The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

[CCFY] Hela Ahn Deverich - Alma Mortal

Ir em baixo

[CCFY] Hela Ahn Deverich - Alma Mortal

Mensagem por Hela A. Deverich em Qua Jun 13, 2018 9:18 pm

Cause I'mma be me 'til the death of me
 ʤ  listening wreak havoc with xxx ʤ words: 4840  ʤ


“Nas histórias, dos antigos contos de fadas, um herói sempre aparece. Mas todos os meus heróis estão longe ou mortos. Ninguém vai aparecer para mim.”
- A Rainha Vermelha

Hela sabia, depois daquele tempo, que havia atingido o ápice de seu lado divino. Não havia nada que ela não conseguisse fazer quando se tratava de dominar o sangue mágico em suas veias. Ela havia se tornado uma exímia guerreira e agora só precisava manter o seu condicionamento.

Entretanto, a Deverich não parava de pensar em seu lado mortal. E era isso que martelava em sua cabeça enquanto a água quente corria por entre os cabelos escuros que agora estavam mais curtos do que jamais haviam estado em toda a vida de Hela. Embora ainda estivessem próximos da altura da cintura da jovem adulta.

A semideusa vestiu o pijama antes de sair do banheiro, secando o cabelo com a toalha em uma calma que ela jamais imaginar que teria. – Oi. – Sorriu para a namorada, deitada em sua cama. Hela sentia-se feliz e completa ao lado de Pipper. Mas ainda tinha sede de vingança. A mesma sede que a fizera firmar sua lealdade em Érebus. Embora essa sede fosse subjugada para os cantos mais ínfimos de sua mente enquanto estava com a namorada.

Deitou ao lado da mais nova com a toalha enrolada em sua cabeça. Pipper estava de novo com o livro de física e tudo que Hela conseguia fazer era torcer o nariz. Hela não era boa em física. Embora se saísse bem com quase todas as matérias, física era seu calcanhar de Aquiles. Ainda mais depois que se descobrir semideusa.

Toda aquela noção que Newton, Einstein e outros cientistas haviam dado pareciam meio falhas quando ela parava para pensar nas coisas que via em seu dia-a-dia. – Amanhã eu vou ao mundo mortal. Preciso pegar o que é meu, hm? Não se preocupe. Não é para ser nada perigoso. Eu posso te buscar depois, se preferir. Talvez até seja melhor por causa do colégio. – Sussurrou, passando os dedos pelos cabelos escuros da Kang.

Uma das poucas coisas das quais Hela tinha certeza, era que amava a namorada. Amava Pipper. Faria qualquer coisa por ela. Matar. Morrer. Nada importava. Pela garota, Hela desceria até as mais profundas camadas da imoralidade e não se importaria em passar por cima de ninguém.

Perdeu a noção de quanto tempo ficou ali, acariciando a cabeça de Pipper, a olhando com a mesma admiração tola de sempre. Pipper trazia para Hela uma espécie de inocência que ela perdera havia muito tempo.

Observou a garota fechar o livro sem dizer nada e então se ajeitar perto de si. Embora a filha da Noite tivesse seu próprio quarto, tanto ela quanto Hela fazia questão de dormirem juntas. Com tudo que acontecia, Hela não queria perder qualquer segundo que podia passar com a jovem.

Mas seria necessário, ao menos pelos próximos dias.

Quando o dia amanheceu, Hela se levantou com o maior cuidado possível para não acordar a menina. – Já vai? – ouviu a mesma sussurrar enquanto tirava a blusa do pijama. Suspirou de forma pesada, pegando uma das regatas brancas na gaveta e a vestiu antes de se virar para Pipper. – Já sim... me desculpe. É só por uma semana. E eu volto inteira. Prometo. – Se curvou sobre a mesma, deixando um selar sobre a testa da mais nova, que sorriu.

Pegou a camisa social e a colocou, abotoando até o último botão antes vestir o blazer. – Aonde vai? – Pipper parecia desperta ao ver que Hela não teria problemas em falar. A necromante sorriu, se sentando na cama para calçar as botas de salto alto que não usava havia muito tempo. – Já disse, tenho que resolver umas coisas da empresa, lembra? Se nenhum monstro aparecer, nem vou precisar das armas que estou levando.

Pipper pareceu aliviada por Hela não estar procurando encrenca, mesmo que procurar encrenca fosse exatamente a missão da necromante. Hela estivesse escondendo a parte perigosa sobre a empresa: os mafiosos que seu pai mantinha a tiracolo, comendo nas palmas das mãos de Jack. Era deles que Hela estava indo cobrar favores. De cada um deles. Precisava desses favores para concluir o plano de vingança. Ainda que ela não estivesse feliz com isso e essa ideia lhe causasse certa repulsa.

Ela traria seu pai de volta com um ritual de necromancia. E o faria sofrer. Tiraria tudo o que ele tinha. O deixaria na sarjeta com todos os “pobres desprezíveis” de quem ele sempre reclamou. Hela era boa com vinganças e tinha quase certeza total de que ele havia deixado a empresa para ela. Sabia que ele não iria deixar sua filha favorita se envolver com a laia de gente que ele havia se envolvido.

Mas Hela? Bem, Hela era escória para ele. E ele esperava viver mais do que ela. Então, se a empresa ficasse para a garota porque ele veio a falecer antes, não haveria peso algum em sua consciência. Hela era tão suja quanto ele. E ele não teria problema em lhe provocar problemas e sofrimento. Não. Hela não passava de um item descartável.

Olhou a mala sobre a cômoda e respirou fundo. Não sabia se estava pronta para visitar todos aqueles lugares. Não sabia bem como reagir a eles. Que os deuses a ajudassem porque havia muita gente que ele veria sem estar minimamente pronta para ver. Fazer o que estava prestes a fazer iria revelar para o mundo sobre ela e isso chamaria muita atenção. Fosse da Seita – que a estava caçando –, da polícia – pelo desaparecimento de sua família e seu reaparecimento – ou até mesmo de civis comuns que haviam ajudado a tornar sua vida um verdadeiro inferno.

Ela não estava pronta para rever seu passado e a sucessão de coisas que a haviam feito quem ela era. Não estava confortável com aquela ideia. Mas precisaria fazer. Necessitava seguir em frente e assumir o controle de tudo, antes de trazer Jack de volta dos mortos.

Sua respiração saiu pesada ao que ela se virou para olhar Pipper. Estendeu a mão, segurando cuidadosamente no queixo da mais nova e beijou-lhe cuidadosamente sobre a testa, olhos, bochechas e, por fim, nos lábios. – Eu volto logo. Eu prometo. – Sorriu para a menina, se colocando de pé. Podia sentir o aperto em seu peito, quase a dominando. Entretanto, sabia que os filhos de Trivia já estavam com o portal praticamente pronto.

Ela iria do Acampamento direto para Nova Iorque. – Até mais. Amo você. – Murmurou para Pipper, pegando a mala antes de se retirar do cômodo. Desceu as escadas, alimentando o corvo e o dragão antes de sair de dentro da casa.

Notou que Kyle e Soren estavam parados em seu jardim, os cumprimentando com um aceno.

Se aproximou de seus irmãos romanos, sorrindo um pouco. – Obrigada por me ajudarem. – Eles sorriram de volta, encolhendo os ombros. – Sem problemas, Deverich. Seja cuidadosa. Não perca seu foco. Não nos responsabilizamos por efeitos colaterais. – Kyle disse com medida paciência.

Soren recitava o cântico em latim enquanto o portal começava a se materializar. Hela podia sentir a fluidez da magia de Kyle para o corpo de Soren. – Adeus. – Foi tudo que disse antes de mergulhar para dentro do portal e se focar na cobertura que tinha em Nova Iorque. Seu quarto. Amplo. Claro. Limpo. A vista para o Empire State. Seus ouvidos começaram a doer pela pressão e ela parecia estar sendo sugada por um vórtice de energia somente para ser cuspida em seguida.

Caiu no chão com um baque surdo, bem ao lado de sua cama. Um resmungo baixo passou pelos lábios da jovem, que parecia ter o coração pulsando nos ouvidos pela pressão que o portal de Soren criara contra seu corpo. Não se preocupou com a mala, pegando apenas a faca de ouro imperial de dentro da mesma.

Se levantou ajeitando-se e batendo a poeira. Seus olhos percorreram o espaço, sem demorar para se deixar ser guiada por seus pés até o antigo escritório de Jack. Abriu a porta, caminhando firmemente até o quadro que sempre estivera atrás da mesa. O puxou com uma quantidade razoável de força, abrindo a porta que cobria o cofre e digitou a senha – que nada mais era do que o número do aniversário de Robin –.

Seus olhos não demoraram para encontrar a caixa de madeira onde os arquivos sobre mafiosos ficavam. Pegou três pastas de papel pardo e as colocou sobre a mesa. Em seguida, puxou a mala preta e de aspecto profissional. Hela a abriu, notando que a Glock estava muito bem guardada e até mesmo limpa. Sabia que Jack era obcecado com a limpeza de suas armas. Mas esperava encontrar apenas uma 9 milímetros.

Hela pegou a arma pela coronha e colocou o cano, encaixando a mola em seguida. Colocou o ferrolho e pegou um dos pentes que estavam cheios dentro da mala, o encaixando no devido lugar. Sabia que deveria ser cuidadosa, mas não se importou muito em engatilhar a arma antes de prendê-la ao cós da calça justa e cobri-la com o blazer.

Fechou a mala, a devolvendo para dentro do cofre só para trancá-lo novamente.

Pegou as pastas de papel grosso e amarelado, suspirando de forma pesada ao caminhar até o elevador. Se tudo estivesse nos conformes, ao menos um dos carros ainda estaria na garagem. Olhou o porta chaves, notando que não havia nenhuma pendurada ali. O que indicava que alguém poderia ainda frequentar aquele lugar. O pensamento a fez estremecer.

Entrou no elevador, olhando pacientemente ao redor enquanto este descia em sua tradicional calma. Afinal, era ela quem estava nervosa. O elevador não seria, obviamente, afetado pela sua ansiedade. Com o estômago dando voltas e voltas, ela saiu na garagem procurando pelas vagas da cobertura e um suspirou de alívio tomou conta de seu ser ao notar que ao menos um dos carros estavam ali.

Sorriu levemente, abrindo a porta do motorista e se ajeitou no banco, enfiando as pastas sob o banco do passageiro. Hela abriu o porta luvas, sem surpresa alguma em encontrar a chave reserva no local. Jack era meio previsível. E bastante idiota. Ligou o carro, dirigindo para fora do estacionamento sem grandes dificuldades.

Em meio a sua confusão semidivina, Hela havia atrasado muitas coisas de sua vida mortal como, por exemplo, o ingresso em uma faculdade e até mesmo a renovação de sua licença de direção. E, por sorte, esta última ainda estava válida. Dirigiu na maior velocidade que o trânsito permitia até que estivesse entrando no estacionamento do grande prédio espelhado.

Não teve problemas em digitar o código de segurança que pertencia a seu pai. Sabia que ele não seria mudado porque ninguém imaginava que qualquer pessoa vivente soubesse qual era a combinação de números que dava a Jack acesso ao estacionamento.

Parou o carro na vaga de visitantes e olhou a arma com atenção, a devolvendo para a parte detrás de sua calça. Pegou os arquivos embaixo do banco, lendo-os rapidamente. Os nomes em caixa alta e letra negritada não lhe faziam se sentir melhor. Trump. Clinton. Huckabee. Este último, um líder religioso.

Hela os chamava de mafiosos. Eram homens cruéis e que pensavam apenas em ganhos financeiros, um deles até mesmo usava da fé de humanos para isso. Seus olhos percorreram a primeira folha. Quanto sangue havia em suas mãos? Quanto sangue sua família tinha ajudado a derramar?

Socou o volante, descendo do carro com os arquivos e pegou o elevador. Não demorou para pegar o elevador, subindo até o último andar. Saiu na recepção, vendo uma ruiva muito bem vestida. – Bom dia. Em que posso ajuda-la? – o sorriso brilhante, de dentes brancos e perfeitamente alinhados não passava de mera cordialidade. – Quero ver o CEO. Diga à ele que a filha de Jack Deverich está aqui.

Ela arregalou os olhos escuros, se levantando mais do que depressa. – Pensando bem. Eu vou com você. – Hela disse com calma, se aproximando da jovem. Seus olhos percorreram o lugar. Era tudo muito bem limpo, quase clínico. A ruiva parecia nervosa enquanto andava com Hela em sua cola pelo corredor.

Hela sentia os olhares sobre si. Sabia que alguns dos funcionários estavam de olho nela. Sabia que alguns podiam reconhece-la. Ela podia sentir seus olhos, sua aura, absorvendo a confusão de sentimentos que as pessoas tinham.

Pararam em frente à sala que pertencera a Jack, a ruiva colocou a cabeça para dentro da sala. – Com licença. A senhorita Deverich está aqui. – Ouviu a voz grave e sentiu o gelo preencher seu corpo. Não, não podia ser real. – Mande-a entrar. Imaginei que ela não demoraria a vir depois de saber que Jack desapareceu.

A ruiva olhou para Hela cheia de medo. Colocou a mão sobre a da mesma e puxou a porta, fechando-a. – Olha, não precisa dizer nada em voz alta. Só pisque uma vez caso a resposta seja sim. – Hela sussurrou de forma que só a garota ouvisse. – Ele já te assediou? Ele já tocou em você? – a ruiva parecia assustada. – Jack já tocou em você? – a ruiva piscou uma vez, mantendo os olhos fixos aos de Hela. – Ela vai entrar ou não? – ouviu a voz do homem de dentro da sala.

Hela respirou fundo, mordendo o inferior. – O cara que está ali dentro, Daniel Hunther, ele já tocou em você? – ela abaixou a cabeça. – Pode me dizer. – A garota assentiu e Hela tirou a mão, deixando a mesma sair. Hela abriu a porta com força, notando a surpresa de Daniel. – O que foi? Esperava a Robin? – disse com convicção ao fechar a porta atrás de si.

Caminhou até a poltrona, se sentando na mesma e o olhou nos olhos, um sorriso maníaco no rosto. – Você está bonita, Hela. Cresceu bem. – A morena colocou os arquivos no chão, aos seus pés, e olhou para o homem em sua frente com uma expressão de escárnio. – Você continua drogando e embebedando menininhas para transar com elas, Danny?

Você continua viciada, Hela? – ele se debruçou sobre a mesa, parecendo desconfortável com o assunto. – É difícil não ser viciada quando um cara mais velho batiza sua bebida. Mas temos negócios para resolver. O fato de você ter me estuprado quando eu tinha quinze anos não entra nesse diálogo. Não agora. – A semideusa puxou a arma da cintura, a colocando em um ponto visível sobre seu colo. – O que você pretende fazer?

Eu vim conversar. Por enquanto. Só conversar. – Sorriu levemente, olhando-o nos olhos. – Eu quero que você se demita. Você pode fazer isso ou eu posso te demitir por assédio. E eu não tenho dúvidas de que eu rapidamente encontraria algumas crianças com que você teve um... “caso”. – Ele a olhou com atenção. Parecia querer discutir. – Como vai provar isso?

Hela abaixou o olhar para a arma, cruzando as pernas somente para ergue-las e apoiar os pés sobre o tampo muito bem polido da mesa. – Eu tenho olhos e ouvidos em lugares inimagináveis. Mas se você se recusar, eu posso te matar e sumir com o corpo. – Seu tom de voz se tornou sombrio enquanto ela erguia a Glock, mirando no centro da testa de Daniel. – Você não sabe usar isso.

Acho que você pode não querer descobrir. E, para o caso de querer, eu recomendo que você pense duas vezes. Se a minha mira for ruim, eu posso te fazer sofrer muito até sua morte. – Tudo era dito com uma tranquilidade surpreendente. Hela não tinha medo de retaliações. Não por parte de mortais. Talvez dos deuses. Talvez. Ainda assim, não hesitaria em fazer o que quisesse. Ela já vira Jack cobrir crimes piores. – Certo. Eu me demito.

Sabia decisão. – Ela sorriu, se colocando de pé. – Agora, vamos anunciar para seus colegas. – Hela o acompanhou para fora da sala, olhando com atenção para a movimentação do corpo de Daniel. Não saberia dizer se ele estava armado, mas duvidava disso. Daniel sempre fora o tipo de cara com péssimo senso de proteção. Os olhos da garota pousaram sobre os outros membros da equipe quando o homem patético começou a fazer o anúncio.

Ela podia sentir os olhares em suas mão. Talvez se perguntando o quanto da demissão fora vontade de Danny e o quanto fora ela o obrigando sob coação. Então, Hela simplesmente virou-se colocando a arma na boca de Daniel enquanto ele falava. Notou alguns dos funcionários ficarem de pé e ergueu a destra, pedindo silenciosamente que eles permanecessem no local em que estavam. – De joelhos, Danny. Eu sei que você é abusivo para um caralho.  

Sejam sinceros comigo. Esse homem tornou a vida de vocês um inferno? Porque se a resposta for sim, vocês tem a oportunidade de vingança agora. – ela sorriu, não era um sorriso como os que dava para sua irmã, Pipper ou os amigos que tinha. Era um sorriso um tanto doentio. – Sabe o que eu quero, Danny? Eu quero que você rasteje até os seus colegas e beije os pés deles. Peça perdão pelos seus pecados. E não tente fazer gracinha. Eu passei os últimos anos treinando como manusear armas.

Hela retirou a Glock de dentro da boca do loiro, vendo-o engatinhar em direção às mesas, beijando os pés de cada um dos funcionários que olhavam atônitos para Hela. – Não vim para ser igual meu pai. Aliás, se temos algo em comum é o fato de que nós todos odiamos Jack. Ele era um homem repulsivo. E eu espero que ele esteja morto. De preferência, queimando no Hades. – tudo que ela falava soava friamente calculado, muito tranquilo e sem emoção enquanto ela limpava a arma com um lenço.

Não sou o tipo de pessoa que pede ajuda pra encobrir a minha sujeira. Não que eu não tenha nenhuma. Mas vocês já têm muitos problemas criminais graças a essa família. Eu não vou ser mais um. – ela finalmente voltou a olhar nos olhos dos funcionários, percebendo que Daniel estava de joelhos aos seus pés. – Você tem quinze minutos para limpar a sala. Não se atreva a tocar nos arquivos que estão no chão. Eu te mato se fizer isso. – foi tudo que disse. Seus olhos observaram o homem se colocar de pé sem ter a coragem de olhá-la nos olhos.

Quem é responsável pelo contato com a mídia? – viu uma jovem franzina erguer a mão, Hela havia dissipado toda a névoa do seu entorno, queriam que os funcionários a vissem como ela era. Os olhos vermelhos de ódio e ira contidos, as tatuagens, a magreza e o ar de poder que a acompanhava. – Você poderia marcar uma coletiva, por gentileza? Eu gostaria que fosse para amanhã.

A morena assentiu, pegando o telefone. – Senhorita Deverich? – ouviu a voz de um rapaz, que não devia passar dos vinte e três, a chamando. – Sim? – voltou a atenção para ele, guardando a arma no local que estava antes. – Eu já vi… seu rosto. Não está sendo procurada por invasão de propriedade privada?

Hela sorriu, se aproximando do garoto. – Você tem medo? De mim e das pessoas que estão sendo caçadas pelos eventos daquela época? Seja sincero. Eu sei quando estão mentindo. – ele engoliu seco. – Não é medo. Mas… eu não compreendo como… como pessoas podem fazer aquelas coisas.

Hela pegou o abridor de cartas que havia sobre a mesa do garoto, puxou a manga do blazer até o cotovelo e abriu um pequeno furo no braço. – O que você vê? – ele pareceu um pouco assustado. – Vamos, garoto. Eu não estou zangada. Estamos só conversando. Segure meu braço. – ele o fez, parecendo relaxar um pouco. – Pareço real para você?

Ele assentiu, olhando Hela com alguma curiosidade. – Eu sei que você é real. Mas… eu não sei o que pensar sobre isso… – ele soltou o braço da necromante, olhando ao redor. Haviam muitos olhares sobre eles. Hela tirou o blazer, olhando rosto por rosto. Não sabia o quanto podia falar para os mortais sem complicar tudo. – Vocês só precisam saber que gente como eu nunca foi parte dos vilões. Pelo contrário, estamos sempre tentando manter vocês vivos. Falhamos algumas vezes, mas é porque somos humanos também. Eu não posso falar muito sem tornar as coisas piores para vocês. Mas prometo que nem eu e nem outros como eu faremos mal.

Eu ainda devo marcar a coletiva? – a garota voltou a se manifestar, parecendo confusa. Hela riu. Estava sob tanta tensão nos últimos tempos que uma simples pergunta como aquela foi capaz de fazê-la rir em uma tentativa de aliviar a tensão. Algumas pessoas acompanharam, como se também precisassem daquilo para se recuperar do choque inicial. – É. Deve. Me avise o horário, sim?

A menina assentiu e Hela apertou o tecido levemente áspero do blazer, caminhando para sua sala. Notou que Daniel estava saindo no exato momento em que ela se aproximava da porta. Mais que depressa o homem abaixou a cabeça e saiu pelo corredor, a necromante apenas suspirou pesadamente e entrou na sala, fechando a porta atrás de si. Seus olhos fixaram-se nos arquivos que estavam no chão. Exatamente como ela havia deixado.

Colocou a arma sobre a mesa e limpou a cadeira, revirando os bolsos do paletó na esperança de encontrar ali o telefone que recebera de sua cunhada. O estava mantendo por perto desde que o havia recebido. Demorou um pouco mais do que o desejável para encontra-lo e então fez a ligação.

Recolheu as pastas do chão, as colocando sobre a mesa, olhou a primeira folha de cada uma delas antes que Evie finalmente atendesse. – Eu posso ter me atrapalhado com o fuso... ainda é muito cedo aí? Se for uma hora ruim, eu posso ligar mais tarde. – esperava que não estivesse atrapalhando nada. Como ela notara recentemente, sua cunhada tinha uma família. Possivelmente gostava de aproveitar o tempo livre.

Bem, eu preciso te dizer que tenho um arquivo que é bem interessante comigo. Eu não sei o quanto eu posso vazar para você sem me colocar em risco. Mas você pode tentar procurar as coisas com mais... vontade. – Hela abaixou o olhar para o arquivo da família Trump. Seus olhos percorreram todo o resumo de algumas das ações do presidente. Espionagem, suborno, compra de votos e assassinato eram apenas a ponta do iceberg. – Eu tenho preferência por te entregar isso pessoalmente. Longe dos olhares dos romanos. Se puder me encontrar daqui dois dias, eu te mando o endereço.

Quando recebeu a confirmação de Evie, Hela achou melhor simplesmente juntar tudo e voltar para a cobertura. Precisava organizar as coisas e descobrir se realmente tinha alguém morando em sua casa.

Assim que desceu no elevador, no entanto, não precisou de fazer uma grande investigação. Pôde ouvir a voz familiar de um homem adulto que devia ter por volta de seus sessenta anos. Hela sentiu a garganta se fechar e parou na sala com os olhos cheios d’água e uma expressão incrédula. – Rafael. – disse alto o suficiente apenas para fazer o homem se virar e dizer que precisava desligar o telefone. – Hela? Hela! Você está viva, menina!

A garota sorriu, jogando as pastas, paletó e a arma no sofá. Caminhou em passos apressados até o homem e o abraçou. Rafael era um dos funcionários de Jack que o ajudava a limpar sua bagunça. Ele estava com a família dela desde que ela conseguia se lembrar. E era ele o responsável por cuidar dela sempre que Jack se cansava dela. Diferente de todos os outros, o homem realmente tinha um apreço pela menina.

Ele a afastou, segurando pelos ombros da necromante para olhá-la. – Você cresceu bem, que mulher linda você se tornou! Achei que aquele mala sem alça do seu pai havia te matado. Eu te procurei tanto nos últimos anos para anunciar o sumiço dele. Olha só para você! – a garota riu baixinho, colocando as próprias mãos nos ombros do velho amigo. – Eu fugi. Nem mesmo ele sabia onde eu estava. Eu senti tanto a sua falta, Rafael. Ele me disse que você tinha morrido naquele trabalho na Pensilvânia.

O homem negou com a cabeça, risonho. Rafael era o avô que ela nunca teve. – Bem, o que acha de comermos? Por quanto tempo pretende ficar? – ele parecia empolgado enquanto caminhava para a cozinha, sendo seguido por Hela. – Vou ficar uma semana apenas. Preciso voltar para minha namorada. – ela sentiu as bochechas esquentarem ao falar de Pipper. – Namorada? Achei que você nunca mais iria namorar ninguém depois daquele garoto.

Hela abaixou a cabeça. Havia muito tempo que ela não pensava em muitas coisas. O namorado morto e o filho que perdera antes mesmo de ter a chance de saber como ele seria eram algumas delas. – Eu tento não pensar no passado, Rafael. Estou bem melhor agora. Eu... preciso te pedir uma coisa. Ia encontrar uma amiga aqui porque achei que estava sozinha... seria muito abuso pedir para você sair na quarta? Eu preciso mesmo ficar só com ela.

Ele riu, colocando uma lasanha para descongelar no micro-ondas e balançou a cabeça. – Claro que não! Podem ficar à vontade. – ele disse com calma, se sentando em um dos bancos próximo ao balcão da cozinha. – Obrigada! – Hela sorriu abertamente, se sentando ao lado do homem de meia idade.

Conversaram por um longo tempo, Hela contou a ele tudo que achou pertinente e ele simplesmente contou tudo para ela. Disse que uma vez por semana uma moça espanhola ia lá para limpar o lugar, mas que o quarto de Hela era praticamente intocado. Também contou sobre onde escondera as outras armas e arquivos mais antigos, o que fez Hela respirar um tanto aliviada. Havia mais coisa. E estava bem guardada.

Quando acabaram, a garota seguiu para o quarto e tomou um banho. Se surpreendeu ao olhar o closet e ver que suas roupas estavam limpas. Não demorou para se vestir e cair na cama de lençóis cheirosos e macios.

Sua noite começou tranquila, mas quando um vento frio invadiu as janelas, Hela se levantou para olhar ao redor. Estava com a sensação de ser vigiada. Pegou a faca de ouro imperial que estava debaixo de seu travesseiro e caminhou pelo quarto calmamente. Não havia ninguém no cômodo. Sequer havia um indício de que alguém além dela passara por ali nas últimas horas. Sabia que poderia ser um deus, mas ainda assim, não relaxou. Mexeu na gaveta do criado mudo ao lado da cama, procurando por algum remédio que a ajudasse a dormir.

Ao invés disso, encontrou um frasco com anfetaminas e pequenos pacotes fechados de cocaína. Ninguém mexera em suas gavetas. Disso ela tinha certeza. Caminhou para dentro do banheiro com o frasco e os sacos em mãos. Abriu-os, jogando tudo dentro do vaso antes de apertar a descarga repetidas vezes. Havia sofrido demais para se livrar daquilo e queria distância. Provavelmente não havia ninguém. Era só a sensação que ela tinha quando Erebus a vigiava. Jogou o que restou no lixo e lavou o rosto.

Caminhou até o banheiro comum e pegou duas aspirinas, tomando-as antes de retornar ao quarto e dormir profundamente. Não teve mais nenhum sonho ou sensação estranha e quando acordou na manhã seguinte com Rafael dizendo que Carly – a garota da mídia – havia marcado com a imprensa às duas da tarde, tudo que ela fez foi tomar café e se arrumar para ir ao local marcado.

Se colocar na mídia para atrair a atenção do que restara da Seita era um plano arriscado. Sabia que alguns homens que estavam envolvidos por traz do projeto tinham um passado sujo com sua família. Por essa razão, tudo que Hela desejava era que eles viessem atrás de si com a certeza de que não poderiam feri-la sem jogar tudo aos quatro ventos. Tudo fora friamente calculado. Ela estaria anunciando que o poder da empresa voltara para a mão de um Deverich de sangue. E que eles estavam dispostos a negociar com quem desejasse.

Esperava ser subjugada pelos líderes que buscava atingir. Era uma asiática magricela com pouco mais de um e sessenta. Era mulher. Era a perfeita combinação do que os homens esperavam ser uma mulher submissa. Pequena e magra. Aparentemente muito frágil. Vestindo uma roupa clara, bem cortada e sapatos de salto. Ela esperava passar uma imagem de beleza e vulnerabilidade, embora não pudesse conter a postura de nobreza que sempre mantinha.

Aquele pronunciamento devia bastar para ela ser procurada por algumas pessoas importantes. Inclusive membros da própria Seita e do governo. Assim que a conferência acabou, ela tratou de sair do local. Podia ser uma semideusa, mas não era estúpida. Seus olhos procuraram em cada canto por alguém que não estivesse bem-intencionado ali e, felizmente, ela não encontrara ninguém.  No dia seguinte ela se encontraria com Evie. Estava tão ansiosa que podia sentir cada pequeno nervo de seu corpo formigando. Elas iriam mudar as coisas.

A quarta chegou. E com ela, trouxe uma Hela impaciente. Os olhos da menina não paravam quietos em uma só cor. Ela usava uma roupa de verão. Shorts, uma camiseta justa e o cabelo em coque. Estava descalça e tomando um iogurte quando sentiu a magia se aproximando antes de “cuspir” Evie em sua sala de estar. – Oi, Evie. Como foi a sua viagem até aqui?

avatar
Hela A. Deverich
Lider dos Necromantes
Lider dos Necromantes

Mensagens : 1013
Idade : 20
Localização : xxx

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [CCFY] Hela Ahn Deverich - Alma Mortal

Mensagem por Evie Farrier em Sab Jun 16, 2018 9:33 pm




Deverich
CCFY

O som do impacto do meu punho com o saco de treinamento era alto, breve e repetitivo. A cada soco aplicado no item era como uma descarga de raiva e frustração, algo que me motivava a bater mais uma, outra e mais uma vez. O ritmo parecia interminável, o suor escorria por meu corpo fazendo com que a camiseta escura grudasse em minha pele. A respiração era sutilmente arfante, pois tentava controla-la para sustentar aquele treino árduo. Felizmente, tinha encantado aquele item um pouco antes de começar a amaldiçoa-lo com meus golpes.

Essa era uma das formas mais eficazes de dissipar o estresse que me consumia cada vez mais. Nova Roma precisava ser reconstruída. A seita precisava ser caçada e demônios precisavam ser identificados. Definitivamente alguém precisava nomear melhor as coisas, pois a ironia poderia fazer qualquer um rir ao falar sobre. No entanto, talvez o que deixava meus músculos mais tensos e provocava a minha insônia, fosse o luto eterno que cobria o meu lar. Centenas de vidas haviam sido perdidas e uma delas em particular... Era justamente de alguém que eu costumava chamar de “minha luz”. A frustração de não entender direito o que Sun Hee passou, o momento em que falhei para com alguém que considerava minha família...

O soco desferido foi forte, como se assim que pudesse golpear o pensamento que provocava tanto incomodo. Coloquei as mãos enfaixadas com ataduras sobre o quadril, afastando do saco que balançava de um lado para o outro depois do grande impacto que absorveu. Andei pela minha sala de treinamento, jogando a cabeça para trás enquanto tentava lidar com aquele turbilhão de pensamentos e sentimentos.

“First things first
I'ma say all the words inside my head
I'm fired up and tired of the way that things have been, oh ooh
The way that things have been, oh ooh”

O primeiro trecho da música Believer começou a ressoar pelo cômodo, anunciando que alguém tentava entrar em contato. Poucas pessoas tinham o meu número particular, principalmente porque semideuses tinham o costume de usar mensagens de íris para se comunicar. Grata por aquela interrupção, peguei o smartphone divino e um princípio de sorriso rebuscou meus lábios. Ali estava um nome que provocou uma surpresa agradável.

Olá cunhada! E não, não é uma má hora para conversarmos — Era perfeita na verdade, mas não falaria aquilo, pois daria aberturas para perguntas que não seriam respondidas. — Em que posso ajuda-la?

Tinha oferecido um aparelho exatamente igual aquele que segurava contra o ouvido a filha de Hécate. Como mencionado antes, meios-sangues se comunicavam por mensagens de íris, o que poderia ser um problema caso alguma divindade quisesse se intrometer. O celular tornava as coisas mais particulares, na medida do possível. Sentei sobre um banco mais próximo, escutando atentamente a garota grega. Eu não conseguia evitar a excitação por algo finalmente está acontecendo. Recentemente tinha aprendido a valorizar o poder da informação, por isso ao receber um convite como aquele, não hesitei em nenhum instante.

Eu irei ao seu encontro, não se preocupe quanto a discrição. Passe a sua localização e a hora, então nos encontraremos.

A ligação foi encerrada de maneira simples, mas enquanto encarava o celular em minhas mãos, permiti que um sorriso de verdade crescesse. Sem perceber, o estresse que estava sentindo estava desaparecendo aos poucos, dando lugar ao cansaço e a fome. Kyra iria brigar comigo por tomar todo o sorvete das crianças, mas lidaria com problemas domésticos depois.

(•••)

“Sintonize na CNN” – Nikolaev.

A mensagem que chegou no celular no meio da tarde me fez franzir o cenho. Largando a papelada que tinha a minha frente, sai do escritório em minha casa e corri para a sala de estar. Nate e Benjie estavam fingindo assistir desenho animado, pois em verdade estavam adormecidos sobre o estofado confortável. Abri um sorriso, pensando em leva-los para o quarto depois de verificar o significado daquela mensagem.

Capturei o controle remoto em meio as almofadas e troquei o canal de desenho pelo de notícias. Meus olhos dobraram de tamanho enquanto via a filha de Hécate vestida como uma empresária de sucesso, a frente de inúmeros repórteres. Desde o incidente dos monstros e da captura de inúmeros semideuses, eu tinha pedido a Alexandra Nikolaev para que me mantivesse informada diariamente de qualquer coisa no mundo humano. Aquilo era um grande coisa. Aumentei um pouco do volume, escutando o pronunciamento da namorada de minha meia-irmã. Quem diria que ela fosse se tornar alguém tão importante no mundo dos negócios? Por um breve momento, permiti sentir um pouco de preocupação. Um ato público como aquele apenas chamava a atenção, seria uma estratégia da pequena oriental?

Soltei um suspiro, dando de ombros quando o pronunciamento acabou. Eu pouco poderia saber sobre Hela Deverich, mas tinha certeza de que ela era uma sobrevivente. Pelo tanto de campos de batalha que compartilhamos, e por termos saído vivas dele, eu sabia que a filha da magia não compraria uma briga pela qual não soubesse lutar. No momento seguinte, minha curiosidade apenas parecia ter se multiplicado em força. Que tipo de informação ela poderia estar pronta para me entregar?

Depois de colocar as crianças para dormirem no próprio quarto, voltei ao escritório disposta a deixar tudo pronto para que pudesse me ausentar por um turno inteiro. A vida como senadora era ainda mais tediosa e puxada do que como pretora. Porém, definitivamente melhor do que uma exilada, o que me impedia de reclamar. No fundo, eu gostava de liderar, era um campo em que me sentia confortável e bem. Não comandar os legionários não me impedia de cuidar de todos os outros romanos. Eu só tinha de aprender como vencer batalhas políticas para poder sobreviver nessa guerra de interesses e posicionamentos.

(•••)

Evie, espere!

Kyra me impediu de criar o portal, entrando em meu campo de visão com seu olhar crítico ativo. Os dedos da ruiva ajeitaram meu cabelo, esticaram minha blusa e depois me analisaram novamente. Revirei os olhos perante aquela atitude da filha de Vênus.

Eu só estou indo encontrar a Hela, você sabe certo? — Comentei em tom divertido.

Não quer dizer que você precise ir desleixada — Kyra cantarolou antes de ficar na ponta dos pés e selar nossos lábios brevemente — Se você entrar em uma grande confusão, é bom voltar inteirinha, Farrier!

O riso escapou por meus lábios quase inaudível. Foi irresistível não beijar aquela mulher uma última vez antes de me afastar. Segurando o chaveiro, o transformei em minha espada para poder “cortar” o ar. Em verdade, a sensação que eu tinha era de rasgar a própria dimensão, abrindo uma fenda para o local que desejava ir. Pisquei acenei para minha namorada uma última vez, saltando para dentro da fenda que tinha acabado de abrir. Ao pousar, eu estava literalmente do outro lado do país, em uma bela cobertura em New York.

Hela, a semideusa que tinha me convidado para aquele momento, já me aguardava e cumprimentava. Sorri de maneira educada, afastando-me daquele rasgo no tempo e espaço, permitindo que o mesmo se fechasse. Estava usando roupas menos formais do que trajava desde que tinha me tornado uma senadora. Calças jeans rasgada, botinhas e uma blusa preta sem estampas. Estarmos informais naquele momento apenas me deixava mais confortável, mesmo que aquele fosse um terreno um tanto novo.

Depois de tantas viagens por portais e fendas, acabamos por perder aquela sensação de enjoo — respondi parando a um metro de distância da menor — Hela, devo dizer que você sabe como conquistar a atenção alheia.


Template made by Kyra


EVIE FARRIER
I am the bone of my sword. Steel is my body and fire is my blood.
avatar
Evie Farrier
Senadores
Senadores

Mensagens : 696
Idade : 21
Localização : Acampamento Romano

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [CCFY] Hela Ahn Deverich - Alma Mortal

Mensagem por Hela A. Deverich em Sab Jun 23, 2018 3:20 pm

It's just my past.
 ʤ  listening xxx with Evie   ʤ words: 785 ʤ


As sobrancelhas de Hela se arquearam ao ouvir a cunhada, ainda que não houvesse surpresa alguma na expressão de seu rosto. Hela era a rainha dos planos suicidas. Sabia que com gente como ela vindo a público, semideuses anônimos teriam um pouco mais de chance. Primeiro, eles iriam querer derrubar os grandes peixes. Afinal, para os mortais, dinheiro era poder. Assim como influência. E Hela tinha ambos.

- Aceita? – estendeu a garrafinha com a bebida láctea tentando não se sentir estúpida. Não era dada a informalidades. Provavelmente, até aquele momento, Pipper havia sido a única pessoa de todos os acampamentos a ver suas pernas. Pensar naquilo a fez torcer o nariz um pouco. – Bem, é fácil conseguir a atenção sendo alguém como eu... se é que entende.

Deixou a garrafa sobre o móvel branco ao lado do sofá, pegando uma chave no bolso dos shorts. – Pode se sentar. Fique confortável. – olhou para os pés de Evie e fez um leve bico ao notar que a garota estava calçada enquanto seus próprios pés estavam nus. Parecia estranho que aquela tradição fosse mantida. Mas a menina não gostava de usar sapatos dentro de casa, mesmo que o fizesse na maior parte do tempo e para cômodos onde pessoas de costumes diferentes pudessem entrar.

Abriu a porta do móvel e pegou as pastas espessas, colocando-as nas mãos de Evie. Se sentou no braço do móvel em que Evie se encontrava. – Você pode estar confusa. Mas eu sei que precisamos de apoio para derrubar a seita. O meu pronunciamento é para que eles saibam onde me caçar. Mas para que me temam também. – podia sentir o estômago dando voltas e mais voltas enquanto cogitava contar tudo para Evie. – Não sou uma boa pessoa. Nem a minha família. Não conhecemos ou respeitamos honra ou moral, senão a nossa própria. Tudo que envolva os Deverich se resume em poder.

- O que você precisa saber é que ajudamos pessoas poderosas a chegarem onde estão. E fizemos coisas que poderia nos mandar para o túmulo só para garantir que nada do que ajudamos a fazer vai ser exposto. Evie, você precisa entender que assim que você ler os arquivos e ver os vídeos... não tem como voltar atrás. – olhava a romana com toda a intensidade que tinha dentro de si. Queria deixar claro que não era uma brincadeira. – Não deixe os seus filhos perto dessas coisas. Eu mesma passei dias sem dormir bem depois de ver alguns dos vídeos. Eu poderia sugerir que você mantivesse longe da Kyra. Mas algo me diz que isso tem chances gigantescas de não acontecer.

Tocou no ombro da senadora, apertando-o como se parar ter certeza de que estava acordada e não era apenas uma brincadeira de seu subconsciente. – Nada do que está aí é útil para você se você não conseguir suas próprias provas. Não pode usar o que estou te dando porque isso me mataria. O que eu estou te dando é um caminho. Você vai saber aonde ir e o que procurar com base no que está aí. E seu trabalho não vai ser fácil. Eu sei que meu pai era meticuloso. Seu trabalho vai ser quase impossível. Mas há sempre provas. Nas mínimas coisas. Eu sei. Jack... meu pai já falhou uma vez. Sei que há meios para você conseguir o que precisa.

Coçou a nuca. – Esses três são... políticos grandes. Dois deles... o religioso e os Trump, eu sei que estão com a seita. E eles vão ser minha chave para continuar imune. Também tenho arquivos de militares. Mas eles não seriam úteis para você. – abaixou a cabeça, incapaz de prosseguir enquanto olhava a garota romana. – Eu estou fazendo isso por ela. E pela pessoa que ela me fez ser. E, para as pessoas desse mundo, já é ruim o suficiente que sejamos mulheres e que estejamos juntas. Não quero que o fato de sermos semideusas se torne uma ameaça maior do que já é de fato.

- Eu já vi o quanto as pessoas podem ser más. Eu já vi o quanto o mundo é cruel. Eu sei que tudo, sempre, sempre pode piorar. Mas se eu puder impedir ela de passar por tudo isso... é o que eu vou fazer. – fechou as mãos assim que sentiu os tremores. Pensar em ter Pipper ferida sempre a deixava transtornada. – Por enquanto, essas pastas são o que eu posso te dar. Eu vou tentar te dar mais coisas. Só preciso ter acesso ao cofre. E para isso, eu preciso lidar com a papelada. Advogados e essas coisas. – Hela cruzou os braços, praticamente se abraçando. – Assim que eu resolver essas questões legais, eu devo conseguir mais coisas. Coisas que possam ser úteis de fato.


avatar
Hela A. Deverich
Lider dos Necromantes
Lider dos Necromantes

Mensagens : 1013
Idade : 20
Localização : xxx

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [CCFY] Hela Ahn Deverich - Alma Mortal

Mensagem por Evie Farrier em Dom Jul 01, 2018 7:57 pm




Deverich
CCFY


Sentir-se confortável em um ambiente novo e inusitado foi uma habilidade que aprendi com o tempo, principalmente depois de virar pretora anos atrás. Sentou em um sofá assim que obteve a permissão de Hela para fazê-lo, estava curiosa sobre o assunto e não negava isso desde o momento em que cheguei ali.

Se existia um presente que eu queria muito, mas não sabia que desejava até aquele momento, era aquela pasta que estava sendo oferecida a mim. Com um semblante mesclado entre curiosidade e confusão, aceitei o item ofertado pela Deverich, mas bastou uma simples frase para que meu coração parecesse ter parado por breves segundos. Ela estava oferecendo apoio para derrubar a seita.

Meu olhar voltou a fixar na garota, atenta e ansiosa pelo que ela diria a seguir. A filha de Hécate falava sobre família, provavelmente querendo dizer como um sobrenome poderia influenciar não o mundo, mas também a vida de cada individuo que o carrega. Por mais que eu entendesse a lógica, eu apenas aprendi o significado de família recentemente, ao encontrar uma pessoa que preenchesse aquele vazio em meu peito.

Não tem como voltar atrás desde que isso tudo começou, Hela — a interrompi de maneira educada, apenas para deixar claro que não estava ali para hesitar ou duvidar de algo, mas sim com a ânsia de querer agir. Podia sentir a seriedade da garota, que naquele momento era uma mulher corajosa e relutante em se expor a uma estranha. — Tomarei cuidado com essas informações que você está me dando Deverich, isso eu posso prometer.

Então a escutei mais um pouco, sabendo que realmente seria difícil seguir qualquer rastro deixado, mas não impossível. Não com os aliados corretos e um pouco de magia. Eu não poderia demonstrar a agitação que estava sentindo ou poderia colocar a garota, que me dava um belo presente, na defensiva. Sempre faltou algo que me mostrasse um caminho a seguir, um que me levasse diretamente ao formigueiro, e não apenas para as pequenas formigas. Ali, em minhas mãos, repousava o início de um caminho, um que eu teria de desvendar como trilhar.

Abri um sorriso discreto ao escutá-la falar dela; nenhum nome foi dito, mas eu sabia muito bem a quem Hela se referia. A pessoa que a tirava da escuridão com a qual já estava acostumada e se sentia confortável, o amor que lhe veio desmedido, sem manual de instruções ou recibo para devoluções. Amar alguém nada mais era do que tentar nos transformar em algo melhor, ao menos isso eu poderia entender muito bem.

Hela, eu agradeço imensamente pelas informações, saberei o que fazer assim que der uma olhada. E estou dando minha palavra que você não estará relacionada a qualquer conteúdo que esteja aqui, mesmo que as evidências provem o contrário se for o caso. — Levantei segurando firmemente a pasta com uma mão, aquele era um dos bens mais preciosos que tinha devido ao seu conteúdo — Compartilhamos o mesmo pensamento, eu não quero um mundo onde meus filhos possam ter mais riscos do que os que já temos. Nós vamos contra-atacar Hela, e vamos de maneira efetiva — Prometi firme, pois não existia algo que eu desejasse mais naquele momento do que tornar minhas palavras reais — Sabemos que a seita estava sendo financiada de alguma forma, pelos vídeos que recebi do último ataque deles, são pessoas de grande nome. Não vamos focar apenas nas marionetes, mas sim em quem está puxando as cordas por trás. E isso aqui — ergui de leve a pasta, apenas para fazer menção ao que estava falando sobre — Parece ser uma das peças fundamentais para isso. E Hela, só uma coisa... — Ousei me aproximar mais um pouco, falando baixo, em um tom cúmplice — Você não está sozinha, e se for preciso, não será o único ser na escuridão fazendo o que é necessário para um objetivo maior.

Nós poderíamos ter uma vida bastante divergente em vários pontos, mas tínhamos alguns outros em comum. Um deles e talvez o mais forte era a escuridão que se escondia dentro de nós. As vezes, muito bem disfarçada, outras demonstrada em ações mais agressivas e descuidadas. A filha de Hécate não escondia a sua aliança maior, eu não poderia negar o fato de que era filha daquela deusa. Supostamente, estávamos em lados opostos de uma mesma moeda obscura.

Fiquei ali o suficiente para pegar apenas algumas informações extras fundamentais e, antes de partir, foi impossível não sentir aquela sensação excitatória, como o prelúdio de uma grande batalha. Eu podia sentir em minha pele arrepios que anunciavam que algo estava por vir. E que parcialmente seria culpa nossa.

Template made by Kyra


EVIE FARRIER
I am the bone of my sword. Steel is my body and fire is my blood.
avatar
Evie Farrier
Senadores
Senadores

Mensagens : 696
Idade : 21
Localização : Acampamento Romano

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [CCFY] Hela Ahn Deverich - Alma Mortal

Mensagem por Hela A. Deverich em Qui Jul 19, 2018 2:22 pm

Cause I'mma be me 'til the death of me
 ʤ  listening wreak havoc with xxx ʤ words: 1650  ʤ


A última frase proferida pela senadora lhe atingiu como um soco, mas também agiu como uma manta quente e confortável. Como ela, Evie estava disposta a morrer para salvar quem amava. Hela não discutiu, embora tivesse pensado que preferia sua própria morte. Já tinha muitos cadáveres em sua consciência e Evie Farrier tinha uma família, irmã, filhos e alguém que ela realmente amava. Não que Hela não tivesse, mas preferia que os filhos da senadora não crescessem sem uma das mães.

Mas não era hora de pensar nos sacrifícios que estava disposta a fazer, embora fossem inúmeros, então, tratou de disfarçar.

Deu mais alguns detalhes sobre a ficha e os vídeos que aquela pasta continha, sempre se certificando que Evie captava a mensagem. Quando a garota abriu o portal para partir, Hela sorriu um tanto aliviada, mas ainda era um sorriso estranho e hesitante. – Eu confio em você, Farrier. Não me desaponte. E não morra no processo. Sinto que ainda vou precisar de você muito mais do que vou gostar de admitir. – Embora seu semblante tivesse se tornado sério, seu tom era amigável e Hela não pôde deixar de acenar para a morena.

Sabia que estava apostando alto. Mas não era de perder. Se tinha algo que ela sempre fazia, era jogar para ganhar, independente do custo.

[...]

Hela tinha mais dois dias para ficar ali. Seu prazo de uma semana estava fluindo para o fim. Ela finalmente conseguira resolver as coisas com os advogados e, assim que foi ao cofre, pegou uma pasta de um contato que tinha dentro do exército. Marcus Lewis.

Deu um telefonema rápido para o homem, esperando que ele a atendesse. Precisaria de ajuda para adentrar em uma das bases da Seita e hackear o sistema com a ajuda de Rafael. Passariam a manipular as filmagens para que ele pudesse ajuda-la. Lewis havia sido fiel a seu pai e, com o preço certo, ele seria leal a ela também.

Com quem eu falo? – a voz masculina soou grave do outro lado, Hela podia ouvir lamurias ao fundo. – Marcus Lewis? – o homem pareceu surpreso. Hela ouviu alguns sons antes de uma porta bater e ele dizer em tom mais baixo. – É ele. Quem gostaria?

Hela Deverich. Filha do Jack Deverich. Preciso de um serviço seu. Qual o seu preço? – ele pareceu hesitar, engolindo em seco. – Eu sei que você teve mais um filho e que seu menino mais velho tem lúpus. Deve ser caro manter uma qualidade de vida boa para ele, não? Ainda mais tendo quatro crianças. – a garota prosseguiu, olhando a paisagem nova-iorquina pela larga janela de vidro.

Um milhão. Eu faço o que quiser por um milhão. – ele fora rápido em responder, Hela sorriu ladina. – Bem, Lewis, eu preciso que me coloque dentro de uma das bases da Seita. De preferência uma onde você esteja. Te dou um milhão em espécie por cada etapa que você realizar de maneira bem-sucedida. Talvez você até possa se aposentar.

Para te colocar aqui dentro, eu preciso de pessoas que novas. Que não te conheçam em pelo ou menos um dos turnos. – ela sorriu um pouco, passando uma das mãos pelo cabelo. – Vou te mandar umas coordenadas. Mande seus homens para lá, amanhã à noite, dizendo que há denúncia de aberrações. Eu cuido deles.

Certo. – o homem concordou mais do que depressa.

Agora ela só precisava comprar algumas armas ilegais e armar a emboscada direito para que não fosse ela a ir para um caixão.

Passou o resto daquele dia e boa parte do dia seguinte planejando o que iria fazer e como realizaria, colocou um colete a prova de balas para proteger o corpo e montou uma barricada atrás de um carro velho com lateral reforçada e vidros blindados. Estaria escondida ali, de onde poderia ter visão de todo o galpão.

Também havia conseguido um silenciador, assim não havia como os soldados se orientarem pelo barulho e, as capsulas deflagradas, estariam ligadas a armas que estavam no nome de pessoas mortas.

Prendeu o cabelo em um rabo de cavalo firme e o enrolou antes de colocar a touca de esqui. Vestiu uma legging por baixo dos jeans e colocou uma camiseta preta de mangas longas por cima do colete. Usava coturnos militares que eram cerca de quatro números maiores que os que ela calçava normalmente. Não podia se dar ao luxo de ser ligada àquele local.

Luvas de látex revestiam sua mão quando ela se colocou a limpar as armas e, mais tarde, luvas de couro cobriram a borracha branca e maleável que revestia suas mãos. Colocou uma máscara cirúrgica e se posicionou atrás do carro enquanto o sol se punha.

Agora, tudo que ela precisava era se manter alerta até que o local fosse invadido. Eles provavelmente estariam em um grupo de dez, talvez até mais. Ouviu a porta de abrir e ergueu a cabeça para olhar por cima do capô do carro que servia de abrigo para si. Colocando a arma cuidadosamente apoiada sobre o local, puxou o gatilho quando conseguiu uma boa mira de um dos olhos de um dos homens, vendo-o cair no chão com uma pancada seca.

Os outros apenas olharam para a movimentação, surpresos, tentando perceber de onde viera o tiro. Hela então efetuou mais dois disparos quando teve a chance de fazer novas vítimas, uma delas estava ajoelhada ao lado da primeira, a outra, tocava o ombro da vítima ajoelhada. Três, de uma quantidade que ela desconhecia, estavam no chão. Ouviu um disparo ser efetuado contra o carro. E outro. E mais outro.

De repente, o carro até estremecia com a quantidade de capsulas que eram absorvidas por ele. Fechou os olhos, cobrindo a cabeça por instinto enquanto lampejos esporádicos e sons ensurdecedores tomavam conta do galpão. Ela se ajeitou de modo que sua cabeça ficasse protegida atrás dos vidros blindados, conseguindo a melhor mira possível para atirar.

Alguns disparos eram certeiros e o som de corpos indo de encontro ao chão frio o galpão se tornava cada vez mais alto. Um tiro pegou de raspão em sua mão, fazendo um rasgo na luva de couro que ela usava. Eles possivelmente tinham óculos de visão noturna e não era possível saber quando ela atirava de fato visto que o barulho das armas deles encobriam o barulho mínimo da pistola que Hela portava.

Perdeu um pouco da noção do tempo enquanto cada novo homem caía com um tiro certeiro. Vez ou outra o barulho de tiros era substituído pelo barulho de um pente vazio caindo no chão e um pente cheio sendo recolado. Um tiro atingiu em cheio seu ombro esquerdo, o que a fez levar a mão até o pingente que tinha em seu pescoço. Uma luz verde irradiou do amuleto e o tempo pareceu parar. Ela sentia que a bala havia atravessado.

Ainda havia cerca de cinco homens ali e o sangue molhava sua camisa mais do que depressa, ela manteve a mente focada, embora sentisse uma dor aguda, latejante e intensa. Como se tivesse apagado um cigarro em sua carne exposta. Atirou nos olhos de dois deles enquanto o tempo continuava lento, mirou no pescoço de um terceiro e viu a bala o atravessar rapidamente, atirou entre os olhos do quarto e no joelho do quinto no exato momento em que o tempo voltou ao normal.

Por instinto, o homem levou as mãos ao joelho quando caiu no chão, Hela ainda tentava conter o próprio instinto de cobrir seu ferimento. Um suspiro pesado passou por seus lábios quando ela se aproximou do homem e o olhou nos olhos enquanto ele esticava a mão por ter pensado em recuperar a arma e Hela puxava o gatilho. Soltou o pente vazio e tirou as luvas de couro, permanecendo com as de látex.

Levou a mão até o ombro, pressionado o furo e saiu do galpão, vendo que Rafael já estava estacionado ali em frente. Ele rapidamente limpou o local e o cobriu com gaze, ajudando Hela a tirar a roupa suja. A semideusa pegou os produtos de limpeza que havia compro somente para limpar o próprio sangue caso se ferisse.

Hela se sentiu nauseada ao ver os corpos e o sangue. Sangue esse que tocava seus pés. Podiam sentir a repulsa de si mesma cada vez mais aguda. O que acabara de fazer?

Suas pernas falharam e ela caiu no chão. A calça absorvendo o sangue, suas mãos também estavam úmidas. Vermelhas. Olhou para Rafael. Ele permanecia em choque ao lado da porta do imóvel, o galão em uma das mãos. Não ousou dizer nada. A garota jogou o produto que destruiria suas hemácias e DNA pelo chão ao seu redor e se colocou de pé, respirando fundo.

Estava desmoronando. Estava cedendo. Cada pequena parte de si. Cada boa parte de si. Quebrando e partindo-se como se não fosse nada. – Destrua os celulares deles. Eu vou dar um jeito nessa bagunça. –  Quando sua voz saiu, não era a mesma Hela que saíra de Nova Roma quem falava.

Antes de voltar para São Francisco, ela parou em um rio, perto de um estado que, normalmente, ela não passaria para chegar até a Califórnia, e jogou a arma que usara nos assassinatos ali, assim como algumas roupas.

Continuou dirigindo por mais algum tempo antes de livrar do resto e, sempre que olhava pelo espelho retrovisor, tinha a impressão de ver o galpão ardendo em chamas.

Ainda não se conhecia. Não conhecia o que tinha se tornado. Ela definitivamente não era mais a mesma pessoa.

Não a namorada carinhosa de Pipper. Ou a amiga preocupada de Alexis. Ou a jovem líder que sempre se colocava na linha de frente para defender quem amava. Ela ainda não sabia quem era agora. Talvez jamais viesse a descobrir que era agora. E talvez não gostasse nada de descobrir. Porque talvez, só talvez, sua nova versão fosse ainda pior do que aquela que chegara no Acampamento Meio-sangue.

Ao avaliador:

Essa foi uma missão para mostrar um pouco do lado mortal da Hela e trabalhar também este lado da personagem. Essa missão se passa depois do ataque a Nova Roma e Hela se encontra em uma tentativa de refazer o próprio psicológico depois de sua "falha" com os companheiros de batalha. Ela também decide se aliar a romana, Evie Farrier, em uma tentativa de derrubar A Seita e reduzir os perigos para os semideuses. Essa parte da missão foi finalizada, mas ainda haverá mais peças nessa parte da trama da Hela e a necromante pretende se aliar a mais pessoas.

Se possível, eu gostaria desse item (embora eu não tenha pretensão de usá-lo no acampamento e será mais para uso externo visto que ela passará tempo no mundo mortal):

• Glock G28 [ Uma pistola calibre .380 com capacidade de dez (10) tiros por carregador, é uma pistola que, descarregada, pesa pouco mais de meio quilo sendo, também, pequena, o que a torna fácil de portar e esconder. | Acompanha sempre três carregadores cheios por missão/narrativa e fica inutilizada pelo restante da mesma ao acabar as balas. ]

Lembrando que os Estados Unidos possui uma grande cultura de armas e muitos estadunidenses têm porte de arma, armas em casa e ensinam aos filhos como usar, sendo assim a explicação de como a Hela conseguiu a arma é bem clara: ela pegou uma arma que pertencia ao pai.


Hela:

Itens levados.:

No corpo:

+ Colar de contas do Acampamento.

• Arsenal [Anel brilhante com uma pedra preciosa, esbranquiçada e minúscula em seu centro | Aço | . Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança) | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ].

• Espirito ancestral [Gargantilha de prata com um pingente de ampulheta. | Quando o semideus tiver a mente tomada por ilusões de um inimigo, o espirito é ativo, toma a mente do semideus e a limpa até deixa-la clara novamente, podendo ser usado uma vez por narrativa. | Prata. | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status 100%, sem danos. | Mágico. |Evento “O passado, presente e futuro”.]

• Cupid Ring [Um anel de ouro com um fino fio vermelho cortando o centro do aro, na parte interna das alianças há a frase "A mais doce das minhas memórias" e as iniciais de Kang Pipper logo após o fim da frase. Possui Thurisaz e Raidho gravadas uma ao lado da outra. | Traz proteção a quem usa pelo fato de possuir a runa Thurisaz e faz com que o casal que a usa possua uma forte ligação. | Ouro | Sem espaço para gemas| Beta | Status 100%, sem danos | Mágica  | Loja de Afrodite, encantadas por Hela A. Deverich]

• Mørk [ Aros feitos de ouro branco com três pequenas ametistas incrustadas no centro onde, ao lado das pedras, é possível ver entalhes da serpente Jörmungandr à direita e de um trevo de quatro folhas à esquerda (representando o lado nórdico de Hela e o lado cigano de Pipper), na parte interna das alianças encontra-se gravado apenas os nomes das jovens em uma caligrafia fina e delicada. | As alianças permitem que as semideusas tenham uma ligação mental, podendo se comunicar por pensamentos independente de onde se encontram e também podem alertar quando uma das duas se encontra em iminente perigo, dando a chance de que uma vá ao socorro da outra. | Ouro Branco e Ametista | Hela e Pipper ]

• Amuleto “Of the fates” [Um amuleto de ouro aparentemente comum, com uma pedra de jade em seu centro, que quando ativo, fica com uma aura brilhante, assumindo sua forma mágica. | Quando usado, faz com que tudo ao seu redor diminua o tempo, ou seja, o tempo para o usuário do amuleto continua normal, mas o cenário ao redor, e para as pessoas presentes nele o tempo fica muito mais lento. O efeito dura apenas um turno, e depois disso entra no modo de espera, ou seja, é preciso aguardar outros cinco turnos para ativa-lo novamente. | Arambarium e Ouro | Não possui espaço para gemas | Alfa | Status 100% não apresenta danos |Mágico | Conquistado no evento: A mente liberta]

Girl on Fire [ Jaqueta de couro feminina. Seu corte predomina curvas e o tecido é liso, não apresenta grandes detalhes por ser uma peça para promover mistério, luxo e elegância. | Efeito 1:  Tem resistência a fogo, ataques relacionados a esse elemento perdem 70% da eficácia, diminuindo o dano na mesma porcentagem sobre o usuário. | Efeito 2: Tem efeitos regenerativos, portanto, caso rasgue, fure ou qualquer coisa semelhante, o tecido se remonta e se regenera depois de 2 turnos. Durante esses dois turnos em que a jaqueta está danificada, o efeito do fogo é reduzido em 30%.| Tecido mágico | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados]

Na mochila:

Consumíveis:
+ Pastilha restauradora: Uma cartela de prata com 8 pastilhas presas. Possuem uma coloração dourada bem clara, e emitem um brilho esbranquiçado que aparenta ter um conteúdo duvidoso, quando na verdade faz o inverso. As balinhas contidas nessa cartela tem propriedades restauradora, que faz com que o semideus que ingerir a balinha recupera 20 de HP e 20 de MP em sua barra instantaneamente. Em contrapartida, não é possível ingerir mais de duas balas por vez, ou as pastilhas terão um efeito reverso, fazendo o semideus perder HP e MP, ao invés de recuperar. | Usos: 2/10 (presente de Zeus)

+ Poção de cura: Serve para regeneração rápida, qualquer ferida, ou veneno ingerido pelo semideus, será curado pela poção, e além disso, a poção ainda recupera 50% do seu MP/HP. (Só pode ser usada uma única vez).

+ Pílulas de Energia [Uma caixinha com 3 pastilhas esverdeadas com gostinho de abacaxi. Uma pílula dessas ingerida serve para reanimar o semideus completamente, o mantendo acordado por mais 48 horas, e restaurando suas energias em 100%, ou seja, a força, a agitação será tudo renovada, e o cansaço desaparecera por completo do corpo | Resistência: Sigma | Status 100%, sem danos | Mágico | Encantado por Pandora]


Armas e Itens:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

• Cantil mágico [Um cantil atribuído a deusa Nike (abençoado) que contém um líquido claro inacabável que recupera vida e força durante um combate ou uma luta. | Recupera 15 de HP e MP. Só pode ser usado uma vez por narrativa. | Desconhecido. | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status 100%, sem danos. | Mágico. | Roleta.] (Usei isso no meio do combate para "aliviar" a situação da Hela.)

• Guardião dos sonhos [Para aqueles que veem de longe apenas um pedaço de giz nas mãos de um semideus, um giz feito de material completamente transparente. Nas mãos de seu portador, um cajado repleto de magia. | Ao toque do semideus o pequeno pedaço translúcido transforma-se em um cajado completo, quase do tamanho de seu portador, com um brilho arroxeado, ou azulado – a cor fica a critério do dono – e um cristal em seu topo. O Cajado solta faíscas brilhantes, e amplia o controle do semideus sobre seus poderes, ou seja, torna seus ataques mágicos mais precisos, dando equilíbrio ao seu portador. O Artefato está coberto de runas de equilíbrio, pensamento positivo, e perseverança, o que permite foco em batalha. Seu nome foi dado de acordo com sua propriedade, pois o cajado é capaz de captar os sonhos presentes em outro ser, e estimular a mente do inimigo com imagens de tais sonhos, de forma a distrai-lo por pelo menos dois turnos, dando chance ao portador de atacar. | Desconhecido. | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status 100%, sem danos. |  Mágico. |Presente de Hécate.]

• Faca de Caça [ Uma faca de caça feita em ouro imperial. Sua lâmina é curta, tendo cerca de 20cm, e seu cabo se encaixa perfeitamente na mão do usuário, dando equilíbrio perfeito para um bom manuseio. A faca possui uma ligação com o dono e, não importa onde foi perdida, sempre reaparece ao seu lado. | A arma contém a lâmina envenenada, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de envenenar caso atinja a corrente sanguínea causando -15HP por 4 turnos. | Ouro imperial | Espaço para uma gema simples. | Beta | Status 100%, sem danos. | Épica | Nível 5 | Quando o passado revive.]

Poderes e Habilidades:

Poderes dos Necromantes:

Poderes passivos:

Nível 2
Nome do poder: Desavenças Naturais  
Descrição: Como Necromante de Érebus você nutre certa desavença por filhos de Hades, Zeus e Nyx. Pois tais Deuses foram os responsáveis por prender Érebus no tártaro – apesar de Nyx ser irmã gêmea e esposa de tal Deus primordial. Vale ressaltar que o sentimento de implicar e/ou tirar sarro existe, mas cabe ao semideus segui-lo ou não.  
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nível 5
Nome do poder: Desejo de Vingança.
Descrição: Movidos pelo desejo de vingança do próprio Érebus, os semideuses são capazes de nutrir profundas desavenças com os filhos de Nyx. Muitas vezes tal raiva e desejo de vingar não possuem motivos sólidos. Vale ressaltar que o sentimento de implicar e/ou tirar sarro existe, mas cabe ao semideus segui-lo ou não.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nível 7
Nome do poder: Sensibilidade II
Descrição: Em tal nível o semideus é capaz de, em contanto com a escuridão, sentir os sentimentos daqueles que o rodeiam (incluindo monstros capazes de sentir e Deuses). Torna possível também que, o semideus consiga visualizar, por alguns segundos, quais sentimentos serão sentidos em um futuro proximo de um minuto. Porém cabe ao narrador determinar as limitações do poder.  
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Cura Sombria.
Descrição: Ao entrar em contato com as sombras (é necessário um ambiente escuro, como um quarto durante a noite etc) automaticamente os necromantes sentem-se melhor, passando ter o corpo curado. Porém em tal nível é impossível curar ferimentos grandes ou cortes profundos. É necessário ressaltas que sombras criadas pelo próprio semideus não irão cura-lo. +10 hp por turno.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 8
Nome do poder: Controle Emocional.
Descrição: O semideus torna-se capaz de colocar as próprias emoções sobre controle, principalmente com a chegada da noite, entretanto tal poder ainda é bastante descontrolado. Isso, no entanto, não significa que o semideus irá esconder as emoções. Apenas irá controlar o medo que sente, por exemplo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 9
Nome do poder: Domínios Inimigos
Descrição: Com a chegada da noite terrestre os Necromantes de Érebus sentem-se constantemente observados e desconfortáveis, apesar da escuridão. Pois trata-se dos domínios de Nyx.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Fraqueza imunológica
Descrição: O sistema imunológico dos necromantes é resistente, de maneira que, caso envenenados, o efeito será retardado. Entretanto toxinas mais fortes irão derruba-los da mesma maneira e rapidez.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Ocultação
Descrição: Em situações onde o semideus se sente ameaçado ele torna-se capaz de ocultar as próprias emoções, como o vazio.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Sua presença ainda poderá se sentida, entretanto suas emoções não serão desvendadas.

Nível 15
Nome do poder: Olhos dos Cosmo III
Descrição: Os Necromantes de Érebus já não são afetados visualmente por explosões de porte grande ou exposição dos atros (tais como Lua, Sol). Porém apenas seus olhos não se afetam, já que os poderes relacionados as sombras são reduzidos na presença de astros luminosos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 18
Nome do poder: Ponto Fraco II.
Descrição: O necromante é capaz de, ao entrar numa batalha durante a escuridão, conseguir identificar possíveis pontos fracos do seu inimigo. Em tal nível o semideus consegue identificar possíveis três pontos fracos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 20
Nome do poder: Trucidar
Descrição: Ao entrar numa batalha o necromante se torna capaz de lidar com danos físicos com uma facilidade maior, aguentando determinados danos sem se desviar do seu foco.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 23
Nome do poder: Benção da Escuridão.
Descrição: Quando o necromante está no mais completo breu sua força e velocidade são melhorados.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +15% em força e velocidade.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 25
Nome do poder: Perícia com Foice e Correntes VIII.
Descrição: Os Necromantes de Érebus possuem uma facilidade natural com o manejo de tais armas, podendo rapidamente usá-las em uma ofensiva quanto na defensiva.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +50% de assertividade no manuseio de Foices e Correntes.
Dano: + 45 de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.
Extra: Nenhum.

Nível 27
Nome do poder: Sentidos aguçados II
Descrição: Quando a escuridão é estabelecida o semideus poderá ter seus sentidos (com exceção da visão) aguçados, sentindo cheiros com maior facilidade etc. Entretanto o necromante não irá se tornar um rastreador nato, por exemplo.
Gasto de Mp:
Gasto de Hp:
Bônus: +30% em todos os sentidos.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 30
Nome do poder: Respiração Sombria IV
Descrição: O semideus torna-se capaz de suspender a respiração por um longo período de tempo (até quatro horas), porém tal habilidade pode torna-se falha quando o semideus está em domínios além, como o tártaro.
Gasto de Mp: Nenhum..
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 40
Nome do poder: Visão das trevas IV
Descrição: Em tal nível o filho de Érebus irá conseguir enxergar normalmente na escuridão conseguindo identificar perfeitamente até cem (100) metros. A visão do semideus, mesmo se o mesmo possuir algum problema como miopia, na escuridão ele irá enxergar como se seus olhos fossem perfeitos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 45
Nome do poder: Emoções III
Descrição: Quando a escurição é estabelecida os necromantes de Érebus poderão não ser afetados por ataques mentais ou emocionais, entretanto há um risco de falha a depender do estado emocional do necromante.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +30% de Resistência a ataques mentais.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Perícia com Lâminas IV.
Descrição: Nesse nível os afiliados de tal Deus desenvolvem uma pericia com lâminas em geral, independente da arma.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +50% de assertividade no manuseio de lâminas.
Dano: + 50 de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.
Extra: Tal poder não pode ser combinado ao poder denominado "Perícia com Foice e Correntes".
Poderes ativos:

Nenhum.
Poderes de Hécate:

Poderes Passivos:

Nível 1
Nome do poder: Detector de Magia
Descrição: Filhos de Hécate/Trivia sentem quando se aproximam de uma natureza mágica - seja outro filho de Hécate/Trivia, um feiticeiro, item mágico ou criatura que esteja sob o efeito de algum encantamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre sabem quando estão na presença de outra pessoa com magia, item, ou monstro.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Língua de Cobra
Descrição: O semideus possui certa afinidade com cobras, e eles o respeitam. Ele consegue se comunicar e entender o que as serpentes falam, mas não podem dar ordens, apenas conseguir informações.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem extrair conhecimento ou informações ao falar com esses animais.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Amante da Lua
Descrição: Durante a noite, o filho de Hécate/Trivia tem seus poderes mágicos aumentados de acordo com a luz da lua, ou seja, quando mais intensa ela for sobre o semideus, mais poderosos seus feitiços serão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força em seus feitiços.
Dano: +10% de dano se o feitiço acertar o oponente.

Nível 7
Nome do poder: Comunicação Lupina
Descrição: Tendo como progenitora divina Hécate/Trivia, que tem certo controle sobre os lobos, os filhos desta deusa adquirem o mesmo dom da mãe. Podem comunicar-se mentalmente com eles e até pedirem certos favores. Os animais não lhe obedecem, mas escutam você e podem até ajuda-lo de alguma maneira, pois, lhe respeitam.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem lhe dar informações ou realizar pequenos favores se forem convencidos.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Sensitivo
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia são bastante sensitivos e possuem a capacidade de ler auras e emoções, estas se manifestam através de seus olhos que mudam de cor de acordo com quem se está lendo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Olhos Noturnos
Descrição: Os filhos de Hécate/Trivia enxergam tão bem no escuro quanto de dia, a noite não incomoda sua visão de fato, portanto, desde que a escuridão ao redor não seja algo magico, ou com efeito de cegueira e etc, o filho da deusa da magia irá continuar vendo normalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A escuridão normal não afeta a visão da prole da magia.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Descendente da Magia III
Descrição: Você andou praticando? O resultado do seu esforço e do seu treinamento lhe fizeram um feiticeiro experiente, e agora sua magia além de ter ficado mais forte, lhe tornou um bruxo experiente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  Ganha 20% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +15% de dano se os feitiços acertarem.

Nível 18
Nome do poder: Resistência a Magia
Descrição: O semideus possui uma resistência a magias de nível igual, ou até dois níveis acima do seu. Ex: Se o filho de Hécate/Trivia estiver no nível 10, níveis abaixo o afetarão menos, ou equivalentes, e pessoas até dois níveis acima dele, no caso nível 12, também terão um efeito menor. Acima disso, o filho de Hécate/Trivia ainda recebera todo o dano.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Qualquer magia ou feitiço lançado contra o filho de Hécate/Trivia, possui um efeito de 50% menor do que em outros semideuses.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder: Cura Noturna III
Descrição: Bastam os raios da lua ou as sombras para que seus ferimentos comecem a se fechar e criarem uma casca preta, como de uma ferida, feitas de pura energia negra, você aprendeu a lidar com elas, e agora as feridas mais fundas se fecham mais rapidamente, e as mais leves se curam por completo. Uma grande parte de sua energia também será restaurada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +40 HP e +40 MP
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Olhos multicoloridos.
Descrição: A prole de Hécate/Trivia possui a habilidade natural de modificar a coloração dos olhos de acordo com as emoções sentidas no momento, no entanto, é impossível controlar a coloração por mais que as emoções do semideus estejam controladas naquele momento. Sendo que a coloração base dos olhos de tais semideuses não modificam, no entanto há um brilho correspondente da cor dos olhos da prole.
Azul: Tranquilidade, serenidade e/ou harmonia.
Verde: Esperança, liberdade e/ou saúde.
Amarelo: Luz, calor, inveja e/ou otimismo.
Roxo: Espiritualidade, magia e/ou mistério.
Rosa: Romantismo, ternura e/ou ingenuidade.
Vermelho: Paixão, energia, ódio e/ou excitação.
Laranja: Alegria, vitalidade, prosperidade e/ou sucesso.
Marrom: Seriedade e/ou integridade.
Cinza: Neutralidade e/ou estabilidade.
Branco: Paz e/ou pureza.
Preto: Morte, medo, solidão e/ou isolamento.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: As proles de Hécate/Trivia conhecem o significado, logo apenas outro semideus filho de tal prole poderá identificar seus significados. +5% de dano ao executar feitiços com a coloração roxa nos olhos.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Criadora de Poções I
Descrição: O semideus aprende a criar e desenvolver poções próprias, estudando com afinco e aprendendo a divisão de ingredientes, suas propriedades e magnitudes, podendo criar coisas mais fortes, únicas e realmente poderosas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poções feitas por filhos de Hécate/Trívia são 20% mais potentes.
Dano: Em caso de venenos, ou poções que causam dano, as poções realizadas por filhos de Hécate/Trívia ganham um bônus de +15% de dano.

Nível 30
Nome do poder: Clarevidência III
Descrição: O dom chegou ao seu ápice. Você apenas se sente cansado - desde que o use com moderação - e pode ver de forma mais definida o futuro além de poder voltar para qualquer momento do passado, além de agora exigir apenas plena concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Pericia com Punhais III
Descrição: Você se tornou um mestre no manejo de punhais, essa arma em suas mãos, não é apenas mortal, mas também perfeita. Você consegue usa-la para diminuir seu gasto de energia, e acertar pontos críticos com ela.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio de punhais. Consegue diminuir o gasto de MP desde que use o punhal para realizar os rituais de sangue. A MP então será reduzida pela metade, sendo que, se o gasto era de 20, gastara apenas 10.
Dano:  +20% de dano se o inimigo for acertado pela arma do semideus.

Nível 50
Nome do poder: Progresso em rituais
Descrição: Magia é poder, e quando envolve rituais de usuários e varinhas, isso fica ainda mais forte. O filho de Hecate/Trivia, trabalha para desenvolver sua magia e fica mais forte, potencializando seus atributos e indo muito além do esperado. Ao desenvolver o progresso de rituais, também consegue realiza-los fora do tempo, isso permite ao semideus conseguir realizar qualquer ritual independente da lua no céu, porém, seus rituais terão uma força diminuída em 50% se forem realizados fora do período equivalente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode realizar rituais fora do período da lua exigido, porém a força do poder é reduzida em 50%.
Dano: Nenhum

Nível 60
Nome do poder: Pericia com Varinhas IV
Descrição: Você se tornou um bruxo poderoso, um feiticeiro impressionante. A varinha sempre foi a arma perfeita para o seu personagem, e agora que sabe disso, pode usa-la com uma precisão impressionante, usando em batalha para atacar e se defender, e ainda lançando feitiços para todos os lados, poupando assim uma grande parte de sua energia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade ao lutar com essa arma. O semideus que usar a varinha para executar o feitiço, reduzindo o gasto de MP pela metade, assim sendo, um feitiço que gasta 10 MP para ser realizado, na posse de uma varinha só gastaria 5 MP. (O semideus deverá lançar o feitiço pela varinha, ou o gasto ainda será o mesmo).
Dano: +20% de dano se for acertado pela magia executada pela arma do semideus.
Poderes ativos:

Nenhum.

[/color][/color]
avatar
Hela A. Deverich
Lider dos Necromantes
Lider dos Necromantes

Mensagens : 1013
Idade : 20
Localização : xxx

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [CCFY] Hela Ahn Deverich - Alma Mortal

Mensagem por Juno em Qui Jul 26, 2018 10:47 pm


Abramov Levitz


Método de Avaliação


Valores máximos que podem ser obtidos
Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 20%
Criatividade: 30%
Total de XP que pode ser obtido: 20.000 10.000

Resultado obtido:
Enredo e coerência de batalha: 45%
Gramática e ortografia: 17%
Criatividade: 30%

Comentários:

Você conseguiu me deixar bastante curiosa sobre a trama da sua família e os próximos passos da sua personagem. Além disso, a ideia de desenvolver a parte mortal de Hela Deverich foi bem executada, sem exageros ou pontas soltas, e foi uma leitura bastante proveitosa. Costumamos ler histórias complexas que abordam o lado sobrenatural dos personagens, e você trouxe algo perfeitamente sintético e com boa desenvoltura no mundo mortal. Parabéns!

Vou pontuar abaixo apenas algumas coisas que vão ajudar você a melhorar o texto e também para lhe explicar os descontos que sofreu.

Sobre a história:
* Senti falta de um aprofundamento um pouco maior sobre Daniel Hunther, para compreendermos melhor porque ele abriu mão do seu cargo tão rapidamente. Mas entendo que nesse ponto posso ter perdido informações em outros momentos da trama de sua personagem, então isso não lhe causou um desconto de fato.
* O embate contra os agentes da Seita podia ter sido mais desenvolvido ou explorado. No evento Sussurros da Noite, foi explicado que a Seita tem uma proporção imensa, com diversas bases, semideuses que trabalham para eles, e um arsenal poderoso para os limites humanos. Por conta disso, acredito que a cena da troca de tiros não explora a proporção real da Seita.

Coisas gramaticais:
* Cuidado com repetições de palavras nos textos. Exemplos: ”E era ele o responsável por cuidar dela sempre que Jack se cansava dela” ou ”descendo do carro com os arquivos e pegou o elevador. Não demorou para
pegar o elevador”
.
* Resolvendo os erros com ênclise ou próclise: no começo de sentenças e orações, usa-se a ênclise. Caso contrário, sempre será uma próclise. Exemplo:
”Fechou a mala, a devolvendo para dentro do cofre”


RECOMPENSAS: 9.200 XP e dracmas +
• Glock G28 [ Uma pistola calibre .380 com capacidade de dez (10) tiros por carregador. É uma arma que, descarregada, pesa pouco mais de meio quilo, sendo também pequena, o que a torna fácil de portar e esconder. | Acompanha sempre três carregadores cheios por missão/narrativa e fica inutilizada pelo restante da mesma ao acabar as balas. | Não funciona nos acampamentos devido à proteção semidivina imposta nesses locais | Aço | Comum | Gama | CCFY Alma Mortal ]




Juno

avatar
Juno
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Mensagens : 206

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: [CCFY] Hela Ahn Deverich - Alma Mortal

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum