The Blood of Olympus
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Campeonato de Gladiadores

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Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Quione em Sab Ago 16, 2014 7:13 pm






Campeonato


   

O castelo brilhava cada vez mais, a mulher estava sentada em seu trono de gelo observando fixamente a porta que dava acesso ao enorme salão. Pendurado no teto um enorme lustre de cristal, desenhado no chão o belo desenho de um floco. A mulher batia compassadamente os dedos no braço do trono, soltava alguns suspiros parecendo estar anciosa pela chegada de algo, ou alguém. O som de passos alertaram a atenção da moça, ela rapidamente ajeitou-se no trono e aquietou os dedos. Os passos eram rápidos, pelo que se parecia a mulher não era o único ser a estar com pressa ali. A porta se abriu causando um pequeno barulho alto, mas não incomodante. — Lady, suas ninfas chegaram...— Uma voz grossa e poderosa ecoou por todo o salão, dez moças adentraram o local, cada uma trajava um vestido de tom diferente. Talvez estivesse representando algo.
A mulher levantou-se do trono e caminhou até as moças. — E então?— A ninfa que usava o vestido de tom rosa deu um passo em direção a mulher, nos lábios quase brancos da mesma estampava-se um sorriso repleto de orgulho. — Quione, todas achamos que chegou a hora. Os escolhidos estão prontos.— Um enorme sorriso surgiu nos lábios da deusa, os negros cabelos dela começaram a balançar, como se a brisa mais gelada estivesse lhe envolvendo. — Finalmente. Vamos buscar os meus gladiadores...— Varios flocos de neves irromperam a janela do castelo e envolveram tanto a deusa quanto as nifas, num passe de magica elas desapareceram do local.

ACAMPAMENTO MEIO SANGUE



Os dias de verão no acampamento seguiam de forma comum, nada excepcional voltara a acontecer. Os semideuses trabalhavam para arrumar o que havia sido destruído durante a invasão dos monstros. Tudo parecia normal, exceto pela anormal apreensão que envolvia Dionisio e Quiron. Ambos havia adquirido tal sentimento após o surgimento de dez belas moças. Cada uma delas estava habitando provisoriamente um chalé, suas vestes eram sempre os mesmos vestidos, cada um com um tom diferente. Para os semideuses, havia sido dito que aquelas eram apenas visitantes, mas Quiron e Dionisio sabiam que eram muito mais do que isso, eram um aviso inicial de algo que viria. Em uma manhã as dez moças sumiram, deixando os administradores do acampamento preocupados.
A noite já havia caído quando finalmente algo anormal voltou a acontecer. Os semideuses estavam todos reunidos na fogueira bebendo e comendo enquanto se divertiam. Era uma noite diferente das outras, talvez Dionisio quisesse dar uma ultima diversão aos jovens. Do céu surgiram onze flocos de neve, todos bailavam sobre as nuvens e direcionavam-se para a mesa onde as comidas estavam postas. Um a um foram pousando ali e atraindo a atenção dos semideuses que se divertiam, ou não.
Dez dos flocos formaram um circulo em torno do maior deles, estes dez começaram a crescer e tomaram a forma das misteriosas moças. Do centro começou a surgir uma luz esbranquiçada, com menos de dois minutos surgiu algo maior e imponente, as moças desfizeram o circulo e revelaram a presença da deusa da neve. Nos lábios dela existia um sorriso quase sádico. — Boa noite queridos semideuses. E boa noite Quiron e Dionisio.— Ao citar o nome de ambos a deusa dirigiu a eles um olhar desafiador, suas “damas de companhia” desceram da mesa e formaram uma fileira a sua frente. As vestes delas brilhavam como nunca. — Espero que estejam se divertindo, mas não parem de comer ou beber por que surgi aqui.— O sorriso nos lábios da mulher sumiu repentinamente e deram lugar a uma face seria. — A alguns dias mandei minhas ninfas para avalia-los. Exatamente, elas estiveram observando cada um de vocês.—
Quione estralou os dedos e sua voz tornou-se imponente e alta, seus olhos tornaram-se vermelho, e sobre dez semideuses começou a cair uma fina camada de neve. — Vocês dez foram escolhidos por mim. Vocês agora são nada mais nada menos do que gladiadores poderosos. Venho aqui dar-lhes o aviso que mudaram completamente seus destinos.— Novamente ela estralou os dedos e as ninfas tornaram-se envelopes coloridos, de forma suave cada uma planou para a mão de um dos gladiadores. — Em uma semana o envelope que na mão de vocês se encontra rompera o selo e os levara para a arena. Vocês meus pequeninos, deverão lutar pela sua vida. No fim, os três melhores serão recompensados com uma das coisas mais cobiçadas pelos semideuses.— Flocos de neve surgiram aos pés da deusa e estes comeram a fazer ela desaparecer pouco a pouco, deixando para atrás dez semideuses confusos, que logo teriam a maior batalha de sua vida.

PERGUNTAS FREQUENTES:

— Como faz a inscrição? Simples, você deve postar neste mesmo tópico dando seu ponto de vista sobre os acontecimentos que eu narrei. Indo desde o surgimento das misteriosas mulheres no acampamento, passando pela minha aparição e finalizando com a quebra do selo, pela sua descoberta sobre as armas e sua teletransportação. (Que é feita pelo envelope, você será tecnicamente sugado por este.)

— É só para o acampamento meio sangue? Definitivamente não. O post que eu fiz narra sim o que aconteceu no acampamento meio sangue. Mas, você como bom campista romano pode narrar todos os acontecimentos do seu ponto de vista. Podendo até mesmo acrescentar que eu digo que ambos os acampamentos participam.

— Como vou saber qual envelope veio parar em minhas mãos? Facil, isso eu deixarei a sua escolha. Isso mesmo, você irá escolher qual envelope pairou em sua mão e dirá a cor dele.

— O que são os envelopes? Além de um portal para o castelo de Quione, os envelopes representam o deus que lhe escolheu e a única arma que poderá usar durante todo o campeonato.

— Porque os envelopes são coloridos? Porque cada cor representa um deus e sua arma, sendo estas:

Poseidon: Tridente; (Arya)
Hades: Foice; (Paul)
Zeus: Espada; (Alysson)
Apolo: Arco e flexa; (Edith)
Ártemis: Maçã; (Brigitte)
Ares: Lança;
Athena: Adaga; (Emmanuelle)
Persefone: Chicote; (Silena)
Eolo: Chakrams; (Lucc)
Hera: Machado; (Klaus)


— Podera haver mortes? Talvez. Por ser um campeonato ON é bem capaz que saia alguém morto. Mas, como sou alguém amável (-q) acatei a ideia de que quando o semideus estiver com apenas 15HP ele é retirado da arena. Porém, cuidado, mortes ainda podem acontecer.

— Quem esta em missão/mvp/pvp pode participar? Bom, poder até pode, mas tem que ter consciência de que seus atos trarão consequências. Por este motivo, aconselho que pause sua missão/mvp/pvp para participar do campeonato.

— Você vai ser quem decidira o que irá ocorrer com os semideuses na batalha? Não, até porque seria injusto com os gladiadores. sem contar que alguns lindinhos me consideram injusta Rolling Eyes Decidi então comprar dados, isso ai, os acontecimentos serão decididos pelos dados, ou melhor, por UM dado. Será simples, eu lançarei o dado e a pontuação que surgir é a que decidira o que vai acontecer ao semideus, sendo elas: 1-2 pessimo; 3-4 bom; 5-6 maravilhoso.

REGRAS DE POSTAGEM:

— As únicas armas que poderão ser usadas pelos semideus é a arma que o envelope se tornou;
— Poderes estão liberados;
— Como é tudo narrado, não afirme que fez algo, diga que tentou ou algo do gênero;
— Cada post tem que conter no mínimo 10 linhas;
—  O tópico ficara aberto até o dia 30/08. Se atingir a meta de dez inscritos, obviamente as inscrições serão canceladas e o campeonato terá inicio.
— Duvidas, MP;

PREMIAÇÃO:

— 10º lugar: 100 dracmas;
— 9º lugar: 200 dracmas;
— 8º lugar: 300 dracmas;
— 7º lugar: 400 dracmas;
— 6º lugar: 500 dracmas;
— 5º lugar: 1 level  -x- 800 dracmas;
— 4º lugar: 1 level  -x- 800 dracmas;
— 3º lugar: 2 level  -x- 900 dracmas  -x- Arma;
— 2º lugar: 3 level  -x- 1000 dracmas  -x- Arma  -x- Item especial;
— 1º lugar: 3 level  -x- 1000 dracmas  -x- Arma  -x- Item especial;

Thank's for @Lovatic, Cupcake Graphics


Última edição por Quione em Seg Ago 18, 2014 7:12 pm, editado 6 vez(es)
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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sab Ago 16, 2014 7:18 pm


Rainha do Gelo

@MissHepburn


O acampamento estava em clima de festa, a poucos dias mais uma batalha fora por nós vencida, e dessa vez não tiveram mortes. A líder das caçadoras, no entanto se encontrava inquieta, queria muito ir embora dali, voltar a floresta, onde era seu lugar agora, apesar de amar o acampamento e sentir falta de suas irmãs as vezes, ela sabia, não pertencia mais ao acampamento, era um espirito livre, e assim deveria ficar.
Ainda assim, sentia um clima estranho no ar, algo estava prestes a mudar, ela sabia, os sentimentos dos olimpianos estavam confusos, ainda mais em tempos tão difíceis como esses que estavam acontecendo agora, calamidade total, ou apenas uma contradição? A garota não saberia responder.
Pra ajudar ainda, ninfas estrangeiras ali se acomodaram nos últimos dias, fazendo o mau humor de Dionísio só aumentar, a aura delas era fria como gelo, e apesar do sorriso grotesco no rosto, dava pra sentir certa maldade em sua voz, quando as mesmas se pronunciavam, o que raramente ocorria, passavam boa parte do tempo apenas observando os campistas
A noite estava bela no acampamento, as estrelas brilhavam como nunca antes no céu, onde a lua já estava posta, trazendo sua beleza irradiante até nós, os campistas sorriam animadamente, os filhos de Apolo cantavam, as de Afrodite se olhavam no espelho, os filhos de Demeter faziam tudo ficar mais florido, e os de Hermes, bem esses não tinham jeito, e estavam ali aprontando só  pra variar um pouco mais. Era noite de fogueira, dia de festa e comemoração, todos sorriam animadamente, comiam, bebiam, dançavam e cantavam.
A filha de Poseidon tinha um cálice de prata em suas mãos, um liquido roxo dentro dele se encontrava e ela o bebericava lentamente, sem muito interesse na festa que rolava solta a sua volta, sentada em um tronco, observava as chamas arderem na fogueira acesa ao centro do acampamento, dentro da mesma uma garota se encontrava sentada, pureza irradiava de si, aquela era Héstia, a ultima olimpiana, a verdadeira deusa da família, dos laços...
E em meio essa distração as sombras invadiram o acampamento, e em seu lugar logo silhuetas das mulheres desaparecidas a um dia atrás apareceram, possuíam sorrisos sinistros nos lábios cada uma com a vestimenta em uma determinada cor. Elas deram espaço, e por entre elas outra mulher apareceu, essa já reconhecível, era a deusa do gelo, da frieza, aquela era Quione.
Ela não demorou a pronunciar-se e logo sua voz ecoava para todo o acampamento, suas palavras para mim estranhas, escolhidos pela deusa, para o que exatamente? Morrer para mim não era bem uma opção e eu não pretendia o faze-lo tão cedo, ainda mais agora que conseguira mérito após tanto tempo, eu era uma lutadora, uma guerreira, e sinceramente esperava que eu não fosse à escolhida.
Logo flocos de neve choviam no acampamento, irritei-me, pois os mesmo começavam a cobrir-me o corpo, os flocos de gelo, me arrepiando trazendo aquele frio por mim a tanto desconhecido. As ninfas sumiram, em seus lugares agora possuíam dez envelopes em cores diferenciadas, e logo um deles voou diretamente em minha mão, era esverdeado, estilo um limão, eu não definia bem essa cor (Envelope de Athena).  Observei aquilo em choque, eu era uma das guerreiras? Justo eu? Que deveria retornar ao meu lar, e guiar as caçadoras rumo a mais uma batalha, agora estava nas mãos da deusa do gelo.
Adormeci rapidamente naquela noite,...
...
O dia do tão esperado torneio chegou, eu ainda não estava certa de abrir aquele envelope, no entanto sabia que só estava retardando o inevitavel, sendo assim preparei-me rapidamente naquela manhã, e quando por fim rompi o lacre uma adaga dourada surgiu em minha mão, mas não pude reparar muito tempo nos detalhes, e sem demora fui sugada pela escuridão infinita.



A prole escolhida...




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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Sophie-Anne Baudelaire em Sab Ago 16, 2014 9:09 pm

All my life, I've been fighting a war
It's in your blood stream
A collision of atoms that happens before your eyes
It's a marathon run
Or a mountain you scale without thinking of size
Como todo evento agitado, tudo se iniciou com apenas um dia comum no acampamento.
Na verdade não estava tudo comum. Edith passou a semana toda sofrendo com seus constantes flashbacks de seu antigo tempo como sempre acontecia, mas desde que chegou ali eles vinham cada vez mais constante. Como ela estava impotente de qualquer coisa e foi avaliada com uma mente nada saudável, ela passou a semana toda com as tarefas mais fáceis do acampamento como colher morangos para venda, cuidar da limpeza de certos lugares e vigiar Dioniso.
Dioniso era praticamente o dono daquele lugar, apesar de estar ali contra a sua vontade. Zeus havia lhe amaldiçoado algum tempo atrás e desde então o seu humor havia se tornado bastante desagradável e ele fazia de tudo para descontar nos campistas. Quiron, um centauro bastante simpático, lhe avisou do humor árido de Dioniso e pela sorte de Edith, ela não conseguiu provar do humor de Dioniso.
Era simples, Dioniso era de várias outras épocas e uma delas era a mesma época em que Edith nasceu que era o século das luzes. Eles conversaram bastante sobre isso, Edith lhe explicava sobre o iluminismo por trás dos sussurros que ela soube espionando o pai e ele lhe fala sobre os mestiços de ouro que eram muito melhores que os de hoje.
-A França foi a melhor época para mim. – Dioniso lhe falou um dia. – Os semideuses, dito mestiços, se esforçavam muito mais que esses gordos de hoje em dia. A revolução foi uma época perigosa com o olimpo dividido, mas conseguimos sobreviver e dar a volta por cima naquele estúpido e arrogante clero e naqueles ingênuos da coroa. Amei ver a cara de bobo do rei. – Dioniso deu uma alta gargalhada.
Mas por trás de todas essas risadas e por trás de todas essas histórias, Edith podia ver que algo deixa Dioniso e até mesmo Quiron aflitos. Ninfas de outros lugares haviam se fixado no lugar, elas iam e vinham por todo o acampamento. Edith ficou observando-as por um tempo por contra própria, apenas por ser curiosa. Ela podia sentir que algo partia delas e não era nada bom.

A noite no acampamento estava calma e o ar estava com o cheiro gostoso de comida. Edith estava sentada só na sua mesa de Hécate, infelizmente e felizmente ela não tinha nenhum irmão até agora. Edith não ligava muito para isso por ter a companhia de seu livro: o grimório. Ela estava realmente boa nisso, ela conseguia conversar com espíritos antigos graças aos seus rituais e também conseguia com que seu corvo lhe falasse tudo que acontecia, além disso, ela conseguia distinguir exatamente todas as estrelas e constelações e também entender suas histórias. As que mais lhe fascinavam eram as plêiades, seres que fugiam e graças à piedade de júpiter elas conseguiram escapar do caçador Órion, mas Júpiter não era alguém bom e acabou mostrando os rastros das plêiades para Órion apenas pra continuar a caçada.
-Eu vou vingar vocês, Plêiades, Zeus vai cair por mim e por vocês. – Edith sussurra para si.
Tudo estava ordinariamente quieto. Os semideuses, mestiços, agiam exatamente como nos outros dias, uns estavam mais quietos que os outros por causa do trauma do ataque ao acampamento. Uma grande luz se forma no centro do refeitório. Quione, a deusa fria, apareceu ali com um sorrisinho que era comum para Edith, afinal ela também tinha o mesmo sorriso sádico. Então Quione começa a explicar as coisas. Logo após, neve começou a cair por cima de Edith, que não conseguiu sentir o frio que aquilo lhe trazia por ainda ter sangue de lobo nas suas veias. Um envelope de cor amarelada voa pelo refeitório e pousa em cima do grimório de Edith, ela sentia certo calor que emanava de lá.
Apolo.

O sonho de Edith foi bastante prazeroso. Ela estava na mesma casa da fazenda em que morava antes de Zeus lhe transformar num lobo, mas dessa vez ela era uma mulher que conseguia fazer o que quisesse quando quisesse. Exatamente como Hera era num certo dia quando massacrou sua família. No lugar de sua mãe de seus servos, ali tinha filhos de Zeus e o próprio também. Em menos de dois minutos todos foram mortos de forma cruel, uns enforcados e outros queimados, e Edith sentiu um prazer enorme em seu interior.
Ela acordou com um susto e com um sorriso no rosto. Rapidamente ela correu para o quartinho secreto que tinha ali e deitou em seu pentagrama e orou para os antigos fazerem aquilo se tornar realidade. Era o dia e sua unica arma era os ensinamentos do grimório que ela levava com ela, além da ajuda dos antigos. Um envelope amarelo flutua em sua direção e Edith rompe o lacre. Uma segundo depois ela estava na escuridão

Que os jogos comecem.

I can't talk to you or your friends





A Morte Escarlate


É por fraqueza que odiamos um inimigo e pensamos em nos vingar; é por preguiça que nos acalmamos, desistindo da vingança.
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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Amber Höff Spielgeman em Dom Ago 17, 2014 3:33 am

Campeonafo de Gladiadores...
I'm feeling sexy and free... Like glitter's raining on me...

O ataque tivera um fim e nenhuma morte registrada nesta invasão. Os campistas comemoraram a vitória com uma festinha na fogueira e isso deixara ainda um clima de vitória pairando no ar. Os semideuses estavam mais relaxados em relação a treinos e confiantes em relação às lutas, embora o maior foco agora era a reconstrução do acampamento, não demoraria muito, todos eatavam bastante empenhados nesta tarfa.

Já eu... além de empenhada em minhas atividades, estava elétrica. Da colina eu esperava pelo amanhecer do sol todos os dias, e eu gostava de ver o sol se pôr na praia da mesma forma que o amanhecer. Eu tentava fazer várias atividades no dia, incluindo ler de vez ou outra. Mesmo sendo difícil para os deuses, Quiron e qualquer um de nós,  e sem perceber o ataque na verdade teve sede na casa grande, sem saber como algo assim pode acontecer. Algo ainda estava errado, havia algo diferente em todo mundo que não conseguia descrever. Pior, algo maior poderia estar prestes a acontecer. (...)

Voltei da arena exausta depois de um treino lutando com outros campistas. Eu estava cansada, suja, quase meio-dia e eu sentia fome. Adentrei o chalé e me joguei na cama. Alexia apareceu em seguida me falando que haviam ninfas pelo acampamento, de começo eu ri. Mas só então vi que eram estrangeiras, mau humoradas e completamente ranzinzas. Ranzinzas como... a situação de Dionísio. Quiron não falava nada sobre o assunto, não as mencionava e nem se quer nos apresentou, mas certamente sabia de algo que não sabíamos.

[...]


Era noite, comíamos no refeitório. A visão estava limitada ao prato de comia a minha frente, já havia feito as oferendas e precisava recuperar a energia dos treinos.  Cansada, pude ver alguma figura se formar não muito distante de mim. Era Quione, a deisa da neve,  fazendo um pouco do seu teatro com as ninfas. Selecionaria alguns de nós para um campeonato, eu quis ouvir tudo e não perder nenhum pouco do que dizia. Tudo o que bastava é ter sido escolhido por um deus. Não vi quantos envelopes eram, mas de certa forma, queria merecer um deles. Um envelope azul voou até a minha mão. Zeus.

(...) Não foi fácil dormir. Mas tive uma boa noite de sono pelo menos e pude descansar bastante. O que aconteceria no campeonato ia além de algo que eu pudesse prever. O dia estava ainda frio. Eu me arrumei e fiz o cabelo prender em um rano de cavalo. Pegando o envelope azul e abrindo o lacre, eu não via mais nada.




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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Silena Beauregard em Dom Ago 17, 2014 4:04 pm

you don't know love

Silena observava o modo como o acampamento parecia repleto de alegria. A intensidade dos movimentos lhe foram surpreendentes. Era de muita desconfiança a total felicidade que pairava na fogueira, remexendo as faíscas, tornando-as cada vez mais altas e volumosas, no ritmo das sinfonias.
O aprecio por música era relevante, e seus olhos fecharam-se por alguns meros segundos, a medida que as notas pareciam brincar com seus ouvidos. Quando voltou a enxergar, uma mulher pairava sobre o gelo, com um sorriso cínico aos lábios. Algo dentro de Silena a fez prestar melhor atenção, a medida que suas palavras ressoavam ao ar, como uma melodia nada agradável.
Foi de total surpresa quando os flocos de neve surgiram em sua cabeça, e Silena sentiu-se desconfortável. Seus longos cabelos negros mergulhados na neve, certamente não era um tratamento de beleza muito recomendável. Era Quione, a filha de Afrodite podia perceber, pois ninguém apreciava tão mais aquele elemento quanto a deusa.
Em seus longos dedos surgira um envelope rosa(envelope de Perséfone), e Silena não viu-se surpreendida pela a cor, porém pelos movimentos. Uma luta¿ Bem, gostava de lutas, razoavelmente. Mas seria de total confianças as palavras de uma deusa tão traiçoeira¿
Logo, a deusa sumira, deixando para trás um rastro de dúvidas. Silena vislumbrara o manto negro que cobria o grandioso céu, e sua face tornou-se uma expressão preocupada. Em seus lábios selara uma promessa, que cumpriria até o último de seus suspiros.
- Não fracassarei nem sobre mil soldados—Sussurrou a garota, esperando que de algum lugar Afrodite estivesse a lhe escutar.
***
O tempo passou, e os devaneios prendiam-se em Silena. A luta, tão esperada luta, parecia lhe deixar a cada mais mais apreensiva. Quando o dia chegou, seus dedos tocaram o envelope rosa, que antes evitara o máximo possível. Lembrou-se da promessa, e também de seus amigos. Era uma decisão muito perigosa, porém era uma covardia correr atrás.
Um sorriso surgira em seus lábios rosados, coloridos por um batom. Queria estar bonita, pois não sabia o que lhe esperava sobre as batalhas. Abriu por fim o envelope, sem medo. Sentira uma onda de ar tomar-lhe o rosto e seus membros sugados com precisão. Tentara lutar no começo, porém logo percebera o que estava a acontecer. Deixou que os membros relaxassem, e que o envelope lhe engolisse com total facilidade.

627 words for park chanyeol


Última edição por Silena Beauregard em Dom Ago 17, 2014 5:07 pm, editado 1 vez(es)


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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Paul Foster em Dom Ago 17, 2014 5:33 pm



Cada Um e Sua Morte

Arena de  Gladiadores




Quando alguém lhe disser que a vida de um semideus é muito incomum e estranha. Acredite. Às vezes acho que a normalidade foge de nós e nem nossos pais conseguiriam – mesmo que quisessem, o que não é um fato, eles não ligam – nos livrar desse problema. Tudo começou algum tempo atrás, com a chegada de algumas garotas. Entenda, a chegada de novos campistas não é incomum, mas as circunstâncias ferem ainda mais a normalidade da situação.
Era um grupo relativamente grande de garotas com auras diferentes das que todos possuíam, mas iguais entre si. E se não é o suficiente, elas não ficaram no mesmo chalé, além de serem, na realidade, visitantes, e não campistas. Elas definitivamente não eram normais, mas isto não era culpa minha e nem problema meu. Percebi que Quíron e Dionísio nada fariam, então apenas evitei sair muito do chalé.
Por fim, elas foram embora. O que confirmou minhas suspeitas. De qualquer forma, elas não tiveram muito como me avaliar, eu pouco sai do chalé e evitei ao máximo ser visto nos treinos que fiz.

***

Era mais uma noite “normal” no acampamento quando as coisas começaram a ficar estranhas de novo. Acredito eu que ninguém - exceto, talvez, Arya, que estava imediatamente ao meu lado - viu quando eu ergui os olhos aos céus e depois enfiei minha face nas minhas mãos, mas eu estava começando a cansar de ter jantares interrompidos.
Estávamos na fogueira, era uma ocasião especial e eu sequer tinha ido armado, exceto, é claro, pelo meu colar e seu pingente, duas foices pequenas que ganhei de Nyx. Como um bom campista eu sempre estava pronto para uma luta. Minha bota era firme, mas confortável, minha calça tinha as mesmas características, me dava boa mobilidade. Por fim eu usava uma camiseta preta, para estar em perfeita harmonia com as vestes da mesma cor que eu já citei.
Por fim, um ponto branco no céu me chamou atenção. Ele caia e se aproximava. De repente, cinco pontos iguais, mas menores surgiram. Eram flocos de neve. Os menores formaram um circulo em torno do maior e logo se tornaram as garotas estranhas que nos visitaram. O floco do meio se iluminou e se tornou uma mulher graciosa e imponente. Pelo que indicava, a deusa da neve, Quione.
- Boa noite queridos semideuses. E boa noite Quiron e Dionisio. Espero que estejam se divertindo, mas não parem de comer ou beber por que surgi aqui. - O sorriso nos lábios do ser sumiu repentinamente e deu lugar a uma expressão séria. - A alguns dias mandei minhas ninfas para avalia-los. Exatamente, elas estiveram observando cada um de vocês. – Ela estalou seus dedos e sua voz se tornou mais audível e poderosa, além de fazer cinco flocos de neve caírem sobre cinco de nós, campistas. - Vocês cinco foram escolhidos por mim. Vocês agora são nada mais nada menos do que gladiadores poderosos. Venho aqui dar-lhes o aviso que mudaram completamente seus destinos. - Novamente ela estralou os dedos e as ninfas tornaram-se envelopes coloridos, de forma suave cada uma planou para a mão de um dos gladiadores. Um veio até mim. Sua cor era negra e poderia muito bem ser de meu pai. - Em uma semana o envelope que na mão de vocês se encontra rompera o selo e os levara para a arena. Vocês meus pequeninos, deverão lutar pela sua vida. No fim, os três melhores serão recompensados com uma das coisas mais cobiçadas pelos semideuses. - Flocos de neve surgiram aos pés da deusa e estes comeram e a levaram embora. Agora, só me restava aguardar um pouco e entrar em uma batalha misteriosa que poderia ser ou não o meu fim. Era uma perspectiva estranha e interessante, porém ainda havia uma semana que me separava dela. Uma semana de treinos e dedicação intensa à sobrevivência. Depois disso, só preciso cair na arena.


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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Arya Doprav em Dom Ago 17, 2014 8:35 pm



Lutar para viver...

Postura ereta, cotovelos apoiados na mesa, um garfo rodopiava entre meus dedos parando, por fim, entre o indicador e o polegar. A comida permanecia intocável em meu prato, o líquido transparente preenchia por completo o copo ao lado. Meus olhos fitavam a madeira da mesa, paralisados em um ponto infinito. Era como se apenas aquele ponto fosse nítido, a cena ao redor parecia estar totalmente embaçada. Eu mal notava as silhuetas dos campistas se moverem de um lado para o outro, as vozes pareciam distantes, eu só estava presente fisicamente. Meu pensamento ainda trazia imagens do ataque, seguidas da vitória, finalizando com a cena da reconstrução do Acampamento. Tudo como um filme rápido. Mas tinha algo diferente, há poucos dias haviam chegado algumas moças, Dionísio e Quíron avisaram que eram apenas visitantes, porém certo desconforto podia ser nitidamente visto nos olhos de ambos. As mulheres dividiram-se e acomodaram-se em chalés diferentes. A situação me intrigava bastante, as ninfas pareciam vigiar cada passo que dávamos como se estivessem prontas para fazer algum tipo de seleção estranha. Resolvi tentar ignorar a situação, afinal já tinha passado por encrencas demais nos últimos tempos.
Minhas pálpebras abriram e fecharam algumas vezes como uma maneira de voltar ao mundo real. Quer dizer, se é que se pode chamar de real um Acampamento onde as pessoas são meio divindades e meio humanos. Passei de relance o olhar em volta, minha mesa era uma das poucas vazias. Tudo parecia normal, apenas o mesmo alvoroço de sempre durante a reunião para as refeições. A única coisa diferente era não ter a presença das ninfas que haviam estado frequentemente ativas nos últimos dias. Revirei os olhos, pressionando o garfo contra a mesa, detestava aquela animação toda e meu humor estava dos piores naquele momento. Meu olhar encontrou o céu, algo se aproximava, minha mão afrouxou o talher fazendo este cair sobre a madeira. Impulsionei o corpo, ficando de pé. Meus passos foram rápidos até chegar ao lado de Paul. Agora eu analisava melhor o que era. Onze flocos de neve descendo lentamente e repousando sobre a mesa de alimentos, o maior e mais detalhado pairava no centro. Não pude evitar a surpresa em meu rosto ao perceber os flocos se transformarem nas ninfas que haviam sumido mais cedo. Elas formavam um círculo e deste saía uma luz esbranquiçada, fiquei na ponta dos pés com o propósito de enxergar melhor, o que foi desnecessário, pois logo as mulheres se afastavam e podia-se ver a deusa da neve com um sorriso quase sádico nos lábios. Quione começou seu discurso sobre os gladiadores que foram escolhidos por ela, a deusa estralou os dedos e eu vi uma fina camada de neve envolver o filho de Hades ao meu lado, só depois de alguns segundos percebi que o mesmo ocorria em mim.
Um segundo estralar de dedos foi ecoado, desta vez as ninfas se transformaram em cartas coloridas e rumaram na direção dos escolhidos. Um envelope cor de mar plainou em minha mão esquerda, sorri ao lembrar de Poseidon. Logo a deusa desapareceu. Respirei profundamente e me despedi de Paul, indo para o chalé 3 descansar.
--- x ---
A semana passou mais rápido do que devia. Minha ansiedade se tornava mais intensa que o normal. Eu olhava o envelope que me recordava a cor das águas, meus pensamentos estavam aturdidos. Eu não sabia qual seria meu destino, mas não fazia diferença. Eu nunca soube mesmo. Meus lábios delinearam um pequeno sorriso e então rompi o lacre. Um tridente se materializou em minhas mãos, meu dedo indicador passou pelas pontas afiadas e então fui coberta por uma escuridão.


Thank you Lari @ CG


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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Adam Köhler Bradshaw em Dom Ago 17, 2014 10:43 pm




Lutar para sobreviver ?

► CHAPTER ONE



Lá estava eu comemorando junto a maioria dos campistas a nossa vitória, não sábia ao certo o por que de estarmos comemorando, mas estava ali e até que estava curtindo a música solitariamente em um canto do local com alguns morangos em minha mão enquanto os comia tranquilamente e encarava o vinho que estava em meu copo, abri um sorriso e então tomei um gole do vinho o apreciando calmamente.

Enquanto observava de um canto da festa as ilustres presenças de Quiron e Dionisio, Oque eles faziam aqui ? Eu sábia que alguma coisa estava errado por aqui, mas ainda não saberá oque era, observei o céu e percebi flocos de neve começarem a cair em mim. Eu ficava um pouco surpreso, pois estava nevando do nada e pousando na mesas dos alimentos, suspirava e então negava com a cabeça "Isso não é normal". Mulheres começavam a surgir e uma luz no meio daquilo surgiu, logo revelando as silhuetas de uma mulher, mas ao observa-lá pensava "Hum...Quione, deusa da neve" ouvi atentamente a deusa que estava no centro enquanto todos a observavam, ao terminar de falar, logo alguns envelopes começaram a voar em direção a alguns escolhidos, dentre todos, um chegou a minhas mãos.

Ele flutuava a minha frente, meus olhos observavam o envelope levitando ali e então balançou a cabeça negativamente e pensava "Logo eu ? É como sou curioso, estou doido pra saber oque há ai dentro." Pegava o envelope que era um azul claro, muito bonito. Era um papel bem trabalhado e com a cor de Eolo, fora ele pessoalmente que me escolhera ? Não sabia ao certo, apenas queria saber oque tinha ali dentro e então guardei ele no bolso de minha calça jeans, saindo daquela festa que fora terminada com a ilustre presença de Quione.

Os dias foram se passando e a minha rotina era a mesma, não lembrava mais daquele papel que estava guardado em minha cômoda, estava segura, mas também esquecida lá no fundo, havia se passado uma semana que Quione, havia aparecido no acampamento e muitos ainda se lembravam daquela deusa com o seu sorriso cínico, já eu era diferente, não a temia tanto, mas chegava a ter medo da sua frieza. Caçava em minha cômoda meu par de meias que havia perdido naquela manhã e então sem querer achará o envelope e lembrei da deusa, então o encarei rompendo o lacre do envelope, logo algo começara a tentar me puxar com força, eu resisti o máximo que pude mas acabei sendo puxado para dentro do envelope para algum lugar.
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Re: Campeonato de Gladiadores

Mensagem por Convidado em Seg Ago 18, 2014 5:42 pm

Os dias iam se passando no acampamento e eu ia me acostumando com aquele local, aprendendo cada dia mais sobre como me defender, como usar os poderes que eu herdara de meu pai para o bem dos deuses e semideuses, e não só para interesses próprios. Pouco a pouco eu ia me aceitando como um filho de Hermes, o que era mais fácil com todos os meus irmãos e primos ao meu redor.
E depois daquela batalha épica, da festa, eu havia começado a me sentir em casa novamente. Afinal, eu provavelmente estava sendo perseguido por toda Alemanha, eu não poderia simplesmente voltar para lá, certo? Uma parte de mim só queria ficar no acampamento por causa disso, era um lugar seguro. Mas a outra parte dizia que ali era o meu lugar, e nenhum outro local no planeta supriria a falta que eu sentiria se saísse daqui.
Tinha começado a me socializar mais com as pessoas, já ia para as refeições com todo mundo, comia ao lado de todos os outros semideuses. Mas naquela noite em particular... Eu tinha certeza que era uma ocasião especial. Quíron e Dionísio tinham se juntado a gente, o que eu não tinha visto desde que tinha chegado ali. Eu tentava comer sem olhar para o deus, mas não tinha como. Algo naquele cara puxava o olhar. Talvez fosse a imponência? Ou só o fato de saber que ele era um deus. E também tinham os rumores das mulheres estranhas nos chalés. Eu não tinha visto elas de fato, mas quase todas as pessoas no acampamento comentavam sobre sua aparência e seus jeitos estranhos. Elas não estavam ali, o que me fazia olhar ao redor de vez em quando, para ver se elas apareceriam de repente.
E eu quase acertei, só que não vieram de nenhum lugar dos arredores. Uma luz começou a surgir encima da mesa, no começo fraca, mas aumentando a claridade cada vez mais. Como eu estava sentado em frente a mesa, chegou um momento que tive que desviar o olhar da luz forte. Assim que ela diminuiu, voltei o olhar para o local da luz. No lugar dela, estavam paradas dez mulheres estranhas, uma vestindo um vestido de cada cor, rostos sádicos e peculiares. E no meio delas, uma mulher de aparência singular, que parecia atrair mais a minha atenção do que a presença de Dionísio. Ao meu lado, um campista murmurou: "Quione..."
Não conseguia desviar o olhar da deusa, por isso quase não percebi quando uma das outras mulheres passou ao meu lado. A deusa começou o seu discurso, com uma voz fria e ao mesmo tempo hipnotizante.
- Boa noite queridos semideuses. E boa noite Quiron e Dionisio. Espero que estejam se divertindo, mas não parem de comer ou beber por que surgi aqui. - E de repente a face dela se tornou séria. - A alguns dias mandei minhas ninfas para avalia-los. Exatamente, elas estiveram observando cada um de vocês. Vocês dez foram escolhidos por mim. Vocês agora são nada mais nada menos do que gladiadores poderosos. Venho aqui dar-lhes o aviso que mudaram completamente seus destinos.
Olhei ao redor, olhando quais semideuses ela estava falando, contando mentalmente. "Talvez seja alguém que tenha lutado ao meu lado na batalha?" Pensei, entusiasmado de saber que lutei ao lado de um gladiador. Mas minha conta parava no nove, e eu não conseguia encontrar o décimo. Olhei para o campista ao meu lado, que olhava para algum lugar acima de mim, boquiaberto. Levantei o olhar e meu coração quase saiu pela boca.
Neve caía ao meu redor, como nos outros campistas escolhidos por ela. Estendi a mão, tocando a neve que caia. Era real, gelada. Eu era um dos gladiadores. Quione estralou os dedos e a ninfa que estava perto de mim começou a tomar uma forma estranha, até que parou na minha frente como um envelope roxo.
- Em uma semana o envelope que na mão de vocês se encontra rompera o selo e os levara para a arena. Vocês meus pequeninos, deverão lutar pela sua vida. No fim, os três melhores serão recompensados com uma das coisas mais cobiçadas pelos semideuses.
Flocos de neves começaram a surgir ao redor da deusa, parada na minha frente e, pouco a pouco, ela foi sumindo, se desfazendo na neve.
Fiquei segurando o envelope, com o coração batendo rapidamente, e olhei para os outros escolhidos de Quione. Nenhum deles parecia assustado, e se estavam não transmitiam essa imagem.

--//--

Os dias foram passando, e a cada um que passava, eu ficava mais ansioso. O terror, o susto haviam passado. Eu havia lembrado de todo o treinamento que eu tive enquanto era um ladrão. Era totalmente diferente, um nível a mais de dificuldade talvez, mas eu ainda podia usar algumas coisas a meu favor. Como eu não tinha habilidade nenhuma contra os semideuses em termos de armas corpo-a-corpo, teria que achar um jeito de manter minha distância. Eu roubava quatro ou cinco facas das mesas durante as refeições, depois ia para o meu chalé e ficava treinando o arremesso delas. Depois comecei a pegar coisas mais pesadas durante os treinos normais. Eu pegava alguns machados de pequeno porte e começava a jogá-los em alguns alvos, além de treinar meu combate corpo-a-corpo também. "Faz um bom estrago se acertar tendões..." Pensei, enquanto treinava alguns ataques e investidas.

--//--

Finalmente uma semana havia passado, e quando eu acordei, não tinha conseguido mais dormir. Sonhos comigo morrendo e matando de várias formas diferentes eram frequentes nos sete dias que se passaram. Depois do almoço no refeitório, evitando olhar para os outros competidores, fui direto para um lugar afastado, perto de algumas árvores. Tirei o envelope roxo do bolso (haviam me dito que era o envelope de "Hera") e fiquei olhando para ele. Respirei fundo e fechei os olhos, começando a falar sozinho:
- Pai... Eu sei que eu nunca te pedi nada, mas... Peço sua benção para que eu possa lutar sem temor contra meus adversários... Que eu possa encarar o perigo como um verdadeiro filho de Hermes.
Fiquei um tempo em silêncio, sentindo o vento bater em meu rosto, até que o vento começou a mudar a direção, como se me puxasse. No começo era um puxãozinho de nada, mas foi ficando cada vez mais forte. Abri os olhos e percebi que o envelope brilhava, cada vez mais forte, até que foi pegando forma na minha mão... Até que virou um machado, como o das guerras gregas. Tinha a mesma cor que o envelope, o tamanho exato do meu antebraço. Era de um peso ideal para mim, como se feito sob medida. Passei o dedo sobre a lâmina, e ao menor toque, um corte se abriu no indicador.
- Caracas... - Comentei, com um sorriso.
E distraído como eu estava pela beleza e letalidade da arma, não percebi quando a escuridão cobriu meus olhos por inteiro.
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Re: Campeonato de Gladiadores

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