The Blood of Olympus
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Daughter of Darkness

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Daughter of Darkness

Mensagem por Ever Bloom em Qua Jan 17, 2018 8:37 pm



— Ever Bloom—



"Deep into that darkness peering, long I stood there, wondering, fearing, doubting, dreaming dreams no mortal ever dared to dream before."

* * *

Tópico destinado para trama pessoa de Ever Bloom. Aqui encontrará a passagem da vida de uma garota normal para seus dias de aventura como semideusa.


Tenha uma boa leitura
daughter of darknesswhat we are looking for
Créditos do template: Mari Ana


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Ever Bloom
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Re: Daughter of Darkness

Mensagem por Ever Bloom em Ter Jan 30, 2018 6:53 pm


Demigod and proud
We are the future
E
mbora morássemos em um local extremamente frio, os últimos acontecimentos faziam-me sentir em constante aquecimento. Apesar de toda a agonia que os meus dias começaram a se tornar, sempre soube que era especial. Naquele momento, tentava preparar uma pequena mochila com o máximo de lembranças dos meus últimos 15 anos “normais” enquanto recapitulava o que vinha acontecendo há uma semana.

Era semana de provas no colégio. Por conta da dificuldade de ficar quieta por algumas horas em um mesmo lugar, me via fora da sala poucos minutos depois da prova iniciada. Para minha sorte sempre fui uma boa aluna e a rapidez não atrapalhava minhas notas, porém não poderia me dar ao luxo de voltar para casa tão cedo e ter que ouvir sermão da minha mãe. Apesar de ser diferente em vários aspectos de mães comuns naquela região, quando se tratava de conhecimento ela costumava pegar pesado.

Antes de sair da sala, durante minha pequena caminhada da terceira fileira de acentos até a mesa do professor, constatei rapidamente se John estava concluindo a sua prova também, pois não queria ficar muito tempo a sua espera. Ele gesticulou algo que entendi como “mais cinco minutos”. Demonstrei uma cara de tédio e saí da sala. Os corredores estavam vazios e silenciosos, caminhei de um lado para o outro tentando pensar em algo que poderíamos fazer até chegar uma hora razoável para voltar para casa.

— Vamos querida? —John cutucava-me, sorrindo por me tirar do transe — Muitas ideias mirabolantes de como fugir da sua mãe?

John e eu éramos amigos desde que nascemos. Não recordava de viver minhas aventuras sem ele. Apesar da deformidade em suas pernas, as quais nunca soube o que realmente aconteceu, pois ele sempre dizia que não era nada demais para se preocupar, ele sempre embarca nas minhas loucuras. Ele acabou se tornando um irmão mais velho. Tínhamos a mesma idade, porém ele tinha uns 20cm a mais que eu, dando a impressão que eu era mais nova. Aquilo me irritava de vez em quando, mas era bom ter alguém musculoso ao meu lado.

— Estava querendo comer algum doce, o que acha? Só não me decidi em qual ir — pus as mãos sobre as bochechas tentando parecer desesperada, arrancando risos de ambos.

— Vem, já sei aonde iremos — ele me deu as costas e começamos a caminhar para fora do colégio.

A diferença de luminosidade de dentro do colégio para o caminho que começamos a tomar na rua não era tão diferente. Naquele dia, apesar dos termômetros marcarem temperaturas não fora do normal, o clima aparentava estar um pouco mais acolhedor.

Seguimos umas duas quadras a frente até John parar em frente a uma cafeteria. Não me lembrava daquele estabelecimento, mas aparentava ser um local confortável. Apesar dos imóveis do entorno o dono dali não parecia se importar em ter se tornado o mais chamativo, sua fachada em tons de amarelo mesclado com marrom eram convidativas.

Entramos no local abrindo uma porta que logo revelou nossa presença ao soar um sininho que ficava presa a mesma. Uma música agradável tocava ao fundo, era um espaço pequeno, mas bem aconchegante. Sentamos na primeira mesa vaga que vimos e John foi logo pedindo algo para nós.

— Você está prestes a tomar a melhor bebida da sua vida – John esperava ansioso por uma reação minha, porém apenas arqueei uma das sobrancelhas transmitindo curiosidade — Você deveria se empolgar um pouco com as coisas não acha? — Sua expressão parecia de desapontamento, sendo logo substituída quando as tais bebidas chegaram.

—Deixe-me apresenta-la, dentro destes copos temos algo chamado néctar — colocou a mão no queixo demonstrando estar pensativo — digamos que irá aguçar algum sabor muito especial para você— por fim seus olhos refletiam expectativa em me ver bebendo aquilo. Fiz um pequeno cumprimento e levei o copo a boca.

Uma explosão da mistura amarga do café forte mais algo doce que eu não sabia fazia o contraste perfeito. Em pouco tempo havia acabado aquela bebida saborosa, não entendia o porquê de ele ter pego um copo tão pequeno se já imaginava que eu iria gostar, um teste talvez?

Já estava pronta para lhe pedir outro copo quando o mesmo puxou a minha mão para fora do local. Não tive tempo de questionar e continuei seguindo-o. Em pouco tempo chegávamos a minha casa, sempre a minha frente demonstrava estar com pressa e atento a tudo que acontecia na rua, não notei nada anormal e estranhava suas atitudes.

Em pouco tempo chegamos a minha casa, como de costume ele não precisava bater ou esperar que eu abrisse a porta, foi logo entrando. Parei na porta da frente para respirar um pouco e logo corri atrás dele pela casa, precisava entender aquela mudança repentina de humor.

—...Já está na hora dela ir para o acampamento — Infelizmente o clima não parecia um dos melhores na cozinha. John estava conversando com a minha mãe apoiado na ilha da cozinha, seus rostos estavam em total harmonia de preocupação.

— Querida — Finalmente minha mãe se pronunciou após alguns segundos de silêncio entre nós — Precisamos conversar algo muito sério e que irá determinar nossos futuros.

Sem perceber havia prendido a respiração, não gostava quando minha mãe queria tratar de assuntos sérios. Sua mãe, então, começou a falar, em um tom de voz carregado de seriedade

“Há muito tempo, quando eu tinha sua idade, descobri que era especial. Foi revelado a mim que existia outro mundo, mesclado ao nosso, que humanos comuns nunca sonhariam existir. Foi nessa mudança que descobri que a minha mãe era uma deusa. A primeira vez que ela falou comigo senti-me tão aliviada por saber que tinha uma mãe. Porém a angustia me tomou logo em seguida, pois ser filha de quem eu era me trouxe vários problemas. Confesso que, naquela época, eu fui muito egoísta com a minha própria vida. Culpava meu pai por não ter se apaixonado por uma pessoa comum e culpava a minha mãe por me fazer viver a vida tão arriscadamente.

Só compreendi a vida ao conhecer seu pai. Ele me mostrou que não mandamos no coração e que devemos enfrentar tudo que está por vim. Minha filha, você foi consequência dessa paixão, porém diferente de tudo o que eu passei, eu tentei poupa-la. John está conosco há tanto tempo, pois pedi sua ajuda para vigiá-la. Escolhi uma cidade com temperaturas baixas para dificultar sua localização, mas mesmo assim enfrentamos muitas dificuldades. Me sinto culpada por não ter deixado você compreender o outro lado da sua vida, queria ao máximo te proteger, não queria que sentisse medo ou angustia por perder alguém. Eu achava que seria possível você ter uma vida normal, mas infelizmente estava enganada. Seu pai tentou me avisar, mas sempre fui contra. Aceitei que ele mantivesse alguns seres longes, mas ele não pode estar a todo momento focado nisso. Espero que me perdoe e que possamos trilhar esse novo caminho juntas”

Eu estava pasma com aquelas revelações, tentava assimilar tudo, mas minha cabeça pedia mais explicações.

— Quando estivermos seguras te conto mais detalhadamente, por hora você precisa saber que sou uma semideusa filha de Quione, John um sátiro e você, meu amor, é minha filha e de Hades.

*********

Foi dessa forma que minha vida virou de cabeça para baixo. Acabamos tendo uma conversa longa, nós três. John havia revelado o motivo de ter saído às pressas do café, aparentemente ele havia encontrado uma criatura do submundo, ou algo do tipo. Ele disse que a criatura não estava ali para me atacar, mas sabia que ela havia nos notado. Por fim, minha mãe disse que eu era uma semideusa e que precisava cruzar o país para ficar segura. Estávamos preparando tudo desde aquele dia e finalmente uma semana depois estávamos prontos para partir.

Após as revelações dos últimos dias não conseguia ter uma conversa com a minha mãe. Ela sempre me preparou para esse momento, mas nunca havia me dito o porquê. Agora compreendia todos aqueles ensinamentos de anos sobre as mitologias e a importância que sempre deu em me deixar preparar fisicamente para qualquer tipo de desafio. Porem até aquele momento achava que fosse apenas preocupação de mãe.

— Filha, John já está a caminho— Minha mãe apareceu em meu quarto e parou na porta cruzando os braços em sinal de desconforto. — Poderemos conversar quando estivermos em segurança, agora só peço que me obedeça e faça tudo que eu mandar, tudo bem? — Não compreendia aquela pergunta ao final, que escolha eu teria? Tudo que eu conhecia teria que ficar para trás e histórias que eu considerava apenas história fariam parte da minha rotina agora. Afirmei com a cabeça e voltei a arrumar uma pequena mochila.

Não notei em que momento ela deixou meu quarto. Então vesti uma roupa confortável e desci para a cozinha, John estava lá, porém a minha mãe não. Deixei claro a minha dúvida com o olhar e ele foi rápido em sua resposta, ela havia ido aos terrenos do fundo para mandar uma mensagem ao acampamento. Era necessário informar nossa ida para lá.


Se fosse uma situação comum, poderíamos pegar um carro, como pessoas comuns, e ir dirigindo até o aeroporto mais próximo. Porém essa não era uma situação comum. Minha mãe havia dito que aquele caminho poderia ser perigoso, algo sobre não permanecer muito tempo em território dos “tios”. Seguimos um caminho para dentro da floresta, a explicação foi que iriamos em um táxi da danação. Não foi de tamanha surpresa, já havia estudado sobre.

Logo paramos em um local, olhei em volta, e nada me parecia estranho. Minha mãe, porém, já aparentava estar preparada para chama-las quando um barulho intenso ecoou de dentro da floresta. John se apressou e me entregou uma faca. Eu não entendia como poderia me ajudar, mas não reclamei. Minha mãe estava com uma espada reluzente em mãos. Eu fiquei surpresa com essa visão, mas não tive tempo para contemplar minha mãe em posição de batalha, pois uma criatura gigantesca surgiu no nosso campo de visão. Aparentemente minha mãe e John sabiam que não tínhamos a menor chance contra a criatura, então fizemos a única coisa sensata a se fazer: correr. Todos nós sabíamos que não conseguiríamos fugir da criatura, pois cada passo que ela dava equivalia a dez passos nossos. Foi então que algo aconteceu. Algo que eu jamais esqueceria. Minha mãe parou de correr e ficou frente a frente com a criatura. Eu sabia o que iria acontecer, sabia que ela estava se sacrificando por mim.

Desde o momento que havia sido revelado como seria minha vida, minha mente estava um caos. Eu tentava ignorar todos os sentimentos possíveis e estava confiante que não iria me deixar abalar por nada, mas era apenas uma mentira. O medo já tomava conta do meu corpo, John me segurava com todas as forças para que eu não fosse ao encontro da minha mãe, as lágrimas começavam a complicar a minha visão, meu choro já não podia ser controlado.

A cena que pude ver logo em seguida foi minha mãe tentando lutar contra aquele corpo enorme a sua frente. Apesar de bem habilidosa, sabíamos que aquilo não iria durar muito tempo, não aguentava mais o peso do meu corpo, meu amor maior estava prestes a dar a vida por mim e eu não poderia fazer nada.
Minha mãe era uma espadachim muito habilidosa. Seus golpes eram floreados, e sua esquiva também era assombrosa. Mas, por mais que minha mãe pulasse e rolasse ao redor da criatura, o monstro era superior a ela, tanto em altura quanto em força. Foi então que o pior aconteceu. Minha mãe errou uma esquiva, e o monstro a jogou para longe, fazendo-a cair entre as árvores, fora do meu campo de visão.

A única coisa que eu conseguia fazer era chorar. John me carregava para o mais longe possível, mesmo eu me recusando a abandonar minha mãe. Ele me soltou por alguns momentos, enquanto chamava nossa partida. Minha respiração se normalizava, mas minha consciência ainda pedia para que eu voltasse. Minhas pernas não respondiam ao meu comando e isso se tornava cada vez mais doloroso. Por que tudo aquilo tinha que começar a acontecer, as coisas ainda não haviam se tornado totalmente claras e minha mãe já havia sumido em meio àquela confusão.

Abracei forte minhas pernas sobre o peito enquanto pensava como encaixar minha vida nova a antiga. Como seria ter um novo lar sem ser em Victoria, será que teria que ir ao colégio também? Ou talvez vivesse em constante terrorismo por achar que a qualquer momento um monstro poderia aparecer. Aqueles pensamentos martelavam enquanto John me carregava novamente, agora para dentro de um táxi, sabia que esse não era um normal, porém estava confusa demais para conseguir ver seus detalhes.

—Ora Ora! Filha da morte

—Calada, não queremos confusão com ele

—Não estamos fazendo nada! A garotinha que nos procurou, não é mesmo?

Apesar do meu estado ainda conseguia sentir repulsa, três mulheres estranhas e sem olhos direcionavam a pergunta a mim. Não tinha como responder, minha boca movia-se, mas nenhuma frase era feita.

—Deve estar em choque!

—Isso mesmo, a mãe morreu!

—Parem de tocar no assunto, não temos nada com isso, nadinha.

As três se comunicavam entre si e aos poucos eu compreendia se falam de mim e minha mãe.

—Do que vocês estão falando? Vocês conhecem a minha mãe? Onde ela está?

—Não temos intenção de dizer nada. Ele pode nos tomar o olho, foi tão difícil de recupera-lo.

Não compreendia nada e por fim não me disseram nada, respondiam aleatoriamente e não diretamente a mim. Era mais uma conversa entre as três, John permanecia calado ao meu lado, não sabia se estava triste pela minha mãe ou apenas me evitando para que não lhe fizesse perguntas.

Utilizamos as irmãs apenas para cruzar a fronteira entre os países. John se limitou a apenas avisar quando eles chegaram. Pude notar um grupo de adolescentes, talvez adolescentes como eu. Eles se apresentaram, porém não conseguia demonstrar nenhuma afeição naquele instante. Queria apenas saber como encontrar a minha mãe. Como forma de consolo, uma das garotas me disse que no acampamento eu poderia encontrar as informações que precisara.

Finalmente chegamos ao tão esperado destino, não fazia questão de estar ali, mas pelos acontecimentos estava curiosa sobre meu novo mundo. Fui levada para um local principal, alguém estava à minha espera.

— Bem-vinda ao acampamento meio-sangue! Imagino que não foi tão simples chegar aqui. Fiquei sabendo pela sua mãe, minhas considerações — Quem me receberá foi um deus, Dionísio para ser mais exato. Ele pôs a mão em minhas costas tentando reconfortar-me. — Podemos conversar um pouco lá fora?

Afirmei com a cabeça e saímos sem um rumo definido. Aquele local parecia cheio de vida, diferente da minha cidade natal. Tentava entender como muitos sorriam por estar segurando uma espada. Queria parar para perguntar se eles dormiam tranquilos à noite.

— Eu conheci a sua mãe, ela confidenciou a algumas pessoas o motivo da partida. Era uma ótima guerreira, sentimos quando foi embora. — Eu não conseguia perceber se Dioniso estava realmente triste com a morte de minha mãe ou se aquilo era apenas um discurso ensaiado — Todos somos uma família aqui. Espero que possa também se sentir assim. Tenho certeza que sua mãe gostaria que você se sentisse em casa aqui.

Voltamos a andar até parar na frente de um chalé grandioso.

— Aqui será sua nova moradia, seus irmãos poderão lhe ajudar, agora tenho que ir. — Então Dioniso me deixou parada em frente ao chalé e foi embora. Um misto de sentimentos não me deixava andar. Decidi dar um passeio antes de conhecer meus novos aposentos. Observava tudo, porém o pensamento voava para longe. Sem notar já me encontrava em meio às árvores.

A noite já havia caído, suspirei e decidi encarar minha nova realidade. Um pouco a minha frente um homem estava encostado em uma arvore, ao notar que eu o vira se recompôs de um jeito formal. Fiquei parada sem entender muito o que poderia acontecer, até que o mesmo se pronunciou
.
— Ever, que bom que está bem.

— Quem é você? — Meu coração começou a acelerar sem um motivo concreto, estava com medo da resposta a seguir.

— Sou seu pai — ele havia sido direto, sem demonstrar nenhuma fraqueza. — Você deve querer saber mais sobre mim correto?

— Como vocês se conheceram? Como tudo isso foi acontecer?

Ele começou a andar e pediu para que eu acompanhasse.

—Sua mãe e eu nos conhecemos em uma das missões dela, ela estava com um dos meus filhos e precisavam de algumas informações de mim, tivemos uma ligação e nos encontramos algumas vezes.  

— Por que eu nunca te conheci?

—Decidimos que seria melhor deixa-la mais tempo possível fora de perigos, minha presença poderia aguçar as coisas.

—De nada adiantou, minha mãe morreu e eu não pude fazer nada— A essa altura lagrimas já se formavam em meus olhos, senti braços fortes me cobrindo.

— Sua mãe era maravilhosa, tudo que ela fez foi por amor. Venha comigo, tenho algo para lhe dar.

— Aonde vamos?

— Já está na hora de conhecer um pouco da sua nova vida.

Ele voltou a me abraçar e começamos a desintegrar no ar, fechei os olhos temendo que poderia estar acontecendo.

— Já pode abrir os olhos — Aos poucos abri os olhos e vi o deus rindo de mim, fiz uma careta tentando não demonstrar vergonha. Ele voltou a normalizar a respiração entregando que eu o divertirá com meu jeito de reagir ao desconhecido. — Vamos, quero ver do que é capaz.

Não entendi o que quis dizer, porém me perdi na decoração daquele lugar. Era incrivelmente grande, suspeitei que levaria dias para eu conseguir conhecer tudo por ali. Diferente do que eu imaginava não existiam almas perambulando por todo o canto, meu olhar curioso foi logo respondido.

— Elas não ficam aqui, seria demais ter que dividir a casa com algumas almas desgovernadas. Mesmo estando no submundo não preciso conviver o tempo inteiro com elas não é mesmo?

Me permiti sorrir, finalmente pude conhecer meu pai. Queria que minha mãe estivesse naquele momento também, mas não poderia estragar aquele momento que por anos sonhei como poderia ser.

— Chegamos, pode ser estranho, mas quero ver do que você é capaz — Não compreendia aonde aquela conversa iria chegar — Tome, irá precisar para seu treinamento — Ele me entregou uma espada, observei toda sua extensão, eu conseguia me ver refletida naquela arma.

Quando dispersei os pensamentos voltando a focar na realidade o deus já não estava mais comigo naquele local. Me surpreendi com o tamanho do oponente a minha frente. Era literalmente um escorpião tamanho família, fiquei sem reação apenas o observando.
Novamente meu pai voltou a ficar ao meu lado, seu semblante estava sério mais uma vez.

— Você precisa começar a aprender a ter uma reação rápida, em outros momentos eles não irão cogitar se devem atacar ou não. Se ponha em defesa.
Agora compreendia todas os tipos de lutas que aprendi, por ser canhota meu apoio era na perna esquerda, dobrei um pouco os joelhos para ter uma fixação ao solo, pus a espada frente ao corpo e tentei manter a respiração controlada.

—Analise seu oponente, ele tem apenas uma intenção: matá-la.

Ainda não havia decidido se aquelas palavras serviam pra eu desistir rápido e aceitar a morte que me esperava ou se deveria criar coragem e atacar. Em proporção tínhamos muita diferente, combate próximo não era o mais viável, porém não sabia o que eu poderia fazer naquele caso.

— Lembre-se, você é uma parte de mim. A terra é sua aliada e tudo que está contida nela, inclusive os mortos.

Balancei a cabeça positivamente. Meu pai era um dos mais poderosos, não poderia desaponta-lo. Precisava mostrar que a minha mãe havia me criado para ser excelente guerreira. A criatura sentiu minha determinação e resolveu atacar, suas perninhas eram ligeiras e evitavam um avanço em linha reta. Teria que pensar rapidamente para qual lugar deveria me deslocar, infelizmente seus movimentos eram aleatórios e o mais preocupante era seu ferrão e suas pinças, que daquele tamanho pareciam tesouras gigantes.

O aracnídeo era rápido, minha única opção era pará-lo. Como faria isso era a minha dúvida, nunca antes havia enfrentado um monstro. Ter noção de batalha não se comparava e estar exatamente em uma. Isso quando as noções não incluíam seres sobrenaturais.

Tentei a sorte, agachei-me e toquei no chão, senti uma conexão grande soube exatamente o que fazer. Em pouco tempo a terra começava a tremer, o escorpião estava a poucos metros de mim. Levantei-me novamente e comecei a correr, aquele pequeno terremoto era apenas para me dar um tempo a mais para conseguir chegar ao meu objetivo. Uma grande pedra que estava um pouco fora do meu alcance.

Com aquele tremor o escorpião perdeu o equilíbrio por um tempo e teve que retomar sua velocidade do zero. Tive o tempo necessário que queria até que ele finalmente me alcançasse. A pedra seria meu muro de impulso, rezava para que a espada na minha mão não atrapalhasse o salto que estava pronta para dar. Faltava dois passos, suas pinças quase já me alcançavam. Minha perna direita alcançou a pedra na altura nos meus quadris e consegui retirar meu corpo do chão, tudo se tornou paralelo, as pinças tocaram a pedra assim que levantei poeira. Meu salto para trás terminou em cima do monstro, cravei a espada ali assim que aterrissei na cabeça daquela coisa. Ele começou a se debater me lançando longe. Cai de costas, mas pude ver a criatura se desintegrar e restar apenas a minha espada.

Dava pulinhos internamente, conseguira acabar com aquele bicho nojento. Tentei levantar, mas a minha visão estava embaçada. Voltei a deitar e acabei dormindo. Acordei já em outro espaço, era uma cama muito confortável. Olhei ao meu redor e ninguém aparecia, levantei-me e encontrei aos meus pés a espada que receberá no treinamento pelo meu pai — juntamente havia uma carta.

“ Ever Bloom,
Vejo a dedicação e coragem da sua mãe espelhados em você. Confesso que tem muito que aprender ainda do seu novo lar, como uma forma que sempre estarei ao seu lado deixo-lhe a espada. Ela foi feita especialmente para você, cuide bem dela. A facilidade que fez você matar aquele escorpião foi devido ao seu material, feito de ferro estígio.
Sua mãe antes de partir pediu para dizer-lhe que também deixou um presente, porém será necessário que você conheça a vida dela e siga seus passos, só assim conseguirá achar o seu presente materno
Quase me esquecia, você pode voltar para o acampamento sozinha, pense qual o local que quer estar e peça as sombras que lhe guie, foi dessa forma que vinhemos. Saiba que sempre será bem-vinda aos meus domínios
Do seu pai, Hades”

Peguei a espada em mãos, gostava da ideia de ter algo dado pelo meu pai sempre comigo, agora teria de correr atrás do da minha mãe. Fechei os olhos e fiz a solicitação em silêncio, as últimas imagens que vinham na minha mente era floresta próxima ao acampamento e em pouco tempo estava nela. Revirei os olhos por ter errado o local exato, minha mente ainda estava confusa demais para tomar decisões corretas.

Comecei a andar, não queria abusar dos benefícios de ser filha de Hades. Retirei a espada da bainha e comecei a manuseá-la, estava começando a considera-la uma companheira de viagem. Longe de olhares curiosos fingi estar sendo atacada, respondia ao vento fazendo caras e bocas. Estava se tornando engraçado até que ouvi um barulho de madeira se quebrando.

Me escondi atrás de uns arbustos, não fazia ideia do que se tratava até dar de cara com um leão. Rezei para que seu olfato estivesse meio ruim, mas os ventos não cessavam a nenhum momento. Não duvidei que já havia notado a minha presença. Seus olhos me cassavam, agachei e pedi para que algo agarrasse suas patas, dessa vez não fora a terra que me ajudara e sim sombras negras que se enroscavam nas patas do animal. Infelizmente aquilo só o segurou por um breve momento e logo ele já vinha em minha direção.

Minha única escapatória foi subir em uma arvore, agradecia por ser filha de quem eu era e poder enxergar a noite. Sabia que ainda não poderia controlar aquela situação, ninguém estaria ali ao meu auxílio. Fechei os olhos e fiz um desejo.

“ Pai, permita-me usufruir da capacidade de me mover por entre as sombras novamente. ”

Deixei transparecer em minha mente em qual local gostaria de estar, a frente do chalé. Lembrava de cada detalhe do local, meu desejo foi concedido e o leão foi sumindo da minha visão.

Finalmente estava de volta ao acampamento e finalmente pronta para aceitar minha nova vida. Apertei a espada sobre o peito e entrei no chalé, queria conhecer meus futuros irmãos.

Poderes!:
Nível 1
Nome do poder: Geocinese Iniciante
Descrição: O seu personagem tem certo domínio sobre a terra, conseguindo usar a Geocinese para levitar pequenas rochas, e pedregulhos, as fazendo voar em direção ao adversário. Também pode abrir pequenas fendas no chão com no máximo 30 cm, mas não consegue fazer muito mais do que isso, ainda está aprendendo a ter domínio desse poder. Quanto mais leve a rocha, mais rápido você consegue movimenta-la.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: O narrador define o dano causado por esse poder, pois, uma rochas pequena acertada contra o rosto de alguém não tem lá um grande dano, mas uma rochas maior pode causar algum estrago.

Nome do poder: Umbracinese I
Descrição: Habilidade que permite ao filho de Hades/Plutão moldar e manipular sombras, nesse nível consegue apenas retira-las da superfície e usa-la para prender coisas pequenas, como ratos ou objetos menores, também consegue molda-la a fazendo ganhar forma. Poderes de Luz podem anular a habilidade, ou enfraquece-la.
Gasto de Mp: 5 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Essa habilidade permite ao semideus (durante a noite), prender coisas pequenas, ou até mesmos as pernas de um adversário (que não um monstro gigante), pelos tornozelos por dois turnos. Durante o dia a habilidade é enfraquecida, e só consegue prender por um turno, podendo ter a sombra detida pelo sol, ou poderes de luz.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Terremoto Iniciante
Descrição: Devido ao controle de Hades/Plutão sobre o reino do inferno, e a terra, e sua habilidade em entender rochas e controla-las, seu personagem também desenvolve a habilidade de criar pequenos terremotos. Nesse nível, só consegue criar tremores mais leves, fazendo o inimigo desequilibrar, mas não a ponto de cair, apenas se distrair. Ainda não abre fendas, e nem causa estrago ao redor, só consegue criar tremores leves.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano:Nenhum
Extra: Dura um Turno, pra ativar novamente precisa gastar mais MP.

Nível 4
Nome do poder: Criocinese Limitado
Descrição: Quando enfurecido o filho de Hades/Plutão consegue gerar uma aura de frio intenso, fazendo com que a temperatura em torno dele esfrie até congelar, com o chão em torno dele tornando-se branco como a geada.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP de quem tentar tocar ou se aproximar do filho de Hades/Plutão.
Extra: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Viagem das sombras I
Descrição: Assim como seu pai e boa parte das criaturas do inferno, o semideus terá a capacidade de viajar por entre as sombras, podendo usa-las para acessar qualquer parte do mundo, mas cuidado. Em tal nível o semideus consegue apenas viajar sozinho, com a próprias armas e roupas. Quanto o filho de Hades/Plutão passa muito tempo viajando entre sombras, começa a desaparecer.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.





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Re: Daughter of Darkness

Mensagem por Hécate em Qui Fev 01, 2018 4:30 pm


Avaliação



Método de Avaliação:
Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP que pode ser alcançado: 3.000 XP + 3.000 dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Realidade de postagem + Ações realizadas – 30%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 12%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência –  18%  [/quote]

RECOMPENSAS: 1.200 XP + 2.000 dracmas

O pedido de reclamação ainda não foi aceito. Porém, você ainda terá a chance de ganhar a sua cor e se tornar uma filha de Hades e legado de Quione. Essa chance está sendo dada pois percebemos, eu em conjunto com a staff, de que houve algumas melhoras em seu texto e que você realmente se esforçou, não queremos desestimular esse desenvolvimento! Vale ressaltar que ao escolher ser filha de um dos três grandes, mesmo que seja em promoção, o olhar se torna mais crítico em comparação aos outros, pois eles possuem vagas limitadas.

Estarei enviando mais a noite uma MP com um comentário detalhado, dando dicas para melhorar ainda mais o seu texto. Caberá a você segui-las ou não, até mesmo porquê temos jeitos diferentes de escrever, certo? O intuito é apenas ajudá-la cada vez mais, jovem semideusa!

Teste Complementar


Eu apenas quero que refaça a parte final de sua CCFY. Narre novamente como chegou ao acampamento, as coisas que viu e o que sentiu ao chegar em um local místico e cheio de jovens com problemas parecidos com os seus. Siga para o submundo, porém não poderá ser com Hades a buscando, pois isso não é do feitio desse deus fazer tal coisa, poderá usar da criatividade nesse ponto, podendo ser levada por algum monstro ou até mesmo um meio-irmão. Ao chegar lá, também terá de enfrentar um monstro e finalmente retornar para o acampamento meio-sangue.

Regras

• Prazo de 7 dias para fazer o teste complementar.
• Não há limites mínimos ou máximos de linhas ou palavras, você só precisa cumprir os pontos ditos de maneira satisfatória ok?
• Deverá postar aqui mesmo o teste complementar
• Poderá usar UM único poder ativo de cada lista, ou seja, apenas uma habilidade ativa de Hades e Quione.
• Poderá usar apenas o item do arsenal que escolheu.
• Não poderá contar com o auxílio de nenhum NPC durante a batalha, poderá poderá usá-los nos outros momentos do enredo.
• Qualquer dúvida, poderá entrar em contato por MP.
• Aqui já deixo a dica para saber interpretar os deuses da forma mais fidedigna possível (Almanaque dos Deuses)



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Re: Daughter of Darkness

Mensagem por Ever Bloom em Qua Fev 21, 2018 9:01 pm


Demigod and proud
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A
chegada -

Ali estava eu, parada cogitando se queria realmente mudar drasticamente minha vida. Fui retirada  dos meus pensamentos ao sentir mãos firmes segurar-me pelos braços.

— Vamos Ever, sua mãe gostaria que chegasse ao acampamento segura. Preciso cumprir a promessa que lhe fiz.

John por um momento conseguiu me fazer caminhar e atravessar as barreiras mágicas, meus passos eram curtos e demorados. Não conseguia simplesmente aceitar que havia deixado minha morrer, mas não conseguia pensar em nada que pudesse ajuda-la.
Continuamos andando até pararmos em frente a uma casa, assim supus. As mãos de John já não mais me seguravam, aos poucos começava a sentir um peso absurdo sobre os ombros, tinha concentrado toda a agitação e preocupação sobre os mesmos, talvez como forma de punição por ter deixado minha mãe para morrer. Observei com olhos cansados toda a agitação daquele local, um pouco curiosa permiti que meu rosto virasse um pouco para acompanhar as direções que as pessoas tomavam.

— Espero que possa se acostumar também com essa rotina — Me surpreendi quando alguém dirigiu a palavra a mim, não tão rapidamente voltei minha atenção em respeito a quem havia acabado de começar uma conversa talvez de boas-vindas.

Arregalei os olhos, não era simplesmente uma pessoa comum, se trata de uma mistura. Fiz uma pequena força para percorrer minha mente e lembrar o nome. “centauros” esse era o nome, apesar de ainda não consegui entender o que sentia em todo aquele período tive um pequeno espaço para a surpresa.

Tentei pronunciar algo, mas o efeito da novidade a minha frente ainda não havia passado. Vendo a minha falta de argumentos ele resolveu se pronunciar novamente.

—Não esperava uma reação diferente — e deu risada, abaixei a cabeça um pouco envergonhada por ter exposto minha falta de crença. — Não precisa se preocupar, não serei o único ser diferente que você irá ver. Me diga, qual a situação aqui?

Apesar de ter me passado um conforto quanto a minha surpresa ainda me sentia envergonhada, sua atenção não durou muito tempo a mim. Não havia entendido a sua pergunta até se dirigir a um dos semideuses que haviam ido nos buscar. Fiquei calada apenas observando sua breve explicação.

— Compreendo — O centauro pôs a mão no queixo analisando o que poderia ser feito. Agora sua atenção voltava para mim — Bom devemos nós apresentar não? Meu nome é Quíron, qual o seu?

— Ever Bloom — já começava a me adaptar as novas formas e acontecimentos, mas não me permiti falar nada além.

— Bom, Peter irá te ajudar a se acomodar. — Um semideus acenou pra mim — Espero que descanse, qualquer coisa pode pedir ajuda.

Por fim sorriu, tentei retribuir um sorriso, mas ainda não era possível.

***
]Alguns dias haviam passado, meu humor começava a mudar de tristeza para um pouco de alegria. Ainda tinha fresco em minha mente tudo que tinha acontecido, mas já vinha me habituando ao novo lar.

Por ser nova sempre ficava curiosa em tudo que podíamos fazer. Uns dias antes havia escutado uma conversa que nós filhos de Hades tínhamos a habilidade de viajar nas sombras. Precisávamos apenas desejar um local e deixávamos que as sombras se encarregavam de fazer o resto.  
Vi naquela conversa a oportunidade de reencontrar a minha mãe. Precisava apenas procurá-la no submundo. Não fazia ideia de como iria conseguir tal feitio, mas minha saudade falava mais alto que a racionalidade.

Esperei a noite chegar, sai do chalé escondida a passos rápidos e precisos, para que não houvesse barulhos que me revelassem. Não muito distante me escondi atrás de umas árvores. Meu coração estava acelerado, o medo de ser pega fora do chalé depois do horário era enorme.

Tentei controlar minhas emoções e me concentrei, apertei forte a espada que estava em minha mão direita — a qual havia levado apenas por precaução — e fechei os olhos, imaginando sombras cobrindo meu corpo e me levando ao local desejado: o domínio do meu pai.

Eu havia conseguido, estava em frente a grandes portões enormes. Me mantive paralisada por um momento enquanto observava tudo ao meu redor. Não era parecido com visto em filmes, conseguia ser mais repugnante. Meu momento de descontração durou pouco, um rosnado causou um arrepio constante em meu corpo. Muito devagar fui virando a minha cabeça pra saber do que se tratava.

Um monstro, com aparência de felino estava pronto para me atacar. Dei um sorriso desesperado e comecei a correr em direção a porta, para minha sorte a mesma se abrir e a fechei rapidamente atrás de mim. Corri para o centro da entrada e esperei que aquele monstro desse algum sinal que fosse quebrar aquela porta, seu tamanho era considerável, mas não conseguia ter noção da sua força.

Estava começando a relaxar com a hipótese que ele havia desistido, quando logo a minha frente ele surgiu das sombras. Comecei a correr antes que se materializasse por completo. Não foi algo produtivo, ele tinha a mesma habilidade que usei para chegar aqui, só não sabia como conseguia se materializar aonde quer que eu fosse.

Já não tinha mais como ficar correndo, ele estava sempre antecipado. Resolvi, em um surto, encarar aquele monstro. Já sabia que precisava começar a resolver minhas coisas cara a cara, mesmo que a situação cheirasse a morte da minha parte.

Segurei firme a espada, respirei fundo e resolvi atacar. o cão desviava dos meus golpes aleatórios com a espada facilmente. Aos poucos comecei a entender quais movimentos precisaria fazer. Um pouco de confiança surgiu em meu peito, recuei um pouco para montar uma estratégia rápida.

Por falta de treinos não sabia como lidar com um cão gigante e aparente sedento pelo meu pescoço. Engoli em seco e esperei a criatura atacar, talvez tivesse mais oportunidade se me mantivesse na defensiva.

Novamente o cão sumiu nas sombras, pus a espada na horizontal e curvei os joelhos, girei um pouco no mesmo lugar esperando a emboscada. Rapidamente ele surgiu as minhas costas, por sorte tive tempo de evitar uma mordida usando minha espada como isca. Caímos ao chão com o impacto, a fera não fazia menção em soltar a lâmina, talvez esperasse que eu cedesse e a mesma me cortasse na hora que descesse. Utilizava toda a minha força possível para manter a distância pouca entre nós. A lâmina começava a perfurar minha mão direita, como última escolha reuni a maior força que consegui e empurrei o monstro pro lado. Deu certo, mas minha força estava pouca e já não tinha mais a espada em mãos. Apertei a mão, que agora ardia devido ao corte.

O cão não parecia satisfeito com apenas aquele corte. Sem nem descanso voltou a correr em minha direção para ataque, com um gesto involuntário estendi a mão esperando que algo me defende-se. O monstro rosnou deu uma forma diferente, abri meus olhos para entender o que havia acontecido — os tinha fechado esperando o pior — não compreendi de imediato. o bicho começava a se debater e rosnar para mim, mas parecia estar sentindo dor. Aos poucos comecei a notar que a sua pelugem dava lugar ao algo cristalino —gelo— e que em pouco tempo havia se transformado totalmente em em uma escultura, horrorosa, de gelo.

 — Utilizando poderes da sua mãe. O que está fazendo aqui?

A dor da mão conseguiu ser superada pela surpresa de ver o deus a alguns metros de mim. Engoli em seco antes de formular uma frase.

— Minha mãe, precisava vê-la.

— Não poderá, agora volte de onde veio.

O deus sumiu em meio as sombras, um sentimento de raiva tomou conta do meu coração. Considerar um pai nunca havia se passado na minha cabeça, mas as últimas mudanças aquela hipótese era pensada.

Desejei voltar novamente ao acampamento e as sombras me guiaram Novamente no chalé suspirei por ter feito tudo em vão. Não poderia ver minha mãe novamente e ainda tinha sido ignorada por aquele que minha mãe dizia ser meu pai. Era difícil imaginar que eles já tiveram algo.

Suspirei e fui me deitar, estava determinada a melhorar minhas habilidades e talvez futuramente voltar a rever o deus.
Observações:
Escrevi apenas o solicitado, mudei a posição de deus diante da garota por conta da trama.
Poderes utilizados:
Nível 5
Nome do poder: Viagem das sombras I
Descrição: Assim como seu pai e boa parte das criaturas do inferno, o semideus terá a capacidade de viajar por entre as sombras, podendo usa-las para acessar qualquer parte do mundo, mas cuidado. Em tal nível o semideus consegue apenas viajar sozinho, com a próprias armas e roupas. Quanto o filho de Hades/Plutão passa muito tempo viajando entre sombras, começa a desaparecer.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.


Nível 3
Nome do poder:  Marca do Frio I
Descrição: Ao atingir qualquer adversário com essa habilidade, o filho de Quione/Khione o marca para uma morte fria e terrível. Quando o inimigo morre, ele se transforma numa estátua de gelo puro.
Gasto de Mp: 20 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: - 10 de HP por turno em que a marca permanecer.
Extra: O uso de calor pode remover a marca.











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Re: Daughter of Darkness

Mensagem por Hécate em Sex Fev 23, 2018 12:38 am


Avaliação



Parabéns Ever, você foi aprovada! Você evoluiu em sua narrativa e isso ficou bastante visível para mim, ainda encontrei um erro ou outro, mas acredito que você vá melhorar ainda mais com o tempo e a experiência. O fato de ser uma promoção ajudou na aprovação, mas não deixe isso intimidar o seu crescimento aqui. Precisando de ajuda e dicas, sinta-se a vontade de falar comigo ou qualquer outro deus ativo, sempre estamos aqui para ajudar o player a melhorar!



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Re: Daughter of Darkness

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