The Blood of Olympus
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CCFY ▬ A tríplice Lunar {Jornada de uma Caçadora sem rumo}

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CCFY ▬ A tríplice Lunar {Jornada de uma Caçadora sem rumo}

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Seg Jan 29, 2018 5:47 pm




Prologo
Acho que nada acontece por acaso, sabe?Que no fundo as coisas têm seu plano secreto, embora nós não entendamos.

Três símbolos definiram a imortalidade daquela criança. Três símbolos serão necessários para remove-la.

— Têm certeza da sua escolha? — A deusa da lua perguntou.

As duas estavam sentadas na barraca da tenente, uma de frente para a outra. Ártemis tinha a aparência de sempre naquele fim de tarde, uma jovem de cabelos escuros trançados com fio de prata no auge dos 14 anos, mas com olhos intensos e sábios demais para sua pouca idade. Era claramente uma deusa.

— Nunca tenho certeza das minhas escolhas, minha senhora. Eu entrei na caçada por medo e não me arrependo da minha decisão, sou grata por tudo que me foi dado — Manu ponderou por um momento antes de continuar. — Estou saindo sem ele... — Concluiu o que vinha pensando á dias.

Ártemis assentiu uma única vez então se levantou sorrindo e estendeu a mão a garota.

— Sinto por perder uma das minhas, mas respeito sua decisão. Cumpra três favores para mim e estará livre para ir.

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Re: CCFY ▬ A tríplice Lunar {Jornada de uma Caçadora sem rumo}

Mensagem por Tessa S. Henz em Qua Jan 31, 2018 5:59 pm


Os raios solares adentravam pela janela do chalé fazendo com que a garota de cabelos castanhos se remexesse em sua cama. Levou a coberta para cima de seu rosto buscando fazer com que seu tempo de sossego durasse um pouco mais. A prole de Poseidon sabia que não deveria estar ali, mas mesmo contra todas as investidas de Quiron para que ela assumisse parte da responsabilidade destinada ao chalé, ela se negara. A moça conhecia muito bem os irmãos que obtinha, se um ousasse tomar a liderança, jamais conseguiria sair dela. Quando o suor passou a escorrer por sua face esbranquiçada e o despertador em formato de coruja piava a uma altura insustentável, ela sabia que havia chegado ao seu limite. Teria de partir naquela manhã, caso desejasse chegar a tempo para as festividades familiares que sua mãe tendia exigir sua presença. Ter uma irmã mais velha que se entregara a servir uma deusa, não fizera nenhum favor a sua rotina conturbada de herdeira de um conglomerado.

Espreguiçando-se, a moça se levantou de sua cama, jogando a coberta para o canto conforme seguia em direção ao banheiro. A ducha que a separou de sua saída do chalé foi bem mais rápido do que ela gostaria, bem como todo seu ritual de preparo para o dia havia sido finalizado em um piscar de olhos. Puxou sua mochila negra do baú que usava para guardar suas coisas e então se preparou para partir. Sua mochila tendia a suportar a quantidade de itens necessárias para sua ida para casa em segurança. –Tessa?- a moça ouviu a voz feminina chamando por seu nome ao passo em que a porta do chalé era escancarada revelando uma figura idêntica a sua. Se havia algo mais raro que Tessa Scarlet Clarissa Henz se inserir em uma situação de perigo, esse algo era a presença de Emmanuelle Sophie Henz no acampamento meio-sangue. –O que aconteceu?- questionou Tessa focando seus olhos esverdeados no da irmã. Emmanuelle parecia apta a assustar uma criança, seus olhos poderiam estar pedindo por ajuda, mesmo que seu corpo se retraísse.

-Eu preciso de você- o murmúrio foi quase inaudível aos ouvidos de Tessa. Tão inaudível que a princípio ela pensou ter ouvido coisas. Se havia uma coisa que ela nunca imaginara isso era ouvir aquelas palavras saídas dos lábios de Emmanuelle. Era sempre ela a responsável por pronunciar aquele tipo de coisa, Emmanuelle era orgulhosa demais para admitir que precisava de ajuda no que quer que fosse. Se perguntassem á garota mais velha se ela tinha certeza sobre a ação que havia acabado de tomar, ela provavelmente diria que não. Seus lábios se fechariam em uma linha reta e sua mente começaria a trabalhar em um plano para fazer com que as coisas pudessem ser controladas sem a ajuda de Tessa. Ela sabia que elas brigariam bem mais do que o previsto, bem como discordariam de certa de cinquenta por cento das ideias dadas. Tessa, tinha uma personalidade difícil, era mimada e um tanto quanto inconsequente. Não sabia ao certo, o quanto daquilo teria mudado no decorrer do tempo que haviam passado separadas. Mas, temia que tudo continuasse da mesma forma.

Aquela era uma rota perigosa, um caminho importante para que ela pudesse seguir seu próprio destino. O acordo com Lady Arthemis era claro como água, ela não poderia falhar, não havia essa possibilidade.  –Precisa?- o questionamento da garota mais nova obtinha uma entonação duvidosa como se ela própria não pudesse confiar em seus ouvidos. –Lady Arthémis me passou uma tarefa, acredito que você deva estar nela. Envolve o reino de Poseidon- anunciou Emmanuelle passando seus olhos pelo corpo da irmã. Ela parecia pronta a ir à algum lugar, como se os deuses houvessem revelado que seus caminhos se entrelaçariam naquela manhã. –Impressionante, sua presença nunca significa uma visita amigável. Como nossas vidas podem ter tomado rumos tão diferentes? – questionou a moça mais jovem como se perguntasse a si mesma. –Não temos tempo para suas perguntas sem nexo, nosso tempo é curto e a viagem é longa. Você vem ou não?- a impaciência de Emmanuelle poderia ser ouvida em sua voz. Elas não tinham tempo a perder com questionamentos tolos, os cidadãos da ilha de Erie não poderiam esperar por muito mais tempo.

-E para onde vamos genia?- questionou a mais jovem esboçando parte de seu descontentamento pelas informações insuficientes. –Ilha de Erie- anunciou Emmanuelle abrindo a porta para que a irmã pudesse passar, antes de segui-la. –Voando?- questionou Tessa pronta a fazer com que suas asas aparecessem em suas costas. –Sim, mas da minha maneira- anunciou Emmanuelle apontando discretamente para seu veículo. Os olhos de Tessa perscrutaram o biga envelhecida parecendo pronta a se despedaçar a qualquer momento, ao passo em que seus lábios se entreabriram em descrença. –Então, não sei se você reparou. Mas, essa biga velha não vai conseguir ir muito longe. Sem ofensa nem nada mas, eu sou jovem demais pra morrer- disse a garota esboçando um sorriso de canto. Foi então que Emmanuelle fez algo que Tessa não esperava, a velha biga se transformou em um jato bem diante de seus olhos. –Eu não coloco vidas em perigo Tessa, você deveria saber disso, vamos entre eu pilotarei- anunciou a moça permitindo que a irmã adentrasse o jato antes de si.

Caso você nunca antes tenha adentrado um jato particular em companhia de duas proles de Poseidon, posso te dizer com uma certeza absoluta de que a cena não é lá muito bonita. Um filho dos três grandes se aventurando no domínio de um outro deus, é como uma passagem de aventura perigosa.  O vento soprava forte, fazendo com que o jato se mantivesse instável. Uma Emmanuelle concentrada tentava a todo custo manter o avião controlado, não que fosse uma tarefa fácil, enquanto Tessa colocava suas mãos nos apoios de braço de seu assento. –Você disse que não coloca vidas em risco! Que droga é essa então?- resmungou a garota mais jovem respirando profundamente. Ela não tinha absolutamente nenhum medo de voar, mas quando o assunto era morte, ela tinha um medo tão intenso que não conseguiria descrever em poucas palavras. –Eu não tenho controle sobre o tempo Tessa!- retrucou Emmanuelle evitando uma ave que vinha direto em sua direção.

Discussões a parte, as gêmeas Henz se aproximavam cada vez mais de seu destino final. Mas, na vida de um semideus nada é tão fácil quanto ele espera que seja. Os problemas surgem como um prêmio no estágio final de seu pequeno destino. –Manu?- murmurou Tessa olhando para frente, onde pássaros medianos pareciam se aproximar de uma maneira alarmante do jato. –O que?- resmungou a mais velha soltando um suspiro. –Tarde demais- anunciou a mais nova em resposta antes de soltar seu cinto de segurança. Quatro águias haviam se posicionado ao redor do jato, como se não fosse o suficiente tê-las atacado com o mal tempo durante todo o voo Zeus ainda havia mandado um presentinho especial. –Eu luto contra elas, você controle o jato e o transforme em qualquer coisa que possa ficar no mar. Já chega de desafiar Zeus- anunciou Tessa fazendo com que suas asas aparecessem pouco antes de abandonar o jato. Fez com que seu anel se transformasse em uma espada e bateu suas asas com o intuito de ficar de igual para igual.

Emmanuelle odiava a sensação de fazer algo sem um planejamento descente, mas fora ideia dela trazer Tessa consigo e a irmã era tão impulsiva quanto um semideus que nunca antes havia saído em missão. A última coisa que a jovem viu antes de começar um pouso quase forçado foram garras metálicas indo de encontro a espada da irmã. Para aqueles que já visualizaram uma disputa entre um semideus e um monstro, a luta de Tessa contra as águias elétricas não pareceriam grande coisa, entretanto para aqueles que nunca o haviam feito, poderia se dizer que havia sido uma pequena intrigante luta. A primeira das águias foi em direção a jovem buscando fincar suas garras na pele da semideusa que com uma destreza impressionante conseguira se livrar do ataque fazendo um corte de tamanho médio na asa esquerda da ave. A segunda águia, aproveitando-se da distração da jovem seguiu o mesmo esquema, conseguindo fincar suas garras no braço descoberto da semideusa.

Tudo que Tessa conseguiu fazer antes de dar um novo golpe no peito da primeira das águias transformando-a em pó, foi morder seu lábio inferior em busca de conter o grito de dor que gostaria de se retirar de seus lábios. Parecendo compreender que aquela era sua deixa para o ataque, as duas outras águias que até então seguiam Emmanuelle deram a Tessa um pequeno presente, um grito quase ensurdecer. A prole de Poseidon não sabia ao certo o que ocorria, sua mente parecia estar muito longe, como se algo estivesse faltando. O que ela estava fazendo ali, onde estava sua cama no acampamento meio-sangue? Percy haveria feito alguma pegadinha sem graça enquanto ela dormia? Não, ela sabia que seu sono não era assim tão pesado. Foi então, que sentiu garras perfurando seu ombro direito, seguido por garras que perfuraram seu ombro esquerdo. A dor foi como um instrumento para fazer com que sua mente voltasse ao que era antes.

-Já chega!- murmurou a moça mordendo seu lábio inferior enquanto seu corpo se preparava para seu ataque, fincou a espada na asa da segunda águia, desviando do ataque da terceira deixando que esta atacasse sua própria parceira, transformando-a em pó. Ela tinha duas oponentes restantes, não havia tanto tempo quanto ela gostaria, nem tanta estratégia quanto ela pensara ser possível. –Apanhando de águias elétricas Tessa? Quem diria que você poderia ser tão despreparada- gritou Emmanuelle lá de baixo, enquanto as duas águias desapareciam na frente de seus olhos. Flechas haviam perfurado seu corpo, flecha que a irmã havia atirado com a destreza que sempre tivera. –Venha, precisamos ir por água. Acabamos de ganhar um submarino- gritou a mais velha apontando para o próprio transporte. –Eu gostaria de compreender como você consegui fazer esse tipo de coisa, tão irritante- murmurou Tessa guardando suas asas e ocupando seu lugar no submarino.

Estando em seu domínio, as gêmeas Henz sentiam-se mais seguras. O que de fato era uma premissa verdadeira. O submarino era tão rápido quanto o jato, o que permitia que as coisas ficassem um pouco mais fáceis. Não tardou para que as jovens conseguissem chegar a charmosa ilha de Eri. –A partir daqui eu assumo, nada de tomar decisões precipitadas como aquela. Sua fraqueza fica evidente, arrependida de todo aquele sono exagerado?- questionou Emmanuelle deixando que seu transporte novamente se transformasse na biga, logo após terem colocado seus pés em segurança no solo da ilha. –Nem um pouco, fraca ou não pelo menos pude dormir o suficiente para me manter em pé, de que adianta todas essas suas conquistas?- retrucou Tessa ajeitando a mochila em seus ombros. Claro que as discussões se reiniciariam, eram as Henz afinal.
Itens levados:
Invisible Heart- uma espada dilapidada em ferro estígio,  ao tocar na pele de um semideus faz com que veneno paralisante adentre sua pele. Além é claro das feridas normais. Em descanso, o objeto se transforma em um fino anel, com três pequenos tridentes. Ao toque do tridentes do meio, o corpo da semideusa se torna total e completamente invisível, tanto para monstros quanto para demais semideuses, o cheiro e o caminhar são camuflados pelos sons e cheiros do local aonde o semideus se encontra. Ao tocar os três tridentes, o anel se transforma na espada.

Cinto Magico: Um cinto resistente de couro revestido em prata, com um fecho de ouro e um grande e desajeitado paralelepípedo de metal do lado oposto. Pouco maior que um palmo, com cinco gemas roxas em baixo relevo enfeitando. Ao ser examinada com cuidado, é possível destacar o objeto do cinto, e ele é praticamente indestrutível. Ao falar a palavra de comando Zimios, o usuário se teleporta para o lugar em que estiver seu foco, o cinto permite tele transporte apenas por duas rodadas em missão ou luta, caso tente usa-lo outra vez além dessas o semideus irá parar em um local aleatório podendo facilmente tornar-se a vitima em vez do agressor. Além disso tem um compartimento secreto que lhe permite retirar objetos pequenos de dentro, pode ser útil para guardar coisas que ache necessária, esse compartimento é embutido, não pode ser visto, ao ativar a fivela de paralelepípedo uma pequena caixa surge, e dentro desses ficam os objetos.

Coração de Cristal- Um objeto raro perdido pelo tempo, da a portadora asas de cristal, diferentes das comuns, são feitas e revestidas completamente com esse material quando o colar está em uso, o poder não dura mais que que um dia no entanto, então precisa ser recarregado.

6-Uma caixa de trufas feitas com ambrosia (contem 5 trufas ao todo, quando usadas recuperam 10 de Hp + 10 de Mp do semideus que ingerir).

Hummingbird: Um autômato de cura no formato de um beija flor. Foi banhado em prata lunar, por isso emite um brilho esbranquiçado, tendo os olhos feitos de vidro verde brilhante. O beija flor foi animado com a benção “Lady da Luz” de Emmanuelle, por isso acredita que sua missão de vida é curar Tessa, dessa forma, sempre que a semideusa estiver muito machucada, envenenada, ou com efeito de amor e esquecimento no corpo, o beija for irá reagir, aplicando o antidoto contrário em seu corpo, ou a poção de cura. Um tubo em seu centro permite a aplicação rápida por meio de agulhas, contendo duas agulhas para abertura no triangulo do tubo, dentro contém: Antidoto para veneno, poção de cura simples, e antidoto para poção do amor ou do esquecimento. O efeito de cada poção pode ser conferido no laboratório de poções. O autômato se fecha até virar um pingente de beija flor, preso a uma corrente de prata lunar. Sempre retorna ao dono, por que foi programado para cuidar da semideusa em questão. (presente de Emmanuelle)

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]


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Re: CCFY ▬ A tríplice Lunar {Jornada de uma Caçadora sem rumo}

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Qui Fev 01, 2018 12:24 pm




Capitulo 1
O monstro do lago Erie.

“Não deixe que os outros concluam quem você é. Conclua você mesmo”.
(Cidade do fogo Celestial).

Um suspiro alto escapou dos lábios da garota mais velha, que prontamente começou a colher galhos e folhas para poder esconder a biga.

— O que está fazendo? — Tessa lhe perguntou desconfiada, fazendo a irmã revirar os olhos sem que ela percebesse.

— Pegando coisas para poder cobrir a biga já que ela não vira magicamente um colar como a minha espada. Preciso manter ela longe dos olhos mortais — Explicou, puxando outra folha de bananeira grande o suficiente para cobrir as laterais.

— Mas tem um moinho bem ali — Manu ergueu a cabeça e só então se deparou com a construção velha e abandonada. — Não é melhor deixar essa coisa escondida ali dentro? — Uma careta surgiu no rosto da garota mais velha, que acabou concordando com a sugestão da irmã. Juntas elas levaram a biga até o moinho e a esconderam do lado de dentro, tomando cuidado ao sair e deixar a porta encostada.

— Por aqui — Manu guiou a irmã para a costa e pegou a trilha para poderem seguir em direção ao vilarejo da ilha Kelley’s, uma das três que circulava o lago Erie e formava um perfeito triangulo de maravilhas perto do Green Island as margens do atlântico por onde as garotas tinham chegado.

— O que vamos fazer agora? — Tessa perguntou, fazendo Manu erguer o olhar de encontro ao dela.

— Têm um vilarejo nessa ilha — A morena explicou, cortando a trilha e desviando para esquerda para abrir caminho pela mata, nunca se perdia em uma e sabia exatamente a direção que precisava ir para encontrar seus objetivos. Uma das muitas vantagens de caçada que possuía. — Minha senhora não me deu muitas informações a respeito dessa missão, só sei que precisamos caçar e matar uma criatura que está assustando a população dessa ilha — Concluiu dando de ombros.

Tessa nada mais disse até as garotas deixarem a mata e pegarem a estrada de chão na entrada da cidade, onde uma placa de “Bem-vindo a Vin Villa” estava presa a beira da estrada, seguido das informações de “desde 1868 fazendo a alegria do povo de Ontário”.

— Isso me fez sentir saudades da ilha da mamãe — Tessa comentou, fazendo Manu sorrir de canto ao lembrar do lugar em que tinha crescido, muito menor do que aquele e certamente até mais verde, mas tão bonito quanto.

As duas seguiam pela estradinha em direção ao vilarejo. Tudo ali era perto demais e a caminhada seria curta, ainda assim lhe dava tempo para refletir sobre as informações que possuía. Manu ainda não tinha contado a Tessa sua decisão, assim como não tinha explicado os motivos a tinham levado até aquela ilha, tão pouco contara a ela o que aquilo significava. Tinha que admitir estar um tanto temerosa, seu coração já não batia na mesma frequência á pelo menos um dia desde que tomara aquela decisão, incerta e com medo de seguir um novo rumo e se arrepender de sua escolha. Fora uma quase uma vida como caçadora, os ensinamentos ainda persistiam em sua mente e a forma com que estava equipada e vestida ainda a faziam lembrar de quem era.

E Manu era uma caçadora... mas em breve deixaria de ser.

Suspirou baixinho, ganhando um olhar desconfiado da irmã que a andava observando demais desde que partiram. Manu não falava muito, mas percebia mais do que deixava transparecer. A essa altura as duas já tinham alcançado o vilarejo e Tessa já resmungava sobre alguma coisa, a irmã de Emmanuelle tinha dificuldade de ficar quieta quando estava desgostosa de algo e isso deixava seu temperamento ainda mais complicado de lidar.

— Estou com fome — Resmungou ela.

— Não é hora para isso! — Manu sibilou, virando à esquerda em direção a região dos comércios, onde boa parte das construções era feita para lojas direcionadas a atividades de pesca, peixaria ou petiscaria. Tudo, absolutamente tudo na cidade tinha nome de peixes, desde a rede hoteleira aos restaurantes, sem falar em outras coisas.

— Você me arrastou sem me deixar tomar o café da manhã! — Tessa sempre fora mimada, Manu tinha que lembrar a si mesma disso com certa frequência, mas a pior parte era que sempre acabava cedendo aos caprichos desta.

— Tudo bem, vamos comer ali — Manu apontou em direção a uma taverna cujo o nome a fazia ter vontade de rir. — Talvez eu consiga a informação que precisamos para seguir direto para o monstro, matamos ele e posso te deixar ir embora — A ideia era essa, mas a pratica não estava saindo conforme o planejado. Manu queria terminar aquela missão rapidamente para partir para a segunda e a terceira tarefa antes que fosse capaz de se arrepender, estava com medo, mas não daria o braço a torcer quanto a isso. A jovem era teimosa o suficiente para voltar atrás quando colocava algo na cabeça, e bem, apesar de temer sua escolha, não conseguia se arrepender dela.

— Como vai conseguir descobrir o que precisamos para achar o monstro? — Tessa perguntou assim que as duas adentraram a taverna e estalagem do peixe de barriga vazia, fazendo Manu suspirar baixinho.

— Boatos, as pessoas que servem os bares adoram contar historias para turistas, e nós duas sabemos que no nosso mundo as lendas e histórias são bem mais do que boatos — Explicou encaminhando-se para o balcão, onde ocupou um dos bancos e aguardou Tessa fazer o mesmo antes de erguer a mão e chamar um dos garçons. — Peça logo.

— Não vai comer? — Manu negou com a cabeça, estava acostumada a ficar longas horas e até mesmo dias sem alimentar-se direito devido as jornadas na caçada, e para piorar tudo seu estomago parecia ter se voltado contra ela. Desde que partira do acampamento das caçadoras ele estava embrulhado e a deixando um pouco enjoada, resultando no agora quando ela tinha declarado esse como seu novo inimigo mortal.

— Sobre mais para mim — Tessa resmungou quando o homem se aproximou, então fez seu pedido de panquecas e chocolate e deixou que ele se afastasse. Em meio a isso Manu passou a observar a estalagem e procurar alguém interessado em lhe contar uma boa história. A garota não era boa em abordar pessoas, tão pouco era boa em conviver com elas, esse papel pertencia a Tori que sempre lhe acompanhava em suas jornadas. Mas.... Tori não estava ali agora e Manu precisava achar um jeito de encontrar sua simpatia interior, deixar a desconfiança de lado e tentar parecer encantadora.

O que convenhamos ela não era!

Manu resmungou para si mesma e desviou o olhar, um ruído baixo de cochichos tinha lhe chamado a atenção. Atrás do balcão mais perto da porta uma senhora se encontrava sussurrando algo baixo para o atendente que tinha ficado responsável pelo café da manhã de Tessa. Ela encarava as garotas com certo interesse e sorriu quando pegou Manu a observando, a fazendo corar e desviar o olhar. Minutos depois a senhorinha se aproximou delas, limpou o balcão e colocou o prato de panquecas em frente a gêmea de Emmanuelle.

— Vocês não são daqui — Tessa a ignorou, já tinha se entretido com seu café da manhã e deixara Manu sozinha para lidar com a velha.

— Estamos apenas de passagem, ficamos curiosas para ver o lago Erie e as maravilhas que a todo mundo fala a respeito da ilha — O olhar da senhora murchou, mas mesmo assim ela tentou sorrir.

— São tempos difíceis crianças, a cidade já não é a mesma desde... — Fechou a boca, afinal aquela mulher sabia o que os boatos tinham feito com sua cidade. Os turistas agora eram raros por ali e a economia tinha caído drasticamente devido a esses, as vendas tinham despencado e a falta de atividades relacionadas a pescaria tinha deixado de existir. Tudo que mantinha aquele lugar funcionando estava indo embora por conta das histórias.

— Desde? — Manu insistiu, procurando informações que pudessem lhe levar ao lugar que precisava para acabar com tudo aquilo.

— Não era nada — A senhora abriu um sorriso afetado mais uma vez. — Espero que gostem do café da manhã! — Disse simpática antes de começar a se virar para voltar para o lugar que Manu deduziu ser a cozinha. A caçadora a impediu, ergueu-se de subido e prendeu os dedos ao redor do pulso da senhora, se debruçando pelo balcão para alcança-la bem a tempo de esta escapar.

— Espere, por favor — Pediu em um sussurro, fazendo a mulher descer o olhar para o lugar onde Manu a segurava antes de erguer o olhar para ela. Mentalmente Manu praguejou e se recriminou pela falta de jeito. — Desculpe — Soltou-a de qualquer jeito, recompondo-se antes de continuar. — Eu... — Começou a falar, franzindo a testa de um jeito confuso sem saber exatamente o que ia fazer.

— Ela quer panquecas — Tessa sorriu amarelo, debochando da irmã que a fuzilou com o olhar. — Aliais estão deliciosas, pode me trazer mais um prato? — A garota perguntou, sorrindo largamente antes da senhora assentir e se afastar.

— Ela sabe de alguma coisa! — Manu rosnou para a irmã. — E você a deixou ir embora — Resmungou baixinho.

— Não é assim que você vai conseguir arrancar o que precisa dela — Tessa levou outro pedaço de panqueca a boca, mastigou de um jeito irritantemente devagar e ainda bebeu um gole de seu chocolate quente antes de continuar. — Apenas observe irmãzinha, sua falta de jeito para lidar com as pessoas é quase tão ruim quanto a de mamãe tentando me fazer aprender algo sobre a empresa — Piscou de leve, estava caçoando da irmã e Manu sabia disso, mas resolveu confiar na garota do mesmo jeito.

A senhora voltou com um novo prato de panquecas e colocou em frente a Manu, que fez uma caretinha, mas não reclamou.

— Estão deliciosas — Tessa começou atraindo a atenção da senhora para si. — Eu percebi que você andou olhando para a gente e sei que quer contar o que está acontecendo com sua cidade. Então fazemos assim, você senta conosco e espera a gente comer enquanto desabafa sobre seus problemas, nós escutamos e fingimos que somos normais e depois saímos para resolver essa merda toda. O que me diz? — Tessa levou outro pedaço de panqueca a boca de forma relaxada, como se não tivesse acabado de revelar que as duas ali sentadas eram duas malucas nada normais.

— Tessa! — Manu rosnou para a irmã, a fuzilando com o olhar antes de se voltar para a senhora. — Desculpe ela caiu do berço quando nasceu e...

— Eu vou contar tudo a vocês e espero que possam mesmo resolver esse problema — Manu abriu e fechou a boca diversas vezes sem conseguir esconder a surpresa. — Semideusas...

— Como você sabe? — Manu perguntou, era uma garota um pouco lenta as vezes, inocente para boa parte do mundo.

— Meu pai era como vocês, já ouvi várias historias antes, mas tive uma vida normal e não herdei muita coisa desses poderes extraordinários que cercam o mundo dos deuses, mas sei quando alguém está mentindo e vejo tudo dos dois lados do mundo. — A senhora sorriu. — A sinceridade da sua irmã me conquistou — Manu fez uma careta, mas Tessa sorriu alegremente como se tivesse acabado de ganhar o dia. Para ela vencer a gêmea seria sempre um grande prazer afinal.

— Então vai nos contar o que está acontecendo? — Manu questionou, esquecendo o prato de panquecas completamente enquanto a encarava de um jeito interessado e até mesmo esperançoso.

— Vou. — Respondeu ela antes de começar. — Há dois meses atrás uma tempestade cobriu a ilha. Ondas gigantes passaram a bater na costa e alagaram parte da cidade, o lago passou a brilhar com algumas algas e a chuva durou dois dias, então se foi — O olhar da senhora parecia perdido por entre as lembranças, seus lábios eram uma linha rija na face e suas mãos dedilhavam o balcão sem perceber.

— As atividades voltaram ao normal, os moradores limparam as ruas e os homens a mata, então voltamos para o lago para conseguir ver os estragos e retornar com as redes de pesca que tinham sido perdidas. Nós sabíamos que precisávamos começar a tecer novas e que os pescadores teriam que se virar com as varas para conseguir manter o cultivo e enviar os pedidos para Ontário, mas todo homem, mulher ou criança que partia para o lago não voltava mais. Durou uma semana até que percebêssemos que algo estava errado, os boatos começaram a rolar soltos e aqueles que conseguiram voltar ou permanecer nas margens observando as atividades de pesca acabaram avistando uma criatura. — A mulher suspirou baixinho antes de terminar.

— Erie têm um novo habitante na ilha, um monstro lendário que está afastando todos os turistas da ilha, levando nossos melhores pescadores para o fundo do lago e acabando com as atividades de pesca. Não temos mais comida suficiente e se continuar assim a cidade vai padecer em poucos dias, a falta de dinheiro e o único recurso que temos para consegui-lo nos foi tomada. Rezei aos deuses pedindo ajuda e até então eles não tinham feito nada, mas vocês apareceram.... — Ela sorriu fracamente. — Acho que é um sinal de que alguém lá em cima ainda é misericordioso.

Manu processava a informação com cuidado para tentar desvendar que tipo de criatura poderia ter adentrado o lago. Certamente alguma coisa grande o suficiente para levar tantas pessoas consigo, algo que se alimentava de carne...

— Manu? — Tessa despertou a irmã dos pensamentos e a fez erguer o olhar. — Vai comer? — Manu fez uma careta ao perceber que a gêmea ainda parecia mais interessada nas panquecas, então revirou os olhos e empurrou o prato em direção a ela antes de se voltar para a senhora, que ainda parecia perdida entre lembranças daquela história.

— Você pode descrever o monstro para mim? — Manu perguntou, conhecia diversas criaturas e já enfrentara outras milhares delas nesses cinco anos de caçada, qualquer informação era crucial para ela descobrir com o que estava lidando.

— Dizem que ela tem a cabeça de um dragão, mas escamas por toda parte. É rápida como uma águia caçando sua presa e grande o suficiente para cobrir minha hospedaria e mais duas casas ao lago — Manu assentiu pensativa, processando a nova informação e tentando imaginar a criatura mentalmente. Não era um Kraken, tão pouco algum tipo de lula então...

— Serpente... — Concluiu o pensamento. — Obrigada — Sorriu se levantando e puxando a mochila para o ombro antes de pegar a irmã pelo colarinho e obriga-la a largar o prato de panquecas. — Temos que partir, quanto antes sairmos antes pegamos o monstro, mais rápido podemos ir embora — Tessa resmungava enquanto era puxada pela irmã em direção a porta, mas a seguia do mesmo jeito.

Manu abriu a estrutura de vidro e saiu para o lado de fora, então deu as costas a irmã e começou a caminhar, tomando coragem para dizer o que precisava enquanto o fazia. A gêmea não demorou nada a lhe alcançar e se colocar ao seu lado, então Manu respirou fundo, uma, duas, três vezes antes de soltar. — Eu vou sair da caçada, e essa é a primeira tarefa que devo cumprir para poder acabar com meu juramento — A última coisa que a garota viu antes de entrar na trilha fechada que as levaria ao lago Erie, foi o olhar raivoso de Tessa. Manu soube que estava encrencada e que enfrentaria a fúria da irmã.


Arsenal e itens levados:

• Bigtransporte [Uma biga de aparência velha que passa despercebida pela maioria dos semideuses. Tem desenhos em toda a sua espessura que contam as histórias de feitos dos heróis. | Efeito 1: Essa biga pode se transformar em qualquer meio de transporte que o campista desejar, desde um carro, a uma pequena lancha ou um jato particular para até duas pessoas, já que não pode carregar mais passageiros do que isso. | Efeito 2: Caso o semideus tente transportar mais de 2 pessoas por vez – e ela está contando nessa soma, ou seja, só pode levar mais um consigo – a biga volta ao normal e deixa de funcionar. Efeito 3: Pode invocar dois cavalos fantasmas – feito de ossos que lembram um cavalo caveira – para leva-lo por aí quando esse transporte está em forma de biga. | Ferro estígio. | Sem espaço para gemas. | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

• Lunatic [Uma única luva feita de tecido prateado que se encaixa perfeitamente a mão dominante de sua portadora. Tal luva não possui dedos, emite um brilho prateado fraco e apresenta pequenos detalhes delicados por toda sua extensão. Um feitiço de invocação está gravado em sua palma de forma que, ao comando de sua portadora, tal luva possa invocar pequenas dardos.| Efeito 1: Melhora o manejo de sua portadora sobre o arco em +20%, aumentando seu dano na mesma porcentagem, o que também impede a portadora de se machucar com a corda do arco. Efeito 2: Ao comando da portadora pode ativar o feitiço de invocação e trazer para o campo um pequeno dardo lunar. Tal dardo possui cerca de 5 centímetros, sua ponta tem o formato de uma meia lua. Ao ser lançado contra o adversário da semideusa o persegue até atingi-lo, deixando-o paralisado por um turno e 20% mais lento por outros dois. São velozes e bastante resistentes. (Só pode ser usado uma vez por luta, evento ou missão). Efeito 3: Transforma-se em um anel com desenhos de lua que fica fixo no dedo mindinho da caçadora. | Prata Lunar | Sem espaço para gemas| Beta | Status: 100% sem danos| Mágico | Presente de Artémis]

• Guardiã da lealdade: [O semideus recebe juntamente a um par de asas um fino colar de ouro, com uma minúscula pedra verde, um rubi ao qual antes de transforma-se em colar era uma das quatro pedras pertencentes a delfos, seu poder quando juntas é imenso e podem fazer um grande estrago, porem quando separadas tornam-se colares protetores que impedirão qualquer monstro ou criatura das trevas de localizar o semideus, porem se esse conseguir detecta-lo afinal todo poder tem sua brecha, o colar fara com que o monstro ou criatura fique numa confusão momentânea dando chance do semideus escapar.| Efeito 1: Impedem monstros e criaturas das trevas de localizar o semideus num raio de 2 quilômetros. Efeito 2: Caso o monstro localize o semideus portador o mesmo irá entrar em uma confusão momentânea que irá funcionar apenas uma vez por missão, mvp, pvp e evento. | Esmeralda | Sem espaço para gemas | Alfa Prime | Status: 100% Sem danos |Mágico| Missão: A verdadeira alma de um herói]

• Durendal [Uma espada de 90 cm de cumprimento, tendo 75cm de lâmina. É uma arma que pode ser usada com duas mãos ou apenas uma, possuindo os dois gumes bastante afiados. Graças a poção de luz, a lâmina irradia um brilho sutil e delicado, porém passa a maior parte do tempo invisível, graças a gema Vex. Apenas a portadora da arma poderá vê-la de fato. | Efeito mecânico: a espada se transforma em um pingente no formato de meia-lua | Efeito 1: graças a poção de luz, a espada provoca 30% de dano a mais contra criaturas das sombras/trevas. | Efeito 2: a espada absorveu a poção de vento, ganhando 50% de imunidade ao elemento e possuindo pequenas chances de repelir o elemento durante a defesa. Também deixou o item levemente invisível, o vento ao redor impede que a lâmina seja detectada por completo, ou seja, fica difícil dizer que arma ela realmente é | Bônus de forja:+15% de dano | Bônus lendário: + 30% de dano crítico.| Oricalcio | Alfa | Gema: Rubi Imperial (+40 de dano); Caos: Joia que é uma pedra negra, usada em itens bélicos para potencializar a arma. Quando acoplada, ela permite que até o dobro do dano base seja retirado; Vex: Adiciona propriedade de vento a arma (torna a arma invisível, pois fica com uma camada fina de vento ao redor, que deixa a lamina praticamente invisível, logo, defender um ataque se torna mais difícil. Ela também fica mais afiada, mais leve, e seus cortes ficam mais profundos e mortais. Adiciona +20 de dano a arma |Status 100%, sem danos | Lendário | Forjado e encantado por Nikolaev]

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]

DENTRO DA MOCHILA
• Vitamina [Tubinho transparente com cerca de 15 cm preenchido com um liquido amarelado. | Ao ingerir tal liquido, o personagem recupera automaticamente 50 HP. | Usável durante a batalha, uso único, some após ser ingerido | Mágico | Evento, cidade dos monstros. ] (x2)

• Vitamina Prime [Tubinho transparente com cerca de 15 cm preenchido com um liquido vermelho. | Ao ingerir tal liquido, o personagem recupera automaticamente 100 HP. | Usável durante a batalha, uso único, some após ser ingerido | Mágico | Evento, cidade dos monstros. ]

• iPod shuffle dourado [Um simples iPod shuffle de cor dourada, pequeno e discreto que pode ser preso em coisas como roupa, alça de mochilas e bolsas. Vem acompanhado de fones de ouvido de cor branca | Tem uma série infinita de músicas, independente da época, basta que o dono queira ouvir um cantor em específico ou um estilo e logo a playlist é formada | Material comum, como plástico e mecanismos internos | Sem espaço para gemas | Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Presente de natal da Max]

Insígnia [ Uma pedra esverdeada com o formato de um diamante presa a uma medalhinha delicada com uma correntinha bem fina de ouro branco. Em seu centro está escrito lenda. Vem dentro de uma caixinha de veludo pequena, que encolhe para o tamanho de bolso. | Efeito 1: Quando o usuário estiver usando a corrente, todos os oponentes deste em um raio de 500 metros ficam impedidos de usar poderes e itens de cura durante 2 turnos, incluindo ele mesmo. Efeito 2: Sempre retorna para o bolso do dono dentro da caixinha de veludo. | Ouro Branco e Esmeralda | Sem espaço para gemas. | Alfa | Status 100%, sem danos. | Mágico. | Sistema de medalhas]

O2 [Um item bastante peculiar que permite o usuário respirar em ambientes que são naturalmente difíceis. Possui a forma do acessório de um brinco, ao ser ativado transforma-se em uma máscara simples e confortável que irá cobrir o rosto na altura do nariz e da boca. A máscara é totalmente discreta e fina, de cor semi-transparente | Efeito de transformação: em seu estado comum é um brinco, sendo acionado ao ser pressionado; Efeito de ligação: quando perdido, retorna ao seu dono original depois de um tempo; Efeito 1: Permite o usuário respirar debaixo da água e a ficar em altitudes elevadas | Material mágico | Sem espaço para gemas | Gama | 100% sem danos | Mágica | Comprado no Pandevie Magie]

• Ônix encantado [Lápis que quando usado em armas da a ela propriedades magicas por dois turnos, cada desenho dará a arma um diferente poder. Desenhe uma folha e terá uma ventania, desenhe uma gota e terá agua, uma chama trará o fogo. Tal lápis só pode dar vida aos quatro elementos básicos naturais sendo ele (agua, terra, fogo e ar).| Efeito 1: Ao desenhar símbolos do elemento básico sobre uma arma, essa ganha propriedades para conduzir os elementos por até dois turnos, aumentando seu dano em +40. Contudo, só consegue utilizar o lápis para desenhar um único elemento por vez e após o primeiro uso, ele precisa de três turnos para recarregar antes de ser utilizado novamente. | Desconhecido | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% Sem danos | Mágico | Evento]

• ♛Weapon Blood♛: [Trata-se de um arco de material avermelhado, indestrutível. Este possui entalhes de flocos de neve por toda a sua extensão. A aljava da arma é de couro e suas flechas são realmente poderosas. Suas pontas possuem um veneno que faz com que o local afetado por esta perca mais sangue do que perderia em um ataque comum. No topo do arco encontra-se um pequeno topázio roxo, dentro dele está escrito: Emmanuelle | Efeito 1: O veneno provoca sangramento durante três turnos, retirando +20 HP a cada turno. | Berilo vermelho Abençoado | Espaço para duas gemas | Alfa Prime | Status: 100% Sem danos |Épico | Dano base: 50 | Evento: Campeonato dos Gladiadores]
Passivos de Poseidon:

Nome do poder: Respiração Aquática
Descrição: Por seu pai ser o deus dos mares, o filho de Poseidon/Netuno pode respirar tão bem embaixo da água como em terra, a água não o incomoda. Essa habilidade serve tanto para águas doce, quanto para águas salgadas e águas poluídas. No caso da água poluída, deve-se tomar um pouco mais de cuidado. Quanto mais tempo se passar submergido nessas, mais força e energia vai se perdendo, ao passo em que pode vir a adoecer. Essa habilidade não surte efeito em águas magicas – impregnadas com algo maligno – ou envenenadas, o semideus ainda poderá ser afetado por elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Perícia com Oricalcio
Descrição: Armas feitas desse metal divino ganham uma bonificação nas mãos de um filho de Poseidon/Netuno. Isso ocorre por esse material ser encontrado e criado apenas nos oceanos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade ao usar uma arma feita de oricalcio
Dano: +10% de dano ao usar uma arma feita de oricalcio

Nível 5
Nome do poder: Pressão
Descrição: Ao contrário dos demais semideus e pessoas normais, a prole de Poseidon/Netuno possui a habilidade de não ser afetado pela pressão da água, a profundidade passa a não ter importância, e o desconforto pode não existir. Mas, quanto maior a pressão da água, maior o zumbido nos ouvidos do semideus, apesar de não a sentir, em águas que não pertencem ao reino de seu pai, ele ainda pode acabar se sentindo desconfortável, pois não terá o mesmo controle.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Localização
Descrição: Quando estiver em alto mar sempre saberá como se localizar, pois possui habilidades marítimas que lhe dão essa vantagem, não se sentira perdido e conseguira guiar os outros, mas isso não permite que ele encontre os locais com facilidade. Para conseguir achar o que procura – ainda mais em águas que não pertencem ao reino do seu pai, como o mar de monstros – ainda precisara de longitude, ou latitude. Isso lhe dá vantagem, pois nunca se sentira perdido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Queda
Descrição: Independente da altura em que o semideus cair, se água for o seu estepe ele ficara bem. Ou seja, se o semideus cair na agua ainda permanecera vivo, e sem machucados, o mar além de ajudá-lo a se curar – mesmo que o deixe desacordado – também pode acabar o empurrando para um lugar seguro, como uma ilha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que caia na água estará a salvo.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Fala Aquática
Descrição: O semideus passa a adquirir a habilidade natural de falar debaixo de água. Quando humanos e demais semideuses tentam tal coisa apena ruídos e bolhas retiram-se de seus lábios, já a prole de Poseidon/Netuno expile um som concreto e idêntico aquele dito em terra. Com o diferencial de poder atrair e encantar animais e criaturas aquáticas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Temperatura
Descrição: A temperatura da água não afeta o semideus, independentemente de estar quente, fria, ou congelada, para ele não fara diferença, pois não sente da mesma forma que os demais semideuses, humanos, monstros e etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não é afetado pelas mudanças bruscas na temperatura da água.
Dano: Nenhum

Nível 22
Nome do poder: Domínio naval
Descrição: Filho do rei dos sete mares, o semideus tem um conhecimento inato sobre os transportes marinhos. Desse modo, ao estar em uma embarcação como navios e barcos, saberá como manuseá-los naturalmente, mesmo sem nunca ter entrado em um veículo aquático antes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:Nenhum
Dano: Nenhum


Nível 40
Nome do poder: Reflexos Aprimorados
Descrição: Como demonstrado na série, os reflexos do Percy são mais rápidos do que o normal, sendo que ele foi capaz de desviar uma bala que pode percorrer 1.700 milhas por hora, mesmo quando ele quase não viu a bala na Maldição do Titã. Seus reflexos aprimorados também permitiram que ele cortasse uma série de flechas ao meio no Mar de Monstros. Assim, filhos de Poseidon possuem reflexos melhores que os da maioria.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em uma ação de defesa/esquiva contra ataques físicos;
Dano: Nenhum


Nível 42
Nome do poder: Pericia com Espadas III
Descrição: Você se tornou um mestre com essa lamina e agora pode usa-la para atacar se defender, também consegue desarmar inimigos com mais facilidade e dificilmente deixa que tirem a lamina de suas mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 45% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Velocidade III
Descrição: Você aprendeu que a velocidade pode ser uma grande aliada em campo de batalha, e com isso treinou ainda mais arduamente, agora ficou mais rápido, esquiva-se com facilidade, e domina a luta ao seu favor. É difícil combater seu herói desse jeito.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade
Dano: Nenhum

Nível 47
Nome do poder: Força II
Descrição: O semideus treinou e evoluiu ainda mais e agora consegue carregar ainda mais peso, levantar coisas mais pesadas e efetuar lançamentos com uma facilidade tremenda. Conforme se desenvolveu, ficou ainda mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de força
Dano: +20% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Nível 60
Nome do poder: Cura Final
Descrição: O semideus conquistou o processo de cura acelerado de forma magnifica, e agora consegue recuperar MP e HP com muito mais facilidade, ao tocar a agua terá uma parte grande de energia restaurada, além de recuperar parte do seu poder. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera 100 HP e 100 MP
Dano: Nenhum

Nível 66
Nome do poder: Conexão bélica III
Descrição: O tridente é extremamente formidável nas mãos de um filho do oceano. Porém, como um dos símbolo do rei dos mares, o tridente acaba por exercer influência mística na prole de Netuno/Poseidon. Ao estar portando essa arma, ela facilita no manuseio e nos poderes relacionados a água.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Reduz em 30% o gasto de MP da hidrocinese.
Dano: Nenhum

Nível 70
Nome do poder: Água Revigorante II
Descrição: Desde que tenha tido contato com alguma fonte de água previamente ou durante o combate (fontes coerentes, não só um pingo de água ou molhar a mão em algum lugar), o filho de Poseidon se sente mais forte e isso é refletido num aumento de seus atributos físicos durante o combate.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de força e velocidade
Dano: +30% de dano quando o inimigo for atingido pelos poderes ativos do semideus.
Passivos de Ártemis:

Nível 2
Nome do poder: Habilidade de Caça
Descrição: Ao se tornarem seguidoras da Deusa da Lua as semideusas desenvolvem habilidades de caça, como observação e paciência. Podendo seguir rastros de presas estudando o ambiente e localizando pegadas, sangue etc.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 15% de percepção.
Dano: Nenhum.

Nível 3
Nome do poder: Sobrevivência
Descrição: Desde o momento que se juntaram a caçada, tais semideusas se tornam habituadas a vida em meio a florestas, passando a identificar plantas e frutas. Podendo avaliar aspectos de grama, árvores, vegetais e ambientes que podem dar uma localização exata de onde a semideusa poderia estar.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 8
Nome do poder: Frieza em Batalha
Descrição: Ao entrarem em batalha, as caçadoras adquirem uma espécie de foco e de frieza. Podendo lutar até ser a última a tombar no campo de guerra sem se abalar por possíveis mortes de companheiras e aliados. No entanto, isso não significa que, após a batalha, a caçadora não seja atingida pela dor da perda de companheiros.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 12
Nome do poder: Conhecimento Bélico
Descrição: As caçadoras naturalmente acabam adquirindo um grande conhecimento sobre armas, sejam brancas ou de fogo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 13
Nome do poder: Força
Descrição: Ao lutarem em um ambiente natural, como florestas, a força da semideusa se torna maior, pois estão no local que as fortalece. Sendo mais difícil derrota-las.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 30% de força ao lutarem em florestas.
Dano: Nenhum.

Nível 17
Nome do poder: Instintos
Descrição: Habituadas a vida longe de grandes cidades, as caçadoras desenvolvem ao máximo os seus instintos – que são uteis em batalhas e caçadas –, passando a pressentir quando o perigo se aproxima.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 27
Nome do poder: Resistência
Descrição: Como imortais e habituadas a movimentação extrema as caçadoras passam a desenvolver uma resistência acima da média, podendo passar mais tempo em corridas e em batalhas, sendo difícil cansa-las.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 30% em resistência.
Dano: Nenhum.

Nível 55
Nome do poder: Perícia com Arco VII.
Descrição: As Caçadoras de Ártemis possuem uma facilidade natural com o manejo de tal arma, podendo rapidamente usá-la em uma ofensiva quanto na defensiva.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +75% de assertividade no manuseio de Arcos.
Dano: + 40 de dano ao ser acertado pela arma da semideusa, pois a precisão será mais certeira.

Kyra



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Re: CCFY ▬ A tríplice Lunar {Jornada de uma Caçadora sem rumo}

Mensagem por Tessa S. Henz em Sab Mar 17, 2018 12:43 pm


Tessa era impulsiva. E ela sabia que toda sua impulsividade poderia causar problemas para si no futuro. Mas não pode se conter diante das palavras que se retiraram dos lábios de sua irmã mais velha. Como ela ousava informa-la de algo tão importante de maneira tão despreocupada? A raiva dominou seus sentidos conforme ela seguia em direção ao caminho que Emmanuelle seguira. –Como assim vai sair da caçada? Você malditamente não escolheu essa vida? O que te fez mudar de opinião? Emmanuelle, explique isso de maneira que eu possa compreender- a torrente de perguntas deixou os lábios da garota fazendo com que Emmanuelle esboçasse um sorriso de canto. De uma forma ou outra ela sabia que a reação de Tessa seria daquela maneira. Esperava alguns tapas em meio as perguntas, mas a irmã parecia ter obtido mais controle de si mesma nos últimos tempos.

-Você tem de aprender a fazer uma pergunta de cada vez. Para onde foi sua dicção?- questionou Emmanuelle dando leves tapinhas no ombro de Tessa de maneira condescendente. –Devemos focar no que está a nossa frente, não posso te explicar isso nesse momento. Quando finalizarmos o perigo, explicarei- anunciou Emmanuelle finalizando aquele momento de questionamentos com um olhar firme. Esperava insistência provinda de sua irmã mais nova, mas a única coisa esboçando pela jovem foi um bufar. Sim, ela estava curiosa. Talvez ainda mais furiosa pela importância dos acontecimentos que guiavam aquela missão. Emmanuelle havia pecado em apenas informa-la. Mas não havia muito que ela poderia fazer, ela tinha de finalizar aquilo de maneira tão grandiosa como ela iniciara. –Não pense que vai fugir de uma explicação detalhada. Posso ser incrivelmente insistente quando desejo saber algo- anunciou Tessa virando a esquerda.

As semideusas podiam sentir que estavam perto do lago. Tudo que havia sido dito pela senhora denotava que deveriam partir naquela direção. Seguiam pela trilha da floresta em silencio completo, apenas suas respirações bem compassadas poderiam ser ouvidas. O primeiro rastro humano que encontraram foi uma peça de roupa avermelhada. Emmanuelle se agachou cuidadosamente para analisar a peça avermelhada. Eram apenas trapos do que um dia pareceu ser uma grossa blusa de frio. Um calafrio subiu pelo corpo de Tessa, pela primeira vez ela podia sentir que o perigoso se aproximava. –Devemos estar perto, os traços estão ficando mais fortes- anunciou Emmanuelle observando a trilha ao seu redor. Mais peças de roupa foram encontradas, algumas ainda intactas enquanto outras pareciam completamente destruídas.

-Isso é estranho, se o monstro parece ser soberano nas águas, porque ele sairia dela para atacar suas vitimas na terra? Não faz sentido. Monstros marítimos não tendem a sair de seu habitat natural- anunciou Tessa dando alas aos seus pensamentos. Emmanuelle assentiu brevemente antes de esboçar sua opinião. –Não podemos ter certeza de que ele seja um monstro marítimo, ele pode ser hibrido muitos desses tem aparecido ultimamente- murmurou tocando com os pés um par de sapato de coloração marrom. O silencio ao redor começava a se transformar em algo suspeito, as arvores não pareciam se mover, a brisa refrescante de quando haviam chegado até a ilha parecia completamente paralisada. Se aquilo não fosse um sinal de perigo, Tessa não sabia o que mais poderia ser.

Caminhavam silenciosamente pela ilha, o sol começava a desaparecer diante da iminência da noite. As semideusas não obtinham nenhuma ideia de que o tempo passaria tão rápido. De sua chegada até a conquista da informação provinda pela moradora da ilha. Tudo não parecera ter durado mais que três horas. Foi então que as coisas começaram a se diferenciar, quanto mais profundamente elas se embrenhavam pela trilha, mas as arvores pareciam repelir seus movimentos. Era como se a floresta estivesse viva, e em meio a sua vivacidade procurasse uma forma de fazer com que as semideusas se mantivessem longe do lago e dos perigos que esse parecia conter. –Manu?- sussurrou Tessa desviando de um galho que entrou em sua frente.

Emmanuelle fez um sinal com a mão indicando para que a irmã mais nova permanecesse em silencio conforme buscava ouvir os sons ao seu redor. A cada minuto ela tinha mais certeza de que não estavam sozinhas naquele ambiente. Da mesma forma que aquelas águias haviam as seguido mais cedo, ela suspeitava que o monstro que atormentava aquela ilha não estava sozinho. Monstros tendiam a atrair monstros. –Ai!- ouviu o resmungo de Tessa que sentira uma maça caindo sob sua cabeça. –Fique no meio da trilha Tess, não chegue perto das arvores!- gritou a mais velha, mas era tarde demais. Tessa foi envolvida por galhos e cipós seu corpo preso pela arvore que estava pronta para devora-la. –Mas não vai mesmo!- rosnou Manu puxando o arco de suas costas e atacando o monstro.

Ents eram seres da natureza, tendiam a atacar com seus frutos e seus galhos e cipós. Mas aquele não fora o único por ali, o ataque veio de duas direções o Ent que prendia Tessa ao seu lado que atacava Emmanuelle com mais facilidade. Com o auxilio de seu arco, Emmanuelle mandava flechas em direção aos monstros ao mesmo tempo em que buscava e livrar de seus ataques, uma Tessa imobilizava não conseguia fazer muita coisa além de se remexer buscando se soltar sem grande sucesso.  Ao acertar um galho que envolvia as mãos de Tessa, o mesmo soltou sua mão dando a liberdade para que a garota traçasse o plano que se encontrava em sua mente.  Formou uma bola de fogo, o que fez com que automaticamente seu corpo fosse solto.

Jogou o fogo grego sob a base de seu Ent mantendo a concentração para que esse queimasse sob suas chamas ao passo em que Emmanuelle a seu lado ataca seu monstro com diversas flechas consecutivas, ferindo sua casca. Ao ver seu Ent se extinguir, a mais nova se virou para irmã. –Afaste-se- murmurou se preparando para seu ataque. Controlou o fogo grego e deixou que esse se espalhasse pela base do segundo Ent que não tardou a se transformar em pó. –Espero que não tenhamos mais nenhuma grande surpresa desagradável como essa- murmurou a semideusa dando fim ao fogo que havia criado pouco antes de ajeitar os cabelos atrás da orelha. –Precisamos seguir em frente, o real perigo esta mais próximo agora- murmurou Emmanuelle dando os primeiros passos em direção ao longo que se encontrava a poucos passos da trilha onde se encontravam.

Itens levados:
Invisible Heart- uma espada dilapidada em ferro estígio,  ao tocar na pele de um semideus faz com que veneno paralisante adentre sua pele. Além é claro das feridas normais. Em descanso, o objeto se transforma em um fino anel, com três pequenos tridentes. Ao toque do tridentes do meio, o corpo da semideusa se torna total e completamente invisível, tanto para monstros quanto para demais semideuses, o cheiro e o caminhar são camuflados pelos sons e cheiros do local aonde o semideus se encontra. Ao tocar os três tridentes, o anel se transforma na espada.

Cinto Magico: Um cinto resistente de couro revestido em prata, com um fecho de ouro e um grande e desajeitado paralelepípedo de metal do lado oposto. Pouco maior que um palmo, com cinco gemas roxas em baixo relevo enfeitando. Ao ser examinada com cuidado, é possível destacar o objeto do cinto, e ele é praticamente indestrutível. Ao falar a palavra de comando Zimios, o usuário se teleporta para o lugar em que estiver seu foco, o cinto permite tele transporte apenas por duas rodadas em missão ou luta, caso tente usa-lo outra vez além dessas o semideus irá parar em um local aleatório podendo facilmente tornar-se a vitima em vez do agressor. Além disso tem um compartimento secreto que lhe permite retirar objetos pequenos de dentro, pode ser útil para guardar coisas que ache necessária, esse compartimento é embutido, não pode ser visto, ao ativar a fivela de paralelepípedo uma pequena caixa surge, e dentro desses ficam os objetos.

Coração de Cristal- Um objeto raro perdido pelo tempo, da a portadora asas de cristal, diferentes das comuns, são feitas e revestidas completamente com esse material quando o colar está em uso, o poder não dura mais que que um dia no entanto, então precisa ser recarregado.

6-Uma caixa de trufas feitas com ambrosia (contem 5 trufas ao todo, quando usadas recuperam 10 de Hp + 10 de Mp do semideus que ingerir).

Hummingbird: Um autômato de cura no formato de um beija flor. Foi banhado em prata lunar, por isso emite um brilho esbranquiçado, tendo os olhos feitos de vidro verde brilhante. O beija flor foi animado com a benção “Lady da Luz” de Emmanuelle, por isso acredita que sua missão de vida é curar Tessa, dessa forma, sempre que a semideusa estiver muito machucada, envenenada, ou com efeito de amor e esquecimento no corpo, o beija for irá reagir, aplicando o antidoto contrário em seu corpo, ou a poção de cura. Um tubo em seu centro permite a aplicação rápida por meio de agulhas, contendo duas agulhas para abertura no triangulo do tubo, dentro contém: Antidoto para veneno, poção de cura simples, e antidoto para poção do amor ou do esquecimento. O efeito de cada poção pode ser conferido no laboratório de poções. O autômato se fecha até virar um pingente de beija flor, preso a uma corrente de prata lunar. Sempre retorna ao dono, por que foi programado para cuidar da semideusa em questão. (presente de Emmanuelle)

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]

Poder utilizado:
Fogo Grego 2
O semideus pode criar e controlar um pequena quantidade de Fogo Grego, equivalente a três tochas. ( Presente de Natal de Héstia)


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Re: CCFY ▬ A tríplice Lunar {Jornada de uma Caçadora sem rumo}

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sex Mar 30, 2018 6:42 pm




Capitulo 1
O monstro do lago Erie.

Mas que diabos estava acontecendo?

O pensamento insistia em se manter fixo na mente da caçadora enquanto essa avançava dentro da floresta. A ultima batalha tinha acontecido de forma tão rápida que não dera a ela chance de entender o que tinha se passado. Tudo que sabia era que Tessa de alguma forma tinha incendiado parte da floresta a fim de matar os monstros, e pior, com o fogo sagrado dos deuses cuja a chama quase nunca se apagava até destruir tudo que estava em seu caminho. Isso por si só já era suficiente para deixar Emmanuelle receosa pela batalha que estava por vir. E foi assim, perdida em pensamentos que ela ouviu o primeiro grito, seguido de um rugido alto perto da maresia onde o lago deveria ser calmo.

Sem esperar por Tessa e sua iminente recuperação a jovem pisou de forma firme na grama e passou a correr em direção ao barulho, sendo seguida de perto por uma Tessa ofegante e reclamona. Sua irmã não era dada a jornadas como aquela e por ser uma sedentária de carteirinha tendia a ser preguiçosa e com isso também se cansava mais rápido. Manu não se importou com isso, muito pelo contrário, ela não se importou com nada se não os gritos pavorosos que pareciam tomar conta daquele lugar, até perceber que na verdade, os gritos vinham dela...

Parou bruscamente, fazendo Tessa se chocar contra suas costas enquanto sentia o coração disparar dentro do peito.

— Que diabos pensa que está fazendo? — Manu não respondeu, seus olhos tinham perdido parte do foco e a atração pelo lago tinha crescido. Naquele momento ela se deu conta de que estava caindo na mesma armadilha que provavelmente todos os outros humanos.

Era fraca...

Tessa alheia a situação encarava a irmã como se estivesse encarando a pessoa mais esquisita no mundo, e isso por si só já era suficiente para que ela se sentisse exatamente daquela maneira. — Não faço ideia do que estou fazendo — Admitiu baixinho, receosa por ser dar conta de que também tremia e que de algo dentro de si vibrava de uma maneira estranha.

Alguém lhe chamava.

Alguém ali dentro precisava dela.

Manu travou no mesmo lugar, Tessa continuou a encarando sem entender o que estava acontecendo, a irmã podia culpa-la claro, até porque nem ela mesmo entendia o que se passava com ela. Piscou algumas vezes, então cerrou a mão em punho, fez crescer as unhas e as afundou sobre a própria carne, penetrando sua palma até sentir o sangue escorrer e pingar sobre a grama. Foi assim que despertou.

A mente de Manu pareceu finalmente abrir como o clique de uma fechadura, lhe permitindo ver, ler e entender o ambiente ao seu redor com perfeição. A floresta se abriu para ela e o lago voltou ao normal. A garota fechou os olhos e respirou fundo, então deixou que seus poderes lhe permitissem detectar a criatura no fundo e perceber detalhes que outrora lhe passaram despercebidos. Manu já lutara com muitas criaturas ao longo da caçada, incluindo aquela que agora finalmente fora detectada por si. A serpente era maior do que ela se lembrava, tão forte quanto e tão atrativa que chegava a deixa-la um tanto quanto em desespero. Criaturas como aquela eram gloriosas e lindas, contudo perigosas demais até mesmo para imortais como ela.

Manu queria saber como aquela criatura tinha ido parar ali.

Na primeira vez que a enfrentara ela tinha apenas um ano e meio de caçada, fora em uma cidade da Califórnia que estava sendo atormentada pela criatura marinha que destruirá boa parte do porto, acionando assim Artémis e suas caçadoras. A serpente não durara tanto para contar a história, mas levara consigo duas das companheiras da filha de Poseidon. Foi a primeira vez que Manu perdeu uma irmã de caçada, a primeira vez que entendeu o que era o luto das crianças que seguiam a deusa da lua.

— Ele está me atraindo, é assim que pega suas presas, só não entendo porque você não está sentindo a mesma vibração que eu — Manu franziu a testa ao se virar para a irmã, que deu de ombros e se espreguiçou toda antes de lhe responder.

— Vamos acabar com ele logo e sair daqui, não gosto desse lugar, cheira a morte — Deve ser porque muitos morreram aqui... Manu quis lhe responder, mas mordeu a boca e ficou calada antes de se virar para o lago, evitando pensar nas mortes que presenciara ao longo da vida.

— Vamos — Manu puxou o colar do pescoço e ativou a espada, então deu dois passos em direção a água e meio hesitante deixou que parte dela lhe envolvesse, sempre atenta a criatura marinha no fundo do lago, que ainda estava a uma distância bastante razoável delas.

Ele atraia suas vitimas e as fazia se afogarem antes de captura-las, percebeu. O monstro não tinha se revelado, tão pouco tinha se movido do fundo, estava aguardando alguma coisa e provavelmente era a movimentação delas. Certamente pensara que seus truques deram certo e que as duas seriam suas próximas presas. Monstros amavam devorar semideuses, acontece que aquelas duas não eram semideusas comuns. Eram filhas do deus do mar, dominavam as águas e como tal também dominariam aquela criatura do monstro, a fazendo retornar para o abismo do tártaro.

— Tessa, a única coisa que te peço é que não importa o quanto essa criatura entre na sua cabeça, não se deixe levar por ela está bem? Ele tem a mesma magia das sereias, atrai as vitimas para a morte mesmo que esse efeito seja reduzido em nós— Manu pediu, fazendo a irmã assentir antes das duas finalmente alcançarem a parte funda do lago, e juntas mergulharem na escuridão.

Manu piscou as vezes para tentar ajustar os olhos a escuridão do lago, e quando conseguiu ganhar foco também se sentiu um pouco enjoada. Pedaços de corpos flutuavam ao seu redor misturando-se a restos de roupa e ossos humanos. Isso por si só deveria ser o suficiente para lhe fazer perder a cabeça, não fosse o fato de que naquele momento sua irmã tivesse decido – como num passe de mágica – avançar ainda mais para o fundo, despertando a criatura marinha. A garota grunhiu baixinho e repetiu seu gesto, tomando cuidado para se manter atenta ao monstro que se aproximava das duas.

Ela precisava diminuir a velocidade da criatura ou as duas estariam ferradas...

A filha de Poseidon usou a espada como guia, apontou-a para frente e fez força para tentar controlar o volume e a densidade da água ao redor do monstro, em seguida aumentou sua pressão e fez com que as correntes o empurrassem para longe. Ainda assim, o monstro continuou a avançar e com isso Manu pode perceber parte da força daquela criatura e ter certeza absoluta de que estavam perdidas.

Não entre em desespero.

Os pensamentos vieram sem controle, mas seu corpo continuou imóvel enquanto a contagem regressiva para o inicio da batalha se dava inicio em algum lugar. Em meio a isso, Manu tomou coragem, abriu os olhos e se desfez da espada, voltando-a para a forma original de colar enquanto via a sombra se formando a sua frente. Assim, quando a serpente tomou forma e surgiu em seu campo de visão ela não pensou mais, ela agiu. Suas mãos se moveram por conta própria enquanto sua barriga fisgava violentamente, a garota controlou as correntes, aumentou sua velocidade e se esquivou pela lateral do monstro, deixando que Tessa servisse de distração enquanto ela criava filetes cortantes e tentava fazê-lo perder parte da mobilidade. Em outras palavras, a morena estava manipulando a água para criar finas correntes de energia cortante e as usando para ferir as barbatanas do monstro e assim impedi-lo de nadar. Já Tessa tentava golpear a criatura com a espada enquanto gritava para ele, atraindo sua atenção e a desviando de Emmanuelle, que fazia o possível para aumentar sua velocidade e se esquivar da criatura gigantesca.

Mas é claro que esse tipo de ataque não iria funcionar para sempre.

Algo deu errado em algum momento, Tessa soltou um grito e a serpente marinha a jogou para longe com a cauda, fazendo Manu grunhir baixinho antes de berrar também. — Ei feioso! Venha me pegar se for capaz! — Sim, ela era quase um peixe dentro da água, podia entender as criaturas perfeitamente, se comunicar com elas e falar sem se afogar. Em outras palavras era uma menina surpreendente que facilmente poderia ser comparada a uma sereia pelos humanos esquisitos. Bem, voltemos ao foco da história, onde nossa heroína estava prestes a virar jantar de uma serpente com milhares de anos com um bafo para lá de surreal.

— Merda — Manu praguejou baixinho antes de puxar o colar do pescoço, ativou a espada e aguardou o bote da criatura, que não demorou muito a acontecer.

O monstro investiu contra ela em uma velocidade impressionante, abriu a boca gigantesca e permitiu que a jovem perfurasse a parte de cima com sua espada, a impedindo de voltar a fechar os dentes enquanto ocupava boa parte do espaço dentro de sua boca. Ou seja, Manu estava literalmente prestes a ser devorada!

A serpente se debatia tentando obrigar a garota a lhe soltar, sacudia a cauda de um jeito perigoso e tentava fechar a boca de qualquer maneira. Manu a impedia como conseguia, deixava a água adentrar a boca da serpente e a manipulava para criar estacas de gelo e obriga-la a ficar daquele jeito, contudo, essas duravam pouquíssimo tempo e se rompiam sempre que as presas do monstro iam se encontro as barras. Seu corpo não era suficiente para manter a criatura daquele jeito, e Manu sabia que em algum momento ia se ferrar, só estava esperando o momento certo, então agiria da melhor maneira que conseguisse.

O monstro parecia ter outros planos...

Furiosa, a serpente marinha subiu para a superfície e saltou para tentar jogar a garota longe. Manu se distraiu e acabou soltando a espada, tornando-se o alvo perfeito para a criatura embosca-la, e foi assim que nossa heroína foi engolida pelo monstro, escorregou garganta abaixo e quase morreu...
Mas calma!

A história não teria um fim tão dramático em um momento como esse, afinal Emmanuelle é uma semideusa e mais, é uma caçadora que passou anos aprendendo sobre monstros, em outras palavras, ela tem conhecimento sobre eles. Manu perdeu a espada na descida pela garganta, o ar ali cheirava a coisa podre, restos de comida e a morte, nada muito fora do normal. Contudo, ela sabia que seria questão de tempo até ser digerida e impedida de respirar, foi justamente por isso que agiu de maneira rápida. Manu não era capaz de enxergar no escuro, mas ainda conseguia sentir a água ao redor dela, com isso, sabia que conseguia dar um jeito na situação.

A jovem se concentrou em tudo que podia, ignorou os zumbidos constantes nos ouvidos e então sentiu a barriga fisgar mais uma vez. A água ao seu redor reagiu a ela, criou uma pequena explosão e prendeu a serpente no mesmo lugar, então formou estacas de gelo gigantescas perfeitas para concluir seu plano. Manu sentiu a cabeça rodar, mas ignorou a dor e continuou manipulando as coisas ao redor, até que fez a primeira estaca de gelo perfurar e rasgar a serpente marinha bem a sua frente, cortando parte de seu corpo ao meio antes de repetir o processo com uma segunda e uma terceira estaca. Sangue escorria de seu nariz, manchava sua boca e se acumulava em sua camisa branca, mais zumbidos surgiam em seu ouvido a dificuldade de respirar se tornou mais evidente. Sua cabeça deu uma pontada violenta e a ultima estaca adentrou o corpo do monstro, reduzindo-o a pó e a libertando de sua prisão malcheirosa.

Manu desabou na água, fechou os olhos e não voltou a acordar.

...

As gaivotas da praia estavam estranhamente inquietas. Manu estava sentada sobre uma toalha de banho em uma ilha conhecida, fitando o mar sem saber como ou quando fora parar ali. O sol aquecia sua pele e o cheiro de maresia a fazia se sentir em casa, de alguma maneira, o conforto do lugar a trazia paz.

Suas ultimas lembranças pareciam ter sido apagadas em algum momento e por mais que ela tentasse trazer à tona o que tinha acontecido, não conseguia, sua mente se recusava a dar a ela qualquer tipo de informação útil, e ela tinha que admitir, isso lhe frustrava.

— Você lembra muito sua mãe — Manu se virou devagar ao ouvir a voz masculina, então fechou a cara e se encolheu um pouco mais, abraçando os joelhos e encarando o desconhecido de maneira desconfiada.

— Como conhece minha mãe? — Questionou baixinho, colocando-se na defensiva mesmo sem perceber.

— Ártemis a treinou bem, vejo que cresceu mais desconfiada do que eu gostaria — O deus suspirou, deixando Manu um pouco mais atenta as palavras dele. — Não reconhece seu próprio pai Emmanuelle? — Choque... outra palavra não poderia descrever melhor a caçadora naquele momento.

Manu ouvira palavras sobre o pai, tentara se comunicar diversas vezes com ele e em algum momento parou de se importar. Em verdade a voz era conhecida por ela, seus pensamentos traiçoeiros ligaram o deus ao conselheiro que outrora já lhe salvara, ainda assim, naquele momento ela não era capaz de reconhece-lo. Manu nunca tinha encontrado o pai de verdade, justamente por isso estava tão atordoada.

— O que você quer? — Soltou sem perceber.

Ter certeza de que está fazendo a escolha certa dessa vez — Poseidon respondeu, a fazendo trincar os dentes em desacordo. — A maioria dos meus filhos é destinado a coisas grandes, não é algo que tenho controle e nem você, mas queria que soubesse que independente do que decida fazer daqui para frente, quando me chamar, eu irei ouvir — Porque?... Ela quis questiona-lo, mas se manteve de boca fechada, conhecendo a natureza dos deuses como conhecia era melhor ficar assim, sem questionar ou entender, até porque suas interpretações sobre eles eram em sua maioria errôneas e sem sentidos. Como criaturas divinas os deuses não perguntavam, faziam o que queriam sem medir as consequências e no fim de tudo, ferravam com a vida de seus filhos, os confundiam, os deixavam como ela...

Perdida...

— É hora de acordar, minha filha, sua irmã está preocupada com você — Poseidon sorriu, e a ultima coisa que Manu viu foi seu sorriso brilhante, idêntico ao dela enquanto ele sussurrava. – Nos vemos em breve...

...

Manu piscou os olhos algumas vezes, mas voltou a fecha-los assim que sentiu a claridade lhe incomodar a vista, em seguida gemeu baixinho e tentou se virar no colchão desconfortável sem muito sucesso. Seu corpo inteiro doía e sua cabeça parecia estar sendo explodida de dentro para fora, ainda assim, Manu se forçou a acordar.

— Já era hora bela adormecida! Achei que ia precisar pedir um milagre ao deus da medicina para te ver acordar... — A voz de Tessa soou irônica como sempre, a fazendo resmungar qualquer coisa, cobrir o rosto com as mãos e então tentar abrir os olhos mais uma vez.

— O que aconteceu? — Sua voz soou estranha, sua língua pinicava como se ela tivesse comido areia, a sensação fez uma careta nascer em seu rosto.

— Você matou o monstro e desmaiou, eu fui obrigada a te tirar de lá sozinha, descobrir como armar um acampamento e velar seu corpo a noite inteira, não é obvio? — Tessa sendo Tessa, sempre gentil aquela Tessa... E sim, Manu estava sendo irônica ao pensar nisso.
Suspirou sem jeito e tentou se levantar, mas acabou caindo novamente no estofado da barraca, a irmã, vendo sua situação veio ajuda-la com mais paciência do que Manu achava que ela possuía.

— Fiquei preocupada... — Admitiu a gêmea.

— Eu sei — Manu respondeu, aceitando a ajuda para se sentar antes de pegar o copo de água e bebe-lo todo de uma vez só. O liquido a ajudou a recuperar parte de suas forças, mas não foi o suficiente para acabar com a dor no corpo da jovem filha de Poseidon. — Obrigado, por ter ficado comigo — Tessa revirou os olhos, então sem mais nem menos puxou algo do canto da barraca e estendeu a irmã.

— Apareceu ao seu lado hoje cedo, tem o símbolo das caçadoras então acho que te pertence — Manu assentiu, pegou a caixinha de madeira e a abriu para ver o que tinha dentro, ao perceber o que era abriu um sorriso largo.

— Cabelo? Porque tem cabelo dentro da caixa? — Tessa questionou, fazendo a irmã rir baixinho.

— É meu cabelo, mexas de cabelo virgem... uma oferenda feita a uma deusa muito tempo atrás — Manu fechou a caixinha, então buscou a mochila e a guardou em segurança ali dentro. — O símbolo que também vai me permitir sair dela — Concluiu.

— Sobre isso, ainda temos que conversar — Tessa ficou séria, Manu assentiu em concordância.

— Em outro momento, tenho que partir para outro lugar ainda, você pode levar a biga com você — Manu não ia mencionar a ela que a tampa da caixa tinha instruções especificas para sua próxima missão.

— Me dispensando mais uma vez... — Tessa resmungou.

— Estou protegendo você — Manu discordou.

— Você sempre está.

E de fato, ela sempre estava. Aquela criança tinha que aprender a deixar as pessoas lhe ajudarem mais, adentrarem em sua vida e penetrarem seu coração, exatamente como certa criaturinha estava fazendo, o que ela não sabia, é que aos poucos aprendia mais sobre isso.

Armas quando quebram são remendadas e podem ficar mais fortes no lugar remendado. Talvez aconteça o mesmo com o coração.

Arsenal e itens levados:

• Bigtransporte [Uma biga de aparência velha que passa despercebida pela maioria dos semideuses. Tem desenhos em toda a sua espessura que contam as histórias de feitos dos heróis. | Efeito 1: Essa biga pode se transformar em qualquer meio de transporte que o campista desejar, desde um carro, a uma pequena lancha ou um jato particular para até duas pessoas, já que não pode carregar mais passageiros do que isso. | Efeito 2: Caso o semideus tente transportar mais de 2 pessoas por vez – e ela está contando nessa soma, ou seja, só pode levar mais um consigo – a biga volta ao normal e deixa de funcionar. Efeito 3: Pode invocar dois cavalos fantasmas – feito de ossos que lembram um cavalo caveira – para leva-lo por aí quando esse transporte está em forma de biga. | Ferro estígio. | Sem espaço para gemas. | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

• Lunatic [Uma única luva feita de tecido prateado que se encaixa perfeitamente a mão dominante de sua portadora. Tal luva não possui dedos, emite um brilho prateado fraco e apresenta pequenos detalhes delicados por toda sua extensão. Um feitiço de invocação está gravado em sua palma de forma que, ao comando de sua portadora, tal luva possa invocar pequenas dardos.| Efeito 1: Melhora o manejo de sua portadora sobre o arco em +20%, aumentando seu dano na mesma porcentagem, o que também impede a portadora de se machucar com a corda do arco. Efeito 2: Ao comando da portadora pode ativar o feitiço de invocação e trazer para o campo um pequeno dardo lunar. Tal dardo possui cerca de 5 centímetros, sua ponta tem o formato de uma meia lua. Ao ser lançado contra o adversário da semideusa o persegue até atingi-lo, deixando-o paralisado por um turno e 20% mais lento por outros dois. São velozes e bastante resistentes. (Só pode ser usado uma vez por luta, evento ou missão). Efeito 3: Transforma-se em um anel com desenhos de lua que fica fixo no dedo mindinho da caçadora. | Prata Lunar | Sem espaço para gemas| Beta | Status: 100% sem danos| Mágico | Presente de Artémis]

• Guardiã da lealdade: [O semideus recebe juntamente a um par de asas um fino colar de ouro, com uma minúscula pedra verde, um rubi ao qual antes de transforma-se em colar era uma das quatro pedras pertencentes a delfos, seu poder quando juntas é imenso e podem fazer um grande estrago, porem quando separadas tornam-se colares protetores que impedirão qualquer monstro ou criatura das trevas de localizar o semideus, porem se esse conseguir detecta-lo afinal todo poder tem sua brecha, o colar fara com que o monstro ou criatura fique numa confusão momentânea dando chance do semideus escapar.| Efeito 1: Impedem monstros e criaturas das trevas de localizar o semideus num raio de 2 quilômetros.  Efeito 2: Caso o monstro localize o semideus portador o mesmo irá entrar em uma confusão momentânea que irá funcionar apenas uma vez por missão, mvp, pvp e evento. | Esmeralda | Sem espaço para gemas | Alfa Prime | Status: 100% Sem danos |Mágico| Missão: A verdadeira alma de um herói]

• Durendal [Uma espada de 90 cm de cumprimento, tendo 75cm de lâmina. É uma arma que pode ser usada com duas mãos ou apenas uma, possuindo os dois gumes bastante afiados. Graças a poção de luz, a lâmina irradia um brilho sutil e delicado, porém passa a maior parte do tempo invisível, graças a gema Vex. Apenas a portadora da arma poderá vê-la de fato. | Efeito mecânico: a espada se transforma em um pingente no formato de meia-lua | Efeito 1: graças a poção de luz, a espada provoca 30% de dano a mais contra criaturas das sombras/trevas. | Efeito 2: a espada absorveu a poção de vento, ganhando 50% de imunidade ao elemento e possuindo pequenas chances de repelir o elemento durante a defesa. Também deixou o item levemente invisível, o vento ao redor impede que a lâmina seja detectada por completo, ou seja, fica difícil dizer que arma ela realmente é | Bônus de forja:+15% de dano | Bônus lendário: + 30% de dano crítico.| Oricalcio | Alfa | Gema: Rubi Imperial (+40 de dano); Caos: Joia que é uma pedra negra, usada em itens bélicos para potencializar a arma. Quando acoplada, ela permite que até o dobro do dano base seja retirado; Vex: Adiciona propriedade de vento a arma (torna a arma invisível, pois fica com uma camada fina de vento ao redor, que deixa a lamina praticamente invisível, logo, defender um ataque se torna mais difícil. Ela também fica mais afiada, mais leve, e seus cortes ficam mais profundos e mortais. Adiciona +20 de dano a arma |Status 100%, sem danos | Lendário | Forjado e encantado por Nikolaev]

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]

DENTRO DA MOCHILA
• Vitamina [Tubinho transparente com cerca de 15 cm preenchido com um liquido amarelado. | Ao ingerir tal liquido, o personagem recupera automaticamente 50 HP. | Usável durante a batalha, uso único, some após ser ingerido | Mágico | Evento, cidade dos monstros. ] (x2)

• Vitamina Prime [Tubinho transparente com cerca de 15 cm preenchido com um liquido vermelho. | Ao ingerir tal liquido, o personagem recupera automaticamente 100 HP. | Usável durante a batalha, uso único, some após ser ingerido | Mágico | Evento, cidade dos monstros. ]

• iPod shuffle dourado [Um simples iPod shuffle de cor dourada, pequeno e discreto que pode ser preso em coisas como roupa, alça de mochilas e bolsas. Vem acompanhado de fones de ouvido de cor branca | Tem uma série infinita de músicas, independente da época, basta que o dono queira ouvir um cantor em específico ou um estilo e logo a playlist é formada | Material comum, como plástico e mecanismos internos | Sem espaço para gemas | Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Presente de natal da Max]

Insígnia [ Uma pedra esverdeada com o formato de um diamante presa a uma medalhinha delicada com uma correntinha bem fina de ouro branco. Em seu centro está escrito lenda. Vem dentro de uma caixinha de veludo pequena, que encolhe para o tamanho de bolso. | Efeito 1: Quando o usuário estiver usando a corrente, todos os oponentes deste em um raio de 500 metros ficam impedidos de usar poderes e itens de cura durante 2 turnos, incluindo ele mesmo. Efeito 2: Sempre retorna para o bolso do dono dentro da caixinha de veludo. | Ouro Branco e Esmeralda | Sem espaço para gemas. | Alfa | Status 100%, sem danos. | Mágico. | Sistema de medalhas]

O2 [Um item bastante peculiar que permite o usuário respirar em ambientes que são naturalmente difíceis. Possui a forma do acessório de um brinco, ao ser ativado transforma-se em uma máscara simples e confortável que irá cobrir o rosto na altura do nariz e da boca. A máscara é totalmente discreta e fina, de cor semi-transparente | Efeito de transformação: em seu estado comum é um brinco, sendo acionado ao ser pressionado; Efeito de ligação: quando perdido, retorna ao seu dono original depois de um tempo; Efeito 1: Permite o usuário respirar debaixo da água e a ficar em altitudes elevadas | Material mágico | Sem espaço para gemas | Gama | 100% sem danos | Mágica | Comprado no Pandevie Magie]

• Ônix encantado [Lápis que quando usado em armas da a ela propriedades magicas por dois turnos, cada desenho dará a arma um diferente poder. Desenhe uma folha e terá uma ventania, desenhe uma gota e terá agua, uma chama trará o fogo. Tal lápis só pode dar vida aos quatro elementos básicos naturais sendo ele (agua, terra, fogo e ar).| Efeito 1: Ao desenhar símbolos do elemento básico sobre uma arma, essa ganha propriedades para conduzir os elementos por até dois turnos, aumentando seu dano em +40. Contudo, só consegue utilizar o lápis para desenhar um único elemento por vez e após o primeiro uso, ele precisa de três turnos para recarregar antes de ser utilizado novamente. | Desconhecido | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% Sem danos | Mágico | Evento]

• ♛Weapon Blood♛: [Trata-se de um arco de material avermelhado, indestrutível. Este possui entalhes de flocos de neve por toda a sua extensão. A aljava da arma é de couro e suas flechas são realmente poderosas. Suas pontas possuem um veneno que faz com que o local afetado por esta perca mais sangue do que perderia em um ataque comum. No topo do arco encontra-se um pequeno topázio roxo, dentro dele está escrito: Emmanuelle | Efeito 1: O veneno provoca sangramento durante três turnos, retirando +20 HP a cada turno. | Berilo vermelho Abençoado | Espaço para duas gemas | Alfa Prime | Status: 100% Sem danos |Épico | Dano base: 50 | Evento: Campeonato dos Gladiadores]
Passivos de Poseidon:

Nome do poder: Respiração Aquática
Descrição:  Por seu pai ser o deus dos mares, o filho de Poseidon/Netuno pode respirar tão bem embaixo da água como em terra, a água não o incomoda. Essa habilidade serve tanto para águas doce, quanto para águas salgadas e águas poluídas. No caso da água poluída, deve-se tomar um pouco mais de cuidado. Quanto mais tempo se passar submergido nessas, mais força e energia vai se perdendo, ao passo em que pode vir a adoecer. Essa habilidade não surte efeito em águas magicas – impregnadas com algo maligno – ou envenenadas, o semideus ainda poderá ser afetado por elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Perícia com Oricalcio
Descrição: Armas feitas desse metal divino ganham uma bonificação nas mãos de um filho de Poseidon/Netuno. Isso ocorre por esse material ser encontrado e criado apenas nos oceanos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade ao usar uma arma feita de oricalcio
Dano: +10% de dano ao usar uma arma feita de oricalcio

Nível 5
Nome do poder: Pressão
Descrição: Ao contrário dos demais semideus e pessoas normais, a prole de Poseidon/Netuno possui a habilidade de não ser afetado pela pressão da água, a profundidade passa a não ter importância, e o desconforto pode não existir. Mas, quanto maior a pressão da água, maior o zumbido nos ouvidos do semideus, apesar de não a sentir, em águas que não pertencem ao reino de seu pai, ele ainda pode acabar se sentindo desconfortável, pois não terá o mesmo controle.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Localização
Descrição: Quando estiver em alto mar sempre saberá como se localizar, pois possui habilidades marítimas que lhe dão essa vantagem, não se sentira perdido e conseguira guiar os outros, mas isso não permite que ele encontre os locais com facilidade. Para conseguir achar o que procura – ainda mais em águas que não pertencem ao reino do seu pai, como o mar de monstros – ainda precisara de longitude, ou latitude. Isso lhe dá vantagem, pois nunca se sentira perdido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Queda
Descrição: Independente da altura em que o semideus cair, se água for o seu estepe ele ficara bem. Ou seja, se o semideus cair na agua ainda permanecera vivo, e sem machucados, o mar além de ajudá-lo a se curar – mesmo que o deixe desacordado – também pode acabar o empurrando para um lugar seguro, como uma ilha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que caia na água estará a salvo.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Fala Aquática
Descrição: O semideus passa a adquirir a habilidade natural de falar debaixo de água. Quando humanos e demais semideuses tentam tal coisa apena ruídos e bolhas retiram-se de seus lábios, já a prole de Poseidon/Netuno expile um som concreto e idêntico aquele dito em terra. Com o diferencial de poder atrair e encantar animais e criaturas aquáticas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Temperatura
Descrição: A temperatura da água não afeta o semideus, independentemente de estar quente, fria, ou congelada, para ele não fara diferença, pois não sente da mesma forma que os demais semideuses, humanos, monstros e etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus: Não é afetado pelas mudanças bruscas na temperatura da água.
Dano: Nenhum

Nível 22
Nome do poder: Domínio naval
Descrição: Filho do rei dos sete mares, o semideus tem um conhecimento inato sobre os transportes marinhos. Desse modo, ao estar em uma embarcação como navios e barcos, saberá como manuseá-los naturalmente, mesmo sem nunca ter entrado em um veículo aquático antes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:Nenhum
Dano: Nenhum


Nível 40
Nome do poder: Reflexos Aprimorados
Descrição: Como demonstrado na série, os reflexos do Percy são mais rápidos do que o normal, sendo que ele foi capaz de desviar uma bala que pode percorrer 1.700 milhas por hora, mesmo quando ele quase não viu a bala na Maldição do Titã. Seus reflexos aprimorados também permitiram que ele cortasse uma série de flechas ao meio no Mar de Monstros. Assim, filhos de Poseidon possuem reflexos melhores que os da maioria.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em uma ação de defesa/esquiva contra ataques físicos;
Dano: Nenhum


Nível 42
Nome do poder: Pericia com Espadas III
Descrição: Você se tornou um mestre com essa lamina e agora pode usa-la para atacar se defender, também consegue desarmar inimigos com mais facilidade e dificilmente deixa que tirem a lamina de suas mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 45% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Velocidade III
Descrição: Você aprendeu que a velocidade pode ser uma grande aliada em campo de batalha, e com isso treinou ainda mais arduamente, agora ficou mais rápido, esquiva-se com facilidade, e domina a luta ao seu favor. É difícil combater seu herói desse jeito.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade
Dano: Nenhum

Nível 47
Nome do poder: Força II
Descrição: O semideus treinou e evoluiu ainda mais e agora consegue carregar ainda mais peso, levantar coisas mais pesadas e efetuar lançamentos com uma facilidade tremenda. Conforme se desenvolveu, ficou ainda mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de força
Dano: +20% de Dano se o ataque do semideus atingir.

Nível 60
Nome do poder: Cura Final
Descrição:  O semideus conquistou o processo de cura acelerado de forma magnifica, e agora consegue recuperar MP e HP com muito mais facilidade, ao tocar a agua terá uma parte grande de energia restaurada, além de recuperar parte do seu poder. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera 100 HP e 100 MP
Dano: Nenhum

Nível 66
Nome do poder: Conexão bélica III
Descrição: O tridente é extremamente formidável nas mãos de um filho do oceano. Porém, como um dos símbolo do rei dos mares, o tridente acaba por exercer influência mística na prole de Netuno/Poseidon. Ao estar portando essa arma, ela facilita no manuseio e nos poderes relacionados a água.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Reduz em 30% o gasto de MP da hidrocinese.
Dano: Nenhum

Nível 70
Nome do poder: Água Revigorante II
Descrição: Desde que tenha tido contato com alguma fonte de água previamente ou durante o combate (fontes coerentes, não só um pingo de água ou molhar a mão em algum lugar), o filho de Poseidon se sente mais forte e isso é refletido num aumento de seus atributos físicos durante o combate.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de força e velocidade
Dano: +30% de dano quando o inimigo for atingido pelos poderes ativos do semideus.
Passivos de Ártemis:

Nível 2
Nome do poder: Habilidade de Caça
Descrição: Ao se tornarem seguidoras da Deusa da Lua as semideusas desenvolvem habilidades de caça, como observação e paciência. Podendo seguir rastros de presas estudando o ambiente e localizando pegadas, sangue etc.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 15% de percepção.
Dano: Nenhum.

Nível 3
Nome do poder: Sobrevivência
Descrição: Desde o momento que se juntaram a caçada, tais semideusas se tornam habituadas a vida em meio a florestas, passando a identificar plantas e frutas.  Podendo avaliar aspectos de grama, árvores, vegetais e ambientes que podem dar uma localização exata de onde a semideusa poderia estar.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 8
Nome do poder: Frieza em Batalha
Descrição: Ao entrarem em batalha, as caçadoras adquirem uma espécie de foco e de frieza. Podendo lutar até ser a última a tombar no campo de guerra sem se abalar por possíveis mortes de companheiras e aliados. No entanto, isso não significa que, após a batalha, a caçadora não seja atingida pela dor da perda de companheiros.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 12
Nome do poder: Conhecimento Bélico
Descrição: As caçadoras naturalmente acabam adquirindo um grande conhecimento sobre armas, sejam brancas ou de fogo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 13
Nome do poder: Força
Descrição: Ao lutarem em um ambiente natural, como florestas, a força da semideusa se torna maior, pois estão no local que as fortalece. Sendo mais difícil derrota-las.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 30% de força ao lutarem em florestas.
Dano: Nenhum.

Nível 17
Nome do poder: Instintos
Descrição: Habituadas a vida longe de grandes cidades, as caçadoras desenvolvem ao máximo os seus instintos – que são uteis em batalhas e caçadas –, passando a pressentir quando o perigo se aproxima.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 27
Nome do poder: Resistência
Descrição: Como imortais e habituadas a movimentação extrema as caçadoras passam a desenvolver uma resistência acima da média, podendo passar mais tempo em corridas e em batalhas, sendo difícil cansa-las.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 30% em resistência.
Dano: Nenhum.

Nível 55
Nome do poder: Perícia com Arco VII.
Descrição: As Caçadoras de Ártemis possuem uma facilidade natural com o manejo de tal arma, podendo rapidamente usá-la em uma ofensiva quanto na defensiva.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +75% de assertividade no manuseio de Arcos.
Dano: + 40 de dano ao ser acertado pela arma da semideusa, pois a precisão será mais certeira.
Ativos e benção:


Nível 26
Nome do poder: Hydrokinesis IV
Descrição: Nesse nível o controle das águas atinge seu estagio máximo, sendo que o semideus poderá, caso deseje, levantar grandes quantidades de água, moldando-a como desejar, sendo que poderá joga-la sobre determinado inimigo, fazendo a água ter um peso maior etc. (Sendo que deverá existir uma fonte de água para que tal habilidade seja possível)
Gasto de Mp: - 35 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: - 60 de HP.
Extra: Nenhum.

Benção: Rainha do Gelo IV
Descrição: A semideusa se tornou uma mini rainha do gelo e agora domina todas as formas do elemento gelo. Pode congelar lagos inteiros (com até 500 metros) ou superfícies planas, além de poder iniciar o processo de congelamento de seres vivos, mas sem poder transforma-los em estatuas vivas. Consegue também fazer a temperatura cair de maneira brusca, invocar grandes quantidades de neve e tempestades fortes que podem atrapalhar o inimigo completamente. Nesse nível a semideusa não sofre com o frio e torna-se ainda mais resistente ao gelo, podendo ser afetada por ele, mas de uma maneira menos efetiva.
Gasto de MP: 350 MP.
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: 60% de resistência ao frio/gelo. Inimigos em campo ficam 40% menos resistentes, tendo seus atributos reduzidos na mesma porcentagem devido ao frio. (Só afeta inimigos sem resistência ao frio/gelo).
Dano: 600 HP.
Extra: Necessário possuir nível 100 para domínio completo da habilidade.
Kyra



Emmanuelle Sophie Henz
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Emmanuelle S. Henz
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Re: CCFY ▬ A tríplice Lunar {Jornada de uma Caçadora sem rumo}

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sab Abr 28, 2018 3:03 pm




Monstros imortais também cansam
Acho que nada acontece por acaso, sabe?Que no fundo as coisas têm seu plano secreto, embora nós não entendamos.

“A eternidade não torna a perda esquecível, apenas tolerável”. (Cidade do fogo celestial).

PROLOGO

Dois dias inteiros se passaram desde que sua nova tarefa fora dada e restavam poucas horas para ela conclui-la, contudo parecia que o tempo estava brincando com sua cara, a obrigando a tomar uma medida drástica. Manu tinha chegado a Wurtzburgo pelo mar com a ajuda de alguns hipocampos, afinal seu veículo fora levado por Tessa que partira a deixando para trás. Agora, parada em meio a calçada ela ainda analisava a moeda, franzindo o cenho para si mesma enquanto ponderava entre jogar a moeda e chamar o taxi, ou apenas seguir de um jeito normal para Monique.

Não tenho tempo.

Esse era o pensamento fixo em sua mente, o pensamento que estava lhe dando coragem para seguir com aquela jornada do jeito certo, rápido e consideravelmente desconfortável e incomodo, ao menos para ela. — As caçadoras fazem o que precisam fazer... — E você ainda é uma delas? O pensamento veio rápido e sem controle para completar o sussurro baixo, a fazendo gemer baixinho e enfim tomar uma decisão.
Manu jogou a moeda.

— Solicito o táxi da danação — Manu completou o ritual, viu a moeda sumir do asfalto e aguardou cerca de um minuto inteiro antes do veículo se materializar a sua frente, com três senhoras, um único olho para lhe recepcionar.

...

Por favor, leia antes de continuar: Pensei em inúmeras maneiras de continuar esse texto de uma maneira que me agradasse, então decidi mudar as coisas um pouco. Essa missão será escrita em primeira pessoa, é a forma que encontrei para conseguir fazer a Manu mais presente e tornar a coisa toda um pouco mais marcante. Em terceira pessoa não teria o mesmo impacto. Peço desculpas antecipadamente caso alguma informação fique confusa, é isso. Vamos lá.

xxx

POR EMMANUELLE HENZ.
“A infância não vai do nascimento até certa idade, e a certa altura a criança está crescida deixando de lado as coisas de criança. A infância é um reino onde ninguém morre.” (Edna Sr. Vincente Millay)

Sinto como se tivesse vivido uma década, o que é estranho se considerarmos que tenho apenas 19 anos e estou presa no corpo de uma até então adolescente. O vazio dentro de mim é grande, mas ultimamente tem sido preenchido com sentimentos que ainda não sou capaz de definir completamente. Me sinto estranha, com vontade de viver de verdade sem estar presa a um lugar, uma pessoa ou a um grupo que definiu boa parte da minha vida. Sou muito grata a ele, admito, me fez crescer de uma maneira que eu não sabia ser possível, mas sinto que chegou o momento de expandir meu horizonte, ver além e me descobrir de verdade. Se estou com medo? Com toda certeza, me sinto apavorada a maior parte do tempo, pisei fora da linha e não consigo recuar para dentro novamente, chego a tremer algumas vezes, mas ainda não desisti.

Ainda não...

— Você ficou com o olho ontem! — A primeira irmã berrou no banco da frente, despertando minha atenção para aquilo que chamo de realidade.

— Não! Eu sou a motorista, não posso dirigir sem olho — Resmungou a irmã da esquerda, me fazendo revirar os olhos e me encolher no banco mais uma vez.

Particularmente não gosto muito dos seres que habitam o sobrenatural reino dos deuses, contudo ao longo dos anos aprendi que muitas vezes eles são melhores que os humanos. Monstros são criaturas estranhas, peculiares entre si, totalmente diferentes e com um extinto natural para ataques e mortes. Eles gostam da destruição e não tentam fingir que possuem outra natureza, particularmente admiro isso, mesmo que não queira explicar o teor que me leva a crer que pelo menos os monstros são sinceros com sua natureza. Até mesmo eles conseguem ser melhores do que eu nisso.

Quem sou, qual meu destino, o que eu desejo?

São perguntas que ainda não consegui responder. Tenho procurado a resposta por um longo tempo e acho que cresci de alguma maneira, então olho para o lado e descubro que na verdade não sei nada. É fácil saber disso, basta olhar para os semideuses ao meu lado, conviver um pouco com eles e ter certeza de que bem, estou presa a uma realidade criada por mim mesma cujo o conforto me impede de sair completamente.

— Então me de o dente! — A realidade bateu de frente mais uma vez. Suspirei baixinho tentando ignorar a briga no banco da frente, o que confesso é complicado se considerarmos o fato de que o carro chacoalha o tempo todo, me jogando sem muita delicadeza contra a janela.

— É por isso que vocês não têm muitos clientes... — Resmunguei, torcendo para não ser ouvida, o que para minha falta de sorte não aconteceu.

— As irmãs cinzentas sabem das coisas, nunca ouviu essa frase? — Quis responder que sim, mas resolvi ignorar a velha.

— Sabemos o que procura.

— E sabemos o que vai encontrar.

Inclinei-me para frente levemente interessada, mas nada perguntei ao trio estranho no banco da frente.

— Não devia ter dito isso a ela Tempestade — As irmãs voltaram a brigar no banco da frente, me fazendo suspirar pela quinta vez.

— Quieta Irã! Ela não perguntou nada, o destino só responde perguntas feitas em voz alta — Voltei a atenção para o monstro do meio.

— O que exatamente devo perguntar? — Eu deveria ter ficado quieta, mas sou hiperativa e como qualquer outro semideus tenho dificuldade de ficar calada algumas vezes, me controlo bem, mas nem sempre funciona.

— Devemos contar?

— Da ultima vez não foi uma tragédia, aquele menino, Percy...

— Calada Tempestade!

Revirei os olhos, nada de produtivo seria me passado naquele momento, eu estava confusa assim como o momento em que vivenciava.

— Foi horrível, mas não perdemos o olho e nem demoramos um século para encontra-lo — A velha do meio, Tempestade se pronunciou.

— Diga você Vespa, diga a menina o que ela vai encontrar — Irã sorriu de maneira macabra e por algum motivo não quis que meu futuro fosse revelado por aquela senhora.

— O que eu vou encontrar? — Gemi baixinho, eu não devia ter perguntado!

— A morte — A primeira respondeu.

— O destino — A segunda completou.

— Um caminho para se encontrar — A terceira concluiu.

Se antes eu estava perdida, agora não estava entendendo mais nada.

...

Monique, aproximadamente as nove daquela mesma noite.

A maior parte das pessoas fica feliz ao retornar para casa, mas eu não uma delas. Eu não sei explicar como isso aconteceu, a mansão Henz não é mais a mesma há pelo menos cinco anos, nos mudamos da casa antiga e compramos outra no centro da cidade, ainda assim não consigo voltar.

— Ficar parada no batente não vai fazer a imagem desaparecer — Evangeline estava com a mesma expressão serena de sempre, algo que devia me reconfortar, mas que apenas servia para me deixar envergonhada.

— Eu sei... — Respondi sem jeito, esfregando o braço com a mão direita antes de dar um passo a frente e permitir que minha mãe me acolhesse em seus braços.

— Algo apareceu na sua cama pela manhã, a faxineira encontrou, por isso sabia que você viria, afinal não é todo dia que uma caixa de vidro  aparece magicamente aqui em casa— Ergui o olhar de maneira curiosa. — Eu fiquei surpresa ao perceber que o Lop estava dentro dela, vai explicar isso? — Ri baixinho, Ártemis tinha me mandado o segundo símbolo, o que provavelmente indicava que eu estava prestes a começar minha segunda tarefa.

—  Talvez... —  Disse misteriosa, abrindo um sorriso de canto um tanto forçada, sem querer me explicar.

—  Eu imaginei que diria isso, venha, vou preparar leite e biscoitos —  Mamãe me puxou pelo braço, me fazendo rir baixinho.

—  Não sou mais criança sabia? —  Ainda assim, era bom saber que ela lembrava de algo que eu gostava quando mais nova, mas que agora não fazia qualquer diferença.

—  É mesmo? Não sabia que podia ficar velha o suficiente para não comer biscoitos com leite, eu mesmo ainda os consumo com certa frequência —  Revirei os olhos, mamãe era do tipo sonhadora, não me surpreendia responder-me daquele jeito.

— Têm algo estranho acontecendo na cidade ultimamente? — Perguntei como quem não quer nada, fazendo Evangeline me olhar desconfiada enquanto seguíamos para a cozinha.

— Um forasteiro chegou a pouco e está promovendo show’s peculiares, eu planejava ir assistir no decorrer da semana, mas ainda não tive tempo — Mamãe pegou o leite na geladeira e ligou o fogo antes de se virar. — Eu não via Lop a pelo menos dez anos, o que está acontecendo? — Mordi o canto da boca e desviei o olhar ficando totalmente corada, como explicar a ela minha decisão?

— Eu o tinha ofertado como parte do meu juramento a deusa da caçada quando entrei nela — Expliquei baixinho, puxando um dos biscoitos do prato que mamãe colocara a minha frente. — Mas recentemente percebi que talvez — Hesitei. — Algo mudou — Ergui o olhar em direção a ela. — Eu vou deixar as caçadoras e por isso Lop está de volta, é um dos símbolos que representam minha entrada, um dos símbolos que vão representar minha saída — Lop era meu antigo pinguim de pelúcia, quando criança eu costumava arrastar o bichinho para lá e para cá, foi um presente da melhor amiga da minha irmã, minha madrinha, e bem, foi um dos símbolos que representou minha entrada nas caçadoras.

— Entendo... — Não falamos mais nada depois disso, a cozinha ficou em completo silencio e rapidamente o leite ficou pronto. Mordisquei a pontinha do meu biscoito de maneira pensativa e não voltei a encarar minha mãe pelo que me pareceu um longo tempo.

— Tem certeza? — Ela me perguntou minutos depois. Ergui o olhar de encontro ao dela, vendo ali a resposta clara que eu precisava para saber que sim, tinha feito a escolha certa.

— Eu nunca tive certeza de muitas coisas, mas pela primeira vez sinto que tomei a decisão certa — Respondi.

— Então apoio sua decisão, mas não pense que vai escapar de uma boa conversa mais tarde mocinha — Mamãe sorriu, me fazendo rir baixinho apenas por saber que tudo ficaria bem.

Bom, assim eu esperava...

...

Antes mesmo de entrar no quarto eu soube que ela estava a minha espera. Eu tinha me despedido brevemente de Evangeline antes de subir o lance de escadas e sentir a presença forte de Thalia Grace ao longo do corredor e logo soube que ela estava no meu antigo quarto. Entrei de supetão no mesmo e fechei a porta, sem me dar o trabalho de acender a luz.

— Quanto tempo — Cumprimentei baixo, sabendo que ela me ouviria.

— A jornada acabou finalmente — Thalia se levantou da cama e passou os dedos sobre a mesinha de estudos no canto do quarto, então ergueu os olhos azuis relampejantes em minha direção. — Ártemis me contou que pediu para sair — Assenti brevemente.

— Presumo que vai voltar ao seu lugar de direito — Completei, sabendo que estava certa apenas por ver a careta no rosto da filha de Zeus. Thalia tinha passado alguns anos distante da caçada a serviço de Ártemis, justamente por isso eu tinha assumido seu posto, que por direito ainda pertencia a ela.

— Já faz muito tempo — Ela suspirou antes de continuar. — Não importa, não estou aqui para isso e sim para te passar as instruções da segunda missão — Assenti, sem querer questiona-la como tinha conseguido entrar na minha casa, tinha uma suspeita, mas não queria pronunciar em voz alta.

— Siga em frente — Aconcheguei-me na cama de forma breve, finalmente me deparando com a caixinha de vidro lacrada e um Lop intacto dentro dela, sorri para mim mesma.

— Você já recebeu seu segundo símbolo, mas só vai poder ficar com ele quando concluir a tarefa — Eu já imaginava isso, portanto não lhe respondi. — Digamos que as coisas ao redor do mundo andam mais complicadas do que você imagina, alguns fãs de antigos imperadores estão causando problemas e bem, um está fissurado na sua cidade em particular — Fiz uma careta, mas deixei que ela continuasse sem interromper nenhuma vez.

— O nome verdadeiro dele é Conrado, mas ele se apresenta como o novo Comodo, o antigo imperador que colecionava animais e criaturas raras para matar em um grande show — Assenti brevemente para Thalia, aguardando que ela concluísse antes de me pronunciar, agora entendia o que mamãe queria dizer com show peculiar. — Esse, não sei como me referir a ele — Thalia franziu a testa, então deu de ombros e prosseguiu com sua explicação. — Não importa, Conrado consegue ver através da nevoa, possui seguidores que são como ele e se intitulam a tribo dos horrores, eles de alguma maneira conseguiram capturar animais e criaturas raras como Grifos e agora estão criando uma confusão e tanto. Todas as noites campeões se inscrevem no show para derrotar os animais e aqueles que conseguem sobreviver a todas as etapas podem pedir alguma coisa ao nosso suposto anfitrião. Ele realiza os desejos dos vencedores e bem, você foi inscrita para virar campeã dele.

— Espera — Arregalei os olhos um pouco surpresa antes de disparar. — O que diabos?

— Exatamente isso, eu estou aqui a alguns dias fazendo pesquisas e fiz um acordo com o homem em nome de Lady Artémis, se uma de nossas caçadoras for capaz de derrotar dez dos homens treinados pelo anfitrião em um espetáculo nessa noite, ele liberta os animais e acaba com essa festa de uma vez por todas. Contudo, se você perder a batalha, a corça Lunar de Artémis vira o novo brinquedo dele por uma semana inteira... — Ofeguei baixinho, sentindo o coração disparar no peito sem entender nada daquela loucura, sim, era isso, uma verdadeira loucura que eu chamava de realidade, afinal no meu mundo, as coisas nunca aconteciam de um jeito tradicional.

— Como tem tanta certeza de que ele vai cumprir a promessa? — Ousei perguntei, Thalia sorriu maliciosa, fazendo um arrepio subir por minha espinha dorsal.

— Ah ele vai, sabe, a deusa Estige não é tão tolerante com humanos impertinentes que quebram suas promessas.

E de alguma maneira, eu sabia que ela estava certa.

...

Foi muito complicado sair da mansão Henz sem que mamãe desconfiasse de nada, digamos que deixar um clone no meu lugar fora uma jogada inteligente, mas que não duraria muito tempo e em algum momento simplesmente desapareceria. Já era quase meia noite e eu estava em uma espécie de sala aguardando o inicio do show que começaria em apenas dez minutos, Thalia estava comigo, ajustando minha armadura enquanto eu apenas me preocupava em respirar, uma tarefa difícil em minha atual situação.

Meu coração batia acelerado no peito, minhas pernas tinham virado gelatina e minhas mãos estavam tremulas diante a expectativa e a ansiedade perante o início da batalha. Sendo sincera eu sou uma péssima espadachim, não tenho o melhor gingado e sempre que entro em batalha estou tão rígida que um erro mínimo pode me complicar. Sim sou filha de um dos três deuses grandes, sim possui certa afinidade com espadas e sim eu aprendi a duelar com as caçadoras, contudo eu nunca fui a melhor e a verdade é que sou bastante desastrada com esse tipo de lâmina. Reconheço isso, mas não deixo que os outros percebam.

— Você está verde — Thalia me puxou pelos ombros e endireitou minha postura.

— Acho que vou vomitar — Eu não estava nervosa com o público, apenas com a possibilidade de falhar diante dele. — Se ao menos eu pudesse usar o arco certamente eu...

— Não — Thalia me interrompeu. — Eu já te falei as regras. — E de fato eu as tinha memorizado, apenas não concordava com elas.

O acordo entre Conrado e Thalia era que apenas uma arma poderia ser utilizada no combate, uma espada que seria fornecida por ele, feita de um material ruim e que não se equilibrava muito bem em minhas mãos, algo que só me deixava mais insegura. O homem também me impedira de usar os poderes e qualquer tipo de faísca entre meus dedos acabaria me desclassificando daquela competição. Fora isso, eu estava livre para massacrar todos eles em troca da liberdade de milhares de monstros e animais com risco de extinção, e sim, antes que me pergunte, existem monstros que podem desaparecer.

— 5 Minutos! — Alguém gritou do lado de fora, fazendo meu estomago embrulhar mais uma vez.

— Vamos — Eu não estava pronta, mas Thalia me puxou do mesmo jeito, me fazendo esquecer de como respirar.

Seguimos por um corredor largo e paramos de frente para um par de portas de madeira. Thalia apoiou as mãos em meus ombros e então se afastou um passo para me encorajar no momento exato em que as portas se abriram, fazendo a plateia explodir em urros de excitação e assovios de entusiasmo. Relaxei a expressão de maneira forçada e obriguei meu corpo a adotar uma postura superior antes de caminhar para o centro da arena, pegando a espada escolhida com um lacaio ao lado da porta.

— Senhoras e senhores, que o espetáculo dessa noite se inicie — Uma voz masculina soou por todos os cantos da arena ampla, fazendo mais gritos e aplausos explodirem pelo local em ritmo com meu coração, que persistia retumbando insistente dentro do peito.

— De um lado a competidora escolhida para participar do torneio essa semana, a senhorita Sophia Vayne — Ergui o olhar em uma clara confusão e foi assim que me deparei com Thalia se encolhendo enquanto ria, ela tinha mudado meu nome, algo que claro me beneficiaria, mas que ela podia também ter avisado antes. Fechei a cara um pouco mais e apertei a espada em meu punho, tentando me controlar de alguma maneira. — Do outro lado, dez homens treinados por meu regimento especial que vão massacrar nossa heroína a qualquer momento — Risos se espalharam a minha volta, me fazendo conter a vontade de revirar os olhos. — Que entrem os três primeiros e que a batalha comece! — Com isso, as portas do fundo da arena se abriram liberando três soldados devidamente armados com escudos e espadas, prontos para me massacrar.

Eu juro que pensei que teria tempo de pensar em uma estratégia antes de ser atacada, mas não foi bem assim que as coisas aconteceram. Eu tive tempo apenas de analisar a forma com que os três soldados de Conrado se portavam antes que a distância entre mim e os três fosse rompida completamente, me dando chance de bloquear o soldado do meio bem a tempo de ser atingida. Nossas espadas se chocaram com força e o soldado recuou um passo enquanto um segundo avançava pela minha esquerda, algo que vi pelo canto do olho antes de me abaixar e usar meu corpo para empurrar o soldado a minha frente, escapando de um segundo ataque. Não tive a mesma sorte com o terceiro, três contra uma era covardia, mas eu tinha me submetido aquilo, não esperava ganhar alguma vantagem. A espada do terceiro soldado veio certeira de encontro ao meu braço, criando um corte profundo do ombro ao cotovelo que me fez trincar os dentes para aguentar a dor.

“Se está me ouvindo, dessa vez me ajude a fazer o certo”

Eu raramente pedia algo ao meu pai, Poseidon nunca ouvia, mas naquele momento sabendo que muito estava em jogo – incluindo meu destino – eu não via outra escolha se não me arriscar. Girei nos calcanhares e empurrei minha espada de encontro a do soldado que tinha me atingido, lembrando exatamente do ponto que precisava atingir no pulso com a ponta para desarma-lo completamente. Foquei de forma tão concreta em meu objetivo, que de alguma maneira consegui executa-lo de maneira perfeita e em poucos segundos fiz a espada do meu oponente voar para longe, deixando-o apenas com um escudo e uma expressão confusa.

Sem lhe dar tempo para pensar joguei minha cabeça de encontro a dela, fazendo minha testa se chocar contra seu nariz e sangue espirrar em meu rosto, em seguida ergui o joelho e o atingi entre as pernas fazendo-o cair de joelhos no chão. Em meio a isso, os outros dois soldados avançaram em socorro ao amigo, um de cada lado, me dando chance apenas de recuar dois passos antes de os dois se chocarem de forma atrapalhada. De alguma maneira eu tinha feito minha própria vantagem, afinal um dos soldados também tinha caído no chão ao se trombar com o amigo enquanto o segundo já recuperado avançava de encontro a minha pessoa com uma fúria descomunal.

Ergui a espada para bloquear seu ataque e ajustei o quadril para poder me mover para o lado, levando a espada para um ângulo abaixo da dele e estocando para frente a fim de fazer com que ele perdesse sua arma. Deu certo, sua espada voou para longe enquanto eu avançava de encontro a ele e manejava a espada para criar um perfeito “X” em seu peito, fazendo dois cortes precisos que o fizeram soltar um grito de dor.  Eu não dei chance desse segundo soldado se recuperar, apenas dei mais alguns passos, virei a espada estranha em mãos e me esquivei pela lateral de seu corpo, para em seguida bater com o punho da lâmina contra sua nuca, o derrubando desmaiado no chão da arena.

A plateia tensa urrou pela primeira vez, fazendo gritos e aplausos me distraírem por momento suficiente para que o ultimo dos soldados se recuperasse e conseguisse me atingir na altura do quadril com sua lâmina, sendo amparado apenas pelo designer da minha armadura, a única coisa que Conrado tinha me permitido usar que pertencia a mim mesma.

Ergui o olhar bem a tempo de vê-lo erguer a espada para executar um outro golpe de cima para baixo, assim, fiz o mesmo e levantei a lâmina para bloquear seu ataque. Nossas espadas se chocaram no exato momento em que seu olhar encontrou o meu e o que vi ali me deu coragem para continuar executando novos golpes. Ele estava com medo, com tanto medo quanto eu estivera quando dei início a essa batalha.

Empurrei sua lâmina com o auxílio da minha, fazendo força para obriga-lo a recuar e se desequilibrar devido a distância em que se encontrava do amigo desarmado. Com isso, o soldado acabou batendo os calcanhares no corpo estatelado ao chão da arena e assim foi de encontro ao chão. Vi suas costas se chocarem e sua espada voar para longe, mas antes que ele se recuperasse esqueci dos meus próprios sentimentos e cortei uma pequena parte de seu pescoço. Ele teria um trabalho e tanto para se recuperar com tanto sangue jorrando da ferida recente aberta.

Um barulho estridente soou acima da minha cabeça e de alguma maneira vi um placar descendo no meio da plateia a minha frente. Ali o primeiro ponto tinha sido marcado e pertencia a minha pessoa, algo que devia me deixar aliviada, mas não surtiu qualquer efeito.

Um grupo de enfermeiros adentrou a arena, me deixando ali sozinha antes de carregar os soldados para fora do lugar. Nesse meio tempo me concentrei em respirar corretamente, aguentando a dor dos cortes recentes abertos da melhor forma que conseguia. Era injusto estar em uma batalha como aquela, derrotando inimigo após inimigo sem poder me recuperar, mas o que eu esperava? Era uma semideusa, minha vida jamais seria fácil.

”Ajeite a postura”

A voz de Poseidon clareou minha mente e por um momento esqueci onde estava e o que estava fazendo. Ofeguei baixinho, as portas se abriram e mais três soldados avançaram em minha direção, o do meio na frente, sendo seguido de perto por outros dois que adotavam uma postura defensiva.

“Desperte, erga a espada e antecipe o ataque de seu inimigo”

Uma força interna tomou conta do meu corpo, fechei as duas mãos na espada e corri em direção ao primeiro dos meus inimigos com a espada firme apontada para baixo. Calculei então a distancia entre nossos corpos e no exato momento em que ele desceu seu escudo de encontro ao meu corpo eu ergui a espada. Girei nos calcanhares e o fiz passar raspando pela lateral do meu corpo enquanto me virava de frente para suas costas e executava um golpe de baixo para cima, criando uma fissura larga em suas costas que o fez ofegar, tropeçar e cair de cara no chão. Confesso que não me recordo de outro momento em que tenha ficado tão surpresa comigo mesma.

“Não pare agora, a sua direita, erga a espada”

A voz em minha mente servia como um guia de comandos que obrigava meu corpo a agir por instinto, sem necessidade de completar pensamentos. Virei para a lateral e ergui a espada bem a tempo de bloquear o soldado da direita, surpreendo a mim e a ele ao mesmo tempo. A raiva tomou conta da expressão daquele homem, que empurrou o corpo em minha direção, fazendo força para me obrigar a recuar. Pelo canto do olho vi seu amigo avançando pela esquerda e com isso consegui executar um plano que me permitiria me livrar dos dois de uma vez por todas. Contei mentalmente até três antes de largar a espada e saltar para trás. Com isso o soldado que fazia força contra mim acabou indo para frente e o outro avançou de encontro a ele. Resultado, os dois se chocaram e acabaram cortando um ao outro de maneira desajeitada antes de eu avançar mais uma vez e empurrar a cabeça de ambos uma contra a outra, atordoando-os a ponto de fazer os dois caírem no chão.

O barulho da plateia se tornou mais estridente e outro ponto foi marcado ao lado do meu nome no placar. Por poucos minutos, fiquei mais confiante.

“Não relaxe agora”

O procedimento de retirada de corpos foi executado mais uma vez, então as portas de madeira se abriram e os últimos três soldados passaram por ela. Poseidon voltou a me guiar na ultima batalha, que não durou mais de cinco minutos. Eu rapidamente dei cabo dos últimos três soldados, marcando o terceiro e último ponto antes de me ver exausta, machucada e ofegando no meio da arena, com milhares de pessoas me assistindo.

— Eu já esperava por isso — Ao longe um homem se levantou no meio da plateia, seu rosto foi estampado em varias das telas ao longo da arena enquanto ele falava. — Foi por isso que preparei uma surpresa para você, sua ultima batalha, eu espero que a aproveite — Com essas palavras a porta se abriu, revelando uma Evangeline vestida com uma armadura semelhante à dela, carregando uma espada identifica, contudo, com uma expressão confusa no rosto, que claramente denunciava que ela não fazia ideia do que estava acontecendo ali.

Meu mundo ruiu nesse exato momento, pois eu sabia que jamais poderia vencer uma batalha contra minha própria mãe, jamais... conseguia machuca-la.

Eu deixei que a espada deslizasse de minhas mãos e caísse no chão. Esperei que minha mãe recuasse, que desistisse. Realmente acreditei que ela jamais me machucaria ou avançaria contra minha pessoa, nunca estive mais enganada. Evangeline adotou uma expressão diferente assim que seus olhos pousaram em mim, então avançou em direção ao meu corpo, ergueu a espada e me atacou. Eu senti a lâmina se afundando em meu peito e ainda assim não fiz nada para deter minha mãe, não naquele momento ao menos. Mas então vi a espada ser erguida para um novo golpe e recuei por instinto para me defender, contudo ainda senti minha coxa ser rasgada e uma nova fenda ser aberta em meu corpo.

— Mãe! Porque? — Encontrei a voz e ousei perguntar sem entender nada.

— Não posso te deixar fazer isso, está arruinando sua vida com escolhas erradas mais uma vez — Eu estava confusa, ela tinha me apoiado, tinha dito na cozinha um pouco mais cedo, eu vi seus olhos e...

Franzi a testa e ergui o olhar bem a tempo de fugir de um novo golpe, esquivando-me para o lado de maneira desajeitada antes de ouvir meu pai gritando em minha cabeça.

“Acorde, veja a realidade como ela é!”

Minha mente clareou por um momento e pude ver olhos negros e fundos me encarando de perto, com toda certeza aqueles olhos não pertenciam a minha mãe.

“Pegue a espada”

Me joguei para o lado e segui o comando do meu pai, ignorando todas as dores dos cortes que tinham sido feitos em meu corpo. Recuperei minha espada e me ergui rapidamente, então bloqueei o novo golpe da criatura com minha lâmina e a vi de fato.

— Boogeyman — Fechei a expressão. Eu sabia que bichos papões ainda existiam, só não esperava que um tomasse a forma da minha mãe e me enganasse daquele jeito.

A fúria de repente tomou conta de mim.

Avancei ignorando tudo e todos, deixei minha espada tocar a dele e a empurrei com força de encontro as suas mãos antes de enrolar as lâminas e puxar, fazendo sua lâmina voar longe. Em seguida estoquei de encontro ao seu peito, perfurando sua carne e fazendo a criatura urrar de dor antes de puxar a lâmina mais uma vez. Girei nos calcanhares e desci a lâmina de encontro ao seu corpo, perfurando seu ombro, descendo pelo peito e subindo pelo pescoço mais uma vez. A criatura se debateu e assumiu a forma original e horrenda antes de erguer a mão.

— Pare! Ele me obrigou! — Ele ainda tinha a voz da minha mãe, e foi justamente isso que me fez parar. — Até mesmo os monstros se cansam da imortalidade as vezes, até mesmo nós — Ele engoliu em seco. — Eu desisto da batalha....

O quarto ponto pintou meu placar de vermelho, a plateia urrou enquanto a vitória me era dada, em meio a isso, eu só conseguia encarar a criatura a minha frente, tendo a plena certeza de que nada do que tinha acontecido fazia sentido.

Mas...

O que na minha vida fazia?

...

Eu não sabia se Conrado tinha mantido sua promessa, mas sabia que o show de horrores tinha sido extinguido. Estava á dois dias em Monique e minha mãe não é exatamente uma pessoa que fica calada, os boatos corriam soltos pela rua da cidade e Evangeline estava informada a respeito de tudo. Algo que me permitia estar a par da situação também.

Thalia tinha partido na mesma noite em que eu tinha vencido aquela batalha, Lop agora não estava preso a uma caixinha de vidro e eu ainda aguardava informações a respeito da minha última missão.

— Faz tempo que não te vejo com uma expressão tão serena — Pulei assustada da cadeira ao lado da janela, e foi assim que me deparei com a garotinha sentada ao lado da cama.

— Que susto — Lady Ártemis riu baixinho e se ajeitou sobre o acolchoado antes de continuar. Ela estava com a mesma aparência de sempre, uma garota com cerca de doze anos vestindo jeans e camiseta.

— Você atendeu meu pedido, acho que chegou a hora de eu atender o seu — Franzi a testa em confusão antes de abrir a boca para perguntar, mas Ártemis se antecipou e me respondeu antes que eu tivesse a chance. — Você fica me devendo a terceira tarefa, afinal posso precisar te procurar uma vez — Ficar em debito com os deuses nunca era uma boa ideia, ainda assim assenti do mesmo jeito.

— O que isso significa? — Perguntei.

— Que está na hora de voltar para casa, encontrar o acampamento e fazer o ritual que quebrara sua promessa eterna.

Passivos das Caçadoras:
Nível 1
Nome do poder: Sentidos Aguçados
Descrição: Os sentidos são essenciais em uma caçada, de maneira que, tais semideuses, ao juntarem-se a Ártemis, desenvolvem os sentidos, passando a enxergar, ouvir, sentir etc. muito bem, seja durante o dia ou durante a noite.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +15% em todos os sentidos.
Dano: Nenhum.

Nível 2
Nome do poder: Habilidade de Caça
Descrição: Ao se tornarem seguidoras da Deusa da Lua as semideusas desenvolvem habilidades de caça, como observação e paciência. Podendo seguir rastros de presas estudando o ambiente e localizando pegadas, sangue etc.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 15% de percepção.
Dano: Nenhum.

Nível 8
Nome do poder: Frieza em Batalha
Descrição: Ao entrarem em batalha, as caçadoras adquirem uma espécie de foco e de frieza. Podendo lutar até ser a última a tombar no campo de guerra sem se abalar por possíveis mortes de companheiras e aliados. No entanto, isso não significa que, após a batalha, a caçadora não seja atingida pela dor da perda de companheiros.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 12
Nome do poder: Conhecimento Bélico
Descrição: As caçadoras naturalmente acabam adquirindo um grande conhecimento sobre armas, sejam brancas ou de fogo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 13
Nome do poder: Força
Descrição: Ao lutarem em um ambiente natural, como florestas, a força da semideusa se torna maior, pois estão no local que as fortalece. Sendo mais difícil derrota-las.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 30% de força ao lutarem em florestas.
Dano: Nenhum.

Nível 17
Nome do poder: Instintos
Descrição: Habituadas a vida longe de grandes cidades, as caçadoras desenvolvem ao máximo os seus instintos – que são uteis em batalhas e caçadas –, passando a pressentir quando o perigo se aproxima.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 27
Nome do poder: Resistência
Descrição: Como imortais e habituadas a movimentação extrema as caçadoras passam a desenvolver uma resistência acima da média, podendo passar mais tempo em corridas e em batalhas, sendo difícil cansa-las.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 30% em resistência.
Dano: Nenhum.

Nível 30
Nome do poder: Habilidade em batalha
Descrição: Tais semideuses tornam-se habilidosas em batalhas, conhecendo pontos fracos de monstros, assim como seus movimentos passam a ser limpos e rápidos, tanto utilizando arcos como facas/adagas. Sendo extremamente evasivas no combate corporal, assim como assertivas.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 50% de velocidade em combates corporais.
Dano: Nenhum.
Passivos de Poseidon:

Nível 40
Nome do poder: Reflexos Aprimorados
Descrição: Como demonstrado na série, os reflexos do Percy são mais rápidos do que o normal, sendo que ele foi capaz de desviar uma bala que pode percorrer 1.700 milhas por hora, mesmo quando ele quase não viu a bala na Maldição do Titã. Seus reflexos aprimorados também permitiram que ele cortasse uma série de flechas ao meio no Mar de Monstros. Assim, filhos de Poseidon possuem reflexos melhores que os da maioria.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em uma ação de defesa/esquiva contra ataques físicos;
Dano: Nenhum

Nível 42
Nome do poder: Pericia com Espadas III
Descrição: Você se tornou um mestre com essa lamina e agora pode usa-la para atacar se defender, também consegue desarmar inimigos com mais facilidade e dificilmente deixa que tirem a lamina de suas mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 45% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Velocidade III
Descrição: Você aprendeu que a velocidade pode ser uma grande aliada em campo de batalha, e com isso treinou ainda mais arduamente, agora ficou mais rápido, esquiva-se com facilidade, e domina a luta ao seu favor. É difícil combater seu herói desse jeito.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade
Dano: Nenhum

Nível 47
Nome do poder: Força II
Descrição: O semideus treinou e evoluiu ainda mais e agora consegue carregar ainda mais peso, levantar coisas mais pesadas e efetuar lançamentos com uma facilidade tremenda. Conforme se desenvolveu, ficou ainda mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de força
Dano: +20% de Dano se o ataque do semideus atingir.
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Re: CCFY ▬ A tríplice Lunar {Jornada de uma Caçadora sem rumo}

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sab Abr 28, 2018 3:32 pm




Monstros imortais também cansam
Acho que nada acontece por acaso, sabe?Que no fundo as coisas têm seu plano secreto, embora nós não entendamos.

A lua cheia brilhava no alto dois minutos antes da meia noite. Uma fogueira com fogo azul brilhava ao centro do circulo formado por caçadoras e lobos, abrigando o pequeno grupo prestes a iniciar mais um ritual. A frente da fogueira três símbolos de virgindade formavam um triângulo inclinado para a figura da deusa vestida de branco, exatamente como a caçadora que se apresentava a sua frente.

— Podemos começar — A deusa falou depois de um tempo, o circulo tinha se fechado e as mexas do cabelo virgem de Emmanuelle começaram a brilhar. — Estenda a palma de sua mão dominante — Manu fez como foi pedido, deixou que a deusa corresse a lamina de prata lunar por sua palma, então a fechou em punho e se aproximou da pequena fogueira. — Proclame o encerramento de seu juramento. — A filha de Poseidon engoliu em seco, encarou o pequeno grupo por um momento e então focou o olhar na filha de Hades que outrora tinha lhe encorajado. Ailee moveu a cabeça, a fazendo erguer um pouco mais o queixo antes de se pronunciar.

— Eu encerro meu juramento com a deusa da caça, dou as costas a companhia das seguidoras da lua, abdico da juventude eterna para voltar a vida mortal. Aceito as consequências dos anos que a mim foram concedidos e quebro o juramento com lady Artémis sem olhar para trás...

Manu abriu os olhos e fitou o penhasco a frente, deixando que a lembrança da saída das caçadoras voasse para longe. Artémis tinha lhe pego de surpresa, concedera a ela uma espécie de benção para permanecer com parte dos poderes das caçadoras, portanto Manu continuava um pouco mais forte do que as garotas da sua idade. A deusa também tinha permitido que Molly viesse embora com ela e deixara um dos armamentos consigo como uma lembrança de seus dias de gloria. Tudo isso ainda repercutia com pensamentos constantes martelando sua mente, misturados as lembranças da semana em que passara cumprindo tarefas para sua deusa.

O lago Erie estava em paz desde que o monstro marinho tinha sido enviado ao tártaro, os Ent’s não estavam mais assombrando a floresta e os pescadores tinham voltado com a rotina do lago, restaurando a economia do lugar. Conrado tinha tentado quebrar a promessa a Estige e agora estava sobre castigo eterno no inferno, sendo torturado por espíritos malignos e obrigado a lutar com monstros infernais pela eternidade. Para Manu parecia um castigo bastante digno, ainda mais agora que tinha certeza que os monstros e animais raros tinham sido libertados, Artémis tinha garantido isso. Thalia tinha voltado ao posto de tenente das caçadoras depois de cinco anos cumprindo missões sigilosas a deusa da lua, seu reaparecimento tinha causado alarde no acampamento meio sangue, mas a filha de Zeus não parecia se importar.

Quanto a Emmanuelle...

— Eu sempre tive vontade de tocar as nuvens — Murmurou de repente.
“Você tem asas, pode voar” — Molly deitada ao seu lado resmungou, fechando os olhos em seguida para aproveitar o sol um pouco mais.

— A sensação deve ser, no mínimo, bastante curiosa — Refletiu baixinho, sorrindo de canto apenas por imaginar-se tocando de fato as nuvens do céu. — Mas acredito que isso seja fora dos domínios do meu pai e que...

“Você é livre e fica refletindo sobre perigos, está na hora de viver se arriscando de verdade, sem medo do que vai encontrar” — Molly a interrompeu, a fazendo rir baixinho.

— Acha que eu correria esse risco? — Manu se levantou, um sorriso largo e divertido no rosto, algo que muitas pessoas jamais tinham visto.

” Você acha que vale a pena correr o risco?” — Molly rebateu.

A filha de Poseidon encarou o céu mais uma vez, então voltou o olhar para Molly, abriu as asas e se atirou do penhasco, tendo a plena certeza de que sim, valeria a pena. A vida dela sempre fora um risco, se arriscar um pouco mais apenas daria a ela a certeza de uma coisa que a muito tinha esquecido: Estava viva e podia voar.

PEDIDO E EXPLICAÇÃO:

Bem, primeiramente se possível eu gostaria que essa missão fosse avaliada por um deus que sabe do acordo feito com a STAFF quando iniciei as postagens para deixar as caçadoras, afinal tenho um pedido. Estou abrindo mão de toda a xp (se necessário) para poder sair das caçadoras de Artémis com a benção que me seria ofertada de permanecer com 5 poderes ativos e 5 poderes passivos desde que eu tivesse êxito nessa missão. Junto a ela, também ficaria com minha mascote (Molly a loba lunar), bem como os poderes extras dela que eu já possuia e a arma que me foi dada como presente por ter adentrado as caçadoras.

Os poderes escolhidos estão abaixo, a arma de Artémis e a mascote em minha ficha de personagem para avaliação. É isso, obrigado a quem me avaliou até aqui e espero que tenha apreciado a leitura confusa e provavelmente cheia de erros ortográficos, confesso: Eu não revisei esse texto.


PASSIVOS
Nível 70
Nome do poder: Perícia com Arco VIII.
Descrição: As Caçadoras de Ártemis possuem uma facilidade natural com o manejo de tal arma, podendo rapidamente usá-la em uma ofensiva quanto na defensiva.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +100% de assertividade no manuseio de Arcos.
Dano: + 50 de dano ao ser acertado pela arma da semideusa, pois a precisão será mais certeira.

Nível 27
Nome do poder: Resistência
Descrição: Como imortais e habituadas a movimentação extrema as caçadoras passam a desenvolver uma resistência acima da média, podendo passar mais tempo em corridas e em batalhas, sendo difícil cansa-las.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 30% em resistência.
Dano: Nenhum.

Nível 30
Nome do poder: Habilidade em batalha
Descrição: Tais semideuses tornam-se habilidosas em batalhas, conhecendo pontos fracos de monstros, assim como seus movimentos passam a ser limpos e rápidos, tanto utilizando arcos como facas/adagas. Sendo extremamente evasivas no combate corporal, assim como assertivas.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 50% de velocidade em combates corporais.
Dano: Nenhum.

Nível 1
Nome do poder: Sentidos Aguçados
Descrição: Os sentidos são essenciais em uma caçada, de maneira que, tais semideuses, ao juntarem-se a Ártemis, desenvolvem os sentidos, passando a enxergar, ouvir, sentir etc. muito bem, seja durante o dia ou durante a noite.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +15% em todos os sentidos.
Dano: Nenhum.

Nível 50
Nome do poder: Cura Lunar IV
Descrição: Ao serem expostas à luz da lua, tais semideusas se sentem revigoradas e passam a recuperar, lentamente, parte do HP e da MP. (Uma vez a cada cinco turnos)
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: 60 de HP e MP.
Dano: Nenhum.
ATIVOS
Nível 47
Nome do poder: Flechas Encantadas IV
Descrição: Agora consegue injetar sobre a ponta de suas flechas – com um simples toque – um veneno diferente. Sua flecha ficara brilhante com a lua, adquirindo um brilho estranho, e ao acertar o inimigo com essa flecha, injeta em sua corrente sanguínea um veneno estranho, que causa hemorragia interna, devido a quantidade de veneno presente na circulação do corpo. Se o veneno não for extraído, continuará surtindo efeito a cada nova rodada, enfraquecendo e danificando o corpo do oponente das caçadoras.
Gasto de Mp: 60 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 20 HP (por turno)
Extra: O efeito do HP é retirado a cada turno que o veneno permanecer na corrente sanguínea do oponente da caçadora.

Nível 70
Nome do poder: Extração de Alma animal
Descrição: Ao adentrar as caçadoras, todas elas ganham uma espécie de benção, que lhes permite extrair almas de um animal prestes a morrer, e prender em objetos semelhantes a amuletos ou totens, podendo assim, usa-las em seu bem prazer. Por exemplo, ao extrair a alma de um urso, e prende-la contra um amuleto, poderá dar propriedade de força ao usuário que estiver em posse de tal objeto.
Gasto de Mp: 70 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Os bônus variam entre velocidade, força, visão, audição (geralmente algo relacionado a um atributo melhorado), e podem ser aguçados em até 30% ou 40% dependendo do animal, de sua força, e de seu tamanho.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 40
Nome do poder: Corça Lunar Antiga da Vingança
Descrição: Quando um inimigo atacar a caçadora de Ártemis, os lugares vão ser imediatamente trocados pela corça, algo semelhante a uma parada de tempo. O inimigo ficará paralisado no lugar aonde a caçadora estava, enquanto, a caçadora irá atacar o semideus do mesmo modo que ele a atacaria, usando os mesmos poderes que o oponente usou em você.
Gasto de Mp: 70 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Idêntico ao do poder utilizado pelo oponente.
Extra: Só pode ser usado uma vez a cada 4 turnos.

Nível 50
Nome do poder: Punição
Descrição: A caçadora convive nas florestas, é amiga de animais e plantas, e portanto, também os conhece, bem como seus dons e seus segredos. Artémis podia transformar suas caçadoras em constelações, e puni-las as fazendo virar animais, mandando suas seguidoras as perseguirem e mata-las, no caso da quebra de seu juramento. Assim como Artémis, as caçadoras conseguem transformar outro ser vivo em animal, como forma de puni-los por algo que as irritou. No entanto, só conseguem transforma-los em animais como lobos, aves, ou corças, animais que caçam nas florestas, iniciando sua aventura para com seus inimigos, que agora, se tornam a caça.
Gasto de Mp: 60 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10 HP
Extra: A transformação dura 3 turnos, nos quais, a caçadora ganha a vantagem sobre o campo, lhe caçando em sua forma de animal.

Nível 31
Nome do poder: Viajante da Lua II
Descrição: Agora seu poder ficou ainda mais forte, e seu campo foi estendido para até 2 km, conseguem desaparecer e reaparecer nesse raio de distância, em qualquer ponto que desejam, mas só conseguem fazer isso durante a noite.
Gasto de Mp: 25 MP por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Só conseguem usar o poder durante a noite.
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Re: CCFY ▬ A tríplice Lunar {Jornada de uma Caçadora sem rumo}

Mensagem por Juno em Sab Abr 28, 2018 6:15 pm

Tessa S. Henz



Método de avaliação
Enredo e coerência – 50%
Criatividade – 30%
Ortografia e gramática – 20%

Total de XP que pode ser conquistado
15.000 XP e dracmas

Avaliação final


Enredo e coerência – 50%
Criatividade – 28%
Ortografia e gramática – 12%

Total: 13.500 XP e dracmas

Observações:

Tessa,
A única coisa que me incomodou na sua participação foram os erros ortográficos, vírgulas e acentos mal utilizados e algumas palavras grafadas de forma errada. Fora isso, sua narrativa e concisa e coerente, ausente de falhas e interessante, prendendo a atenção do leitor do início ao fim. Parabéns!



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Re: CCFY ▬ A tríplice Lunar {Jornada de uma Caçadora sem rumo}

Mensagem por Juno em Sab Abr 28, 2018 6:19 pm

Emmanuelle S. Henz



Método de avaliação
Enredo e coerência – 50%
Criatividade – 30%
Ortografia e gramática – 20%

Total de XP que pode ser conquistado
20.000 XP e dracmas

Avaliação final


Sua solicitação final não foi simples, afinal, você está deixando as caçadoras, a liderança, mas ainda conquista uma bênção final de Ártemis, permanece com o presente de ingresso e com a mascote. Dessa forma, todo o XP que seria recebido foi sacrificado em prol deste objetivo, mas você ainda recebe os dracmas.

Enredo e coerência – 50%
Criatividade – 29%
Ortografia e gramática – 15%

Total:  18.800 dracmas

Observações:

Emmanuelle, eu gostei muito do enredo da sua missão e a forma criativa como ele teve começo, meio e fim de modo coerente e interessante. Sua narrativa, apesar de alguns erros ortográficos que seriam resolvidos com uma revisão, prendeu minha atenção e foi agradável de ler. Sua personagem também foi bem retratada, com medos, defeitos e tudo o mais que a faz humana, apesar de ter sido praticamente imortal por cinco anos. Parabéns pelo enredo, pela criatividade e boa sorte na nova fase de sua trama que se inicia.

Obs.: Peço que me informe, através de uma MP, se você tem interesse em permanecer como instrutora de arquearia ou se deixa este cargo livre também.



Juno Moneta
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Re: CCFY ▬ A tríplice Lunar {Jornada de uma Caçadora sem rumo}

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