The Blood of Olympus
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II Aula de Combate Corporal -//- Krav Maga

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II Aula de Combate Corporal -//- Krav Maga - Página 2 Empty Re: II Aula de Combate Corporal -//- Krav Maga

Mensagem por Cupido em Dom Jul 08, 2018 6:52 pm

Atualizado!
Max recebe 50XP pela avaliação.
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II Aula de Combate Corporal -//- Krav Maga - Página 2 Empty Re: II Aula de Combate Corporal -//- Krav Maga

Mensagem por Nyx St. Douglas em Seg Nov 05, 2018 8:45 pm




no matter what we breed, we still are made of greed. this is my kingdom come
tell me pretty lies, look me in the face, tell me that you love me, even if its fake, cause i don't fucking care at all

SWEET DREAMS ARE MADE OF THIS
B E
U S E
WHO AM I TO DISAGREE?
O dia estava bem quente, mas isso não impediu Nyx de ir ao treinamento ministrado pela instrutora Max Hayes no acampamento Júpiter. Ao chegar na arena, não se surpreendeu tanto com a quantidade de semideuses que ali estavam, preparados para suarem horrores enquanto tentavam aprender os movimentos de técnicas corporais. Arrumando um lugar no enorme tatame para sentar, observou a movimentação de mais algumas pessoas, que corriam para chegarem a tempo do treinamento que iria acontecer em breve. Percebendo que iria ser diferente do usual, afinal os bonecos não pareciam ser antagonistas do que iria acontecer ali, a semideusa ficou ansiosa, sua curiosidade criando perguntas em sua cabeça.

Após a apresentação usual, a instrutora usou um dos campistas que ali estavam de cobaia e, pedindo para que ele a abordasse de diferentes maneiras, começou demonstrando várias técnicas de defesa pessoal. Desde proteção contra estrangulamentos até como lidar em uma situação com arma de fogo — como aquelas que usaram para matar o alfa —, a amazona fez cada escape rapidamente e, após a demonstração do efeito real das técnicas, as repetiu vagarosamente sob olhares atentos dos alunos.

Quando, enfim, terminaram as demonstrações, cada aluno foi obrigado a achar um companheiro de treino para que pudesse aplicar as técnicas. Isolada por sua parca habilidade social, ela foi abordada por uma garota loira que não devia ter mais idade do que si. Também sem parceira, a jovem logo perguntou se poderiam treinar juntas, o que, após a afirmativa de Nyx, fizeram. Depois de um longo tempo tentando ensinar a filha de Marte a jogar pedra, papel e tesoura, sua parceira acabou decidindo começar fazendo os escapes, enquanto a selvagem a atacava da maneira com que o voluntário tinha feito anteriormente com a instrutora.

Durante aquela parte do treinamento, a filha de Marte percebeu que sua parceira era mais fraca fisicamente que ela, o que poderia ser um problema se tentasse usar a força naquele treino. Percebendo que tudo o que teria que fazer deveria ser sem a adição de impulso mais do que o necessário, aproveitou o momento que era a cobaia para observar como a jovem fazia os movimentos e as correções que ela levava da amazona, que passava pelas duplas corrigindo os erros e ajudando na execução dos movimentos. Dessa forma, enquanto levava os tapas na cara para soltar seu agarrão na garota, pensava em maneiras de fazer cada exercício com aquele complicador extra.

Chegando finalmente sua vez de fazer os movimentos, esperou primeiramente os agarrões e os estrangulamentos por trás. Quando a garota agarrou na altura do torso, não prendendo seus braços, lembrou-se do movimento que a amazona fez e encaixou os cotovelos entre os braços da outra e seu peito, agachando-se. Após isso, forçou ligeiramente tais articulações para fora, abrindo espaço suficiente para deslizar para fora do agarrão. Eram movimentos bem simples, embora detalhados, que deveria fazer em uma velocidade alta, o que, conforme praticava várias e várias vezes, se tornou algo realmente fácil com o tempo. Quando terminou mais uma das séries de dez com tal agarrão, passou para outra das técnicas, que consistia em causar dano para se livrar, ou seja, forçar o cotovelo para trás, atingindo a barriga de seu atacante o suficiente para que ele afrouxe o aperto, dando a oportunidade de saída. Embora errasse um pouco na execução da técnica, com medo de que pudesse machucar a jovem, o princípio básico dela foi aprendido através das diferentes repetições que fazia.

Depois, os estrangulamentos mata-leões. A sacada que percebeu logo quando estava na quinta repetição era que, desde que conseguisse colocar algum tipo de barreira ou dificuldade para que o antebraço encoste no pescoço, conseguiria facilmente escapar de tal técnica, abrindo o agarrão de maneira que sua cabeça passe completamente. Não precisa ser algo tão rápido quanto o treino anterior, em que a rapidez era a chave para que desse certo. Só bastava, como medida preliminar, conseguir colocar seu queixo apoiando o antebraço do oponente, evitando o contato com o pescoço e, aos poucos, abrindo o espaço necessário para sair de tal ataque.

Ataques com facas ou armas que usam perfurações como atributo principal dependiam muito da movimentação. Enquanto os dedos de sua parceira serviam para indicar a arma que estaria em sua mão se ela fosse uma oponente, Nyx treinou sua percepção nas vezes em que foi simulado o ataque, segurando o punho da garota enquanto tirava seu corpo da trajetória do avanço, a esmurrando com o cotovelo livre por trás com somente a força necessária para que ela caísse no tatame, ajustando-a em cada repetição que fazia para não causar dano desnecessário.

No final de três séries, passou para o ataque desarmado frontal, em que sua parceira tentava socá-la, o que era impedido após levantar o braço para se defender do golpe ao mesmo tempo em que avançava com um soco com a mão livre. Demorou para que o momento de tal ação fosse o melhor possível, já que se embolou um pouco com o que deveria esperar que ela fizesse para que começasse a se movimentar para contra-atacar.

A coisa era parecida com armas, mas, como percebeu com poucas repetições, o objetivo principal nesse caso é alcançar o cano da arma e empurrar a mão da pessoa ou o braço dela para um lado, enquanto a arma em si deveria ser empurrada para o outro, causando o desarme e consequente vulnerabilidade do oponente. Claro que, como envolvia dois movimentos em direções opostas, muitas vezes a filha de Marte se embolava sobre para onde deveria forçar a arma ou o indivíduo, o que foi lembrado muitas vezes pela parceira, a fazendo endireitar o foco do seu movimento.

Cansada depois do treino árduo e com algumas imperfeições no movimento, mesmo que a base fosse executada bem facilmente, Nyx foi forçada a terminar o treino por ali e, a contragosto por não ter conseguido o resultado esperado, cumprimentou a parceira, que descobriu se chamar Halsey, e a instrutora, saindo dali logo após isso enquanto tentava esconder sua frustração. No outro dia, lá estava ela de novo, dessa vez com um colega de coorte que tinha convencido a ajudá-la a treinar, aperfeiçoando os movimentos que aprendera na aula e aumentando a velocidade deles, por saber que, por ele ser filho de Marte, ele aguentaria qualquer golpe ou empurrão mais forte.

*


*FPA no Spoiler de Poderes
Poderes:
Como filha de Marte, considerar:

Passivos:
Nível 1
Nome do poder:  Espírito de Guerra
Descrição: Ares/Marte é o deus da guerra, profundo amante de combates e um dos principais deuses amantes da morte. Seus filhos possuem um espírito parecido com o do deus, de modo que todos os conhecimentos referentes a guerra (como sinais de comunicação, técnicas de sobrevivência básica, manuseio de armas e tudo mais o que tiver ligação direta com guerra), surgem naturalmente na mente do semideus, mesmo que ele jamais tenha passado por alguma situação de dificuldade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem elaborar planos, ler mapas e criar estrategias com mais facilidade.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: Nos combates de uma guerra, muitas vezes o combatente acaba sendo desarmado, acabando sua munição ou perdendo sua arma, obrigando-o a utilizar apenas seus punhos para sobreviver. Sendo peritos em combates desarmados, os filhos de Ares/Marte sabem técnicas marciais de todas as artes marciais existentes, mesmo que nunca tenha feito uma aula sequer. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Seus golpes desarmados dão 20 de dano base.

Nível 8
Nome do poder: Velocidade Atlética
Descrição: Um bom combatente sempre está preparado fisicamente para os futuros combates, sendo que as proles do deus da guerra levam a sério seus treinamentos rígidos, buscando sempre serem melhores. Devido a condição física e biológica natural do semideus, e de seu empenho nos treinamentos, são quase tão rápidos e ágeis quanto filhos de Hermes, conseguindo correr longas metragens sem se cansarem. Movimentos de finta, esquiva e outros que requeiram velocidade/agilidade, sempre possuem mais chances de funcionar contra inimigos mais lentos, além de perderem em uma corrida apenas para seres tão velozes quanto filhos do deus mensageiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 15% de chance de conseguir se esquivar, pular, e saltar em uma luta com inimigos mais fracos, ou mais lentos.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder: Preparo Físico
Descrição: Cultivadores de seus corpos e exímios treinadores, os filhos do deus da guerra, sempre buscam ultrapassar seus limites, trabalhando arduamente para isso. Sempre serão os últimos a cansar em batalha, de modo que em caso da MP do semideus ser gasta a ponto de chegar a zero, ele não irá desmaiar e poderá continuar lutando, desde que não gaste mais energia em poderes ativos. (Será impedido de usar poderes ativos, mas poderá continuar lutando, diferente de outros campistas que se chegarem a 0 de MP desmaiam e são incapazes de continuar em campo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Força III
Descrição: O filho do deus da guerra sempre soube que sua força sobrepujava os demais campistas, e agora seus golpes ficaram ainda mais potentes. Carregar peso, dobrar armas ao meio e até ajudar a carregar um colega sozinho lhe parece uma tarefa muito mais fácil do que para os demais campistas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de força
Dano: +15% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Nível 30
Nome do poder: Disciplina
Descrição: Os campistas de Ares/Marte são os mais disciplinados e focados. Com isso, sua resistência a poderes/habilidades que envolvam alterações emocionais ou na personalidade do campista é bastante forte. Poderes mentais e de persuasão tem o efeito reduzido no filho de Ares/Marte, assim sendo, dificilmente o semideus irá deixar que distrações tirem de si o foco em sua missão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a charme, ilusão, ou jogos mentais, terão o efeito reduzido em 20% nos filhos de Ares/Marte. Se o dano ou efeito era de 100, será apenas de 80 no campista de Marte/Ares.
Dano: Nenhum

Nível 32
Nome do poder: Ignorando a dor II
Descrição: Já fortificados e com o corpo repleto de cicatrizes e demais sinais de combate, os filhos de Ares/Marte melhoram a capacidade de ignorarem a dor de ferimentos, podendo lutar normalmente mesmo se estiverem com luxação, dedos quebrado ou ferimento profundo e não mortal. Nesse nível, caso o golpe incapacite um membro do semideus, a dor poderá ser ignorada apenas durante três turnos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem ignorar a dor de queimaduras de grau médio, desde que não sejam em grande escala de estrago, luxações, câimbras, fraturas em dedos e etc. Apesar de serem afetados, e sentirem dor, conseguem continuar lutando. Fraturas em braços, pernas, costelas e outros membros não entram nesse poder.
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Resistência
Descrição: Após tantas batalhas, tantos treinamentos e por levarem sempre seus corpos ao limite, os filhos de Ares/Marte possuem um corpo calejado, acostumado a apanhar e sofrer desgastes físicos. Ao sofrerem ataques físicos, os semideuses sofrerão danos menores, sendo capazes de suportar por um tempo maior os combates contra seus oponentes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 15% de resistência a mais no corpo em ataques físicos (socos, chutes, bater a cabeça dele em algum lugar, acerta-lo com bastões e etc).
Dano: Nenhum

FPA (o nível está desatualizado no dia que eu fiz esse post)

Nome do poder: Corpo Intuitivo I
Descrição: Após um árduo treinamento no qual o semideus pôs o corpo a prova, estressando-o até o limite, o semideus ganhou a capacidade de se adaptar a qualquer situação adversa. A habilidade lhe confere a capacidade de manter suas bonificações de agilidade e velocidade mesmo que sua movimentação esteja limitada por outros fatores que não sejam ferimentos e magias.
Gasto de MP: Nenhum
Gato de HP: Nenhum
Bônus: +20% de Velocidade e +20% Agilidade, também não perderá bonificações destes atributos quando estiver com movimentação limitada por algo que não seja lesão, congelamento ou magia.

Extra: Nenhum.
Arsenal e Tatuagens:
Tatuagem SPQR [Tatuagem de coloração negra feita na parte inferior do antebraço direito. Possui o desenho de duas lanças cruzadas, seguido abaixo pelas letras SPQR, um risco para cada ano servindo a Legião e escrito Iª Coorte. Uma vez por missão/evento, os poderes ativos utilizados pelo semideus terão um bônus de 5% de força/funcionalidade durante três turnos.]

Invicto | Inteligência [ Uma tatuagem de nota musical em seu pulso direito | Amplia a mente do semideus, o fazendo aprender mais rapidamente tudo que lhe é ensinado. Além disso, sua capacidade de descobrir coisas e sua percepção sobre situações aumenta em 20%, seus planos e estratégias com isso, ganham bônus de 20% de chance para darem certo| Ainda recebe bônus de 5% em habilidades adquiridas em aula. | Pulso Direito | marca pequena | Permanente.]
Nyx St. Douglas
Nyx St. Douglas
Centurião da I Coorte
Centurião da I Coorte


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Mensagem por Halsey Rose Maddox em Seg Nov 05, 2018 9:24 pm


Mission
No one is as good as you imagine

A animação de Marjorie, insistindo para que eu comesse mais rápido era inquietante. Eu queria pegar o meu prato e jogar bem na cara dela, pra ver se aquela criatura ficava quieta pelo menos uns dois minutos, tempo que eu precisava para terminar os meus waffles e o meu suco e, finalmente, começar as porradas do dia.

Vamos, Maddox. Vamos logo, você sabe que eu não quero me atrasar! – olhei de relance para o relógio no pulso dela, que ainda marcava 8h45. Semicerrei os olhos, tomando calmamente um gole do suco.

Eu posso saber por que você está tão apressadinha? Max não vai se importar se chegarmos uns dois ou três minutos atrasadas. Na verdade, ela não vai ligar mesmo – levantei uma sobrancelha, apoiando o queixo nas mãos – A não ser que você tenha outros interesses na aula...Tipo... – a ruiva revirou os olhos, puxando meu braço para sairmos do refeitório.

Ah, pelo amor de Zeus, Halsey Rose. Eu odeio Afrodite tanto quanto você. Vamos, não quero mais perder meu tempo com suas besteiras matinais – não pude deixar de gargalhar enquanto era puxada pela minha melhor amiga.

Chegamos rápido na arena, que estava adaptada para o treinamento daquele dia. Era a céu aberto, e o chão estava coberto de tatames, que aliviariam as inúmeras quedas que poderíamos sofrer naquele dia. Eu escolhi uma leggin preta de academia, uma blusa regata preta também, e um tênis de exercício. Os cabelos estavam presos em uma trança raiz, de modo que nada podia atrapalhar o meu treinamento. Acenei para Max, que estava perto dos bonecos que poderíamos utilizar para aquecimento.

A filha de Júpiter e amazona era uma das pessoas mais queridas que eu tinha conhecido desde que cheguei no CHB. Minha primeira aula de defesa corporal, o Muay Thai, também foi ministrada por ela e, desde então, tem cuidado de mim como se fôssemos da mesma família. Até cedeu sua casa para fazer a minha festa de aniversário! Eu não tinha palavras para descrever o quanto gostava de Max, e o quanto sua amizade era importante pra mim.

Assim como o restante dos alunos, nos posicionamos em fila, um ao lado do outro, enquanto a amazona andava na nossa frente, deixando claro qual era o objetivo da aula, o que teríamos que fazer e como procederia cada parte do treinamento. Marjorie, como de costume, escolheu ser a minha dupla, e posicionou-se ao meu lado estrategicamente. Nós duas já tínhamos prática em treino juntas, então seria bem mais fácil lidar com aquela aula.

O Krav Maga é um sistema de combate corpo-a-corpo desenvolvido em Israel que se baseia em uma abordagem que não necessita de equipamentos ou armas – ela iniciou, tomando para si toda a atenção dos presentes – É a única luta reconhecida mundialmente como arte de defesa pessoal e não como arte marcial. Sua técnica visa impedir que o ataque atinja o alvo e ao mesmo tempo simplifica e aumenta a força dos movimentos do contra-ataque. Racionaliza matematicamente os movimentos de ataque e defesa, utilizando a transferência de peso e a força de explosão; potencializando a ação independentemente da força física.

Max fez menção para acompanharmos ela e formarmos um círculo ao seu redor, disse para soltarmos os músculos e focar nas habilidades que cada um tinha adquirido ao longo dos diversos treinos que tiveram pelo acampamento, fossem com perícias de armas ou até com as aulas da própria filha de Júpiter.

O corpo de vocês precisa estar devidamente preparado para o intenso treinamento que virá a seguir. Comecemos, então, com um alongamento de repetição de movimentos. Dez segundos para cada lado do pescoço, braços, ombros, pernas e, por fim, esticar a coluna, tocando a ponta dos dedos das mãos com os dedos dos pés – a loira olhou para mim, séria, como se fosse dar uma bronca – Nada de trapacear, Maddox – revirei os olhos, escutando sua risada divertida.

E, assim, fizemos. Comecei pelo pescoço, como indicado pela instrutora, segurando-o com a mão para o lado esquerdo durante dez segundo e, depois, para o lado direito, mais dez segundo. Em seguida, fiz o alongamento dos braços, também dez segundos para cada lado, depois o das pernas no mesmo tempo e finalizei levando a mão até o solo, contando os mesmo dez segundos e voltando lentamente o tronco para a posição normal. Depois do alongamento de todos, escutamos novamente a voz de Max.

Cada um pegue, por favor, um saco de pancadas ou um boneco, para começar o aquecimento. Treinem seus socos, chutes, cotoveladas...Tudo o que souberem fazer de combate corporal. Depois voltem para o círculo, e começaremos as demonstrações.

Eu escolhi um boneco, me posicionando em sua frente com os dois punhos fechados e as pernas flexionadas. Acertei, primeiro, dois socos no que seria o rosto do boneco, um pela esquerda, outro pela direita, acrescentando ao golpe uma cotovelada em seu queixo. Afastei um pouco, escolhendo uma joelhada para acertar o estômago, fazendo combo com um giro que terminou em um chute. O boneco caiu, me fazendo sorrir.

Tá agressiva hoje, ein, Maddox? – comentou Max, que passava olhando o aquecimento. Dei risada, negando com a cabeça.

Boatos de que sou encrenqueira, professora.

Boatos? Rá! Quem disse isso não espalhou nada mais que a verdade – estirei língua, levantando o boneco do chão para voltar o aquecimento.

Depois de mais alguns golpes, Max bateu palmas para chamar atenção, fazendo com que todos nós voltássemos ao local de início do círculo, ela novamente ficando no meio, mas acompanhada dessa vez de um outro semideus. A instrutora começou a explicar e demonstrar os golpes de Krav Maga, utilizando-se desse outro semideus como cobaia. Ela disse, no final da demonstração, que teríamos que escolher dois dos golpes  para treinar.

Escolham suas duplas. E não podem ser pessoas que vocês já conheçam, beleza? – revirei os olhos, dando tchau para Marjorie com a mão, que por acaso já tinha encontrado uma dupla. Olhei para os lados, dando de cara com uma garota trezentas vezes mais forte do que eu, e com uma cara bem feia. Aproximei-me dela, que sorriu.

Você precisa de uma dupla? – ela afirmou com a cabeça, estendendo a mão para me cumprimentar.

Lara, de Ares – forcei um sorriso, pensando no quanto estaria fodida ao treinar com aquela garota.

Halsey, de Éris.

Feitas as devidas apresentações, nos posicionamos uma na frente da outra, para que começasse o treino. Assim que ela deu a primeira investida com uma tentativa de soco pela direita, levantei o braço, deixando os dedos esticados e o cotovelo levemente dobrado. Seu golpe foi interceptado por mim, dando a chance de ataca-la. Foi o que fiz, acertando um soco em seu queixo, fazendo a menina cambalear para trás. Voltei para a posição inicial, vendo-a revidar com uma rasteira nas minhas pernas. Fui direto ao chão, grunhindo por causa do baque.

Esse golpe não faz parte das demonstrações da Max – reclamei, levantando. Ela riu, negando com a cabeça.

Isso aqui é uma luta, e você precisa aprender a se defender.

Bufei, dessa vez, investindo primeiro contra ela. Usei do cotovelo, tentando acertar novamente seu queixo. Foi em vão. A garota segurou meu braço com força e girou, fazendo meu corpo inteiro cair no chão de novo. Girei para o lado quando ela tentou acertar um chute e segurei sua perna, puxando em direção ao tatame. O corpo da garota foi de encontro com o chão, me dando tempo para levantar e voltar à posição de ataque.

A garota levantou também, extremamente irritada. Eu não podia fazer nada afinal, ela mesma disse que aquilo era uma luta. Max observava tudo de longe, e eu sabia que ela ia interferir se a coisa ficasse muito séria. Mas eu esperava saber me defender sozinha. Lara tirou uma faca que estava presa na bainha, e eu estremeci. Que bitch! Eu estava sem nada para me defender além do meu próprio corpo e fugir ali não era uma opção. Praguejei em grego, voltando a atenção para a filha de Ares.

Consegui desviar o corpo da sua primeira investida com a faca, e sua lâmina passou raspando por mim. A segunda foi um pouco diferente. Quando ela tentou atingir meu rosto, segurei seu pulso, acertando uma joelhada em seu estômago. Livrei o rosto do corte, mas ela colocou força no próprio braço, e eu não consegui segurar. A lâmina desceu contra meu braço esquerdo, deixando um corte considerável no bíceps.

Ai, porra! – Lara sorriu, satisfeita, e afastou-se um pouco enquanto eu passava a mão pelo corte.

Uma luta, Halsey. Não esqueça.

Dizendo isso, investiu mais uma vez. Antes que sua faca chegasse de fato ao meu corpo, segurei seu pulso, mudando o sentido do movimento. Girei o corpo ao redor da garota, ficando atrás dela e dobrei o cotovelo, acertando o golpe com força em suas costas. Como um combo, puxei o pulso que segurava, deixando a garota no chão pela segunda vez aquele dia. Com o seu punho sob meu controle e seu corpo jogado no tatame, apoiei o joelho em suas costas, deixando-a totalmente imobilizada. Depois de poucos segundos, com a mão livre, Lara deu duas batidas no tatame, desistindo. Ri fraco, soltando-a no chão e levantando, limpando a roupa.

Uma luta, Lara. Não esqueça.

Max encerrou a aula, agradecendo a presença de todos e falando sobre o ótimo desempenho que tivemos no decorrer da mesma. Algumas pessoas ficaram para tirar umas dúvidas, e encontrei Marjorie na saída. A ruiva levou os olhos direto no corte do meu braço e semicerrou-os, cruzando os braços com uma feição nada agradável.

Halsey Rose, você não consegue fazer UM treinamento sem se machucar?


heiress of chaos
and discord


Halsey Rose Maddox
Halsey Rose Maddox
Líder de Éris
Líder de Éris

Idade : 19
Localização : Acampamento Meio-Sangue

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II Aula de Combate Corporal -//- Krav Maga - Página 2 Empty Re: II Aula de Combate Corporal -//- Krav Maga

Mensagem por Abramov Levitz em Ter Nov 06, 2018 6:01 am

Tag: Avaliação
KRAV MAGA


Nome: Krav Maga - Defesa Pessoal
Descrição: O krav maga é um sistema de combate corpo-a-corpo desenvolvido em Israel que se baseia em uma abordagem que não necessita de equipamentos ou armas. Graças ao comparecimento na aula e o árduo treinamento, este personagem consegue usar de técnicas para defender-se e escapar de situações complicadas, tais como enforcamentos, agarrões, socos diretos, abordagens com facas e armas de fogo como pistola e revolveres.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Maiores chances de escapar de situações em que se possa aplicar a defesa pessoal; +30% de esquiva, equilíbrio e agilidade.
Extra: Nenhum

MÉTODO AVALIATIVO

Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp


• Nyx
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp + Habilidade

• Halsey
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp + Habilidade

Atualizado por Febo.


(C) Ross
Abramov Levitz
Abramov Levitz
Sem grupo
Sem grupo


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Mensagem por Emmanuelle S. H. Henz em Ter Jan 15, 2019 5:23 pm




AULAS
Sinto a fúria de suas palavras, mas não entendo nada do que você diz
Observar Max e os outros semideuses lutando no inferno deu a Manu uma nova perspectiva de batalha, que a fez perceber o quanto estava parada no tempo. As caçadoras ensinaram muito a ela, mas o modelo arcaico utilizado por Lady Ártemis a deixara – por muito tempo – presa a uma mesma modalidade de combate, que Manu percebeu estar fora dos padrões atuais. Saber disso lhe deixou com o humor renovado em relação as aulas do acampamento, a fazendo querer recuperar o tempo perdido e se esforçar um pouco mais.

Era por isso que estava ali, vestida com roupas de combate as seis da manhã nos campos de Marte para iniciar seus treinamentos, tendo como instrutora a própria namorada. Ou melhor, a noiva!

Pensar nisso deixou Emmanuelle com um sorriso idiota no rosto e fez com que sua parceira de aula a olhasse desconfiada. Liz, sua colega de plantão e de turma, filha de Athena e médica em potencial tinha insistido para vir ao treinamento junto com ela. Manu como era sensata não negara o pedido, afinal seria ótimo ter alguém conhecido por perto.

— Eu não sabia que ela era tão bonita — Liz se pronunciou, fazendo Manu erguer o olhar e parar de prestar a devida atenção nas explicações da namorada.

— Quem? — Perguntou curiosa.

— Sua namorada, ela é muito bonita — Noiva. Manu corrigiu mentalmente, sorrindo sozinha antes de concordar com a amiga.

— É muito difícil resistir ao charme dela, mas você não veio aqui pra ficar admirando minha futura esposa! Então se comporte — Resmungou brincalhona, fazendo Liz retrucar com um baixo “ciumenta” antes das duas voltarem a se concentrar.

A aula do dia consistia em uma técnica de autodefesa conhecida como Krav Maga, onde o objetivo principal e o mais importante estava diretamente ligado ao sistema de fuga. Defender-se ali era mais importante que atacar e era por isso que Manu tinha ficado tão fascinada com a aula.

Ela não conhecia muitas técnicas de combate relacionadas ao corpo, em maioria suas habilidades estavam diretamente ligadas a armamentos em gerais, em especial o arco e a espada. Estar ali lhe dava uma nova visão do que era combate e lhe fazia ter certeza de que estava enferrujada, ou seja, precisava aprender mais.

Max demonstrou parte dos movimentos com um ajudante, então pediu a todos que se separassem em duplas para que treinassem os mesmos movimentos. — Você é minha! — Liz brincou, puxando a amiga para um dos cantos mais afastados a fim de realizar o treinamento.

— Na verdade, eu sou dela — Manu apontou a garota loira que até então não a tinha visto, então piscou para a amiga antes das duas se posicionarem, rindo juntas enquanto se alfinetavam vez ou outra.

— Ataque ou defesa? — Manu questionou assim que as duas estavam devidamente colocadas de frente uma para a outra.

— Ataque, quero ver se é rápida como dizer — Liz respondeu, fazendo Manu assentir antes de se preparar, fincando os pés no chão e os olhos na garota a sua frente, sabendo que assim poderia observa-la sem perder a compostura ao realizar o contra-ataque.

Liz rapidamente agarrou uma faca do coldre preso a sua cintura, fazendo Manu arquear a sobrancelha antes da ruivinha avançar, lhe deixando sem escolha se não recuar dois passos enquanto tentava se lembrar dos movimentos de Maxine. Para ela isso não era muito difícil, poderia perder horas olhando para Max sem se cansar e a melhor parte? Ela se lembrava dos detalhes posteriormente.

Manu visualizou o ataque em sua mente, esquivou para o lado a fim de fincar os pés no chão e moveu os braços, segurando no pulso da filha de Athena com uma das mãos enquanto girava pela lateral, a acertando com o cotovelo na região das costas.

— Ouch! Essa doeu — Liz brincou largando a faca, fazendo Manu gargalhar antes de soltar seu corpo. — Mas acho que você pode ser mais rápida, encontrei um ponto cedo no seu quadril, se eu tivesse trocado a faca de mão poderia ter atingido seu fígado, além disso, você esqueceu de me jogar no chão! — Ela alertou, fazendo a filha de Poseidon concordar antes das duas se posicionarem novamente.

Dessa vez Manu tentou ser mais rápida ao retirar a faca das mãos de Liz, porém a garota tinha sido inteligente e esquiva, já conhecia o movimento e tentou aborda-la de outra maneira, pegando a garota de surpresa antes que fosse capaz de atingi-la. Manu foi obrigada a mudar a abordagem e torcer o pulso dela de leve antes de posicionar os pés atrás de suas costas e girar seu corpo, a fazendo cair no chão.

— Melhorou, mas ainda não está correto — Resmungou a filha de Athena. — Tenho memoria fotográfica e tenho certeza que falta algo na sua técnica, vamos de novo! — Ela pediu, voltando a pegar a faca enquanto Manu se preparava e vislumbrava os movimentos de Max na mente mais uma vez.

Liz avançou e Manu foi mais rápida, pegou-a pelo pulso se recordando do formato dos dedos de Max e a prendeu antes de esquivar pelo lado, cuidando da forma com que os pés deslizavam antes de lhe acotovelar, para no fim derrubar a garota com uma cambalhota no chão. As costas de Liz bateram sobre a grama e um sorriso largo surgiu em seu rosto antes que um de seus polegares se erguessem com um sinal positivo.

— Próximo movimento? — Perguntou, fazendo Manu assentir antes de virar de costas para a garota, aguardando. — Não me bata de verdade! — Liz avisou antes de agarra-la pelo pescoço, usando os braços para poder puxa-la simulando um enforcamento.

Manu posicionou a mão por sobre a dela e a puxou, ganhando assim espaço suficiente para passar por baixo de seus braços e se virar de frente, para no fim erguer o joelho por entre as pernas da garota, mesmo que sem chuta-la.

— Muito bom! Vamos inverter agora? — A garota perguntou, fazendo Manu rir e assentir antes de continuarem com a aula.

Elas revezaram entre ataque e defesa até aprender as técnicas instruídas por Maxine. Que se aproximou apenas duas vezes para corrigir a posição da dupla e dar algumas dicas, piscando para Manu antes de se afastar com um sorriso maroto. O coração dela ficou ali, disparando feito idiota e a deixando distraída pelo resto do treino por conta disso, portanto a garota ficou improdutiva no restante da aula. Ao fim dessa a morena se juntou a namorada e lhe deu um beijo na bochecha, despedindo-se em seguida para iniciar o plantão no hospital, para o qual aliais, já estava tremendamente atrasada.
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Mensagem por Hela A. Deverich em Ter Fev 12, 2019 10:07 pm

krav maga
O que levara Hela até aquela aula? Talvez a semideusa não soubesse precisar com exatidão. Mas desde que saira do coma, sentia que precisava exercitar de forma equilibrada sua mente e seu corpo e, o que poderia ser melhor do que as aulas de Maxine Hayes? Ela não conseguia pensar em algo. Então, lá estava ela, de leggings pretas, um par de tênis de corrida e uma regata justa. O cabelo liso e escuro preso de forma disciplinada em um rabo de cavalo alto.

A explicação de Max fez tudo parecer muito simples. Mas Hela sabia que não seria bem assim. Talvez você se questione como alguém que sobreviveu anos na rua e lutando contra monstros que até mesmo Hades duvidaria poderia demonstrar alguma dificuldade naquela aula e eu posso lhe dar uma resposta muito clara: nas brigas de rua e contra monstros, não existem regras a serem seguidas. É bater ou apanhar, matar ou morrer, em sua mais pura essência. Não havia busca de equilíbrio entre corpo e mente e nem tanto aprimoramento corporal quanto a garota desejaria.

Entretanto, há um fato engraçado. Sobrou, para ser dupla de Hela, um rapaz alto, esguio e levemente definido. Ele poderia facilmente jogá-la no ombro e lhe carregar como se ela tivesse o mesmo peso que um pacote de arroz. E ela não tinha a menor dúvida disso. Então, tentando seguir um dos movimentos demonstrados por Maxine, a semideusa virou-se de costas para o garoto que a ergueu pela cintura. Ela tentou pesar o corpo para frente, para atingir-lhe na coxa e, claro, foi em vão. Então, ergueu o braço e o atingiu no maxilar com o cotovelo por duas vezes, ele a soltou e ela deu dois pisões em seu pé com moderada força antes de se afastar alguns passos.

Tudo bem? ― questionou-o e ele assentiu. Então, decidiram fazer outra vez. Novamente, ele agarrou a cintura de Hela e, quase imediatamente, ela o atingiu no rosto com as costas da mão, fazendo-o soltá-la. Novamente, lhe deus dois pisões no pé. Repetiram uma terceira e uma quarta vez, repetiram até que a resposta de Hela foi tão imediata que as pontas de seus pés ainda roçavam no chão quando ela o atingiu em cheio na face com o cotovelo e lhe deu os pisões. O garoto sorriu, balançando a cabeça e observou Hela com atenção, puxando uma adaga.

Era falsa, Hela sabia que era. Ainda assim, precisava mostrar-se o mais ágil possível. Agora que seu sangue estava quente, ela conseguiu - de forma razoavelmente ágil - agarrar o pulso do garoto e girar, parando atrás dele para lhe dar uma cotovelada nas costas. Ele cambaleou para frente ao que Hela soltou seu pulso, no entanto, deu meia volta e tentou uma outra vez, o que fez com que Hela agarrasse-o uma segunda vez, de forma ainda mais ágil e lhe atingisse.

Se você está se perguntando como ela sabia daquilo, era simples: brigas de rua. Fazer aquilo era algo que ela já estava acostumada a fazer quando tinha que se livrar de uma facada. Era, de alguma forma, um dos modos mais intuitivos. Então, quando o garoto estava pingando suor, tal qual a semideusa de Hécate, eles decidiram que seria melhor dar um tempo naquele movimento. — Tem algum outro em mente? — ele a questionou, jogado no tatame.

Não, você parece bem destruído e, sinceramente, eu não estou na minha melhor forma. — o sorrisinho cínico fez com que o garoto balançou a cabeça. — Se na sua “não melhor forma” você consegue dar uma surra em um filho de Ares… — a frase pairou no ar, mas foi o suficiente para Hela se jogasse no tatame e abraçasse as próprias pernas. — Tudo bem, entendi.



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Mensagem por Eren Leonhardt em Sex Fev 15, 2019 10:46 am

Krav Maga
Get the fuck up out of town, 'fore we run your ass down


Estalei o indicador com o polegar pouco antes da aula começar. Nunca havia treinado combate corpo a corpo de uma maneira profissional, mas aparentemente haviam aulas de defesa pessoal no acampamento. De certo eu tiraria um grande proveito daquilo, até porque o combate corporal aos poucos se tornava minha principal forma de combate. Ao que parecia seria a primeira vez da instrutora ensinando também, então provavelmente ela estaria nervosa. Eu sei que eu estaria no lugar dela, é claro. Ela começou da forma como eu supunha que todos deviam começar, é claro. Como sempre eu usava roupas largas e bastante leves. Uma camisa escura e shorts claros, assim como chinelos, os quais eu retiraria assim que começasse o treinamento. Encarei todos os presentes ali para treinar e dei um meio sorriso, alguns eram bem mais experientes do que eu. Bem, do que importava? Sorri largamente quando a instrutora mencionou que fugir era a melhor forma de defesa, eu não podia concordar mais com aquela afirmação, mas nem sempre era possível e, muitas vezes, fugir significaria deixar vários companheiros para trás. Eu não aguentava mais a ideia de não fazer nada.

O alongamento começou e logo eu fazia o melhor para acompanhar a instrutora. Encostei a ponta dos dedos nas pernas, dei vários saltinhos no mesmo lugar e estiquei as pernas, tudo como forma de me preparar para o que vinha a seguir. Eu era bem acostumado a mover o corpo, então não achava que teria muitos problemas com o Krag Maga. Todos os outros começaram a formar duplas, o que logo se tornaria um problema pra mim, uma vez que eu era péssimo em fazer aquele tipo de coisa. Entretanto, no fim, um dos garotos decidiu treinar comigo, o que me deixou grandemente aliviado. ele devia ser um pouco menor do que eu, o que provavelmente me daria um alcance maior de movimentos. Começamos observando os movimentos que nossa instrutora demonstrava e memorizando-os, eu a encarei atentamente enquanto ela o fazia e respirei fundo, empolgado para aprender a fazer o mesmo com aquela mesma fluidez de movimentos.

— Certo, vamos começar.— Dei um meio sorriso para ele e ambos assumimos a posição de luta requerida. Estávamos os dois provavelmente muito tortos em nossas posições de base, mas era bom o suficiente para a primeira vez. O garoto a minha frente assentiu — Pode vir, vamos tentar devagar de começo. Que acha de um golpe frontal? Aquele tal de "Parando um soco"

— Oh, certo. — ele se aproximou com cuidado de mim e moveu o punho esquerdo vagarosamente em minha direção. Levantei o braço, colocando o cotovelo entre meu rosto e o braço dele e afastei-o levemente enquanto levava a outra mão até seu rosto, simulando um soco. Não cheguei a acertar o seu rosto, é claro, mas foi bom o suficiente para uma primeira tentativa. Logo foi a minha vez, e o garoto executou o mesmo movimento mais lentamente. Fazíamos os movimentos de forma mecânica, quase como que dois robôs executando um movimento, mas conforme trocávamos de agressor para defensor aos poucos aumentávamos a velocidade dos movimentos até que ela se tornasse algo natural e fluido para ambos. Os punhos agora iam e vinham velozmente e muitas vezes quase nos acertamos no rosto, mas nada de muito grave. Ele parecia estar aprendendo no meu ritmo, o que era excelente para ambos.

— Nada mal! — o elogiei na breve pausa que fizemos para recuperar o ar, já estávamos levemente suados pela movimentação, mas eu estava longe de estar cansado e estava pronto para experimentar outro movimento.

— Ei, o que acha de tentarmos a coisa da faca? — Ele perguntou, animado. — É bem raro lutar contra pessoas que usam armas de fogo, normalmente monstros e semideuses só usam faca,então...

— Sim, é uma excelente ideia. Quer começar na defesa?

— Por favor.

Peguei uma das facas de madeira e me coloquei na frente dele e esperei que se preparasse. Logo dei um largo passo em sua direção, tentando "esfaqueá-lo" no peito, mas o garoto agarrou meu pulso e me puxou contra ele enquanto virava o corpo. Os movimentos, mais uma vez, eram lentos e se eu quisesse sair dele seria incrivelmente fácil, mas é necessário notar, porém, que era apenas a primeira vez que o executávamos, e por isso o faríamos lentamente. Ele deu a volta, ficando por trás de mim e me acertando uma leve cotovelada nas costas. Em teoria ele podia ter me jogado no chão, mas não o fez, simplesmente me soltando logo após concluir o movimento. Me virei para ele, com um sorriso no rosto e joguei a faquinha de madeira para ele

— Minha vez. — Ele avançou em minha direção enquanto eu o encarava nos olhos. Ele tentaria me acertar logo abaixo no peito de uma forma que perfuraria meu estômago e certamente me causaria graves danos caso a faca fosse de verdade. Eu percebi que seria tudo sobre o momento oportuno quando estivéssemos em velocidade acelerada. Agarrei seu pulso com firmeza e o puxei, girando o corpo até ficar atrás dele e dando-lhe uma cotovelada nas costas. O movimento saiu duro, mas aos poucos eu trabalharia naquilo.

Revezamos cerca de três vezes antes de começarmos a fazê-lo com mais velocidade. Tornou-se aparente que o contato visual era uma das coisas mais importantes, os olhos entregavam qual seria o alvo do atacante, e assim eu podia me defender mais habilmente do movimento. Conforme a velocidade do movimento aumentava nós nos tornavamos mais ousados. Segurei com força o pulso do garoto e o puxei para a esquerda enquanto girava meu corpo para a direita. O acertei com uma cotovelada nas costas enquanto colocava uma das pernas na frente das suas, fazendo com que caísse. Ele caiu no chão e me fitou, um pouco surpreso. Cocei a nuca, completamente envergonhado

— Me empulguei. — eu ri e ele deu um sorriso. Estendi a mão para ele e o ajudei a se levantar.

— Vocês estão bem? — a instrutora se aproximou e eu dei um meio sorriso para ela, assentindo. Aquilo estava sendo muito divertido — Estão se saindo bem. Lembrem-se, ninguém nasce um profissional, isso requer muito esforço e muito treino. Pratiquem um pouco sempre que puderem e seus reflexos sempre estarão apurados.

— Vou me lembrar disso. — Prometi para Max.

Poderes e Habilidades:
Nome da Habilidade: Controle corporal
Descrição: A vida na rua e a sobrevivência fora no Acamapamento fez com que o semideus aprendesse a maximizar as habilidades de seu corpo de modo que o mesmo possui um excelente domínio corporal.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: +15% de esquiva, flexibilidade e agilidade.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Velocidade II
Descrição: Com um bom treinamento, você se tornou mais veloz, mas ainda não é nada comparado aos filhos de Iris ou Hermes, e nem vai ser, ainda assim consegue ser mais rápido que a maioria dos campistas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de Velocidade
Dano: Nenhum

Krav Maga
Get the fuck up out of town, 'fore we run your ass down


Estalei o indicador com o polegar pouco antes da aula começar. Nunca havia treinado combate corpo a corpo de uma maneira profissional, mas aparentemente haviam aulas de defesa pessoal no acampamento. De certo eu tiraria um grande proveito daquilo, até porque o combate corporal aos poucos se tornava minha principal forma de combate. Ao que parecia seria a primeira vez da instrutora ensinando também, então provavelmente ela estaria nervosa. Eu sei que eu estaria no lugar dela, é claro. Ela começou da forma como eu supunha que todos deviam começar, é claro. Como sempre eu usava roupas largas e bastante leves. Uma camisa escura e shorts claros, assim como chinelos, os quais eu retiraria assim que começasse o treinamento. Encarei todos os presentes ali para treinar e dei um meio sorriso, alguns eram bem mais experientes do que eu. Bem, do que importava? Sorri largamente quando a instrutora mencionou que fugir era a melhor forma de defesa, eu não podia concordar mais com aquela afirmação, mas nem sempre era possível e, muitas vezes, fugir significaria deixar vários companheiros para trás. Eu não aguentava mais a ideia de não fazer nada.

O alongamento começou e logo eu fazia o melhor para acompanhar a instrutora. Encostei a ponta dos dedos nas pernas, dei vários saltinhos no mesmo lugar e estiquei as pernas, tudo como forma de me preparar para o que vinha a seguir. Eu era bem acostumado a mover o corpo, então não achava que teria muitos problemas com o Krag Maga. Todos os outros começaram a formar duplas, o que logo se tornaria um problema pra mim, uma vez que eu era péssimo em fazer aquele tipo de coisa. Entretanto, no fim, um dos garotos decidiu treinar comigo, o que me deixou grandemente aliviado. ele devia ser um pouco menor do que eu, o que provavelmente me daria um alcance maior de movimentos. Começamos observando os movimentos que nossa instrutora demonstrava e memorizando-os, eu a encarei atentamente enquanto ela o fazia e respirei fundo, empolgado para aprender a fazer o mesmo com aquela mesma fluidez de movimentos.

— Certo, vamos começar.— Dei um meio sorriso para ele e ambos assumimos a posição de luta requerida. Estávamos os dois provavelmente muito tortos em nossas posições de base, mas era bom o suficiente para a primeira vez. O garoto a minha frente assentiu — Pode vir, vamos tentar devagar de começo. Que acha de um golpe frontal? Aquele tal de "Parando um soco"

— Oh, certo. — ele se aproximou com cuidado de mim e moveu o punho esquerdo vagarosamente em minha direção. Levantei o braço, colocando o cotovelo entre meu rosto e o braço dele e afastei-o levemente enquanto levava a outra mão até seu rosto, simulando um soco. Não cheguei a acertar o seu rosto, é claro, mas foi bom o suficiente para uma primeira tentativa. Logo foi a minha vez, e o garoto executou o mesmo movimento mais lentamente. Fazíamos os movimentos de forma mecânica, quase como que dois robôs executando um movimento, mas conforme trocávamos de agressor para defensor aos poucos aumentávamos a velocidade dos movimentos até que ela se tornasse algo natural e fluido para ambos. Os punhos agora iam e vinham velozmente e muitas vezes quase nos acertamos no rosto, mas nada de muito grave. Ele parecia estar aprendendo no meu ritmo, o que era excelente para ambos.

— Nada mal! — o elogiei na breve pausa que fizemos para recuperar o ar, já estávamos levemente suados pela movimentação, mas eu estava longe de estar cansado e estava pronto para experimentar outro movimento.

— Ei, o que acha de tentarmos a coisa da faca? — Ele perguntou, animado. — É bem raro lutar contra pessoas que usam armas de fogo, normalmente monstros e semideuses só usam faca,então...

— Sim, é uma excelente ideia. Quer começar na defesa?

— Por favor.

Peguei uma das facas de madeira e me coloquei na frente dele e esperei que se preparasse. Logo dei um largo passo em sua direção, tentando "esfaqueá-lo" no peito, mas o garoto agarrou meu pulso e me puxou contra ele enquanto virava o corpo. Os movimentos, mais uma vez, eram lentos e se eu quisesse sair dele seria incrivelmente fácil, mas é necessário notar, porém, que era apenas a primeira vez que o executávamos, e por isso o faríamos lentamente. Ele deu a volta, ficando por trás de mim e me acertando uma leve cotovelada nas costas. Em teoria ele podia ter me jogado no chão, mas não o fez, simplesmente me soltando logo após concluir o movimento. Me virei para ele, com um sorriso no rosto e joguei a faquinha de madeira para ele

— Minha vez. — Ele avançou em minha direção enquanto eu o encarava nos olhos. Ele tentaria me acertar logo abaixo no peito de uma forma que perfuraria meu estômago e certamente me causaria graves danos caso a faca fosse de verdade. Eu percebi que seria tudo sobre o momento oportuno quando estivéssemos em velocidade acelerada. Agarrei seu pulso com firmeza e o puxei, girando o corpo até ficar atrás dele e dando-lhe uma cotovelada nas costas. O movimento saiu duro, mas aos poucos eu trabalharia naquilo.

Revezamos cerca de três vezes antes de começarmos a fazê-lo com mais velocidade. Tornou-se aparente que o contato visual era uma das coisas mais importantes, os olhos entregavam qual seria o alvo do atacante, e assim eu podia me defender mais habilmente do movimento. Conforme a velocidade do movimento aumentava nós nos tornavamos mais ousados. Segurei com força o pulso do garoto e o puxei para a esquerda enquanto girava meu corpo para a direita. O acertei com uma cotovelada nas costas enquanto colocava uma das pernas na frente das suas, fazendo com que caísse. Ele caiu no chão e me fitou, um pouco surpreso. Cocei a nuca, completamente envergonhado

— Me empulguei. — eu ri e ele deu um sorriso. Estendi a mão para ele e o ajudei a se levantar.

— Vocês estão bem? — a instrutora se aproximou e eu dei um meio sorriso para ela, assentindo. Aquilo estava sendo muito divertido — Estão se saindo bem. Lembrem-se, ninguém nasce um profissional, isso requer muito esforço e muito treino. Pratiquem um pouco sempre que puderem e seus reflexos sempre estarão apurados.

— Vou me lembrar disso. — Prometi para Max.

Poderes e Habilidades:
Nome da Habilidade: Controle corporal
Descrição: A vida na rua e a sobrevivência fora no Acamapamento fez com que o semideus aprendesse a maximizar as habilidades de seu corpo de modo que o mesmo possui um excelente domínio corporal.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: +15% de esquiva, flexibilidade e agilidade.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Velocidade II
Descrição: Com um bom treinamento, você se tornou mais veloz, mas ainda não é nada comparado aos filhos de Iris ou Hermes, e nem vai ser, ainda assim consegue ser mais rápido que a maioria dos campistas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de Velocidade
Dano: Nenhum

Nível 16
Nome do poder: Ginasta II
Descrição: Filhos de Éolo são bons acrobatas, por estarem acostumados a grandes altitudes, também consegue saltar mais alto do que qualquer outro campista, e ao caírem – se jogarem – de uma arvore por exemplo, não se machucam como outros campistas. São como gatos, sempre caem de pé, agora já conseguem fazer movimentos mais precisos, dar cambalhotas no ar, e saltar do telhado de uma casa média sem machucar-se de fato, são peritos e gatunos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +22% de Agilidade e +15% de altura em saltos, ao cair de altitudes baixas não ira se machucar.
Dano: Nenhum
FPA:


FPA:


Eren Leonhardt
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I Coorte
I Coorte

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Mensagem por Seel C. García em Dom Fev 17, 2019 3:19 pm

Emmanuelle S. Henz
Criatividade: 40
Ortografia: 40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp

Hela A. Deverich
Criatividade: 40
Ortografia:40
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 20
Total: 150 exp

Kyros A. Máximos
Criatividade: 35
Ortografia: 35
Coerência: 30
Ações Realizadas: 20
Aparência: 10
Total: 130 exp

Habilidade adquirida:

Nome: Krav Maga - Defesa Pessoal
Descrição: O krav maga é um sistema de combate corpo-a-corpo desenvolvido em Israel que se baseia em uma abordagem que não necessita de equipamentos ou armas. Graças ao comparecimento na aula e o árduo treinamento, este personagem consegue usar de técnicas para defender-se e escapar de situações complicadas, tais como enforcamentos, agarrões, socos diretos, abordagens com facas e armas de fogo como pistola e revolveres.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Maiores chances de escapar de situações em que se possa aplicar a defesa pessoal; +30% de esquiva, equilíbrio e agilidade.
Extra: Nenhum

Atualizado por Poseidon.


Seel C. García
if i could make amends with all my shadows, i'd bow my head and welcome them. but i feel it burning, like when the winter wind stops my breathing; are you really gonna love me when i'm gone? i fear you won't, i fear you don't.
Seel C. García
Seel C. García
IV Coorte
IV Coorte

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II Aula de Combate Corporal -//- Krav Maga - Página 2 Empty Re: II Aula de Combate Corporal -//- Krav Maga

Mensagem por Poseidon em Seg Fev 18, 2019 9:23 am

Selena recebe 90xp + 150 dracmas e 3 moeda pelas avaliações.
Poseidon
Poseidon
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos


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II Aula de Combate Corporal -//- Krav Maga - Página 2 Empty Re: II Aula de Combate Corporal -//- Krav Maga

Mensagem por Maxwell Wittelsbach em Sex Fev 22, 2019 2:28 pm

krav maga
here we go again

A primeira coisa com a qual o filho de Plutão se deparou ao chegar à aula de Maxine foi a forma como o cenário habitual da arena de treinamentos fora arrumado para aquela ocasião. Tatames adornavam toda a extensão do chão que costumeiramente era de terra seca, além de bonecos de treino e sacos de areia espalhados em alguns pontos estratégicos para a prática do que seria explanado. Maxwell prestou atenção à breve explicação do conceito do estilo de luta que veriam naquele dia — o Krav Maga —, mesmo que já o tivesse aprendido anos antes enquanto ainda era uma criança quebrada sob as garras da Organização Wittelsbach. Maxine era diferente de seus antigos tutores — e talvez fosse o nome, Max, que a tornasse especial —, vívida e de um ar travesso e jocoso que tornava a atividade mais aprazível. Ao menos, foi o que o filho de Plutão sentiu.

Não praticava suas habilidades em combate corporal havia muito tempo. Confiara-se na espada em sua mão e na força que tinha nos braços, bem como nas habilidades que sua ascendência divina lhe dava, e acabara por esquecer-se de se manter em forma para que suas juntas não enferrujassem naquele tipo de combate. Lembrava-se de ter sido o melhor da classe na mansão em Dresden, mas tinha plena certeza de que a filha de Júpiter que, naquele momento, demonstrava os diferentes movimentos a serem praticados naquela manhã poderia acabar com ele num piscar de olhos. E, por incrível que pareça, Max admitia isso para si mesmo sem um pingo de vergonha.

Após as explicações, os alunos foram divididos em duplas para a prática. Sinceramente, Maxwell preferia mil vezes fazer aquela aula com Lugus, porque aí teria um grande motivo para não machucar de verdade, mas o filho de Athena parecia ter tido uma noite conturbada — o mais velho estava mais do que ciente de suas dificuldades para dormir —, portanto a cria de Plutão preferiu deixá-lo permanecer na cama até mais tarde naquele dia. Porra, não sabia o que estava acontecendo consigo, deixando-se ser legal demais com aquele moleque o qual — teoricamente — só queria comer. No fim, entretanto, seria Max contra um semideus qualquer.

Observou, ao ficar frente a frente com o oponente daquela aula, que enfrentaria alguém de estatura maior que a sua. Maxwell tinha seus um e setenta e quatro de altura, e não era de forma alguma tão baixo assim, mas incomodava-o ter de olhar alguém de baixo — exceto, é claro, que a ocasião pedisse. O semideus à sua frente o encarou de volta antes de abrir um sorriso em cumprimento, o que foi plenamente respondido com um aceno sério de cabeça. Depois de tanto tempo convivendo com aquelas outras pessoas no Acampamento Júpiter, Maxwell, em sua personalidade passiva-agressiva, aprendera a ser menos agressivo e mais respeitoso. É claro, até lhe incomodarem.  

Eu posso começar te atacando e depois trocamos, certo? — o filho de Plutão disse. Não perguntou nomes, nem filiação. Nada. Afinal, duvidava muito de que fosse encontrar aquele rapaz de cabelos raspados em estilo militar e porte magro novamente. Duvidava mais ainda de que, caso o reencontrasse, fosse se lembrar dele. Recebeu um aceno positivo de cabeça e ambos colocaram-se às suas posições.

O garoto postou-se de costas para si e Maxwell iniciou os movimentos. O filho de Plutão dirigiu-se a ele e tentou agarrá-lo de costas, passando os braços por seus ombros. O semideus desconhecido mostrou-se um aluno compenetrado quando livrou-se do ataque do filho de Plutão rapidamente. Repetiram aquilo até que o ato fosse executado com perfeição, e então foi a vez do Wittelsbach.

Max resolveu utilizar-se dos mesmos dois movimentos, aqueles sobre os quais sentia mais dificuldade desde a época em que treinava na mansão Wittelsbach. O seu companheiro de aula naquele dia muniu-se com uma faca e ambos respiraram fundo para dar prosseguimento ao treino. Maxwell preparou-se para receber o ataque, mesmo que soubesse que na realidade, a vítima não costuma manter-se preparada. O filho de Plutão respirou fundo.

O ataque com a faca veio rapidamente, mas o Wittelsbach conseguiu interceptar a destra do parceiro com a canhota e afastar o ponto de ataque. Tentou ao mesmo tempo girar o corpo e até flexionou o braço para desferir uma cotovelada, mas não conseguia ser rápido o suficiente. Maxwell tentou outra vez e o erro persistiu. — Qual é a merda do problema? — bufou, já sentindo-se frustrado consigo mesmo por não conseguir executar algo com o qual já estava acostumado.

Tentaram novamente até que o filho de Plutão percebesse onde estava seu erro. Estava demorando demais para girar o próprio corpo, sendo que o ato deveria ser feito ao mesmo tempo que afastava a mão que atacava. Tentaram uma vez mais, e o movimento acabou por ser executado com perfeição daquela vez. Conseguiu com agilidade afastar a mão da faca ao mesmo tempo que o corpo dava a volta, o cotovelo já flexionado e levantado para atingir a lateral da cabeça do semideus. Ainda, puxou o braço agarrado e o girou, fazendo-o cair ao chão.  

Isso — Maxwell congratulou a si mesmo pelo feito, sempre parecendo muito cético. — Próxima.

Em seguida os dois rapazes reproduziram o estrangulamento feito por trás. Maxwell posicionou-se e tentou relaxar o corpo ao máximo, fechando os olhos no intuito de pressentir quando o ataque viria. Nas primeiras tentativas, notou que, como sempre, o seu próprio problema era a velocidade. Tinha de trabalhar isso em si mesmo, pois sua maior fraqueza era não conseguir executar os movimentos no momento certo. Maxwell lembrou-se do quanto sofrera para chegar à perfeição em sua infância, lembrou-se das cicatrizes em suas costas e da forma como ele havia se transformado em um monstro.  

Respirou fundo e tentou mais uma vez. Naquele momento, ele conseguiu reagir no mesmo momento em que a pele de seu pescoço entrou em contato com as mãos do colega semideus. O corpo cambaleou para o lado da perna direita ao mesmo tempo que seu braço esquerdo se erguia, neutralizando o aperto. O giro que seu corpo deu foi o suficiente para livrar-se da captura e a mão direita fechada em punho foi de encontro ao rosto do rapaz mais alto quase que involuntariamente.  

Ao fim, o garoto desconhecido havia ganhado um olho roxo graças à impulsividade do Wittelsbach.

Ah, garoto, foi mal — a respiração do de traços asiáticos estava acelerada. — Te pago uma cerveja.
arena • aula II • maxine e fulano
Maxwell Wittelsbach
Maxwell Wittelsbach
V Coorte
V Coorte

Idade : 25
Localização : [20:29:13] Genevra E. Diarmaid : A PADARIA FOI AÇALTADA

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