The Blood of Olympus
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Promoção de Ano Novo - CCFY Roy Allen

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Promoção de Ano Novo - CCFY Roy Allen

Mensagem por Roy Allen em Seg Jan 29, 2018 8:58 pm



Night of the Hunter
Rome Wasn't Built in a Day

Como eu queria poder voltar atrás sobre aquela viagem...

Giulia Allen é o nome da minha progenitora. Ela faz parte das Forças Armadas da Itália e por isso chamou a atenção de Marte para si. E isso é basicamente tudo o que eu sei a seu respeito. Tipo, só isso mesmo. Desde meu nascimento fui criado pela minha vó até ter idade suficiente para ser mandado ao acampamento romano. A velha era doida, vivia insistindo que eu não saísse de casa e tinha um perfume insuportável. Claro que, hoje em dia, eu sei a razão disso, mas na época a coisa era tão insustentável que por vezes me vi fugido de casa. Sendo pego na esquina seguinte por algum vizinho fofoqueiro. Sim, morar no interior da Itália era complicado para quem quisesse não ser notado a todo instante pela vizinhança.

Verona é famosa por Romeu e Julieta, só que ninguém sabe como é um porre morar lá. Ainda mais quando não se tem mãe vivendo em um país onde o estigma materno sobressai tudo. Por sorte fui mandado para a América ainda novo, evitando mais perseguição por ser o neto da velha doida e virando o novo Mogli. Vai por mim, virar uma mascote de uma loba ancestral divina é muito mais legal que a vida que eu tinha antes. Apesar do choque (nem tão forte, pois a mulher que me criou sempre me contou histórias sobre monstros e divindades), não demorei até me adaptar à nova realidade.

Isso tudo é um breve resumo mental que fiz sobre minha vida enquanto esperava a pizza ficar pronta. À convite de um dos centuriões, fui mandado até Roma para resolver um impasse envolvendo dois legionários aposentados. Era um casal que atingira a casa dos trinta e, do nada, começou a brigar sem motivos. Se fosse só briga de marido e mulher ninguém meteria a colher, entretanto, os dois estavam literalmente lutando pela cidade e causando confusão. Algo nada aconselhável considerando que a Seita estava à espreita.

Resolver a treta entre os dois foi mais fácil do que eu imaginei. Bastou minha presença como legionário da primeira coorte e filho de Marte para me respeitarem. Respeito esse que durou pouco tempo antes dos dois voltarem a se xingar, todavia, antes que outra luta começasse, mostrei a carta na qual ordenava que ambos parassem ou sofreriam as consequências. Depois disso a paz voltou a reinar naquele bairro e eu pude retornar ao meu lar. Só que não.

Parar para comer a maldita pizza foi o que me condenou ao início da série de eventos inesperados. Para começar, havia sim um motivo para o casal estar brigando sem motivo: um gnomo mágico. O pestinha aflorava o pior das pessoas por onde passava (eu sabia disso porque já tinha enfrentado um desses em uma missão antiga), sendo então o responsável pelo clima hostil. O monstrinho não gostou nada da minha interferência e me atacou justamente quando eu dei a primeira abocanhada na massa italiana. Velho, que saco.

Lembro dele ter pulado na minha cabeça e, mesmo com as mãos minúsculas, empurrado meu rosto contra o prato. Pior que eu tinha acabado de colocar ketchup na pizza, o que fez os locais ao redor me olharem de cara feia, então me sujei todo. Meus inimigos não sabem mas mexer com minha comida costuma ser o pior erro que uma pessoa pode cometer em vida. E seu último. Sem pestanejar me levantei e consegui por pouco agarrar o pequenino, jogando-o no chão para uma pisada finalizadora.

— Paguei caro por isso. Já viu o preço do euro? — vociferei quando o bicho se teletransportou para longe.

A luta contra a criatura irritante foi rápida e simples, comigo correndo atrás dela pelas ruas da cidade igual um pateta. Só consegui por as mãos de fato no gnomo já no centro da metrópole, onde, pelo horário tardio, a movimentação era escassa. O som do bichinho estourando com meu apertão foi engraçado. Ouvir a voz me chamando de dentro do Coliseu, nem tanto. Sim, nem percebi que estava bem em frente à maior arena da história da humanidade. É porque eu nunca liguei muito pra essas coisas, sendo sincero. Tanto que muitos ficaram surpresos quando me consagrei membro da primeira coorte. Vai ver minhas habilidades de batalha me garantiram o posto.

Seja como for, se tem uma coisa que eu tenho pavor essa coisa é fantasma. Logo, não pensei duas vezes antes de sair correndo dali. Eu já teria medo se fosse um mortal ouvindo uma voz misteriosa me chamar no meio da noite pra dentro de um lugar vazio e profanado por mortes no passado. Sendo um meio-sangue, eu sabia com toda certeza de que era encrenca ou alguma assombração maligna. Ou seja, meti o pé. Que se dane o que poderia ter sido, ninguém merece ser pego numa armadilha de encosto.

Ao correr para longe dali, me vi em uma viela antiga da cidade onde uma feirinha gastronômica acontecia. Meu estômago fez barulho e eu saquei na hora que precisava comer algo. Nisso, me toquei que o desgraçado cabeçudinho de antes tinha roubado minha carteira de alguma forma, ou vai ver eu deixei cair durante a luta. Não importando a verdade, tentei enrolar o vendedor de pastel alegando que voltaria ao hotel para pegar o dinheiro. Não funcionou. Comecei a choramingar em italiano, esperançoso de que sabendo que eu não era tão estrangeiro assim ele se apiedaria. Também não deu certo. Sem paciência, cogitei sair correndo e dar um perdido por Roma, mas na hora que movi um dos pés uma mão repousou sobre meu ombro esquerdo e anunciou.

— Eu pago — a voz feminina era desconhecida mas estranhamente familiar.

Quando me virei, deparei-me com uma mulher adulta mais alta que eu. Suas madeixas pareciam transitar entre o castanho e o preto, contrastando de maneira bela com seu tom de pele claro. Os olhos azuis eram iguais aos meus e o uniforme do exército terminou por denunciar sua identidade. Quer dizer, se eu colocasse num papel quantos semideuses encontraram algum parente perdido, ou dado como morto, em uma missão aleatória eu com certeza levaria minha vida toda escrevendo. Era minha mãe. Um rebuliço começou em meu estômago e eu não soube o motivo, a princípio.

A) Eu estava nervoso porque havia acabado de encontrar a mulher que me dera a luz e que nunca se importou comigo.
B) Eu tinha acabado de entrar pras estatísticas de semideus que encontra um parente, até então desaparecido, aleatoriamente no meio de uma missão.
C) O pastel estava estragado.
D) Todas as alternativas anteriores.

Se sua resposta foi a alternativa D, meus parabéns.

— Mãe? É você, não é? — perguntei, sentindo minhas pernas ficarem bambas.

— Você ainda me reconhece. Não sei como me sentir quanto a isso — sua voz soou pesada e amargurada, talvez sendo esse seu sentimento a respeito de ter me abandonado.

— Ainda? E eu cheguei a te conhecer? — questionei, realmente surpreso por não me recordar de te-la conhecido antes.

— Você ficou comigo durante algumas semanas. As primeiras de sua vida — entregou o dinheiro ao dono da barraquinha e começou a andar em meio à multidão.

— Pera, onde você vai? — corri atrás dela, mas parecia que eu estava em um filme bem na cena onde os protagonistas se perdem no meio da multidão.

Nem pensar que eu ia ficar igual um panaca imprensado contra aquelas pessoas enquanto assistia minha mãe desparecer de novo. Fui derrubando um a um que ficava na minha frente e começando um alarde. Primeiro acharam que era algum ataque terrorista e a gritaria começou, depois viram que era só eu e a gritaria continuou mesmo. Só mudou de gritos de pânico para xingamentos. Pouco me importei, mantive minha marcha firme e em questão de instantes alcancei Giulia.

— Ei, por que tá me ignorando? — considerei puxá-la por um dos braços, mas o respeito prevaleceu.

— Não estou te ignorando, só tenho pressa — ela se virou para me encarar antes de começar a procurar algo.

— Mas — fiquei sem palavras, realmente incerto sobre o que estava acontecendo.

— Estou em missão, jovem — minha mãe voltou a caminhar, seguindo por um beco escuro.

— Missão? Do exército?

— Sim, mas que é do interesse dos romanos também — ela literalmente sacou uma espada de dentro do bolso. Tipo, nem eu sabia que isso era possível.

— Como assim romanos? — indaguei, tentando acompanhar seu ritmo.

Você costuma perguntar muito assim? desdenhou de maneira amigável.

— Um pouco. Às vezes só — a pergunta me irritou, só que não tive tempo de continuar porque uma coisa surgiu do nada e avançou sobre nós dois.

Era um vulto estranho, tipo um espírito. Ele saiu das sombras do beco e voou com tudo pra cima da minha mãe e de mim. Ela foi mais rápida e usou a espada para desfazer o que que que aquela coisa fosse. Não me assustei, pelo contrário, meu treinamento no exército romano tinha me preparado para aquele tipo de situação. Tanto é que quando mais daqueles bichos começaram a surgir das sombras, invoquei minhas adagas gêmeas e me preparei para o combate.

— Cuida dos de trás, os da frente são meus — ela não precisou falar outra vez para eu entender.

Os monstros eram mesmo algum tipo de fantasma trevoso. O simples toque da minha arma semidivina bastava para findar suas existências, entretanto, eram tantos que por vezes me vi sendo atingido por um deles. Se encostar minhas adagas era suficiente para lhes machucar, só deles passarem por mim já funcionava para me dar dano. Não era um dano físico normal, era espiritual sei lá. Doía de uma forma estranha, como se estivessem tirando minha vitalidade ao atravessarem meu corpo. Acho que se eu continuasse naquilo por mais tempo, cairia inconsciente ou talvez até mesmo morto.

Minha mãe, por outro lado, tinha magicamente incandescido a lâmina que empunhava e lidado facilmente com os inimigos. Na verdade foi muito fácil mesmo pra ela, até fiquei boquiaberto. Sobrevivemos ao ataque misterioso (pelo menos pra mim) e então voltamos à rua principal onde havia iluminação decente.

— O que foi isso? — eu já estava de saco cheio de não entender nada do que acontecia e não queria continuar perguntando. Só que como eu descobriria sem questionar?

— Chamamos eles de tormentadores. São espíritos de guerreiros que nunca abandonaram o Coliseu — ela guardou a espada no bolso de novo. Tipo... como?

— Eu sei o que são tormentadores — comecei o chilique. E eu tinha direito, porque convenhamos, a bonita me abandona quando bebê e resolve do nada parar pra me pagar um pastel?

— Então o que você quer — interrompeu a si mesma conforme a ficha finalmente caiu. — Você não sabe. Deuses, você não sabe — do nada a doida me empurrou contra a parede, colocando as duas mãos sobre meus ombros.

— Não sei o quê? — pisquei os olhos um pouco assustado.

— O que a minha mãe falou de mim? Você sabe que sou tão semideusa quanto você, não sabe? — o timbre que saía de sua garganta era mais de desespero do que outra coisa.

— N-não — gaguejei. Expliquei o que eu sabia: que minha mãe tinha me abandonado com a minha vó para servir no exército italiano. Sendo isso tudo o que eu sabia a seu respeito, junto, claro, da foto dela quando mais nova.

— Não acredito que ela fez isso. Ela me prometeu, merda, ela jurou pelo Estige! — socou a parede bem ao meu lado, o que me fez arregalar as pálpebras.

— Por que você foi embora? — soei sentimental pela primeira vez desde o início do reencontro.

— Era meu acordo com o pretor da época, Roy. Seu pai me enviara em uma missão, era meu dever permanecer no exército do país — começou a falar. — Mas eu achava que minha mãe tinha te contado tudo e que por isso você nunca tinha me perdoado, então não quis forçar nada.

— Isso não faz sentido. Ninguém em Nova Roma sabe de você ou teriam comentado ou algo do tipo — rebati, transtornado.

— Eu não era bem vista por lá — admitiu. — Me exilar foi uma forma de me redimir. Até por isso sempre temi tentar me aproximar de você — ela desviou o olhar o que me fez notar seu fraquejo.

— De quem? — consegui falar. — De quem você é filha?

— Não é obvio? — sorriu. — Victória.

Um nó se formou em minha garganta. Nunca passou pela minha cabeça que justamente a versão romana de Nice fosse minha avó. Sempre me dei bem com a prole dela, contudo, o contato era mínimo e somente quando necessário.

— Mas e a minha vó Georgina, a mortal?

— Ela também me criou, mas não era minha mãe de sangue — o barulho do caminho interrompeu a conversa.

Um veículo grande do exército apareceu e parou próximo a nós. Minha mãe não precisou dizer nada, entendi o que estava acontecendo. Ela tinha de partir de novo, pois ainda era seu trabalho.

— Eu parei para ver o que estava causando aquilo aos tormentadores mas tenho de ir — ela retirou o medalhão militar que usava no pescoço e me deu. — Toma, ainda vamos nos ver. Agora volte lá e termine o que comecei. Sei que não tenho direito de lhe pedir nada, mas faça isso por mim meneou a cabeça em um aceno positivo, como uma promessa silenciosa antes de subir no caminhão e ir embora.

Não tive reação a não ser guardar a medalha no bolso. Foi estranho pois eu queria chorar mas não conseguia. Muita coisa passou pela minha cabeça naquela hora junto do monte de informações chocantes que tinha acabado de receber. Considerei seriamente correr dali e ir até o local onde o portal seria aberto para meu retorno são e salvo. Era o certo, certo? Porém, não fui capaz. No fundo eu tinha uma obrigação invisível para com aquela mulher pois, se sua versão fosse a verdadeira, ela não tinha culpa de toda aquela confusão. Com isso em mente, corri até uma das fontes na praça principal onde pequenos arco-íris eram feitos com névoa fraca e luz ambiente para realizar uma mensagem de Arcus.

"Oh Arcus, deusa do arco-íris, por favor aceite minha oferta", mentalizei com todas as minhas forças. Tendo conseguido a ligação, pedi mais algumas horas aos filhos de Trívia que abririam o portal do meu retorno, deixando claro que tinha um assunto de vida ou morte para resolver. Ou então nunca teriam me dado mais tempo. Era eu mais eu pra lidar com o que quer que estivesse espantando os espíritos do Coliseu. Pelo menos já tinha uma ideia do que enfrentaria, não temendo adentrar o local como momentos antes quando corri de lá.

Roma é uma cidade encantadora, pequena e famosa, você consegue chegar onde quiser em questão de instantes. Só era uma pena já ser madrugada quando dei início à minha missão relâmpago de última hora. Para falar a verdade, a parada já começou bem Missão Impossível. Já tentou entrar no Coliseu em horário que não de visitação? É foda. Por sorte uma briga de cachorros de rua distraiu um dos guardas me possibilitando pular a barreira e correr com tudo.

— Tá, agora pra onde — sussurrei sem saber me achar naquele lugar.

A construção antiga era cheia de portas e paredes, parecendo mais um labirinto caindo aos pedaços. Uma sensação ruim tomou conta do meu corpo e uma urgência incomum me fez continuar correndo. Quando me dei conta, estava descendo uma escadaria e provavelmente já estava abaixo do nível do solo. A medalha da minha mãe pareceu esquentar em meu bolso e foi ai que percebi que estava escuro demais para enxergar qualquer coisa. Instintivamente apalpei as paredes ao meu redor buscando por alguma tocha mas foi em vão. Eu estava literalmente empacado ali pois seria idiotice continuar sem minha visão.

Lembrei então do que a militar tinha feito no beco comigo. Talvez se eu também conseguisse incandescer minhas lâminas pudesse obter luz suficiente para iluminar o caminho. Tentei várias vezes repetir o movimento com as mãos ao redor das adagas, igual minha progenitora, mas nada aconteceu. Deprimido, me recostei em uma das paredes e sentei na escada. Eu já estava de saco cheio de toda aquela confusão e, pra completar, a porcaria da fome não passava. De tão irritado, simulei socar o nada e senti a palma do meu punho esquentar igual à medalha. Ao abri-lo, uma chama apareceu.

— Isso é novo — me levantei com o fogo ainda em mãos e vi que era algum tipo de poder até então adormecido dentro de mim.

Era de conhecimento geral que legados carregam consigo alguns traços e habilidades do deus que deu vida ao seu progenitor. Porém, nunca imaginei que o meu despertaria daquela forma. Mais parecia que Victória tinha se apiedado de mim e me ajudo diretamente. Se fosse isso, eu não reclamaria pois era tudo o que eu precisava naquele momento: luz.

Conseguindo enxergar aonde eu ia, continuei a descer a escadaria até finalmente chegar em um tipo de vestiário ou armário de vassouras. Vai ver nos tempos antigos ali era onde os competidores aguardavam por seu momento de glória. Mas, na atualidade, os responsáveis pelo local transformaram o lugar num espaço para guardar coisas aleatórias. Tirando o cheiro ruim, não dei muita bola pois tinha uma porta que dava em outro cômodo e bem, foi ai que tudo ficou claro.

Nesse tal outro cômodo, um rapaz que não parecia ser mais velho que eu encontrava-se ajoelhado no chão. Velas estavam dispostas ao redor dele em um círculo e eu saquei na hora que não estava em um set de filmagens do filme Poltergeist.

— Ei — anunciei minha chegada. E talvez me condenei  também.

— Quando entrou aqui? — ele se levantou assustado. Suas roupas de esqueitista surradas não combinavam em nada com o corte militar e a barba feita. Apesar disso, suas olheiras profundas na pele negra eram o que mais chamava a atenção.

— Hm, agora — respondi. — Explique-se ou morra — avisei da mesma maneira como me foi ensinado na coorte. O certo mesmo seria avisar que ele seria preso, mas nem em sonho que eu prenderia aquele maluco do outro lado do mundo e o levaria até Nova Roma.

— Não consigo parar, não é minha culpa — disse desesperado.— Eu só queria acalmá-los, achei que os poderes de meu pai me ajudariam com isso. Mas acabei agitando eles ainda mais.

— Quem é seu pai?

— Leto.

Típico. — Ok ok, e como paramos isso?

— A jarra dos espíritos. Ela fica na cripta recém-inaugurada. Eu abri para libertá-los e o resto você já sabe.

— Me leve até lá — tá que fui inocente, só que eu estava tão cansado que já nem raciocinava direito.

Assim que dei as costas para seguir pelo caminho apontado, ouvi o barulho do vento se agitar ali embaixo e o ataque vindo. O desgraçado mentiroso tentou me esfaquear pelas costas e só não conseguiu porque meus reflexos rápidos me permitiram virar a tempo. Nisso, apaguei a chama (pois as velas iluminavam o suficiente) e soquei-lhe a cara. Minha força foi tanta que ele caiu metros distante de mim.

— Por que tá fazendo isso? — meu limite de paciência com coisas que eu não sabia já tinha extrapolado.

— É meu dever como filho de Leto. Esses espíritos sofreram nas mãos de nossos ancestrais nessa terra, eles precisam se vingar — cuspiu o sangue da boca. — E eu serei seu percursor — o meio-sangue se levantou de novo e abriu os braços, convocando todas as assombrações da área para aquela pequena sala de pedra.

Eu poderia falar umas verdades pra ele, mas me limitei a xingá-lo de várias coisas antes de correr para cima. Para o meu azar, os fantasmas começaram a avançar contra mim, impedindo minha investida ao passo em que atravessavam meu corpo. Era um teste de resistência e perseverança, entendi logo. Eu não estava lidando com um oponente que seria derrotado com a força mas sim com minha vontade de continuar. Tenho certeza de que em qualquer outro momento eu teria sucumbido à estratégia do filho da morte. Todavia, tendo recém descoberto a maior reviravolta de minha vida, era inaceitável que eu caísse morto ali.

Determinado, fui de passo em passo até o rapaz, aguentando toda a energia negativa e mórbida do cenário. A lembrança metálica da minha mãe que eu carregava no bolso esquentou ainda mais. Eu a sentia junto de mim e ao inspirar fundo, dei a corrida final e alcancei o responsável pelo caos na cidade. Peguei ele pelo pescoço o ergui alguns metros no ar, pressionando-o contra a parede.

— Faz isso parar ou você morre — minha voz saiu mais autoritária que o normal, sendo o suficiente para intimidá-lo.

— F-farei — me respondeu com dificuldade por conta do apertão.

O malfeitor cancelou seja lá que truque tinha sido aquele e fez os fantasmas desaparecerem novamente. A possibilidade de matá-lo como forma de punição pelo ato errado era real. Entretanto, contrariei minhas próprias vontades e o nocaute-ei, abusando de seu peso leve para carregá-lo para fora daquele lugar. Eu tinha apenas alguns minutos, em minha concepção, para correr até a praça mais próxima carregando o indivíduo comigo. Só que para isso eu teria de passar novamente pela segurança do Coliseu, a qual mais uma vez se distraiu com um bêbado que chamava toda a atenção na rua.

"Ironicamente, hoje é meu dia de sorte", pensei antes de sumir pelo escuro das ruas de Roma. Fugir pelo portal foi tranquilo, explicar aos centuriões tudo o que tinha acontecido naquela missão que era para ser tão simples, não. Isso sem contar que passei a noite em claro, ainda incrédulo com a descoberta de que o sangue da própria encarnação da vitória corria em meu sangue por conta da minha não tão megera mãe...

Poderes Passivos de Marte:
Nome do poder: Força II
Descrição: Os filhos de Ares/Marte ficam ainda mais fortes conforme desenvolvem seu treinamento, sua força sempre foi superior aos demais campistas, mas isso se torna um destaque muito vantajoso conforme ele se desenvolve, cresce e treina.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força
Dano: +10% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Nome do poder: Pericia com lâminas III
Descrição:  Você está se desenvolvendo bem, e agora além de atacar, arremessar e aprender a lidar com diversas laminas diferentes (espadas, lanças, adagas e facas), também consegue se defender com ela, e dificilmente é desarmado.  
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +55% de chance de acerto no manuseio de lâminas.
Dano: +20% de dano se o adversário for atingido pelo semideus.

Nome do poder: Preparo Físico
Descrição: Cultivadores de seus corpos e exímios treinadores, os filhos do deus da guerra, sempre buscam ultrapassar seus limites, trabalhando arduamente para isso. Sempre serão os últimos a cansar em batalha, de modo que em caso da MP do semideus ser gasta a ponto de chegar a zero, ele não irá desmaiar e poderá continuar lutando, desde que não gaste mais energia em poderes ativos. (Será impedido de usar poderes ativos, mas poderá continuar lutando, diferente de outros campistas que se chegarem a 0 de MP desmaiam e são incapazes de continuar em campo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Imunidade Claustrofóbica
Descrição: Ares/Marte ficou treze meses trancado em urna de bronze pelos gigantes Oto e Efialtes, de modo que apenas conseguia uivando e gritando. Pelo tempo que Ares/Marte conseguiu sobreviver em um lugar tão pequeno e apertado, seus filhos herdaram uma habilidade natural de seu pai; a de conseguir sobreviver em lugares fechados e pequenos, de modo que se sintam desconfortáveis em ambientes fechados mas não sofrem possíveis efeitos negativos referente a escuridão, assim como não possuem dificuldade para lutar em lugares com pouco espaço.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ainda conseguirão se manter vivos.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Ignorando a dor I
Descrição: A dor é um estado psicológico e biológico, tida como uma auto defesa do corpo humano. Contudo, os filhos de Ares/Marte possuem a capacidade de ignorarem a dor de ferimentos, podendo lutar normalmente mesmo se estiverem coma luxação ou um dedo quebrado. Nesse nível apenas é possível ignorar a dor de golpes que não causem ferimentos profundos, ou que incapacite um membro do semideus. (cortes leves, e feridas pequenas)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Continuará lutando normalmente desde que os ferimentos sejam de grau baixo, como cortes superficiais, queimaduras de grau baixo ou hematomas.
Dano: Nenhum

Poderes Passivos - Victória:
Nome do poder: Orgulho Competitivo
Descrição: Detentores de um orgulho fora do comum, filhos da deusa Nice/Victória não se deixam ser vencidos até que tenham certeza de que não podem vencer. Ao chegar em 0 MP um filho de Nice/Victória não desmaia, ele simplesmente não é mais capaz de usar poderes ativos, sendo a sua força de vontade o único combustível que continua a movê-lo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Sorte de Principiante
Descrição: Em determinado momento de um MvP, Missão ou Interação o filho de Nice/Victória poderá encontrar ou receber exatamente o que precisa ou ainda precisará. Uma carta perfeita para fechar a melhor mão do jogo, uma senha para desbloquear uma porta, escrita em um post it e jogada no lixo ou uma informação que fará alguém gostar dele. A sorte acompanha os vitoriosos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Uma vez por MvP, Missão ou interação o filho de Nice receberá algo valioso para o seu propósito, momentâneo ou futuro.
Dano: Nenhum.
Extra: Esse bônus é definido pelo narrador quando solicitado pelo filho da deusa.

Poderes Ativos - Victória:
Nome do poder: Chama Olímpica
Descrição: A tocha olímpica é um antigo símbolo de abertura das olimpíadas, jogos em que Nice muito era cultuada pelos competidores. Quando estiverem em ambientes escuros, os filhos da deusa conseguem fazer com que uma chama apareça em uma de suas mãos. Não podendo ser utilizada para ferir, apenas ilumina o ambiente em um raio de 25 metros.
Gasto de Mp: 5 MP por turno em que a chama estiver acesa;
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Itens Levados:
• Destemor [ Um par de espadas gêmeas de aproximadamente sessenta centímetros feitas de uma mistura de ouro imperial com ferro estige. As lâminas dessas espadas foram banhadas no sangue de uma cobra rara e venenosa as tornando assim além de extremamente afiadas, muito venenosas. | Efeito 1: as espadas são guardadas em uma dimensão paralela de onde podem ser tiradas sempre que quiser. | Efeito 2: conforme a vontade de seu dono, a lâmina pode ser aumentada até mais trinta centímetros ou diminuída até o tamanho de uma adaga. | Efeito 3: o veneno dessa lamina é único, se uma delas ferir um oponente, este ficará paralisado por um turno | Ouro Imperial e ferro estige| Um espaço para gema | Beta | Status 100%, sem danos. | Épica | Origem desconhecida ]



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Roy Allen
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Re: Promoção de Ano Novo - CCFY Roy Allen

Mensagem por Selene em Ter Jan 30, 2018 3:56 pm


Roy Allen

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 5.000 XP e 5.000 Dracmas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Enredo e coerência de batalha: 45%
Gramática e ortografia: 20%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS: 4.750 XP - 4.750 dracmas

Comentários:
Roy,
Antes de mais nada, os descontos ocorreram pela velocidade com que tudo acontece e com a pouca coerência que algumas coisas têm. Por exemplo, como sua mãe o reconheceu tão facilmente depois de todos esses anos? E por que ela facilmente revelou seu lado divino e seu parentesco com Victória? Como você tão facilmente derrotou seu inimigo? A luta foi muito rápida e o npc teve uma movimentação bem abaixo do esperado. No entanto, seu texto foi bom e leve. Do jeito que eu gosto de verdade de ler. E fluiu bem, mesmo a falta de vírgulas e pontos em alguns momentos não foram um problema. Meus parabéns.



Selene
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