The Blood of Olympus
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Furia contra Cúpula [ Joshua Reed Waynne

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Furia contra Cúpula [ Joshua Reed Waynne

Mensagem por Joshua R. Waynne em Qua Maio 02, 2018 10:34 pm

Descobrindo tudo...


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A sala de reuniões era iluminada apenas por dois braseiros nas paredes negras de tijolos, com telas pintadas em retrato a época medieval e dos reis absolutistas. O local tinha uma mesa redonda com seis lugares, tendo cada um uma cadeira acolchoada em vermelho e mogno envernizado formando o assento. Todas as posições exibiam alguém acomodado, exceto por uma, sendo que o assunto parecia tenso, pelo nervosismo dos envolvidos.

- Não temos tempo para perder em nossos planos. - Falou em voz alta um homem negro de barba com fios grisalhos, colidindo o punho com força contra o tablado e fazendo todos se calarem. - Levamos alguns meses para nos organizarmos com a saída do Bruce de sua posição tivemos que correr atrás do prejuízo, já que o mesmo fez questão de acabar com duas de nossas bases.
- Isso foi um mal impossível de prevermos, Jackson. - Afirmou Bridgit, uma mulher de cabelos ruivos trançados sobre um dos ombros e olhos verdes vivos, com cara de ter trinta anos. - O Lobo Cinzento deixou sua posição de honra, pois não acreditava mais nos nossos ideais, todavia precisamos achar um substituto para ele e manter o plano.
- Não só isso. - Disse um homem franzino e careca, com olhos cansados e aparência de ser assolado por uma doença terminal. - Bruce sabe demais, se não quiserem que nossos planos sejam descobertos, precisamos dar um fim nele.

Todos se entreolharam, incluindo um homem alto e corpulento com tranças negras e pele marcada de tatuagens ao longo de sua pele morena e uma mulher de cabelos negros e curtos, com corpo de patinadora, porém olhos que clamavam por sangue. A mesma deu uma risada alta, chamando atenção de cada participante daquele encontro extraordinário para reunir cada membro da organização.
- Por favor, podem deixar que eu darei conta de encerrar o Bruce. Sendo para o bem da Cúpula eu o farei com prazer.
- Creio que esta tarefa seja adequada para a Víbora. - Disse o homem corpulento e olhando para todos os outros, que confirmaram com a cabeça o pedido. - Eu, Dimitri Koprav, autorizo a execução do nosso traidor.
- Eu, Amelia Bertrand aceito a tarefa.

A mulher deixou seu assento com passadas decididas, exibindo belas curvas em seu corpo delineado pelas atividades perigosas de uma semideusa experiente, num belo vestido negro que deixava visível uma de suas coxas alvas, marcada pela correa da bainha de uma faca. As portas duplas se abriram, sendo guardadas por dois homens trajados com armaduras completas e lanças em mãos, dando espaço para a melhor assassina da Cúpula dar início a sua caçada...

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Não posso negar que visitar meu pai era bem chato, principalmente por que ele vivia cercado por assessores e seguranças por ser atualmente o braço direito do Secretário de Defesa do país e responsável por atividades militares internas. Eu queria mesmo era ter ficado no alojamento deitado e talvez treinando esgrima, só que um convite direto do Bruce Waynne ( que absolutamente não é o Batman) era quase inegável, ainda mais quando seus compromissos o trazem para San Francisco.

Pegar um ônibus na auto estrada que cortava o Túnel Caldecott, passar alguns longos minutos caminhando até o prédio usado para conferência política e convencer aos responsáveis pela segurança que eu era filho do manda chuva foi tudo muito fácil, perto de encarar o coroa. Para definir o meu pai é bem simples: Basta unir o corpo de um jogador de futebol americano, cada do general que tentava pegar o Hulk sem deixar de fora o bigode grisalho ridículo, pouco cabelo exibindo uma calvície bem engraçada e os olhos negros mais profundos possíveis, tudo isso com um terno de empresário e medalhas presas no paletó. Com vocês, Senhor Waynne.

- Olá pai, como vão as coisas. - Disse colocando as mãos dentro do meu casaco preto e encarando o coroa, que virou para mim e de um um sorriso nitidamente forçado.
- Boa tarde, Josh. Os assuntos vão muito bem. E os seus?
- Eu estou ótimo, tive algumas coisas bem atarefadas…. - Dizia eu até ser interrompido pela palma da mão aberta do meu pai, que levou sua atenção até uma mulher negra de cabelos presos num coque e pasta na mão, provavelmente sua secretária pessoal.
- Desculpe meu filho, vou precisar conversar com alguns empresários para ajustar o patrocínio do governo para uma atualização nos blindados urbanos. Não vou levar mais que uma hora. Será que pode me esperar no saguão do hotel?
- Com certeza…

Fui levado por um dos homens de terno preto e fone de ouvido numa das orelhas até a área de espera do hotel, que estava muito movimentada com várias câmeras, pessoas sendo entrevistadas em várias línguas. Joguei meu corpo num dos sofás avermelhados e fiz uma das melhores coisas do dia: Dormi. Infelizmente o meu descanso foi interrompido pela mesma mulher que conversara com meu pai, que pelo menos tinha um sorriso sincero e disse:
- Seu pai foi para o restaurante e aguarda sua chegada.
- Obrigado.

Segui a garota até o amplo salão de refeições, o qual era um círculo todo circulado com paredes feitas de vidros, mesas metálicas com arranjos de flores no centro e uma bela mesa com muitos tipos de comida. Servi um prato com pernil, um pouco de batata e algumas coisas verdes para fingir que sou saudável e sentei de frente com meu pai, quem comia uma massa com molho vermelho, tendo também como desconfortável companhia um par de seguranças alguns passos de distância.
- Não te incomoda estar cercado o tempo todo por esses caras?
- Acabei me acostumando… Como vai a vida no acampamento… - Dizia meu pai, apontando o garfo como quem pedia ajuda em silêncio.
- Júpiter. Vão bem, alguns dias atrás eu dei conta de um cara que roubou a voz de uma musa.
- Musa? Ela é algum tipo de entidade da beleza? - Perguntou o coroa o que me fez segurar a risada, já que eu sabia que rir de uma dúvida séria era algo repudiado pelo meu pai.
- Não, é um nome dado a um grupo de mulheres que representam a arte. - Respondi, voltando a comer meu alimento percebendo que ele havia feito a pergunta apenas para ser educado, já que voltou atenção ao seu prato e deu um “Aham” em resposta.

O ambiente ficou calado alguns minutos, enquanto ambos terminávamos a comida e eu pensava como puxar alguma conversa que se estendesse. Desde que eu fui para o acampamento para semideuses o meu pai fez a coisa mais engraçada que eu imaginei, achou que era algo bom. Tudo bem que ele me exigia um treinamento militar e colocava nos internatos mais chatos e exigentes, só que na cabeça do Bruce o regime romano era como os soldados que ele comandava. Talvez seja um dos únicos pais satisfeitos com o novo status do filho.
- Bem filho… - Falou meu pai me tirando dos devaneios que tinha, ao passo que ele limpava seu bigode grisalho sujo de molho. - Eu te chamei por que gostaria de contar algumas coisas.
- Que tipo de coisa? - Falei, recebendo dele um cartão metálico com um endereço escrito em Latim e uma frase estranha. - Lupum Griseo… Isso quer dizer lobo cinzento. O que é esse cartão?
- Digamos filho que eu tenho segredos que mantive por sua segurança. Eu sempre soube que você era filho de uma deusa, por que não foi exatamente por acaso que eu conheci Belona.
- Oi? - Perguntei ainda sem entender nada. Achei que ele estava brincando, só que lembrei que o Bruce não fazia gracinhas e aquele cartão tinha um endereço de Boston que não fazia sentido para mim, sem contar o nome do lobo. - Como assim você sabia?
- A verdade é que eu sou um semideus, filho da deusa grega Atena. Eu conheci sua mãe quando estive numa missão que agradou aos olhos da deusa romana da guerra. Digamos que quando eu envelheci eu pensei que podia encontrar outras atividades para um semideus. - Disse o homem rindo, de modo espontâneo.

Muitas coisas eram novidades naquela mesa, então minha mente fez uma lista de prioridades automática:
1- Meu pai sabia rir.
2- Ele era um semideus grego.
3- Ele teve um caso com Belona sabendo que ela era top.
4- Ele sabia que eu era semideus desde o início
5 - Meu pai sabia rir, isso ainda ressoava na cabeça.

Olhei para o coroa sem muito bem saber quais palavras usar, quando de repente a parede de vidro abriu um buraco ao mesmo tempo que um zunido cortou o ar, um ruído que eu conhecia. Fitei ao redor vendo uma flecha perfurar o peito de um dos seguranças e antes de saber de onde vinham, agi por impulso. Joguei a mesa na reta da parede quando o outro homem de terno caiu com o ferimento, antes mesmo de sacar sua arma. Puxei meu pai para perto e percebi que o Bruce não estava assustado.
- Pai, acho que temos muito a conversar, só que agora não é a hora.
- Filho. - Disse o coroa me fitando nos olhos e apontando para as flechas. - O penacho vermelho com dourado me é familiar. Ela é uma conhecida que veio me matar.
- Sério? Conhecida? - Perguntei, ouvindo o estalo de algo batendo na mesa de metal.- Outro caso escondido?
- Não. Eu fiz parte de um grupo de semideuses que queria ser poderosos e influentes para oferecer um caminho diferente aos outros que envelhecem, aqueles que superam a morte. Infelizmente eles acharam que para isso precisávamos de poder e começaram a fazer coisas que eu não concordo.
- Do que está falando?
- O nome é Cúpula. Atualmente são cinco líderes e provavelmente acharão um substituto para o meu lugar. O meu nome lá era Lobo Cinzento, se algo acontecer comigo, o que é bem provável, você precisa ir nesse endereço e deter esses caras. Prometa isso pelo Rio Estíge.
- Que? Pai, nós temos como fugir…- Falava até ser interrompido com um aperto de mão dele e recebendo um olhar sério. - Eu prometo, só que agora precisamos sair.
- A Víbora. - Dizia meu pai até notar que eu não entendia aquele nome.- Bem… Amelia se achar melhor, deve estar no prédio vizinho para ter esse alcance de disparo. Ela é uma caçadora nata, se tiver oportunidade vai te matar com suas flechas, sendo que logo ela vai usar seus truques. Temos que correr uns dez metros, só que isso quer dizer pelo menos uma flechada. Está preparado?
- Não temos escolha.

Tanto eu como meu pai aceleramos ao máximo e fiquei impressionado com o condicionamento físico de um coroa de quarenta anos. O vidro espatifou ao nosso lado e notei que um dos dardos acertou o braço direito do meu pai, quem apenas fez uma careta de dor sem perder a passada. Alcançamos o corredor do hotel e paramos rapidamente, vendo que meu pai partia a flecha, deixando apenas uma ponta cravada.
- Está tudo bem? - Perguntei, notando que ele pegava o cinto de sua calça e amarrava perto do ombro com força.
- Não muito… A Víbora tem esse apelido pelos venenos que usa, normalmente são para tombar o alvo. Eu me precavi desse efeito produzindo anticorpos ao longo dos anos caso ela se voltasse contra nós, só que ainda sim eu posso perder a consciência em trinta minutos. Preciso chegar no carro, para fugirmos.
- Tudo bem, vamos.

Preferi não conjurar minha espada dourada a partir da minha tatuagem, para não assustar as pessoas do restante do local, sendo que outros seguranças se uniram na guarda do meu pai e fomos na direção do carro. O blindado negro estava na frente do saguão e fiquei com minha atenção nos pontos aéreos, notando que o prédio onde a tal caçadora antes estava era encoberto pelo hotel. Estava dando tudo certo, só que uma daquelas coisas que eu pensei só ver em filmes de Holywood aconteceu.

Um dos seguranças abriu o carro para entrada do meu pai, que se aproximava quando senti um incomodo bem estranho, como uma sensação de ter algo de errado no automóvel, com isso puxei o coroa no exato momento que tudo explodiu. Bem, fui jogado alguns metros até bater contra uma parede bem resistente, perdendo um pouco o foco da visão que só retornara alguns instantes depois, permitindo que eu visse que alguns dos homens do meu pai estavam queimados e o Bruce se erguia do chão com o rosto ferido por estilhaços. O careca me levantou e disse:
- Ela pensou em tudo. - Comentou entrando no hotel comigo e percebi que todos estavam em pânico. - Provavelmente meu quarto tem alguma surpresa…
-O que faremos agora? - Questionei realmente preocupado com a falta de alternativas.
- O hotel tem um estacionamento subterrâneo, que sai por trás do edifício. Podemos procurar um carro e sair por lá. Vamos. - Disse o homem pegando seu velho isqueiro preto.
- Por que você tem esse isqueiro se você não fuma?
- Nunca foi para fumar.

Meu pai apertou o item e uma lança de madeira negra surgiu em suas mãos. A ponta era de ouro imperial assim como minha espada e o item tinha o desenho de labaredas por toda a extensão. Notei que havia um calor no armamento diferente. Encarei o coroa que deu uma risada e avançamos para tentar escapar daquilo tudo. Foi bem interessante perceber que mesmo naquele caos instaurado, com uma explosão na entrada do saguão e refeitório aterrorizado, meu pai corria tranquilamente com uma lança de dois metros empunhada.

Chegamos no estacionamento e havia um pavilhão enorme com tantos carros, que poderíamos escolher qual modelo era o mais adequado para situação. Escolhemos um carro esportivo e quando o meu pai quebrou o vidro, escutei o zunir de algo ao longe e agi por impulso. Empurrei o Bruce para o lado e convoquei minha espada, sem contar que ativei minha armadura que era proveniente do meu relógio e encarei nossa caçadora.

Ela caminhava a quase vinte metros de onde estávamos, usando uma calça legging preta, camisa preta de mangas curtas, com uma braçadeira para proteger o pulso esquerdo da corda de seu arco, seus cabelos estavam no coque e sua flecha estava muito bem apontada para nós. Ela veio se aproximando e pensei em sair correndo, só que meu pai fez um sinal para esperarmos a sua chegada e numa distância de dez metros ela disse:
- Bruce, vejo que ainda não caiu pelo veneno. - Disse a mulher abaixando seu arco.
- Pois é, Amelia, digamos que eu me preparei para você.
- Bem… Sua ideia de fugir pelos fundos também era esperada por mim, não é por nada que te achei tão fácil. - Falou a mulher, fitando somente naquele momento a mim com certo desleixo. - Vejo que atrapalhei um almoço familiar, desculpe. Seu nome é Joshua, certo?
- Sim.
- Deixe o garoto ir embora, sua missão é apenas minha vida. - Afirmou meu pai, causando certo estranhamento em mim.
- É justo.- Falou a mulher mirando a flecha na direção do coroa. - Eu preparei algumas flechas com o veneno da Hidra, com certeza essa você não aguenta.
- Pai. - Chamei, percebendo que o mesmo nem estava tão atento ao combate. - Qual é o plano?
- Você vai embora e segue o que te dei anteriormente.
- Não, vamos dar um jeito nessa mulher.

Eu não esperei outra afirmativa do meu pai, até por que escutei o arco curvando para um disparo da Víbora e reagi por impulso. O bom da telepatia é que posso vasculhar os pensamentos e também os próximos passos do meu oponente, logo eu sabia onde ela mirava sua flecha e pude defender meu pai. O projétil cortou o ar com extrema velocidade, todavia usei a face de minha espada para rebater o ataque. Amelia atirou novamente e executei o mesmo procedimento, até que a mesma deu risada.
- Então de alguma forma você sabe onde eu atiro. Isso só pode ser mental, pois não identifiquei em você velocidade de reação suficiente. - Comentou a mulher até jogar uma granada no chão que explodiu em fumaça.

Senti uma mão me puxando pelo ombro e acompanhei meu pai no percurso até um carro convencional bem pequeno, do outro lado do estacionamento. Fitei ao redor, porém a fumaça cor de chumbo impossibilitava minha visão, isso quer dizer que achar a Víbora seria cansativo e exigente.
- Droga, não sei se consigo achá-la nessas condições. Pelo menos ela também não está nos vendo.
- Infelizmente ela não precisa nos ver. - Falou meu pai dando risada.
- Como assim?
- Ela é filha de Dionísio e desenvolveu uma espécie de habilidade de comportamento similar ao animal símbolo do seu pai, Leopardo. Ela tem instintos e sentidos aguçados como de um felino mortal, ou seja, ela pode nos encontrar pelo cheiro.

Não deu tempo nem para perguntar como ele havia conhecido aquela mulher ou onde, quando escutei o barulho da flecha zunindo oriundo do meu lado esquerdo. Meu pai me jogou no chão e o dardo acertou a fuselagem de um Golf logo atrás. Saímos de onde estávamos até parar atrás de um Jeep, o que concede maior cobertura.
- Eu não sei como lidar com essa mulher, mas pelo menos a fumaça se foi. - Falei, observando que a fumaça havia sumido assim como nossa caçadora.
- Filho, não temos como os dois sairmos, ela nunca perde um alvo, isso quer dizer que eu já morri. - Disse o coroa, apoiando o corpo contra o carro e soltando um guincho de cansaço. - Vá até esse endereço que te leva a Boston, descubra as informações que lá estão e acabe com esse grupo. Treine e seja o melhor, confio em você.
- Pai, deve ter outro jeito.
- Não tem. Esconda-se alguns carros na frente e conecte-se a minha mente, assim saberá quando deve vir e acabar com isso tudo.

Eu sabia que ele estava certo, isso que mais doía, por que Bruce Reed Waynne jamais errava. Deu um abraço no meu pai e me afastei, esperando o sinal. Ouvi o ruído da flecha cortando o ar, só que dessa vez não acertou metal ou o chão, já que o único barulho que escutei foi o gemido de dor de um homem. Apertei forte o punho de minha espada, pude ouvir uma conversa e uma risada feminina bem ao lado do Jeep, foi quando a voz do meu pai ecoou na minha cabeça.
“Faça o seu melhor, Joshua”.

Tudo ali se deu numa sequência impensada. Eu corri rápido e notei que a mulher estava de frente com meu pai, o qual estava caído com uma flecha um pouco acima do coração. Minha aura vibrou e eu sabia que emanava uma sensação de desânimo para Amelia, a qual levantava seu arco e corria a mão para sua aljava para me alvejar, todavia Bruce girou sua lança e num baque seco partiu a arma da Víbora.

A mulher hesitou no que fazer graças ao efeito de minha habilidade, tentou de forma desesperada tomar sua flecha para cravar em mim, só que agi rápido num arco diagonal que desarmou a semideusa e abriu uma brecha. Como toda raiva que rondava meu coração eu cravei minha espada dourada no meio de seu peito e a empurrei até que a guarda de minha lâmina estivesse contra sua pele. Olhei com ódio nos olhos da coroa, quem riu e mostrou os dentes manchados de sangue, pois o líquido viscoso havia acessado sua via oral com o golpe.
- Eu já cumpri minha missão, seu pai vai morrer logo.
- Assim como você. - Disse, antes de jogá-la no chão e certificar de que ela havia parado de respirar.-  Pai, talvez de tempo de chegarmos no acampamento…
- Não é possível… Já sinto o veneno ser bombeado pelo coração e meu corpo está morrendo. - Falou o coroa nitidamente cedendo a luta pela vida. - Meus investimentos e finanças estão em seu nome como herança, use tudo que possível para acabar com a Cúpula. Se eles emergirem não haverá como o acampamento detê-los.
- Pode deixar. - Eu disse, sentindo que uma lágrima escorria no meu rosto. Tudo bem que ele estava longe de ganhar o prêmio de pai do ano, só que fez tudo por amor.
- Joshua… Saiba que sempre me orgulhei de você. - Foram as últimas palavras do Bruce antes de ceder ao veneno.

Sinceramente eu só lembro de desabar ao lado dele e abraçar o corpo morto, sem reação ou mesmo ideia do que fazer, ficando com o coração apertado e sem entender o sentido de descobrir toda a verdade sobre o meu pai e perdê-lo em menos de um dia. Soltei o seu corpo quando as autoridades chegaram, alegaram que ele foi vítima de um atentado terrorista e que eu tinha sorte de sobreviver, quando eu nem podia dizer a realidade dos eventos.

Os outros dias que se sucederam foram horríveis, eu não tive coragem de ir no velório ou cerimônia de honra feita pelos militares, tudo que eu fiz foi ficar na minha cama deitado e tentando evitar as lembranças daquele dia, principalmente por que além de perder o meu pai eu acabei ganhando uma tarefa que prometi dar conta, ou seja, recebi um legado primordial.

Habilidades Passivas:
Nível 6
Nome do poder: Hipercinese I
Descrição:  A hipercinesia é o controle completo e sincronizado da mente e o músculo. Em pessoas comuns há uma pequena quantidade de tempo entre o pensar e o agir. Os semideuses filhos de Belona possuem esse tempo bastante reduzido e, com o tempo, praticamente nulo. Graças a isso, sua mente e corpo tornam-se mais afiados e verdadeiras armas. O equilíbrio, a coordenação motora e os reflexos tornam-se cada vez mais perfeitos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% em equilíbrio, coordenação motora e reflexos.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Perícia com Espadas II
Descrição: Conforme o treinamento do semideus foi evoluindo, sua habilidade com as espadas se tornaram ainda mais evidentes. Agora, torna-se difícil desarmar a prole de Belona quando ele está portando esse tipo de arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: +20% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 11
Nome do poder:  Detectar Presenças
Descrição: O seguidor da deusa Psiquê pode notar presenças escondidas dentro do ambiente em que se encontra, mesmo que elas estejam camufladas ou invisíveis. É uma sensação forte de que a algo a mais ali. Caso concentre-se um pouco mais, poderá sentir a origem da presença.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de HP: nenhum
Bônus: 75% de chance de encontrar coisas invisíveis e camufladas. Caso o item tenha sido encantado por alguém mais forte ou o semideus "escondido" seja alguém mais forte, não conseguirá encontrar a presença, apesar de saber que ele ou o item está ali.
Poderes Ativos:

Nível 9
Nome do poder: Quebrador de Espíritos
Descrição: Diferente do que o nome sugere, em nada essa habilidade tem a ver com espíritos fantasmagóricos, mas sim com o ânimo e força de vontade. A aura de prole da deusa romana da guerra é ativada, como um manto invisível ao redor, quente e agitado. Quanto mais o inimigo está na presença do filho de Belona revestido por essa aura, mais o seu espírito de batalha começa a fraquejar. Ele perde a motivação, a vontade de combate, restando um vazio e falta de propósito.
Gasto de Mp: 20MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
Nível 10
Nome do poder: Telepatia II
Descrição: A habilidade de ler os pensamentos está tornando-se melhor. Nesse nível, o telepata já consegue comunicar-se mais claramente com alguém, além de agora conseguir ler o pensamento de três pessoas diferentes. Porém, ainda é necessário estar a uma distância de 50m ou menos. O contato visual da(s) pessoa(s) ajuda a conectar-se com a mente dela mais rapidamente.
Gasto de MP: 5 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: A telepatia é uma habilidade que permite apenas a leitura e comunicação mental, não há nenhum controle ou influência mental.
itens:

• Tatuagem Azul [Uma pequena tatuagem azulada, com o desenho de preferência do mentalista, que pode deixar a pele do semideus, se transformando em uma espada de acordo com o desejo do seu portador. | O efeito da espada, quando ativado, faz com que o mentalista seja capaz de se comunicar mentalmente com qualquer forma de vida animal, podendo o controlar por até dois turnos. Sendo que animais de porte pequeno, como insetos, podem ser controlados em quantidade, ao contrário de animais grandes como coelhos, veados etc. Tal poder só poderá ser utilizado até duas vezes por missão, evento, pvp etc. | Ouro Imperial. | Não possui espaço para gemas. | Resistência beta. | 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendária. | Presente de Reclamação do grupo Mentalistas de Psiquê.]
• Queridinha de Apolo [Um relógio de aparência completamente comum e que funciona de acordo com o horário do local onde o semideus se encontra, se ajustando ao fuso dos locais (não funciona no mundo inferior ou tártaro), porém ao ser ativado o mesmo se expande e se transforma em uma armadura completa que se ajusta ao corpo do semideus em questão. | Efeito 1: Tal armadura, caso utilizada em batalhas onde tenha sol (naturalmente precisando ser durante o dia ou na influência de algum poder que faça o dia ser instalado) irá emitir um brilho que pode deixar seus inimigos com dificuldades para enxergar, mas óculos escuros podem ser bastante efetivos contra tal brilho. | Efeito 2: A mesma se transforma em um relógio funcional. | Bronze Celestial. |Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]



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Re: Furia contra Cúpula [ Joshua Reed Waynne

Mensagem por Hécate em Qui Maio 03, 2018 10:04 pm


Avaliação


Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Máximo da recompensa: 4.000 exp + 4.000 dracmas


Realidade de postagem + Ações realizadas – 45%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 18%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 27%

Recompensa: 3.600exp + 3.000 dracmas

Status final
HP: 180/200
MP: 170/200

Comentário:
Comentários

Eu gostaria de começar com os elogios. Eu sempre gostei desse enredo de organizações secretas, agentes e tudo o mais, então me interessei bastante por sua trama pessoal. Gostei da forma como os personagens foram apresentados e você conseguiu deixar aquele ar de quero saber mais sobre isso. Espero que prossiga com sua história ok? Gostei bastante também da interação entre você e seu pai no momento de batalha.

Agora vem as dicas e explicações sobre os descontos dados.

Pelo que foi possível entender, a Cúpula é formada por pessoas já de idade madura, semideuses que buscaram o poder. Então isso nos faz acreditar que eles são fortes, fortes o suficiente para sobreviverem tanto tempo e ainda se manterem juntos, já que muitos meio-sangues atraem monstros. Você tinha uma filha de Baco/Dionísio, uma das líderes, uma semideusa que buscou poder e deve ter conseguindo algo. Levando isso em consideração, a dificuldade dela poderia ser maior, assim como a dos outros. Isso eu estou dando como dica, explore mais os poderes dos semideuses inimigos quando for lutar contra eles, isso torna a batalha mais real ainda!

Quanto a seu texto, eu ainda encontro algumas frases que se tornam longas ou parágrafos que poderiam ser melhores estruturados. Isso acaba influenciando na fluidez de texto e isso é bastante importante, pois como a informação é colocada e o ritmo dela acaba impactando na compreensão das ações. Vou dar um exemplo ok?

“Todos se entreolharam, incluindo um homem alto e corpulento com tranças negras e pele marcada de tatuagens ao longo de sua pele morena e uma mulher de cabelos negros e curtos, com corpo de patinadora, porém olhos que clamavam por sangue.”

Não sou nenhuma professora de português, mas posso te dar uma dica que eu mesma utilizo. Depois de duas ou três orações, ou seja, duas ou três frases, acrescente um ponto de continuação ou final. Evite o uso constante de “e” como adição, pois fica repetitivo e cansativo o texto.

Ah! Aqui vai uma dica importante. Como usar corretamente o “por que”. Existem formas diferentes, certo? Por que, porque, por quê e porquê. É bem chatinho, eu sei, mas quanto mais se usa, mais natural vai ficando! Você pode tá conferindo as regrinhas clicando AQUI


Aviso importante: Cuidado jovem semideus, você não pode solicitar uma missão e postar outra ao mesmo tempo. Você precisa aguardar a avaliação da missão, pois além de subir de nível pode ocorrer alterações em sua barra de vida e energia! No seu caso, você pediu a avaliação dessa CCFY e uma missão OP no mesmo dia. Terá de esperar a atualização desta missão para então solicitar a missão novamente. Caso não post em alguma enfermaria ou sendo curado de alguma forma, iniciará a missão OP com a barra reduzida.

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