The Blood of Olympus
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CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

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CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Louise S. Mitchell em Sex Maio 04, 2018 7:11 pm


Em edição aqui para ficar mais bonitinho -q


Aphrodite's Sorceress Princess
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Louise S. Mitchell
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Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Louise S. Mitchell em Sex Maio 04, 2018 7:39 pm



Salle de Torture


   
A ilha encontrava-se em pleno burburinho, muitas feiticeiras nervosas encontravam-se eufóricas. Não era comum de Lady Circe pedir as suas seguidoras que deixassem a ilha em busca de coisas. Algumas de suas feiticeiras nunca haviam sequer deixado a ilha em um só momento. Aprendiam que fora dela havia enorme perigo entre os homens, ganância, guerra e destruição em massa.  

Louise era uma das poucas calmas. Como semideusa e integrante do grupo há um pouco mais de um ano, ela já havia deixado a ilha inúmera vezes. Criada em Nova Iorque e acostumada com os homens por ser filha de Afrodite, não se preocupava tanto. Por essa razão, Circe havia pedido a ela que liderasse aquela expedição. A missão seria simples, atracar o navio na baía em Staten Island, buscar a única biblioteca do distrito e recuperar um pergaminho antigo roubado e traficado por séculos por comerciantes. O conteúdo do papel era secreto, exceto que Circe o queria muito.

- Feiticeiras? – Chamou a semideusa de Afrodite. Ela estava com um mapa atualizado da cidade e do distrito onde fariam a inspeção. Ela abriu sobre uma mesa velha de madeira desgastada pela maresia e prendeu com pedras para que se mantivesse aberto. – O plano é o seguinte. – Ela pegou inúmeras pedras pequenas pintadas de três cores; azul, verde e vermelho. – Vamos dividir as feiticeiras em três grupos. – Conforme distribuía os grupos, ela marcava um ponto do mapa com as pedras em suas respectivas cores. – Azul, ficaram encarregadas de ficar no navio e preparar a nossa partida imediata se algo de ruim acontecer. Verde, irá se espalhar pela cidade assim que atracarmos e fará o reconhecimento do lugar, incluindo descobrir se há inimigos. Vermelho, irá realizar a missão mais importante, invadir a biblioteca e roubar o pergaminho. Sem mortes, somos feiticeiras e não assassinas. – Sorriu por achar aquela última parte cômica. – Alguma dúvida?

Após responder e dividir o grupo, ela apontava para o mapa explicando os pontos importantes e as rotas de saída rápidas, incluindo partes de onde se encontrariam bastante moradores do local. Traçou com uma caneta colorida um caminho de navegação rápida e o lugar onde o navio ficaria parado. Louise conhecia algumas feiticeiras e suas habilidades, era importante não atribuir uma função a quem não fosse capaz de realizá-las.

- Iremos partir daqui a trinta minutos. Arrumem uma bagagem com poções, néctar e seus instrumentos de magia. – Resolveu esconder das companheiras os dizeres finais de Circe; elas não eram as únicas interessadas naquele papiro de feitiços. – É isso, vamos lá! Preparem o navio. – As garotas foram deixando a pequena gruta improvisada como quartel general e buscando realizar as suas funções. Louise ainda permaneceu estudando o mapa, ela buscou atracar o navio em um ponto cego, onde provavelmente ninguém as esperaria, mas elas estariam lidando com feiticeiras também, mulheres desgarradas, seguidoras de Hécate que viviam fora da ilha ou qualquer acampamento semideus conhecido.

Até aquele momento ela não poderia imaginar que descendentes ou seguidores divinos poderiam sobreviver no mundo comum sem a ajuda e proteção adequada. Era impossível que houvesse bruxas de Hécate sem ter um sangue divino, porém depois lembrou-se que muitos semideuses conseguiam chegar a idade adulta e criavam famílias, casas e profissão. O que ela poderia saber do mundo? Estava naquela vida há três anos, não havia aprendido metade do que ainda tinha pela frente.

Retornou para os aposentos de Circe e educadamente bateu na porta três vezes. Quando a mesma se abriu, entrou no local e em seguida abaixou-se prostrando aos pés da deusa. Ela já havia visto a Lady Feiticeira inúmeras vezes pelos pés, nunca ousou erguer o rosto e a encarar. Circe emanava tanto poder e magia que a semideusa temia ser consumida se a olhasse diretamente.

- Lady Circe? – Falou educadamente e baixo, observando o roupão preto que cobria os seus pés. – Estamos prontas para partir. – Memorizando o plano de ação, explicou calmamente o que havia proposto para as garotas. O plano não era falho, mas continha alguns riscos relevantes e mesmo que não tenha dito aquilo, nem todas voltariam para a ilha e isso por certo lado a colocava em prova e medo. – Peço permissão para partirmos imediatamente.

- Vá, feiticeira. Traga-me o pergaminho e não falhe. – A deusa disse por si só. Fazendo Louise entender que já havia terminado aquela reunião privada.

[...]

Ao chegar à praia de embarque, observou o enorme navio e as ordens que umas lançavam para as outras. A semideusa sempre ficava espantada com o quanto elas eram independentes de homens, realizando toda a função masculina sem erro, até melhor se ela pudesse arriscar a dizer. Algumas das feiticeiras usavam o tradicional manto da bruxaria, escondendo o rosto e o corpo, só o cajado e algumas adagas a mostra. A garota também não estava diferente.

Usava um tradicional manto negro com capuz, o cajado seguro em uma das mãos e a sua adaga de semideusa escondida na bainha da calça. Ela não ousava se mostrar mais como filha de Afrodite, costumava inibir aquele seu lado enquanto estivesse na companhia das bruxas.

- Preparar navio! – Uma das garotas gritou. Louise subiu no corrimão e entrou no transporte. Algumas a saudaram com respeito, curvando-se levemente a coluna. Ela não entendia aquilo. Era a sua primeira missão com as seguidoras e logo estava à frente liderando. Fez um sinal com a mão e a mesma garota prosseguiu. – Todas em formação? Parti! – Andou pelo bordo do navio. – Preparar velas. Vento! – Alguns desenharam runas de vento e virando-se em posição intercaladas como sul, sudeste, leste, centro-oeste, oeste, liberam a magia fazendo as velas se eriçarem com o elemento e então começar a deslizar pelas águas.

As águas próximas não eram perigosas, exceto por algumas sereias que poderiam encontrar e alguns monstros marinhos. Louise se firmou na ponta a frente, cajado em mãos e observando as águas.

A viagem ocorreu calma até certo momento. O coro baixo de uma música ecoava pelo ar, algo sereno e tranqüilo. Ela foi a primeira a ouvir e reconhecendo o canto de uma das criaturas mais perigosas do oceano, virou-se para as companheiras. Apontou algumas rapidamente. – Você, você e você. Se amarre nos mastros. – Ninguém ousou discutir a sua ordem, ela mesma temeu não conseguir resistir. – As demais, liberem mais magias de vento. – Sua atenção recaiu sobre o mar, onde estendeu o cajado e fechando os olhos começou a invocar névoa que cobriu o navio e algumas zonas a redor.

O canto tornou-se perto aos poucos, fazendo algumas feiticeiras ficarem inquietas. Algumas tentavam tampava os ouvidos. Outra foi se aproximando perigosamente da beira do navio e então ameaçou pular. Louise invocou cordas que prenderam a garota, fazendo-a ficar se contorcendo no chão procurando se soltar.

- Mais rápido!
– Correu para a frente das velas mais próximas e levantou o cajado, virando com o desenho da runa do vento, invocou o elemento, era o seu elemento primordial. – Vento! – Exclamou. – Por Hécate, não vamos conseguir. – Chegaram na direção das sereias, agora ela conseguia ver com dificuldade pela névoa, cabeças aquáticas. Ela apontou o cajado e liberou bolas de magia em algumas, fazendo-as sumir e assim eliminar o canto. O navio começou a passar pela névoa, que sumia rapidamente, tornando visível um pequeno pedaço de terra, o local onde iriam parar o transporte. – Estamos quase lá. Cantem uma canção comigo. – Ela começou a cantar WannaBe das Spice Girls, nem todas sabiam, mas algumas a seguiram cantando junto e assim conseguindo inebriar a canção das criaturas.

Quando o navio atracou em Staten Island, a semideusa encontrava-se deitada sobre o convés, cansada pelo excesso de magia lançada sobre as criaturas e o vento invocado. Correram até ela dando-lhe um pouco de uma poção de energia, onde aos poucos foi recuperando a sua força. Duas feiticeiras haviam se jogado ao mar, sumindo nas águas. Louise sentia aquelas perdas importante, porém não poderia ignorar a missão.

- Vamos voltar ao plano. – Se sentou. – Equipe Azul, prepare o desembarque, libere as escadas. Verde, pode descer e fazer um reconhecimento do lugar próximo. Qualquer problema, lance fagulhas de energia para o alto e iremos ao socorro. Vermelha, junto comigo, aqui, agora! – Ordenou. A equipe composta de cinco garotas contando com ela fizeram uma roda ao seu redor. – Vamos desembarcar e ir até o ponto da biblioteca. Podemos encontrar monstros e inimigos pelo caminho. Não somos a únicas interessadas. Lady Circe recebeu um aviso que teriam seguidoras desgarradas de Hécate, bruxas que também estariam interessadas no pergaminho. Elas usam magia e juntas podem ser fortes, se encontrarmos com elas, nossa função será separá-las e evitar que ataquem humanos. Não podemos chamar a atenção, entenderão?

A líder da equipe verde retornou após alguns minutos, com um relatório rápido das movimentações. Acrescentou uma magia estranha no ar e a ausência de humanos na rua. Aquilo só preocupou Louise um pouco mais. O que os inimigos estavam armando? Preparou-se e desceu do navio, sendo seguida de perto pelas companheiras.

A rua realmente estava misteriosamente deserta, mesmo para uma pequena cidade com poucos habitantes. As lojas abertas, mas sem clientes. Louise manteve-se com os seus sentidos em alerta, poderia haver uma armadilha em qualquer lugar. Algo no ar cheirava a feitiço antigo, algo perigoso. Rapidamente caminharam pelas ruas, encontrando algumas feiticeiras pelo caminho, todas apontando o caminho para a biblioteca.

Chegaram em frente ao local. Um casebre de dois andarem, madeira velha. Parecia um barzinho sujo, com uma placa em metal desgastado que se dizia “Βιβλιοθήκη παλαιών συλλαβών” Era algo grego relacionado à Biblioteca da Magia Antiga, mas em Nova Iorque? Como? Era estranho demais e os pelos do seu braço de eriçava a cada passo. Empurrou a porta e entrou, sendo invadida por um cheiro de poeira e mofo. Alguém gritou alguma coisa, ela correu naquela direção. Uma das suas feiticeiras havia encontrado um humano, delicadamente deitado no chão.

- Ele está morto? – Perguntou uma delas.

Louise o investigou, sentindo vestígios de magia. Ele aparentemente apenas dormia calmamente, como se estivesse em uma cama confortável.

- Ele está dormindo. – Respondeu. Sacou a sua adaga e se preparou. Silenciosamente apontou os dedos para inúmeras direções, delegando que elas se dividissem. Ela correu para a escada mais próxima, subiu sentindo o ranger embaixo dos seus pés. Ouviu vozes no segundo andar em meio às estantes de livros que cercavam o lugar. Procurando não fazer barulho, escondeu-se observando três figuras distintas. Duas eram mulheres que seguiam o mesmo código de vestimenta das feiticeiras. Uma túnica que cobria o corpo, impossibilitando de serem reconhecidas. O terceiro era um homem, pelo menos Louise pensou que fosse no início. Ele era incrivelmente musculoso, vestia uma armadura de metal que brilhava com os poucos raios de sol que penetravam pelas janelas, deveria ter quase três metros de altura. No lugar da cabeça, tinha uma parte de touro, um chifre enorme. O minotauro.

Nada daquilo fazia sentido. Feiticeiras aliadas a um inimigo aparente de todos? O que estava acontecendo de fato? A atenção das duas virou para onde a filha de Afrodite se escondia e elas sussurravam alguma coisa, mas, porém algo a atraiu para o outro lado. Uma feiticeira pulou no meio deles, gritando e brandindo o cajado. Estúpida, pensou a garota. O plano agora não era mais ser sigilosa, já sabiam que elas estavam ali.

- Por Circe! – Gritou Louise. Ela deixou o seu local furtivo e correu na direção do minotauro. Ele sacou um machado nas costas e correu também na sua direção. Ela bloqueou por pouco com a sua adaga o ataque, sentindo o encontro dos metais. Jogou-se para o lado e chutou a sua barriga. Ele era duro. Tentou golpear com a adaga, foi segura pelo pescoço e arremessada metros atrás, levando livros consigo. Sentindo as dores da queda se levantou com dificuldade, limpando um filete de sangue que escorria do nariz. Pegou uma cadeira e correu para cima do monstro, esquivando-se do machado e acertando-a na cabeça da criatura. Ele rodopiou um pouco com o impacto, ela aproveitou e correu para próximo da janela, quebrando assim o vidro com a sua adaga. Aos seus pés, pequenos cacos se formavam. Ela sentiu todos, fazendo os levitar, seguindo com o cajado os jogou para frente, acertando a grande maioria no monstro, fazendo cortes consideráveis.

Correu em seguida para trás de uma estante e usando sua força total, tombou-a em cima do minotauro. Subiu em cima da estante, mas logo deslizou caindo do outro lado, a criatura havia se levantado e urrava de raiva. Precisou pular três vezes seguida para fugir dos chifres, segurando-os perdendo o cajado no chão e sendo arremessada para o alto. Iria cair e aquilo provavelmente a machucaria muito. Preparou a adaga e conforme caia mirou no inimigo, acertando-os nas costas e conforme descia, era amparada pelo metal que cortava a carne, foi segura facilmente pelas enormes mãos do touro e jogada novamente como se fosse nada, porém antes de cair percebeu o monstro cambaleando e caindo em seguida, explodindo em pó.

Havia quebrado uma perna, ela sentia aquilo. Não conseguia se manter em pé, mas precisava prosseguir, suas companheiras estavam lutando, ela conseguia sentir as magias sendo lançadas. Se arrastou murmurando de dor até a ponta do segundo andar e olhou para baixo. Seis feiticeiras enfrentavam as duas e não pareciam estarem levando a melhor. Olhou para os livros caídos e a poeira do monstro e viu a adaga caída. Esticou os dedos a convocando. Em seguida fez o que qualquer semideusa que já havia sido morta e retornado a vida misteriosamente faria. Segurou-se na madeira do corrimão, subiu e mirando a sua enorme queda no primeiro inimigo, pulou.

Louise agora fazia coisas loucas, parecia que alguém havia mexido na sua cabeça, a deixando retardada. Ela era filha de Afrodite e não de Ares, mas tentava lutar com tal. O corpo foi arremessada abaixo, caindo exatamente em cima da primeira mulher, passando por pouco por uma bola de energia vinda de uma das aliadas. Ignorando tudo, segurou a cabeça da mulher que agora estava caída por baixo dela e então bateu inúmeras vezes no chão, como uma psicopata. Só havia uma mulher restante, algo que as outras feiticeiras conseguiram conter com tranqüilidade.

- Louise? Você está bem? – Ouviu alguém se aproximando e indo ao encontro dos seus machucados.

- Acho que quebrei algumas coisas, mas estou viva. – Tentou sorrir. – Meu cajado.

Uma feiticeira retornou logo depois com o cajado da semideusa. Ela apoiou-se no objeto para caminhar e parou sentindo algo diferente. Sem os monstros, ela sentia um objeto encantado naquele lugar. Foi se rastejando até a estante mais próxima e viu entre os livros, um pequeno pergaminho velho enrolado. Ela iria dizer para que ninguém o pegasse, mas era tarde demais. Uma das suas companheiras tocou o pergaminho o tirando da estante e logo brilhou, tornando-se ouro puro.

Louise olhou em volta e viu um pequeno recipiente de vidro contendo outro pergaminho que parecia não ser nada, ela não sentia nenhuma energia vindo dele. Levitou o objeto até ela e jogou fora o seu conteúdo, levitou o pergaminho das mãos da feiticeira encantada e o colocou no vidro, sem tocar. O comichão na barriga dizia que aquela magia era perigosa e muito antiga, algo que ela não seria capaz de aprender ou conter.

- Tragam a feiticeira. Vamos embora antes que apareçam outros inimigos. Sinto que eles não eram os únicos nessa cidade. – Com a ajuda de uma companheira, ela caminhou de volta ao navio. No deque, havia uma feiticeira também “apagada”. Algumas disseram que ela parou para beber de uma fonte e caiu imediatamente no sono. – Vamos levar as duas para Lady Circe, ela saberá o que fazer. – O navio voltou ao oceano. – Virem as velas, vamos contornar a região das sereias. Não vamos conseguir vencê-las de novo.

[...]

O navio demorou quase dois dias para chegar na ilha novamente. Tempo em que Louise aproveitou para descansar, delegando a liderança daquela missão para alguém que fosse responsável. Dormiu quase um dia seguido e quando despertou, a primeira coisa que sentiu foi a energia mágica do objeto que protegido estava entre a sua túnica.

Era um lindo dia e a ilha já podia ser vista. As feiticeiras haviam uma cuidada da outra, exceto a curiosa transformada em ouro. Lady Circe poderia quebrar aquele encanto.

- Força total nesse navio. – Ordenou Louise. Enquanto fazia a inspeção, o transporte atracou na ilha e contentes desceram todas. A ilha parecia exatamente igual, com as árvores e as grutas secretas. O enorme SPA que abrigava a rainha das feiticeiras e algumas novas pessoas que havia chego. Muitas garotas estavam procurando Circe naquele momento, o caos no mundo humano era notório e a névoa constantemente se rompia revelando a verdade para os mortais.

A semideusa de Afrodite caminhou pelas areias com dificuldade, a perna enrolada por uma tala ainda doía e o seu corpo revelava inúmeras marcas roxas da briga com o minotauro. Ela havia vencido, mas o triunfo da batalha ficaria marcado no seu corpo por mais alguns dias ou semanas.

Dirigiu-se diretamente ao quarto de Lady Circe, onde abaixou-se como de costume, sem ousar olhar o seu rosto.

- Lady Circe. – Abriu o manto e retirou o vidro com o pergaminho enrolado dentro. – Tivemos algumas baixas por um ataque das sereias e não conseguimos descobrir que eram as pessoas envolvidas em conseguir a posse desse objeto. Sabemos que elas estavam trabalhando curiosamente com um monstro, o minotauro de Creta. Feiticeiras como a senhora já havia me dito e mortais, nenhuma se transformou em pó quando derrotadas.

- Você fez bem, Louise. Não poderia esperar nada melhor, teremos outra oportunidade. O importante é que você e minhas feiticeiras trouxeram o que lhes foram ordenado e isso é o suficiente por hora. Vá, se banhe e descanse.

Aquela foi uma ordem clara de que estava liberada. Sem questionar levantou-se de olhos baixos e deixou o aposento. Tomaria um banho demorado com pedras e sais minerais e então comeria tudo o que pudesse agüentar na barriga.      


Itens Usados:

• Cajado do Falcão [De aparência comum o cajado parece, caso analisado de forma não exatamente minuciosa, ser feito de madeira, porém é possível encontrar algumas rachaduras – que na realidade são desenhos de runas – e um brilho metálico através das mesmas. | A arma se torna uma pulseira fina com um pequeno pingente de falcão – animal símbolo de Circe -.|  A arma, em sua fabricação divina, foi feita de uma forma que permite a portadora da mesma a ativa-la, a fazendo ter um gasto menor na quantidade de MP (- 30%) durante dois turnos, podendo ser ativada apenas uma vez por missão/mvp/evento etc. Sendo que, ao ativar qualquer das runas existentes no cajado as mesmas irão durar um turno a mais. | Arambarium e Madeira. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Feiticeiras de Circe.]
-Faca de Bronze celestial
Habilidades Utilizadas:

Afrodite - Passivos:

Nome do poder: Passos de Cisnes
Descrição: O semideus possui uma capacidade natural de se movimentar sem fazer barulho. Seus passos são leves, graciosos e charmosos, o que permite ao semideus se mover com facilidade sem ser detectado pela audição normal (audição aguçada ainda poderá captar o semideus se ele provocar ruídos através de folhas e galhos por exemplo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será detectado por inimigos que não possuam audição elevada.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Eterna Boa Forma
Descrição: A boa forma que você possui não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. Isso permite que você ganhe certa facilidade em se esquivar, ou defender em ataques diretos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de defesa, esquiva e agilidade.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Elasticidade Natural II
Descrição: Em tal nível a elasticidade e esquiva das proles de Vênus/Afrodite são maiores, semelhantes à de uma bailarina profissional, com músculos firmes e uma boa movimentação durante a batalha. Tais semideuses esquivam como se estivessem dançando.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 35% em esquiva e flexibilidade
Dano: Nenhum

Nome do poder: Perfeccionista
Descrição: Não é apenas beleza, mas também perfeição. Você tende a ser perfeccionista, mas não apenas com você e sua aparência, mas em tudo o que faz. Isso significa que sempre será exigente consigo mesmo, se esforçando para sempre melhorar. Isso será recompensado em seus golpes, que serão praticamente perfeitos com a arma que você adotar, e o dano será consideravelmente maior para seu inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ataques com uma arma de sua escolha ganham um bônus de força de +20% durante 3 turnos.
Dano: +10% de dano se o oponente for atingido pela arma do semideus.

Nome do poder: Pericia com Adagas III
Descrição: Você andou treinando! Sua guarda melhorou muito e atacar para você com essa arma se tornou algo natural, você sempre teve talento, mas isso se mostrou ainda mais evidente. Você agora também está conseguindo se defender com essa arma, apesar de não ser capaz de acertar pontos letais e destrutivos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +75% de assertividade no manejo de Adagas.
Dano: +25% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.
Feiticeira - Passivos:

Nome do poder: Pericia com Cajados e Varinhas III
Descrição: Agora a feiticeira se tornou uma ótima combatente, podendo usar a arma em rituais, lutas, e lançamentos de feitiços com uma precisão impressionante, em combate, se torna sua arma ideal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 75% de assertividade ao lutar com essa arma. O semideus pode usar o cajado para executar os feitiços e reduzir o gasto de MP pela metade, assim sendo, um feitiço que gasta 30 MP gastaria apenas 15 com a empunhadura dessa arma.
Dano: +15% de dano se for acertado por feitiços ou pela arma do semideus.

Nome do poder: Pericia com Adagas III
Descrição: O semideus ataca e se defende com adagas com perfeição, essa arma se encaixa em suas mãos com uma precisão impressionante, e o deixa se sentindo completamente confortável.. Além de atacar e se defender, agora consegue causar danos consideráveis ao acertar pontos estratégicos no corpo do oponente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +65% de assertividade no manuseio da arma.
Dano: +25% de dano se a arma do semideus atingir o oponente.

Nome do poder: Feiticeira III
Descrição: Você está ficando cada dia mais forte, Circe está orgulhosa de você. Sua personagem dominou a arte da feitiçaria conforme o esperado, tornando seus feitiços experientes, fortes e controláveis. Você dominou sua magia por completo.
Gasto de Mp:
Gasto de Hp:
Bônus: +20% de força em feitiços (poderes ativos).
Dano: +15% de dano se o feitiço acertar o oponente.

Nome do poder: Imunidade parcial
Descrição: Como habitantes do mar de monstros, as feiticeiras tornam-se, naturalmente, propicias a serem imunes ao cantos das sereias que habitam o mesmo. No entanto, caso sejam expostas por muito tempo, poderão ser influencias pelas mesmas.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Identificação magica
Descrição: Como seguidoras de Circe, as feiticeiras são dotadas de um saber natural sobre todas as formas de magia e suas ramificações, identificando-as com facilidade. Assim como poções e afins. Sendo necessário ressaltar que a magia é neutra, no entanto, o mago/bruxo é que define o seu caráter (bom, ruim etc), logo será impossível para uma feiticeira identificar o teor (magia negra etc). Identificando apenas o gênero da magia, como wicca etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Feiticeiras - Ativo:

Feitiço: Tenetis Hostem
Descrição: Feitiço que permite conjurar pequenas cordas magicas, que voam em direção ao inimigo, e prendem suas pernas juntas, fazendo o mesmo com parte do tronco. Essas cordas são finas como barbante, e apresentam uma coloração dourada, mas por serem magicas, não podem ser rompidas pela força, e caso o inimigo tente se soltar dessas usando desta, as cordas se fecharam ainda mais ao redor dele. (As cordas somem depois de dois turnos).
Gasto de Mp: - 30 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Não Verbal.

Nome do poder: Nevoa encantada
Descrição: A semideusa consegue invocar para o campo uma quantidade de nevoa razoável. Ao envolver o inimigo com essa nevoa, ode confundi-lo obre sua localização. Isso também pode ser usado para que a feiticeira se esconda em meio a névoa.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Dura apenas dois turnos

Nome do poder: Chamas de Energia
Descrição: A feiticeira pode concentrar parte da energia magica nas palmas de suas mãos, formando esferas ou chamas de energia branca. As chamas se assemelham ao fogo comum, e causam uma ardência consideravelmente semelhante, porém, também sugam energia natural, podendo causar um estrago considerável.
Gasto de Mp: 15 MP por bola de energia
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 20 HP por bola de energia
Extra: Nenhum

Nome do poder: Telecinese II
Descrição: Seu dom começa a desenvolver-se melhor e seu personagem já tem mais controle sobre ele, agora é capaz de levantar objetos mais pesados como armas de bronze e ferro, mesas e cadeiras e até mesmo animais menores e o corpo de uma criança.
Gasto de Mp: 25 MP por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O dano é contabilizado de acordo com o uso da telecinese, pois pode ser uma habilidade ofensiva ou defensiva.
 


Notes: Staten Island  ❥ Tagged: Feiticeiras  ❥ Words: Nova Iorque ❥ Vestindo: Pijama da Peppa Pig
Thanks @ Lilah CG


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Louise S. Mitchell
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Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Marte em Qui Maio 17, 2018 12:38 pm


Louise S. Mitchell



Método de Avaliação


Valores máximos que podem ser obtidos
Máximo de XP da missão: 6.000 XP

Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 40%
Realidade de postagem + Ações realizadas – 40%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 20%


Pontuação obtida


Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 28%
Comentários:

Vamos começar por esta parte, pois é o principal tópico de sua avaliação nesta primeira etapa para a liderança das Feiticeiras de Circe. Sua escrita é fluida é bem construída, de modo que a leitura não se torna exaustiva e é fácil acompanhar a ordem dos acontecimentos. Algumas coisas podem ser aprimoradas para tornar seu texto mais requintado, como a construção de frases e uso correto de advérbios de ligação, mas de modo geral é um texto bom de se ler. Mas, considerando que ortografia e gramática são os principais pontos avaliados neste momento, acredito que faltou uma revisão atenta sobre os erros cometidos, pois mesmo que usemos Word ou Google Docs, o corretor ortográfico não é capaz de identificar certos erros para ajudá-la a corrigir, sendo necessário uma releitura minuciosa para consertá-los. Vou inicialmente citar erros gerais e, a seguir, usar exemplos em seu texto para demonstrar.

• O que eu quero dizer com "aprimoramento de sua escrita" contém um exemplo logo na primeira frase da CCFY, com uso de adjetivos redundantes.
A ilha encontrava-se em pleno burburinho, muitas feiticeiras nervosas encontravam-se eufóricas.

• Outro ponto que é importante aprimorar é o uso correto de advérbios, pois o uso errado causa um estrahamento quando lemos. Quando estes erros ocorrem eventualmente, são toleráveis, mas eles acontecem com frequência no seu texto.
O plano não era falho, mas continha alguns riscos relevantes e mesmo que não tenha dito aquilo, nem todas voltariam para a ilha e isso por certo lado a colocava em prova colocava à prova e medo.
Ele sacou um machado nas costas e correu também na sua direção. (Dizer que ele sacou nas costas significa dizer que as costas foram o alvo; dizer que ele sacou das costas significa dizer que a arma estava nas costas dele)

• Alguns trechos me deixaram realmente sem conseguir entender o que você quis dizer e imaginar a cena do modo como ocorreu. No exemplo abaixo, eu conseguiria entender um corrimão sendo utilizado para descer, sentando-se sobre ele e deslizando para abaixo, mas não consigo imaginar ele sendo utilizado em uma subida. Será que você não quis dizer rampa?
Louise subiu no corrimão e entrou no transporte.

• Em outros momentos, o que ocorreu foi a falta de revisão mesmo.
Algumas tentavam tampava os ouvidos.
Não podemos chamar a atenção, entenderão? entenderam?
A atenção das duas virou para onde a filha de Afrodite se escondia e elas sussurravam alguma coisa, mas, porém algo a atraiu para o outro lado. (Essas duas palavras são sinônimas. Não há razão para repetí-las)

• Há vários erros de concordância verbal também.
Era estranho demais e os pelos do seu braço de eriçava se eriçavam a cada passo.
Precisou pular três vezes seguida seguidas para fugir dos chifres,
O corpo foi arremessada (arremesado) abaixo
As feiticeiras haviam uma cuidada (cuidado) da outra
O enorme SPA que abrigava a rainha das feiticeiras e algumas novas pessoas que havia chego haviam chegado.

► Não cobramos perfeição nos textos, pois ninguém precisa ser um escritor profissional aqui, mas acredito que você pode melhorar nesses pontos e escrever de uma forma muito melhor. Como dito anteriormente, a primeira parte do teste serve justamente para avaliar sua escrita, pois você deverá ser um exemplo para as demais feiticeiras, por isso há mais rigor neste momento.


Realidade de postagem + Ações realizadas: 20%
Comentários:

• Tive a impressão que sua personagem aceitou com muita facilidade o fato de liderar uma missão em nome de Circe, sabendo das dificuldades que iria encontrar pelo caminho. Enquanto as demais feiticeiras estavam ansiosas com aquilo, você descreve sua personagem estando calma. Senti falta de você explicar um pouco mais a razão disto, o motivo por trás da facilidade que Louise demonstrou ter ao liderar a missão.

• Num pequeno momento, captei uma incoerência de proporcionalidade no seu combate. Sua personagem não tem poderes passivos que lhe dêem força o suficiente para deter um golpe de um minotauro, ainda mais considerando que ele estava usando um machado e você uma adaga - armas que também possuem proporção e peso diferentes. Na minha interpretação, sua personagem teria sido golpeada com gravidade aqui:
Ela bloqueou por pouco com a sua adaga o ataque, sentindo o encontro dos metais.

• Outra dúvida que tive foi sobre a utilização do navio para irem até o local da missão, considerando o fato de feiticeiras terem a capacidade de produzirem portais para se transportarem de um local para outro com facilidade. Você não tinha pensado nisso ou preferiu usar o transporte marítimo? Por quê?

• Como é de seu conhecimento, a Ilha de Circe está no Mar de Monstros, que fica no que os humanos conhecem como Triângulo das Bermudas. O Triângulo das Bermudas é um espaço entre as ilhas Bermudas, a Flórida e Porto Rico, ou seja, bem ao sul dos Estados Unidos, muito distante de Nova Iorque, onde ocorre sua missão. Seria impossível se deslocar tão rapidamente de barco por esse espaço imenso, pois até mesmo os vôos levam mais de 6 horas entre os dois pontos (veja essa imagem). Então, pela distância que seria necessário percorrer, você enfrentaria muitos outros perigos além das sereias, além do tempo necessário para o translado.

Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 20%
Comentários:

Embora simples, a sua missão conteve um contexto criativo e sua personagem passou por desafios para obter êxito em sua tarefa, de modo que não houveram decréscimos neste critério.

RECOMPENSAS: 4.080 XP e dracmas

De acordo com a avaliação de Marte e Macária, Louise não obteve pontuação suficiente para seguir para a segunda etapa do teste. Poderá tentar novamente, caso deseje.




"Eu sou o deus de Roma, criança. Eu sou o deus da força militar usada para uma causa justa. Eu protejo as legiões. Eu fico feliz em esmagar meus inimigos sob meus pés, mas eu não luto sem razão. Eu não quero guerra sem fim."

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Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Louise S. Mitchell em Sex Jun 01, 2018 10:49 pm

Encantos da Dama do Lago

As portas se fechavam abruptamente, um vento frio passou pelo local levantando a poeira e um feixe de fogo cortou a escuridão. A feiticeira gritou quando a bola de energia negra acertou o seu peito, queimando o seu manto. A espada voou metros a sua frente. Viu-se cercada por vultos encapuzados e o único som que se ouviu a seguir foi o seu grito. Então tudo se apagou. Novamente o mesmo sonho.

A ilha dos Desesperados

Louise dizia a si mesma que deixaria a ilha encantada por algumas semanas, voltar ao mundo civilizado. Mas, como abandonar um lugar onde se estava livre de ataques de monstros? Eram tantas coisas que ela aprendia diariamente, que voltar para o seu lar não parecia mais ser o certo.

Era apenas mais uma noite comum depois de um dia atarefado de lições e rituais. Após alimentar os pobres homens transfigurados em animais presos nas gaiolas, a feiticeira sentiu que deveria encerrar a suas funções. Banhar-se na encosta da praia e celebrar por mais um dia viva. Para semideuses aquela era a melhor celebração, a vida. Retirou o seu pesado capuz e se dirigia para próxima das ondas quando um corvo passou por cima de sua cabeça. Geralmente aquilo poderia ser tratado como algo simples da natureza, mas feiticeiras aprendiam a ler nas entrelinhas.

Seguiu com o olhar o rumo do pássaro, agradecendo por ter uma visão noturna privilegiada. O animal entrou pela janela de um dos aposentos e sumiu na claridade. Era o quarto onde Circe repousava. Tão rápida quanto uma lebre, preparou-se e correu para a direção do desaparecimento da ave.

Indecisa, bateu três vezes discretamente. A deusa odiava ser incomodada. Principalmente no horário da noite que era quando a mesma realizava seus rituais macabros. Não ouviu passos, apenas sentiu a maçaneta girar e a porta se abrir, revelando um aposento organizado.

— Já deveria saber que alguém veria o mensageiro. – A voz da deusa se dirigiu até a meio sangue. — Entre já que está aqui.

Obedecendo ao protocolo criado por ela mesma, Louise abaixou os olhos encarando o chão. Adentro aos aposentos. Livrou-se de esbarrar em algo além da sua visão, curvou-se.

— Perdoe-me minha senhora. Eu estava pronta para me banhar quando avistei o estranho animal. É algo importante? – Arrependeu-se de questionar a divindade.

— É um assunto que em breve todas irão saber. Uma frota de feiticeiras que estavam fazendo algo para mim desapareceu. Recebi essa mensagem da única sobrevivente, talvez agora nem esteja mais.

A filha de Afrodite sabia onde se daria aquela conversa, mas para a sua surpresa, Circe calou-se.

— Agora que já sabe o conteúdo da mensagem, pode ir. – Expulsou a deusa. — E, feiticeira? Não comente com as outras, eu mesma farei isso.

Levantando-se, Louise se afastou, passou pela porta e a mesma se fechou magicamente.

Não foi possível uma noite quieta de sono. Filhas de Afrodite viviam de novidades, uma simples curiosidade não atendida, retirava qualquer chance de uma noite bem descansada. A morena passou por toda a extensão da enorme Box, enrolando-se em lençóis e travesseiros. Quando por fim fechou os olhos e adormeceu, os pássaros cantarolavam indicando uma bela manhã surgindo. Quando se levantou já passava do horário da manhã. Olhou-se no espelho e quase não reconheceu a garota com olheiras no reflexo.

Percebeu que algo estava errado quando ouviu os primeiros burburinhos. Em alguns lugares, jovens choravam e se lamentavam por alguma coisa. Pareciam parentes de vítimas da guerra. Somente aquilo foi o suficiente para re-ligar os seus sentidos divinos.  E as conversas não paravam, todas pareciam saber de algo que até então ela desconhecia. Porém, foi no horário do almoço que algo estranho realmente aconteceu. O chamado da própria Circe para todas as feiticeiras.

Quem conhecia a ilha e a deusa regente, sabia que a mesma não aparecia em público. Muitas feiticeiras jamais haviam visto a sombra de Circe. Talvez fosse algo de divindade.

O chamado – A recruta, a feiticeira e a modelo.

Todas haviam deixado a comida para os lados, parecia à aparição de Dumbledore em Hogwarts nas franquias Harry Potter. As garotas olhavam apenas para a frente que era de onde surgiria a deusa. Quando um vento soprou pelo refeitório e uma fragrância de beladona e jasmim se instaurou, um vulto encapuzado subiu as escadas. Circe estava encoberta por um manto que a impedia de ser reconhecida, a sua face parecia se construída de sombras. Quando falou pela primeira vez, nem seus lábios puderam ser vistos.

— Minhas feiticeiras. – A magia emanou, todas puderam sentir. — Creio que o era segredo tornou-se notícia. – Louise afundou-se no banco. Ela tinha a certeza que não havia contado absolutamente nada. A não ser que estivesse voltado a falar enquanto dormia. — Irmãs, amigas, família. Uma frota de feiticeiras desapareceu na noite de ontem. Poseidon diz que não tem nada haver com isso... homens. – A semideusa poderia ter visto olhos se revirando, mas com as sombras os envolvendo não pode ter certeza. — Elas estavam realizando um trabalho para mim. O futuro me parece embaçado, o paradeiro me é escondido. É como se elas não existissem mais. Entre vocês, quem é a mais corajosa para aceitar a tarefa de descoberta, resgate se ainda existir um meio e continuação da missão?

O cair de uma agulha poderia ser ouvido se aquilo acontecesse. Ninguém sequer falava, não ousavam nem respirar. Louise parecia querer se fundir com a madeira do assento. A primeira mão a se levantar foi de alguém improvável. Pertencia a mais nova feiticeira do grupo, uma garota raquítica, magricela e inexperiente. Ela nem ao menos havia completado um mês nos seus treinamentos iniciais.

— Eu, Milenne, legado de Apolo, feiticeira de Circe me apresento. – Gritou para todas ouvirem. Não houve nenhum burburinho, todas estavam espantadas com a coragem ou a burrice da jovem de apenas doze anos.
— Eu também! – Levantou-se uma jovem negra de olhos puxados e cabelos afro. Ela era uma veterana, já havia participado de outras missões anteriormente, todas concluídas com sucesso. — Lilith, feiticeira de Circe.

E então algo improvável aconteceu. Louise sentiu o seu corpo se enrijecer como se alguém estivesse o dominando. Ela sabia que aquilo era uma magia de controle mental e corporal. Estava usando telecinese em cada membro, alguém muito poderoso para realizar aquilo com tamanha perfeição. Quando se viu involuntariamente de pé e sua mão direita se levantando, sentiu um suor escorrer pelas suas costas. Alguém a estava colocando naquela missão sem permissão. Sentiu o controle se quebrar e retornar os seus movimentos. Todas olhavam para ela, não poderia simplesmente sentar-se novamente e inventar alguma desculpa. Seria tratada como covarde.

— Eu... Louise... – Sua voz saia incerta. — Filha de Afrodite, Feiticeira de Circe.

Ela pôde sentir o sorriso de Circe assim que voltou a falar, uma magia que a cobria por inteira. A deusa havia feito aquilo com ela, mas por quê?

— Temos as nossas três escolhidas. Que a magia abençoe nossa lei tríplice. Podem retornar para as refeições. As minhas campeãs sigam-me.

Foi preciso muita coragem para fazer as pernas de Louise voltar a lhe obedecer. Pareciam substâncias gelatinosas. Subiu as escadas temerosa, atrás de Milenne e Lilith. Elas caminhavam por um caminho desconhecido até então. Um corredor sem janelas, iluminado apenas por tochas presas na parede. O caminho encerrou-se na entrada de uma gruta cavernosa. A gruta era simples se ignorasse as enormes estantes de livros e prateleiras com vidros de poções nas paredes. Um caldeirão negro de ferro enfeitava o centro, um fogo calmo ardia embaixo.

A figura encapuzada estava ao centro, às mãos se apoiando no objeto de ferro.

— Temo está pedindo demais de vocês. Visto que estamos lidando com coisas além dessa nossa compreensão. – Circe foi a primeira a falar. — As feiticeiras sumiram no antigo Egito.

A deusa deu tempo o suficiente para todas demonstrarem espanto, mas ninguém o fez. Louise parecia em dúvida entre gritar com Circe e correr ou simplesmente sair correndo sem olhar para trás. Em todas as opções ainda assim ela se via fugindo. Como ninguém se pronunciou, a divindade prosseguiu:

— Há um objeto de estudo existente muito além da origem dos olimpianos. Hécate por sua vez buscou esse objeto por séculos, sem conseguir êxito. Por sua vez, Nyx também o deseja. Um cajado encantando pelo próprio tempo antes de ser destronado, abençoado por Gaia. Acredita-se que esse objeto pode trazer os mortos a vida, superando o próprio poder de Hades sobre a morte. Em tempos difíceis, ressuscitar os antigos titãs e os deuses primordiais pode ser perigoso. Essa era a missão das nossas companheiras que desapareceram. Zeus pode está ciente, o rei dos deuses sempre sabe de tudo. E, portanto essa tarefa é dada a vocês. Não quero usá-lo. – Embora Louise tivesse sentido um leve desconforto de uma mentira contada. — Desejo mantê-lo onde nenhum homem poderá pisar. A nossa ilha.

Todas desejavam fazer perguntas, porém Louise foi a mais rápida em levantar as mãos.

— Com o quê estaremos lidando?
– Perguntou a semideusa.
— Com criaturas tão antigas quanto as nossas. Com poderes desconhecidos e habilidades mortais. – Respondeu Circe.

Egito, criaturas e poderes desconhecidos. Circe só poderia está falando de uma coisa. Quais monstros eram tão velhos quanto os gregos e romanos? As múmias. Ela mesma respondeu mentalmente a sua pergunta.

— Os gregos/romanos sempre foram tão velhos quanto os egípcios. Todos com culturas diferentes, magias próprias e divindades também. Na cultura do Egito, vocês poderiam me ver em outra face. – Era cômico já que nenhuma das três ali presentes conhecia o verdadeiro rosto da deusa, quanto mais às outras faces. — Descubram sobre nossas companheiras, as resgatem se ainda estiverem vivas e tragam o cajado se for possível. Deposito minha confiança em vocês.

— E temos algum prazo? – Perguntou Lilith. — Sei que teremos que ser rápidas pelas nossas irmãs, mas o quão rápido isso significa?

— O significado de agora. Temo que a cada segundo que se passe, o perigo se aproxima. A morte rodeia as nossas semelhantes. – E foi assim que Circe jogou a enorme bomba sobre as três campeãs e depois as liberou.

Cada qual seguiu o seu caminho após deixar a gruta. Louise partiu para o lugar onde era os seus aposentos. Arrumou a sua mochila com roupas, muitas vestimentas. E os seus equipamentos. Ela era a única semideusa ligada diretamente ao sangue divino, mas era de longe a menos preparada. Lilith era apenas uma humana comum que podia ver além da névoa e assim foi recrutada para se juntar as feiticeiras. Ela era ótima em poções, a primeira em todas as lições e por isso havia ficado incumbida de cuidar daquela parte. Milenne era descendente de Apolo, o sangue do deus era fraco nas suas veias, mais ainda assim ela herdou certas habilidades, as desenvolveu e mesmo sendo a mais jovem, quase uma criança, ainda assim era ótima em estratégias. A ela foi dada a missão de reunir garotas dispostas a correr perigo. Arrumar o transporte e elaborar um plano de ação.

Louise permaneceu no quarto por mais algumas horas, imaginando como pôde ter sido tão fraca a ponto de permitir que Circe a movesse como uma pedra de xadrez. Sendo uma filha de Afrodite odiava ser tratada daquela forma, ser obrigada a fazer algo que não estava interessada. Após uns minutos se repudiando, partiu para a cozinha do SPA, o único lugar onde a comida era preparada. Pediu educadamente que a fizessem embrulhos de alimentos extras, em sua maioria comida seca. Missões geralmente demoram e aquela poderia ser apenas outra.


Navegando em águas perigosas.

— Não acho que seja uma boa ideia irmos pela água. Se Poseidon tiver envolvimento nesse desaparecimento, não acha que corremos perigo? – Perguntava a semideusa de Afrodite para todas as outras.
— E por céu? – Lilith questionou. — Todas aqui sabemos que Zeus odeia semideuses. Se ele resolver que não irá colaborar? Prefiro cair em água onde poderei ter a chance de nadar, do que despencar do alto e me despedaçar. – Milenne ouvia calada.
— Se formos por terra? Iria demorar é verdade, mas ainda assim seria bastante seguro. – Louise propôs.
— Terra? Vamos lidar com Hades? – Milenne perguntou. — Se o objeto poderia trazer prejuízo para ele, porque ele permitiria que Circe pusesse a mão em algo assim?
— Portal, somos feiticeiras. – Louise caminhava de um lado para o outro pensando.
— E você já esteve no antigo Egito antes? Poderemos nos perder e só Circe saberá onde poderemos parar. Prefiro não arriscar. Eu continuo votando pela água. Nossas ancestrais usaram esse transporte desde os tempos gregos e nunca falhou. Não é um deus raivoso que poderia nos deter, conseguiremos  vencer Poseidon se ele entrar no nosso caminho. – O único problema que Louise havia encontrado em Lilith era aquele. Ela era prepotente e subestimava os poderes dos deuses, o que era muito perigoso.

No passado a jovem do amor enfrentou alguém parecido, Anfitrite, esposa do deus do mar. Mesmo não lutando diretamente com ela, a missão foi sufocante e se não fosse o seu dom de seduzir os homens, ela ainda estaria perdida no mar. E sua acompanhante era uma filha de Poseidon. Discutiram durante horas, chegando a conclusão que mesmo correndo o risco de não chegar vivas no Egito, o mar ainda era assim o que oferecia menos perigo.

As feiticeiras em outras eras poderiam ter sido homens, a ausência dos mesmos na ilha não impactava em nada. Corriam de um lado para o outro, carregando e descarregando caixas. Levando objetos, comidas e outros suprimentos.

Antes da lua nascer refletindo no mar, todas já estavam em seus postos. Além da liderança de Milenne, Louise e Lilith, iriam mais treze feiticeiras, todas de alguma forma se sentindo obrigadas. Nenhuma realmente querendo partir naquela aventura. Entretanto, entre ficar e aceitar a ira de Circe, as indiretas por serem fracas e medrosas, era melhor partir e aceitar uma morte justa como heroína.

Milenne ordenava as âncoras para serem erguidas. Ela comandava com bastante eficiência jovens anos mais velhas e experientes que ela em vários quesitos. A feiticeira negra organizava as poções e alimentos, enquanto Louise rezava mentalmente para qualquer deus que a pudesse lhe ajudar. Ela não era apegada ao panteão grego, Afrodite seria a última que lhe passaria pela cabeça. Portanto rezou para a boa sorte.

— Precisamos contornar a região das sereias. – Ela apontava no mapa o local onde havia sofrido um ataque na sua última aventura. — Elas são suficientes para destruir esse navio. Perdemos ótimas feiticeiras da última vez que entramos em confronto direto com elas.

Passado a região do Oceano Atlântico, elas entraram em águas mais calmas em direção ao índico. Atracariam na África e prosseguiria o restante da viagem a pé, mesmo que tivessem dúvidas de onde realmente se encontrava o antigo Egito.

Viajaram por quatro dias a todo o vapor, mesmo que a embarcação fosse construída de madeira, ela era encantada e a sua velocidade era ampliada. Na madrugada de início do sétimo dia foi que as coisas começaram a desandar.

Os ânimos já estavam esgotados e infelizmente Circe havia escolhido três campeãs de personalidades diferentes e fortes. Louise não acatava ordens com facilidade, no início era apenas um olhar estranho que logo se transformou em indiretas e bate boca. O seu pior problema era a prepotência de Lilith, que ao ver a chegada ao oceano índico debochava dos poderes dos três grandes. Era comum ela lançar ofensas ao senhor do mar. Milenne era sem opinião quando o assunto não se tratava dela, tanto que escolhia o lado que melhor lhe coubesse no momento.

O que no início tratou-se de uma leve desavença entre feiticeiras, logo tornou-se um inferno. A filha de Afrodite e Lilith praticamente se estapeavam, sendo contidas em momentos críticos pelas companheiras. A viagem pacífica logo se tornava um terror. Porém tudo desandou ainda mais quando os deuses resolveram responder as ofensas.

A madrugada geralmente era bastante fria, a névoa causada pela água e o clima tornava quase impossível subir a bordo sem agasalhos suficientes. A semideusa não conseguia dormir, se revirava para todos os lado tendo sonhos inquietos. Ela sempre se via atravessando um véu preto onde atrás de si as figuras conhecidas dos olimpianos a deixavam e outras divindades lhe estendiam a mão. Acordava com uma forte risada e um barulho insuportável de correntes. Logo, ela subiu a parte de cima para tentar respirar e, portanto foi a primeira a perceber que algo estava errado.

O vento soprava em todas as direções, mas parecia expulsar a neblina comum e expandi-la, deixando o navio completamente a mostra. O mar se revoltava, as ondas cresciam e batiam nas madeiras com violência. Um raio cortou o céu e acertou o primeiro mastro, no mesmo momento que o mar se abriu em um paredão gigantesco.

— ESTAMOS SENDO ATACADAS. – Ela gritou correndo até o sino e o tocando repetidas vezes. Em poucos minutos, inúmeras feiticeiras estavam correndo para todos os lados, desesperadas e pedindo clemência para alguma coisa. A última a chegar como se nada estivesse realmente acontecendo foi Lilith, que observou tudo aquilo como se fosse um arco-íris. — VOCÊ, SUA VADIA DESPREZÍVEL. – Louise acertou uma tapa na face da feiticeira negra. — Os deuses se vingaram por sua causa. Todas iremos morrer porque você se acha a bruxa foda e na real não tem bunda para suportar tudo isso. Resolve essa merda.

As águas se tornavam cada vez mais perigosas. Uma onda de sete metros subiu e desceu sobre o navio. Louise agarrou-se a um mastro, porém viu duas feiticeiras sendo levadas pela corrente. O transporte subia e descia com velocidade e parecia agora retroceder.

— MÃE? – Gritou Louise em meio aos barulhos e gritos. — Me ajuda. – Os cascos que mesmo enfeitiçados pareciam está prestes a rachar. A nova onda que surgiu praticamente arremessou a semideusa para o oceano. Um dos mastros despencou e prendeu-se ao segundo. Elas não conseguiriam sair dali.

A última onda subiu metros acima, trazendo o navio consigo e quando a mesma despencou, partiu o transporte em dois. Louise foi jogada na água sendo puxava pela força da correnteza, conseguiu apenas segurar a sua espada antes de perder os sentidos. A escuridão a engolia.


Os monstros de Areia

Ouviu alguém lhe gritando e, portanto abriu o olho automaticamente. Estava de frente a um rio de águas marrons, um barqueiro lhe oferecia as mãos para atravessar a pequena jangada iluminada apenas por uma tocha. Ela não gostava daquilo que via.

Algo lhe puxou bruscamente pela cintura e a jogou de volta a escuridão. A pequena maré corria alegremente, jogando água em seu rosto. Despertou tossindo e assustada. Estava sozinha e perdida. Sentou-se sentindo a cabeça rodopiar e quando por fim conseguiu recuperar grande parte do sentido, viu-se cercada por areias. Ao seu lado sua arma repousava tranquilamente com uma pequena rosa vermelha acima. Ela teria que rever os conceitos sobre sua mãe. Afrodite poderia finalmente está recuperando o controle sobre seus filhos, ou tudo poderia ser uma jogada da guerra que logo chegaria. Sendo o que fosse, Louise era uma peça de xadrez em ambas as mãos. Todos os semideuses eram.

Recuperou a arma e levantou-se. Não queria ver o seu reflexo deveria está horrível. Concentrou-se na magia para buscar outros indícios, não encontrou nada. Será que somente ela havia sobrevivido? Não tinha tempo para aquilo.

No início aos passos lentos demorou em conseguir recuperar a força nas pernas. A sua frente uma vastidão de poeira. Ela poderia arriscar que havia chego de uma forma deturpada no Egito. Não via nenhuma construção, apenas areia. Escolhendo um ponto começou a seguir naquela direção.

Andou por horas, sempre lutando contra o vento. Sua boca estava seca e seu corpo cansado. Suas vistas ameaçavam apagar. Quando estava prestes a desistir, ajoelhada sobre a terra sentindo o desespero dos moribundos, viu a primeira construção. Era uma vila criada no meio do nada, com poucas casas e a princípio abandonada.  Agarrando a esperança forçou suas pernas a lhe obedecerem uma vez mais.

A vila não estava abandonada, havia pessoas que assim que a jovem adentrou ao lugar se assustaram. Ela atraia a atenção, mesmo com o capuz cobrindo o seu rosto. Louise lembrou-se de esconder-se o máximo que pudesse. Aquelas terras estavam além do poder dos olimpianos, outros deuses a dominavam e poderiam ser hostis.

— Água. – Sussurrou. — Por favor, água.

Despencou no chão. Sentiu quando alguém se aproximou e jogou um líquido refrescante que ela abocanhou por instinto. A água desceu pela sua garganta revivendo o seu corpo e retirando o incômodo de lâminas.

— Obrigada. – Agradeceu. Era um idoso. Assim que cumpriu a sua boa ação, o mesmo afastou-se. Agora ela conseguia enxergar claramente o lugar. Tendas com produtos, lojas feitas de terra, poucas casas. As pessoas também pareciam diferentes, usavam roupas marrons e tecidos que tampava o rosto. O próximo passo seria se camuflar. Ela poderia utilizar as suas habilidades de Afrodite para modificar a sua vestimenta, mas todo poder deixava um rastro e se tratando de deuses desconhecidos, ela não arriscaria.  

Procurou a loja mais próxima, porém parou ao perceber que não tinha dinheiro comum, na realidade nem dracmas. Desistiu da idéia. Andava cabisbaixa pelo lugar reconhecendo o terreno. Será que outras feiticeiras haviam conseguido chegar ali? Lembrou-se do plano de Circe. Era importante resgatar as feiticeiras capturadas e se ela era a única sobrevivente, ela deveria prosseguir a missão. Foi se afastando da cidade, buscando encontrar qualquer coisa que fosse referência no seu ponto principal.

— Com licença. – Tentou parou uma senhora. Ela apressou o passo e sumiu. Foi ao segundo e o mesmo a olhou com curiosidade. — Sou uma turista interessada em conhecer as antigas pirâmides. Sabe onde posso encontrá-las? - Era difícil resistir a não usar o seu dom na voz.
— A senhorita sabe que está longe de sua casa. Os deuses gregos não são bem vindos aqui e muito menos as bruxas. – Respondeu o homem, gelando toda a coluna de Louise. Ela mesma começou a se afastar. Não era possível que alguém pudesse reconhecê-la. — Fica naqueles lados de qualquer maneira. – Ela afastou-se ainda mais. Ela não falava árabe e tinha a certeza que o senhor não havia dito aquelas palavras em inglês ou francês, muito menos latim.

Afastou-se o suficiente na direção indicada, mesmo desconfiando que pudesse ser uma armadilha. Ela não detectou mentiras, mas ainda assim seria perigoso. Voltou às areias do deserto, o sol agora já estava no seu ápice. Ela era ótima na noite e aquele astro parecia diferente, como se a observasse de perto.

Seus pés afundavam na terra e o vento parecia piorar. A cada passo dado era uma batalha travada. Uma lufada passou mais intensa, revelando sobre a terra um pedaço de pano. O coração da garota gelou novamente, ela conhecia aquele tecido. Era usado pelas feiticeiras nas confecções de vestimentas. Olhou a frente onde as primeiras construções antigas se revelavam. Ao contrário da cidade anterior, aquela era mais civilizada. Todos sabem que existia o turismo. Ela encontrou inúmeros visitantes, mas o que chamou a sua atenção foi a representação de uma runa marcada na parede. Era um sinal.

Precisou parar para recuperar o fôlego, tinha andado bastante. Nem tinha percebido o quanto era distante. Após recuperar o fôlego prosseguiu seguindo a próxima runa marcada discretamente em outra parede. As runas indicavam sorte, o que poderia ser um sinal positivo. Terminou a jornada na entrada de uma pirâmide, vazia. As pessoas que tentavam entrar, logo se afastavam misteriosamente e muitas pareciam nem notar aquela construção. Entrou.

O lugar não era apertado, tinha letras e desenhos em ouro, além de estátuas gigantescas. Gravou todo aquele lugar na memória, se precisasse um dia retornar marcaria um portal que seria mais rápido. Seguiu o seu caminho observando que entre os desenhos antigos, runas estavam escondidas. Não precisou caminhar muito para ouvir um barulho intenso de batalha. Gritos e coisas se quebrando. Correu na direção e parou estupefata. As feiticeiras estavam ali em sua grande maioria, lutando contra criaturas diferentes. Monstros com aparência humana porém a textura terrena, pura areia que se despregava no chão e retornava na forma anterior. No outro lado, uma enorme cela abrigava três mulheres aprisionadas.

Agora tudo estava fazendo sentido. A semideusa caminhou por longos caminhos sem ser atacada, não utilizou poderes. As runas poderiam ter atraído as criaturas ou elas simplesmente eram a guarda da jaula. Ela jamais saberia.

Não entrou na batalha, simplesmente correu até as prisioneiras e tocou a tranca.

— Aperit. – Sussurrou. As trancas se abriram. — Rápido. – Disse. Correu até a parede mais próxima e limpa e retirou a espada da cintura. Com a ponta começou a gravar com dificuldade os símbolos de um portal. Ela poderia utilizá-los agora, conhecia a ilha de Circe muito bem. Desenhou rapidamente e cortou a ponta do dedo e manchou os símbolos com sangue. O portal se abriu.

Olhou atrás e viu feiticeiras sendo derrotadas. As criaturas se refaziam e não poderiam ser vencidas. Segurou o cajado e concentrou-se no vento.

— Venire Ventus Venire! - Murmurou o mantra. O elemento adentrou pela entrada da pirâmide e seguiu violentamente até o local de invocação. Forte, ele desequilibrava a todos, inclusive a própria feiticeira, mas afastava as areias as impedindo de se reconstruírem, — Corram para o portal. – Gritou. Muitas nem haviam visto a sua presença ali, Lilith olhou para ela. Por poucos segundos elas duelaram mentalmente sobre o certo a se fazer. Estava evidente que a feiticeira negra gostaria de continuar lutando, mas não poderia haver vitória naquelas situações. Entendendo aquilo, Lilith se afastou.
— Escutaram a Miss Bumbum de Ouro, recuar! – Deu a ordem. Não seria fácil, o vento diminuía a sua intensidade e as criaturas recuperavam o controle. Louise conjurou uma corrente mágica que prendeu o mais próximo monstro. Todas passaram pelo portal, exceto Milenne. Louise questionou com o olhar para a feiticeira ao seu lado. — Caiu em batalha! – Respondeu dando de ombros.

Agora só faltava as duas atravessarem. Elas contabilizaram uns treze criaturas que corriam em suas direções a fim de impedi-las de partir. Como se obedecessem a um cronograma, elas seguraram ambas os seus cajados e murmuram em uníssono.

— Venire Ventus Venire. – O vento anterior não se assemelhou em nada com aquele. Os monstros foram atirados na parede e elas então tocaram o portal e tudo se fechou.


A arma da morte.

Surgiram do outro lado assustadas com a força da habilidade de ambas unidas. Porém o que encontraram não foi felicidade. Conseguiram resgatar as três feiticeiras aprisionadas, mas em troca perderam algumas para sempre. Ótimas bruxas que fariam falta em todos os sentidos. Muitas da ilha já se aproximavam para tratar as feridas, porém Louise e Lilith sabiam o que deveria fazer.

Encaminharam-se aos aposentos de Circe, de onde a deusa já as esperavam. A prole de Afrodite narrou a sua aventura e descoberta desde que acordou na beira da praia. Contou também o que encontrou sobre os símbolos e como desconfiou que os deuses daquela terra podiam sentir a magia ou poderes lançados. Por outro lado, Lilith contou o que houve com as outras.

— Fomos jogadas ao oceano, mas assim que o navio despedaçou a tempestade passou. Algumas de nós se agarramos aos destroços e assim chegamos ilesas. Não acho que tenha sido Poseidon. – E nesse momento lançou um olhar para Louise. — Parecia uma outra força, alguém desconhecido. Se existe Neturno para os lados dessa terra, porque não poderá existir uma versão marítima do deus no lado egípcio? – Era algo a se pensar. Se Circe sabia de algo, não falou. Aliás ficava difícil saber como a deusa se comportava, ela continuava camuflada escondendo a verdadeira aparência. — Sobre o objeto mágico, alguém chegou antes. As feiticeiras disseram que foram atacadas por magias. Eu desconfio que Nyx possa está envolvida, mas não é nada concreto. Se não Nyx, poderá ser Hécate e não acho que vossa mãe iria contra a própria filha. E o que um objeto poderia acrescentar para a rainha dos caminhos?

Eram apenas hipóteses que continuaram em aberto.  


Armas Consigo:
- Faca de Bronze celestial
• Valentine’s [Criada por um forjador desconhecidos, a lamina tem características peculiares e únicas. Sua lâmina reta de Ouro imperial é dividida em seguimentos que se desprendem, ligados por um fio mágico no interior da espada, a tornando em um chicote de laminas seguimentadas, sendo assim tanto uma espada, quanto um chicote laminado. | Efeito 1: A runas na laminas emitem uma sensação de topor no alvo. Apenas de olhar para a arma, o alvo se sente mais lento e com dificuldades de esquivar ou se defender, encantado pela arma, porém o efeito dura apenas um turno e só pode ser ativado uma vez por missão, mvp, pvp etc. (caso o efeito secundário não esteja ativo). | Efeito 2: A espada possui um veneno em seus seguimentos que quando cortam seus alvos, os colocam em efeito de “Charm” os impedindo de atacar o alvo no próximo turno, encantados com ele. Dura um turno, mas pode ser renovado com novos golpes dentro de dois turnos de 'recarga'. | Ouro imperial. | Sem espaço para gemas. | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do Acampamento]

• Cajado do Falcão [De aparência comum o cajado parece, caso analisado de forma não exatamente minuciosa, ser feito de madeira, porém é possível encontrar algumas rachaduras – que na realidade são desenhos de runas – e um brilho metálico através das mesmas. | A arma se torna uma pulseira fina com um pequeno pingente de falcão – animal símbolo de Circe -.|  A arma, em sua fabricação divina, foi feita de uma forma que permite a portadora da mesma a ativa-la, a fazendo ter um gasto menor na quantidade de MP (- 30%) durante dois turnos, podendo ser ativada apenas uma vez por missão/mvp/evento etc. Sendo que, ao ativar qualquer das runas existentes no cajado as mesmas irão durar um turno a mais. | Arambarium e Madeira. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Feiticeiras de Circe.]
 
Habilidades Divinas:
Passivos de Afrodite:

Nome do poder: Eterna Boa Forma
Descrição: A boa forma que você possui não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. Isso permite que você ganhe certa facilidade em se esquivar, ou defender em ataques diretos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de defesa, esquiva e agilidade.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Verdades Ocultas
Descrição: É difícil mentir para quem se ama, assim como é difícil de mentir para o filho de Afrodite/Vênus, que está ligado diretamente a esse sentimento. Assim sendo, quando alguém tentar mentir para o filho de Afrodite/Vênus, a pessoa se sentira tão incomodada, a ponto de acabar não conseguindo continuar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O narrador pode fazer a pessoa que mentiu gaguejar, hesitar, piscar ou algo semelhante, denunciando a mentira.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Enganador Inocente
Descrição: Você pode fingir ser um fraco ou aparentar ser inocente, de um modo belo e intrigante, fazendo o adversário pensar que você não é alvo dele e fazendo-o também sentir-se culpado caso te machuque.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Faz o inimigo ficar confuso por dois turnos, evitando atacar, mas desconfiando, ainda poderá se defender.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Equilíbrio Emocional
Descrição: Você consegue controlar seus próprios sentimentos e emoções. Deixando-os equilibrados, o que em batalha, pode ser um trunfo bastante vantajoso, pois, não se deixará levar por truques referentes a sentimentos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a paixão, amor, sentimentos, e sedução. Ou qualquer arte semelhança, tem um dano 30% menor sobre o seu personagem.
Dano: Nenhum
Ativos de Afrodite:

Nenhum
Passivos de Circe:
Nome do poder: Luz da Lua
Descrição: A lua, por muito tempo, foi considerada um elemento sobrenatural e misterioso. E, no passado, fora muito associada a Circe e suas feiticeiras. De maneira que, ao lutarem durante a noite, tais semideuses se tornam mais rápidas.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 5% em velocidade.
Dano: + 10% ao utilizar magia.

Nome do poder: Feiticeira III
Descrição: Você está ficando cada dia mais forte, Circe está orgulhosa de você. Sua personagem dominou a arte da feitiçaria conforme o esperado, tornando seus feitiços experientes, fortes e controláveis. Você dominou sua magia por completo.
Gasto de Mp:
Gasto de Hp:
Bônus: +20% de força em feitiços (poderes ativos).
Dano: +15% de dano se o feitiço acertar o oponente.

Nome do poder: Pericia com Cajados e Varinhas III
Descrição: Agora a feiticeira se tornou uma ótima combatente, podendo usar a arma em rituais, lutas, e lançamentos de feitiços com uma precisão impressionante, em combate, se torna sua arma ideal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 75% de assertividade ao lutar com essa arma. O semideus pode usar o cajado para executar os feitiços e reduzir o gasto de MP pela metade, assim sendo, um feitiço que gasta 30 MP gastaria apenas 15 com a empunhadura dessa arma.
Dano: +15% de dano se for acertado por feitiços ou pela arma do semideus.

Nome do poder: Charme natural
Descrição: Ao se afiliarem a tal Deusa, tais mulheres passam a possuir determinado charme e brilho natural, sendo todas bastante bonitas e atraentes mesmo desarrumadas e após longas batalhas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Persuasão
Descrição: Circe é uma Deusa bastante persuasiva e manipuladora, suas palavras soam como veludo e são capazes de enevoar os sentidos até mesmo da mais inteligente das criaturas. E, como seguidoras de tal Deusa, as feiticeiras são dotadas de palavras persuasivas, no entanto não no mesmo nível que Circe. Conseguindo, por exemplo, que peguem um copo d'água ou, em meio a uma batalha, seus aliados sejam mais estimulados a lutar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Identificação magica
Descrição: Como seguidoras de Circe, as feiticeiras são dotadas de um saber natural sobre todas as formas de magia e suas ramificações, identificando-as com facilidade. Assim como poções e afins. Sendo necessário ressaltar que a magia é neutra, no entanto, o mago/bruxo é que define o seu caráter (bom, ruim etc), logo será impossível para uma feiticeira identificar o teor (magia negra etc). Identificando apenas o gênero da magia, como wicca etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Obs: Todos os feitiços possuem um gasto de -50% por razão de uso do cajado acima.
Ativos de Circe:
Feitiço: Aperit
Descrição: Um feitiço que permite abrir portas e fechaduras, e cadeados trancados, basta tocar o objeto e sussurrar as palavras, e a porta se abrira.
Gasto de Mp: - 10 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Apenas verbal.

Feitiço: Tenetis Hostem
Descrição: Feitiço que permite conjurar pequenas cordas magicas, que voam em direção ao inimigo, e prendem suas pernas juntas, fazendo o mesmo com parte do tronco. Essas cordas são finas como barbante, e apresentam uma coloração dourada, mas por serem magicas, não podem ser rompidas pela força, e caso o inimigo tente se soltar dessas usando desta, as cordas se fecharam ainda mais ao redor dele. (As cordas somem depois de dois turnos).
Gasto de Mp: - 30 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua minguante, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Não Verbal.

Feitiço:  Venire ventus venire
Descrição: Serve para invocar uma ventania que causa dificuldade de equilíbrio em todos os presentes.
Gasto de Mp: - 30 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a crescente, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: Nenhum.
Extra: Com certo treino, pode ser feito de forma não verbal.

Nome do poder: Portais I
Descrição: A seguidora de Circe possui uma capacidade natural de abrir portais. Esses poderão leva-la para qualquer lugar que deseja no plano terreno, pois, ainda não abre passagens para o mundo inferior, e nem para o Olimpo, muito menos para planos diferentes do que reside. Para abrir um portal é necessário que a feiticeira marque algo solido, como uma arvore, uma parede, ou algo semelhante, com uma tatuagem de abertura (um cadeado aberto), e a banhe com seu sangue. Esses portais lhe garantem viagem rápidas, e para lugares precisos, pontos estratégicos que ela imaginar, mas não garantem a segurança dela no local para onde deseja ir, ou seja, ela poderá usar o portal para ir para Nova York, mas isso não garante que estará segura em Nova York.
Gasto de Mp: 30 MP (por portal)
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Habilidades Extras:
Nome: Prática de Asanas
Descrição: O corpo é tão jovem quanto flexível. Exercícios de yoga enfatizam a saúde da coluna vertebral, a sua força, equilíbrio e flexibilidade. A prática dos Asanas (exercícios de Yoga) aumenta esses três atributos do semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio e flexibilidade.
Extra: + 10% em Força.
   
     
+ Considerações: Nenhum  ❥ Tagged: Feiticeiras  ❥ Words: Por aí ❥ Vestindo: Manto das Feiticeiras
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Louise S. Mitchell
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Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Vênus em Sab Jun 02, 2018 2:21 pm


Louise

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 5.000 XP e 5.000 Dracmas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 18%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS:  4.900 XP + 5.000 Dracmas

Comentários:

Louise, eu fui uma das deusas que teve o prazer de ver seu desenvolvimento dentro do forum, justamente por isso me orgulho em dizer que você está apta a receber a segunda etapa do teste de liderança e aprovada no primeiro. Encontrei poucos erros de português em seu texto, palavras repetidas e alguns acentos faltando, mas nada que prejudicasse minha leitura. Parabéns.



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Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Louise S. Mitchell em Sex Jun 29, 2018 9:28 pm



Personal Trainner


   
O dia necessariamente não havia nascido por completo, as aves que piavam constantemente ainda se mantinham com seus bicos entre as asas. Entretanto, era obrigatório não somente ter um treinamento adequado como também participar da política da ilha.

Após tomar o seu precioso desjejum na cozinha do SPA, a mesma se dirigiu até o centro de atividades para clientes. Louise naquele dia estava designada a cuidar do recreativo das moças e mulheres entediadas que procuravam a ilha para fugir de seus problemas do mundo exterior. Sentou-se em uma cadeira próxima a piscina e ficou folheando uma revista de moda do século passado. A deusa regente se prendia muito ao antigo, o fato era, alguém ainda teria coragem de usar aquelas roupas que mal deixavam a pessoa respirar?

Bocejou entediada, deveria saber que ninguém chegaria no horário marcado. Ela não estava em seu melhor humor, havia dormido pessimamente, seu esmalte de glitter tinha terminado na semana passado e havia descoberto que Circe ainda não a tinha perdoado completamente. Encontrou assim que acordou uma barata cascuda que tentou suicídio pulando para cima dela. Comportou-se como uma guerreira, não gritou muito alto. Perdeu bons minutos em cima de sua cama tentando acertar um sapato certeiro na invasora.

Todos os fatos contribuíram para que a mesma mal conseguisse dar um bom dia decente, além de fazê-la mergulhar de boca em uma rosquinha que de tão concentrada de açúcar estava que só o fato de tê-la no prato significava muitos quilos ganhos.

As primeiras mulheres com seus biquínis extravagantes e seus chapéus de dondocas começaram a se agrupar ao redor da semideusa, incluindo algumas ninfas. Em sua maioria a função era simples, aliviar um pouco a carga de trabalho das encarregadas dos cabelos, unhas e massagens. O número de turistas havia aumentado drasticamente, sobrecarregando todas as funcionárias. Como todas as funções ruins eram dadas para as feiticeiras que estivessem no momento no rank de desgostosas de Circe, a prole de Afrodite ali estava.

— Bom dia, garotas! – Disse a semideusa entre os dentes, não sentindo a mínima vontade de fazer aquilo. — Meu nome é Louise e hoje estaremos trabalhando essas bundas flácidas de vocês. – Era para ter sido uma brincadeira azeda, porém ninguém sorriu. Ficaram encarando a meio sangue como se fosse uma intrusa ali. — Tudo bem. – Falou após um minuto de tensão desconfortável. — Preparei algumas coisas para essa primeira fase da manhã. — Era mentira, ela não havia preparado absolutamente nada. Porém como uma ótima improvisadora retirou a parte de cima da roupa, revelando seu corpo escultural herdado por sua descendência. Usava um biquíni combinando, embora ainda estivesse com o short.

O efeito foi exatamente o que ela queria, olhares de desejo mesclado com inveja.

— Sabe como consigo manter um corpo assim? – Pensou na rosquinha de açúcar e logo se sentiu culpada. Ignorava também todo o treinamento como semideusa, mais da metade daquelas mulheres eram mortais comuns, não queria causar mais inveja que o de costume. Passeou entre as espectadoras, focando o rosto de cada uma. Antes poderiam não ter sido não muito amigáveis, agora elas desejavam saber o segredo da fórmula mágica do corpo esculpido em perfeição. — Eu malho, cuido da minha alimentação.– A última parte era mentira. — E danço. Dançar alivia a alma, libera endorfina que faz bem a pele e trás uma felicidade sem igual. Melhor que homens! – Completou fazendo muitas concordarem. Deu alguns passos retrocedendo, olhou ao redor e percebeu um rádio comum, porém como fazia parte da ilha nada era o que aparentava ser.

O lugar onde estavam era digno de um verdadeiro resort, um longo caminho de madeira que traçava uma espiral. Ao lado esquerdo uma piscina que era usada para aulas de natação e recreação quando o calor ficava insuportável. Onde Louise a as suas alunas estavam o chão era feito de uma madeira escura em toda a sua extensão, com cadeiras brancas para se sentar e tomar um sol, mas de cinquenta metros quadrados de espaço para aquela atividade.

Se aproximou do rádio e o ligou, percebendo que as músicas eram escolhidas diretamente do pensamento da feiticeira e sendo procurada pelas estações de rádio. O Olimpo poderia ter muitas coisas agradáveis, mas a música mortal ainda eram as melhores.

— New Rules, Dua Lipa! – Sussurrou para o rádio que mexeu suas antenas automaticamente captando a música em algum lugar do mundo. — Volume máximo! – Ordenou novamente, sentindo um pequeno comichão em sua barriga. Ela duvidava que alguém sem magia poderia operar aquele objeto tecnológico. — Vamos lá, se espalhem! – Pediu docemente, mesmo que sua vontade fosse de gritar. Tomou o seu lugar a frente de todas. — O primeiro passo para uma barriga sequinha e um bumbum empinado é saber a posição certa de trabalhar em um exercício. – Quando a música surgiu, ela começou delicadamente a mexer a cintura de um lado para o outro, seguindo o ritmo. Quando a música entrou em sua estrofe mais “agitada”, ela deu dois passos para a frente e suspendeu uma das pernas até a metade do corpo, joelho flexionado.

Era seguida por todas as outras, algumas com um pouco de dificuldade para realizar os movimentos, entretanto não desistiram facilmente.

— Não desistam garotas! Projeto verão em ação. – Gritou por cima da música sem parar de dançar. — Quero devolver vocês ao mundo com um novo corpo. – Colocou as mãos na cabeça e desceu até o chão como se fosse uma minhoca, deixando toda a sensualidade no bumbum e na cintura. — Está queimando as pernas? Isso é a gordura, não desistam! – Ficaram por inúmeros minutos sempre repetindo a mesma música. Por fim, a semideusa se dirigiu ao rádio e sussurrou: — Ariana Grande, No tears left to cry. – Se voltou às cansadas e suadas alunas e sorriu. O seu mau humor estava indo embora graças a endorfina. — Agora quero chão. Peguem um colchão no lado direito de vocês. Vamos, perda de tempo é manter as banhas.

Após alguns minutos todas estavam com seus pequenos colchões de plástico no chão a sua frente. Ela pegou um como exemplo e então deitou, flexionando novamente os joelhos e apoiando as mãos na altura da orelha.

— Flexão, vamos lá! Ao som da música. Três sequência de vinte com um minuto de descanso para animar. Let´s Go! – A música inundou o lugar, envolvendo todas em um desejo de malhar naquela manhã. Louise as acompanhava no exercício, porém algumas vezes parava para corrigir algumas posturas erradas. — Assim você fica com torcicolo até o final da manhã. – Olhou para uma ninfa que parecia morrer. — Isso é quadradinho nessa barriga? Acho que não, então vamos secar. Secar! – Gritou. Seus músculos estavam começando a ficar doloridos, mas ela sabia que a rosquinha já não estava no seu organismo.

O exercício durou toda aquela primeira parte do dia, dando uma pequena pausa para um almoço rápido. A própria semideusa ficou de guarda na recepção do cardápio, sugerindo carnes magras e abuso de saladas. No final da refeição, forçou todas a complementarem com uma fruta a escolha de cada uma, substituindo assim o famoso mouse ou a torta de limão. Ela mesma seguiu o cardápio para dar o exemplo. Deixou as alunas ter alguns minutos de descanso, marcando uma tarde na piscina como diversão.

O sol já estava destruindo seus neurônios, queimando covardemente. Apolo deveria está vendo as meninas malhando e resolveu colaborar. Só Zeus sabia o quanto o deus podia ser pervertido, quanto mais calor, menas roupa. Encontrou com as garotas satisfeitas com o almoço na piscina.

— O exercício agora se chama Polo Aquático. – Louise retirou a parte de baixo, ficando completamente de biquíni e se jogou na piscina. Pegou uma bola laranja com detalhes azuis e jogou para uma ninfa. — Imaginem que aqui há uma trave de gol. – Apontou para os dois pontos opostos da piscina. — Qual é, garotas. Vocês já assistiram futebol em algum momento, não? Você e você. – Apontou para duas ninfas aquáticas para equilibrar o jogo. — Vocês duas serão as goleiras, não deixem a bola entrar. – Dividiu o time em dois e então deixou a água. O restante foi apenas diversão. O jogo terminou zerado porque nenhuma ninfa permitiu a bola entrar, mas a intenção foi excelente. Ao cair da tarde todas estavam cansadas e desejando uma tranquila noite de sono. — Isso ainda não acabou. Quero que vocês voltem para os seus dormitórios, escolham suas melhores roupas, maquiagens, se arrumem e estejam as oito horas no bar central do SPA. Vamos fazer uma festa feminina nunca vista aqui. Vamos, lá!

A semideusa se sentia satisfeita consigo mesma. Havia ajudado aquelas mulheres a terem um pouco mais de desejo próprio, se amarem. Guardou a bola e se dirigiu ao seu dormitório. Aquela noite seria a chance de usar o seu novo vestido azul e desfilar pela festa bebendo e se divertindo. Isso se Circe permitisse que ela fosse. Enquanto caminhava pelo corredor mentalmente repassava todas as músicas que pediria a Dj para tocar. Ao chegar de frente a porta do quarto, observou um cartaz em papel roxo "Atividades de Amanhã - Louise Sarah Mitchell - Filha de Afrodite". Encostou-se na parede percebendo que toda a animação anterior desaparecia.  

Habilidades Utilizadas:

Nome do poder: Beleza Natural
Descrição: Os filhos da deusa do amor são campistas naturalmente bonitos e charmosos. A beleza supera a de qualquer outro semideus no acampamento, sendo algo beirando ao sobrenatural. É simplesmente indescritível. Isso faz com que inimigos e aliados acabem se distraindo por sua beleza perturbadora, ou encantados pela mesma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode deixar o inimigo atordoado durante o primeiro turno, evitando atacar logo de cara, ou se atacar (poderes que exijam miras, ou armas com a mesma característica), irão errar o alvo. Não acertarão o filho de Afrodite/Vênus, pois, de primeira, o inimigo não saberá porque não nutre o desejo de ataca-lo.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Eterna Boa Forma
Descrição: A boa forma que você possui não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. Isso permite que você ganhe certa facilidade em se esquivar, ou defender em ataques diretos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de defesa, esquiva e agilidade.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Incentivo
Descrição: As palavras das prole de Afrodite/Vênus, independente da animação do mesmo, podem motivar semideuses a continuarem lutando, mesmo cansados, por exemplo. É apenas um poder de incentivo, não irá manipular ninguém. Apenas crescer as esperanças dos aliados do filho de Afrodite/Vênus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15% de motivação p/ aliados.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Elasticidade Natural III
Descrição: A elasticidade de tais semideuses atinge seu ápice, sendo tão perfeitos quanto dançarinos profissionais. Seus movimentos são bem pensados e precisos, assim como os músculos parecem responder ao mínimo comando. É quase impossível para um guerreiro mediano e iniciante acertá-los.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 50% em esquiva e flexibilidade
Dano: Nenhum

Nome do poder: Persuasão
Descrição: Circe é uma Deusa bastante persuasiva e manipuladora, suas palavras soam como veludo e são capazes de enevoar os sentidos até mesmo da mais inteligente das criaturas. E, como seguidoras de tal Deusa, as feiticeiras são dotadas de palavras persuasivas, no entanto não no mesmo nível que Circe. Conseguindo, por exemplo, que peguem um copo d'água ou, em meio a uma batalha, seus aliados sejam mais estimulados a lutar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Observações Extras:

Músicas
Dua Lipa -  New Rules
Ariana Grande - No tears left to cry
Roupa Utilizada

Rádio Encantado [Um rádio de aparência comum em seus detalhes cinza medindo aproximadamente 50 centímetros de largura e espessura] | Efeito 1: O objeto utiliza de energia mágica para operar sua sequência de música, captando diretamente das redes de entretimento a música escolhida por sua operadora. Possuindo a função de escolha de volume da mesma forma.Pode-se escolher músicas em particular ou uma playlist já criada. | Ferro | Mágico | Sigmas | Status: 100% de danos  [Objeto Ilha de Circe]

Obs: O objeto acima é apenas uma citação, sem nenhum interessa em particular de adquirílo. 
 


Notes: Arena de treinamento  ❥ Tagged: OponenteVsAliada  ❥ Words: Acampamento Meio Sangue ❥ Vestindo: Roupa do treinamento
Thanks @ Lilah CG


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Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Nêmesis em Qua Jul 04, 2018 6:17 pm


Louise

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 5.000 XP e 5.000 Dracmas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 20%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS:  5.000 XP + 5.000 Dracmas

Comentários:

Louise, você aprendeu com os erros detalhados por Vênus anteriormente e agora conseguiu dispor de uma leitura e escrita aprazíveis para os deuses que estiveram propensos a fazer sua avaliação. A narrativa teve coesão e coerência, os fatos foram bem separados e a lógica se manteve presente por todo o decorrer. É notável que você não faz questão de resumir algumas ideias e simplesmente as desenrola na postagem, posso estar enganada por se tratar desse caso em específico, mas é o que acabei vendo. Com isso, você se tornou apta a receber a segunda parte de seu teste. Vênus cuidará disso muito em breve. Parabéns.



Atualizado por Febo!


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Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Louise S. Mitchell em Seg Ago 27, 2018 2:15 am





Os olhos da feiticeira estavam vermelhos, seu rosto inchado de tanto dormir. Tinha passado tanto tempo envolvida entre o edredom, que o corpo começava a doer. Santa poção milagrosa para o sono. Agora ela se sentia preparada para encarar um novo dia de funções na ilha de Circe.

Tomou um banho rápido e logo desceu para o almoço, tinha perdido o café da manhã. Como de costume as cozinheiras do SPA mantinham o cardápio adulterado pela própria feiticeira, abuso de saladas de todos os tipos e gostos e frutas a vontade. Serviu-se de um prato generoso de uma torta diet de espinafre e um copo de clorofila. Degustava a sua primeira refeição quando um grupo aflito de feiticeiras cortou o silêncio do refeitório.

— Lady Louise. – Disse uma dela. — Rainha Circe convocou a sua presença no santuário. Estávamos limpando como você havia nos pedido ontem, quando uma densa fumaça surgiu e então alguém gritou o seu nome. A estátua da nossa patrona moveu os dedos, foi assustador. – Disse ela se tremendo.  — Então soubemos que ela queria falar contigo. Não terminamos de limpar e não nos peça para voltar lá, por favor. Estou tentando esquecer o susto até agora. – Realmente a feiticeira estava pálida. As outras acompanhantes não conseguiam achar a voz.

A prole de Afrodite afastou o prato de comida e levantou-se, não apressadamente como seria de costume. Provavelmente era apenas um capricho da deusa feiticeira, quando Circe queria dizer algo realmente importante, importunava Louise nos seus sonhos e até mesmo enviava insetos para retirar a líder da cama mais rápido.

Com a respiração normalizada, a garota traçou o caminho até o santuário. Ao girar a maçaneta não deixou de sentir um frio na espinha, ela era meio humana, fazia parte ter medo do sobrenatural. Seus passos faziam um barulho assustador no piso, entretanto a estátua de Circe encontrava-se da mesma forma como Louise se lembrava.

— Lady Circe? – Chamou temerosa. Apenas o silêncio reinava. — Mandou me convocar? – A voz da semideusa já diminui o tom, ela sabia o que aconteceria em seguir. Porém, mesmo sabendo não se amenizou em nada. Sentiu uma presença tornar-se palpável atrás de si e quando ousou olhar para trás perdeu a voz. Circe estava em pessoa atrás de si, com um olhar raivoso. Louise tentou suportar o peso nos próprios joelhos, mas em vão logo caiu no chão com os batimentos cardíacos sendo sentidos no pescoço. Ela queria xingar, mas sabia que a deusa não encararia aquilo muito bem.

— Feiticeira líder. – Ela falou com a sua voz reboante. — Os homens, aqueles que a fizeram passar vergonha capturaram minhas sacerdotisas. Não posso permitir que eles mexam conosco, não posso me intrometer em assuntos dos mortais. Faça algo, agora! – Os seus olhos faiscaram de raiva. Mesmo jogada no chão, a prole de Afrodite sentia a sua musculatura tremer, era a magia de Circe.

Assustadoramente a deusa surgiu e da mesma forma desapareceu.

Louise permaneceu ainda sentada e assustada. Colocou as mãos no coração, ele batia freneticamente. A qualquer dia Circe mataria a sua seguidora de um ataque cardíaco. A sua mente processava o que tinha acabado de ouvir. Só existia um grupo de homens que a havia feito vergonha, os soldados da seita. Mas, ela não havia sido totalmente destruída? E porque raios as feiticeiras estavam fazendo no mundo externo? Levantou-se ainda cambaleada pelos tremores e se arrastando pela parede serviu-se do ar puro da ilha. Um grupo de garotas vieram ao seu encontro e passando o braço ao redor de sua cintura, ajudaram a líder a deixar o santuário.  

— Preciso que me chame Alexandra de Hefesto. – Sentada em um banco observava as ondas da praia enquanto Alexandra vinha ao seu encontro. — Alex, que bom que você não estava em missão. – E assim contou toda a conversa com Circe. — Preciso que você me faça um aparelho daquele utilizado quando destruímos a base da seita. – E assim Alexandra de Hefesto se afastou, indo até a sua forja improvisada na ilha.

Louise foi em direção ao refeitório, sabia a quem recorrer. Suas fieis companheiras de missão, juntas já tinham liberado uma sincronização de poderes, imaginando os próximos movimentos e feitiços lançados. Não andou muito e logo viu Camille conversando com outras feiticeiras, a prole de Apolo era a mais comunicativa da ilha, sempre brincando e sorrindo.

— Camille, poderia vir um momento comigo, por favor? – Pediu educadamente. A feiticeira prontamente se levantou, observando no olhar da líder uma preocupação aparente. Esperou estarem sozinhas e então contou o que Circe havia lhe dito e findou com um pedido.  — Venha comigo para Nova Iorque. Tenho certeza que o que sobrou da seita logo nos achará e sinceramente ainda possuo medo de ir sozinha. – Realmente Louise temia. Todas as agressões verbais e torturas ainda estavam bem vivas na sua mente. Demorou noites para se ter um sono tranqüilo. As duas feiticeiras percorreram o caminho contrário da ilha em direção as docas dos navios. Ao longe já podiam ver Miranda ditando ordens para as companheiras. Não existia um lugar mais propício para encontrar com a filha de Netuno. Assim que ficaram frente a frente, a líder explicou o que deveria ser feito.

— Eles são mortais comuns, precisamos de metais que atinjam a eles. Pedi a Alexandra que criasse um dispositivo para bloquear os sinais que inibem nossos poderes se eles ainda utilizarem desse artifício. Eu utilizei um quando fui derrubar a base com a rainha das amazonas e um filho de Júpiter, mas não sei onde deixei quando tudo explodiu. Estava triste por Carter e pela morte de Sun Hee. – Odiou pronunciar aquele nome novamente, a traidora aliada de Nox ainda tinha o ódio da feiticeira. Nem todos sabiam da participação da ex filha de Arcus na destruição de Nova Roma e Louise deixou daquele jeito. — O meu plano é visitar o último local onde nossas companheiras foram vistas e nos deixar ser capturadas. Não todas, claro. Na ultima vez, eles usaram dardos soníferos para nos abater, não podem ter evoluído tanto. E não são tão poderosos como antigamente, são poucos e existem mais desertores que recrutas. Bem, pelo menos é dessa forma que Circe relata. Ela e rainha Hécate, sua mãe, tem vigiado o que restou das bases inimigas. – Não deu mais informações. Não poderia compartilhar com as companheiras que a deusa da magia era líder da ant-seita. Não que não confiasse, apenas porque não tinha certeza se Circe gostaria de ver tantos planos sendo abertos a todo mundo.

Se dissiparam, cada qual responsável por uma parte dos planos. Louise voltou ao dormitório e recolheu o seu cajado e adaga, eram as únicas armas que feriam mortais. Camille foi à preparação do antídoto contra o sonífero, ela seria a cobaia.

Quando se reuniram mais tarde no centro da praia, Louise nem parecia uma semideusa. Havia escolhido roupas turísticas, muitos a reconheceriam como uma digna francesa em férias. Enquanto a líder parecia não ligada ao mundo mitológico, as duas companheiras cheiravam a sangue divino há quilômetros. Verdadeiras guerreiras portando armas e uma aparência mortal. O sinal de partida deu-se quando Alexandra interrompeu os últimos momentos do plano com o aparelho pequeno de pulso. Aparentemente ela tinha criado uma versão melhorada e mais furtiva. Utilizando equipamentos divinos, elas sabiam que a seita não enxergaria, a névoa iria encobrir.

Foram abertos dois portais, o de Louise deu-se de trás de um beco. A mesma consertou a roupa e reforçou a maquiagem. Ao longe pôde ver Miranda e Camille que agora conquistavam as calçadas.

Sabiam que a seita era ligada ao poder militar, que de uma forma indireta era ligada ao civil. Tinham escolhido o plano de transitar entre os policiais presentes e assim atrair a atenção. Se fossem meros mortais cumpridores das leis, elas teriam sucesso em se livrar, se não, o problema seria ainda mais sério.

A prole de Afrodite caminhou até a loja ao lado e então abriu a sua porta ativando um sininho. Foi recepcionada por uma simpática senhora rechonchuda e de certa forma muito parecida com a sua amiga, Ella Grace.  

— Boa tarde, senhora. – Cumprimentou a mulher. — Posso ajudá-la?

— Oui! – Louise forçou o seu sotaque francês. — Je ne fais que regarder, digo, arpenas dando umas olhadinhas. – Foi até a sessão de vestidos. Não era uma loja que ela faria compras, não tinha marca famosa e nem parecia digna de uma herdeira Mitchell. Entretanto, o seu foco foi através da vitrine. As duas companheiras estavam do outro lado pedindo informação a dois guardas. Ela focou-nos mesmo e viu que não era que procuravam. Recolheu uma peça verde horrorosa e levou até o balcão. — Vou ficar com essas, merci. – Abriu a pequena bolsa que escondia a sua adaga e furtivamente retirou um cartão de crédito. Torcia para que seu pai não tivesse ainda cancelado. — Débito. – Inseriu o cartão na máquina e automaticamente sentiu uma pequena picada nas mãos. Recolheu-a rapidamente, entretanto já era tarde.

Sua visão rodopiou por alguns segundos antes de apagar. Porém, antes ouviu a simpática senhora espraguejar sobre Nova Iorque está repleta de monstros. Não estava nos planos ela ser a vítima e nem tampouco se encontrava preparada para ser seqüestrada. Ficou completamente nervosa, mas sua mente aos poucos foi perdendo a consciência.



Acordou sentindo-se revirada. Sua primeira ação foi abrir os lábios e vomitar. Estava presa novamente e não gostava de reviver aquilo. Utilizar pessoas infiltradas entre mortais comuns era uma jogada de mestre dos sobreviventes da seita.

Sua visão aos poucos começou a clarear e então ela viu a pessoa menos improvável do mundo engatinhando em sua direção. A sua aparência era cheia, pele escura, cabelos crespos e usava uma camisa laranja do acampamento grego. Deveria ter sido uma presa muito fácil de abater.

— Ella? – Indagou incerta. Quando a prole de Hefesto abriu os lábios, ela teve certeza que sua companheira de acampamento também estava abatida. — Por Zeus, o que você está fazendo aqui? Como? Santa Circe! – Ainda estava grogue pelo efeito do calmante, mas assim que se viu liberta olhou ao redor. Estava em um quarto imundo e apertado. A parede estava descascada e mofada, não tinha janela e nem a tradicional grade de cela. Uma porta de madeira as trancava lá dentro e não era somente as duas ali presentes. Encolhida em um canto encontrava-se Artemísia e desacordada aos seus pés, Alicia. Louise afastou-se de Ella e correu em direção as feiticeiras. — Ela está...? – Não conseguiu encontrar as palavras. Era um pesadelo. — Onde nos estamos? – Ela procurou a bolsa com a adaga e não conseguiu ver. Porém, como da ultima vez a sua pulseira que se tornava um cajado ainda estava em sua posse. Eles não tinham aprendido que semideuses usavam armas disfarçadas.

Ella mesmo assustada contou exatamente tudo o que sabia. Era uma casa abandonada. A feiticeira pensou em perguntar como a semideusa sabia de tudo aquilo, mas então observou melhor e viu resquício de sangue seco na roupa e um inchaço no rosto da criança de Hefesto. Pediria mais informações se não fosse a porta sendo aberta rapidamente e dois homens trajando uniformes dos exercito americano invadindo o lugar. A líder das feiticeiras correu automaticamente para longe, ela tinha experiência e sabia que não deveria chamar a atenção. Porém, ela era o foco. Tentou se desvencilhar de um deles, mas foi agarrada pelo cabelo e uma arma de ferro que antes ela não tinha visto foi acertada na sua costela.  

Louise soltou um grito que poderia ser ouvido ao longe, focou os seus poderes nas mãos, nada aconteceu. Novamente foi acertada sentindo a cabeça rodopiar. Foi segura pelos braços e arrastada. Ainda conseguiu ver nos olhos de Ella a vontade de intervir.

Puxada por um corredor, ela realmente descobriu que a semideus de Hefesto estava certa. Era uma casa. Conseguiu ver três portas, uma delas conseguiu contar cinco homens no que parecia uma cozinha apertada. Sentiu cheiro de cigarro misturado com café. Que degradante a seita tinha se tornado, contratando o que parecia mercenários. Alguns espicharam seus pescoços para a semideusa sendo arrastada. Ouvi o clique de uma porta e então foi arremessada por cima de uma mesa de madeira. Estava em um quarto, viu um pequeno armário e uma cama suja com lençóis rasgados e sujos de sangue. Tampou a boca para não gritar ao ver a terceira e última feiticeira amarrada com os braços abertos, ela sangrava muito e por vários lugares.

Sentiu o ódio subir a dominando, levou à mão a pulseira, mas ainda assim não a ativou. Algo passou por ela fazendo-a sentir a presença de magia. Movimentou os dedos e tentou concentrar a energia ali, sentiu e parou. Camille e Miranda estavam por perto e para o equipamento fazer, elas deveria está ou acima do telhado ou atrás daquela parede.

— Então vocês é o que sobrou da seita? – Perguntou utilizando todo o charme na sua voz. Sua musculatura tremia enraivecida. Os soldados trocaram olhares, mas não pareceram se preocupar e nem tampouco entendiam que estavam caindo no charme de uma filha de Afrodite. Louise jogou os cabelos para atrás e sentou sobre a mesa, sua coluna protestou com dores. — Já que vou morrer é justo ou servir de cobaia para um experimento, não corro o risco de estragar os planos de vocês.

— Não somos a seita. Somos mercenários contratados pelo governo para atrair e capturar animais como vocês. Somos apenas uma célula, isso não é uma base. Não irá encontrar as bases aqui. – Disse um deles. — Vocês fizeram um estrago grande, foi preciso nos esconder para realinhar nosso poder e recrutar. Sabe o quanto vocês mataram dos nossos?

— Não tenho como fazer idéia. Sou uma recém descoberta semideusa, não nem ainda o que posso fazer. Como ajudaria alguém a destruir uma equipe treinada? – Indagou Louise abusando do seu charme. Ao mesmo tempo em que as palavras fluíam, ela deixava exalar dos seus poros o afrodisíaco cheiro de sua descendência. — Foram vocês que mataram essa garota?

— Foi e você logo será a próxima se não dizer o que queremos saber. Já mandamos sinais para uma das bases, logo alguém chegará aqui para buscá-las. – O terceiro aproximou-se de Louise e tocou o seu rosto. — Você é diferente das outras, muito mais bonita. A gente poderia ser divertir igual fizemos com a sua amiguinha ali. – Virou o rosto para a feiticeira amarrada. — O que acha?  

— E o que vocês querem saber? – Enfiou a unha na madeira da mesa para conter o seu ódio. Ela já começava a se tremer e ficava difícil a cada segundo controlar o seu charme. — De onde viemos? Quantos somos? Não somos muitos mais, um pouquinho aqui, um pouquinho ali. Vocês realmente nos deixaram com muito medo. – Como a feiticeira tremia, eles poderiam acreditar que ela realmente estava com medo.

— Quem é o líder de vocês? E o mais importante, onde fica os pais aberrações? – Eles queriam saber onde ficava o Olimpo? Prepotentes acreditando que venceriam os deuses, meros mortais. — Você é uma coisinha linda demais para morrer, diga o que queremos e você será tratada muito bem.  

— Não sei onde fica os deuses, fui abandonada por minha mãe assim que nasci. – Ela focou o rosto de um ao mesmo tempo em que sentiu um feitiço sendo lançado. Miranda e Camille estavam dentro. — Sabe, Afrodite a deusa do amor e das mentiras foi sempre muito ruim comigo. Mas dizem que nós herdamos algumas coisas dos nossos pais. Por isso que eu sou assim, quente como um vulcão, capaz de levar um homem a outro mundo. – Um barulho de tiro quebrou o silêncio da casa e o controle do charme de Louise. — Sou capaz de levar um homem ao submundo. – Completou acertando uma cabeçada no primeiro mais próximo. O segundo sacou uma arma, ela correu ao seu lado da mesma forma que tinha aprendido no desarmamento de defesa pessoal. Colocou uma mão no seu cotovelo e a outra segurou a mão da arma, forçou ambas para cima. O tiro acertou o telhado. Girou os pés e subiu os joelhos acertando o testículo do oponente.

Ouviu um clique e por instinto colocou o ferido próximo na sua frente como barreira. O segundo disparou inúmeras vezes acertando o parceiro. Louise jogou o corpo do morto no chão e estendeu as mãos para a arma. Não conseguiu ativar nenhum poder, as feiticeiras deveriam ter se afastado o suficiente para bloquear os seus poderes novamente.

A prole de Afrodite estava mais forte do quê na primeira vez, mas rápida também. Percorreu o pequeno espaço entre o soldado restante em pouco tempo e segurando a mão com a arma bateu três vezes na mesa com o máximo de sua força. O oponente deixou o objeto cair, mirou um soco e certou na barriga da semideusa. Ao invés de se afastar com o golpe, a garota ignorou a dor focando na raiva. Fechou o punho e acertou o nariz do mesmo de baixo para cima. Ouviu um barulho de algo se quebrando e o sangue jorrou, usou o corpo para empurrar o soldado para cima da mesa e subiu em cima dele sem muitas dificuldades. Segurou a cabeça do mesmo e bateu cinco vezes na madeira, em seguida o puxou pelo uniforme, desceu de cima do mesmo e com a força o jogou na parede sem resistência.

Pensou rapidamente, puxou o lençol e o velho colchão e retirou uma madeira debaixo da cama, achando não somente aquilo, mas drogas e armas divinas. Por fim focou somente na madeira, acertou o mesmo no pescoço quando ele tentou feri-la. Esquivou-se para trás do mercenário e focou um golpe na sua costela, exatamente da forma como ela tinha recebido. Girou no calcanhar indo ao chão e socou no testículo. Sentiu novamente a onda de magia e disparos de tiros.  Olhou para a cama e estendendo as mãos convocou a sua adaga ali presente. A mesma voou telecinese até os seus dedos que se fecharam em volta do metal. Cravou o primeiro golpe na perna e em seguida rapidamente no braço do inimigo. Olhou bem fundo em seus olhos antes de passar a lâmina por sua garganta. Ele não era digno de viver!

Correu até a feiticeira e quase chorou ao sentir a sua pele gelada. Ela não tinha pulsação, já não pertencia mais ao mundo dos vivos. Abriu a porta e automaticamente voltou para evitar ser acertada. Tinha dois homens mirando na “cozinha” para ela. Segurou a sua adaga o mais forte que pôde. Usou o seu sangue do ferimento para desenhar com a ponta dos dedos uma estrela invertida e em seguida esticou os braços e arremessou a adaga na direção dos soldados. Eles se esquivaram como era de se esperar, mas ela não queria acertá-los. Ouviu o barulho do metal caindo no chão, fechou os olhos e então sentiu o seu corpo movendo em uma velocidade absurda pelo espaço-tempo. Quando abriu estava entre duas mesas de madeira, os soldados estavam de costas para ela, não sabiam que ela poderia usar armas marcadas para se locomover rapidamente. Segurou a adaga e cravou no pescoço do primeiro facilmente. Viu a arma mirada para si, mas então algo grande e negro pulou o levando ao chão. Era Ella.

Passou os olhos rapidamente pelo lugar, viu uma geladeira azul velha e um armário comido por cupim. Na parede um enorme cartaz contendo fotos de pessoas desconhecidas, alguns delas como um X vermelho ao centro. Alguém presente ali fez o seu coração bater apressadamente e não era adrenalina, era medo. Correu em direção ao cartaz ao mesmo tempo em que sentia uma lágrima descer pelos seus olhos. Com um enorme X vermelho estava a foto e o nome de seu pai; Louis Santinne.

Pulou por cima de Ella que batia forte no soldado.

— NÃO O MATE! – Segurou firme no homem ensangüentado. — Quem é Louis Santinne? Onde ele está? – Tentou usar o charme em sua voz. — ME FALA AGORA! – Capturou a adaga e depositou no pescoço do homem. — Eu te fiz uma pergunta. O que vocês com fizeram o meu pai? – Ouviu uma explosão e em seguida uma densa cortina de fumaça.

— Lady Louise, temos que sair daqui agora. – Uma mão gentil segurou o seu pulso. Por instinto ela quase atacou, mas viu que era uma das feiticeiras capturadas. Girou a adaga na mão e cravou nos olhos do soldado caído. Se ele não lhe daria informações não deveria viver. Ella estaca chocada encostada na parede, mas assim que viu a oportunidade usou o seu corpo robusto para ir a frente e levar tudo o que estivesse no seu caminho.

Louise e as feiticeiras corriam atrás da garota grande, vendo ela levar homens consigo que tentavam entrar. A fumaça logo foi se dissipando, estavam do lado de fora do que aparentava ser uma casa de fazenda. Caíram todas do lado do outro lado, a prole do amor viu Miranda e Camille correndo ao seu encontro, atrás delas homens portando armas. Era reforço ou tinham chego as pessoas a quem eles as entregariam?

Próximas o suficiente com o aparelho criado por Alexandra, Louise sentiu seus poderes retornando. Ella e algumas outras feiticeiras correram para lugares protegidos. Louise se manteve parada, estava enfurecida, fechou a palma das mãos no momento que Miranda e Camille chegaram ao seu lado. Convocou uma areia negra e jogou ao vento, vendo-a cair ao seu redor e ativando um círculo bloqueador de ataques físicos. Uma chuva de disparos de projéteis bateu no escudo, todos atirando ao mesmo tempo. As suas companheiras fizeram o mesmo. Ela rodou a pulseira e então a transformou no seu cajado.

Um carro disparou em direção aos homens, obrigando-os a se esquivarem. As três feiticeiras eram cronometradas nos ataques, ambas passaram o cajado sobre a pele, fazendo assim surgiu um tênis alado. Elas tinham dobrado a velocidade por um curto tempo. Viram a brecha e correram em direção aos homens assustados ainda com o carro.

— Ninguém vivo! – Sussurrou Louise para Miranda e Camille. Chegaram ao redor dos homens e então a batalha se iniciou. Eram cinco, mas não pareciam tão treinados, aparentavam serem apenas mensageiros ou cargueiros. Louise usou o cajado para acertar o primeiro que levou um susto ao vê o inimigo tão próximo, tentou mirar com a arma, porém foi acertado com a madeira no rosto, em seguida a garota desceu com a ponta na sua barriga e pisou em sua cabeça inúmeras vezes. As outras também faziam um estrago. — Procurem câmeras, não podem fazer reconhecimento do nosso rosto. – Abaixou e pegou um celular no bolso da calça. — Peguem os objetos pessoais, documentos, celulares. Tudo! – Ela precisaria daquilo e bastante sorte para rastrear o paradeiro do seu pai. Se ele estava enrascado, a culpa só poderia ser sua.

O carro parou ao lado das feiticeiras, Ella abriu a porta. Ela contou tudo o que tinha visto e mostrou no banco de trás alguns pedaços estranhos de equipamentos.

— Tem uma feiticeira morta do lado de dentro, não podemos deixá-la aqui. – A prole de Hefesto saiu rapidamente de dentro do carro e rapidamente entrou na casa. Retornou minutos depois com uma menina loira nos braços. Ella chorava. — Precisamos deixar esse lugar, logo poderão chegar mais homens. – Louise entrou no carro e se espremeram todas. A filha do ferreiro era a que mais ocupava espaço, mas como dirigia era útil. Ella deu a partida e caminharam pela estranha estrada de terra por algum tempo observarem uma casa velha, a primeira depois de muitos quilômetros. Desceram todas do carro. Camille fez o reconhecimento do lugar e deu um sinal positivo que estava tudo limpo se não fosse uma senhora idosa sentada em frente uma televisão.

Deram a volta pela casa e quando acharam uma parede limpa, Miranda sacou a sua arma e desenhou o cadeado aberto. Banhou com o sangue e abriu um portal para a ilha de Circe. Todas atravessaram, enquanto elas eram recepcionadas por feiticeiras assustadas, Louise foi guiada até a enfermaria. Deitada em uma maca, ela sentiu as grossas lágrimas brotarem novamente.

— Meu pai, Circe. Eles pegaram o meu pai! – Disse para as paredes. No fundo ela desconfiava que a deusa patrona já soubesse, aliás, aquilo poderia ser um motivo para enviar Louise naquela missão, não somente porque ela era líder das feiticeiras.    

Armas Utilizadas:
• Faca Comum [Uma lâmina comum feita de aço comum, seu cabo é simples e parece se encaixar na mão do portador. É extremamente afiada. | Efeitos e Bônus: Nenhum.| Aço. | Não possui espaço para gemas. |Gama| 100%|Lâmina comum.| Nível 1 | Loja do Acampamento.]

• Cajado do Falcão [De aparência comum o cajado parece, caso analisado de forma não exatamente minuciosa, ser feito de madeira, porém é possível encontrar algumas rachaduras – que na realidade são desenhos de runas – e um brilho metálico através das mesmas. | A arma se torna uma pulseira fina com um pequeno pingente de falcão – animal símbolo de Circe -.|  A arma, em sua fabricação divina, foi feita de uma forma que permite a portadora da mesma a ativa-la, a fazendo ter um gasto menor na quantidade de MP (- 30%) durante dois turnos, podendo ser ativada apenas uma vez por missão/mvp/evento etc. Sendo que, ao ativar qualquer das runas existentes no cajado as mesmas irão durar um turno a mais. | Arambarium e Madeira. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Feiticeiras de Circe.]
   

Habilidades Divinas:
Poderes Passivos de Afrodite:
Nome do poder: Beleza Natural
Descrição: Os filhos da deusa do amor são campistas naturalmente bonitos e charmosos. A beleza supera a de qualquer outro semideus no acampamento, sendo algo beirando ao sobrenatural. É simplesmente indescritível. Isso faz com que inimigos e aliados acabem se distraindo por sua beleza perturbadora, ou encantados pela mesma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode deixar o inimigo atordoado durante o primeiro turno, evitando atacar logo de cara, ou se atacar (poderes que exijam miras, ou armas com a mesma característica), irão errar o alvo. Não acertarão o filho de Afrodite/Vênus, pois, de primeira, o inimigo não saberá porque não nutre o desejo de ataca-lo.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Fluência em Frances
Descrição: Não importa se você nunca teve contato com o idioma, mas por ser a língua do amor, você pode fala-lo fluentemente, lê-lo e escrevê-lo com perfeição, como se esta fosse sua língua materna.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano:Nenhum

Nome do poder: Eterna Boa Forma
Descrição: A boa forma que você possui não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. Isso permite que você ganhe certa facilidade em se esquivar, ou defender em ataques diretos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de defesa, esquiva e agilidade.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Verdades Ocultas
Descrição: É difícil mentir para quem se ama, assim como é difícil de mentir para o filho de Afrodite/Vênus, que está ligado diretamente a esse sentimento. Assim sendo, quando alguém tentar mentir para o filho de Afrodite/Vênus, a pessoa se sentira tão incomodada, a ponto de acabar não conseguindo continuar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O narrador pode fazer a pessoa que mentiu gaguejar, hesitar, piscar ou algo semelhante, denunciando a mentira.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Enganador Inocente
Descrição: Você pode fingir ser um fraco ou aparentar ser inocente, de um modo belo e intrigante, fazendo o adversário pensar que você não é alvo dele e fazendo-o também sentir-se culpado caso te machuque.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Faz o inimigo ficar confuso por dois turnos, evitando atacar, mas desconfiando, ainda poderá se defender.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Equilíbrio Emocional
Descrição: Você consegue controlar seus próprios sentimentos e emoções. Deixando-os equilibrados, o que em batalha, pode ser um trunfo bastante vantajoso, pois, não se deixará levar por truques referentes a sentimentos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a paixão, amor, sentimentos, e sedução. Ou qualquer arte semelhança, tem um dano 30% menor sobre o seu personagem.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Pericia com Adagas IV
Descrição: O semideus evoluiu conforme o esperado, ataca e se defende com a lamina com uma maestria impressionante. Seu manejo melhorou, e agora sua mira com a arma está mais letal em suas mãos, também consegue acertar pontos críticos, tornando seus ataques precisos e perfeitos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manejo de Adagas.
Dano: +30% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.

Nome do poder: Sedutor Nato
Descrição: Você não é mais apenas belo, mas também possui um quê de sedução que atrai qualquer um. A beleza erótica e sensual pode distrair o adversário durante a batalha, deixa-o abobalhado e incapaz de lutar tão bem quanto lutaria normalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante 3 turnos o oponente do filho de Afrodite/Vênus ficara confuso, e ataques que necessitem de mira -seja soco, chute, poder ativo, ou armamentos – errarão o alvo. Podem acertar, mas, por exemplo, se o oponente tentou acertar o ombro do filho de Afrodite/Vênus, pode acabar golpeando o ar, sem saber porque está fazendo isso, se tentou o pescoço, pode acertar o braço.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Elasticidade Natural III
Descrição: A elasticidade de tais semideuses atinge seu ápice, sendo tão perfeitos quanto dançarinos profissionais. Seus movimentos são bem pensados e precisos, assim como os músculos parecem responder ao mínimo comando. É quase impossível para um guerreiro mediano e iniciante acertá-los.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 50% em esquiva e flexibilidade
Dano: Nenhum

Nome do poder: Perfume
Descrição: O semideus possui um perfume natural, que exala de seu corpo, e atrai o oponente. Esse perfume não é algo que controle, já nasce com ele, e faz com que o inimigo se sinta atraído, pois, produz uma endorfina diferente, que terá o cheiro daquilo que mais lhe agrada no mundo, o deixando levemente confuso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Deixa o oponente levemente tonto de prazer, se sentindo atraído por seu personagem, mas sem saber explicar o porquê.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Incentivo
Descrição: As palavras das prole de Afrodite/Vênus, independente da animação do mesmo, podem motivar semideuses a continuarem lutando, mesmo cansados, por exemplo. É apenas um poder de incentivo, não irá manipular ninguém. Apenas crescer as esperanças dos aliados do filho de Afrodite/Vênus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 15% de motivação p/ aliados.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Voz Melodiosa
Descrição: Sua voz tem uma melodia que agrada aos ouvidos das outras pessoas. Nem todos escutam a sua voz com o mesmo timbre, será de acordo com aquilo que mais agrada ao ouvinte. Isso facilitará persuasão com pessoas do sexo oposto drasticamente, e com do mesmo sexo influenciará um pouco.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O poder ativo “charme” do filho de Afrodite/Vênus, ao ser combinado com essa passiva ganha um bônus de força de 20%, podendo causar um estrago ainda maior.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Perfeccionista
Descrição: Não é apenas beleza, mas também perfeição. Você tende a ser perfeccionista, mas não apenas com você e sua aparência, mas em tudo o que faz. Isso significa que sempre será exigente consigo mesmo, se esforçando para sempre melhorar. Isso será recompensado em seus golpes, que serão praticamente perfeitos com a arma que você adotar, e o dano será consideravelmente maior para seu inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ataques com uma arma de sua escolha ganham um bônus de força de +20% durante 3 turnos.
Dano: +10% de dano se o oponente for atingido pela arma do semideus.
Poderes Ativos de Afrodite:
Nome do poder: Charme III
Descrição: Você sempre soube que poderia conquistar a perfeição, e que era um dominador nato, com um charme natural. Agora já consegue fazer as pessoas fazerem exatamente aquilo que você quiser, podendo engana-los com mais facilidade, pode fazer amigos se voltarem contra amigos e inimigos contra inimigos, sabendo usar as palavras, qualquer um entra no seu jogo.
Gasto de Mp: 40 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano:Nenhum
Extra: Dura no máximo 3 turnos, depois as pessoas começam a ficar sem entender o porquê de estarem fazendo aquilo. Já consegue confundir qualquer um, independentemente do nível.
Poderes Passivos de Circe:
Nome do poder: Pericia com Cajados e Varinhas III
Descrição: Agora a feiticeira se tornou uma ótima combatente, podendo usar a arma em rituais, lutas, e lançamentos de feitiços com uma precisão impressionante, em combate, se torna sua arma ideal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 75% de assertividade ao lutar com essa arma. O semideus pode usar o cajado para executar os feitiços e reduzir o gasto de MP pela metade, assim sendo, um feitiço que gasta 30 MP gastaria apenas 15 com a empunhadura dessa arma.
Dano: +15% de dano se for acertado por feitiços ou pela arma do semideus.

Nome do poder: Pericia com Adagas III
Descrição: O semideus ataca e se defende com adagas com perfeição, essa arma se encaixa em suas mãos com uma precisão impressionante, e o deixa se sentindo completamente confortável.. Além de atacar e se defender, agora consegue causar danos consideráveis ao acertar pontos estratégicos no corpo do oponente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +65% de assertividade no manuseio da arma.
Dano: +25% de dano se a arma do semideus atingir o oponente.

Nome do poder: Feiticeira III
Descrição: Você está ficando cada dia mais forte, Circe está orgulhosa de você. Sua personagem dominou a arte da feitiçaria conforme o esperado, tornando seus feitiços experientes, fortes e controláveis. Você dominou sua magia por completo.
Gasto de Mp:
Gasto de Hp:
Bônus: +20% de força em feitiços (poderes ativos).
Dano: +15% de dano se o feitiço acertar o oponente.

Nome do poder: Atração pelo mistério
Descrição: As feiticeiras de Circe são naturalmente misteriosas, atraentes e discretas. Isso faz com que outros semideuses se sintam curiosos em relação a elas, atraídos pela aura de mistério que lhes rodeiam, querendo chegar mais perto e descobrir mais. Isso faz com as feiticeiras consigam enganar os inimigos, ou encanta-los, podendo faze-los acreditar em coisas que não são reais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Feitiços e poderes relacionados a ilusão e charme ganham bônus de força de +10%.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Identificação magica
Descrição: Como seguidoras de Circe, as feiticeiras são dotadas de um saber natural sobre todas as formas de magia e suas ramificações, identificando-as com facilidade. Assim como poções e afins. Sendo necessário ressaltar que a magia é neutra, no entanto, o mago/bruxo é que define o seu caráter (bom, ruim etc), logo será impossível para uma feiticeira identificar o teor (magia negra etc). Identificando apenas o gênero da magia, como wicca etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Persuasão
Descrição: Circe é uma Deusa bastante persuasiva e manipuladora, suas palavras soam como veludo e são capazes de enevoar os sentidos até mesmo da mais inteligente das criaturas. E, como seguidoras de tal Deusa, as feiticeiras são dotadas de palavras persuasivas, no entanto não no mesmo nível que Circe. Conseguindo, por exemplo, que peguem um copo d'água ou, em meio a uma batalha, seus aliados sejam mais estimulados a lutar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Charme natural
Descrição: Ao se afiliarem a tal Deusa, tais mulheres passam a possuir determinado charme e brilho natural, sendo todas bastante bonitas e atraentes mesmo desarrumadas e após longas batalhas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Repulsa natural
Descrição: Como feiticeiras de Circe, as mulheres que se afiliam a tal divindade, desenvolve uma repulsa ou determinada resistência a homens, passando a possuir mais determinação e força ao lutarem contra um.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força ao lutar contra homens.
Dano: +5% de dano ao lutar contra homens.
Poderes Ativos de Circe:
Nome do poder: Telecinese II
Descrição: Seu dom começa a desenvolver-se melhor e seu personagem já tem mais controle sobre ele, agora é capaz de levantar objetos mais pesados como armas de bronze e ferro, mesas e cadeiras e até mesmo animais menores e o corpo de uma criança.
Gasto de Mp: 25 MP por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O dano é contabilizado de acordo com o uso da telecinese, pois pode ser uma habilidade ofensiva ou defensiva.

Nome do poder: Circulo Protetor
Descrição: A semideusa consegue invocar uma espécie de areia preta, e jogar ao redor do próprio corpo, formando um círculo ao seu redor, então ativa a habilidade. Ao redor da feiticeira um círculo de energia invisível se forma, a protegendo de ataques físicos durante dois turnos. Nada entra nesse campo de proteção, mas ao desejo dela, ou comando, alguma coisa pode sair. Ou seja, ela ainda será capaz de atacar.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Só aguenta dois turnos, depois, a barreira se rompe.

Nome do poder: Portais II
Descrição: Agora a feiticeira já consegue abrir fendas de portais, e passagens para o Monte Olimpo e o reino inferior, mas não possui permissão para transitar por esses reinos. A abertura de portais pode faze-la viajar de forma confortável, e segura – sem se perder entre a abertura das fendas dimensionais criadas por ela – mas, não garante sua segurança em outros reinos.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Marca Veloz
Descrição: A feiticeira de Circe consegue marcar pequenas armas, como facas, adagas pequenas, kunais e outras coisas, com uma tatuagem negra – semelhante a uma estrela invertida – que lhe permite “viajar” entre suas armas em campo. Ou seja, a feiticeira ao marcar suas armas, poderá lança-las em alguma direção, então conjura a magia, podendo se mover – desaparecer, e reaparecer no lugar para a onde a arma foi lançada – em uma velocidade surpreendente.
Gasto de Mp: 40 MP por arma marcada.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nome do poder: Marcas e Tatuagens IV
Descrição: A semideusa – na posse de um cajado, ou de uma varinha – consegue marcar a pele com uma pequena tatuagem em forma de tênis alado. Ao marcar a pele com esse desenho, a semideusa dobra sua velocidade durante dois turnos, ganhando mais brechas para atacar e se defender.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Dura dois turnos, nesses turnos, a velocidade da semideusa será 50% maior.
     

Obs: Lembrando que por ter sido utilizando o cajado para realizar os feitiços, o gasto de MP é subtraído.

Habilidades Extras:
Nome: Pontos Críticos
Descrição: Ao participar da aula de combate corporal, o semideus aprendeu quais pontos do corpo humano provocam mais danos. Estes locais são chamados de diversas formas, como pontos críticos, pontos de pressão ou pontos de impacto. Ao aplicar um golpe nas áreas como: traqueia, queixo, têmpora, testículos, costela flutuante, diafragma, lateral do nariz, clavícula, parte interna da coxa e a parte interna da junta do cotovelo; o semideus poderá aumentar as chances de crítico e seu dano.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% de acertar os pontos mencionados acima, graças ao treinamento; +40% de dano somados ao dano crítico.
Extra: Funciona principalmente em formas humanoides.

Nome: Krav Maga - Defesa Pessoal
Descrição: O krav maga é um sistema de combate corpo-a-corpo desenvolvido em Israel que se baseia em uma abordagem que não necessita de equipamentos ou armas. Graças ao comparecimento na aula e o árduo treinamento, este personagem consegue usar de técnicas para defender-se e escapar de situações complicadas, tais como enforcamentos, agarrões, socos diretos, abordagens com facas e armas de fogo como pistola e revolveres.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Maiores chances de escapar de situações em que se possa aplicar a defesa pessoal; +30% de esquiva, equilíbrio e agilidade.
Extra: Nenhum

Nome: Prática de Asanas
Descrição: O corpo é tão jovem quanto flexível. Exercícios de yoga enfatizam a saúde da coluna vertebral, a sua força, equilíbrio e flexibilidade. A prática dos Asanas (exercícios de Yoga) aumenta esses três atributos do semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio e flexibilidade.
Extra: + 10% em Força.

Nome da Habilidade: Perícia com facas e adagas II
Descrição: Uma habilidade primordial para se entender bem como usar essas armas leves e afiadas, melhorando uma habilidade nata ou dando uma habilidade por prática para quem não tem intimidade com tais.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Extra: +30% de assertividade ao usar qualquer uma das armas citadas nesta habilidade.
Dano: +15% de dano ao realizar golpes com fazendo uso de uma das armas.

FPA:

Observações Extras:

* Foi utilizado duas NPCs já comuns em minhas missões.
* A colaboração de Ella Grace Harris. A sua postagem virá abaixo.
* Utilizando meu último duplicador de XP. Por favor, retirar da minha mochila após o uso.

Pack:
Tubo Pack especial: (Em uma postagem de sua escolha – valido para qualquer missão, evento, mvp, pvp, e afins – o semideus terá a xp duplicada pelo avaliador, lembrando que é necessário colocar esse prêmio em spoiler caso deseje que sua xp seja duplicada. Não tem prazo, mas só poderá ser usado duas vezes). Situação: Cheio 0/2, não foi utilizado.


                   






Última edição por Louise S. Mitchell em Qui Ago 30, 2018 8:42 pm, editado 1 vez(es)


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Louise S. Mitchell
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Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Ella Grace Harris em Qui Ago 30, 2018 8:24 pm


Sou Ella Croft
Being Angeline Jolie



A bolsa estava toda arrumada, parecia que eu estava indo embora do acampamento e não saindo de férias. Eu tinha separado o básico, armas, roupas e maquiagens. Em uma outra mochila estava algumas comidas para serem devoradas durante a viagem e um porta retrato do Zack Efron. — Eu não estou indo de vez. Vou apenas visitar minha família mortal. – Respondi a duas irmãs minhas. — Na minha ausência, tratem de evitar contato com homens e se fizerem, usem camisinha. — Olhei ao meu redor para repensar se eu tinha esquecido algo. — E saiam mais dessa forja. O mundo não é só maquinas. – Peguei minhas duas malas e deixou o chalé.

Não precisei andar muito para encontrar Quíron papeando com um campista de Hermes.

— Eu estou indo. – Anunciei só para no caso do centauro ter mudado de idéia. — Eu vou voltar semana que vem. Mando uma mensagem quando eu chegar lá, além disso, vou criar algo para espantar o meu cheiro de semideusa. Só não prometo nada sobre o meu odor de mocinha encantadora. – Pisquei minhas pestanas e o olhar sério do organizador de eventos do acampamento me fez murchar. Ele não tinha senso de humor. — Então... é isso. – Comecei a me afastar.

O carro de Argus estava do outro lado da fronteira. Ele me levaria até a cidade e de lá eu pegaria um ônibus para o centro de Nova Iorque. Tudo estava esquematizado, exceto a minha volta. Uma antiga Ella entrou naquele acampamento certa vez, agora uma nova deixava. Eu estava mais experiente, decidida e redondinha também, as refeições extras estavam me fazendo bem.

Joguei as malas atrás do carro e entrei no banco do carona. Era a primeira vez que Argus ficava sozinho comigo, ele tinha tantos olhos. Escondo o decote do meu peito, não queria um assédio sexual.

A viagem durou uma hora e meia, os dois em silêncio. Minha mão agora começava a suar de nervosismo. Era estranho pensar em voltar para a sua casa após conhecer um mundo fantasioso como aquele. Peguei o meu telefone e disquei o numero da minha casa. Chamou algumas vezes e logo caiu na secretária eletrônica. Mamãe deveria está bebendo com as amigas como sempre, mas quem estava cuidado dos meus irmãos? Deixei a preocupação de lado assim que os limites da cidade puderam ser vistos. As primeiras lojas, os humanos caminhando despreocupadamente. O mundo poderia acabar e eles ainda seriam calmos daquele jeito.

— Aqui está bom. – Disse eu descendo do carro. Pensei em dar dois beijinhos no rosto do meu motorista, mas ele era estranho demais e, além disso, não tinha um espaço livre de olhos. Beijar remela não era a minha praia. — Eu entro em contato com meus irmãos, mas eu consigo voltar sozinha para o acampamento sozinha. – Deixei o “eu acho” oculto. Peguei minhas malas e parti para a cabine de passagens. — Uma passagem para o Brooklyn. – Observei o funcionário e sua boquinha de peixinho. Estiquei a ponta dos pés para ver se eu conseguia ver além, mas fui pega no flagra e precisei disfarçar. — Aquecendo para o ballet. – Entreguei o dinheiro e sorri. — A passagem vem com o seu numero de telefone?

Entrei frustrada no ônibus, como alguém com aquele porte, olhos e boquinha poderia ser casado? Por fim, como sou assanhada e não destruidora de casamentos desisti na mesma hora e enamorei-o apenas pelo vidro. Ele poderia não saber, mas um dia faria um filho em mim. Ou tentaria, tanto faz. O motorista deu a partida.



O bairro estava da mesma forma como eu me lembrava. Desci do ônibus e logo fui envolvida pelo cheiro da marola.

— Lar, doce lar! – Respirei fundo o odor da maconha. Na esquina estavam alguns pivetes, garotos que entregavam as “coisas” para os brancos. Eu tinha até me esquecido das minhas origens. Ao me ver, um deles me reconheceu e eu o reconheci também. Era horrível ser fácil no bairro em que se mora, a cada esquina se encontra alguém que já esteve entre suas pernas. E no Brooklyn tinha muita gente. — Não estou com tempo, cara! – Estiquei a mão ao ver o seu sorriso. — Me esquece, você partiu o meu coração. – Segui para o apartamento da minha família ouvindo os garotos ainda rindo e tirando sarro. Ao chegar no apartamento consegui ver tudo vazio, como se ninguém morasse ali por muito tempo. — Mas... que porra. – Joguei as malas e fiquei olhando, nenhum quadro para provar que ali já foi o lar dos Grace.

Coloquei meu machado nas costas aproveitando que mortais não veriam e fui confrontar os projetos de bandidos americanos.

— Vem, cá! – Fui logo me aproximando. Coloquei os peitos na cara do meu ex. — Cadê minha mãe e meus irmãos? Está tudo vazio. Foram despejados? – Indaguei. Poderia ser problema de dinheiro, nunca escondi que vim de um lugar pobre e de poucas oportunidades.

— E aew, gatinha, continua com as mesmas curvas. – Disse Jason.

— Não estou com tempo para ser cutucada por um graveto. Sabe da minha família? – Perguntei incerta. Um deles colocou a mão na cintura, provavelmente armado. Se eles soubessem o que eu poderia fazer com o meu machadinho, eles nem pensariam naquilo.

— Eles se mudaram faz três semanas, pegaram o carro e partiram.  Sua mãe arrumou um namorado novo, pelo menos parecia que era. Cara arrumadão, carrão, parecia até da polícia. – Jason completou. Fiquei pasma. Minha mãe não se envolveria com alguém da polícia, não com o Maicon enfrentando problemas para não meter o nariz nos pó da vida. Ou será que tinha acontecido algo pior? Não respondi mais nada, fui dirigindo minhas malas até o outro lado da rua, a central de comércios do bairro. Ela trabalhava em uma loja, a dona poderia ter notícias melhores.

Ao entrar percebo uma sensação completamente estranha, como se eu estivesse sendo seguida. Olho para trás e não vejo ninguém. A dona da loja era uma antiga amiga da família, eu a chamava de tia e tudo. Todos diziam que a gente se parecia muito, era como se fôssemos da mesma família.

— Oi tia Nalla. – Digo abrindo um sorriso. Ela deixou o balcão parecendo que via um fantasma. — Sabe da minha mãe? Está tudo vazio lá no apartamento, ela se mudou? – Me aproximei e estiquei os pés no balcão para o chão. Jogada estava duas garotas vestindo manto, iguais aos que Louise trajava. — Puta Merda! – Protestei antes de algo picar o meu pescoço. Um homem trajando bermudas e um óculo escuro estava bem atrás de mim, ele tinha uma seringa na mão. Virei o braço e acertei um soco direto na sua cara, ele caiu levando manequins de roupas com ele. Minha vista apagou e voltou. Olhei para tia Nalla com os olhos lacrimejando. — Por quê? – Indaguei antes de cair feito um elefante no chão.


A primeira coisa que senti quando acordei foi fome, a segunda foi cheiro de sangue e por fim um grito tão agudo feminino que fez me arrastar pelo chão em busca de proteção. Eu estava em um quarto fechado, ao meu lado uma garota parecia desacordada.

— Ela acordou. – Ouvi uma voz de homem. A porta logo em seguida se abriu, passei a mão atrás para ver o meu machado, mas ele tinha desaparecido. — Vai interrogar a gorda agora? – Perguntou ele. O baixinho careca e barrigudo estava me chamando de gorda, tinha começado de um jeito errado. Juntei forças para falar, mas nada saiu. Eu estava sobre o efeito de alguma coisa. — Essa aqui parecia um elefante, usei uma seringa inteira. – Guardei aquelas palavras, me vingaria. Onde eu estava? O quarto foi invadido por mais três homens, todos com um olhar assustador. Tentei me colocar de pé, bateria em todos os eles e enviaria as suas almas para o inferno. Ninguém mexe com Ella Grace e sai com todos os ossos intactos.

Minhas pernas fraquejaram e logo tombei no chão novamente.

— Está pensando em lutar aberração? – Recebo dois chutes na barriga, arfo de dor e me encolho em proteção. — Nós vamos ganhar muito dinheiro em cima de vocês. – Chutou-me novamente. — Pode levar. – Fui segura por dois braços fortes e então arrastada pelo chão como se eu fosse um saco de ração. Naquela altura tudo em mim tremia, eu morreria. Passei por um corredor onde consegui ver três portas, na penúltima um cozinha mal instalada. Me puxaram para a última e me jogaram na cama. Fechei a perna por instinto.

— Vocês não querem fazer isso. – Sussurrei. Concentrei-me no chão e tentei invocar pregos sobre os pés do primeiro. Nada ocorreu. Levei um soco nos lábios que temi ter perdido alguns dentes, sentia um gosto metálico. — Pessoa errada! – Levei um soco contrário tanto forte que minha vista apagou e voltou novamente. Agora eu estava sentada em uma cadeira, amarrada. Na minha frente um homem, uma mesa com alguns objetos.

— É o seguinte, nós queremos saber onde vocês se escondem, semideuses.  – Sinto um aperto no coração. Eles sabiam de mim e dos outros. Um estalo em minha cabeça me fez unir os pontos. Eu tinha sido capturada pela seita. Mas, Louise e os outros não tinha derrubado a base principal? Como? O cara segurou uma agulha na mão e então sorriu maliciosamente. — Sabe, na segunda guerra mundial esse pequeno objeto era usado por debaixo das unhas para cutucar. Nunca experimentei, mas dizem que dói tanto. – Ele se aproximou de mim. — Onde fica a base de organização de vocês? – Ele passou a ponta pelo meu rosto, cortando levemente.

Minha respiração subia e descia. Meu rosto logo se inundou de lágrimas. Senti quando o mesmo segurou o meu dedo indicador e então algo pontudo penetrou levemente. Gritei! Soltei um grito tão desesperado que me desequilibrei da cadeira e cai.

— Por favor, não. Por favor! – Implorei. — Eu não sei de nada, juro!

— Ninguém nunca sabe. – Ele enfiou a agulha mais a fundo. Eu nunca tinha sentido uma dor como aquela. Tentei me mexer, mas estava completamente amarrada até os pés. — Talvez essa agulha te faça lembrar. – Tremi por dentro, não entregaria o acampamento, mas não agüentaria muito. Sinto a agulha entrar em outra unha, grito e dessa vez perco a consciência.

Volto a mim ainda amarrada.

— Ela acordou. – Um deles comemorou. Agora tinha três caras no mesmo quarto. Olho assustada. — Pega a nossa amiguinha ali. – Ele apontou para um objeto estranho. — Sabe o que é isso? Se coloca o dedo de alguém ali no centro e torce como se fosse um pano. Dói muito também. – Tentei me afastar.

— Não, não, não! – Grito chorando. Sinto um novo punho vindo no meu rosto, perco a consciência.

Quando acordei estava deitada no quarto anterior, duas garotas estavam comigo. Elas choravam.

— Onde nós estamos? – Perguntei mesmo sabendo a resposta.

— A seita, fomos pegas. – Disse uma delas entre soluço. — Circe vai nos enviar ajuda, ela tem que enviar. – Ella tremeu novamente. Se Circe enviasse ajuda seria em uma missão, e isso incluiria Louise a líder das feiticeiras. A prole de Hefesto não queria a amiga envolvida naquilo, ela já tinha passado por aquilo antes, sofreria muito.

Não soube quanto tempo passou, apenas que tudo se tornou quieto. Não havia janela, portanto não sabia se era dia ou noite. As vozes estavam quietas, ela aproveitou para tentar arrombar a porta, mas não tinha poderes. Poucos antes da ação começar de verdade, alguém arremessou um prato de pão duro e uma garrafa de água. Agarrei a comida e devoreu, esquecendo que tinha duas companheiras na “cela”.

— Me desculpem! – Percebi logo depois, mas elas pareciam aflitas demais para comerem. Tudo ficou em silêncio novamente, até que um grito ecoou por todo o lugar. E não era apenas alguém desconhecido, eram os homens também. Entre eles parecia que algo tinha acontecido de errado.

— Não era para matá-la. – Gritou uma voz masculina. — Nos encomendaram ela viva. Cada uma dessas aberrações nos custa dinheiro. Agora é uma a menos. Vocês... – A voz se calou. — a estupraram? – Aquela frase me encheu de pavor. E não somente a mim, as duas feiticeiras ao meu lado se agarraram e choraram baixinho de soluçar. Abracei meus joelhos cheinhos e perdi o controle das minhas emoções. Não havia esperança para mim. Durante um tempo me desfalecendo em lágrimas acabei pegando no sono.

Um barulho na porta sendo destrancada me encheu de pavor. Alguém foi arremessado por o interior, no início pensei que fosse um homem, mas o olhar das feiticeiras presentes me fizeram olhar melhor. Em posição fetal e com o rosto encoberto por cabelos castanhos, estava Louise.

— Louise? – Gritei colocando a sua cabeça sobre minhas pernas, mas ela não me respondeu, estava dopada. O olhar das garotas eram mesclados entre medo e esperança. A sua líder estava ali, mas não da forma como esperavam. De tempos em tempos alguém entrava para ver se a filha de Afrodite tinha acordado. Fiquei na esperança, gostaria de vê-la bem, mas não torcia para que ela despertasse, eu sabia o que aconteceria com ela. Ou talvez até pior. Me deixei esperar e quando a semideusa abriu os olhos lentamente, engatinhei ao seu encontro e coloquei o dedo nos lábios.  — Shiu, não fala nada. – Sussurrei. — Eles estão te esperando acordar. – Ela olhou para o lado e viu as companheiras, uma delas caída no chão. — Ela não está morta, apenas fraca demais.

Eu não tinha muitas informações, mas o que eu sabia era primordial para fazer a garota entender, além disso, ela não poderia ter vindo sozinha.

— A seita! – Disse amedrontada. — Eles nos capturaram, vão nos vender ou algo parecido. – Minhas lágrimas voltaram a escorrer e tive que me calar para não começar a soluçar. Era a primeira vez que eu entrava em pânico na minha vida. Sempre tive controle de tudo, nunca me permiti ser pega em nenhuma situação no qual eu não pudesse me sobressair sozinha. A garota grande de Hefesto que não liga para o seu corpo gordo, que tem desejos como qualquer outra e que deseja os rapazes com a mesma veracidade que outra menina modelo faria. Agora, eu estava encurralada e com bastante medo daqueles homens. — Estamos aprisionadas em uma casa, eles nos chamam, assustam, torturam... – Mostrei minhas unhas machucadas. — E então quando não descobrem o que querem nos matam ou vendem. – Vi o medo nos olhos da feiticeira, ela estava revivendo algo do passado. E eu sentia tanto ter que presenciar aquilo. Eu protegeria Louise com a minha vida se fosse possível.

Quando a porta se abriu novamente, tentei bloquear a garota dos homens, mas fui empurrada e debilitada cai no chão feio uma jaca estragada. O primeiro golpe na menina me encheu de ódio e coragem, mas eu não poderia fazer muita coisa. Quando a porta se fechou, corri até ela e arranhei a madeira.

— Larga ela! Larga ela! – Gritei. — Não a machuquem. Louise!

Demorou um pouco para que os barulhos de tortura começassem, pelo menos era assim que eu imaginava. Ouvi algo captado pelos meus ouvidos, uma voz imaterial. Logo em seguida um grito e então pedido de reforços. Era os rádios comunicadores. Meus poderes estavam voltando, mas como? As feiticeiras ao meu lado se levantaram.

— Chegou o nosso resgate. Sinto cheiro de magia no ar e está acima de nós. – Olhei para o teto e realmente parecia que alguém caminhava pelas telhas. — Nossa sacerdotisa não veio sozinha. – O teto então se abriu sem anunciar nenhum barulho e uma garota pulou para o interior. Ela vestia o manto das seguidoras de Circe. Sorri loucamente, porém logo em seguida me fechei novamente.

— Louise está lá. Ela foi levada, vão matá-la. – Anunciei.

— Consegue andar, garota? – Perguntou a invasora. Balancei a cabeça que si. Me aproximei da porta e então os tiros começaram. Eu cresci em um bairro perigoso, tiro eu estava acostumada a ouvir no café da manhã, almoço e jantar, mas daquela vez parecia diferente, eu estava envolvida. Me concentrei na maçaneta da porta, eu sabia que poderia fazer aquilo e me conectei com o metal da fechadura e então o rodei mentalmente. A porta se abriu. Olhei para a cozinha e fui recebida com dois disparos.

— É tiro! – Eu disse o óbvio. — Estão armados. – Controlei minhas pernas que começaram a tremer. Vi quando algo metálico passou voando e logo depois um grito masculino. Estufei o peito e corri e então me joguei em cima do primeiro bem no momento que ele mirava para Louise. Poucos homens conseguiam me agüentar, abusei do meu peso para mantê-lo abaixo de mim e em seguida enfiei meu dedo dentro do seu olho. — Viado! – Dei dois tapas no seu rosto e estava pronta para desacordá-lo quando a morena me despertou do meu anseio por sangue.

Ela perguntava algo incoerente para mim, aproveitei para ir ao quarto de tortura. Meu coração gelou ao ver o corpo estirado e amarrado da feiticeira morta. A visão era ainda pior e o cheiro de sangue também. Olhei ao redor e vi o meu machado estirado como se fosse um nada no canto. Eles não eram cuidadosos com os objetos dos outros, peguei e dei uma última olhada. Não tinha sinais de câmera e nem computadores, meus poderes pareciam ter sumido novamente.

Ao chegar no corredor solto um grito novamente e tampo meus lábios feridos. Louise estava torturando o mercenário e não se aparentava nada com a filha de Afrodite que eu conhecia. Ela estava fria, espumava ódio e seus olhos faiscavam. Algo rolou pela porta de entrada e saída e então uma cortina de fumaça surgiu. Não pensei em nada, coloquei o machado na frente do peito e corri para a saída. No trajeto senti um corpo, dois, três e fui levando comigo feito uma avalanche. Nem eu sabia que tinha uma força daquelas, cai do outro lado e rolei pelo chão. Segurei a primeira feiticeira pelo braço mais próxima e corri com ela, bem no momento que os tiros recomeçaram.

Atrás de um carro velho e sem porta, fiquei encostada torcendo para que ninguém me visse. Pelo vidro vi Louise e duas outras garotas enfrentando os tiros sem serem atingidas. Feiticeiras me assustavam. Me arrastei para dentro do carro, tinha que arrumar um jeito de tirar a gente dali. Procurei a chave e não encontrei, talvez ele nem funcionasse mais.

— Por favor, funciona! – Supliquei. — Por favor, preciso que você ande, vamos. – Nada aconteceu. Bati com as mãos no volante. — Anda logo, cacete. Eu estou machucada e com fome, se eu não sair daqui vou comer você com fio, gasolina e tudo. – O carro tremeu embaixo de mim e então o motor deu sinal de vida. — Bom garoto! Entrem. – Dei o sinal para as outras feiticeiras e então quando estavam todas nós três dentro, faço algo improvável. Piso no acelerador e vou para cima dos homens que atacavam Louise e suas companheiras. Fui o mais rápido que pude para evitar ser atingidas pelo tiro. Elas estavam dando uma surra nos caras e pior, matando todos. — Entrem no carro, piranhas! – Gritei. Ouço a pergunta de Louise. — Não tem câmera e nem computador, só os celulares e esses equipamentos aqui atrás. – Apontei o dedo. — Entrem logo pelo amor de Britney Spears.

Elas se apertaram com armas e feridas.

— Eu vou pegar. – Eu disse ao ouvir sobre a feiticeira morta. Sai do carro correndo feio louca, em toda a missão sempre é divertido colocar a gorda para correr. Entrei na casa e tropecei logo em um defunto na porta, ignoro um grito de horror e vou até a feiticeira. Puxo os seus braços sem cuidado, ela já estava morta mesmo. Engulo um sentimento de medo repentino novamente, era a primeira vez que eu pegava em um cadáver e ele era tão... gelado. Coloco a feiticeira nos ombros e aproveitando da minha força, corro para o carro. Abro a porta malas e jogo ela ali, com cuidado dessa vez porque eu estava sendo observada por Louise e as feiticeiras. — Boa menina! – Fecho o porta mala.  — Já volto!

Entro novamente na casa, dessa vez indo para a cozinha e procuro o botijão de gás. Puxo a borracha e deixo o gás escapar. Vou até o outro quarto e pego o colchão. Pego um isqueiro em cima da mesa e acendo o colchão no outro cômodo. Quando o gás chegasse ali, tudo explodiria e só então volto correndo para o carro.

— Nada! – Respondo inocentemente. Dou partida e então pego a estrada de poeira e vazia. Estávamos no fim do mundo. — Só não entendi porque não abriu um portal ali.

— Não podemos entregar nossas habilidades. – Respondeu Louise. — Se alguém visse nossas runas poderia unir a um grupo de feiticeiras e também saber o que podemos fazer. Com esse inimigo todo cuidado é pouco.

— Hum! – Respondi. Eu deveria contar que tinha provavelmente explodido a casa? Acho que ela não ficaria contente, todo trabalho a toa. Me calo e estaciono o carro atrás da primeira construção que vejo após um longo tempo dirigindo.  Descemos e então em uma parede vazia, uma das feiticeiras desenha algo e abre um portal. Eu iria pela primeira vez visitar a ilha de Circe.

Assim que atravessamos o portal, vejo um grupo de garotas vindo ao nosso encontro. Eu nem sabia que tinham tantas. Sou encaminhada para um lado diferente, onde uma garota pequena e gentil despeja um poção nas minhas unhas machucadas.

— Isso é bom. – Sussurro. — Tem comida? Estou faminta.        
       

Armas:
• Mordor [Um machado de guerra com cerca de setenta centímetros de cumprimento, mais pesado do que um machado comum e com as duas extremidade afiadas. É necessário usar as duas mãos para melhorar o manejo da arma. | Efeito 1: O machado possui veneno em sua lâmina que, ao entrar em contato (através do corte) com o oponente irá paralisar o local atingido (como a mão, o antebraço etc), durando até dois turnos, sendo que, ao ser atingido mais do que duas vezes pelo veneno durante uma batalha o semideus/monstro atingido ficara imune a ele temporariamente. | Efeito 2: O machado pode diminuir, assim como aumentar caso seja o desejo do seu portador, podendo ser encaixado em pulseiras, colares etc. | Ouro imperial. | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status 100%, sem danos. | Mágica. | Arsenal do acampamento]

Habilidades Divinas:
Habilidades Passivas de Hefesto:
Nome do poder: Tecnopatia
Descrição: É a capacidade de se comunicar e entender qualquer tipo de mecanismo, ou seja, filhos de Hefesto/Vulcano, podem se comunicar e entender as maquinas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Pensamentos Velozes
Descrição: Os filhos de Hefesto/Vulcano possuem uma capacidade de analisarem rapidamente a situação em que se encontram e criarem uma estratégia param se safarem dela.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ganham um turno para conseguirem agilizar mecanismos e armadilhas, e assim, criarem algo para ganhar vantagem perante a batalha.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Receptor de Frequência
Descrição: Consegue interceptar ondas transmissoras, por exemplo, de celulares, rádios ou comunicadores. Isto permite bloquear comunicações ou mudar as rotas das ondas para que sejam transmitidas em outros lugares que não os intencionados. Tal capacidade também pode ser usada para que os filhos de Hefesto não sejam rastreados por monstros quando tentarem realizar ligações ou usar a internet.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Respiração forte
Descrição: Você se acostumou com fuligem e ar carregado. Ar rarefeito e toxinas que agem por meio respiratório já não lhe afetam como a maioria, bem como lugares fechados e variação de pressão – Hefesto/Vulcano vive dentro de um vulcão, e como filho dele você tem a mesma resistência.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Consegue respirar normalmente em lugares carregados, e não ficam tão cansados durante a batalha. Poderes relacionados a respiração, ar, e asfixia são 50% menos efetivos contra você.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Geek
Descrição: Sua familiaridade com máquinas o torna apto a usar qualquer tipo de tecnologia e aprimorá-la, futuramente, em seus projetos. Além disso, não atrai monstros ao utilizar aparelhos mecânicos/ tecnológicos, como celulares e afins.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Força II
Descrição: Você ficou ainda mais forte, conforme cresce, se desenvolve, e executa seus treinamentos – além de claro, trabalha nas forjas, pois, se sente extremamente atraído por elas – também desenvolve uma força superior aos demais campistas, você está se saindo bem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força.
Dano: +10% de dano em golpes físicos relacionados pelo semideus, ou que exijam a forja avantajada.
Habilidades Ativas de Hefesto:
Nome do poder: Seduzir/Intimidar máquina
Descrição: Nem sempre o conhecimento resolve tudo, mas de alguma forma as máquinas respondem aos meus filhos - sempre que um aparelho tiver algum defeito, o meu filho pode persuadir ele a continuar funcionando bem , através de sedução ou intimidação.
Gasto de Mp: 5 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O efeito dura 5 turnos, nesses turnos, as maquinas ainda continuaram funcionando perfeitamente.

Nome do poder: Magnetismo II
Descrição: É a habilidade que permite aos filhos de Hefesto/Vulcano, controlarem o magnetismo. Já consegue manipular objetos de porte médio, podendo faze-los se voltar contra os inimigos que os lançaram em sua direção, ou manipula-los para se voltar contra os mesmos.  Pode desviar e controlar tais objetos.
Gasto de Mp: 30 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Funciona com objetos de porte médio, máximo de 70 kg. O dano será a critério do narrador, e da forma com que o poder foi utilizado.
Habilidades Extras:
Nome: Prática de Asanas
Descrição: O corpo é tão jovem quanto flexível. Exercícios de yoga enfatizam a saúde da coluna vertebral, a sua força, equilíbrio e flexibilidade. A prática dos Asanas (exercícios de Yoga) aumenta esses três atributos do semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio e flexibilidade.
Extra: + 10% em Força.
FPA:

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Ella Grace Harris
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Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

Mensagem por Hades em Sab Set 01, 2018 12:53 am


Louise

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 10.000 XP (50% por utilizar a seita resulta em 15.000 de XP) e 10.000 Dracmas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 20%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS:  30.000 XP + 10.000 Dracmas

Comentários:

O que falar dessa missão que acabei de ler e já considero pacas?!
Enfim, vamos começar pelo fato de que tudo foi muito bem desenvolvido e trabalhado, em momento algum achei alguma narração forçada ou estranha de algum modo. Sua gramatica é muito boa. Devo falar que por um momento achei que a falta de cor nas falas fosse gerar uma confusão, mas não gerou e não fez diferença alguma. Tudo está muito bem feito. Parabéns!



Ella

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 4.000 XP (50% por utilizar a seita resulta em 6.000 de XP) e 4.000 Dracmas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 20%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS:  6.000 XP + 4.000 Dracmas

Comentários:

Ella você salvou a minha noite. A sua narração e personalidade são preciosos. A falta de personagens negros e gordos no RPG é um problema que me incomoda, mas você apareceu como um milagre. Mas esse não é o assunto.

Primeiro que uma vez você repetiu uma palavra já digitada e cometeu alguns pequenos deslizes de continuidade. Porém nada grave, tanto que não descontei, mas seria legal prestar atenção nessas coisinhas da próxima vez. Em geral a sua missão foi bem desenvolvida e estruturada, casando muito bem com a feiticeira. Parabéns semideusa!


Atualizado por Eu Mesmo!


Ἅιδης
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Hades
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Re: CCFY - Lola Mitchell [Surviving the Trials]

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