The Blood of Olympus
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Campeonato de Gladiadores

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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Sophie-Anne Baudelaire em Sex Set 05, 2014 3:08 pm

A Morte Escarlate
It's in your blood stream
A collision of atoms that happens before your eyes
It's a marathon run
Or a mountain you scale without thinking of size
  Sangue.
O cheiro de sangue, o cheiro do sangue do filho de Hermes, levava Edith de volta para os tempos que ela era uma selvagem, um ser da natureza. Era bom sentir aquilo, era bom voltar a caçar, mesmo que a presa fosse um dos seus. Edith usava o escuro como se fosse um irmão querido seu, ela usava aquilo para tentar acabar com o seu oponente que logo cairia em suas mãos, morto ou não, para ela isso não importava. Quando Edith lutava contra o filho do deus ladrão, ela recebeu algo que lhe fez ficar paralisada. Não um golpe, uma fala. Edith parou para ouvi-lo, absorvendo cada palavra como um tapa, como agora vencer ele? Ela tinha seus princípios, pouco, mas nunca machucaria o coração de alguém. Ela tenta dizer poucas palavras, mas então se vê novamente no castelo de Quione. Ela vencera. Quione foi falando poucas palavras para o garoto, ignorando ela, ela não ligava, mas então quando Quione começou a machucar o garoto, Edith não conseguiu se calar.
-Não o machuque! – Edith grita. – Parem! – ela se volta para Klaus e então olha com fúria para Quione. – Bom ele não morrer, sua maldita bastarda. Você teme as fúrias dos deuses? – Edith dá uma risada sádica. – e de uma maldita órfã e viúva?
Edith dá um suspiro e começa a andar pela arena, inquieta. Ela não conseguia ficar parada, não mais. Ela estava em alerta, estava com desejo de sangue, a luta não lhe satisfez. Ela olhou para o painel enquanto olhava a luta da filha da noite com o servo da noite, a luta estava boa, mas ela não conseguira se aquietar. Então Edith se postou ao lado de Emmanuelle, a garota que seria seu alvo por ser uma das que ela mais temia, então ela esperou.
Quando acabou, algumas cenas melosas depois, Quione falou mais algumas palavras. Edith sentiu nojo dos deuses desde que soubera que era mestiça, mas Quione realmente lhe provocara. Quando tudo acabou e o corredor de gelo se ergueu, Edith sentiu dores no interior de sua barriga. Ela se senta no chão por alguns segundos e então algumas cenas lhe veem a cabeça. Não, agora não. – ela pensou, mas era tarde. Ela voltara para a casa em que nasceu, comendo com seus pais enquanto os servos colocavam comidas na mesa. Então tudo se transformou em sangue. Em seguida ela estava em Salem, ela quase não se lembrava direito dessa época, mas essa cena lhe passou rapidamente. Ela na Casa das Dores sendo torturada por bruxaria, ela conseguira escapar por pouco. Ela volta para arena, com mais enjoos e raiva do que nunca. Ela se levanta e volta a andar, dessa vez ela andava pelo correr chorando. Era estranho aquilo, ela chorava sem parar na época em que não entendia nada sobre o mundo, quando não sabia até onde os deuses iam por uma ofensa, mas depois disso ela nunca chorou... O que estava acontecendo com ela ali? Os fantasmas do passado nunca tiveram tão agitados. Ela andou pelo corredor por alguns minutos, todo o trajeto ela passou chorando até então Quione parar e novamente falar poucas palavras. Antes de ir para frente, você deve ir para trás. – um dia sua mãe lhe dissera numa época distante. Será que ela devia voltar para o acampamento para então ir ao Olimpo para sua vingança? Não, não agora. Ela não tinha condição alguma para lutar agora, ela estava começando a ficar louca naquele exato momento, vendo flashbacks do passado. Ela volta á Salem, com o Caminho da Fé. Edith fingira que tinha se convertido e largado a bruxaria para ser solta, mas os padres lhe falaram que para tudo há um castigo, nenhum deles era pior que o inferno. Eles tiraram as roupas de Edith e tiraram todo o pelo de seu corpo, a deixando careca, e então lhe jogaram na rua e fizeram-na caminhar de uma ponta da cidade á outra, com todos os habitantes gritando e tentando lhe tocar. Foi uma época realmente difícil... E esclarecedora. E então ela volta e se vê encarando a caçadora de Ártemis, Emmanuelle. Ela queria saber que gosto tinha o sangue de uma filha de Poseidon. Em seguida ela foi até a cria da noite e sussurra poucas palavras no ouvido dela. Algumas horas antes de todo aquele torneio, Edith passeou pelas sombras observando todos os seus competidores, a única que chegou a conversar era a cria da noite e lhe falou sobre a aliança. Edith sabia do segredo dele, sabia o que aconteceria na arena, graças a isso Edith também lhe contou o que faria e ofereceu uma aliança para ela. Vamos ver se ela aceitaria.
Edith encara todos os desistente com certo nojo e sorri ao ver a filha de Zeus desistir. Diga para o seu pai ter cuidado. – Edith sussurrou para Alysson, não sabia se ela ouviria ou não. Edith se senta no chão e então espera a segunda fase começar

Herdeira de Salem





A Morte Escarlate


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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Quione em Sab Set 06, 2014 4:47 pm






Campeonato


   

Quione observou atentamente cada um dos semideuses, desde os fracos desistentes até as únicas quatro jovens que resolveram lutar pelo premio maior. Nos lábios da deusa formou-se um sorriso sádico, ela amava ver que não havia escolhido de forma completamente errada. Assentiu lentamente e um urso irrompeu pelo corredor indo em direção aos quatro desistentes, estes iriam ser levados com rapidez ao acampamento.
Com um simples gesto de mãos a deusa fez surgir a frente de todas as quatro novas armas, todas reluziam e eram feitas do mais belo e resistente cristal. Eram seis armas ao total e todas estavam paradas a frente das semideusas. — Tridente, foice, espada, chicote, chakrans e machado. — A mulher fitava as armas fixamente, não iria colocar as semideusas dentro daquela sala sem antes dar a elas uma nova opção. — Vocês tem a opção: Troquem as armas que possuem ou permaneçam com elas.— A sala escondia um grande perigo, e mesmo que quisesse todos os semideuses mortos, Quione daria a eles uma oportunidade.



Brigitte: HP 80/110 MP 110/110
Edith: HP 80/110 MP 100/110
Emmanuelle: HP 140/145 MP 145/145
Vyolet: HP 75/105 MP 105/105



FASE NOVA, REGRAS NOVAS:

— A nova fase do campeonato se inicia, e desta vez não haverá molezinha, as regras mudaram e espero que todos as sigam;
— Aquele que estiver em missão/pvp/mvp enquanto estiver durante o campeonato será morto sem aviso prévio;
— O prazo continua o mesmo, 72hrs para postar. Porém não adiarei um segundo a mais. As 19hrs do ultimo dia do prazo eu posto “ENCERRADO” e nenhum outro post será aceito. Ou seja, não vou me importar se sua mãe morreu, o cachorro urinou no seu teclado, ou um vulcão destruiu sua casa. Ou você posta no prazo ou perde a rodada e é DESCLASSIFICADO;
— Os posts devem conter no mínimo 15 linhas, post com menos disto serão desconsiderados;
— O atual prazo é até o dia 9/09 as 19hrs, nem um milésimo a mais;
— Poderes estão TERMINANTEMENTE PROIBIDOS, quem usa-los será DESCLASSIFICADO e não receberá nenhum premio.


PERGUNTAS FREQUENTES:

— Como faz a inscrição? Simples, você deve postar neste mesmo tópico dando seu ponto de vista sobre os acontecimentos que eu narrei. Indo desde o surgimento das misteriosas mulheres no acampamento, passando pela minha aparição e finalizando com a quebra do selo, pela sua descoberta sobre as armas e sua teletransportação. (Que é feita pelo envelope, você será tecnicamente sugado por este.)

— É só para o acampamento meio sangue? Definitivamente não. O post que eu fiz narra sim o que aconteceu no acampamento meio sangue. Mas, você como bom campista romano pode narrar todos os acontecimentos do seu ponto de vista. Podendo até mesmo acrescentar que eu digo que ambos os acampamentos participam.

— Como vou saber qual envelope veio parar em minhas mãos? Facil, isso eu deixarei a sua escolha. Isso mesmo, você irá escolher qual envelope pairou em sua mão e dirá a cor dele.

— O que são os envelopes? Além de um portal para o castelo de Quione, os envelopes representam o deus que lhe escolheu e a única arma que poderá usar durante todo o campeonato.

— Porque os envelopes são coloridos? Porque cada cor representa um deus e sua arma, sendo estas:

Poseidon: Tridente; (Arya)
Hades: Foice; (Paul)
Zeus: Espada; (Alysson)
Apolo: Arco e flexa; (Edith)
Ártemis: Maçã; (Brigitte)
Ares: Lança; (Vyolet)
Athena: Adaga; (Emmanuelle)
Persefone: Chicote; (Silena)
Eolo: Chakrams; (Lucc)
Hera: Machado; (Klaus)


— Podera haver mortes? Talvez. Por ser um campeonato ON é bem capaz que saia alguém morto. Mas, como sou alguém amável (-q) acatei a ideia de que quando o semideus estiver com apenas 15HP ele é retirado da arena. Porém, cuidado, mortes ainda podem acontecer.

— Quem esta em missão/mvp/pvp pode participar? Bom, poder até pode, mas tem que ter consciência de que seus atos trarão consequências. Por este motivo, aconselho que pause sua missão/mvp/pvp para participar do campeonato.[/b]

PREMIAÇÃO:

— 10º lugar: 100 dracmas; LUCC
— 9º lugar: 200 dracmas; KLAUS
— 8º lugar: 300 dracmas;PAUL
— 7º lugar: 400 dracmas;ARYA
— 6º lugar: 500 dracmas;ALYSSON
— 5º lugar: 1 level  -x- 800 dracmas;SILENA
— 4º lugar: 1 level  -x- 800 dracmas;
— 3º lugar: 2 level  -x- 900 dracmas  -x- Arma;
— 2º lugar: 3 level  -x- 1000 dracmas  -x- Arma  -x- Item especial;
— 1º lugar: 3 level  -x- 1000 dracmas  -x- Arma  -x- Item especial;

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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Dom Set 07, 2014 3:26 pm


Rainha do Gelo

@MissHepburn


O silencio reinava entre as quatro garotas restantes que encaravam a deusa do gelo. O desconforto tomava conta da filha de Poseidon. Ela não era de desistir das coisas facilmente no entanto não continuaria naquela mesmice eternamente. Seu espirito inquieto não aceitaria tal coisa. Encarando brevemente cada uma de sua adversárias, Emmanuelle fazia anotações mentais sobre as garotas. Vyolet a filha da noite, possuía longos cabelos negros, pele branca e um rosto um tanto quanto cruel, pelo que Manu pudera observar de sua batalha ela gostava de se esconder por entre as sombras para só então atacar, era cruel e sádica, e não se mostrava ser uma pessoa que pudesse se confiar, muito pelo contrario, ela era estável, a melhor maneira de se prevenir com ela, era agir com cautela e jamais confiar.
A segunda garota era a ruiva de Hecate, com penetrantes olhos azuis, seu passado deveria mostrar muito sobre a garota que a encarava de forma fria, sim ela percebera e muito apenas a observando, em sua luta quase matara a prole de Hermes, ela não seria piedosa e muito menos fácil de se abater, cuidado, cautela, a muito deveria prevenir os fatos, ela lutava bem porém era descuidada em certos pontos, e esse erro seria a forma de Manu poder pega-la, levando certa vantagem para si mesma.
Por fim seus olhos pairaram na terceira garota, essa eu conhecia a muito, a primeira filha de Afrodite a se juntar as caçadoras de Artemis, Brigitte sempre intrigara Emmanuelle por sua escolha repentina, afinal ela era filha da deusa do amor, porém diferente de suas irmãs ela renunciava o mesmo, Manu duvidava muito que sua mãe a deusa Afrodite gostara disso, porém Manu admirava a menina e sua bravura, a força de vontade em provar seu valor, se alguém ali merecia a vitória do campeonato, esse alguém era ela, a tenente das caçadoras se não vencesse aquele torneio, desejava profundamente que sua seguidora o fizesse.
Voltou a encarar a deusa Quione que agora fazia surgir novas armas ao redor das competidoras, dando-as a opção de trocar de arma, a filha de Poseidon girou a adaga na mão olhando atentamente para o cabo da mesma, era uma boa arma, para uma lutadora rápida como Annabeth, uma arma perfeita, Manu era rápida sim, mas estaria em desvantagem caso continuasse a usar a mesma. Afinal Edith estava com um arco, e Vyolet com uma lança, armas com longa distancia, a não ser que Manu quebrasse a barreira e conseguisse desviar da mesma para atingi-las, ela estaria em uma grande enrascada.
Um suspiro escapou dos lábios da garota, e uma antiga lembrança percorreu sua mente...
...
–Elas vão se matar. –o namorado de Ana murmurou.
As meninas se cumprimentaram e afastaram-se alguns passos para trás. Uma sorrindo para outra como se estivessem achando graça.
–Você o ouviu, que vença a melhor! Melhor você sair daqui, Manu! –Ana girou a espada e sorriu maliciosa. Anna deu uma risada falsa e fechou a cara.
–Acho melhor você parar de falar e agir mais!- ao dizer isso, Manu avançou na amiga com tanta voracidade que seus olhos só puderam enxergar borrões coloridos. A filha de Zeus se protegia dos golpes voraz, enquanto, andava para trás.
–Ela está encurralando a Ana.-Sofia a filha de Atena na plateia observou.-Ela tem que reagir!
O anfiteatro estava cheio de urros e gritos de excitação. Observando os deuses, podia se ver o sorriso maldoso de Poseidon nos lábios.
–Caramba!-Gritou alguém com medo. Ana golpeou a amiga no flanco esquerdo, e deu uma rasteira, fazendo-a cair no chão. Em um instante, a filha de Poseidon estava em pé chutando a espada da loira, está perdeu o equilíbrio e caiu no chão, batendo a cabeça. Manu sorriu vitoriosa, e apontou a espada para a filha de Zeus. Esta virou o rosto, um filete de sangue escorria de sua testa em direção ao queixo. Ela sorriu.
–Metal conduz eletricidade, meu amor! –disse, estendo a mão em direção a morena. Um raio enorme atingiu a Manu no peito, fazendo-a voar vários metros, até bater contra a parede. Ana soltou uma risada cheia de escárnio, seu rosto chegou a mudar. Parecia outra pessoa, seus olhos azuis estavam intensos e faiscantes. Manu tossia sangue no chão, seu braço estava em um ângulo meio estranho.
–Céus!- Sofia levou as mãos na boca assustada.
–Não posso matá-la. –Ana falou macia, mas cruel. Manu soltou uma gargalhada divertida.
–Realmente é uma pena, hem?
–ela levantou o rosto do chão, e fez a coisa mais corajosa do mundo, deslocou seu ombro para colocá-lo no lugar, sozinha. Seu olhar estava grudado na sua amiga, seus lábios estavam vermelhos e mancava ao levantar. –Um dia, você me disse que não sabias nadar, Anabela. Ora...o meu domínio é tão...
Ela levantou a palma das mãos, Ana empalideceu.
–Refrescante! –Manu terminou a frase, esticando os braços em direção a menina que tentou se proteger com uma barreira de raios. A eletricidade e a água se chocaram de tal forma que os respingos queimavam nossas peles. As luzes dos raios iluminavam o rosto quase que irreconhecível da loira, seus olhos totalmente brancos e assustadores. Manu tinha as mãos sugadas pela água que jorrava constantemente de seus braços, os olhos verdes e um sorriso macabro estampado nos lábios.
–Nossa! –Um garoto na plateia sorria maravilhado com a explosão de poderes. As duas tentavam vencer, a veia do pescoço de Manu pulsando perigosamente.
–Parem! –o namorado de Ana esbravejou, com os olhos arregalados quando viu os joelhos da namorada cederem. Manu sendo empurrada para trás com o impacto da eletricidade. Ele tentou sair da cabine, mas Quíron e outros semideuses não deixaram.
–Morra! –Ana berrou, sua voz saindo grave. Ela se levantou, seus pés afundando o mármore, causando rachaduras no meio da arena.
–Zeus! –Sofia gritou para o deus que observava a filha com puro orgulho. Poseidon tinha se levantado, olhava para cena com preocupação e nervoso ao ver sua filha sendo comprida na parede. Manu deu um grito fino e agonizante, seu rosto coberto por veias roxas, seus olhos expandindo uma luz verde mais forte. Seus braços giraram e em uma perfeita colisão, a água atingiu Ana no peito, esta recebeu a carga pesada, seu corpo entrou dentro de uma bola de água imensa que cobria quase a arena toda. Seu rosto suavizou, ela tentava sair, mas as ondas a puxavam pelas pernas a impedindo. O olhar ficou opaco, a menina entrou em puro desespero, chutando e socando a água. Manu estava assustadora, sorria maldosa. A amiga se contorceu várias vezes dentro da bolha, aspirando à água para dentro dos pulmões. Ela olhou para cima, e seu corpo deu um ultimo espasmo.
–Céus, ela vai matar! –Apolo berrou, dirigindo-se para arena.
–Poseidon!-Zeus bateu os punhos na mesa.
–Manu é a Ana, sua melhor amiga! –Sofia apertou os lábios e atingiu a bola com os braços estendidos. A bola se espatifou, fazendo a morena escorregar e perder os sentidos. A filha de Zeus caiu no chão em um baque surdo. Luke foi ajudá-la. Zeus fitava a filha sem respirar. Um dos filhos de Apolo, fazia massagem no peito dela e respiração boca-a-boca. O peito da menina pula e a água sai de seus pulmões com força. Tossindo e cuspindo a água, a menina começou a chorar, seu nariz sangrando.
–Ela está com hemorragia. –Apolo falou. Ela abriu os olhos e virou o rosto de lado para não encarar o pai. Deveria se sentir envergonhada.
–Isso foi sinistro! –Alguém gaguejou, dando um sorriso afetado. Zeus sentou-se novamente junto com Poseidon, enquanto Apolo erguia a Ana no colo. Manu tinha acordado e estava muito mal. Ela soltou uma lágrima e pediu desculpa sem emitir nenhum som. Atena se levantou, engolindo a saliva.
–Vitória de Emmanuelle , filha de Poseidon! –o som da voz de Atena fora abafado pelos aplausos dos campistas.
...
Manu jurou a si mesma jamais ser influenciada novamente por deuses, aquele dia ela foi dominada por seu poder, pela rivalidade de seu pai com Zeus, e por isso quase matou sua melhor amiga, a dor foi tanta que ela não suportaria faze-lo novamente, era contra matar inocentes por puro prazer, e no passado quase o fizera por mero capricho. Mas em seu interior ela sabia que a menina lutando na arena, se exibindo para os deuses querendo provar seu valor, provar que era melhor não era ela, não mais, tinha ficado pra trás, a tenente das caçadoras mudara, e para melhor, ela tinha princípios agora, aprendera duras lições ao longo da vida, era hora de mostrar a que veio ao mundo.
-Quero a espada- Disse Manu estendo à adaga a deusa do gelo e pegando a nova arma que reluzia agora em suas mãos, e prometendo a si mesma, que dessa vez, seria diferente, e ela estava preparada para seja lá o que estivesse a esperando do outro lado da porta de gelo.


A prole escolhida...




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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Sophie-Anne Baudelaire em Ter Set 09, 2014 6:43 pm

Era na verdade um alivio a forma como Edith fora deixada sozinha. Ela tinha perdido a noção da hora desde que entrara na Casa das Dores, ela fora torturada dia e noite e não lhe deram nenhum prato de comida e nenhum gole de água, mas o que mais lhe causava dor e angustia era saber que a Ordem que tanto amava estava em declínio, logo no inicio de sua missão. Edith teve que contar tudo, não era por ser fraca, ela ficaria ali até morrer se dependesse dela, mas Zeus tinha que pagar pelos seus pecados.
Após dias, ou séculos como ela imaginava, eles conseguiram uma confissão dela quando começaram os afogamentos. Eles lhe vestiram após muito tempo e lhe deram de beber e comer, coisas ruins que nem os cães comeriam, mas o suficiente para sobreviver. Em seguida eles a jogaram num quarto pequeno e fedido, com iluminação saindo apenas das brechas entre uma tábua e outra nas paredes. Ao lado de fora, Edith conseguia ver as multidões em protesto contra ela, eram muitas palavras de ódio para alguém que nunca fez nada.
Queimem a bruxa. Afoguem-na para enviar um recado para o demônio. Deus comemorará quando ela morrer. – a multidão gritava. As palavras machucavam, só não machucavam mais do que ser Edith todos os dias. Ela sofria.
 A porta do quartinho se abre rapidamente e dez homens adentram o quarto. Eles vão até a cama onde Edith estava sentada e pegam os seus braços e pernas e os seguram. Edith tenta resistir e grita com eles, tenta de todas as maneiras se libertar. Eles disseram que a soltariam, eles mentiram. Uma mulher sai de trás de todos segurando um balde e uma espécie de barra quente. Ela toca no corpo de Edith.

O frio dominava todas as partes á amostra de Edith. Os padres estavam ao seu lado e não podiam deixar de olhar para ela com um desejo. Quanto mais rápido aquilo ocorrer, mais rápido ela poderia fugir. Os padres abrem a porta e então a multidão encara Edith e começam a gritar e gargalhar. Todas as roupas de Edith foram retiradas e eles a depilaram completamente.
-Este castigo não é nada comparado ao que todos sofremos nessa guerra contra o mal. – eles lhe disseram. – Você apenas caminhará daqui até á igreja. Nua e descalça.
Edith dá o primeiro passo e então frutas e verduras podres começam a serem jogadas nela. Ela continuou a caminhada á passos lentos, com seus braços cobrindo tudo que conseguia. Ela sentia o cheiro podre que emanava nela e lágrimas quentes desciam pelo seu rosto. Ela começou a caminhada e ia lentamente, enquanto alguns guardas abriam caminho por entre a multidão para ela passar. Ela sentia os dedos que passavam pelo seu corpo, aquilo era demais. Ela não iria aguentar.
Então Edith explodiu.

Edith dá um grito e, enquanto estava naquele chão gelado, ela começa a tentar recuperar o ar. Sua respiração estava acelerada e a ansiedade lhe subia a cabeça. Décadas sem lembrar-se dos tempos de Salem, agora todos eles vieram à tona. A loba começa a bater em sua cabeça, ela começa a se beliscar bem forte. A dor faria ela esquecer de Salem, mas os fantasmas ainda lhe torturavam. Ela então se levanta com impulso e fita Emmanuelle. Edith morde seu próprio lábio, sentindo o gosto de seu próprio sangue.
-Eu ficarei com a minha. – Edith diz voltando a olhar para baixo, enquanto via poucas gotas de sangue.


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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Quione em Qua Set 10, 2014 8:04 pm






Campeonato




O quarteto feminino estavam em frente a uma grande decisão que poderia levar cada uma a morte ou apenas adiar a mesma. Emmanuelle fora a primeira a se pronunciar e tomar posse da arma que antes pertencerá a filha de Zeus: A espada. Edith fora a segundo, a menina lobo parecia confiar bastante na arma que portava e assim decidiu-se por ficar com a mesma. Brigitte fora a terceira, esta pareceu pensar um tanto antes de escolher sua arma. Por fim decidiu-se pelo chicote. A quarta fora a cria de Nyx, a semideusa viajou bastante em seus pensamentos antes de decidir-se por que arma pegar, e no final optou pelo machado de lamina dupla.
Quione assentiu com um sorriso em seus lábios, porém o que colocara aquilo nos lábios da deusa não foram as escolhas, jamais seria aquilo. Pelo contrario, fora o que a caçadora fizera. Brigitte pedira ajuda para sua tenente. A mulher dominadora do gelo balançou a cabeça de forma negativa enquanto continha uma risada maléfica. A porta fora aberta revelando seu interior, um lugar escuro sem nenhum foco de luz.
Mesmo sem querer as jovens foram jogadas para dentro do lugar por uma força que nenhuma delas conhecia, exceto pela rainha de gelo. A porta atrás do quarteto fechou-se fazendo com que um forte e alto baque ecoasse pela imensa e profunda escuridão. No alto de um palco surgiu um foco de luz, sentada sobre um trono com uma taça de vinho entre os dedos estava Quione, a deusa fitava as jovens sorrindo. Um forte raio de luz caiu sobre as cabeças das meninas as deixando iluminadas. Uma ao lado da outra fitando a rainha do gelo.
— Para as tolinhas que achavam que iriam lutar uma contra a outra, eu vos trago uma surpresa um tanto... Excitante.— O estalar dos dedos da mulher ecoou por toda aquela arena escura, uma forte luz acendeu-se iluminando quase todo o local, exceto por alguns metros ao lado e atrás das semideusas. O som de correntes levantando algo começou a invadir o local, rosnados potentes ecoaram, olhos vermelhos intensos surgiram em meio a toda a escuridão, e logo que iluminado pela luz revelou-se os verdadeiros oponentes das semideusa.
Quione fora longe para o campeonato ocorrer da forma como ela desejava. A anos ela preparava aquilo, e clonou um filhote de fenrir, para que este se tornasse quatro monstrinhos. Estes possuíam dentes tão afiados e potentes quanto a lamina de uma espada recém afiada. Olhos tão vermelhos quanto o sangue que corria nas veias das semideusas. Pelo tão negro quanto a noite, e rosnado tão poderoso quanto um trovão de Zeus.

Brigitte: HP 80/110 MP 110/110 (Chicote)
Edith: HP 80/110 MP 100/110 (Arco e Flecha)
Emmanuelle: HP 140/145 MP 145/145 (Espada)
Vyolet: HP 75/105 MP 105/105 (Machado)



FASE NOVA, REGRAS NOVAS:

— A nova fase do campeonato se inicia, e desta vez não haverá molezinha, as regras mudaram e espero que todos as sigam;
— Aquele que estiver em missão/pvp/mvp enquanto estiver durante o campeonato será morto sem aviso prévio;
— O prazo continua o mesmo, 72hrs para postar. Porém não adiarei um segundo a mais. As 19hrs do ultimo dia do prazo eu posto “ENCERRADO” e nenhum outro post será aceito. Ou seja, não vou me importar se sua mãe morreu, o cachorro urinou no seu teclado, ou um vulcão destruiu sua casa. Ou você posta no prazo ou perde a rodada e é DESCLASSIFICADO;
— Os posts devem conter no mínimo 15 linhas, post com menos disto serão desconsiderados;
— O atual prazo é até o dia 14/09 as 22hrs, nem um milésimo a mais;
— Poderes estão liberados. Estes somente até o nível que você se encontra. Porém para que o poder seja usado com sucesso, você deverá fazer uma descrição do mesmo com bastante detalhes durante o seu post.


PERGUNTAS FREQUENTES:

— Como faz a inscrição? Simples, você deve postar neste mesmo tópico dando seu ponto de vista sobre os acontecimentos que eu narrei. Indo desde o surgimento das misteriosas mulheres no acampamento, passando pela minha aparição e finalizando com a quebra do selo, pela sua descoberta sobre as armas e sua teletransportação. (Que é feita pelo envelope, você será tecnicamente sugado por este.)

— É só para o acampamento meio sangue? Definitivamente não. O post que eu fiz narra sim o que aconteceu no acampamento meio sangue. Mas, você como bom campista romano pode narrar todos os acontecimentos do seu ponto de vista. Podendo até mesmo acrescentar que eu digo que ambos os acampamentos participam.

— Como vou saber qual envelope veio parar em minhas mãos? Facil, isso eu deixarei a sua escolha. Isso mesmo, você irá escolher qual envelope pairou em sua mão e dirá a cor dele.

— O que são os envelopes? Além de um portal para o castelo de Quione, os envelopes representam o deus que lhe escolheu e a única arma que poderá usar durante todo o campeonato.

— Porque os envelopes são coloridos? Porque cada cor representa um deus e sua arma, sendo estas:

Poseidon: Tridente; (Arya)
Hades: Foice; (Paul)
Zeus: Espada; (Alysson)
Apolo: Arco e flexa; (Edith)
Ártemis: Maçã; (Brigitte)
Ares: Lança; (Vyolet)
Athena: Adaga; (Emmanuelle)
Persefone: Chicote; (Silena)
Eolo: Chakrams; (Lucc)
Hera: Machado; (Klaus)


— Podera haver mortes? Talvez. Por ser um campeonato ON é bem capaz que saia alguém morto. Mas, como sou alguém amável (-q) acatei a ideia de que quando o semideus estiver com apenas 15HP ele é retirado da arena. Porém, cuidado, mortes ainda podem acontecer.

— Quem esta em missão/mvp/pvp pode participar? Bom, poder até pode, mas tem que ter consciência de que seus atos trarão consequências. Por este motivo, aconselho que pause sua missão/mvp/pvp para participar do campeonato.[/b]

PREMIAÇÃO:

— 10º lugar: 100 dracmas; LUCC
— 9º lugar: 200 dracmas; KLAUS
— 8º lugar: 300 dracmas;PAUL
— 7º lugar: 400 dracmas;ARYA
— 6º lugar: 500 dracmas;ALYSSON
— 5º lugar: 1 level -x- 800 dracmas;SILENA
— 4º lugar: 1 level -x- 800 dracmas;
— 3º lugar: 2 level -x- 900 dracmas -x- Arma;
— 2º lugar: 3 level -x- 1000 dracmas -x- Arma -x- Item especial;
— 1º lugar: 3 level -x- 1000 dracmas -x- Arma -x- Item especial;

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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Qui Set 11, 2014 6:06 pm


Rainha do Gelo

@MissHepburn


Os minutos se passavam lentamente com a escolha de armas das meninas, parecia que o tempo arrastava de certa forma, ou fora apenas uma mera impressão minha, nesse meio tempo minha companheira de caça me pedira ajuda em batalha, éramos de certa forma uma equipe, uma família, obviamente que se a mesma precisasse eu a ajudaria sem nem me questionar duas vezes seguidas.
As armas nas mãos das garotas agora eram completamente diferentes, com exceção da prole de Hecate que continuava a portar um arco,  eu sentia que precisaria ter o dobro de cuidado, ainda mais com a filha de Nyx, Vyolet portava um machado e eu não conhecia o quão bem ela poderia manuseá-lo.

A porta se abriu e uma força invisível me puxara para dentro do que eu defini como buraco negro, resistir era praticamente impossível e não demorou muito para que nos encontrássemos em uma nova arena.
Essa era ampla, obscura, e sombria, diferente das outras que apresentavam um risco comum essa possuía algo extremamente diferente, e tudo que eu pensava até o presente momento, deixou de existir assim que pus meus olhos na criatura de olhos vermelhos, de certa forma a confusão estampava meu rosto, jamais esperei enfrentar um monstro como esse no campeonato, ainda mais pelo amplo conhecimento que tinha sobre o assunto, afinal eu os caçava pelo mundo a fora.

O lobo era enorme, maior que eu ou muitas das criaturas que já enfrentara no decorrer de minha curta vida sendo seguidora de Lady Artemis,  poderia facilmente se passar por um lobo comum, não fosse seu tamanho assustador, seus olhos vermelhos amedrontadores e seus dentes expostos prontos para abocanhar qualquer parte do corpo de um semideus, eu sabia que provavelmente ele poderia me engolir viva, e não gostara nem um pouco da ideia.

Um suspiro escapou dos meus lábios e meus olhos foram direcionados para Brigitte que se encontrava tão surpresa quanto eu mesma, de certa forma eu achava que precisava me acalmar e pensar nisso como apenas mais uma viagem ao Alasca, onde os monstros gregos raramente eram vistos e os nórdicos tomavam seu lugar, o lobo a minha frente me lembrava uma antiga lenda, o nome do filho de Loki era Fenrir, e ele era um lobo gigante e destruidor, talvez o que se encontrasse a minha frente, fosse seu semelhante e tivesse o mesmo tipo de fraqueza.
-Pense nisso como apenas mais uma caçada rotineira, uma viagem Brigitte e tudo vai dar certo- Disse encarando a filha de Afrodte, talvez ela não precisasse de nenhum encorajamento e quem o precisasse realmente era eu, mas sinceramente eu jamais diria isso em voz alta.

O lobo a sua frente a fez lembrar de Molly, sua fiel escudeira e confidente,  ela era apenas um filhote ainda e não tinha a maldade do ser a sua frente, porem aquele ser gigante deveria algum dia ter sido um filhote bonitinho também, e deveria ter alguma forma de recuperar isso nele, no entanto eu não poderia descobrir, provavelmente se eu não o matasse ele me mataria, e só não o tinha feito ainda por estar atado a uma corrente e bem preso, ele rosnou o barulho era pior que os trovoes de Zeus caindo na terra quando esse estava nervoso.
Empunhei a espada em minhas mãos, como me defenderia dele eu ainda não tinha certeza, talvez eu pudesse deixa-lo cego tacando um pedregulho pontudo em seus olhos, mas eu não tinha certeza que isso daria certo, esses animais geralmente tem faro aguçado, e eu por algum mero acaso do destino agora também possuía esse tipo de habilidade.

Talvez eu conseguisse fazer uma barreira de água forte o suficiente para aguentar um ataque dele caso o mesmo se soltasse das correntes essa seria minha deixa eu tinha que começar a luta de alguma forma.
Afastei-me alguns passos da criatura pegando um cascalho no chão e atirando em sua face, obvio que ele não gostou disso, porem eu queria testar o que fazer, Fenrir era imortal e não tinha como derrota-lo, mas e esse? Qual seria seu ponto fraco? Eu teria que descobrir.

Aqueci o corpo e principalmente as pernas pronta para um movimento que poderia mata-la sem sombra de duvidas, mas ela era louca o suficiente para testa-lo, ou talvez muito suicida, a garota respirou fundo e então pôs-se a correr em uma velocidade fora do normal, seu dom de caçadora não a deixaria falhar agora, iria desviar-se por suas patas usando a espada para se proteger, então deslizaria pra baixo do corpo da criatura para então cortar sua  barrica de um lado a outro, caso o monstro tentasse abocanha-la, ela tentaria se proteger criando tentáculos de polvo a suas costas para atacar o lobo e soltando tinta negra para escapar.
Spoiler:

Poderes:
1-14 Nível: Sua personagem tem um bom senso de direção e mais velocidade do que o normal.

Tentáculos:
Atrás de suas costas, surgem
tentáculos feitos de água, sólidos o suficiente para atacarem um
inimigo, gastando 25 Energia por turno; O número de tentáculos depende
do seu nível de energia, isso irá ao critério do narrador da missão; Os
tentáculos podem soltar o líquido negro que os polvos soltam quando se
sentem ameaçados;


A prole escolhida...




Emmanuelle Sophie Henz
I'M A QUEEN OF DARKNESS!!!
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Emmanuelle S. Henz
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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Sophie-Anne Baudelaire em Qui Set 11, 2014 6:13 pm

A morte escarlate
It's in your blood stream
A collision of atoms that happens before your eyes
It's a marathon run
Or a mountain you scale without thinking of size
  -Vão todos para suas devidas camas!– Edith ordenou e em seguida usou o apito, seu som extremamente agudo e irritante se espalhou por todo o enorme dormitório.
Edith começou a andar pelo corredor que formava os espaços entre as duas fileiras de camas, ambas encostadas nas paredes. Suas sapatilhas negras faziam ecoar os sons de passos que se misturavam com o doce som da chuva e os monstruosos raios que se formavam fora da Casa de Misericórdia. O apito volta a ressoar e os dez maníacos se deitam na sua cama. A maioria estava com as pernas cruzadas enquanto tampava os ouvidos para evitar o barulho do som. Aquelas pobres criaturas sofriam de insanidade, achavam toda hora que um raio cairia na cabeça delas ou até mesmo que o Rei dos Raios viesse e matassem todos eles. Já alguns a olhavam de modo insano. Edith dava um sorriso sempre que olhava para eles. Ela se perguntava quais as maneiras que eles inventaram para matar ela dolorosamente. Mas alguns eram mais interessantes que outros... Uma mulher ali rezava o terço com uma cruz, a oração do Pai Nosso que fora inventado milênios atrás. Cada vez que Edith se aproximava mais da cama dela, ela rezava mais alto. Uma vez, naquela noite, Edith se sentou ao lado dela lhe perguntando o porquê daquilo. Ela só falava “Saia daqui, satanás”. Era triste...
Edith se aproxima da enorme janela do dormitório. O temporal lá fora se intensificou e o vento balançava a árvore violentamente. Sombras se agitavam lá fora... Eram seus irmãos.  Além das sombras, Edith conseguiu ver seu fraco reflexo na janela de vidro. A roupa de freira lhe caíra bem, seus cabelos ruivos estavam escondidos há muito tempo atrás daquela fantasia, mas seus olhos continuavam os mesmos. Na maior parte do tempo, a cor azul os domina, mas quando algo está prestes á acontecer, o roxo neles se intensifica e chega até... A brilhar. A freira fecha a persiana enquanto os outros trabalhadores do local fazem o mesmo. O local fica escuro, exceto pela pouca iluminação que vinha da porta aberta. Um á um, os trabalhadores e auxiliadores foram saindo, Edith foi logo em seguida, mas fez uma parada antes de sai. Ela se vira e olha diretamente á cama daquela que falou “Saia daqui, satanás”. Eu venho por você. – Edith diz e dá uma risada sádica antes da porta se fechar.
A mulher gritava e esperneava, gritava aos céus por misericórdia, mas ali não haveria alguma. Edith puxava a mulher pelo cabelo enquanto lhe arrastava por todo o prédio da Casa da Misericórdia. Edith invadiu a chuva pesada que se instalara, ela vinha com tanta violência que chegava a machucar a cabeça de Edith. Ela invadiu a grande porção de lama e adentrou a floresta de forma voraz, a chuva abafava os gritos da mulher que tentava se soltar... Tentava. As sombras dos irmãos de Edith lhe acompanhavam de longe até então um campo aberto se erguer no meio da floresta. Os irmãos ferozes de Edith saíram das sombras. Todos eles andavam em quatro patas, suas garras eram afiadas e seus olhos eram roxos iguais aos dela. Lobos. Edith joga a mulher ali que ainda rezava para qualquer ser ir lhe salvar e então os lobos lhe atacaram. Sangue se espalhou por todos os cantos, inclusive na roupa de freira de Edith, e então os lobos se deliciavam e faziam sons que satisfazia Edith. A freira chega perto dos lobos que se deliciavam e começa a fazer carinho no pelo grosseiro e molhado deles. Lobos geralmente atacavam qualquer um por perto, mas não seus próprios irmãos.
Edith voltou em silencio para o seu pequenino quarto naquele casal e então tirou sua roupa, ficando apenas de lingerie. Ela veste uma blusa branca com um tecido leve e coloca uma saia negra que chegava até seus joelhos. Ela então pega o salto que escondia há tempos e então o coloca, ele era enorme. Ela pega o batom que a dona da Casa de Misericórdia achava tão... satânico, e então o usa. Ela então abre as porte, sem lhes tocar e anda pelos corredores sombrios da Casa da Misericórdia. Ela passa pelos conjuntos de celas que os insanos rebeldes eram colocados ali para morrer e então chega á casa da dona da Casa da Misericórdia.
-Bem vinda, pecadora! – Edith grita ao abrir a porta com força.
A freira, que se encontrava dormindo na sua pequenina cama, se acorda rapidamente com um grito rouco e fraco.  Ela imediatamente olha para Edith com um olhar de quem estava com nojo. –O que é isso, menina? – ela diz. – você ai como uma prostituta qualquer! Ela vai até seu armário e pega sua roupa de freira e coloca seu hábito. Edith só observava tudo aquilo com um sorriso sádico. –Você vai sofrer as consequências por essas suas vestes. – ela cospe suas palavras. Edith então vai até a cama quente da freira e se senta ali, cruzando as pernas á amostra.
-Desculpe, senhora. – Edith faz um bico enquanto falava isso com um tom melancólico. – apenas cansei de servir um bando de insanos que tenta me matar. – A freira então tirou de dentro do armário uma régua de madeira com cinquenta centímetros.
-Me dê um motivo. – ela diz impaciente. – para não bater isso na sua bunda até você nunca mais conseguir se sentar.
-Você pode me bater. – ela volta a ri com um tom de deboche. – Se! – ela grita. – Se você conseguir sobreviver até lá. – Edith faz um gesto com a mão e todos os objetos como copo, perfume e porta retrato caíram no chão. A freira dá um grito e começa a fazer uma antiga oração latina para expulsão de todo o mal. – você não vai conseguir me vencer, não se lembra? Eu sou satanás. – um lobo aparece na porta e ataca a freira.

Edith novamente estava na escuridão, onde era seu domínio. Sua batalha com o Klaus, onde infelizmente ela “vencera” com folga, foi na total escuridão onde ela conseguia ser uma oponente forte. Quione dissera que elas não lutariam umas contra as outras, mas isso não era motivo para Edith confiar nelas. Assim que foram jogadas na escuridão, Edith percebeu antes de todas o que havia ali. O cheiro dos seus irmãos lobos era abundante ali, mas não era um cheiro comum. Era um cheiro mais selvagem, mais doce... mais gostoso. Então os lobos saíram de escuridão com seus olhos vermelhos e Edith sente um calor na sua barriga. Ela olha para eles maravilhada. Então ela percebe que eles seriam seus oponentes... Sua própria família. Quione realmente era cruel.
Edith sabia que devia atacar se não eles mesmos a atacariam, mas antes ela fez algo que deveria ter feito na luta de Klaus. Ela iria usar o Poder Oculto que fora lhe dado em Salem. Primeiro, Edith iria fazer os seus dedos sangrarem e desenharia símbolos antigos para poder sentir o Poder Escarlate e então ela iria ao inferno... e regressaria antes que todos percebessem. Então o Poder Escarlate seria liberado, seus cabelos assumiriam o tom moreno e seus olhos o tom vermelho, assim como havia acontecido em Salem. Então ela realmente atacaria, mas não diretamente. O Poder Escarlate lhe faria ver o interior da alma de cada monstro ali... de cada semideusa até. Então ela usaria sua influencia, do Poder Escarlate e aquele ela naturalmente tinha por ser uma loba, para tentar fazer os lobos ao menos hesitarem. E então armaria o arco e atiraria na cabeça de qualquer lobo que estivesse ali, qualquer um, mesmo sendo sua família e usaria os seus poderes de influenciar objetos para fazer as correntes atrapalharem eles.
Se antes de tudo isso, o lobo lhe atacasse, ela tentaria se proteger com os ataques das meninas e se afastaria e então lhe atiraria flechas.

Poderes, Habilidades:
*Nível 2, Magia da Levitação: Você poderá levitar objetos não tão pesados, e usá-los para atacar o inimigo.
*Ensinamentos do grimório.
*Influência natural
A jovem loba





A Morte Escarlate


É por fraqueza que odiamos um inimigo e pensamos em nos vingar; é por preguiça que nos acalmamos, desistindo da vingança.
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Sophie-Anne Baudelaire
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Re: Campeonato de Gladiadores

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