The Blood of Olympus
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Come with me little child!

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Come with me little child!

Mensagem por Valkyria Wolve Schramm em Ter Jan 30, 2018 11:01 pm

Come with me little child!

Sua mochila estava preparada com suprimentos, mapas, armamento e roupas extras desde a noite anterior. Mais uma vez a filha de Hécate viajaria sozinha e por sorte seu destino não era tão distante quanto o da última vez, pois não havia nada mais incomodo para Leah do que estar em território aéreo. A semideusa recolheu seus itens e antes do amanhecer já subia a colina do Acampamento Meio-Sangue.

O clima estava ameno, algumas nuvens no céu e logo o Sol já começara a se mostrar. Leah meditava em silêncio no banco do ônibus que lhe levaria até a estação rodoviária de Nova Iorque, pois infelizmente ela não tinha mais um mp3 player, pois perdera o seu na Islândia alguns meses atrás. O caminho a percorrer era sempre tranquilo, mas nenhum semideus deveria se arriscar, portanto a jovem ruiva fazia exatamente o que havia aprendido – manipular a névoa para encobrir seus rastros – e aquilo lhe livraria de 98% dos monstros que provavelmente tentariam atacar.

***

Quando chegara à estação rodoviária de Nova Iorque, a semideusa tomou o primeiro ônibus que partiria para Boston. Chegaria lá em mais ou menos quatro horas, então teria tempo suficiente para preparar-se para o que quer que fosse encontrar lá e cogitar todas as possibilidades, como uma boa pessoa ansiosa faria.

A paisagem da rodovia era agradável e a filha de Hécate prestava atenção nos efeitos de luz que o Sol fazia nos pinheiros. Após algumas horas já havia checado seus mapas, contado seu dinheiro, pensado em frases que poderia utilizar com os pais mortais dos semideuses que ela levaria para o Acampamento... não conseguia dormir apesar do sono por ter acordado cedo, então apenas aproveitava sua própria companhia e sentia o odor do flatulo de alguém que provavelmente estava com diarreia.

***

Finalmente em Boston, Leah descera do ônibus com tamanho desespero por conta do cheiro desagradável que havia impregnado em suas narinas. Agradecida pelo clima nublado daquela cidade, começara sua caminhada para finalmente chegar ao seu destino. A jovem rodava o anel prateado em seu dedo anelar esquerdo, pensando se seria necessário usá-lo naquele dia, e torcendo para a resposta ser negativa.

Com o mapa em mãos, já havia percorrido três quarteirões e faltavam apenas mais dois. Leah engolira em seco e continuou caminhando sem parar para pensar em mais nada. Sua respiração estava levemente ofegante e seu corpo arrepiado, sentindo como se ondas de energia corressem por suas veias. A ruiva conhecia aquela sensação, o que a deixou ainda mais ansiosa.

***

Em um café numa das esquinas que precisava curvar, a semideusa avistara um ser de cabelos acobreados na altura dos ombros, seu rosto coberto por sardas e olhos verdes como esmeraldas. Alex vestia roupas inteiramente pretas e o sorriso em seu rosto era tão caloroso, que fez Leah querer abraça-lo imediatamente.

E aí irmãzinha? – Proferiu o jovem einherjar, seu irmão gêmeo que morrera em batalha e fora escolhido por Odin para lutar em seu exército no Ragnarok. Um sorriso estampou-se no rosto da filha de Hécate e no mesmo momento os irmãos se abraçaram.

Alex prometera que manteria contato com a irmã – apesar de viver em Valhalla –, mas já haviam se passado meses desde a primeira e última vez que os gêmeos se encontraram. A ruiva apertou as costelas do filho de Hécate, seus olhos marejaram e a sensação de eletricidade correndo por seu corpo ficou ainda mais forte conforme o abraço se prolongava.

Como sabia que eu estaria aqui? – Perguntou a jovem, com o cenho franzido, demonstrando sua confusão. O irmão balançou a cabeça em sinal negativo e deu de ombros.

Eu tive uma sensação. – Respondera encarando os olhos de Leah. – Boston tem uma entrada para Valhalla... – Ele novamente deu de ombros – Apenas achei que deveria estar aqui nesse exato momento. – Um sorriso formou-se em seus lábios outra vez e o jovem apertou os ombros da irmã, passando então um de seus braços pelo pescoço da mesma e a puxando para uma caminhada. – Vamos, acredito que você esteja em uma missão, não?

Eu gostaria que você estivesse comigo no acampamento. – A jovem sussurrou com os olhos cheios de lágrimas e apertou a cintura do irmão. – Nós seriamos uma dupla imbatível. – Ela engoliu o choro e limpou uma lágrima que escorrera por seu rosto.

Nós somos, maninha. – Respondeu Alex dando uma leve apertada no ombro de Leah. – Só não estamos juntos o tempo inteiro, mas creio que um dia isso será diferente. – Ele beijou a lateral da cabeça da irmã e ela sabia do que aquela última frase se tratava.

Descendentes de Thor, os irmãos possuíam a regalia de tentar morrer com honra para lutar ao lado de Odin no Ragnarok, Leah apenas precisava provar ser digna e dar a sorte de ter uma Valquíria por perto quando morresse. Os gêmeos percorreram o último quarteirão que restava para finalmente chegar ao colégio onde encontrava-se o próximo resgatado da filha de Hécate.

Não era difícil de se misturar com os adolescentes mortais e adentrar naquela escola. Com ajuda da tecnologia, a jovem sabia que seu protegido estaria em aula de educação física naquele momento, então ao lado do irmão partira em direção ao ginásio.

***

EI! – A ruiva exclamou. – Porque vocês não procuram alguém do seu tamanho para incomodar? – Questionou Leah. Havia líderes de torcida zombando de um garoto de óculos redondos e aparelhos nos dentes. Por ser filha da deusa da feitiçaria, a jovem imediatamente reconheceu que pelo menos metade daquele grupo de meninas eram empousai. – Tenho certeza absoluta que nossa mãe não aprova essa atitude nojenta. – Disse Leah em um tom sério, tirando de seu dedo anelar o anel prateado, que imediatamente transformou-se em seu arco recurvo.

Com a ameaça armada da jovem semideusa, as vampiras recuaram e as demais líderes de torcida entreolharam-se com confusão.

Nós já estamos indo! – Sibilou uma das empousai, irritada. Leah arqueou uma das sobrancelhas e as encarou sair do ginásio. As líderes de torcida seguiram aqueles monstros que estavam disfarçados pela névoa e durante aquela breve conversa, o menino loura havia corrido para trás das arquibancadas. Por sorte Alex o seguira, provavelmente tentava lhe acolher e acalmar.

Ei! – Leah aproximou-se dos rapazes. O mais novo estava vermelho feito um pimentão e Alex segurava em um dos seus ombros, assentindo afirmativamente. – Vamos Jacob! Ainda precisamos passar na sua casa para conversar com seu pai. Eu tenho que te levar para o único lugar onde estará seguro neste mundo. – Explicou a semideusa.  

Foi muito bom te ver, mana. – Alex dissera aproximando-se da gêmea. Ele a apertou em um abraço e em seguida beijou sua testa. – Você é uma semideusa excepcional. – Ele sorriu e apertou os ombros da menina. – Nos veremos de novo em breve. Eu amo você Valkyria.

A filha de Hécate não gostava de despedidas, mordeu o lábio inferior com força, como se aquilo pudesse conter suas lágrimas e dor. Jacob não entendia nada, então Leah o pegou pela mão e arrastou-o para fora do colégio, sem olhar para trás para saber para onde Alex iria.

Itens:
☾ Svart Phoenix: O corpo do arco recurvo estendia-se em um metro e meio, entrelaçando-se como os galhos de uma árvore em cores prata e preto, e por toda a extensão, runas vikings brilhavam em cores diferentes, assim como os olhos da prole de Hécate. A empunhadura era de um material semelhante à couro, o cordel mais fino que uma teia de aranha brilhava em cor prateada. As flechas são feitas de madeira, com pontas de bronze celestial e penas de Fênix, envoltas por uma aura púrpura. | Efeito 1: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializá-las basta puxar o cordel e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas. | Efeito 2: Transforma-se em um anel prateado com uma pedra verde | Bronze celestial e ferro estígio | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Herança
Poderes e Habilidades:
Nome do poder: Nevoa II
Descrição: O semideus aprendeu a lidar melhor com a nevoa do mundo em que vive, a agora já sabe usa-la para mudar situações mais drásticas, recorrendo a magia para enganar humanos e monstros, e consegue inclusive, deixar outros semideuses cegos para algumas coisas. Agora já consegue encobrir o próprio rastro e de outras duas pessoas por três turnos inteiros.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Quando em batalha dura 3 turnos, quando no mundo humano para reverter algo, o efeito é permanente. Se for magia para enganação, dura quantos turnos o semideus desejar, mas o gasto de MP será continuo.


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