The Blood of Olympus
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A light in the dark

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A light in the dark

Mensagem por Samanta Sink em Ter Jan 30, 2018 10:38 pm

Tópico destinado à trama interligada de Samanta Sink e Sun Hee.

Logo mais eu faço um post de intro bonitinho.


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Samanta Sink
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Re: A light in the dark

Mensagem por Samanta Sink em Ter Jan 30, 2018 10:41 pm



Guerra Fria

Uma das vantagens de ser Celestial de Éter é ter viagens de longa distância gratuitas, mas o efeito Jet Lag é de matar. Não dá pra se acostumar com a desmaterialização para a serenidade da dimensão eteriana, onde não há dor nem nada relacionado às necessidades humanas, e depois à materialização ao mundo físico, quando tudo te atinge como um soco na boca do estômago. O oxigênio entra rasgando a sua traqueia como areia, a gravidade te puxa pro chão e você sente seus movimentos lentos. Cada movimento físico exige mais do seu corpo, que não existia a alguns poucos segundos atrás.

— Deuses... — Disse baixinho ao finalmente recuperar a compostura, com a mão apoiada na parede.

Um senhor dobrou pelo corredor do banheiro e me viu escorada, se aproximando rapidamente para me ajudar caso eu viesse ao chão. O que não ia rolar, claro, mas ele não tinha conhecimento de que era mais fácil capotar um ônibus.

— A senhorita está bem? — Colocou a mão em meus ombros nus, e olhei para baixo, afim de encarar o vestuário.

Um vestido leve, de cores claras, me cobria o corpo, enquanto sandálias delicadas impediam meus pés de tocarem o chão. Nas mãos os anéis de Dímios e da Força Paterna ornamentavam os dedos, enquanto as Pulseiras de Perícia emolduravam os pulsos.

— Estou bem, sim... Obrigada. — Me coloquei de postura arrumada e pude ver em sua expressão a surpresa por minha altura.

— Quem você procura? — Sua voz detinha um tom simpático, o que me fez sorrir para aquele mortal.

— O Senhor Lee. — Com a revelação ele sorriu e me guiou até a recepção.

O local em que eu havia me materializado era em um corredor estreito, de paredes rebocadas lisas, que desembocava num bem decorado saguão de recepção. O chão de mármore bem lustrado, em tom escuro, contrastava com as paredes, também de mármore, que revezavam entre preto e bordô, tão límpidas que funcionavam como um espelho. A materialização de Éter impedia os Celestiais de aparecer em locais visíveis, deste modo nenhum humano se surpreenderia com a aparição de um anjo.

— Um momento que estarei ligando para o Senhor Lee. — Dizia enquanto pegava um telefone.

Merci. — O agradeci em francês, sabendo que uma das línguas mais faladas no Canadá era esta.

Donc vous parlez français? — Subiu os olhos, surpreso, me perguntando se eu falava, de fato, francês.

Oui, je parle un peu. — Disse, sem jeito, que arranhava o dialeto. Mais je n’utilize pas ce langage. — E completei que não costumava usar a língua.

Tu parles encore très bien. — Findou a conversa elogiando minha sonoridade e, então, discou para o senhor Lee, que não demorou pra atender. — Ah! Senhor Lee! Tem uma garota aqui que deseja fazer uma visita... — Fez uma pausa, balançando a cabeça em positivo. — Tá bem. Mandarei subir. — Colocou o monofone no gancho e me olhou com simpatia. — O Senhor Lee lhe espera. Pode subir pelo elevador, ali. O andar é o décimo segundo.

— Obrigada. — O agradeci novamente e me dirigi ao elevador indicado.

A cada passo podia ouvir a madeira das sapatilhas ecoarem pelas paredes do saguão fino, e quando finalmente cheguei ao corredor em que os elevadores ficavam, não pude evitar de entreabrir os lábios, observando o lustre de cristais pendurado no teto e o tapete de veludo vermelho que fora colocado simetricamente no centro e se estendia do começo ao final da passagem.

Chamei o elevador e após alguns segundos já estava à porta do Senhor Lee, tendo tocado a sua campainha uma única vez. De modo que era óbvio imaginar que aconteceria a porta se abriu logo em seguida e fui recebida por um homem de baixa estatura – comparada à minha — com uma barba branca e respeitosa. Sua barriga era proeminente e seus olhos se escondiam atrás de óculos de grau. Tinha uma expressão simpática e me olhou dos pés à cabeça, até finalmente focar em meus olhos.

— Bem-vinda à minha casa, Senhorita Sink. — Maneei a cabeça em uma mesura.

— Obrigada pelo convite, Senhor Lee. — O observei um pouco mais e notei que ele estava descalço, o que me impeliu a erguer os calcanhares, um por vez, e tirar as sandálias para só então entrar no apartamento.

“Deixe os sapatos na porta e vista uma das pantufas.”

Conheci aquela entonação e fiz exatamente o que deveria fazer, não conseguindo esconder uma risada anasalada ao notar tantas pantufas com tantas cores diferentes e chamativas, todas elas bastante vivas. Senhor Lee notou a risada e me dirigiu um olhar indagador, o qual notei.

— Desculpa, é que isso não poderia ser mais a cara da Sunny. — Ele também riu e busquei um par de pantufas vermelhas, calçando-as e indo com o pai de Sun até a sala.

Assim que cruzamos o arco da porta vi a menina ajoelhada em frente a uma frondosa árvore de natal, muito bem decorada com diversos penduricalhos das mais variadas cores. Ela parecia absorta em embalar alguns presentes com os papeis mais coloridos que eu já vira. Com um sorriso no rosto me aproximei e ajoelhei-me ao seu lado.

— O que tá fazendo, Ajudante de Papai Noel? — Brinquei, buscando um dos pacotes já embrulhados.

— Estamos terminando de embalar os presentes que vamos levar para o orfanato, fazemos isso todo o ano como uma tradição de Família. — Senhor Lee explicou, e eu abri um sorriso ao buscar sua fisionomia.

— É uma tradição muito bonita. — Disse, impressionada, enquanto buscava um rolo de papel pra presente para ajudar.

— É a primeira vez que a Sun traz alguém pro natal. — O comentário do Senhor Lee me fez sorrir, mas não desviei os olhos do trabalho manual que estava fazendo.

— Espero que minha presença aqui não atrapalhe vocês. — Comentei, fechando as bordas do papel recém cortado em volta de uma boneca. — Acho que este é o primeiro natal em que passo com alguém... desde que posso me lembrar.

Soltar aquela informação fez uma pequena onda de dor emocional sair do meu peito e se espalhar pela barriga, mas imediatamente ela se esvaiu e meu peito aqueceu, graças ao carinho que recebi nos cabelos do Senhor Lee. Era estranho ter aquele tipo de contato, mas ainda assim, familiar.

— Será sempre um prazer recebê-la nesta casa.

Alheia ao que conversávamos, Sunny apontou para alguns presentes que ela havia embrulhado e disse, alegremente:

— Pai, já tem mais cinco para pôr nome!

— Eu pego! — Respondi prontamente, sentindo a animação de Sun Hee me infectar.

Enquanto pegava os pacotes para colocar os nomes de uma extensa lista de crianças carentes, órfãs, e em seguida foi trazido uma bandeja com um chá que Sun me explicou ser de uma planta comum na Ásia, Ginseng, uma planta antioxidante, ou algo assim. Quem trouxe foi uma senhora asiática e, deuses, eu me sentia uma intrusa, ali.

Quando a mulher colocou a bandeja na mesa Sun Hee sequer hesitou, levantando e correndo para saltar em seu colo. Achei que ambas iam ao chão, mas estranhamente a senhora conseguiu segurar a semideusa sem grandes dificuldades.

— Diga que você fez um Macchiato para mim! — Sunny perguntou e a mulher exibiu uma expressão brincalhona, porém, teatral de quem não quer mostrar o óbvio. Aquilo instigou Sunny a ser ainda mais brincalhona. — Não se faça de durona, eu sei que você fez, sim! Vou pegar na cozinha!

Sunny saiu correndo pela casa colorida e eu fiquei ali com a mulher, que eu sabia não ser a mãe de Sun, afinal, sua mãe era Arcus, e o pai dela. Inclusive, deixou uma risada escapar ao ver a animação transbordante da semideusa. Permaneci ali, de joelhos, ainda anotando os nomes das crianças nas etiquetas delicadamente presas nos laços multicoloridos. Me esforçava para fazer as letras mais bonitas possíveis, e estava me saindo muito bem no serviço.

— Então, Senhorita Sink... — Senhor Lee me chamou e o interrompi rapidamente.

— Você pode me chamar de Samanta, ou Sammy, ou Sam. — Tirei os olhos dos presentes e observei o homem.

— Como você conheceu a Sun Hee? — Abri um sorriso sereno, como se lembrasse dos momentos em que passamos juntos. Por um momento quase abri a boca, sem mesurar, mas aí lembrei que a mulher estava na sala.

— Ah... teve um evento no Acampamento de verão, de música. Eu sou de outro acampamento, mas fui convidada pra estar presente neste festival. — Disse, medindo as palavras, e para meu espanto o senhor Lee foi bem direto.

— Hmmmm, você é do Acampamento Meio-Sangue? — Maneei a cabeça em positivo, mordendo o lábio inferior. — Filha de Ares, certo?

Arqueei as sobrancelhas e, imediatamente, observei a senhora que parecia esperar uma ordem para executar, mas fui acalmada pelo Senhor Lee.

— Não se preocupe, Sam. A Min é a governanta da casa e ela sabe de tudo. — Suspirei, aliviada.

— Sim, sou filha de Ares, na verdade.

— Mas você é bonita demais. Pelo que eu lembro, da minha época, as filhas de Ares eram mais encorpadas e não tinham traços tão finos. — Aquele comentário me fez rir.

— A culpa é da minha mãe, que era filha de Afrodite. — Senhora Min arqueou as sobrancelhas enquanto o Senhor Lee coçou o queixo barbudo.

— Uma combinação bastante interessante, tendo em mente que Ares e Afrodite são amantes. — Maneei a cabeça em positivo, concordando com o pensamento do Senhor Lee.

Sun chegou correndo tão rápido que não era difícil perceber que ela usava de suas capacidades divinas para isso e, então, se jogou em meu colo, quase nos levando ao chão. Seus braços foram de encontro ao meu pescoço e eu levei a mão esquerda às suas costas, abraçando-a e me sentindo feliz por tê-la ali comigo. Me perguntava se finalmente ela queria me dar um pouco de atenção.

— Hmmm... sentiu saudades? — Perguntei, sentindo o cheiro do seu cabelo.

— Eu lembrei que você é filha de Ares. — Ela disse enquanto se ajeitava em meu colo, observando tudo em volta.

— Mas o que isso tem a ver com o abraço? — Perguntei com o cenho franzido, e o que me deixou mais intrigada ainda foi a reação de todos na sala. — O que? Por que estão rindo? — Questionei, mas já sentindo os lábios entortarem em um sorriso.

Enquanto todos riam e eu esperava pela resposta, Sun me abraçou forte desta vez e eu correspondi, apreciando o carinho, que logo em seguida foi incrementado por um selinho em meus lábios. Observei seu rosto por alguns segundos e ela apontou para meu peito e, quando acompanhei seu dedo, percebi um colar que não deveria estar ali.

— Hey! E-eu não sei de onde veio esse negócio. Não fui eu! — Disse um pouco nervosa, e por algum motivo os risos viraram gargalhadas, tão gostosas que Min precisou se sentar para não cair. Até eu comecei a soltar algumas risadas não controladas, ainda que estivesse nervosa.

E, do nada, uma sequência de imagens veio em minha cabeça, mas não só imagens, como também sentimentos, cheiros, estímulos diversos. Era tanta informação que senti uma pontadinha dolorida bem no centro do cérebro. Estava tudo muito claro em minha mente, agora, o que me fez me sentir um tanto burra.

— Puxa, eu nunca parei pra pensar que atraio monstros... Eu costumo apreciar a visita deles. — Ri um pouco nervosa, sem saber como reagir. — Vamos ao chá? — Perguntei, feliz por estar rodeada com aquele clima aconchegante.

***

Assim que chegamos ao orfanato de Vancouver, após eu ter carregado todas as três sacolas de presentes comprados pelo Senhor Lee, fomos recepcionados por um mar de crianças fofas e pequenas, que poderiam ser, sem maiores problemas, irmãos e irmãs semidivinos. Algumas delas se distribuíam no canto do grande salão para uma apresentação do Coral enquanto outras brincavam com Sun Hee.

A filha de Arcus detinha a grande atenção das meninas e meninos órfãos, mas eu ainda precisava responder perguntas como: “Porque você é tão alta?” e ouvir comentários como: “Você é bem forte!” quando acabei levantando três crianças em minhas costas e mais duas em meus braços.

Estava tão absorta tentando divertir a pirralhada que sequer notei a aproximação do Senhor Lee.

— Meninas, este é Norrington. — Observei o homem que me era apresentado e imediatamente meu cérebro trabalhou para analisá-lo.

Sua postura era dura e imponente, assim como ereta de forma bastante disciplinada. As mãos para trás e o terno cuidadosamente alinhado. A barba bem feita e os cabelos aparados ao melhor estilo militar: Aquele homem detinha um cargo de poder em algum exército, e o seu sobrenome me fez arrepiar a espinha, acreditando que ele não era do Canadá, mas sim dos Estados Unidos.

Eu estava sendo procurada por deus e o mundo por ter derrubado um prédio em Nova York, mas que eu achava que não tinha grande importância. Ele tava vazio!

— Senhor Norrington. — Estendi a mão para cumprimentá-lo e ele a apertou com força e firmeza.

— Olá, podem me chamar de James. — Se apresentou sem transparecer emoções faciais, mas eu conseguia ouvir o seu coração bater acelerado. Conseguia notar algumas gotas de suor se formando nas bordas da testa. Ele estava nervoso e ansioso, o que me fez acreditar que ele poderia ser da Seita.

“Sammy, precisamos ir embora.”

— Precisamos ir, temos ainda alguns presentes pra levar para outro lugar. — Ela soou tranquila, por mais que eu, particularmente, pudesse sentir o seu nervosismo, mas eu estava de frente, provavelmente, para um dos cabeças da Seita. Eu não deixaria que me visse fraquejar, ou seria caçada como um animal.

— Sim, precisamos ir. — Falei, ainda segurando a mão de James, e apertei na mesma intensidade que ele o fazia comigo. — Mas acredito que ainda teremos uma oportunidade de nos conhecermos melhor.

— Espero que sim. Jovens boas como vocês precisam ser evidenciadas. Ajudar crianças é bastante digno.— Tentei soltar a sua mão mas ele pareceu manter o aperto. — Ainda mais quando muitas delas estão espalhadas por orfanatos depois daqueles acidentes horríveis em Nova York. Elas precisam de todo o apoio.

— Fazemos o nosso melhor, sempre. — Ele sorriu e me soltou, foi quando Sun Hee me puxou para sairmos do orfanato.

Ali fora a neve caía tímida e nossas respirações apressadas se condensavam à frente de nossos rostos. Olhei por cima do ombro e ao nosso redor, não encontrando ninguém por ali.

— Acho que aquele James é um integrante da Seita. — Disse sem parar de caminhar na direção do carro. As botas amassando a neve fina pela calçada.

De repente uma voz doce... não exatamente uma voz, mas eram as intenções de Sun Hee. O interessante de se partilhar pensamentos era de que a comunicação era muito mais rápida e, embora meu raciocínio não fosse rápido, eu podia compreender tudo o que me era passado. Sua vontade era a de sair daquele lugar logo, mais ainda, daquela cidade. Queria ir para casa arrumar as malas e buscar reforços. Eu podia sentir e, com a mesma vontade, confirmei que faria aquilo.

Fui até o lado traseiro oposto ao do motorista e abri a porta do veículo amarelo. Olhei por cima do ombro e pude notar um homem parado na frente do orfanato acendendo um cigarro. Eu não tinha certeza se aquele era o James, pelo menos não até forçar a visão Celestial e vê-lo tão claro quanto água pura e cristalina. Seus olhos analíticos nos fitavam, finos, e foi nesse momento que dei a volta no carro e entrei do outro lado, no banco traseiro.

Sentei pesadamente no banco, fazendo o veículo balançar. Sunny entregou quatro notas de 50 dólares canadenses para o motorista. Só pude perceber por causa da visão ainda amplificada com os poderes de Éter.

— Fica com o troco. Leva a gente pra Younge Street, altura do número 750, o mais rápido possível. — O motorista acenou em positivo, pegou o dinheiro e deu a partida.

Os vidros embaçavam com a nossa respiração, direcionada a eles, enquanto nós duas observávamos a rua. Nossas mãos, soltas no banco, entrelaçavam os dedos de forma singela e carinhosa enquanto nos acariciávamos discretamente os dorsos dos punhos. Embora não estivéssemos nos olhando, absortas cada uma em sua janela, nada precisávamos dizer de forma física. Sun Hee era clara em seus pensamentos. Assim que chegasse ao apartamento de seu pai ela precisava que eu fosse ao quarto arrumar nossas malas para que, assim, ela pudesse fazer uma ligação.

Assim sendo, quando saímos do conforto e calor de dentro do táxi amarelo para a rua, rumamos para dentro do prédio Comodoro, indo rapidamente para o Elevador. Àquela hora da noite os recepcionistas não estavam presentes, todos com suas famílias para comemorar o natal, então nada de “Boa noite senhoritas” ou sons de teclados de computador. Apenas nossos passos no grande salão de mármore do Edifício.

A passagem pelo elevador foi bastante rápida, de modo quando passamos reto por todos os andares até o de Sun Hee, e quando entramos em seu apartamento ela soltou minha mão para correr para a sala... e eu para o quarto.

Abri a porta com urgência e joguei em cima da cama nossas malas já abertas, abrindo o roupeiro sem cuidado algum e pegando as roupas aos bolos, jogando dentro das bagagens. Era urgente nossa saída dali, eu podia sentir pelo tom de voz afastado da filha de Arcus, vindo de um cômodo afastado, falando com um homem. Eu não sabia quem era e também não fazia questão. Preferia fazer vista grossa com o que a garota fazia.

Em um dos momentos em que me virei para buscar mais um punhado de roupas pude ver um pontinho luminescente verde brilhar em minha mão. Meus olhos seguiram o seu facho até um homem armado com uma metralhadora, encapuzado e munido de diversos equipamentos táticos, incluindo colete à prova de balas, cotoveleiras e joelheiras.

— Parada. — A voz soou equalizada por baixo da máscara de gaz. — Mãos onde eu possa ver.

Soltei as roupas, colocando as mãos para cima, e me virei devagar. Da janela atrás deste Black Ops saíram mais cinco homens fortemente armados com granadas de atordoamento de luz e som, granadas de fragmentação, pude divisar facas de combate, pistolas semiautomáticas, metralhadoras de assalto e, pelo menos dois deles, armas de cartuchos fragmentáveis de calibre 12.

— Unidades quatro, cinco e seis, vão ver onde está a outra. — Disse o black ops que apontava a arma em minha direção.

Após o comando os soldados caminharam para fora do quarto, mas pude notar, pela falta de sons, que Sun Hee estava em alerta. Agradecia pela filha de Arcus ser plenamente capaz de se defender. O homem que comandou o grupo se aproximou e segurou em meu pulso, forçando-o para baixo.

— Quanto mais resistir pior será... — Olhava-o fixamente no visor de seu capacete, com uma expressão que arremetia ao nojo, quando ouvi Sun Hee gritar.

— Sammy! Não destrói minha casa! — Com aquele aviso eu sorri.

Imediatamente forcei meu braço em oposição ao de meu captor e o girei, agarrando seu braço e usando tanta força que aquele soldado acabou girando em seus calcanhares, que não tiveram atrito algum com o chão por causa de um tapete debaixo de seus coturnos militares. Os dois que o cobriam olharam para a porta, atrás da voz estridente de Sun Hee, e acabaram perdendo a oportunidade de salvar o seu capitão.

— Larguem as suas armas ou o pescoço desse cara vai girar cento e oitenta graus!

Os homens se entreolharam rapidamente e voltaram a apontar as armas para mim. Provavelmente eles tinham uma ficha corrida com meu perfil psicológico e sabiam que eu não mataria aquele homem.

O conduzi por alguns centímetros, até sair do lado da cama, e o chutei para cima de um dos agressores, que acabou indo para o chão com a força que eu usei. Avancei a passos rápidos para o soldado restante e segurei a ponta de sua arma enquanto tirava o corpo da frente da mira, bem a tempo de evitar ser alvejada por projéteis. Os tiros perfuraram o armário atrás de mim e penas de pato voaram por todo o quarto.

— Desgraçado! Eu não devia destruir a casa! — Forcei sua arma para baixo e, como ela estava presa pela correia, o tronco do inimigo se inclinou para frente até que ficasse quase paralelo ao chão.

Os outros dois soldados ainda levantavam do chão, o que me deu um pouco de tempo para pular por cima do homem à minha frente, ainda segurando sua arma, e aproveitando a posição para chutar o rifle para baixo da cama de casal do quarto.

Enquanto me focava naqueles dois senti a arma folgar e, quando me virei para ver o que havia acontecido, recebi um golpe no lado do rosto que me fez cambalear para o lado, balançando a cabeça rapidamente para espantar a tontura. A arma ainda estava em minha mão e meus captores se preparavam para investir contra mim.

Sacaram suas pistolas e apontaram em minha direção. Quanto a mim, corri para fora do quarto e me escondi atrás da primeira parede. Os disparos silenciados por canos supressores cortaram o silêncio da noite e perfuraram a parede, assim como meu ombro. O sangue jorrou em minha camisa e pernas enquanto me mantinha agachada, me protegendo.

Por um momento o silêncio reinou até que ouvi os passos dos homens vindo em minha direção e, quando o primeiro passou da porta, segurei seu braço no punho que segurava o cabo da pistola, enrijeci a mão destra ao máximo, tornando-a bronze, assim como os ossos em aço, e golpeei sua barriga. Seu corpo foi projetado para trás com violência e deslizou pelo chão até a parede oposta do quarto.

Mais tiros, inclinei meu corpo escapando da mira de suas armas, rapidamente, antes de elas sequer serem disparadas, mas os tiros foram tantos que fui atingida na coxa destra e no trapézio, o que me jogou para trás, me fazendo cair de costas na parede.

Quando achei que precisaria pedir ajuda para a filha de Arcus, ela se aproximou do corredor, com as algemas nos punhos, e mandou apenas uma mensagem para mim, por onda telepática:

"Sammy, se entrega. Não adianta pisar nas formigas e deixar a rainha, só se acaba com uma praga queimando seu ninho."

Apenas fechei os olhos e umedeci os lábios, tombando a cabeça para trás afim de escorá-la na parede. Os soldados de elite se aproximaram e algemaram meus pulsos, me puxando para cima logo após, momento este que senti uma agulha em minha barriga. Meus olhos pesaram de tal maneira que giraram nas órbitas e cedi à inconsciência.




Samanta Sink


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Re: A light in the dark

Mensagem por Sun Hee em Qua Jan 31, 2018 2:25 am

Mephis
Filho de Nyx e seguidor da mesma deusa, esse demônio ajudou a converter Sun Hee e é um dos maiores aliados da garota. Apaixonado pela semideusa, ele a segue e a auxilia em missões, sendo o rapaz indiano uma grande influência dentro do exército da noite.
Bob
Um esparto gatuno, ágil e demoníaco, pouco conhecido de Sun, mas aliado da deusa da noite sob os comandos de Mephis.
Samanta Sink
Samanta é uma filha de Ares, seguidora de Éter que fora dominada e teve suas memórias apagadas por Sun Hee. Durante uma luta épica em NY, Sun revelou sua identidade de demônio para a garota que apaixonada optou por continuar ao lado da pequena filha de Arcus. Sun é capaz de tudo para protegê-la, pois a ama verdadeiramente.
Lee Sun Hee
Duplicador ativo → Valido até 13/02/2018.
Postagem com → ☼ Samanta Sink e Mephis




Mini Evento


O que deveria ser um dia comum, dividindo um pouco da amorosidade da minha família e aproveitando a vida humana convencional tornou-se mais um típico dia de semideus... Como eu estava cansada dessa vida... Por Nyx, um pouco de paz seria pedir muito?

Monstros e agora humanos, todos nos caçavam como raposas às lebres... Pisoteados como baratas, sendo tirados dos braços da vida simples à qual mesmo os cachorros tinham direito na América do Norte.

Voltamos com poucas palavras, os segundos no táxi pareciam horas, as horas dias... Até em fim chegarmos. Meu rosto carregava a minha expressão séria, meus pensamentos fervilhavam. Aquele homem precisava ser eliminado, sua existência era um risco inaceitável para minha família.

Sem saber, o general James Norrington havia assinado sua sentença de morte, não fosse pelas minhas mãos... pela de um dos meus aliados demônios, nem mesmo os semideuses conheciam nossa existência, a deusa não nos desampararia. E sua cabeça seria colocada à prêmio assim que eu chegasse em casa.

Entrei apressada, mas atrasando meus passos para que a Samanta fosse capaz de me acompanhar, pedi que arrumasse suas roupas, voltaríamos aos nossos deuses, por hora... bem, era esse o plano, mas as velhas Parcas e seu maldito único e desgastado olho nunca deixavam seus pontos frouxos no destino dos semideuses.

Assim que me afastei da Sam, na sala, criei um arco-íris e abri uma mensagem para Mephis. Fazia algum tempo que não nos falávamos, ver a expressão indiana, o rosto angular e os olhos grandes e bem arredondados, me deu um alívio imediato.

Os dentes brancos do rapaz reluziram a pouca luz que refletia da minha casa para o lugar onde ele estava, o castelo da deusa. Ele parecia alegre em me ver, tanto quanto eu me sentia mais calma ao fitar o rosto intacto do meu amigo demoníaco.

- Fazia tempo, Sunny! - Ele disse com seu sotaque fofinho.

- Eu queria perguntar como vão as coisas e perguntar se está alimentando o seu cãozinho! - Comentei com carinho e um sorriso rápido. - Mas temo precisar ser rápida, identifiquei uma ameaça ao semideuses...

Assim que terminei a frase, transmiti meus pensamentos a ele, o endereço, o rosto do homem e a conversa rápida que tivemos, minhas impressões e o que ele representava.

- Humanos... eles têm tudo e não se contentam...

Enquanto ele falava, uma infinidade de auras humanas invadiu minha visão periférica. Não esperei para ver o que era, ativei meu escudo, absorvido desde o meu contato com um semideus profano ao resgatar o velho Noel. O primeiro tiro foi desviado pelo escudo e ricocheteou na parede, assim como os que vieram após esse.

Mantive um clima ameno, brincando com a Sam enquanto pedia para ela não destruir o apartamento que já estava sendo destruído, na verdade.

Meus olhos deslizaram entre um e outro, analisando seus movimentos... se um daqueles tiros me acertasse... seria o bastante para ceifar minha vida, mas eu sabia que eles não esperavam de verdade atingir ou imaginavam que eu teria uma resistência sobre humana.

Estilhaços de vidro voavam pelo apartamento, alguns homens ainda estavam pendurados por cordas, segurando suas armas covardes. Outros abordaram a Sam e alguns foram revistar a casa. Os gritos assustados da senhora Min faziam meu coração apertar.

Eu desconhecia o medo, desconhecia o limite entre desespero e impotência, mas a minha copeira era uma pobre inocente, e apesar de não sentir dor... A Sam estava sendo alvejada como um veado em uma caçada.

Desprezo...

O sentimento soberbo de desprezo inundou meu coração, meu sangue ácido e demoníaco corria entre as artérias e veias com mais velocidade, acompanhando o ritmo frenético do pequeno músculo cardíaco.

Manipulei a luz, criando dois clones armados com espadas de luz, observei enquanto os clones queimavam dois idiotas que atiravam a esmo nos espectros de pura luz. Manipulei ainda os fótons para queimar a vista de um terceiro.

Eles não me causariam um arranhão, mas sabiam disso... e por isso apontavam seus canos metálicos para a minha namorada e copeira. Eles me pegariam, me matariam facilmente se eu não estivesse pronta.

Apenas um deles era o bastante para acabar com minha vida, mas eram mais de 10 contra duas garotas. Eu sentia a minha ligação com a Sam e seu fluxo de pensamentos, sentia seu gosto pela batalha e sua bravura.
Eu tinha certeza que com esforço e muitas cicatrizes conseguiríamos destruí-los... mas outros e outros viriam, até que minha família fosse refém dessas pragas humanas. Não adianta matar os soldados e deixar a rainha.

- Deixem a senhora Min em paz, estou me entregando, não precisam me balear para provar que são fortões. - Disse enquanto levantava as mãos, colocando-as na cabeça e me ajoelhando no chão.

Alguns estilhaços penetraram minha carne e a dor repuxou minha boca para baixo, numa expressão característica de dor. Com violência e uma força desnecessária para o tamanho dos meus braços magrelos, um dos soldados me algemou, remexendo meu corpo que se contorcia sob os comandos do homem.

- Sábia escolha, garotinha...

Disse o pobre petulante. Tão bobo... a ingenuidade humana era admirável. A descendente obra de Zeus me empurrou brutalmente, as algemas apertadas machucavam meus pulsos. De algum modo eles tinham acesso a ouro imperial, as algemas pareciam uma liga de aço e este material divino, queimavam.

Meus olhos estavam cheios de lágrimas da dor incontida, as bolhas cresciam e estouravam e novas bolhas sobre as anteriores... e eu me perguntava qual era a necessidade daquilo. Ao ver minha namorada machucada, minhas sobrancelhas franziram-se com a tristeza que a cena me causava.

Pedi, mentalmente, que ela se rendesse pois levaríamos essa briga para o ninho, a final... não se mata um formigueiro sem destruir a rainha. Sam se deixou capturar e eles nos sedaram.

Antes que minha consciência fosse tomada pelo medicamento, projetei minha alma para fora do corpo debilitado, deixando-me a mercê dos soldados enquanto possuía um dos comandados.

Não foi difícil, algo que eu esperava. Os malditos tinham tanta ausência de compaixão, tanta distorção de fé que suas almas eram corrompidas quase tanto quanto as dos meus aliados, bem... éramos corrompidos para competir à altura daqueles que nos destruíam.

Segui as ordens dadas, todos conversavam animados com a captura da Samanta Sink e um bônus pequenininho. Eu apoiava o soldado que havia cegado no combate, ele choramingava a completa escuridão enquanto eu batia em seu ombro tentando consolá-lo.

Dois soldados carregavam feridos deixados pela filha de Ares, outros dois carregavam os corpos que foram atravessados pelas espadas dos meus clones. O mais difícil era disfarçar a satisfação de ver meus inimigos caídos, ao invés sustentei um rosto preocupado, fingindo tristeza e embasando a falta de conversa.

Alguém bateu no meu ombro e disse que as baixas eram o preço por capturar os selvagens. A despeito dos meus pedidos, outros carregavam a senhora Min desmaiada. Criaturas sem escrúpulos...

Moveram nossos corpos para um camburão, projetei meu corpo para o acompanhante do motorista e seguimos em direção à rodovia. Eu não tinha dúvida de que estávamos indo para Nova York, enquanto o caminhão se deslocava e o motorista falava coisas triviais, mantive meu disfarce com respostas bobas às questões tolas, por sorte era um falador compulsivo. Eu nem precisava completar as frases iniciadas.

Andamos até uma base com aspecto militar. O motorista se identificou, tinha credenciais e mesmo assim foi revisado documentos e uma tatuagem na nuca. Assim como o corpo que eu estava. Entramos e eu abri os fundos, três soldados nos seguravam, ajudei a nos descarregar, ficando propositalmente perto da senhora Min.

- A mulher é normal, coloque ela na cela comum, vamos descobrir o que sabe.

Eu fui andando e um homem me seguiu, deixei que ele assumisse a frente e o segui, comentando o quão difícil havia sido a batalha e falando que muitas coisas estranhas aconteciam perto desses “ratos”, como me referi a nós.

Deixei a senhora Min na sala cuja entrada eu conhecia agora e voltei para meu corpo.

Escuridão.

Algum tempo se passou, eu tinha certeza pelo formato feio que as feridas dos meus passos estavam. A Sam não estava comigo, mas estava próxima, eu sabia pelo silêncio do Leviatã, talvez em alguma sala ao redor.

Pisquei algumas vezes, meus olhos acostumando-se ao novo cenário. Era exageradamente claro. Meu corpo pendia para o chão, sustentado pelos pulsos totalmente feridos pela liga de ouro imperial e aço, além do meu peso, pois eu estava a uns 40 centímetros do chão. Não havia absolutamente nada além de uma bandeja de aço, similar às bandejas de centros cirúrgico. Sobre ela havia seringas e garrotes, outros materiais e bisturis.

Eu estava de calcinha e sutiã. Pevertidos... uma dor na minha barriga denunciava o quadrado de carne viva em meu abdómen. Cerca de um centímetro cúbico de pele havia sido removido, deixando o músculo exposto.

“vou matar cada vestígio de vocês...”

Comecei a levitar para aliviar a dor dos meus pulsos, procurei pela minha namorada, usando o link da tatuagem.

“Amora, amora... está acordada? Tem alguém com você? “

Sam estava em uma situação de risco, seu corpo protestou e sua mente sobressaltou-se em pânico. Então ela me respondeu de forma econômica.

“Acordada... Amordaçada... Ninguém em vista."

“Mantenha a calma, eu vou te buscar, me sumone.

Eu me tornei invisível antes de ser sumonada, e quando cheguei à sala, vi minha garota ajoelhada, em uma camisa de força, amarrada feito um bicho no meio da sala, cheia de cabos de ferro a imobilizando. Meu coração gelou. Modifiquei a luz para que o cenário fosse sempre o mesmo, Sam desacordada no centro da sala, caso estivessem filmando, seria isso que as câmeras captariam.

Então me tornei visível para minha amada e tirei a mordaça da garota, uma coisa estranha que apertava suas bochechas, uma bola imensa mantinha a boca da semideusa imobilizada. Fiz um gesto de aviso que a maior não devia falar.

“Essas correntes parecem estar drenando minha vontade..."

A testa suada ratificavam suas palavras. Apesar das pernas desnudas serem muito bonitas, Sam parecia em uma de suas piores situações.

“Usar meus poderes é como tentar correr na areia fofa."

Manipulei a luz, criando um laser de precisão e altamente cortante, usei aquilo para abrir a camisa de força que prendia a garota. Precisávamos sair dali o quanto antes e não estávamos nas melhores condições.

“Vamos sair daqui, eu preciso buscar a Min, mas algo me diz que não somos as primeiras a vir para cá...”

Apontei o quadrado de músculo exposto em minha barriga e as queimaduras dos pulsos, como uma prova de que eles já conheciam as capacidades dos semideuses.

“Temos que libertar os demais antes de explodir essa instalação, eu sei que você não vai concordar em arriscar humanos, mas olha o que estão fazendo conosco... imagina as crianças menores, não podemos deixar essa instalação não temos como retirá-los.”

Usei minhas habilidades para curar um pouco dos inúmeros hematomas que cobriam a pele branca da ruiva. Não era muito, mas era tudo que estava ao meu alcance naquele instante. Sam concordou mais rápido do que imaginei.

"Tá bem. Foda-se essa gente."

“acho que vamos ter que nos separar para cobrir a área, eu vi parte da instalação, vou projetar na sua mente o que eu vi.”

A garota estava focada, concordava com o plano e só me questionou uma coisa:

"Sem sobreviventes?"sam>

“Somente semideuses, eu vou abrir uma fenda dimensional para os domínios de Nox, de lá, outra para os campos de Marte. Não teria outra forma de deslocar tanta gente junta, chamarei aliados.”

Nisso, abri uma mensagem de íris para Mephis, ele sorria, mas seu sorriso murchou ao ver meu estado. Coloquei o dedo indicador entre os lábios em sinal de silêncio e projetei as minhas memórias no rapaz.

Meu corpo vacilou de exaustão e eu caí sobre meus joelhos.

Sam me apoiou, mas ela não estava tão melhor que eu. Esperei alguns segundos, tentando me recompor, então recobrei minha força, afastando o corpo da maior.

“Vou buscar a senhorita Min e os nossos pertences, tente encontrar outros semideuses e reuni-los.”

Assim que terminei minha fala telepática, dei um beijo delicado nos lábios da maior, não apertei para não machucar a boca da garota que já havia sofrido com a bola entre os dentes. Dei outro beijo em sua testa e finalmente me pus de pé, tornando-me invisível e usando meu buscador divino para encontrar os nossos pertences.

Segui o rastro luminoso que se formava, olhando cela por cela, pela pequena fresta no centro de cada porta, era um pequeno buraco com três barras verticais, a maioria vazia na direção em que eu ia.

Encontrei uma criança, talvez 8 anos, talvez menos... enfaixada e deitada sobre uma maca. Eu preferia me abster do pensamento que insistia em povoar minha mente: que tipo de atrocidade haviam feito com aquela criança?

Me apoiei na porta, tentando recuperar minha energia. Eu estava muito cansada e a dor dos meus pulsos parecia latejar ainda mais a cada movimento que eu dava. Um pouco da minha esperança de resgatar aquelas pobres crianças se esvaía.

Foi nesse instante que Mephis surgiu, teleportado por outro demônio bem a minha frente. O rapaz era um filho de Hermes, a versão grega do deus mensageiro. O menino sorriu, exibindo a tatuagem que havia feito em meu estúdio, uma que permitia o teleporte e que provavelmente foi usada para me encontrar.

A essa altura já haviam descoberto o nosso sumiço e o prédio ressoava uma sirene abusada de alerta, as coisas estavam se agitando por ali... Junto dos dois rapazes um autômato vinha resmungando frases assassinas, logo reconheci a fadinha que carregava minha mochila.

- Achei que fosse precisar disso. Mephis comentou, e estendeu para mim um pedaço de ambrosia embalado em um papel laminado rosa. – E disso.

Sorri para o indiano, mostrando minha aprovação, só a presença do filho de Mercú... Hermes! Já me fazia mais forte, a ambrosia fez a queimação nos pulsos diminuir. Absorvi a cor do papel, atirando a folha cinza ao chão, eu não estava preocupada em ser ecologicamente correta naquele momento.

Eu nem precisei falar nada, o garoto do deus mensageiro, ou Bob – como o chamavam – puxou de sua bolsa um monte de ferramentas e começou a abrir a porta.

- Coletem todos os humanos que conseguir, leve-os direto para o castelo e cuide deles, podem ser aliados preciosos. Evitem encontrar a Samanta, ela estará libertando outros semideuses, esses eu levarei de volta para o Olimpo, como uma boa Pretora.

Comandei enquanto Mephis sorria.

- Alguém parece muito familiarizado em mandar aqui! – Comentou.

Na realidade, ele parecia aliviado. Associava meus comandos a uma melhora de estado. Segui atrás dos meus equipamentos, Ao meu lado o autômato em modo de guerra que eu mandei ficar calado ao menos uma vez na vida.

Ao invés de me tornar invisível, criei uma modificação no cenário, reduzindo o corredor, e deixando um pequeno espaço por onde poderíamos passar, escondidos pela imagem da parede. Procurei na minha mochila a blusa de velocidade e vesti, peguei um tubo de vitamina e coloquei na mão, tirei dela o meu colar da noite, presente da Chaerin. Toda ajuda seria bem-vinda.




Informações Técnicas:
Itens:
Fada da Ira [Um autômato humanoide advindo da série “7 Pecados”. Ele possui inteligência artificial, podendo responder ao dono de maneira autônoma e independente. Porém, segue a programação de proteger a sua dona sem perder a personalidade. Possui 50 cm de altura e o metal apesar de avermelhado é feito de BC, também é composto por asas de fadas proporcionais ao seu tamanho. Sua personalidade segue o seu pecado, é nervoso e de pavio curto, parece estar prestes a atacar qualquer coisa a qualquer momento. Sua voz é como a de um esquilo cantor | Quando a sua dona está em risco, Ira poderá auxiliá-la. Nesse momento, ele pode continuar com sua pequena estatura, lançando bolas de energia a partir das mãos e olhos, provocando apenas 5 de dano, mas provocando uma sensação intensa de irritação na área atingida. A sua segunda forma possui o dobro do tamanho e usa ataques de combate a curta distância, retirando o dano normal advindo do principal metal de sua composição | Material: BC, Engrenagens | Espaço para uma gema simples | Beta | Status: 100%, sem danos | Ganhado no Evento: A mente liberta]

• Amuleto da noite [ Um colar delicado feito de platina e uma pedra da estrela em formato de gota. O colar de argolas é fino, porém altamente resistente. Na parte traseira da pedra da estrela há uma runa de equilíbro gravada. | Efeito 1: Atrai a boa sorte, aumentando em 15% as chances das ações do semideus darem certo durante a noite. | Efeito 2: Caso o semideus perca o colar, após um turno ele retorna para o mesmo. | Gasto de MP: 10 MP por uso. | Pode ser usado até uma vez por evento, missão ou CCFY | Pedra da estrela e Platina | Resistência Gama | Mágico | Comprado no Tea Drop ]{Dado por Lee Chae-rin no Amigo Secreto 2017}

Girl on Fire [ Jaqueta de couro feminina. Seu corte predomina curvas e o tecido é liso, não apresenta grandes detalhes por ser uma peça para promover mistério, luxo e elegância. | Efeito 1: Tem resistência a fogo, ataques relacionados a esse elemento perdem 70% da eficácia, diminuindo o dano na mesma porcentagem sobre o usuário. | Efeito 2: Tem efeitos regenerativos, portanto, caso rasgue, fure ou qualquer coisa semelhante, o tecido se remonta e se regenera depois de 2 turnos. Durante esses dois turnos em que a jaqueta está danificada, o efeito do fogo é reduzido em 30%.| Tecido mágico | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]


Girl on Fire II [ Calças de malha com couro sintético, feito para promover as curvas e valorizar o bumbum e as coxas femininas, tecido liso, sem detalhes e sem bolsos. A discrição é o elemento chave dessa peça, que combina perfeitamente com a jaqueta, formando um conjunto completo de luxo e poder. | Efeito 1: Tem resistência a fogo, ataques relacionados a esse elemento perdem 70% da eficácia, diminuindo o dano na mesma porcentagem sobre o usuário. | Efeito 2: Tem efeitos regenerativos, portanto, caso rasgue, fure ou qualquer coisa semelhante, o tecido se remonta e se regenera depois de 2 turnos. Durante esses dois turnos em que a calça está danificada, o efeito do fogo é reduzido em 30%. | Efeito 3: Aumenta a autoestima feminina, fazendo a portadora se sentir maravilhosa. | Tecido mágico | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]


Dodge [ Blusa de seda e linho, cuja cor fica à escolha do cliente no momento da compra. | Efeito 1: A blusa é leve e agradável, além de ter um efeito mágico que melhora a esquiva do usuário em 30% | Efeito 2: O tecido não suja e não adquire manchas, permanecendo impecável e cheiroso independente das situações ao qual seja submetido | Seda e linho mágicos | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Comprado na Ferreli & García - Mode et style ]

• Adrenalina [Um pequeno tubo com liquido esbranquiçado feito por Asclépio, ao ingerir tal liquido, o semideus sofrera de uma onda de adrenalina, e seus atributos serão melhorados. | Efeito: Durante dois turnos todos os atributos do semideus são melhorados em 40% | Material abençoado | Sem espaço para gemas | Alfa Prime | Status: 100% Sem danos | Épico | Evento Cidade dos Monstros]

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados] ► Aqui estão todos os meus itens (não coube na mensagem)

Bençãos:
Nome da benção: Campo de Força
Descrição: Durante um turno a semideusa é capaz de projetar um campo de força ao redor do seu corpo, impedindo que qualquer individuo/arma ou qualquer coisa ultrapasse tal barreira, até aliados. A mesma irá impactar tudo o que o atingir para trás, porém pode se desfazer caso seja atacado por fogo. Sendo que, por exemplo, uma flecha de fogo não será efetiva, porém 50 podem ser.
Gasto de MP: -30% da MP total.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Tatuagens:
Descrição: Tatuagem de coloração negra feita na parte inferior do antebraço direito. Possui o desenho de um arco-íris, seguido abaixo pelas letras SPQR, dois riscos para cada ano servindo a Legião e escrito II Coorte. Não pode ser removida do braço do semideus nem mesmo através da utilização de magia, sendo para sempre marcado como um romano.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Uma vez por missão/evento, os golpes que não utilizarem poderes ativos e forem proferidos pelo semideus membro irão ter um bônus de 15% durante três turnos, sendo valido para poderes passivos e golpes diretos.
Dano: Nenhum.

Soul Mates | in love | Yin&Yang sobre um splash colorido | Essa tatuagem possui os três efeitos da categoria em uma só, o casal além de compartilhar sentimentos e pensamentos, terá resistência de 40% a ataques de ilusão amorosa e poderão sumonar um ao outro. | Lateral do pulso esquerdo | marca pequena| Permanente | Sun&Samanta.

Chackra | Habilidades elementais | Os sete símbolos dos chakras, que emitem ondas de brilho, enfileirados no centro das costas | Cada símbolo dará domínio sobre um elemento através de um condutor (a arma de escolha). Aumenta o dano em 20% por 2 turnos.| Costas | Tatuagem grande |Símbolos apagados a cada uso, restantes: Água, ar,   luz, sombra, eletricidade.

Infinite Power | Atributos | Tatuagem pequena na lateral do dedo mindinho da mão dominante do semideus. Forma o símbolo do infinito em cores diversas, que mudam conforme o humor do seu portador sempre que este entra em combate, ativando seu efeito automaticamente. | Aumenta todos os atributos que o semideus já possui em +20%. | Lateral do dedo mindinho | Marca pequena | Permanente.

Bob Esponja | Resistência elemental | A frase: My mother is the heart that keeps me alive. | Aumenta a resistência a ataques de água em 30% | Canto superior esquerdo dorsal do tronco | marca mediana| Permanente.

Habilidades adquiridas:
Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Nome: Coordenada empática
Descrição: Olhares, lábios movendo-se em silêncio e gestos fazem parte da comunicação não-verbal desenvolvida por semideus e mascote com a proximidade que começam a adquirir. Com essa habilidade, o meio-sangue será entendido pelo seu mascote mesmo que não utilize palavras e mesmo que se encontrem distantes um do outro. É uma habilidade muito útil dentre as adversidades que podem enfrentar na vida semideusa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O semideus pode dar uma ordem ou orientação ao mascote à distância e sem a necessidade de palavras, sendo compreendido por ele.
Dano: Aumenta +20% dano de golpe utilizado pelo mascote com essa habilidade ativa.

× Nome da Habilidade: Perícia com facas e adagas II
Descrição: Uma habilidade primordial para se entender bem como usar essas armas leves e afiadas, melhorando uma habilidade nata ou dando uma habilidade por prática para quem não tem intimidade com tais.
Gasto de HP: Nenhum.
Gasto de MP: Nenhum.
Extra: +30% de assertividade ao usar qualquer uma das armas citadas nesta habilidade.
Dano: +15% de dano ao realizar golpes com fazendo uso de uma das armas.

Nome: Selva de Pedras
Descrição: com o descobrimento da existência dos semideuses pelos humanos e com toda a necessidade de saber se defenderem dos perigos, após o devido treinamento tornou-se mais fácil lidar bem com áreas urbanas, se camuflar e desviar dos perigos da vida na cidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% em facilidade de se camuflar, flexionar e esquivar.
Dano: Nenhum.

Poderes Passivos:
Arcus:
Nível 1
Nome do poder:  Paciência Gloriosa
Descrição: O filho da Deusa possui uma paciência inabalável, assim nenhum insulto o atingirá, nem mesmo dos filhos de Ares/Marte, e ele prosperará harmonia. Essa calmaria geralmente atinge o inimigo de uma maneira que pode fazer com que ele não queira atacar o filho de Iris/Arcus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode se sentir tão calmo, a ponto de hesitar em atacar. Atordoamento temporário.
Dano: Nenhum

Nome do poder:  Aparência inofensiva
Descrição: Por serem coloridos e muitas vezes fofos, os filhos da deusa mensageira aparentam ser inofensivos, isso faz com que o inimigo o subestime, podendo até ser ignorado pelo inimigo, se ele não for o alvo principal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Por uma rodada o inimigo pode ignorá-lo ou perder um ataque para desdenhar da aparência do semideus.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Envio de mensagens gratuitas
Descrição: Os semideuses que possuírem essa habilidade poderão mandar mensagens de Íris ilimitadas e gratuitas, sem a necessidade de pagamento. Pode ser utilizada para se informar com companheiros de missões, quanto para pessoas do outro lado do mundo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Consegue criar mensagens sem pagamento desde que tenha um arco Iris.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder:  Resistência a luz
Descrição: O semideus possuirá certa resistência a ataques que envolvem luz. Por exemplo, se um forte clarão surgir, ele(a) conseguirá ver perfeitamente, sem nenhum problema relacionado a visão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de resistência a luz
Dano: Nenhum


Nível 9
Nome do poder: Sensibilidade
Descrição: Nesta habilidade, O semideus é capaz de visualizar a aura de outras pessoas. A aura observada por ele(a) muda de cor de acordo com seu estado psicológico, se aproximando das cores quentes para casos mais intensos e tendendo às cores frias em situações mais tranquilas. Dessa maneira o filho de Iris/Arcus pode descobrir como o adversário se sente, por exemplo, se está com raiva ou hesitando, o que lhe faz compreender melhor onde e como atacar, ou se esquivar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Aura irisada
Descrição: Os filhos de Arcus possuem uma aura multicolorida, sempre, independente de seu estado de humor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Semideuses e monstros sensitivos (Capazes de ver auras) não poderão destinguir o estado de humor do semideus.
Dano: Nenhum

Nível 11
Nome do poder: Sincronia com Hermes/Mercúrio
Descrição: Íris/Arcus era a deusa alada, assim seus filhos possuem certa sincronia com filhos de Hermes/Mercúrio. Em campo, quando lutarem ao lado de um filho de Hermes/Mercúrio, ou do deus, ganharão um bônus de força.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força quando lutar ao lado de um filho de Hermes/Mercúrio.
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder:  Scanner de auras
Descrição: O filho da Deusa consegue detectar as cores das auras vivas, qualquer coisa que emita aura e esteja no ambiente será facilmente detectada pelo semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Capaz de identificar inimigos escondidos, desde que possuam aura.
Dano: Nenhum


Nível 15
Nome do poder: Boa Memória
Descrição: Como filho da deusa mensageira, você tem uma excelente memória para arquivar as mensagens que recebe, bem como os lugares por onde passa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: - 50% de chance de se perder ou esquecer uma mensagem ou profecia
Dano: Nenhum


Nível 19
Nome do poder: Fótons acelerados
Descrição: Na presença de grande quantidade de cores, ou de um arco-íris. O filho de Íris/Arcus se torna mais poderoso, dessa maneira, pode utilizar duas habilidades seguidas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode realizar duas habilidades (Tanto passiva quanto ativa) seguidas, contabilizando uma única ação.
Dano: Nenhum

Nível 20
Nome do poder: Segurança nos mares
Descrição: Como Netos de Taumas e Electra, os filhos de íris/Arcus são bem vindos ao reino de seus avós, portanto podem navegar tranquilamente e em segurança.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 21
Nome do poder: Bem localizado
Descrição: Um mensageiro tem que saber por onde vai, conhecer bem as ruas e lugares para enviar suas mensagens sem maior problemas, portanto, os filhos da deusa possuem um excelente senso de localização.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Consegue se localizar com facilidade, identificando ruas e encontrando os melhores caminhos para chegar aos lugares desejados.
Dano: Nenhum

Nível 31
Nome do poder: Visão infra vermelha
Descrição: Além de todo o espectro de luz visível, os semideuses filhos de Íris/Arcus passam a conseguir enxergar o espectro infra vermelho, sendo capazes de enxergar normalmente em ambientes escuros.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem enxergar no escuro.
Dano: Nenhum

Nível 32
Nome do poder: Mensagens Telepáticas II
Descrição: Os semideuses que possuírem essa habilidade poderão se comunicar com outros seres que possuam inteligência telepática, mesmo que esse esteja distante, desde que um vínculo telepático já tenha sido estabelecido previamente entre eles.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Consegue criar vínculos telepáticos permanentes com outros telepatas.
Dano: Nenhum

Nível 44
Nome do poder: Crepúsculo Iluminado II
Descrição: Este horário em específico, entre o dia e a noite, é quando o filho de Íris/Arcus se torna mais poderoso, agora o filho de Iris/Arcus além de ficar mais esquivo, também fica mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% em passivas de esquiva
Dano: Nenhum

Nível 54
Nome do poder: Flexibilidade Nata II
Descrição: Você se tornou ainda mais ágil, e seus movimentos graciosos também se tornaram mais precisos, consegue curvar o corpo, e move-lo de uma maneira impressionante, o que faz com que em batalha, torne-se ainda mais esquivo, e seus movimentos fiquem mais ágeis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de chance de esquivar-se de um ataque.
Dano: Nenhum


Nível 57
Nome do poder: Velocidade III
Descrição: Você virou um corredor nato, consegue se locomover com facilidade, e isso aumentou sua esquiva, com sua velocidade, seus ataques corpo a corpo também se tornaram mais precisos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de velocidade
Dano: Nenhum

Nível 59
Nome do poder: Cromocura III
Descrição: Você conseguiu compreender como seus poderes funcionam, e agora ao usar o arco íris para se curar também consegue recuperar uma quantidade de energia maior, e ferimentos mais graves se tornam apenas pequenas cicatrizes, mas isso leva algum tempo. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +60 HP e +60 MP ao entrar em contato com um arco Iris.
Dano: Nenhum

Nível 67
Nome do poder:  Resistência a luz  II
Descrição: O semideus possuirá certa resistência muito maior a ataques que envolvem luz. Por exemplo, se um forte clarão surgir, ele(a) conseguirá ver perfeitamente, sem nenhum problema relacionado a visão. Sua fototolerância é tão grande que mesmo a forma real dos deuses não lhe cegará definitivamente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de resistência a luz
Dano: Nenhum

Nível 74
Nome do poder: Pericia com espadas V
Descrição: Sua perícia ficou perfeita, e agora além de conseguir defender e atacar com a espada, também consegue desarmar o inimigo, você virou um especialista com a espada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 45% de dano ao ser acertado pela arma do semideus


Nível 86
Nome do poder: Visão aguçada III
Descrição: ] Como um grande manipulador de luz, os filhos da deusa prescindem o uso de lentes de aumento para observar com mais detalhes objetos que estão a grandes distância ou itens muito pequenos. Sua capacidade de visão assemelha-se a de um humano usando um microscópio ou telescópio simples.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: É capaz de ver uma imagem com até 40 vezes de aumento e a objetos em até 100 quilômetros em distância. (+30%Mira)
Dano: Nenhum

Nível 97
Nome do poder: Imune a radiação
Descrição: O semideus possui uma ligação intrínseca com a luz, desse modo, radiação luminosa e ondas não o afetam, podendo andar em qualquer ambiente contaminado com radiações não ionizantes sem sofrer dano.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não recebe dano de radiação não ionizante.
Dano: Nenhum
Melinoe:
Nível 1
Nome do poder: Extração.
Descrição: Fantasmas dignos dos campos elísios eventualmente podem optar por reencarnar, entretanto, se por ventura, a prole de Melinoe possuir contato com tal fantasma e encontrar tal pessoa reencarnada, poderá identificar a alma do indivíduo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 2
Nome do poder: Informação
Descrição: A morte é uma passagem obrigatória para tornar-se um fantasma, de maneira que, a prole de Melinoe consegue identificar quando um indivíduo está perto da morte, assim como se um fantasma faleceu recentemente.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 3
Nome do poder: Pericia com Adagas I
Descrição: O semideus tem certa facilidade em utilizar adagas, mesmo sem nunca ter tocado em uma, saberá o que fazer, podendo atacar com uma certa maestria, mesmo que ainda cometa erros.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade ao lidar com a arma
Dano: +5% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.

Nível 4
Nome do poder: Pericia com Escudos I
Descrição: O seu personagem ter certa facilidade em lidar com escudos, e acredite, isso é algo muito bom. Poucos semideuses se sentem atraídos por armas defensivas, é mais fácil atacar do que se defender, mas o peso extra dessa arma sempre lhe foi familiar, e você consegue maneja-la com certa perfeição.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade ao tentar se defender com um escudo.
Dano: + 5% de guarda (podendo proteger melhor o corpo), ao tentar defender-se com um escudo, o dano de impacto é 5% menor, ou seja, o poder reduzido de arma, ao se chocar-se com o escudo, é diminuído.

Nível 5
Nome do poder: Médium
Descrição: Os filhos de Melinoe podem ver fantasmas, mesmo quando estes estão tentando se esconder, ou ficar invisíveis, esses não escapam dos olhos da prole da deusa dos fantasmas. Isso também permite a eles que conversem e se comuniquem com fantasmas com certa facilidade, podendo entende-los, e conseguir que falem com eles.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode conseguir informações através de fantasmas.
Dano: Nenhum
Demônios:
Nível 1
Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os demônios tem sua visão aprimorada durante a noite, por estarem diretamente ligados a uma deusa noturna. Com isso, durante a noite, esse sentido fica ainda mais apurado, ganhando um alcance de 500 metros. (Esse poder não funciona durante o dia)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Enxerga melhor a noite, do que de dia, pois, sua visão noturna é ampliada.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Língua Demoníaca
Descrição: Naturalmente, por ter se tornado uma criatura pertencente à noite e passando a possuir a alma trincada a Deusa da Noite, o semideus passa a detectar quaisquer idiomas utilizados por criaturas em estado de possessão e afins.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: O poder irá apenas funcionar caso o indivíduo esteja possuído.
Dano: Nenhum.


Nível 3
Nome do poder: Alma Ambígua
Descrição: Por diversas vezes Nyx/Nox foi descrita como uma divindade de personalidade indecifrável, podendo ser tão bela e gentil quanto a noite ou tão cruel quanto as criaturas que a habitam o tártaro. Sendo assim, os demônios têm grande facilidade em mascarar seus sentimentos e, na maior parte das vezes, são extremamente bipolares.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Esse poder permite ao semideus adquirir um atributo de persuasão impressionante, sendo capaz de enganar inimigos e aliados com mais facilidades, pois conseguem mascarar os verdadeiros sentimentos, e demonstrar exatamente o que querem mostrar.
Dano: Nenhum


Nível 4
Nome do poder: Detecção de Mentiras
Descrição: Um rosto inocente não pode enganar os demônios que, devido à ligação de sua patrona com os grandes males do universo, podem facilmente rastear a culpa ou a mentira na face de qualquer ser.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Se alguém tentar enganar um demônio através de palavras mentirosas, no próximo turno, os poderes ativos do demônio terão um dano maior. Ele saberá que está sendo enganado, e usara isso ao seu favor.
Dano: +20% de dano em poderes ativos durante um turno. (só funciona se alguém tentar enganar o demônio através de palavras, ou jogos persuasivos através delas, como o charme).

Nível 5
Nome do poder: Passagem Livre
Descrição: Os demônios de Nyx/Nox ganham passagem para os arredores do palácio da deusa da noite, sendo uma deusa primordial, Nyx/Nox garante segurança aos seus demônios ao caminharem pelo tártaro, e em seu palácio, esses semideuses ganham passagem livre.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não serão atacados no tártaro desde que se mantenham nos territórios de Nyx, monstros e criaturas mais fortes que você – fora do território de Nyx – ainda poderão querer ataca-lo, o que não acontece com criaturas mais fracas, elas lhe respeitam.
Dano: Nenhum


Nível 8
Nome do poder: Conhecimento  
Descrição: Sendo um demônio, o seguidor da Deusa da Noite, torna-se capaz de identificar outros demônios, assim como de onde vieram e, em alguns casos, até podem cheirar as intenções dos mesmos – caso possuam um desejo muito acentuado de matar, por exemplo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 9
Nome do poder: Possessão assistida  
Descrição: Como um demônio, seu corpo se torna resistente a possessões (apenas o corpo, sendo a mente é sucessível a possessões), podendo suportar até mesmo ser controlado por um Deus Menor sem que o corpo sofra para suportar tanto poder. E, justamente por isso, quando possuídos por outros seres, os demônios se mantem ativos e cientes do que está ocorrendo, assim como podem conversar conscientemente com o ser que o possuiu, caso o mesmo tenha consciência.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 10
Nome do poder: Atributos melhorados II
Descrição: Os demônios da noite conforme evoluem, conseguem desenvolver um pouco mais seus movimentos de esquiva, velocidade e salto, ganhando uma vantagem extra de campo ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia ganham + 15% de velocidade, esquiva, e salto, durante a noite essa porcentagem dobra, vira +30%.
Dano: Nenhum


Nível 16
Nome do poder: Vazio
Descrição: A mente do demônio se torna invulnerável, nesse nível, nenhum semideus com poder inferior ao do demônio será capaz de invadi-lo, ou ler sua mente. Por esse motivo, se alguém tentar fazê-lo, dará de cara com algo oco, ou uma parede de bloqueio.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes de invasão de mente com nível inferior ao seu não terão efeito sobre você.
Dano: Nenhum

Nível 18
Nome do poder: Perícia com Punhais e Adagas V.
Descrição: Os demônios possuem uma facilidade natural com o manejo de tais armas, podendo rapidamente usá-las em uma ofensiva quanto na defensiva.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +30% de assertividade no manuseio de Punhais e Adagas.
Dano: + 25 de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.
Extra: Nenhum.

Nível 20
Nome do poder: Força II
Descrição: O seu personagem ficou ainda mais forte, conforme a evolução de seus dons e poderes. Seus treinamentos lhe trouxeram resultados imprescindíveis, e agora sua força se tornou ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia os demônios conquistam +20% de força, durante a noite essa força dobra para +40%.
Dano:  Nenhum

Nível 23
Nome do poder: Perícia com Lâminas II.
Descrição: Nesse nível os afiliados de tal Deusa desenvolvem uma pericia com lâminas em geral, independente da arma.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de lâminas.
Dano: + 20 de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.
Extra: Tal poder não pode ser combinado ao poder denominado "Perícia com Punhais e Adagas".

Nível 25
Nome do poder: Escuridão Curadora III
Descrição: Os demônios tendem a ficar mais forte durante a noite, ou quando estão em locais escuros, fechados. A escuridão é vista como uma aliada, portanto, quando estiver em local escuro, ou coberto por sombras, ou ainda, durante a noite, poderá usar a escuridão ao seu redor para se curar. É algo instantâneo, suas feridas simplesmente começam a se fechar, e sua energia parece ser restaurada aos poucos. Agora feridas fundas já viram pequenas cicatrizes, e uma grande parte de sua energia é restaurada. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 rodadas, as feridas se fecham no turno em que você usar o poder).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +50 MP e 50 HP
Dano: Nenhum

Nível 27
Nome do poder: Presença do Mentiroso
Descrição: Apenas a presença do demônio faz com que as pessoas sintam uma vontade incontrolável, e estranha de mentir, enganar de forma deslavada. Isso faz com que escondam as coisas, ocultem, ou fiquem esquivos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Torna poderes de enganação 10% mais fortes.
Dano: Nenhum

Nível 31
Nome do poder: Visão do Inferno
Descrição: O demônio da Noite conhece os segredos do inferno e do tártaro, sabendo de onde os demônios surgiram, de maneira que, tudo o que é infernal, demoníaco e antinatural não o assusta, muito pelo contrário. O mesmo sente-se confortável perto de crianças de Hades, Nyx, de outros demônios etc.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.


Nível 46
Nome do poder: Aura da Destruição II
Descrição: Agora além de causar medo, fazer o tempo se fechar, e instalar o medo, também faz as pernas das pessoas ficarem bambos, os corpos gelados, suando frio, e um mal instar se instalar sobre o peito do oponente, causando sensação de pânico crescente.
Gasto de Mp:
Gasto de Hp:
Bônus: Aumenta o medo em campo em +35%
Dano: Nenhum


Nível 50
Nome do poder: Imunidade
Descrição: O semideus torna-se imune a qualquer tipo de visão infernal onde ele mesmo é a vítima, sendo que o próprio não teme mais a própria morte ou a destruição de seu espirito.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 85% em resistência a ataques ilusórios.
Dano: Nenhum.

Poderes Ativos:
Arcus:
Nível 8
Nome do poder: Crepúsculo sombrio
Descrição: Pode fazer com que na mente de oponente tudo fique escuro, como se ele imaginasse que um eclipse estivesse acontecendo, mas, no mesmo instante um forte clarão surgirá, fazendo com que fique com uma dor nos olhos intensa, levando-o a cegueira.
Gasto de Mp: 30
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos

Nível 13
Nome do poder:  Gerador de arco-íris
Descrição: O semideus pode criar arco-íris para enviar mensagens, criar distrações ou enfeitar o dia, contudo esses arco-íris não poderão ser utilizados para habilidades de recuperar HP ou MP.
Gasto de Mp: 5 por arco-íris.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum.

Nível 15
Nome do poder: Laser
Descrição: Você se tornou capaz de filtrar um comprimento de onda e convergi-lo, criando lasers capazes de cortar mesmo superfícies grossas com precisão e sem barulho..
Gasto de Mp: 10
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: -10 HP caso incidido diretamente no inimigo.

Nível 45
Nome do poder: Prisma III
Descrição: O semideus filho de Íris/Arcus pode manipula a luz em sua volta podendo fazer diversos clones seus para confundir o inimigo. Com habilidades avançadas de controle da luz, e sabendo que a luz tem comportamento dual, ora sendo onda e ora partícula, os clones são feito de luz, mas são corpóreos como qualquer partícula e podem estar armados com espadas de laser cujo toque causa queimaduras. Até 10 clones
Gasto de Mp: 15 Mp por clone criado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode criar até 20 clones de luz
Dano: -15 HP a cada ataque de um clone.
Extra: Ficam em campo por até 2 turnos e só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos

Nível 22
Nome do poder: O Buscador
Descrição: Já imaginou se Íris/Arcus perdesse suas correspondências? Não, não mesmo, por isso os filhos da deusa mensageira podem encontrar objetos perdidos ou os donos desses objetos, através dessa habilidade que cria um rastro luminoso visível apenas para os filhos da deusa que o guiam até o objeto ou o dono.  
Gasto de Mp: 30
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 24
Nome do poder: Invisibilidade II
Descrição: Os filhos da deusa alada poderão manipular a luz em volta de si, assim, fazendo com que as partículas de luzes camuflem-no em onde ele estiver.
Gasto de Mp: 40
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Invisível por três turnos.
Dano: Nenhum

Nível 28
Nome do poder: Ilusões ópticas
Descrição: Permite o filho de Íris/Arcus modificar imagens no cenário, criando portas e caminhos falsos ou escondendo-as, enfim, criando pequenas modificações no cenário.
Gasto de Mp: 40
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Modifica o cenário por três turnos.
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Absorção de cores
Descrição: Pode absorver as cores de objetos inanimados e assim recuperar seu MP.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera 20 MP se for objeto pequeno, 40 para médio e 60 para grande
Dano: Nenhum
Extra: Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos

Melinoe:
Nível 4
Nome do poder: Levitação I
Descrição: Os filhos de Melinoe, assim como fantasmas, conseguem levitar do chão, deixando seu corpo sobrevoando parte do campo, mas nesse nível, não conseguem fazer muito, apenas levantar parte do corpo, levitando em campo, e sem conseguir sair do lugar.
Gasto de Mp: 5 MP (por turno ativo).
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Consegue levitar até no máximo, 2 metros do chão.


Última edição por Sun Hee em Qui Fev 01, 2018 6:04 pm, editado 1 vez(es)




The darkness sparks

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Re: A light in the dark

Mensagem por Samanta Sink em Qua Jan 31, 2018 6:59 pm



Resgate

Quando picotei a porta da cela em que estávamos usando a Bloodthirsty, Katana que foi conectada ao meu corpo por uma tatuagem de link da loja de Sunny, ainda podia sentir o beijo da filha de Arcos em meus lábios. Era doce e caloroso, repleto de amor e com uma clara mensagem subliminar: “Volta pra mim, sã e salva.”

Logo após o beijo fiz questão de me desfazer da camisa de força que, agora, me deixava com mangas extremamente compridas, e passei a andar pelos corredores apenas de roupas íntimas.

As instalações da Seita pareciam todas iguais, corredores quadrados e altos, bastante simétricos e repletos de detalhes irrelevantes para mim no momento. Eu queria o sangue de meus captores e, além disto, queria libertar as crianças que haviam sido presas por eles. Na última vez que estivera nas entranhas daquela organização acabei por conhecer um sobrinho, filho de Phobos, que simpatizava com a causa dos humanos e fazia pesquisas na área da mente para controlar semideuses e fazê-los executar missões que eles não queriam fazer, usando como catalisador principal o Medo.

F.E.A.R.

O programa parecia estar em andamento e eles estavam usando pequenos semideuses, que ainda, sequer, podiam se defender.

A passos rápidos avancei por um corredor e quando dobrei uma esquina, em um cruzamento, dei de cara com alguns cientistas segurando pranchetas em seus jalecos brancos e roupas verdes. Eles me olharam com medo, eu podia sentir, e em um momento que pareceu durar minutos, apenas nos observamos, até que eles se moveram.

O primeiro deles quebrou um alarme na parede e todas as sirenes começaram a disparar. Sem demorar mais uma fração de segundo sequer, me teleportei para o seu lado e fiz um corte rápido, limpo, sem maiores problemas. O cientista caiu no chão segurando o próprio membro cortado enquanto gritava em agonia. O som de sua voz estridente era abafado pela sirene e o seu semblante aterrorizado se tornava ainda pior com as luzes vermelhas. Aquele rosto não sairia de minha mente.

A primeira pessoa a perecer sob minha espada.

Com apenas um movimento perfurei seu coração usando a Katana e, pelos deuses, aquilo foi bom. Trouxe energia para meu corpo novamente e pude sentir muitas feridas, as que não puderam ser curadas por Sun Hee, evaporarem como álcool da pele. O sangue daquele cientista escorreu de seu corpo pelo chão até tocar meus pés, ao seu lado, e eu sequer me importei de estar sendo sujada.

Por um instante eu tive a impressão de que consegui ouvir a voz de meu pai ecoar em minha mente, juntamente com uma risada de escárnio e deboche.

“Não importa o quanto tente fugir da sua natureza, Samanta, ela sempre voltará para mostrar quem você é.”

— Cala essa boca! — Gritei a plenos pulmões e, entre uma sineta e outra, pude ouvir soldados se aproximando.

“Merda, eu não quero causar tanto alvoroço.”

Finalmente os homens apareceram na esquina, eu podia sentir suas presenças, assim como uma estranha sede de sangue que vinha de minha espada diretamente para mim. Era como se aquele corte em carne humana tivesse despertado uma sede perigosa de sangue na Katana. As vontades de cortar os soldados especiais vinham em ondas e era quase como se ela me suplicasse por mais sangue.

Fire in the hole! — Um dos soldados gritou e arremessou uma granada em minha direção.

“Pensa, Sam! Pensa!”

Com um comando mental o corredor se encheu de uma lufada de vento súbita e absurdamente forte, fazendo com que a granada fosse desviada de seu real objetivo e retornasse o caminho. A granada de atordoamento bateu na parede ao fim do corredor e rolou um pouco para a esquerda, se escondendo no corredor de mesmo lado, pelo menos de minha visão. A explosão projetou uma luz fortíssima e pude ouvir os gritos dos homens.

“Minha deixa!”

Os pés desnudos deixavam pequenos “tapas” contra o chão conforme avançava e, aproveitando do sangue que deixava meus pés levemente escorregadios, frenei subitamente e deslizei pelo corredor de chão liso até desembocar no corredor perpendicular. Me abaixei e golpeei horizontalmente com a Bloodthirsty, me sentindo ainda mais revigorada. Sabia que aquele corte havia decepado uma cabeça de um corpo. Quanto mais eu matava melhor eu me sentia. Era impossível resistir ao ímpeto de matar aquelas pessoas más.

Usei a energia restaurada para liberar todas as minhas capacidades combativas cedidas pela bênção celestial. Pude me sentir mais rápida e ainda mais forte do que o habitual, tendo liberado a Constelação de Pégaso e a Bênção de Querubim simultaneamente, e investi sem piedade contra os homens ainda atordoados pela granada de luz e som.

O primeiro que pude encostar foi levantado com a mão esquerda e facilmente perfurado pela Bloodthirsty na altura do abdome, de baixo para cima. A ponta da espada escapou pelo meio de suas costas, denunciando perfuração no intestino, estômago e pulmões. O soltei no chão e peguei uma granada de fragmentação de seu colete.

Um segundo homem se levantou e este foi o tempo de encantar aquela granada com uma energia explosiva, forte o bastante, agora, para derrubar uma parede de concreto. Com um golpe certeiro e preciso, cortei o colete à prova de balas do tórax deste humano, revelando o seu peito coberto apenas por uma camisa, e o golpeei com o punho que segurava a bomba, tão forte e tão rápido, que minha mão quebrou sua caixa torácica e rompeu músculos e pele. A sensação quente e pegajosa do interior do seu corpo tocou minha pele, momento este que soltei a granada e puxei a mão ao mesmo tempo em que o chutava para longe. Seu corpo cambaleou para trás e caiu entre seus companheiros.

Expus minhas asas e blindei minhas penas com toda a energia disponível, além de blindar minha pele com bronze e meus ossos com aço. A explosão aconteceu logo em seguida e me senti completamente regenerada, por mais que a quantidade de energia que eu estivesse usando para sustentar aquela defesa fosse absurdamente pesarosa, eu matava mais rápido do que podia gastar.

Girei em meu eixo e me protegi, atrás das asas, dos disparos dos sobreviventes. Eles atiravam a esmo, sem sequer entender o que havia acontecido. O medo era muito aparente e eu não podia me orgulhar em dizer que eu estava adorando ser temida. Estava sentindo prazer em machucar aquelas pessoas que machucaram a mim e a Sunny, mantendo cativas sabia-se lá quantos semideuses indefesos.

Usando do sangue que pingava de minha espada, encantei-a com uma aura vermelha alongada e golpeei rapidamente, com força, o local em que os homens estavam escorados. Não havia dado tempo de eles se esconderem por ainda estarem atordoados e apavorados, e assim, ceifei a vida de todos eles.

— Agora... os pequenos semideuses. — Disse, soltando um pesado suspiro, e fechei os olhos em seguida.

Quando os abri eu podia enxergar através de paredes e era capaz de ver muitas crianças, pela baixa estatura e formação óssea e muscular, andando de um lado para o outro em suas celas. Sorri satisfeita e avancei pelos corredores, virando esquinas e abrindo portas duplas divisórias, até chegar em uma das muitas portas.

Ao lado desta havia uma prancheta com o nome Corey, nove anos, e nela indicava que aquele garoto era extremamente rápido, habilidoso em roubar coisas e tinha um senso de direção magnífico. Ri ao concluir de quem ele era filho. Me posicionei na frente da porta e coloquei a Katana ao lado do buraco da chave, onde eu sabia que saía o lingote da trava da porta, e perfurei o metal. A porta abriu lentamente e vi o menino de cabelos castanhos abraçado em suas pernas, em cima da cama.

— Corey, meu nome é Samanta e eu vim aqui te tirar desse lugar. — Estiquei a mão para ele e, sem sequer pensar direito, ele se aproximou e segurou meus dedos manchados de sangue.

— Como você sabe meu nome? — Ele perguntou com uma voz incerta, mas sendo visível que estava satisfeito de sair dali.

— Eu sou uma amiga... já ouvi muito falar de você. — Cheguei na próxima porta, onde havia um Dylan de oito anos, capaz de causar sonhos diversos nas pessoas próximas. — Espera um pouquinho?

— Uhum. — Corey falou, e antes que eu pudesse continuar, ele perguntou. — Moça, porque você tá de biquíni? — Eu acabei rindo, descontraindo um pouco o peso daquele momento.

— É porque eu tive que sair rápido da piscina pra atendimento médico. Viu? — Mostrei para ele a mão suja de sangue e ele arregalou os olhos. — Mas já estou bem, não se preocupe...

Pus a espada na porta, do mesmo jeito que antes, e abri a sala. A passagem se abriu e olhei para dentro, vendo a criança sentada no chão, tal qual índio.

— Dylan? — A criança levantou o rosto e quando fui falar com ele a criança apenas levantou e veio até mim.

— Eu sonhei com isso. Não temos tempo. — Maneei a cabeça em positivo, sorrindo para ele e indo na frente das crianças, soltando todos que eu encontrava pelo caminho.


Os minutos passavam apressados e já haviam doze crianças atrás de mim. Eu não conseguia ver mais nenhuma com minha visão de raio X e isso me deixava extremamente feliz, de modo que apenas mandei uma mensagem mental para Sun Hee:

“Amor, acho que estou com todas as crianças.”

Quando viramos em uma esquina acabei dando de cara com uma barreira de soldados e, atrás deles, um em específico segurando um lança foguetes. Ele se ajoelhou para ganhar maior apoio e eu me virei de costas, pronta para fugir, mas reparei que as crianças estavam todas atrás de mim e não estavam preparadas para aquele disparo. Eu sabia que aquela seria a morte de todos nós se eu não fizesse alguma coisa...

A blindagem de bronze não era forte o bastante para segurar um míssil.

Os ossos de aço poderiam segurar os estilhados, pelo menos a maioria deles.

As asas poderiam impedir que o fogo queimasse as crianças.

O plano estava feito e em questão de menos de dois segundos tudo se desenrolou. O foguete foi disparado em minha direção e eu me blindei ao máximo que conseguia, transformando pele em bronze, ossos em aço, asas fortificadas e usando o controle do elemento fogo para impedir o avanço das chamas.

Morreria para salvar aquelas crianças, mas o último rosto que passou por minha cabeça foi o de Sun Hee, sorrindo para mim e me dando um beijinho nos lábios. De olhos fechados eu senti uma lágrima querer pular para fora, mas então o impacto aconteceu. Fogo me circundou e não foi capaz de passar por uma parede imaginária que protegeu as crianças.

Aguardei qualquer coisa: dor, sangue, Caronte esperando para me atravessar pelo rio dos mortos, mas nada disso veio.

Uma das crianças que eu salvara, de pele morena e cabelos negros grossos e desgrenhados, tocava em meu joelho e minha fisionomia de bronze ganhou uma coloração prateada. Eu não tinha mais a pele de bronze, era um metal muito mais resistente, capaz de resistir a um foguete. Os pequenos semideuses me encaravam com grande apreensão, impressionadas com as asas e com os tiros que ricocheteavam em minhas costas, sem sequer me causar coceira.

— O que você fez? — Perguntei, me sentindo aliviada por ainda estar viva. A criança nada respondeu.

Quando eles carregaram suas armas eu girei nos calcanhares e me teleportei para cima dos soldados.

Segurei a arma de um deles, chutei o outro e este foi lançado na parede, deixando uma mancha de sangue. Um soco desacordou o usuário da arma que eu estava segurando. Chute no peito de um terceiro, soco no fêmur de um quarto para finalizá-lo com um soco no queixo. Um quinto recebeu um murro diretamente na têmpora e caiu igual um saco de batatas.

Eu recebia diversos golpes dos punhos dos inimigos, facadas e tiros enquanto desacordava e incapacitava os agressores, mas nada fazia efeito em minha pele recentemente adquirida.

Alguns minutos se passaram e todos os dez soldados estavam desacordados no chão do corredor, e foi então que chamei pelas crianças para me acompanharem. Elas correram com medo dos homens fardados, mas todos passaram. Caminhamos sem parar por mais corredores até que notei, com visão de raio X, uma silhueta feminina pequena, e eu sabia que era Sun Hee.

— Sunny! — Gritei e a filha de Arcus virou no corredor, vindo ao meu encontro e me abraçando. Não consegui evitar que lágrimas saíssem de meus olhos, podendo, só então, despejar toda a carga emocional de, pelo menos, 20 mortes.



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Re: A light in the dark

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