The Blood of Olympus
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CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

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CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials] - Página 2 Empty Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Louise S. Mitchell em Ter Set 25, 2018 10:51 pm


Princesa de Afrodite
A rose with thorns


Apenas indiretamente pedir ajuda aos outros semideuses não bastou. A ilha recém descoberta guardava segredos além do comum e se Circe sabia, nada falou.

O tempo tinha amanhecido perfeito, o céu completamente azul e um sol brilhante e quente no centro. Louise resolveu que não trabalharia no atual escritório cedido a ela pela deusa regente, o vento estava encantador demais para se perder tempo trancada em um cômodo fechado.

— Esses são os últimos papeis. – Disse para a sua assistente. — Mande um fax para as amazonas, diga que precisamos de um novo carregamento de ingredientes de poções. O último terminou muito rápido. Siga a lista anterior e não terá erro. Somente isso. – Sorriu docemente e logo caminhou para a areia da praia, sentindo a terra entre os dedos dos pés.. Por um momento se permitiu fechar os olhos e viajar pelos sentimentos. Estava inteiramente relaxada graças ao bom funcionamento do SPA e a seita não causava problemas há algum tempo.

Uma nova corrente de vento soprou do oeste, movimentando as águas das mares e trazendo uma nova sensação. Em um pouco tempo, ela deixou a postura relaxada e adotou uma combativa. A adaga presa entre os dedos e os olhos atentos ao perigo trazido pelo elemento. Perdeu os sentidos por um tempo curto, retornando inúmeras vezes como se estivesse perdendo o ar.

— Socorro! – Gritou desabando na areia. Ainda segurava a arma, mas não a sentia mais. O pânico a assolou por inteiro, fazendo-a ter as batidas do coração acelerada. Mentalmente ela sabia que estava sendo atacada, aquilo era um feitiço, algo completamente desconhecido. — Por favor. – Conseguiu dizer antes de apagar novamente.

***

Primeiro pensou ainda está na ilha de Circe, a areia branca era muito parecida, entretanto no lugar do enorme SPA, só se via árvores e mais árvores. Pedregulhos do tamanho de mini morros e um bando de gaivotas que sobrevoavam acima de sua cabeça. Algo pulou sobre ela, mas a atravessou como se Louise realmente não estivesse ali. Pensou ser um brinquedo de pelúcia, rosa e bem pequeno como uma bola de futebol americano. No entanto o brinquedo se mexia como um feitiço. A feiticeira precisou se afastar rapidamente quando uma flecha de fogo caiu na altura dos seus pés. Gritou, mas nem um som foi ouvido.

Automaticamente outras flechas começaram a cair e ela então percebeu que não era o alvo, era a pequena bola rosa. E ela tinha olhinhos pequenos e dourados e uma asa laranja nas costas. A criaturinha soltou uma bolha da boca quando o pequeno vulto deixou um arbusto. Não era bem uma pessoa o atacante, tinha a metade comum aos seres humanos. Longos cabelos negros até o ombro, olhos azuis vivos e um nariz desarmonizo no rosto. Porém era a parte de baixo que chamava a atenção, a pelagem negra, as patas traseiras e dianteiras enfeitadas com enormes correntes.

O centauro selvagem passou os olhos por Louise e mirou na criaturinha. Uma nova flecha foi libertada, dessa vez transpassou o pequeno corpo rosa e então a bola colorida com asas explodiu em uma poeira prateada.

— Meia Noite! – Uma voz masculinha chegou as areias da praia, trotando despreocupadamente. — Esse não conseguiu chegar muito longe, Vamos, temos ainda um carregamento cheio dessas coisinhas para vender. O navio irá zarpar em breve.

A cria de Afrodite rapidamente entendeu o que estava acontecendo, um contrabando de animais mitológicos e não somente isso, mágicos. Ela ergueu as mãos em um feitiço sendo sussurrado pelos os seus lábios, mas logo sentiu o corpo sendo arrastado novamente em direção ao oceano.

***

— Será que ela morreu? – Ouviu a voz de Miranda ao seu lado. — Ela está muito gelada.

— Só se morreu e o coração continuou batendo sua anta. – Mãos frágeis tocavam a sua pele. — Ela estava sobre forte estresse depois de tudo, ouviram o que aconteceu com o pai dela?

— Seria legal antes de mais nada, você fazê-la acordar. – Disse uma terceira voz, mas não precisou fazerem nada. O seu corpo logo se encheu de magia e então ela abriu os olhos acertando Miranda com um feitiço da bola de energia nos peitos. A impediram de se movimentar, prendendo suas mãos.

— Lola? Lola? Lola? – Miranda chamou pela companheira antes de mirar uma tapa bem dado no rosto da mesma. — Acorda!

Primeiro Louise piscou inúmeras vezes, depois as lágrimas provaram que ela estava de volta ao seu corpo. Em seguida veio o pânico misturado com medo, raiva. Ela gritou o mais alto que pôde antes de visualizar as suas companheiras, lideradas e irmãs; Miranda, Camille e Yvet. Elas estavam ali tentando conter a feiticeira líder, enquanto a sua mente voltava ao controle vagarosamente.

— Você está bem, Lola. Estamos aqui. – Camille alisou gentilmente os cabeços da filha do amor. — Já passou. – Envolveu os braços ao redor dos ombros da garota e deixou que ela chorasse ali por longos minutos. Quando recuperou os sentidos e as emoções, soube o que tinha acontecido. Foi encontrada desmaiada na areia da praia, emanava uma áurea laranja que Circe logo afirmou ser um feitiço de projeção. Alguém havia puxado o seu espírito para fora e transportado para a ilha dos centauros selvagens. Obvio que Circe conhecia, mas calou-se revelando apenas o suficiente, de fato que no final de tudo as feiticeiras só podiam fazer suposições.

Era algo envolvendo o reino do submundo, mas então Nyx logo foi descartada. Por mais poderosa que fosse a deusa primordial, invadir conscientemente uma ilha protegida magicamente por Circe e inúmeras feiticeiras era demais. A ilha protegia todas as integrantes de ataques, portanto, quem fez não tinha a intenção de causar dor, apenas enviar uma mensagem de socorro. E funcionou.

Durante a pequena reunião criada as pressas no santuário de Circe, a morena sempre se perdia diante dos detalhes da criatura, mas de algo ela não se esquecia de citar: Eles possuíam magia própria e estavam em perigo.  

A criatura ou criaturas mágicas não era problema das feiticeiras, nem de Circe. O alvo era os centauros. Há dias um cheiro próximo de uma guerra poderia ser sentido na ilha, os alvos estavam próximos demais. Os centauros após o treinamento dado por Louise tornaram-se altamente hostis. Atacavam as embarcações com flechas incendiadas e Circe temia que pudessem ser invadidas. As patrulhas tinham dobrado de tamanho durante as noites, até mesmo o ponto da ilha de Circe não explorada agora tinha feiticeiras vigiando. As ilhas irmãs logo seriam alvo de mais que vigias, elas seriam palco de uma guerra.

A projeção astral de Louise serviu apenas para terem mais um motivo de batalhar. Uma desculpa esfarrapada para Circe reunir as suas feiticeiras para um combate mortífero.

— Atenção, vamos usar tudo aquilo que aprendemos nos treinamentos. — Louise passeava entre as meninas. A sensação era mista no grupo, algumas estava prestes a explodir de adrenalina, outras morrendo de medo, mas a grande parte se encontravam perdidas. Louise sabia que era função sua inspirar as companheiras, como uma líder, deveria incentivar á coragem. — Há semanas vivemos sobre fortes ameaças dos centauros selvagens. Ao escolherem um habitat próximo a nossa ilha, eles não só nos ameaçaram como também deixaram uma mensagem que estávamos em perigo. Essa lha existe há séculos, Circe a tomou para si e nunca fomos tão destratadas com uma invasão quanto agora. – Louise lembrou-se de Odisseu o herói grego da guerra de Troia que invadiu a ilha com 23 homens. Mas, logo em seguida se lembrou também que o mesmo passou semanas na cama de Circe a tornando uma mulher amada, então a invasão serviu para um bem maior. Só que não era aquele o caso. — Vamos nos preparar, marchar, humilhar e destruir nossos inimigos. Mostrar a eles que nosso sangue mágico flui sobre a terra, que os inimigos serão sempre subjugados e que a propósito do que muitos acham, somos feiticeiras e guerreiras.

Os grupos foram divididos em cinco. Cada grupo foi eleito uma líder e elas eram as responsáveis por liderarem as suas funções. Entre as funções estavam: criação de poções de suporte e cura e poções mágicas de ataque. Encantamentos de armas e objetos. Espionagem e reconhecimento. Além disso, o grupo de espionagem era o responsável por marcar estrategicamente os símbolos dos portais em cinco lugares de fácil acesso.

A prole de Afrodite estendeu o enorme mapa da ilha sobre a mesa velha de mogno. Com uma caneta azul, ela fazia círculos na ilha inimiga.

— Aqui temos o acampamento deles, então em toda a sua volta devemos encontrar grupos pequenos de segurança e vigias. – Ela pintou o mapa agora de vermelho. — O grupo 1 e 2 vão atravessar o portal B após o meu grupo. A função de vocês é darem suportes e recolher qualquer feiticeira ferida ou morta. Não vamos deixar ninguém para trás. – Pintou um novo círculo verde agora. — O grupo 3 e 4 irão avançar como proteção do grupo 5, o meu. Minha função será conquistar e destruir, vocês me darem cobertura. É importante lembrar que não podemos destruir de imediato o acampamento. Temos fortes indícios para acreditar que eles estão contrabandeando e mantendo em cativeiros criaturas mágicas ainda desconhecidas. E se são mágicas, pertencem ao nosso grupo e de mais ninguém. Após a inspeção e liberação dos animais, aí daremos sinais para atacarem e destruírem tudo. Eu vou fazer o primeiro contato, o mais perigoso. – Ela olhou para Miranda. — Escolha mais uma feiticeira de sua confiança e venha comigo.

Louise deixou o santuário de Circe com ordens claras para suas companheiras. A ilha parecia agora um turbilhão de movimentos, todas ocupadas com suas funções. Dirigiu-se até a praia e viu uma pequena embarcação que a esperava. Miranda agora trazia uma garota experiente, mas antiga na ilha que a própria prole de Afrodite.

As três embarcaram no pequeno barco a motor e dirigiram-se até o local habitado pelos centauros. Não precisaram se aproximar muito para serem recepcionadas por duas flechas que fincaram na madeira do transporte marítimo.

— Não ataquem e nem façam nenhum movimento impensado. – Ela desembarcou trajando o seu manto de feiticeira e o anel ganho quando conquistou a liderança. Sete centauros galoparam ao redor das três feiticeiras. — Viemos em paz por enquanto. Desejo falar com o líder do seu bando. – Disse sem enrolar. Sentiu uma lança encostada nas suas costas, a mesma a obrigou a andar para não ser furada. Com os pés calçados por sapatos, ela pisou na areia e logo se embrenhou na floresta com as companheiras ao lado. O caminho era tortuoso e cheio de pedras, mas ainda assim conseguia andar perfeitamente. Subiu algumas ladeiras e quando por fim desceu perdeu o fôlego.

No centro da ilha estava um acampamento com mais inimigos do que ela mesma imaginou. Centauros de vários tamanhos, etnias e armas. Tinham até algumas “crianças” sendo acompanhadas por mulheres cavalo. Foi levada ainda ameaçada pela lança até uma cabana feita de palha seca e barro batido. Encostado em uma coluna de madeira estava o líder daquelas criaturas. Medindo quase dois metros e meio, o líder tinha um cabelo crespo e vermelho, trançado perfeitamente até a altura das nádegas. A barba poderia ser feita para criar uma segunda trança de tão grande.

— Deseja falar comigo, feiticeira? – A voz do Centauro era grave e alta como um trovão. — Meu nome é Sol Vermelho, líder do bando dos centauros dessa ilha. No que posso ser útil? – Indagou. Mesmo sendo educado, Louise percebia um tom de deboche e prepotência. Ela sabia que tinha vindo até o acampamento de livre e espontânea vontade, mas precisaria de muito mais para sair dali.

Meu nome é Louise Mitchell, filha de Afrodite e líder das feiticeiras de Circe. – Ela não ousou se aproximar e nem apertar a mão da criatura. Era vaidosa e higiênica demais para colocar a sua saúde e estética em risco. — Estou aqui para tratar dos assuntos políticos de nossos grupos. Chegou ao conhecimento de nossa patrona que aqui serve como refúgio para criaturas mágicas. – Ela olhou ao redor e observou pequenas gaiolas de metais. Em cada uma delas continha pequenas coisinhas de várias cores e com olhinhos assustados. Entre uma delas, algo a chamou a atenção.

No início parecia uma bola de pelos, mas depois ela viu um rabo branco e então orelhas. Era uma gata, ou melhor, um filhote de gato mais estranho do mundo. Não tinha como Sol Vermelho negar o aprisionamento.

— Temos negócios a tratar com o mundo externo. – O centauro capturou novamente a sua atenção. — Nós seres mitológicos temos nossas próprias políticas e regras. Além claro, de meios financeiros de sobreviver. Essas coisinhas nos rendem vários dracmas e dizem respeito somente a nós. – Ele caminhou entre quatro patas para próximo da feiticeira. Ela agora poderia sentir o cheiro de barro molhado e uma erva desconhecida usada como perfume. Resumindo, ele fedia.

— Não quando são criaturas mágicas e estão sendo mantidas ao lado da ilha de Circe. – Louise estufou os seios e manteve o seu olhar oponente. Era pretensiosa e não temia a quase nada, não seria subjugada por ameaças, na verdade era ela que ameaçava os outros através do seu charme. — Não podemos negar que paira no ar uma propensa guerra entre raças. A sua e a minha. Você não nos passa segurança quando embarcamos próximo a sua ilha e nós não prezamos pelo bem estar do seu grupo quando se aproximam da nossa. Estou aqui como primeiro contato e pedindo encarecidamente. Peguem suas crianças e mulheres e partam até o anoitecer. O que estamos querendo discutir é qual grupo se renderá primeiro.

Sol Vermelho sorriu pela primeira vez, fazendo a pele da garota se arrepiar. Ele não se assemelhava em nada com Quíron, era selvagem e perigoso. Louise sabia que não lidariam de bom agrado, que ficariam e lutariam. Era isso que os selvagens faziam!

— Então você vem até a nossa casa e nos ameaçam? – Cuspiu o líder. — Somos criaturas independentes e não aceitamos ordens. Os seus deuses já nos tiraram tudo, mas ainda mantemos o nosso orgulho. Somos filhos de Cronos, os olimpianos não podem nos apagar da história tão facilmente. Não importam o que façam, esse é o nosso lar e daqui não sairemos sem lutar. — Ele fez um sinal para três centauros empurrarem Louise e as duas companheiras para fora da tenda. — Os olimpianos e seus filhos nada podem fazer. Nós originais dos Titãs somos muito mais fortes e queremos ver alguém nos enfrentar. Aguardo vocês assim que a noite cair. Vocês têm pretensões de nos expulsarem, mas seremos nós que tomaremos a sua ilha.  

Os guardas empurraram Louise até a metade do caminho do acampamento, fazendo mensão de guiarem as três garotas de volta a praia. Mas, a líder das feiticeiras não seria intimidada facilmente e nem tampouco voltaria a ilha com a aparência de um animal com o rabo entre as pernas. Ela parou metros depois, sentindo a lança perfurar levemente as suas costas e doer um pouco. Ela olhou para Sol Vermelho vendo um brilho surgindo nos seus olhos, nem ele esperava que ela ainda tivesse algo para dizer.

— Os Titãs já caíram duas vezes. – Ela modificou os lábios e deu o seu sorriso provocante. — E minha patrona Circe pode ou não ter ajudado. Quanto a superioridade pode ser que sim, pode ser que não. Eu não me importo, já que como filha de Afrodite não tenho descendência olimpiana. Eu sou descendente direta de uma deusa primordial, meu avô se chamava Caos, e seu pai pode ter o matado, mas não pode negar que o meu sangue é muito mais forte do que você ou qualquer um possa imaginar. Quando iniciar a batalha, guarde uma dança para mim.

Louise empinou os quadris e virou-se pela frente, caminhando tranquilamente até a direção da praia. Onde forçada a embarcar no barco retornou para a ilha do SPA espumando de raiva e ao mesmo tempo raciocinando em como mataria Sol Vermelho.

***

O sol logo tornou a se esconder, e mesmo da ilha elas podiam ouvir as trombetas de guerra soando dos inimigos. Eles estavam prontos. E elas também.

— Nessa noite vamos mostrar que qualquer coisa que ande de quatro não merece a nossa misericórdia. – As feiticeiras gritavam em resposta as suas palavras. — Somos guerreiras que podemos muito mais do que criar poções. Somos senhoras da magia, dona dos nossos desejos, nossa patrona é a rainha das feiticeiras, filha de Hécate. Enquanto tivermos as bênçãos de Circe, ninguém nos humilhará. – Ela fechou os olhos e quando os abriu, ela era a mesma garota que tinha enfrentado a seita um dia. Não somente isso, ela era prole de Afrodite, a deusa primordial. Aquela que caminhava entre os olimpianos, mas que era superior até o próprio Zeus. A senhora da beleza e do amor, mas não ignorando que o ódio era o mesmo lado da moeda. — Poupem as crianças e os animais. Matem todo o resto. – Ela olhou para as companheiras. — Mas, o líder é meu!

Como se estivessem cronometradas, portais foram se abrindo rapidamente. Feiticeiras pegando armas e vidros de poções. A filha do amor caminhou até a abertura A, tomou o seu vidro de poção para alinhar os seus poderes e passou pela passagem segurando forte o seu cajado de princesa.

— Atacar! – Gritou a plenos pulmões.

Não foram recepcionadas como uma festa, apenas com flechas. Elas tinham aberto um portal abaixo da única cachoeira existente, um ponto que poucos guardam protegiam por parecer não atrativo. Ela imaginava que alguns estariam na ilha, esperando elas virem de navio. Não se faziam mais guerras daquele jeito, elas jogavam sujo agora.  

Rolou para o lado quando um soldado centauro tentou decapitá-la como uma espada. Passou o cajado por baixo do corpanzil da criatura acertando suas patas traseiras. Ele caiu perdendo o equilibro, a feiticeira atrás dela terminou o serviço cravando a espada nos olhos do oponente. Ela correu pela escuridão, ouvindo sinais de guerra em todo o caminho. As palavras em latim ditas pelas companheiras deixavam um sinal de arrepio na sua pele. O som dos feitiços lançados era como músicas aos seus ouvidos. Sacou a adaga quando se viu cercada por dois monstros.

Correu para trás de uma árvore e em seguida para a outra. Esfregou o cajado na pele, fazendo a arder. Um símbolo de um tênis alado surgiu, dobrando a sua velocidade. Ela correu pelas árvores e então usando de sua maestria como filha de Afrodite pulou no ar e aterrissou em cima do primeiro centauro. Não esperou resposta, passou a adaga pelo pescoço do “animal” sentindo o sangue quente jorrar. Pulou do cadáver para o outro que se assustou ao ver o companheiro ser morto tão facilmente. Deslizou pelas costas do segundo e caiu no chão, desferiu um golpe diagonal nas patas traseiras. Antes dele gritar de dor e tombar, ela rolou no chão por baixo do oponente e do outro lado fincou a adaga no crânio do agora centauro morto.

Recuperou a sua postura e levantou-se, estava suja de sangue, mas a adrenalina da batalha não a permitia sentir medo. Quando chegou na clareira do acampamento, viu Sol Vermelho vestindo um armadura que brilhava com a lua. Ela usava duas espadas em cada lado, um arco com aljava nas costas. Ele estava sozinho e esperava por ela.

— Nos encontramos novamente, descendente de Caos. – Ele cuspiu as palavras com desdém, mas no fundo havia respeito.

— Como combinado, descendente de Cronos. – Louise sorriu.

Eles estavam a vinte metros um do outro, se encarando. Louise contou até cinco mentalmente e correu para cima do centauro líder. Sol Vermelho sacou o arco com flechas das costas e mirou para a feiticeira. Ele não erraria.

A garota parou rapidamente e estendeu as mãos para a arma. Sua mente trabalhou rapidamente nas palavras, ela sentia a sua magia sendo sugada e tornando-se algo material.

— Peribit! – Ordenou. O arco que antes estava nas mãos do seu inimigo, desapareceu diante dos seus olhos. O centauro gritou de ódio e galopou para cima de Louise. Ela preparou o cajado e houve um barulho assustador quando as espadas se chocaram contra a sua arma. Ele tentava golpeá-la e tudo o que podia ser feito era usar o objeto como aparador. Ele era bastante rápido, além de ambidestro. A semideusa se jogava para o lado, evitando alguns ataques que não podiam ser defendidos, enquanto os fáceis ela bloqueava com o cajado.

Ouviu um barulho próximo e então um novo centauro veio correndo em sua direção. Não podia enfrentar dois e ela não tem pretensão de fazer isso. Levantou os olhos e fincou o olhar bem presente no invasor.

— Ah, você é meu aliado! – Era nunca tinha usado aquilo, mas mentalmente ela sabia que podia inverter a situação. Localizou os sentimentos do segundo inimigo e então brincou com eles, era como se fosse uma teia colorida. Tocou mentalmente com os dedos na teia vermelha e trouxe até a linha azul que era onde a representava. O centauro parou e focou o líder, sacou uma pequena espada e então começou a combater com o outro. A feiticeira poderia rir se estivesse em um local apropriado. Sacou a espada e partiu para cima do Sol Vermelho.

A criatura líder era boa, ele enfrentava Louise e o outro de igual para igual, separando as espadas para cada um. Mas, a batalha tinha sido decretada quando tornou-se dois contra um. A semideusa esticou os dedos e logo roseiras brotaram do chão até a altura do pescoço do Sol Vermelho, ele tentou fugir mais foi furado pelos espinhos. O seu outro inimigo fincou a espada no peito do centauro, mas em troca também foi perfurado. Louise arremessou a adaga que prendeu certeira no peito do líder do bando. Ela viu a vida deixando os seus olhos.

— Uma boa luta, Sol Vermelho!

Por toda a ilha as batalhas aconteciam. Os inimigos eram bons pelas flechas, mas as feiticeiras usavam artifícios falsos e também poderiam lutar de longe. Após a morte do líder, a guerra não acabou. Os selvagens não se rendiam e nem tampouco poderiam fugir. Todo “homem” e “mulher” foram mortos naquele luta que se estendeu até a madrugada. Quando o último centauro caiu, as feiticeiras que tinha sobrevivido urraram pela vitória. Não houve um só silêncio naquela ilha. Partículas vermelhas de poder foram lançadas pelo céu representando os fogos.

Louise ordenou que cada bem encontrado fosse saqueado. Pediu também para que os centauros jovens e crianças fossem levados pelo portal até um campo próximo ao acampamento grego, por sorte os parentes de Quíron adotariam os órfãos.

A sua atenção estava nas caixas dos animais. Ela não precisou se aproximar muito para sentir a magia ali. Eram criaturas, alguns filhotes, outros adultos. Em sua maioria muitos tinham asas pequenas nas costas e sabiam voar. Não trataram as feiticeiras como inimigas, uns pequenos números colaram-se as garotas, tornando-se um elo inquebrável. Poderiam ser mágicos, mas não passavam de pequenos pets.

A pequena bola branca rolou até os pés de Louise. Ela era muito singela e minúscula. Não deveria ter mais que 12 centímetros de tamanho. A gata ronronou e então como se fosse algo comum deitou nos pés da feiticeira e dormiu. A semideusa pegou a criaturinha nas mãos, ela exalava poder mágico. Não sabia de onde tinha vindo aqueles pets, mas pareciam não pertencer aquele mundo. Alguns outros faziam até magia.

— Recolham todos os pets e voltem para a ilha. – Pediu.

A pequenina pelugem branca atravessou o portal no colo da feiticeira. Ela levaria todos para a enfermaria na gruta, onde seriam estudadas. Não percebeu o quanto estava ferida, foi forçada a tomar algumas poções.

Após algumas horas, o dia já amanhecia. Louise estava incerta olhando pela janela quando algo roxo riscou o céu e acertou a ilha distante. Houve então uma enorme explosão, um barulho ensurdecedor que fez as paredes vibrarem. Circe tinha finalmente se cansado e destruído a ilha dos centauros. Se algum sobrevivente tinha ficado lá, agora só existiriam destroços. Melhor daquele jeito, não nascemos para termos vizinhos.

Educadamente alguém bateu na porta do seu aposento. Ela dirigiu-se até a maçaneta e rodou. Camille estava do outro lado.

— Louise, você precisa saber disso. — E assim seguiu pelo corredor e desceu as escadas até o laboratório. — Eu fiquei o resto da madrugada cuidando das feridas e estudando as criaturas. O sangue delas possui magia, algo que só poderia ser vista em uma deusa ou monstro mitológico. Alguns podem falar e outro fazem magia. O mais estranho, é que lancei uma habilidade mágica própria que desenvolvi e tracei um local de origem. Fui guiada até outra dimensão. – Ela abaixou a voz. — A dimensão das fadas. Estamos aqui com animais estranhos e mágicos. Acho que não importa onde eles foram encontrados, os centauros estavam mexendo com outro tipo de poder. Sinto um perigo se aproximando.

A gata branca logo pulou da maca para o colo de Louise, a feiticeira afastou o animal para estudar melhor. Sentia a magia, mas não o perigo.

— Eu vou ficar com esse pet. Irei estudá-lo e qualquer novidade te respondo.              

     
 
Habilidades Divinas e Magicas:

Habilidades Passivas de Afrodite:
Nome do poder: Beleza Natural
Descrição: Os filhos da deusa do amor são campistas naturalmente bonitos e charmosos. A beleza supera a de qualquer outro semideus no acampamento, sendo algo beirando ao sobrenatural. É simplesmente indescritível. Isso faz com que inimigos e aliados acabem se distraindo por sua beleza perturbadora, ou encantados pela mesma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode deixar o inimigo atordoado durante o primeiro turno, evitando atacar logo de cara, ou se atacar (poderes que exijam miras, ou armas com a mesma característica), irão errar o alvo. Não acertarão o filho de Afrodite/Vênus, pois, de primeira, o inimigo não saberá porque não nutre o desejo de ataca-lo.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Passos de Cisnes
Descrição: O semideus possui uma capacidade natural de se movimentar sem fazer barulho. Seus passos são leves, graciosos e charmosos, o que permite ao semideus se mover com facilidade sem ser detectado pela audição normal (audição aguçada ainda poderá captar o semideus se ele provocar ruídos através de folhas e galhos por exemplo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será detectado por inimigos que não possuam audição elevada.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Pericia com Adagas IV
Descrição: O semideus evoluiu conforme o esperado, ataca e se defende com a lamina com uma maestria impressionante. Seu manejo melhorou, e agora sua mira com a arma está mais letal em suas mãos, também consegue acertar pontos críticos, tornando seus ataques precisos e perfeitos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manejo de Adagas.
Dano: +30% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.

Nome do poder: Elasticidade Natural III
Descrição: A elasticidade de tais semideuses atinge seu ápice, sendo tão perfeitos quanto dançarinos profissionais. Seus movimentos são bem pensados e precisos, assim como os músculos parecem responder ao mínimo comando. É quase impossível para um guerreiro mediano e iniciante acertá-los.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 50% em esquiva e flexibilidade
Dano: Nenhum

Nome do poder: Incentivo
Descrição: As palavras das prole de Afrodite/Vênus, independente da animação do mesmo, podem motivar semideuses a continuarem lutando, mesmo cansados, por exemplo. É apenas um poder de incentivo, não irá manipular ninguém. Apenas crescer as esperanças dos aliados do filho de Afrodite/Vênus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15% de motivação p/ aliados.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Voz Melodiosa
Descrição: Sua voz tem uma melodia que agrada aos ouvidos das outras pessoas. Nem todos escutam a sua voz com o mesmo timbre, será de acordo com aquilo que mais agrada ao ouvinte. Isso facilitará persuasão com pessoas do sexo oposto drasticamente, e com do mesmo sexo influenciará um pouco.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O poder ativo “charme” do filho de Afrodite/Vênus, ao ser combinado com essa passiva ganha um bônus de força de 20%, podendo causar um estrago ainda maior.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Perfeccionista
Descrição: Não é apenas beleza, mas também perfeição. Você tende a ser perfeccionista, mas não apenas com você e sua aparência, mas em tudo o que faz. Isso significa que sempre será exigente consigo mesmo, se esforçando para sempre melhorar. Isso será recompensado em seus golpes, que serão praticamente perfeitos com a arma que você adotar, e o dano será consideravelmente maior para seu inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ataques com uma arma de sua escolha ganham um bônus de força de +20% durante 3 turnos.
Dano: +10% de dano se o oponente for atingido pela arma do semideus.

Nome do poder: Equilíbrio Emocional
Descrição: Você consegue controlar seus próprios sentimentos e emoções. Deixando-os equilibrados, o que em batalha, pode ser um trunfo bastante vantajoso, pois, não se deixará levar por truques referentes a sentimentos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a paixão, amor, sentimentos, e sedução. Ou qualquer arte semelhança, tem um dano 30% menor sobre o seu personagem.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Verdades Ocultas
Descrição: É difícil mentir para quem se ama, assim como é difícil de mentir para o filho de Afrodite/Vênus, que está ligado diretamente a esse sentimento. Assim sendo, quando alguém tentar mentir para o filho de Afrodite/Vênus, a pessoa se sentira tão incomodada, a ponto de acabar não conseguindo continuar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O narrador pode fazer a pessoa que mentiu gaguejar, hesitar, piscar ou algo semelhante, denunciando a mentira.
Dano: Nenhum
Habilidades Ativas de Afrodite:
Nome do poder: Inversão
Descrição: O semideus consegue tocar a mente e o coração do inimigo, fazendo com que seu oponente se torne um aliado por dois turnos. Só consegue fazer isso com uma única pessoa por vez, lembrando que nesses dois turnos, o inimigo não atacara o filho de Afrodite/Vênus, e sim vai defende-lo, lutar com ele como um igual.
Gasto de Mp: 60 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O efeito dura dois turnos

Nome do poder: Controle das Rosas III
Descrição: Agora já consegue criar uma quantidade razoável de roseiras, tanto pelo campo (raio máximo de 50 metros), quanto para prender o inimigo até o pescoço. Rosas brotam por todos os lados, e o perfume deixa o inimigo tonto e enjoado durante dois turnos, podendo deixa-lo confuso, e fazer seus movimentos ficarem mais lentos.
Gasto de Mp: 80 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 50 HP
Extra: O perfume deixa o usuário tonto e enjoado durante dois turnos, durante esse tempo, a chance de que o oponente erre os golpes é de 50%.

OBS: Lembrando que por usar o cajado e a poção, os feitiços possuem um gasto pela metade. Se o poder custa 50 MP, passa a gastar 25 de MP.

Habilidades Passivas de Feiticeira:
Nome do poder: Pericia com Cajados e Varinhas IV
Descrição: Você dominou o cajado por completo, e agora luta com ele como se fosse parte de seu corpo. Em posse de uma varinha, vai realizar feitiços únicos e perfeitos, sem gastar muita energia. Já com o cajado, seu combate é simplesmente sensacional, podendo lançar feitiços, atacar e se defender com perfeita disposição, em suas mãos essa arma se tornou mortal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 100% de assertividade ao lutar com essa arma. O semideus pode usar o cajado para executar os feitiços e reduzir o gasto de MP pela metade, assim sendo, um feitiço que gasta 30 MP gastaria apenas 15 com a empunhadura dessa arma.
Dano: +20% de dano se for acertado por feitiços ou pela arma do semideus.

Nome do poder: Pericia com Adagas III
Descrição: O semideus ataca e se defende com adagas com perfeição, essa arma se encaixa em suas mãos com uma precisão impressionante, e o deixa se sentindo completamente confortável.. Além de atacar e se defender, agora consegue causar danos consideráveis ao acertar pontos estratégicos no corpo do oponente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +65% de assertividade no manuseio da arma.
Dano: +25% de dano se a arma do semideus atingir o oponente.

Nome do poder: Feiticeira III
Descrição: Você está ficando cada dia mais forte, Circe está orgulhosa de você. Sua personagem dominou a arte da feitiçaria conforme o esperado, tornando seus feitiços experientes, fortes e controláveis. Você dominou sua magia por completo.
Gasto de Mp:
Gasto de Hp:
Bônus: +20% de força em feitiços (poderes ativos).
Dano: +15% de dano se o feitiço acertar o oponente.

Nome do poder: Luz da Lua
Descrição: A lua, por muito tempo, foi considerada um elemento sobrenatural e misterioso. E, no passado, fora muito associada a Circe e suas feiticeiras. De maneira que, ao lutarem durante a noite, tais semideuses se tornam mais rápidas.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 5% em velocidade.
Dano: + 10% ao utilizar magia.

Nome do poder: Atração pelo mistério
Descrição: As feiticeiras de Circe são naturalmente misteriosas, atraentes e discretas. Isso faz com que outros semideuses se sintam curiosos em relação a elas, atraídos pela aura de mistério que lhes rodeiam, querendo chegar mais perto e descobrir mais. Isso faz com as feiticeiras consigam enganar os inimigos, ou encanta-los, podendo faze-los acreditar em coisas que não são reais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Feitiços e poderes relacionados a ilusão e charme ganham bônus de força de +10%.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Identificação magica
Descrição: Como seguidoras de Circe, as feiticeiras são dotadas de um saber natural sobre todas as formas de magia e suas ramificações, identificando-as com facilidade. Assim como poções e afins. Sendo necessário ressaltar que a magia é neutra, no entanto, o mago/bruxo é que define o seu caráter (bom, ruim etc), logo será impossível para uma feiticeira identificar o teor (magia negra etc). Identificando apenas o gênero da magia, como wicca etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Persuasão
Descrição: Circe é uma Deusa bastante persuasiva e manipuladora, suas palavras soam como veludo e são capazes de enevoar os sentidos até mesmo da mais inteligente das criaturas. E, como seguidoras de tal Deusa, as feiticeiras são dotadas de palavras persuasivas, no entanto não no mesmo nível que Circe. Conseguindo, por exemplo, que peguem um copo d'água ou, em meio a uma batalha, seus aliados sejam mais estimulados a lutar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Charme natural
Descrição: Ao se afiliarem a tal Deusa, tais mulheres passam a possuir determinado charme e brilho natural, sendo todas bastante bonitas e atraentes mesmo desarrumadas e após longas batalhas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Repulsa natural
Descrição: Como feiticeiras de Circe, as mulheres que se afiliam a tal divindade, desenvolve uma repulsa ou determinada resistência a homens, passando a possuir mais determinação e força ao lutarem contra um.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força ao lutar contra homens.
Dano: +5% de dano ao lutar contra homens.
Habilidades Ativas de Feiticeira:
Nome do poder: Chamas de Energia
Descrição: A feiticeira pode concentrar parte da energia magica nas palmas de suas mãos, formando esferas ou chamas de energia branca. As chamas se assemelham ao fogo comum, e causam uma ardência consideravelmente semelhante, porém, também sugam energia natural, podendo causar um estrago considerável.
Gasto de Mp: 15 MP por bola de energia
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 20 HP por bola de energia
Extra: Nenhum

Nome do poder: Marcas e Tatuagens IV
Descrição: A semideusa – na posse de um cajado, ou de uma varinha – consegue marcar a pele com uma pequena tatuagem em forma de tênis alado. Ao marcar a pele com esse desenho, a semideusa dobra sua velocidade durante dois turnos, ganhando mais brechas para atacar e se defender.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Dura dois turnos, nesses turnos, a velocidade da semideusa será 50% maior.

Feitiço: Peribit
Descrição:  O feitiço do desaparecimento, é usado por bruxos para fazer algum objeto desaparecer completamente.
Gasto de Mp: -40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum
Extra: Com certo treino, pode ser feito de forma não verbal.
 

Habilidades Extra:
Nome do Poder: Terreno Pantanoso
Descrição: Semideuses, feiticeiras e guerreiros precisam sempre se encontrarem preparados para enfrentar qualquer tipo de cenário de batalha. Muitas vezes são pegos em lugares de difícil acesso e localização. Você aprendeu a utilizar o terreno complicado a seu favor, sendo capaz de lutar em areia, pântano e relva espinhenta. Com uma simples dedução e estratégia poderá utilizar dos empecilhos para incrementar a batalha, sofrendo assim menos redução de velocidade, agilidade, destreza e esquiva.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Solo impróprio para a batalha torna-se menos prejudicial. Adquire +15% de destreza e agilidade ao batalhar em pântanos, lama e areia movediça.
Dano: Nenhum

Nome: Oponente
Descrição: Ao lutar com uma espécie completamente diferente do que é comum encontrar, o semideus consegue identificar os padrões de movimentação do monstro com mais facilidade, o raciocínio lógico dele tornou-se um pouco mais rápido e prático.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Bônus: 20% de raciocínio e estratégia ao lutar com monstros.
Extra: Funciona apenas com espécies que não estão na sessão de bestiário na biblioteca sagrada.

Nome: Prática de Asanas
Descrição: O corpo é tão jovem quanto flexível. Exercícios de yoga enfatizam a saúde da coluna vertebral, a sua força, equilíbrio e flexibilidade. A prática dos Asanas (exercícios de Yoga) aumenta esses três atributos do semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio e flexibilidade.
Extra: + 10% em Força.

Nome da Habilidade: Perícia com facas e adagas II
Descrição: Uma habilidade primordial para se entender bem como usar essas armas leves e afiadas, melhorando uma habilidade nata ou dando uma habilidade por prática para quem não tem intimidade com tais.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Extra: +30% de assertividade ao usar qualquer uma das armas citadas nesta habilidade.
Dano: +15% de dano ao realizar golpes com fazendo uso de uma das armas.

Equipamentos:
Armas Utilizadas:
• Cajado do Falcão [De aparência comum o cajado parece, caso analisado de forma não exatamente minuciosa, ser feito de madeira, porém é possível encontrar algumas rachaduras – que na realidade são desenhos de runas – e um brilho metálico através das mesmas. | A arma se torna uma pulseira fina com um pequeno pingente de falcão – animal símbolo de Circe -.|  A arma, em sua fabricação divina, foi feita de uma forma que permite a portadora da mesma a ativa-la, a fazendo ter um gasto menor na quantidade de MP (- 30%) durante dois turnos, podendo ser ativada apenas uma vez por missão/mvp/evento etc. Sendo que, ao ativar qualquer das runas existentes no cajado as mesmas irão durar um turno a mais. | Arambarium e Madeira. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Feiticeiras de Circe.]

• Faca Comum [Uma lâmina comum feita de aço comum, seu cabo é simples e parece se encaixar na mão do portador. É extremamente afiada. | Efeitos e Bônus: Nenhum.| Aço. | Não possui espaço para gemas. |Gama| 100%|Lâmina comum.| Nível 1 | Loja do Acampamento.]

OBS: Poção citada na missão. Por favor, retirar o (2/2) e colocar (1/2)

Poção:
• Poção Essência da Lua Cheia [ Poção de aparência cinza-médio com pequenas bolhinhas douradas boiando. O cheiro é desagradável e o gosto de verduras estragadas. É útil somente para semideuses que carregam a maldição da bruxa, ou seja, podem realizar feitiços, rituais e encantamentos. Ela concentra a energia mágica no chakra central evitando assim o desperdício, fazendo com quê cada encanto consuma um número relativamente menor de magia. | Efeito 1: A poção tornou-se uma canalização para os feitiços. Ao ingerir essa poção o usuário diminui os gastos em 50% todos os feitiços, encantos e rituais realizados. Se uma feitiço possui um gasto de 40 MP, logo passará a ter 20 MP pelo tempo ativo da poção. | Efeito 2: Ao ingerir, o usuário recupera em uma única vez 40 MP. | Possui o efeito de 24 Horas | Frascos 2/2 | Poção Mágica | Criação de Louise S. Mitchell ]  
FPA:

Objetivo da Missão CCFY:

Meu Objetivo é conquistar um pet mágico, mas como o que eu queria do sexo feminino já foi conquistado, pretendo criar um. Eu não sei como funciona, então estou mais perdida que viúva há 20 anos no meio de homens. Eu sei que devo receber a permissão para criar o pet no tópico correspondente, somente isso. Mas, por via das dúvidas vou criar abaixo algo simples apenas para descrever o que tenho em mente.

Shagotte:
Nome da Criatura: Shagotte
Descrição: Shagotte é uma gata mágica de origem ainda desconhecida. Sua pelugem é completamente branca e seus olhos são amarelos. A sua raça é mágica, mas ela aparenta ser um animal doméstico comum e sem habilidades. É mimosa e carinhosa, mas acima de tudo bastante inteligente. Por ter origem mágica, presenciou muitas criações e conhece os muitos caminhos da magia. Ela não possui asas como a maioria dos pets mágicos, mas ao invés disso desenvolveu outro meio de se locomover rapidamente, o transporte mágico. É bastante leal e amigável, mas possui um temperamento complicado quando se trata de invasão de território. Possui garras afiadas de metal. Quando filhote mede aproximadamente 20 cm, mas na idade adulta chega a medir 60 cm de tamanho. Ela não aparenta ser um filhote eternamente, portanto ela cresce e se desenvolve como um pet comum.  
Personalidade: Elegante, Independente, Curiosa, Territorialista, Companheira e Corajosa.
Classe: Mágico
Tipo: Mitológico, Lendário
Nível do mascote: 01
HP e MP: 100/100
Lealdade: 1
Quantidade no mundo: 1


Melpomephy.. Black Set


Aphrodite's Sorceress Princess
Royalty of Olympus
Louise S. Mitchell
Louise S. Mitchell
Filhos de Afrodite
Filhos de Afrodite


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CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials] - Página 2 Empty Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Hades em Seg Out 01, 2018 7:19 am


Louise

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 15.000 XP e 15.000 Dracmas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 20%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS: 15.000 XP + 15.000 Dracmas (-50% por conta do pet) = 7.500 de xp e dracmas + o pet
O mesmo só será adicionado quando você postar aqui.

Comentários:

A maneira como foi desenvolvida sua missão me surpreendeu positivamente. Não esperava que houvesse realmente um plot interessante e bastante bem desenvolvido por trás de uma ccfy para conseguir um mascote. Parabéns, semideusa!


Atualizado por Eu Mesmo!
Hades
Hades
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials] - Página 2 Empty Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Louise S. Mitchell em Sex Nov 02, 2018 8:40 pm


O Colar de Harmonia
A rose with thorns


Se ela dissesse que estava dormindo bem, seria mentira. Tinha um peso sobre suas costas, o ódio de Circe, a desconfiança de Hécate a ira de Nyx. Como alguém poderia ser tão odiada por três deusas assim? Seus sonhos eram invadidos pela deusa da noite, colocando constantes pesadelos. Quando acordavam encontra insetos e animais peçonhentos no quarto. Sentia que estava amaldiçoada, sempre topando com o dedo em alguma coisa, derrubando objetos e escolhendo más decisões.

No último dia antes da semana das bruxas começar, Louise voltava do refeitório. Tinha derrubado sopa na roupa e ainda quebrado dois copos. Virou o corredor para o seu quarto e deu de cara com uma figura tão poderosa que fez o seu corpo se recolher e ir de encontro à parede.

— A bagunça é sua! Não tenho pretensões de ajudar! – A voz firme e vingativa. — Os deuses não sabem que estou aqui. O deus ferreiro deu um presente para a cria de Afrodite e Ares certa vez. O colar da Harmonia. Esse objeto é poderoso, capaz de fazer até as mais fortes mentes pararem para ouvir sem argumentar. O colar foi símbolo de inconstantes guerras, talvez agora possa trazer a paz. Funcionaria até em outros deuses! – A mensagem era clara. Tão límpida que a voz logo tornou a sumir, deixando apenas um rastro de magia no lugar. Não tinha como argumentar, só poderia ter sido Hécate.

Louise mudou o seu trajeto, deixando o corredor para o quarto e indo até a biblioteca central da ilha. Era a primeira vez que pisava ali, o lugar onde tudo podia se encontrar. Fechou os olhos para se conectar com os livros , sentindo cada página em especial. Parou por um tempo, algo em sua mente tinha se esclarecido. Caminhou para a esquerda e estendeu as mãos.

O livro era de capa marrom dura, a gravura logo de início mostrava um colar entre dois homens empunhando espadas. Ela conhecia a história de Harmonia, afinal a mesma foi sua irmã nos tempos antigos. Mas, desconhecia a lenda dos presentes. Seus dedos firmes abriram o objeto e começou a folhear, olhando com atenção para cada palavra. Em cada novo capítulo, inúmeras estórias e mitos, muitas falsas. Estava praticamente perdendo a esperança quando leu algo sobre o Polineces. Esse foi o homem que tinha levado o colar de sua irmã, depois disso, apenas guerra se sucederam. Todos tiveram ambições e faziam de tudo pelo objeto de poder, Policeces inclusive subornou aliado, seduziu, criou contendas.

A última vez que o colar foi visto estava em um templo de Adônis e Afrodite. Grécia antiga! Finalmente Louise sabia por onde começar, isso incluindo Delfos, mas todos sabiam que o espírito tinha sido dissipado.

A feiticeira guardou o livro no local de onde havia pego e subiu para o seu quarto. Não falou com ninguém, afinal ninguém estava lhe dando idéia. Pegou uma pequena bagagem e colocou alguns dracmas e o seu único cartão de crédito. Prendeu a adaga nas botas, vestiu o seu manto de feiticeira. O cajado estava preso em forma de pulseira no pulso. Correu até a gaveta particular de poções e retirou um frasco antigo comprado. Abriu a tampa e tomou rapidamente, sentindo a poção passear pelo seu estômago, dando vida. Ainda não se sentia forte o suficiente, pegou um segundo frasco e repetiu o mesmo procedimento, tendo a devida certeza que conseguiria lançar seus feitiços sem desmaiar de exaustão. Desceu as mesmas escadas e correu até o local onde a maioria das feiticeiras lançava o portal. Ela não tinha ideia de onde ir, logo, simplesmente imaginou a Grécia, a cidade como ela conhecia nos tempos modernos. Desenhou o cadeado aberto e furando a ponta do dedo, banhou o símbolo com o seu sangue. E assim, viu a passagem sendo aberta.


Louis, o Dom Juan

Surgiu na Grécia alguns segundos após partir, apoiou-se em uma parede para recuperar o cansaço. Nunca tinha viajado tão longe como daquela vez. Olhou em volta e sentiu-se perdida, sem saber um novo rumo. Ficou ali observando os mortais passarem por ela, sem entender o que viam. Provavelmente via uma jovem bonita vestindo algo sexy, afinal o manto enfeitiçado das feiticeiras poderia parecer um simples sobretudo.  Sua mente demorou um tempo para começar a funcionar corretamente. Se ela estava atrás daquele objeto, Nyx já poderia saber e tentaria interceptá-la. O primeiro passo seria sair das ruas para evitar chamar a atenção.

Não sabia em que cidade estava, apenas que logo em sua frente via-se um hotel, de aparência humilde. A semideusa atravessou a rua e abriu a porta do prédio, ouvindo o tradicional sino de boas vindas. Posicionou-se em frente ao balcão e tocou a sineta. Logo uma jovem mascando um chiclete veio em seu alcance.

— Boa tarde! Em que posso ajudá-la? – Sua vez era tediosa. Claramente não queria está ali. A semideusa checou os bolsos e achou o cartão de crédito. Em seguida forçou o seu tradicional sotaque francês.

— Boa tarde! – Ela sorriu. — Gostaria de um quarto, por favor. – A menina olhou em um computador branco de velha geração e acumulador de poeira.

— São 12 euros, o dia. Servimos uma refeição pela manhã, oferecemos serviço de turismo e água quente. Por mais cinco euros podemos adicionar tevê a cabo. – Ela dizia repetidamente e ainda sem emoção.

— Vou querer. Desejo um de vista para a rua. Duas camas, estou esperando um amigo. – Louise piscou os olhos. Não  era verdade, mas sabia que ninguém poderia desconfiar daquela sua missão. Ainda mais contando que era para um deus fora do acampamento. — E vou querer também os folhetos de turismo. Vocês têm? Fiquei sabendo que tem um museu magnífico aqui por perto.

A menina retirou uns folhetos velhos, alguns até empoeirado e entregou para a semideusa. Em seguida assoviou de um jeito nada educado. Uma terceira pessoa surgiu. Um homem de aparência idosa. Ele carregava uma vassoura na mão e um pano pendurado no ombro.

— Leve nossa nova hóspede para o quarto 207. — Em seguida a garota fechou a cara. — E troque esse uniforme, ele espanta os clientes. – O homem sorriu, fazendo Louise perceber que faltava alguns dentes na boca. Em seguida fez uma referência tão forçada que os ossos da coluna chegaram a estalar. A prole de Afrodite o seguiu por um longo corredor que dava para uma escada no canto direito.

O local era enfeitado com um quadro, morada de uma aranha, um jarro de flores artificiais e uma poltrona já com o estofado destruído. Subiu as escadas já que não tinha elevador e no segundo andar passou um novo corredor, esse estava abandonado. Parou em frente a um quarto que tinha em cores prateadas o número duzentos e sete. Esperou o senhor abrir a porta e quando entrou prendeu a respiração.

O lugar estava completamente imundo, duas camas de solteiro, uma televisão pequena e um baú na beira do móvel. Não esperou para tomar posse, abriu as janelas e respirou o ar puro da Grécia.

— Qualquer coisa, é só chamar. – Disse o homem assustadoramente. Ele ficou olhando para a menina, observando o seu corpo. Na verdade era cômico imaginar um idoso desavergonhado. No entanto, ele não arredou o pé.

— Estou com cartões de crédito, não tenho dinheiro. – Lembrou se Louise da famosa gorjeta. — Fico lhe devendo essa. – Esperou o mesmo sumir e correu para trancar a porta. No quarto tinha um pequeno banheiro, local onde entrou apressadamente e retirou as roupas. Ficando apenas de calcinha e sutiã. Era a primeira vez que ela faria aquilo e torcia para não ser tão estranho.

Observando o seu reflexo no espelho, visualizou alguém que ela desejaria ser. Não alguém em específico, um rapaz aleatório. A altura, a cor dos olhos, o porte físico. Não era difícil aquela parte, era só pensar em um homem atraente com quem ela transaria facilmente. Sentiu uma quentura diferente no corpo, por um segundo pensou ter aumentado de tamanho. Fechou os olhos para se concentrar melhor, sentindo a necessidade de abrir as pernas por algum motivo estranho. E quando os abriu, sufocou um grito masculino.

Era ela, mas o reflexo mostrava uma outra coisa. Um jovem de olhos claros, cabelos castanhos, boca carnuda e um olhar sedutor e ao mesmo tempo perigoso. Automaticamente excitou-se, mas ao invés de se molhar como normalmente, algo cresceu. Desceu as mãos pelo corpo sentindo cada gomo do abdômen trincado e quando parou no volume avantajado quando entrou em loucura permanente. Era um homem agora e um bem bonito e afeminado usando calcinha e sutiã. Retirou as roupas íntimas e viu o que carregava agora; um membro rígido que com toda certeza a faria salivar.

Afastou-se do espelho ainda nu. A Louise tinha desaparecido completamente, só restava o Louis. Antes de voltar para o quarto, mentalizou a bola de energia nas mãos, um feitiço que somente as feiticeiras poderiam fazer. Logo, com a quentura da magia que surgiu desativou. Ela era um homem, mas tinha todos os poderes aparentemente. O que Circe diria de um feiticeiro? Não riu, sua situação estava bastante catastrófica.

Deslizou pelo piso percebendo que o seu andar ainda era o mesmo, embora o tamanho e o peso não. Sentou-se na cama desacostumado com o novo pênis e pegou o folheto. Logo de início percebeu que estava em Atenas, o que não era nada curioso devido essa ser a única cidade que ele conhecia da Grécia. Os pontos turísticos estavam marcados em vermelho, ao lado os valores. Ele tinha uns sete cartões, todos com programações diferentes. O que ele deveria fazer agora seria se misturar entre os cidadãos gregos.  Voltou a imaginar para si uma vestimenta apropriada. Primeiro, uma calça jeans preta, camisa amarela e um sobretudo de tecido leve para esconder a pulseira. A bota surgiu logo após, couro reforçado e um compartimento para esconder a sua adaga. Deixou os aposentos logo em seguida.

A atendente estava entretida em uma revista velha. Louis parou por um tempo e então focou na mente da mortal. O envolveu com a névoa e quando entrou no campo de visão, a menina enxergou apenas Louise com as roupas anteriores. O bruxo deslizou pelo piso sem falar absolutamente nada e ganhou as ruas da cidade.

Louis era um traidor, provavelmente estaria sendo caçado por demônios e a própria Nyx, mas ninguém esperava um rapaz comum e bem aperfeiçoado.

Com o folheto nas mãos, leu sobre o museu que ficava a poucos metros dali. Caminhou tranquilamente com as mãos no bolso, tomando o cuidado para não rebolar excessivamente. No caminho encontrava com algumas mulheres que lançavam olhares repetidos para ele, talvez gostando do que via. Ele não deu atenção, tinha algo perigoso em mente.

Antes mesmo de chegar a frente do museu, percebeu uma enorme movimentação. Aparentemente tinha uma exposição de um artista na cidade. Passou pelos seguranças sem levantar suspeitas, afinal ninguém aguardava ataques em um museu. Discretamente os olhos passavam de câmera em câmera, anotando mentalmente como deveria prosseguir.

— Esse é um vaso da antiga Mesopotâmia, pertenceu a uma família de agricultores que ascendeu ao poder após casar a sua filha mais nova com um comerciante de produtos da Índia. – O rapaz no outro lado reunia um grupo de turistas com câmeras fotográficas, alguns adolescentes em expedições escolares e umas poucas senhoras. — Desse lado podemos ver uma lança legítima do general Astrod.

Louis fingiu se misturar entre, sua visão se expandindo pelo colar e ao mesmo tempo tentando reconhecer objetos mágicos. Não havia nada ali de especial.

Por fim, entraram em uma sessão grega de objetos antigos. Sua mente logo brilhou, a sua atenção se voltou aos objetos. Ele não era o único ali interessado, os turistas estavam fascinados pelos antigos itens de uma cultura que influenciou tudo o que existia hoje nas grandes partes do mundo. Congelou ao ver uma redoma de vidro com os dizeres abaixo:

“Colar de Harmonia – Objeto amaldiçoado por Hefesto para punir a filha de Afrodite, fruto de sua infidelidade com Ares [...].”

O texto em grego antigo tratava a história como um mito, mas Louis sabia que era pura verdade ou Hécate não o mandaria ali. Se aproximou do vidro e então deu um passo para trás. O colar era falso. Mesmo não tendo contato antes, sabia reconhecer um objeto mágico quando via e aquele era apenas uma copia barata de latão. Sentiu ódio dos mortais por enganar aos outros tão livremente. As pessoas ali acreditavam está diante de algo importante. Não seria possível roubar, teria que acionar um plano extra.

Disfarçadamente olhou em volta. No seu lado esquerdo bem ao fundo, uma típica jovem nerd com uma planilha não mão fazia pequenas anotações. Ela não era aperfeiçoada na aparência, as grossas lentes dos óculos, a ausência de bunda e seios. Para acrescentar, não sabia se vestir. Usava um terno social cinza que a deixava completamente quadrada. Lentamente Louis foi em sua direção, parou ao seu lado e fingiu interesse em uma estátua que ela catalogava.

— Que objeto interessante. – Disse ele dando um sorrisinho de lado. Por sorte seus dons de sedução funcionavam ainda. A menina corou violentamente e então se desequilibrou deixando a prancheta cair. — Oh, peço desculpas. – Louis se abaixou e pegou o objeto entregando para ela. — Meu nome é Louis FitzPatick, sou um estudante de artes. Nunca vi em todos os lugares que freqüentei tamanha peça rara e bonita. – Era óbvio que estava falando da garota e ela percebeu. Tossiu de um jeito nem um pouco educado e estendeu as mãos para o seu galanteador.

— Jenna McGenner. – As suas mãos estavam suadas de nervosismo e Louis sentia uma terna excitação surgindo na pessoa a sua frente. — P-prazer te conhecer.

— Acredite, o prazer é todo meu! – Concentrou-se em sua lábia, unindo com o charme, algo que não usava fazia um bom tempo. — Eu sou um estudante como havia dito e sei reconhecer répricas de peças a distância. Não deixei de perceber que o colar de Harmonia. – Apontou para a direção do colar. — É falso! E como vim para a Grécia justamente por esse objeto, gostaria de saber de duas coisas. Primeiro, como posso ter contato com o original e segundo, aceitaria jantar comigo?

Não era todos os dias que ela deveria receber cantadas, logo ficou ainda mais nervosa que o habitual e começou a rir freneticamente atraindo a atenção dos outros para a dupla.

— Não fique nervosa. – Louis usou o charme novamente. — Você é muito bonita, não precisa ser tímida. Basta apenas aceitar jantar comigo. – Piscou selando os comandos. Era estranho flertar como uma mulher, principalmente aquela que não despertava nada de especial nele.

— Eu saio às oito horas da noite. – Jenna atropelou as palavras. Parecia resolver logo aquilo para não fazer o rapaz perder o interesse. — Gosto de frutos do mar, vinho branco e flores violeta. – Louis anotou mentalmente as preferências e deu as costas saindo do museu completamente frustrado.  

[...]

— Eu tive uma namorada na época da faculdade que também usava óculos. Particularmente eu acho um charme, ninguém sabe o que uma mulher inteligente é até está sozinho com ela. – Piscou os olhos para Jenna. Estavam em um restaurante próximo do museu. Tinham terminado de jantar e Jenna demonstrava ainda uma enorme excitação, além claro de ser uma pessoa legal. Louis não se prendeu aquilo, precisava mentir e cumprir o que tinha prometido pra Hécate. O tempo estava acabando, a cada noite nos lados de Nyx, Circe poderia fazer ações que jamais poderiam ser desfeitas.

O garçom surgiu com a sobremesa, mas Louis logo deu um basta com as mãos.

— Acredito que quero outra sobremesa agora. – Sorriu mostrando os dentes brancos e focou os olhos claros na museóloga. Pediu a conta e quando o garçom surgiu com a máquina, concentrou-se no cartão para modificá-lo com a névoa. O nome surgiu como Louis FitzPatrick, pegou a máquina e adicionou a senha. Levantou em seguida com transação concluída e afastou a cadeira de Jenna para a mesma se levantar.

Era hora do primeiro contato físico. Louis por fora estava sereno, por dentro em pânico por beijar uma mulher. Ele achava aquilo super nojento. Focou na sua missão e quando alisou o rosto de Jenna, visualizou na mesma Prowler. Ele beijou a moça rapidamente, dando nem contato para a língua.

— Sabe o que queria agora? – Ele indagou. — Tirar cada parte dessa sua roupa na sua mesa de trabalho, levar você ao céu e ás estrelas. – Não era apenas promessas vazias, tinha que fazer aquilo. O charme estava presente na sua voz, assim como todas as suas habilidades de sedução.

[...]

Os pés batiam na porta do museu fechado. Jenna gesticulava com o segurança parecendo não conseguir sucesso. Louis caminhou tranquilamente e parou ao lado da moca, envolvendo os braços em sua cintura.

— Há algo de errado? – Ele sentia o sentimento de desconfiança do segurança. Ele prezava a sua função e não deixaria nem mesmo a funcionária entrar após o horário. Louis sabia o que tinha que fazer. Tocou rapidamente no braço do segurança antes mesmo que ele percebesse. — Amigo... – Foi mais a fundo com o toque, passando as barreiras do corpo e tocando nos seus sentimentos. — Jenna e eu queremos apenas uma aventura excitante se é que você me entende. – Piscou, modificava o sentimento de dúvida e desconfiança pela segurança. O guarda logo começou a acreditar nele, sabendo que ele estava falando a verdade.

— Me desculpe! – O guarda falou após alguns segundos. — Sabe, protocolo de segurança. Mas, se vocês me prometerem seres discretos, eu nunca vi vocês aqui essa noite. – Piscou de volta. Mas, Louis sabia que a piscada era de outra coisa, ele era amistoso com a causa gay.

Entraram no museu, passando pelas salas de amostras e pegaram um elevador para o terceiro andar. A mesa de Jenna ficava em uma sala aberta, dividida com estantes e objetos. Louis ao chegar ao centro sentiu a magia. O colar estava ali, ou pelo menos algo mágico. Não teve tempo, Jenna o agarrou entrelaçando as pernas em sua cintura. Ela tinha bebido além da conta, estava bastante assanhada. Louis beijou o pescoço da mulher, descendo com as mãos até os seios e em seguida para entre suas pernas. Que nojento! Nada nele se excitava, mas não precisaria daquilo.

Beijou os lábios da museóloga e então começou a sugar a sua energia. Ele tinha em mente que humanos morriam rápido com aquele ato, portanto precisava apenas do suficiente para deixá-la desacordada. O prazer que a moça sentia foi passando para o seu corpo, logo ela despencou na mesa. Louis retirou toda a sua roupa, deixando-a apenas de calcinha e sutiã. Jenna tinha chegado ao orgasmo, percebeu quando arrancou a sua saia. Ele forrou as roupas no chão e depositou Jenna ali, completamente desmaiada.

Concentrou-se no objeto e foi caminhando lentamente. O colar estava logo após um livro, outra fonte de magia. Louis não sabia se podia fazer aquilo, mas teria que tentar. Lembrou-se do feitiço e então tocou primeiro o cordão, sendo automaticamente invadida pela energia do mesmo. Agora entendia o porquê guerras tinham sido instauradas por ele. O item mágico causava uma sede de ganância e poder, ao mesmo tempo Louis sentia que tudo poderia ser conquistado por ele, ele era imbatível.

— Scribam Objecta! – Pronunciou, logo surgiu um segundo colar. A cópia era simples e sem magia, mas era feita do mesmo material e tamanho. Somente um bruxo poderia saber se era verdadeiro ou não. Colocou a réplica no lugar do antigo.  Pegou o livro, não sabia o que era, apenas que continha uma curiosa magia que não era negra e nem branca, parecia um grimório antigo. — Scribam Objecta! – Proferiu novamente e colocou a réplica do livro ali. Entre o sobretudo, escondeu o colar e o livro.

Voltou-se para Jenna, ela respirava tranquilamente. Estava exausta pelo gasto de energia e dificilmente alguém conseguiria fazê-la sentir novamente o que Louis fez. Aquele seria o “sexo” de sua vida.

Foi até a mesa e pegou um papel e uma caneta.

“ Meu amor, seus lábios são doces, seus meios enlouquecedores, jamais provei tamanha fruta. Almoço amanhã? Me espere na porta do museu as 14 horas. De todo o meu coração, Louis.”

Colocou o bilhete ao lado de Jenna e então pegou o elevador, descendo e passando tranquilamente pelas câmeras. Ao colocar o pé para fora, acenou com a mão livre para o guarda enquanto modificava a sua mente com a névoa para parecer não carregar nada. Era muito fácil enganar os humanos.

Retornou para o hotel e depositou os objetos sobre a cama, ainda ria da cara da recepcionista ao vê-lo entrar. Com toda certeza ela se arrumaria melhor agora. Estava próximo de deixar o quarto novamente e terminar a missão quando sentiu uma presença atrás de si.

— Ande semideusa! – A visão escura de uma mulher no canto de uma parede. Ele sabia que se tratava de Hécate, mas ainda assim não deixou de se assustar. Assim como surgiu, a imagem se foi. Louis pegou o resto de suas roupas e deixou o quarto. Ao chegar à recepção terminou o check in. Tinha um tempo curto.

— Volte sempre, gatão! – Disse a menina que curiosamente mascava um chiclete.

Louis caminhou tranquilamente para o beco de onde tinha saído. Desenhou o cadeado mentalizando Nova Iorque, o Central Park. Porém antes, tornou-se a modificar a aparência, agora tornando uma menina.

Louise passou a valorizar os seus seios ao senti-lo e curiosamente encontrava dificuldades para ignorar uma coceirinha maravilhosa entre as pernas. Vestia ainda a roupa de Louis, portanto quem a visse diria que era uma lésbica. Sem maquiagem, blusão largo, calça jeans masculina e um sapato maior que o próprio pé. Furou o dedo com a adaga e abriu a barreira mágica. Quando chegou no outro lado, observou que havia alguém sentada. Ella, a ceifeira. Não teve tempo de cumprimentá-la, pois um novo portal se abriu revelando Eleonor, outra feiticeira.

Louise não sabe se as duas se assustaram quanto Hécate surgiu, mas ela deu um pulo enorme. A deusa estava translúcida, apenas sombras.

— Trouxe o pedido, semideusas? – Ella, Eleonor e Louise se aproximaram. Entregaram os objetos conquistados para a deusa, que mesmo negra como a noite poderia-se dizer que ela sorria. — Minha filha ficará contente ao receber esses presentes. – E assim Louise esperava e torcia.            

Adendos:
Armamento :
• Cajado do Falcão [De aparência comum o cajado parece, caso analisado de forma não exatamente minuciosa, ser feito de madeira, porém é possível encontrar algumas rachaduras – que na realidade são desenhos de runas – e um brilho metálico através das mesmas. | A arma se torna uma pulseira fina com um pequeno pingente de falcão – animal símbolo de Circe -.|  A arma, em sua fabricação divina, foi feita de uma forma que permite a portadora da mesma a ativa-la, a fazendo ter um gasto menor na quantidade de MP (- 30%) durante dois turnos, podendo ser ativada apenas uma vez por missão/mvp/evento etc. Sendo que, ao ativar qualquer das runas existentes no cajado as mesmas irão durar um turno a mais. | Arambarium e Madeira. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Feiticeiras de Circe.]

Adaga [Com o cabo de madeira e lâmina de bronze sagrado, a adaga tem fio em ambos os lados, com cerca de vinte centímetros de comprimento. | Madeira e BS | Efeito: Comum | Não apresenta suporte ou espaço para gemas | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ].

Poderes Divinos e Mágicos:
Poderes Passivos de Afrodite:
Nome do poder: Beleza Natural
Descrição: Os filhos da deusa do amor são campistas naturalmente bonitos e charmosos. A beleza supera a de qualquer outro semideus no acampamento, sendo algo beirando ao sobrenatural. É simplesmente indescritível. Isso faz com que inimigos e aliados acabem se distraindo por sua beleza perturbadora, ou encantados pela mesma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode deixar o inimigo atordoado durante o primeiro turno, evitando atacar logo de cara, ou se atacar (poderes que exijam miras, ou armas com a mesma característica), irão errar o alvo. Não acertarão o filho de Afrodite/Vênus, pois, de primeira, o inimigo não saberá porque não nutre o desejo de ataca-lo.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Sedutor Nato
Descrição: Você não é mais apenas belo, mas também possui um quê de sedução que atrai qualquer um. A beleza erótica e sensual pode distrair o adversário durante a batalha, deixa-o abobalhado e incapaz de lutar tão bem quanto lutaria normalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante 3 turnos o oponente do filho de Afrodite/Vênus ficara confuso, e ataques que necessitem de mira -seja soco, chute, poder ativo, ou armamentos – errarão o alvo. Podem acertar, mas, por exemplo, se o oponente tentou acertar o ombro do filho de Afrodite/Vênus, pode acabar golpeando o ar, sem saber porque está fazendo isso, se tentou o pescoço, pode acertar o braço.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Empatia
Descrição: Essa habilidade permite que saiba os que os outros estão sentindo no momento. Não envolve nenhum tipo de controle, apenas o conhecimento dos sentimentos do outro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Isso permite que sejam capazes de entender o que se passa com inimigos e aliados, e possivelmente, usar isso para trabalhar ao seu favor. Por exemplo, se usarem o poder ativo “charme” e combinarem com o empatia, podem acabar convencendo inimigos e aliados através do sentimento que se passa com eles no momento.
Dano: Nenhum

Descrição: O semideus possui um perfume natural, que exala de seu corpo, e atrai o oponente. Esse perfume não é algo que controle, já nasce com ele, e faz com que o inimigo se sinta atraído, pois, produz uma endorfina diferente, que terá o cheiro daquilo que mais lhe agrada no mundo, o deixando levemente confuso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Deixa o oponente levemente tonto de prazer, se sentindo atraído por seu personagem, mas sem saber explicar o porquê.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Voz Melodiosa
Descrição: Sua voz tem uma melodia que agrada aos ouvidos das outras pessoas. Nem todos escutam a sua voz com o mesmo timbre, será de acordo com aquilo que mais agrada ao ouvinte. Isso facilitará persuasão com pessoas do sexo oposto drasticamente, e com do mesmo sexo influenciará um pouco.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O poder ativo “charme” do filho de Afrodite/Vênus, ao ser combinado com essa passiva ganha um bônus de força de 20%, podendo causar um estrago ainda maior.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Equilíbrio Emocional
Descrição: Você consegue controlar seus próprios sentimentos e emoções. Deixando-os equilibrados, o que em batalha, pode ser um trunfo bastante vantajoso, pois, não se deixará levar por truques referentes a sentimentos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a paixão, amor, sentimentos, e sedução. Ou qualquer arte semelhança, tem um dano 30% menor sobre o seu personagem.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Verdades Ocultas
Descrição: É difícil mentir para quem se ama, assim como é difícil de mentir para o filho de Afrodite/Vênus, que está ligado diretamente a esse sentimento. Assim sendo, quando alguém tentar mentir para o filho de Afrodite/Vênus, a pessoa se sentira tão incomodada, a ponto de acabar não conseguindo continuar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O narrador pode fazer a pessoa que mentiu gaguejar, hesitar, piscar ou algo semelhante, denunciando a mentira.
Dano: Nenhum
Poderes Ativos de Afrodite:
Nível 50
Nome do poder: Metamorfo II
Descrição: O filho de Afrodite/Vênus já consegue mudar a aparência por completo, sendo inclusive capaz de mudar de sexo e altura, podendo virar homem, ou mulher de acordo com seu gosto. Isso o auxilia e o torna um ótimo enganador. Pode mudar a aparência para si, mas não pode se transformar em outra pessoa. Sua característica de beleza principal, como a feição, permanece imutável.
Gasto de Mp: 80 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nome do poder: Beijo Devorador de Energia III
Descrição: Ao encostar os lábios ao de alguém, o semideus filho de Afrodite/Vênus é capaz de começar a sugar a energia da vítima. O ato produz prazer para a vítima, assim quanto mais o beijo se desenvolve sugando a energia, menos capacidade de lutar contra a vítima tem. A habilidade nesse nível está completamente dominada, o semideus não precisa realmente beijar a vítima, apenas manter os lábios próximos dos da vítima para que a energia seja sugada e passada de boca para boca.
Gasto de MP: 30 MP
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Transforma a energia roubada em pontos de vida, podendo retirar até 60 de energia por turno. Caso a vítima chegue a 25% de energia através do beijo, poderá ficar inconsciente.
Dano: Perda progressiva de MP.
Extra: Em humanos depois do segundo turno poderá acabar provocando a morte dele. Nesse nível é possível sair de efeitos e condições, além de poder curar até ossos quebrados. Quanto maior o dano ou o efeito sofrido, mais tempo é necessário para que a energia roubada cure.

Nome do poder: Charme III
Descrição: Você sempre soube que poderia conquistar a perfeição, e que era um dominador nato, com um charme natural. Agora já consegue fazer as pessoas fazerem exatamente aquilo que você quiser, podendo engana-los com mais facilidade, pode fazer amigos se voltarem contra amigos e inimigos contra inimigos, sabendo usar as palavras, qualquer um entra no seu jogo.
Gasto de Mp: 40 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano:Nenhum
Extra: Dura no máximo 3 turnos, depois as pessoas começam a ficar sem entender o porquê de estarem fazendo aquilo. Já consegue confundir qualquer um, independentemente do nível.

Nome do poder: Controle sobre a Moda II
Descrição: Basta estalar os dedos para mudar a roupa do oponente. Você pode vesti-lo com roupas nada ágeis, atrapalhando-o. Caso você mude a sua roupa, durará quanto tempo você quiser. Mas se mudar a roupa do oponente, durará duas rodadas. (Só pode ser usado duas vezes por missão ou evento).
Gasto de Mp: 20 MP por peça de roupa
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O inimigo vestindo uma armadura, pode ter isso também trocado por um vestido e saltos, por exemplo, mas o efeito só dura dois turnos, não é permanente, depois disso, o inimigo voltara ao normal.

Nome do poder: Sentimentos Conturbados
Descrição: O semideus consegue fazer com que seus oponentes troquem os sentimentos do momento, ou algo semelhante, assim sendo, uma pessoa com raiva pode ficar calma, e uma pessoa feliz pode sentir um ciúme incomodo. Isso pode atrapalhar ou ajudar na batalha, depende da forma com que o semideus o utilizar.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP
Extra: O efeito dura em média um turno, então o poder precisa ser ativado novamente para continuar funcionando.

Habilidades das Feiticeiras

Poderes Passivos de Circe:
Nome do poder: Feiticeira III
Descrição: Você está ficando cada dia mais forte, Circe está orgulhosa de você. Sua personagem dominou a arte da feitiçaria conforme o esperado, tornando seus feitiços experientes, fortes e controláveis. Você dominou sua magia por completo.
Gasto de Mp:
Gasto de Hp:
Bônus: +20% de força em feitiços (poderes ativos).
Dano: +15% de dano se o feitiço acertar o oponente.

Nome do poder: Identificação magica
Descrição: Como seguidoras de Circe, as feiticeiras são dotadas de um saber natural sobre todas as formas de magia e suas ramificações, identificando-as com facilidade. Assim como poções e afins. Sendo necessário ressaltar que a magia é neutra, no entanto, o mago/bruxo é que define o seu caráter (bom, ruim etc), logo será impossível para uma feiticeira identificar o teor (magia negra etc). Identificando apenas o gênero da magia, como wicca etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Persuasão
Descrição: Circe é uma Deusa bastante persuasiva e manipuladora, suas palavras soam como veludo e são capazes de enevoar os sentidos até mesmo da mais inteligente das criaturas. E, como seguidoras de tal Deusa, as feiticeiras são dotadas de palavras persuasivas, no entanto não no mesmo nível que Circe. Conseguindo, por exemplo, que peguem um copo d'água ou, em meio a uma batalha, seus aliados sejam mais estimulados a lutar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Atração pelo mistério
Descrição: As feiticeiras de Circe são naturalmente misteriosas, atraentes e discretas. Isso faz com que outros semideuses se sintam curiosos em relação a elas, atraídos pela aura de mistério que lhes rodeiam, querendo chegar mais perto e descobrir mais. Isso faz com as feiticeiras consigam enganar os inimigos, ou encanta-los, podendo faze-los acreditar em coisas que não são reais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Feitiços e poderes relacionados a ilusão e charme ganham bônus de força de +10%.
Dano: Nenhum
Poderes Ativos de Circe:

Nome do poder: Manipulação de Nevoa
Descrição: Como todos sabem semideuses são encobertos por uma nevoa que envolve o mundo mortal e o oculta de olhares daquilo que é real ao que não é, muitas vezes distorcendo mentes o fazendo ver algo que não existe. Feiticeiras desde cedo aprendem a controlar a nevoa desse mundo podendo usa-las ao seu favor. São capazes de apenas enganar pessoas com mentes inferiores a sua (de nível menor ou igual) podendo faze-las ver algo que desejem permitindo-lhe uma fuga rápida.
Gasto de Mp: - 10 de MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Pode enganar os inimigos por um turno, o suficiente para permitir a fuga da feiticeira.

Feitiço: Scribam objecta
Descrição: O feitiço permite a feiticeira criar copias de objetos já existentes, e em sua posse, mas não funciona com criaturas vivas, como animais, humanos, ou algo semelhante. (pode funcionar com flores e frutas, e até mesmo comida).
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Apenas Verbal.

Nome do poder: Portais I
Descrição: A seguidora de Circe possui uma capacidade natural de abrir portais. Esses poderão leva-la para qualquer lugar que deseja no plano terreno, pois, ainda não abre passagens para o mundo inferior, e nem para o Olimpo, muito menos para planos diferentes do que reside. Para abrir um portal é necessário que a feiticeira marque algo solido, como uma arvore, uma parede, ou algo semelhante, com uma tatuagem de abertura (um cadeado aberto), e a banhe com seu sangue. Esses portais lhe garantem viagem rápidas, e para lugares precisos, pontos estratégicos que ela imaginar, mas não garantem a segurança dela no local para onde deseja ir, ou seja, ela poderá usar o portal para ir para Nova York, mas isso não garante que estará segura em Nova York.
Gasto de Mp: 30 MP (por portal)
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Poções Utilizadas :
Energizador [ Uma garrafa de vidro contendo um líquido amarelo, com aparência semelhante a de suco de abacaxi. | O líquido é feito de uma mistura com água de coco e pó de dente de leão, sendo capaz de fazer quem o ingere recuperar até 100 de MP.  | Água de coco e Pó de dente de leão. | Sem espaço para gemas. | Gama. | Status: 2/2 | Mágico. | Some da mochila após uso | Underworld's Poisons.]

* Utilizei as duas, logo recuperei + ou - 200 MP. Favor, retirar esses itens do meu inventário.

FPA:
Poderes Extras:
Nome: Rastreador de relíquias
Descrição: Conforme o desafio de achar aquele ou aquilo que é importante para o personagem, ele desenvolveu uma habilidade de achar coisas com que se importa com mais facilidade. É como se fosse um sexto sentido que ele desenvolveu e foi guiado em direção àquilo que tanto procurava e queria.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Bônus: Caso o personagem esteja perdido com qual direção seguir, ao ativar esta habilidade, o sexto sentido o ajudará a ir pelo caminho correto.
Extra: Somente funciona para aquilo com que já se tem uma ligação emocional forte e física, somente é possível encontrar um item que seja seu ou uma pessoa com a qual já existe uma relação estabelecida em on, independente de qual seja, desde que seja importante para o personagem.



OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
Objetivos da missão

— Encontrar os dois itens para ajudar Hécate a trazer Circe para o lado neutro da guerra entre Olimpo e Nyx.
— Há outros objetos conquistados na CCFY de Ella H. Grace e Eleonor Moonight.
— Ao final disso tudo, será realizado por mim uma segunda CCFY onde será com Circe e Hécate.

Abaixo descrições dos objetos e links reais de suas origens:

Colar de Harmonia [Um colar prateado com pequenas pedras de diamante incrustado. Ao centro uma pedra rosa bebê em formato de espelho. O colar fora presente de Hefesto para Harmonia, filha de Ares e Afrodite. |Efeito 1: O colar trás a aquele que o usar a capacidade ampliada do charme, aumentando assim em 50% o seu efeito. | Efeito 2: O colar desperta em pessoas próximas a cobiça, fazendo assim todos os mortais o desejarem, incitando guerras, podendo ser usado apenas por semideuses, deuses ou legados. | Prata | Sem espaço para Gemas | Gama | Status 100% sem dano | Mágico | Forjado por Hefesto]  

Livro de Ouro de Medeia [Um livro de capa preta dura, cravejado com ônix, um enorme M em dourado. Possui 120 páginas amareladas de feitiços e magias. Não é o livro mais poderoso dela, mas carrega alguns feitiços esquecidos pelo tempo. | Efeito 1: O livro tem o poder de transporta seus usuários para as histórias ali contadas. | Efeito 2: Em posse desse livro, feitiços, encantamentos e rituais tem uma ampliamento de 5% de bônus nos feitiços. | Papel | Sem espaço para gemas | Beta | Status 80% sem dano | Mágico | Objeto de Medeia]  

Melpomephy.. Black Set


Aphrodite's Sorceress Princess
Royalty of Olympus
Louise S. Mitchell
Louise S. Mitchell
Filhos de Afrodite
Filhos de Afrodite


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CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials] - Página 2 Empty Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Juno em Sab Nov 03, 2018 6:26 pm


Louise

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 15.000 XP dracmas 7.500 (-50% por conta dos itens)

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Pontuação alcançada:
Enredo e coerência de batalha: 33%
Gramática e ortografia: 18%
Criatividade: 25%

RECOMPENSAS: 5.735 XP e dracmas + itens

Status:
MP: 400 / 670

Obs.: Aguardamos a próxima CCFY para saber qual será o posicionamento de Circe, bem como as missões de Ella e Eleonor para saber se serão bem sucedidas.

Comentários:

Adorei o seu enredo e as soluções que você encontrou para alcançar seus objetivos. Sua personagem é muito divertida e é agradável vê-la em ação. Só vamos fazer três observações que explicam o resultado alcançado por você:

• Grécia faz parte da Terras Antigas, o lugar mais perigoso no mundo para um semideus. Nem o Mar de Monstros é tão perigoso quanto a Grécia. Isso porque a energia vital do munto mitológico emana dali, é onde estão os monstros mais perigosos e fortes e onde a intensidade das coisas funciona de um jeito diferente. Os protagonistas de Heróis do Olimpo tiveram inúmeras dificuldades só em chegar perto das Terras Antigas. Inclusive foi em terreno grego que Annabeth e Percy caíram direto para dentro do Tártaro. Ressalto tudo isso porque, considerando o local onde sua missão ocorreu, foi tudo muito simples. Nenhum ataque de monstros, nenhum conflito, nenhum desafio maior para a sua personagem. Apenas lidando com humanos, sendo que o local é um cenário fértil para inúmeros desafios.

• Tivemos a impressão que você foi muito certeira ao encontrar o desejado item. E, no começo, você nos diz que não sabe de nada sobre. Seria muito mais interessante se tivesse mais pesquisa e buscas pelo colar de Harmonia, porque ficamos com a impressão de ter sido muito fácil.

• Não pude deixar de reparar que faltou revisar alguns trechos da missão. Não ocorreu nenhum erro grave ou cabuloso, apenas erros de digitação, acentuação, coisinhas que se repetiram pelo texto e, por isso, receberam um desconto.




Juno Moneta
"Você deve forjar seu próprio caminho para que ele signifique qualquer coisa"
Juno
Juno
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos


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CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials] - Página 2 Empty Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Ella Grace Harris em Sab Nov 10, 2018 10:19 pm


Pantera Fogosa
Being Angeline Jolie



— Você sabe que não posso tomar partido nessa disputa, né? – Perguntava a ceifeira para a filha de Afrodite e líder das feiticeiras. — Thanatos está que nem um louco caçando quem decidir ir para um dos dois lados.

— Ella, não quero que você se oponha a Thanatos. Tudo o que não preciso agora é indisposição com outro deus. Meus planos é deixar Circe neutra e não a favor do Olimpo ou da deusa da noite. – Louise parecia mais pálida que o normal, parecia não dormir muito bem. — Eu não te pediria se não fosse realmente importante. Não tenho muitos amigos a quem recorrer nesse momento. Todos estão vivendo e respirando guerra e quem toparia ajudar as feiticeiras?

Ella ponderou um tempo sobre as palavras da outra semideusa e por fim assentiu respirando fundo. Geralmente, quando Louise lhe pedia algo sempre vinha com riscos de morte. Mas, não poderia virar as costas naquele momento. Ajudaria da forma como pudesse, torcendo para não está sendo enganada pela outra. Somente Hades sabia o quanto filhas de Afrodite eram boas em mentira.

— Eu vou te ajudar. O que eu preciso saber? – Perguntou. Só o sorriso fraco da outra já valia o sacrifício. A prole do amor retirou um livro de dentro das vestes. Logo de imediato a ceifadora viu um marca página em verde limão. Pegou o livro e começou a folhear sem entender absolutamente nada. — Isso é latim? Deuses, sabe que sou grega e não romana. Não poderia vir algo em grego ou inglês? – Mas ainda assim aceitou.

— Preciso apenas que você se concentre nessa parte do item. — Ela explicava calmamente. — Sabemos que Circe ama os objetos e odeia as pessoas. Espera, é o contrário. Hécate acha que com objetos de poderes singulares e itens raros e perdidos, Circe será mais propícia a ouvir. E é somente disso que eu preciso, que ela não me fulmine logo de início. Espero ter tempo para fazer aquilo que faço de melhor, fazer as pessoas pararem para me ouvir e me dar razão.

— Mas, se esse objeto está perdido... – Ella falava folheando as páginas até parar em uma com um livro negro ilustrado e uma mão na outra. — Como vou achar?

— Já lancei um feitiço de localização. O preciso no momento é a mão da glória, não me pergunte o que ela senão você ficaria de cabelo em pé. Ela está em uma casa de artefatos em Londres. Claro, que provavelmente deve ser alguém mágico. Mandei uma feiticeira lá antes por portal. Ela disse que todo o lugar cheira a magia, então cuidado e leve suas melhores armas. Quando acabar, preciso que me encontre em Nova Iorque, no Central Park. Hécate estará lá, pelo menos assim ela me garantiu. – Louise segurou as mãos da cria de Hefesto. — Só cuidado, não quero causar mais confusões.

[...]

Ella teve um tempo curto para arrumar a sua foice e um pouco de dinheiro. Thanatos estava no castelo de Hades, o rei do submundo tentava fazer a morte assumir um lado. Pegou as suas coisas e ao passar pelo refeitório quase desistiu. Um cheiro de bacon frito com ovos era lançado por todo o corredor. Dois seguidores da morte conversavam alegremente esperando a comida ficar pronta. Seu estômago reclamou assim que o delicioso aroma ficou mais forte.

— Resista, Grace. – Disse a si mesma igual a sua mãe costumava falar quando tinha algum namorado novo tentando penetrar a sua pureza.

Foi somente chegar no outro lado da base de Thanatos que sentiu um portal se abrindo. Uma feiticeira séria olhou para ela e gesticulou para que a mesma passasse. A semideusa passou pelo portal rapidamente, não reconhecendo o lugar onde estava. Era a sua primeira vez em Londres.

— Minha líder pediu para te entregar isso. – E a garota entregou um pequeno livreto contendo algumas palavras na letra caprichada da filha de Afrodite. — Não fale com ninguém, pegue o objeto e saia. Não se esqueça nunca que estará sendo seguida. Nyx já deve saber do plano, por isso utilizamos o dia. Se não conseguir até a noite, tente no outro dia. Não chame a atenção... – Parou para observar Ella com uma foice nas costas e uma blusa rosa choque. — Tente não chamar muito a atenção. Eu vou está disfarçada logo atrás de você, meu cheiro de cria de Deméter não me permiti ser detectada por monstros. Eu contei com pelo menos dois perigos, o restante é contigo, ou implicância do destino.

Ella gesticulou a cabeça fazendo de entendida. Não precisou andar muito para perceber as pessoas lhe olhando; uma garota grande, blusa berrante e alguma coisa nas costas. Ela não sabia no quê a névoa transformava a foice. As letras de Louise diziam que a loja ficava em um dos dez borough de Londres, Brent. Ela atravessou a rua e esticou um dedo sinalizando para um taxi mortal. O carro parou e ela entrou tendo dificuldades com a foice.

— Brent, por favor. Avenida Oito, esquina com a sete. — Pediu educadamente. O homem careca parecia mais interessado na sua arma.

— Brent? Não seria Camden? – Ele perguntou curioso.

— Camden? Não, é Brent mesmo. – Respondeu, mas por via das dúvidas leu uma segunda vez a trajetória.

— Você não veio para o encontro de geólogos?

— Geólogos?

— Sim, o mapa enorme que você teve dificuldade para colocar dentro do carro.

— Ah, não! Esse mapa aqui é para uma amiga. – Falou Ella tentando parecer séria e convincente. De arma para mapa, os mortais eram cegos mesmo. — Brent mesmo. E estou com pressa.

Por longos minutos o carro deslizou pela cidade, fazendo a semideusa prometer que iria á passeio em um dia livre.

Quando chegou em Brent, entregou os euros mirrados e desceu do carro. Estava em frente a um prédio imenso, logo na entrada uma carrocinha de cachorro quente. Suas aliadas lombrigas logo gritaram de fome. Ela caminhou para um velho vendedor e comprou três cachorro quente com ketchup extra. Comeu todos em menos de 15 minutos, precisou se forçar a sair para não comer outros dois.

No outro lado encontrava-se a loja de artefatos, com um enorme olho de Horus logo na entrada. A pele da semideusa comichou, ela estava sendo observada de um jeito negativo, sentia aquilo. Entrou no prédio da frente e se encaminhou para um segurança.  

— Onde tem um bebedouro aqui? – Indagou. — E um banheiro. – Tentou imitar alguém muito apertado. — Está na portinha, moço! E é o número dois! – O segurança primeiro corou e logo depois apontou uma porta escrito banheiro funcionários. Ella entrou passou pela entrada do lavatório e trancou a porta. Pensou por longos minutos. Tinha alguém a seguindo, seus instintos diziam. Ela não poderia arrisca a seguir sem antes interrogar o suspeito. Abriu a porta do banheiro novamente e saiu para as ruas decidida em um plano louco.

Caminhou sem destino, olhando sempre para trás, mas não vendo ninguém. Desceu uma ladeira e quando virou uma esquina uma menina veio em sua direção. Ela parou na frente de Ella e lhe entregou um papel. Quando desenrolou e leu, quase teve um ataque de pânico. Estavam bem nítidas as três palavras; Demônios de Nyx. Aquele poderia ser um aviso da feiticeira que também a acompanhava. Prosseguiu como se não estivesse lido nada, mas com o coração aos pulos. A palavra demônios no plural a deixava nervosa.

Viu uma casa abandonada logo de imediato e prosseguiu para lá. Calmamente abriu a porta que despencou do outro lado espantando dois cachorros. Quando se viu na parte de dentro, começou a correr procurando um lugar escuro. Impressionante como em todas as suas missões ela tinha que correr. A pessoa que interpretava ela no Blood Olympus deveria achar muito engraçado ver uma gorda correndo com os peitos batendo no queixo.

Correu para embaixo da única pia no andar de baixo e tentou se fundir com as sombras. A escuridão estava suficiente ali para escondê-la. Precisou tomar cuidado para não deixar a arma de fora.

Logo em seguida passos começaram a serem ouvidos.

— Ela entrou aqui. – Dizia uma voz feminina. — Eu tenho certeza.

— Sabe que se você estiver enganada Nyx ficará muito puta contigo, né? – Uma voz de menino agora.

— Será que poderiam se concentrar? Estamos em uma missão. – Falou uma terceira voz. Essa mais grave, como de um homem.

— Vocês vão para o segundo andar, eu vejo aqui. – Disse o menino jovem.

Então os passos se tornaram apenas um. A madeira rangia por onde o menino passava, entregando a sua localização. Só poderia ser um aliado novato, ninguém com um pouco de experiência daria tanto mole. Viu os joelhos do rapaz se abaixando na sua frente e então o hálito quente dele na sua cara. E logo uma lâmpada se acendeu no seu cérebro. Ella concentrou toda a sua energia negra nos pulmões e lançou no rosto do mesmo. Logo o sopro da morte fez o oponente se afastar, ele bateu em uma caixa de madeira que caiu.

Aproveitando que ele estava com falta de ar e não podia gritar para os outros, a ceifadora empunhou a foice por debaixo da pia mesmo e passou a lâmina pelo chão. A arma passou raspando nas pernas do demônio que caiu arfando de dor. Não tinha muito tempo, já sabiam de sua localização. Saiu do esconderijo rapidamente e sem pensar em muito sentou com força na cara do oponente. Se ele não apagasse depois de receber uma bundada rechonchuda de alguém de mais de cento e cinquenta quilos e ainda usando as forças de Hefesto, ele seria um extraterrestre.

Ouviu novos passos e correu para trás do marco da porta. Lentamente começou a liberar cinzas vulcânicas do corpo, o material começou a se espalhar pelo cômodo da cozinha e também para os outros. Pulou no momento que a menina tentou interceptar o aliado ferido. A segurou pelo cabelo e em seguida bateu com a cabeça dela na parede mais próxima. Ela era mais forte e rápida também, afinal os ceifadores matavam bastante por antecipação e surpresa. Levou a cabeça tonta da adversária até o joelho e bateu ali violentamente, deixando a vítima cair no chão.

O seu erro foi sair sem observar a situação. Assim que deixou o marco e parou as cinzas no esporo, recebeu um soco nos peitos que ela encontrou Maria Madalena. Levantou o rosto e recebeu um soco direito na bochecha. O demônio tentou dar outro golpe com os punhos, mas Ella abaixou no momento certo. Segurou nas “bolas” do inimigo e torceu. Ele gritou de dor, espantando pombos no andar de cima. Subiu com o cotovelo erguido mirado no queixo do opressor, o acertando com toda a sua força. Ele cambaleou para trás zonzo. Momento perfeito para a semideusa recuperar a foice. Primeiro mirou a arma no braço, separando a mão do braço. Em seguida passou pelo joelho o fazendo cair perante ela.

— Eu, Ella Grace Harris o sentencio a morte por ter me atacado gratuitamente. Espero que sua alma seja pura para não ir aos campos de punição. – Com um golpe rápido, passou a lâmina de Kusarigama no pescoço do demônio, fazendo assim o sangue escorrer e o corpo cair inerte no outro lado. — Teve uma morte honrosa! – Colocou os punhos no coração em respeito ao oponente morto.

Deixou a casa e percebeu a feiticeira no outro lado da rua.

Seguiu o caminho contrário, retornando para o centro de Brent. Não perdeu tempo, atravessou a rua e abriu a porta da loja. Estava com o corpo quente da última batalha. Um senhor idoso olhou para a sua foice e logo arregalou os olhos. Ele podia ver além da névoa.

— É o seguinte! – Disse Ella se lembrando da sua época de neguinha do morro, quando morava na favela do Bronx. — Você tem algo que eu queiro, e eu tenho algo que você não vai querer. – Depositou a kusarigama no balcão.

O velho se abaixou rapidamente atrás do balcão e retornou com uma arma apontada para a semideusa. As suas mãos tremiam, mas ele parecia focado. A ceifadora não pagaria para ver, era grande mais não de aço.

— Não precisamos chegar a isso. – Ela falava calmamente. — Você me entrega a mão da glória e eu saio por essa porta, te deixado vivo. – Era notório o seu mau humor.

— Saia daqui ou vou chamar a polícia. – Ele ameaçou.

— Polícia? Para uma semideusa? – Focou o olhar nos olhos do idoso. — Se você consegue ver além da névoa sabe que mortais não podem me parar. Não quero parecer uma vadia louca, mas passe logo esse objeto. Estou perdendo a paciência. – Respirou fundo para se acalmar. O homem não estava facilitando e bater em velho era contra os seus princípios. Focou a arma apontada para ela e então sentiu o metal se conectando com os seus poderes. Rapidamente com um leve levantar de dedos fez a arma apontar para o alto e disparar. Um pedaço do teto caiu.

Ela calmamente observou a feiticeira entrar na loja.

— Eu estou sentindo a magia. – Ela apontou para uma prateleira. — Está ali.

Ella caminhou calmamente até a prateleira e parou ao ver o objeto. Preso em uma redoma média de vidro encontrava-se uma mão enrugada. Os dedos fechados seguravam uma vela e mesmo sem perceber o quão mágico era o item, desconfiava que tinham muita magia negra. Leu em alguns livros referência sobre aquele artefato e nenhuma das descrições eram boas. Ela esperava que Louise soubesse o que estava fazendo entregando aquilo para Hécate, era um poder muito grande nas mãos de uma deusa poderosa.

Agarrou o vidro torcendo para não quebrar. Estava virando o corpo quando um grito ecoou e então a feiticeira passou por ela voando levando livros, uma mesa e um cabo de guarda chuva. Ella não acreditava no que via. No lugar do irritante homem havia um dragão de cinco cabeças, que crescia a cada segundo levando todos os móveis por perto.

— Caralho! – Xingou percebendo que tinha se ferrado. As chances de encontrar uma hidra era uma em um milhão, mas a ceifadora era azarada. Passou mentalmente todas as aulas que teve no acampamento e então se lembrou de algo muito importante; fogo. Correu para trás de uma estante no momento que uma chama azul passou por ela e fulminou a feiticeira, fazendo-a entrar em combustão. O corpo da seguidora de Circe passou correndo e quebrou o vidro em toda agonia.

Ella esticou as mãos para um segundo fogo, sabia que poderia controlá-lo, era cria de Hefesto. A chama passou pelos seus dedos queimando, mas logo voltou para o atacante, envolvendo o corpo da hidra. Aliás, o monstro agora estava imenso, bloqueando a porta de saída. Enfrentar algo daquele tipo era suicídio. A feiticeira tinha sumido e aos poucos as pessoas começavam a sentirem atraídas por algo curioso na loja de objetos místicos.

A semideusa sentia tanto pela feiticeira, não queria ter que abandoná-la. A missão de Hécate e Louise era clara, pegar o objeto e fugir, não dizia nada sobre lutar. A garota rolou pelo chão no momento de uma nova chama surgindo. O vidro da redoma quebrou, fazendo uma lasca pequena furar o seu braço.

— Merda! – Disse se erguendo. O bom era que a loja estava escura por conta da eletricidade, e obscuridade era a sua arma preferida. Concentrou-se nas sombras ambiente criadas pela ausência de luz, escolheu uma e se uniu, a mesma passava por trás de alguns objetos. Fechou os olhos e torceu para dar certo. O seu corpo logo deslizou pelas sombras rapidamente, dando a impressão que descia de uma montanha russa em alta velocidade. Passou pelo vidro da loja em forma de sombra e quando a luz do dia dissipou o seu transporte, caiu esborrachada no chão. Olhou a frente e viu um corpo carbonizado, a cara de espanto, as arcarias dentárias a mostra.

Correu pela rua ouvindo algumas pessoas gritarem por ela. Não poderia ter chamado mais a atenção do quê aquilo. Uma mão em um braço e no outro um mapa enorme (a foice). Algumas pessoas a seguiam, seria óbvio que a polícia logo estaria em seu encalce. Um morro, ela precisava de um morro. Olhou em volta e logo viu um amontoado de terra, suficiente para uma passagem até o submundo. Ignorou as vozes das pessoas e uma sirena ao longe, precisava se concentrar. Ouviu os batimentos do seu coração para achar o eixo, o vento no rosto enquanto a sua mente ordenava ao pequeno morro de areia de construção que se abrisse.

Logo uma areia rolou, depois outra e então uma fissura pequena surgiu. Passou o seu roliço corpo pelo espaço com bastante dificuldade e viu o portal se fechando atrás dela. Estava de frente para um rio e Quironte a olhava intrigada.

— Graças aos infernos, consegui! – Parou esbaforida e sorriu para o barqueiro. — Poderia me atravessar? Tenho que chegar aos domínios de Thanatos. – Subiu na canoa e foi guiada pelo homem de aparência estranha.  Chegou no outro lado do rio e pulou. Não era defunta, mas deu dez dracmas para o homem comprar uma pastilha halls. — Obrigada. – Caminhou ainda cansada até o refugio dos anjos e quando chegou na porta, uma passagem segura se abriu.

Uma mulher de capuz negro parecia sorrir.

— Filha de Hefesto! – A sua voz era misteriosa. — A líder das feiticeiras lhe aguarda.

Ella atravessou a passagem torcendo para não ser uma armadilha. Quando chegou no outro lado, viu Louise angustiada. Ela vestia trajes estranhos, parecia uma lésbica com a camisa larga, calça jeans e um sapato que fugia do pé. A prole do ferreiro ergueu uma sobrancelha, porém não perguntou nada.

— O objeto semideusa. – Hécate estendeu as mãos, Ella entregou. — Filha de Afrodite, creio que chegou o momento de sua provação final. Encontre Circe e entregue esses objetos de poder. Tente suadi-la a voltar a razão. Você encontrará sua patrona nas montanhas do Canadá, mas ela não está sozinha. – E assim a deusa sumiu deixando Louise e Ella se encarando.

— Obrigada. – Sussurrou Louise se levantando e então sumindo por trás de um portal recém aberto.    


Adendos:
Kusarigama [ Embora tenha o nome de uma foice especial japonesa, a Kusarigama é uma foice comum de duas laminas ausente das correntes. O seu cabo é luminoso e ilustrado, feito do metal do submundo. A lamina possui duas metades, a primeira de estige e a segunda de arambarium. O seu cabo é todo desenhado com retas sem sentido e runas, mas que brilham na luz do sol ou da lua. Emite uma pequena névoa que desliza através das partes cortantes. | Efeito 1: A arma possui maestria com o elemento trevas. O semideus é capaz de ao imitar um corte vertical, horizontal ou diagonal com a foice liberá uma terceira lâmina feita de sombras que irá em direção ao inimigo em um raio de até 12 metros. Embora seja um elemento, é concreto o ataque e o seu dano é como se fosse a própria lamina da foice. O ataque consome 25 MP por uso e possui as mesmas propriedades e efeito da arma. | Efeito 2 : O corte da lâmina retira buffs do alvo por um turno ao ser atingido, retirando -15% de sua destreza, velocidade e esquiva, tornando assim o próximo ataque quase fatal. | Efeito 3: Por possuir duas laminas fere tanto imortais, quanto humanos. Suga 5% da MP do atingido, dano multiplicado por x5 em monstros do submundo. Efeitos dos metais. | Bônus FPA +20 de dano | Ferro Estige, Arambarium | Espaço para uma gema | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Forjado por Ella Harris, Encantado por Louise S. Mitchell ]

Poderes e Habilidades:
Passivos de Hefesto:
Nome do poder: Pensamentos Velozes
Descrição: Os filhos de Hefesto/Vulcano possuem uma capacidade de analisarem rapidamente a situação em que se encontram e criarem uma estratégia param se safarem dela.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganham um turno para conseguirem agilizar mecanismos e armadilhas, e assim, criarem algo para ganhar vantagem perante a batalha.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Detector Natural
Descrição: os filhos de Hefesto/Vulcano são como detectores de metais. Não precisam olhar, eles apenas sentem quando há metal por perto e sentem também o local onde estão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode solicitar ao narrador que indiquem se existe metal ou algo semelhante por perto, a quantidade e onde está localizado.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Pericia com Armas Criadas
Descrição: Armamentos criados pelo filho de Hefesto/Vulcano, em suas mãos são armas perfeitas, por entenderem seu mecanismo e funcionamento, também adquirem certa facilidade ao lidarem com elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +75% no manuseio das armas criadas
Dano: +20% de dano se a arma atingir o inimigo.

Nome do poder: Força II
Descrição: Você ficou ainda mais forte, conforme cresce, se desenvolve, e executa seus treinamentos – além de claro, trabalha nas forjas, pois, se sente extremamente atraído por elas – também desenvolve uma força superior aos demais campistas, você está se saindo bem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força.
Dano: +10% de dano em golpes físicos relacionados pelo semideus, ou que exijam a forja avantajada.

Nome do poder: Resistencia ao Fogo II
Descrição: Agora o fogo magico também não incomoda o filho de Hefesto/Vulcano como a maioria, ainda sofre alguns danos, e se machuca, mas adquiriu uma resistência natural, que impede seus ferimentos de serem mais graves.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ataques relacionados a fogo magico agora são 30% menos efetivos em filhos de Hefesto/Vulcano, e o dano também é 30% menos nele.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Respiração forte
Descrição: Você se acostumou com fuligem e ar carregado. Ar rarefeito e toxinas que agem por meio respiratório já não lhe afetam como a maioria, bem como lugares fechados e variação de pressão – Hefesto/Vulcano vive dentro de um vulcão, e como filho dele você tem a mesma resistência.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Consegue respirar normalmente em lugares carregados, e não ficam tão cansados durante a batalha. Poderes relacionados a respiração, ar, e asfixia são 50% menos efetivos contra você.
Dano: Nenhum

Ativos de Hefesto:
Nome do poder: Cinzas vulcânicas
Descrição: Uma nuvem de gases e cinzas vulcânicas é gerada a partir do corpo do filho de Hefesto/Vulcano. Ela tem capacidade de prejudicar não só a visibilidade, como também a respiração de todos os presentes que não sejam filhos do deus das forjas.
Gasto de Mp: - 40 de MP por turno.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: - 5 de HP por turno.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Magnetismo II
Descrição: É a habilidade que permite aos filhos de Hefesto/Vulcano, controlarem o magnetismo. Já consegue manipular objetos de porte médio, podendo faze-los se voltar contra os inimigos que os lançaram em sua direção, ou manipula-los para se voltar contra os mesmos.  Pode desviar e controlar tais objetos.
Gasto de Mp: 30 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Funciona com objetos de porte médio, máximo de 70 kg. O dano será a critério do narrador, e da forma com que o poder foi utilizado.

Nome do poder: Controle do Fogo II
Descrição: Agora já consegue manipular uma quantidade maior de fogo, também aprendeu a desviar as chamas, podendo fazer com que elas queimem algo próximo a si especificamente, ao seu desejo, mas não pode retira-las do lugar. Por exemplo, pode atrair parte das chamas e move-las mais para frente da tocha, se alguém estiver perto das chamas, seria queimado por ela, podendo inclusive, aumenta-las de forma gradativa – não muito – para conseguir êxito em sua tarefa, mas não consegue fazer muito mais que isso. (Só funciona com fogo comum, o fogo magico, ou infernal não pode ser controlado por você).
Gasto de Mp: -25 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O dano é dado conforme o uso do player em relação ao poder, a critério do narrador e da forma com que foi utilizada.


Passivos de Thanatos:
Nome do poder: Silenciosos
Descrição: Assim como a morte nem sempre anuncia sua chegada, os membros desse grupo secundário podem escolher abafar seus sons. Podendo assim passarem despercebidos, ou então não denunciar sua aproximação.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Feridas Dolorosas II
Descrição: Todos os golpes armados do ceifador tem chances maiores de atingirem fundo o corpo de seu oponente, provocando sangramento com mais facilidade.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Causa 10 de dano por sangramento a cada três turnos em inimigos feridos pela arma do ceifador.

Nome do poder: Emboscada II
Descrição: Sempre que realizar um golpe surpresa, as chances de ser um golpe crítico são maiores, além de causar mais da dano que o normal.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 20% de chance de acerto crítico.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Bestiário Humano II
Descrição: Um ceifador tem como função auxiliar seu mestre, ceifando as almas das criaturas que estão pela terra. Portanto, nesse nível, ele é capaz de identificar, também graças à memória eidética, todos os monstros com os quais cruzar. Nesse nível já possui mais informações, como, além do nome e seus atributos ou poderes principais, curiosidades e pontos fracos da criatura.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Hipercinese II
Descrição: Com o segundo nível desta habilidade, o cérebro do ceifador torna-se extremamente rápido e perceptivo, de modo que nenhuma tentativa de despistar o ceifador terá resultado. Funciona em RPs sociais, mantendo o ceifador atento a tudo ao seu redor, e também em lutas, sendo imunes à truques e ilusões. Ilusões até o nível dessa habilidade são inúteis contra este indivíduo, que enxerga através delas.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Memória Eidética I
Descrição: Assim como a morte possui uma memória perfeita para se lembrar de todos que passaram por suas mãos, seus ceifadores passam a ter a capacidade de lembrar de quase tudo. Isso lhe dá uma maior capacidade de investigação e perseguição, por se lembrar das informações de seus alvos e afins.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Perícia com Foices II
Descrição: Sendo a foice o instrumento característico da morte, os seguidores desta possuem maior facilidade a aptidão no manuseio da arma em questão. O objeto em suas mãos é manobrado de maneira mais fácil e precisa, tanto ofensiva quanto defensivamente. Aqui, o ceifador já melhorou um pouco mais a habilidade.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 30% de assertividade no uso da foice.
Dano: +20% de dano ao ser acertado pela foice de um ceifador.

Nome do poder: Detectar Mentiras
Descrição: Por Thanatos já ter sido tapeado algumas vezes no passado, o deus abençoou seus servos para que não mais cometessem os mesmos erros que ele. Dessa forma, um ceifador sempre é capaz de dizer quando alguém está mentindo para ele, entretanto, precisa estar focado naquela pessoa para tal.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Ativos de Thanatos:
Nome do poder: Fendas do Submundo I
Descrição: Tendo a necessidade de se locomover com mais facilidade para realizar suas tarefas, os membros desse grupo conseguem criar fendas para o levar até o submundo, não importando onde estejam. Nesse nível, ainda é algo cansativo e requer um post inteiro para ser aberta a fenda.
Gasto de Mp: 50 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Pode ser utilizado apenas uma vez por missão/evento.

Nome do poder: Investida nas Sombras II
Descrição: Com sombra ambiente, ou escuridão plena durante a noite, o ceifador é capaz de avançar até cinquenta metros de distância em um instante. Pode ser utilizada para se aproximar de algo, ou se afastar. Aqui, ele já se funde às sombras, podendo passar através de objetos e coisas sólidas.
Gasto de Mp: 30 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Invisibilidade I
Descrição: Assim como revelado nos livros, depois que Ares liberta Thanatos de Sisyphus, o deus da morte decide não mais abordar as almas diretamente, ao contrário, ele prefere as ceifar invisível. Dessa forma, seus ceifadores podem optar pelo mesmo tipo de abordagem, ainda que de maneira limitada. Não sendo filho do deus, eles podem contar apenas com as sombras para os camuflar em meio a elas. Nesse nível, não conseguem lutar e manter a habilidade ativa. Ao entrar em combate, a invisibilidade acaba.
Gasto de Mp: 15 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Só funciona durante a noite, ou em locais muito escuros.

Nome do poder: Sopro da Morte
Descrição: Essa habilidade apenas funcionará se estiver próximo do seu oponente. O ceifador consegue expelir um ar denso pela boca que se envolverá nos orifícios faciais do adversário, um gás incolor capaz de sufocar gradativamente o alvo, pois impede a entrada de oxigênio. O efeito do sufocamento dura dois turnos.
Gasto de Mp: 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: 15; além dos efeitos narrativos de sufocamento.
Extra: O gás dura apenas um turno.



Habilidades Treinadas :
Nome: Prática de Asanas
Descrição: O corpo é tão jovem quanto flexível. Exercícios de yoga enfatizam a saúde da coluna vertebral, a sua força, equilíbrio e flexibilidade. A prática dos Asanas (exercícios de Yoga) aumenta esses três atributos do semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio e flexibilidade.
Extra: + 10% em Força.


Observações ao Avaliador:
Mão da Glória [Uma mão mumificada grotesca. É a mão de uma mulher bruxa que foi enforcada. No seu centro há uma vela negra, segura firmente pelo polegar e indicador. | Efeito 1: A vela ao ser acesa com um fio de cabelo de uma pessoa, faz com o dono do cabelo durma profundamente enquanto a mesma estiver acesa. | Efeito 2: A Vela possui uma mágica que a permite nunca ser extinta, o fogo queimará eternamente até o invocador a apagar. | Efeito 3: Ao segurar a mão, o portador consegue abrir qualquer tranca, porta de inúmeros lugares, incluindo portas de outros reinos. | Pele mumificada | Espaço para uma gema | Gama | Status 100% sem dano | Mágico | Forjador e encantador desconhecido]

— Último objeto a ser conquistado para a trama pessoal das feiticeiras.
— Inserir no inventário de Louise S. Mitchell.
— Ao final disso tudo, será realizado uma segunda CCFY onde será com Circe e Hécate. A CCFY será feita por Louise S. Mitchell

FPA:


Melpomephy.. Black Set


khaleesi - Mãe das máquinas
Ella Grace Harris
Ella Grace Harris
Filhos de Hefesto
Filhos de Hefesto

Localização : Acampamento das Arábias

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CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials] - Página 2 Empty Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Hefesto em Qui Nov 15, 2018 2:26 pm

Ella Grace Harris


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 3.000 XP   

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 10%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 25%


RECOMPENSAS: 2.250 XP +  2.250 dracmas

Comentários:

Bem, seu texto precisa de uma boa revisão, por todo ele diversos erros de concordância foram encontrados, a realidade das batalhas foi fraca: Ella lutou contra três demônios e uma hidra e saiu "ilesa". Você é uma jogadora que é sempre bem falada entre os avaliadores, tem uma comicidade em sua escrita que é agradável, porém essa missão deixou a desejar.
Além disso o item que você pediu será negado, o motivo: é um item poderoso demais, nem em habilidades mais poderosas das listas mais fortes tem algo parecido e ele não tem custo nenhum para a jogadora, ou seja, se ele continuar com a descrição que está, provavelmente não será aprovado de forma nenhuma pela staff.
Atualizado
Hefesto
Hefesto
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos


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CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials] - Página 2 Empty Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Louise S. Mitchell em Ter Out 22, 2019 8:36 pm


Princesa da Mentira
A quebra de uma flor


As ruas estavam lotadas de turistas. Nova York estava vivendo os seus melhores dias naquela semana da moda. Modelos, jornalistas, estilistas, atores, todos transitando entre os meros mortais, distribuindo sorrisos e tirando fotos com os fãs.

Um carro preto estacionou em frente ao teatro municipal da cidade e dele pernas bronzeadas, tampadas superficialmente por uma meia arrastão surgiram pela porta aberta. Louise retirou o restante do corpo do automóvel e acenou para todos aqueles que estavam ali para vê-la. As pessoas gritavam o seu nome. Uma adolescente assim que a viu, ficou pálida, colocou a mão na testa e caiu dura no chão. A semideusa adorava ser amada.

Deu seus primeiros passos com confiança até o tapete vermelho do teatro, piscou e mandou um coração feito com as mãos para um rapaz atraente. Virou as costas e então sentiu algo molhado e gosmento grudando no seu vestido. Era um tomate apodrecido. Olhou ao redor para enxergar o autor daquela violência. Algo tampou a sua visão, molhada também. Uma fruta estragada acertou em cheio o seu rosto.

— Quem fez isso? – Indagou. Os gritos acalorados se calaram e logo deram lugar a vaias. As pessoas mostravam sinais feios com os dedos e a mesma jovem que havia desmaiado anteriormente, se erguia e mostrava uma camisa com os dizeres: “Fora semideusa imunda!”

— Você nunca mais terá isso, semideusa. – A voz feminina carregada de veneno se materializou ao seu lado. — Admita, era isso o que você queria. No entanto, tudo o que conseguirá pelo resto da sua patética vida mortal é solidão, fome. – Circe passou pelo tapete e acenou. Os gritos que antes eram para a prole de Afrodite se dirigiam para a deusa menor. E com um sorriso mais pútrido, Circe avançava ao portal de entrada. Dois homens fortes seguraram Louise e a puxaram para fora do tapete.

— Vocês não entendem! – Gritava a garota. — Isso era para ser meu. Eu sou a filha da beleza. Me larguem trogloditas infelizes.

Louise acordou aos gritos e molhada.

Novamente chovia em Nova York. Ela estava entre duas lixeiras, protegida por um cobertor improvisado de papelão. As suas roupas já cheiravam mal e fazia tempos que havia desistido de usar seus dons. Não importava com o que ela se assemelhava, a verdade era que a orgulhosa filha de Afrodite mendigava pelo pouco que conseguia.  

Ergueu-se recolhendo os seus poucos objetos. Pela sua conta estava ali por algumas horas. Não fazia parte do seu plano adormecer, mas agora que havia acontecido, deveria se mudar para uma nova região. Circe havia invadido os seus sonhos mais uma vez, conhecia a sua localização.

Molhada, seguiu para as calçadas. Seus olhos logo se encheram de lágrima quando ao passar por um restaurante de fachada asiática percebeu um grupo de jovens satisfeitos e sorridentes. Ela não se lembrava de quando fez uma refeição satisfatória daquele jeito. Ela havia desistido de ser uma semideusa. A casca de orgulho, luxúria e mentiras havia sido quebrada.

— Eu vou até onde você está! – Gritou Louise em direção aos ventos. — Peça para que uma de suas feiticeiras me busque. Eu desisto. – E uma lágrima escorreu pelo o seu rosto manchado de terra.

Seus dedos grudaram no vidro, ansiando ser convidada a entrar. Um dos seguranças do hotel que a observava de longe se aproximou.

— Vai espantar os fregueses, chispa daqui. – E enxotou sem nem ao menos olhar para a sua beleza ferida. Aquela era a realidade da prole do amor.

A garota atravessou a rua, observando que as pessoas evitavam passar ao seu lado. De alguma forma a maldição havia se estendido até os humanos. Eles não sabiam o que ela havia feito, mas ainda assim a achavam a pior pessoa do mundo. Desprezo, vergonha e injúria era tudo o que ela conquistava naqueles meses.

Viu a silhueta feminina de uma mulher passar ao seu lado. Ela vestia um manto negro e carregava um cajado nas mãos. A garota parou alguns centímetros a frente da semideusa e cuspiu no chão. Então Circe já havia mandado alguém para encontra-la. Ou será que estava sempre sendo seguida? Seja como fosse, não perdeu a feiticeira de vista.

Passou pelas pessoas que a evitavam e seguiu a mulher para um beco sem saída. Assim que chegou, percebeu que a mesma desenhava símbolos nas paredes. A quanto tempo ela não via uma magia sendo acionada. Um portal se abriu e menina voltou-se para ela.

— Eu tenho ordens de Lady Circe para mata-la ao simples som da sua voz. – Falou a garota com um ar superior. Era nova no círculo da bruxa, Louise tinha a impressão de nunca a ter visto antes. Se aproximando sem convite, a feiticeira retirou algo do interior do manto e prendeu nos braços da filha de Afrodite. — Então essa é a filha de Afrodite responsável pela maldição de nossa rainha? Eu esperava muito mais do que trapos imundos, fedor e desistência.

Louise tentou responder, mas a sua voz parecia presa na sua garganta. A coisa que a feiticeira havia prendido era uma pulseira vermelha e todas vezes que a prole da beleza tentava dizer algo, ela brilhava em tom claro.  

— É perda de tempo tentar falar alguma coisa. – Falou a menina já vendo a dedução de Louise. — Isso me mantem intacta do seu charme, semideusa. – A feiticeira cheirou a fugitiva. — Eu sinto cheiro da maldição em você, traidora. – Com o cajado e parecendo bastante enojada, a ela empurrou sem cerimônias a menina para o interior do portal.

Nada parecia ter mudado quando Louise chegou ao outro lado.

Mulheres passeavam em diferentes direções, obviamente realizando as suas funções. Navios pararam no porto com pessoas a procura do SPA. Ela não teve muito tempo para ver, o cajado tocou novamente as suas costas e dessa vez com mais força.

— Lady Circe a espera. – Anunciou.

Em todos os lugares em que Louise via rostos conhecidos, esses mesmo se viraram para ela. Em algum lugar ela pensou ter visto Bree, mas era apenas outra ruiva. Levada para o interior do SPA, a menina prosseguiu por um extenso corredor que ela conhecia muito bem. Dava acesso aos aposentos de Circe.

Parou em frente a porta do quarto e seu coração começou a dar pulos. Ela tinha quase absoluta certeza que seria morta. Morrer era bem melhor do que viver a vida que levava.

— Entre! – A voz de Circe anunciou. A porta magicamente se abriu e a feiticeira responsável por levar Louise até ali deu passos para trás e se afastou, sumindo de vista. — Eu não vou dizer outra vez.

Respirando fundo, Louise invadiu os aposentos. Ao lado da janela alguém observava o exterior. A mulher parecia igual a da última vez. Não tinha envelhecido um só dia. O seu vestido branco de seda mostrava o porque Circe era tão perigosa. Era bela como uma deusa, mas venenosa como uma serpente.

— Os meus dias são sempre esse. – Ela parecia entediada. — Impossibilitada de deixar minha ilha, tudo o que me restou foi olhar para o mundo e desejar. Sabe, ás vezes sinto que estou virando mortal. Eu sinto os dias se arrastarem e nem mesmo minha imortalidade parece algo tão grandioso assim.

Ela virou-se para Louise a semideusa logo abaixou o rosto.

— Veja no que você se tornou. – Ela usava sabiamente as palavras. — Veja no que você me tornou. Os deuses são ingênuos ao achar simples humanos não podem interferir no nosso destino. – Ela se aproximou. — Diga alguma coisa, Louise Sarah Mitchel. – Ergueu a mão esquerda e acertou uma tapa na face da ex-seguidora. — Eu mandei dizer algo. – E tudo ficou em silêncio. — Ah, perdoe-me... – Ela não estava sendo sincera. — Eu não vi que estava enfeitiçada por essa pulseira. – Fez um movimento de dedos e o objeto sumiu do pulso da semideusa.

Com dedos gélidos, a deusa ergueu o queixo de Louise, a obrigando a encarar o seu belo rosto.

— Por dentro você se parece com alguém que conheci. Todavia, por fora é como se fosse qualquer lixo de Nova York. Isso é que você sempre foi, Louise, nada. Nem mesmo Afrodite, nem mesmo os deuses se importam com você. Você tinha um namorado, não é mesmo? Uma cria de Ceres. Cadê ele? Aonde está a traidora de sua irmã, rainha das Amazonas? – Ela riu. — Claro, vivendo as suas vidas e se me permite dizer, estão melhores que você e felizes também. Ouvi dizer que Elena irá casar e Selena agora é Seel. Engraçado como o mundo continua se movimentando sem a gente por perto.

— Lady Circe... – A voz de Louise soou fraca.

— Eu não mandei você falar. – Ela cuspiu aquelas palavras com fúria. Ao seu redor, uma aura arroxeada a envolveu. — Na verdade, querida, gostaria que não falasse nunca mais. Infelizmente estou em débito com o Olimpo após a perda de Nyx e não posso me indispor com Afrodite. Se não fosse sua mãe, você teria sido tratada como toda fugitiva... com a morte. Eu até tentei, sabe? Enviando os monstros, mas você ainda me parece conseguir sobreviver sem meus dons de bruxa. Claro, você hoje não é nem um pouco da glória que já foi um dia, mas têm os seus truques, né?

— Lady Circe... – Louise falou novamente. Passou alguns segundos e a voz repreendida da deusa não veio. — Me perdoe!

— Perdoar? – Ela parecia agora quase humana. — Eu não tenho o que te perdoar. Você me dissuadiu a me juntar as forças da noite? Sim, fez. Nyx perdeu e estou sendo punida pelo Olimpo? Claro! – Ela aumentou o tom da voz e se aproximou mais. Louise sentia o cheiro de ervas mágicas do seu hálito. — E FUGIU QUANDO FIQUEI PRESA? TAMBÉM! CADÊ OS DEUSES TE PRENDENDO E TE CAÇANDO? CADÊ A SUA VERGONHA? – Um estalo de dedos se ouviu e então as roupas de Louise desapareceram. — Ah, pequena mortal. É claro que te perdoo. Já te aceitei uma vez e posso te aceitar novamente. Mas, você vai consertar a burrada que fez. Vai me restaurar a glória do Olimpo, limpar o meu nome e trazer novamente o brilho sobre minhas seguidoras. E somente Hades sabe o que eu farei se isso não acontecer. Sabe, eu sou bondosa, paciente e sempre estou disposta a perdoar. Claro, se isso me trazer algo de bom.

A porta se abriu novamente e uma feiticeira adentrou trazendo entre suas mãos uma caixa preta. Ela depositou em cima da cama de Circe e saiu sem olhar para nenhuma das duas ali no interior. Louise encontrava-se amedrontada. O seu corpo inteiro tremia na presença da deusa enfurecida, porém, não se permitiu deixar uma única gota de lágrima pingar. A semideusa sabia como a deusa feiticeira odiava fraqueza. Ela apenas sentia tudo aquilo calada, impassível e olhares baixos.

— E como um gesto de boa vontade... vou te restaurar como feiticeira. Mas... se você não me fizer ser perdoada por Zeus, eu juro por Hades que vou destruir tudo aquilo que você mais ama. Vou destronar esse seu rosto bonito e trazer o inferno sobre você. Você foi desprezada, como conseguiria sobreviver se fosse odiada? Ah, eu sou muito criativa com as minhas maldições.

A porta se escancarou novamente e um grupo de feiticeiras adentrou o quarto. Elas seguraram Louise pelos braços e a puxaram para fora. O caminho agora parecia outro. Em uma escada que descia, a semideusa enxergou tochas que iluminavam as paredes. O ar ali era gelado. Seus olhos demoraram a se ajustar, mas quando aconteceu, se viu sendo jogada em uma cela. Sem esperar por aquilo, seus pés não conseguiram acompanhar e de imediato veio à queda.

Ela se sentia diferente. Uma corrente mágica começava a inundar as suas veias. Poderia ser Circe cumprindo o seu trato e trazendo a tona a maldição de bruxa novamente? Em algum lugar um miado se ouviu. E presa na outra cela, Louise enxergou a sua gata Shagotte. Ela estava mais magra e faltava tufos de peles pelo corpo.  

— Eu vou te livrar dessa, Shagotte. Prometo! – Falou ela pensando no que Circe esperava que ela fizesse para receber o perdão do Olimpo.

Naquela noite, embora aprisionada, Louise teve a sua melhor noite de sono. Sem pesadelos ou medo de ser caçada por monstros, ela adormeceu quase que imediatamente no chão, forrado com um pequeno colchão velho. Ela precisava do perdão de Circe.

— Por favor, imploro que me perdoe. – Falou enquanto dormia. — Eu não fujo. Nunca mais! – Provavelmente aquilo poderia ser um truque da deusa feiticeira para aprisionar Louise para sempre, mas se ela conseguisse o perdão da maldição, tudo ficaria bem.


Adendos:
Pretendo me livrar da maldição de Circe
Maldição:
Nome: Maldição de Circe
Descrição: Além de não poder mais pisar na ilha de Circe, a ex feiticeira também não é capaz de voltar aos acampamentos. Qualquer tentativa de se alinhar aos semideuses fará com que a garota seja perseguida por ser considerada inimiga do Olimpo. No mundo mortal, Circe estará se divertindo ao enviar monstros atrás da ex devota enquanto esta não se redimir com a deusa pelo abandono.
Efeito: Viverão constantemente sendo perseguidas por monstros, uma eterna batalha, elas não conseguem se esconder porque é a deusa que os envia É necessário acrescentar 1 combate extra em qualquer narrativa.
Melpomephy.. Black Set


Aphrodite's Sorceress Princess
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Louise S. Mitchell
Louise S. Mitchell
Filhos de Afrodite
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