. Salve doze vidas em lugar de três. Deixe que certos males se propagem pois eles fazem parte do equilíbrio. Todas essas eram decisões que ele tomaria com facilidade. Mas era difícil para mim. Era humano. Ele respirou fundo, aparentemente para se conter e não transformar meu corpo em pó.

– Eu imagino o quanto é difícil. – Retificou-se um pouco contrariado. – Nós já tivemos essa conversa outras vezes. Você sabe que isso é irritante.

Eu o compreendia mesmo que suas frases nem sempre fossem claras. “O que é irritante?” para essa pergunta eu já tinha a resposta: eu desobedecer às ordens dele quando quem decidira me tornar celestial fora eu. Jamais fui obrigado a realizar aqueles sacrifícios. Mas enquanto eu fosse seu pupilo, eu precisava seguir suas ordens. E não, ele não era um tirano. Para um deus mais antigo que os olimpianos, Éter era bastante acessível e próximo. Apesar disso, aquele tipo de encontro face a face era incomum.

– Doze vidas, Peter. – Desviei os olhos como demonstração do meu constrangimento. – Pelo menos doze.

Afirmei com a cabeça.

– Eu compreendo. – Ergui os olhos na direção do rosto. – Eu entendo de verdade, Éter. – Movi os ombros e respirei fundo. – Então eu estou expulso.

O deus inclinou o tronco para trás e apoiou as mãos no chão. Suas enormes asas abriram-se ao lado do seu corpo e depois balançaram, fazendo soprar um vento forte.

– Não ainda. – Ele arrumou para trás os cabelos mais cheios na parte de cima da cabeça e retomou sua posição relaxada. – Não se você não quiser. Eu ainda acredito na sua lealdade. Quero que cumpra uma missão.

Assenti. Ele me chamara de infantil, mas a verdade é que havia amadurecido muito nos meses que passei sendo um celestial. Portava minhas asas azuis como símbolo. Símbolo da morte de Daniel e da liberdade da sua alma. Do meu crescimento. Das dores que eu tinha na época que fui aceito no séquito de Éter. Nós dois sabíamos disso.

– Seus poderes serão devolvidos amanhã, para essa missão. Até lá, você estará “suspenso”. – Ele fez aspas com os dedos.

– Cassiel?

– O quarto ainda pode ser seu por essa noite. Ninguém ocupou seu posto, então ninguém ocupou o quarto. A benção, você deve ter percebido, também foi suspensa. Você a terá de volta junto com os poderes.

Eu afirmei com a cabeça.

– E como vai ser essa missão? – Éter ajoelhou-se diante de mim. Seu olhar se tornou distante por segundos. Não gostei daquilo.

– Amanhã eu te dou detalhes. – Ele se aproximou. Foram alguns segundos estranhos pois parecia que o ser iria me abraçar, coisa que ele jamais havia feito.

Ele não me abraçou, mas seu olhar se deteve no meu por um tempo tão longo que estremeci.

– Amanhã essa fase irá acabar. Você irá renascer. E Peter – Seus olhos se tornaram ainda mais dourados e brilhantes, seu rosto parecia realmente feito de alabastro agora. – eu confio em você. Confie em mim também.

Adendos:
Poderes de Eros:
Ativos
Nível 23
Nome do poder: Asas II
Descrição: As asas dos filhos de Eros/Cupido, cresceram conforme o esperado, seu desenvolvimento foi grande, e ele ficou mais forte, assim como suas asas. Agora, quando elas se abrem, se expandem de forma grandiosa, brancas e reluzentes, te deixando com a aparência semelhante à de um anjo, tais asas, possuem uma força considerável, e seu brilho, causa certa dificuldade aos inimigos que olham para você. Eles ficam encantados pela estranha aura emanada pelas suas asas, agora já consegue voar livremente.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP por turno ativo (só afeta se os inimigos te encararem diretamente, pois o dano, é nos olhos, no rosto, causa queimação e incomodo).
Extra: Nenhum




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Última edição por Peter C. Gallagher em Sex Jul 27, 2018 11:43 pm, editado 5 vez(es)
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Peter C. Gallagher
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Re: Fuil

Mensagem por Peter C. Gallagher em Qui Jul 26, 2018 11:18 pm



 
 
  
Fuil
battle, cath, μᾰ́χη
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Q
uando eu tinha seis anos, vi Alexander chorar. Deveria tê-lo consolado ou perguntado por que ele estava triste, mas na realidade eu comecei a desesperadamente chorar junto. Ele secou as próprias lágrimas e se aproximou de mim para me acalmar. Eu chorei porque me chateava vê-lo triste. Mas não importava o quão necessitado ele estivesse, o quanto sua tristeza fosse maior que a minha, ele abriria mão das suas lágrimas para me consolar.

Eu havia me esquecido disso.

Naquela noite eu lembrara, sonhara com isso. Acordei com vontade de chorar. Sentia que sonhara com outra coisa, mas este sonho, Mnemósine roubara.


Éter não havia reaparecido. No criado mudo ao lado da cama estava um tablet dourado com um arquivo de texto aberto. O deus deixara todas as informações que eu precisava saber ali.

Não era uma missão impossível, mas também não era simples. Seres do submundo haviam aparecido no mundo humano, o que evidentemente não era algo bom. Mais do que isso, Éter alertava para a presença vigilante da Seita. Eles sabiam que com a presença de criaturas estranhas, nós apareceríamos em seguida. Eu deveria ser cauteloso em exterminar algumas das criaturas para que não fosse pego pela Seita.

A missão aconteceria no Riverside Park. Este fato me preocupou pois Alexander morava na região e a presença de monstros pelas redondezas poderia ser um risco para ele também. Eu não podia negar que ainda me preocupava com ele, não era como se seus erros tivessem anulado anos de proximidade. Contudo, nossa relação estava profundamente deteriorada e eu sinceramente não via possibilidade de ela voltar a ser saudável como fora um dia.

Era quase dezessete horas da tarde e eu já havia realizado junto a Saighead um reconhecimento aéreo do parque. Não seria uma missão impossível, havia apenas dois focos de monstros e nenhum deles era especialmente poderoso. Meus maiores desafios seriam a quantidade de criaturas e a possibilidade de a Seita surgir. Minhas ordens eram para tentar manter os humanos vivos, tinha permissão para matar apenas em casos extremos.

Aquela era minha segunda batalha, em frente à Tumba de Grant. Eu tinha um péssimo pressentimento naquele momento. O primeiro combate tinha sido extremamente fácil. Foram apenas cinco zumbis armados de espadas de bronze enferrujado, lentos e trôpegos. Nenhum membro da seita havia aparecido e eu tinha apenas três cortes pelo corpo, nenhum deles muito profundos.

Éter desejava me testar. Mas até aquele momento nada de desafiador havia acontecido e aparentemente minha segunda e última batalha seria apenas um pouco mais difícil que a anterior. Não identificara nenhum humano ali e as criaturas místicas eram fracas. Havia cinco ghouls se arrastando preguiçosamente sobre as escadas do monumento, várias vezes tropeçando nos próprios pés e rolando para baixo. Duas empousai e um cão infernal adolescente os acompanhava. Este último devorava um cão de rua comum e a imagem da cabeça pendente do animal – quase decapitada – me causou um pouco de nojo.

– Saigh. – O pégaso se aproximou silenciosamente. Estávamos escondidos atrás de um grupo de árvores. A única criatura capaz de nos notar pelo olfato, o cão infernal, estava com o focinho chafurdado na carne do vira-lata. – Preciso que você os distraia. Os ghouls são fáceis, mas vai ser difícil enfrentar os outros três ao mesmo tempo. Leve-os para longe daqui.

O pégaso balançou levemente a cabeça, demonstrando concordância. Inclinei-me e beijei seu focinho.

– Cuidado, campeão. Mantenha distância, é apenas uma distração, não se arrisque em atacar. Eu vou projetar uma asa quando for o momento de você atrai-los de volta para cá.

Ele então começou a trotar para um lado e eu segui para o outro. O cão infernal ergueu a cabeça, aparentemente após ouvir o barulho dos cascos. Saighead surgiu diante da criatura e depois se afastou em direção às árvores. O cão infernal e uma das empousai começaram a segui-lo.

Agora era comigo. Antes de fazer algum movimento, porém, dedos fortes agarraram meu ombro. Foi apenas dois segundos. Girei sobre meus calcanhares, segurei a camisa do humano, empurrei-o violentamente contra a árvore e em um segundo o fio da faca estava pressionado contra a sua traqueia.

– Ei, ei, ei, ei! – Seus olhos verde-caramelados pareciam assustados. – Abaixa a arma, Peeta.

Inicialmente eu senti apenas a adrenalina normal de reagir a um ataque surpresa de um inimigo. Mas fitando a expressão cínica de Alexander eu comecei a sentir raiva.

Você perdeu completamente o seu juízo?. – Minha voz era mais afiada que a lâmina da arma ainda pressionada contra a garganta do homem. – Eu poderia ter aberto a sua garganta!

– Não poderia. – Ele parecia mais tranquilo. Provavelmente seu susto fora devido à minha reação agressiva. – Bronze celestial não fere mortais, você já me contou.

Eu quase sorri sadicamente. Pressionei um pouco mais a lâmina, uma distância milimétrica até ver a pele dele quase a ponto de ser cortada.

– É bronze comum. – Alexander desceu o olhar para a lâmina e arregalou os olhos, novamente assustado. Eu abaixei a arma e ele passou os dedos pelo pescoço. – Peguei emprestado no QG dos Celestiais. É para os membros da Seita.

Ele assentiu.

– O que você faz aqui? É perigoso, eu estou em missão. – Apontei com o queixo para as criaturas em frente à Tumba.

Alex franziu a testa e inclinou o rosto para trás. Conhecia aquela expressão. Ele estava confuso.

– Você quem me mandou vir aqui.

– Não mandei.

– Sim, acabei de falar contigo por mensagem de Íris.

– Você endoidou?

– Peter. – Ele parecia irritado como se eu estivesse pregando uma peça de mal gosto nele. – Você estava agora mesmo em um Templo, usando essa mesma roupa. Você falou que precisava de mim aqui.

Não.

– Não. – Eu murmurei. “Eu não posso acreditar...”. – Tinha alguma coisa dourada nessa mensagem?

– Tudo. Tudo estava cercado de uma luz dourada, até suas asas.

Eu movimentei a cabeça lentamente até que meu queixo pendesse para a esquerda sinalizando minha contrariedade.

– Não fui eu. Foi uma ilusão. Éter te mandou aqui. – Meu tom de voz era soturno e levemente amedrontado. Eu não compreendia direito o que ele pretendia, mas era capaz de suspeitar e esperava sinceramente que não fosse aquilo. – Ele fingiu ser eu para te trazer até aqui.

– Para quê?

Alexander não sabia que eu estava “suspenso” do meu posto como Celestial.

– Para me testar. – Saquei o Droigheann. – Eu preciso que você volte para casa. Não agora, há monstros na região. Eu vou derrotar eles e assim que eu acabar te aviso e você volta para o apartamento. Imediatamente, Alexander.

Eu poderia escoltá-lo para longe dali em segurança. Mas a mensagem deixada por Éter informava que às 17:30 um grupo de humanos visitaria a Tumba. Éter estava me forçando a escolher. Se eu saísse dali naquele exato momento os mortais se deparariam com aquelas criaturas e poderiam ser feridos por elas. Se eu ficasse e tentasse derrotá-los Alexander teria que esperar ali, correndo risco de ser atacado tanto pelos monstros quanto pelos integrantes da Seita.

Umedeci meus lábios e puxei a corda do arco para materializar uma flecha. Mas aquele pressentimento negativo não me abandonava, algo no interior da minha mente gritava que um evento ruim se aproximava.

– Alex. – Ele murmurou um “hum” para que eu prosseguisse. Olhei para ele parado ao meu lado. – Prometa que você ficará aqui escondido até que esteja tudo bem.

Ele me olhou nos olhos por cinco segundos tentando decifrar a razão para eu estar insistindo tanto naquilo.

– Prometa.

– Peter...

– Prometa. – Chequei os monstros. Eles estavam exatamente em seu lugar.

– Eu prometo.

Assenti.

– Espero que tenha aprendido a não mentir mais para mim.

Encantei a flecha invocada com o poder da Paixão Intensa. Se eu não matasse meu alvo, pelo menos os distrairia. Demorei a tomar coragem para disparar, afetado pela aura de atração que a empousa emitia, mas finalmente soltei a corda do arco colorido. A flecha rasgou o ar e acertou o meio das costas do meu alvo. Havia mirado no lado esquerdo, na região do coração. Apesar de não ter morrido, ela se deteve e olhou para um dos ghouls, provavelmente sendo imediatamente afetada pela paixão despertada pelo poder carregado na seta.

Ainda escondido, eu armei uma nova flecha e a lancei contra o ghoul mais próximo, mas ele aparentemente não foi afetado pelo projétil cravado à sua cabeça, já que a retirou com facilidade e começou a andar na direção do meu esconderijo.

– Droga. – Praguejei. Além de ter sido descoberto, percebi que os mortos-vivos não poderiam ser destruídos por golpes físicos. Precisava sair dali antes que eles tomassem consciência da presença de Alexander. Olhei para ele. – Lembre-se da promessa. Fique exatamente aqui.

Corri para a frente do grande edifício. Uma das criaturas tentava se desvencilhar da empousa apaixonada, enquanto as outras quatro vieram em minha direção. Contudo, eles eram lentos e eu tive tempo suficiente para materializar flechas de luz e usar o Droigheann para acertar três deles. As criaturas se desfizeram e quando a quarta se aproximou eu a acertei com uma lança de luz no peito.

Respirei fundo. Criei o holograma de um par de asas e o lancei ao céu para sinalizar ao Saigh que ele poderia trazer de volta as duas criaturas restantes. Disparei um raio de luz contra o ghoul que era perseguido pela empousa e quando ela se deu conta que seu “amado” havia padecido, virou-se furiosa em minha direção.

Invoquei a Gáe Dearg e assim que ela se aproximou eu girei a arma por sobre a cabeça e golpeei sua garganta com a lâmina afiada, em um corte profundo que a desfez em pó.

Tudo parecia simples.

Eu sabia que Alex estava envolvido no teste que Éter preparara, mas entendi que minha escolha era aquela: ajudar alguém muito importante para mim ou impedir um grupo de humanos de ser ferido por monstros. Eu havia feito minha escolha e estava tudo quase acabando.

Consegui ouvir o relinchar do Saighead e me preparei para o combate. Foi quando tudo ficou caótico. Eu percebi de relance os corpos se aproximando. O Oir se materializou no meu braço direito e eu me abaixei antes de uma saraivada de tiros ser disparados. Conferi o meu arredor e percebi que não era um cerco, mas uma investida frontal. Muito menos mal. Movi o braço e empurrei uma corrente de ar contra os humanos para lançá-los para o alto e depois para trás. Percebi serem apenas dois homens de meia idade armados com pistolas. Fracos. Chocaram-se contra as árvores e caíram aparentemente desacordados. Aproximei-me e peguei as pistolas.

– Vocês têm sorte que eu ainda não sei usar essas coisas. – Murmurei, mas eles não pareciam ser capazes de me ouvir.

Logo em seguida, eu ouvi um rosnado. O cão infernal correu em minha direção e eu apenas lancei a pistola contra seu rosto. Ele ganiu ao ser atingido pela arma e parou por um tempo, um pouco atordoado, e foi ultrapassado pela empousa. Ela correu em minha direção, mas parou quando eu brandi a lança. Não demorou muito e o cão infernal se recuperou do atordoamento e começou a rosnar e salivar, aparentemente esperando uma deixa para me atacar. Os dois avançaram ao mesmo tempo, mas eu os empurrei com o ar e invoquei dois clones para distrai-los. Tomei distância e disparei um raio de luz contra a perna de burro da criatura de cabelos flamejantes. Seria complicado combater ambos simultaneamente.

Eu estava próximo do local onde Alexander se escondia, a alguns metros dos meus dois clones e dos dois monstros que se concentravam em um combate feroz. Precisava de espaço e alguns segundos para tentar formular uma estratégia.

– Peter! – Eu ouvi uma voz masculina gritar em desespero.

Quando me virei na direção de Alex eu percebi que ele corria até mim. Depois que ele me alcançou e segurou meus ombros eu consegui ver um homem alguns metros atrás dele segurando aparentemente uma espécie de espingarda menor, mas nenhum disparo de fogo havia sido feito.

– Cuidado. – Alexander murmurou, preocupado.

Naqueles segundos iniciais, nenhum de nós dois havia percebido ainda o que tinha acontecido. Contudo, no instante seguinte Alexander apertou meus ombros com força e emitiu um grito de agonia. Olhei na direção do homem e percebi que ele puxava uma corda de nylon como um pescador que tentava trazer para o barco o animal que caçara.

Um pescador.

Acompanhei o caminho que a corda realizava até perceber que ela acabava nas costas de Alexander. Minha boca se abriu, mas nenhum grito saiu dela. Eu estremeci e um desespero súbito me atingiu. A ponta sangrenta de um arpão surgia na camisa do irlandês. Quando o corpo dele pendeu para frente eu o segurei e vi que Saighead aproximou-se do membro da Seita com velocidade e o atingiu com um coice na nuca antes que ele pudesse fazer qualquer outro movimento.  

Olhei para os lados para certificar-me se nenhum outro humano perverso surgiria do nada e me dei conta de que um dos membros da Seita que eu abatera anteriormente sumira. Deveria ter acordado e ido atrás de reforços. Já a empousa e o cão infernal pareciam tontos.

Caí de joelhos com Alexander nos meus braços. Meus dedos pairaram sobre a ponta do arpão e eu arfei com medo de fazer alguma coisa.

– Eu preciso te tirar daqui.

– Não. – Ele segurou meu braço. – Confia, Peeta. – Eu franzi a testa. – Você disse antes de se despedir. – Ele sorriu de leve, mas sua expressão trazia uma dor que eu sabia ser profunda. – Éter disse, no caso. Disse apenas “Confia em mim”. Por isso eu vim.

Eu olhei o relógio no pulso do irlandês. 17:26. Olhei os monstros e os dois homens caídos, cada um de um lado do espaço aberto em frente ao monumento. Os outros humanos chegariam logo para visitar o local e os monstros não haviam sido derrotados ainda. Os reforços da Seita também não demorariam a aparecer. Eu precisava sair dali com o Alexander, levar ele a um médico, talvez ao Acampamento. Mas os  humanos inocentes seriam postos em risco. Minha missão não seria cumprida.

Eu olhei para o ferimento. Olhei para as criaturas. Olhei para o céu que já se pintava de laranja.

– Não me decepcione. – Eu murmurei para as nuvens antes de deixar Alexander escorado a uma árvore e me levantar.

Meu coração pesou e eu literalmente o senti doendo. Porém faltavam apenas dois monstros. Bastava que eu os derrotasse e minha missão estaria cumprida. Não iria demorar muito, eu sabia disso. Mas eu finalmente me dei conta do que se tratava aquele teste. Alexander estava ferido e em qualquer outra situação eu sacrificaria tudo para ajuda-lo, independente das circunstâncias. Não faria diferença se era apenas uma ação rápida, eu daria prioridade total a garantir que ele estivesse bem. Mas eu estava disposto a sacrificar alguns minutos valiosos e importantes para cumprir aquilo que Éter havia me incumbido de fazer.

Além do mais, eu estava mais furioso e precisava descontar isso em algo.

Corri na direção das duas criaturas para um embate físico direto. A empousa foi a primeira a se aproximar. Suas garras se cravaram ao meu rosto, mas eu atravessei sua barriga com a lâmina da Gáe Dearg. Ela se desfez em pó.

O cão infernal apenas rosnava, receoso de realizar um ataque direto.

– Ataque! – Eu provoquei. Ele obedeceu.

Foi relativamente veloz e eu só fui capaz de cortar a lateral da sua barriga com a lâmina da arma. Caí no chão com a criatura sobre mim e segurei sua garganta para evitar que ela mordesse meu rosto. Sua saliva grossa pingou sobre minha cara e eu virei-a de lado. Cconsegui ouvir um trote e em seguida um ganido alto quando Saighead deu quatro coices furiosos contra as costelas da criatura. Em meio à dor dela eu consegui gerar uma faca de luz em uma das mãos e a enfiei na garganta do cão, rasgando-a em seguida em um só puxão. Ele se desfez em sombras.

Eu fiquei por apenas dois segundos caído no chão.

Respirei fundo.

Sentei-me e beijei o focinho de Saighead.

– Você é um ótimo garoto, Saigh. – E então olhei para trás.

Alexander estava na mesma posição. Os humanos ainda estavam caídos, desacordados, o que significava que eu teria alguns minutos antes dos membros da Seita chegarem. Nenhum grupo de turistas havia chegado e eu comecei a questionar se realmente havia uma excursão agendada para aquele local ou se Éter apenas havia colocado isso na descrição da missão para me testar. Abaixo do corpo do irlandês, uma poça de sangue molhava seu quadril.

Eu me dei conta das consequências das minhas ações naquele momento.

Eu não apenas deixara Alexander esperando com um ferimento de arpão na barriga. O tempo que eu gastara naquela batalha provavelmente havia sido suficiente para o outro membro da Seita comunicar a todos da nossa localização. Sabendo que eu, um semideus, tinha alguém com que me importava ferido, com certeza eles iriam cobrir todos os hospitais nas imediações apenas esperando que eu aparecesse com ele. Eu não saberia para onde levar Alexander. Talvez para seu apartamento, mas ele ficava a algumas quadras dali, poderia ser arriscado sair voando com ele a essa distância.

Eu cambaleei até o seu corpo e segurei seu rosto. Ele estava ficando um pouco pálido, o arpão ainda despontava da sua barriga, rasgando aquela camisa. Era uma blusa branca com um “EU ♥️ PORTUGAL” estampado na parte superior que ele comprara quando passara alguns meses em Lisboa. Abaixo, com tinta de tecido azul, estava escrito de mal jeito “Grá”, a palavra irlandesa para amor. Eu tinha uma idêntica.

– Boa, Peeta. – Ele murmurou. – Eu sabia que você iria bancar o herói, como sempre.

Parei apenas por alguns segundos olhando para sua camisa e até mesmo dei um sorriso.

– Eu tive um sonho essa noite. – Ele olhou para o meu rosto e eu olhei de volta. – Dois, na verdade. Os dois tinham a ver com a minha infância. Quando eu era mais novo você me contava várias histórias, lembra? Sobre impérios, guerreiros...

– ...e sobre mitos. Você adorava as histórias dos mitos.

Eu concordei. Meu olhar se tornou distante e refletiu a tristeza e o arrependimento trazidos pela conclusão à qual eu havia chegado.

– Foi um sonho bobo, eu sonhei que eu tentava lavar uma camisa minha manchada de tinta azul. Eu esfregava com violência, mas a tinta não saía. Então o sonho mudou e minhas mãos já eram gastas, do meu peito caíam seios murchos e eu observava tudo agora à distância. Não era mais eu quem lavava a camisa, mas uma mulher velha e corcunda. Ela esfregava com força tentando apagar a palavra escrita, mas ela só se espalhava mais, deixando de ser azul e ficando vermelha. Uma velha baixinha de seios murchos lavando roupa. Eu odiava essa lenda.

– Ela não estava lavando sua camisa. – Alexander concluiu.

Eu pressionei o “Grá” logo acima do machucado.

– Não, não estava.

Ela lavava a camisa de Alexander, aquela que ele usava agora e que era exatamente igual à minha. As lendas irlandesas chamavam essa velhinha de bean nighe.

Eu tinha concluído a missão. Brevemente eu descobriria a que custo.

Saighead se aproximou devagar. Ele deitou-se ao lado de Alexander e depositou a cabeça sobre o peito dele, movendo-a na direção do queixo do homem como se pedisse um afago. Foi atendido.

– Eu preciso te tirar daqui. – Ele apenas concordou. Sua respiração estava ficando irregular e os músculos da face se contraíam demonstrando que a adrenalina em suas veias já não escondia a dor que sentia.

Minha respiração também não estava neutra. Eu estava nervoso. Sempre tive dificuldade em assumir o controle sobre os meus pensamentos quando era inundado por emoções muito fortes. Naquele momento, as emoções eram mais que uma inundação. Eram um dilúvio feroz e tempestuoso. No meio desse temporal, misturavam-se afeto, preocupação, raiva e rancor. Minha relação com Alexander vinha sendo tão paradoxal e naquele momento eu encarnava todas as características dos meus avós divinos, o afeto de Afrodite e a ira de Ares.

– Mandei você ficar lá. – Eu resmunguei, enquanto observava os arredores para ter certeza de que ninguém havia chegado. – Você me prometeu que iria ficar lá.

– Peter.

– Você mentiu.

– Foda-se. – Seu tom se tornou mais duro, contrariado. Percebi que seus dedos envolviam meu pulso. – Eu quero que essa promessa se foda. – Alexander não costumava falar palavrões. Eu compreendi que eu estava fugindo da real preocupação.

Estava me concentrando na promessa que ele quebrou – para salvar minha vida, aliás – em vez de buscar soluções para aquele problema atravessado em seu abdômen.

– Eu preciso que você coloque a sua cabeça no lugar. Agora. – Ele era incrível. Sabia dizer as coisas certas nos momentos certos.

Seus olhos cor de mel estavam mais escuros devido à luz difusa do ocaso. O sol já havia se posto. A noite se aproximava e eu sabia que ela traria perigos. A Seita deveria estar nas proximidades, cada vez mais perto de nós. Eu suspirei e desviei meu olhar do dele, demonstrando cruamente minha incapacidade.

– Eu não consigo.

– Você está caótico, eu sei. – Eu sempre tive a impressão de que Alex dava significados especiais para algumas palavras. Ele costumava descrever meu estado como “caótico” quando minha razão era dominada pelos impulsos emocionais. – Mas eu não estou em condições de fazer muita coisa. – Seus olhos desceram para a própria barriga e ele quase riu. Seu corpo estava em uma posição estranha, o tronco meio inclinado para impedir que o arpão se movesse dentro das suas entranhas. – Então você precisa assumir. Respire.

Fechei os olhos por alguns segundos apenas e puxei ar pela boca.

– Escute a sua respiração.

Era ruidosa, áspera, alta. Descontrolada.

– Perceba seu corpo, sua mente, suas emoções.

Eu estava em fúria, meus dedos tremiam, meus olhos ardiam. Estava prestes a chorar de desespero, a beira de deixar ruir todo meu equilíbrio psicológico. Eu estava quase quebrando.

– Agora controle. Você consegue.

Levou alguns segundos. Quando abri os olhos, Alexander sorria para mim. Eu consegui sorrir de volta. Eu ainda sentia aquilo tudo. Mas já conseguia ignorar.

– Quem consegue fazer isso com um arpão na barriga? Alguém precisa te parar, Alexander Gallagher. – A brincadeira o fez rir baixo. – Saigh. – O pégaso levantou a cabeça do peito do homem e me olhou. – Eu preciso que você mobilize ajuda. Ninfas, sátiros, dríades, semideuses. Quem você encontrar pelo caminho. Avise que a Seita está por aqui e diga que eu preciso de auxílio. – Uma vez eu me perdi de Saighead em uma missão próxima ao Acampamento Júpiter. Ele passou três dias desaparecido. Quando o reencontrei, ele estava saudável, alimentado, e cheirava a shampoo para cachorro. Foi ali que eu entendi que meu pégaso sabia se virar sozinho melhor do que eu imaginava.

Ele assentiu. Eu beijei carinhosamente o seu focinho.

– Muito cuidado com os membros da Seita. Não se fira. Se não encontrar ajuda na região, parta para o Acampamento. Eu vou tentar entrar em contato com eles assim que possível.

E então ele voou. Olhei para Alexander, que por sua vez observava a própria camisa.

– Será que você consegue tirar? – Ele indagou.

Eu refleti por alguns segundos. Envolvi com cautela o metal banhado em sangue.

– Eu teria que cortar a outra extremidade. A parte mais difícil seria depois: fechar a ferida. – Soltei o arpão e observei uma gota minúscula deslizar pelo meu indicador. – Se eu tirar o arpão você vai ter um buraco de uns dois centímetros de diâmetro atravessando seu abdômen. Vai sangrar muito.

– Você pode cauterizar com um raio de luz.

– Não é tão simples fechar um ferimento com calor quanto parece nos filmes. Não sei se eu conseguiria. – Umedeci os lábios e suspirei.

– Precisamos sair daqui, não é? – Meneei afirmativamente com a cabeça. – Voando?

Abri meu casaco e puxei as mangas até me livrar dele. Amarrei-o na cintura com força.

– Sim. E invisíveis. Não posso te levar para muito longe, não posso te mover demais. Vou ter que esperar pela ajuda do Acampamento. – Meu tom de voz era soturno.

Arrumei a mochila nas costas de modo que ela não atrapalhasse o surgimento das asas e as estendi. Elas eram brancas e azuis. O tom – azul – era minha cor favorita, assim como a cor favorita do filho de Hades que tive que matar para poder ingressar nos Celestiais, Daniel. Por muito tempo, aquelas asas pareciam ser uma maldição, uma lembrança irônica das decisões que tivera que tomar para estar ali.

Contudo, já havia vivenciado e superado o luto e a culpa por esse ato. Depois de quase ser morto para que a alma de Daniel pudesse descansar, soube que ele mesmo não me culpava e o que realmente o prendia ao mundo mortal era a culpa que eu sentia pelo que havia feito. Mais do que isso, soube que ele achava as asas que eu ganhara quando me tornei Celestial lindas. A partir deste momento, eu as ostentava com orgulho, um sinal de que a morte do infante não havia sido em vão. A noite já terminava de cair. Eu escutei apenas o som sutil de passos, estava distraído. O primeiro disparo rasgou a carne da asa direita. Instintivamente eu a enrijeci e as próximas balas foram paradas.

De costas para os meus atacantes, eu ainda era capaz de perceber as balas atingindo a rigidez das asas. Meus olhos se detiveram na expressão assustada de Alexander. Ninguém mais iria feri-lo. Ninguém.

– Fecha os olhos. – Ordenei.

Ergui a mão direita e manipulei a pouca luz das lâmpadas próximas (já acesas por razão do horário) para que aumentassem de intensidade bruscamente, ao ponto de machucar a visão de quem quer que estivesse disparando contra nós. Virei-me. Estudei com cuidado.

Três homens vestindo roupa de caça (era a temporada de tiros contra semideuses, aparentemente) portando armas de circulação livre: duas pistolas e uma espingarda. Os que portavam pistolas pareciam uma dupla de comediantes: um era muito alto e magro, com a pele cor de leite; o outro tinha uma estatura mediana e era gordo e latino. Já o homem com a espingarda vestia um casaco xadrez em vez das peças amarronzadas dos outros dois e um boné de onde desciam cabelos longos cor de palha. Todos estavam com os olhos firmemente apertados, um deles os cobria com o antebraço esquerdo. O mais alto deles ergueu sua pistola e apontou na nossa direção. Protegi-me com a asa esquerda, mas não foi necessário. Meu adversário não podia enxergar para mirar e, portanto, o tiro atingiu uma árvore.

Nos poucos segundos em que as visões deles estavam prejudicadas eu consegui cobrir a distância que nos separava. Droigheann se materializou novamente e foi muito fácil acertar dois dos homens com flechas nos ombros. O terceiro eu atingi na parte interna do braço com a parte afiada do arco e sua mão gorducha soltou a pistola para poder tocar o corte.

Mas eu não parei. Invoquei uma rosa mágica branca e a coloquei na mão do homem alto e magro. Em dois segundos ele estava envolvido por uma vinha espinhosa. Usei-o como meu escudo humano para caso o terceiro membro apontasse sua espingarda em nossa direção e este último eu nocauteei com uma corrente de vento poderosa que o desequilibrou. Seu braço direito ainda segurava a arma e eu o atravessei com a parte laminada do meu arco. Quando ele abriu os dedos e gritou de dor eu chutei a arma para longe. Peguei a pistola do mais gordo deles – jogada no chão aos meus pés – e usei a coronha para golpear a têmpora do cabeludo. Em seguida subi sobre seu corpo e pressionei com força a corda do arco contra sua garganta até perceber que o material feria sua carne.

Eu continuei a ataca-los com socos, chutes e golpes com o arco, mesmo quando eles já não ofereciam mais perigo. Quando eu ergui a ponta afiada da arma sobre a garganta de um deles eu ouvi Alexander gritar.

– Chega! – Finalmente eu o olhei. Seus dedos estavam sobre o arpão. A voz dele ficou mais fraca, a ponto de eu não compreender mais suas palavras.

Eu havia entrado em um furor de batalha profundo e por quase um minuto me esquecera que ele precisava de ajuda. Larguei os homens e aproximei-me rapidamente do irlandês. Nós iríamos sair dali.

Adendos:
Poderes de Eros:

Passivos
Nível 4
Nome do poder: Beleza Divina
Descrição: O filho de Eros/Cupido, é naturalmente bonito. A beleza de seu pai era comparada a de um anjo, sendo ele mesmo semelhante a um. Assim como Eros/Cupido, seus filhos são extremamente bonitos, charmosos, e graciosos, e quando entram em batalha, é difícil olhar para outro canto que não seja eles, pois, naturalmente se tornam o centro das atenções. Os inimigos do semideus, podem se sentir intimidados, ou admirados pela beleza do filho de Eros/Cupido, e em um combate, isso os deixa confusos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo hesitar em te atacar durante um turno, geralmente, o inicial.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Pequeno Corajoso
Descrição: Filhos de Eros/Cupido são extremamente audazes, ousados e destemidos. Não importa o inimigo os semideuses não se sentirão intimidados pela aparência ou potencial do inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a intimidação e medo, são 50% menos efetivos com filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Perfume Inebriante
Descrição:  Seu cheiro natural é um perfume delicioso para qualquer ser. Todos os seres vivos ficam com o humor melhor perto de você, monstros nunca te detectaram, pois seu perfume lembra a eles cheiros dos seus habitats naturais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será rastreado por monstros. Pode confundir o inimigo em luta, inclusive, o fazendo hesitar ao sentir seu perfume, errando ataques durante um turno.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Mira do Cupido
Descrição: A principal arma de Eros/Cupido e sua mais famosa era o arco-e-flecha, no qual Eros/Cupido acertava os deuses e mortais, criando e desfazendo casais. Por conta disto, os filhos de Eros/Cupido possuem uma mira muito boa, comparada a dos filhos/seguidores dos Gêmeos Arqueiros. Isso não funciona apenas com flechas, mas com facas, e armas de arremesso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de chance de acertar pontos críticos em lançamento de armas, arremesso de armas, como facas, adagas, lanças e flechas.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Imunidade Psíquica
Descrição: Filhos de Eros são imunes a qualquer tipo de jogo mental e emocional de nível igual ou inferior, pelo simples fato de serem ligados com esse tipo de atitude e saberem como lidar com tais armadilhas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Jogos mentais de nível inferior ou igual ao do filho de Eros, não surtem efeito contra ele. Níveis maiores ainda poderão afeta-lo.
Dano: Nenhum

Nível 43
Nome do poder: Pericia com Arcos IV
Descrição: Você se tornou um mestre no manuseio do arco, seus movimentos são impressionantes, atira mais de uma flecha simultaneamente, e acerta alvos que estão atrás de outras coisas, podendo acertar pontos críticos em batalha sem qualquer problema.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: +45% de dano se a arma do semideus acertar.

Ativos
Nível 16
Nome do poder: Flecha da Paixão
Descrição: Ao tocar a flecha com a ponta dos dedos, poderá fazer com que uma aura avermelhada tome conta dela por completo. Ao lançar uma flecha da paixão contra seus inimigos, ou amigos, poderá faze-los se apaixonar pela primeira pessoa em quem colocarem os olhos, esse efeito, só dura um curto período de tempo.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O atingido ficara apaixonado pela primeira pessoa que vê durante três turnos, seus pensamentos serão nublados pela pessoa, e a devoção a ela será completa. Esse efeito não adianta para fazer alguém se apaixonar pelo semideus e não atacar ele ou algo do tipo devido a devoção (mas pode usar isso para fazer o afetado fazer o que semideus quiser desde que não seja em um combate);

Nível 18
Nome do poder: Rosa Mágica I
Descrição: O semideus é capaz de invocar uma rosa especial branca e lançá-la na direção de um inimigo. Por ser um gesto simples, de graça e inofensivo, o inimigo não terá reação inicialmente pensando que se trata de uma rendição. A rosa branca, no entanto, apresenta uma característica mágica e se transforma em um chicote de espinhos de 5 metros de extensão, que pula em direção ao inimigo e se enrosca nele.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Prende o inimigo durante um turno.
Dano: 30 HP
Extra: Depois da primeira vez o inimigo não cai mais no truque inicial, mesmo que ainda possa ser preso.

Nível 24
Nome do poder: Clonagem
Descrição: Os filhos de Eros são capazes de criar  uma cópia de si mesmo, sendo que, tai clones irá ter metade do HP e MP atual do semideus.
Gasto de Mp: 40 MP por clone
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Os clones só são capazes de utilizar habilidades ativas e passivas até o nível 23.
Poderes de Celestial:

Passivos
Nível 1
Nome do poder: Olhos celestiais
Descrição: Sempre ao usarem os poderes, os olhos dos celestiais ganham uma tonalidade mais celeste e brilhante. Poderes de luz os olhos ficam dourados; poderes ligados as estrelas e ao ar ficam azulados ou esverdeados; poderes ligados as bênçãos os olhos ficam vermelhos. Ao usar os demais poderes, as írires ficam em tonalidade prateada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Língua Enoque
Descrição: Os celestiais possuem um vocabulário próprio, aprendido naturalmente ao se tornar um seguidor do deus do céu superior. Tratando-se de jogabilidade e técnica, os celestiais em suas postagens devem destacar quando estiverem usando a língua Enoque. Saber o Enoque também dá um amplo conhecimento no hebraico e outras línguas mortas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Asas
Descrição: Os celestiais são reconhecidos principalmente pelas suas asas. Majestosas e belas, as asas são geralmente brancas em sua totalidade, mas ainda há alguns seguidores de Éter que possuem detalhes nas extremidades de suas penas. São como asas de anjos, nunca assumindo a tonalidade negra. Cada celestial pode descrever suas asas, porém uma vez feito não poderá muda-lo. As asas crescem a partir dos ossos das costas, por isso, muito cuidado com as camisas, elas consequentemente ganham dois rasgos nas costas sempre que permitem o alongamento das asas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Detectar intenções
Descrição: A intuição do celestial é bastante apurada. Ele saberá reconhecer quando está sendo enganado ou quando alguém está sendo sincero. Durante o combate, ele sentirá o desejo de atacar do outro, podendo ficar em alerta e diminuir as chances de ser pego em um ataque surpresa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder:  Empatia Aérea
Descrição: Os semideuses seguidores de Éter conseguem se comunicar com os seres alados. Não há um diálogo verbal ou mental, apenas um reconhecimento de intenções e emoções, agindo mais como uma forte intuição do que no uso de uma linguagem humana. A empatia não oferece domínio sobre os seres alados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +85% de chance de convencer um ser alado a auxilia-lo ou seguir seu comando.
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Metal Celestial
Descrição: Bronze Celestial é um metal que é potencializado nas mãos do semideus seguidor de Éter. O metal fica naturalmente mais forte e poderoso quando usados por um celestial.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade na arma que for feita de Bronze Celestial
Dano: +10% de dano em armas que contem Bronze Celestial

Nível 10
Nome do poder:  Precisão
Descrição: É a capacidade que permite ao semideus ter grande foco e atenção aos detalhes, de forma que sempre que realize uma mesma tarefa mais de uma vez o faça com perfeição. Eles aprendem com muita facilidade, e isso permite que dominem armas, resolvem enigmas e descubram alguma coisa de maneira mais rápida e precisa.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: +30% de percepção e inteligência. +20% de descobrir algo. Pode pedir ao narrador uma única pista ao resolver um enigma ou uma charada.
Dano: Nenhum

Nível 11
Nome do poder: Atributos melhorados II
Descrição: O celestial agora está mais evoluído. A experiência em batalhas melhorou ainda mais as suas condições físicas. O semideus seguidor de Éter torna-se ainda mais veloz e esquiva-se com mais facilidade. Seus reflexos também melhoraram.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade, esquiva e reflexos.
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Cura Acelerada
Descrição: Ao adentrar nos celestiais de Éter, o semideus terá o seu metabolismo acelerado. Graças a isso, o processo de cura torna-se mais rápido e eficiente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Os ferimentos pequenos se fecham depois de 2 turnos. Ferimentos profundos levam 4 turnos e ossos quebrados um dia inteiro.
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Força Estelar II
Descrição: Durante a noite, quando o brilho das estrelas se torna mais perceptível, o celestial fica ainda mais forte e resistente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de força e resistência corporal.
Dano: +15% de dano.

Nome do poder: Determinação
Descrição: O celestial é um guerreiro com determinação inabalável, determinação e força interior. Sabe aquela coragem de passar por algo difícil? Suportar a dor? Eles têm ela dentro de si, por isso, dificilmente se deixam abalar em situações de tortura ou que exijam coragem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de coragem para o celestial. +10% de resistência a dor.
Dano: Nenhum

Nível 27
Nome do poder: Sentidos Aguçados
Descrição: Os sentidos dos celestiais ao chegarem nesse nível se tornam mais aguçados e apurados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de melhoria nos cinco sentidos.
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Justiceiro silencioso
Descrição: Os celestiais são vingadores silenciosos, isso quer dizer que conseguem andar de forma suave, sem provocar ruídos, o que também lhes permite pegar inimigos de surpresa, e impedem outros de lhe ouvirem quando esse está se aproximando. Não é valido para quem tem audição melhorada.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: +60% de chance de não ser notado ao tentar realizar ataques surpresa.
Dano: Nenhum

Nível 35
Nome do poder: Perícia com Escudos IV
Descrição: Já não importa mais o tamanho do escudo, o celestial já sabe como usar perfeitamente o item defensivo, lidando com todas as mudanças bruscas. Quando se defende, é difícil deixar uma brecha para ataques.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 75% de assertividade ao tentar se defender com um escudo.
Dano: +60% de guarda (podendo proteger melhor o corpo), ao tentar defender-se com um escudo.

Ativos
Nível 7
Nome do poder:Construto de luz I
Descrição: É a capacidade de materializar a luz criando objetos a partir dele. Cada seguidor cria objetos com a cor da luz que deseja, geralmente a mantendo como marca natural de suas criações. Sua aparência física é como se o objeto fosse feito por traços luminescentes, possuindo a forma do objeto, porém não sua aparência física mais comum. Diferentes de um holograma, o construto de luz é algo material e real. Nesse nível iniciante, o semideus consegue apenas criar construtos pequenos com perfeição. Os construtos de luz nesse nível têm resistência Gama, podendo ser quebrados com certa facilidade. Duração de 2 turnos.
Gasto de MP: 20 MP por construto criado.
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 20% de dano a mais em criaturas das trevas/submundo.
Dano base: 30
Extra: É possível criar armas pequenas, como facas e adagas, chicotes ou cordas com 2m de comprimento, assim como itens aleatórios como utensílios, tijolos, chaves, punhos de tamanho natural etc. Caso use para flechas/dardos, poderá criar até 20 unidades (1MP cada).

Nível 12
Nome do poder: Asas blindadas II
Descrição: O nível de resistência aumentou, suas asas tornaram-se verdadeiros escudos. Ao ativar esse poder elas recebem resistência alfa por dois turnos.
Gasto de MP: 40 por turno.
Gasto de Hp: 5HP
Bônus: +40% de defesa contra o elemento trevas/sombras
Dano: 30
Extra: nenhum

Nível 18
Nome do poder: Construto de Luz II
Descrição: A construção de itens através de luz tornar-se ainda mais eficaz. Ainda mais real e complexa, o semideus consegue construir através da luz itens de tamanho mediano com perfeição em detalhe e realismo. Agora é possível também mexer com a densidade desses itens, podendo torná-los macios para amortecer impactos ou quedas, ou ainda mais duros e resistentes para provocar mais danos. Por isso, os construtos agora adquirem a resistência Beta. Duração de 3 turnos.
Gasto de MP: 40 MP por construto criado.
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 30% de dano a mais em criaturas das trevas/submundo.
Dano base: 40
Extra: É possível criar armas medianas, como espadas, lanças, escudos e até mesmo uma armadura semi-completa. Chicotes, cordas e correntes passam a atingir até 7m de cumprimento. Também é possível dar formas abstratas um caráter mais material, como punhos gigantes atingindo alguém.

Nível 23
Nome do poder: Voo III
Descrição: Voar tornou-se tão natural quanto respirar. Agora a mobilidade e a velocidade se tornaram quase perfeitas. O semideus pode atingir uma velocidade de voo similar a 80km/h.
Gasto de MP: 20
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Ao carregar alguma pessoa, sua velocidade e mobilidade cai pela metade (caso seja alguém dotado com passivas de força essa observação se torna nula).

Nível 26
Nome do poder: Raio de Luz
Descrição: Uma grande quantidade de energia luminosa é concentrada nas palmas das mãos do seguidor de Éter. Essa energia acumulada é liberada em um raio que seguirá em linha reta, provocando um dano focado e poderoso.
Gasto de MP: 60
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 60% de chance de provocar queimaduras de 3 grau.
Dano: 70
Extra: Nenhum

Nível 30
Nome do poder: Fotocinese III
Descrição: Seu controle sobre a luz tornou-se perfeito, assim como a criação dela. Seus hologramas são visualmente perfeitos e sem falhas, tornando-os praticamente reais se não fosse a falta de som (afinal ainda são construtos de luz). Você já pode manipular a intensidade da luz no ambiente de uma rua, aumentando ou diminuindo. Quanto a manipulação de luz em um objeto, o semideus tornou-se capaz de deixar uma casa inteira invisível ou até seis objetos. Assim como também pode modificar a cores desse mesmo objeto.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Não existe um dano fixo para esse poder.
Extra: Nenhum

Nível 40
Nome do poder: Aerocinese III
Descrição: Permite ao celestial controlar, manipular e gerar e absorver o elemento do vento. Agora consegue manipular e condensar o ar para torna-lo mais pesado, mais denso, dificultando a respiração dos inimigos, e conseguindo inclusive quebrar coisas com a manipulação do vento. Ao tornar o poder mais forte, pode por exemplo, fazer um copo estourar com a força da mente – manipulando o ar ao redor para esmagar o vidro – ou fazer coisas semelhantes. Também é capaz de criar grandes ventanias e varrer uma área de até 100 metros, derrubando coisas, quebrando, puxando e etc. Pode ainda erguer seus oponentes do chão em uma altura considerável de 1 metro, e atira-los para longe de si (só consegue fazer isso com duas pessoas por vez, não mais).
Gasto de Mp: 40 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Na criação de grandes ventanias, ou tornar o ar mais pesado, denso, e dificultar a respiração do oponente, todos os atributos do adversário do semideus serão reduzidos em 50%.
Dano: Não existe um dano fixo para esse poder.
Extra: Nenhum
Itens:
• Droigheann [Um arco recurvo de cento e cinquenta e quatro centímetros, feito de material metálico desconhecido e ricamente adornado. As cores azul, rosa e prata se distribuem de maneira harmônica por ele. Cada uma das extremidades termina em pontas com formato de lâmina, permitindo que o arco possa ser usado em combate corpo-a-corpo quando necessário for, apesar de não ser essa sua função central. A corda do arco é prateada, mas feita de material muito resistente e elástico. Ao desejo do portador é possível evocar uma flecha feita do mesmo material do arco assim que se toca a corda. | Efeito 1: Torna-se um anel largo com uma rosa gravada nele e diversos espinhos. | Efeito 2: Roubo de vida (O dano causado pela arma do semideus poderá ser convertido em HP para seu portador. 25% do dano retirado é convertido em HP para quem empunhar o armamento.) | Efeito 3: xxx | Material semidivino indetectável | Espaço para três gemas | Alfa Prime | Status: Sem danos | Necessário possuir nível 22 para domínio completo desse armamento | Lendária | Dano base de 40 (para humanos, monstros e semideuses) | Evento de natal 2017]

• Oir [ É um escudo de formato triangular, seguindo o estilo adotado na idade média, com oitenta centímetros. A borda é recoberta por uma camada extra de metal dourado que funciona como uma moldura para o desenho de um pégaso de aspecto semelhante às criaturas da heráldica, pintado ao centro do escudo por tinta azul escura. O resto dele é azul-prateado como é próprio do material do qual é feito. Atrás do escudo há tiras de couro que envolvem de imediato o braço de Peter sempre que deixa de ser um acessório, facilitando o uso. | Efeito 1: Diminui a resistência a impactos em 50% sem machucar o braço do semideus. | Efeito 2: Durante dois turnos será capaz de refletir os ataques direcionados a esse de qualquer natureza mágica, elemental ou física, depois disso, o efeito entra em espera por outros cinco turnos. | Efeito 3: Transforma-se em um bracelete largo composto por várias tiras de prata conectadas | Arandur | Espaço para duas gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Épico | Evento de ano novo]

• Gáe Dearg [Uma lança grande, com dois metros de comprimento total. Seu material é recoberto por tinta vermelha que confere o tom éreo-avermelhado dela, à exceção do fio da lâmina, que é bronze. Logo após a lâmina há uma delgada extensão onde se encontra cunhadas as palavras "Πέτρος, ο γιος του πάθους". No extremo oposto se localiza um contrapeso de metal escuro que facilita o movimento com a lança. O grande cabo é todo recoberto por adornos semelhantes a outra Gáe, a Gáe Buidhe, com as mesmas letras dos alfabetos latinos, grego e gaélico dispostas aleatoriamente entre os espaços gerados pelas linhas. | Efeitos mecânico e de ligação: a lança sempre irá retornar ao bolso do usuário (depois de dois turnos caso seja tomada ou perdida) na forma de uma pedra vermelha. | Efeito 1: Graças as runas mágicas, a arma está encantada com o elemento do ar. Isso criou uma camada cortante que potencializa o dano em 20% | Bônus de forja: +15% de dano | Bronze Celestial | Alfa | Espaço para 1 gemas | Status 100%, sem dano | Mágico | Forjado por Alex Nikolaev]

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados]

• Pulseira de perícia Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia de uma arma de sua escolha em +50%, provocando um dano de +30% (Lanças) | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico | Loja especial do dia dos namorados]
Habilidades Adquiridas:
Nome: Taekwondo I
Descrição: O taekwondo é uma arte marcial milenar da Coreia. Em coreano a palavra taekwondo possui o seguinte significado: caminho dos pés e das mãos através da mente. Após assistir a aula de combate, o aluno agora possui noções básicas e sabe melhor do que ninguém aplicar chutes referentes ao taekwondo. Ainda sabe apenas o básico do taekwondo, mas logo estará preparado para os golpes mais complexos que esta modalidade permite aprender.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +25 de dano em chutes; +30% equilíbrio, agilidade e flexibilidade.
Extra: Nenhum

Nome: Perícia em Mira
Descrição: Mirar é a capacidade de usar de seus movimentos corporais e visualização de um objeto para atingi-lo. Ao fazer essa aula, o campista possui o treino o básico para acertar um alvo parado ou em movimento com diferentes objetos, desde armas a qualquer item corriqueiro. É necessário atentar-se para a equação de: quanto mais concentrado, mais precisa é a mira.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% em mira
Dano: Nenhum
Extra: Uma vez por missão, você pode solicitar o Acerto Perfeito, acertando o alvo caso ele esteja a menos de 100m de distância. O post também deverá conter a narrativa de como foi realizada a mira. Ações como “mirei e acertei” serão invalidadas.

× Nome da Habilidade: Perícia com Bastões e Lanças I
Descrição: O usuário entendeu como funciona a arma e como ter um bom manuseio de armas de extensão como bastões e lanças e pode se mostrar melhor nisso do que aqueles que nunca tiraram um tempo para treinar a habilidade de fato.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Extra: +10% de assertividade ao usar qualquer uma das armas citadas nesta habilidade.
Dano: +5% de dano ao realizar golpes com fazendo uso de uma das armas.

Pericia em Mira de Arcos I
Descrição: Aprender a atirar com o arco as vezes não é suficiente, o semideus também precisa da mira para aprimorar essa habilidade, assim sendo, ao treinar com esse tipo de arma, automaticamente acaba aprimorando sua mira. Agora acertar alvos em movimentos a longa distância ficou muito mais fácil, além de aprimorar sua técnica com arcos, também consegue atingir pontos mais precisos com essa arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de mira com arcos, tendo facilidade em atirar em alvos em movimento.
Dano: +10% de dano se o inimigo for atingido pelo arco do semideus.
Extra: Nenhum

Pericia com lanças
Descrição: Habilidade adquirida ao derrotar Anne Smith, filha de Zeus, em um evento de dia das bruxas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de assertividade no manuseio da lança.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Pericia em Mira de Arcos II
Descrição: O semideus ao executar certo treinamento, acabou aprimorando sua mira, de forma que, atirar em alvos com um arco se tornou muito mais fácil. O tempo com essa arma é um inimigo, mas agora que possui o conhecimento adequado, a vantagem está a seu favor e sua mira, está muito melhor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de mira com arcos, tendo facilidade em atirar em alvos em movimento.
Dano: +25% de dano se o inimigo for atingido pelo arco do semideus.
Extra: Nenhum

Nome: Perícia em Ambidestria
Descrição: Depois de treinar, o semideus é capaz de usar ambas as mãos e pernas em combate, distribuindo força e equilíbrio necessário para já ter a mesma eficiência no uso. Será capaz de, por exemplo, usar duas armas ao mesmo tempo além de equilibrar-se mais fácil por ter ambas as pernas como dominantes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força e equilíbrio.
Dano: Nenhum




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Peter C. Gallagher
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Re: Fuil

Mensagem por Peter C. Gallagher em Sex Jul 27, 2018 11:39 pm



 
 
  
Fuil
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M
eu voo durou pouco. A asa ferida pela bala ardia, a tal ponto que eu mal conseguia me movimentar no ar. Eu viajei em direção ao apartamento de Alexander por pouco mais de dois minutos antes de perceber que não seria capaz de me manter voando por tempo suficiente para alcançar meu destino. Alexander murmurou que eu retornasse na direção da Tumba de Grant e me refugiasse junto com ele na Igreja de Riverside, próxima ao parque.

Nós rompemos uma janela que dava acesso à torre do carrilhão. Eu depositei meu fraco familiar sobre a superfície do deque mais próximo. Eu já havia estado naquela Igreja várias vezes com Alexander. Eu me considerava ateu, mas o homem tinha um apreço estranho pela fé. Além disso, ele adorava a atuação social dos membros da Riverside. A nave principal do edifício era belíssima, a arquitetura era suntuosa e magnânima, mas o interior da torre do sino era o completo oposto. Estéril e cinzento, com diversos mezaninos, mecanismos e engrenagens de metal. Nem ao menos era antigo. Não havia nada de atraente ali dentro. Era um terrível local para se morrer. Era um terrível local para vivenciar as interações que eu vivenciei em seguida.

Eu sentia o que estava prestes a acontecer. Aquele ferimento poderia levá-lo a um estado crítico. Sua tez estava mais pálida, ele tinha a respiração curta e sentia dores de cabeça e no abdômen. Quando eu rasguei sua camisa para ver o ferimento, percebi uma grande mancha escura em sua pele, fruto de uma hemorragia interna. Ele havia perdido uma quantidade considerável de sangue, mas manter o arpão fora uma boa ideia. Um pouco do sangue havia coagulado ao redor do metal e o machucado vertia uma menor quantidade do fluido vermelho. Mas o sangramento externo era o menor dos problemas. Eu não tinha a menor ideia se – e se a resposta fosse sim, quais – algum dos seus órgãos havia sido atingido pelo arpão.

Eu não pensava nisso naquele momento, tentava ser otimista, mas era fato que eu teria pouco tempo para salvar a vida da pessoa que eu mais amava no mundo. Apesar do risco de perder Alexander, os minutos seguintes foram fundamentais para mim.


Eu me sentei ao lado dele e dispus algumas das minhas armas de bronze celestial próximas a nós. O metal tinha a propriedade de brilhar levemente no escuro e junto com a luz da lua iluminava a câmara. Sua cabeça pendia sobre o ombro. Limpei a garganta.

– Dói muito? – Eu perguntei, sem olhar para ele.

– Um pouquinho. – Alexander murmurou entre os dentes.

Eu dei um sorriso com o canto dos lábios e meneei negativamente a cabeça. Se o tiro em minha asa havia ardido como uma queimadura, era apenas capaz de supor a dor que ele enfrentava.

– Mentiroso. – Ele soltou um som baixo parecido com uma risada. – Eu não sei o que fazer, Alex. – Admiti com a voz embargada – Eu não tenho como mandar uma mensagem de Íris, eu não tenho como cuidar de você. Eu... – Meus olhos ardiam, mas eu não me permiti chorar.

A incapacidade corroía todo meu ânimo. Apesar disso, eu conhecia uma solução paliativa, um poder que herdei de Eros. Quando expliquei a Alex que precisaria beijá-lo, ele franziu a testa e me olhou com estranheza.

– É assim que o poder funciona, Alex. E é importante. Ele transfere até metade da minha energia vital para você. – Eu dei um sorriso compreensivo. – Eu sei que é estranho. Mas não é um gesto sexual. É um... – Suspirei. Era estranho como aquele tipo de circunstância modificava totalmente nossa configuração psicológica. Parecia que todos aqueles meses que eu passei distante do homem mais velho tinham sido uma grande besteira e tudo que eu queria era ter a certeza de que o teria ao meu lado pelo resto da vida. Sim, o medo de perde-lo era mais forte que a mágoa. – É um gesto de amor.

Alexander apenas assentiu. Eu me inclinei sobre seu corpo e toquei seus lábios com os meus. Foi tanto o beijo mais sincero quanto o mais inocente e desprovido de teor sexual que eu já dera na vida. Durou poucos segundos e eu senti subitamente uma fadiga absurda, como se não descansasse há dias. Quando me distanciei, a pele do Alex tinha uma coloração melhor e suas pálpebras já não estavam tão caídas. Eu suspirei aliviado.

– Funcionou. – Eu disse, com um quase sorriso no rosto.

– Sim, funcionou. – Alex também parecia aliviado, mas eu sabia que ele ainda sentia dor. Olhei para seu corpo e minha expressão se tornou contrariada. Eu queria dar um jeito naquele arpão, mas isso parecia impossível no momento. – Eu preciso conversar com você.

Havia meses que o Alex precisava conversar comigo, mas seu tom de voz deixava claro que naquela situação essa necessidade era diferente. Apesar disso, eu não queria discutir sobre as mentiras e as razões do Alex. Não porque não queria ouvi-lo, mas para não admitir a inevitabilidade do fato de que aquela conversa precisaria acontecer ali e naquele momento ou talvez ela jamais ocorresse.

– Você precisa descansar, Alexander, guardar suas forças. A gente pode conversar depois. – Ele suspirou.

– Não podemos. Você sabe que não.

Talvez não.

– Eu prefiro não arriscar. Eu quero que você saiba.

– Sobre?

– Sobre tudo. – Ele umedeceu os lábios. – Há muito que você sabe sobre mim. – Era verdade. Nós nos conhecíamos como ninguém. Eu conseguia entender o homem ao meu lado sem ele precisar dizer uma única palavra e Alexander era capaz de enxergar até atrás das minhas mentiras. – Mas também há muita coisa que você não sabe. E coisas que eu acho que você deseja saber.

Alguns segundos de silêncio se estenderam.

– Tá bom.

– Pode perguntar, se você quiser.

Eu respirei fundo.

– Então você é bi?

Ele riu. Talvez aquela não fosse a pergunta que esperava.

– Eros é o deus do amor. Não é totalmente necessário gostar de homens para se interessar por ele. – Eu esperei que ele continuasse. – Ele me ajudou, em diversos sentidos. Você sabe, eu vim para a América meio de súbito.

Eu conhecia todos os detalhes daquela história, menos a parte em que Eros aparecia. Alexander se mudou do interior da Irlanda para Dublin e depois de Dublin para Nova York quando ele conseguiu ingressar em Columbia. Sim, a universidade da Ivy League, uma das melhores do mundo. Eu sentia um enorme orgulho dele por isso, o Gallagher tinha pouco mais de dezoito anos na época. Ele praticamente fez a sua vida sozinho nos Estados Unidos.

Ele me contou como se sentiu na época, a insegurança e solidão de viver em uma terra estranha.

– O dinheiro era curto. – Ele acrescentou em determinado momento. – Eu trabalhava em um pub, você sabe. As pessoas me elogiavam, diziam que eu era bonito, que poderia tentar ser modelo. Mas trabalhar como modelo seria difícil, exigiria tempo, dedicação e paciência. Não conseguiria ficar rico de um dia para o outro

Ele parou por receio de contar o que viria a seguir.

– Tinha uma maneira mais fácil e imediata de ganhar dinheiro com a minha aparência... – Eu respirei fundo nesse momento já supondo a revelação que viria a seguir. – Não foram muitos encontros. Eram geralmente mulheres mais velhas e casadas. De certa maneira, não era tão ruim. Mulheres são mais sensíveis, então muitas delas precisavam só de alguém que lhes desse carinho e atenção e não de sexo em si. Mas a maior procura vinha de homens.

Eu não sabia se queria escutar o resto. Não era aquela a maneira como eu via Alexander. Eu nunca imaginei que ele se sujeitaria a isso.

– Eu não sabia se eu era bissexual, na verdade ainda não sei, talvez eu seja, mas não faço questão do rótulo. Enfim, eu transei com alguns homens. Haviam alguns não assumidos que procuravam algo parecido com as clientes mulheres: carinho, atenção, aceitação. Mas também tinham alguns que só queriam sexo. – Ele engoliu em seco – Uma vez específica foi horrível... – Ele não explicou o que aconteceu e eu também não queria saber naquele momento.

Eu não estava irritado, decepcionado ou envergonhado com ele. Eu estava triste por ele. Sua voz transmitia claramente a vergonha que ele sentia em admitir que se deitava com pessoas por dinheiro. Não era o tipo de prática sexual com a qual ele estava confortável. Além do mais, eu senti que alguns desses encontros nem sempre terminavam com champanhe e conversas de travesseiro amenas.

– Então Eros surgiu. Ele era diferente. Não era galanteador nem misterioso. Era divertido e expansivo, risonho, envolvente. Ele não foi um cliente também, apareceu no pub uma noite e puxou conversa. Perguntou tudo sobre mim, inventou mentiras sobre si. – Alex olhava para o nada. Ele sorriu. – Eu me apaixonei de verdade, Peeta. Nós passamos meses juntos. Nos víamos toda semana.

“E então ele desapareceu do nada, logo depois das aulas em Columbia terem começado. Demorou alguns meses, uns seis apenas, e ele apareceu de novo na porta do meu dormitório. Nesse momento a minha vida já estava bem mais tranquila. A faculdade me oferecia um auxílio para me manter estudando, então eu finalmente tinha a certeza de que as coisas iriam dar certo. E então veio você. Um neném lindo, de cabelos castanhos e personalidade estranha. Ele me contou tudo naquele momento. Quem ele era, quem você era. Eu sempre enxerguei através da Névoa, você sabe. Eu sabia que ele era diferente. Mas é claro que aquilo também me deixou confuso.

– E então você decidiu me jogar fora. – Eu deixei escapar minha mágoa naquelas palavras.

Alex suspirou pesadamente. Ele se manteve calado por quase um minuto até que eu me dei conta de que ele chorava ao meu lado. Senti vontade de chorar também, mas me contive e apenas pressionei seu ombro.

– Desculpa, não queria falar dessa forma.

– Não foi tão simples. – Alex finalmente conseguiu reunir coragem para falar. – É claro que eu queria ficar contigo, Peter. Mas não tinha como eu me manter na faculdade e cuidar de você, eu precisava escolher uma das duas opções. Eu tinha dezenove anos! Eu me arrependo da minha escolha até hoje, me arrependo amargamente. Mas eu tanto não queria abrir mão do meu futuro quanto não estava pronto para cuidar de você. Não foi inteiramente egoísmo, Peeta, eu também não seria um bom pai. Nunca fui, admito. – Naquele momento eu comecei a duvidar se ele realmente havia sido um pai ruim e a me questionar como seria um futuro hipotético no qual Alex houvesse desistido de tudo para cuidar de mim.

“E tinha outro detalhe. Na época eu recorri a Aeryn, inicialmente eu apenas perguntei a ela o que eu poderia fazer, pedi por conselhos. É claro que eu não falei sobre Eros, ela só descobriu sobre isso muitos anos depois. Inventei que você era filho de uma mulher com quem me envolvi aqui e que tinha sido abandonado por ela. Depois de muito conversarmos, ela se ofereceu para cuidar de você.

– Eu acho que entendo porque ela quis tanto. Quando ela era muito mais nova, mais ou menos a idade que eu tinha quando você chegou, Aeryn engravidou de um namorado. Nossos pais ficaram revoltados, você sabe como eles são... – Conservadores e religiosos. Sim, eu sabia como eles eram. – Ela sempre quis ser mãe e apesar de ter sido uma gravidez antes do esperado, ela queria muito ter esse filho, mas nem nossos pais nem o futuro pai do bebê a apoiavam e eu era apenas uma criança na época. Ela era uma garota educada e obediente, às vezes obediente em excesso e por meses ela tentou insistir na sua decisão. Mas o namorado a abandonou e nossos pais prometeram fazer o mesmo.

“Que crueldade que foi aquilo. Ela acabou cedendo. O aborto não era legalizado, então ela foi em um homem que se dizia obstetra. Ele era praticamente um açougueiro, realizou um procedimento cheio de riscos. Ela conseguiu tirar o filho e sobreviveu. Mas o útero dela ficou completamente danificado, ela passou dias em um hospital sendo maltratada pelas enfermeiras que murmuravam pelos corredores o que ela tinha feito. Ela ficou estéril.

– Você tem noção de como isso doeu nela, Peter? – Alex me olhou. Ele chorava e eu também derramava algumas lágrimas. – Aeryn sempre quis ser mãe, as crianças eram a paixão dela, tanto que se formou em pedagogia logo depois disso, e de repente ela jamais poderia gerar um filho.

“Você percebe como seria maravilhoso para ela poder ser sua mãe? Eu acabei cedendo, parecia ser uma coisa incrível. Ela teria condições muito melhores para cuidar de você. Eu viajei à Irlanda e te deixei com ela.

Aquilo explicava tantas coisas. Minha cabeça pesava e girava, confusa. Parecia que um mundo novo se abria, circunstâncias e acontecimentos que eu não conhecia eram revelados. Alex não era vinte anos atrás o homem próspero, maduro e magnífico que eu conhecia. Ele era uma criança vivendo uma aventura. Ele era imaturo, assustado e desnorteado. Aeryn, por sua vez, sempre foi superprotetora, vigilante, presente e afetuosa.

Eu cresci tendo em minha vida uma mulher que nunca me deixou duvidar que eu era uma bênção em sua vida e um homem que representou mais do que um tio, pai ou amigo. Ele era meu herói.

Tudo isso havia ruído no dia que eu soube da verdade, ironicamente também em uma igreja. Foi destrutivo descobrir que as duas pessoas mais importantes para mim haviam mentido sobre algo tão significativo. No entanto, eu me perguntei por que eu havia fugido por tantos meses daquele momento.

– Mas por que você não contou a verdade antes?

Alex suspirou. Ele estava ficando mais fraco de novo, aparentemente.

– Infelizmente uma coisa leva à outra. Quanto mais o tempo passava, mais complicado ficava para te falar a verdade. No começo você era novo demais para entender, depois você não poderia estar comigo e então já haviam se passado muitos anos e você já não era capaz de me enxergar como um pai. E eu não sei se eu era. Eu apenas te trouxe ao mundo, mas ela sempre foi a sua mãe, a sua verdadeira mãe.

Seria fácil dizer que Alexander não era meu pai e muito menos alguém importante para mim. Contudo, isso seria uma enorme mentira. Como eu cresci apenas com a minha mãe – ela nunca se casou e teve apenas alguns namorados ocasionais com os quais eu pouco tive contato – o Alex se tornou minha referência de homem e, de certa maneira, de pai. Ele não era um estranho. De fato, em alguns momentos ele era mais próximo de mim do que Aeryn. Até eu descobrir toda a verdade, ele era minha família e a pessoa que eu mais amava no mundo.

Ele não parou sua narração e eu também não quis interrompê-lo. Permiti que ele me contasse todas as situações nos anos seguintes. Todas as vezes em que chorou de saudade e pesar. Cada um dos momentos especiais que ele se orgulhava de ter compartilhado comigo. Sobre como Aeryn insistia em não o reconhecer como meu pai e por vezes o impedia de agir como tal. Contou também sobre como Eros continuou presente em sua vida de certa maneira, depois do meu nascimento mais como uma espécie de amigo que o visitava esporadicamente e não mais um amante. Entremeada em suas palavras eu era capaz de sentir uma dor emocional dilacerante e um arrependimento sincero.

Não seria capaz de afirmar que naquele momento eu o enxerguei inteiramente como meu pai. Mas eu sabia que ele era até mais do que isso para mim.

Conforme ele ia ficando fraco, eu comecei a orar. Pedi o auxílio de todas as divindades que achei que poderiam me escutar. Clamei para que Hades não pedisse por sua alma, que Tânatos não a viesse buscar. Que Zeus interferisse, que Éter intercedesse. Chamei até pelo nome de Eros. Nenhum deles me respondeu.

– Eu compreendo, Alex. – Suspirei e tentei não chorar. Deuses do Olimpo, tudo que eu queria era poder desabar em lágrimas. – Eu entendo, de verdade. – Segurei sua gelada mão direita. – Eu prometo para você que as coisas ficarão bem.

A noite já havia caído e ninguém havia aparecido. Alexander estava fraquíssimo. Depois de passar alguns minutos em silêncio ele começou a tossir e eu percebi que saía sangue de sua boca. Sua barriga estava inteiramente molhada de sangue, assim como seu quadril. Seus olhos pesavam. Eu sabia o que aquilo significava e o desespero começou a subir pela minha garganta.

– Você me salvou. – Eu murmurei ainda segurando sua mão. – Você sempre me salvou, Alex.

Ele só apertou minha mão.

– Não fecha os olhos. Vai ficar tudo bem. – Eu tentei sorrir para ele enquanto segurava seu rosto e o fazia olhar para mim. Suas pálpebras caíam. – Por favor, fica comigo.

– Está frio. – Ele disse e sua testa franziu como se ele estivesse prestes a chorar. – Faz frio, Peeta.

Meus olhos encheram-se de lágrimas. Eu sabia que tudo que ele dissesse naquele momento seria capaz de me fazer desabar em um choro convulsivo.

– Eu preciso que você aguente firme! – Eu pedi, praticamente implorei.

– Eu estou fraco, parceiro. – Ele disse quase em um sussurro. – Muito fraco. – Sua cabeça se virou em minha direção. – Você nunca esteve só e nunca vai estar.

Eu o abracei e trouxe sua cabeça para o meu peito. Beijei sua testa e afaguei seus cabelos, imerso em um sentimento profundo de remorso e uma dor que eu nem saberia explicar. Ele fechou os olhos e ficou quieto, entrando em um estado de inconsciência.

Ele não estava morto, eu ainda sentia seu pulso, mas ele ficava cada vez mais fraco. Em meio ao silêncio, eu maldisse todos os deuses, todos os humanos, todas as circunstâncias, tudo que havia me levado àquele momento de luto prévio.

Quando a badala do primeiro sino soou eu comecei a xingar. Logo todos os sinos do carrilhão estavam tocando. Surpreendentemente, não era a cacofonia usual, mas uma melodia profunda e bonita. Quando o enorme bourdon ressonou eu gritei com todas as forças dos meus pulmões até que as lágrimas rolassem e meu choro começasse.

A cada segundo que a melodia tocava, a cada vez que eu respirava fundo só para recomeçar a chorar copiosamente segurando o corpo de Alexander em meus braços, a cada instante que passava o seu pulso diminuía e eu temia o segundo derradeiro em que já não o sentiria mais.

O som dos sinos foi a trilha sonora para a minha ruína emocional. Eu me quebrei em pedaços e apertei o corpo dele contra mim como se aquilo fosse capaz de manter seu espírito comigo. Todas as almas próximas surgiram ao nosso redor e começaram a cantar. Elas entoavam uma antiga canção em um irlandês arcaico. Meu desequilíbrio fazia a luz e o ar ao nosso redor se rebelarem, o que gerava intensas correntes de vento e explosões luminosas.

Não sei por quanto tempo aquilo durou. Provavelmente muitos e muitos minutos. Eu o percebi ali ajoelhado ao meu lado, mas só fiz algum motivo em sua direção quando ele envolveu os dedos ao redor do corpo do arpão coberto de sangue seco.

– Não. – Eu disparei quase em um rosnado, com o rosto molhado de lágrimas. Todos os sinos pararam de soar com exceção de um e as almas se silenciaram – Não mexe nele.

Era um homem jovem vestido de maneira casual. Seus cabelos eram lisos e cortados de maneira atual, com os lados raspados. Ele me olhou nos olhos por alguns instantes.

– Eu sinto muito por você ter que passar por isso. – Eu não conseguia compreender corretamente o que ele falava. Era enoque e todos nós celestiais entendíamos a língua, mas minha mente não processava nada. – Você foi testado. Ou você o salvava, ou seguia as suas ordens e nesse caso todo o rancor acabaria e você se provaria digno. Ele jamais viraria as costas para um seguidor digno.

Eu ainda chorava e respirava com dificuldade. Era como se novamente o ar estivesse rarefeito.

– Quem é você? – Eu indaguei com a voz trêmula.

– Um amigo. – Ele disse com simplicidade. E então com um único movimento ele puxou o arpão para fora do corpo de Alexander com meus dedos ainda em volta do seu pulso. – Abrace-o.

Eu deitei minha cabeça no peito de Alex e o envolvi com força novamente em meus braços. Seu coração era um tambor silencioso, mais baixo que o sino suave que ressoava.

Ele bateu mais duas vezes junto com o sino. Então tudo ficou silencioso, o coração dele e os sinos. Eu compreendi naquele momento que ele havia partido e novamente chorei, despejando todos os meus sentimentos no tecido destruído da sua camiseta.

Silêncio.

– Ele estava certo. – A voz dele tinha uma altura mediana, nem muito grave e nem muito aguda, mas transmitia calma. – Ele fez a escolha certa no passado. O futuro de vocês seria horrível se ele tivesse ficado com você. – O ser celestial estendeu a mão e tocou o cabelo de Alexander. – Agora ele será brilhante.

Silêncio.

Lágrimas.

Tum. Era o bourdon, o maior sino do carrilhão, tocando.

Silêncio.

Tum.

Tum-tum. O bourdon.

Tum-tum.

Tum. O bourdon.

Tum-tum.

Com um suspiro profundo minhas lágrimas cessaram. Eu sorri.

– Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados. – O homem murmurou. Em seguida sua expressão solene e soberana se modificou para um ar de preocupação. – Ele ainda precisará de um médico. Mas ele sobreviverá. E a relação de vocês também.

Eu sequei minhas lágrimas.

– O que ele quer que eu faça em troca? – Eu indaguei ao anjo e ele franziu a testa.

– Isso não é uma dívida, Celestial. É uma recompensa. – Salatiel se ergueu e observou o local ao nosso redor com uma expressão quase saudosista. – Ele não fez nenhuma exigência específica, mas acho que ele ficaria contente se você nunca se esquecesse quem você é e de onde você veio: você é filho do amor e o seu amor por esse humano o salvou.

Então ele desapareceu no ar.

O peito de Alexander subia e descia de forma quase imperceptível.

Sim, eu sabia quem eu era. E eu finalmente sabia quem Alexander era para mim também.

Ceal. Tús. Aiséirigh

Adendos:
Poderes de Eros:

Passivos
Nível 4
Nome do poder: Beleza Divina
Descrição: O filho de Eros/Cupido, é naturalmente bonito. A beleza de seu pai era comparada a de um anjo, sendo ele mesmo semelhante a um. Assim como Eros/Cupido, seus filhos são extremamente bonitos, charmosos, e graciosos, e quando entram em batalha, é difícil olhar para outro canto que não seja eles, pois, naturalmente se tornam o centro das atenções. Os inimigos do semideus, podem se sentir intimidados, ou admirados pela beleza do filho de Eros/Cupido, e em um combate, isso os deixa confusos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo hesitar em te atacar durante um turno, geralmente, o inicial.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Pequeno Corajoso
Descrição: Filhos de Eros/Cupido são extremamente audazes, ousados e destemidos. Não importa o inimigo os semideuses não se sentirão intimidados pela aparência ou potencial do inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a intimidação e medo, são 50% menos efetivos com filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Perfume Inebriante
Descrição:  Seu cheiro natural é um perfume delicioso para qualquer ser. Todos os seres vivos ficam com o humor melhor perto de você, monstros nunca te detectaram, pois seu perfume lembra a eles cheiros dos seus habitats naturais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será rastreado por monstros. Pode confundir o inimigo em luta, inclusive, o fazendo hesitar ao sentir seu perfume, errando ataques durante um turno.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Imunidade Psíquica
Descrição: Filhos de Eros são imunes a qualquer tipo de jogo mental e emocional de nível igual ou inferior, pelo simples fato de serem ligados com esse tipo de atitude e saberem como lidar com tais armadilhas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Jogos mentais de nível inferior ou igual ao do filho de Eros, não surtem efeito contra ele. Níveis maiores ainda poderão afeta-lo.
Dano: Nenhum

Ativos
Nível 40
Nome do poder: Beijo da Vida
Descrição: O amor é um sentimento que cura, que salva, que arde e que machuca. A prole de Eros/Cupido, poderá induzir esse sentimento em sua forma mais pura, e passar metade de sua vida para um amigo, ou aliado, através de um beijo. Basta encostar os lábios aos dele em um beijo verdadeiro, e metade do HP que lhe pertencia, passara a ser dele.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: - 50% de
Bônus: Passa 50% do HP atual para seu aliado, amigo, ou amante. Ou seja, caso possua 100 HP, metade passa a ser do seu amigo, ou seja, 50 HP.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
Poderes de Celestial:

Passivos
Nível 1
Nome do poder: Olhos celestiais
Descrição: Sempre ao usarem os poderes, os olhos dos celestiais ganham uma tonalidade mais celeste e brilhante. Poderes de luz os olhos ficam dourados; poderes ligados as estrelas e ao ar ficam azulados ou esverdeados; poderes ligados as bênçãos os olhos ficam vermelhos. Ao usar os demais poderes, as írires ficam em tonalidade prateada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Língua Enoque
Descrição: Os celestiais possuem um vocabulário próprio, aprendido naturalmente ao se tornar um seguidor do deus do céu superior. Tratando-se de jogabilidade e técnica, os celestiais em suas postagens devem destacar quando estiverem usando a língua Enoque. Saber o Enoque também dá um amplo conhecimento no hebraico e outras línguas mortas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Asas
Descrição: Os celestiais são reconhecidos principalmente pelas suas asas. Majestosas e belas, as asas são geralmente brancas em sua totalidade, mas ainda há alguns seguidores de Éter que possuem detalhes nas extremidades de suas penas. São como asas de anjos, nunca assumindo a tonalidade negra. Cada celestial pode descrever suas asas, porém uma vez feito não poderá muda-lo. As asas crescem a partir dos ossos das costas, por isso, muito cuidado com as camisas, elas consequentemente ganham dois rasgos nas costas sempre que permitem o alongamento das asas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Detectar intenções
Descrição: A intuição do celestial é bastante apurada. Ele saberá reconhecer quando está sendo enganado ou quando alguém está sendo sincero. Durante o combate, ele sentirá o desejo de atacar do outro, podendo ficar em alerta e diminuir as chances de ser pego em um ataque surpresa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 11
Nome do poder: Atributos melhorados II
Descrição: O celestial agora está mais evoluído. A experiência em batalhas melhorou ainda mais as suas condições físicas. O semideus seguidor de Éter torna-se ainda mais veloz e esquiva-se com mais facilidade. Seus reflexos também melhoraram.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade, esquiva e reflexos.
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Cura Acelerada
Descrição: Ao adentrar nos celestiais de Éter, o semideus terá o seu metabolismo acelerado. Graças a isso, o processo de cura torna-se mais rápido e eficiente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Os ferimentos pequenos se fecham depois de 2 turnos. Ferimentos profundos levam 4 turnos e ossos quebrados um dia inteiro.
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Força Estelar II
Descrição: Durante a noite, quando o brilho das estrelas se torna mais perceptível, o celestial fica ainda mais forte e resistente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de força e resistência corporal.
Dano: +15% de dano.

Nome do poder: Determinação
Descrição: O celestial é um guerreiro com determinação inabalável, determinação e força interior. Sabe aquela coragem de passar por algo difícil? Suportar a dor? Eles têm ela dentro de si, por isso, dificilmente se deixam abalar em situações de tortura ou que exijam coragem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de coragem para o celestial. +10% de resistência a dor.
Dano: Nenhum

Nível 27
Nome do poder: Sentidos Aguçados
Descrição: Os sentidos dos celestiais ao chegarem nesse nível se tornam mais aguçados e apurados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de melhoria nos cinco sentidos.
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Justiceiro silencioso
Descrição: Os celestiais são vingadores silenciosos, isso quer dizer que conseguem andar de forma suave, sem provocar ruídos, o que também lhes permite pegar inimigos de surpresa, e impedem outros de lhe ouvirem quando esse está se aproximando. Não é valido para quem tem audição melhorada.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: +60% de chance de não ser notado ao tentar realizar ataques surpresa.
Dano: Nenhum

Ativos
Nível 23
Nome do poder: Voo III
Descrição: Voar tornou-se tão natural quanto respirar. Agora a mobilidade e a velocidade se tornaram quase perfeitas. O semideus pode atingir uma velocidade de voo similar a 80km/h.
Gasto de MP: 20
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Ao carregar alguma pessoa, sua velocidade e mobilidade cai pela metade (caso seja alguém dotado com passivas de força essa observação se torna nula).

Nível 30
Nome do poder: Fotocinese III
Descrição: Seu controle sobre a luz tornou-se perfeito, assim como a criação dela. Seus hologramas são visualmente perfeitos e sem falhas, tornando-os praticamente reais se não fosse a falta de som (afinal ainda são construtos de luz). Você já pode manipular a intensidade da luz no ambiente de uma rua, aumentando ou diminuindo. Quanto a manipulação de luz em um objeto, o semideus tornou-se capaz de deixar uma casa inteira invisível ou até seis objetos. Assim como também pode modificar a cores desse mesmo objeto.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Não existe um dano fixo para esse poder.
Extra: Nenhum

Nível 40
Nome do poder: Aerocinese III
Descrição: Permite ao celestial controlar, manipular e gerar e absorver o elemento do vento. Agora consegue manipular e condensar o ar para torna-lo mais pesado, mais denso, dificultando a respiração dos inimigos, e conseguindo inclusive quebrar coisas com a manipulação do vento. Ao tornar o poder mais forte, pode por exemplo, fazer um copo estourar com a força da mente – manipulando o ar ao redor para esmagar o vidro – ou fazer coisas semelhantes. Também é capaz de criar grandes ventanias e varrer uma área de até 100 metros, derrubando coisas, quebrando, puxando e etc. Pode ainda erguer seus oponentes do chão em uma altura considerável de 1 metro, e atira-los para longe de si (só consegue fazer isso com duas pessoas por vez, não mais).
Gasto de Mp: 40 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Na criação de grandes ventanias, ou tornar o ar mais pesado, denso, e dificultar a respiração do oponente, todos os atributos do adversário do semideus serão reduzidos em 50%.
Dano: Não existe um dano fixo para esse poder.
Extra: Nenhum
Itens:
• Droigheann [Um arco recurvo de cento e cinquenta e quatro centímetros, feito de material metálico desconhecido e ricamente adornado. As cores azul, rosa e prata se distribuem de maneira harmônica por ele. Cada uma das extremidades termina em pontas com formato de lâmina, permitindo que o arco possa ser usado em combate corpo-a-corpo quando necessário for, apesar de não ser essa sua função central. A corda do arco é prateada, mas feita de material muito resistente e elástico. Ao desejo do portador é possível evocar uma flecha feita do mesmo material do arco assim que se toca a corda. | Efeito 1: Torna-se um anel largo com uma rosa gravada nele e diversos espinhos. | Efeito 2: Roubo de vida (O dano causado pela arma do semideus poderá ser convertido em HP para seu portador. 25% do dano retirado é convertido em HP para quem empunhar o armamento.) | Efeito 3: xxx | Material semidivino indetectável | Espaço para três gemas | Alfa Prime | Status: Sem danos | Necessário possuir nível 22 para domínio completo desse armamento | Lendária | Dano base de 40 (para humanos, monstros e semideuses) | Evento de natal 2017]

• Oir [ É um escudo de formato triangular, seguindo o estilo adotado na idade média, com oitenta centímetros. A borda é recoberta por uma camada extra de metal dourado que funciona como uma moldura para o desenho de um pégaso de aspecto semelhante às criaturas da heráldica, pintado ao centro do escudo por tinta azul escura. O resto dele é azul-prateado como é próprio do material do qual é feito. Atrás do escudo há tiras de couro que envolvem de imediato o braço de Peter sempre que deixa de ser um acessório, facilitando o uso. | Efeito 1: Diminui a resistência a impactos em 50% sem machucar o braço do semideus. | Efeito 2: Durante dois turnos será capaz de refletir os ataques direcionados a esse de qualquer natureza mágica, elemental ou física, depois disso, o efeito entra em espera por outros cinco turnos. | Efeito 3: Transforma-se em um bracelete largo composto por várias tiras de prata conectadas | Arandur | Espaço para duas gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Épico | Evento de ano novo]

• Gáe Dearg [Uma lança grande, com dois metros de comprimento total. Seu material é recoberto por tinta vermelha que confere o tom éreo-avermelhado dela, à exceção do fio da lâmina, que é bronze. Logo após a lâmina há uma delgada extensão onde se encontra cunhadas as palavras "Πέτρος, ο γιος του πάθους". No extremo oposto se localiza um contrapeso de metal escuro que facilita o movimento com a lança. O grande cabo é todo recoberto por adornos semelhantes a outra Gáe, a Gáe Buidhe, com as mesmas letras dos alfabetos latinos, grego e gaélico dispostas aleatoriamente entre os espaços gerados pelas linhas. | Efeitos mecânico e de ligação: a lança sempre irá retornar ao bolso do usuário (depois de dois turnos caso seja tomada ou perdida) na forma de uma pedra vermelha. | Efeito 1: Graças as runas mágicas, a arma está encantada com o elemento do ar. Isso criou uma camada cortante que potencializa o dano em 20% | Bônus de forja: +15% de dano | Bronze Celestial | Alfa | Espaço para 1 gemas | Status 100%, sem dano | Mágico | Forjado por Alex Nikolaev]

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados]

• Pulseira de perícia Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia de uma arma de sua escolha em +50%, provocando um dano de +30% (Lanças) | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico | Loja especial do dia dos namorados]




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Peter C. Gallagher
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Re: Fuil

Mensagem por Macária em Sab Jul 28, 2018 7:45 pm


Avaliação

Valores máximos que podem ser obtidos
Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 20%
Criatividade: 30%
Total de XP e dracmas que pode ser obtido: 10.000

Resultado obtido:
Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 20%
Criatividade: 25%

Comentários:
Peter,
Meu querido, eis aqui uma deusa completamente impactada. Eu não percebi que estava acabando até ter chegado ao fim! Você foi incrível. Sua história foi muito envolvente e eu me vi prendendo a respiração e torcendo para não ter que buscar Alexander! Eu simplesmente amei e, com isso, não vejo porque não lhe dar a recompensa que lhe dei. Estou fazendo um pequeno desconto só pelo fato de ser repostagem da sua segunda ficha, espero que entenda. Meus parabéns.
9.500 XP e dracmas



this a good death
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Macária
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Re: Fuil

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