The Blood of Olympus
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A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Paul Foster em Dom Set 07, 2014 4:29 pm

ENTRE O PASSADO E O FUTURO – POST 26

Mais uma noite sem sonhos passou. A cada dia destes, agradecia a todos os possíveis detentores do mérito por não sonhar. Só de ouvir relatos de semideuses desesperados após acordarem, eu ficava feliz em não sonhar com nada, ou, pelo menos, não lembrar.
Arya estava acordada. O barulho vindo do banheiro, combinado com a cama vazia dela, indicavam isso. Sentei-me na cama, estalando os dedos e esticando os músculos após o corpo ficar imóvel por tanto tempo. Logo, Arya saiu, falou algo sobre comida e ter cuidado. Naquela hora, eu estava com a guarda baixa e com sono, então não me esforcei pra entender nada. Só me levantei e fui ao banheiro.
Quando sai deste, me sentia uma nova pessoa. Quase acordado plenamente e reestabelecido pela noite de sono, eu caminhei com as mãos nos bolsos até a porta, por onde a filha de Poseidon passou, pedindo que eu a seguisse. E eu o fiz, estava cansado de falar e pensar coisas chatas como sentimentos. Aquilo não era certo, não podia ser. Entramos no primeiro restaurante que vimos. Poucas pessoas e nenhuma com um jeito ou aura suspeita. Fiquei mais tranquilo ao sentar à mesa e sentir o cheiro de café. Logo um garçom chegou, recolheu o pedido de Arya e o meu – uma xícara grande de café e uma torrada com queijo – antes de voltar para a cozinha.
Pouco depois, ergui a cabeça que estava mergulhada em meus braços, recebendo a comida posta pelo garçom em minha frente. Senti o gosto forte do café atravessar a minha garganta, me acordando de vez e me dando novo ânimo para agir. Comi o pão, que tinha um bom gosto e me daria energia o suficiente para um dia inteiro. Isso era o bom de ser filho de Hades, parecia que precisávamos de metade dos nutrientes diários das pessoas normais.
Arya se levantou. Eu comia devagar e pensativo, nem a vi se erguer de sua cadeira. Mas logo ela já estava indo embora, pois estava ocupada. O que era uma mentira descarada, não tinha o que fazer hoje, absolutamente nada. Mas ela estava me evitando. Estava tudo bem, a situação havia me explicado a razão de tantas mentiras no mundo: as pessoas não gostam da verdade. Falando sério, muitas vezes, nem eu gostava. Eu não queria admitir gostar de Arya, mas o fiz e isso não me trouxe nada de bom até o momento e, inclusive, têm comprometido a missão.
Terminei a refeição alguns minutos depois, fiquei sentado, pensativos por um bom tempo antes de sair. Caminhei lentamente até a cabine. Estava desanimado e cansado enquanto meus passos eram quase mortos. Qual a razão de tal sofrimento? Eu nunca entenderia ele, o amor, era mais cruel que a morte. Quando entrei na cabine, senti uma presença e um vento ruim atravessou o quarto.
“Pensando em mim, Paul Foster?” eu ouvi. Olhei para o local onde ouvira o som, mas não havia nada. Pulei sobre a cama de Arya, fechando a posta às minhas costas e pegando a espada sob minha cama. Enquanto isso, a voz voou até mim.
“O que pretende fazer? Você sabe que não é capaz de me enfrentar, garoto!” ele disse. Mas o deus grunhiu quando, segundos antes de me atingir, sentiu minha espada cortar o ar atrás de mim. Foi pura velocidade que me fez atingi-lo, lançando-o para trás. “Bom... Poucos conseguem me sentir além de ouvir, mas não esperava menos de você. Da mesma forma... Não é o suficiente!” uma gargalhada cruel se fez ouvir. Eros, maldito Eros, o antagonista de Thanatos, porém igualmente sádico e cruel. Como se ambos tivessem trocado metade de suas flechas, como explica um dos mitos gregos. Mas suas personalidades eram idênticas, ainda por cima. Ainda sim, o deus da morte parecia uma alternativa melhor agora.
“Ah, pare de me comparar com aquele anjo da morte...” disse Eros, meio frustrado. “Ele pode até se assemelhar em alguns pontos comigo, mas a diferença é que ele costuma ser piedoso”.
Pulei, minha espada cortou o ar onde o deus estava, mas não o atingiu. Ele sumira e me atingiu na barriga enquanto eu estava no ar. Me choquei com força contra a parede e cai no chão, a espada alguns passos à minha frente.
- O que você quer de mim? – explodi. – Eu já confessei o que sentia! Já sofri por causa de você. Eu sabia que não podia fugir e fiz o que todos os livros que falavam sobre você aconselhavam. O que te faz vir até mim?
“Ah, então você lembra?” diz ele, agora soando sério. “Você tem a mania de achar que tudo não passa de um ritual e que, ao término deste, tudo será acabado. Mas não é assim. O amor se aplica a cada um de sua forma e estou aqui para atormentar-te. Você está considerando que ao contar a verdade para Arya, fez sacrifício o suficiente para mim e que agora vou livrá-lo deste sentimento. Eu sei que você não disse nada a espera de ter sucesso em um relacionamento e que continua achando que conseguirá viver sua vida sem minha interferência. Mas nunca será capaz!”
- Cale sua boca! – gritei. – Você é o deus mais imbecil que existe!
E então senti a parede bater com força nas minhas costas. Havia sido atingido mais uma vez. Eros parecia calmo, apesar de tudo.
“Vou fazer você engolir este seu orgulho, garoto. Você não será nada quando isso acabar. E apesar de toda a sua ideologia sobre o amor, irá pensar em Arya antes de cada passo seu.” Ele gargalhou mais uma vez. Eu abaixei a cabeça, minha espada estava no outro lado da sala e o deus estava entre nós. Eu estava em meio ao mar, não conseguia invocar nada do chão e nem mover pedras do fundo do oceano. Eu não podia deixa-lo vencer. Ia me vingar por ele estar me fazendo passar por aquilo.
Como uma rajada, meus braços ergueram meu corpo e meus pés começaram a se mover. Um deles se apoiou na cama e me fez voar na direção de Eros. Agarrei-o pelo pescoço, ou pelo menos achava que sim, e cai sobre ele. O silêncio encheu por completo a sala.
- Agora eu te peguei... – comecei, mas fui novamente jogado, desta vez pra cima. Voei até quase o teto, voltando com tudo e caindo no vão entre as duas camas. Senti sangue escorrer de minha boca e várias outras feridas pelo corpo, mas não me importava, iria deter Eros. – Volte aqui!
Desta vez, atingiu-me no ombro, me jogando no chão após passar sobre a cama de Arya. Cai de costas, o ombro encharcado de sangue revelava metade de uma flecha preta que desapareceu segundos depois.
“Aceite e será recompensado. Você me lembra Nico di Angelo, porém ainda mais arrogante e não tão forte.” ele diz, por fim, eu decido ceder. Já tinha me erguido para mais uma tentativa, mas me larguei no chão, com os olhos entreabertos. Conhecia as histórias sobre Nico, mesmo sem saber exatamente o que havia acontecido.
- O que quer que eu diga, Eros? – falei, calmamente e segurando o choro. – A última mulher que eu admirei era minha mãe, e a vi morrer na minha frente quando eu tinha sete anos. Depois disso, percebi que laços nos atrasam, sempre tive medo deles. Quando chega a gora de eu senti-lo, a pessoa simplesmente se revolta por eu jogar tudo que acredito para falar a verdade para ela? Eu realmente não entendi o que aconteceu lá, só pensei que era o certo contar e então o fiz.
“Era o certo, realmente...” ele disse, mas o nada se transformou em fumaça e a fumaça se transformou em um jovem tão pálido quanto eu, muito mais musculoso e usando um arco mortífero. Em suas costas, uma aljava repleta de flechas muito mais mortíferas do que as de Emmanuelle, a irmã de Arya. – Você só precisa ser persistente. Eu garanto que não foi por te odiar que ela reagiu de tal maneira. Entenda o tempo dela, Foster, se você está sofrendo para me enfrentar, imagina ela. Você não sabe pelo que ela passou, te garanto que é muito maior do que um punhado de ideais contra o amor.
O deus sorriu uma última vez e então sumiu. Levantei-me, segurando o braço que latejava. Fiz um curativo após limpá-lo e tomar um banho. Queria me certificar de não pegar nenhum tipo de infecção naquele ferimento, ainda tinha uma grande parte da missão para cumprir. Mas logo depois que terminei o curativo desta parte, todos os meus ferimentos sumiram, voltei a ficar disposto como antes. Me vesti com um coturno preto e uma calça de mesma cor. Uma camiseta branca e uma jaqueta de couro negro. Estava escurecendo e o frio adentrava na cabine.
Refleti, enquanto no canto do quarto um pequeno rádio tocava músicas, o que Arya sentia. Não cheguei a lugar nenhum e decidi caminhar até ela. Fiquei por muito tempo procurando por ela, mas não a enxerguei.
Na hora do jantar eu comi um pequeno prato com batatas, arroz e uma pequena quantidade de feijão. Já estava na cabine e o sinal já tinha avisado uma hora antes que o toque de recolher deveria ser seguido. Imaginei que Arya, esta hora, estaria caminhando pelo navio. Era isso que ele faria no horário em que proibissem que o fizéssemos.
E assim foi. Caminhei carregando um pesado casaco para a rua, além de um cobertor. Se ela saísse no instante que eu chegasse, iria para a cabine e eu ficaria ali até que amanhecesse. Simplesmente larguei o cobertor em uma cadeira atrás de nós e coloquei o agasalho sobre os ombros dela.
- Oi... – ela disse. Evitei seus olhos para que ela não se sentisse constrangida. Fitei o céu negro e estrelado. A noite era uma das maiores belezas que eu já havia visto. – Desculpa, Paul. – ela disse, então. Antes que eu falasse algo, vi que ela me olhava e retribuí o olhar. – Talvez eu tenha agido de maneira diferente contigo esses últimos dias. É só que... – ela suspirou com pesar. – A história que me contastes, deixou-me confusa. Eu não soube o que dizer, nem como agir. Porque já me decepcionei muito com sentimentos. Porque os tenho evitado. Criei uma barreira contra esse tipo de coisa. Mas aí eu te conheci... Nunca poderia imaginar que aquele garoto que eu conheci através de uma luta e quase me matou pudesse despertar algo bom em mim. – a vi sorrir e então percebi que eu estava fazendo o mesmo. Havíamos lutado, assim que nos conhecemos, não foi algo muito comum, de fato. – Tentei não ceder, tentei resistir e não senti o que estou sentindo. Mas foi inútil... Agora, eu só quero que consigamos sair com vida desta missão para que eu possa te ter ao meu lado. Quero cuidar de você, te proteger e te fazer feliz. Eu simplesmente não posso mais negar que... – ela pousou a mão em meu queixo, estávamos bem próximos. Meu coração fazia meu peito doer muito mais do que a flecha de Eros. – Eu te amo, Paul Foster. – eu acho que meu mundo explodiu. Por incrível que pareça nunca uma pessoa me dissera aquilo exceto, talvez, minha mãe, mas se fez, fez escondido das pessoas e de mim, para que não descobrissem nosso parentesco por ouvir e nem por eu dizer. Os lábios de Arya então se encontraram com os meus em um beijo.
As palavras de Eros ecoaram em minha mente, não as que havia dito à mim, mas as que dissera para Nico, segundo os contos. Mas desta vez pude ouvir sua voz.
“O amor não é uma brincadeira! Não é a suavidade das flores! É trabalho pesado, uma busca que nunca termina. Exige tudo de você, especialmente a verdade. Somente então lhe concede recompensas.”
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Arya Doprav em Qua Set 10, 2014 11:54 pm



Desvendando o passado...

"Lutar sempre, desistir jamais..."





Inclinei levemente o corpo para trás. Os lábios se afastaram e os olhos se encontraram. Podia me perder no mistério que era fitar a negritude das íris da prole de Hades. Meus lábios se curvaram em um pequeno e tímido sorriso. Minha cabeça se dividiu em duas partes. A razão estava de um lado e a emoção de outro. A primeira se encontrava furiosa, xingando-me cruelmente, não aceitando minhas recentes ações. A segunda sorria amplamente, correndo de um lado para o outro como uma criança que acabara de ganhar um doce. Balancei levemente a cabeça, tentando ignorá-las. Eu apenas queria apreciar um pouco mais o momento. Algo novo e que nunca eu achara que poderia presenciar estava acontecendo. Entretanto, por mais que eu quisesse apenas pensar naquela situação, eu não podia. O foco não era aquele, pelo menos não naquele instante. A missão tinha prioridade, afinal era com o êxito dela que eu poderia garantir um mundo para poder cuidar de Foster.
- Acho que é meio perigoso continuarmos por aqui. A noite encontra-se boa demais para ser estragada por algum monstro tentando nos atacar. É melhor voltarmos para a cabine e descansarmos. Porque amanhã o dia será cheio. Temos que pensar em como convenceremos o comandante a nos deixar na ilha. – Eu disse e logo em seguida levantei. Esperei Paul fazer o mesmo, então entrelacei minha mão na dele e começamos a caminhar. Logo já estávamos na cabine.
- Tenha uma boa noite, Paul... – Eu disse, dando-lhe um carinhoso e demorado abraço. Fiquei na ponta dos pés e lhe beijei na testa, finalizando com um selinho em seus lábios. Depois me atirei na cama. Eu estava cansada. Não fisicamente, apenas psicologicamente. Precisava de uma boa noite de sono, sem sonhos de preferência. E assim o foi...
x-x-x
A mente despertou com o barulho do chuveiro, mas o corpo se recusou a mover. Queria dormir mais um pouco, mas não podia. Fiquei enrolando na cama até escutar o som da porta do banheiro, provavelmente o filho de Hades já estava pronto e eu ainda me negando a sair da cama. Afundei o rosto no travesseiro e depois de alguns segundos levantei meio zonza com os olhos semiabertos. Caminhei como um zumbi até o banheiro dando um rápido bom dia ao cruzar com a prole do deus do submundo. Imediatamente entrei no banho. O líquido escorrendo em minha pele fez em instantes eu acordar, realizei pacientemente minha higiene matinal e me enfiei em uma calça jeans clara e uma camiseta de cor semelhante a dos meus olhos, complementei com o coturno preto. Fitei meu reflexo no espelho, o sorriso da noite passada ainda enfeitava meu rosto, meu humor estava ótimo, porém isso logo mudaria...
x-x-x
Adentramos em um restaurante, ambos realizamos nossos pedidos ao garçom que logo tratou de providenciá-los. Eu e Foster trocamos algumas palavras, tempo suficiente para eu terminar a grande xícara de café seguida de algumas torradas recheadas com queijo.
- Certo... Agora vamos até a cabine de comando, precisamos falar com o capitão do cruzeiro e tentar convencê-lo de nos ajudar. – Eu falei, aquilo seria difícil, mas tínhamos que tentar.
x-x-x
- Gostaríamos de falar com o seu comandante, é de extrema urgência. – Eu disse para um jovem alto e forte com trajes de marinheiro. O homem me observava estranhamente, estava pressentindo que receberíamos um não. Então forcei um sorriso gentil, talvez pudesse funcionar.
- Sigam-me. – A voz dele era grave e séria. Fiz um gesto para Paul e então o seguimos. Entramos em uma sala cheia de marinheiros com as mesmas vestes brancas do homem que nos guiava e, por fim, chegamos a uma segunda sala. O jovem pediu respeitosamente licença para o outro homem que se encontrava ali e informou que queríamos vê-lo. O capitão assentiu e nos fitou assim que o marinheiro se retirou.
- O que desejam, meus passageiros? - Falou o homem de barbas longas e grisalhas.
- Bom dia, senhor. – Falei educadamente. – Necessitamos que nos deixe em uma ilha. – A sala foi preenchida pela risada rouca do comandante. Suspirei. – Precisamos com emergência. Por favor.
- Desculpe, mocinha. Mas este cruzeiro tem regras e tem sua trajetória montada desde a partida. Não improvisamos, nem mudamos o curso.
- A ilha não modificará muito o percurso. Será algo bem rápido. Por favor. – Eu insisti, ainda tinha esperanças.
- Eu já disse que não. Agora se retirem, não estou com paciência para crianças. – O homem aumentou o tom de voz. Revirei os olhos e fitei o filho de Hades.
- Paul, tranque a porta. – Eu disse, seriamente. – Tentei do jeito fácil, o senhor se negou. Agora será do jeito Arya. – Eu sorri de leve.
- Até parece que tenho medo de dois jovens. – Falou o comandante, rindo sarcasticamente. Aquilo me irritou.
- Palavras erradas, capitão. – Disse, aproximando-me. – Segure-se, Paul. – Alertei a prole de Hades. -  É o seguinte... Dar-lhe-ei uma pequena amostra do que farei caso o senhor se negue a nos levar até nosso destino. – O homem riu, como se estivesse achando que aquilo era uma brincadeira. Senti-me irritada. Inspirei profundamente e fechei os olhos, concentrando-me nas ondas do mar. Foi então que o cruzeiro começou a balançar bruscamente. As luzes piscaram e inúmeros objetos foram atirados no chão, alguns gritos ecoavam pelos corredores. Deixei que a movimentação se estendesse por trinta segundos. Quando abri os olhos, o capitão me encarava com os olhos arregalados e assustados, sua boca estava aberta. Seu rosto transmitia medo.
- Precisarei pedir mais uma vez, senhor? - Eu o fitei seriamente. O homem tentou falar, mas suas palavras não saíam. Ele se levantou do chão, suas pernas estavam bambas.
- S-só me d-dei a l-localização... – Ele conseguiu dizer.
- Obrigada, o senhor é muito gentil. – Eu disse, sorrindo. Como se nada demais tivesse ocorrido. Encostei-me no painel de controle e meus olhos cor de mar ficaram encarando o comandante. Voltei a me concentrar, fazendo com que as ondas empurrassem com força o grande navio. Não demorou muito para este ancorar na ilha.
- Mais uma vez, obrigada... Ah... O senhor não comentará sobre isso com ninguém. Ou eu e meu amigo aqui lhe encontraremos e isso não será nada bom. – Eu disse com seriedade. Aquilo tudo fora necessário, tínhamos muitas vidas para salvar. Eu e Foster pegamos nossas coisas na cabine e desembarcamos na ilha. Voltei meu olhar para o cruzeiro e então ergui os braços, fazendo as ondas o afastarem com velocidade. Por fim, repousei as mãos na cintura.
- Certo... Só falta uma... E algo me diz que não será nada fácil. – Falei. Eu sabia que algo bem pior estava por vim.



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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Paul Foster em Qui Set 11, 2014 1:30 am

ENTRE O PASSADO E O FUTURO – POST 27

Quando por fim nossos lábios se afastaram, minha boca decidiu pedir por mais daquilo que tivera pela primeira vez. Segurei-me para não agir impulsivamente. Arya me fitava com seus olhos cor de mar e eu não conseguia desviar o olhar. Eu não sabia ao certo se estava ou não sorrindo, mas estava dividido entre a máxima excitação e o maior choque de minha vida. A garota sorriu.
- Acho que é meio perigoso continuarmos por aqui. A noite encontra-se boa demais para ser estragada por algum monstro tentando nos atacar. É melhor voltarmos para a cabine e descansarmos. Porque amanhã o dia será cheio. Temos que pensar em como convenceremos o comandante a nos deixar na ilha. – ela disse. Ergui-me e fiquei ao seu lado, enquanto nossas mãos se entrelaçavam. Caminhamos juntos, em um silêncio bom. Fiquei me perguntando se não estava eu, pela primeira vez, sonhando.
- Tenha uma boa noite, Paul... – disse a filha de Poseidon, ao chegarmos à cabine. Esta me envolveu em um gostoso abraço, que retribuí sem nenhum medo, envolvendo-a pela cintura. Ela fica na ponta dos pés, para dar um beijo em minha testa. Em seguida deposita um rápido beijo em meus lábios. Eu a solto, por fim, deixando-a se atirar em sua cama. Faço o mesmo alguns segundos depois. A cabine estava bem escura e por sorte ela não reparou no quarto pós-Eros. No dia seguinte, com sorte, eu explicaria para ela.
***
Acordei cedo demais, minha cabeça estava descansada já e meu corpo, após ter sido restaurado dos danos do deus do amor, estava ótimo. Sentei na beirada da cama de Arya por alguns minutos, observando-a. Agora tinha certeza de que era real, não um sonho. E este fato me agradava. Pensei em como eu deveria estar frustrado, pois amor era minha última prioridade e agora estava acontecendo.
Prioridades, aliás. Havia me esquecido completamente. Este era o defeito do amor, ele tirava nossa atenção. Mas por Arya valeria a pena... Precisava lutar por um mundo onde nós pudéssemos existir, assim como fiz para conseguir a 3ª pedra. Fui até o banheiro, estava na hora de iniciar mais um dia.
***
Arya acordou enquanto eu estava tomando banho. Ela não percebeu a bagunça na cabine antes de sairmos. Fomos até um restaurante mais uma vez. Pedi um café preto e um croissant de queijo. Eu estava com bastante fome. Nós conversamos um pouco, o suficiente para que o clima ficasse demasiadamente bom. Logo estava na hora de retomar os passos árduos da missão.
- Certo... Agora vamos até a cabine de comando, precisamos falar com o capitão do cruzeiro e tentar convencê-lo de nos ajudar. – disse a filha do Mar.
***
Vou resumir o conto de Arya, que basicamente “convenceu” o comandante do navio a nos deixar na ilha. Ela pediu educadamente, mas foi debochada. Uma Arya debochada não é algo com que uma pessoa sensata queira brincar. As coisas foram então bem mais simples quando adotamos o “estilo Arya” de abordagem. Que basicamente era, para mim, me segurar em uma parede enquanto Arya balançava o barco loucamente e o marinheiro se apavorava junto com toda a tripulação. Ela o convenceu, por fim. Logo estávamos chegando à ilha graças às ondas de Arya. Quando esta se virou para sair, pensei o quão chateado tinha ficado de não poder intimidar o homem, então, ao ouvir a ameaça final dela, ele me olhou e seus olhos caíram sobre os meus. Foi o suficiente e isso reestabeleceu minha alegria. O homem se atirou para trás do leme e começou a sussurrar “vão embora, vão embora”. E decidi que se ele não tinha traumas marinhos, agora ele teria.
Voltamos à cabine pela última vez. Só então Arya reparou no que havia acontecido no quarto.
- O que houve aqui, Paul? – perguntou ela, quase saindo do quarto já.
- Ah, não sei. Acho que suas ondas derrubaram algumas coisas... – e ela, estando na frente, não me viu revirar os olhos em um alívio momentâneo. Saímos enfim do navio. O mapa e as três pedras de voltas à nossa mão. Era a parte mais difícil da missão, com toda a certeza e depois que a terminássemos, não sabíamos como voltar. Mas obviamente, daríamos um jeito, pois isso fazia parte de ser um semideus.
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Athena em Sex Set 12, 2014 3:43 pm

Uma Prova Final...

Os dias se passaram rapidamente e a viagem que deveria ser tediosa tornou-se um belo romance, Afrodite sabia mesmo como agir ou criar grandes historias de amor entre os jovens Heróis do acampamento. A visita dos deuses ao navio finalmente fizera com que ambos se encarasse de frente declarando-se um para o outro em pleno alto mar, e agora digamos que um novo casal fora formado. Uma ameaça feita e o poder exposto e logo as proles dos deuses desembarcavam na floresta tropical em um dos lados da ilha que parecia vazio, leve engano eles teriam.
Apenas os passos dos dois ecoavam na praia e nada avistaram por um longo tempo porem o ar estava estranho Paul pressentia algo errado, Arya não estava lá muito diferente. Foi então que a garota ouviu o assovio já tão conhecido por ela.

-Temos que sair daqui-Disse a Paul com os olhos arregalados, mas era tarde demais, a flecha foi lançada pairando a frente dos dois, e de sua ponta o gás expeliu fazendo os dois caírem no chão quase desmaiando, Paul não demorou a apagar, Arya no entanto estava em seu ambiente natural, estava mais forte, então viu quando cobriram-lhe a cabeça deixando tudo escuro e arrastarem seu corpo dali, foi então que ela também apagou.

Spoiler:
Bem vocês chegaram a ilha e foram apagados o que acontecera com vocês só saberão a partir dos próximos posts, bem digo que esse será o maior de todos os desafios e não será fácil, não mexera apenas com seu corpo mas principalmente com a mente e sentimentos, assim como uma grande batalha está para acontecer. Boa sorte.
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Paul Foster em Sab Set 13, 2014 3:31 pm

ENTRE O PASSADO E O FUTURO – POST 28

Logo que desci do cruzeiro, comecei a pensar se eu não estava de férias. Duas viagens de cruzeiro. Visitei um novo país (teoricamente não, pois faz parte dos Estados Unidos, mas isso era detalhe) que já era o meu terceiro. Passeio pelos Estados Unidos e agora uma ilha tropical. Se e não fosse um semideus e não tivesse apanhado em cada um dos lugares que estive, realmente suspeitaria de estar de férias.
Caminhei ao lado de Arya por algum tempo. O ambiente não era um dos melhores. Eu odiava ter aquele maldito sol me queimando, assim com aquela brisa salgada de mar e coisas desse tipo. A filha de Poseidon, por outro lado, deveria amar o lugar, seu ambiente natural.
- Que lugar estranho... Parece tudo perfeito demais aqui... Olhe no mapa onde exatamente é o local. - nossos dedos estavam entrelaçados durante a caminhada e isso me reconfortava um pouco. Mas a soltei para que pudesse pegar o pergaminho.
Depois de por algum tempo caminhar, pude sentir novas pessoas por perto. Não exatamente pessoas, mas sentia que algo ruim iria acontecer e não sabia o que. Coisas ruins geralmente aconteciam por culpa de deuses ou pessoas. Estava concentrado em descobrir o que era a coisa que eu sentia, mas quando descobri já era tarde, Arya me alertou quase que no mesmo instante.
- Temos que sair daqui. – Ela disse, mas uma flecha chamou nossa atenção. Estávamos presos, agora. Eu não tive muito tempo para pensar, um gás saiu do projétil e começou a me deixar tonto. Eu estava certo de que não me mataria, mas pelo modo como agiu me deixaria desmaiar e, se isso acontecesse, não precisaria de veneno – o tipo de coisa que não mata um filho de Hades - no gás para que alguém me ferisse com alguma arma. Infelizmente, não havia mais reação, simplesmente cedi ao que me fez apagar, caindo na areia da praia.

***

Hades estava ali. Eu não conseguia entender o que estava acontecendo. Eu nunca havia sonhado, mas aquilo parecia algo completamente fora da vida real. Tentei acordar, mas não conseguia. Então me lembrei de ter sido apagado por alguma espécie de sonífero. Provavelmente isso me fizera cair em sono profundo também pela primeira vez na vida. Entenda, alguém que vive com crianças e adolescentes completamente desnorteados e rebeldes não pode ter sono pesado, qualquer som deve representar uma ameaça. De qualquer forma, decidi entrar de vez naquela dança e aceitar o que viesse.
Eu estava em um local todo preto, assim como minhas vestes. Uma luz branca vinha de um ponto exatamente acima de mim e a parede só era visível por haver três imagens nela que se fossem ligadas por arcos, formariam um círculo em torno de mim. Percebi que o local era como uma cúpula e em minha frente havia um homem vestido de preto, mas não um preto normal, era um preto que se movia, por horas acinzentados. Era Hades com seu manto de almas. Na minha direita – e um pouco para trás – havia uma imagem de um ponto de interrogação.
A última imagem que me cercava era a de uma mulher entristecida sentada em uma poltrona de balanço no canto de uma sala de estar. Crianças corriam e gritavam em sua frente, mas seu olhar estava vidrado. Eu demorei a reconhecer minha mãe. Demorei a reconhecer a cena. Eu estava no outro lado da sala tentando ler um livro infantil, mas não conseguia. As letras se embaralhavam e eu com 5 anos não era o melhor leitor do mundo. Todos os quadros giraram e agora, em minha frente, havia a mesma imagem do Hades. Onde havia um ponto de interrogação estava Arya e onde havia minha mãe a tela estava dividida. Metade desta mostrava uma interrogação e a outra, Hailey, minha irmãzinha.
Eu não pude compreender, mas a voz de Hades encheu minha mente.
“Você está vivendo uma segunda era em sua vida. Mude suas prioridades, sua mãe já não está viva. Não busque a vingança e o rancor que você guardou de mim, mas saiba agir de modo certo com as coisas certas, como sua mãe sempre fizera. Ainda há uma parte a ser completada nesta fase, mas ainda não é tempo disto. Apenas saiba, meu filho, que você deve parar de viver de acordo com o que acontecia antes, é uma nova fase...”
E então eu senti meu corpo tremer. Não entendi o que acontecia, mas eu me desprendia do sonho talvez. Tentei acordar, mas simplesmente o sonho se dissipou e eu afundei no sono comum que sempre tivera.
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Arya Doprav em Ter Set 16, 2014 9:36 pm



Desvendando o passado...

Meu olhar percorreu o novo lugar que estávamos. Árvores altas e pouco espaçadas representavam a maioria da ilha, o resto se resumia a uma extensa faixa de areia. Eu me sentia bem devido a proximidade do mar, não tinha o que reclamar de praias. Quer dizer... Quando estas não estão com um sol tão intenso a ponto de fazer a pele arder. E era exatamente como estava naquele momento, aquilo me trazia certo desconforto, pois preferia o frio. Não aquelas baixas temperaturas como a que enfrentamos no Alasca, apenas uma temperatura confortável para no máximo querer se enfiar embaixo de um edredom e saborear uma boa xícara de chocolate quente.
Minha mão se encontrava entrelaçada na do filho de Hades enquanto nossos pés afundavam parcialmente na areia em uma longa caminhada. Andamos por um bom tempo e nada. Sem nenhuma nova pista ou qualquer outra pessoa ali, pelo menos não visível. A situação já estava me incomodando, tinha algo de muito errado, mas eu não conseguia descobrir o que era. Comecei a ficar inquieta, restava apenas uma pedra e claro que esta seria bem mais difícil de encontrar do que as outras. E tinha como ficar mais difícil? Sim, para semideuses a tendência é sempre ficar pior. Um assovio conhecido ecoou pela praia, eu já ouvira aquele assovio antes e se não me engano fora quando estava com minha irmã, Emmanuelle... Aquilo me lembrava de caçadoras... “Droga!” praguejei mentalmente. Eu já sabia que estávamos encrencados.
- Temos que sair daqui – Eu disse em uma tentativa de nos livrarmos do que estava por vim. Porém, no fundo eu já sabia que não era mais possível. Antes que eu pudesse mover os pés, uma flecha parou bem a minha frente e um gás começou a ser expelido do objeto. Vi Foster cair primeiro, minhas mãos se fecharam em punhos e me esforcei para fazer alguns tentáculos saírem de minhas costas. Mas o gás era forte demais, logo tudo estava girando. E apesar de ter mais energias perto da água, estas não eram suficientes para aquele ataque surpresa. Senti meus joelhos se chocarem no nos finos e quentes grãos de areia. Alguns contornos distorcidos se formavam na minha frente. Tentei alcançar meu cordão, mas então senti algo cobrindo minha cabeça, a visão ficou parcialmente escura. Alguém me arrastava e eu não tinha mais forças nem para manter as pálpebras abertas. Por fim, a escuridão me venceu e eu apaguei.  
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Athena em Qua Set 17, 2014 7:17 pm

Uma Prova Final...

Arya foi a primeira a acordar, já deveriam ser cerca de 7 da noite e o céu já se encontrava escuro, olhou para os lados notando estar em um acampamento já familiar, ao seu lado se encontrava um lobo de vigia, a olhando com duas grandes bolas vermelhas no meio da face, ela estremeceu, se afastando lentamente, e encostado em um corpo adormecido, olhando para ele, percebeu ser o filho de Hades, Paul.
O garoto gemeu abrindo as pálpebras, sua cabeça latejava e ele sentia como se tivesse batido a mesma em uma pedra, ele sentou-se olhando a filha de Poseidon, que já descobrira onde os dois estavam.
-Onde estamos?-Perguntou o filho de Hades olhando ao redor um tanto confuso.
-No acampamento das caçadoras de Artemis- Respondeu Arya.
Nesse momento de uma das barracas surge a morena com olhos azuis, tão penetrantes que poderiam enxergar a alma de uma pessoa, aquela era Thalia, a filha de zeus e subtenente das caçadoras.
-Vejo que acordaram, olá Arya, e olá verme- Disse a menina olhando Arya de forma seria, como se estivesse a dar a ela uma péssima noticia, já a Paul seu olhar de nojo não deixava a questionar sua repulsa por garotos.
-Creio que já sabe, já que chegou até aqui, que a perola se encontra na ilha, e que acredite ou não, sera muito difícil pega-la, Céus o titã da sabedoria, assim como um de seus irmãos estão com ela, juntamente a um exercito de monstros, escondido na outra parte da ilha, ele quer as pedras de delfos, assim como nós, sabe a localização da ultima, mas não conseguiu pega-la ainda. -Disse a menina cruzando os braços na altura do peito.
-Onde está Emmanuelle, porque ela não veio até nós dizer pessoalmente?-Perguntou Arya intrigada com a ausência da irmã mais velha.
-Ela foi raptada por Céos e a essa altura pode estar morta, ela foi pra tentar ajudar vocês, não queria Arya morta, e preferiu se sacrificar-Disse Thalia seria, estava claro a tristeza em sua voz.

Spoiler:
As caçadoras lhe apagaram por questão de segurança, afinal o acampamento esta escondida para que não sejam pegos pelo Titã da sabedoria Céos, e nem seus monstros, o local é coberto por nevoa e os protege, Emmanuelle está com Céos está viva, ainda, a pedra esta no mesmo local em que a menina se encontra e junto a ela a uma pequena surpresa, cuidado..
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Arya Doprav em Qua Set 17, 2014 9:53 pm



Desvendando o passado...

Sentia aos poucos minha consciência retomando a ativa. Uma brisa fria tocava minha pele, enquanto minhas pálpebras se abriam vagarosamente. A primeira visão foi de uma capa negra envolvendo o céu, por um momento achei que ainda estava inconsciente. Forcei o corpo a se inclinar, senti uma leve tontura, porém consegui ficar sentada. Olhei curiosa ao redor, a escuridão era devido à noite que chegara enquanto eu estava desmaiada. Outra coisa me chamou a atenção, algumas barracas estavam montadas ali, de tal maneira que formavam um grande círculo. Como eu já havia suspeitado antes... Estávamos novamente com as caçadoras de Ártemis. Só não gostava do fato de termos tido que desmaiar para confirmar aquilo. Suspirei e meu olhar encontrou as íris avermelhadas de um lobo gigante, meus pelos se eriçaram e então comecei a me afastar da criatura até ser parada por algo.
Desviei minha atenção do animal para o obstáculo. Que na verdade era o filho de Hades. Inspirei aliviada ao perceber que Paul estava bem. Meus dedos lhe tocaram com delicadeza o rosto, enquanto este despertava e logo se sentava, olhando confusamente ao redor.
- Onde estamos? - Perguntou Foster.
- No acampamento das caçadoras de Ártemis – Respondi, analisando a prole do deus dos mortos. Um pequeno barulho fez com que eu olhasse para uma das barracas. Uma garota saía dela, seus olhos azuis eram os que mais chamavam a atenção. Aquela era a subtenente das caçadoras, Thalia. Havia conhecido ela algum tempo atrás por intermédio de minha irmã. A filha de Zeus se aproximou, fazendo um rápido cumprimento a nós dois. Claro, sem deixar de insultar Foster, sua repulsa por ele era nítida.
-Creio que já sabe, já que chegou até aqui, que a perola se encontra na ilha, e que acredite ou não, sera muito difícil pega-la, Céos o titã da sabedoria, assim como um de seus irmãos estão com ela, juntamente a um exercito de monstros, escondido na outra parte da ilha, ele quer as pedras de Delfos, assim como nós, sabe a localização da ultima, mas não conseguiu pega-la ainda. – Disse a menina. As palavras se misturavam na minha mente, tentei organizá-las para então pensar em um plano, eu já esperava que conseguir a última pedra seria difícil, porém não imaginava que poderia ser tão complexo e muito menos que envolveria um exército de monstros. Entretanto, havia algo que estava me deixando bastante inquieta. Por que diabos Henz ainda não havia aparecido ali? Uma angústia começava a me invadir por dentro.
- Onde está Emmanuelle, por que ela não veio até nós dizer pessoalmente? - Indaguei intrigada com a situação.
-Ela foi raptada por Céos e a essa altura pode estar morta, ela foi pra tentar ajudar vocês, não queria Arya morta, e preferiu se sacrificar- Minhas mãos tatearam o solo frio, impedindo que meu corpo desabasse no chão. A palavra morte era a única que ecoava em meu subconsciente. Sentia meu coração apertar como nunca. Minha irmã não podia estar morta, eu não suportaria aquilo. Meus dedos se fecharam, fazendo terra escorregar por entre eles. O sentimento de dor foi substituído por raiva. Eu acabaria com qualquer um que ousasse ter tocado em um único fio de cabelo da minha irmã. Flexionei os joelhos e logo já estava de pé.
- Guarde em segurança as pedras e o mapa. – Eu disse, entregando ambos ao filho de Hades. – Ele as quer e como estou indo a seu encontro, não permitirei que ele as consiga. – Falei seriamente. – Vou buscar Emmanuelle e juro que se ele tiver feito alguma coisa ruim a ela pagará muito caro. – As palavras saíam com ódio de meus lábios. E antes que Paul pudesse me impedir, adentrei a floresta densa, desaparecendo da visão das caçadoras e de Foster. Eu não raciocinava direito naquele momento, apenas queria notícias da minha irmã. Eu jamais havia corrido com tanta rapidez na minha vida, as árvores se tornavam apenas vultos. Meus pés esmagavam as folhas secas, a visão estava péssima devido à falta quase que total de luz, os galhos esbarravam na minha pele branca fazendo pequenos cortes ali. Desembainhei minha espada marinha, estava sedenta por estoca-la em Céos.
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Paul Foster em Qui Set 18, 2014 11:18 pm

ENTRE O PASSADO E O FUTURO – POST 29

Sonhos, pela primeira vez, sonhos. Senti-me desesperado por alguns instantes, a fim de saber o significado daquilo tudo, mas decidi seguir o que me fora dito e seguir adiante.
Estávamos, Arya e eu, em um acampamento estranho. Ela estava acordada quando eu acordei. A garota analisava tudo. Quando ela viu o lobo gigante, recuou. Eu me encolhi, então, mas pelo choque dela contra mim e não pelo lobo.
- Onde estamos? – perguntei à filha de Poseidon, que agora me vira.
- No acampamento das caçadoras de Ártemis. – respondeu. Ela me fitou por um curto instante antes que Thalia, uma das caçadoras, saísse da barraca e viesse ao nosso encontro. Bom, eu a conhecia, assim como Emmanuelle, por causa desta missão, mas não gostava muito do modo como elas reagiam à minha presença.
- Creio que já sabe, já que chegou até aqui, que a perola se encontra na ilha, e que acredite ou não, será muito difícil pega-la, Céos o titã da sabedoria, assim como um de seus irmãos estão com ela, juntamente a um exercito de monstros, escondido na outra parte da ilha, ele quer as pedras de Delfos, assim como nós, sabe a localização da ultima, mas não conseguiu pega-la ainda. – e percebi o quão difícil a situação se tornara. Era a última batalha - talvez - dessa missão, mas poderia também ser a última batalha de nossas vidas. Olhei para a filha de Zeus, ela não estava contente.
- Onde está Emmanuelle, por que ela não veio até nós dizer pessoalmente? – perguntou a filha de Poseidon. Só então me dei conta da ausência da garota, que era realmente de se estranhar.
- Ela foi raptada por Céos e a essa altura pode estar morta, ela foi pra tentar ajudar vocês, não queria Arya morta, e preferiu se sacrificar. – isso era o suficiente para enlouquecer Arya. Sua irmã fora raptada tentando protege-la e isso não era algo que se recebia bem. Era natural ela querer salvar sua irmã por ama-la e, também, por que podia se sentir culpada pelo sequestro da irmã. A garota largou o mapa e as pedras comigo e adentrou na floresta desesperada e insana. Decidi não correr atrás dela e repetir sua insanidade. Olhei para as caçadoras e respirei fundo.
- Legal... Vocês podem até me desprezar e odiar, mas preciso de vocês para ajudar Arya e Emmanuelle. Essa missão é minha, então não me impeçam, me ajudem, por elas. – falei, rapidamente, mas sem me enrolar com as palavras. – Se alguma de vocês quiser vir, tudo bem, mas seria ótimo se todas ficassem e cuidassem das pedras que temos, levarei o mapa para localizar a última assim que resgatarmos sua líder. Por favor...
Estendi as mãos em uma súplica, mostrando as pedras. Precisava seguir Arya e o faria depressa se as garotas colaborassem. Eu sabia que Arya podia ser muito melhor do que eu nessas condições, mas eu daria minha vida para protegê-la enquanto ela salvava sua irmã e capturava a última pedra. Só bastava um voto de confiança de garotas providas de um super-preconceito contra garotos por motivos que eu não me importava.
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Athena em Sex Set 19, 2014 4:24 pm

Uma Prova Final...

Arya entregou os pertences ao filho de Hades sem se quer esperar a resposta do garoto embrenhando-se pela floresta, o menino em desespero pediu ajuda a Thalia, queria ir correndo atras da filha de Poseidon não a deixaria sozinha de qualquer maneira.
-Eu vou ajuda-los, Bianca vem cá- Disse Thalia entregando as coisas para que o restante das caçadoras as protegesse.
-Siga-me só tem um lugar que ela pode ir-disse a menina já se embrenhando em meio a mata fechada sendo seguida por Paul.
Arya estava com vantagem a frente, porem uma ideia surgiu na cabeça da prole de Hades, a menina estava quase chegando a caverna quando a mão lhe tapou a boca e a colocou no canto da floresta, a menina se debateu nos braços do ser que não a soltou até se afastarem o suficiente para não serem ouvidos.

-Sou eu- disse o filho de Hades em seu olvido, tinham alcançado a menina viajando pelas sombras pelo dom do filho de Hades e o bom senso de Thalia.
-Temos que tomar cuidado aqui- Sussurrou Thalia- A dois garotos vigiando as portas da caverna onde está sua irmã, semideuses traidores, temos que dar um jeito neles para então poder entrar, algum plano?-A caçadora perguntou.
[/color]
Spoiler:
Bem a entrada que os garotos estão protegendo é de uma caverna, vocês estão escondidos na mata e se andarem mais um pouco darão na praia onde se encontra a entrada da caverna exposta assim como o mar e rochedos a volta, para entrar devem acabar com os dois semideuses traidores do acampamento meio sangue que se aliaram ao titã, não façam barulho demais ou serão cercados por monstros..
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

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