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A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Athena em Sab Ago 23, 2014 9:37 pm

Congelando

Arya [/center


Arya permanecera por muitos minutos apenas se remoendo em pensamentos sobre o filho de Hades, a cada minuto sua preocupação aumentava mais, ainda assim fora exatamente isso que dera forças para a menina levantar-se, caminhou até a casa achando uma janela no alto, e era exatamente por ela que a garota tentaria entrar, sendo assim pegou a velha escada e pós-se a subir até a janela, forçou uma vez mas nada ocorreu, na segunda vez o pé da escada quebrou, ela segurou se com força porem ganhando um novo corte no tornozelo-lo por onde agora sangue escorria. Forçou novamente dessa vez obtendo sucesso a janela se abriu e garota lançou-se por dentro da casa, adentrando um quarto feminino antigo, fotos de uma garota bonita por ali se espalhavam, assim como quadros, detre outras coisas.

Paul


–Hades teve filho?-a voz dela era amarga. Era perceptível que ela não gostara nada disso, ignorara o filho de Hades completamente, sua ultima pergunta.
–Moça! Meu pai é casado,e olha eu só vim aqui para pegar uma pedra.-O menino explicou,ela parecia furiosa.
–Seu pai me prometeu iria voltar!Delfos falou que meu amor iria voltar para mim.-Ela parecia magoada.
–Delfos te deu uma pedra?-Ele perguntou. Ela o olhou sorridente.
–Você! Você é o meu amor!-Ela disse colocando os braços nos  ombros de Paul.
Não! Você viu minha mente, eu amo outra pessoa.-Ele faleu tirando os braços dela.Ela ficou furiosa.
–Essa menina?-Ela fez um movimento com a mão,e a Arya apareceu em um quadro,ela estava com uns 23 anos,vestia a um vestido branco que a deixava linda. Uma coroa em seu cabelo brilhava no sol,um outro homem veio por trás dela,e ela riu,se virando e dando um beijo. Ela me mostrou outra cena,e eu vi Arya brincando com um menininho com cabelos cacheados e olhinhos azuis. Ela o abraçava com carinho.
–Ela está morrendo sabia? Ainda assim a uma maneira de salva-la-A moça falou para ele que estava realmente perturbado com aquelas imagens. E sua voz era tão persuasiva, ele não tinha como saber se ela mentia.
–Você quer vê-la feliz?-Ela sussurrou sedutoramente para mim. Ele concordei.
–Então dê sua vida por ela,meu querido!.-Ela falou o olhando intensamente. Ele tentou se concentrar,mas as lembranças de Arya rodeavam sua cabeça,ele descobrira que a amava. Ele escutou uma voz em sua mente.”Arya precisa de você,Paul Não se deixe influenciar!”.Era a voz de Afrodite. Ele acordou de seu transe recente,e a moça o olhava ansiosa pela resposta.
-Escolha, entre sua amada, e sua vida!-Ela disse, parecia não dar outra opção, porém ainda existia uma, e ele deveria descobrir a mesma sozinho.
Spoiler:
Arya finalmente conseguiu entrar na casa, agora devera ajudar Paul, porem a partir do próximo post, por hora procure pistas no quarto, Paul ela deu-lhe suas opções de escolha, porém existe uma terceira, ela está brincando com sua mente, não se esqueça disso, o que precisa, está com ela, sua escolha já está bem clara, espero que entenda bem a dica.
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Paul Foster em Dom Ago 24, 2014 2:30 pm

ENTRE O PASSADO E O FUTURO – POST 23

– Hades teve filho? – a mulher parecia realmente não ligar para mim, como se tentasse me usar ou me enlouquecer.
– Moça! Meu pai é casado, e olha, eu só vim aqui para pegar uma pedra. – eu disse, mas ela ficava cada vez mais enlouquecida e eu estava começando a entrar em colapso junto com ela..
– Seu pai me prometeu iria voltar! Delfos falou que meu amor iria voltar para mim. - Ela entristecida, mas falara de Delfos e eu já não me importava se ela estava contente ou se banhando em suas próprias lágrimas espetrais.
– Delfos te deu uma pedra? – perguntei esperançoso, mas a mulher apenas sorriu.
– Você! Você é o meu amor! - Ela disse colocando os braços nos ombros de Paul.
– Não! Você viu minha mente, eu amo outra pessoa. – eu disse. Meu coração batia sem ritmo e acelerado, eu sentia a sinceridade em minhas palavras, mas elas não saíam de mim. Tirei as mãos da mulher de meus ombros e recuei um passo.
– Essa menina? – e então dentro de um quadro, o rosto de Arya apareceu anos mais velho. Seu vestido a deixava deslumbrante e, por um momento, eu fiquei perdido ali. Ela tinha uma coroa que refletia o Sol, outro homem veio por trás dela e ela riu, virando-se e lhe beijando. Em outra cena, Arya brincava com um garoto de cabelos cacheados e castanhos, com olhos azuis. Ela o amava, era óbvio em seus olhos. Meu coração doía.
– Ela está morrendo sabia? Ainda assim há uma maneira de salvá-la – a voz era persuasiva, ela não estava mentindo. Eu não percebia falsidade em suas palavras e as imagens prendiam meus olhos em si.
– Você quer vê-la feliz? – Ela disse, de modo sedutor. Eu concordei, sem sequer olhar para a mulher.
– Então dê sua vida por ela, meu querido! – e então olhei para ela e ela me fitava intensamente. Da mesma forma, tudo que vinha na minha cabeça agora era o que eu tinha dito há algum tempo atrás, eu amava Arya e segundo as palavras do mapa dado a mim por Quiron. Escutei uma voz sussurar em minha mente: ”Arya precisa de você, Paul. Não se deixe influenciar!”. Era a voz de Afrodite. Então voltei para a sanidade, vendo a mulher esperando por uma resposta.
- Escolha, entre sua amada, e sua vida! – ela me fez acreditar, por instantes, que não havia outra opção. Mas eu não podia mesmo deixar que a voz dela tomasse conta de mim como uma regra soberana. Eu amava Arya, demais, daria minha vida por ela. Mas por um momento eu me livrei de tudo, estando somente presente comigo mesmo em um local todo branco. Eu estava sentado com a face enterrada nas mãos. Aquele era eu, estava confuso e aturdido, precisando de algo para seguir, foi então que minha mente tentou buscar o começo de tudo. A missão não era uma história de amor, por mais que eu quisesse. Não era um passeio nem nada do tipo. O mundo precisava das pedras de Delfos mais do que de mim ou de Arya.
- Não. Eu escolho a pedra de Delfos. Eu cheguei aqui para pegá-la e sei que está aqui. Arya é igualmente ou até mais forte do que eu, podemos lutar por nossa vida e honra, mas o mundo é quem tem a vida em jogo realmente e a vida dele é que eu pretendo preservar. – com determinação e superioridade eu falo, impedindo com gestos ou qualquer coisa que seja interrompido ou ignorado. Tentando ao máximo bloquear minha mente. A mulher sequer estava viva e talvez não entendesse os valores que eu trazia. Antes de salvar Arya eu tinha de garantir que aquele mundo era seguro para ela viver. Por fim, mentalmente, faço uma reza pessoal à Hades. – Por favor, dê-me a pedra e, como filho de Hades, prometo que clamarei a ele que cumpra as promessas que a ti ele fez.
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Arya Doprav em Seg Ago 25, 2014 9:58 pm



Desvendando o passado...

"Lutar sempre, desistir jamais..."





Depois de alguns minutos de cautela, eu finalmente estava frente a frente com a janela do segundo andar. A madeira era antiga assim como toda a estrutura da mansão, logo eu presumi que seria fácil arrombar a dita. Mas, este foi um grande erro de minha parte. Empurrei a janela, porém a mesma permaneceu imóvel. Franzi o cenho e usei os punhos para socar sua base, pensando que assim poderia romper a trinca do lado de dentro. Meu corpo balançou com os golpes, o que fez a escada também sacudir e inesperadamente o pé desta se rompeu. Minhas mãos seguraram fortemente a base da janela, impedindo-me de despencar dali. Por sorte, uma das pernas se sustentava no telhado da varanda. Meu coração acelerou freneticamente com o ocorrido, olhei para baixo e inspirei profundamente. Uma queda dali e eu provavelmente arranjaria uma fratura considerável. Impliquei força nos braços para me erguer um pouco mais e então levei o antebraço esquerdo contra a janela, batendo-a com rigidez. Esta se rompeu instantaneamente e metade do meu corpo foi arremessado para dentro devido ao impulso. Minhas pernas penduradas balançavam do lado de fora do casarão e com um pouco mais de força consegui empurrar completamente meu corpo para dentro, caindo de cara no chão. Algumas tossidas ousaram atravessar a minha garganta, pois o choque contra o chão fez uma pequena quantidade de poeira do lugar se erguer.
Fiz uma careta e então me pus de pé. Senti um líquido escorrer pelo tornozelo e uma pequena ardência se instalar na região, meu olhar cruzou minha perna e pude perceber que ganhara um novo corte, provavelmente fora na hora em que parte da escada rompeu. Revirei os olhos ao notar que grande parte da minha roupa estava cheia de cortes, a maioria havia adquirido no celeiro, mas o néctar havia ajudado bastante. Agora meus olhos fitavam curiosos o lugar onde eu havia entrado, uma cama antiga estava do meu lado esquerdo, no lado oposto se encontrava um enorme armário e uma cômoda se encaixava ao seu lado, alguns vidros e potes estavam sobre a tal. Eu me sentia entrando no quarto de um das daqueles filmes onde as produções ainda eram em preto e branco ou talvez mais antigo ainda. Caminhei devagar pelo cômodo. Haviam quadros de uma moça decorando o local, não prestei muita atenção, pois estavam bastante empoeirados. Senti uma protuberância em baixo do pé direito, levantei-o devagar, foi então que percebi que eu pisava em um amontoado de fotos. Deslizei os dedos por uma delas, retirando a poeira. Era a foto de uma bela moça, provavelmente no auge de sua juventude. As próximas imagens eram da mesma mulher, aquele deveria ter sido o quarto dela. Segurei uma das fotografias na mão e então vasculhei um pouco mais por ali.



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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Athena em Ter Ago 26, 2014 6:08 pm

Congelando

–Não! Eu quero a pedra!-Disse o filho de Hades.
O frio estava insuportável. A mulher ficou com raiva,e deu um grito estridente,fazendo todas as janelas e vidros da casa quebrarem. Paul abaixou a cabeça para evitar ser machucado pelos cacos, e Arya no andar de cima jogou-se no chão ao ouvir o barulho, estivera distraída mexendo nas lembranças do quarto que esquecera-se o que deveria fazer ali.
Então tudo voltou ao normal, à claridade voltou, e na poltrona puída uma pedra verde brilhando se encontrava.
Arya desceu as escada correndo dando um encontrão no filho de Hades, ela ficou vermelha e sem graça, mexeu nos cabelos pedindo desculpas a ele.

–Consegui!-Disse Paul tirando a pedra de dentro do casaco,e entregando a Arya. Ela pegou e juntou com as outras pedras,ela abriu o mapa,e começou a se formar outra parte dele.
–Isso parece ser Rhode Island!-A menina falou mostrando um mapa dos EUA. Uma ilha na verdade, uma das muitas do lugar- disse ela, Paul a olhava de maneira estranha, algo estava diferente no garoto depois de tudo que passara no lugar e Arya notara isso apenas agora.
-O que aconteceu com você?-perguntou a garota por fim.

Spoiler:
Bom vocês conseguiram a ultima pedra e como recompensa pela escolha de Paul estar certa dei-lhes a localização da ultima delas, devem encontrar uma maneira de chegar ao local, sejam criativos, a diga é que as passagens de navio eram de ida e volta ^.~ Boa sorte
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Paul Foster em Qua Ago 27, 2014 10:28 pm

ENTRE O PASSADO E O FUTURO – POST 24

Tudo deu errado. A mulher não teve uma boa reação ao que parecia ser o correto para mim. Amaldiçoei-me, como sempre fazia quando errava. Cacos de vidro voavam e em breve eu estaria sangrando ou morto, não podia saber, estava ocupado tentando cercar minha cabeça com os braços, o que impedia os cacos de atingi-la, mas me cegava. As coisas estavam ruins e não estavam querendo melhorar.
E pela primeira vez, fiquei feliz em estar errado. A claridade tomou conta da casa, os espíritos sumiram e em uma poltrona à minha frente, havia a Pedra de Delfos. Peguei na mão e a analisei. Finalmente, eu fizera algo, não dependendo de Arya para fazê-lo corretamente. Quero dizer, pelo menos não fisicamente. De repente a garota se choca contra mim, suas bochechas enrubescendo logo em seguida e ela se desculpa.
- Consegui. – digo, estendendo a mão aberta com a pedra nesta. A garota pegou-a e começou a observa-la colocando-a com as outras no mapa. A localização da última pedra apareceu. Sorri, recostando-me às costas da poltrona e cruzando os braços.
– Isso parece ser Rhode Island! Uma ilha na verdade, uma das muitas do lugar - disse ela, observava a garota enquanto ela analisava o mapa. Pensei em tudo o que passei e as coisas que disse ao espírito. Imaginei se não seria melhor guardar para mim estas coisas. Eu não sabia se era mesmo capaz de amar alguém como Arya e, ainda mais, não sabia se um dia poderia ser recíproco. - O que aconteceu com você? - perguntou a garota por fim.
Eu abri a boca diversas vezes, mas não conseguia explicar. Olhei nos olhos da garota, temeroso, sem saber como ela reagiria. Certo medo passou cortante por minha espinha, mas eu estava determinado a responder. Me joguei à poltrona, cabisbaixo.
- Acho melhor contar tudo, não vai fazer-me bem guardar... – comecei. – Quando entrei na casa, tentei bloquear minha mente, as coisas aconteciam devagar, mas então tudo acelerou quando um grito de pavor se fez ouvir no segundo andar. Corri até ali. – falei, indicando com o dedo. – Vi então uma garota, você, prestes a ser morta por um homem que segurava algo como uma faca. Eu tentei evitar que a cena acontecesse, mas ela aconteceu. Logo, se dissipou, quando eu percebi que não era realidade. Mas então outra cena surgiu, aqui onde estamos. Seu corpo morto estava estirado e uma mulher chorava sobre ele. Houve um pequeno diálogo entre a mulher e um homem que, ao se revelar, era eu. Eu me apavorei, usei o que tinha para tirar aquilo da minha cabeça antes que eu chorasse... Mais. – acrescentei a última palavra decidindo não mentir. – A visão se dissipou e tudo ficou escuro. Nem mesmo eu enxergava. Então surge um espectro, uma garota. Era ela que estava sendo morta pelo pai, mas eu via você nestas ilusões, pensei que ela conhecia você por estar na minha mente. Ela contou o que acontecera, falou de seu amado que voltaria. Se não me engano, era Hades e ela o confundiu comigo. Mas eu a irritei contando a verdade e ela disse que eu era seu amor. Foi então que eu contei a ela algo que nem mesmo eu sabia. Falei que amava você e percebi sinceridade em minhas palavras. Ela me mostrou uma imagem de você, casada com um homem e com um filho, isso doeu, mas eu evitei acreditar no que ela dizia. A parte mais horrível foi ela me mandar escolher entre a minha morte ou a sua. Ela me forçou a escolher. Desesperado, eu soube que faria a coisa errada, por isto esperei estar calmo e, por fim, decidi pela pedra, pois nem eu nem você valíamos para o mundo o que a pedra valia e, principalmente, pela razão de que nenhum de nós seria útil vivo se não houvesse pedra. – eu tinha contado tudo de forma lenta e pausada. Paciente. Então me levantei, acenando com a mão para tirar os pensamentos pesados. – Fora isso ela explodiu a casa com gritos e sumiu, a luz voltou e a pedra estava ali. E você também.

***

- Ok. Nossas passagens são de ida e volta. Ou seja, talvez possamos implorar ou algo do tipo, para que o timoneiro nos deixe desembarcar nesta ilha. Para voltar, seria estranho e difícil, mas o importante é chegar, não sabemos quanto tempo de vida teremos depois que colocarmos os pés ali. – dei de ombros, com um sorriso torto na face. Estávamos andando para fora da cabana e em breve estaríamos no porto, já que as passagens de Emmanuelle eram de ida e volta. – Acaba de me ocorrer que não temos como chegar ao porto...
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Arya Doprav em Sex Ago 29, 2014 11:19 am



Desvendando o passado...

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O quarto aparentava ser delicado, porém não devia ser visitado faziam anos, o que dava certo aspecto sombrio ao ambiente. Vasculhei algumas coisas do cômodo, mas não encontrei nada de inovador ou que pudesse ser de utilidade no momento. Foi então que um som agudo ecoou por todo o casarão, os vidros foram estilhaçados. Meu primeiro movimento foi me atira no chão, escondendo o rosto entre as mãos para evitar adquirir um novo ferimento. O barulho foi cessando aos poucos e logo eu já estava de pé. Levei a mão direita até a testa, franzindo o cenho. Eu havia ficado distraída naquele quarto e até esquecera o que realmente estava fazendo ali. Sai às pressas do cômodo, adentrando um pequeno corredor. Eu estava assustada, com medo que algo ruim tivesse ocorrido com a prole de Hades. Encontrei uma escada e meus pés foram tão rápidos que em milésimos de segundos eu já estava no primeiro andar, chocando-me a algo. Ou melhor, a alguém. Recuei um passo tentando me equilibrar para não cair. Levantei o olhar e percebi que era Paul a minha frente. O garoto estava bem, quer dizer, parecia bem. Inspirei calmamente, sentindo um alívio invadir meu corpo, em seguida eu pedi desculpas por ter ido bruscamente de encontro a ele.
 - Consegui! – Disse Foster, entregando-me a pedra. Olhei para esta com um pequeno sorriso nos lábios. Retirei as outras pérolas do bolso, enquanto pegava o mapa do casaco. Aproximei ambos, ansiosa para saber nosso próximo destino. Rapidamente linhas começaram a aparecer no pedaço de papel e eu já estava reconhecendo o local.
- Isso parece ser Rhode Island! – Falei, retirando outro mapa do bolso, desta vez um do EUA, analisei-o cautelosamente. – Uma ilha na verdade, uma das muitas do lugar. – Finalizei a frase fazendo uma careta. Então fitei o filho de Hades que me encarava de forma diferente.
- O que aconteceu com você? - Indaguei curiosa. Paul iniciou uma breve história sobre a sua estadia naquela mansão. Tentei manter a face inexpressível, mas provavelmente não consegui. As palavras do garoto se confundiam em minha mente, fiquei um tanto em choque quando o garoto começou a falar daquele sentimento que Afrodite tanto adora. Algo se remexia inquietamente dentro de mim, uma faísca de sentimento querendo se alastrar ali, se é que já não estava dissipada, talvez eu apenas quisesse retardar tais fatos. Balancei de leve a cabeça, tentando não pensar no assunto.
-x-x-x-
- Ok. Nossas passagens são de ida e volta. Ou seja, talvez possamos implorar ou algo do tipo, para que o timoneiro nos deixe desembarcar nesta ilha. Para voltar, seria estranho e difícil, mas o importante é chegar, não sabemos quanto tempo de vida teremos depois que colocarmos os pés ali. – O garoto falava, enquanto saíamos da casa velha. Eu ainda estava confusa com a história que ele acabara de me contar, eu não sabia o que dizer, nem o que pensar. – Acaba de me ocorrer que não temos como chegar ao porto...
- Eu achava que estava em apuros quando enfrentei a medusa. Mas acabei de perceber que você estava em uma situação pior que a minha. – Finalmente eu consegui dizer algo, arqueei os ombros e suspirei. Meus pés paralisaram no último degrau da varanda assim que meus olhos encontraram o céu. Já estava anoitecendo e se iniciava a Aurora Boreal. Esbocei um sorriso ao presenciar o verdadeiro show de luzes acima de mim, era um fenômeno muito bonito, nunca vira algo parecido. Fiquei alguns minutos entretida com o acontecimento, mas logo voltei a caminhar até o antigo portão da fazenda.  – Bem... É quase impossível pegarmos um táxi agora e qualquer outro tipo de transporte. Creio que podemos ir caminhando. Viemos por essa estrada. – Apontei na direção a minha esquerda. – Talvez demore um pouquinho, mas não vejo outra opção. – Comecei a caminhar devagar, segurando firme as mochilas nas minhas costas. A brisa estava mais fria e quando tocava nas partes rasgadas da minha roupa, fazia-me tremer. – Quanto a parte de chegar à ilha... Quando estivermos próximos, podemos pular no mar e ir nadando. – Eu disse e um sorriso brincalhão apareceu no meu rosto, eu só queria quebrar o clima tenso, distrair um pouco. Apesar de que a piada era de péssimo gosto para a prole de Hades.



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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Athena em Sab Ago 30, 2014 10:29 am

Ultima viagem...

Paul explicou tudo a filha de Poseidon o que ocorrera na casa, Arya não soube bem como lidar com aquilo, não naquele momento pelo menos, talvez quando terminassem a missão, o filho de Hades não se encontrava em uma situação muito melhor, jamais sentira aquilo andes, e não sabia como lidar com seus sentimentos agora.
Saíram da velha casa já estava anoitecendo a aurora boreal já brilhava lidamente no céu noturno, uma linda visão afinal de contas, voltaram para o porto caminhando pela estrada coberta por gelo, o frio a noite era ainda mais intendo, dessa forma o filho de Hades não pensou muito quando rodeou a garota com os braços para mante-la mais aquecida, mas não falaram muito, estavam ambos perdidos em seus próprios pensamentos.
Não demoraram muito para chegar no navio, teriam mais três dias navegando pelo mar antes de chegar a ilha, e pra ajudar deveriam convencer o motorista a desembarca-los nela, não seria tão fácil, e ainda pra completar, ficariam sozinhos em uma cabine.

Spoiler:
Bom voltaram pro navio, como da ultima vez farão mais de um post, de como foi a estadia no navio até desembarcarem na ilha desejada, que deverão convencer o capitão a deixa-los la, sejam criativos.
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Arya Doprav em Qui Set 04, 2014 9:44 pm



Desvendando o passado...

"Lutar sempre, desistir jamais..."





A pequena estrada estava quase totalmente coberta pela neve. De ambos os lados da pista erguia-se uma pequena floresta, seus galhos contorcidos permaneciam encobertos por uma fina camada de gelo. As luzes no céu ajudavam, fazendo com que nosso caminho de volta não fosse tomado pela escuridão. A temperatura havia caído drasticamente, envolvi-me com meus próprios braços, tentando me aquecer de alguma maneira. Meus passos eram sorrateiros e uma insistente sensação de cansaço dominava meu corpo. A luta me deixara exausta e meus ferimentos não estavam totalmente cicatrizados. Eu necessitava de água. Eu tinha muito do líquido a minha volta, porém estava congelado. Olhei disfarçadamente para a prole de Hades enquanto caminhávamos, o garoto parecia perdido nos pensamentos, preferi deixar o silêncio permanecer. Afinal, eu ainda estava confusa sobre os últimos acontecimentos e me negava a pensar no assunto. Uma brisa fria me atingiu, fazendo meu corpo inteiro estremecer, parecia que meus dedos congelariam a qualquer instante. Foi então que senti um dos braços de Foster me envolvendo. Aquilo, de certa forma, fez-me sentir um pouco aquecida. Não falei nada, apenas continuamos caminhando e eu me recusava a pensar em qualquer coisa que envolvesse o filho de Hades. Alguns minutos depois chegamos ao porto. Fiquei parada, analisando as pequenas ondulações da água.
- Tenho uma coisa para fazer... Daqui a pouco estarei na cabine. Só me faça o favor de levar as mochilas contigo.  – Eu disse para a prole do deus do submundo, entregando-lhe as duas mochilas que eu carregava. Afastei-me do garoto e caminhei para um lugar isolado do porto. Meu olhar curioso percorreu cuidadosamente o local para me certificar de que ninguém me observava. Então fitei o reflexo da grande lua na água e sorri. Por fim, flexionei os joelhos e os impulsionei, atirando-me ao mar. Senti o choque do meu corpo no líquido e em instantes eu era envolvida por todo ele, uma sensação de bem estar envolveu todo o meu ser. Senti os ferimentos serem cicatrizados quase que imediatamente. Permaneci no fundo, afastando-me cada vez mais da beira. Emergir alguns metros do porto, o cruzeiro dava o sinal de que iria partir. Mas eu não me importava, apenas queria prolongar um pouco mais aquela boa sensação que estava sentindo. Voltei a mergulhar, divertindo-me por mais alguns minutos. Mas então percebi que estava na hora de voltar para o cruzeiro, não queria deixar meu companheiro de missão preocupado. Nadei até o barco, que já estava um tanto distante da margem. Fiz uma pequena onda me erguer na lateral deste e pulei para dentro do cruzeiro, certificando-me de que ninguém viu a cena. Meu corpo permanecia seco, como se nem um pingo de água tivesse tocado minha pele, meus lábios se curvaram em um sorriso e caminhei até a cabine.
Adentrei no cômodo. Provavelmente havia se passado quase uma hora desde que me afastei de Paul, esperava que o garoto não estivesse preocupado. A água me deixara de bom humor, então ousei deixar um sorriso transparecer minha face. Peguei a mochila e logo fui para o banheiro. Água nunca era de mais para mim. Tomei uma demorada ducha e vesti um pijama qualquer que havia achado na mochila. Sai do banheiro e me atirei na cama, eu necessitava de uma boa noite de descanso.
- Boa noite, Paul. – Eu disse, enquanto me encolhia embaixo dos cobertores. Não tardou muito para eu adormecer.  



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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Paul Foster em Qui Set 04, 2014 10:43 pm

ENTRE O PASSADO E O FUTURO – POST 25

Olho para minhas botas, que destoam em meio ao branco infinito daquele local. Eu começava a duvidar de que agira da maneira correta contando a verdade para Arya. A filha de Poseidon estava quieta e caminhava com aparência muito cansada. Ela tinha ferimentos, ao contrário de mim, que no máximo tinha perdido algumas gotas de sangue com os cacos de vidro que voaram para todo o lado. De qualquer forma, não os sentira, estava mais preocupado com outra coisa.
Estava muito frio. Eu abracei Arya, fazendo-a ficar mais próxima a mim. Eu não me incomodava com o frio, normalmente, mas a neve estava me irritando. Estava tudo muito errado. Comecei a pensar que se faziam alguns dias de distância entre o momento em que saímos do Acampamento Meio-Sangue até aquele momento. Tínhamos três das quatro pedras, mas a cada desafio a coisa ficava pior. Estava começando a temer o que estava por vir, mas eu tinha um dever. Por mim, por Arya e por todos ali, que não tivessem de ver aquilo que eu vi em Londres, muitos tempo atrás.
Ao chegarmos ao porto Arya se separou de mim, dizendo que tinha coisas a fazer. Eu não a impedi, estava cansado demais para falar. Peguei nossas mochilas e me despedi dela, caminhando lentamente até o cruzeiro. Apresentei minha passagem e a de Arya, expliquei que ela chegaria depois ou já havia chego, por algum motivo, senti que ela não passaria pela entrada deste navio. Continuei a caminhar, seguindo para a cabine indicada. Ela era idêntica à que usamos para chegar ao Alasca.
- Pelo menos, estamos saindo daqui... – disse. Larguei a mala da filha de Poseidon sobre a primeira cama e peguei a minha, arrumando algumas coisas e escolhendo um conjunto de roupas leves e negras. Levei comigo estas roupas e minha toalha, indo até o banheiro para tomar um banho.
Por mais contraditório que pareça, um banho era muito revigorante, levava o peso dos meus ombros pelo ralo. Eu terminei o demorado banho e me vesti, após fazer minha higiene pessoal. Passaram-se uns 30 minutos já. O navio já partira e, como eu suspeitava, Arya não havia chego. Nem pensei em me preocupar. Estávamos no litoral aberto. Era alto mar, ninguém podia ficar mais a vontade do que a garota.
Sentei na cama, edredons e lençóis me cobriam, a mochila foi para baixo do móvel. Comecei a ler meu livro. Fazia tempo que eu não me concentrava e ler e isso dificultou eu dominar as letras saltitantes. Por sorte, eu conseguia me concentrar com mais facilidade que os outros semideuses e logo, sem sentir muita dor de cabeça, consegui ler o livro. O sono começava a pesar meus olhos conforme eu o fazia. Mas decidi tentar esperar Arya. E quando esta chegou, eu estava mergulhado na cama, com os cobertores até o pescoço, tentando olhá-la apesar do olho cansado. Ela tomou banho, saiu de lá melhor do que entrara na cabine, que já era muito melhor do que a garota que viajara comigo pela estrada. Percebi, então, que é irritante o que acontece com uma pessoa depois de algumas horas lutando sem descanso nem banho.
- Boa noite... – falei. Olhei para o teto por alguns minutos, depois virei de bruços. Só conseguia dormir assim, não sei a razão. No dia seguinte, Arya e eu tínhamos coisas demais a fazer. Mas de todas, acho que a principal seria comer.
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Re: A verdadeira alma de um Herói (Missão para Paul e Arya)

Mensagem por Arya Doprav em Sab Set 06, 2014 7:04 pm



Desvendando o passado...

"Lutar sempre, desistir jamais..."





Felizmente, pesadelos não ousaram me importunar naquela noite, ou eu os tive e provavelmente foram apagados da minha memória antes que eu pudesse acordar. Não importava. O fato era que tive uma boa noite de sono. Sentia meus músculos leves e relaxados assim que despertei. Inclinei o corpo, forçando este a se sentar na cama, os olhos ainda estavam pesados e as pálpebras se recusavam a abrir. Firmei os pés no solo e vagarosamente eu ia acordando. A primeira imagem que se formou a minha frente fora a do filho de Hades. Paul ainda estava dormindo, fiquei observando o garoto, perdida em alguns pensamentos que o envolviam. Depois de alguns minutos balancei negativamente a cabeça, o que eu estava fazendo? Seria no mínimo estranho Foster acordar e se deparar comigo o analisando. Suspirei e levantei, dirigindo-me até o banheiro.
Tomei um banho demorado, fazendo minha higiene pessoal. Água combinada a uma excelente noite de sono era simplesmente excepcional para mim. Sentia-me uma nova pessoa. Vesti uma calça jeans escura e uma camisa de mangas longas preta. Como nunca tive paciência para arrumar os cabelos como a maioria das garotas da minha idade, apenas o prendi em um rabo de cavalo. Sai do banheiro e fitei Paul, que já havia acordado.
- Bom dia, moço... Espero que tenha dormido bem. – Eu disse, logo desviando o olhar de Foster. Eu estava inutilmente tentando fugir dos meus sentimentos. – Esperarei você se arrumar para irmos procurar algo para comer. Temos que tomar mais cuidado dessa vez, não quero que aconteça o mesmo incidente da vez passada. – Suspirei, sentando-me na beira da cama. Revirei minha mochila e retirei um pequeno livro de dentro, comecei a desfolha-lo, enquanto esperava Paul.
Não demorou muito para o filho de Hades sair do banheiro, devidamente arrumado. Levantei em um pulo da cama, deixando o livro sobre esta. Apenas fiz um sinal para que o garoto me seguisse, evitei olhá-lo ou dizer qualquer outra coisa. Depois de tudo que passara na vida, tornei-me uma pessoa extremamente rígida quando o assunto é sentimento. Caminhamos em silêncio pelos corredores até adentrarmos em um restaurante mais próximo. Meus olhos percorreram rapidamente o lugar. Não havia muitas pessoas e ninguém parecia suspeito. Sentei em uma das mesas e o garçom logo se aproximou, pedi um café puro com torradas. Paul realizou seu pedido e o homem que nos atendia foi providenciar. Meu olhar ficou estagnado para a grande janela de vidro que existia no ambiente, esta oferecia uma boa vista para o mar e aquilo me deixava bem. Afinal, eu estava um pouco incomoda com o clima que se instalara entre eu e Foster desde que o garoto contara-me os acontecimentos do casarão. O garçom retornou com nossos pedidos e então saboreei meu café da manhã, mantive a cabeça baixa e não ousei levantá-la para olhar Paul. Fiquei imaginando o que faria após terminar de comer. Eu queria voltar para a cabine e ficar lendo meu livro ou simplesmente escutar um pouco de música. O problema era que Foster estaria lá, não conseguiria manter a concentração, não me sentiria a vontade. Não com aquele clima que nos rondava.
- Tenho algumas coisas a fazer. Até mais tarde. – Eu disse, levantando-me. Eu não tinha nada para fazer, aquilo era apenas uma desculpa para me afastar. Nem sequer olhei o garoto, apenas sai do restaurante. Suspirei profundamente, minhas mãos se enterraram no bolso da calça. Caminhei pelo exterior do cruzeiro, tudo estava bastante movimentado, principalmente a parte da piscina. Pessoas desfilavam com seus trajes de banho e gargalhavam. Aquele, realmente, não era o lugar para mim. Revirei os olhos e fui me afastando da agitação. Andei até a outra ponta do navio, recostando-me no apoio lateral. Meus olhos refletiam as pequenas ondulações que a água fazia. Fiz uma pequena oração a meu pai, pedindo que me ajudasse a concluir com êxito a missão.
- Querida Arya... – Uma voz feminina me tirou dos meus pensamentos. Franzi o cenho e acionei minha espada marinha. Minha mente me induziu a crer que era um monstro prestes a me atacar, apesar da maneira gentil ao falar. Girei rapidamente apontando a lâmina para a pessoa. Fui tomada pela surpresa. Meus olhos se arregalaram. A minha frente estava uma mulher com uma beleza inigualável. Não imaginava que poderia existir alguém tão belo. Ela era simplesmente encantadora. Fiquei totalmente sem palavras ou ação.
- Calminha, querida. Calminha. Não irei lhe machucar. – Sua voz era doce. Abaixei a espada, percebi que não conseguiria atacá-la. E suas palavras pareciam ser sinceras.
- Quem é você? - Pisquei algumas vezes até conseguir dizer alguma coisa.
- Ah... Ainda não deu para perceber quem eu sou? - Disse a mulher, sorrindo. Ela puxou um espelho da bolsa e um tubinho de batom. Então começou a passa-lo em seus lábios. Observei a cena e então meu subconsciente fez um nome ecoar. Só existia uma mulher que poderia ser tão bela a ponto de chamar a atenção de qualquer pessoa. Eu nunca reparara em beleza, mas aquela me chamou a atenção como se fosse uma espécie de hipnose.
- Afro... Afrodite? - Eu falei sem ter muita certeza.
- Isso, criança. – A deusa sorriu e eu arqueei a sobrancelha. Nunca vira meu pai pessoalmente, por que estaria vendo Afrodite? – Venha... Precisamos conversar, minha pequena. – A mulher tocou no meu ombro e começamos a andar. O que ela queria comigo? Aquilo estava muito estranho.
- Sobre o que, exatamente? - Indaguei curiosa.
- Sobre um certo filho de Hades... – Franzi o cenho, interrompendo a caminhada. Claro, a deusa do amor querendo falar sobre o amor. Como não desconfiei antes?
- Não temos nada para conversar sobre este assunto. Fim de papo. – Falei um tanto irritada com a situação.
- Arya... Não seja teimosa. Escute-me. – Afrodite falou atenciosamente.
- Não quero ser grossa, Lady Afrodite. Mas este assunto não é do meu interesse.
- Não faça isso com você, filha de Poseidon. Eu sei que durante toda a sua vida você sofreu com sentimentos. Sei que eles lhe machucaram. – Olhei para a deusa da beleza, enquanto esta falava. E ela estava certa. – Mas sabe por que? Porque eles não eram verdadeiros. Por isso lhe trouxeram sofrimentos. Mas este sentimento que está nascendo ai dentro de você é verdadeiro e o melhor de tudo, é recíproco. Não deixe ele escapar. Isso lhe fará bem, confie em mim. Pense com carinho na nossa conversa.
- Tudo bem... – Eu respondi um tanto confusa com as palavras da deusa.
- Ótimo! Adoro belas histórias de amor, principalmente quando envolvem guerreiros! Que lindo! – Afrodite começou a falar de maneira empolgada. – Agora devo ir, tenho que cuidar da minha beleza. Até mais, pequena Arya. – A mulher sorriu e desapareceu em um dos corredores.
Suspirei profundamente, agora minha cabeça estava muito confusa. Eu tinha decidido não ceder a esse sentimento, mas as palavras de Afrodite mexeram comigo. Fechei com força os olhos e inspirei lentamente. Por fim, fitei o mar. A única coisa que me fazia sentir bem naquele instante. Subi no apoio lateral e então me atirei dali de cima, jogando-me na água. Nadar um pouco me faria bem. Mergulhei cada vez mais profundamente, deparando com diversas criaturas marinhas, quanto mais fundo maior a diversidade espécies. Não sei ao certo por quanto tempo permaneci ali, mas quando emergir já estava escuro. Localizei o cruzeiro e voltei até ele, subindo por uma pequena escada lateral. Pensei em ir até a cabine, mas não estava segura de que deveria fazê-lo. Caminhei até uma das pontas do navio e sentei ali no chão, o local estava deserto e eu gostava daquele jeito. Flexionei os joelhos, abraçando-os. Meus olhos ficaram admirando a lua cheia e as pequenas estrelas que a rodeavam, era uma paisagem muito bonita. Uma brisa fria atingiu meu corpo e eu estremeci. Foi então que senti um casaco me envolvendo. Levantei o olhar e lá estava o filho de Hades.
- Oi... – Eu disse, enquanto tentava sorri para Paul. O filho de Hades se sentou ao meu lado. Seu olhar no horizonte, ele parecia perdido nos pensamentos e não muito contente. – Desculpa, Paul. – Falei, fitando o filho de Hades. – Talvez eu tenha agido de maneira diferente contigo esses últimos dias. É só que... – Suspirei. – A história que me contastes, deixou-me confusa. Eu não soube o que dizer, nem como agir. Porque já me decepcionei muito com sentimentos. Porque os tenho evitado. Criei uma barreira contra esse tipo de coisa. Mas aí eu te conheci... Nunca poderia imaginar que aquele garoto que eu conheci através de uma luta e quase me matou pudesse despertar algo bom em mim. – Eu sorri, lembrando do duelo. – Tentei não ceder, tentei resistir e não senti o que estou sentindo. Mas foi inútil... Agora, eu só quero que consigamos sair com vida desta missão para que eu possa te ter ao meu lado. Quero cuidar de você, te proteger e te fazer feliz. Eu simplesmente não posso mais negar que... – Segurei o queixo do filho de Hades e encarei seus olhos negros. – Eu te amo, Paul Foster. – Não sei se eu estava raciocinando direito naquele momento, apenas sei que meus lábios encontraram os do garoto e eu o beijei.  



Notes: Hope, determination and courage...    

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