The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

Greengrass: The grass is always greener in the other side of the fence

Ir em baixo

Greengrass: The grass is always greener in the other side of the fence

Mensagem por Evita Greengrass em Qua Jan 24, 2018 9:49 pm

sumário
Ato 1: O crush, o padrasto psicopata e o velocista enigmático

             “Evita – adolescente, dançarina, radialista, ladra de carros nas horas vagas – descobre sobre o mundo mitológico de maneira abrupta quando, na primeira tarde de verão, uma figura de seu passado manifesta uma doentia vontade de vê-la morta: Paolo, o padastro que ela nem conhecia. Apesar do rumo trágico da história, Evita conta com ajuda de seu mais novo e excêntrico amigo, e secretamente crush, Fletcher, para encarar essa aventura recheada de ação e mistério. Ah! Aparentemente Evita é filha de Hermes. Isso, o deus grego das encomendas ou algo do tipo. Mas essa parte ela ainda não entendeu muito bem."


Última edição por Evita Greengrass em Ter Fev 06, 2018 8:05 pm, editado 1 vez(es)
avatar
Evita Greengrass
Filhos de Hermes
Filhos de Hermes

Mensagens : 2

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Greengrass: The grass is always greener in the other side of the fence

Mensagem por Evita Greengrass em Qua Jan 24, 2018 9:51 pm

Ato 1
E para quem ainda não recebeu a notícia, o laboratório de mecatrônica estará interditado durante o fim de semana, ou até segunda ordem”, uma voz feminina ecoava pelos corredores do Instituto de Ensino Avançado de Seattle para Jovens Especiais, com uma animação que não condizia com o teor da informação passada, como se o comunicado divertisse a locutora de alguma forma. “Algo sobre robôs-grampeadores elouquecidos e falhas elétricas. Whatever. Não me perguntem”.

A rádio da instituição era gerida por uma equipe de discentes dedicados, tendo o intervalo das tardes de sexta-feira destinado ao chamado Evita Knows Best. O programa, comandado por uma bolsista do programa de artes e seu sidekick superdotado, mesclava os aspectos de noticiário com uma programação musical que dizia bastante sobre a personalidade excêntrica da locutora.

Como despedida, deixarei vocês com uma de minhas favoritas. Para aqueles tendo tempos difíceis na vida amorosa, fiquem com a faixa título Mad Love da mais subestimada vocalista da América, Jojo” declarou a voz em tom satírico, enquanto uma introdução melódica soava ao fundo. Após os votos finais da radialista, dita canção assumiu o lugar da animada locução nas caixas de som em todo o edifício.

A garota no estúdio de transmissão retirou os fones de ouvido e libertou os cabelos escuros de forma caíssem sobre os ombros, esticando-se preguiçosamente para afastar a inércia do corpo. Evita Greengrass – Eva, na verdade –, uma garota de pele dourada, cabelos e olhos castanhos e traços ferozes e marcantes, pôs-se de pé recolhendo o bloco de papel com os rabiscos referentes à programação do dia.

Coop, preciso correr para o estúdio de dança”. Diferente da transmissão, onde soava eufórica e contagiante, Evita agora falava em tom neutro, dirigindo-se a única outra pessoa na sala. O rapaz asiático atrás do painel de mixagem ergueu um olhar entediado para a locutora, como se previsse o pedido que veio a seguir. “Você pode fechar a casa de novo, hum?” ela pediu, exibindo um falso sorriso tímido nos lábios, para o qual Coop respondeu com um revirar dos olhos.

Evita já se encaminhava para a saída, munida da bolsa transversal de couro que havia surrupiado de um antigo colega, quando o rapaz resmungou um aborrecido “Tanto faz”, ainda de cabeça baixa. Um beijo de agradecimento estalou no ar logo antes de a garota disparar pelos corredores da instituição, visando o estúdio de dança no terceiro andar.



Foi a poucos metros de seu destino, na última curva que desembocava no corredor das salas de dança, que Evita bateu com tudo contra uma parede de tijolos. Ao menos foi o que pareceu quando ela esbarrou em um rapaz alto, de pele marrom clara e olhos de um tom entre verde e cinza que pareciam ter sido escolhidos a dedo no círculo cromático, de forma que se complementassem com perfeição. Rapaz este que pareceu não se abalar com o choque, permanecendo imóvel no mesmo ponto como se seus pés tivessem profundas raízes enterradas na cerâmica do chão. Evita, por sua vez, aterrissou no traseiro após o impacto, entreabrindo os lábios com um palavrão engatilhado.

“Caramba, me desculpe” o rosto de Parede de Tijolos entrou no campo de visão da garota, a voz grave ressonando em tom apologético. Antes que Evita pudesse dizer alguma coisa, o rapaz a segurou pelos ombros, içando-a de pé como se ela não pesasse nada. “Você está bem?”

Os olhos da garota passearam pela figura de Parede de Tijolos durante o instante em que levou para endireitar a alça da bolsa sobre o ombro. Totalmente recomposta, Evita reencontrou a voz que havia desaparecido nas profundezas de sua garganta ao primeiro vislumbre do garoto diante de seus olhos. “Estou bem, sim”, respondeu com um cordial aceno da cabeça.

Como acontecia com certa frequência naquela escola, a voz de Eva pareceu despertar algo no rapaz, cujas sobrancelhas ergueram de encontro à linha do cabelo raspado numa expressão de surpresa um tanto exagerada. Estranho. “Você é-...”.

A garota no rádio agora há pouco, sim” ela completou, com um sorrisinho orgulhoso brincando no canto dos lábios. “E não, nós não aceitamos pedidos de músicas ou fazemos declarações de amor ao vivo. Fora de questão.

Parede de Tijolos piscou como se estudasse aquelas palavras em busca de algum sentido, aparentemente incapaz de identificar a ironia nelas imbuída. “Ah-... É, eu ouvi dizer”, falou depois de uma pausa que fez Evita considerar correr para a sala de dança devido à atmosfera constrangedora da situação. Estranho.

Você dança?” Evita perguntou após uma olhadela ao seu redor, buscando por uma forma de quebrar o momento de embaraço. Seu olhos agora brilhavam com uma faísca de desafio.

O rapaz lançou um olhar demorado para os próprios membros, como se esperasse que eles pudessem responder a pergunta por ele. Estranho. “Não. Eu acho que não” ele respondeu com alguns segundos de atraso, finalmente voltando a sustentar o olhar da garota com o próprio.

Os olhos sagazes da garota Greengrass se estreitaram em linhas escuras de suspeita. “Você está perdido então?” questionou, mais uma vez estudando a fisionomia do rapaz. Ele realmente não parecia um bailarino. Apesar de alto, Parede de Tijolos era um tanto largo demais, com membros fortes e um peitoral maciço que provavelmente elevassem seu peso à casa dos oitenta quilos.

“Eu-...” começou o rapaz, replicando o ato de Evita ao correr os olhos pelo ambiente ao seu redor. Parede de Tijolos pareceu se dar conta de onde estava pela primeira vez desde o início daquele diálogo desajeitado, e voltou e encarar a garota com o cenho ligeiramente franzido. “Bem...” sua boca se abriu e fechou duas vezes, mas as palavras pareciam não encontrar uma saída. Ele sacudiu a cabeça, batucando uma das têmporas com o respectivo pulso. “E-eu preciso ir”, anunciou por fim, contornando a figura de uma muito confusa Evita parada no meio do corredor e desaparecendo na curva das escadas num piscar de olhos. Muito estranho.

Ok, Sr. Tijolos. Você fica com a faixa de Mister Bizarro do ano”, Evita falou para si mesma após digerir o ocorrido e projetar os ombros para cima e para baixo num gesto de conformação. Ela adiantou-se preguiçosamente até a devida sala de dança, só então se dando conta de que já estava atrasada em mais de meia hora para o bendito workshop de salsa.



No dia seguinte, Evita encontrou Parede de Tijolos novamente no caminho até o estúdio de rádio.

Era uma manhã de sábado, portanto sem aulas, mas os internos permaneciam na instituição – no caso de Evita, ela não tinha para onde ir de qualquer maneira. E lá ia Greengrass com seu bloco de notas começar o roteiro do Evita Knows Best da próxima semana.

Talvez fosse um pouco cedo demais para isso. Obviamente não acontecera muito no instituto de um dia para o outro, mas Evita não tinha muitas opções para ocupar o tempo. Era isso ou ficar no dormitório ouvindo uma playlist de música celta enquanto fantasiava sobre o estranho – e bota estranho nisso – que conhecera no ala de Expressão Corporal no dia anterior.

A questão é que, curiosamente, quando Evita cumprimentou o rapaz – que passara por ela às portas da biblioteca com uma grande caixa de papelão nos braços – com o mais cortês dos olás, ele a olhou como se tivesse visto um fantasma. Toda a cor desapareceu do seu rosto por um instante. Parede de Tijolos olhou por cima do ombro como quem não acreditasse que o cumprimento fosse destinado a ele, e quando percebeu que o olhar contestador de Evita estava realmente focado nele, começou a corar violentamente.

Algo se mexeu dentro da caixa nos braços do rapaz e Evita instantaneamente pensou em robôs-grampeadores enlouquecidos. Ela encarou o recipiente fechado com desconfiança inquisitiva. O rapaz pareceu acordar de seu curto momento, passando a alternar a atenção entre a caixa e a garota diante de si, pânico alastrando-se pelo seu rosto como fogo no pasto seco. Ele se virou e correu, mais uma vez sumindo da vista de Evita num piscar de olhos, sem qualquer explicação.



Pensar em Paredes de Tijolos sempre deixava uma trilha de pontas soltas na cabeça de Evita, mas ela não conseguia evitar fazê-lo. Pra começar ela precisava de um novo apelido para o rapaz, já que ela não sabia o seu nome verdadeiro e o apelido atual não era muito lisonjeiro – mesmo que ela nunca o usasse para se referir a ele diretamente.

Depois de muito ponderar na questão, Eva optou por chamá-lo de Belo Estranho, desde então, algo que resumia sucintamente tudo o que sabia sobre o rapaz misterioso. Belo, porém estranho.

Belo Estranho era uma incógnita. Por que ele agia de maneira tão inusitada? O que ele estava fazendo na ala de Expressão Corporal na sexta-feira? Por que ele agiu como se não conhecesse Evita quando eles se esbarraram na porta da biblioteca? Bem, tecnicamente ele não a conhecia mesmo. Mas por que ele tinha uma tendência a sair correndo sempre que ela tentava estabelecer um diálogo amigável? Seria Belo Estranho algum tipo de pária social? E qual era a cor daquele bendito par de olhos afinal? Verde? Cinza? Avelã?

As perguntas martelaram na cabeça de Evita durante todo o fim de semana, e se multiplicaram por dez quando Belo Estranho apareceu em sua aula de ballet na manhã se segunda-feira.

Perdido de novo?” ela perguntou casualmente ao passar pelo rapaz no caminho até a barra, ainda que sua surpresa transparecesse no modo como suas sobrancelhas se projetavam de maneira expressiva.

Evita começou a ensaiar alguns pliés junto à barra e seus olhos se arregalaram quando, através do reflexo do espelho, ela assistiu Belo Estranho aproximar-se e acompanhá-la no exercício, refletindo seus movimentos com perícia. Ele exibia um semblante carregado pela concentração, sem dar sinais de que iria responder à pergunta.

Eu pensei que você não dançava” ela continuou, com um sorrisinho incentivador, incapaz de evitar uma olhadela para as sapatilhas pretas que o rapaz calçava. Ele ainda parecia meio colossal demais para o ambiente, mas de certa forma seus movimentos eram fluidos e graciosos, como os de alguém que praticava há anos para vencer as limitações do próprio corpo. Era uma visão surreal, sem dúvidas.

“Algum problema?” ele perguntou ao sentir o peso do olhar de Evita em si, com vestígios de travessura na voz. Ela limitou-se a dar de ombros, engolindo uma risada inoportuna.

Daquela manhã em diante, Evita passou a conhecer Belo Estranho melhor. Seu nome, na verdade, era Fletcher e, como suposto, ele era um bolsista de mecânica e mecatrônica. Gostava de comida mexicana e tinha algum interesse em danças clássicas e tradicionais. Evita não acreditara muito na parte da dança. Mas eles rapidamente se tornaram amigos inseparáveis. Talvez rápido até demais.

Por mais próximo que os dois se tornassem, porém, Fletcher não se provava nem um pouco menos estranho. Ele tinha tendência de esquecer acontecimentos e comentários recentes com muita facilidade, e apresentava uma personalidade um tanto quanto inconstante. Havia dias em que ele era cômodo e direto, sem inibições e bastante seguro de seus atos. Noutros, ele parecia ter dificuldade com as palavras, e evitava algumas atividades que haviam se tornado rotina para a dupla, como as próprias aulas de dança.

Evita evitava perguntas invasivas, mas não podia impedir sua curiosidade de se manifestar em momentos inoportunos. Sempre que tentava mencionar o tópico, Fletcher o rejeitava com displicência descontraída, não muito inclinado a se abrir totalmente. Com o tempo, Greengrass acabou aderindo à conformação, e, ainda mais, habituando-se às peculiaridades do novo amigo.



A rotina acadêmica do primeiro dia do mês de junho começou com uma intimação para que Evita comparecesse à sala do reitor imediatamente. Fletcher insistira em acompanhá-la, mas ela não queria envolvê-lo em mais um dos sermões que receberia por comentários inapropriados durante transmissões – ou por “pegar emprestado” o carro do treinador de ginástica para ir ao shopping. Quando conseguiu convencê-lo de que podia se virar sozinha, ela fez o longo caminho até o departamento administrativo do instituto num arrastar de pés desanimando.

Como frequentadora assídua, Evita foi rapidamente admitida no escritório do reitor, recebendo uma ligeira careta de desgosto da secretária de meia idade que cuidava da recepção.

Mandou me chamar, professor?” ela perguntou assim que cruzou a entrada da sala, adiantando-se até a cadeira para visitantes onde se acomodou de maneira desleixada.

“Oh, senhorita Greengrass! Gostaria de dizer que é um prazer” falou o homem do outro lado da mesa em tom irritantemente pomposo. O Sr. Penrose era alto e forte, com cabelos loiros penteados para o lado, queixo largo e um sorriso populista típico de um verdadeiro político. Apesar do aparente desprezo por Evita, ele tendia a ser surpreendentemente indulgente no que se tratava das travessuras da garota, que rendiam visitas constantes naquela sala em especial. “Felizmente não sumiu nenhum carro do estacionamento essa manhã, então pode ficar tranquila. Eu te chamei pra entregar um recado do seu pai”.

Evita cobriu um bocejo com os dedos da mão direita, acomodando-se na cadeira com postura mais adequada. “Você se lembra que eu não tenho pais, certo? Aquela velha história do orfanato e tudo mais” ela falou, arqueando as sobrancelhas para ressaltar o quão estúpida a declaração do reitor soava.

“Eu sei. Eu sei”, ele prosseguiu, acenando a cabeça em conformação. “Essas são as palavras dele, não minhas”. O homem arrastou um envelope até então esquecido no canto da mesa, de forma estivesse posicionado exatamente diante de Evita, assim atraindo a atenção da garota para a caligrafia rebuscada que compunha uma assinatura no centro do papel. Paolo Greengrass. “E ele tinha o seu nome”.

Paolo?” Evita questionou, engasgando-se com uma risada. “O nome do meu pai é Paolo” ela afirmou, como se testasse a novidade ao repeti-la em voz alta, ainda que com uma carga de descrença na voz. A ideia de ter um pai já soava ridícula para a garota que viveu longos catorze anos sem saber como é a sensação. O nome era apenas a cereja do bolo.

Um sorriso cético ainda brincava nos lábios da garota quando ela abriu o envelope e pescou um pequeno pedaço de papel de seu interior, onde se lia, na mesma caligrafia da assinatura: Alameda Rockfeller, 154, Greenwood. O primeiro dia, ao pôr do sol. Um endereço.

“Oh!” Evita disse, relendo o conteúdo da carta com o cenho franzido, quando na verdade queria dizer algo como Incrível, um psicopata fissurado por verde que diz ser meu pai está me convidando para um passeio no subúrbio. Mal posso esperar. O homem do outro lado da mesa a olhava com curiosidade, o que incitou a garota a devolver a carta ao envelope e enfiá-lo na mochila apressadamente, deixando um agradecimento seco para o reitor quando disparava para a saída.

Apesar do aparente descaso com que Evita tratara a situação, ela não conseguiu parar de pensar no assunto. No momento em que lera a carta, ela automaticamente descartara a ideia de comparecer àquele encontro suspeito, mas, ao longo do dia, a proposta começou a parecer cada vez mais tentadora. Evita tentou encontrar uma justificativa plausível para aparecer naquele endereço mais tarde, mas ela bem sabia que era apenas sua curiosidade e sede de aventura falando mais alto, instigando-a a fazer uma escolha ruim como acontecera em tantas outras ocasiões.

Ela mentiu para Fletcher, dizendo que a convocação do Sr. Penrose fora apenas para reclamar do conteúdo do Evita Knows Best. Se ele tinha segredos, Evita também podia ter os dela. Ele pareceu descrente, mas não insistiu no assunto. Não envolver-se em discussões acaloradas com Evita tornara-se um costume dele.

Depois de se perder em pensamentos durante todas as aulas do dia, Evita finalmente decidiu comparecer ao suposto encontro. Ela escapou mais cedo de uma aula de dança contemporânea com o pretexto de que não se sentia bem, e fez o caminho de volta para o dormitório para orquestrar a sua fuga.

Escapar do Instituto nunca fora um grande problema. Evita já o fizera das mais variadas maneiras possíveis, incluindo a porta da frente, mas, naquela situação, ela sentia a necessidade de ser discreta na façanha. Por isso, sem muita cerimônia, ela esgueirou-se pela janela do pavilhão de dormitório, equilibrando-se perigosamente no muro interno – aquele que separava a ala feminina da masculina – até sua a intersecção com o muro externo da propriedade, ainda mais alto, porém mais acessível dali. Evita o escalou com um pouco de esforço, torcendo que ninguém testemunhasse a situação complicada em que ela se encontrava. Lá de cima, ele teve poucos segundos para avaliar a queda antes de se jogar para a calçada lá em baixo, completando uma aterrissagem digna de um potro perneta. Ela deixou escapar um resmungo em protesto pelo impacto, mas se recompôs rapidamente, ainda temendo pelo flagra.

Evita apalpou a bolsa transversal que trazia consigo, verificando a presença de uma forma cilíndrica por cima do couro. É óbvio que ela não iria encontrar um parente misterioso de índole extremamente duvidosa sem a companhia do bom e velho spray de pimenta.



O endereço descrito na carta correspondia a uma antiga casa tradicional, com jardim frontal aberto e bem cuidado. Dois andares de construção com generoso acabamento em madeira se erguiam no centro do terreno, cercado de outras residências de aparência semelhante.

No momento em que desceu do Uber na calçada oposta, Evita sentiu seus batimentos cardíacos assumirem um compasso animado, enquanto um leve arrepio corria por sua espinha. A boa e velha sensação de estar sendo observada. Ela olhou em todas as direções, mas o local parecia deserto. O por do sol já chegava ao fim, dando um aspecto um tanto quanto macabro à paisagem local.

À frente, Evita”, ela falou num murmúrio fraco após um agitar da cabeça; a expressão de cunho motivador quase não chegando ao seus próprios ouvidos. Tomando fôlego, Greengrass atravessou a rua sem olhar para os lados e aproximou-se da porta de entrada da residência referida na carta em passos apressados, como se temesse se arrepender da decisão inconsequente a qualquer momento. Quando ergueu a mão para bater na porta, porém, ouviu um baque surdo às suas costas que a fez pular no mesmo lugar.

“Você não vai querer incomodar os moradores”, falou uma voz grave e calorosa, fazendo Evita se virar instantaneamente. O sotaque era estranho aos ouvidos, as consoantes particularmente pronunciadas com mais veemência. “Olá, minha filha”. O dono da voz era um homem alto e magro, de porte elegante e traços um pouco delicados demais para a idade aparente. Somando a pele clara e o cabelo de um preto contrastante, ele exalava um ar mediterrâneo inegável. O homem vestia um smoking roxo completo, carente apenas da gravata borboleta para completar o clássico visual de vilão de ficção.

Você não é meu pai”. A sentença escapou por entre os lábios de Evita antes que ela pudesse registrar a ideia. De alguma maneira, porém, ela tinha certeza daquelas palavras. Não só pela falta de semelhanças entre ela e o homem, mas por algum tipo forte de intuição que não a atingia desde o dia em que conhecera Fletcher. Uma voz no fundo da consciência dizendo que algo não estava certo.

O homem pareceu ofendido por um momento. Chocado, por assim dizer. Ele levou a mão ao peito e forçou uma expressão de pesar, como se tentasse consolar a si mesmo de uma profunda mágoa. “Não diga isso, Eva! Eu sei que eu mereço, mas não diga isso, por favor”, falou em tom choroso, avançando um passo cauteloso. “Fui eu quem te deu um nome, o meu nome, no dia em que você nasceu”.

A sensação de choque que abalava Evita de dentro para fora pareceu ser afugentada pelo comentário. “Me deu um nome e depois me deu para adoção. Quando amor paterno, huh?”, ela falou, permitindo que a emoção agregasse poder à sua voz. “O que você quer de mim, hein? Eu estava muito bem até você aparecer”. Antes que pudesse administrar os movimentos de suas pernas, Evita deu um passo à frente.

“Mas que pergunta boba” o homem falou, também avançando. Sua mão direita passeou para o interior do smoking de maneira serena, e lá demorou-se por alguns segundos. “Eu vim te matar, é claro” declarou em tom sombrio, finalmente revelando uma lâmina curta, mas espessa e afiada demais para uma simples faca de cozinha. Ele saltou na direção de Evita e a golpeou na altura do peito, mas a garota se jogou no gramado adjacente para se esquivar da investida. Ela negaria se alguém perguntasse a respeito do grito agudo que ela deixou escapar durante o processo.

Evita lutou com as próprias pernas para se colocar de pé novamente, virando-se a tempo de ver o homem – Paolo, o nome do canalha era Paolo – arrancar a lâmina da madeira da porta com um tranco violento, deixando para trás um grande sulco vertical. Ela arregalou os olhos e simplesmente correu.

Para frustração da garota, Paolo era facilmente tão rápido quanto ela. Enquanto corria, ela podia ouvir os passos firmes do homem chegando cada vez mais perto. Uma sensação de pavor crescia em seu peito proporcional à aproximação da morte iminente. Ela tentara gritar por ajuda, mas se o local era deserto antes, agora, emaranhando-se nas proximidades do Parque Green Lake, Evita percebeu que seria ainda menos possível que alguém a ouvisse.

O grito morreu em sua garganta quando uma mão rude se emaranhou em seu cabelo – maldito cabelo –, fazendo-a fraquejar e perder o equilíbrio. Ela caiu de lado na relva baixa, e rapidamente um peso pressionou sobre seu corpo, mantendo-a no chão. “Fique parada, filhinha. Não vai doer nada” informou a voz de Paolo. Evita agora conseguia discernir a figura dele sobre si, seus grandes olhos castanhos a sondando com um brilho sanguinário. “É só uma picadinha e você estará livre do seu destino nefasto”. Havia um sorriso doentio a brincar naqueles lábios grossos, que se alargava conforma a lâmina subia acima da cabeça de Paolo, agora manejada por suas duas mãos assassinas.

Evita abrira a boca para protestar quando um foguete atingiu Paolo com tudo, atirando-o aos capotes contra o pé de uma árvore próxima. Forçando os cotovelos no chão, ela conseguiu erguer o tronco a tempo de ver o foguete fazer uma curva fechada em pleno ar, e pousar diante dela na forma de Fletcher Dowich, seu crush igualmente estranho e bonito com inteligência de sobra e samba no pé.

Fletcher?”, ela perguntou incrédula, mas ainda assim aceitando a ajuda do rapaz para ficar de pé. Olhando-o mais de perto ela podia distinguir a forma de uma mochila reluzente às suas costas, com um formato semelhante ao de um foguete seccionado ao meio verticalmente. Evita nem sabia que jetpacks existiam de verdade, mas aquela parecia bem real. Funcional também.

Fletcher, por sua vez, manteve-se alerta à figura estirada junto às raízes da árvore. Naquele estado, Paolo não parecia capaz de muitos feitos nocivos, mas o rapaz colocava-se entre o psicopata desacordado e a garota como se não confiasse muito nas aparências. “Temos que sair daqui”, ele falou com urgência na voz, desligando a atenção do pai assassino de Evita por um instante para avaliar os arredores. As últimas casas do bairro residencial ficavam um pouco distantes da posição deles, mas a noite havia caído e a civilização parecia bem mais tentadora que o breu da mata.

O que diabos você está fazendo aqui?! Você me seguiu?!”, Evita iniciou um interrogatório em tom ríspido, cutucando o ombro do amigo com o punho cerrado, mas recolheu-se após receber dele um pesado olhar repreensor. “Ok, então me dê carona na sua mochila-jato”, ela disse após uma espiada na direção de Paolo, o que a despertava para o fato de que Fletcher acabara se salvá-la de uma morte sangrenta.

“Não dá para levar nós dois. E mesmo se desse, não tenho combustível para ir muito longe” ele informou, apanhando Evita pelo pulso e arrastando-a consigo na direção das residências. “Precisamos de um carro”.



Encontrar um carro isolado dando sopa foi a parte difícil, dado o local da cidade em que se encontravam. Depois de uma caminhada generosa, Evita e Fletcher encontraram uma espécie de estacionamento temporário cercado apenas por uma boa centena de metros de tela galvanizada. Lá dentro, apenas um minifurgão preto de uma companhia local de comunicação jazia solitário, praticamente implorando para ser levado. Fletcher pediu que Evita ficasse de olho enquanto ele cortava a grade, mas só depois de a tarefa estar cumprida que a garota se deu conta do fato de que o amigo não segurava nenhum alicate ou serra.

Como você-...?”. Ela não teve chance de completar a questão uma vez que foi puxada através da nova abertura na tela e apressada na direção do único veículo estacionado.

O minifurgão estava devidamente aberto, como se esperasse por alguém para vir tomá-lo e levá-lo a uma aventura radical. Evita riu sem humor enquanto se acomodava no banco do passageiro, uma vez que Fletcher já ocupava o do motorista. Sua jetpack havia sido abandonada sobre o painel frontal do carro. Ele a olhou com a mais adorável das expressões confusas. “Como vou ligar essa coisa?”

Com a chave” Evita respondeu, revirando os olhos, e esticou-se para alcançar o quebra sol do lado do motorista. Ao puxá-lo para baixo, um molho de chaves escorregou para o colo de Fletcher com um tilintar agudo; entre as chaves, uma grande e óbvia chave de carro. O rapaz a pegou e a testou na ignição, arregalando os olhos quando o motor roncou baixo.

“Como você sabia?” ele perguntou com fascínio no olhar, manobrando o veículo na direção do portão de tela do estacionamento.

Foi um palpite” Evita respondeu, dando de ombros enquanto afivelava o próprio cinto de segurança. “Provavelmente deixaram o carro aqui para uma troca de turno, então a chave fica no carro para o próximo motorista. Nós apenas demos muita sorte” ela falou, pensando no quão bem-vindo era um pouco de sorte depois dos acontecimentos caóticos do dia.

Eles dirigiram por vários minutos em silêncio, até Evita se dar conta que a rota que Fletcher tomara não os levaria de volta ao Instituto.

Para onde estamos indo?” ela perguntou, só então percebendo do quão fraca soava a própria voz. Evita limpou a garganta e ergueu os olhos para observar Fletcher, que permanecia alerta no controle do volante, dirigindo em velocidade acima da permitida na medida em que rumavam para a periferia da cidade.

“Vamos sair da cidade por um tempo. Não é seguro voltar” ele explicou, agraciando-a com um rápido olhar tranquilizador. Novamente em silêncio, Fletcher fez várias curvas e manobras ousadas até que se encontraram numa estrada pequena e relativamente vazia que conectava a metrópole ao interior do estado.

Incapaz de tolerar a quietude e com a inquietação fervendo dentro de si, Evita começou a tagarelar sobre o ocorrido. Ela contou sobre a conversa com o Sr. Penrose e a carta, sobre a ameaça de morte do falso pai e a certeza que ela tinha de que Paolo não era quem dizia ser. De certa forma ela esperava que, descrevendo tudo em voz alta, ela conseguiria conectar as pontas soltas e encontrar algum sentido em toda aquela história, o que obviamente não aconteceu. Ao fim do relato, Evita emitiu um suspiro frustrado, controlando a vontade de chorar.

“Está tudo bem. Nós não vamos deixar ninguém te matar” Fletcher falou, numa tentativa de confortar a garota. Estranhamente, ele parecia saber mais do que estava deixando transparecer. E o que ele queria dizer com nós? No instante seguinte, porém, um baque forte detonou contra a lateral traseira do minifurgão e o veículo girou na pista. Os freios cantaram com violência, disputando volume com o grito Evita deixou escapar. A lei da inércia manteve o carro em movimento, fazendo-o capotar duas vezes até pararem na pista oposta, a lataria arranhada repousada melancolicamente sobre o asfalto.

Evita tentou se esticar para desafivelar o cinto de segurança, cacos do vidro temperado do para-brisa fazendo um coral de tilintares ao seu redor. Ela emitiu um gemido de dor pelo esforço, mas seu braço esquerdo parecia bem melhor que o direito, que balançava inutilmente do lado do tronco.

Uma sensação de pavor a dominou quando ela percebeu que Fletcher não estava ao seu lado, no banco do motorista. Ele estava sem cinto, pensou, lágrimas enchendo os olhos quando imaginou Fletcher sendo atirado através do para-brisa.

As forças abandonavam o corpo de Evita lentamente. Ela podia sentir os dedos frios da morte a puxando pela mão. Entretanto, um par de quentes mãos de aço a arrancaram do devaneio fúnebre, içando-a para fora do veículo acidentado sob uma cascata de cacos de vidro. Fletcher a segurava nos braços com extrema delicadeza, como se pudesse quebrá-la ainda mais se não tomasse o devido cuidado. Surpreendentemente – totalmente infiel à realidade e anatomicamente improvável –, ele escapara ileso do acidente.

Então ela viu Paolo, aproximando-se pela estrada em passos tranquilos e elegantes, como um modelo de passarela naquele smoking sofisticado. Em suas mãos brilhava uma espécie de lança de duas pontas, com lâminas forjadas em algum material reluzente demais para ser simples aço. Prata talvez? Não fazia muito sentido, menos ainda pelo modo como a visão de Evita gradualmente perdia o foco.

Até que tudo ficou preto, Paolo, Fletcher e o carro capotado sumindo dentro de uma espessa camada de breu.



No momento em que Evita acordou num banco de praça em um parque bem arborizado, ela teve certeza de que não estava realmente acordada. Provavelmente ela estava morta, na verdade. Ela suspirou, incapaz de abandonar a esperança de que Fletcher tivesse sobrevivido.

Olhando ao redor para absorver melhor a paisagem, ela viu uma trilha de pedras polidas onde várias pessoas caminhavam em ritmos diferentes, alguns correndo, outros trotando lentamente – e literalmente, visto que tinham patas de bode no lugar das pernas. Um homem saiu da rota de caminhada e veio se sentar ao lado de Evita.

“Minha filha querida!” ele falou com entusiasmo. Apesar da corrida, ele não parecia arfante ou suado. Era alto e esguio e vestia shorts curtos de caminhada e uma regata branca. Tinha a pele dourada de quem passava muito tempo sob o sol, e o olhar travesso de quem pudesse lhe passar uma rasteira e sair correndo a qualquer momento. Nas mãos, ele carregava um bastão onde duas serpentes vivas se enroscavam preguiçosamente.

Por que de repente todo mundo quer ser meu pai, hein?”, Evita falou secamente, cruzando os braços. Por mais que tentasse evitar, seu olhar estava congelado sobre as cobras, que mostravam as línguas bifurcadas para ela de tempos em tempos.  Ela podia jurar ter ouvido uma voz masculina dizer Rato!, mas o homem agitou o bastão, que se encolheu para a forma de um celular e sumiu no interior da bolsa transversal.

“Agora não, George”, ele falou com impaciência, dando um tapinha na bolsa ao fechá-la. Seus olhos gentis se fixaram em Evita novamente, e ele tomou fôlego para falar. “Minha querida, nós não temos muito tempo. Você vai acordar a qualquer momento” ele explicou, e Evita emitiu um suspiro aliviado. Como se lesse sua mente, o homem prosseguiu. “Sim, você não está morta, mas aquele crápula te machucou bastante. Você já deve saber que ele não é realmente o seu pai, mas ele era, sim, o marido da sua mãe. Um marido muito ciumento, devo dizer. E eu peço desculpas por isso. É minha culpa, afinal”.

Evita abriu a boca para exprimir suas dúvidas, mas o homem não deu sinal de que iria parar. “Meu nome é Hermes, o deus grego das viagens, dos ladrões, mensageiro oficial do Olimpo e outras coisinhas mais”, ele revelou com uma naturalidade capaz de fazer Evita engolir a ideia sem contestar. “Eu sou seu pai, seu verdadeiro pai. Eu te entreguei para adoção catorze anos atrás, quando aquele lunático matou a sua mãe e tentou matar você. Tudo aconteceu naquele endereço da carta. Por que diabos você foi lá, minha filha? Ele é um meio-sangue, um semideus, assim como você, e não gostou muito da ideia da esposa traí-lo com um ser superior como eu. Mortais são muito sensíveis nesse aspecto”.

Você está dizendo que Paolo matou a minha mãe?” Evita perguntou, incrédula. Ela sentiu a raiva fluindo até a ponta dos seus dedos, que começaram a tremer levemente, algo que julgava não ser possível em um sonho.

“Sim. Vamos querida não temos tempo para isso” Hermes falou, e a garota percebeu que o cenário do sonho estava saindo de foco lentamente. As pessoas correndo na trilha tornaram-se apenas borrões coloridos, como em um vídeo acelerado. “Estamos perdendo contato. Eva, minha querida, venho tentando te guiar na direção correta de uns tempos para cá. Cuidado com o seu namorado, ele não é o que você pensa. E não caia nos jogos do meu meio-irmão, ele já fez estrago demais brincando de deus, por mais que ele seja um. Eu deixei um presente para você. A minha melhor bolsa de carteiro. Você vai precisar dela em breve. E a profecia...”. Em algum momento do discurso, a voz de Hermes tornara-se um eco distante.

Evita tentou pensar em um comentário inteligente, mas após a torrente de informações recebida, seu cérebro parecia incapaz de trabalhar com lógica. “Ele não é meu namorado”, ela falou, enquanto o rosto de Hermes dissolvia em fragmentos de poeira diante de seus olhos.


Considerações Finais:

· CCFY com objetivo de reclamação da personagem;
· mais detalhes ocultos da trama  serão esclarecidos no decorrer do RP;
· o encerramento da narrativa durante um momento crítico da história foi proposital;
· nenhuma habilidade específica foi utilizada durante a narrativa.

Item de Reclamação:
The Ultimate Satchel [Uma bolsa transversal no estilo carteiro, cosida a partir do couro curtido do gado sagrado de Apolo e fios de ouro, com uma alça regulável do mesmo material. Um par de fivelas de ouro cuida para que a bolsa permaneça fechada. Na aba de abertura, gravado em letras douradas, está disposta a palavra ‘Hermès’, como uma referência ao dono original do item e simultaneamente à grife de mesmo nome. | Efeito 1: Apesar do tamanho mediano, a bolsa é encantada para abrigar quantos itens forem necessários sem variação de peso, como se não tivesse fundo. Os itens podem ser convocados de volta pelo usuário ao colocar a mão no interior da bolsa. | Efeito 2: A bolsa se adapta para comportar objetos conforme o seu tamanho, retornando à forma original quando fechada. | Efeito 3: O conteúdo da bolsa só pode ser acessado pelo proprietário. Para terceiros, ela apresenta apenas um interior comum e vazio. | Couro do Gado Sagrado de Apolo e Ouro | Resistência Beta | Mágico | Herança de Hermes]
CCFY I 5554
avatar
Evita Greengrass
Filhos de Hermes
Filhos de Hermes

Mensagens : 2

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Greengrass: The grass is always greener in the other side of the fence

Mensagem por Febo em Qui Fev 01, 2018 5:41 pm


Evita Greengrass

Recompensa máxima: 3.000 xp + 4.000 dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 19%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

Recompensas finais: 2970 xp + 3960 dracmas + reclamação de Hermes + item de herança

Comentário:
Caramba, você escreve muito bem! A ambientação da narrativa ficou simplesmente fantástica e eu pude captar de forma perfeita a personalidade da personagem. Como você disse, alguns pontos ficaram soltos e o final em um momento crítico foi proposital, mas espero do fundo do meu coração que você poste logo a continuação.

Quanto ao desconto, eu notei alguns errinhos por falta de atenção e duas sentenças que perderam levemente o sentido pela falta de uma conjunção. Fora isso, querida, você foi ótima. Parabéns!

Qualquer dúvida ou reclamação pode ser tratada via MP!
item recebido:
The Ultimate Satchel [Uma bolsa transversal no estilo carteiro, cosida a partir do couro curtido do gado sagrado de Apolo e fios de ouro, com uma alça regulável do mesmo material. Um par de fivelas de ouro cuida para que a bolsa permaneça fechada. Na aba de abertura, gravado em letras douradas, está disposta a palavra ‘Hermès’, como uma referência ao dono original do item e simultaneamente à grife de mesmo nome. | Efeito 1: Apesar do tamanho mediano, a bolsa é encantada para abrigar quantos itens forem necessários sem variação de peso, como se não tivesse fundo. Os itens podem ser convocados de volta pelo usuário ao colocar a mão no interior da bolsa. | Efeito 2: A bolsa se adapta para comportar objetos conforme o seu tamanho, retornando à forma original quando fechada. | Efeito 3: O conteúdo da bolsa só pode ser acessado pelo proprietário. Para terceiros, ela apresenta apenas um interior comum e vazio. | Couro do Gado Sagrado de Apolo e Ouro | Beta | Mágico | Herança de Hermes]

Atualizado por Mercúrio.
avatar
Febo
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Mensagens : 156

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Greengrass: The grass is always greener in the other side of the fence

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum