The Blood of Olympus
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Promoção de Natal - Megan S. Foxworth

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Promoção de Natal - Megan S. Foxworth

Mensagem por Megan S. Foxworth em Qua Jan 31, 2018 11:28 pm

Perdida em uma floresta densa em meio uma tempestade forte, Megan Song Foxworth tentava sem muito sucesso prosseguir aquele caminho na direção certa. As gotas d'água eram tão geladas quanto um cubo de gelo, fazendo a pele da pequena garota se arrepiar, enquanto corria para salvar sua vida em meio aquele tormento atrás de si.

Chegou em uma parte da mata, a qual já havia chegado completamente no seu limite, mas uma voz no fundo do seu subconsciente dizia: "Fuja!", "A sua vida e a dos seus parentes correm perigo.", "Se esconda em algum lugar seguro, enquanto há tempo!" — Entretanto a mestiça não conseguia mais dar um passo adiante caindo no chão de joelhos, mal tinha forças para levantar, em seus olhos gotículas de lágrimas se acumulavam, deixando que algumas escorresse pelas maçãs da face agora pálidas em um tom arroxeadas por causa do frio e chegando até a curvatura do seu maxilar inferior. "Seria o meu fim?", foi o seu pensamento ao mesmo tempo que, visualizava sua figura patética em uma poça d’água no chão.

Passando-se alguns minutos, ouviu barulho de folhas de arbustos e passos arrastados cada vez mais próximos. Suas orbes repousavam inertes sobre o ponto de onde o som ia invadindo a poucos, seu corpo todo tremia e o medo começava a corroê-la devagar.  

Q-quem e-está aí? — Indagou com a voz trêmula, agarrando-se em um galho meio caído no chão e reerguendo-se com tamanha dificuldade. — Me responda, por favor! — Gritou entredentes, na esperança de agora receber alguma resposta dessa vez. As lágrimas aglomeradas nos cantos de suas vistas, começaram a escorrer novamente. Porém agora não passavam de lágrimas de pura frustração e também de dor. Ao firmar seus pés no chão, mesmo com a ajuda de sua adaga era difícil se equilibrar estando num nível grande de fraqueza, além de suas roupas encharcadas proporcionarem um peso extra para sua estatura média.

Suspirou fraco.

Tola. Como podia ser tão tola naquela situação? Não seria tão fácil tirar qualquer tipo de informação daquele ser oculto. Talvez porque ele a queria pegá-la de surpresa e ela não teria uma saída sem ser a morte. Na verdade, já sentia sua vida se esvair aos poucos a cada sugada de ar para os pulmões. Isso iria acabar muito mal. Sua mente divagava entre muitos pensamentos, seus castanhos trilhavam por todos os cantos do pequeno espaço ao seu redor.

Menina tola. Fuja enquanto há tempo! — Bradou uma voz grave. A mesma voz que falava com Megan na sua inútil corrida.

 — Huh!? O você está? Eu não consigo vê-lo… — Megan arregalou os olhos. Procurando de onde vinha aquela voz.  — Por favor, apareça… — Implorou, pisando em falso quando conseguiu dar alguns passos razoáveis. A dor era intensa, mas segurou o próprio gemido para não parecer fraca.

Não é tão fácil assim, Megan. Você não pode simplesmente me ver... Não agora.  — Aquela últimas palavras a assustaram, fazendo-a cambalear um pouco para trás.

Estranho”, pensou tentando manter a compostura. Não tinha tempo de iniciar uma discussão ali, expondo todas as suas dúvidas em relação a breve conversa. Baixou a cabeça, observando seus pés desalinhados e cobertos por botinas de couro e estudando um jeito de escapar ilesa. Porém, quando voltou com a cabeça para cima, sentiu um abalo forte no coração ao assistir uma das piores cenas, que poderia gravar em suas lembranças. Diante de si, o seu tio Lars, achava-se estirado no chão como um verme. Por sorte ainda respirava, mas ela via que pela dificuldade daquele ato simples, não iria permanecer vivo por muito tempo. A Foxworth mais nova, tinha um semblante assombroso e um desespero iminente lhe atacou de surpresa.

O q-que e-está a-acontecendo? — Perguntou, deixando o medo transparecer. Não conseguia chorar, apesar do bolo formado em sua garganta. — Titio, aguente firme. Por favor. — Suplicou levando sua destra até a mão masculina ensanguentada, não ligando se a sujaria.

Sua liberdade está em suas mãos, Meg. É a sua chance de virar o jogo para conquistar sua vitória. — A voz fraca de Lars era quase impossível de ouvir, mas a menor conseguia perfeitamente entende-lo. No entanto, pretendia não dar ouvidos as suas palavras, não suportava a ideia de perdê-lo.

O que voc- — Sua frase foi interrompida, sentindo a mão alheia a qual segurava perdia as forças, a respiração do homem havia cessado e os olhos castanhos já não tinham mais o brilho da alma.

O choro guardado finalmente foi exposto. As lágrimas salgadas fundiam-se com os pingos que não desistiam de cair.


***

Megan despertará aterrorizada, ao ouvir o barulho de um trovão esbravejar o céu. Mais uma vez não tivera um bom sono, por conta dos sonhos que continuava a ter, ao que tivesse seus 12 anos completos. Parecia que o seu progenitor, estaria procurando uma jeito de avisar sua filha do futuro á sua frente.

Um aviso? —  Indagou, refletindo sobre aquilo. Revivendo várias vezes em suas memórias, as imagens do pesadelo que tivera e as dos sonhos passados para ligar todos os pontos exatos e entender o porquê. Apesar de ser uma pessoa serena, o mau humor por não ter as respostas concretas a sucumbia, deixando-a irritada.

Desde muito cedo, sabia das suas condições especiais, sabia que um futuro complicado a aguardava e sabia também de que ela não se tratava de uma criança nada comum. Sua mãe Layla e seu tio Lars; sempre contavam histórias sobre o acampamento meio-sangue e o quanto os ajudou a evoluir durante o período da juventude dos gêmeos de Perséfone. A mulher mais velha, animava-se toda vez que contava como conhecerá o pai da sua filha. Apesar de nunca querer contar-lhe sobre sua identidade, mesmo a pequena implorando a revelação toda vez que o assunto era tocado. Por fim, Lars usava esse pequeno segredinho como um pretexto para fazer a sobrinha treinar em combate. Pois só revelaria, se um dia sua querida “Meg” o superasse e esse virou o propósito de vida de Megan.    

Um dia eu irei superá-lo, tio. — Murmurou, e um micro sorriso curvou-se nos lábios da menor. Permitindo as lembranças lhe invadir a mente.

Assim que tocou as solas dos pés no chão, ao levantar do leito sem vontade nenhuma,  deixou um resmungo baixo preencher o silêncio do local. Notava um silêncio cobrir o chalé onde vivia com seus familiares, em o vilarejo nas montanhas próprio para semideuses. pois a proteção de uma barreira mágica, dava a chance dos moradores viver com tranquilidade. Os olhos percorreram o caminho até o relógio de ponteiro, que permanecia sobre a superfície de madeira ao lado da sua cama, marcando exatas 8h. Os ruídos dos pingos fortes de chuva, batiam contra a janela do cômodo, ocasionando a chamada de atenção dos globos oculares para o ponto em questão. Abaixo a janela, sua escrivaninha improvisada era composta por uma quantidade exorbitante de livros espalhados, tendo a maioria deles abertos em alguma página específica. Lembrava também, que no antecedente teria ido a biblioteca da escola escolher alguns livros de pesquisa, na expectativa de evitar qualquer tipo de contato humano durante o dia letivo. Possuía uma inevitável dificuldade de se relacionar com outras pessoas, principalmente se essas elas fossem barulhentas demais, resultando em nenhum laço de amizade até o momento.

A menina começou a se locomover, dando passos curtos até a bagunça, que antes apenas observava. Um dos exemplares abertos sobre a mesa, falava sobre sonhos e o quanto cada um deles poderiam ter muitos jeitos de interpretar. Sentiu o ar esvair-se dos seus pulmões por um momento, lembrado detalhadamente do maldito sonho passado, querendo tanto esquecê-lo. Contudo, sabia ser uma tarefa impossível de se fazer e ansiava por entender tudo que se passava com ela. Sua paciência por meias verdades haviam se esgotado.

Uma batida leve na porta, fez o coração da menina sobressaltar e fechou o volume no qual prendeu sua concentração por um mínimo de tempo. Claro, em algum instante esperava alguém chamá-la para tomar café e despertar para suas obrigações do dia.

Megan, posso entrar? — Perguntou a voz feminina do outro lado, esperando a permissão da garota para poder adentrar o ambiente. Entretanto estranhou a atitude, pois a morena tinha a mania de todas as manhãs, entrar no quarto alheio sem ser convidada. O que estaria acontecendo?

Entre, mamãe. — Pediu, usando o tom mais afável de sua fina voz, contendo um sorrisinho ao imaginar que a outra ficaria furiosa, ao se deparar com a bagunça do lugar. Livros, roupas e outros objetos achava-se jogados pelo aposento; deste modo, incluindo uma cama desfeita e papéis de anotações pendurados na parede. Um grande desastre

Layla abriu a porta com exímio cuidado, parecia estar hesitando, mas Megan não ligava muito para a demora, só aguardava pacientemente a beleza alheia brilhar diante de si. Então, não demorou muito até que visse a silhueta da mais velha se apresentar perante as orbes curiosas da menor, que ainda permanecia em pé como se fosse uma estátua. As nuvens cheias na imensidão lá fora, deixava a escuridão tomar conta do cubículo que a garota chamava de seu e o som forte da chuva indicava um aumento em potencial da quantidade de água caindo lá fora. Distraída tentando sem sucesso algum, contar quantas gotas caiam na terra por segundos, que não percebeu a aproximação repentina — só quando os braços finos e delicados a envolveram em um gesto protetor. No primeiro instante, a caçula da família Foxworth não teve sequer uma reação, a imagem da sua progenitora brava foi aos poucos se apagando e agora o destino a presenteava com um certo receio em questionar sobre o acontecido. Sentiu um gosto amargo na boca e um bolo instalou-se em sua garganta; vários sentimentos se misturaram, sentindo os pelos do seu corpo arrepiar-se, coisas ruins ocorreram e isso ela tinha completa razão em pensar. Por hora, apenas retribuiu o abraço e aceitou esperar uma resposta o tempo necessário.

     — Megan? — Seu nome foi chamado pela voz a sua frente, fazendo que os castanhos voltassem a olhar para os negros opostos. Surpreendeu-se ao notar que o fundo destes estavam vermelhos, o rosto inchado e encharcados de tanto chorar. Não conseguia pensar em mais nada, além dos seus pesadelos e sentir uma forte ânsia de vômito perguntando-se aquilo não era mais um dos seus sonhos malucos, mas o toque quente dos braços ao redor da sua cintura, confirmavam que aquilo não passava da pura realidade.

Respirou fundo e soltou o ar aos poucos.

Mãe, o que a senhora tem? — Perguntou nervosamente, levando a destra a face alheia, limpando uma lágrima que ameaçava escorrer. — Não me diga… — Interrompeu, pensando na melhor maneira de escolher as próprias palavras, mas um beco sem saída pairava em torno de si. — Cadê o tio Lars? —  Observou a face da sua ente, transformar-se sombria. Foi como um soco no estômago.

A mulher afastou-se da filha, virando de costas para ela. A mestiça sabia perfeitamente, quando a mais velha queria esconder algo, porque não tinha a mesma coragem de enfrentar os problemas a sua vista sozinha. Principalmente quando os problemas se tratavam de como a única filha, reagiria em receber certos gêneros de notícias sendo elas felizes, ou tristes. Todavia, a partida da menina estava se aproximando e teria que enfrentar aqueles empecilhos de qualquer jeito. Não poderia pensar que ia pra um spa, mas sim para um lugar que testaria seu sentido de sobrevivência, para um dia torná-la uma pessoa capaz de proteger a quem ama.

 — Olhe pra mim… — Pediu, assim que saiu dos seus devaneios. Procurando a melhor forma de saber sobre o assunto tratado, que a cada minuto de demora para a revelação, um pedacinho do seu coração quebrava.

Megan… Você irá amanhã para o acampamento. — Layla murmurou, fungando algumas vezes antes de voltar a visualizar a menina, que tinha um semblante confuso á espera de respostas sólidas e sem hesitações. — M… Ninguém tem informações sobre o meu irmão, ele… — A coreana hesitou, engolindo em seco, mas por fim completou a frase que tanto evitava. — … Ele sumiu… Ninguém sabe dele, ninguém viu ele em lugar algum… Por isso, para a sua segurança. Eu mesma, a levarei para o acampamento e não quero saber de contradições. Só isso que lhe peço. — Ao que a mãe dela terminou de falar, a pequena viu ela desaparecer corredor adentro, antes que a garota pudesse reagir e fazer incansáveis interrogações.

Sentou-se na cadeira, sentia-se como se o mundo estivesse girando, e a ânsia de alguns minutos atrás se intensificou. Era difícil acreditar, acreditar em seus piores medos estarem realmente acontecendo e jogou sua chance de proteger seus familiares por não achar verídico aquelas avisos em sonhos. Porém, numa parte lá no fundo do seu interior acreditava que o tio poderia estar vivo em alguma outra localidade, bem distante daqui.

A princípio, achava propício sair do quarto. Pois a energia emanada deixada ali, não foram nada amigáveis e sufocava-a. Ergueu-se da cadeira, começando a se mover, suas pernas aparentavam ter vários quilos de sacos de areia, dificultando sua partida e o desespero era evidente; precisava de um banho urgente e colocar as ideias no lugar. Precisava voltar a ter seu sossego, que foi retirado em um mínimo de tempo e iniciar um plano para investigar o paradeiro do seu segundo pai.

Esperaria a noite cair, para iniciar as suas ações.

***

Verificou seus itens mais de uma vez, a fim de não acabar esquecendo de algo importante. A lua já havia dado seu ar de graça, com exceção de ter sido coberta pelas nuvens distribuídas por toda imensidão negra. A chuva havia dado uma trégua, mas sabia que viria muito mais durante a noite toda. Por isso, calçava suas botas de galocha e uma jaqueta corta vento por cima de seu moletom favorito. Havia deixado os cabelos soltos, colocando um boné na esperança de conseguir esconder suas feições, ao sair do vilarejo. Não podia deixar que ninguém a reconhecesse, enquanto estivesse caminhando rumo ao seu destino e arriscando sua vida para salvar alguém sem ser ela mesma. De fato, a história soava engraçada, nem ela imaginava um feito desses, mas queria ser leal as pessoas amadas não se importando em morrer por elas, se fosse o caso.

Saiu do quarto, rumando para a escadaria onde a porta do hall a clamava desesperadamente, ou seria isso que gostaria de ouvir. Depois de descer o último degrau, espreitou pelos cantos das paredes de madeira, procurando algum sinal da sua mãe. Não notando a presença da semideusa mais velha em nenhum dos cômodos. Tomou um quantidade breve de fôlego, seguiu com o seu trajeto sorrateiramente, até a abertura de saída no hall. O ato de tocar a maçaneta, prevendo muitos contratempos em seguida.  

Filha, aonde pensa que está indo? — O tom nada amigável da voz alheia, assustou a menina. Pensando numa maneira de desvelhenciar daquela situação perigosa, porque irritar um filho de Perséfone, ocorreria coisas nada divertidas.

Eu estou indo salvar o meu tio. — Disse a verdade, ciente de estar cometendo um grande erro ao sair escondida de casa e traindo a confiança da pessoa que sempre esteve do seu lado. — Eu sei que é errado, mas eu sou leal a ele e a minha promessa de superá-lo.

Você não pode… Ainda não...  — A réplica da senhora, tinha um toque amargo ao atingir os ouvidos da filha, como se tivesse posto algo ardido dentro de si. — Assim que você estiver segura dentro do acampamento, eu irei ir a procura dele. Eu prometo. — Layla terminou de falar e a mestiça virou-se pra mãe, com intenção de protestar. Porém, ao ver a expressão triste no semblante da mulher, entregou seus pertences a ela e se dirigiu de volta pro quarto.

Boa noite, mama. — Despediu-se, subindo as escadas o mais depressa possível e se trancou no seu pequeno quarto. Se ficasse mais tempo no andar de baixo, não teria como segurar as lágrimas.

Estando dentro do seu refúgio, sentou-se defronte a janela, que agora era coberta por uma cortina carmim clássico, ou outra cor que não soubesse identificar. Não fazia muita diferença, na verdade. Saindo dos seus devaneios, reparou na pilha de exemplares de livros os quais tinha organizados preguiçosamente, possibilitando ter um aceitável espaço na mesa, no intuito de arquitetar outro plano mirabolante. Apesar de que cumpria a promessa da mãe em seguir com ela para o acampamento, sem relutância, ou teimosia. Torcia para que o sol acordasse logo e conseguisse chegar ao seu destino com vida.

A medida que as horas passavam, seus olhos iam pesando, bocejando sem parar e sentia o corpo amolecer com o cansaço. Então, sem perceber, acabou adormecendo em cima da peça de madeira.

***

Um feixe de luz invadiu o aposento de Megan, o sol brilhava contente na vastidão azul e o barulho na vila tinha voltado a sua normalidade. Acordando uma Megan um tanto confusa, por ter adormecido sentada em cima da escrivaninha e toda dolorida. Vestia as roupas da noite passada, lembrando exatamente o que tinha ocorrido. Péssimo dia para começar uma viagem longa, mas de qualquer forma precisava fazê-la.

Elevou-se do assento, espreguiçando-se o máximo possível para deixar seu corpo em melhor forma. Olhou-se no espelho pendurado em uma das paredes, constatando nó de insatisfação atar-lhe por inteira. As peças do seu visual, não a favoreciam de forma nenhuma e muito menos achava que elas estivessem mesmo na moda, só se fosse moda entre os espantalhos em milharais. No caso, a neta de perséfone achava-se um, faltava-lhe agora ficar com os braços e pernas abertas para ficar a caráter. Retirou a jaqueta corta vento, ficando somente com o seu moletom, as galochas foram substituídas por tênis casuais, seu cabelo encontrava-se preso em um rabo de cavalo e o boné completou seu look. Antes de sair do quarto, pegou os registros feitos na noite anterior e saiu dos aposentos as pressas sem olhar pra trás.

Layla já esperava sem muita paciência diante da porta do hall, os cabelos pretos da coreana estavam incrivelmente escovados, havia também feito uma maquiagem leve e as roupas mesmo simples, exalavam perfeição nela. Megan tinha a absoluta certeza, que o significado do nome da sua mãe combinava perfeitamente com a figura. Pois a mais velha, era a verdadeira “beleza como a noite”.

Mamãe, eu estou pronta. — Disse, após aproximar-se da maior. Não estava muito animada para partir, mas não teria outro jeito senão obedecer as ordens da progenitora.

Então, é melhor irmos? — A mãe indagou, entregando a mochila e um saco com um sanduíche e um pouco de leite. Já que a menina não havia tomado café, precisaria repor suas energias durante a longa jornada que estavam prestes a enfrentar.  —  É melhor comer neste momento, depois disso você é capaz de não conseguir.

A mestiça assentiu e as duas iniciaram seu roteiro rumo ao norte de Long Island.


***

Megan sentia-se realizada em poder colocar seus pés para fora do vilarejo, em parte que jamais pisou desde o seu nascimento. Até porque seria arriscado uma garotinha perambular pelo mundo sem algum tipo de segurança e alheia para vários monstros a perseguirem, até mesmo matá-la. A largura da estrada, causava uma ansiedade ridícula em Megan, sua negligência por se negar a fazer longas caminhadas com seu tio, a afetava. Suspirou fundo, seguindo a morena com passos curtos, estimulando a irritação dessa e sentindo seu braço ser puxado impacientemente.

Garota, quer competir com uma lesma? Garanto-lhe que ela é bem mais rápida que você. —  A coreana disse, puxando  a filha com mais pressa e fazendo a garota dar enormes passadas para consegui-la acompanhar sem se estatelar no chão. — Vamos pegar um ônibus, é logo ali. — Apontou com o indicador para o ponto de ônibus logo ali abaixo.

A senhora pode me carregar até lá nas costas?  — Perguntou, sabendo que a respostas seria um não. Não custava tentar, pelo menos.

Não sou o meu irmão, que te carregava para todos os lugares dessa maneira. — Resmungou, fechando a cara para a sua cria.  — É melhor nos apressarmos, M.

Ao chegarem no ponto, conseguiram pegar o último ônibus que iria para Montauk, os dedos da mestiça não paravam quietos, enquanto via a região desaparecer pela janela rapidamente diante de seus castanhos amedrontados. Seu nervosismo, era evidente se olhassem diretamente para si. Pois estava achando tudo muito novo e arriscado — Parecia que a qualquer instante, um monstro as atacaria. Seus parentes sempre ensinaram, que como era uma semideusa como eles, deveria tomar muito cuidado com quem se comunicasse fora do vilarejo, ou do acampamento. A melhor escolha seria se esconder e atacar de surpresa.

Passou-se algumas horas, desde o primeiro ponto de ônibus, que as duas pararam. A viagem pelo visto, duraria mais algumas horas, porque essas paradas gastavam muito tempo. Teria sido preferível ir de a pé e dormir em estalagens pelo caminho.

A menina sentia-se tão cansada, mas seus olhos deveriam permanecer abertos e atentos a todos os tipos de pessoas passando pelas portas do transporte. Dois homens mal encarados e robustos adentraram por último, chamou a atenção da pequena semideusa que até então observava atentamente a lua brilhar fortemente naquele breu. No fundo da sua mente, a mesma voz dos seus sonhos, a alertava sobre o perigo próximo as duas mulheres. Os rapazes, ocupavam os bancos vazios atrás de onde mãe e filha estavam sentadas, as examinando por breves minutos de modo ao passarem por elas antes de se ajeitarem. Megan não conseguia mover sequer um músculo, a tensão irradiava por todo seu ser e  queria dar o fora dali no segundo exato. A destra, tateou a sua cintura em busca de sua adaga de bronze celestial, que usava muitas vezes em treinamentos. Por sorte, ainda se mantinha no mesmo lugar.

Ei, acredito ser o nosso ponto de descida. — Suas palavras eram quase silenciosas, mas sabia que sua mãe teria ouvido claramente. Porque logo em seguida, Layla saiu do seu assento e foi falar com o motorista.

O coletivo parou de imediato, Megan ergueu-se e foi ao encontro da mãe — Tendo feito sinal com a mão, para a menor acompanhá-la. Ao sair do coletivo, não esperaram ele partir para começar a caminhar pelo concreto da rodovia deserta. A brisa gelada batia no rosto da mestiça, enquanto andava acelerando o passo a cada milésimo, separando-se numa insignificante distância da sua companheira. Porém paralisou, ao avistar duas silhuetas estáticas, os mesmos portes vistos adentrar a condução na qual, encontrava-se anteriormente.

As meninas precisam de ajuda? — O indivíduo no qual aparentava ser o chefe dentre os dois questionou, permitindo-se andar inclusive no local que as Foxworth continuavam paradas, sem balançar sequer um fio de cabelo.

Não, senhor.— A mais velha respondeu convicta, notando a dificuldade da sua herdeira em manter-se serena numa horas daquela. Sentindo uma tensão obscura no ar. — Estamos no caminho certo. — Pegou uma intacta Megan pelo braço, e foi se retirando rapidamente.

Ora, ora... — Antes que pudessem sair ilesas, o segundo sujeito prendeu um dos braços da menor com a mão, segurando sem delicadeza. — Vocês deveriam aceitar ajuda de dois belos rapazes, afinal, não se sabe o que pode acontecer... Se recusar. — Acabando de falar, as formas do dois homens suspeitos foram mudando, ao que parecia, eram dois monstros.

As orbes de Megan esbugalharam-se, pelo fato de estar na frente de algo lido só em livros de história, até então. A fisionomia do corpo era de mulher, mas os cabelos de cobras — Iguais aos da Medusa e para completar suas garras pendiam no ar por enormes asas de morcego grudadas nas costas, usando chicotes como arma. "Fúrias" A menina pensou, tentando a todo custo desvelhinciar-se das garras da que mantinha o braço agarrado, mas quanto mais puxava, mais as unhas alheias perfurava a sua derme pálida e contendo gemidos de dor — Perdendo os sentidos. Sua parceira estava ocupada, lutando com a primeira que teria vindo falar com elas. Então, a probabilidade de ser ajudada era nula e dê certo modo teria de entrar em ação por conta própria, apesar do pavor penetrar sua carne.

A fúria que a impedia de fugir, preparava seu chicote para punir a garota, achando divertido ver a mestiça sofrer de dor por conta do membro, que agora via seu sangue pingar no concreto abaixo. Um lampejo de uma ideia, passou pela sua cabeça atingindo o cérebro. Com a mão livre, buscou seu punhal outra vez, tateando a sua cintura com cuidado para a punidora do tártaro não perceber e o tirou da cintura com toda a paciência possível.

Sem muitos rodeios, a menina usou sua agilidade para cravar o objeto cortante na mão da erínia e removendo-a logo em seguida. A criatura emitiu um guincho agudo, soltando o membro da mestiça, que por consequência se desequilibrou e caiu no chão.

O sangue dos cortes feitos pelas unhas do demônio ainda não tinha cessado, pingando devagar em cima do cimento na estrada. Então, por fim, com o punhal ainda em mãos, cortou um pedaço da sua camiseta por baixo do casaco e amarrou rudemente sobre as feridas. Rapidamente ergueu-se, ao notar a insistência da maldita em atacá-la.

Ok, pézinhos. Não me decepcionem. — Disse, logo depois de respirar profundamente e começar a correr, dando uma olhadas para trás calculando o tempo da distância dela com a criatura voadora. Também olhou para o lado, de onde a morena continuava sua batalha e pelo visto não constava ter tantos problemas, já que dominava bem os poderes de Perséfone.

A mestiça entrou por impulso na mata, na qual era ligada com a rodovia e procurou alguma árvore cheias de galhos na intenção de ocultar-se. Entretanto, antes de alcançar o topo de uma, a fúria se apresentou diante de si. O sorriso diabólico indicava que pagaria por tudo, principalmente por resistir e acertar-lhe com a sua “faca”. Com toda certeza havia perdido aquela guerra e morreria ali mesmo. Precisava mentalizar um jeito de sair vitoriosa, mas nada vinha a mente — Até lembrar de um dos ensinamentos do seu tio, ele dizia que se não pudesse vencê-los com poderes, poderia usar os punhos e esse era um desses casos. Procurou algumas pedras pelo chão, encontrando uma do tamanho necessário para contra atacar seu oponente vindo em sua direção, com o semblante um tanto sanguinário.

Jogou a pedra na linha exata, entre ela e o rosto do monstrengo a acertando bem no rosto fazendo a guinchar novamente e aproveitou a distração para desferir um golpe com sua arma bem no peito alheio, assistindo ela cair no chão aos seus pés. Provavelmente deveria estar viva, mas não ficaria ali na espera de algo ruim acontecer. Juntou suas coisas e foi ao encontro de sua mãe, que havia deixado a fúria imóvel com algum feitiço, porque ela estava coberta por cascas de árvores.

Vamos sair daqui logo, antes que o efeito do meu feitiço passe.  — Indicou  a criatura se debatendo a uma curta distância, logo depois pegando o braço são da herdeira e começou a correr. A garota olhava curiosa para o queixo cortado da outra, desviando o olhar ao ser descoberta.  — Isso não é nada. Você está pior do que eu. — Riu, olhando para os lados para ver se achava um lugar seguro para parar.

No meio do nada, acabaram achando um chalé abandonado e caindo aos pedaços devido às condições da natureza. Dentro o cenário era bem pior, pois praticamente toda a moradia estava podre e se tornará o lar para morcegos e cupins. Porém era melhor do que não ter nada, precisavam de um lugar para colocar seus planos em ordens e descansar um pouco depois de toda adrenalina. A casa estava entulhada de móveis velhos, Megan tentava imaginar o que deveria ter ocorrido aqui para estar tudo num estado lastimável, o dono certamente não estava mais entre os cidadãos americanos vivos e um calafrio se adonou da sua nuca.

Espero que esteja tudo bem ao meu tio” Disse mentalmente, tomando cuidado para não pisar em falso em nenhuma parte do assoalho.

Megan, fica perto de mim.— A mulher pediu educadamente, iluminando o espaço com uma lanterna.  — Temos algo para tratar. — Disse por fim, abrindo um mapa em cima de uma mesa velha. — Olha aqui, estamos quase lá. — Mostrou, indicando com os dedos o lugar onde ficava o acampamento, sentindo dois olhos curiosos por cima do ombro. — Mas para não correr riscos, vamos usar meu poder de conjurar pérolas e chegar em segurança. — Completou seu raciocínio, entregando uma de duas pérolas esverdeadas para a mestiça.

A menina assentiu, pegando a pérola na mão demonstrando fascínio pela jóia.

Coloque-a no chão e pise em cima e imagine o acampamento. Ela vai te levar diretamente para o alto da colina. — A coreana explicou, demonstrando passo á passo. — Tente.

Assentindo mais uma vez, Megan seguiu as instruções corretamente.


***

Em cima da colina, podia sentir um mal estar por causa da viagem rápida. Não estando acostumada com esse tipo de transporte, mas de certo modo não poderia demonstrar fraqueza perto de sua mãe, principalmente sabendo que elas não se veriam mais com tanta frequência. Na verdade, não tinha nem ideia quando um evento desses voltaria a acontecer e se fossem acontecer.

Está nervosa? — Questionou Layla, vendo a filha dar passos hesitantes sobre o extenso gramado. — Eu espero que você faça amigos aqui e também descubra quem é seu pai. Se é que você já não saiba, pois passava horas do seu dia lendo pilhas de livros...

Mas nunca tive certeza de quem fosse. — A mestiça retrucou, dando um meio sorriso ao pensar sobre seus estudos fracassados. — Talvez fosse melhor assim.

A coreana concordou balançando a cabeça.

Antes de entrar na floresta, Megan despediu-se da mãe com um abraço forte. Pensando que um dia a veria de novo e acompanhada do tio. Pois, a filha de perséfone prometeu sair a procura do rapaz, logo depois de ajudar a pequena a chegar segura na sua nova moradia.

Sentirei saudades. — Revelou, depois de se afastarem minimamente.

Eu também sentirei, meu amor. — A morena sorriu, afagando as maçãs das bochechas da menor. — De qualquer forma, terei de ir em busca de Lars, e você precisa curar essa ferida, então é melhor ir logo. — Finalizou, empurrando a menina para dentro da floresta para ela não hesitar em seguir aquele caminho complicado.

Estou indo. — A menina se despediu, virando-se para frente para seguir seu caminho até a entrada do acampamento.


***

Fazia uma semana, desde que Megan havia chegado no acampamento. Ainda dormia no chalé de Hermes, já que o seu progenitor não tinha a reclamado e isso meio que intrigava a menina depois de tudo. Seu braço ferido estava completamente curado, nem parecendo que algum dia o teria realmente machucado, já que não existia cicatrizes, ou qualquer tipo de marca. Os semideuses do chalé de Hermes, eram um tanto hospitaleiros, apesar de que a menina ainda não conseguir se enturmar, mesmo que já tentasse algumas vezes. Não confiava em si mesma, não se sentia uma boa pessoa para jogar conversa fora e muito menos achar legal aquela agitação no camping.

Os treinamentos eram puxados, no entanto era impossível fugir deles aqui dentro. Parecia que seu tio sempre estava por trás, quando suas fugas para não treinar eram descobertas.Então, parou de fugir três dias depois da sua chegada, pois na sua concepção nunca superaria seu tio, se não dedicasse aquele trabalho arduamente. Então, hoje após do treinamento, a menina escrevia no seu caderno de anotações todas as coisas que havia aprendido. Suas habilidades com as adagas havia melhorado muito, sendo que sempre foi assim.

Você poderia ao menos ter me reclamado… — Cochichou para si, rabiscando uns dos papéis em branco de certa forma irritada, jogando de lado a caderneta com os livros em seu colo.

O espaço pequeno do chalé estava a incomodando, as conversas paralelas a enlouqueciam, mesmo que não fosse por querer. Senti saudades da sua casa, sentia saudades de quando fugia para o jardim de sua mãe, onde ficava por horas folheando as páginas com tamanha excitação. Silêncio, dormir e livros seriam eternamente um de seus melhores prazeres na vida.

De repente, todos os seu companheiros de chalé começaram a olhá-la. A menina não entendia o porque de estarem todos a encarando, como se tivessem visto um fantasma.

Sua cabeça… O seu progenitor, está te reclamando. — Um dos campistas, filho de Hermes disse apontando em direção a Megan.

O símbolo, apanhador de sonhos brilhava na cabeça da menininha com veemência. Deixando claro que era uma filha de Morfeu.  
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Megan S. Foxworth
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Re: Promoção de Natal - Megan S. Foxworth

Mensagem por Afrodite em Qui Fev 01, 2018 2:29 pm


Avaliação



Método de Avaliação:
Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP que pode ser alcançado: 3.000 XP + 3.000 dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 28% [/quote]

RECOMPENSAS: 2.793 XP + 3.000 dracmas


Comentários:

Megan, você devia estar tão ansiosa que até postou no lugar errado, mas tudo bem.
Gostei muito da maneira como você escreve, com uma narrativa que valoriza os detalhes e se torna atrativa por conta disso. Também foi com criatividade que você explorou sua história de vida antes do Acampamento e sua história familiar. Parabéns!

O item que você solicitou foi reformulado para podar excessos, espero que goste:

Dreamer [ Espada de 80 cm e lâmina adequadamente equilibrada para ser empunhada. A arma foi forjada em Bronze Celestial, com o toque de Morfeu para encantar a arma. | Efeito: A espada não é capaz de matar, apenas ferir. Entretanto, quando o adversário é golpeado fatalmente, ele não morre de fato, mas fica preso no reino dos sonhos por até 2 turnos, descontando 60 MP da proprietária da arma para transportá-lo. O dano causado no oponente é de 80 HP. O que acontecer em sonho com a pessoa atingida pode trazer reflexos para o mundo real. Este efeito só pode ser usado uma vez a cada quatro turnos. | Bronze Celestial | Sem espaço para gemas | Alfa | Status 100%, sem danos | Especial | Requer nível 3 para ser usada | Herança ]




Afrodite
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