The Blood of Olympus
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III Aula de Combate Corporal -//- Taekwondo I

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III Aula de Combate Corporal -//- Taekwondo I

Mensagem por Max Hayes em Dom Abr 01, 2018 12:05 am



Aula de Taekwondo







Introdução;
O que é?



Taekwondo ou Tae kwon do é uma arte marcial que foi criada, pelo general sul-coreano Choi Hong Hi, em 11 de abril de 1955. Em coreano a palavra taekwondo possui o seguinte significado: caminho dos pés e das mãos através da mente. Apesar de ser uma luta, possui, assim como quase todas as artes marciais, uma filosofia que consiste na valorização da perseverança, integridade, autocontrole, cortesia, respeito e lealdade.

No sentido mais prático, o Taekwondo é um instrumento de defesa e resposta perante “ataques”, não apenas físicos, mas também simbólicos – as dificuldades e adversidades que o quotidiano nos coloca. O termo é composto pelas palavras “Tae”, “Kwon” e “Do”, cada uma delas com vários significados, semelhantes entre si, mas que permitirão uma interpretação mais lata do conceito. “Tae” pode significar “pernas”, “pés” ou mesmo “pisar” (ou “manter-se em”); “kwon” pode ser interpretado como “punho” ou “lutar”; e “do” entende-se como “caminho” ou “disciplina”.





Cenários e Personagem;
Onde quando quem


O cenário de treinamento

Ambas as arenas foram adaptadas para esse treinamento a céu aberto. Maior parte do chão estava coberto por tatames, para amparar as inúmeras quedas e imobilizações previstas para aquele tipo de aula. Também existiam sacos de pancadas para treinar golpes, assim como bonecos de treino. A temperatura estava agradável e o horário era por volta das nove horas da manhã.

A instrutora

Max, como gosta de ser chamada, é uma filha de Júpiter e amazona. Apesar de ter um corpo franzino e uma aura naturalmente travessa, ela possuía força e conhecimento graças as suas filiações. Sempre de bom humor e disposta a conversar com qualquer pessoa, aprendeu com sua mãe a como misturar-se em qualquer grupo social. Portanto, poderá interagir livremente com Hayes, sabendo que ela possui sempre uma resposta divertida ou um comentário irônico para fazer.

Enredo da Aula

Aquela seria apenas a primeira aula sobre taekwondo, uma em que Maxine tinha dividido em duas partes, pois compreendia que aquela arte marcial exigia uma maior dedicação para compreender sua filosofia e o modo de combater. Por isso, assim que a turma foi formada, a filha de Júpiter começou explicando a história e os princípios daquele estilo. Posteriormente, fez a demonstração dos cinco principais chutes do takwondo, sendo estes o alvo de sua aula.






A técnica;
Aprendendo a defesa pessoal


As técnicas básicas do Taekwondo

Para essa aula serão treinados os cinco principais chutes. Você encontrará descrito a maneira como podem estar executando esses chutes em seu treinamento.

A maioria das descrições foram retiradas de sites, pois em pesquisa achei explicações claras e diretas.


Dicas Iniciais

Acerte o alvo com a sola do pé. Essa parte é importante, pois a sola do pé ou o calcanhar são as partes mais duras do pé. Caso chute com os dedos do pé, eles provavelmente vão quebrar.

A força também está no quadril! Muitas vezes, não é o quão forte você chuta algo, mas como você usa o quadril para harmonizar e completar o movimento.

• Chute frontal

Erga o joelho na direção do alvo. A perna que será usada para fazer o chute dependerá de certos fatores. Quando o lado fraco do adversário é no lado esquerdo, chute com a perna esquerda. Nos chutes feitos em sequência, é interessante variar a perna de chute para pegar o parceiro de treinamento desprevenido. Em todos os casos, deixe a coxa apontada diretamente para o alvo como forma de alinha o chute.

Gire o pé de apoio. Um dos segredos para ter um chute frontal potente é ter uma base de pé forte. Quando não se gira o pé de apoio, a tendência é que movimento fique inclinado ou muito “pra lá e pra cá”, o que deixa os ataques menos precisos. Gire o pé para compensar tais movimentos.

Use os quadris. O chute frontal depende mais do impulso dos quadris do que da força da perna. Ao girar o pé de apoio, faça o movimento para frente com a lateral do quadril correspondente à perna que está chutando. Exemplo: ao executar um chute frontal com o pé direito, ajustando o pé de apoio esquerdo, jogue o lado direito da pélvis para frente. O impulso gerado vai percorrer a perna inteira, dando ao chute uma potência ainda maior.

Estique a perna. Agora que tem uma base forte, é hora de conectar o golpe. Estique a perna e faça contato direto com o oponente. Os chutes frontais podem ser usados na parte superior, inferior e nuclear, o que significa dispor de flexibilidade para chutar alto no ar.



• Chute lateral

Posicione-se da forma correta para executar o chute lateral. Assim como o nome indica, você deve se posicionar de forma que o corpo do adversário fique na sua lateral. Um chute lateral não servirá se o alvo estiver posicionado em qualquer outro lugar. Antes de executar o chute, posicione o corpo

Apoie-se com o pé de apoio. Imagine uma linha do oponente até você. Seu pé deve estar perpendicular a ela. O segredo desse chute é ter uma base firme e ser capaz de se equilibrar na hora executá-lo. A maioria dos mestres de taekwondo giram o pé desse jeito enquanto estão chutando, porque o golpe fica mais rápido.

Erga primeiro o joelho do pé de chute. Flexione o joelho para que ele venha na direção do tronco. O movimento permitirá que você estique a perna mais longe e mais rápido, dando ainda mais força ao chute

Execute um chute esticando o pé diretamente no alvo. Enquanto estica o pé, os quadris devem se abrir também, gerando um pouco de impulso para o chute.

Acerte o alvo com o calcanhar e a parte externa do pé. Diferentemente do chute frontal, aqui você usa mais partes do pé. Evite usar os dedos para golpear, assim como no chute frontal.




• Chute gancho

Erga o joelho do pé de chute flexionando-o à frente da posição. Esse procedimento também se assemelha ao chute lateral. Ao trazer o joelho para cima e em direção ao tronco, você gera mais potência no chute.

Estique a perna enquanto a leva para frente. Não se esqueça de manter o equilíbrio nessa parte ou você vai cair e o chute falhará. Considerando que, a essa altura, o chute lateral se estende em linha reta até o alvo, o chute gancho vai para frente, ou melhor, na direção que os dedos dos pés estão apontando. Você precisa fazer isso para pode recuar o tronco no próximo Passo e fazer o movimento de gancho.

Leve o pé para trás. Nesse momento, você completou o chute. Esse é o melhor momento para reavaliar o alvo. Caso o adversário tenha se movido depois que você iniciou o chute, é possível chutar baixo, alto ou mudar de chute.

Chute com o calcanhar ou a sola do pé. Dependendo da posição do adversário nesse momento, acerte-o com parte segura do pé, sendo o calcanhar é a melhor opção. No entanto, a sola do pé também funciona bem, só não chute usando os dedos ou o peito do pé para não estragar o movimento e também para não se machucar.




• Chute para trás

Posicione-se de forma correta para executar o chute para trás. Para entrar na posição adequada, é necessário dar as costas para o oponente. Quando o alvo estiver atrás de você, o chute para trás é o movimento ideal, a não ser que queira surpreendê-lo virando de costas intencionalmente. O ideal é que o adversário não fique logo atrás de você, pois é necessário esticar a perna inteira para golpear. Dito isso, é importante também frisar: tenha em mente que você deve saber como fazer o movimento com ambas as pernas.

Leve o joelho até a altura do tronco. Assim como em todos os chutes, erguer a perna dessa forma dará mais espaço para esticá-la, gerando impulso no chute. O movimento deve ser rápido para que o adversário não saiba o que você vai fazer.

Estique a perna para trás e leve o calcanhar em direção ao alvo. Os chutes para trás não funcionam com alvos que estão pulando. O corpo humano não consegue se flexionar tanto de costas, portanto, estique a perna na linha média o ou baixa do oponente

Use os dedos dos pés para se equilibrar. Quando feito do jeito certo, o peso do corpo vai se deslocar naturalmente para os dedos dos pés. Nesse caso, veja se está preparado para fazer isso, pois você não vai querer cair, não é mesmo?

Acerte o alvo com o calcanhar. Essa será a primeira parte do pé a fazer contato, uma vez que se está chutando para trás. Lembrando: evite sempre tentar chutar com outra parte do pé.





• Chute Circular

Gire usando a sola do pé. Muitos instrutores vão dizer para você girar o pé de apoio para dentro, em direção ao núcleo do corpo, para iniciar o chute circular. A potência desse golpe vem do próprio giro feito com a sola do pé. É necessário ter muito equilíbrio para executá-lo corretamente. Treine bastante o giro antes de tentar o chute completo.

Flexione o joelho do pé de chute quando começar a girar o corpo. Quando tiver levado a perna para cima, flexione o joelho. O movimento será muito rápido e dará uma potência a mais para o chute.

Estique a perna. O ângulo da extensão da perna será definido pela altura do alvo. O movimento acontecerá no meio do giro.

Chute com a parte de dentro ou com a sola do pé. Não se esqueça de não deve chutar com os dedos, pois vai se machucar mais que o oponente.






Missão e Regras


Missão da aula

É importante seguir algumas etapas para aprender o básico do taekwondo. A começar por um aquecimento, nenhum exercício físico deste porte pode começar sem um aquecimento! Depois, é necessário que narre detalhadamente pelo menos um dos golpes básicos ensinados, demonstrando os acertos e os erros. Sim, falhar no início é muito comum! Poderá generalizar os outros chutes, porém é necessário que um seja muito bem descrito.

Regras
- Mínimo de 25 linhas
- Necessário 80% de rendimento para ganhar a habilidade da aula
- Será necessário usar um NPC para ajuda-lo no treinamento, sendo ele a cobaia dos golpes.
- Poderá usar os sacos de pancadas e os bonecos como aquecimento.
- Deverá descrever no mínimo 1 técnica. Deixe claro qual você escolheu!
- Treinamento aberto até 30 de abril.
- Será proibido uso de poderes ativos.

Habilidade
Nome: Taekwondo I
Descrição: O taekwondo é uma arte marcial milenar da Coreia. Em coreano a palavra taekwondo possui o seguinte significado: caminho dos pés e das mãos através da mente. Após assistir a aula de combate, o aluno agora possui noções básicas e sabe melhor do que ninguém aplicar chutes referentes ao taekwondo. Ainda sabe apenas o básico do taekwondo, mas logo estará preparado para os golpes mais complexos que esta modalidade permite aprender.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +25 de dano em chutes; +30% equilíbrio, agilidade e flexibilidade.
Extra: Nenhum



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Re: III Aula de Combate Corporal -//- Taekwondo I

Mensagem por Luna Minn em Sex Abr 20, 2018 10:57 pm

taekwondo
BE BETTER THAN BEFORE


As roupas confortáveis de ginástica vestiam o meu corpo com perfeito enquadre, os fios de cabelo presos em uma trança mudavam um pouco o estilo costumeiro de coque alto que eu usava na enfermaria todos os dias. A arena personalizada com tatames distribuídos no chão e o céu azul aparecendo entre as nuvens, que cobriam o sol, deixando o ambiente confortável de se estar. Maxine havia organizado mais uma boa aula de lutas, desta vez, a arte ensinada seria o Taekwondo, que em sua maior parte, utiliza chutes para se acertar o oponente. E bem, eu realmente gostava de usar minhas pernas na hora de lutar, aquilo seria perfeito para mim.

- Antes de qualquer coisa, se aqueçam, ou não vou conseguir fazer os movimentos e no mínimo irão se machucar. Não quero que ninguém saia com uma lesão no tendão ou com dedos quebrados daqui. - A voz forte da amazona ressoava pela arena que tinha uma acústica maravilhosa, e sem hesitar nem por um segundo, começo a me alongar, me lembrando das técnicas de yoga, as asanas, aprendidas com a Sunhee para alongar os músculos de todo o corpo. Enquanto nos aquecíamos, Max comentava sobre as origens do Takwondo, o que me prende a atenção e nem percebo se meu corpo reclama com os alongamentos puxados que eu fazia, era simplesmente muito interessante e bonito o significado geral daquela arte milenar.

- Agora que vocês já devem estar bem aquecidos, vamos às instruções básicas. Jamais, repito, jamais, chutem com a ponta dos pés. Utilizem sempre a sola ou o calcanhar, que são as partes mais duras e onde a força do nosso corpo se concentra mais. A maior parte da força não vem das pernas como muitos pensam, mas sim dos quadris. O equilíbrio é ponto vital para a boa execução dos chutes. Agora escolham pares e vamos aos chutes. - Logo encerrando a primeira parte da aula, tento diminuir a tensão nos meus ombros com uma auto-massagem rápida e enfim, escolho meu oponente. Era uma das minhas irmãs, eu sentia falta de lutar com elas.

- Jay, vamos? - Pergunto para a morena com sardas pelo rosto bronzeado, totalmente diferente dos meus outros irmãos, mas tinha os olhos da mamãe. - Vamos fazer milkshake pros gêmeos. - Ela fala com um tom claro de brincadeira e então me dá um abraço, eu sentia falta de todos os meus irmãos, para ser bem sincera, mas minha vida estava corrida demais para notar isso. Então, resolvo aproveitar aquele momento não só como uma aprendizagem, mas utilizando os princípios do Taekwondo, mostrando lealdade à minha família divina.

- O primeiro chute é bem simples, ele se chama chute frontal, e é um dos únicos que os dedos são parte crucial. - Max começa a explicar como deveria ser realizado o chute frontal, não era tão simples quanto ela dizia ser, mas basicamente o que precisávamos fazer era elevar a perna que o oponente geralmente usa, deixando o joelho apontado para este, a cada chute, o pé de base deveria se virar para fora, dando um apoio mais firme para o impulso dos quadris. - Quer tentar primeiro? - Pergunto à Jay sendo cordial à minha irmã, ela era um pouco mais nova, mas era igualmente forte, até onde eu me lembrava.

Quando ela concorda, recebo cada um dos golpes em níveis diferentes, primeiro na barriga, depois no peito e por fim, no queixo. Confesso que mesmo tentando me esquivar, aquilo doía bastante, ela era muito boa. Enfim havia chegado minha vez. Tentando me lembrar do que Max havia feito, e da demonstração da minha irmã, repito os movimentos, conforme eu me virava de frente e preparava para dar os chutes, sinto um frio na barriga. Usando o pé esquerdo de apoio e o direito para realizar o chute, movimento meu quadril impulsionando as pernas após deixar o joelho apontadinho para minha irmã, primeiro tento acertá-la na barriga, depois no peito e enfim no queixo, conforme os golpes iam acontecendo, eu compreendia o que significava o impulso vir do quadril. Agora sim fazia todo o sentido, e agora sim eu poderia prosseguir tranquila com a aula.

Com olhadas em todas as duplas, vendo que estas já haviam compreendido o que deveria ser feito, e dando instruções extras à quem precisava, Max dá início à demonstração do próximo chute. - Agora que aprenderam o chute frontal, ficará fácil aprender o lateral. Basicamente o que acontece é que o seu adversário deverá ficar na sua lateral, e não na sua frente. Logo, o joelho aponta para o lado esquerdo ou direito, dependendo da perna que vocês usarem. É preciso ter bastante equilíbrio e uma ótima base para conseguir fazer esse golpe perfeitamente. - Assisto à demonstração do golpe e então, tomo a iniciativa desta vez, uma vez eu, uma ela, seria assim até o fim.

Firmo bem os pés no tatame, e olhando para minha irmã, me recordo dos primeiros passos que a instrutora havia dado. Uma das únicas coisas que eu era boa na vida, além de curar e fazer poções, era me equilibrar, bom, nem sempre. Imagino, como a instrutora orientou, uma linha no meu oponente, em que o meu pé deveria se agarrar para então dar o chute perfeitamente. Usando a perna direita, já que minha irmã era destra, ergo-a virando levemente meu corpo na lateral, trazendo meu joelho para bem perto do meu tronco e esticando finalmente minha perna, sinto meu pé de base automaticamente girar para o lado, me dando um apoio maior. Com o impulso, meus quadris se abrem mais, mostrando a boa flexibilidade que eu tinha, e com força com o calcanhar e a parte externa do meu pé, acerto a testa da minha irmã, que era brevemente mais baixa do que eu.

Ela cambaleia para trás e eu também, para o lado, mas nenhuma das duas cai de bunda ou de cara no chão, apenas colocando ambos os pés no chão era o suficiente para nos mantermos em pé. Começo a rir da minha própria falta de equilíbrio com o impacto no corpo da outra semideusa. - Vai, sua vez. - Falo tentando parar de rir e imaginando o quanto doeria se meus dedos tivessem acertado aquela cabeça dura. Meus pés já estavam um pouco doloridos, mas nada insuportável. Max passava por cada dupla, observando os golpes e corrigindo quando era necessário.

Os próximos golpes eram os mais difíceis, mas com a instrutora passando pareciam super fáceis e sem técnica alguma. E eu obviamente estava completamente errada. As posições dos pés, de onde o impulso vinha, como este vinha, como deveríamos acertar o oponente com os pés para não nos machucarmos era muita informação para se digerir. Mas não era impossível. Para o chute gancho, deixo que minha irmã iniciasse com as tentativas, sempre prestando muita atenção no que nos era instruído para não fazer errado.

Cada golpe diferente tinha uma técnica de apoio diferente, e com o chute para trás não era nada diferente. Se sentíssemos que íamos cair para frente, ou seja, que o peso dos nosso corpo era lançado para os dedos dos pés, estávamos fazendo certo. Para este levei algumas tentativas com Max me corrigindo a todo momento até chegar no chute perfeito. As amazonas realmente eram muito esforçadas com lutas, e a filha de Júpiter fazia jus ao nome do grupo que pertencia.

Por último, não menos importante e o mais difícil, era o chute circular. Somente de olhar, aquilo era completamente impossível, minha cara de não compreensão alguma do que deveria ser feito com a demonstração da instrutora vai dela para minha irmã tentando ver se ela havia entendido algo, mas não, nada, zero. - Max! - Chamo para tirar a dúvida que começava a me atormentar, Deuses, aquilo era difícil só de tentar imaginar a posição que meu corpo deveria tomar.

Com toda a paciência e calma do mundo, a loira começa a explicar novamente o chute, passo a passo, de uma forma que nós enquanto dupla, conseguiríamos entender o que deveria ser feito. - Tentem vocês agora, quem quer ir primeiro? - Olho para minha irmã um pouco nervosa, mordendo o lábio inferior e então me ofereço, percebendo que ela ainda não tinha entendido nada. Dou o impulso para o lado direito com as pernas semiflexionadas e então olho para a minha adversária parada ao meu lado, ela tentava prestar atenção no que eu fazia também, para poder tentar aprender o que deveria ser feito.

Uso meu pé esquerdo como apoio mais uma vez e erguendo a perna direita no ar, trazendo o joelho dobrado para o meu tronco, e impulsionando com o quadril para trás, até que minha perna fosse levada com força para a cabeça da minha irmã. Passando com força total à centímetros da dela. - Boa! Agora tenta mais rápido! - Max dizia como um incentivo para mim e enfim, sigo todos os passos com bastante rigidez, era o último, minha última chance, eu tinha que fazer direito. Me preparo e então avanço com o chute, fazendo os movimentos mais rápidos, o que me fazia ganhar muito mais impulso e força para acertar minha irmã, torcendo para ela não estar tão perto para ganhar uma calcanharzada na cara e perder alguns dentes.

Como da última vez, mas desta vez com uma ajudinha semidivina (Maxine), minha irmã sai da minha mira, e meu pé passa raspando das maçãs das bochechas altas dela. - Perfeito, Luna! Sua vez agora! - A instrutora dizia e enfim, minha irmã tenta, talvez ela tenha aprendido mais com a minha demonstração-quase-agressão pois já realizava o golpe de primeira, não com tanta força quanto eu havia feito, mas ainda assim de forma satisfatória. Me desviando por pouco também do golpe rápido.

- Estão liberadas. - A instrutora dizia enfim, aprovando nosso desempenho. Dou um “high-five” com a minha irmã dando um sorriso e então agradecendo a amazona com o maior respeito do mundo. - Aguardarei ansiosa para a próxima, Max! Até! - Dou um aceno com a mão e então sigo para o chalé de Asclépio, as crianças estavam tirando o soninho da tarde lá, e Isaac me aguardava para poder dar início aos próprios treinos. Estávamos nos intercalando muito bem entre turnos.

Habilidades Adquiridas:
Nome: Perícia Corporal I
Descrição: Treinar o corpo e a mente para tornar-se um melhor guerreiro é quase que uma obrigação de cada meio-sangue, caso ele deseje sobreviver nesse mundo louco. Assim sendo, depois de uma aula de perícias, o corpo do semideus foi condicionado e treinado para melhorar a agilidade, a esquiva e o reflexo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em agilidade, esquiva e reflexo.
Dano: Nenhum

Nome: Perícia Corporal II
Descrição: Treinar o corpo e a mente para tornar-se um melhor guerreiro é quase que uma obrigação de cada meio-sangue, caso ele deseje sobreviver nesse mundo louco. Assim sendo, depois de uma aula de perícias, o corpo do semideus foi condicionado e treinado para melhorar a resistência corporal. Irá se cansar mais dificilmente, estando preparado para realizar exercícios físicos mais complexos. Assim, possui um melhor desempenho em combate, podendo permanecer lutando mais tempo que outros.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em resistência física.
Dano: Nenhum

Nome: Perícia em Ambidestria
Descrição: Depois de treinar, o semideus é capaz de usar ambas as mãos e pernas em combate, distribuindo força e equilíbrio necessário para já ter a mesma eficiência no uso. Será capaz de, por exemplo, usar duas armas ao mesmo tempo além de equilibrar-se mais fácil por ter ambas as pernas como dominantes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força e equilíbrio.
Dano: Nenhum

Nome: Prática de Asanas
Descrição: O corpo é tão jovem quanto flexível. Exercícios de yoga enfatizam a saúde da coluna vertebral, a sua força, equilíbrio e flexibilidade. A prática dos Asanas (exercícios de Yoga) aumenta esses três atributos do semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio e flexibilidade.
Extra: + 10% em Força.

Poderes Passivos - Filhos de Perséfone:
Nome do poder: Esquiva I
Descrição: O semideus é mais ágil do que a maioria dos campistas, e aprende a se esquivar mais naturalmente, sendo veloz, e bastante escorregadio. Isso permite que em batalha, frente a frente com o inimigo, ele ganhe certa facilidade em defender e escapar de golpes de armas diretas contra si.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de esquiva e velocidade
Dano: Nenhum

Nome do poder: Esquiva II
Descrição: Se antes você era ágil, com certo treino, se tornou um gatuno ágil, em batalha, é mais rápido que a maioria dos campistas, e consegue se defender, se esquivar de forma rápida e eficaz, o que a maioria não consegue fazer.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de esquiva e velocidade
Dano: Nenhum

Poderes Passivos - Curandeiros de Asclépio:
Nome do poder: Agilidade I
Descrição: Os procedimentos médicos exigem certa agilidade, portanto, curandeiros são um pouco mais ágeis que os humanos normais.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 10% agilidade
Dano:  Nenhum.

Nome do poder: Agilidade II
Descrição: Os procedimentos médicos exigem certa agilidade, portanto, curandeiros são um pouco mais ágeis que os humanos normais.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 15% agilidade
Dano:  Nenhum.

Nome do poder: Força aprimorada
Descrição: Carregar pacientes e imobilizar pacientes em estado de eclampsia e epilepsia exige força, por isso, os abençoados do deus Asclépio são mais fortes que o comum.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 15% Força
Dano:  Nenhum.

Nome do poder: Convicção Inabalável
Descrição: Médicos não podem deixar-se abalar por nada: eles dificilmente ficarão assustados ou abalados com algo, assim como serão surpreendidos com menos eficácia e nenhuma mentira lhes escapa, embora às vezes os mentirosos mais hábeis, como os filhos de Éris, consigam ocultar em parte sua mentira. Omissão não é afetada, pois não é uma mentira.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Capazes de detectar facilmente mentiras de semideuses com nível igual ou inferior, exceto os semideuses com habilidades para tal.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Agilidade III
Descrição: Os procedimentos médicos exigem certa agilidade, portanto, curandeiros são um pouco mais ágeis que os humanos normais.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 20% agilidade
Dano:  Nenhum.


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Re: III Aula de Combate Corporal -//- Taekwondo I

Mensagem por Newt Flower em Ter Abr 24, 2018 2:16 pm

Chutes

Eu tinha sido convencido pela loira a ir assistir uma aula de combate corporal, a prática de exercícios físicos e disciplina corporal eram o primeiro passo para algum treinamento base. Eu sabia que eu seria um desastre e para parar com as insistências da loira eu acabei acompanhando ela. – Eles nos farão lutar uns contra os outros até a morte? – A questionei com um sorriso de canto de boca, era bagunça da minha parte porque ela parecia levar a sério todos os tipos de atividade do acampamento. Suspirei fundo ao chegar na arena que tinha ganhado um novo chão. – Me sinto melhor com isso! – Pelo menos minha queda seria mais confortável, era o que eu pensava quando eu vi aquilo, e pelo menos os sacos de pancada iriam servir para eu não ser um. Dakota vestia uma roupa colada e mais flexível, enquanto eu ainda estava de moletom e bermuda, ela resmungou algo sobre minha roupa. – Eu tenho meu próprio estilo, sabe? – Falei tirando a sandália e pisando no tatame pela primeira vez.

A instrutora era outra semideusa que não parecia assustadora para alguém que ensinaria a lutar, o que me deixou surpreso e grato. Dakota fez um comentário maldoso sobre meu olhar para a instrutora, corei violentamente como sempre e tentei responder sem gaguejar. – Nã…que bobagem menina! – Tirei o moletom ficando de camiseta regata preta e joguei a roupa perto da bolsa da menina, eu não treinava muito, mas meu corpo era um magro com traços de musculação. O que obviamente eu não fazia, mas trabalhar no campo e carregar as coisas me deixavam assim, fora que eu não comia quase nenhuma besteira. – Tak..Taekwondo? – Eu sabia que era algum tipo de artes marciais e Max, como ela se apresentou, explicava seu conceito, usava os pés para chutes. Ele era um conjunto de técnicas que davam chutes objetivos e mais potentes, além de colocar agilidade e equilíbrio nisso. Foi quando eu tive certeza que iria cair, ela explicava de uma maneira que parecia até divertido sair chutando pessoas por ali, mas era algo que eu não considerava divertido. Uma das coisas que ela falou que me chamaram a atenção foi para a necessidade de saber como chutar, a maioria dos golpes eram feitos com a sola do pé e com o calcanhar porque eram as partes mais duras, então usar dedos poderia sair bem machucado. Ela demonstrou rapidamente cinco golpes que me fizeram arregalar os olhos, ela era boa no que estava fazendo. – Wow, isso foi legal! – Abri um sorriso para Dakota que estava me olhando bem séria, às vezes ela me dava medo de verdade.

Era a nossa vez de treinar, e Max nos orientou a aquecer e alongar, em especial as pernas, mas como usávamos todo o corpo como os quadris e tronco, era preciso fazer um alongamento completo. Dakota e eu fizemos o alongamento juntos, eu segurava no ombro dela enquanto segurava a perna para trás, e ela fazia o mesmo para ficarmos equilibrados. – Preciso me lembrar disso quando for para as plantações! – Meu corpo doía só nos alongamentos, eu não entendi a lógica daquilo mas também não queria dar uma de chato e ficar questionando tudo. Depois mudamos de posição para alongar a coluna, tentando tocar as pontas dos pés sem dobrar o joelho, nossa, aquilo foi realmente difícil. Dakota tinha mais facilidade para executar tudo que eu, mas ela parecia bem mais flexível do que um roceiro como eu. [...] Depois de todos termos nos alongado Max repetiu com mais calma e explicação os cinco movimentos, ela então nos dividiu pelo tatame para que pudéssemos treinar os chutes. – Seja boa comigo! – Ri com uma cara de ‘por favor’ para a loira quando ela falou que iriamos treinar juntos.

Eu preferi começar por um básico, o chute frontal já era uma ótima forma de chutar e correr, muito boa para mim. – Vamos começar pelo primeiro! – Comentei com a menina, que logo lembrou do chute. Eu fiz uma pose engraçada como se fosse profissional, mas estava apenas querendo disfarçar o meu nervosismo. Quando Max falou algo ao nosso lado eu levei um susto e recuei baixando o rosto, tinha dificuldades com terceiros que eu desconhecia. Dakota quem falou sobre o que iriamos treinar primeiro e Max reexplicou. Ela dizia que o pé de apoio era um dos segredos desse chute, que podia ser feito em sequência variando a posição do alvo. Eu ia fazendo a posição que ela falava, levantava o joelho e me sentia um idiota u.u Eu tinha que ter equilíbrio e me mantar na posição, mas não demorava muito e eu já estava com os dois pés no tatame. Eu tentei girar e chutar mas não deu muito certo quando eu perdi o equilíbrio e dei uns dois belos passos para trás. – Mais difícil que pensei! – Cocei a nuca e Max lembrou que a posição dos braços também era importante. oi???? Bom, era um movimento que mexia não apenas com a perna, mas com o corpo todo, destreza e equilíbrio eram preciso na hora da execução, ela mostrava a posição que eu deveria ter com os joelhos flexionados e depois com eles esticados nas três posições, era incrível como ela fazia com tanta leveza. Dakota observava tudo com uma expressão fechada, não sabia o que se passava pela cabecinha da loira, eu apenas me concentrei no que tinha que fazer. Braços para equilíbrio, pés de apoio firme e giratórios, não bater com a ponta dos dedos, joelhos flexionados, impulso do quadril! Repassava mentalmente tudo o que tinha que fazer e tentei mais uma vez.

Me posicionei como Max fez, flexionei os joelhos e dei o primeiro chute com uma pequena rotação do pé de apoio, depois outro chute subindo mais o ângulo. Mas o terceiro era o mais difícil, pois a perna deveria subir como se fosse na altura da cabeça de uma pessoa, perdi o equilíbrio e tombei para trás. Por Merlin o tatame não me deixou cair mais feio, eu ri sem graça e Dakota me ajudou a levantar. – Obrigado! Eu…não nasci para isso! – Nunca vou entender porque ela me bateu na cabeça, olhei meio assustado para a loira baixinha que falou que eu não estava nem me esforçando. – Claro que eu estou me esforçando! – Não aceitei aquilo, ela colocou um boneco de treino na minha frente e falou que eu deveria treinar ali, eu nem ao menos questionei, meninas guerreiras não eram para serem questionadas. Ela foi pedir orientação de Max para outro chute e eu olhei para o boneco por um tempo antes de continuar. – É amigão, a vida é mesmo cruel! – Dei dois tapinhas na cara do boneco antes de me posicionar para treinar, fiz a pose para chutar e flexionei os joelhos, o primeiro ponto era baixo perto da virilha, chutei com a sola do pé deixando meus dedos protegidos. Era a primeira vez que sentia algum impacto com aquilo, o que me fez quase cair, via que a minha posição com o pé de apoio ainda não era perfeita.

Parei e recuei um passo do boneco, me posicionei e chutei novamente o primeiro ponto. Acertei e aguentei melhor o impacto, novamente eu flexionei os joelhos e chutei o segundo ponto que era no peito, isso fez com que o meu pé de apoio move-se para a lateral e meu ângulo de chute aumentasse. Chegou o terceiro chute, que era no queixo do boneco, eu atingir com a sola mas meu pé de equilíbrio quase falhou, não cai, mas recuei um passo. – Temos um avanço Houston! – Imitei aquela voz da N.A.S.A! Sorri um pouco mais confiante com o que tinha feito, era pouco, mas para alguém como eu era muito. Continuei a praticar aquele chute, de modo que eu já não recuava quando atingia o terceiro chute, meu pé de apoio andava melhor e minha confiança também. Foi só então que eu comecei a tentar executar os três chutes mais rápidos, um atrás do outro, na primeira tentativa eu me desequilibrei e o terceiro chute foi um raspão. Mas continuei chutando e chutando, tinha até começado a gostar daquilo quando a voz da loira me assustou e eu caí. Ela ria descaradamente e prendi minhas pernas nas dela a puxando para o chão. – Menina má! – Falei rindo vendo a face dela corada. – Vai me ajudar a treinar?  – Ajudei ela ficar de pé e ela com raiva concordou. Eu fiquei um pouco receoso em machucar ela, mas ela mesmo pedia para eu ir com tudo. Ela esperou e eu me posicionei para chutar, no primeiro chute ela bloqueou, segurou meu pé e me empurrou para trás e caí como um saco vazio! – Não é justo! – Protestei olhando para a loirinha que ria sem parar, claro que ela era vingativa. Fiquei de pé rapidamente e já parti para chutar ela, o primeiro golpe ela bloqueou com as mãos novamente, mas o segundo atingiu ela e o terceiro também, a menina caiu. Eu tinha conseguido executar o chute com rapidez para atingir ela com a guarda baixa.

– Me desculpa! – Falei logo em seguida indo ao encontro dela. Fiquei surpreso quando ela falou que eu fiz bem, mas eu não me sentia bem fazendo aquilo com ela, era o contrário. Ela falou para eu fazer novamente e eu não queria, mas por insistência eu acabei fazendo, porque em seguida eu seria o seu saco de pancada. Repeti os movimentos começando num tempo que ela não espera e acertei os dois primeiros, o terceiro ela já tinha recuado. Ela não queria minha ajuda, como sempre, e falou para eu ficar parado para ela treinar o chute lateral. Eu me sentia culpado e nem protestei sentido o chute dela me pegar em cheio. – Aí! – Reclamei indo para o lado e ela continuou rindo, entendi que eu deveria tentar bloquear ou dificultar para ela, como ela fez comigo. [...] Depois dela me bater o quanto quis eu estava com os braços e pernas doloridos, o tempo tinha acabado e Max passava os últimos recados e dicas. Fazia caretas enquanto ouvia aquilo, não era tão ruim como eu pensava, mas tão dolorido quanto. – Meninas não deviam serem fortes! – Falei uma frase machista que me deu o direito de receber mais um beliscão de Dakota, eu ri daquilo sem revidar. Pegamos nossos pertences e saímos dali.

Off: Chute Frontal. Com Dakota Rathbone


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Re: III Aula de Combate Corporal -//- Taekwondo I

Mensagem por Romeo Bernocchi em Dom Abr 29, 2018 12:10 am

Combate Corporal

Sendo filho de Belona eu contava com mais habilidades físicas do que muitos dos outros semideuses, mas nunca tivera conhecimento específico algum para empregá-las corretamente em um combate. Desde minha ingressão à Legião eu me dedicava ao meu desenvolvimento e por isso marquei presença em aulas de magia e de como escapar de algumas situações usando somente um clipe. Sentia que era muito importante aprender um pouco de tudo.

Gostava de me meter em situações que saíam da minha zona de conforto, mas gostava ainda mais quando tais situações se encontravam nessa região. A proposta feita por Maxine, uma filha de Júpiter da terceira coorte, era bastante agradável: taekwondo. Minha noção dessa arte marcial era praticamente nula, e por isso não pensei duas vezes em ir à aula, já que se tratava de combate corporal.

Naquela manhã agradável, encontrei-me com os romanos nos Campos de Marte. Assim como no treino de Sun Hee, Max havia modificado um pouco o cenário, espalhando sacos de pancada e tatames para que sua ideia corresse perfeitamente bem.

Acenei e sorri sutilmente à instrutora quando nossos olhares se cruzaram. Já a vi algumas vezes tempos atrás, mas nunca desenvolvemos um diálogo decente. Por alguma razão, o fato de ela ter se tornado uma amazona me deixou um teco medroso. Ela, assim como Emmanuelle, me fazia tremer na base se uma troca de olhares durasse mais do que cinco segundos. Por isso corri para achar algum canto pra mim.

A camiseta roxa do acampamento e o short escuro de moletom que eu usava possibilitavam uma movimentação ótima. Após um breve discurso a respeito do taekwondo, encetamos um alongamento seguido de um aquecimento. A julgar pelos semideuses presentes, eu estava bem. Minha flexibilidade na hora de alongar era um tanto quanto vergonhosa, mas ninguém aparentemente foi muito melhor do que eu. Tudo numa boa.

Depois de darmos algumas voltas no contorno dos tatames, a fim de aquecer nossos corpos, fomos instruídos a nos posicionarmos com certo espaço entre nós. Focada em cinco chutes básicos, a aula prometia ser incrível. Pelo menos pra mim, que tentava inutilmente esconder a excitação expressada num sorriso de orelha a orelha.

Ao passo em que Max explicava o primeiro golpe, o chute frontal, nós íamos nos dividindo em duplas, já que após treinar praticaríamos uns com outros. Fui o último a arranjar alguém porque pelo visto tinham medo do meu sorrisão, mas não me importei. Quando um garoto desconhecido se aproximou, eu o cumprimentei gentilmente.

A execução do chute frontal, assim como o do lateral, foi tranquila, mas precisei regular um pouco a minha força depois de pegar o jeito porque as caretas que o menino-cobaia fazia ao ser atingido eram bem sofridas. Mas é a vida, né?! Depois que comecei a praticar yoga eu sentia meu corpo muito mais relaxado e prontíssimo para realizar atividades físicas.

Chute gancho. — repeti baixinho quando Hayes o apresentou. Antes de demonstrá-lo, tentei imaginar como seria, mas viajei demais. E também apanhei pra compreendê-lo.

A execução do chute era mais complexa do que os dois anteriores e por isso precisei de mais dedicação. Às vezes perdia o equilíbrio ou, treinando, tocava o alvo com os dedos. Cada erro resultava em um longo e frustado suspiro, mas em seguida eu repassava as instruções recebidas e tentava outra vez. Com certa dificuldade e, por consequência, demora, consegui avançar para o seguinte.

O chute para trás parecia divertido porque me lembrava um coice. Não que eu já tivesse levado um, mas já vivi o suficiente para ver alguns semideuses inexperientes e corajosos tentarem mexer com pégasos nos estábulos. Ri com a lembrança e logo em seguida voltei à realidade, temendo que tivesse feito barulho demais e que por isso levaria um sermão de Max. Então, me apressei pra disfarçar:

Err... chute para trás, chute para trás.

Posicionei-me como ensinado e comecei a praticar com o garoto, atentando-me à distância que deveria manter dele já que precisava esticar toda a perna de chute, que no meu caso variava. Em virtude da ambidestria, eu praticava os golpes com ambas as pernas e demandava um pouco mais de tempo que os demais.

Quando enfim avançamos para o último chute, eu percebi que meus braços doíam por conta das quedas causadas pela falta de equilíbrio e concentração devidos, meu quadril praticamente gritava por descanso e os músculos das minhas coxas, sem contar os meus pés, estavam formigando e com uma desconfortável sensação de abuso, como se estivessem pegando fogo. Mas tudo bem, só faltava um golpe. Eu aguentava.

Engoli em seco, ignorando as dores que sentia e acompanhando a explicação que a instrutora nos dava. Assim como os dois chutes anteriores, o circular era um pouco mais complexo. De cara, focamos no footwork para treinarmos a agilidade com os pés. Optei por começar pelo pé direito, erguendo o esquerdo ao flexionar o joelho respectivo.

Preparado, o exercício de rotacionar o pé 90º teve início. Preferi realizá-lo de todas as formas possíveis: com ambos os pés, para dentro e para fora. Segundo Max, que por um instante considerável ficou me encarando, esse trabalho com os pés era a melhor forma de obter uma base sólida para proporcionar um bom chute circular. E embora eu estivesse jogando suor para todos os lados a cada saltito que dava (semelhante a um cachorro quando sai de uma piscina, por exemplo), eu não estava nem aí.

Após passar algum tempo me dedicando ao footwork, fiz uma pausa. Já respirava bem alto e sentia minha camiseta colada no meu tronco. Nota mental: levaria duas camisetas extras para a próxima aula. E talvez um rodo.

Ao retomar a atividade, posicionei-me com a perna esquerda para frente, em posição de combate, decidido a usar a outra para chutar. Nisso, o pé respectivo foi posto ligeiramente apontado para dentro enquanto o outro (o direito) era mantido fletido, apoiado em sua ponta. O chute giratório partia dessa posição, portanto eu precisava me habituar a ela.

Seguidamente, a desenvoltura do movimento: um meio giro - de 180º, no caso - que me deixou de costas para o menino-alvo que estava parado a uma distância perfeita de mim. Ao fim da curta e rápida ação, com o rosto voltado para a minha diagonal direita traseira, eu reconquistei o alvo em meu campo de visão.

Antes de prosseguir, voltei à posição inicial e pratiquei repetidamente o giro, ganhando mais confiança e destreza em sua execução. Com a aprovação de Max, anunciada por um joinha simpático, eu emendei o giro com o soerguer da minha perna de chute, mantendo o joelho flexionado. Desta maneira, faltaria somente estirar tal perna para concluir o golpe, mas ainda não estava na hora.

Ao longo das tentativas, senti certa falta de equilíbrio. Em função disso, dei uma pausa, bebi um pouco de água e chacoalhei o corpo por um tempinho para relaxar os músculos. Com o incentivo da instrutora, então, eu retomei o exercício.

Eu já não tinha noção de tempo, mas tinha certeza que estava há mais de hora naquela aula. Provavelmente dormiria por muitas horas depois, o que seria ótimo. Pensar sobre isso foi maravilhoso, inclusive, pois me deu o gás necessário que faltava para saltar, chutar, e girar. Ou quem sabe girar, saltar e chutar.

Com a repetição do giro e do levantamento da perna, a parte do chute em si foi tranquila. Depois do giro seco, da erguida da perna e da consequente inclinação do tronco, veio o chute. Estirando a perna direita (a mesma de antes, amém), um movimento contínuo, alto e veloz foi descrito em linha reta na direção que parecia estar a cabeça do alvo. Por motivos de segurança, agora ele segurava uma espécie de almofada (específica para treinar).

A inclinação do meu tronco se dava à medida que minha perna subia e descrevia o chute. Com o fim dele, tratando-se de um chute giratório, meu tronco se endireitava e eu retornava à posição inicial. Entretanto, quando tentei fazer o golpe por completo, algo errado não deu certo. Um baque surdo proveu da minha queda desgovernada sobre o tatame, seguido da minha própria gargalhada.

Mais firmeza no giro, Romeo! Não precisa ter pressa para executá-lo. — Max interveio enquanto eu me levantava. Esperava de coração que ela não tivesse notado o susto que eu tomei, e por isso me apressei para dizer algo:

Sim, claro! Firmeza! — repeti, recuperando a postura inicial do golpe. Seguindo a sugestão, reproduzi o chute com mais atenção no giro e mais lentidão, alcançando algo semelhante ao êxito.

Perdi as contas de quantas vezes repeti esse chute. Definitivamente ele era o pior de todos, o mais difícil. E exatamente por isso eu precisava insistir nele. Somente usando a perna direita como perna de chute, ao fim da aula, eu estava até que bem.

Com a prática, Romeo, você vai conseguir emendar todo o processo do chute e fazê-lo em, sei lá, um segundo!? — Max se aproximou para dar tapinhas nas minhas costas, mas ao se deparar com a camada de suor presente em todo o meu corpo, ela sorriu marotamente e fez outro joinha. — Dá até para executá-lo em um saltinho, estilo Jackie Chan.

Soltei uma risadinha, porque era só isso que aquele momento eu era capaz de fazer. Junto de Hayes, os demais legionários deixaram a arena, mas eu optei por ir mais devagar. Depois de tanto esforço físico não era saudável simplesmente parar, mas também eu estava em um ritmo muito lento. Talvez eu tenha chegado no meu quartel uma horinha depois.

habilidades:
passivas:
Nível 3
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: A prole da deusa Belona tem um vasto conhecimento sobre combates. Seu corpo e seu espíritos foram forjados para o combate. Assim, eles possuem a capacidade de luta corporal muito elevada, sabendo técnicas marciais mesmo que nunca tenha realizado uma aula sequer antes. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 20
Nome do poder: Corpo Guerreiro II
Descrição: Seu corpo desenvolveu-se e tornou-se ainda mais pronto para a batalhas de longa duração. O metabolismo evoluiu e a fisiologia do semideus filho de Belona foi potencializada. A resistência corporal tornou-se melhor ainda, assim como a imunologia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em resistência corporal, +40% de imunidade a infecções, venenos e doenças corriqueiras como viroses.

Nível 45
Nome do poder: Hipercinesia III
Descrição: Esse é o momento em que mente e corpo encontra-se em completa sintonia. Você não apenas pensa e age, mas como pode fazer os dois ao mesmo tempo. A leitura do ambiente torna-se perfeita, permitindo assim o combo de muitas outras habilidades ativas com a sua capacidade hipercinética. Sua mente e corpo tornam-se a sua maior e principal arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% em equilíbrio, coordenação motora e reflexos
Dano: Nenhum

Nível 50
Nome do poder: Ignorar a dor II
Descrição: Parar de combater por causa de seus machucados não faz parte dos planos do semideus filho de Belona. Ignorar a dor provocada nos combates tornou-se ainda mais fácil e corriqueiro, permitindo assim o seu desenvolvimento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Bônus: Podem ignorar a dor de queimaduras de grau médio, desde que não sejam em grande escala de estrago, luxações, câimbras, fraturas em dedos e etc. Apesar de serem afetados, e sentirem dor, conseguem continuar lutando. Fraturas em braços, pernas, costelas e outros membros não entram nesse poder.
Dano: Nenhum
aprendidas:
Ás da Espionagem
Descrição: O semideus é capaz de se disfarçar e se infiltrar em um local inimigo sem ser percebido, movendo-se com discrição pelo ambiente para que não seja notado e cumpra seus objetivos naquele local com poucas chances de ser descoberto.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: +20% controle corporal, manipulação e raciocínio. O semideus tem 60% de chance de não ser notado no campo inimigo.
Dano: Nenhum.

Prática de Asanas
Descrição: O corpo é tão jovem quanto flexível. Exercícios de yoga enfatizam a saúde da coluna vertebral, a sua força, equilíbrio e flexibilidade. A prática dos Asanas (exercícios de Yoga) aumenta esses três atributos do semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio e flexibilidade.
Extra: + 10% em Força.
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Re: III Aula de Combate Corporal -//- Taekwondo I

Mensagem por Peter C. Gallagher em Seg Abr 30, 2018 3:49 pm

ciontacht agus cothromaíocht

Os braços cercaram meu pescoço e o peso dele fez meu tronco inclinar-se para frente. Como quase sempre, era um dia fresco no Acampamento e parte deste frescor se devia ao horário. O sol só não era capaz de projetar longas sombras sobre o chão porque não havia obstáculos para seus raios.

Eu sorri com os lábios fechados ao retribuir aquela espécie de abraço da forma que era capaz. Minha resposta consistiu apenas em breves apertão e afago no braço moreno do jovem.

– Que milagre você mais baixo do que eu. – Raul comentou após me soltar.

Eu disparei uma risada um pouco irônica.

– Só porque eu tô sentado. – Ele se acomodou ao meu lado no mesmo tatame. – Você está dez minutos atrasado.

Lo siento, grande. – Os dedos esguios dele se perderam entre os próprios fios castanhos, arrumando-os da forma que conseguia. Ele estava despenteado, o que significava que havia se deslocado com pressa.

– Aqui. – Dei dois tapas leves em seu ombro para que ele se virasse de costas para mim e fiz um coque em seu cabelo. – Você não trouxe nada para prender?

Raul olhou por cima do ombro e sorriu como quem insinuava um pedido de desculpas. Minha feição se dividiu entre o riso e a repreensão.

– Você veio fazer aula de combate corporal sem nada para prender esse monte de cabelo?

O moço latino apenas afirmou de leve com a cabeça e se reposicionou como estava antes, de frente para a instrutora da aula que diante de todos explicava no que consistia os ensinamentos do dia. Nós quase não conversamos durante os minutos que se seguiram, imersos nas explicações de Max.

Eu ficava encantado como diversas lutas marciais misturavam filosofia e técnicas de combate. Portanto, eu prestei bastante atenção ao que a amazona nos passava, especialmente no que tangia o conhecimento do próprio corpo, o equilíbrio e o foco, não apenas nos movimentos físicos, mas também na maneira de observar a realidade.

Quando a garota deu por terminado seu discurso eu segui sua sugestão e andei em direção aos sacos de pancadas com Raul um pouco à minha frente. Ele interpelou uma campista baixa de cabelo curto preto e questionou se ela tinha algum objeto para prender cabelo. Eu ri porque era evidente que ela não precisava de algo assim – seu cabelo era muito menor do que o do próprio rapaz –, contudo me vi surpreso quando a moça retirou do bolso de trás um elástico preto e entregou ao latino.

– Percebeu? Fácil. – Ele disse a mim.

– Para de se gabar. – Eu ralhei com cautelosa entonação pouco agressiva. – Vamos treinar. Amarra a juba.

Ele riu das minhas palavras e logo depois nos posicionamos cada um diante de um saco de pancadas para nos aquecermos, descalços e com roupas adequadas para o treino. As vestes do filho de Íris eram especialmente propícias já que evidenciavam algo que me causava um leve desconforto (ou interesse): ele vinha ficando cada vez menos magro e progressivamente mais musculoso.

Nosso aquecimento durou poucos minutos, apenas o tempo necessário para que nossos músculos se esticassem e nossos corpos se energizassem, escapando da letargia que nos consumia até então.

Nós paramos diante dos respectivos sacos de pancadas e eu dobrei as mangas da camiseta antes de começar a golpear o objeto de consistência levemente macia. Comecei com socos mesmo sabendo que aquela era uma aula sobre chutes, mas havia decidido iniciar daquela forma para elevar meus níveis de adrenalina. Em alguns minutos estava chutando o saco, tentando repetir os golpes ensinados por Max sem necessariamente me preocupar em estar correto, só queria me acostumar aos movimentos demandados pelo Taekwondo.

Logo de início eu percebi que era um pouco difícil. Como várias lutas marciais, o Taekwondo contava com um tipo próprio de movimentação, postura e domínio corporal; não era simplesmente chutar, definitivamente. Existia um modo correto de posicionar o pé de apoio, de inclinar o tronco e até de progredir com a perna responsável por golpear para alcançar o chute.

Quando eu errava muito, Max se aproximava com seu bom humor natural e me instruía a maneira correta. Eu começara inteiramente equivocado, precisava ser sincero; a bem da verdade, mal tinha o equilíbrio necessário para realizar os golpes (e posteriormente me dei conta de que não era uma questão de destreza corporal inata, eu simplesmente não estava me apoiando da maneira adequada).

Raul tinha resultados um pouco diferentes dos meus. Em menos de dois minutos ele já estava cercando seu saco de pancadas, dando pequenos saltinhos como se estudasse o oponente antes do golpe. Era estranho pois o seu oponente era uma lona preenchida com um material desconhecido.

Ao final dos quinze minutos iniciais de adaptação eu já estava um pouco arfante e bastante suado, pois pouco parara para descansar. Os músculos da minha perna davam pequenos espasmos, indicando o nível de tensão em que se encontravam. Apesar disso, eu não parei de me movimentar pois sabia que caso o fizesse toda minha disposição iria se dissipar na mesma velocidade em que cresceu.

– Agora é a hora que vocês mais estavam esperando, garotos. – Max começou a falar quando nos distanciamos dos sacos de pancadas. – A hora do beijo!

– Que?

– Oi?

Ela riu.

– É brincadeira. – Ela parou de andar e se virou para nós – É a hora da porrada mesmo. O velho “lutem entre vocês para praticar”. Vamos às regras!

Em seguida a loira destrinchou o que nós não poderíamos fazer (de usar poderes até furar o olho do colega com um garfo) e nos deu alguns conselhos sobre como seria o melhor modo de realizar aquela prática.

– Pronto para apanhar, pajarito? – O rapaz debochou, com um sorriso atrevido nos lábios.

Eu e ele tínhamos desenvolvido uma amizade interessante nos últimos meses. Ele era um rapaz novo no Acampamento precisando descobrir mais daquele mundo e eu era alguém que buscava companhia para fugir de meus próprios demônios. Funcionávamos bem juntos.

Olhei para os lados, em seguida atrás de mim e depois me inclinei para poder procurar atrás de Raul.

– Não estou vendo ninguém por perto bom o suficiente para me bater. – Devolvi o sorriso. – Você vê?

Ele riu de maneira claramente encenada e depois sua feição tornou-se subitamente séria. Eu evitei sorrir com sua resposta irônica e me posicionei mais distante do outro de olhos multicoloridos. Movi o pescoço e o observei enquanto ele também se preparava para o que se seguiria.

– Palhaço. Vamos começar logo.

Havíamos acordado quando Max estava próxima de que, pelo menos inicialmente, não iríamos praticar alternadamente, com um golpeando enquanto o outro apenas se defendia de maneira combinada. Decidíramos que aquela seria uma simulação mais próxima de uma real partida de taekwondo.

Por cinco segundos estudamos um ao outro. Eu sabia que ele iria avançar primeiro.

E ele avançou.

Raul foi lento, levando em consideração a sua agilidade natural. Tentou me acertar com um chute frontal simples e surpreendentemente alto, centímetros abaixo da minha garganta. Com dois passos para trás eu fui capaz de me esquivar e logo em seguida segurei seu tornozelo e o puxei com força suficiente para fazê-lo desequilibrar e ir de encontro ao chão.  Percebi em sua feição que ele havia se irritado.

– Não precisava ter me derrubado. – Claramente ele se esforçava em não deixar seu desagrado transparecer na voz.

– Foi um reflexo. – Esclareci de imediato, mas não acreditava totalmente nas minhas próprias palavras e percebi que ele também não.

– Vamos continuar. – Foi a única coisa que ele disse antes de novamente investir na minha direção.

O chute veio com mais velocidade dessa vez, mas eu novamente consegui me esquivar – desta vez com maior dificuldade, contudo. Tentei responder ao golpe com um chute de igual intensidade, mas Raul foi rápido e deu um passo para o lado. Com a parte frontal do tronco perpendicular a mim, ele trouxe a perna esquerda estendida para frente e lançou o pé na minha direção.

Eu percebi que seu golpe não fora perfeitamente executado pois primeiro ele deveria ter erguido a perna com o joelho flexionado e em seguida tê-la esticado por completo. Mas isso não fez muita falta no sucesso do chute. Eu senti o forte impacto do seu calcanhar contra minha traqueia e tentei revidar ao golpe mesmo com a dor súbita.

Diminuí a distância entre nós com poucos passos, então me apoiei no pé esquerdo, ergui a perna oposta com a canela apontando para baixo e em seguida estirei o joelho e movi o quadril. Meu chute frontal acertou a lateral da sua barriga e não o centro dela como eu intentava, mas eu percebi em sua feição que fizera um bom golpe, usando o máximo do meu corpo para aumentar a força dele. Com a mão direita ele pediu um tempo enquanto a esquerda massageava a região abaixo da costela.

– Machucou? – Perguntei sinceramente preocupado.

– Não. – Ele forçou um sorriso acima da dor. – Só está doendo um pouco.

Eu esperei com paciência até que ele indicasse que estava pronto para prosseguir. Raul se distanciou com passos velozes e quando eu me aproximei ele usou os quadris para impulsionar um chute frontal direto contra minha barriga, forçando-me a recuar. Após esse breve início confuso nós estávamos já nos adaptando ao ritmo da luta. Prosseguimos com a prática majoritariamente executando chutes frontais e laterais devido à maior facilidade deles. Esporadicamente ensaiávamos um chute para trás ou um gancho, mas estes demandavam mais destreza do que tínhamos.

No meu caso eu insistia em tentar realizar o chute gancho, tentando várias vezes fazê-lo. Na primeira, mal conseguira erguer minha perna a uma altura suficiente e meu calcanhar resvalou no braço do meu amigo, levando a uma tentativa malsucedida. Era especialmente difícil conseguir alcançar meu intento no ritmo em que nós estávamos, já que tinha que me preocupar em também não ser atingido pelos golpes de Raul e por não ter total domínio da técnica eu levava tempo para realizar todos os movimentos.

Muitos chutes e alguns minutos depois Max se aproximou após circular pelo espaço aberto dando instruções mais específicas às duplas.

– Peter, você está fazendo bom uso do seu corpo, mas te falta precisão e um pouco de equilíbrio. – Ela se moveu lentamente para simular um chute para trás, me mostrando o modo correto de inclinar o tronco e de se apoiar. – E Raul, você não está fazendo bom uso do seu corpo. Você tem o que falta no seu amigo aqui, mas seus chutes poderiam ser mais fortes se você usasse o quadril para empurrar a perna e se não a tirasse do solo já totalmente estendida.

– Eu tento, – ele se justificou – mas é automático, puro reflexo.

– Então tente ir com mais calma, diminuir o ritmo. Vocês dois não precisam simular uma luta, podem apenas ir treinando os golpes um com o outro.

Acatamos a sugestão da amazona e mudamos nossa estratégia para algo menos agitado. Revezávamos nossos papéis, uma hora eu me mantinha apenas defendendo os golpes e na outra era quem atacava e vice-versa. Era menos divertido que o método anterior, mas claramente mais efetivo. Em dez minutos nós dois estávamos melhores. Voltando ao estilo de luta – dessa vez menos competitivo e mais focado em praticarmos nossa movimentação e aprimorar a técnica –, eu percebi que Raul ficara especialmente bom no chute para trás e até conseguira quase realizar um bom chute circular.

Quando eu já estava exausto eu aproveitei que ele estava com a guarda baixa após um chute lateral bem-sucedido meu e tentei mais uma vez um gancho. Meu pé direito serviu como base, a cabeça de Raul estava mais baixa pois ele estava inclinado e, portanto, foi fácil posicionar meu pé esquerdo ao lado da sua orelha e em seguida dobrar o joelho, chocando meu calcanhar contra sua nuca. O impacto foi forte o suficiente para fazer seu tronco dobrar e ele arquejou por alguns segundos.

– Nossa, Peter. – Ele ria, aparentemente feliz pelo meu sucesso, mas esfregando os dedos contra a nuca. – Belo golpe, parabéns, quase me fez desmaiar.

Nós rimos da sua brincadeira e decidimos continuar por mais algum tempo. Foi uma má decisão. Raul decidira tentar também o chute gancho, que parecia mais simples que o circular. Eu ergui meu braço para me defender da aproximação do pé e só fui capaz de ouvir um estalo quando seu dedão se chocou contra meu antebraço. Logo em seguida, vi meu amigo cair no chão e emitir um grito carregado de agonia.

– Quantas vezes a Max disse para não chutar com os dedos?! – A primeira coisa que me veio na cabeça ao vê-lo caído no chão foi tal repreensão, mas ele me respondeu com um sonoro, irado e rouco xingamento em espanhol composto de cinco palavras céleres, o que me levou a concluir que ele não estava aberto a críticas.

Em segundos a instrutora estava ao nosso lado. Pela primeira vez eu olhei na direção do ferimento e me assombrei com a direção estranha para qual seu dedão apontava.

– O que aconteceu?! – A loura perguntou, claramente assustada.

O rapaz apenas praguejava em castelhano e decidi eu mesmo explicar.

– Um acidente. – Estalei a língua contra o céu da boca, preocupado demais com o estado dele para me estender nas explanações. – O dedo dele bateu contra meu braço.

– Todos se concentrem em seus treinamentos, foi apenas um acidente. – A moça bradou por sobre o ombro. – Eu vou chamar um curandeiro, mantenha-o imóvel.

– Não. – Eu disse, tentando manter a calma.

Puxei a camiseta laranja do Acampamento por cima da cabeça e estendi as asas brancas que herdara do meu pai, balançando-as um pouco.

– É mais rápido que eu o leve voando. – Passei meus braços por baixo das costas e joelhos de Raul e o ergui do chão. – Obrigado pela aula Max, foi incrível.

– Não há de quê. – Ela se aproximou do rapaz com uma expressão de pesar. – Sinto muito pelo dedo.

– Tudo bem. – Ele arfou e tentou sorrir antes de eu apressadamente alçar voo. – Engreído. – Ele murmurou e eu ergui uma sobrancelha. – Metido. Sei que só fez isso para exibir os músculos.

Eu ri diante da provocação.

– Sei que você gostou que eu fiz. – Ele rolou os olhos.

Eu sorri quando os braços dele apertaram de novo meu pescoço.

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Re: III Aula de Combate Corporal -//- Taekwondo I

Mensagem por Dakota Rathbone em Seg Abr 30, 2018 11:49 pm


Só um chute!

Eu tinha convencido o menino a ir comigo para uma aula do acampamento de combate corporal, uma que eu mesmo estava indo pela primeira vez. Eu usava uma camiseta do acampamento meio-sangue e uma calça apertada preta, meus cabelos estavam bem presos e eu parecia pequena em comparação ao garoto que caminhava ao meu lado. – Você tem cada ideia equivocada desse lugar! – Comentei com ele depois de fazer alguns comentários e continuei a caminhar até a área de treino, que estava bem diferente do que eu lembrava. Via os tatames pelo chão e imaginava ser uma forma de amortecer quedas. – Pelo menos com isso você não tem que ficar chorando o tempo todo Flower! – Ri um pouco enquanto olhava de canto de olho para o filho de Deméter. A instrutora era uma Amazonas e por isso era de se temer, mas eu não estava tão preocupada, eu precisava aprender algo novo. Fiquei olhando para como Flower estava admirando a beleza da instrutora, eu estava um pouco incomodada com aquilo e por isso cutuquei ele. – Nossa, se você continuar distraído desse jeito, não vai aprender nada! – Falei de maneira bem séria para ele.

Claro que ele negou de um jeito engraçado e eu passei a analisar as pessoas ao nosso redor, semideuses um pouco mais experientes, mas eu falei para mim mesma que nunca me deixaria intimidar. Prestei atenção nas explicações iniciais da Amazonas, o estilo de luta era um pouco conhecido para mim, mas nunca tinha praticado de fato aquilo, os chutes e equilíbrio deixavam o golpe mais preciso e eficiente. – Sim, isso vai ser muito interessante Sr. Flower! – Max demostrava com agilidade e destreza os movimentos, como se fosse algo natural e bem suave, eu sabia que era uma coisa boa, nem sempre podíamos lutar com armas. Ela mostrou novamente o que deixou mais clara a imagem de cada golpe, tinha então chegado a parte que iriamos treinar com alguns bonecos de apoio e depois uns com os outros. – Você estar achando legal agora, espere até o primeiro chute ti atingir! – Falei para Newt ainda séria, estava me concentrando na atividade cada vez mais. Passamos a nos alongar para poder praticar um pouco, era importante para não termos câimbras ou mesmo lesões musculares, ainda mais para nós, sem habilidades e conhecimento para combate físico. [...] Me afastei de Newt para não me perder em conversas e pensei no primeiro que eu iria treinar.

O chute lateral me parecia uma ótima opção, para mim que usava arco tinha vezes que ficava com a guarda baixa e aquilo iria me ajudar caso chegasse a esse ponto. Primeiro tentei me lembrar o movimento que Max tinha feito, fiquei de lado e estiquei a perna, apenas para ver a posição, eu quase caia. Não era fácil se equilibrar daquela maneira, fiquei tentando acertar a posição final durante um tempo, eu tinha dificuldades para não tombar o corpo para trás. – Okay, primeira parte concluida. – Tentei fazer usando uma movimentação real, e sim, quando eu estiquei a perna para cima eu cai mesmo, tentei levantar rapidamente para que ninguém pudesse notar. Sentia que eu estava fazendo alguma coisa errada, meu equilíbrio não podia ser tão ruim assim, e resolvi olhar como outros estavam fazendo. Notei que o joelho tinha que ser flexionado inicialmente para pegar o impulso, assim como o pé de apoio rodava enquanto o chute era executado. Eu estava primeiro chutando e depois mudando o pé de apoio, assim como não flexionava bem os joelhos, eu tentei combinar esses elementos e treinar.

A minha primeira tentativa eu tinha caído novamente ao tentar girar o calcanhar de apoio, não tive equilíbrio e virei com tudo para trás. Sem desistir eu fiquei novamente em pé treinando apenas a rotação do meu pé de apoio. [...] Max veio até mim para me auxiliar, eu ainda estava chutando errado, eu deveria abrir as pernas e chutar em uma linha reta, usaria a sola do pé e evitaria os dedos. – De novo! – Eu falava para mim mesma ao continuar tentando e tentando. E depois de chutar sem maiores dificuldades eu passei a ir treinar com o boneco, a primeira tentativa eu me coloquei ao lado dele para fazer, sem delicadeza que tentei girar o pé de apoio e chutar ao mesmo tempo. Eu só não desconfiava que o boneco fosse tão duro que eu chutei e voltei dando alguns passos para trás e caindo. – De novo! – Falei para mim mesma e tentei chutar novamente, o que deu certo porque eu apliquei a força necessária para acertar e resistir caso fosse rebatido. Estava me sentindo confiante e fui até Newt para treinar com ele. – Vamos, agora estar na hora de deixar  boneco descansar. – Ele se assustou e caiu, o que me fez sorrir, mas por pouco tempo porque ele me jogou no chão, soltei até um gritinho quando caí. – Você vai pagar por isso! – Falei ficando de pé com um pouco de raiva,  deixei ele começar, mas no seu primeiro chute que não foi rápido, eu consegui colocar a mão na frente, segurando o pé com os dois braços e empurrando ele para trás. – Nunca disse que eu seria imóvel aqui!  – Falei com um olhar travesso para o menino.

Deixei ele tentar novamente, mas fiz pequenas esquivas, para ele saber que estava tendo um mínimo de resistência. Fui acertada com chutes dele que doeram de verdade, embora eu imaginasse que ele seria mais forte que aquilo. – Você chuta como uma menina Flower! – Estava apenas provocando ele, minha mão ainda prendia na minha barriga pelo chute, e era a minha vez. Me posicionei e deixei ele de lado, mas Newt não fugia daquilo, o que tornava tudo sem graça para mim. O primeiro chute saiu tudo certinho, a movimentação do pé de apoio, os joelhos flexionados e acertei o menino, mas a potência tinha sido muito baixa. Eu usava os braços para me manter equilibrada também, assim como a cadeira. – Newt, tenta me bloquear caramba! – Ele tinha que resistir um pouco, e ele tentou, mas eu sempre conseguia chutar ele, mesmo quando ele se abaixou, eu rapidamente andei a voltei a posição lateral para o chutar rapidamente. Usava sempre a sola do pé, estava ficando boa em chutar ele, mas tive que para quando a aula chegou ao fim. – Gostou mesmo? Porque eu gostei! – Dei duas batidas no ombro dele que estavam doloridos do meu chute, e eu já estava esperando pelo próximo treinamento. Eu ainda peguei algumas dicas com a Amazonas e depois peguei minhas coisas, que eram apenas meu tênis, tinha treinado descalça, e junto com Newt deixei a arena, não tinha outros amigos ali além do moreno engraçado.

Off: Aula com Newt Flower
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Re: III Aula de Combate Corporal -//- Taekwondo I

Mensagem por Max Hayes em Ter Maio 01, 2018 8:08 pm

Aula encerrada.


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Re: III Aula de Combate Corporal -//- Taekwondo I

Mensagem por Max Hayes em Qua Maio 02, 2018 6:05 pm

Eu gostei muito de todas as postagens, chega deu um orgulho de vocês fazendo a aula com tanta dedicação. Por isso eu vou dar uma avaliação igual para todos, não teria como não ser nota máxima. Não existiram textos confusos e, acho que por não ditar tanto os movimentos obrigatórios, vocês conseguiram desenvolver bem melhor no enredo. Parabéns galera, vejo vocês na próxima aula!


Para todos

Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp

Habilidade adquirida
Nome: Taekwondo I
Descrição: O taekwondo é uma arte marcial milenar da Coreia. Em coreano a palavra taekwondo possui o seguinte significado: caminho dos pés e das mãos através da mente. Após assistir a aula de combate, o aluno agora possui noções básicas e sabe melhor do que ninguém aplicar chutes referentes ao taekwondo. Ainda sabe apenas o básico do taekwondo, mas logo estará preparado para os golpes mais complexos que esta modalidade permite aprender.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +25 de dano em chutes; +30% equilíbrio, agilidade e flexibilidade.
Extra: Nenhum


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Re: III Aula de Combate Corporal -//- Taekwondo I

Mensagem por Perséfone em Dom Maio 06, 2018 3:23 pm

Modo de avaliação
Introdução: 400 XP
Informação: 400 XP
Personagem: 400 XP
Missão: 400 XP
Habilidade: 400 XP
Total: 2,000 XP
Bônus: +30 XP por aluno.
Dracmas: 500 fixos + 50 por aluno

Max
Introdução: 400 XP
Informação: 400 XP
Personagem: 400 XP
Missão: 400 XP
Habilidade: 400 XP
Total: 2,000 XP
Bônus: +30 XP por aluno. = 2150 XP
Dracmas: 500 fixos + 50 por aluno = 750 Dracmas


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Re: III Aula de Combate Corporal -//- Taekwondo I

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