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Mensagem por Kendall Burkhard em Ter Jul 10, 2018 9:26 pm

A presente RP segue o fluxo de narração onde a primeira interação entre Kendall e Brantley - fora do acampamento - irá acontecer. O contexto aborda dois semideuses romanos que não eram completos desconhecidos um para o outro, mas que nenhuma relação íntima fora formada em nenhum momento se encontram num bar pouco frequentado da região. Postagens de terceiros não serão admitidas ou consideradas de alguma forma.
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Mensagem por Kendall Burkhard em Qua Jul 11, 2018 12:14 am


we're all in the same boat


Há algum tempo estava encarando o papel manchado pela cerveja que provavelmente o carinha do bar havia derrubado desajeitadamente por cima enquanto tentava realizar o seu serviço e escrever o número ‘da sorte’ de Kendall numa letra garranchada que ela relutou para compreender, tentando pescar de alguma forma o que aquilo significava. Número da sorte? Em nenhum bar que havia frequentado precisou de algo como aquilo, as referências de que o Joe's possuía suas divergências dos demais ambientes da região começavam a fazer total sentido. Precisava espairecer e estava fora de cogitação levantar a bunda de onde tinha se sentado para procurar outro bar no quarteirão. Era desperdício de tempo. Minutos mais tarde acabaria entendendo a finalidade daquele número de quatro dígitos, informando-se por um sussurro de um sujeito mal encarado que deveria subir no palco e cantar alguma coisa.

O que havia ido fazer em Port Angeles? Bem, já estava resolvido. Não era um tópico considerado bem-vindo num assunto, visto que tinha evitado até mesmo entrar em muitos detalhes com Quíron, ainda tendo sua passagem mantida no Acampamento Meio-Sangue para o evento das instrutoras que repassavam um CT Intensivo. Tendo apresentado uma preliminar de urgência familiar, contou somente o suficiente para ter a liberação permitida e a carta de apoio enviada ao Senado informando o paradeiro da semideusa fora das barreiras mágicas, já que não se responsabilizavam por um romano fora do programa de intercâmbio. “Hey, é o seu número, não?” Charlie, o cara do bar, sorriu para ela. Seus cabelos encaracolados espessos e a barba por fazer eram um sucesso para a mulherada, e a falta de interesse vinda de Kendall pareceu ter lhe servido como nitro para investir cada vez mais nela. — É? Pra que isso serve? — precisou olhar para o número, certificando-se de que era mesmo a sua vez. A única resposta fora um "É tradição para os novatos no Joe's."

O bar do Joe's tinha um palco principal que sustentava toda a rentabilidade da noite, as vezes do dia também, ofertando a possibilidade de novos talentos serem descobertos de um modo que variava do inocente - quando alguém se voluntariava para cantar - ou pela força do álcool, o que quase sempre acontecia. Não era um lugar para caça-talentos ou estrelas de grandiosas gravadoras; Era um bar como um outro qualquer, mas com o diferencial de que lá, cada um era livre para ser quem realmente era. Joe, um homem casado com outro homem, entendia muito bem a opressão da sociedade com certos tópicos, e até mesmo em assuntos banais como música, a coisa poderia desandar por simplesmente não aceitarem o modo como era feito. Cantar mal? Desafinar? Naquele ambiente nada daquilo era julgado.

Quando subiu no palco, sentiu que as pessoas não depositaram tanta fé em seus trejeitos. Não estava vestida a caráter, mas não fugia completamente do esperado para alguém que poderia facilmente frequentar aquele ambiente quase todos os dias e representar a imagem de uma originária cowgirl. Era metade russa e metade inglesa, mas suas raízes mais antigas levavam-na diretamente para Nashville de uma forma até engraçada de se contar. Era uma história para seus filhos ou netos, se é que um dia fosse tê-los. Ajeitou o microfone e passou a alça da guitarra no ombro, mantendo-se de pé. Em breves palavras vociferou a música e com um aceno de cabeça teve a permissão para começar, não se surpreendendo pela noção ampla de gêneros e artistas que os músicos conheciam.

Hey, we're all in the same boat
Life can really suck sometimes
But hey, can't live in a shadow
So here's a little piece of advice

Quando começou e sua voz ressoou pelo ambiente, teve a real atenção daqueles que anteriormente haviam descartado a hipótese de prestar nem mesmo um olhar em sua direção. Era a única desconhecida, o que gerava certa desconfiança apesar das inúmeras tentativas de disfarçar que tentaram impor durante todo o trajeto da jovem até o palco. Não se tratava de preconceito, mas sim, de um desconhecido adentrando a casa onde todos já estavam muito confortáveis. Mas, tornando para a realidade da semideusa.... A música não tinha significados grandiosos ligados ao seu íntimo, nem fazia menção a um estado pessoal, tratava-se somente de uma canção que gostava e sentira a vontade de vocalizar naquele momento. Uma garota de camisa xadrez rosa com branco dobrada na barriga e botas marrons que não combinavam com a saia bege escuro começou a bater palmas, a animação surgindo aos poucos.

Start by kicking off your shoes, leave 'em right by the door
Then you call a couple friends and you call a few more
Put a drink into your glass that will make you let go
Then you find something smooth on the radio


Continuou, acompanhada pela banda que havia sondado a satisfação do público com o resultado sonoro formado pelo conjunto. Kendall podia não ser profissional, cantava somente nas horas vagas, mas em instantes como aqueles não lhe passavam despercebidos somente pela falta de um talento dado para muitos. Era afinada, tinha ritmo e sabia exatamente o tom que seguir, sem exageros, sem enfeites. Era somente ela e sua voz, a música e o ambiente. Um sorriso surgiu quando no “Put a drink into your glass that will make you let go, then you find something smooth on the radio” viu um rapaz ingerir numa golada só toda a sua bebida, erguendo-se para dançar com uma das garotas de seu círculo. A coragem sempre vinha depois de uma dose ou outra, e nada melhor que uma boa música para dar o pontapé inicial usando uma desculpa de que aconteceu pelo momento caso o tiro saísse pela culatra. Olhou para trás quando a próxima estrofe estava próxima, sinalizando para manter-se somente com o baixo, chegando a apontar para o cara de blackpower que controlava o instrumento.

That makes you wanna sway to the left and sway to the right
Get lost in a groove that'll make you lose you mind
Put a smile on your face, sends you right into a daze
No there ain't nothin' wrong when a song comes on
That makes you wanna sway, eh-eh-hey, eh-eh-hey, oh-oh-ooh

Foi justamente no refrão onde todos embarcaram na vibe. A própria Kendall instigou, livrando as mãos da guitarra para mover-se segurando no pedestal do microfone, seguindo o ritmo. A música não era incrivelmente dançante ou extravagante ou de difícil coreografia, poucos movimentos eram o suficiente para embalar no ritmo. Estalou os dedos, acompanhando o baixo, mas logo tornou a segurar a guitarra, dando continuidade ao show. Nem mais lembrava da tormenta que havia sido as primeiras horas naquela cidade. Era consciente de que somente a música livraria a mente de qualquer enfado, e ali estava, entregando-se de uma forma nunca feita antes para um público tão grande. Seus espectadores quase sempre eram os objetos inanimados do banheiro ou uma de suas armas.

Continuou até o fim da canção, agradecendo as palmas com uma pequena reverência ao público, deixando a guitarra de lado para seguir de volta até o lugar onde antes tinha ocupado. Já não passava tão despercebida, tendo distribuído alguns sorrisos ou acenos até finalmente se sentar. “Por conta da casa. A cantora merece.” Charlie encheu uma nova caneca de cerveja, trazendo junto com ela uma leva de amendoins e castanhas para acompanhar. — Obrigada, Charlie, mas eu não bebo cerveja. Pode trazer um drink? Doce, de preferência. Vou deixar para que me surpreenda com o que vai trazer. — Ele sorriu, dançando brevemente ao ritmo que a loira tinha imposto poucos minutos antes de descer do palco, fazendo-a revirar os olhos. O mínimo que poderia fazer era ser simpática, já que estava sendo tão bem recepcionada após a reviravolta causada com o pequeno show. — E não me venha com mais um número da sorte! — vociferou por cima das risadas que cercava-a do ponto em que estava. O movimento estava animado ali dentro.






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Mensagem por Brantley Gilbert em Qui Jul 12, 2018 11:55 pm

We dont leave footprints in the sand. We leave boot tracks in the mud.

Uísque e duas pedras de gelo, camisa jeans, boné com a estampa Carhartt, ele era o autêntico caipira vestido a rigor. Brantley conservava uma cara de desolação que até o próprio atendente parecia evitar falar com ele mesmo que fosse para atendê-lo. Felizmente não parecia ter seus dezesseis anos, afinal se parecesse não estaria ali. À direita havia um cinzeiro de metal com cinzas e a birra de um cigarro, o outro ainda estava aceso e pela metade, e ele nem fumava.

O gelo estalou derretendo e aguando o uísque, era melhor assim, não era forte para destilados daquele tipo e já não era mais seu primeiro gole. Provavelmente Jack Daniels tinha sido uma má ideia, Collier e McKell parecia descer melhor que qualquer outro. Bebericou mais uns goles até terminar o cigarro. Os motivos que o levaram à Washington também foram os que lhe fizeram beber e fumar, por isso mesmo preferia não pensar neles, apesar de serem a causa daquela cena.

Guardou a caixa de Chesterfield quando se sentiu ligeiramente culpado na última tragada que, após passar do filtro, deixou uma nítida sensação de queimação na sua garganta, e de fato era isso mesmo. Tossiu um par de vezes e virou o resto do uísque quando os aplausos tomaram o bar. Uma voz nem tão estranha assumiu o centro do palco e começou a cantar. Ignorou Sway da Danielle Bradbery, ultimamente sua playlist só tocava Cole Swidell, Eric Church e Chris Stapleton. O que realmente lhe interessava era a vocalista de ocasião.

Todo o uísque que bebia no último gole voou contra a camisa do homem à sua frente. Ignorou as reclamações e xingamentos, estava ruborizado com a figura que vira acima do palco.

Holly shit. – a frase saiu com um tom afirmativo um tanto quanto desnecessário. – Júpiter podia descer entre nós que seria mais fácil de acreditar do que isso.

Falou sozinho para si mesmo e nem se preocupou de parecer um completo maluco. Esfregou os olhos um par de vezes só para ter certeza de que não estava vendo coisas. Ele teria colocado óculos se os usasse, mas no fim estava completamente crente do que seus olhos enxergavam. O celular vibrou em seu bolso e foi prontamente ignorado, o que quer que fosse podia esperar, afinal Fortuna não costumava sorrir muito para ele. Esbanjou seu olhar menos simpático e mais agressivo para o homem que ainda reclamava de ter tido a camisa suja, e aquilo resolveu perfeitamente a situação.

Assim que a cantoria se encerrou ele foi até Kendall.

É muita maldade recusar um caneco desses, ainda mais de graça. Tenho certeza que os deuses da cerveja não ficaram nada contentes com isso. – eis que surgia a imagem de Gilbert, com o pacote de cigarros quase escapando do bolso da camisa e o boné claramente precisando visitar a costureira.

O sorriso largo e confiante, no entanto, permanecia o mesmo, ainda sem o amarelado ocasionado pelo fumo.
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Mensagem por Kendall Burkhard em Sex Jul 13, 2018 12:16 pm


we're all in the same boat


Kendall sorriu quando Charlie lhe trouxe um Sea Breeze, substituindo a rodela de limão por um morango. Algumas pessoas acenavam de longe, fazendo-a pensar o quão deveriam estar surpreendidos pela pequena demonstração feita, mas passava longe de estar situada numa situação de hipocrisia. Somente pensava se aqueles que optaram por lhe dar atenção somente quando a ouviram agora remodelariam a atitude e ter um pouco de sensibilidade. Se já haviam tentado subir num palco antes, deveriam ser conscientes de a recepção do público era de grande importância para o artista, não importando sua relevância; famosos ou amadores precisavam da confiança da plateia. — Você lê mentes ou algo do tipo? Obrigada. — Agradeceu ao tempo de ver um garoto pouco visto no acampamento Júpiter sentar ao seu lado, murmurando algo sobre deuses da cerveja. Era Mason? Bart? Não se recordava do nome dele. Os olhos cinzentos captaram de imediato a carteira de cigarro que muito em breve cairia do bolso da camisa.

Ao contrário dela, ele parecia bastante familiarizado com o ambiente, até estava vestido como um dos caipiras que os cercavam, fazendo-a se questionar sobre as origens que em nada tinham ligações com o Olimpo provindas dele. Se não fosse um padawan raiz, estava muito próximo de se tornar um. Mas, o que ambos compartilhavam era a idade insuficiente para frequentarem um bar. Kendall ainda tinha dezessete, e apostava suas fichas que Bart (?) também não tinha vinte e um. Não estavam tão próximos a ponto de ela sentir o hálito do fumo, mas conseguia captar o cheiro do malte fortíssimo que vinha dele. Uísque, com certeza. — Sou fraca demais para isso, prefiro não arriscar, então que os deuses da cerveja me perdoem, mas drinks tem prioridade comigo. — Murmurou, dando de ombros.

Os lábios prenderam o canudo, sugando uma quantidade considerável do drink. O que ele estava fazendo fora do acampamento? Não seria tão indelicada a ponto de perguntar, apesar de estar curiosa, é claro. — Como é mesmo o seu nome? Lembro de tê-lo visto na segunda coorte algumas vezes. Não sou muito boa em me lembrar de algumas coisas, é muita gente para lembrar. — A verdade é que não era muito boa de memória, Cora tinha total razão em chamá-la de Kendalerda, não era uma completa mentira.






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Mensagem por Brantley Gilbert em Ter Jul 17, 2018 12:02 am

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Não pediu mais uma dose de uísque. Algo lhe dizia que já estava mais do que suficiente. Não que estivesse beirando aquele semi estado de embriaguez, muito provavelmente cruzaria a linha depois de mais um copo. A sede mórbida precisava ser freada, não muito diferente dos outros garotos da sua idade, o contato com a bebida vinha muito cedo, era quase como cultural por lá, mas diferente do que se imaginava, a primeira vez que tomou uma humilde lata de cerveja foi quando vivia com a família de um primo de segundo grau em Fênix aos  onze anos.

Água, por favor. – falou ao atendente assim que o homem se aproximou dos dois.

Voltou sua atenção para a semideusa. Não que tivesse um dom especial para pré-cognição, muito embora costumasse tentar fazer previsões quando o álcool lhe subia a razão, mas questionava-se que os motivos dela estar ali também fossem parecidos com os dele. No fim todos precisavam escapar da rotina e dos fardos, mesmo que na teoria nada daquilo fosse realmente possível.

Se debruçou sobre o balcão e, como previsível, a cartela de cigarros caiu de seu bolso. Por puro reflexo ele conseguiu segurar o pacote antes que caísse. Pequeno alívio seguido sentimento de saciedade preenchida. Com a atenção na semideusa e o copo d’agua em mãos, Brantley só conseguiu sorrir, não de forma irônica, mas complacente. Deu alguns bons goles antes de responder, no fim, apenas sentiu vontade de papear com alguém que não lhe era um completo estranho.

Brantley Gilbert, madame. E a senhorita é...Kendall e algum sobrenome difícil que soa como um inglês. Correto? – falou tocando a aba do boné numa clara referência ao maior estilo dos cowboys hollywoodianos. – Sobre a cerveja, bem, é uma pena, mas não se preocupe. Pelo o que vi quando eles carregaram os caixotes a cerveja daqui é uma marca estrelada e famosa dos Países Baixos. Essa cerveja é tipo aquela espécie de primo que se tranca no quarto por dias e quando sai parece o Roy Nelson e tem a coragem de torcer pro New Englands Patriots. Sem falar do acervo de piadas estranhas e que escuta Josh Groban.

O que podia fazer? Brantley tinha apenas dezesseis anos, mas era uma digna figura caricata de seu meio, talvez usar chapéu de palha, mascar trigo e usar macacão jeans acompanhado de um ancinho ajudasse a compor melhor a imagem. O rapaz mesmo jovem transbordava os traços culturais de seu meio, um caipira com leve pitadas romanas. Sem sombra de dúvida não era uma mistura muito convencional, se é que era algo já visto na humanidade.

Posso perguntar o que faz num bar country em Washington? – perguntou trocando o olhar dela para o bêbado que assumia o palco sob os aclamados aplausos dos que deveriam ser amigos dele.
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Mensagem por Kendall Burkhard em Seg Jul 23, 2018 5:38 pm


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A amazona estava interessada em como ele parecia saber – mesmo que pouco – sobre ela. Seu sobrenome não tinha origens inglesas, apesar de manter a coligação com aquele lado, sim. Se buscado de uma forma mais profunda, descobriria que alguns nomes não partiam de onde a internet simplesmente ditava. A loira ingeriu um longo gole da bebida gelada, maravilhada com a sensação térmica que lhe percorria a garganta unificada ao sabor condensado que a fruta utilizada na preparação do drink lhe era promovida. — Quase isso. — Comentou, virando-se um pouco de lado para observá-lo melhor. No meio tempo acabou aprendendo mais sobre cerveja do que outra coisa, arqueando uma das sobrancelhas. Como alguém aparentemente tão novo sabia tanto sobre aquilo? Estava curiosa, mas a perguntaria não lhe escaparia pelos lábios antes da oportunidade certa. Descansando uma mão sobre o joelho direito dobrado sobre a perna esquerda, ponderou uma resposta para a pergunta final dele.

Mas, no fundo, pensava ser apenas uma chance para puxar assunto. Não era comum para semideuses estar fora de seu respectivo Acampamento, quem dirá manter uma despreocupação em estar num ambiente aberto, com a Seita por aí. — Aproveitando os últimos minutos de liberdade. Acredito que seja a mesma coisa com você, hm? — Ela esperava estar enganada, o que salientava sua versão menos introvertida de quando estava nas fronteiras do Acampamento Júpiter ou no dia-a-dia dentro do estabelecimento comercial da Amazon. Kendall esperava ouvir que ele tinha um bom motivo para estar ali, tal como “Aqui vendem a melhor cerveja dos estados unidos” ou algo como “Eu simplesmente precisei de um tempo” mas sabia melhor do que ninguém que aquela sua vontade não passava de um sonho distante. Bebeu mais um pouco, findando a dosagem.

As coisas nunca eram fáceis para alguém de origem semidivina. Terminou suspirando, trazendo o olhar para o rapaz que havia lhe atendido poucos minutos antes, recebendo mais um drink como cortesia. Dessa vez, dele. — Eu não pedi outro — Os olhos cinzentos desceram discretamente para o crachá onde o nome dele brilhava em uma caligrafia garrafal em letras maiúsculas, fazendo parecer que o tinha paquerado. Era realmente ruim em decorar nomes. — Charlie. Mas obrigada! — Ele apenas sorriu, dando de ombros. Fez uma nota mental para beber mais devagar, mas não tinha do que reclamar, afinal, aquela deveria ser uma reação contrapartida de sua ação em subir no palco para cânter um pouco do que vinha escutando ultimamente. — Então, Brantley, você está no Acampamento há quanto tempo? — era a forma mais correta de se iniciar o assunto. Ela poderia simplesmente dizer o quão familiarizado ele estava com o ambiente, mas não queria pular direto para aquele ponto.






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Mensagem por Brantley Gilbert em Sex Jul 27, 2018 2:14 am

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Encarou um caneco de cerveja que passou bem diante de seus olhos, deslizando sobre a madeira envelhecida do balcão em direção a outra pessoa. Sede. Sentiu a boca seca e engoliu a própria saliva quase que naturalmente, na mesma gana de um homem que perambula por horas no deserto. Ok, talvez fosse melhor ele tomar as rédeas das coisas, não queria sofrer de cirrose antes dos trinta anos e não parecia nada saudável ter aquele tipo de sensação toda vez que visse um caneco de cerveja, preferia morrer do que fazer aquilo para cerveja preta por exemplo.

Ficou satisfeito com a resposta dela e, poderia beber por aquilo, o restante de água em seu copo por assim dizer. A pergunta voltou para ele. O que fazia ali mesmo? Apenas andava pelas ruas da capital quando deu de cara com o bar estranhamento com ar familiar. Não tinha um bom motivo apesar de fugir do cotidiano ser um motivo plausível para o fato.

Eu? Ah, eu só vi um lugar com a bandeira do lado de fora que não era a casa branca e resolvi ver o quão ruim era a cerveja daqui. Pensei que veria uma imagem caricata de caipiras sendo interpretados por Yankees, mas felizmente não era na disso. Infelizmente quando entrei pensei que poderia conseguir um pouco de tabaco, mas tudo que arrumei foi esse chiclete horrível que vendem em postos de gasolina. – respondeu pousando o copo de vidro sobre a mesa.

Observou atento um chapéu voar para o alto numa pequena euforia que se criou perto do palco. Não deu lá tanta atenção, bastou o instante que desviara seus olhos que outro copo com água já estava bem ao alcance de suas mãos. É como dizem, serviço de qualidade, velocidade de qualidade, ou com o pagamento de qualidade.

A pergunta seguinte dela envolveu certo esforço e o apoio de Mnemosyne. Contou mentalmente desde quando fazia parte daquele grupo, mas não conseguia chegar em uma resposta concisa.

Acho que se eu contar que cheguei no fim da Saturnália... – realizou alguns cálculos mentalmente – São já quase dois anos já, mais do que eu gostaria, menos do que eu devia. E você, já ganhou direito às coroas de louros e uma corrida de bigas em sua homenagem?

Brincou voltando totalmente sua atenção para Kendall, daquela forma era melhor, ele conseguia se concentrar em algo que não fosse a tentação constante que passava por todos os lados.
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Mensagem por Kendall Burkhard em Sex Jul 27, 2018 12:18 pm


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A loira o observava com atenção o suficiente para perceber que Brantley poderia estar escondendo alguma informação por trás de seu breve discurso. Um mínimo sorriso surgiu nos lábios da prole de Belona, que tinha a cabeça cheia com a mudança do acampamento Júpiter para o dormitório na Amazon, onde ocuparia um cargo funcional no setor de tecnologia da empresa. Não podia julgá-lo por omitir qualquer informação pessoal, faria o mesmo, mas de um todo não acreditava na baboseira de que um semideus entraria num bar puramente para gozar de suas dependências. — Acredito, Brantley, que esta não seja uma escolha muito.... — Inteligente? Não, não queria parecer uma sabichona espertinha ou uma megera que o insultaria com pouca coisa. Era cortês demais para isso. — Arriscada. Com a Seita por aí, não é aconselhável entrar em um bar sozinho, somente para provar de suas posses. Lupa não está contente com o número de percas, saber que mais um está perambulando sem motivo aparente fora do acampamento vai deixá-la furiosa. Você deve saber disso. — Murmurou, chegando um pouco mais perto dele para não chamar atenção indesejada com palavras que para os que lhe cercavam teriam um senso nulo de compreendimento. Aliás, se um membro da Seita estivesse por ali, não queria alarmar a identidade biológica do sangue olimpiano que corria pelas veias dos dois.

Quando se afastou, o sorriso estava um pouco maior. — O seu segredo está a salvo comigo. — brincou, parafraseando palavras de um longa hollywoodiano, forçando um sotaque americano ao seu tom perfeitamente britânico, que encobria o familiar russo por baixo dos panos. — Estou lá há um pouco mais que dois anos, mas não tanto. Se contar com o probatório para as coortes, chego perto dos dois anos e seis meses. — Pensou um pouco, relembrando-se do período temporal em que tinha levado para se adaptar. Havia sido uma época turbulenta que tentava superar dia-após-dia, lamentando-se internamente por não sentir falta de Dirk, a quem provavelmente estava meramente tomado por uma saudade rasa da filha. Sua única filha.

Tinha a ideia de que poderia visitá-lo antes de retornar ao seu lugar no acampamento e concluir de vez a mudança, mas não queria prolongar sua estadia por mais um segundo fora do que tinha planejado. Tinha uma pendência para dar conta, ainda. — De quem é filho? Admito que você é um dos poucos a quem não se consegue atribuir a linhagem observando as características. — Perguntou, apertando os olhos na direção dele. Não conseguia encontrar uma característica que ressaltasse suas origens.  






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Mensagem por Brantley Gilbert em Sab Jul 28, 2018 12:54 am

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A sensação era de que estava sendo observado. Não, melhor, era de alguém o tentava ler indiscriminadamente, com tamanho afinco como um tradutor. Bastante perspicaz por parte da senhorita à sua frente a quem conversava tão casualmente, mas aquele desafio já estava perdido, não para ele é claro. Brantley não costumava se gabar sobre aquilo, na realidade ele se gabava bastante pois tinha uma veia megalomaníaca bem saudável e pulsante em todo o seu corpo e alma, mas quase nunca deixava transparecer quaisquer outras coisas que não fossem a incrível vontade de arrastar a face de alguém pelo asfalto. Para todos os presentes, seu atual momento era um misto de nostalgia e cansaço que bloqueavam qualquer agressividade e raiva que pudessem sair de seu corpo, na realidade o álcool era uma ótima maneira de acalmar corpo e alma.

A advertência, ou melhor, o aviso de Kendall foi muito bem ouvido, ele poderia dizer qualquer coisa para parecer cauteloso, mas na verdade ele simplesmente não se importava. Não que estivesse alheio à todos os acontecimentos e medidas cautelares tomadas e instruídas à eles, mas bem, ele tinha suas razões para estar ali fora naquele período, não as tinha muito nítidas para entrar no bar, mas quem pode culpar o fulgor da juventude?! Em todo caso brincou, quase em tom de desafio, apoiando o cotovelo no galpão e a bochecha sobre o punho do mesmo braço enquanto a encarava com um sorriso bem fotogênico.

– Só entre nós, se você não contar, eu também não conto. – piscou.

Ouvido a breve história da estadia dela no acampamento ele só pode concluir que suas habilidades sociais deviam estar quebradas. Seu nível de envolvimento em assuntos gerais de lá era mínimo, sempre se interessava apenas em aprender e aperfeiçoar, num ciclo quase infinito dessas duas coisas. Fazia o que fazia e o que lhe ordenavam quando necessário, mas tirando o pensamento de que podia cair na mão com qualquer um ali, não possuía nenhum problema. Até podia dizer que tinha alguns companheiros, amigos até, mas nada tão profundo. Será que carregava um ar misterioso consigo ou apenas um lapso anti-social? A verdade é que ainda não tinha certeza se queria aquilo para sua vida, apesar de não ter lá tantas escolhas quanto a isso.

– Meu pai se chama Gregory Keith Gilbert, minha mãe Rachel Farley Gilbert, mas isso não responde a sua pergunta, não é?! – levou o copo à boca e desfrutou de bons goles até que a água acabasse. – Porém, se quiser saber só tem dois jeitos...

Gilbert levantou-se, abriu os braços onde os dedos indicadores e médios de cada mão apontavam para direções diferentes. Um indicava o próprio bar, o outro apontava para a aglomeração de pessoas dançando. Deixava assim sugestivo o convite, e basicamente desafio, ou de dança ou de bebida.

– Como sou um cavalheiro, eu deixo você escolher onde quer perder. – novamente o sorriso confiante transbordava de seu rosto como águas de uma cachoeira.

Restava saber se o tom observador de Kendall notaria parte da nem tão complexa personalidade de Brantley com aquelas breves frases e claro, se ela iria aceitar o desafio.
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Mensagem por Kendall Burkhard em Qua Ago 08, 2018 9:31 am


we're all in the same boat


Kendall contemplou com bastante paciência as expressões soltas pelo rapaz de formas agradáveis á vista. Um risinho fora mantido nos lábios róseos, instigado pelo senso de humor que Brantley despertava. A devolução da frase onde ele também manteria seu segredo causou a expansão do riso, mas nenhuma resposta surgiu diante do presente assunto. Lupa sabia muito bem onde estava e o que tinha ido fazer, tal como Elena e a comissão das amazonas. A prole de Belona tinha em mente que a situação fora das barreiras mágicas estava muito além do que qualquer um poderia compreender e chegava a considerar tolice os que simplesmente menosprezavam aquele horizonte. Outros semideuses estavam perdendo suas vidas para proteger os de mesma linhagem, outros morriam sem nem mesmo descobrir a real conjuntura sanguínea correndo no sangue. Nem mesmo o mais impiedoso campista seria capaz de ignorar aquela premissa. Mas bem, aquele não seria o foco da conversa.

Mordeu o canto dos lábios, dando de ombros. Não faria qualquer outra pergunta, jogando para ele a responsabilidade de desvirtuar a membrosa camada de dificuldade social e testar os próprios limites. — Serve a resposta que achar viável. — Comentou, batucando a ponta do indicador na madeira do balcão, descruzando uma das pernas quando se levantou após o convite. Garantia-se de que poderia muito bem derrubá-lo no bar, chegava a níveis altíssimos de álcool correndo nas veias e nem sempre se comprometia aos efeitos. Aquilo era apenas um reflexo dos anos afinco botando em prática a própria resistência alcoólica. Com a chegada ao acampamento teve a prática aperfeiçoada por uma e outra cria de Baco.

Sentia-se num dos episódios frescos de Wynonna Earp quando indicou com o queixo a pista de dança. Não era a melhor bailarina universal, mas tinha um requebrado que dava para o gasto, suficiente para não passar alguma vergonha. — Vamos começar por lá, depois vamos para lá. — Apontou o bar também com o queixo, por cima do ombro sem precisar virar demais o rosto. — O que nos impede de aproveitar as duas coisas? Acho que escolher só uma, hm? — Proferiu, convicta de que a noite poderia sofrer uma alteração binária de suas vertentes. O que antes terminaria somente em zeros, Brantley poderia – e tinha as chances – de ser o 1 adicional que faria a diferença.







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