The Blood of Olympus
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Flor sem respirar — Missão OP Interna para Aislynn Prescott

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Flor sem respirar — Missão OP Interna para Aislynn Prescott

Mensagem por Asclépio em Qui Maio 24, 2018 9:12 pm


flor sem respirar
Foi uma das coisas que Aislynn Prescott não esperava naquela manhã. 

Quíron logo no início do dia compareceu no chalé de Apolo de maneira quase onipresente : Dentro daquele antro onde abrigava genes de um deus multitalentoso, quem afinal perceberia no centauro? A fila de caçadores fazia-se presente para iniciar a rotina árdua de treinamentos quando o corpo menor, de uma jovem de cabelos cacheados e negros passou pelo beiral da porta, sendo rapidamente impedida pelas mãos maiores do mais velho. A princípio, aparentava estar assustada logo imaginando que poderia ter tido cometido alguma infração porém, quando assistiu um sorriso brotar nos lábios do maior, percebeu que nada de alarmante teria acontecido. Conforme conversavam, Aislynn percebeu que se tratava de uma missão. Seria aquela, uma das quais notaria que uma dor de cabeça poderia crescer?

As instruções foram dadas, assim que atingiram o Pinheiro de Thalia. A copa abrigando os dois corpos como uma imagem digna da mitologia : O mestre e sua discípula. Foi naquele instante que o sol incidiu forte no horizonte onde o qual, o sujeito apontou o dedo para a garota. Seu pai tentava se comunicar com ela, quão típico aquele gesto poderia soar? No mesmo minuto, uma flecha também serpenteia as proximidades gravando com força em uma tora. O centauro não estava já não estava mais ali. 

A passos lentos rumo a origem da flechada, a garota assiste um outro monumento construído - com plateia, uma arquitetura circular e diversos sons. Sons que aos poucos distinguiu pertencer de liras e mulheres cantavam atuando como as musas. Aparentava ser um teatro, pois muitos estavam com vestes antiquadas, com textos entre as mãos declarando falas altas em diversos idiomas. A arte também aparentava ser um dos itens de admiração da divindade. O público masculino maior estava ao canto afiando pontas de flechas com folhas esverdeadas entre os cabelos. Peles amendoadas e banhadas por óleo, ostentavam um brilho incomum contra as investidas solares. Tudo então sucedeu uma onda de silêncio prolongador enquanto a luminosidade também, diminuiu. Um som alto se fez em queda, dando-se por fim o início da missão.

Sem sol, havia apenas escuridão. Sequer foco menor de chama, de lanterna, de fogo e derivados eram perceptíveis. Um eterno eclipse com opacidade capaz de apenas fazer a garota enxergar moldes. Tentando caminhar para próximo de algo sólido, notou que havia um corpo caído contra o chão jazindo com os olhos fechados voltados para o céu e a boca entreaberta. Foi nem necessário perguntar a alguém próximo ou gritar para reconhecer tal figura. Só poderia ser Jacinto para condizer ao mundo sem cor, as pessoas inexpressivas e aquele breu inabalável. A cantiga, a reunião seria um gesto manifesto para trazê-lo novamente a vida.

O teatro já estava riscado da lista. Não deu certo. O sol também desapareceu, como trazê-lo novamente? Havia um único arco capaz de lançar uma flecha ao céu para trazer tudo à normalidade, alguém sussurrou a suas costas. Para saber o local onde estava o artefato? Apenas quem possuía contato com o Oráculo para saber. Uma mulher até mesmo sorrindo comentou : Necessitará recitar uma poesia defronte o amanhecer.

Instruções:

Calma, calma. Isso parece confuso, não? 

Um local tão místico como o Acampamento possui uma brecha para ocorrer rituais. De fato, um desses serão ao maior amor do nosso pai, Apolo. A missão em si poderá ser objetiva : Encontre o arco que poderá no final da missão (quem sabe) ganhar e fortaleça esta flor. Poderá levá-la consigo para falar com o Oráculo sobre o local onde a arma está escondida (onde poderá escolher como resgatou e onde) e ainda, possuir contato com a poesia. Seu pai no mínimo, mereceria escutar algo para confortar o coração após essa tentativa falha de ressuscitar o amado novamente. 

→ Por se tratar de algo relativamente trabalhoso (mas acredito que possa estar dentro de um nível médio) terá até o dia 23/06.
→ Permitido portar até três armas.
→ Poderes em spoiler, por favor bem como armas e bençãos. 
→ Qualquer dúvida, contate-me.


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Re: Flor sem respirar — Missão OP Interna para Aislynn Prescott

Mensagem por Aislynn Prescott em Qua Maio 30, 2018 11:59 pm


Depois de um estressante treino, Aislynn queria refugiar-se em seu cantinho situado no chalé 7. Ao menos, naquele espaço, não corria o risco de prejudicar as pessoas ao seu redor. Segurando a alça de sua mochila sutil, caminhava para o seu destino, sem saber que era completamente diferente do que imaginava. Aproximando-se das paredes repletas de notas musicais entalhadas, que mexiam conforme a posição do sol, Lynn sentiu sua barriga esfriar. Deparar-se com o enorme centauro frente ao seu chalé, não era a melhor das recepções.

— Eu não, eu não, eu não... — Murmurava ao prosseguir, contudo, tratou de abaixar um pouco a cabeça com o intuito de esconder a face utilizando os seus cachos, como se fosse passar invisível com este ato. Encontrar Quiron era sinônimo de trabalho ou pior, por isso, a criança torcia, com todas as forças que possuía, para que ele estivesse esperando outro campista. Ao subir as escadas e se aproximar do beiral da porta sem ser interrompida, um vestígio de esperança a fez soltar um pequeno sorriso, contente por estar prestes a se livrar.

Todavia, todo o indicio de esperança que possuía, despencou no segundo que os braços musculosos de Quiron entraram no seu campo de visão, interrompendo a sua passagem. Mordendo os lábios, temendo o que poderia ter feito de grave para tê-lo a sua espera, Aislynn, vagarosamente, virou-se para observá-lo. Para a sua surpresa, os lábios em meio a barba formaram um sorriso gentil. Um alivio instantâneo percorreu todo o seu corpo, podendo finalmente relaxar os músculos que até então estavam tensionados.

— Eu não estou encrencada... — sussurrou aliviada, o que aumentou ainda mais o sorriso do centauro a sua frente. — Não criança, longe disso. — Ao ouvir aquela frase, sua sobrancelha arqueou. Será que iria parabenizá-la por algum feito que sequer sabia que fez? Rapidamente seus olhos castanhos começaram a brilhar, pois acreditava que os deuses escutaram o seu "pedido"¹ no arsenal. Neste instante, pôde ser ouvido uma risada, ela vinha de Quiron: — É muito bom vê-la tão empenhada para uma missão. — Imediatamente o brilho desapareceu e uma expressão atônita tomou conta de sua face. Missão? Aislynn não estava preparada para uma missão!

Notando o estresse tomando conta da semideusa, Quiron colocou a mão no seu ombro. O sorriso anterior cedeu espaço a uma expressão fraternal. —  Vamos caminhar um pouco. —  Lynn assentiu vagarosamente, ao ponto de demonstrar que até esse ato demandava esforço, por hora, seu cérebro ainda estava processando a informação. Começaram a caminhada, inicialmente permaneceram em silêncio, como se Quiron soubesse que precisava dar tempo ao tempo. Aislynn agradeceu por não sentir a necessidade de dizer algo.

Conforme foram se distanciando do chalé e dos demais lugares do acampamento, a pequena finalmente compreendeu a gravidade da situação. Olhou para trás uma última vez, "entre todos, precisava realmente ser eu?", questionou hesitante, antes de terminada de subir a colina. No momento que Quiron atingiu o pico, parou de trotar e posicionou-se debaixo da  copa do pinheiro de Thalia. Fez sinal para que Aislynn juntasse a ele e assim o fez, colocando-se ao seu lado.

— Se você foi escolhida, é porque está apta, Aislynn. — Tomada toda a sua atenção, a discípula encarou o seu mestre. Era a primeira vez que o ouviu dizer o seu nome, não criança, semideusa ou qualquer outro adjetivo, mas sim Aislynn. Seu corpo aqueceu e suas bochechas coraram. — Estamos próximo ao Sol, o lugar mais alto do acampamento. — Continuou. — Seu pai precisa de sua ajuda, salve-o de seu tormento e acredite em si mesma, pois ninguém fara isto por você.

Antes de ter tempo de reagir ao que Quiron expos, o Sol no horizonte chamou a sua atenção, ele estava incidindo seus raios muito mais do que o costume. Antes de mover a mão para proteger os olhos, Aislynn vislumbrou uma silhueta que, entre aquela luz forte, apontou o dedo na sua direção. — Estou sonhando? — Sussurrou, desacreditando no que via. Em menos de um minuto do ocorrido, uma flecha cravou em uma tora ao seu lado. O objeto fincou com potência o suficiente para fazer a tora pular para trás. Aislynn acompanhou todo o processo e, apenas ao fim, percebeu que Quiron não estava mais ao seu lado, desapareceu como um passe de mágica. Tudo provas que respondiam à pergunta de agora.

Sua atenção retornou para a direção que a flecha fora lançada e, levada pela curiosidade pulsando em suas veias, caminhou naquela direção. Inconscientemente, seus passos se tornaram lentos e silenciosos, o que intensificou ao vislumbrar o ocorrido mais à frente: pessoas sentadas nas arquibancadas apreciavam a encenação, o centro do cenário possuía o formato de um círculo onde humanos proclamavam o que Aislynn não compreendia, por ser de diversos idiomas que desconhecia, mas nem por isso deixou de apreciar. Ao mesmo tempo, lindas mulheres soltavam as vozes ao som das liras. As vestimentas dos presentes, no que aparentava ser um teatro, tornava-os mais encantadores. Tanto que a criança sequer se atentou no motivo para aquilo ocorrer.

Um brilho incomum ao redor da bela atração convocou o olhar da semideusa. Diversos homens, com folha de loureiro entre os cabelos, preocupavam-se em afiar, de forma precisa, as pontas das flechas. Apreciando-os por um tempo maior, pôde perceber que seus corpos dourados estavam cobertos por óleo. A cria de Apolo permanecia ansiosa para vê-los em ação: "será que irão realizar apresentações utilizando o arco e a flecha?" Antes que pudesse ter a chance de descobrir, um silêncio incomodo encetou e a luminosidade do ambiente baixou. "É parte do show?", questionou, mas sem saber responder. Em meio a esses acontecimentos, um temor tomou conta de seu corpo, como um pressentimento de que algo ruim estava prestes a acontecer.

Estrondo. Susto. Escuridão. Acontecimentos simultâneos ocorrendo rápido demais para a semideusa acompanhar. Assustada, olhou para o céu e vislumbrou o eclipse completo, o culpado pelo breu. Engoliu seco, passou tanto tempo assim desde que começou a observar a apresentação? Não... era impossível, algo a mais estava acontecendo e precisava investigar. Voltou a olhar as redondezas, entretanto estava limitada a ver apenas moldes das pessoas e dos objetos, não havia qualquer luminosidade que melhorasse a sua visão. Andou um pouco na tentativa de se aproximar dos indivíduos ou de tocar algo solido para poder ao menos se localizar.

Não demorou muito para seus passos serem interrompidos ao alcançar uma silhueta no chão. Com dificuldade para notar o que era, Aislynn andou um pouco mais até espantar-se ao compreender do que se tratava. A sua frente um corpo gélido estava estirado no chão, a filha de Apolo imediatamente tampou a boca com a mão e se afastou, era a primeira vez que vira um morto. Suas mãos começaram a tremer, temendo o que pudesse ter matado aquele homem e, além disso, se todos ali estavam ainda em perigo. Porém, ao se acalmar um pouco, reparar melhor na face do homem e em seu porte corporal, a pequena logo sussurrou:

— Jacinto... — Achegou e agachou, percebendo melhor a situação e perdendo o medo. Sua mão de imediato quis tocar o rosto do mortal, mas ela mesma impediu o ato. Lembrou rapidamente dos poemas de seu pai que enfeitavam a parede do chalé 7. Não eram poucos aqueles que referiram a um dos seus maiores amores, Jacinto. Os presentes formaram um círculo ao redor do ator principal, por trás de Aislynn murmurinhos formavam-se: — O teatro não foi suficiente. — Disse um. — O que mais podemos fazer? — Outro perguntou. A semideusa observou o seu redor e percebeu que, apesar de suas falas, as pessoas pareciam anestesiadas frente ao ocorrido, sem expressão, como se estivessem acostumadas com isso.

"Quantas vezes meu pai tentou?", questionou encarando novamente o corpo. Jacinto era uma das maiores provas que os deuses, mesmo que quisessem, não eram onipotentes. Um brilho roxo cobriu o moribundo a sua frente, posteriormente o corpo começou a se deformar e, aos poucos, ganhou a forma de uma flor que se aproximava de um lírio. Seus olhos não conseguiam desviar por conta da beleza da metamorfose. Todavia, ao fim da transformação, uma de suas pétalas estava praticamente morta, com uma cor opaca, sem vida. — Precisamos do arco para atira a flecha no céu, só assim a normalidade será reestabelecida. — Alguém falou as suas costas e, desta vez, a cria de Apolo não pôde deixar de virar-se para encarar a dona daquela voz. — Como o conseguimos?  — Questionou, determinada.

Em resposta, a silhueta da mulher fez um movimento de negação com a cabeça, como se ela tivesse dito algo de errado. — Apenas um filho do deus do Sol é capaz de obtê-lo. Nosso trabalho consiste em apenas orientá-la. — Aislynn voltou a atenção para a flor, apertou sua mão com força na tentativa de conter a tremedeira. Neste momento, a pétala podre se desfez em migalha e outra começou o mesmo processo, restavam quatro, seu tempo era limitado. Ergueu a cabeça para encarar o céu escuro, agora entendia que seu pai não queria vislumbrar mais uma falha.  Respirando profundamente, querendo trazer novamente o brilho ao Sol, aquele que a fortalecia nos momentos mais necessitados, tornou a olhar a mulher.

— O que tenho que fazer? — Ela sorriu em resposta. Agora que seus olhos acostumaram com a falta de luz, conseguia ver um pouco melhor suas feições. — É necessário visitar o Oráculo. — Respondeu. Previsões, uma das habilidades que mais tornaram Apolo famoso nos tempos antigos. — Como encontrar algum? — Quase que imediato, todos os presentes viraram seus rostos na direção oposta de Aislynn. Ela fez o mesmo, à primeira vista não conseguiu enxergar nada além de árvores. Entretanto, forçando um pouco mais a sua visão, foi capaz de deparar-se com uma gruta em meio a escuridão. Sabendo que era o primeiro passo a ser dado, levantou respirando profundo, precisava oxigenar seu cérebro para dar o seu melhor.

Quando estava prestes a ir para o local, foi parada pela mesma mulher. — Semideusa, não esqueça de recitar uma poesia defronte ao amanhecer. — Ainslynn franziu o cenho, será que precisava fazer agora? — Não se preocupe, saberá o momento adequado de realizar. — Assentiu. Não compreendia como poderia saber, mas preferiu não questionar. Antes de partir, encarou novamente a flor roxa no chão, não queria deixá-la naquele ambiente frio, absorvido pela escuridão. Por fim, acabou pegando-a com extremo cuidado e, em suas mãos, a levou para o seu destino.

Com a respiração pesada, Aislynn aproximou-se da entrada do lugar com extrema cautela, muito mais por medo do que poderia encontrar do que desconfiança de que poderia estar caminhando para uma armadilha. Observando os pés, buscando atentar-se por onde pisava, visto que diversas rochas dificultavam a sua passagem.  — Olá? — Chamou e sua voz ecoou, mas nada aconteceu. Ao adentrar mais fundo, começou a sentir cheiro de um delicado perfume, mas não conseguia especificar que tipo seria e muito menos encontrou algo que poderia comparar, apenas limitava-se a descrever sua delicadeza.

Aos poucos, uma névoa começou a se formar e, finalmente, Aislynn chegou ao seu destino. No centro do ambiente, um ser semelhante a uma mulher, sentada em uma trípode, segurava um ramo de loureiro, encarava os passos da semideusa. Um castiçal ao seu lado trazia um pouco de luminosidade, permitindo vislumbrar seus longos cabelos pretos. Era ela a quem buscava? Antes que pudesse trazer a sua pergunta para o exterior, aquilo que seus olhos via levantou a mão vagarosamente e apontou na sua direção. Seus olhos que, de primeiro momento possuía uma íris preta, foram cobertos pela nevoa que a cada segundo tornava-se mais densa.

"Um tormento encontrará o que anseia recuperar
Mas apenas um olhar interior poderá salvar
Uma flor fadada a nunca respirar
Com um gesto genuíno de amor poderá retornar
Preocupações desnecessárias apenas atrapalhará
Sendo assim em morte tudo acabará"

Duas vozes, um corpo. Aislynn arrepiou-se por inteira ao escutar uma voz feminina unida a uma grossa. Sua respiração tornou-se pesada, principalmente ao escutar o último verso da profecia. O dedo que estava apontando na sua direção desceu, e a névoa ao redor começou a dispersar. Quando os olhos da mulher voltaram a ser vistos a semideusa deu um passo para trás, eles não possuíam íris, via-se apenas a esclerótica. Parecia estar possuída por algo. O ser jogou a cabeça para trás e um grito estridente saiu de sua boca. Sem pensar, as pernas de Aislynn a tiraram daquele ambiente ameaçador.

Tentou correr o mais rápido que podia, sem olhar para trás. As rochas dificultaram a fuga ao ponto de acabar tropeçando em algumas. Entretanto, estava tão desesperada para fugir daquele ambiente que não se importou com os arranhões que foram se formando. Ao sair da gruta, a pequena ainda conseguia escutar o grito de estourar os tímpanos, o que foi o suficiente para não a fazer parar. O medo percorria seu corpo e tomava conta de suas reações. Antes que se distanciasse demais, Lynn percebeu que a flor brilhava com intensidade chamando a sua atenção.

Parou aos poucos de correr e verificou o seu redor, parecia que nada a seguiu. Com a respiração pesada, olhou para o objeto que segurava, mas nada aconteceu. Será uma alucinação? Esperou mais um pouco para confirmar e, como não ocorreu novamente, preparou-se para recomeçar a correr. Porém, assim que moveu a sua mão para uma direção oposta à que estava indo, aconteceu. Era como se a planta quisesse mostrar algo. Aislynn olhou para a única direção que ela brilhava: deparou-se com o pinheiro de Thalia ao longe e um lampejo pequeno, no topo da árvore, pôde ser visto.

— O que é aquilo? — Sussurrou, mudando a sua direção, e começou a caminhar rumo ao lampejo. A curiosidade a atiçava ao ponto de apenas olhar para o seu alvo. Por conta do breu, aquele vestígio de luz era o único ao redor, ainda mais após a flor se apagar novamente. Aislynn não notou, mas mais uma pétala se foi, restando apenas três. Continuando o trajeto, a pequena sequer reparou que as pessoas de antes não estavam mais presentes. No negrume incomum, a semideusa aproximava-se de seu destino. Assim que alcançou o início da colina, para a sua surpresa, avistou a silhueta de um sátiro.

Conforme chegava perto, a silhueta começou a ficar mais nítida e, para a sua felicidade, a reconheceu. — Juanito²! — Exclamou surpresa por encontrá-lo por aqui, não estava mais sozinha. Começou a correr na sua direção, mas antes que pudesse alcançá-lo, Aislynn paralisou ao vê-lo cuspir algo. Ao observar a barriga de seu amigo gritou atônita, pois ali encontrava-se um ferrão atravessado. Um contorno enorme moveu entre as sombras, o barulho que a criatura fazia ao fechar suas pinças, infelizmente, era familiar para Aislynn. Como um boneco, aquele ser, de forma impiedosa, moveu o corpo de Juanito de um lado para o outro antes dele se soltar e despencar no chão.

Com lágrimas molhando a sua face, e um olhar repleto de ira, Aislynn soltou com cuidado Jacinto, depositando-o no chão. Pegou sua faca da bainha e, furiosa, correu na direção do desgraçado em busca de vingança, o animal não tardou a fazer o mesmo. Antes que pudesse dar tempo a criatura, a semideusa mirou a arma na calda, perto do ferrão, e a atirou com toda a força. A faca fincou naquele lugar, impossibilitando o animal peçonhento de mover livremente a calda. Em seguida, Aislynn pulou diretamente na garra direita do ser no momento exato que ele a fechou. O animal tentou atingi-la com a outra pinça, mas a pequena conseguiu desviar ao pular nas suas costas.

Antes que pudesse alcançar a calda para retirar sua arma, o animal, irritado, mexeu-se de forma frenética desequilibrando-a. Aislynn caiu sentada e, no mesmo instante, o ferrão contorceu, alcançando o seu abdômen esquerdo. A filha de Apolo berrou de dor, e sentiu o veneno penetrar. Gemendo, arrancou a faca do rabo, que agora encontrava-se ao seu alcance, e não perdendo a oportunidade cortou o ferrão, libertando-se. Não retirou o espinho de seu corpo, temendo começar uma hemorragia. A criatura voltou a se movimentar, dessa vez com mais intensidade. Prestes a cair, Aislynn cravou a faca nas costas da criatura e se segurou o mais forte que conseguia.

Não iria aguentar muito tempo, ainda mais com o escorpião tentando alcançá-la com as suas pinças ainda intactas. — Por favor, acerta. — Sussurrou antes de começar a imaginar que, dentro de sua mochila, continha um inseticida para poder ao menos atordoá-lo. Poucos segundos depois,  Aislynn agarra no ar o objeto cuspido pela mochila. — Ok, um mata-moscas. Seria bastante útil se eu não estivesse lutando contra um ESCORPIÃO! — Descontando sua frustração, a semideusa bateu com o objeto na casca do animal. Para a sua surpresa, o mata moscas fez um buraco na casca da criatura a agitando ainda mais uma vez que era feito de bronze celestial.

Antes de ser jogada para longe, a cria de Apolo arrancou a faca que estava cravada e permitiu-se cair. Antes que pudesse ser pisoteada, rolou na terra para ganhar distância. Vendo-o gemer de dor, aproveitou a oportunidade para correr até seu alvo novamente e acertar o centro de sua cabeça com o mata-moscas. Não obstante, o seu oponente ainda continuava a se mover. Irritada com aquela persistência, Aislynn começou a esfaqueá-lo diversas vezes enquanto gritava, sem parar, as lágrimas começaram novamente a escorrer. O animal parou de se mover, mas ela ainda continuou com o processo, descarregando toda a fúria acumulada.

Quando suas mãos ficaram exausta, ela se ajoelhou e começou a chorar ainda mais. A criatura virou pó, sujando as suas vestes e, mais a frente, o corpo de Juanito ficou à vista. Com um pouco de dificuldade devido ao ferrão ainda em seu corpo, Aislynn cambaleou até ele, com o rosto inchado, e se jogou em cima do corpo. — Desculpa. — Pediu em prantos para o corpo inerte. Entretanto, quando a jovem o olhou, o sátiro estava virando neblina, se desfazendo aos poucos indicando que ele não passava de uma mera miragem. A pequena se afastou um pouco, parando de chorar e admirando aquele acontecimento.

Ao fim, virou-se para onde o pó do escorpião estava, mas ele continuava ali, indicando que era real. — Eu... consegui. — Sussurrou, descrente, mas aliviada. Depois de ser derrotada duas vezes pelo mesmo ser, finalmente conseguiu uma vitória, venceu o seu maior tormento³ sem qualquer ajuda. Aislynn era capaz e finalmente acreditava nisso. Além disso, Juanito ainda estava vivo. Levantando com dificuldade, seguiu caminhando até onde deixou Jacinto, precisava terminar o que começou. Com cuidado, pegou o objeto e seguiu para a árvore no topo da colina. A imagem que via agora era encantadora, aquele lampejo sutil de agora há pouco se transformou em um brilho que, se encarasse demais, acabaria prejudicando a visão. — Quase lá. — Dizia a cada passo.

Olhou para a flor em suas mãos e um medo percorreu seu corpo, pois restava agora apenas uma pétala. — Aguente mais um pouco, por favor. — Implorou enquanto tentava prosseguir, deixando o rastro de seu sangue por onde passava. Não poderia permitir que seu pai o perdesse para sempre. Chegando finalmente no topo da colina, Aislynn deixou a flor em cima da raiz da árvore, ignorando por completo o tronco mais afastado com a flecha atirada antes da escuridão tomar conta. Posicionou debaixo da copa do pinheiro, como esteve horas atrás com Quiron, e olhou para o alto. Um sorriso de orelha a orelha apareceu em sua face ao vislumbrar o que buscava. — Ai estava você, no lugar mais alto do acampamento. — Disse, relembrando o que o centauro falou.

Entretanto, para o seu desprazer, estava alto demais para alcançar e teria extrema dificuldade de subir com o machucado que obteve. Mesmo assim, Aislynn se aproximou da árvore e tentou subir no tronco, mas assim que fez o primeiro esforço para apoiar-se, sentiu uma dor insuportável. Soltou quase de imediato e se afastou um pouco, respirando pesado, olhou novamente para o objeto e esticou sua mão, como se só com esse movimento pudesse alcançá-lo. — Ajude-me a salvar uma vida. — Implorou para o objeto que nada fez, sentia-se uma completa tola com a mania de conversar com coisas, mas não conseguiu pensar em absolutamente nada além disso. — Eu sei que sou capaz, apenas me dê uma chance.

O pinheiro começou a tremer, Aislynn afastou-se um pouco temendo que caísse no seu rumo, entretanto, ao observar melhor o ocorrido, notou que não era a árvore, mas sim o arco que tremia forte demais e segundos depois, a arma caiu da copa. Institivamente a semideusa esticou a mão e o pegou antes de cair no chão. Admirada com o que via, ficou completamente hipnotizada por sua beleza. Feito de madeira, classificado como arco recurvo por conta da curva no seu meio, o arco possuía símbolos musicais por todo o seu corpo e suas lâminas assemelhavam-se a um "S". O objeto encaixou-se corretamente em suas mãos, com peso mediano e contendo metade de seu tamanho.

— Obrigada. — Agradeceu. Olhando para a flor uma última vez, Aislynn deu dois passos para frente e preparou para realizar o disparo. Posicionou-se no lugar que o céu estivesse mais a vista: "precisamos do arco para atirar a flecha no céu", lembrou. Deixando as suas pernas um pouco afastadas, sendo a da frente flexionada, Aislynn respirou fundo e segurou o arco. Apenas nesse momento reparou que não possuía uma aljava ou qualquer flecha, como iria fazer? "Lembre-se criança", a voz de Helena⁴ invadiu a mente da pequena enquanto relembrava o que ela havia dito, "as armas sentem tudo. Elas se comunicam com você a sua maneira. Muitos dizem ser bobagem, mas eu sei que não é."

Agora aquele comentário fez total sentido, por isso, sem hesitar, Aislynn fechou os olhos. — Mostre-me. — Controlando a respiração, mantendo-a no ritmo de seus batimentos cardíacos, a cria de Apolo buscou espantar todos os distrativos, incluindo pensamentos negativos, o que acabou fazendo-a limpar a mente.  — Sou capaz. — Admitiu com confiança ao abrir seus olhos. Dessa vez, o arco não estava vazio, nele continha uma flecha brilhante semelhante a um vestígio de raio solar. — Isso! — Sem perder tempo, a criança mirou na direção do céu, avistando uma única estrela que brilhava e, sem pensar duas vezes, deixou o arco com tração máxima e soltou a flecha reluzente. Acompanhou todo o trajeto do objeto que iluminava o céu quanto mais se aproximava, até desaparecer na negritude.

A semideusa começou a tossir e por sua boca sangue escapou, mas ela não se importou. Havia completado a sua missão. Feliz, a criança virou-se para encarar a flor. — Ai não... — choramingou e correu até a planta, mas era tarde demais, todas as suas pétalas se foram deixando apenas o talo que também estava tornando-se podre. — Não, não, não. — Repetiu enquanto pegava as sobras e juntava-as em suas mãos, mas tudo virou pó. Aislynn fracassou em sua missão. — O que fiz de errado? — Questionou... havia enfrentado o seu maior tormento, limpou a mente de todas as preocupações, ganhou autoconfiança olhando para dentro de si, algo que até então quase não possuía, e conseguiu adquirir o arco que salvaria Jacinto. Entretanto, a flor ainda continuava sem respirar.

Indignada com este final, Aislynn voltou para o lugar onde havia atirado a flecha. Sua pele estava pálida, os lábios secos, com sangue escorrendo por eles, seu corpo estava sujo, com arranhões e sua blusa do acampamento estava com uma enorme mancha de sangue no abdômen. Mas para a semideusa, tudo aquilo não importava mais, ela não importava mais, tinha falhado com seu pai e um sentimento de dor e culpa a tomou por inteira. Precisava liberar a sua magoa de alguma forma, por isso, encarou a direção onde o Sol deveria nascer, mas ainda não o fez, e começou a recitar quase em forma de canto:

Permita-se relembrar o que o encantou
Lembre-se do que nele o conquistou
Permita-se aproximar da felicidade que cultivou
Dos momentos felizes que ele proporcionou

A flor permanece inerte neste mundo obscuro
Mas nas suas memórias mais íntimas o mantém puro.
Bela flor, existe um Sol que deixa todo o seu esplendor
A mercê da ânsia de tê-la com todo o seu amor.

Ao fim, a pequena se ajoelhou e baixou a cabeça, como um pedido de perdão por ter fracassado na única vez que foi chamada por seu pai. Permaneceu assim por um minuto, em silêncio, sem ver o que ocorria ao seu redor. A pequena não percebeu o roxo iluminando as raízes do pinheiro, não percebeu o amanhecer surgindo ao longe, não percebeu que na realidade não havia fracassado, que, pela primeira vez, Jacinto retornou. Ao levantar e se virar, prestes a retornar para o seu acampamento que estava inerte na escuridão, Aislynn espantou ao levantar a cabeça: a sua frente, abaixo da copa do pinheiro e acima da raiz, uma figura fantasmagórica a observava.

A imagem pertencia a um homem com um belo porte, possuía belos músculos e uma beleza que fazia a pequena ter dificuldade de desviar o olhar. Trajava uma vestimenta grega que cobria apenas a parte de baixo de seu corpo. — Jacinto? — A figura assentiu com a cabeça. Aislynn tampou a boca para conter um grito eufórico, desacreditando no que presenciava. O homem desviou o olhar para algo atrás dela, Aislynn virou fazendo o mesmo, movida pela curiosidade como sempre. Para a sua surpresa, a escuridão estava indo embora dando espaço para a claridade produzida pelo Sol. No centro da luz, a silhueta idêntica àquela que Aislynn vislumbrou antes de tudo começar, reapareceu.

Dessa vez, o sujeito não a chamou, ao invés disso ele estava correndo na sua direção, voando o mais rápido que podia dentro do possível. Ao se aproximar, Aislynn teve que tampar os olhos por conta da claridade antes de se acostumar e, finalmente, poder ver o dono daquele corpo. Os cabelos eram loiros, os olhos azuis e a pele bronzeada, trajava uma vestimenta grega, mas, diferente da de Jacinto, essa tampava metade do peitoral e das pernas. Possuía uma beleza que, de longe, ultrapassava a de seu amado, assemelhava-se a de um anjo. Aislynn sabia perfeitamente de quem se tratava. — Pai... — sussurrou antes de dar abertura para deixá-lo passar e se aproximar do seu amor perdido. Neste momento, ela era completamente invisível aos olhos apaixonados do deus.

Por um momento, a semideusa vislumbrou o reencontro entre as duas almas. Com pesar, observou seu pai tentar tocá-lo, mas não conseguiu, pois tratava-se de um espírito e não algo palpável. Além disso, Jacinto, aos poucos, tornava-se mais claro, como se estivesse desaparecendo novamente ou, quem sabe, voltando a ser uma flor mais fortificada. Não sabia dizer, apenas possuía a certeza que eles não tinham muito tempo. Aislynn continha a consciência de que Apolo apareceu em sua versão antiga, a que Jacinto conhecia, afinal, os seus irmãos que o viram sempre dizia o quanto ele era descolado e sobre seus óculos escuros que nunca tivera, totalmente diferente da figura a sua frente.

Sentindo-se um pouco envergonhada por presenciar tal momento, Aislynn desviou o olhar e, apenas com este ato, deparou com o tronco que, no início, seu pai fincou uma flecha. Sequer pensou em usá-la no arco minutos atrás, mas, para a sua surpresa, o objeto já não estava mais ali, a flecha deixou um buraco vazio no tronco. Olhou para o arco em suas mãos uma última vez, será que foi essa flecha que utilizou? Não sabia a resposta, voltou a olhar para o casal e, para a sua surpresa, ambos estavam a olhando com um sorriso no rosto, suas feições diziam um “obrigado” silencioso, como se só o fato de se verem novamente era o suficiente. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, seu pai produziu um enorme clarão apagando a sua visão e, quando voltou a ver, estava ao lado de Quiron novamente.

— Criança? — Chamou e, como resposta, Aislynn virou-se para ele antes de desmoronar, exausta. Os braços ágeis do centauro conseguiram agarrá-la antes de ir ao chão. Havia perdido muito sangue, além de ter sido envenenada pelo escorpião, precisava de cuidados imediatos ou algo pior poderia ocorrer. Já era um milagre manter-se de pé por tanto tempo. Por isso, o centauro não perdeu tempo e a levou até a enfermaria afastando-se do pinheiro. — Eu... — começou a falar, com sua voz fraca. — Não diga nada, já estamos chegando. — Aislynn tentou novamente, com um sorriso no rosto, sentindo imensa felicidade e necessidade de dizer: — Eu não o decepcionei.

Notas de Rodapé:
¹ O pedido foi na realidade uma reclamação realizada na missão fixa "arrumando as escadas" que pode ser encontrado aqui. Segue a citação do trecho:
"Nada melhor como procurar pontos positivos em realizar aquilo que fora solicitado, apesar de não evitar ficar desanimada quando é chamada por Quiron. — Quando ele me chamará apenas para elogios? — Sonhou alto e, em seguida, colocou a mão no peito. — “Aislynn Prescott, você é a melhor filha de Apolo que este acampamento já teve. Queremos parabenizá-la com essa linda medalha de ouro.” — O imitou"
² Juanito, o sátiro é um NPC que ficou responsável em cuidar da segurança de Aislynn, sendo o seu único amigo na última escola que frequentou e, desde então, um dos seus maiores confidentes e aquele a quem mais confia. Uma de suas conversas mais profundas ocorre na praia, o que pode ser encontrado aqui.
"Sentia falta de seu companheiro, não o via a dias e sequer obteve notícias. Tantas emoções e acontecimentos, mas não havia ninguém para compartilhar seus receios. Mesmo sentindo-se aceita no seu chalé, ainda não era o mesmo que estar com seu melhor amigo. Soltou-o e deu-lhe um tapa na nuca, mudando completamente sua reação. — Não desapareça assim!"
³ Aislynn foi perseguida pelo escorpião antes de chegar ao acampamento, além de enfrentá-lo na aula de combate a monstros que pode ser encontrado aqui. Segue uma citação da aula que demonstra o seu medo:
"Todavia, para o desespero de Aislynn, entre todas as criaturas que poderia enfrentar nesta aula, Becka escolhera um escorpião do tártaro. — Ai não... — gemeu baixinho, retraindo o corpo. A lembrança de ser perseguida por um escorpião antes de chegar ao acampamento inundou sua mente. Sua negligencia em não fazer silencio quando Juanito pediu quase os matou, esse fato ainda a assombrava. Uma reação em cadeia iniciou ao saber o que enfrentaria: suas mãos começaram a tremer, acabou dando um passo para trás levada pelo instinto de fugir. Não queria chorar, mas seus olhos insistiam em lacrimejar. — Sua picada é 3 vezes mais venenosa...  — Becka explicava.  — ... quanto as pinças, bem são capazes de dobrar um caminhão ao meio. — Ouvir aquelas descrições não a ajudava, pelo contrário. A sua respiração começou a acelerar, o suor frio escorreu por sua testa e, para piorar, seu corpo paralisou não querendo responder a qualquer um de seus comandos."
⁴ Helena, filha de Éos, é uma NPC que possui a sua primeira aparição na missão fixa "limpando o arsenal" citada anteriormente. Foi a partir do contato com esta semideusa que Aislynn sentiu vontade de manusear um arco pela primeira vez.
"Entretanto, este não era o seu foco no momento, o que interessava era o belo arco que aquela semideusa segurava. Ele era de ouro com algumas gravuras entalhadas, a curva que possuía deixava-o charmoso e combinava com a dona. A garota retirou a aljava surrada de suas costas e a pendurou na parede, junto com as demais. — Acabei usando mais do que deveria. — Ela comentou baixinho ao ver o objeto vazio, sem qualquer flecha. Aislynn esperou que a visitante guardasse o arco, sentia imensa vontade de tocá-lo, mas a semideusa não o fez. Antes de sair da sala notou o olhar desejoso que Aislynn lançava para o objeto."
Equipamentos:
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

• Mochila reversa [Uma mochila gasta com uma aparência maltrapilha, feita de um tecido que lembra um jeans escuro com retalhos de pano. Apesar de tudo, é bastante discreta, leve, e aparenta sempre estar cheia. |A primeira tentativa de fazer a mochila sem fundo – criada por Hefesto – deu totalmente errado. Dessa forma, essa mochila em vez de guardar itens, cospe itens – literalmente –. O semideus imagina algo que caiba dentro dessa mochila e “bum” esse item surge magicamente em seu interior. Acontece, que isso nem sempre dá certo, a mochila é conhecida por ser bipolar, o semideus pode imaginar um balde de pipoca e acabar ganhando um ferro de passar. O verdadeiro mistério, está em saber como convencer a mochila a te dar o item certo. | Tecido Mágico | Sem espaço para gemas | Beta. | Status: 100% sem danos | Comum | Arsenal do Acampamento]
Poderes Passivos:
Nível 2
Nome do poder: Arqueiro I
Descrição: A maioria dos campistas iniciantes não tem qualquer tipo de afinidade com as armas, porém, devido a ligação com o divino acabam por receber um instinto natural com as armas ligadas aos seus pais. Apolo/Febo é um arqueiro perfeito, e por isso seus filhos tem uma maior afinidade com a arma. Mesmo sendo novato no acampamento, o semideus possui uma perícia iniciante que faz com que o mesmo saiba o uso básico de um arco, diferente de outros campistas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 5% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Nível 4
Nome do poder: Corpo Atlético I
Descrição: Apolo sempre foi descrito como um Deus jovem e no auge do seu vigor físico. Filhos de Apolo herdaram essa característica de seu pai, sempre são vistos praticando esportes e atividades físicas para se manterem atléticos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de agilidade e esquiva
Dano: Nenhum

Nível: 4
Nome do poder: Pericia com Lâminas curtas I  
Descrição: Quando impedido de usar o arco, o semideus precisa recorrer a outra forma de defesa, que possibilite um ataque rápido e preciso como é a característica dos filhos de Apolo/Febo. Com isso, eles passam a desenvolver também o combate com pequenas lâminas, já que são menores e mais fáceis para carregar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de assertividade no manuseio de lâminas curtas (facas, adagas, etc.).
Dano: + 10% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Nível 5
Nome do poder: Concentração de Arqueiro I
Descrição: Arqueiros precisam se concentrar para acertarem o alvo, pois qualquer distração, podem fazer seu tiro certeiro sair pela culatra. Os filhos de Apolo têm a benção de seu pai, que faz com que eles sejam mais calmos e objetivos quando precisam realizar uma tarefa que exija concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15% de vantagem ao realizarem uma tarefa que exija concentração.
Dano: Nenhum
Fontes:
1- http://greciamitos.blogspot.com/2012/08/a-pitia-ou-pitonisa.html?m=1
2- http://bit.ly/2vkAJFE
3- https://www.google.com.br/amp/s/mundoestranho.abril.com.br/historia/o-que-era-o-oraculo-de-delfos/amp/
4- https://www.recantodasletras.com.br/contos/2709691
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Re: Flor sem respirar — Missão OP Interna para Aislynn Prescott

Mensagem por Asclépio em Qui Maio 31, 2018 8:23 pm


flor sem respirar (avaliação)
Céus, que missão encantadora.

Bom, confesso que inicialmente não podia fazer expectativas quanto ao resultado e muito menos estipular o que possivelmente seria feito com o enredo. Mas acredito que fiz o certo até este momento pois, lendo o que fez me trás uma sensação muito boa em todos os aspectos : Organização, enredo, a ortografia e tudo. Não há o que simplesmente dizer e muito menos, para que eu deva exigir : Foi exatamente na medida correta de uma missão nível médio em do seu cacife atual. Sinceramente, o que mais me surpreendeu foi a forma com qual elaborou e abordou no texto a poesia. Li bestificado praticamente. Essa foi a recompensa que eu ganhei, no final das contas em ter dedicado parte do meu tempo para abrir a missão, criá-la e enviá-la. Valeu muito a pena. Espero que a essência da personagem esteja desta mesma maneira nos posts futuros, quando com certeza estiver evoluída e claro, com mais facilidade em pular de levels. O único erro que vi, foram erros bem pequenos de digitação algo que possivelmente passou despercebido em fazer o texto. Esteja atenta apenas a isso pois em textos que possuam grande exigência, podem sofrer descontos por conta disso.

Sobre o prêmio : Com as palavras que citei acima, adoraria oferecer logicamente, uma arma que pudesse ser condizente com elas porém, devido ser um estagiário não possuo grande prioridade. Mas espero que tire grande proveito da mesma e desta maneira possa incluir itens futuros como também quem sabe, fazer uma CCFY para incrementá-la melhor onde um Avaliador com maior capacidade, possa concedê-la as devidas bonificações merecidas. Acredito que por conta disso e dos requisitos bem preenchidos, melhor seja oferecer a bonificação completa. Se não orgulhou nosso pai, com certeza orgulhou seu irmão aqui. Meus parabéns!

4.000 XP & 4.000 Dracmas.


• Arco [Um arco de ouro imperial com peso mediano possuinte de um cordão invisível onde ao se retesar, forma-se flechas luminosas de tons alaranjados. Segurando-a por muito tempo, é capaz de assistir a flecha escurecer proporcionando assim ao atirar o projétil, ver que ondas sonoras são capazes de se propagarem para auxiliar o semideus. Atirada inicialmente é capaz de manar ondas de 135 decibéis que fazem separar o vácuo, porém ao se aguardar um tempo relativo se concentrando na presa até sua ponta se avermelhar, a flecha será capaz através do som brando, vibrar os objetos e corpos a sua volta com 140 decibéis. Na sua lateral possui o nome do pai escrito no dialeto grego. | Efeito 1: Possui uma corda que aclama as flechas. | Efeito 2: Possui duas combinações de dois tipos de sons igualmente brandos. Todavia, a segunda opção poderá ser apenas destravada pelo semideus se não correr o risco de ser atacado por monstros ou humanos e possui o efeito de consequência por até dois turnos em eventos e um em missão. | Ouro Imperial | Espaço para um gema | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]


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