The Blood of Olympus
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⌁ Tempest ⌁

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⌁ Tempest ⌁

Mensagem por Maxine H. Henz em Seg Maio 21, 2018 1:17 am

Trama Pessoal
Aqui estarão todas as missões relacionadas a trama pessoal de Maxine Hayes, ou específicas para o seu desenvolvimento.


O sequestro misterioso de Felicity Hayes O início desta trama aconteceu em pleno ataque a Roma, quando Max retorna e encontra a casa de sua mãe em chamas. Uma amiga íntima de Felicity informa que ela foi levada por homens que portavam um misterioso anel.

Alke neste capítulo da vida de Max, ela reencontra Alce/Alke, uma deidade menor de guerra, a qual lutou lado a lado na guerra do Tártaro. Disposta a melhorar ainda mais a sua forma de combate, Max conseguiu convencer Alke a ajudá-la com o tortura treinamento.




Última edição por Max Hayes em Dom Jan 27, 2019 12:28 am, editado 1 vez(es)


Maxine Hayes


∆ LYL - FG


Maxine H. Henz
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Amazonas
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Re: ⌁ Tempest ⌁

Mensagem por Maxine H. Henz em Dom Jan 27, 2019 12:22 am

Tag: CCFY
Alke


Ter uma rotina comum era quase anormal depois de meses de tensão e preparação para a grande batalha final. Mas, agora que tudo tinha acontecido, Hayes ponderava que o maior desafio era se ajustar a vida comum e rotineira. Apesar de adorar Nova Roma, sabia que seu compromisso era em Seattle, como uma amazona veterana. — Por favor, assine aqui Sr. Gibbs. — Solicitou em um tom educado, esticando o tablet especial com uma caneta apropriada para o uso do aparelho. A sua frente, estava um magnata legado de Mercúrio, um senhor de boa aparência e olhar sério demais para alguém que tinha um sorriso trambiqueiro quando achava que ninguém estava vendo. Andrew Gibbs era um cliente fiel das amazonas, colecionador de bebidas antigas – muito antigas – e de itens históricos.

Max não conseguia imaginar o prazer que aquele homem teria ao ver uma garrafa esverdeada de um vinho francês encontrado em uma ilha perdida no Mar de Monstros. Obviamente aquela única garrafa seria o suficiente para pagar um bom apartamento em qualquer metrópole americana. — Querido, você vai demorar muito ainda? — Uma voz aveludada chamou de dentro da mansão onde Hayes realizava a entrega. Em um rápido vislumbre, ele viu uma morena extremamente bela em uma lingerie bastante sexy. — Só alguns segundos honey, logo mais irei dar toda a atenção que você merece!

— Oh boy, aquela não é uma das modelos da VS? — Max indagou em puro impulso, tendo como resposta o sorriso malicioso do senhor a sua frente. Assoviou baixo. — Sir, você tem muito bom gosto e sorte. Mas nada se compara com a minha própria morena, é claro.

— Uma garota tão jovem com você já comprometida? Isso parece quase uma ofensa ao mundo. — Gibbs riu divertido, olhando por sobre o ombro antes de abaixar o tom de voz. — Eu a estarei levando para uma festa em Nova Iorque, é o seu último dia comigo antes entrar em viagem de negócios. Haveria algum modo de você entregar alguns itens interessantes para uma despedida, na costa leste? Obviamente estarei pagando pelo frete tão distante.

— Tudo pela satisfação de nossos clientes. Sugiro que procure pelos produtos da Vytti, ela é uma filha de Afrodite bastante dedicada a essa arte tão delicada e intensa.

Gibbs sorriu ainda mais, entregando o tablet após a sua assinatura digital. Satisfeita com o processo de venda, Maxine entregou o produto e caminhou em direção ao carro da Amazon. Mais um trabalho bem feito permitia que ela finalmente retornasse a sede no centro da cidade. Com o som ligado em um volume alto, a loira dirigia distraída pelas ruas de Seattle. Decidida a pegar um atalho pra evitar o trânsito, acabou seguindo por um bairro próximo ao porto da cidade. Foi graças a essa decisão que a amazona viu algo acontecendo.

Algo muito ruim.

Não existia uma cidade do mundo que não houvesse um certo índice de criminalidade, pois o ser humano também possuía um lado obscuro do qual sucumbia com certa facilidade. Foi sem querer que ela viu um garoto sendo empurrado para uma área mais abandonada, cheia de contêineres antigo e enferrujados, que não poderiam mais ser usados para transportes nas embarcações. Freou de vez, as mãos presas no volante enquanto o corpo paralisou por alguns segundos. A mente ponderava se deveria se intrometer, pois agora que tinha tanta experiência como semideusa, já era difícil interferir nas coisas humanas sem exibir uma ou duas coisas do seu outro mundo.

Então escutou risadas debochadas.

Maxine saiu do carro depois de estacioná-lo de qualquer jeito. Nada deveria impedi-la de ajudar alguém, pois se algo acontecesse com o garoto depois, ela também teria responsabilidade sobre isso. A polícia não chegaria a tempo de impedir que ele fosse espancado, mas a amazona estava ali e poderia fazer algo. Ao chegar no lugar, a cena não a surpreendeu. Um garoto negro e de roupas simples estava sendo segurado por outros dois garotos, enquanto um terceiro o esmurrava na barriga. Era uma ação covarde e impiedosa, algo que esquentou prontamente o sangue da romana. — Ei! Deixem ele em paz! — Exclamou para chamar a atenção.

Quatro pares de olhos tornaram em sua direção, todos confusos, inclusive a vítima da violência. Max deu o melhor sorriso que poderia, balançando a cabeça de um lado pra o outro quando viu que o agressor principal também sorriu soberbo quando viu que ela era apenas uma loira com roupas chiques. Porque claro que ela não iria encontrar um magnata usando qualquer vestimenta. — Saia daqui loirinha, não queremos encrenca para o seu lado.

— Mas encrenca é justamente o meu nome do meio! Eu posso oferecer a você o mesmo acordo, saia daqui e ninguém será machucado.

— Ta achando que consegue lidar com nós três?

— Na verdade acho que vocês três não saberiam o que fazer com uma mulher como eu, um bando de pirralhos que  precisam de uma situação tão humilhante para se mostrarem superiores... Tsc tsc tsc. São tão inseguros assim?

— Olha aqui loirinha, não é porque você é mulher que não vai deixar de sofrer na nossa mão, ta entendendo?

Max apenas deu de ombros e retirou o casaco de couro que usava, o jogando sobre um dos contêineres. Não ousaria por em risco a integridade de uma de suas peças favoritas em uma situação como aquela. — Estou me sentindo encrenqueira hoje. A não ser, é claro, que vocês queiram sair com o rabinho por entre as pernas. Porque o orgulho deve ser minúsculo. — Ela falou olhando propositalmente para o meio das pernas dos garotos. Isso foi o suficiente para provoca-los e fazer justamente o que ela queria. Homens.

O primeiro a vir foi o agressor, já que os outros dois precisavam manter o garoto refém. Ele veio de maneira direta, mal montando uma postura de combate. Max quase bocejou de tão lento que o seu adversário estava sendo. O golpe veio hesitante, provavelmente por achar que ela era uma garota e o falso cavalheirismo o impedisse de atacar tão violentamente. Assim, quando o golpe veio em direção ao seu estômago, ela apenas desviou para o lado, ficando na lateral dele. Rapidamente segurou o braço esticado pelo ataque, o girando de modo a fazê-lo cair sem dignidade alguma no chão. Mesmo com ele no chão, não tinha soltado o membro superior que outrora tinha tentado atacar, deixando o ângulo esquisito e definitivamente dolorido. — O que? Não estou te escutando! Está doendo, meu querido? — Max pressionou ainda mais o braço, parando um pouco antes do que seria necessário para deslocar o ombro dele. Um dos outros dois veio bufando de raiva, a fazendo finalmente soltar o que estava caído no chão. O soco dessa vez vinha em direção ao seu rosto, sendo amparado pela mão dela, a palma cobrindo o punho do adolescente. A amazona o empurrou o fazendo dar dois passos para trás e, no terceiro, colocou o pé atrás dele o fazendo cair de maneira destrambelhada. — Antes que vocês percam o restante da dignidade, porque simplesmente não vasam daqui? Pensem bem se vale a pena apanhar de uma loirinha ou se afastarem.

Felizmente, os garotos decidiram sair dali, com expressões que variavam entre a raiva e ao ego machucado. Max esperou que eles se distanciassem um pouco mais antes de correr em auxílio ao garoto caído no chão. Sem hesitar ou pedir permissão a amazona ergueu um pouco a blusa folgada e imensa para o tamanho dele, tendo um vislumbre de como ele não só tinha marcas da violência sofrida a pouco, mas também outras antigas. — Vou te levar para um hospital. — Max anunciou disposta a ajuda-lo.

— Não! Um hospital não, por favor... — Ele a segurou de maneira firme, mais desesperado do que aparentou quando estava apanhando. — Obrigado, mas eu... Eu consigo me virar.

Ela o observou tentar se levantar. Mas o garoto falhou miseravelmente ao ponto de escorregar de novo para o chão. Hayes revirou os olhos, passando um dos braços dele por sobre o ombro e o levantando com extrema facilidade. Era filha de Júpiter e amazona, um corpo com um pouco mais de setenta quilos não era nada para o que ela poderia realmente carregar. — Onde então? Eu não vou conseguir dormir se não te deixar em um local seguro, então me ajude a te ajudar ok? — Aquela era uma fala verdadeira, pois Maxine Hayes conhecia um pouco dessa realidade.

Retrocedendo a poucos anos atrás, Max desde os dezesseis anos viajava sozinha por toda a América. Nunca saindo do país, mas visitando locais famosos e pequenas cidades. Isso a ofertou experiências incríveis, fotos maravilhosas... E um belo vislumbre de como a sociedade poderia ser cruel. Em cidades mais violentas, era difícil não entrar em contato com gangues ou a criminalidade, já que a filha de Karl Hayes evitaria usar o dinheiro do magnata a qualquer custo. Preferia ficar em albergues ou hotéis baratos e que pareciam seguros o suficiente. Gostava de festas locais ao invés das mais caras e badaladas. Consequentemente, tinha feito amizades que conviviam com a realidade do tráfico, da violência e da sobrevivência do mais forte. Por isso, não conseguiria deixar aquele adolescente para trás, não quando os olhos dele aparentavam uma teimosia e orgulho característicos de quem não se renderia tão fácil a uma realidade dura.

— Escola BFC. Fica há dois quarteirões daqui, há alguém que vai me dar abrigo. — Ele falou e olhou para o local onde os garotos tinham sido facilmente derrubados. — Shit, você deu uma surra naqueles dois tão fáceis, nunca mais irrito uma loira.

Max riu levemente, gostando do humor do garoto mesmo na situação em que estavam. O levou em direção ao carro da Amazon, fazendo uma enorme careta ao ver que ele estava totalmente arranhado na lateral. Provavelmente um presente dos outros três derrotados. Deixaria para reclamar depois. — Qual seu nome, alias? — Indagou assim que estiveram seguros dentro do carro.

— Todos me chamam de Júnior.

— Ok Júnior, segura ai que eu não gosto da cor que sua pele tá ficando, e já vou avisando que se eu ver que está sério, eu vou chamar ajuda profissional.

— Já estive pior.

— Don’t care.

A amazona dirigiu no limite do que era permitido até o local indicado pelo garoto. A escola BFC era como uma academia de luta, isso era óbvio pela sua faixada externa onde tinham desenhos de grafite de pessoas executando golpes marciais. Não parecia ser grande, mas era bonito e intrigante. Ao entrarem encontraram um ambiente vazio, fazendo Max questionar pela milésima vez se aquilo era realmente uma boa ideia. — Olá! Alguém aqui?! — Gritou tentando chamar a atenção de qualquer alma viva que estivesse dentro do prédio. — Precisamos de ajuda!

Os ouvidos da legionária foram preenchidos pelo som de passos pesados vindo do piso superior, ligeiros e urgentes. Max sentiu primeiro a onda maciça de poder, uma aura tão forte e absoluta que instigava força e respeito. Algo que ela só sentiu uma única vez, quando esteve rodeada de deuses em meio a uma batalha no Tártaro. O olhar apreensivo dirigiu para a porta pela qual a entidade passaria, o corpo tencionando assim que a porta foi aberta, dando lugar a uma mulher aparentemente comum. Brava, mas com tudo que uma humana teria. Nada de brilho divino ou tamanho esquisito, mas apenas uma humana um pouco maior do que a própria amazona, de cabelos negros e olhos intensos.

No grande combate, enquanto enfrentava Asmodeus, deuses combatiam Zelo e Bia. A imagem vívida de uma deusa em específico não sairia da mente de Maxine, pois foi uma das coisas mais poderosas que já tinha visto. Alke, uma das deidades de combate, rendendo e dominando Zelo. Era esta mesma figura poderosa que estava a sua frente, caminhando em sua direção para pegar Júnior de seus braços e verificar se o garoto estava bem. — O que aconteceu?! — A deusa questionou sem esconder a preocupação e chateação, os olhos claros voltando em direção a Maxine. — O que você fez?!

— Alice, ela me salvou. — felizmente o garoto acrescentou isso prontamente. — Está tudo bem, eu só preciso de uma compressa e muito gelo.

— Quem fez isso? — Alke repetiu de maneira mais pausada e ameaçadora.

— Foram os Sharks...

— Júnior! Quando eu ensino para serem corajosos, isso não quer dizer para serem estúpidos! Vá para a sala de descanso, eu me acertarei com a loira.

Júnior olhou para Max como se pedisse desculpas pela encrenca, mas não ousou mais desobedecer a deusa. Instintivamente a amazona recuou dois passos, colocando uma distância segura entre ela e a deidade aparentemente zangada. Era um conhecimento comum que os deuses caminhavam entre os humanos, principalmente para cumprirem suas funções. Mercúrio possuía uma rede de entregas bastante popular, sendo um dos rivais de mercado das próprias amazonas. Diziam que Arcus, a deusa do arco-irís, também tinha o seu próprio negócio ligado a vida natural, energia positiva dentre outras coisas saudáveis. Porém, encontrar uma deusa ajudando diretamente a um humano e parecer ter vínculo com este? Ou ele seria filho dela, ou algo bastante similar ou... — Sua mente está gritando asneira. — Alke resmungou cruzando os braços.

— Você ler mentes? — Max recuou mais ainda, ficando realmente preocupada agora.

— Não, mas humanos geralmente são fáceis de compreender. — Ela respondeu e bagunçou o cabelo. — Obrigada por ajudar o Júnior. Mas já conhece a saída, pode dar o fora daqui e não voltar.

— Você é Alce certo? Ou Alke. Mas ele te chamou de Alice.

— Sem perguntas, filha de Júpiter!

— Argh! Eu tenho um nome sabia? Max Hayes! — A amazona colocou a mão sobre a cintura, olhando diretamente para a deusa quando ficou irritada. — Não me culpe por ficar curiosa, isso é novidade ok? Até pouco tempo atrás estávamos o que? Dando um rolê no Tártaro e distribuindo socos nos demônios...

— Ótimos golpes, alias.

— Sim, não foram? Eu deveria ter....

— Mas não tão poderosos quanto poderia ser. Descuidada e sem tanta técnica, acertou apenas porque estava sobre o poder de seu pai.

O queixo de Maxine caiu vários centímetros. Um dos últimos golpes que desferiu em Asmodeus tinha sido, realmente, auxiliado por uma combustão elétrica, que a jogou contra o inimigo e permitiu que acertasse seis golpes sem parar. Tinha sido uma das sequências mais poderosas que já tinha feito na vida e a deusa dizia que ela não tinha técnica?! — Saia daqui, volte para a sua vida... Não, não vou responder mais do que isso. — Alke dessa vez foi bastante enfática, ao ponto de exercer um poder estranho sobre Max, a compelindo a sentir receio de ficar na presença da deusa. Resmungando e irritada a garota saiu da escola pisando duro. Não retornaria para lá, não tinha perdido nada e muito menos possuía vínculo algum com aquela deusa. Jamais tornaria pisar os pés ali novamente!

Dois dias depois a semideusa estava adentrando a escola uma vez mais.

-//-

A incerteza não superou a determinação de Maxine naquele dia. Nas últimas 48 horas a amazona repetia na mente o que a deusa menor tinha dito. Em uma retrospectiva, analisou todas as vezes em que dependeu do poder do pai, rei dos deuses. Não que o odiasse, mas também não o amava. Não que tivesse raiva ou desgosto pelos poderes que tinha, era apaixonada por voar e se sentia bem com os raios. Porém, existia uma possibilidade, uma ínfima chance de que pudesse aprimorar as capacidades por merecimento próprio. Isso a conduziu para a Escola BFC, mesmo sabendo que a probabilidade dela apanhar de uma deusa guerreira fossem alta.

Para a ansiedade e alívio da amazona, “Alice” não estava ali naquele dia. Descobriu que ela era a dona do lugar e aparecia apenas periodicamente, dando aulas espontâneas ou cuidando do local. Sem desanimar a legionária acabou por associar-se a Escola BFC, podendo ter um local para treinar fora da Amazon ou dos acampamentos. Em algum momento “Alice” teria de aparecer e mesmo sem saber como iria explicar o seu desejo, Max torcia para que nesse momento pudesse estar presente.

Todos os dias da semana que passaram, menos no final de semana em que foi visitar a mãe e a namorada, Max reservava pelo menos duas horas de seu dia para ir até a academia. Com seu jeito espontâneo e aberto, a semideusa não poupou charme para se aproximar das pessoas que estavam ali. O que acabou gerando bastante conhecimento sobre o lugar. BFC significavam Bravura, Força e Coragem. Que eram exatamente os domínios da deusa menor! A maioria dos integrantes ali eram dos bairros próximos e alguns até mesmo distantes, mas que basicamente recebiam uma bolsa para competir e, caso ganhassem, recebiam uma boa quantidade em dinheiro. Era uma forma que alguns encontravam até mesmo de sustentar a família. Alke transmitia o seu domínio auxiliando os humanos da melhor maneira que uma deidade poderia oferecer: dando chances e oportunidades, um caminho seguro e digno. Uma semana depois e Maxine respeitava a mulher divina mais do que a maioria dos deuses dos quais já tinha entrado em contato.

Foi uma quarta-feira que tudo começou a engrenar realmente. A amazona chegou ao meio-dia, pegando um bom pedaço da hora de almoço para estar ali. Era o momento em que a escola estava basicamente vazia, já que a maioria dos integrantes precisavam trabalhar ou justamente procurar um emprego. — Tinaaa! — Maxine cantarolou o nome da recepcionista da vez. — Uou, você mudou o modo como arruma o cabelo, eu gostei bastante. Dá para ver melhor os seus olhos achocolatados. — Como sempre, o ar charmoso rodeava o legado de Afrodite, o que fez a recepcionista corar e sorrir ao mesmo tempo.

Mas antes que a humana falasse algo, alguém pigarreou atrás da semideusa. — Você é inconveniente, não é? — Era ela! A deusa! Max virou em um pulo, o semblante um tanto confuso pois não sabia se tinha receio da expressão zangada, ou se ficava contente pelo momento ter finalmente chegado.

— Cinco minutos! É tudo o que eu peço. — Hayes pediu, mal contendo a agitação dentro de si.

A deusa revirou os olhos e moveu a cabeça em direção a uma das salas de treinamento, uma indicação de que a amazona poderia segui-la. Max virou em direção a Tina. — Por favor, me deseje sorte! Sempre funciona quando garotas bonitas desejam boa sorte! — Tina gargalhou e fez o que a amazona falou, sabendo que isso era apenas o jeitinho da loira de agir. Contando com a boa sorte da garota humana, finalmente se permitiu seguir a deusa guerreira. A sala de treinamento era comum, com uma parede tomada por espelhos e alguns equipamentos de combate, mas com o centro totalmente limpo e coberto por um piso acolchoado para amenizar o impacto das quedas. — O que você quer? — Alke foi direta, encarando a semideusa de braços cruzados.

— O que você disse não saiu de minha cabeça. Eu queria pedir... Se fosse possível, deuses eu espero que seja, se você poderia me treinar.

Enrolar não era uma das qualidades de Max quando estava ansiosa. O coração da jovem estava disparado dentro da caixa torácica, o olhar neutro de Alke não dava indícios do que passava na mente da deidade, o que era ainda mais preocupante. Porém, quando começou a ver que ela balançava a cabeça negativamente, Max puxou o ar para dentro do peito, tentando munir-se de toda a coragem que precisava para falar diretamente com uma deusa. — Você é Alke, deusa da força, valentia, coragem. Você luta ao lado dos outros deuses, como Ares! — Hayes passou a língua por entre os lábios, tomando cuidado com o que iria falar a seguir. — Eu imagino que deva incomodar você quando comparam a sua capacidade com a de Ares. Como se você só fosse como você é por causa dele. Shit, talvez possa ser até parte da verdade, mas eu vi você batalhando! Foi incrível! — Max começou a andar de um lado para o outro. — Eu estava concentrada naquele demônio bonitão, merda você viu como ele era bonito?, mas todos vimos você derrotando aquele outro deus. Você o dominou, você o derrotou. VOCÊ. Eu ainda posso fechar os olhos e ter a imagem clara em minha mente e tudo o que eu pensava quando relembrava isso era: OH FUCK! Ela é tão boa! Ainda bem que ela está do nosso lado. — Hayes respirou fundo e voltou a prestar atenção na deusa, que a observava com aquele mesmo olhar neutro. — É o que eu sinto quando me relacionam a meu pai. Eu não o odeio, simplesmente porque eu não o conheço. Se tem alguém a quem você pode por a culpa por eu ser assim, seria a minha mãe. Uma mera filha de Afrodite que me ensinou a lutar pelo que eu amo, mesmo que isso exija sacrifício. Não há criatura mais corajosa e forte do que aquela loira. Ela me ensinou a ter motivação certa para me manter viva e não fazer tanta besteira... Não que vá funcionar sempre, quase me matei no segundo demônio e...

— Pelos deuses, você fala mais do que as musas quando estão fofocando. Arme a sua postura, agora! — O susto pela voz determinada da deusa fez Maxine prontamente calar a boca e armar a postura.  — Agora tente me acertar. Não faça essa cara, não é como se você fosse me machucar de verdade.

Isso foi o suficiente para convencer a semideusa, já que a sua oponente era uma deusa de guerra. Inspirou fundo duas vezes para poder controlar a agitação, armando a postura comum que lutadores de boxe assumem. Punhos erguidos na frente do rosto, Max aproximou atenta a adversária. Era uma instrutora de combate nos acampamentos, além de treinar constantemente com as amazonas. Estava confiante de que sabia dar um soco ou outro, o suficiente para ficar perto o suficiente da deusa e aplicar um jab... E ter seu orgulho ferido quando ela simplesmente deu um tapa em seu soco o desviando de rota. Retrocedeu a postura, pronta para mais um cruzado. Outro tapa que desviou a mão para baixo. — Lenta! — Alke exclamou e parecia ter um semblante de tédio. Max tentou um gancho, seguido de um golpe direto. Os dois defendidos com uma facilidade incrível. — Você está pelo menos tentando aqui? — Alke ergueu uma sobrancelha. Max sabia que a deusa estava tentando instigar a raiva, deixar seus golpes instáveis e por um momento tentou controlar-se. Aplicou diversos socos baseados no boxe, tentando acertar diversos lugares. Mas era como se a deusa soubesse exatamente onde iria atacar e, assim, tudo o que precisava era acertar um tapa em seu punho. Quando já estava suando pelas tentativas, Alke deu um tapa na testa de Max, com força suficiente para que a semideusa recuasse três passos para trás. As mãos foram diretamente para a testa, massageando o local atingido. — Você tem a capacidade de um lutador experiente, eu vou admitir isso. Mas para uma semideusa, você poderia ser muito mais. Você é muito lenta!

— Isso ficou bastante claro. — Hayes sorriu amarelo, segurando todos os impropérios dentro de sua boca, estava pedindo ajuda ali e não tentando cometer suicídio.

— Esteja aqui, todos os dias, as quatro horas da manhã.

— Quatro horas da manhã? Mas o sol nem...!!!! Oh, quatro horas é ótimo, beleza. As quatro. Não mude de ideia, é um trato! Você é demais Alke!

— Alice. Aqui você me chamará de Alice.

Se fosse possível, Maxine correria até a deusa e daria um belo beijo na bochecha dela. Mas, como repetia constantemente para conter os seus impulsos, não estava tentando cometer suicídio.

-//-

No dia seguinte, as quatro horas da manhã, uma sonolenta amazona estava parada na frente da escola. Alke apareceu e liberou a entrada sem dizer muito. Seguiram para o último andar do prédio, já que ali possuía a sala de treinamento maior e mais completa. — Se aqueça, sei que deve conhecer uma sequência boa para isso, então não vou guia-la em algo tão simples. Hoje você terá apenas uma missão: atingir o limite até quase desmaiar. E terá o tempo até Tina chegar, ela é sempre quem abre a academia.

— Como vou atingir o limite? — Max questionou já iniciando um alongamento com os braços.

— Use das habilidades de Júpiter. Sei que você é mais rápida por causa dele e que há um período de tempo em que pode aumentar ainda mais isso, atingindo velocidade divina. Ative durante as duas próximas horas, sem parar. Com essa habilidade ativa, você pode fazer toda a sequência de Muay Thai que conhece. Até que não consiga mais.

Hayes paralisou com os braços esticados, encarando a deusa de maneira incrédula. Poderia soar razoável o que ela estava pedindo. Mas não era! Usar da velocidade divina sempre desgastava o corpo, pois por um período de tempo toda a musculatura da semideusa era preparada para a sobrecarga de poder e energia. Repetir isso e controlar uma sequência de golpes sem perder a qualidade dos mesmos? Alke sorriu sádica, o que fez Maxine a olhar desconfiada das intenções da divindade. Porém não reclamou e quase agradeceu quando ela ligou o sistema de som, permitindo que uma música agitada quebrasse o silêncio.

Max iniciou o aquecimento, fazendo uma série de exercícios para aquecer o músculo e preparar o corpo para a loucura que estava prestes a realizar. Quando ficou pronta, sentiu as pernas formigarem assim que ativou a velocidade divina, acelerando – literalmente – a sua capacidade de mover-se de um lado para outro. Começou primeiro por uma sequência aleatória de chutes e socos do Muay Thai até alcançar um lado extremo da sala de treinos. Ao retornar, já usava da técnica de joelhadas e cotoveladas. Max precisou usar de toda a concentração para não avançar demais, pois se movesse os pés rapidamente, iria acabar tropeçando e perdendo toda a eficácia da técnica que exigia um posicionamento perfeito. Por isso, mesmo com a habilidade ativa, a filha de Júpiter parou antes mesmo de alcançar o outro lado, perdendo a benção de velocidade. Ofegante, olhou para Alke. A deusa estava com os braços cruzados, observando com aquela expressão neutra e séria. Ela arqueou uma sobrancelha, passando claramente a mensagem “por que parou?”, fazendo Max entrar no modo acelerado uma vez mais.

A amazona deu o melhor de si. Tanto por orgulho quanto por um desejo quase infantil de impressionar a sua nova instrutora. Porém, por mais esforço que fizesse, não levou uma hora para chegar a um estado de calamidade total. As pernas tremiam, a respiração estava tão ofegante que se tornava difícil puxar corretamente o oxigênio. A garganta ardia seca, implorando por água. Caiu de joelhos depois de tentar um chute frontal, as mãos espalmadas sobre o chão acolchoado. O corpo estava tão suado que gotículas começaram a cair sobre o piso, demonstrando todo o esforço que tinha feito. — É o suficiente para hoje. Sente corretamente. — Alke ordenou depois de um tempo. Hayes não ousou questionar, principalmente porque não tinha forças para isso. Estava exausta por ter abusado de sua energia ao mesmo tempo em que movimentava o corpo de maneira repetitiva. Porém, mesmo naquele estado, quase saltou quando sentiu um par de mãos em suas costas. — Eu vou melhorar a sua circulação energética. Por isso a coloquei em um ponto de exaustão.

Mesmo sem entender corretamente, Max não sentiu em nenhum momento hostilidade vinda da deidade. Isso foi o suficiente para relaxar e permitir que a deusa fizesse o que estava propondo. O ar ficou preso quando sentiu uma leve dor nas costas, os músculos tensionando forte. Era como uma massagem intensa e interna, como se ela tocasse cada veia do corpo e esticasse antes de soltar. A romana não escondeu as inúmeras caretas de dor, mas não se atreveu a reclamar. — Como isso vai me ajudar?! — Não conseguiu impedir a si mesma de questionar a deusa.

Escutou um suspiro vindo de trás de si, como se fosse um adulto que estivesse tendo de responder algo óbvio a uma criança. — Você precisa melhorar a precisão e a velocidade de seus movimentos. Sua técnica é razoável, mas não atinge todo o seu potencial. Estou apenas adiantando o que seria anos de treinamento ao melhorar a sua circulação de energia do corpo. Nessa primeira semana vai ser um inferno de treinamento. — Alke falava em seu melhor tom de “desista agora, você ainda tem chances”.

— Já estivemos no inferno. — Foi a resposta esperta da semideusa, sorrindo de lado. — Dou um jeito de sobreviver. Seria possível que você esteja preocupada comigo?

— Estou apenas considerando o quanto vai ser divertido ver sua cara de derrota todas as manhãs. É um bom jeito de começar o dia.

Maxine riu, achando melhor levar na esportiva. Por ser alguém que sempre dava uma resposta para tudo, também estava acostumada a receber todo tipo de contra-ataque. Alke não demorou mais do que dez minutos para finalmente finalizar o que estava fazendo. Max estava para agradecer quando a deusa levantou e simplesmente saiu, um pouco antes de Tina chegar e se surpreender por ver a amazona já na escola. — Tinaaaa. Me socorre! Eu não sinto minhas pernas! — Max implorou teatralmente, sabendo que era capaz de levantar perfeitamente. Mas o que seria dela sem um pouco de drama na vida?

-//-

Duas semanas depois.

Atravessar o portal para o Tártaro não preencheu o peito da filha de Júpiter quanto adentrar a sala de treinamento. Todos os dias, as quatro horas da manhã, Maxine estivera ali. Não importava se passou a noite fazendo atividades amazônicas, ou se adormeceu de madrugada porque não conseguia desligar a chamada com Emmanuelle. Nada disso era desculpa para impedir que a semideusa estivesse ali, no seu antro de sofrimento. Existiram dias que apenas o orgulho e a teimosia a impulsionou, não almejando dar o gosto de vitória a Alke, que todos os dias soltava uma indireta de que ela deveria desistir e deixa-la em paz.

Mesmo com toda a resistência e capacidade da amazona, ela passou a sentir dores cada vez mais fácil. Quanto mais alcançava o limite e forçava a si mesma a aumentar a velocidade sem perder a técnica, mais ela sentia cansaço e desgasto físico. Por sorte, ia ficando cada vez mais fácil realizar os estilos de luta naquelas condições. Se de início ela mal conseguia completar uma sequência de movimentos, agora ela precisava cada vez menos ativar a habilidade herdada de seu pai para alcançar a velocidade que queria. Tinha de admitir que seja o que Alke estivesse fazendo com aquela massagem energética, estava funcionando. Dolorosamente funcionando.

Era manhã de sábado e Maxine Hayes estava jogada no centro da sala, braços abertos e corpo suado. O olhar perdido no teto pensando em todos os pecados cometidos nessa vida e provavelmente o que teria feito nas outras para merecer tamanha dor muscular. Alke já tinha partido há um tempo, tendo forçado a semideusa a ultrapassar o limite mais uma vez, pois no dia seguinte ela deveria estar indo encontrar a noiva. Ela nem mesmo tinha a capacidade de sorrir naquele momento, ao pensar em sua morena. — Será que ela está viva? — Ela escutou a voz de Tina ao fundo. Sendo completada pela de Júnior. — Vamos lá cutucar pra ver se reage.

Max teria resmungado, mas não tinha forças para isso. Estava morta corporalmente! Pela primeira vez, isso não soava como algo dramático e exagerado. Junior aproximou e o olhar divertido dele a fez erguer o dedo do meio, finalmente expressando uma careta de dor. Usou de cada partícula de força que restava para poder sentar, ainda desnorteada pelo desgaste de energia durante aquele treino infernal. — Eu ia convidá-la para uma saideira com o pessoal da escola, mas acho que você não consegue nem mesmo raciocinar. — Junior a observava cuidadosamente. — Alke parece fazer sessão de tortura aqui.

— É algo bem próximo disso. — A amazona resmungou a resposta, olhando para o garoto com um sorriso de lado. — Open bar?

— Nos seus sonhos. — Junior riu e ofereceu uma mão para ajuda-la a levantar. — Mas gente boa e bebida decente.

— Só me diga o local e a hora.

Quando finalmente se viu capaz de andar, Max saiu da escola de luta, retornando para a Amazon. Suas colegas de grupo a encarava com curiosidade expressa, mas Max sabia que não deveria contar para ninguém que lidava com treinamentos particulares com uma deusa menor. Apenas Elena tinha uma pequena informação sobre, sendo explicado para a latina apenas que tinha iniciado aulas intensivas de maneira independente. A rainha e líder do grupo feminino não questionou muito, apesar de ter um olhar preocupado depois que observou como Hayes retornava desses treinamentos.

Junior mandou uma mensagem horas depois, informando um endereço de um bairro na periferia de Seattle. Max não se surpreendeu, pois sabia que a maioria dos estudantes da BFC eram de regiões carentes e violentas. Porém, um local como aquele não intimidava Maxine, não depois de tudo o que ela vivenciou até o momento. Por isso avisou a suas companheiras de dormitório que sairia para se divertir e que não sabia quando retornaria, vestindo roupas confortáveis. Uma calça jeans com rasgos, botas e uma blusa estampada que adorava, tendo por cima sua jaqueta de couro. Pegou emprestado um dos carros mais comuns da Amazon, já que não queria chamar a atenção por aquelas ruas.

O local não era difícil de encontrar, mas a surpreendeu saber que aquela era a casa de Junior. A mãe dele estava organizando tudo, já que sempre foi grata a como o filho foi salvo da gangue local ao ser “disciplinado” através das artes marciais. Max não tardou a se enturmar com todos ali, aproveitando a boa música e a cerveja gelada. Depois de frequentar quase diariamente a BFC, conhecia a maioria dos estudantes que eram matriculados pelo período da manhã, mas não os dos outros turnos. Por isso, acabou fazendo contato com novas figuras, todas extrovertidas e até um pouco loucas. O tipo de pessoa que Hayes adorava estar por perto.

Em um determinado momento Hayes pediu licença para ir para o lado de fora da casa, tendo uma garrafa de cerveja nas mãos. Na lateral, encostou contra a parede e fez a sua ligação diária para Emmanuelle. Se alguém dissesse a ela que um dia estaria tão conectada a alguém que não conseguiria cogitar a ideia de passar um dia sem pelo menos conversar com ela... Max provavelmente diria que não usava esse tipo de droga. Animada, contava para a filha de Poseidon como estava sendo a festa e revirando os olhos a todo momento que escutava a morena pedir para ela não exagerar.

Porém, foi por causa desse momento particular que a amazona viu um furgão parando na rua atrás da casa. Com seus instintos gritando que algo estava errado, Max caminhou lentamente pelo corredor que levava para o quintal da humilde residência. Viu garotos com enormes casacos e calças folgadas, tatuagens espalhadas por toda a pele que era exibida. Assim como viu Junior discutindo baixo com eles, até que um que ainda estava dentro do furgão o puxou para dentro em um movimento rápido. — Darling, eu te amo você sabe né? Então espero que você continue me amando, pois eu vou acabar de me meter em confusão. Tem uma criança sendo raptada aqui, te mando mensagem depois. — Max falou rápido e baixo, desligando a ligação antes que Emmanuelle começasse a argumentar alguma coisa. Os garotos que estavam do lado de fora do carro entraram rapidamente dentro do veículo que saiu cantando pneu.

A filha de Júpiter olhou para os lados, amaldiçoando inúmeras vezes internamente antes de começar a voar, assumindo uma distância segura. Sem perder o carro de vista ou ficar evidente que tinha alguém voando. Ela não poderia simplesmente usar os poderes para impedir o que estava acontecendo, pois a Seita ainda não tinha sido eliminada. Maxine os seguiu pelo que pareceu ser dez minutos, torcendo internamente para que Junior estivesse bem. O carro estacionou em algo que parecia um galpão, não abandonado, pois havia um grupo de pessoas do lado de fora. Eles pareciam cosplay de gangues do jogo GTA, despojados com o jeito bandido, mas ainda assim com traços modernos.

Max pousou em um local discreto, inspirando fundo para poder usar de algo que treinou junto com as amazonas: a capacidade de suprimir o máximo possível os sons produzidos pelo corpo. Silenciosa e furtiva, a semideusa prosseguiu caminhando por entre caixas e toneis, até encontrar um muro próximo do grupo e pudesse bisbilhotar em paz. Olhando por cima do concreto, ela contou dez homens com armas básicas como correntes, bastões de basebol e até mesmo ferros. Buscou na memória o nome daquele grupo de delinquentes, levando um pouco de tempo até ter um estalo na mente. Sharks. Quanta criatividade. — Essa é sua última chance Junior, onde está o dinheiro? — Um homem careca questionou, com tatuagem por toda a cabeça.

— Eu não tenho Ravi! Como você espera que eu tenha cinco mil dólares em um mês?! — Junior gritou, permitindo que Max localizasse o amigo. Tendo de se esticar um pouco mais, o viu de joelhos no meio da roda, sendo segurado pelos ombros por dois outros rapazes. — Essa dívida não é minha.

— Tem razão. O imbecil de seu irmão pegou o dinheiro emprestado e ainda fez a burrice de morrer antes de pagar. Sinto muito moleque, mas você acabou herdando os problemas dele também.

Oh shitt! Foi o pensamento que cruzou a mente da amazona inúmeras vezes. A situação de Junior se provava cada vez mais complicada. O garoto rosnou de raiva e tentou levantar, conquistando um empurrão que o jogou brutamente contra o chão sujo e molhado. Max tentou pensar rápido, mas toda a sua capacidade de raciocínio foi suprimida pela necessidade de ajudar o garoto, pois ele começou a receber chutes por todo o corpo. Ela levantou bruscamente, desistindo de reprimir os barulhos do corpo, pois precisava chamar a atenção dos outros. — Ei, calminha babies. Eu vim aqui para ajudar! — Avisou quando todos olharem em sua direção e se mostraram hostis.

— Quem é você?!

— Espera, é ela! A maldita loira! — Max reconheceu um dos garotos que apanhou dela quando conheceu Junior.

— Ela que lidou com três dos meus homens? Vocês estão de zoeira? — O que parecia ser Ravi questionou incrédulo.

— Sorry not sorry, mas eu quero negociar. Eu tenho o dinheiro, posso transferir agora. Vocês deixam o Junior em paz e cada um segue com a sua vida.

Max odiava a ideia de negociar com criminosos. Mas entre isso e a segurança do Junior, o detalhe poderia ser relevado por um tempo. A romana também sabia que mesmo derrotando cada um daqueles garotos ao seu redor, não acabaria com a gangue, pelo contrário. Poderia ocasionar em retalhação.

— Está fazendo amizades interessantes, Junior — Ravi riu e cruzou os braços. — Aposto que é uma riquinha, que mora no centro e que se envolve em causas dos necessitados para ter uma boa imagem. Mas não importa se você tiver o dinheiro.

— Vou apenas pegar o celular, preciso da sua conta.

— Transfira quinze mil.

— What the fuck? Isso é mais do que o dobro do que ele deve.

— Nova situação, novo valor. É o preço para deixar o seu amigo em paz. Aposto que isso é nada para alguém como você.

E realmente não era, se Maxine usasse a conta ligada aos Hayes. Algo que ela evitava a todo custo, por orgulho e mágoa. Max levou a mão até o bolso da jaqueta, pronta para pegar o celular quando viu uma tatuagem específica no braço de Ravi. O líder parecia não ter mais do que 20 anos, usando uma blusa regata exibindo orgulhosamente toda a arte corporal feita sobre sua pele. Uma forma de intimidar, mas que falava muito sobre ele. Principalmente a que estava cravada no antebraço, com um SPQR quase sobreposto por outras tatuagens. Apenas uma barra estava cravada na epiderme, mas foi as duas cobras ao redor de um bastão que denunciou a origem do garoto. Era um filho de Mercúrio que não passou mais do que um ano no acampamento. — Oh boy, isso é um pouco decepcionante, apesar de não ser surpreendente. — Max falou negando com a cabeça. — Talvez eu deva me apresentar um pouco antes de concluir as negociações. Sou Max! Legionária da terceira coorte e uma amazona. — Existiu uma certa dose de contentamento quando Ravi perdeu a pose ao escutar o cargo de Maxine. — Acho que vamos ter de fazer novas negociações agora, já que temos uma nova situação, certo?

Ravi quase recuou um passo, mas então parou e riu de nervoso. Os outros rapazes observavam a tudo com curiosidade e desentendimento, mas ninguém ousava a interromper o líder da gangue. Junior já estava de joelhos, tão confuso quanto os outros. — Uma maldita amazona! Não sei o que infernos você quer nesse lado dessa cidade, mas vai se arrepender por causa disso. — Ravi retirou um aparelho do bolso da calça folgada que usava, fazendo Max olhá-lo prontamente em um misto de surpresa e ódio. Era um bloqueador de poderes, usado quase exclusivamente pela Seita. — Ganhei isso daqui depois de contar alguns nomes, eles não desconfiaram nada porque diferente de muitos da nossa laia, a maioria das minhas habilidades são naturais. — Ele acionou o dispositivo e o colocou de volta dentro do bolso, fazendo com que a semideusa sentisse prontamente o incomodo já conhecido em seu corpo. — Agora que você sabe demais, vou ter de acabar com você loira.

— Não! Nós... Nós ainda podemos negociar! Certo? Somos parentes, de certa forma, não é?! — Max rapidamente usou uma máscara, fingindo recuar, abrindo os olhos e inflando as narinas como se começasse a sentir desespero. — Ravi não é? Eu posso dá mais cinco mil! Mas por favor não faça nada comigo!

O sorriso diabólico do filho do deus dos ladrões aumentou. Max esbarrou no muro que outrora se escondeu, observando o garoto receber um bastão de ferro de um colega ao lado. Ravi ergueu a arma e estava pronta para atingir na cabeça de Maxine quando a mão dela agarrou o bastão em meio a seu percurso. Dessa vez, era a romana quem sorria em escárnio. — Ops, sorry man, eu também não preciso da maioria dos meus dons, sou incrível de nascença mesmo. — Max usou a mão livre, com a palma aberta, para atingir a testa do líder da gangue em cheio. Não usou de toda a força que possuía, pois não queria mata-lo. Escutou um grito de “peguem ela!”, quando Ravi cambaleou para trás e caiu no chão. — Junior, saia daqui agora! — Hayes gritou sem querer que o garoto se envolvesse na briga.

Eles vieram em grande número. O dispositivo ainda ativo no bolso de Ravi não deixava as coisas mais difíceis, apenas demoradas. Max esquivou de um bastão, jogando o tronco para o lado e contra-atacando com um golpe no antebraço do agressor, para logo depois atingir um soco no maxilar. Abaixou o corpo para fazer com que uma barra de ferro passasse por cima de si, em uma esquiva que foi mais rápida do que esperava. Já em posição, dois golpes diretos foram direcionados na região da barriga do homem. Ela recuou para ganhar espaço, encarando os outros que se aproximavam tentando ter uma noção das posições dos inimigos. Foi quando a coisa começou a ficar realmente caótica. Max era confiante de seus movimentos, tinha treinado tanto e instruído semideuses, que o corpo a obedecia sem que ela tivesse de gastar mais do que um microssegundo para tal. Mas foi com todas as habilidades herdadas adormecidas por causa do dispositivo que ela conseguiu notar.

O corpo se movia mais rápido e gracioso, esquivando de golpes ao mesmo tempo em que conseguia desferir ataques mais do que o comum. Quando antes ela conseguia acertar dois precisos socos, agora ela tinha a capacidade de utilizar de três perfeitamente. Sem velocidade apurada, sem a força exacerbada. Ali era apenas ela e o fruto de seu treinamento e dedicação. Maldita Alke, ela estava certa o tempo todo. O que não tornou justo o combate com meros humanos, pois eles não possuíam um terço da capacidade de um semideus treinado, mesmo com algumas habilidades inutilizadas momentaneamente. Quando o último membro da gangue caiu depois de um chute certeiro na lateral de seu rosto, Max estava levemente ofegante. Tinha recebido um golpe ou outro, mas a sua constituição era trabalhada demais para ser afetada realmente.

Ela virou procurando o Ravi, apenas para encontra-lo correndo em direção a um dos carros do outro lado da rua. Max pegou um dos bastões de ferro e realizou uma mira dedicada, calculando a distância e o trajeto antes de arremessar o objeto contra o filho de Mercúrio. Com ele caído, ela praticamente desfilou pela rua até chegar no garoto semiconsciente. Hayes vasculhou os bolsos até encontrar o dispositivo e esmaga-lo com a mão, finalmente sentindo o fim daquele desconforto que inibia seus poderes. — Você é um babaca por se aliar a Seita, aqueles humanos são monstros. — Max rosnou por entre os dentes, antes de aplicar um soco que nocauteou o filho de Mercúrio. O arrastou até um beco, abrindo um dos depósitos de lixos grandes que costumavam ficar atrás de restaurantes e lojas. O jogou ali sem cerimônias. — Agora sim você está no lugar que merece. — Comentou batendo uma mão na outra como se assim pudesse se desfazer de toda a imundice daquele semideus traidor. Pegou o celular e mandou uma mensagem rápida para Elena, informando a situação e que precisava de uma equipe para prender o filho do deus dos ladrões.

Estava começando a abrir as inúmeras mensagens de Emmanuelle quando Junior pulou na frente dela, armado com um taco de basebol. — Ow, ow! Cuidado com isso! — Exclamou depois de esquivar ao jogar o corpo para o lado. — Bateram em sua cabeça? Eu sou aliada! — Junior estava ofegante, com marcas de sangue escorrendo pela boca. Ele ainda estava assustado e trêmulo. — Venha, vamos voltar. Pegar uma avenida mais segura e pedir um uber.

— Eu pensei... eu pensei que você estava em perigo! Eu não consegui abandonar uma amiga, eu...!

— Shh, tudo bem Junior. Você foi corajoso. — Max bagunçou o cabelo dele e sorriu. — Alice teria orgulho de você. Agora, por favor, esse lugar fede. Vamos vazar logo daqui.

Felizmente ela lembrou de falar o nome humano da deusa, para não receber uma punição severa da deidade em plena segunda-feira de treinamento.  

-//-

Mais uma vez Maxine estava caída no chão da sala de treinamentos. Ofegante, cansada e destruída. Mas com um sorriso de lado no rosto. Não tinha sido tão ruim! Em verdade, depois de finalmente ver os resultados aplicados na prática, a amazona ganhou um impulso em se esforçar e lidar com as dificuldades. Conseguiu até mesmo sentar apenas depois de um minuto de repouso!

Para a sua surpresa Alke não tinha saído da sala como sempre fazia depois de lidar com a energia da garota. A deusa estava de braços cruzados, o olhar distante até tornar a fitar a filha de Júpiter. — Eu sei o que você fez no sábado. — Alke se pronunciou, o tom calmo mesmo que a expressão estivesse hesitante. — Você está indo bem, filha de Júpiter.

O coração de Max pulou dentro do peito. Era uma aluna que tentava a todo custo tirar notas perfeitas em uma classe difícil. Então ela tinha ali a sua mestre, a elogiando pela primeira vez depois de tanto tempo de treinamento e dedicação. Aquilo a agradou mais do que tinha imaginado. Porém, Maxine ainda era... Bem, Maxine. — Isso foi mesmo um elogiou? Uooou, será que você está sentindo dor depois de fazer isso? Porque isso explicaria muita.... — A voz da amazona morreu quando viu Alke andando em sua direção com o semblante fechado. O medo se tornou tão real e rápido que em um segundo ela estava de pé e correndo para o outro lado da sala. — Desculpa! Não me mata ainda! Eu estou oficialmente fugindo!

Pela primeira vez Max encontrou forças o suficiente para sair correndo dali, mesmo que estivesse segurando a risada ao realizar tal ato. O que os instintos de sobrevivência e traquinagem não faziam?



Benção/Habilidade almejada:

Eu sei que o desafio foi pequeno para uma luta de verdade. Mas a questão toda foi o treinamento em si, o contexto apenas proporcionou um combate para que fosse demonstrado a desenvoltura da Max com a habilidade que teria sido conquistada. Porém, entenderei se não tiver sido o suficiente, só peço a oportunidade (se possível) de um complemento caso julguem que a CCFY não foi o suficiente.

Nome da benção: Velocidade de ataque
Descrição: Com a ajuda do treinamento árduo de Alke, a filha de Júpiter aprendeu a mover-se rapidamente para aplicar os seus golpes, tendo mais vantagem durante uma batalha ao aprimorar sua agilidade, velocidade e destreza.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +50% de precisão e velocidade nos movimentos corporais. Em narrativas OP a personagem pode descrever golpes mais ligeiros e assertivos, em narrativas dinâmicas como em missões narradas, ganha uma ação extra para uso de golpes físicos.
Dano: +10% de dano em golpes físicos.
Extra: Nenhum




(C) Ross


Maxine Hayes


∆ LYL - FG


Maxine H. Henz
Maxine H. Henz
Amazonas
Amazonas


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Re: ⌁ Tempest ⌁

Mensagem por Maxine H. Henz em Dom Jan 27, 2019 12:25 am

Tag: CCFY
Informativo

FPA e Observações:
http://www.bloodolympus.org/t2658-fpa-max-hayes#63344

Não esquecer do bônus da UNR, graças ao curso de educação física.
Habilidades Físicas:
Nome do poder: Desenvolvimento Motor
Descrição: Aprender sobre o desenvolvimento do corpo e seus movimentos é crucial para um estudante de educação física. Agora saberá os limites e possibilidades, além de ganhar uma noção maior sobre si próprio.
Gasto de Mp: Nenhum
Bônus: +30% coordenação motora.

Nome do poder: Velocidade III
Descrição: Você aprendeu que a velocidade pode ser uma grande aliada em campo de batalha, e com isso treinou ainda mais arduamente, agora ficou mais rápido, esquiva-se com facilidade, e domina a luta ao seu favor. É difícil combater seu herói desse jeito.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade
Dano: Nenhum

Nome do poder: Resistência Corporal III
Descrição: As Amazonas treinam arduamente para superarem seus limites físicos e se tornarem lutadores cada vez melhores. Assim, sempre são as últimas a cansar em batalha, de modo que em caso da MP da guerreira chegar a zero, ela não irá desmaiar e poderá continuar lutando, desde que não gaste mais energia em poderes ativos (Não pode mais usar poderes ativos, mas pode continuar lutando, diferente de outros campistas que se chegarem a 0 de MP desmaiam e são incapazes de continuar em campo)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% resistência corporal; +60% imunidade à dor
Dano: Nenhum
Extra: Pode continuar lutando se seu MP zerar, desde que não use mais poderes ativos

Nome do poder: Agilidade III
Descrição: Através da perícia corporal que começa a adquirir, o corpo da Amazona torna-se mais ágil para executar movimentos mais complicados e mais rápidos que o normal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% em agilidade
Dano: Nenhum

Nome do poder: Esquiva III
Descrição: Com os reflexos apurados devido ao treinamento recebido, as Amazonas têm mais facilidade para esquivar e desviar de ataques diretos e físicos. Com a capacidade física aprimorada e reflexo aguçado, a Amazona tem 60% de chances de desviar de um ataque com sucesso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +60% em esquiva
Dano: Nenhum

Nome do poder: Velocidade Atlética
Descrição: Um bom combatente sempre está preparado fisicamente para as futuras batalhas, de modo que as Amazonas levam muito a sério seus treinamentos rígidos, buscando sempre serem melhores. Devido à condição física e biológica natural dessas guerreiras e de seu empenho nos treinamentos, são quase tão rápidos e ágeis quanto filhos de Hermes, conseguindo correr longas metragens sem se cansarem. Movimentos que exijam velocidade/agilidade têm mais chances de efetividade contra inimigos mais lentos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% velocidade
Dano: Nenhum

Nome do poder: Flexibilidade Corporal
Descrição: A flexibilidade e elasticidade corporal das guerreiras Amazonas é desenvolvida desde o início em seus treinamentos rigorosos, de modo que aprendem a executar movimentos tão perfeitos quanto ginastas profissionais. Seus movimentos são bem pensados e precisos, assim como os músculos parecem responder ao mínimo comando. É quase impossível para um guerreiro mediano e iniciante acertá-las.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% em elasticidade e flexibilidade
Dano: Nenhum

Nome do poder: Força II
Descrição: O semideus treinou e evoluiu ainda mais e agora consegue carregar ainda mais peso, levantar coisas mais pesadas e efetuar lançamentos com uma facilidade tremenda. Conforme se desenvolveu, ficou ainda mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de força
Dano: +20% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Nome do poder: Força V
Descrição: Com o treinamento e experiência em batalha adquiridos pela amazona, sua força supera a de outros semideuses e se torna uma grande vantagem caso precise lutar desarmada. Apesar da força física avantajada que a Amazona desenvolve, seu porte físico não altera-se significativamente, mantendo as características femininas de seu corpo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de força
Dano: +25% de dano se o ataque da amazona atingir o adversário

Nome do poder: Cinesiologia
Descrição: A palavra Cinesiologia vem do grego, kinesis significa movimento, sendo assim cinesiologia é a ciência que estudo o movimento. No caso da área da saúde a cinesiologia aplicada vem para estudar os movimentos humanos. Quando falamos em movimento humano estamos falando de músculos. Através da contração muscular e das estruturas articulares que nosso corpo se movimenta. Portanto, para entender e estudar cinesiologia humana é necessário entender o funcionamento de músculos e articulações.
Gasto de Mp: 30MP por análise do movimento do corpo, totalizando 60MP.
Bônus: +10% em atributos corporais (passiva). Duas vezes por missão, poderá ativar a análise do movimento do corpo do inimigo, podendo predizer um movimento corporal do mesmo em poucos segundos.

Nome: Muay Thai
Descrição: O Muay Thai é uma arte marcial de origem Tailandesa conhecida como Thai Boxe ou Boxe Tailandês e revela um método de combate corpo a corpo (full contact) muito agressivo. É conhecido mundialmente como “a arte das oito armas”, pois caracteriza-se pelo uso combinado da técnica e da força dos membros do corpo humano, nomeadamente: os dois punhos; os dois cotovelos; as duas canelas das pernas e os dois joelhos. O semideus que participou dessa aula tem conhecimento sobre o muay thai, podendo usar de suas técnicas para golpear o seu adversário, principalmente ao usar os cotovelos e os joelhos para atingir o inimigo.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +25 de dano ao usar cotovelos e joelhos no golpe; +30% força, agilidade e flexibilidade.
Extra: Nenhum

Nome: Introdução ao Wushu
Descrição: O semideus que possui essa habilidade iniciou o caminho das artes marciais chinesas, o Wushu. Também conhecido como Kung Fu, esse é um estilo de luta com várias ramificações e escolas. Ao participar da aula inicial, o semideus agora possui uma base sobre esse tipo de combate, adquirindo mais força, condicionamento físico e postura para aprender as próximas aulas específicas.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +20% de força, +30% de resistência física
Extra: Há uma melhora na postura corporal do aluno, tornando difícil derrubá-lo com golpes diretos quando em postura de combate.

Nome: Wushu - Baguazhang
Descrição: Baguazhang é um estilo do Kung Fu que visa o ataque com as palmas da mão. Graças a sua técnica de circular o inimigo de maneira rápida e analítica, o praticante de Baguazhang também consegue ter uma melhor percepção do movimento inimigo ao seu redor, sendo assim uma das técnicas mais apropriadas para combates com números maiores de inimigo.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% de agilidade e esquiva, +30% de percepção do movimento do inimigo.
Dano: +30 de dano em golpes feito com os punhos.
Extra: Nenhum

Nome do poder: Pugilista
Descrição: Durante as batalhas, muitas vezes os combatentes ficam desprovidos de armas ou munições, tendo que recorrer à força bruta para buscar uma vitória. Devido ao treinamento constante das Amazonas, com e sem armas, elas aprendem noções básicas de pugilismo, sabendo usar os próprios punhos como poderosas armas de impacto. Golpes só serão descontados de dano se atingirem áreas sem armaduras. Em caso de golpe em armadura de couro ou golpes de raspão, dano reduzido em 50%.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:
Dano: +20

Infinite Power | Atributos | Tatuagem pequena na lateral do dedo mindinho da mão dominante do semideus. Forma o símbolo do infinito em cores diversas, que mudam conforme o humor do seu portador sempre que este entra em combate, ativando seu efeito automaticamente. | Aumenta todos os atributos que o semideus já possui em +10%. | Lateral do dedo mindinho | Marca pequena | Permanente.
Auxiliares:
Nome do poder: Espírito Ancestral
Descrição: A violência percorre o seio da humanidade desde o seu início, e antes disto em todos os seres vivos. Sendo essa a mais primitiva razão da realização de guerras, as guerreiras Amazonas os instintos da própria violência em seu corpo, sendo que sempre luta com objetivo de ferir seu oponente. Essa agressividade natural acaba fazendo com que todos os golpes físicos da guerreira, causem um estrago ainda maior nos golpes dados pela Amazona em fúria.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: acréscimo de +20% de dano por golpe

Nome do poder: Andróctone
Descrição: Um dos significados atribuídos às Amazonas era o de “matadoras de homens”, o hoje é traduzido como “andróctone”. Devido à crença das Amazonas de que os homens são inferiores e dispensáveis para o sucesso de uma sociedade, as Amazonas adquirem uma vantagem física ao lutar contra adversários do sexo masculino. Isso não é válido para monstros, pois eles não são definidos por seu sexo, mas sim por sua espécie.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de efetividade nos ataques contra homens
Dano: +35% de dano por ataque recebido

Nome: Pontos Críticos
Descrição: Ao participar da aula de combate corporal, o semideus aprendeu quais pontos do corpo humano provocam mais danos. Estes locais são chamados de diversas formas, como pontos críticos, pontos de pressão ou pontos de impacto. Ao aplicar um golpe nas áreas como: traqueia, queixo, têmpora, testículos, costela flutuante, diafragma, lateral do nariz, clavícula, parte interna da coxa e a parte interna da junta do cotovelo; o semideus poderá aumentar as chances de crítico e seu dano.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% de acertar os pontos mencionados acima, graças ao treinamento; +40% de dano somados ao dano crítico.
Extra: Funciona principalmente em formas humanoides.

Nome do poder: Anatomia
Descrição: Por ser um curso que lidar com o corpo, aprender sobre o mesmo é fundamental para um bom profissional. Neste semestre, o estudante deverá saber tudo sobre o corpo humano.
Gasto de Mp: Nenhum
Bônus: Por ter um grande conhecimento sobre anatomia, tem mais facilidade de atingir pontos críticos de um corpo humanoide. +30% de chance de atingir o ponto crítico.

Nome do poder: Instinto Guerreiro
Descrição: Agora que é uma guerreira Amazona, a jovem semideusa sente-se mais próxima da guerra como se essa arte sempre tivesse feito parte de si. Sendo parte de um grupo que inicialmente foi abençoado por Ares/Marte, a jovem agora começa a desenvolver um instinto guerreiro, aprendendo a manusear armas que nunca usou, aprendendo a desenvolver estratégias em batalha e sabendo o básico de táticas de sobrevivência.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Tem facilidade para manusear armas, bolar estratégias e técnicas de sobrevivência;
Dano: Nenhum

Nome do poder: Geografia da Guerra
Descrição: Devido ao conhecimento bélico que começa a adquirir, a Amazona aprende que uma batalha é mais do que o embate físico entre dois adversários, tendo diversas outras variáveis a serem aproveitadas. A guerreira aprende a analisar o terreno de sua batalha para saber tirar melhor proveito dele, além de reconhecer as condições climáticas de um ambiente e usar isso em seu favor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O narrador precisa dar alguma informação a respeito do terreno ou do clima

Nome do poder: Batalha Sagrada
Descrição: Na antiguidade, as primeiras Amazonas teriam sido filhas de Ares/Marte, de modo que a influência do deus da guerra continua se perpetuando entre as guerreiras, dando-lhes maior facilidade em campo de batalha. Ilusões não são capazes de atingi-las, devido ao seu foco e concentração no objetivo de destruir seu oponente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não sofrem com efeitos de distração, mantendo o foco em batalha
Dano: Nenhum

Nome do poder: Resistência Corporal I
Descrição: Durante o período de guerra, os exércitos muitas vezes combatem a grandes distâncias do local aonde residem, sendo obrigados a enfrentarem dificuldades para marcharem, como falta de alimento, temperaturas climáticas inconstantes, terreno acidentado e etc. Devido à adaptação e resistência física desenvolvidos pelas Amazonas, seus corpos estão fisiologicamente mais preparados, sendo capazes de ficar até cinco dias sem comer, três dias sem beber água, podem passar por montanhas e pântanos sem dificuldades e efeitos climáticos serão 50% menores sobre si.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% em resistência corporal; é afetada em -50% por efeitos climáticos
Dano: Nenhum

Nome do poder: Ambidestria
Descrição: A ambidestria é do que a capacidade de se usar ambas as mãos como predominantes. Tanto a mão destra quanto a canhota possuem um desenvolvimento motor elevado, permitindo o manejo de equipamentos e, principalmente, armas. Dessa forma, essas guerreiras conseguem manusear com perícia duas armas ao mesmo tempo ou alternando as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Disciplina
Descrição: Em seus treinamentos, as Amazonas aprendem a ser disciplinadas e focadas. Dessa forma, adquirem uma forte resistência a poderes e habilidades que envolvam alterações emocionais ou na personalidade da guerreira. Poderes mentais e de persuasão tem o efeito reduzido na Amazona, assim sendo, dificilmente a guerreira irá perder o foco em sua missão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Resistência a todo o tipo de distração, ataques mentais têm -50% de efetividade
Dano: Nenhum


Nome do poder: 180 Graus
Descrição: Quando em combate, a guerreira consegue ter percepção do ambiente em um ângulo de 180 graus. Assim, aumenta a esquiva e reduz as chances de ser pego de surpresa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de chance de esquiva em um ataque surpresa.
Dano: Nenhum
Ativas:
Nome do poder: Velocidade Divina II
Descrição: Assim como raios o semideus poderá atingir uma velocidade maior, no entanto não será semelhante a velocidade da luz. Apenas a movimentação do semideus prole de Zeus/Júpiter se torna mais eficaz quando tal poder encontra-se ativo. Em tal nível a velocidade do semideus torna-se semelhante a velocidade de um filho de Hermes em ótima forma.
Gasto de Mp: - 35 de MP por turno que estiver ligado.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.


Nome do poder: Voo V
Descrição: O semideus concentra uma grande parte de sua energia e consegue içar a mais metros do chão. Ao redor de seu corpo, correntes de ar o mantem estável e equilibrado, ele também consegue ficar mais rápido. Esse é o nível final, onde ele domina a arte de voar e usa isso ao seu favor.
Gasto de Mp: 40 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Já pode se erguer até 100 metros acima do solo.

Nome do poder: Zero decibéis
Descrição: O silêncio durante uma jornada bélica pode ser vital para proporcionar uma vantagem no terreno ou manter-se vivo. Sabendo disso, as Amazonas conseguem usar seu conhecimento e energia para anular qualquer som produzido por elas, de modo que podem se mover pelo ambiente sem provocar ruídos que denunciem sua presença.
Gasto de Mp: 30 MP por turno
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum




(C) Ross


Maxine Hayes


∆ LYL - FG


Maxine H. Henz
Maxine H. Henz
Amazonas
Amazonas


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Re: ⌁ Tempest ⌁

Mensagem por Psique em Seg Jan 28, 2019 4:55 pm

Maxine


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 5.000 XP  + Bênção

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: (5.000 + 30%) 6.500 xp e dracmas



Atualizado por Psique.


missed my tears, ignored my cries; life had broken my heart, my spirit, and then you crossed my path, you quelled my fears, you made me laugh, then you covered my heart in kisses
Psique
Psique
Deuses Menores
Deuses Menores

Localização : No abraço de Eros ♥

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Re: ⌁ Tempest ⌁

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