The Blood of Olympus
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Campeonato de Gladiadores

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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Amber Höff Spielgeman em Qui Set 04, 2014 3:55 pm

Campeonato de Gladiadores...
I'm feeling sexy and free... Like glitter's raining on me...


Não era tão fácil assim. Arya colocou o braço a frente de minha espada, seu braço então escorreu sangue, e o tridente fora perfurado meu estômago. Nós duas sangrávamos, porém, ela parecia em melhores condições que eu. Eu senti as minhas pernas tremerem, meus braços então estavam sem força para continuar. De repente me vi sem chances, mas mesmo assim, eu não queria desistir, eu iria continuar. Meus olhos então se fecharam contra minha vontade, como instinto, nada que eu tivesse planejado, me vi então no castelo de Quione novamente. Ela parecia se divertir com a minha situação, sem chances. Eu segurava minha arma, e com a mão no estômago, tentando fazer com que aliviasse. Eu estava cansada e fraca.

A deusa do gelo, com toda sua frieza e ignorância em si, parabenizou aos sobreviventes, debochando os desistentes. Eu não sabia das outras duplas, olhei cada um de um jeito diferente, Emmanuelle parecia estar despreocupada, e não parecia ter se ferido. Vi Silena e Brigitte, as duas estavam machucadas, mas inteiras. Faltavam duas pessoas, Klaus e Lucc, haviam desistido? A dor continuava a me apertar. Não haveria então descanso, teríamos que continuar com o campeonato, porém, eu estava praticamente cometendo suicídio.

Foi uma longa caminhada, pelo menos para mim. Meus músculos estavam doloridos e ainda via meu sangue escorrer. Tudo em mim doía, superando a dor de meus sentimentos, tento por um momento pedido pelo sangue de Arya. Enfim, depois do imenso corredor de gelo, uma porta. — Atrás desta porta há o próximo desafio de vocês. Aqueles que desejarem prosseguir fiquem a vontade para recostar-se na parede. Os que não quiserem apenas deem as costas e saiam daqui. — Quine anunciava. A deusa parecia irritada pelo seu tom de voz. Olhou para mim com certa ignorância. Eu não queria desistir, não queria mesmo. Porém, dois de nós já não estavam mais ali, não sabia o que havia ocorrido, mas em minhas condições, eu poderia não estar ali na próxima etapa, como ambos não estavam nesta.

Eu suspirei, minhas pernas tremeram então me segurei à parede. Meu olhar se desviou à Arya. – Boa luta, Arya. – Estremeci, não foi uma boa luta, não para mim. Suspirei novamente, mas desta vez, tentando esquecer-se da dor, em vez de tentar pará-la. Eu não poderia continuar a luta, olhei pra todos ao meu redor. – Boa sorte, todos vocês. Só sejam humanos e não tanto sanguinários, matar não é um ponto positivo se querem saber minha opinião. Se não concordam apenas ignorem, façam como preferir. – Eu dei de ombros, dando de costas para a deusa e todos a minha volta. Segurei na parede de gelo e comecei a andar. [...] Tudo o que mais queria, era sair logo dali.




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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Qui Set 04, 2014 5:34 pm


Rainha do Gelo

@MissHepburn


Manu não se sentia nenhuma vitoriosa, muito pelo contrario sua luta anterior tinha sido um grande fracasso, o garoto pedira desistência em poucos minutos tornando a tenente das caçadoras a vitoriosa da luta. Mas a verdade ela não era, ganhara apenas por que o garoto desistira, e ela se sentia péssima por isso, que tipo de campeã ela era agora? Ela não sabia dizer, mas a prometera a si mesmo que em sua próxima batalha faria melhor, e esperava que dessa vez desse certo, a não ser que tivesse que lutar com sua irmã, nesse caso a garota provavelmente preferia se matar, desistir, deixar a irmã tornar-se campeã no lugar dela, mas jamais a machucaria, não conseguiria tal feito.

Tudo voltou a sumir ao seu redor e quando a visão voltou a clarear se encontrava novamente no grande salão de gelo de Quione, que a chamava de fraca por não ter coragem de matar, dizendo que iria falar com Artêmis, Emmanuelle pouco se importava, eram seus princípios e a deusa não tinha nada a ver com eles, e sua senhora compreenderia se não jamais teria aceito a garota na caçada, e muito menos a tornado tenente delas.
Por muito tempo a garota permaneceu sentada no salão apenas observando as lutas que acontecia na grande tela, viu o filho de Hermes desistir também, tornando a garota de Hecate a vencedora da luta, a menina era experta seria uma boa oponente, a luta de Silena e Brigitte não estava indo bem as irmãs estavam literalmente se massacrando no entanto terminaram a mesma com uma trégua, nesse momento Quione voltou a me ofender, eu treinava minhas caçadoras como bem entendia, da melhor forma possível, ela não deveria sequer se meter nesse assunto, não era da conta dela.

-Devo treina-las da mesma forma que você treina suas ninfas inúteis- rebati com raiva, eu sabia que não deveria faze-lo no entanto não me segurei, estava começando a me cansar de suas ofensas pra cima de mim, ela me escolheu pra estar ali e não o contrario, deveria tê-lo feito por alguma razão afinal de contas. Eu não era uma garota fraca.
Não tive coragem de olhar a tela de minha irmã, eu deveria protegê-la, conhecia sua força, determinação, mas não conseguia vê-la machucada. Paul e a filha de Nyx não se encontravam em uma boa situação, e logo Quione também os trouxe de volta ao palácio dando um empate a luta, e falando de modo grosso com a prole de Nyx, minhas mãos se fecharam em punho nesse momento, eu queria soca-la até nenhum dente sobrar em sua face, o que ela estava fazendo com a maioria ali não era justo, até eu podia ver isso, começamos em 10 guerreiros ,  mas agora, apenas oito continuariam.

Ajudei minha irmã apoiando seu corpo assim que a mesma voltou ao palácio, sangue escorria da garota manchando suas vestes, não gostei nem um pouco daquilo. Não demorou muito para a rainha do gelo proferir as novas palavras do que nos aconteceria, e nos guiar a uma porta sem dar nos a chance para um mero descanso ou se recuperar das batalhas, meu olhar estava mais frio do que nunca, eu queria sangue sim, mas não dos semideuses ali, eu queria o sangue dourado e divino, da deusa do gelo, eu queria o sangue de Quione.

Quione caminhou lentamente por um longo corredor de gelo, melhor, outro lugar feito de gelo, não era possível se encontrar qualquer coisa ali que não fosse feita por gelo, o corredor era grande e a caminhada durou alguns minutos até que a deusa parou de frente a uma porta assim como todos nós. O que me deixou surpresa foi que ela dessa vez deu uma opção a todos nós, de desistirmos de tudo ou continuarmos, nesse momento vi o filho de Hades desistir prestes a dar as costas, ele caminhou até minha irmã que se encontrava comigo, trocamos um olhar significativo, nenhum de nós permitiria que ela continuasse ali, estava machucada demais, e não deixaria minha irmã morrer dessa forma, beijei-lhe a testa deixando que o filho de Hades a levasse dali. A segunda pessoa a sair dali fora uma garota, a oponente de minha irmã, a filha de Zeus Alysson.

Um suspiro escapou de meus lábios, eu não podia desistir, dentre todos ali era a que me encontrava em melhor estado para prosseguir com o torneio, eu deveria continuar, e tinha bons motivos para isso, provaria a deusa que eu não era um brinquedinho que ela podia manipular da forma que melhor entendesse, lutaria pela minha irmã,  e por todos que desistiram e se feriram, estava cansada de ser usada, estava cansada de ser manipulada, a muito que isso acontecia mas é assim, e eu sempre me recriminava por isso, pois é o meu coração só pode ser masoquista, as pessoas pisam nele, quebram ele, jogam ele, batem nele… E mesmo assim ele continua à ama-las da mesma forma, como se nada houvesse acontecido. Eu lutaria por aqueles que amo, e os vingaria, Quione iria ver como um verdadeiro herói age, eu não mataria apenas venceria.

Um ultimo olhar pra trás vendo os semideuses partirem,e então olhei a deusa perfurando seus olhos com o mar cristalino que eram os meus próprio, tinha certeza que poderia dessa forma enxergar sua alma congelada, e por fim fui a primeira dos oito ali a encostar na parede uma nova determinação em mim contida.
-Eu continuo- Disse ainda encarando a deusa, eu provaria ser melhor.


A prole escolhida...




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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Arya Doprav em Qui Set 04, 2014 5:49 pm



Lutar para viver...

Tudo ocorrera rapidamente. Não tive outra opção a não ser tentar me defender com o braço, já que minha arma mantinha-se cravada na coxa da filha de Zeus. A espada de Alysson afundou-se um pouco mais na minha barriga, porém consegui impedi-la de continuar me torturando. Foi nesse momento que a lâmina da prole do deus dos céus estocou meu braço. Uma dor lancinante percorria meu corpo. A raiva e o ódio se intensificavam dentro de mim e sem pensar muito, retirei agilmente as pontas do tridente da perna da minha adversária e as direcionei para seu estômago, afincando brutalmente as lâminas naquela região. Apesar de me encontrar em uma situação crítica, não pude deixar de sorrir ao perceber que estava retirando cada vez mais sangue da minha oponente, seus olhos revelavam dor. E minha vingança era levemente saciada com aquilo. O sol posicionava-se acima das nossas cabeças, gotas de suor deslizavam incessantemente da minha face, as respirações estavam ofegantes e uma grande quantidade de líquido vermelho escorria por meu corpo e pelo o de Alysson.
De repente tudo escureceu... Imaginei, por um momento, que aquilo significava o meu fim. Achei que tivesse morrido. Mas, em poucos segundos uma forte luz preenchia meus olhos. A temperatura caíra bruscamente, o que fez meu corpo estremecer. Meus olhos percorreram curiosamente o lugar e então percebi que eu retornara ao castelo de Quione. Pisquei algumas vezes, tentando voltar a si. Deixei a vingança me dominar e esqueci totalmente que aquilo era um torneio. Observei com rapidez os campistas à procura de Alysson e então percebi que a garota não estava muito longe de mim. Respirei aliviada ao perceber que ela estava viva, entretanto bastante ferida.  Olhei para meu tridente, suas pontas manchadas de sangue, aquilo me angustiou. Fiquei imaginando como fui capaz de machucar alguém inocente e que nunca me fizera mal algum. Aquele deserto me fez ter delírios que me levaram a realizar tais ações. Antes que eu procurasse por Emmanuelle, esta já estava ao meu lado, ajudando-me. Fiquei satisfeita em perceber que minha irmã estava bem. Mas havia mais uma pessoa que me preocupava... Não o achava ali, porém em poucos segundos ele pareceu. Fiquei mais tranquila ao ver que o filho de Hades estava vivo. Olhei o chão de gelo coberto pelo líquido vermelho que gotejava do meu corpo. A dor se alastrava e invadia cada centímetro de mim.
Uma gargalhada me tirou dos meus pensamentos, fazendo minha face se erguer e encarar a deusa da neve. A mulher parecia se divertir com aquela situação, o que me deixou de certa forma irritada. Quione proferiu algumas palavras que não me dei ao trabalho de prestar atenção. Só vi que todos começaram a seguir por um corredor, então fiz o mesmo. Meus passos eram mais lentos devido aos ferimentos e um rastro de sangue enfeitava o caminho por onde eu passava. Por fim, todos paramos em frente a uma grande porta.
Atrás desta porta há o próximo desafio de vocês. Aqueles que desejarem prosseguir fiquem a vontade para recostar-se na parede. Os que não quiserem apenas deem as costas e saiam daqui.— A deusa me encarou e eu sorri da maneira mais irônica que podia para a mulher. Por um momento eu pensei em continuar, mas percebi que era perda de tempo e suicídio. Eu lutava pra ser uma guerreira e não um fantoche na mão daquela deusa, não daria mais esse prazer a ela, não seria mais um brinquedo. Não machucaria semideuses inocentes e que poderiam ser mais úteis em missões do que como brinquedos. A voz de Alysson fez minha atenção voltar-se para ela. Tentei sorri, mas não sei se consegui o fazer corretamente. Abracei Manu e desejei-lhe sorte, eu sabia que ela era capaz.
- Vamos embora daqui... – Uma voz conhecida sussurrou em meu ouvido. Paul deveria ter quase os mesmos pensamentos que eu. Passei o braço que não estava machucado em volta do pescoço do filho de Hades, sustentando-me. A dor no meu corpo se intensificava e naquele momento eu só queria retornar logo ao Acampamento.  
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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Silena Beauregard em Sex Set 05, 2014 12:51 pm






Do I wanna know ?

O sorriso de sua irmã lhe fora como uma despedida. Não sabia se ela voltaria ao acampamento, ou se veriam-se novamente. Afinal, Brigitte era uma caçadora, e os anos lhe eram muito curtos e a idade muito longa. Silena envelheceria, se isso fosse possível a um semideus, e no fim, ela morreria. Não por que fracassou, mas porque a natureza era assim.

O palácio de Quione era esbelto, embora a deusa parecesse realmente indignada com ambas as proles de Afrodite, demonstrando seu nojo interior. Silena permanecia quieta, enquanto seus dedos foram a procura dos de sua irmã, pois queria sentir suas mãos antes de tomar a decisão que queria tomar. Queria possuir a habilidade de um telepata, enviar as palavras nunca ditas a Brigitte, conforta-la de que mais a frente veriam-se novamente, e nada, nem mesmo Quione, poderia as separar.

A deusa mostrara um corredor, onde os jovens semideuses pareciam tão dispostos a seguir, sem ao menos pensar duas vezes. Silena de fato os invejou. A coragem nunca lhe faltou, porém aquilo era um ato suicida. Em sua opinião, fora egoísta sua escolha ao inicio do torneio, jamais deveria parado ali, pois não sabia quem estava a deixar para trás.

Agora restava apenas duas opções: Seguir em frente, em mente de que poderia vir a morrer, poderia vir a ficar cara a cara com sua irmã novamente e o pior, poderia acabar por mata-la. Ou então, poderia voltar ao Acampamento, assumir sua posição de líder e proteger seus irmãos de forma honrosa, pois realmente, estava preocupada em questão a isso. Não via outro a quem pudesse tomar seu lugar, e seus irmãos pareciam tão dependentes.

Apertou a mão de Brigitte, uma lagrima escorrera em sua face, e a mesma depositou um beijo sobre a bochecha esquerda da garota. O coração apertou-se contra o peito, uma sensação ruim subira na garganta. Odiava despedidas, porém, mesmo que a irmã sobrevivesse, não via como elas encontrariam-se novamente. Caçadoras eram ocupadas.

Sussurrou, de forma que apenas Brigitte pudesse lhe escutar, como um segredo compartilhado por ambas—Me orgulhe, maninha.
Largou-a, virando-se logo em seguida. O acampamento precisava de Silena tanto quanto ele precisava dele. Não poderia permanecer ali, tinha coisas para fazer, pessoas a quem ensinar, e amigos para rever. Queria poder rever os sorrisos brancos e as risadas que sempre lhe foram um remédio, e é claro, queria poder sentir os braços quentes de Charles ao seu redor, como em anos ele sempre fizera, e a protegendo. Não deveria o ter deixado para trás.

Estava desistindo, e era previsível as palavras de Quione, ressoando amarguras em seu ouvido. Que vergonha de você, prole de Afrodite. Vergonha de seu senso protetor.

tagged: usando isso ✖ listening: Kill Kill by Lana Del Rey ✖ tks, clumsy!




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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Sophie-Anne Baudelaire em Sex Set 05, 2014 3:08 pm

A Morte Escarlate
It's in your blood stream
A collision of atoms that happens before your eyes
It's a marathon run
Or a mountain you scale without thinking of size
  Sangue.
O cheiro de sangue, o cheiro do sangue do filho de Hermes, levava Edith de volta para os tempos que ela era uma selvagem, um ser da natureza. Era bom sentir aquilo, era bom voltar a caçar, mesmo que a presa fosse um dos seus. Edith usava o escuro como se fosse um irmão querido seu, ela usava aquilo para tentar acabar com o seu oponente que logo cairia em suas mãos, morto ou não, para ela isso não importava. Quando Edith lutava contra o filho do deus ladrão, ela recebeu algo que lhe fez ficar paralisada. Não um golpe, uma fala. Edith parou para ouvi-lo, absorvendo cada palavra como um tapa, como agora vencer ele? Ela tinha seus princípios, pouco, mas nunca machucaria o coração de alguém. Ela tenta dizer poucas palavras, mas então se vê novamente no castelo de Quione. Ela vencera. Quione foi falando poucas palavras para o garoto, ignorando ela, ela não ligava, mas então quando Quione começou a machucar o garoto, Edith não conseguiu se calar.
-Não o machuque! – Edith grita. – Parem! – ela se volta para Klaus e então olha com fúria para Quione. – Bom ele não morrer, sua maldita bastarda. Você teme as fúrias dos deuses? – Edith dá uma risada sádica. – e de uma maldita órfã e viúva?
Edith dá um suspiro e começa a andar pela arena, inquieta. Ela não conseguia ficar parada, não mais. Ela estava em alerta, estava com desejo de sangue, a luta não lhe satisfez. Ela olhou para o painel enquanto olhava a luta da filha da noite com o servo da noite, a luta estava boa, mas ela não conseguira se aquietar. Então Edith se postou ao lado de Emmanuelle, a garota que seria seu alvo por ser uma das que ela mais temia, então ela esperou.
Quando acabou, algumas cenas melosas depois, Quione falou mais algumas palavras. Edith sentiu nojo dos deuses desde que soubera que era mestiça, mas Quione realmente lhe provocara. Quando tudo acabou e o corredor de gelo se ergueu, Edith sentiu dores no interior de sua barriga. Ela se senta no chão por alguns segundos e então algumas cenas lhe veem a cabeça. Não, agora não. – ela pensou, mas era tarde. Ela voltara para a casa em que nasceu, comendo com seus pais enquanto os servos colocavam comidas na mesa. Então tudo se transformou em sangue. Em seguida ela estava em Salem, ela quase não se lembrava direito dessa época, mas essa cena lhe passou rapidamente. Ela na Casa das Dores sendo torturada por bruxaria, ela conseguira escapar por pouco. Ela volta para arena, com mais enjoos e raiva do que nunca. Ela se levanta e volta a andar, dessa vez ela andava pelo correr chorando. Era estranho aquilo, ela chorava sem parar na época em que não entendia nada sobre o mundo, quando não sabia até onde os deuses iam por uma ofensa, mas depois disso ela nunca chorou... O que estava acontecendo com ela ali? Os fantasmas do passado nunca tiveram tão agitados. Ela andou pelo corredor por alguns minutos, todo o trajeto ela passou chorando até então Quione parar e novamente falar poucas palavras. Antes de ir para frente, você deve ir para trás. – um dia sua mãe lhe dissera numa época distante. Será que ela devia voltar para o acampamento para então ir ao Olimpo para sua vingança? Não, não agora. Ela não tinha condição alguma para lutar agora, ela estava começando a ficar louca naquele exato momento, vendo flashbacks do passado. Ela volta á Salem, com o Caminho da Fé. Edith fingira que tinha se convertido e largado a bruxaria para ser solta, mas os padres lhe falaram que para tudo há um castigo, nenhum deles era pior que o inferno. Eles tiraram as roupas de Edith e tiraram todo o pelo de seu corpo, a deixando careca, e então lhe jogaram na rua e fizeram-na caminhar de uma ponta da cidade á outra, com todos os habitantes gritando e tentando lhe tocar. Foi uma época realmente difícil... E esclarecedora. E então ela volta e se vê encarando a caçadora de Ártemis, Emmanuelle. Ela queria saber que gosto tinha o sangue de uma filha de Poseidon. Em seguida ela foi até a cria da noite e sussurra poucas palavras no ouvido dela. Algumas horas antes de todo aquele torneio, Edith passeou pelas sombras observando todos os seus competidores, a única que chegou a conversar era a cria da noite e lhe falou sobre a aliança. Edith sabia do segredo dele, sabia o que aconteceria na arena, graças a isso Edith também lhe contou o que faria e ofereceu uma aliança para ela. Vamos ver se ela aceitaria.
Edith encara todos os desistente com certo nojo e sorri ao ver a filha de Zeus desistir. Diga para o seu pai ter cuidado. – Edith sussurrou para Alysson, não sabia se ela ouviria ou não. Edith se senta no chão e então espera a segunda fase começar

Herdeira de Salem





A Morte Escarlate


É por fraqueza que odiamos um inimigo e pensamos em nos vingar; é por preguiça que nos acalmamos, desistindo da vingança.
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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Quione em Sab Set 06, 2014 4:47 pm






Campeonato


   

Quione observou atentamente cada um dos semideuses, desde os fracos desistentes até as únicas quatro jovens que resolveram lutar pelo premio maior. Nos lábios da deusa formou-se um sorriso sádico, ela amava ver que não havia escolhido de forma completamente errada. Assentiu lentamente e um urso irrompeu pelo corredor indo em direção aos quatro desistentes, estes iriam ser levados com rapidez ao acampamento.
Com um simples gesto de mãos a deusa fez surgir a frente de todas as quatro novas armas, todas reluziam e eram feitas do mais belo e resistente cristal. Eram seis armas ao total e todas estavam paradas a frente das semideusas. — Tridente, foice, espada, chicote, chakrans e machado. — A mulher fitava as armas fixamente, não iria colocar as semideusas dentro daquela sala sem antes dar a elas uma nova opção. — Vocês tem a opção: Troquem as armas que possuem ou permaneçam com elas.— A sala escondia um grande perigo, e mesmo que quisesse todos os semideuses mortos, Quione daria a eles uma oportunidade.



Brigitte: HP 80/110 MP 110/110
Edith: HP 80/110 MP 100/110
Emmanuelle: HP 140/145 MP 145/145
Vyolet: HP 75/105 MP 105/105



FASE NOVA, REGRAS NOVAS:

— A nova fase do campeonato se inicia, e desta vez não haverá molezinha, as regras mudaram e espero que todos as sigam;
— Aquele que estiver em missão/pvp/mvp enquanto estiver durante o campeonato será morto sem aviso prévio;
— O prazo continua o mesmo, 72hrs para postar. Porém não adiarei um segundo a mais. As 19hrs do ultimo dia do prazo eu posto “ENCERRADO” e nenhum outro post será aceito. Ou seja, não vou me importar se sua mãe morreu, o cachorro urinou no seu teclado, ou um vulcão destruiu sua casa. Ou você posta no prazo ou perde a rodada e é DESCLASSIFICADO;
— Os posts devem conter no mínimo 15 linhas, post com menos disto serão desconsiderados;
— O atual prazo é até o dia 9/09 as 19hrs, nem um milésimo a mais;
— Poderes estão TERMINANTEMENTE PROIBIDOS, quem usa-los será DESCLASSIFICADO e não receberá nenhum premio.


PERGUNTAS FREQUENTES:

— Como faz a inscrição? Simples, você deve postar neste mesmo tópico dando seu ponto de vista sobre os acontecimentos que eu narrei. Indo desde o surgimento das misteriosas mulheres no acampamento, passando pela minha aparição e finalizando com a quebra do selo, pela sua descoberta sobre as armas e sua teletransportação. (Que é feita pelo envelope, você será tecnicamente sugado por este.)

— É só para o acampamento meio sangue? Definitivamente não. O post que eu fiz narra sim o que aconteceu no acampamento meio sangue. Mas, você como bom campista romano pode narrar todos os acontecimentos do seu ponto de vista. Podendo até mesmo acrescentar que eu digo que ambos os acampamentos participam.

— Como vou saber qual envelope veio parar em minhas mãos? Facil, isso eu deixarei a sua escolha. Isso mesmo, você irá escolher qual envelope pairou em sua mão e dirá a cor dele.

— O que são os envelopes? Além de um portal para o castelo de Quione, os envelopes representam o deus que lhe escolheu e a única arma que poderá usar durante todo o campeonato.

— Porque os envelopes são coloridos? Porque cada cor representa um deus e sua arma, sendo estas:

Poseidon: Tridente; (Arya)
Hades: Foice; (Paul)
Zeus: Espada; (Alysson)
Apolo: Arco e flexa; (Edith)
Ártemis: Maçã; (Brigitte)
Ares: Lança; (Vyolet)
Athena: Adaga; (Emmanuelle)
Persefone: Chicote; (Silena)
Eolo: Chakrams; (Lucc)
Hera: Machado; (Klaus)


— Podera haver mortes? Talvez. Por ser um campeonato ON é bem capaz que saia alguém morto. Mas, como sou alguém amável (-q) acatei a ideia de que quando o semideus estiver com apenas 15HP ele é retirado da arena. Porém, cuidado, mortes ainda podem acontecer.

— Quem esta em missão/mvp/pvp pode participar? Bom, poder até pode, mas tem que ter consciência de que seus atos trarão consequências. Por este motivo, aconselho que pause sua missão/mvp/pvp para participar do campeonato.[/b]

PREMIAÇÃO:

— 10º lugar: 100 dracmas; LUCC
— 9º lugar: 200 dracmas; KLAUS
— 8º lugar: 300 dracmas;PAUL
— 7º lugar: 400 dracmas;ARYA
— 6º lugar: 500 dracmas;ALYSSON
— 5º lugar: 1 level  -x- 800 dracmas;SILENA
— 4º lugar: 1 level  -x- 800 dracmas;
— 3º lugar: 2 level  -x- 900 dracmas  -x- Arma;
— 2º lugar: 3 level  -x- 1000 dracmas  -x- Arma  -x- Item especial;
— 1º lugar: 3 level  -x- 1000 dracmas  -x- Arma  -x- Item especial;

Thank's for @Lovatic, Cupcake Graphics
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Quione
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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Dom Set 07, 2014 3:26 pm


Rainha do Gelo

@MissHepburn


O silencio reinava entre as quatro garotas restantes que encaravam a deusa do gelo. O desconforto tomava conta da filha de Poseidon. Ela não era de desistir das coisas facilmente no entanto não continuaria naquela mesmice eternamente. Seu espirito inquieto não aceitaria tal coisa. Encarando brevemente cada uma de sua adversárias, Emmanuelle fazia anotações mentais sobre as garotas. Vyolet a filha da noite, possuía longos cabelos negros, pele branca e um rosto um tanto quanto cruel, pelo que Manu pudera observar de sua batalha ela gostava de se esconder por entre as sombras para só então atacar, era cruel e sádica, e não se mostrava ser uma pessoa que pudesse se confiar, muito pelo contrario, ela era estável, a melhor maneira de se prevenir com ela, era agir com cautela e jamais confiar.
A segunda garota era a ruiva de Hecate, com penetrantes olhos azuis, seu passado deveria mostrar muito sobre a garota que a encarava de forma fria, sim ela percebera e muito apenas a observando, em sua luta quase matara a prole de Hermes, ela não seria piedosa e muito menos fácil de se abater, cuidado, cautela, a muito deveria prevenir os fatos, ela lutava bem porém era descuidada em certos pontos, e esse erro seria a forma de Manu poder pega-la, levando certa vantagem para si mesma.
Por fim seus olhos pairaram na terceira garota, essa eu conhecia a muito, a primeira filha de Afrodite a se juntar as caçadoras de Artemis, Brigitte sempre intrigara Emmanuelle por sua escolha repentina, afinal ela era filha da deusa do amor, porém diferente de suas irmãs ela renunciava o mesmo, Manu duvidava muito que sua mãe a deusa Afrodite gostara disso, porém Manu admirava a menina e sua bravura, a força de vontade em provar seu valor, se alguém ali merecia a vitória do campeonato, esse alguém era ela, a tenente das caçadoras se não vencesse aquele torneio, desejava profundamente que sua seguidora o fizesse.
Voltou a encarar a deusa Quione que agora fazia surgir novas armas ao redor das competidoras, dando-as a opção de trocar de arma, a filha de Poseidon girou a adaga na mão olhando atentamente para o cabo da mesma, era uma boa arma, para uma lutadora rápida como Annabeth, uma arma perfeita, Manu era rápida sim, mas estaria em desvantagem caso continuasse a usar a mesma. Afinal Edith estava com um arco, e Vyolet com uma lança, armas com longa distancia, a não ser que Manu quebrasse a barreira e conseguisse desviar da mesma para atingi-las, ela estaria em uma grande enrascada.
Um suspiro escapou dos lábios da garota, e uma antiga lembrança percorreu sua mente...
...
–Elas vão se matar. –o namorado de Ana murmurou.
As meninas se cumprimentaram e afastaram-se alguns passos para trás. Uma sorrindo para outra como se estivessem achando graça.
–Você o ouviu, que vença a melhor! Melhor você sair daqui, Manu! –Ana girou a espada e sorriu maliciosa. Anna deu uma risada falsa e fechou a cara.
–Acho melhor você parar de falar e agir mais!- ao dizer isso, Manu avançou na amiga com tanta voracidade que seus olhos só puderam enxergar borrões coloridos. A filha de Zeus se protegia dos golpes voraz, enquanto, andava para trás.
–Ela está encurralando a Ana.-Sofia a filha de Atena na plateia observou.-Ela tem que reagir!
O anfiteatro estava cheio de urros e gritos de excitação. Observando os deuses, podia se ver o sorriso maldoso de Poseidon nos lábios.
–Caramba!-Gritou alguém com medo. Ana golpeou a amiga no flanco esquerdo, e deu uma rasteira, fazendo-a cair no chão. Em um instante, a filha de Poseidon estava em pé chutando a espada da loira, está perdeu o equilíbrio e caiu no chão, batendo a cabeça. Manu sorriu vitoriosa, e apontou a espada para a filha de Zeus. Esta virou o rosto, um filete de sangue escorria de sua testa em direção ao queixo. Ela sorriu.
–Metal conduz eletricidade, meu amor! –disse, estendo a mão em direção a morena. Um raio enorme atingiu a Manu no peito, fazendo-a voar vários metros, até bater contra a parede. Ana soltou uma risada cheia de escárnio, seu rosto chegou a mudar. Parecia outra pessoa, seus olhos azuis estavam intensos e faiscantes. Manu tossia sangue no chão, seu braço estava em um ângulo meio estranho.
–Céus!- Sofia levou as mãos na boca assustada.
–Não posso matá-la. –Ana falou macia, mas cruel. Manu soltou uma gargalhada divertida.
–Realmente é uma pena, hem?
–ela levantou o rosto do chão, e fez a coisa mais corajosa do mundo, deslocou seu ombro para colocá-lo no lugar, sozinha. Seu olhar estava grudado na sua amiga, seus lábios estavam vermelhos e mancava ao levantar. –Um dia, você me disse que não sabias nadar, Anabela. Ora...o meu domínio é tão...
Ela levantou a palma das mãos, Ana empalideceu.
–Refrescante! –Manu terminou a frase, esticando os braços em direção a menina que tentou se proteger com uma barreira de raios. A eletricidade e a água se chocaram de tal forma que os respingos queimavam nossas peles. As luzes dos raios iluminavam o rosto quase que irreconhecível da loira, seus olhos totalmente brancos e assustadores. Manu tinha as mãos sugadas pela água que jorrava constantemente de seus braços, os olhos verdes e um sorriso macabro estampado nos lábios.
–Nossa! –Um garoto na plateia sorria maravilhado com a explosão de poderes. As duas tentavam vencer, a veia do pescoço de Manu pulsando perigosamente.
–Parem! –o namorado de Ana esbravejou, com os olhos arregalados quando viu os joelhos da namorada cederem. Manu sendo empurrada para trás com o impacto da eletricidade. Ele tentou sair da cabine, mas Quíron e outros semideuses não deixaram.
–Morra! –Ana berrou, sua voz saindo grave. Ela se levantou, seus pés afundando o mármore, causando rachaduras no meio da arena.
–Zeus! –Sofia gritou para o deus que observava a filha com puro orgulho. Poseidon tinha se levantado, olhava para cena com preocupação e nervoso ao ver sua filha sendo comprida na parede. Manu deu um grito fino e agonizante, seu rosto coberto por veias roxas, seus olhos expandindo uma luz verde mais forte. Seus braços giraram e em uma perfeita colisão, a água atingiu Ana no peito, esta recebeu a carga pesada, seu corpo entrou dentro de uma bola de água imensa que cobria quase a arena toda. Seu rosto suavizou, ela tentava sair, mas as ondas a puxavam pelas pernas a impedindo. O olhar ficou opaco, a menina entrou em puro desespero, chutando e socando a água. Manu estava assustadora, sorria maldosa. A amiga se contorceu várias vezes dentro da bolha, aspirando à água para dentro dos pulmões. Ela olhou para cima, e seu corpo deu um ultimo espasmo.
–Céus, ela vai matar! –Apolo berrou, dirigindo-se para arena.
–Poseidon!-Zeus bateu os punhos na mesa.
–Manu é a Ana, sua melhor amiga! –Sofia apertou os lábios e atingiu a bola com os braços estendidos. A bola se espatifou, fazendo a morena escorregar e perder os sentidos. A filha de Zeus caiu no chão em um baque surdo. Luke foi ajudá-la. Zeus fitava a filha sem respirar. Um dos filhos de Apolo, fazia massagem no peito dela e respiração boca-a-boca. O peito da menina pula e a água sai de seus pulmões com força. Tossindo e cuspindo a água, a menina começou a chorar, seu nariz sangrando.
–Ela está com hemorragia. –Apolo falou. Ela abriu os olhos e virou o rosto de lado para não encarar o pai. Deveria se sentir envergonhada.
–Isso foi sinistro! –Alguém gaguejou, dando um sorriso afetado. Zeus sentou-se novamente junto com Poseidon, enquanto Apolo erguia a Ana no colo. Manu tinha acordado e estava muito mal. Ela soltou uma lágrima e pediu desculpa sem emitir nenhum som. Atena se levantou, engolindo a saliva.
–Vitória de Emmanuelle , filha de Poseidon! –o som da voz de Atena fora abafado pelos aplausos dos campistas.
...
Manu jurou a si mesma jamais ser influenciada novamente por deuses, aquele dia ela foi dominada por seu poder, pela rivalidade de seu pai com Zeus, e por isso quase matou sua melhor amiga, a dor foi tanta que ela não suportaria faze-lo novamente, era contra matar inocentes por puro prazer, e no passado quase o fizera por mero capricho. Mas em seu interior ela sabia que a menina lutando na arena, se exibindo para os deuses querendo provar seu valor, provar que era melhor não era ela, não mais, tinha ficado pra trás, a tenente das caçadoras mudara, e para melhor, ela tinha princípios agora, aprendera duras lições ao longo da vida, era hora de mostrar a que veio ao mundo.
-Quero a espada- Disse Manu estendo à adaga a deusa do gelo e pegando a nova arma que reluzia agora em suas mãos, e prometendo a si mesma, que dessa vez, seria diferente, e ela estava preparada para seja lá o que estivesse a esperando do outro lado da porta de gelo.


A prole escolhida...




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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Sophie-Anne Baudelaire em Ter Set 09, 2014 6:43 pm

Era na verdade um alivio a forma como Edith fora deixada sozinha. Ela tinha perdido a noção da hora desde que entrara na Casa das Dores, ela fora torturada dia e noite e não lhe deram nenhum prato de comida e nenhum gole de água, mas o que mais lhe causava dor e angustia era saber que a Ordem que tanto amava estava em declínio, logo no inicio de sua missão. Edith teve que contar tudo, não era por ser fraca, ela ficaria ali até morrer se dependesse dela, mas Zeus tinha que pagar pelos seus pecados.
Após dias, ou séculos como ela imaginava, eles conseguiram uma confissão dela quando começaram os afogamentos. Eles lhe vestiram após muito tempo e lhe deram de beber e comer, coisas ruins que nem os cães comeriam, mas o suficiente para sobreviver. Em seguida eles a jogaram num quarto pequeno e fedido, com iluminação saindo apenas das brechas entre uma tábua e outra nas paredes. Ao lado de fora, Edith conseguia ver as multidões em protesto contra ela, eram muitas palavras de ódio para alguém que nunca fez nada.
Queimem a bruxa. Afoguem-na para enviar um recado para o demônio. Deus comemorará quando ela morrer. – a multidão gritava. As palavras machucavam, só não machucavam mais do que ser Edith todos os dias. Ela sofria.
 A porta do quartinho se abre rapidamente e dez homens adentram o quarto. Eles vão até a cama onde Edith estava sentada e pegam os seus braços e pernas e os seguram. Edith tenta resistir e grita com eles, tenta de todas as maneiras se libertar. Eles disseram que a soltariam, eles mentiram. Uma mulher sai de trás de todos segurando um balde e uma espécie de barra quente. Ela toca no corpo de Edith.

O frio dominava todas as partes á amostra de Edith. Os padres estavam ao seu lado e não podiam deixar de olhar para ela com um desejo. Quanto mais rápido aquilo ocorrer, mais rápido ela poderia fugir. Os padres abrem a porta e então a multidão encara Edith e começam a gritar e gargalhar. Todas as roupas de Edith foram retiradas e eles a depilaram completamente.
-Este castigo não é nada comparado ao que todos sofremos nessa guerra contra o mal. – eles lhe disseram. – Você apenas caminhará daqui até á igreja. Nua e descalça.
Edith dá o primeiro passo e então frutas e verduras podres começam a serem jogadas nela. Ela continuou a caminhada á passos lentos, com seus braços cobrindo tudo que conseguia. Ela sentia o cheiro podre que emanava nela e lágrimas quentes desciam pelo seu rosto. Ela começou a caminhada e ia lentamente, enquanto alguns guardas abriam caminho por entre a multidão para ela passar. Ela sentia os dedos que passavam pelo seu corpo, aquilo era demais. Ela não iria aguentar.
Então Edith explodiu.

Edith dá um grito e, enquanto estava naquele chão gelado, ela começa a tentar recuperar o ar. Sua respiração estava acelerada e a ansiedade lhe subia a cabeça. Décadas sem lembrar-se dos tempos de Salem, agora todos eles vieram à tona. A loba começa a bater em sua cabeça, ela começa a se beliscar bem forte. A dor faria ela esquecer de Salem, mas os fantasmas ainda lhe torturavam. Ela então se levanta com impulso e fita Emmanuelle. Edith morde seu próprio lábio, sentindo o gosto de seu próprio sangue.
-Eu ficarei com a minha. – Edith diz voltando a olhar para baixo, enquanto via poucas gotas de sangue.


A Morte Escarlate


É por fraqueza que odiamos um inimigo e pensamos em nos vingar; é por preguiça que nos acalmamos, desistindo da vingança.
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Sophie-Anne Baudelaire
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