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[O Efeito de Sun Hee] Missões Fixas de Aislynn Prescott

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[O Efeito de Sun Hee] Missões Fixas de Aislynn Prescott

Mensagem por Aislynn Prescott em Sex Jun 01, 2018 11:05 am

Hora do Show!
"Tópico destinado às Missões Fixas de Aislynn"

“Aonde fica a saída?", Perguntou Alice ao gato que ria.
“Depende”, respondeu o gato.
“De quê?”, replicou Alice;
“Depende de para onde você quer ir...”


Alice no país das maravilhas - Lewis Carroll
「R」


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Aislynn Prescott
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Re: [O Efeito de Sun Hee] Missões Fixas de Aislynn Prescott

Mensagem por Aislynn Prescott em Sex Jun 01, 2018 11:47 am



Inocentes em perigo


Olhando para a cicatriz em seu abdômen esquerdo, Aislynn não pôde deixar de ficar impressionada. Há seis dias, neste mesmo lugar, havia um buraco feito por um ferrão, mas agora restou apenas uma linha clara. Lícia explicou que, devido ao soro de néctar junto à gota de um remédio restaurador, com o intuito de parar o efeito do veneno do escorpião, o seu corpo curou rapidamente. Ainda acrescentou que, provavelmente, algumas habilidades herdadas do meu pai também influenciaram no processo.

Abaixando a camiseta laranja após a retirada da atadura, esperou ansiosa para ser liberada. Desde que teve alta, sua amiga insistia em vê-la ao menos uma vez ao dia para averiguar se estava tudo certo e, principalmente, se Aislynn estava mantendo o repouso. Algo que não foi difícil, pois Quiron instruiu os instrutores de não a deixar participar das atividades que envolvem esforço, o que basicamente eram todas. Um completo exagero aos seus olhos, mas estava ciente que queriam apenas garantir seu bem-estar, era o jeito nada disfarçado de demonstrarem suas preocupações.  

— Tem certeza que não quer remover a cicatriz? — Lícia perguntou pela milionésima vez, o que a fez revirar os olhos. — Tenho, ela não me incomoda. Na verdade, é um lembrete. — Ao ver a expressão confusa no rosto da enfermeira mirim, Aislynn não pôde deixar de sorrir e explicar. — Algo pra nunca me esquecer do que sou capaz. — Sempre que a olha, lembra o que realizou. Talvez, quando recomeçasse a duvidar de si mesma, saberia onde buscar forças. Não pareceu ficar 100% claro na cabeça de Lícia, mas Aislynn já estava descendo da cama, indicando que era o suficiente, afinal, tratava-se de algo que apenas ela compreenderia.

Estava feliz de não precisar usar a proteção em sua ferida, aquilo tornou-se um obstáculo para tomar banho. Além disso, estava louca para voltar à ativa. Talvez realmente estivesse louca por sentir falta da adrenalina proporcionada pelas aulas. De qualquer forma, era melhor do que apenas exercitar-se com atividades simples diariamente, para manter o corpo em movimentado. Por fim, despediu-se da amiga e, sendo literalmente liberada, não precisando mais aparecer para checadas diárias, Aislynn saiu da enfermaria esperando que, na próxima vez que aparecesse por ali, fosse apenas para visitá-la ou ajudar em algo. Tudo, menos retornar como paciente.  

Assim que colocou os pés para fora, a semideusa notou que algo estava errado. O Acampamento estava mais movimento que o normal, não de uma forma boa, pelo contrário: os campistas recebiam notícias entregues por outros e, após expressões de espanto, corriam. Ela não conseguia ouvir por completo o que diziam nesses telefonemas sem fio, limitada a pegar frases soltas como "Roma" e "ataque". Franzindo o cenho por, até então, ninguém reportar a ela, a pequena, em meio àquele tumulto, parou alguém aleatório e questionou. — É Roma — o indivíduo começou a respondê-la com uma expressão espantada, como se não acreditasse no que estava prestes a dizer. — Está sob ataque.

Imediatamente a criança o soltou assustada, não podia acreditar no que acabara de ouvir. Até onde sabia, o lugar era tão protegido quanto o Acampamento meio-sangue, se não mais. Pelo que ouvia dizer, era um ambiente capacitado até para semideuses formarem famílias e viverem de forma pacifica na cidade. — A cidade. — Sussurrou pasma. No mesmo instante, começou a correr para o chalé 7 determinada, precisava ajudar de alguma forma, não ficaria parada enquanto inocentes eram mortos. Possuiu dificuldade para passar pela entrada, visto que existia um aglomerado de irmãos entrando e saindo com seus equipamentos e armas.  

Quando finalmente conseguiu adentrar, foi direto para seu quarto e começou a pegar seus itens: colocou a mochila nas costas, a faca na bainha, sem esquecer de agarrar seu belo arco pendurado na parede, em cima da sua cama. — Está na hora de trabalharmos juntos. — Sussurrou para ele. Será a primeira vez que o usará desde que o recebera após a missão. Quiron a informou que se tratava de sua recompensa, um presente adquirido através de seus esforços. A gravura Ἀπέλλων em sua lateral poderia ser um indicativo de quem o deu, mas jamais possuiria plena certeza.

Pronta, tratou de sair dali e direcionar-se para... não sabia. Como chegaria a um lugar situado tão longe em tão pouco tempo? Observou filas se formando perto da Casa Grande e não tardou a perguntar: —  O que está acontecendo?  — Na mesma hora, Jony ou Sony apareceu atrás da garota, respondendo-a. Ainda tinha dificuldade de diferenciá-los.  — Ora pequenina, é para entrar nos portais.  — Aislynn ficou ainda mais confusa.  — Não queria que corrêssemos até Roma não é mesmo?  — O outro gêmeo surgiu e os dois, unidos, correram. Como esperado dos filhos de Hermes, não entraram na fila, saíram cortando-a até, juntos, cada um pular em um dos portais e desaparecer.  

Vendo todo aquele teatro, não tardou a rir. Como podiam sempre estar de bom humor? Ela não sabia, mas realmente gostaria de ter o segredo. Parando com o distrativo, entrou em uma das fileiras à espera da sua vez. Após um tempo, compreendeu que os filhos de Hécate que ficaram responsáveis por abrirem os portais e teletransportar os semideuses. Sem perceber, a sua vez chegou e, reunindo toda a coragem, sentindo um frio na barriga por temer o que encontraria por trás daquela passagem, entrou. A paisagem ao seu redor se contorceu e se deformou.

Quando abriu os olhos novamente, havia chegado ao Acampamento Romano. Explosão, gritos, choros, fogo se alastrando, pessoas correndo para salvar as suas vidas, um caos completo. Não esperava que a sua primeira vez neste lugar fosse da pior forma. Há pouco, estava feliz por se livrar do curativo e, dessa forma, tendo o problema do banho resolvido. Jamais imaginou, seque em seus piores pesadelos, que estaria prestes a entra em uma zona de guerra depois disso.

Equipamento:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]  

• Mochila reversa [Uma mochila gasta com uma aparência maltrapilha, feita de um tecido que lembra um jeans escuro com retalhos de pano. Apesar de tudo, é bastante discreta, leve, e aparenta sempre estar cheia. |A primeira tentativa de fazer a mochila sem fundo – criada por Hefesto – deu totalmente errado. Dessa forma, essa mochila em vez de guardar itens, cospe itens – literalmente –. O semideus imagina algo que caiba dentro dessa mochila e “bum” esse item surge magicamente em seu interior. Acontece, que isso nem sempre dá certo, a mochila é conhecida por ser bipolar, o semideus pode imaginar um balde de pipoca e acabar ganhando um ferro de passar. O verdadeiro mistério, está em saber como convencer a mochila a te dar o item certo. | Tecido Mágico | Sem espaço para gemas | Beta. | Status: 100% sem danos | Comum | Arsenal do Acampamento]

• Arco [Um arco de ouro imperial com peso mediano possuinte de um cordão invisível onde ao se retesar, forma-se flechas luminosas de tons alaranjados. Segurando-a por muito tempo, é capaz de assistir a flecha escurecer proporcionando assim ao atirar o projétil, ver que ondas sonoras são capazes de se propagarem para auxiliar o semideus. Atirada inicialmente é capaz de manar ondas de 135 decibéis que fazem separar o vácuo, porém ao se aguardar um tempo relativo se concentrando na presa até sua ponta se avermelhar, a flecha será capaz através do som brando, vibrar os objetos e corpos a sua volta com 140 decibéis. Na sua lateral possui o nome do pai escrito no dialeto grego. | Efeito 1: Possui uma corda que aclama as flechas. | Efeito 2: Possui duas combinações de dois tipos de sons igualmente brandos. Todavia, a segunda opção poderá ser apenas destravada pelo semideus se não correr o risco de ser atacado por monstros ou humanos e possui o efeito de consequência por até dois turnos em eventos e um em missão. | Ouro Imperial | Espaço para um gema | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
Missão Fixa:
NOVA ROMA PEDE SOCORRO: Você não estava em Nova Roma no momento do ataque! Mas de alguma forma ficou sabendo do ocorrido e agora precisa chegar o quanto antes para ajudar os romanos. Todos que não vivem em Nova Roma ou no acampamento Júpiter devem postar nessa missão, ela está aberta a todos, mas aqueles que postarem essa fixa não poderão participar das duas primeiras rodadas dos MvPs. Recompensa Máxima: 500px e 500 dracmas.
Observações:
- Sony, Rony e Lícia são todos NPC's criados por mim.

- As passagens de tempo para o presente existente em alguns pontos, foram propositais.


Última edição por Aislynn Prescott em Sab Jun 02, 2018 6:36 am, editado 1 vez(es)


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Re: [O Efeito de Sun Hee] Missões Fixas de Aislynn Prescott

Mensagem por Aislynn Prescott em Sex Jun 01, 2018 9:28 pm



Macaco não!

Neste momento, via-se uma criança morena, com a respiração irregular, um arco em mãos, parada, olhando atordoada para todas as direções, sentindo-se completamente inútil em meio ao caos. Seu nome era Aislynn. Assustada perante a quantidade de desastres ocorrendo ao seu redor em tão pouco tempo, passou a mão pelos cachos. Era a primeira vez que se deparava com tantas tragédias, não sabia sequer como reagir ou o que fazer. — Precisa se controlar! — Ordenou. Fechou os punhos com força, fazendo questão de cravar as unhas na pele, o suficiente para a tensão voltar toda para aquele local. Ao abrir vagarosamente a mão, conforme retomava o controle de sua respiração, seu corpo começou a se acalmar. — Isso, relaxe garota. — Segurou seu arco, como forma de apoio. — Muito bem, agora por onde começamos? — Como resposta, Aislynn escutou um ruído que se destacou em meio aos demais. A semideusa virou o rosto na direção que acreditava ser a certa, mas via apenas entulhos e escombros. Parecia que um furacão havia passado pelas redondezas, antes fosse essa a causa do desastre. Começou a remover os escombros, principalmente quando não escutou mais o barulho. — Alguém? — Chamou, temendo que fosse a sua mente pregando uma peça. Um choro abafado voltou a ser possível de se ouvir, indicando que não estava maluca. — Estou indo! — Gritou de volta e continuou a procurar, ficando próxima do ruído que, a cada aproximação, ficava mais claro. Algumas pessoas passavam correndo, ignorando-a completamente, o que indicava que era a única que o pequenino podia contar.

Ao retirar algumas telhas, a semideusa deparou-se com uma pequena passagem entre os pedaços de construções. — Hey! — Berrou, podendo ouvir o seu próprio eco. — Mamãe? — Uma voz infantil e chorosa saiu do buraco. Aislynn sorriu, finalmente encontrou aquele que a chamava em forma de choro. — Não é a mamãe, mas posso levá-lo até ela. — Anunciou, tentando tranquilizar o pequeno. Enquanto isso, ela olhou ao redor na tentativa de avaliar a situação. A estrutura não aparentava segurança, pelo contrário, havia indicativos de que poderia ceder a qualquer momento. Ou seja? Tinha pouco tempo. — Levar na mamãe? — Perguntou, após fungar o nariz. — Isso, um lugar seguro que ela poderá te encontrar. — As palavras saíram com um pouco de esforço, visto que estava tentando liberar espaço para poder caber no buraco estreito. Para a sua surpresa, ao retirar os destroços, acabou revelando uma escada vertical, como se o lugar fosse um refúgio, ao menos no passado. — Mas voz bonita, está escuro, como vou sair daqui? — Riu ao ouvir como ele a chamou. Para resolver aquele problema, colocou o arco em suas costas, pegou um pedaço de madeira e resto de roupa que estavam jogados em meio aos entulhos, tratou de envolver o pano no topo da tora que pegou e, após esse processo, concentrou-se em sua mão livre.

Pouco tempo depois, a palma ficou vermelha e, quando acreditou ser suficiente, a colocou em cima do pano. Como resultado, obteve uma tocha improvisada. — A voz bonita vai dar um jeitinho. — Brincou antes de adentrar naquele ambiente. Precisava ser rápida, ou o resultado não seria o dos melhores. — Está vendo a luz? — Perguntou enquanto adentrava cada vez mais, com a tocha na frente, olhando por todas as direções. Infelizmente, o que encontrava limitava-se a escombros, um corredor sem fim e zero menino. — Não... — a fala infantil a respondeu tremula, voltando a ficar chorosa e, inesperadamente, um berro de choro recomeçou. — Ei amiguinho, não fique assim! — Pediu em uma tentativa fraca de acalmá-lo. — Voz bonita! — Gritou animado ao vê-la, com a voz fanha devido ao recém-choro. Aislynn ficou contente por encontrá-lo, e o correspondeu com um sorriso. — Aí está você, pequeno chorãozinho. — Sussurrou, agachando-se para pegá-lo com sua mão livre. O garotinho não parecia ter mais do que cinco anos, seu cabelo estava repleto de sujeira assim como suas roupas. Ele não conseguia sair, pois estava em um cercadinho feito para crianças. O pequenino aceitou o colo sem pestanejar. Finalmente libertando-se da mini prisão. — Eu não sou chorão. — Falou sério, fazendo até mesmo bico e cruzando os seus pequenos bracinhos. — Ah não? Então como posso te chamar? — Perguntou enquanto retornava para a saída, não podendo evitar um sorriso contente por finalmente achá-lo.

— Leonard. — Falou firme, enrolando suas mãos no pescoço da semideusa para se segurar. — Muito bem Sr. Leonard, está na hora de sairmos deste túnel. — Gostando da forma que ela o chamou, o garoto assentiu com determinação. O que foi fofo aos olhos de Aislynn, ainda mais com seu nariz escorrendo e com as bochechas ainda repletas de lágrimas que estavam começando a secar. Antes que pudessem chegar ao fim do corredor, um tremor começou, balançando toda a estrutura. Imediatamente soltou a tocha e protegeu a criança, utilizando seu próprio corpo, pois previa que o lugar não iria aguentar. Ele era a sua prioridade. Pedaços do teto começaram a cair e o fogo produzido pela tocha começou a se alastrar. O tremor parou, mas um problema maior se formou. "Ai não", pensou ao correr com a criança nos braços para a saída bloqueada. — com medo. — Leonard anunciou, ao mesmo tempo em que apertou ainda mais o pescoço da semideusa e se encolheu em seus braços. — Vai ficar tudo bem, nós vamos sair dessa. — Aislynn falou, muito mais para si do que para ele. Principalmente quando, ao virar, se deparou com o fogo que crescia mais e mais, impedindo-os de procurar outro meio de sair. Sem demora, a semideusa fechou os olhos e começou a imaginar um macaco hidráulico pequeno o suficiente para ter em sua mochila. Dessa forma, poderia tentar alavancar os escombros para, quem sabe conseguir uma abertura a tempo.

— Sr. Leonard, poderia abrir a mochila mágica para nós? — Pediu tentando manter a voz calma enquanto observava o fogo aumentar. — Mágica? — Leonard sussurrou em seu cangote, levantando a cabeça para encará-la. Aislynn ficou preocupada ao ver o rostinho repleto de suor do garoto. Assentiu para ele, deixando-o todo feliz antes de fazer o que foi solicitado. Assim que abriu a mochila Leonard soltou uma risada gostosa, a semideusa permaneceu sem entender o que ocorria. Afinal, o que tinha de engraçado em um macaco hidráulico? — Sério?! — Exclamou quando viu um animal andando pelos entulhos, louco a procura de uma saída. Estava assustado por causa do fogo e por isso mantinha-se agitado, o que divertia ainda mais a criança no colo da filha de Apolo. — Não era esse macaco. — Choramingou, mas agora estava feito. Uma semideusa, uma criança e um macaco iriam morrer queimados ou sufocados.

Para a sua surpresa, o macaco começou a gritar desesperado. Ela voltou a olhá-lo, temendo que desse uma de louco e atacasse os dois. Mas era só o seu jeito de expressar alegria por encontrar finalmente uma fresta entre os escombros. — Estava errada na contagem. — Concluiu ao vê-lo escapar e Leonard bater palma com o ato. — Estamos salvos, voz bonita, estamos salvos! — Aislynn estava prestes a corrigi-lo, dizendo que apenas o macaco se salvou, mas, para a felicidade de todos, o macaquinho, ao sair pela abertura encontrada, conseguiu derrubar alguns empecilhos, desfazendo um pouco o bloqueio, o suficiente para fazer um buraco para ao menos Leonard passar. — Ótimo, Sr. Leonard- — Antes de terminar, um desespero bateu: a criança começou uma crise de tosse. Não tardou para ela começar também por conta da fumaça que, não tendo para onde ir, começou a sufocá-los. Sem dizer mais nada, Aislynn o levantou e o colocou na fresta, Leonard rapidamente começou a engatinhar para o lado de fora, com a ajuda de algumas empurradas feitas pela semideusa. Não tardou para fazer o mesmo, como era alto demais para a sua estatura, apoiou-se em uma pedra e começou a fazer força nos braços para sair. Antes que pudesse ter ao menos a cabeça para fora, um novo desabamento começou deixando-a apavorada. O fogo estava enfraquecendo o que quer que mantinha aquele lugar ainda em pé. Começou a ouvir o choro desesperado do garoto que não a via subir. — Saia de perto Leonard! — Conseguiu gritar, antes de acabar se desequilibrando e soltando as mãos do lugar que apoiava. Fechou os olhos a espera da queda que não veio. Por sorte, sua mão estava sendo segurada por outra. Não conseguia visualizar o dono dela e muito menos tinha tempo para pensar sobre.

Rapidamente começou a fazer esforço para sair daquele lugar que estava prestes a desabar. O desconhecido a ajudou até finalmente está livre daquele buraco. Saiu de perto da entrada, pegando a criança consigo antes de tudo cair fazendo um belo estrago, destruindo qualquer chance de entrar lá novamente. Tentou ver o salvador da vez, mas ele já estava de saída, tendo que contentar-se em ver apenas a sua silhueta entre a fumaça, distanciando-se cada vez mais. Leonard chorava, assustado pelo ocorrido e Aislynn começou a fazer caricias em sua cabeça. — Está tudo bem, você foi um rapaz forte, muito forte. — Sussurrava. Conforme foi se acalmando, a semideusa começou a levantar, com um pouco de dificuldade. Os dois estavam repletos de arranhões e ferimentos leves, mas nada grave. De qualquer forma, precisava levar o garoto para um lugar seguro, onde poderia ser bem cuidado e protegido. Olhou em volta em busca de refúgio, o que não foi fácil diante de tanto perigo à solta. Começou a caminhar sem rumo, antes de finalmente avistar um grupo de refugiados que aparentavam receber assistência e proteção. — Estamos quase lá amiguinho. — Falou, caminhando ainda com ele em seus braços. Não deixou de olhar ao redor para não ser pega desprevenida, sendo que uma vez ou outra, tinham que se esconder de alguns semideuses nada amistosos ou goblins que circulavam pelas bandas. Preferia evitá-los a enfrentar, o garoto era a prioridade no momento. Finalmente chegaram em segurança no refúgio. — Prontinho, Sr. Leonard. — Disse soltando-o para deixá-lo ir nos braços do curandeiro, mas o pequenino se agarrou mais forte na semideusa.

— Quero ficar com você! — Um sorriso bobo surgiu nos lábios de Aislynn que o acariciou e o abraçou mais forte. Acabou apegando-se também a ele no pouco tempo que estiveram juntos, mas estava na hora de dizer adeus, havia outros que clamavam por ajuda. — Fique aqui com eles. Depois irei voltar para te visitar. — Falou, sem deixar de acariciá-lo. — Mamãe falou a mesma coisa... — a voz de Leonard foi de partir o coração, fazendo-a engolir seco, mas Aislynn precisava ser forte, pelos dois. — Por isso você deve ser o Sr. Leonard e nos esperar aqui. Já pensou aparecermos e não ter ninguém para nos receber? —Aos poucos, ele afrouxou suas mãos e a olhou com os olhos lacrimejando. — Você tem razão. Vou esperar vocês, como um homem! — Aislynn ofereceu seu dedo mindinho, foi aceito pelo dele que entrelaçou no seu em meio a uma fungada de nariz repleto de catarro. Juntos fizeram uma promessa silenciosa antes de finalmente serem separados. A semideusa não desviou o olhar enquanto o via se distanciar, aquele rostinho repleto de terra, pó e suor se foi. Ela torcia para realmente o ver novamente. Um vazio ficou ao não o ter mais em seus braços, algo novo para a pequena que sequer conseguia dizer em palavras o que sentia. Apenas sabia que não gostou dessa sensação.

Equipamento:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]  

• Mochila reversa [Uma mochila gasta com uma aparência maltrapilha, feita de um tecido que lembra um jeans escuro com retalhos de pano. Apesar de tudo, é bastante discreta, leve, e aparenta sempre estar cheia. |A primeira tentativa de fazer a mochila sem fundo – criada por Hefesto – deu totalmente errado. Dessa forma, essa mochila em vez de guardar itens, cospe itens – literalmente –. O semideus imagina algo que caiba dentro dessa mochila e “bum” esse item surge magicamente em seu interior. Acontece, que isso nem sempre dá certo, a mochila é conhecida por ser bipolar, o semideus pode imaginar um balde de pipoca e acabar ganhando um ferro de passar. O verdadeiro mistério, está em saber como convencer a mochila a te dar o item certo. | Tecido Mágico | Sem espaço para gemas | Beta. | Status: 100% sem danos | Comum | Arsenal do Acampamento]

• Arco [Um arco de ouro imperial com peso mediano possuinte de um cordão invisível onde ao se retesar, forma-se flechas luminosas de tons alaranjados. Segurando-a por muito tempo, é capaz de assistir a flecha escurecer proporcionando assim ao atirar o projétil, ver que ondas sonoras são capazes de se propagarem para auxiliar o semideus. Atirada inicialmente é capaz de manar ondas de 135 decibéis que fazem separar o vácuo, porém ao se aguardar um tempo relativo se concentrando na presa até sua ponta se avermelhar, a flecha será capaz através do som brando, vibrar os objetos e corpos a sua volta com 140 decibéis. Na sua lateral possui o nome do pai escrito no dialeto grego. | Efeito 1: Possui uma corda que aclama as flechas. | Efeito 2: Possui duas combinações de dois tipos de sons igualmente brandos. Todavia, a segunda opção poderá ser apenas destravada pelo semideus se não correr o risco de ser atacado por monstros ou humanos e possui o efeito de consequência por até dois turnos em eventos e um em missão. | Ouro Imperial | Espaço para um gema | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
Missão Fixa:
SOB OS ESCOMBROS: Você tentou salvar uma criança, mas ficou preso junto a ele sob pedaços de construções destruídas, não o bastante, diversas pessoas em desespero estão correndo ao seu redor, aumentando o risco de morrer pisoteado. Livre-se dos escombros e leve a criança para um local seguro.
Recompensa Máxima: 500 XP e 800 dracmas.
Poderes Ativos:
Nível 1
Nome do poder: Toque Quente
Descrição: As mãos dos filhos de Apolo/Febo são calorosas, macias e quentes. Se o semideus se concentrar o suficiente, será capaz de tornar as palmas das mãos vermelhas, e com elas, acender uma tocha. O fogo desse poder não se expande, pois ainda é pequeno, e também não causara estrago, mas pode iluminar um lugar escuro.
Gasto de Mp: 5 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum


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Re: [O Efeito de Sun Hee] Missões Fixas de Aislynn Prescott

Mensagem por Deméter em Sab Jun 02, 2018 2:24 pm


Nova Roma pede socorro


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP de Dracmas da missão: 500 XP e 500 Dracmas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 500 XP e 500 Dracmas



Sob os escombros


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP de Dracmas da missão: 500 XP e 800 dracmas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 500 XP e 800 Dracmas.

STATUS
HP: 190/190
MP: 185/190

Comentários:
Aislynn, cada vez que leio um texto seu, mais me impressiono com a sua capacidade maravilhosa de escrever! É uma leitura tão gostosa, prende muito a atenção, além de saber cumprir as missões com ótima estratégia e dedicação. Você tem um grande futuro, isso é bastante claro, não perca seu brilho nunca!

Parabéns!

RECOMPENSAS TOTAIS: 1.000 XP e 1.300 Dracmas

Atualizado por Febo!




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Re: [O Efeito de Sun Hee] Missões Fixas de Aislynn Prescott

Mensagem por Aislynn Prescott em Sab Jun 02, 2018 8:35 pm

 
Parte intima


Com um gosto amargo na boca, Aislynn deixou o refúgio sabendo que, até então, o pequenino estaria em segurança, mas... até quando? Suspirando, começou a andar e a mudar o foco de seus pensamentos, os colocou para lembrar algo que não era agradável aos seus olhos. Ela estava determinada a encontrar alguns semideuses desagradáveis que, enquanto escoltava Leonard, esbarrou. Foi obrigada a se esconder e assistir os malfeitores roubarem pessoas desacordadas. Não pôde fazer nada, pois chamar a atenção deles com uma criança no colo era a pior das ideias. Precisou se conter naquele momento, mesmo desgostando de testemunhar tanta covardia. Agora, não havia nada para impedi-la, finalmente podia fazer algo.  

Adentrou em uma rua quase deserta, com alguns corpos atirados no chão em meio aos entulhos e casas em ruinas. Pobres vítimas que não conseguiram escapar dos ataques. Infelizmente, nada poderia fazer por eles, mas conseguira pelos que ainda continuavam vivos, a espera de ajuda. Por hora, Aislynn se concentraria em ajudar os desacordados, estes que estavam impossibilitados de evitar serem roubados. — Um passo de cada vez. — Relembrou, caso não pensasse dessa forma acabaria em desespero, regredindo para o momento que chegou, incapaz de reagir ou fazer algo por outros. Buscou refazer os passos com cautela, sabia que provavelmente eles não estariam mais onde os avistou pela primeira vez, mas também tinha a consciência que não conseguiriam ir para longe em tão pouco tempo.  

Não precisou procurar muito, afinal, pessoas no chão era sinônimo de mais itens e dracmas para os urubus, e Aislynn estava prestes a descobrir isso. Assim que ouviu passos, a semideusa imediatamente saiu da rua, escondendo-se atrás de uma parede de tijolos. Retirou o arco de suas costas para preparar o ataque. Sua respiração estava acelerada, por mais que quisesse acabar com aqueles vermes, seria a sua primeira vez atacando pessoas e não monstros. Todavia, eles estavam tirando vantagens de indefesos, utilizando-os como mero produto de investimento pessoal, ignorando completamente que precisavam de assistência medica ou algo do gênero. Enquanto ela lutava com todas as suas forças para salvar uma vida, outros faziam o contrário, mesmo que indiretamente, um comportamento que não poderia ser perdoado. Alimentada por esse sentimento, Aislynn moveu alguns centímetros para o lado, o suficiente para obter ampla visão.

Suas vítimas ainda não apareceram, mas conseguia perceber, através do som dos passos, que eles estavam cada vez mais próximos e a qualquer momento estariam à vista. Tendo uma noção de onde estava o cordão invisível de seu arco, o tencionou. Uma bela flecha apareceu, era a primeira vez que ela a via, a luminosidade laranja do objeto era linda e combinava perfeitamente com o ouro do corpo do arco. Aislynn sorriu por conta do que vislumbrava, agradeceu em pensamentos a quem quer que a tenha recompensado. Voltando ao foco, a criança observou finalmente três sombras se aproximarem, sendo duas grandes e uma pequena. Precisava ter a certeza de que não acertaria inocentes, por isso aguardou mais um pouco. Aos poucos os donos delas apareceram, no centro deles havia uma menina com expressão radiante. Um sentimento semelhante a raiva percorreu o corpo da semideusa ao vê-la. Ela a reconheceu, principalmente por causa da toca preta com a estampa cinza de uma caveira. Jamais esqueceria o rosto da garota que roubava as pessoas indefesas, principalmente por conta de suas risadas irônicas que orgulhosamente fazia cada vez que pegava um item valioso.  

O sentimento que percorria as suas veias, era parecido com o que sentiu quando presenciou a falsa morte de Juanito. Aos poucos, Aislynn descobria que sua vontade de proteger não se limitava a apenas amigos, ia muito mais além. —  Dies irae.¹ — Começou a murmurar um canto, enquanto mirava na perna direita da garota. — Dies illa solvet saeclum in favilla, teste David cum Sybilla. — Ao fim do trecho da música, soltou a flecha. Uma onda sonora se propagou durante todo o percurso, ele se assemelhava a um tiro de arma, o que assustou os presentes antes do projetil finalmente prender no pé do seu alvo. Soltando um grito de imediato por conta da dor, a atingida olhou furiosa na direção do tiro. Aislynn não conseguiu impedir o sorriso que surgiu em seus lábios no momento que ela a viu impotente. A visão dela com a perna paralisada a agradou, mesmo que quisesse negar a sua expressão entregava. Estava satisfeita em deixá-la indefesa, parecida com as pessoas que ela roubava.  

— Peguem ela!  — Gritou para os outros dois ao seu lado que, até então, estavam bobos pelo que acabaram de ver. O grito foi o suficiente para fazê-los acordar e começar a correr na sua direção. Não tendo muito tempo, Aislynn esticou a corda de seu arco novamente e, concentrando-se ao máximo, ignorando o perigo em que se encontrava, mirou no braço do que vinha pela esquerda e atirou a flecha luminosa. Como anteriormente, um barulho incomodo para seus inimigos ecoou e, em seguida, um grito indicando que acertou novamente. Porém, dessa vez, ela não teve tempo para rir, pois o brutamonte restante veio para cima com uma espada que, com toda a certeza, era roubada. Notando o vulto pela direita, a semideusa agachou a tempo de sentir a arma cortar o ar por cima de sua cabeça. Como reação, segurou o arco com as duas mãos e atingiu com toda a força que possuía o calcanhar de seu inimigo, o desequilibrando e fazendo-o cair. Sem perder tempo, Aislynn chutou a mão que segurava a armada do rapaz, forçando-o a soltar a espada. Posteriormente, pisou forte em sua barriga e preparou mais uma flecha, deixando-a mirada na cabeça do verme. Ele tentou se mover para pegar a espada de volta, mas a semideusa o impediu ao dar um chute em seu rosto. — Nem tente, babaca. — Avisou.  

Acreditava agora que estava tudo sobre controle pois a garota ao longe continuava gritando insultos sem conseguir caminhar direito, o grandalhão foi mobilizado e... antes que pudesse chegar a pensar no terceiro, viu uma bolinha se aproximar e, assim que atingiu o seu braço, fumaça preencheu o lugar diminuindo o seu campo de visão. Tentando encontrar alguma forma de orientar-se, sendo pega de surpresa, Aislynn acabou deixando a guarda baixa e, em poucos segundos, sentiu uma pancada forte no rosto. A semideusa cambaleou para trás, tonta, balançou a cabeça na tentativa de recobrar os sentidos. Novamente algo estava vindo na sua direção, mas não sabia dizer o que era, apenas notou que estava perto de suas costas por causa da sensação que sentia, um instinto. Dessa vez, não pensou em ver o que era, imediatamente Lynn se encolheu e criou um brilho forte que a envolveu no ápice da luta. — Maldita! — Esbravejou aquele que a queria morta. A névoa dispersou e assim pôde encarar o dono do soco, ele estava encolhido e esfregava os olhos por conta da ardência que sentia, e em seu ombro estava cravado a flecha.  

— Eu falei que ela não precisava da nossa ajuda, irmão. — Aislynn riu, desacreditando na voz que acabara de ouvir. Olhou para a origem e se deparou com um dos gêmeos, ele estava terminando de amarrar o cara que a filha de Apolo desarmou apouco. — Provou que não é uma donzela em perigo. — O som semelhante pertencia a nada menos que o outro irmão. Ela virou novamente e, dessa vez, o viu colocando o pé na cabeça da garota ironia enquanto esta também estava amarrada, a menina só podia tentar escapar do chulé com a parte superior. — Vocês só chegam ao final da festa? — Brincou, entrando no ritmo deles e tentando segurar a gargalhada que queria soltar. — E esse aí, chorando feito bebê? — Aislynn olhou para o idiota que a acertou, ele ainda tentava inutilmente enxergar e, sem pensar duas vezes, chutou as partes intimas do indivíduo. — Ui... — os gêmeos exclamaram como se tivessem sentido a dor. Quase instantaneamente ele caiu de joelhos, levando as mãos até o local, deixando a mostra seus olhos avermelhados.  

— Eles estavam roubando as pessoas desmaiadas ao invés de ajudá-las. — Avisou irritada aos irmãos que, na mesma hora, entreolharam-se. — Tive uma ideia. — Falaram ao mesmo tempo. Alguns minutos depois, Aislynn estava rindo e apreciando a visão. Os três urubus estavam amarrado juntos, com as roupas intimas a mostras. Nos braços dos filhos de Hermes estavam, além dos pertences roubados, as roupas dos ladrões. Sony e Rony bateram as mãos, orgulhosos do que fizeram. — Venham comigo, por favor. Vou precisar de toda ajuda possível. — Pediu, não esquecendo as vítimas daqueles três. — Certo! — Concordaram e, juntos, correram até o lugar que Aislynn lembrava ser. Como esperado, as pessoas ainda continuavam no chão, sem receber qualquer auxilio. Eram muitos para apenas eles carregarem, mas precisavam tentar, não era certo deixá-los expostos daquela forma aos perigos. A semideusa pegou a camiseta enorme pertencente ao brutamonte e, com Rony segurando em uma das pontas e ela a outra, Sony pode colocar um homem gordo no pano, dessa forma, improvisaram uma maca. — Não vamos conseguir muito progresso assim. — Sony avisou, enquanto colocava no ombro uma mulher desmaiada.  — Precisamos tentar. — Disse para eles.  

Os dois se entreolharam e, com uma expressão amistosa, confirmaram entre eles que ela tinha razão, por isso, continuaram. Quando estavam chegando à metade do caminho que Aislynn conhecia para o refúgio mais próximo, avistaram um grupo pequeno de semideuses romanos. Um deles, provavelmente o líder, observava-os desconfiado da situação. — Vão ajudar ou continuaram com cara de espantalhos? — Roney perguntou nervoso, o homem na maca improvisada estava realmente pesado e o fazia suar, Aislynn não se encontrava em uma situação melhor. Ponderando por mais alguns segundos, finalmente o suposto líder fez sinal para que seus companheiros os ajudassem, provavelmente compreendeu que, na situação que os três estavam, seria difícil ser uma emboscada. — Não se preocupe com a gente. Vamos conseguir chegar até lá. Existem mais do que esses dois.  — Avisou entre fôlegos e explicou como chegar ao lugar corretamente para um deles. Com a ajuda do grupo, Aislynn e os irmãos precisaram apenas realizar duas viagens com direito a escolta. Se não fosse isso, levariam o dia inteiro e ainda corriam o risco de serem atingidos por algo. Por fim, a semideusa resolveu sentar um pouco, beber uma água e descansar, afinal, sem forças não aguentaria muito mais no ritmo que as coisas estavam indo.  

Felizmente, deram um pouco de gelo para colocar na bochecha. Ela estava inchada por conta do golpe infeliz que levou, mas ao menos conseguiu retribuir da melhor forma possível. Lynn olhou para os irmãos a sua frente decidida a, no aniversario deles, dar uma camiseta do acampamento para cada um com os seus nomes bordados. Quem sabe assim saberia realmente quem é quem. A semideusa olhou para o seu arco ao lado, tantas coisas ocorreram em tão pouco tempo: salvou um garoto, atingiu humanos, os filhos do deus dos ladrões ajudaram a capturar ladrões e, além disso, ela falou — latim? — Questionou surpresa ao terminar o pensamento em voz alta, notando esse fato apenas agora.

Missão Fixa:
IMPEDINDO AMOTINADOS: Aparentemente existem pessoas que não querem ajudar. Estes semideuses mau-intencionados estavam apenas andando de um lado para o outro, verificando os corpos desacordados dos que foram atacados, e saqueando seus bolsos, tomando suas carteiras e pertences. Afugente-os, incapacite-os se for necessário, e pegue os pertences das pessoas de volta. De praxe, leve os feridos à enfermaria ou chame alguém de confiança para o fazer.
Recompensa Máxima: 1000xp e 600 dracmas
Notas de Rodapé:
A frase em latim significa "Nesse dia serão os séculos feitos em cinzas como disseram Davi e Sibyl"  
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Dies Irae – Mouzar
Equipamento:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]  

• Mochila reversa [Uma mochila gasta com uma aparência maltrapilha, feita de um tecido que lembra um jeans escuro com retalhos de pano. Apesar de tudo, é bastante discreta, leve, e aparenta sempre estar cheia. |A primeira tentativa de fazer a mochila sem fundo – criada por Hefesto – deu totalmente errado. Dessa forma, essa mochila em vez de guardar itens, cospe itens – literalmente –. O semideus imagina algo que caiba dentro dessa mochila e “bum” esse item surge magicamente em seu interior. Acontece, que isso nem sempre dá certo, a mochila é conhecida por ser bipolar, o semideus pode imaginar um balde de pipoca e acabar ganhando um ferro de passar. O verdadeiro mistério, está em saber como convencer a mochila a te dar o item certo. | Tecido Mágico | Sem espaço para gemas | Beta. | Status: 100% sem danos | Comum | Arsenal do Acampamento]  

• Arco [Um arco de ouro imperial com peso mediano possuinte de um cordão invisível onde ao se retesar, forma-se flechas luminosas de tons alaranjados. Segurando-a por muito tempo, é capaz de assistir a flecha escurecer proporcionando assim ao atirar o projétil, ver que ondas sonoras são capazes de se propagarem para auxiliar o semideus. Atirada inicialmente é capaz de manar ondas de 135 decibéis que fazem separar o vácuo, porém ao se aguardar um tempo relativo se concentrando na presa até sua ponta se avermelhar, a flecha será capaz através do som brando, vibrar os objetos e corpos a sua volta com 140 decibéis. Na sua lateral possui o nome do pai escrito no dialeto grego. | Efeito 1: Possui uma corda que aclama as flechas. | Efeito 2: Possui duas combinações de dois tipos de sons igualmente brandos. Todavia, a segunda opção poderá ser apenas destravada pelo semideus se não correr o risco de ser atacado por monstros ou humanos e possui o efeito de consequência por até dois turnos em eventos e um em missão. | Ouro Imperial | Espaço para um gema | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
Poderes Passivos:
Nível 5
Nome do poder: Concentração de Arqueiro I
Descrição: Arqueiros precisam se concentrar para acertarem o alvo, pois qualquer distração, podem fazer seu tiro certeiro sair pela culatra. Os filhos de Apolo têm a benção de seu pai, que faz com que eles sejam mais calmos e objetivos quando precisam realizar uma tarefa que exija concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15% de vantagem ao realizarem uma tarefa que exija concentração.  
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Arqueiro II
Descrição: Sua perícia está crescendo, a sua habilidade com o arco se desenvolveu com precisão, e agora, além de conseguir atingir o alvo com uma flecha, também aprendera a manusear duas, e a usar o arco como porrete.  
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 10% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Poderes Ativos:
Nível 4
Nome do poder: Brilho Solar
Descrição: O filho de Apolo/Febo será capaz de criar um brilho, capaz de prejudicar a visão do oponente – não a ponto de deixa-lo cego, mas com os olhos ardendo, o que os impede de ver por um tempo – por uma rodada inteira, lhe dando chance de atacar, ou se defender. Seu uso é limitado a uma vez por missão, evento ou luta.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: - 5 HP

Nível 8
Nome do poder: Flecha Paralisante.
Descrição: O veneno de algumas cobras pode matar, outros apenas paralisam, ao cantar uma pequena frase em latim antes do lançamento de uma flecha a mesma carregará um veneno paralisante.
Gasto de Mp: 15 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O local atingido é paralisado por uma ação.
Dano: – 5 de HP por rodada por 3 turnos. Efeito acumulativo


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Re: [O Efeito de Sun Hee] Missões Fixas de Aislynn Prescott

Mensagem por Hipnos em Seg Jun 04, 2018 10:19 am


Avaliação


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 1.000 XP e 600 dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc:18%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 29%


RECOMPENSAS: 970 XP + 582 dracmas

STATUS:
HP:   190/190
MP: 165/190

Comentários:

Sua missão foi bastante completa e ainda foi além do objetivo solicitado na missão. Seus únicos descontos foram por erros de português simples causados pela desatenção, mas tenha cuidado com frases longas, elas são armadilhas para o autor ser mau interpretado ou para confundir o leitor. Parabéns, semideusa.



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Re: [O Efeito de Sun Hee] Missões Fixas de Aislynn Prescott

Mensagem por Aislynn Prescott em Seg Jun 04, 2018 10:10 pm



Esperança

O descanso que estava tendo poderia ser considerado a calmaria antes da tempestade. Uma breve, não durando mais que quinze minutos. Um romano adentrou o recinto, a cicatriz em sua sobrancelha direita e as tatuagens nos braços o deixava intimidador, alguém que não seria interessante irritar. Aislynn ainda não entendia o significado das tatuagens, mas compreendia que era uma das características dos semideuses que frequentavam aquele acampamento. A expressão severa que ele carregava indicava que trazia consigo a tempestade. — Você — apontou para Aislynn. — E Loren. — Indicou com o dedo o suposto líder, este que ela conheceu há pouco tempo. —  Ajudem com as armas. Precisamos distribuí-las.

Franzindo o cenho, mantendo uma carranca, Loren deixou claro para o outro, com a sua expressão, que não gostava de receber ordens. Ele as dava e não o contrário. De qualquer forma deixou passar, brigar por algo fútil em momentos de crise não era a melhor tática, principalmente vindo de alguém tão importante quanto ele. Qual exemplo daria? Aislynn, alheia a esses detalhes, encontrava-se já em pé, pronta para ser utilizada. O romano que avisou, sinalizou para que o seguissem, saindo em seguida. A dupla o acompanhou antes de perdê-lo de vista. O arsenal da legião não ficava longe, logo ficou visível. — Vamos entregar armas para os que desejam lutar. — O romano explicou ao entrar no lugar.

 Ela olhou para as suas pequenas mãos, para os músculos dos dois e, em seguida, para os seus braços finos. Entendeu que foi escolhida simplesmente por ser uma das poucas, naquele ambiente, que estava em um estado aparentemente capaz. Os gêmeos já buscaram outro rumo, aqueles dois não permaneciam em um lugar por muito tempo. De qualquer forma, mesmo que fossem fortes, os três ainda não seriam o suficiente para levar uma quantidade aceitável de armas, fora o perigo em transportá-las apenas com as mãos. Poderiam perdê-las para o inimigo ou se machucarem, principalmente Aislynn. Os dois a sua frente pareciam não pensar da mesma forma, eles já estavam reunindo o máximo que conseguiam carregar.

Por um momento, o romano a olhou, demonstrando irritabilidade por ela ainda continuar parada como uma estátua na porta. Desviou o olhar pouco depois, detestava repetir o comando, não fazia antes e não começaria agora. Aislynn franziu o cenho, desatenta a este fato, olhou ao redor, buscando algo que pudesse ajudá-los, mas não via nada além de espadas, arcos e outros tipos de armas. Saiu, quem sabe teria um carrinho de mão ou até mesmo uma carroça do lado de fora. Porém a sorte não estava do seu lado, pois não encontrou nada. Voltou para dentro e deparou-se com os dois repletos de armas nos ombros.

— Se soubesse que você seria inútil, não teria chamado. — Se fosse a  Aislynn de semanas atrás, aquela frase a teria deixado extremamente abalada. Não pensaria duas vezes e concordaria. Entretanto, esta não era mais a Aislynn que acabara de chegar ao acampamento. Deu um passo para o lado, permitindo que eles passassem. Ainda presa em seus pensamentos, ignorou o comentário. Estava concentrada em procurar formas de levar mais objetos em pouco tempo, mas parecia ser impossível, não havia recursos à disposição.  — Não podemos ir correndo até lá com- — ponderou em voz alta e parou no meio do caminho. Aquela fala a fez lembrar-se de algo extremamente util. Como Sony disse antes de saírem do acampamento: "Não queria que corrêssemos até Roma"¹.

Imediatamente virou e gritou para a dupla.  — Meninos! Algum de vocês consegue fazer um portal?  — Os dois viraram e a olharam como se fosse estupida. — Acampamento meio-sangue. — O romano bufou, como se aquilo bastasse para explicar o comportamento da semideusa, e voltou a andar. Já Loren, mesmo achando que a garota estava fora de si, resolveu respondê-la. — Eu consigo, mas acho que- — antes que continuasse seu raciocínio Aislynn o interrompeu contendo-se para não bater palmas. — Ótimo! — A alegria dela era contagiante. Loren arqueou a sobrancelha achando-a fora do comum, era só um portal.  — É possível que faça um aqui? Um que dê para onde ele quer que levemos as armas? — Compreendo agora o que ela queria, um sorriso de lado apareceu no rosto dele. — É possível.

— Hahaha, ao menos é espertinha hein. — O romano falou ao rir de forma assustadora, ao menos para Aislynn que acabou se encolhendo. Mas após o comentário dele, riu junto, um pouco sem graça. Por fim, começaram a pôr o plano em ação: os rapazes colocaram perto da porta os itens que já pegaram. Loren pediu para o outro explicar o ponto que deveria levar,  também era um morador de Roma, não foi difícil imaginar o lugar corretamente. Ao final, Loren começou a desenhar algumas runas no chão, desconhecidas para a semideusa, era a primeira vez que ela via aqueles símbolos. — Graças a minha mãe, Trivia, eu consigo manter um portal mais tempo que outros semideuses. Mesmo assim é limitado, precisamos ser rápidos. — Os dois assentiram, concordando com o rapaz.

Quando o portal se materializou, Aislynn começou a pegar os armamentos para jogar no portal. Entretanto foi parada pelo romano com a cicatriz. —  Calma, nanica. Apenas jogar, sem ter outra pessoa do outro lado, pode acabar entregando as armas para os inimigos. — Notando que ele tinha razão, lembrando-se daqueles três idiotas que enfrentou, ela soltou os objetos com cautela. Não gostou de ter a apelidado de nanica. — Vou para o outro lado, envie as armas. A propósito, eu sou Aislynn!  — Antes que ele pudesse impedi-la, a semideusa pulou no portal. Novamente a paisagem ao seu redor se contorceu e se deformou como na primeira vez que o usou. Ao abrir os olhos, estava em outro recinto.

Abaixou levada pelo instinto ao ouvir uma forte explosão, olhou para o lado e se deparou com alguns semideuses lutando contra demônios de Shax. Estas criaturas possuíam uma aparência que fez Aislynn recuar. Ela não sabia o que eram, mas não precisava de muita experiência para compreender que estavam a um nível surreal do seu. Além deles, existiam outros desabilitados a lutar, escondendo como se estivessem esperando o momento certo ou, quem sabe, alguém. — Lurian a mandou? — Um deles gritou, mas ela não soube responder. Era esse o nome do romano com a cicatriz? Não demorou muito para as armas começarem a ser jogadas. Foi o suficiente para respondê-los.

Aislynn cedeu espaço, ou seria atingida no processo de envio, em seguida, começou a agir acordando para a vida. Precisavam de seu apoio.  — Rápido, não temos muito tempo.  — Avisou, pegando algumas e distribuindo para o grupo.  — Não precisam se esconder mais, lutem! — Não precisou dizer duas vezes. Suas mãos logo ficaram vazias. Quando as armas enviadas pelos meninos começavam a acabar, novas surgiam. Ela não era capaz de lutar contra aquele ser ainda, mas eles podiam com os equipamentos certos. A garota ficava por perto, monitorando quem as pegava e vendo a direção que tomavam. Por sorte, não apareceram mais semideuses com intuitos ruins como encontrou mais cedo, todos os presentes, ao pegarem as armas, corriam para a luta.

Era algo belo de se ver. Antes pareciam gatos acuados, os que continuavam a lutar estavam perdendo, se demorassem mais alguns minutos provavelmente morreriam. Mas a ajuda chegou a tempo e a reviravolta ocorreu, Roma seria retomada, era o vestígio de esperança que precisavam em meio ao caos. O portal estava começando a oscilar, indicando que faltava pouco para se fechar. As armas pararam de ser jogadas, restando poucas, mas não havia mais pessoas para pegá-las, todos já estavam devidamente armados. Temendo que aqueles objetos caíssem em mãos erradas, a garota os pegou com um pouco de dificuldade e, aproveitando a brecha, adentrou no portal sem correr o risco de ser atingida por algo. O portal fechou assim que passou, indicando que chegou ao seu limite.

— E aí? — Lurian perguntou. O seu modo ansioso não parecia nada com o homem sério de pouco tempo atrás. Loren não estava diferente, com sua expressão esperançosa.  — Todos estão armados, vencendo a luta. — Comunicou com um brilho no olhar.
Notas de Rodapé:
1. Aislynn relembra o que ocorreu na sua primeira missão RPs, a maneira com que os semideuses gregos chegaram rapidamente ao Acampamento Romano:
“— Ora pequenina, é para entrar nos portais.  — Aislynn ficou ainda mais confusa.  — Não queria que corrêssemos até Roma não é mesmo?”
Equipamento:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]  

• Mochila reversa [Uma mochila gasta com uma aparência maltrapilha, feita de um tecido que lembra um jeans escuro com retalhos de pano. Apesar de tudo, é bastante discreta, leve, e aparenta sempre estar cheia. |A primeira tentativa de fazer a mochila sem fundo – criada por Hefesto – deu totalmente errado. Dessa forma, essa mochila em vez de guardar itens, cospe itens – literalmente –. O semideus imagina algo que caiba dentro dessa mochila e “bum” esse item surge magicamente em seu interior. Acontece, que isso nem sempre dá certo, a mochila é conhecida por ser bipolar, o semideus pode imaginar um balde de pipoca e acabar ganhando um ferro de passar. O verdadeiro mistério, está em saber como convencer a mochila a te dar o item certo. | Tecido Mágico | Sem espaço para gemas | Beta. | Status: 100% sem danos | Comum | Arsenal do Acampamento]

• Arco [Um arco de ouro imperial com peso mediano possuinte de um cordão invisível onde ao se retesar, forma-se flechas luminosas de tons alaranjados. Segurando-a por muito tempo, é capaz de assistir a flecha escurecer proporcionando assim ao atirar o projétil, ver que ondas sonoras são capazes de se propagarem para auxiliar o semideus. Atirada inicialmente é capaz de manar ondas de 135 decibéis que fazem separar o vácuo, porém ao se aguardar um tempo relativo se concentrando na presa até sua ponta se avermelhar, a flecha será capaz através do som brando, vibrar os objetos e corpos a sua volta com 140 decibéis. Na sua lateral possui o nome do pai escrito no dialeto grego. | Efeito 1: Possui uma corda que aclama as flechas. | Efeito 2: Possui duas combinações de dois tipos de sons igualmente brandos. Todavia, a segunda opção poderá ser apenas destravada pelo semideus se não correr o risco de ser atacado por monstros ou humanos e possui o efeito de consequência por até dois turnos em eventos e um em missão. | Ouro Imperial | Espaço para um gema | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
Missão Fixa:
AJUDANDO COM O ARSENAL: Um legionário experiente pediu para que você ajudasse a entregar armas para os guerreiros romanos. Você precisa ir até o arsenal da legião, pegar o máximo de armas que puder e distribuir por quem estiver disposto a lutar. Recompensa Máxima: 300 XP e 300 dracmas.


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Re: [O Efeito de Sun Hee] Missões Fixas de Aislynn Prescott

Mensagem por Nice em Ter Jun 05, 2018 5:23 am


Aislynn Prescott  


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 300 XP
Máximo de Dracmas da missão: 300 Dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 300 XP/Dracmas

Comentários:
Oi, Aislynn!

Exceto pela cor das falas da sua personagem, meu bem, você foi ótima! Eu ainda não tinha lido um post seu e confesso que adorei fazê-lo! Espero que você continue assim, pois com certeza, a partir de agora, vou te acompanhar mais!

Meus parabéns!

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Re: [O Efeito de Sun Hee] Missões Fixas de Aislynn Prescott

Mensagem por Aislynn Prescott em Qua Jun 06, 2018 4:47 am



Vinho? Vinho

O ar no arsenal ficou mais leve, as notícias trazidas por Aislynn aliviou os garotos, indicio de que não deveriam desistir. Um sorriso de canto surgiu no rosto intimidador de Lurian. Já Loren, soltou um suspiro, aliviado. A pequena olhou ao redor, o ambiente era diferente do arsenal do Acampamento Meio-sangue. Não somente isso, talvez fosse por conta da destruição, mas a impressão que tinha era que o Acampamento Júpiter era maior. Até o momento correu, o que supunha, por um terço de Nova Roma. Ter passado pelo portal criado por Loren e visto mais lugares, a fez sentir completamente perdida, não poderia limitar-se a apenas ficar onde estava, mas era difícil sair por ai sem ter uma maneira de se localizar.

— O acampamento de vocês realmente é grande, difícil não se perder. — Comentou com eles, com um sorriso no rosto. A vontade de compartilhar seu pensamento, mesmo que não tivesse nada a ver com a situação, falou mais alto. Os dois romanos se entreolharam, olharam para ela. — Posso ajudá-la com isso. — Lurian informou, tirando um pequeno pergaminho da pochete que carregava. — Geralmente damos alguns para os integrantes do intercambio. — Começou a explicar. — Tivemos que aderir, era um saco sempre ficar respondendo onde fica o que. — Ofereceu o objeto para ela. Aislynn o pegou, surpresa com o ato. — Obrigada!

Estava curiosa para saber o que continha. Segurou o pergaminho e o abriu. Ao desenrolar, ficou surpresa com o que encontrou: além da Nova Roma, mais ao longe, estava o lugar que os romanos treinavam, alojavam-se e também um espaço que parecia mais relacionado com as questões de liderança. Só agora lembrou que não possuíam um deus administrando o lugar, mas sim um deles. — Nossa... — exclamou ao focar em Nova Roma. A tristeza preencheu os seus olhos. A realidade não condizia com o desenho a sua frente, o ataque causou enormes estragos.

Abaixou o mapa, olhou ao redor, os garotos já não estavam ali. Era assim que funcionava, trabalho cumprido, separar. Mordendo os lábios, Aislynn começou a sentir-se sozinha. Diferente das outras vezes, não possuía um objetivo. Ficar parada, no mesmo lugar, não era uma boa ideia. Saiu com cautela, dessa vez não existiam outros ao seu lado. Caso encontrasse uma daquelas criaturas que a assustou, demônios de Shax, ela estaria completamente ferrada. Enrolou o pergaminho e o colocou pendurado em seu sinto. A mochila que possuía não servia para guardar, apenas retirar objetos.  

Ao voltar o olhar para frente, algo laranja e amarelo movia-se. Aislynn aproximou, segurando forte seu arco, querendo descobrir o que era, mas temendo ser algo perigoso. Aos poucos, distinguiu que o amarelo chamativo era o cabelo de uma garota e, para a sua felicidade, o laranja era a camisa do Acampamento. Finalmente um grego. A semideusa começou a correr até lá. Estava animada, ainda mais por lembrar-se de tê-la visto uma vez ou outra pelo acampamento. Sua euforia era grande, sequer reparou que ela estava alheia a sua presença.

Assim que se aproximou o suficiente, parou a correria e, pronta para se apresentar, levou a mão até o corpo da garota para chamar a sua atenção. Entretanto, antes que tivesse a oportunidade de tocá-la, assustou com ela virando na sua direção e gritando um palavrão — Caralho! — Constrangida por assustá-la, Aislynn colocou suas mãos para trás. — Desculpa a investida. — Pediu sincera. — Fiquei animada em ver alguém do acampamento... — antes de continuar, sua atenção foi tomada pela ferida em seu braço, precisava de tratamento urgente. — Temos que te levar para um dos refúgios. — Disse olhando para os lados. — Eu sei onde... — não terminou a frase. A filha de Apolo já não sabia que lugar estava de Roma e como retornar para o refúgio que encontrou. Por ficar animada demais, correu sem reparar o caminho que fez.

— Sabe onde? Então os deuses te mandaram, gracinha, porque eu estou cem por cento perdida. —  Começo a dizer, depositando esperança em Aislynn, deixando-a embaraçada. Sem encontrar brechas para relatar que, na verdade, também não estava em uma situação melhor referente a orientação, acabou ouvindo-a falar mais. — Nesses refúgios têm água? Se eu não limpar essa merda logo, vai acabar infeccionando. — Voltou a olhar para o machucado, ele estava sendo acariciado levemente pelos dedos dela. — Eu... não sei mais onde estamos. — Revelou, encolhendo-se, mas antes que pudesse dá-la a chance de reação, lembrou do presente. — Mas sei como conseguir água! — Exclamou enquanto retirava o pergaminho de sua cintura e o abria na frente da garota.

— Ótimo. Então a gente só tem que encontrar um lugar mais ou menos reconhecível e seguir de lá para a água. — Aislynn confirmou com a cabeça de forma eufórica, encarando o objeto, alheia ao seu redor. Aproximou o mapa para que a sua dupla pudesse ver melhor. Afinal, sua altura deixava o objeto baixo demais. — A gente está... — retirou o rosto do papel, olhou ao redor, retornou para o papel, mais uma vez ao redor. — Estar com a maior parte da cidade destruída não ajuda muito... — pensou em voz alta. — Consegue? — Perguntou, olhando-a. A garota de cabelo ofuscante parecia concentrada, observando bem tanto o mapa quanto ao redor.

Um silencio assustador pendurou, Aislynn começou a temer que ficassem perdidas para todo o sempre ou, pior, que a garota morresse na sua frente! — Ali! — Finalmente falou algo e, para a felicidade de ambas, ela parecia ter reconhecido alguma estrutura. — E se o Coliseu está para lá nós devemos estar... perto dessas casinhas. Então esse negócio de água deve ser para o noroeste. — Um sorriso de orelha a orelha apareceu no rosto da filha de Apolo ao ouvi-la falar. — Bingo! Vamos salvar este braço. — Anunciou, contente. Antes de começarem a andar, ela imaginou que um pequeno kit de primeiros socorros estava na sua mochila. Ao abri-la e puxar o que surgiu, suspirou. — Braço infeccionando, devíamos estar andando, e não bebendo — a garota cantarolou enquanto olhava a garrafa de vinho que estava nas mãos de Lynn.

— Você só me envergonha. — Sussurrou para a mochila. Agora estavam andando para noroeste. Aislynn, com a bochecha ainda inchada, corpo repleto de poeira, segurando uma garrafa de vinho, e sua companheira, com braço ferido e roupa suja. A visão das duas caminhando não era uma das mais belas vistas. — Sou Aislynn. — Apresentou, notando que até agora não haviam dito o nome uma para a outra. — Filha de Apolo. — A encarou após a apresentação, esperando que ela fizesse o mesmo, mas parecia mais preocupada em... analisá-la? — Eu sou Claudia Crowngärd, mas já que você está me ajudando a salvar meu braço pode me chamar de Claudy — Falou por fim. Lynn tentou pronunciar o sobrenome dela, mas parecia um trava línguas que, por fim, desistiu. — Neta dos sonhos e da morte.  

Coçando a cabeça, tentou lembrar quem era o deus dos sonhos. Hipnos? Mas ele não tinha nada a ver com a morte. Talvez —Thanos! — Afirmou, batendo palmas, comemorando por ter lembrado. Como não obteve uma resposta, acreditou estar certa. Sequer notou que aquela frase final dita por Claudia foi uma tentativa falha de rima. — Prazer em conhecê-la, Claudy. — Fez questão de enfatizar o apelido, era a primeira que dava tanta intimidade logo de cara. — Eu, bem... nunca tive um apelido. — Ponderou na hora que pulou uma pequena pilha de metal. — Se quiser pode me dar algum. — Comunicou. Será que estavam chegando? — Um apelido, huh? — Falou pensativa, mas não demorou muito para a sua reação mudar de forma drástica. — Isso! Conseguimos, porra! Antes que pudesse compreender o que estava acontecendo, Claudia saiu correndo. —  Hey! —  Gritou para ela, enquanto tentava alcançá-la. Apenas depois de a seguir por um minuto, conseguiu compreender o motivo da euforia da semideusa. —  O aqueduto. —  Sussurrou entre sorrisos.

Elas conseguiram, alcançaram o lugar, agora poderiam finalmente limpar a ferida de Claudy e- v—  ai não. [/color]— expressou desanimada, cortando os pensamentos ao se aproximar. A água estava inutilizável. —  Sangue... — relatou o obvio. Além disso, no meio do aqueduto, existiam duas silhuetas, sendo uma delas monstruosa enquanto a outra era —  um semideus! Ele precisa de ajuda.— No mesmo instante a garota respondeu: — Ajuda o caralho, ele precisa de um... — Cláudia, irritada, esbravejou. Aislynn não conseguia compreender do quê ela estava falando, era óbvio que havia um monstro atacando o semideus. Entretanto, quando parou de falar, notou que estava concentrando mais no que via e, quando abriu a boca, Aislynn acreditou que ela iria concordar finalmente com ela, mas algo completamente sem nexo foi dito. — Ah, porra... o que mais esse botijão movido a peido fez? — Em meia hora, desde que a conheceu, a semideusa escutou mais palavrões do que em toda a sua vida. Aquela garota possuía uma lista vasta de palavras vulgares. De qualquer forma não era momento para ponderar sobre.

Olhou novamente para o aqueduto e sua boca entreabriu, com a pouca claridade do ambiente noturno, sem a luz do fogo que circulava em partes das cidades, seus olhos acabou enganando-a. Agora conseguia compreender a indignação de Cláudia. — Ele está poluindo a água! — Ela não acreditava no que estava vendo, era completamente desrespeitoso, o qual belo era as águas daquele lugar, agora Aislynn jamais saberia por conta daquele babaca a sua frente. O homem jogava, sem piedade, sangue na água através de uma urna. — Ah, mas isso não vai ficar assim. — Suas mãos formigavam com tamanha ousadia daquele ser. Era um formigamento fora do comum, um que ela acreditava ter aumentado por conta da sua indignação. Entretanto, era muito mais que isso. Sem notar, formigas começaram a aparecer de todas as partes, invadindo o ambiente, ignorando todos os presentes exceto um: o alvo de Aislynn. Estava tão absorvida em fazer algo com ele, que não se atentou a impedir que a água se espalhasse. Aos poucos, os pequenos insetos começaram a entrar nas roupas do rapaz. Imediatamente começou a pular e a dançar, buscando formas de se safar de suas mordidas, mas eram tantas que chegava a ser impossível. Acabou largando a urna que continha o líquido vermelho. Aislynn, começou a rir da situação ao mesmo tempo que descobria uma habilidade nova.

Olhou para o lado, lembrando de sua parceira, e a viu voltando ao seu lugar, frustrada. — Vamos dar um jeito nele. — Afirmou, com um sorriso de canto. Acreditava que aquilo a motivaria, não compreendendo que a frustração de Cláudia era por não ter conseguido impedir o sangue de se espalhar cada vez mais enquanto ela cuidava daquele homem. — Manda a ver. — A acompanhou, com seu sorriso que, com o corpo forte e o ar bruto dela, a deixava intimidadora. Antes das formigas começarem a dispersar, Cláudia pegou o que parecia um canivete e, o transformando em uma lâmina, o jogou com força no idiota a frente. A mira da garota era tão boa quanto aparentava ser habilidosa, a prova disso era ela ter acertado em cheio, a cabeça do sujeito que cambaleou para trás. Desconsiderando que, por ele estar ocupado com as formigas, não conseguiu desviar do objeto ou sequer o viu.

Para finalizar, Aislynn correu, gritando com a garrafa na mão e, com o inimigo ainda cambaleando, mas sem as formigas, quebrou o vinho em sua cabeça, fazendo-o desmaiar. Por sorte das duas, o semideus estava tão destruído inicialmente que não as notou. Uma vantagem alta, o suficiente para juntas o derrotarem. Respirando fundo, devido a correria, com coração a mil, olhou para o lado do corpo que ainda respirava. Agora de perto, realmente não parecia nada com um monstro, era só um grandalhão. Ela se deparou com muitos durante a noite, talvez fosse algum imã humano. O outro semideus estava desmaiado ao lado, seu peito movendo para cima e para baixo indicava que ele ainda estava vivo. — Claudy corre aqui! — Chamou. — Enfia essa garrafa no cu dele, mas não deixa fugir — Ela gritou ao longe, em resposta. Aislynn, enquanto observava os hematomas espalhados pelo corpo dele, preferiu não imaginar aquela frase no sentido literal, era demais para o seu cérebro absorver. — Ah. Não enfia essa garrafa no cu dele.

— Temos o seu braço, agora também um ferido. O que vamos fazer? — Perguntou, apreensiva. Não conseguia imaginar ela e Claudia carregando-o. Talvez se o braço dela tivesse bom, seria uma possibilidade. Porém viria outro empecilho, para onde? — Talvez saber de quem ele é filho ajude. — Claudy sugeriu. Aislynn concordou, quem sabe isso ajudaria de alguma forma. Deixou que ela cuidasse de verificar a que deus ele era filho, pois era péssima, chegava a confundir diversos símbolos. Após verificar o braço do rapaz, anunciou — Baco. — A filha de Apolo deixou a cabeça pender para o lado. — O deus... do vinho? — Perguntou com pouca confiança, temendo errar. — Não, o deus das tattoos. — Aislynn realmente começou a pensar que esse deus existia, mas suas bochechas ficaram vermelhas notando apenas após a outra frase solta por ela, que era uma ironia. — É claro que é o deus do vinho.

Tento a confirmação, mesmo de uma forma nada amistosa, olhou para o chão: o vinho estava espalhado por toda a parte, principalmente na cabeça do idiota. — Agora você faz sentido, mochila. — Sussurrou observando os cacos de vidro. As vezes tinha a sensação de que aquele objeto em suas costas possuía vida própria. — Talvez se... — ponderou em voz alta. Abaixou para pegar um dos cacos que ainda continha um pouco de vinho e aproximou o objeto da boca do desmaiado. — Quem sabe. — A sua energia maior provinha do Sol, talvez a dele vinha do vinho. Assim que o objeto se aproximou do nariz, quase entrando na boca, o garoto falou assustando-as: — Não estou tão desesperado assim. — O objeto em suas mãos voltou ao chão, espatifando ainda mais. Por sorte, não feriu ninguém, caindo distante. — Ótimo. — Expressou, aliviada.

— Você não tem muita escolha, princesa. Não fique pensando que vamos te levar no colo. — Claudia falou, repleta de arrogância. Talvez o susto tenha aumentado seu temperamento, ou só agora Aislynn a estava realmente conhecendo. — Vocês... descendem de quem? — O rapaz perguntou, estava prestes a responde quando a sua parceira fez o favor de realizá-lo antes. — Do deus que vai vir te buscar se você não tomar esse vinho, nem que seja lambendo do chão. — A criança o olhou fazendo uma careta e moveu os lábios para ele indicando uma “desculpa” por ela. Quando notou que Claudia se calou, aproveitou a deixa para se apresentar ao estranho a sua frente. — Sou filha de Apolo e está aqui é- — antes que pudesse continuar, sentiu uma enorme pressão vinda do semideus. — Filha do deus da cura. — Os olhos dele brilhavam enquanto falava aquelas palavras, interrompendo-a. Não demorou muito para que Claudia também a olhasse da mesma forma.

Raras eram as vezes que as pessoas prendiam a atenção na semideusa, mais raras ainda as vezes que as coisas saiam bem quando eles o faziam. Apertando forte as mãos, buscando conter o nervosismo, Aislynn olhou para baixo, não querendo encará-los. Ela poderia ser filha do deus da cura, mas jamais curou, como poderia fazer algo tão grande assim? Levou a mão até sua barriga, como forma de proteção e se abraçou. Apenas neste momento relembrou a marca que possuía feita por um escorpião. Olhou para o seu arco nas costas. “Eu sou capaz”, “eu sou capaz” repetia em seus pensamentos. Respirando fundo, fechou os olhos e esperou. Sentiu em seu coração, uma imensa vontade de cantar. Respondendo a demanda trazida por ele, que quase sempre a guiava, começou. — Feels like we're on the edge right now, I wish that I could say I'm proud, I'm sorry that I let you down.¹ — Sua voz saiu gentil, calma. Estava cantando para si, para o seu eu de semanas atrás.

Com os olhos fechados, não notou que os dois estavam sendo curados, quanto tempo se passou. Apenas quando um terremoto a interrompeu. Ao abrir os olhos viu o desespero de Claudia. — Puta que pariu — rosnou. — Estava bom demais para ser verdade. — Aquelas palavras vulgares ainda doíam o ouvido da inocente Aislynn. Olhou para a direção que ela xingava e ficou surpresa com o que viu. — Aí não. — Antes que ao menos levantasse, o filho de Baco já estava pedindo — Me ajudei aqui, rápido. Eu tenho uma ideia. — Imediatamente levantou para ajudar no que fosse preciso, mas não pôde evitar um vestígio de culpa. Do que adiantou impedir o rapaz se não conseguiram impedir a urna de suja a água? O viu se arrastar para a borda, graças a cura recebida ele era capaz de ao menos isso. Sem mais delongas, cada uma das meninas pegou um lado dos ombros dele e o ajudou a chegar ao seu destino.

Ele se soltou quase que de imediato ao atingir a borda e tocou as águas poluídas. — Mas que caralho... — Claudia xingou enquanto Aislynn apenas encarava o processo, admirada. Uma breve luminosidade surgiu. O cheiro de sangue foi substituído pelo aroma suave de vinho. — Prazer, eu sou Jesus — Foi as últimas palavras ditas por ele antes de realmente desmaiar. As duas voltaram a pegá-lo antes que caísse no chão. Aislynn observou Claudia molhar as mãos e as passar nos lábios do rapaz. O gemido que ele soltou só podia indicar que novamente estava acordado. — Tudo termina bem quando acaba bem — sua parceira afirmou. Sentindo aquele cheiro forte de vinho, não precisou experimentar para saber que ele ativou os seus poderes. — Não é água, mas ao menos dá para beber. — Falou passando a mão pelo pescoço. Desconhecendo que o efeito acabará em 24h. Como não obteve alguma resposta irônica da semideusa, optou por vê-la e a flagrou encarando a cidade. Não demorou muito para fazer o mesmo. — Esse tremor não foi natural né.— Mordeu os lábios. Parece que nem tudo acabou bem.

— Gracinha, você tem uma corda nessa sua mochila? Acho que o desgraçado aí no chão vai ter umas perguntas para responder. — Aislynn imaginou uma corda firme, enrolada, que coubesse em sua mochila. Ao retirar o item, acaba recebendo um monte de arame enrolado. — Serve? — Perguntou envergonhada. — Ela é um pouquinho temperamental. — O sorriso de lado dado pela garota a fez relaxar um pouco, a frase apenas ajudou. — Quem sou eu para reclamar de alguém temperamental? — Aislynn acabou rindo um pouco. — Pelo menos não é farpado. — Pensando assim, acabaram saindo no lucro. Passou o arame para ela. — Algum plano para arrancar dele as respostas? — Perguntou. Observando-a. A sua força era tanta quanto a de um mosquito, por isso não tinha muito o que fazer além de observá-la amarrá-lo. Além disso, a ideia de vê-la torturando-o não a alegrava. — Não se preocupe. Nós cuidamos do traidor. — O romano falou, com um pouco de dificuldade. — Ao longe, silhuetas se formavam, aproximando cada vez mais. A mudança coloração da cor não se limitava a apenas àquele pequeno pedaço. O que atraiu a atenção de muitos ao redor. — A cavalaria sempre chega nos momentos finais. — Bufou.
Nota:

¹ O trecho da musica significa:
Sinto que estamos no limite agora
Desejo que eu possa dizer que estou orgulhoso
Me desculpe por eu ter te decepcionado
NF – Let You Down
Equipamento:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]  

• Mochila reversa [Uma mochila gasta com uma aparência maltrapilha, feita de um tecido que lembra um jeans escuro com retalhos de pano. Apesar de tudo, é bastante discreta, leve, e aparenta sempre estar cheia. |A primeira tentativa de fazer a mochila sem fundo – criada por Hefesto – deu totalmente errado. Dessa forma, essa mochila em vez de guardar itens, cospe itens – literalmente –. O semideus imagina algo que caiba dentro dessa mochila e “bum” esse item surge magicamente em seu interior. Acontece, que isso nem sempre dá certo, a mochila é conhecida por ser bipolar, o semideus pode imaginar um balde de pipoca e acabar ganhando um ferro de passar. O verdadeiro mistério, está em saber como convencer a mochila a te dar o item certo. | Tecido Mágico | Sem espaço para gemas | Beta. | Status: 100% sem danos | Comum | Arsenal do Acampamento]

• Arco [Um arco de ouro imperial com peso mediano possuinte de um cordão invisível onde ao se retesar, forma-se flechas luminosas de tons alaranjados. Segurando-a por muito tempo, é capaz de assistir a flecha escurecer proporcionando assim ao atirar o projétil, ver que ondas sonoras são capazes de se propagarem para auxiliar o semideus. Atirada inicialmente é capaz de manar ondas de 135 decibéis que fazem separar o vácuo, porém ao se aguardar um tempo relativo se concentrando na presa até sua ponta se avermelhar, a flecha será capaz através do som brando, vibrar os objetos e corpos a sua volta com 140 decibéis. Na sua lateral possui o nome do pai escrito no dialeto grego. | Efeito 1: Possui uma corda que aclama as flechas. | Efeito 2: Possui duas combinações de dois tipos de sons igualmente brandos. Todavia, a segunda opção poderá ser apenas destravada pelo semideus se não correr o risco de ser atacado por monstros ou humanos e possui o efeito de consequência por até dois turnos em eventos e um em missão. | Ouro Imperial | Espaço para um gema | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
HABILIDADES USADAS:
ATIVAS DE APOLO:
Nível 10
Nome do poder: Canção da cura I.
Descrição: Com sua voz encantadora e seus dotes de curandeiro, os filhos de Apolo/Febo podem cantar uma canção que cura todos ao seu redor, exceto a si, numa área de 3 metros.
Gasto de Mp: 40 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10* de HP e MP para todos os aliados ao redor do usuário.
Dano: Nenhum
Nível 12
Nome do poder: Praga I
Descrição: Você pode criar uma praga para seu inimigo, fazendo um enxame em cima dele (apenas com animais pequenos: aranha, formiga, gafanhoto, abelhas... nada de Elefantes e coisa do tipo).
Gasto de Mp: 35 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 de HP
Extra: A praga só fica 1 turno em campo
PASSIVAS DE THANATOS (CLAUDIA):

Nome do poder: Silenciosos
Descrição: Assim como a morte nem sempre anuncia sua chegada, os membros desse grupo podem escolher abafar seus sons. Podendo assim passarem despercebidos, ou então não denunciar sua aproximação.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 50% de chance de não ser notado.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Visão Noturna I
Descrição: Acostumados com a escuridão, os filhos de Thanatos/Leto possuem facilidade em enxergar em meio a esta. Entretanto, nesse nível, sua visão alcança até 20 metros à sua frente.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Perícia com Foices I
Descrição: Sendo a foice o instrumento característico da morte, os filhos desta possuem maior facilidade a aptidão no manuseio da arma em questão. O objeto em suas mãos é manobrado de maneira mais fácil e precisa, tanto ofensiva quanto defensivamente.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 15% de assertividade no uso da foice.
Dano: +10% de dano ao ser acertado pela foice de um filho de Thanatos/Leto.
ATIVAS DE THANATOS (CLAUDIA):

Nome do poder: Umbracinese
Descrição: Sendo capaz de manipular as sombras, nesse nível o semideus consegue criar objetos de pequeno porte feitos puramente de sombras. Pode ser utilizado durante o dia, desde que se tenha sombra suficiente para isso. Feitos de sombras, os objetos possuem baixa resistência, além de serem facilmente dissipados pela luz.
Gasto de Mp: 5 de MP por objeto criado.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Somente um objeto pode ser criado por turno.

Nome do poder: Arremesso de Foice
Descrição: Uma habilidade especial que permite ao semideus lançar sua foice, que irá girar e poderá atingir seu alvo, retornando para sua mão ao fim do movimento.
Gasto de Mp: 5 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: 10 além do dano da arma.
Extra: Nenhum.
ATIVAS DE BACO (NPC):

Nome do poder: Festa no Sangue
Descrição: O filho de Dionísio/Baco consegue alterar um cenário por completo, podendo modifica-lo para um ambiente festivo em questão de minutos, e para isso basta estralar os dedos. Paredes ganham decorações, água vira vinho ou refrigerante e até lembrancinhas ganham vida em uma mesa qualquer. Eles são literalmente os reis da festa.
Gasto de Mp: 10 MP por alteração realizada no cenário.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: É necessário ter objetos para poder modifica-los, por exemplo: Pode fazer garfos virarem chapeuzinhos de festa, grama virar um piso reluzente, e arvores se transformarem em pilastras. Tudo volta ao normal após 24 horas.

Nome do poder: Clone de Vinho I
Descrição: O filho de Dionísio/Baco pode criar uma cópia sua de vinho, que fará o que você ordenar, como, por exemplo, atacar algum inimigo, ou então enganar o adversário, dando chance para o filho de Dionísio original fugir, entre outros.
Gasto de Mp: - 20 de MP, por clone.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nesse nível os clones só atacam a mão ou servem de distração, não podem compartilhar dos poderes do semideus. Eles vem com réplicas do armamento que o semideus está utilizando no momento.
PASSIVAS DE BACO (NPC):

Nome do poder: Uvas e Vinhos II
Descrição: Agora você pode usar de tal fruta/bebida para curar algumas feridas medianas e dissipar/retardar o efeito de venenos fracos.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +10 de HP e +10 de MP.
Dano: Nenhum.
Missão Fixa:
PURIFICANDO A ÁGUA: O jorro de sangue do monstro escapou para o aqueduto, contaminando toda a água. Além de atrapalhar o trabalho dos curandeiros, é um dano que permanecerá na cidade por tempo indeterminado. Seu trabalho aqui é parar a contaminação e purificar a água.


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Re: [O Efeito de Sun Hee] Missões Fixas de Aislynn Prescott

Mensagem por Marte em Qui Jun 07, 2018 12:05 pm


Aislynn Prescott


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 1.500 XP e dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 1.500 XP e dracmas

STATUS:
HP: 210/210
MP: 110/210





"Eu sou o deus de Roma, criança. Eu sou o deus da força militar usada para uma causa justa. Eu protejo as legiões. Eu fico feliz em esmagar meus inimigos sob meus pés, mas eu não luto sem razão. Eu não quero guerra sem fim."

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Re: [O Efeito de Sun Hee] Missões Fixas de Aislynn Prescott

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