The Blood of Olympus
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[OP - Teste para centurião] A águia, a caveira e a virgem.

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[OP - Teste para centurião] A águia, a caveira e a virgem.

Mensagem por Selene em Seg Jan 15, 2018 1:55 pm


A águia, a caveira e a virgem.

Tudo andava muito estranho. O tempo andava tempestuoso e os semideuses estavam preocupados de que aquilo fosse um prelúdio da guerra que estava por vir. Não obstante, haviam boatos de que estavam tentando liquidar alguns semideuses gregos que estavam indo para um intercâmbio no Júpiter.

Um filho de Belona estava no templo de sua mãe, fazendo suas preces, quando notou pelo canto dos olhos uma estranha figura. – Semideus. – A moçoila de olhos castanhos disse com tom firme. – Receio que tenha uma tarefa para você. Quem eu sou, não importa. O que importa é que sem você, os laços olimpianos não vão resistir muito mais.

O semideus franziu a testa. – Por quê? – questionou com evidente curiosidade. – Dois filhos dos três grandes foram levados enquanto chegavam ao seu Acampamento por servos de Nox. Eles traziam consigo itens importantíssimos dos deuses. Esses itens deveriam ser resguardados por suas pretoras. Mas elas falharam, como consequência, os ânimos pioraram no Olimpo. Plutão acusa Júpiter como culpado do sumiço de seu item e de sua prole. Como se isso não fosse o bastante, Vesta foi sequestrada de seu templo, bem debaixo do nariz de nosso rei.

Agora sim Romeo estava confuso. – E como você espera que eu resolva isso? – ela riu, com escárnio. – Bem, você sozinho não. Mas dizem que seus colegas de coorte costumam lhe ouvir. Escolha dois deles e leve em seu auxílio. Deverá ir para o Sul. Além da fronteira dessa nação. – A imagem da deusa tremeluziu. – Seja rápido. Você tem sete dias.

E então, ela desapareceu, deixando o semideus confuso. E com uma grande incógnita sobre a cabeça: por que ele?

Diretrizes:
- Você tem 30 dias para postar. Ou seja, até dia 15/02/2018.
- Poderá levar 5 itens.
- Explique-me porque a deusa em questão o procurou.
- Seus companheiros NPC’s não devem ser pessoas reais dentro do fórum, para caso venha a morrer em missão, não ter conflitos em on.
- O maior nível dos seus companheiros NPC’s é 20. Para que não corra o risco de que eles resolvam o dilema.
- Como já dito, dois itens importantes dos deuses foram levados. Eles deveriam ser guardados em um cofre muito bem vigiado do Acampamento para que não caíssem em mãos erradas. Seu objetivo é encontra-los, libertar Vesta e se possível, devolver ao Meio-Sangue os dois semideuses perdidos com vida.

- Boa sorte, cria da guerra.



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Re: [OP - Teste para centurião] A águia, a caveira e a virgem.

Mensagem por Romeo Bernocchi em Sab Fev 03, 2018 1:55 pm

contenção

O pronunciamento de Júpiter perante Nox e seus servos criou um rebuliço no meu estômago. Mais que isso, criou um rebuliço no acampamento. Os semideuses estavam agitados, alguns com tremenda excitação e outros com pavor. A iminência da guerra, para mim, era algo preocupante. Não importava o fato de eu ser filho de Belona, mas sim o desfecho que essa história teria.

O templo de minha mãe em Nova Roma, a partir do dia do pronunciamento, virou meu destino diário. Não só meu, aliás, mas de muitos legionários. Viam a lança que eu havia fincado no canteiro terroso e realizavam alguma prece à deusa da fúria na guerra antes de desaparecerem após poucos minutos. Por outro lado, eu me sentava próximo ao singelo altar que expunha uma figura de Belona e passava algumas horas assim.

A parte reprimida da minha personalidade raramente se manifestava. Meu controle sobre o anseio pela discórdia era bom, ainda que ocasionalmente ela aparecesse. Independente disso, eu sentia a necessidade de uma instrução de minha mãe, um sinal. Qualquer que fosse, desde que eu compreendesse. E não tinha lugar melhor do que o próprio templo dela para que a nossa comunicação fosse possível. Pelo menos eu achava isso.

Às vezes eu sentia que ela não dava a mínima para mim. Durante a minha vida toda eu sequer a vi uma vez. Mas por alguma razão eu sentia, em meu âmago, que ela não me negaria amparo. Não desta vez, quando o rumo do mundo mitológico seguia para a destruição. Eu tinha medo disso. Um medo também reprimido. Um medo que não poderia sentir.

Minha repetitiva e em vão súplica a Belona foi interrompida, naquela quarta feira à noite, por uma estranha figura que perifericamente eu visualizei. Surpreso, eu me levantei às pressas e fiz uma reverência. A aura emanada pela mulher anunciava com extrema nitidez sua origem: o Olimpo.

Semideus. — ela disse, severa. — Receio que tenha uma tarefa para você. Quem eu sou, não importa. O que importa é que sem você, os laços olimpianos não vão resistir muito mais.

Por alguns instantes eu me mantive imóvel. Os dizeres da deusa me atingiram em cheio, como um míssel. Eu deveria me sentir mal por não saber exatamente quem era ela? Eu contava em uma só mão a quantidade de deuses que já vira ao vivo. Se essa era a forma mundana adotada pela olimpiana, realmente eu não sabia. Exibindo um semblante confuso mas ao mesmo tempo curioso, eu repliquei:

Por quê?

Dois filhos dos três grandes foram levados enquanto chegavam ao seu Acampamento por servos de Nox. Eles traziam consigo itens importantíssimos dos deuses. Esses itens deveriam ser resguardados por suas pretoras. Mas elas falharam, como consequência, os ânimos pioraram no Olimpo. Plutão acusa Júpiter como culpado do sumiço de seu item e de sua prole. Como se isso não fosse o bastante, Vesta foi sequestrada de seu templo, bem debaixo do nariz de nosso rei. — informou a deusa, assustadoramente séria.

E como você espera que eu resolva isso? — questionei, sem me importar muito com o fato de que conversava com uma divindade. Atônito, eu absorvia com lentidão o que era dito.

Bem, você sozinho não. Mas dizem que seus colegas de coorte costumam lhe ouvir. Escolha dois deles e leve em seu auxílio. Deverá ir para o Sul. Além da fronteira dessa nação. — explicou depois de rir debochadamente, como se eu fosse um apresentador de stand up ao invés de um semideus desorientado. Sua imagem bruxuleou em seguida, dando-me a incômoda sensação de que a deusa não fizera o mínimo esforço para aparecer de verdade diante de mim. — Seja rápido. Você tem sete dias.

À primeira instância, eu ri. Talvez ela tivesse ingerido néctar demais. Agora, sozinho no templo de minha mãe, minha risada ecoava e dava impressão de que eu era idiota. — Eu? Tem certeza mesmo? — gritei para onde a imagem da deusa há pouco estivera, esperando inutilmente que ela me ouvisse.

As palavras da desconhecida deusa reverberaram em minha mente no caminho de volta ao quartel da quinta coorte. Eu desconfiava levianamente a respeito da sua identidade por conta da sua preocupação acentuada para com o Olimpo, mas não tinha certeza. E, bem, quanto a sua escolha… melhor não comentar.

Recorri a Normani, minha melhor amiga, quando adentrei o quartel. Ela deixou de lado a bolsa que arrumava e focou toda sua atenção em mim. Contei-lhe sobre o encontro com a olimpiana e sobre o rapto dos filhos de Júpiter e Plutão e de Vesta e como, na minha mente, tudo estava interligado.

Você tem certeza de que o sequestro de Vesta seria obra de Nox e seus seguidores, Meo? — a filha de Baco indagou, refletindo. Antes que eu pudesse efetivar minha resposta, ela se prolongou: — É, faz sentido.

Ainda mais depois do pronunciamento de Júpiter, anunciando a guerra. Vesta é a última olimpiana, deusa do lar... — divaguei, cessando a fala. Os pontos na minha mente se ligaram de repente, dando sustância à escolha da misteriosa deusa. — É isso!

Pelos deuses, Romeo, você não pode dizer o que está pensando ao invés de sair correndo? — Normani disse ao seguir no meu encalço. Eu já estava nos meus aposentos, revirando o baú que guardava todos os meus itens.

É isso, amiga! — fiz uma pausa para me virar para ela. Um misto de sentimentos altruístas, satisfatórios e determinados me consumia. — Além de deusa da guerra, Belona também é deusa da proteção da pátria. Vesta é deusa do lar. Ambas as definições remetem a um só lugar. — se fosse possível, uma lâmpada teria acendido em cima da cabeça de Normani.

Nova Roma! — ela concluiu. E estava certa. Assim como ela, eu era nascido em Nova Roma, o que significava que, além de lar, a cidade era minha pátria.

Mas eu preciso de você. — confessei, mostrando-me mais manso do que o usual. — E do Cal.

Normani respirou fundo, pensativa. Desde que virara uma vestal, suas atitudes mudaram um pouco. Ela estava mais centrada, mais tranquila, e não se metia em confusões com tanta frequência quanto antes. Ao menos, nesta missão, ela teria uma participação imensuravelmente essencial.

Minhas irmãs me pediram para ficar aqui, quieta, perante o sumiço de Vesta, mas eu sinto que é exatamente o oposto que eu devo fazer. E, convenhamos, você é você. — a felicidade que eu senti era tamanha que o abraço que dei na garota não foi o suficiente. Nossa amizade tivera início quando éramos pequeninos, e a cada ano que se passou ela ficou mais e mais forte.

Você sabe do Cal? Não o vejo desde ontem. — a presença do filho de Febo também era importante. Ele foi para na quinta coorte antes de mim e de Normani, mas nos acolheu com muito carinho e atenção.

’Tá na casa da avó. Vou avisá-lo que estamos à caminho. Me encontra em dez minutos na entrada do quartel. — eu assenti, assistindo a semideusa se afastar.

Minha cabeça estava a ponto de explodir. Havia muita informação recente nela e era um trabalho muito árduo absorvê-las. A missão na qual iria juntamente dos meus melhores amigos ainda não se mostrava nem um pouco arriscada, principalmente por não termos um roteiro. Particularmente, entretanto, eu gostava de improvisar.

Encontrei-me com Normani no tempo certo. Eu trazia Ira presa em seu suporte às minhas costas, Disparate como isqueiro em meu bolso, meu celular mágico no bolso, um amuleto mágico pendurado no meu pulsoo e Alertat em meu indicador esquerdo. Juntos, caminhamos para o Tùnel Caldecott. A semideusa dissera que nossa carona nos aguardava a algumas quadras além do túnel.

Desde quando você tem um carro? — perguntei, encarando o Fusca arroxeado no qual paramos em frente. Ao olhar para Normani, vi um sorriso sapeca em seu rosto.

Desde o Natal. — ela abriu o carro, permitindo nossa entrada. — Melhor presente, eu sei.

Permanecemos em silêncio ao longo de alguns minutos. Normani o interrompia com um ou outro xingamento aos motoristas barbeiros enquanto nos levava para o apartamento da avó de Calvin. Estivemos lá no início do ano, mas a curta experiência como garçons de um bar frequentado em sua maioria por pessoas mais velhas me deixou absolutamente a fim de permanecer distante daquela região. Inclusive, desta vez, eu estava mais temeroso do que nunca.

Das poucas ocasiões que saíra do acampamento eu tive o triste prazer de encontrar alguns monstros. Nos próximos sete dias - prazo que me fora dado para a conclusão da missão -, eu tinha a completa certeza de que não ficaria em paz. Calvin, Normani e eu receberíamos em breve algumas visitas indesejadas.

Falei pra minha avó que só ia acampar com vocês hoje. — assim que o filho de Febo apareceu, desci do carro de duas portas para que ele fosse para o banco traseiro. — Ela vai me matar.

Sem delongas, expliquei ao rapaz sobre o encontro com a misteriosa deusa e sobre o desaparecimento de Vesta - o qual, segundo as irmãs vestais de Normani, deveria ser mantido em sigilo. Como se fosse óbvio, ele perguntou:

Vocês não chegaram a pensar que talvez fosse Juno? Tipo, a rainha do Olimpo?

Normani e eu nos entreolhamos, surpresos. Não fosse o reflexo apurado da garota, ela teria batido numa picape avermelhada que por alguma razão parou de andar.

Nossa, faz muito sentido. — Normani disse, e eu concordei com a cabeça.

Esqueci que estamos falando de vocês. Dã.

Você disse que as demais vestais concordaram em se manter no acampamento? — ignorando a brincadeira de Calvin, retomei um dos dados fornecidos pela jovem. — Só pra mim que isso não faz sentido?

Na verdade, não.

É que nós temos uma filosofia diferente. E as mais experientes de nós acham que a ausência de Vesta é proposital. Que a própria deusa tirou um tempo para si.

Férias? Eu duvido.

Ainda mais com tudo o que está acontecendo. Nox é extremamente inteligente. Ela arquiteta suas tramoias com cautela e precisão. É coincidência demais Vesta tirar férias agora.

De estranha maneira, permanecemos quietos ao longo da viagem noturna de São Francisco para Bakersfield. Calvin já estava babando, esparramado, como se dormir no banco traseiro de um fusca fosse confortável, enquanto Normani cantarolava algumas músicas que tocavam no moderno rádio instalado no carro.

Quitiro foi ess? — tentei reproduzir o que a música dizia, mas não tive muito sucesso. Eu era quase um poliglota, mas não tinha ideia da origem da música. Talvez algo próximo do italiano ou do mexicano. Tanto faz. Eu fiquei surpreso com a facilidade que a filha de Baco tinha em enrolar na cantoria. Ela emitia algumas palavras que realmente pareciam as cantadas pela vocalista, mas estava quase claro que ela não tinha ideia do que estava repetindo.

Decidi me afundar nos meus pensamentos. Nox, seus seguidores, os símbolos e os filhos de Júpiter e Plutão sequestrados, Vesta, Juno e, claro, eu. De certa forma, havia uma ligação entre todos essas coisas. O peso, no entanto, que esse vínculo tinha, fazia minha cabeça ameaçar explodir. A responsabilidade e esperança depositadas em mim eram colossais.

Minha consciência se rendeu ao esforço, fazendo-me dormir com a cabeça apoiada na janela.

(…)

Embora eventualmente eu tivesse acordado com a minha cabeça batendo no vidro à medida que um simples sacolejo surgia, meu sono foi tranquilo. A viagem até Bakersfield durou em torno de quatro horas e meia e, portanto, o sol ainda estava descansando.

Acorda, merda! — Normani gritou, acertando um tapa na testa de Calvin. Num susto, ele se levantou, batendo a cabeça no teto baixo do carro.

Saudades da sua sutileza, Normy. — ele massageou a testa enquanto falava, saindo do carro depois que eu o fiz e puxei meu banco para frente. — Onde estamos?

Bakersfield. Ao sul de São Francisco. — informei, apanhando nossas mochilas no porta-malas. — Como Juno me disse, precisamos ir além desta nação. No caso, para o México. Eu acho.

Muitos outros países se estendiam para o sul dos Estados Unidos, mas o México era o mais próximo. Quanto mais longe, menos forças os deuses tinham, tanto os olimpianos quanto Nox. Desta forma, na minha cabeça, fazia sentido os seguidores da deusa primordial criarem algum tipo de QG no país, tecnicamente fora do alcance de todo o mundo mitológico, onde teriam tranquilidade o suficiente para fazerem o que quer que faziam.

Um pouco lesados pelo sono, seguimos para um quarto triplo do simplório hotel logo na entrada da cidade. Mesmo que singelo, tinha serviço de quarto! Com certeza isso era um diferencial.

Pede uma coca e um cheeseburger pra mim, por favor. Vou tomar banho. — e entrei no banheiro, deixando a dupla para resolver o que pediriam para comer.

Após sair do banho, encontrei-me num ambiente bem diferente de alguns minutos antes. A porta estava escancarada, a primeira das camas bagunçadas e o silêncio reinava. Segurando a toalha na cintura, eu me aproximei da porta amadeirada com cuidado, temendo que Normani e Calvin de repente pulassem na minha frente.

Vocês sabem que eu odeio essas brincadeiras. — assim que pus a cabeça para espiar o corredor externo, recuei ao ver Normani sendo atirada alguns metros para trás, caindo bem na minha frente. E em cima do nosso jantar.

Aff! Logo no meu omelete! — a semideusa resmungou, empurrando para o lado o prato de plástico que há pouco continha um omelete quase perfeito. Ela se levantou, brandindo a espada, e direcionou as seguintes palavras para mim antes de sair correndo:

Bem que você podia dar uma mão pra gente, né?

Espiei o exterior mais uma vez. Meus amigos enfrentavam uma criatura que eu desconhecia. Uma criatura que - pasmem! - não tinha cabeça, mas seu rosto era no tronco. No lugar dos peitorais, dois grandes olhos castanhos existiam, acompanhados por outra dupla de narizes como protuberâncias do esterno e uma boca com dentes alvos no lugar do abdômen. Seus ombros largos eram cobertos por uma cabeleira escura que desciam quase até a cintura, enquanto, sob as axilas, havia um par de orelhas.

Pelo sangue das vacas de Juno. — finalmente me expressei, findando a exasperação do susto. — QUE PORRA É ESSA?

A criatura me notou e logo principiou um falatório hipnotizador. Sua boca na barriga despertava uma estranha curiosidade. Eu nem me dei o trabalho de tentar entendê-la, porque, definitivamente, o mundo semidivino não fazia muito sentido.

Não olhe para a boca dessa blemmyae! — Calvin gritou, cessando a fala da criatura ao enviar uma flecha mágica contra sua boca.

Eu voltei para dentro do quarto e corri para a minha cama. Vesti o mínimo de roupas no lugar da toalha antes de partir para a batalha a fim de evitar comentários e olhares caso a maldita toalha caísse da minha cintura. Puxei Ira do suporte e ativei o zippo, ganhando Disparate na outra mão.

Pelo amor de Vesta, Meo! — Normani comentou assim que corri em direção a blemmyae, vestindo somente uma cueca com imagens do papai noel e portando uma dupla de espadas bastardas.

Cuidado! Ela é super… — Calvin mal teve tempo de concluir seu aviso. Minha investida foi interceptada pela solada da criatura em meu peito, obrigando-me a refazer o caminho que acabara de percorrer. Entretanto, voando. — forte.

Ao menos eu servi como distração para que a filha de Baco agisse, ceifando a vida do monstro ao acertá-la com a espada transversalmente nos olhos. Por precaução, Calvin disparou dois projéteis na região abaixo da boca monstruosa. Eu assisti o ultimato sentado no piso gelado, desarmado.

Valeu, time. — disse ao me reerguer, recuperando minhas armas. A blemmyae explodira em pó, deixando-nos a sós de novo.

Você é ridículo. — a vestal debochou, apanhando, com Calvin, o nosso jantar no chão.

Então voltamos para o quarto e comemos quase sem preocupação alguma. Eles me explicaram que a funcionária do hotel que fora levar nosso jantar era, na verdade, a blemmyae, uma criatura burra que segue facilmente ordem de outros seres mais fortes. A dúvida que ela estava ali a mando de Nox sequer existiu. Era certo. Mas como? Precisávamos nos apressar porque além dos sete dias estipulados por Juno, agora tínhamos Nox na nossa cola.

Vamos embora daqui agora.

Embora Los Angeles tivesse uma das entradas do mundo inferior, nosso odor de semideus seria melhor mascarado na cidade grande. Nas quase duas horas de estrada ao longo da madrugada, eu me voluntariei para dirigir quando Calvin simplesmente capotou - de novo - no banco de trás do fusca. Como Normani ainda não tinha dormido, achei justo deixá-la descansar um pouquinho.

Alcançamos nosso destino prestes ao nascer do sol. Com meus amigos dormindo, a tarefa de escolher algum lugar para dormirmos de verdade ficou para mim. Então, a poucos quilômetros da entrada da cidade, eu parei o carro num grande estacionamento. Assim que puxei o freio de mão, encarei Normani e Calvin.

UM CAMINHÃO, CARALHO! — gritei, mantendo as mãos no volante, fingindo ainda estar dirigindo. A dupla acordou imediatamente, assustada, e também gritaram, olhando para o horizonte em busca do caminhão que vinha em nossa direção. — Zuera.

Apressei-me para sair do carro antes de ser alvo de um milhão de tapas, mas acabei por receber alguns. Enquanto Calvin saía do carro e eu pegava nossas coisas no porta-malas, Normani corria para a recepção para ludibriar o funcionário e convencê-lo a dar a chave de um quarto para nós.

Eu sou muito incrível — ela se gabou, mostrando a chave depois de poucos minutos. Juntos, caminhamos até o quarto e, sem contestações, dormimos.

(…)

Gente? — chamei assim que acordei, encontrando as camas de Calvin e Normani vazias e arrumadas.

Olhei no banheiro, no guarda-roupas e até embaixo das camas. Nada. Do fundo do meu coração, eu esperava eu não encontrá-los lutando contra uma blemmyae no corredor.

Normani? Calvin? — chamei-os outra vez, rompendo o silêncio perturbador.

De escanteio, fisguei um movimento sutil de um vulto à minha esquerda. Debruçada no parapeito metálico, uma moça de cabelos ruivos observava o horizonte. Seu vestido florido esvoaçava de acordo com o vento, ora mostrando suas sandálias de couro, ora não.

Minha intuição me sugeriu fechar a porta, mas o virar do rosto da mulher me fez hesitar. Seus olhos eram amendoados e distribuíam uma sensação bizarra de tranquilidade. Num breve aceno com a cabeça, ela sinalizou para que eu me aproximasse.

Eu gosto muito dessa cidade, sabe? — ela disse, devolvendo o olhar ao além. — Ela tem um quê especial.

Sei… você viu meus amigos? — não me importei de mudar o papo de repente. — Uma morena um pouco mais baixa que eu e um magrelão alto, bronzeado e com o cabelo mais ou menos aqui. — pus as mãos no meio das orelhas para mostrar o comprimento do cabelo de Calvin. — Eles estavam aqui comigo.

Nenhum deus nunca apareceu nos seus sonhos? — a mulher indagou, exibindo um filete de sorriso ao me olhar. Boquiaberto, eu recuei um passo, retribuindo o sorriso com uma expressão divertidamente assustada.

Nos meus sonhos? — olhando-a, eu não conseguia identificá-la, mas a partir desse momento eu percebi uma onda de poder provindo da moça. Essa onda, todavia, parecia enfraquecida.

Eu sou Vesta, Romeo Bernocchi.

Eu mentiria se dissesse que não me sentia especial. No dia anterior, Juno me pedira ajuda. Agora, era Vesta quem me procurava.

Não temos muito tempo. Assim que a coroa de louros de Júpiter chegar, me encontrar vai ser uma missão impossível. — algumas dúvidas já tinham surgido, mas eu não me pronunciei. — Vocês estão no caminho certo. Minha jovem seguidora, Normani, saberá quando vocês estiverem próximos de mim. Agora, você precisa correr. Ela e Calvin precisam de você.

Minha boca abriu mas nenhuma palavra saiu dela. De abrupto, o cenário todo embaçou e a cada segundo a imagem da deusa ficava mais embaçada. Quando me dei conta, eu estava deitado novamente na minha cama, com os olhos arregalados e com meus amigos bem próximos de mim, levando mais um susto.

Pelos deuses, Romeo! — com as mãos no coração, o filho de Febo se recompunha do susto. — Só íamos te acordar!

Rindo, eu me sentei, alternando o olhar entre a dupla. Seus semblantes anunciavam um misto de susto, apreensão e desespero. Algo havia acontecido.

Vocês estão bem?

Claramente não. — a garota respondeu, recuperada, e logo correu para enfiar todos os seus pertences na mochila.

O que aconteceu? — apesar de curioso, eu sabia que não era bom. Imitei-os, vestindo minha roupa e devolvendo as minhas coisas para a bolsa.

Fomos seguidos. A Normy conseguiu brecar eles, mas não temos muito tempo.

Outra blemmyae?

Não. — ela respondeu, seca. — A Seita.

Eu não precisei ouvir mais nada para me mexer. Às pressas, saímos do quarto e voltamos para o carro. Na escada mais distante, dois caras estavam emaranhados num mundaréu de plantas - vinhas, especificamente. Suas armas, por sorte, também estavam presas, o que os impedia de atirar contra nós.

Normani dirigiu como uma louca, tesourando entre outros carros, quase atropelando uma senhorinha e ultrapassando alguns sinais vermelhos. Ela não sabia bem para onde ir e, por incrível que parecesse, aquele fusca alcançava uma velocidade ótima, o que dificultava a leitura e reflexão das placas de sinalização e instrução.

Precisamos despista-los. — contive o riso perante a afirmação mais que óbvia da garota. Sob estresse, ela virava um bicho. Não seria muito inteligente provocá-la.

Eu não conseguiria dizer por quanto tempo tínhamos andado pela cidade. Em uma esquina, a aparição de uma picape vermelha, idêntica a que decidira parar na nossa frente em São Francisco, me fez desistir de calcular o tempo. Precisávamos agir. Rápido.

Não vamos conseguir fugir pra sempre. — fiquei feliz por ter sido Calvin que fez o comentário. Pelo retrovisor, Normani o fuzilou com o olhar antes de acelerar.

Acho que você se daria bem em Velozes e Furiosos, amiga. — brinquei um pouco depois ao notar que, aparentemente, tínhamos conseguido escapar.

Atravessávamos um cruzamento (desta vez seguindo as leis de trânsito) quando fomos atingidos na traseira do carro e, por consequência, jogados para a diagonal frontal no que deu, pelas minhas contas, quase quatro voltas. Os pneus deixaram marcas no asfalto pelo atrito e um odor forte e ruim de borracha queimada se alastrou pelo ar como resultado do acontecido. Por estarmos usando o cinto de segurança, nada nos aconteceu.

Filhos da puta!

Não precisamos nem nos entreolhar para concluirmos que sair dali era a melhor opção. A picape já estava encostada a poucos metros de nós e, por uma razão desconhecida, a rua não tinha muito movimento. Dois homens corriam em nossa direção e eles não hesitaram em disparar alguns dardos contra nós. Com sorte, corremos e viramos à primeira direita que apareceu, o que, no caso, se resumiu a um beco.

Nossa, mas... — Calvin resmungou, apoiando as mãos na cintura ao bufar.

Parados! Venham conosco por bem ou por mal. — a voz grave masculina que surgiu às nossas costas nos fez virar e dar de cara com os dois indivíduos armados.

Olha, meus queridos, eu acho que vocês estão um pouco equivocados. — se eu não conhecesse essa filha de Baco provavelmente cairia na dela. — Nós fazemos cosplay, sabe?

Cosplay bem realista o de vocês, huh? — com certeza ele se referia às vinhas criadas por Normani. No entanto, de alguma maneira, ela contornou o fato e conseguiu distraí-los.

Em foco, a semideusa estava poucos passos a frente de mim e de Calvin. Dizendo coisas que eu não me preocupei em ouvir, ela os enrolava. A conclusão mais efetiva que Calvin e eu encontramos foi lutar. O rapaz empunhou seu arco, porém antes que o cordel fosse puxado, uma porta se abriu.

O que está acontecendo aqui? — um rapaz bem alto falou, saindo pela porta acompanhado por outros dois.

Semideuses e…? — o segundo observou, encarando os dois caras d’A Seita e suas armas que felizmente estavam abaixadas.

Normani recuou um pouco, temerosa. O clima estava bastante tenso e nós não estávamos numa posição muito boa. Dois caçadores de semideuses mais a frente e, entre nós e eles, três lestrigões vestidos de cozinheiros.

Este é um serviço extraoficial, meus caros. Voltem para o restaurante. — os monstros se olharam e riram guturalmente perante o comentário do homem.

Extraoficial é a fome que eu estou sentindo. Voltem para a casa de vocês. — o primeiro lestrigão falou, voltando-se para nós. — Olhem, irmãos, um filho de Febo. Vocês querem um prato principal melhor que esse?

Calvin não pensou duas vezes em apontar seu arco para o alto, onde lançara uma flecha. Nossos inimigos monstruosos riram, mas foram interrompidos pelos disparos dos mercenários. Os tranquilizantes atirados não surtiram o efeito desejado, já que se tratavam de lestrigões, e não humanos, e só serviram para enfurecê-los.

Humanos idiotas! — eles gritaram praticamente em uníssono, desistindo de nós para avançarem contra os dois. Contudo, o poder de Calvin acabara de fazer efeito: uma saraivada de flechas despencou sobre os cinco (os lestrigões e os caçadores), matando um monstro e um homem imediatamente e deixando os demais feridos.

Fodeu. Corram! — então partimos, erguendo nossas armas para podermos passar. Calvin foi o primeiro a agir, disparando uma sequência de projéteis enérgicos contra o fulano d’A Seita. Nada a fim de ser morto, ele começou a correr, fugindo, mesmo que uma flecha cravada em seu flanco direito o atrapalhasse.

Normani e eu investimos com nossas espadas contra o lestrigão mais próximo. Nos abaixamos quando ele tentou nos agarrar, permitindo que nossas armas desferissem golpes ascendentes e precisos contra seu peito, finalizando-o com extrema facilidade. Ao escaparmos da poeira dourada, encontramos nosso amigo ajoelhado e com um olho roxo como presente do outro monstro que ele derrotou sozinho.

Tudo bem, Cal? — a garota disse, aproximando-se.

Vamos sair logo daqui. — ele respondeu, erguendo-se e conduzindo-nos para fora do beco, certificando-se de que estávamos sozinhos.

Corremos por uma única quadra quando vimos a picape dos homens d’A Seita. Entrar numa cafeteria pareceu a saída mais lógica. Nós estávamos, na verdade, famintos. Quando reparei, o hematoma de Calvin já tinha desaparecido graças ao sol que brilhava no céu.

Precisamos sair daqui o mais rápido possível. Aquele que fugiu com certeza vai trazer reforços. — Normani observou.

Vamos pegar alguma coisa pra comer e depois ir embora. Tive uma ideia. — enquanto nos preparávamos para fazer o pedido, eu fuçava no meu celular mágico para encontrar um número específico.

Gastamos pouquíssimos minutos para ingerir sucos e muffins de chocolate. Depois disso, eu disquei o número mágico em meu telefone e esperamos um só instante pela chegada do táxi mais esquisito que um dia eu conheceria.

Tem certeza de que é isso? — Calvin quis saber, encarando a fumaça cinzenta que tomou a forma de um típico táxi de Nova Iorque.

Não tem como não ser. Vamos. — e a seguimos, entrando no carro.

Alô, alô. Fechem logo a porta. — a mulher da esquerda disse, imóvel. — Este táxi é absolutamente equipado para a sua proteção. Para onde vocês vão?

Trocamos olhares, confusos. Ainda não tínhamos conversado sobre muitas coisas, sendo que uma delas era o nosso próximo destino. Mas arrisquei assim mesmo:
Nós vamos para o sul.

Hmmm... — e ela girou uma manivela de bronze existente no painel, acendendo o taxímetro. A mulher do meio deu uma risadinha e a da direita, no volante, começou a pilotar.

Calvin, Normani e eu soltamos um gritinho e esbugalhamos os olhos quando o táxi começou a correr, alcançando uma velocidade absurda. Os movimentos eram bruscos, fazendo o ar escapar do meu pulmão e voltar repetidas vezes. Demoramos um pouco para nos habituar, gritando a cada esquina virada com imprudência e brutalidade.

Espero sobreviver até chegar lá. — a vestal sussurrou. O mexer dos ombros das três mulheres em seguida fez parecer que elas tinham ouvido.

Nós sabemos o que estamos fazendo. Afinal de contas, temos uma licença. — a do meio informou, esticando um dos braços para trás para mostrar um pequeno documento preso às costas do banco delas que continha três fotos 3x4 de três mulheres parecidas. O mais curioso era que elas não tinham olhos.

Antes que pudéssemos reagir, elas se viraram, sorrindo, e confirmaram a ausência das orbes. Gritamos outra vez, mas a movimentação do carro as fez - venturosamente - virar para frente. Os outros carros não pareciam perceber o nosso. A magia estava bastante presente ali.

Que rudes! — uma delas comentou. — Cadê o olho? É a minha vez.

Pelo que eu tinha entendido, elas tinham um olho. Um só. E enquanto nós três sofríamos no banco de trás, elas dirigiam como loucas e ainda discutiam para ver de quem era a vez de ficar com o tal olho. Ele, por sinal, era móvel e funcional. Mais uma vez: pura magia.

Eu consegui aproveitar o tempo que tinha para contar sobre o meu sonho com Vesta, berrando a cada curva abrupta e perigosa. Normani pareceu revigorada com a curta história. Em seu coração ela sentia a chama acesa.

Então quer dizer que Júpiter está sem a sua coroa mesmo? — a criatura central se virou, arregalando os olhos que nem tinha.

Não é da sua conta. — a educação de Calvin tinha ficado na casa da avó dele.

Na verdade, quase isso. Você está dizendo que já ouviu essa história antes? — falei sem pensar, tentando me sobressair à grosseria do meu companheiro.

Ah, é. — a motorista respondeu, desanimada. — Deixamos dois semideuses em São Diego que também falaram disso. Inclusive, irmãs, não era a coroa de Júpiter que o bonitinho tinha em mãos?

Bonitinho? Você nem tem olho! — a da esquerda retrucou, nervosa.

A discussão que se desenrolou ficou em segundo plano. Através de cochichos, conversei com a minha equipe. Segundo as irmãs cinzentas, o raptor e o filho de Júpiter, com a coroa do pai, pegaram uma carona para São Diego.

Mudança de planos.

Ahm… com licença, senhoritas. Nós vamos para São Diego. No mesmo endereço que os outros dois carinhas que vocês comentaram. — avisei, forçando simpatia.

Segura, peão! — elas permaneceram plenas quando o carro girou quase 360°, invadindo uma floresta sem problema algum.

Meus olhos permaneceram fechados nos minutos seguintes como forma de reduzir a aflição e a ânsia que ia e vinha diante das irmãs cinzentas no controle do veículo. A coragem para reabri-los surgiu quando um breque repentino fez os pneus cantarem, cessando qualquer movimentação.

Foi aqui que deixamos o ferido e o ileso? — a irmã do meio indagou, observando o prédio velho que estávamos parados em frente com o único olho que detinha.

Não. Eu tenho certeza que não. — a da esquerda replicou, convicta.

Ainda bem que eu não compartilho o cérebro com vocês também. É aqui sim, garotos. Adeus. — e de alguma forma, assim que a frase da motorista teve fim, a porta traseira que dava na calçada se abriu. Uma força mágica nos empurrou para fora. Calvin foi o primeiro ser jogado, seguido por mim e por Normani. Cada queda gerou um grito e um xingamento. A nossa bolsinha de dracmas, no entanto, ficou em algum lugar do táxi.

Eu espero que aquelas loucas não tenham nos deixado no lugar errado. — Calvin confessou, estapeando as próprias roupas ao se levantar. — Se bem que eu já estou bem feliz só de não estar naquele carro. Pelos deuses, que horror!

Normani riu e principiou uma conversa descontraída com ele. Por outro lado, eu me foquei no chão onde estava: além da sujeira comum, pontos brilhantes roubaram o meu olhar. Graças a minha tatuagem, minha percepção era elevada. E eu conhecia muito bem aquela poeirinha.

Gente. — falei, quase que num sussurro. Eu andava treinando uma de minhas habilidades que, neste momento, foi fundamental. Pelo pó que antes constituía um monstro, eu conseguia identificar a ação para que a reação - o final - fosse o que estava diante de mim: a poeira no chão.

Eu ainda precisava me concentrar mais do que o normal. As vozes dos meus amigos sumiram, as buzinas, os motores, tudo. Então eu me foquei unicamente na cena, matutando sobre a probabilidade dos resquícios dourados de uma criatura mitológica estarem aos meus pés. Soergui o olhar, analisando os quatro andares do prédio cinzento. Minha mente piscou, apontando uma possibilidade grande. Uma arma, uma janela aberta e uma mira boa. E bum!, o monstro cairia morto na calçada, reduzido a quase nada.

Gente! — desta vez eu gritei, finalmente ganhando sua atenção. — Estamos no lugar certo!

’Tá, e como você sabe? — para variar, o jovem questionou.

Ele manipula a probabilidade. — Normani se adiantou, ciente das minhas capacidades, sorrindo para Calvin. — Dã.

Eu assenti, partindo para entrar no edifício, tendo os dois no meu encalço. O interior era condizente com o exterior, preservando a pintura sem graça, poucos e velhos móveis e um piso frio de mosaico de pedras. A ausência de um porteiro facilitou a nossa entrada, portanto seguimos até as escadas.

Dali, um baque surdo cortou o silêncio esporadicamente. Calvin se manifestou, guiando-nos para cima por meio da sua audição apurada. Diferente de mim, ele escutava algo além das batidas secas. E à medida que subíamos, o som ficava mais semelhante a socos e reacionários gritos. Estávamos no lugar certo.

Solei a porta com avidez, separando-a das dobradiças facilmente. Nosso tempo estava correndo e a única coisa que precisávamos saber era que lutaríamos. Por isso, eu já tinha minhas espadas empunhadas.

Quando meus amigos e eu invadimos o apartamento, um rapaz alto e esguio se virou para nós. Suas roupas pretas e o bom estado físico, fora a aura sombria e a lança negra que ele tinha em mãos, contribuíam para nossa suspeita de que ele fosse o servo de Nox.

’Tava demorando. — o rapaz falou, dando um chute no estômago de um garoto loiro que se contorcia de dor no chão. — ’Eu vou fingir que vocês nem apareceram aqui se saírem em três, dois...

O um foi atrapalhado pelo projétil que se alojou na parede de gesso atrás do semideus, fazendo seus cabelos negros se mexerem por conta da proximidade com a qual a flecha passara da sua cabeça. Por instinto, me virei para encarar Calvin.

Merda, errei.

Que pena. — o demônio fez uma careta tristonha, debochando. — Minha vez.

Separamo-nos quando a lança veio em nossa direção, deixando-a voar para fora do apartamento. O curto tempo gasto para nos recompormos foi suficiente para nosso inimigo apanhar a coroa de louros de Júpiter sobre a mesa e tentar passar por nós para fugir pela porta. Antes que ele tivesse êxito, porém, eu o fiz cair no chão com uma rasteira.

Você é muito idiota, né? — retribuí o deboche, correndo para pisar nas costas do rapaz para que ele não se levantasse. Minha força aprimorada foi bastante oportuna. Simultaneamente, Calvin foi até o menino ferido. Como prole de Febo, ele tinha alguns dotes curativos. Pelo menos emergenciais. E Normani, a mais maravilhosa depois de mim, apressou-se para estimular o crescimento de vinhas sob o corpo do malfeitor, prendendo-o.

Nox já deve saber que vocês me encontraram. É melhor vocês irem embora se quiserem continuar vivos. — a ideia de pedir para que Normani enfiasse uma planta na boca dele brotou na minha cabeça, mas impediria um diálogo necessário.

Eu pulei para o corredor, sentando-me como índio diante do imobilizado valentão semideus. Na queda, ele soltou a coroa de Júpiter. Então agora era eu que a tinha em mãos. Mas não me contentei só com isso.

Onde ‘tá o filho de Plutão? — arrisquei, mantendo a voz firme. Obtive o silêncio como resposta, então persisti na mesma pergunta pelo minuto seguinte.

Meo, você ainda não entendeu que seu negócio é brigar? — Normani disse, empurrando-me para o lado. — Vai ali com o garoto. Calvin, vem aqui!

De fato, descender de Belona não me concedia habilidade alguma de persuasão ou charme. Já Baco e Febo, bom, pois é. Normani e Calvin tinham mais facilidade com essa parte do trabalho. Assim sendo, não contestei, fazendo o que fora dito pela garota.

Mais interessado no filho de Júpiter do que em seu raptor, eu simplesmente não prestei atenção no segundo. Encurtei a distância tida do jovem e forcei um sorrisinho ao me sentar em sua frente.

Oi, garoto. Meu nome é Romeo. Fui enviado pelo Acampamento Júpiter para resgatá-lo. Assim que os dois — fiz uma rápida pausa para indicar meus companheiros de missão. — terminarem ali, você vai voltar pro acampamento, beleza?

O garoto fez que sim com a cabeça, me encarando com certo receio. Era claro que ele havia apanhado mais do que o necessário, porque suas roupas estavam rasgadas, sujas e manchadas do sangue que escorria do corte em seu supercílio direito. Ainda assim, ele tinha uma áurea forte que destoava da decoração nada classuda do pequeno flat: uma mesa de madeira velha, um sofá rasgado e um colchão.

Não precisa ter medo, carinha. Nós viemos te ajudar. Como você se chama? — era estranho estar diante de um medroso e estropiado filho do grande Júpiter. Eu não me recordava de quando conversara com um, mas tinha certeza de que era mais do que isso.

Ro-roan. — sua voz saiu rouca e um pouco falha. — Obrigado. Ele disse que ia me matar quando chegássemos em Tijuana. Ou antes, se eu atrasasse ele mais um pouco.

Pera. Tijuana? — o nome piscou na minha mente, despertando uma suspeita. — Onde é isso?

Acho que ao sul. — ele respondeu, suspirando.

Tijuana, Meo! — Normani se aproximou com Calvin, comemorando o sucesso da união de habilidades deles.

É, eu sei. — indiquei o adolescente com a cabeça. — Então é isso. Normani, você pode levá-lo de volta para o acampamento? — tirei o amuleto de portal do meu pulso e o ofereci para a semideusa. Com um sorrisinho no rosto, ela assentiu, pressionando o item para que um vórtex aparecesse.

Nos vemos depois. — passando um dos braços pelas costas de Roan, Normani o ajudou a caminhar. Juntos, eles atravessaram o portal e desapareceram.

O que fazemos com ele? — Calvin voltou-se para o servo de Nox. As vinhas que prendiam seu corpo estavam cada vez mais frouxas.

Saca só. — corri para alcançar minhas espadas, pisando nas costas do oponente em seguida. Cessei seus gemidos ao executar um giro com cada arma, finalizando-o numa estocada certeira contra o seu crânio. O ruído consequente fez Calvin xingar em alto e bom som, mas eu gostei de ouvi-lo.

Às vezes você é muito esquisito, Romeo.

Vou levar isso como um elogio. — usei a própria camiseta do semideus para limpar as lâminas de Disparate e Ira.

Um olhar antecedeu a nossa saída, deixando para trás o corpo inerte e a poça de sangue que gradativamente crescia sob a cabeça do moreno. Com sua morte, minhas energias estavam renovadas.

A gente vai sair daqui como? — Calvin era, aparentemente, o encarregado das perguntas mais chatas e necessárias. Caminhando ao lado do rapaz, eu moldei os lábios em um biquinho que não significava nada além de um “sei lá”.

Vamos comer alguma coisa? Amo. — sugeri, encarando o sol que tingia o céu ao se pôr.

Por favor.

(...)

O dinheiro estadounidense de Calvin pagou as nossas passagens para Tijuana depois de enganarmos nossos estômagos com algumas bananas. Assistimos a ascensão da lua pela janela do ônibus, numa curta viagem de mais ou menos uma hora. A parte da fronteira exigiu mais algum tempo, mas nós não nos importamos. Conseguimos descansar um pouco antes de desembarcarmos.

A cidade era simplória e bastante quente, não muito diferente de São Diego. As pessoas não se importavam com Ira presa no suporte às minhas costas, ou simplesmente a Névoa agia para que não a vissem. Independente disso, eu me importei somente com o ronco incômodo da minha barriga que se sobressaía em meio a todos os sons existentes em uma cidade movimentada.

Acho que eu ‘tô com lombriga.

Calvin riu diante do meu comentário, compreendendo de cara o motivo pelo qual eu o havia feito. Nossas refeições tinham sido enxutas e com grandes intervalos separativos, justificando uma constante fome.  

Ainda estamos no segundo dia, né? — a pergunta destoada de Calvin me fez pensar um pouco.

Acho que sim.

’Tá, então vamos comer mais um pouco e dormir.

Eu sorri diante da afirmação. Por mais que eu estivesse preocupado com o destino de Vesta e do filho de Plutão, eu precisava me preocupar comigo também. Por isso paramos em um mercadinho e comemos um pacote de Oreo cada um, fugindo discretamente sem pagar. Depois, corremos até um parque e foi nele que achamos as piores camas possíveis: grandes e velhas árvores.

Vou dizer pra Normy que estamos aqui. — ele avisou, virando-se para o lado para falar algo para o ar. Sua voz não saiu pela boca, mas o sussurro andante direcionado à filha de Baco sim. Sabendo nossa localização e estando com o meu amuleto de portal, ela chegaria logo. — Pronto. Agora, tchau.

A descoberta do mau humor de Calvin pela falta de sono me roubou outro sorriso. Eu não respondi nada além de um tchau porque não queria levar um soco no nariz. A noite amena que chegara estava tranquila para eu continuar a usar a camiseta do acampamento e o shorts jeans que usava, e assim me preocupei em descansar.

Quando recostei a cabeça na árvore, então, dormi.


Desta vez, eu não estava com Vesta. Eu estava em um bar estiloso, com o balcão e o teto de madeira perfeitamente envernizada e as paredes de tijolos com a exposição mais esquisita de quadros que eu já vi na minha vida. As mesas e cadeiras seguiam o estilo vintage, acompanhadas, por alguma razão, por televisões em todo o estabelecimento. Assim, todos que estivessem ali conseguiriam assisti-las. Dentro de uma delas, no entanto, estava eu.

Por sorte, a maioria das tvs exibiam um canal distinto, criando uma baita poluição sonora e uma forma de eu não ser percebido. Do ângulo em que eu estava era visível os dizeres “La Cantina” gravados em uma grande placa de madeira acima do balcão, como uma fachada interna.

O ruído em meus ouvidos desapareceu aos poucos, permitindo que eu bisbilhotasse a conversa alheia. Nesse ponto, meus olhos pareciam ter finalmente focado. Eu respirei fundo perante a decepção. Decepção essa que foi traduzida em uma quantidade alarmante de criaturas mitológicas. Entre elas, dois rapazes e uma moça sentados defronte o balcão, de costas para mim. E, do outro lado, uma blemmyae.

Nossos olhares se encontraram por um breve instante. Após isso, ela murmurou algo para o trio em sua frente e apontou um controle remoto na minha direção. Instantaneamente minha visão escureceu (o que eu concluí ter sido a televisão ser desligada) e quando ela clareou eu me vi em uma espécie de porão.

Meus olhos se firmaram numa figura cabisbaixa no canto do pequeno e escuro cômodo. Era dela a única e opaca luz presente ali. A mesma cabeleira ruiva que outro dia eu conheci estava, agora, ajoelhada no assoalho. Seu vestido branco estava repleto de manchas de sujeira. A energia e a luminosidade provindas da deusa eram incomodamente fracas.

Foi em vão a tentativa de falar alguma coisa, então encurtei a distância que nos separava. Um orbe quase transparente limitava cruelmente os movimentos dela e, semicerrando os olhos, eu pude ver que dessa barreira mágica infinitos filetes despontavam e seguiam até a mulher, tocando-a em infinitas partes do corpo. Atônito, eu olhei ao meu redor, mas meu sonho mudou antes que eu pudesse descobrir algo mais.

Agora, eu era mais um fantasma do que eu mesmo. Um fantasma de mim, talvez. E estava a pouquíssimas quadras do parque-praça que dormia com Calvin. Parado no meio da rua, eu tinha um campo de visão bem amplo, o que me permitiu visualizar uma Normani descabelada virar a esquina. Ela gemia a cada passo, como se uma de suas pernas estivesse ferida. Fora isso, ela parecia bem. Talvez com um pouco de medo dos latidos como som ambiente que pareciam mais altos a cada segundo.

Agitando meus braços espectrais eu tentei chamar a atenção da minha amiga. Ela fez uma rápida pausa e um franzir de cenho, mas pareceu não me notar. Graças ao sussurro andante de Calvin ela sabia onde nos encontrar. Se não chegasse até nós a tempo eu sentia que algo ruim aconteceria. Decidido a driblar esse pressentimento, eu flutuei com incomum facilidade em direção ao parque, deixando a semideusa para trás. Por termos optado por um local próximo da entrada, levei pouco tempo para encontrar meu corpo dormente.

Sem saber se realmente funcionaria, eu mergulhei sobre meu eu físico. Venturosamente, despertei ofegante, com os olhos esbugalhados e instintivamente agarrando Ira que jazia ao meu lado.


O céu noturno já apresentava um horizonte mais alaranjado, anunciando o nascer do sol. O sonho que tivera não durou sequer dois minutos, mas isso era um assunto que eu precisaria discutir com Morfeu. Ou Hipnos. Não sei. Tanto faz. Talvez nem discutir, na verdade.

Acorda, Calvin! — gritei, não esperando para vê-lo acordar. Saí correndo em direção a entrada do parque, desesperado para encontrar Normani.

Tive de empunhar Disparate também. Os latidos estavam bem próximos e eu não queria ser surpreendido por uma matilha de animais caçadores.

Um grito só não escapou da minha boca porque Normani a tapou com suas mãos. Sem reações da minha parte, me deixei ser puxado para perto da pequena construção destinada aos vigias do parque. Assim que entramos, ela trancou a porta.

São cães infernais?

Sim. Acho que cinco ou seis. Eles me farejaram logo que cheguei aqui. — sua fala estava entrecortada. Ela precisava de fôlego. — Ainda bem que vim parar perto de vocês, ou então não conseguiria fugir mais.

E sua perna? ‘Tá tudo bem? — desci o olhar, buscando algum ferimento. — Eu acabei de te ver no meu sonho. Não sei porquê.

Eu sabia! Ou pelo menos desconfiei. E a minha perna, bem... eu meio que caí de mal jeito quando o portal apareceu um pouco acima do chão.

Meu riso consequente foi contido porque um Calvin sonolento se aproximava de nós, desnorteado. Ao mesmo tempo, do outro lado, cinco cães infernais caminhavam com os focinhos bem próximos do chão, procurando por nós.

Encontra o Cal. Tenho uma ideia. — e saí da cabine que me escondia com Normani, correndo em direção à matilha infernal.

Antes mesmo de alcançar os monstros eu gritei, visando chamar sua atenção. Por instinto, eles correram até mim, recepcionando-me com rosnadas e um olhar voraz. Disparate retornou ao meu bolso em forma de isqueiro e eu fiquei somente com Ira em minhas mãos. O ferro estígio que a compunha era bem eficaz contra criaturas das trevas, então meu plano deveria funcionar.

Embora sentisse certo receio, mantive-me impassível. Os cães formavam um semicírculo diante de mim, numa distância que um salto deles me alcançaria. A escuridão ainda era presente, o que me fazia não conseguir ver se meus amigos estavam próximos ou não. Se minha investida falhasse eu com certeza precisaria deles.  

Uma fração de segundo foi necessária para que minha habilidade fosse ativada. Cinco espadas idênticas a Ira repentinamente surgiram ao meu lado, encetando um banho de pó dourado como resultado dos ataques desferidos contra os cães infernais. Todos eles simplesmente morreram. E eu assisti a cena com um sorriso no rosto.

Ué, já? — Calvin quis saber assim que apareceu atrás de mim com Normani ao seu lado. Eu fiz que sim com a cabeça, adicionando em meu bloco de notas mentais o quão incrível era esse meu poder.

Arrasou, caralho.

Eu me joguei na grama ao conduzir os dois para outro canto do parque para explicar como derrotara os monstros tão rápido e, claro, sobre o meu novo sonho. Nenhum deles pareceu surpreso. Uma vez que éramos semideuses, nossa vida se resumia a uma constante loucura.

A única coisa que me incomoda é a barreira. Como ela consegue prender Vesta? — somente quando ele disse eu consegui processar. Tínhamos recuperado o item de Júpiter, mas não o de Plutão.

Só pode ser o item de Plutão. — concluí, orgulhoso por termos interceptado o servo de Nox e resgatado o item e o filho de Júpiter. — Vocês duvidam que um item importantíssimo dele não seria capaz de aprisionar Vesta?

Então a coroa de louros de Júpiter intensificaria o poder da barreira?

Eu já ouvi dizer que ele funciona de um jeito parecido com o elmo de Plutão, sabe? Deixa o usuário completamente invisível. Nem mesmo os deuses conseguem encontrá-lo.

E por que as pessoas só dão importância para o raio de Júpiter? Caramba! — mesmo sabendo a resposta, eu quis questionei. O raio mestre do rei dos deuses detinha imenso poderio destrutivo e ao longo de toda a história ele esteve presente. Sua coroa de louros, ainda que também sempre presente, era considerada somente um adereço.

Só eu que pensei no elmo de Plutão e no raio de Júpiter quando Juno falou dos itens deles? — Calvin e eu nos olhamos rapidamente, concordando.

Você é burra, amiga, desculpa. — brinquei, acertando um tapinha no joelho da garota.

Seria bizarro demais Júpiter e Plutão entregarem o raio e o elmo para o acampamento. Tipo, qual o sentido deles ficarem guardados num super cofre? — eu compartilhava da teoria do rapaz, portanto assenti. Esses eram os itens mais poderosos e famosos de ambos os deuses. Não tinha cabimento eles os guardarem, ainda mais com a guerra que estava cada vez mais próxima.

Discutimos um pouco mais a respeito do meu primeiro sonho da noite. “La Cantina” seria o nosso próximo destino, concluímos. Antes disso, porém, nós decidimos que precisávamos descansar um pouco mais. Seria na manhã seguinte a realização da árdua tarefa de encontrar o bar e possivelmente enfrentar todos os monstros que estavam lá quando apareci no televisor. Ou, se calhasse, algo ainda pior.
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Re: [OP - Teste para centurião] A águia, a caveira e a virgem.

Mensagem por Romeo Bernocchi em Sab Fev 03, 2018 2:00 pm


(...)

Acorda, viado. — fiz o que me foi pedido assim que Normani começou a cutucar minha testa com insistência.

Saaaai, merda! — resmunguei, afastando a mão da semideusa e erguendo meu corpo para me sentar.

Calvin tinha uma garrafa de água em mãos e um saco grande de Ruffles em sua frente. Encarei as novas aquisições com certa curiosidade, esperando até que eles confessassem que Normani também furtara um mercadinho próximo dali.

Ótimo. Já, já nós partimos.

De preferência antes que alguém nos veja. — complementei depois de beber um gole de água. — Ou vão achar que somos mendigos.

Foi exatamente isso que fizemos: partimos quando nosso café da manhã teve fim. Usei meu celular para encontrar o bar, conduzindo meus companheiros dentre as movimentadas ruas de Tijuana. Vez ou outra éramos obrigados a parar porque eu me confundia com a nossa posição real e a do GPS, gastando um tempo valioso para reencontrar nosso rumo. Mas tudo numa boa.

Cerca de quarenta minutos se passaram até que enfim estávamos em frente ao La Cantina. A estreita fachada amadeirada apresentava um escrito esverdeado. A ausência de janelas frontais nos impedia de ver o que nos esperava lá dentro. Por conta disso um sentimento misto de ansiedade e receio brotou no meu âmago. O que encontraríamos do outro lado da porta? O aquecimento de Alertat em meu dedo anunciava a pior das hipóteses com uma junção das cores vermelho e verde no topázio.

Era agora ou nunca.

’Simbora. — empunhei minhas espadas após um suspiro, reunindo força e coragem para prosseguir.

Prorrompemos pela porta de entrada, exibindo semblantes plenos e convictos. Normani e Calvin se posicionaram à minha direita e esquerda, respectivamente, e, armados, estávamos perfeitos para uma pose de super-heróis. Não fosse isso, provavelmente a dezena de inimigos que nos aguardava teria partido para o ataque sem hesitar.

O silêncio perdurou até o pequeno sino preso ao topo da porta cessar seu soar. Enquanto isso corri com os olhos pelo bar, revendo, à primeira instância, a mesma blemmyae do meu sonho atrás do balcão. Sentados à frente dela estavam dois lestrigões com um copo de cerveja preta cada um. Ao fundo, a Rainha Sess nos encarava com fúria, cercada por cinco dracaenae. Por fim, mas não menos importante, três cães infernais permaneciam deitados aos pés daqueles três jovens que também eu vira através da televisão, encarando-nos com as presas expostas.

Gente, eu acho que ainda dá tempo de sairmos daqui. — Calvin sugeriu por meio de um sussurro.

Cê ‘tá doido? — meus olhos permaneceram cravados em nossos inimigos; todos seguidores de Nox. — A parte mais legal é agora!

Eu consigo senti-la. — embora não tivesse coragem de dar as costas às criaturas mortais para olhar Normani, eu reconhecia os momentos em que ela demonstrava seriedade. Esse era um deles. — Vesta está aqui.

Um momento de tensão surgiu a partir da informação compartilhada. Unido a ele estava a ânsia sentida pelos monstros, pois eles queriam nos matar. Contudo, seus olhares alternavam entre nós e o outro grupo de meio-sangues, aparentemente esperando por uma ordem vinda deles. Disso, tirei a conclusão que eram eles os servos de Nox com mais autoridade ali, ainda que também tivessem sangue semidivino.

A paralisia momentânea foi interrompida pela ordem dada por um dos rapazes, instruindo as criaturas a nos atacarem.

Minha visão captou o trio correndo para o fundo do bar antes que um cachorro do tamanho de um tangue de guerra a obstruísse. Uma sequência de projéteis vindos da minha esquerda reduziu o primeiro cão infernal a pó. Os outros dois, ainda mais raivosos, exibiram seus dentes afiadíssimos novamente e partiram para o ataque.

Ao puxar Disparate e Ira para um golpe ascendente contra o adversário mais próximo - o cão da esquerda -, permiti que o outro investisse com suas garras contra mim. Todavia, uma proteção incorpórea repentinamente (que depois descobri que fora criada por Normani) surgiu ao meu redor, tornando essa investida do segundo cachorrão inútil, repelida, e assim eu pude concluir o meu ataque. Desta forma, o monstro que atingi foi presenteado com lindos cortes em seu rosto macabro.

A reação do bicho foi imediata: ele pulou em cima de mim, pisando em meus ombros de modo a impedir que eu o ferisse mais uma vez. Gemi ao cair de costas no chão, dolorido pelos cortes oriundos das unhas do animal e com a facilidade com a qual ele poderia abocanhar a minha cabeça. No segundo seguinte, porém, uma flecha reluzente, ao atingir o crânio da criatura numa perfuração bem sucedida, o fez voltar para o Tártaro.  

Calvin mal teve tempo de dizer alguma coisa quando uma cadeira voou contra ele. Olhando para mim enquanto eu me reerguia, ele só enxergou o objeto quando era tarde demais.

Cal!

Eu precisei reter meu socorro ao semideus porque os lestrigões estavam se aproximando. Além de mais uma cadeira, eles empunhavam garrafas quebradas.

Eu ‘tô bem. — ele disse, apoiando-se na porta de madeira rachada para se levantar. — Não, na verdade não. Eu ‘tô vendo três Normanis. Pelos deuses, eu ‘tô bem mal!

Concluí que ele não estava louco quando, de escanteio, eu constatei a existência de três vestais. Todas idênticas, com sua pele e cabelo morenos e os jeans rasgados. Sabia que ela era capaz de fazer isso e, sinceramente, agradeci demais.

Nós cuidamos deles, Meo. Vai! — a garota falou, pondo-se ao meu lado e brandindo sua espada. Calvin resmungou algo atrás de nós, mas já estava claro que ele estava de volta.

Eu concordei com a cabeça e aproveitei uma brecha à direita para executar uma finta nos lestrigões. Eles não estavam perto o suficiente para me atingirem com suas garrafas, e minha movimentação fez o arremesso da segunda cadeira acertar nada mais do que a parede.

Foquem aqui, queridos. — Normani rebateu os murmúrios da dupla de brutamontes, roubando-lhes a atenção. — Boatos que vocês são amantes. É verdade?

Eu queria muito assistir a repentina mudança de comportamento dos lestrigões. Sob efeito dos poderes de uma excelente filha de Baco, eles desenvolveram uma atração letal pelo companheiro, chegando ao ponto de uma demonstração de afeto (que eu realmente não queria que passasse de beijinhos carinhosos) ser mais importante do que uma luta. Em virtude disso, Normani teria grande vantagem.

Se eu pudesse escolher qualquer poder eu escolheria voltar no tempo. Assim, teria me precavido na hora de passar próximo do balcão e não teria sido pego de surpresa pela blemmyae. Inclusive, descobri que essa espécie de monstro é superforte. Eu com certeza voltaria no tempo pra mudar a forma como fiz essa descoberta.

Quebrar parte da bancada não deve ter sido um problema para ela, assim como me agarrar pelo pescoço e pela calça e me jogar longe. Aposto que se não fosse minha resistência física aprimorada eu ficaria bem dolorido ao deslocar meu ombro esquerdo no choque contra a parede.

Você é muito burro, semideus. — a blemmyae começou a se aproximar, movimentando sua boca bizarra que ficava no lugar do abdômen. — Mas é forte. Você vai dar uma sopa deliciosa.

Hoje não, senhorita. — a voz de Calvin brotou de trás da criatura, fazendo-a se virar. Nisso, ela arriscou dizer mais alguma coisa, mas sua voz simplesmente havia desaparecido. — Eu já te disse, Meo, que você precisa tomar muito cuidado com essa fodida da boca grande.

Me lembrei do aviso que ele dera quando encontramos a blemmyae outro dia. Elas eram ótimas em distrair e encantar outros seres que olhassem para sua boca. Felizmente eu tinha Calvin.

Vai. Ela é minha. — recuperei Ira, que estava mais próxima, e me voltei para os monstros remanescentes, batendo os olhos rapidamente nos meus amigos. Normani ainda tinha um de seus clones vivos e lutava contra um lestrigão. Calvin tinha uma cúpula calorosa ao redor de si e se preparava para atirar. Estávamos bem, ou quase isso.

Um sibilo antecedeu o avanço das dracaenae. Ao fundo, a Rainha Sess estava classuda, ordenando que suas subalternas fossem para a luta. Encarei-as, arfante e imóvel, pensando no que fazer.

Ainda que eu conseguisse ignorar a dor no meu ombro, seria impossível lutar com uma só espada contra cinco mulheres-cobras. Bastava matar uma ou duas delas para que eu ficasse totalmente recuperado e assim conseguiria enfrentar todas as outras.

Então, em um impulso planejado (se essa modalidade de ataque não existe, eu sinto muito, mas agora existe) eu me lancei para frente, brandindo a espada. Em meio ao movimento, encantei a lâmina de ferro estígio de Ira com fogo, potencializando seu poder, e emendei ao avanço um golpe redemoinho. Ao longo de dois metros eu girei, girei e girei, mutilando os monstros no meu caminho com êxito e, consequentemente, transferindo sua energia vital para mim.

Ao fim do ataque apenas uma dracaena estava viva. Seu semblante era assustador e devido a quantidade excessiva de cortes ela estava bem fraca. Um zunido acompanhou uma flecha rasgando o ar até se alojar no peito da mulher, eliminando-a antes que eu pudesse fazê-lo.  

Bastou olhar por um instante nos olhos cansados de Calvin e Normani para meus ânimos serem revigorados. Alguns machucados e hematomas não os derrubariam. De jeito algum. Eles estavam ali por mim e eu por eles. E agora éramos nós contra a Rainha Sess.

Boa viagem de volta pro Tártaro, meu bem. — um fino sorriso arqueou meus lábios. A fisionomia reptiliana da mulher me causava arrepio. Sendo assim, eu queria fazê-la desaparecer o mais rápido possível.

Estando mais a frente dos meus amigos, eu sabia que não os acertaria ao repetir um golpe. Também sabia que se partisse para o mano a mano poderia me cansar demais e seria complicado enfrentar aqueles três semideuses com pouca disposição. Em função disso, invoquei cinco lâminas idênticas a Ira e simultaneamente elas rumaram contra a dracaena-mãe, contendo seu avanço contra mim.

Foi complicado para a Rainha sobreviver perante minhas lâminas mágicas flamejantes e as flechas que Calvin atirou contra ela. No fim das contas, ela se juntou às suas seguidoras num lugar bem longe de Tijuana.

O bar, além de destruído, contava com uma camada dourada de sujeira de monstro em todo o chão. A poucos metros de onde a Rainha Sess estava havia o único pedaço ainda limpo: o metro quadrado que beirava a escada que descia para a escuridão de um porão.

Meo, aqui. — Normani entrou no meu campo de visão, trazendo consigo Disparate. Com um sorriso frouxo ela me entregou a espada.

Precisamos mesmo descer ali? — Calvin perguntou, me ladeando e analisando a porta entreaberta à frente.

Não precisaríamos se não oferecesse risco de vida. — respondi, empregando escárnio na voz. Eu ainda tinha uma carta na manga para o grand finale. — Eu tenho uma ideia. Cal, precisamos de luz lá embaixo.

Acatando meu pedido, a prole de Febo encaminhou uma flecha flamejante escada abaixo, criando um foco de luz.

Agora, amores, sigam o mestre.

Comecei a descer os degraus com velocidade, sentindo minha pele endurecer bastante. Quando o primeiro semideus brotou da escuridão, travei a lâmina da sua montante com as minhas espadas, usufruindo da minha força avantajada para vencer a disputa e empurrá-lo para trás.

O segundo rapaz, portando dois punhais, arriscou um ataque surpresa contra mim. Logo eu, eu. Seus pés atingiram minhas costas numa voadora que só me fez dar um passo para frente, praticamente isento de danos. Rodopiei no meu próprio eixo em seguida para conduzir as espadas contra as costas dele, uma vez que ele caíra de bruços no chão. Por conseguinte, um ruído familiar e relaxante fez-se presente: o cravar das lâminas na epiderme do inimigo.

Fitei-o no chão, vivo, mas bastante ferido, e senti as vibrações de um projétil passando rente à minha orelha esquerda para se hospedar na base do pescoço do meio-sangue portador da montante que tinha se recuperado. Menos dois, oba!

Eu tinha certeza que aquele idiota não conseguiria trazer a maldita coroa de louros de Júpiter. Nox só pode ser idiota por ter confiado nele. — uma voz feminina surgiu no fundo do cômodo, de onde uma fraca luz de cor ferrugem tremeluzia. A flecha chamejante de Calvin ainda queimava o pequeno caixote no qual havia se alojado, mas era insuficiente para iluminar muito.

Saudades lealdade. — Calvin zombou, provavelmente querendo aliviar a tensão.

Pelos deuses, o que vocês fizeram com Vesta? — a seguidora da deusa do lar trincou os dentes após falar, sentindo ódio como nunca antes. A reação dela me fez crer que era a deusa no outro extremo do porão, assim como eu a vira no sonho.

É Vesta quem mantém a chama do Olimpo acesa, sua burra. — a voz retrucou, ríspida. — Ou você acha que nos planos de Nox era Baco quem deveria ser sequestrado?

Calvin soltou uma risadinha perante a provocação, mas Normani permaneceu inabalável. A teoria fazia sentido e, caso efetivada, causaria um tremendo caos no Olimpo se nós (perdão por me gabar) não tivéssemos interferido.

Bem que podíamos matar ela logo, né? — sugeri quando finalmente o rosto da garota ficou visível. Seu maxilar marcado tinha algumas cicatrizes e o cabelo chegava negro chegava às orelhas. Um sobretudo cobria seu corpo e em sua mão destra havia uma bengala, conferindo um visual esquisitamente sério e antiquado.

Eu já matei o filho de Plutão porque ele era irritante demais. Mas vocês podem tentar me matar. Seria divertido. — o sorriso irônico esboçado por ela me fez suspeitar de seu gênio tresloucado. Ela tinha matado o semideus que havia raptado. Chocado e boquiaberto eu a encarei.

Não me segura! Não me segura! — Normani se inclinou para frente e chacoalhou o corpo, como se alguém estivesse segurando seus braços para trás. Simultaneamente eu tentava processar a morte do filho de Plutão. Por alguma razão eu não achei que isso aconteceria. Ainda não tinha parado para pensar nele, mas de qualquer forma não estava esperando por algo assim.

Vocês realmente acham que conseguem lutar contra o cetro de Plutão? — e foi aí que eu me dei conta que não era uma bengala que era segurava na mão direita. Era o cetro trevoso de Plutão.

Não tínhamos como contestar. Ela tinha a arma de um deus. De um dos Três Grandes, inclusive. Arma cujo poderio incluía aprisionar uma divindade. Eu desejei não ter imaginado o que poderia fazer com meros semideuses. Não precisei olhar para Calvin e Normani para saber que, assim como eu, eles estavam paralisados de medo.

É hora de dar tchau. — proclamou, apontando a arma para nós.

Fodeu, gente. De novo. — eu não consegui dizer mais nada porque o ar se tornou mais denso, pesado, à medida que excruciantes lamúrias despontavam ao nosso redor, acompanhadas por um furacão compactado de almas. A força era tamanha que nos empurrou para trás, diretamente contra a parede. De novo.

Uma sucessão de gritos angustiantes sobressaiu-se às lamentações sucumbidas. Cobrindo parte dos meus olhos com os braços eu vislumbrei a reação do item de Plutão diante de um usuário qualquer, despreparado e sem potencial. Era necessária muita força e poder para empunhar uma arma divina com êxito. E, pelo visto, a garota não cumpria os requisitos.

A confusão visível me deixou desnorteado. Não sabia ao certo, mas parecia que a menina estava sendo consumida pelo mundaréu de almas enclausuradas no Mundo Inferior e, de certa forma, no cetro. Tais almas executavam rasantes atrás de rasantes, atravessando o peito da semideusa com força suficiente para jogá-la de um lado para o outro.

O redemoinho de espectros estreitou-se ao redor da vítima e, de súbito, afunilou em direção ao crânio que existia no topo do cetro submundano. Nada além do cajado caído no chão restou daquele caos após poucos segundos. Nem mesmo o fogo da flecha de Calvin.

No breu, minhas mãos trêmulas correram para os lados, buscando com desespero pelos dois semideuses mais importantes na minha vida. Tocá-los me deixou mais tranquilo, afastando o pensamento de que eles poderiam ter sido levados pelo redemoinho de almas penadas. Tudo menos isso.

Normani escapou de mim e desapareceu. Pude acompanhar sua locomoção por meio dos seus passos pesados e apressados na diretriz oposta à nossa. Ali, a cor ferrugem se tornava mais intensa gradativamente, revelando, aos poucos, a silhueta delicada de Vesta.

Oh, minha senhora! — Normani a reverenciou. Ao nos recompormos, Calvin e eu, mesmo de longe, fizemos o mesmo. — Estou tão feliz por encontrá-la!

Poupe-me de formalidades, minha querida. Sou eu quem deve reverenciá-los. — sim, ela fez isso. Ela inclinou o tronco e nos reverenciou. Sim! Uma deusa! Tive de fazer uma careta para que Calvin, descrente, parasse de estapear minha coxa.

A presença da divindade era muito mais imponente e a força e a luz emanadas eram quase avassaladoras, absolutamente mais intensas do que eu vi e senti no meu primeiro sonho. A prisão de fato conteve seus poderes, e mesmo sabendo que eles não estavam em sua totalidade era clara a diferença.

Eu temia o que poderia acontecer se a coroa de Júpiter chegasse aqui. — ela suspirou, aliviada. — Muito obrigada, semideuses. — seu olhar foi direcionado para mim nessa hora. Ao mesmo tempo, senti meus músculos e minha mente relaxarem, tomados por uma sensação de paz nunca sentida antes.

Ahm... não é melhor sairmos daqui? — voltar à realidade foi um pouco triste. Calvin tinha razão. Com o covil e o plano de Nox destruídos nós corríamos perigo parados ali.

A mulher assentiu, sorridente, e envolveu sua seguidora num simples abraço. Das suas vestes fagulhas apareceram, intensificando até formar uma grande fogueira que envolvia tanto deusa quanto semideusa. Aí, num piscar de olhos, elas desapareceram.

E a gente fica pra trás. Ótimo. — resmunguei, caminhando, já recuperado, em direção ao cetro de Plutão. Olhei-o com receio, temendo ser sugado pelas almas. Felizmente, nada aconteceu quando apanhei o item, me fazendo concluir que portá-lo não era problema, mas sim tentar usá-lo.

É isso aí. Nós salvamos o mundo e ficamos pra trás. Valeu, Vesta.

Desferi um soquinho no peito de Calvin, rindo bobo. Com Ira de volta às costas, Disparate como isqueiro no bolso e o cetro em mãos, eu pressionei meu amuleto de portal à nossa frente. Calvin correu para atravessá-lo, mas eu esperei. Tinha mais uma coisa para fazer.

Aproximei-me daquele semideus que me deu uma voadora. Ele ainda estava no chão, gemendo e respirando falha e pesadamente. Sem piedade, pisei em suas costas feridas ao falar:

Diz pra Nox que mandamos um alô.

E meti o pé.

(--)

observações:
1- Confesso que de cara eu pensei no raio mestre de Júpiter e no elmo de Plutão como os itens importantíssimos deles, mas não vi sentido algum desses itens serem enviados para o acampamento para serem guardados. Por isso eu usei a coroa de louros e o cetro, que considerei como itens secundários dos dois deuses mas ainda assim valiosos;

2- A habilidade Last One II recupera 100hp/mp a cada vitória, ou seja, matar 1 monstro cura o personagem. Espero ter deixado isso meio claro no texto, mas, se não, to explicando aqui!

3- Lembrando da picape vermelha do começo da narração que depois reapareceu revelando os dois carinhas d'A Seita;

4- Duplicador ativo (válido até 23/02)

Calvin Hewitt, filho de Febo, nível 20:
Item:
• Iryak [ Arco élfico com cerca de 1 metro e 50 com runas entalhadas por toda a sua espessura, a corda é feita de um material transparente e de resistência alta, encantada para conjurar flechas incorpóreas e infinitas. |Efeito 1: O arco possui personalidade própria, cria uma ligação com a mente de seu portador (semideus) e poderá se comunicar mentalmente com ele. | Efeito 2: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializa-las basta puxar a corda e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas. | Efeito 3: O metal utilizado para fabricar o arco, também possui 25% de resistência a magia, portando, magias lançadas contra o semideus que estiver na posse desse arco, terão um efeito reduzido na mesma porcentagem. | Arandur | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]
habilidades:
passivas:
Nível 3
Nome do poder: Beleza Divina
Descrição: Filhos de Apolo/Febo são naturalmente belos podendo inclusive deixar os oponentes confusos e atordoado com sua beleza, os reflexos do adversário ficam mais lentos por alguns poucos segundos dando chance ao filho de Apolo/Febo de atacar. Serve apenas como distração, e semideuses imunes a charme, ou beleza, não serão afetados por esse poder.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O adversário pode hesitar por quase 20 segundos, e te dar chance de atacar.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Persuasão
Descrição: Apolo/Febo é um deus naturalmente bonito, e o chame do deus é passado para os filhos com uma precisão impressionante. Persuasão é o poder que permite ao semideus – através de palavras e gestos – conquistar as pessoas com mais facilidade, isso faz com que elas queiram ceder a você, ou sintam uma imensa vontade de te ajudar, mesmo sem saber exatamente o porquê. Basta um sorriso, um olhar, e as palavras certas, você é certamente um conquistador nato, e as pessoas acabam gostando de você.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de chance de conseguir alguma informação
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Benção Solar
Descrição: Filhos de Apolo ao realizarem atividades durante o dia, se sentem mais motivados e animados, pois estão em contato direto com seu pai. Seus movimentos saem muito mais precisos e suas ações se tornam mais poderosas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 20% vantagem de acerto em ações realizadas durante o dia, além de ter o gasto de MP reduzido em 25%.
Dano: Nenhum

Nível 13
Nome do poder: Cura Solar II Descrição: Quando exposto ao Sol, o filho de Apolo/Febo tem as feridas curadas mais rapidamente, nesse nível os ferimentos um pouco mais graves começam a se curar, mas o processo ainda é lento. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera 25 HP e 25 MP do semideus.
Dano: Nenhum

Nível 14
Nome do poder: Arqueiro III
Descrição: O semideus consegue fazer movimentos mais difíceis com a adaptação do arco, podendo manusear agora até três flechas por vez, sua pontaria também melhorou, e agora você está aprendendo a lidar com flechas encantadas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +45% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 20% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Corpo Atlético II
Descrição: Apolo sempre foi descrito como um Deus jovem e no auge do seu vigor físico. Filhos de Apolo herdaram essa característica de seu pai, sempre são vistos praticando esportes e atividades físicas para se manterem atléticos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de agilidade e esquiva
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Audição Aguçada I
Descrição: Músicos não possuem só uma capacidade técnica apurada, eles também têm um ouvido muito sensível e com os filhos de Apolo isso não seria diferente. O Semideus neste nível consegue distinguir os sons a sua volta, além de ouvir numa distância muito maior do que outros semideuses.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 30% de vantagem em escutar ao seu redor, diminuindo a chance de ataques surpresas contra ele.
Dano: Nenhum

Nível 16
Nome do poder: Visão Aguçada I Descrição: Um bom arqueiro precisa de uma visão perfeito, e os filhos de Apolo/Febo herdam de seu pai olhos perfeitos, melhores que os dos mortais comuns.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 25% de assertividade com qualquer habilidade de lançamento, disparo ou afins.
Dano: + 5 de dano ao lançar algo em algum inimigo.

Nível 17
Nome do poder: Concentração de Arqueiro II
Descrição: Arqueiros precisam se concentrar para acertarem o alvo, pois qualquer distração, podem fazer seu tiro certeiro sair pela culatra. Os filhos de Apolo têm a benção de seu pai, que faz com que eles sejam mais calmos e objetivos quando precisam realizar uma tarefa que exija concentração. Ao estarem usando o arco/bestas, essa concentração torna-se ainda mais fácil e natural de ser adquirida.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+ 25% de vantagem ao realizarem uma tarefa que exija concentração. +50% de facilidade em concentrar-se ao estar usando o arco/bestas.
Dano: Nenhum

Nível 20
Nome do poder: Verdades Ocultas II
Descrição: O seu personagem aprendeu a identificar as mentiras no ato, e consegue saber quando alguém está falando a verdade, ou tentando engana-lo, nesse nível poderes de charme e ilusão tem um efeito menor sobre seu personagem, apesar de atingi-lo, não terão o efeito total, que teriam com personagens sem qualquer tipo de imunidade ao poder.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de proteção ao ser iludido, enganado, ou cair em ilusões referentes a mente. (Pode tentar escapar, mas não consegue, porém, o efeito do poder será menor no semideus de Apolo/Febo).
Dano: Nenhum
ativas:
Nível 3
Nome do poder: Cura I
Descrição: Como seu pai Apolo/Febo o semideus consegue conjura uma aura alaranjada fina, que pode e diminuir dores, independente de seus estados ao ser interior ou exterior, curar arranhões simples e inchaços. Durante o seu uso, plantas ao seu redor estarão mais vivas ao serem eficientes à aura.
Gasto de Mp: 10 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 5% de HP e MP e analgesia, dores na região curada não irão atrapalhar.
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Sussurro Andante
Descrição: Você consegue produzir um som inaudível ao ar e então ele correrá grandes percursos até chegar no ouvido da pessoa que você desejar. Útil para encontrar seres que estão muito longe ou para transmissão de mensagens em sigilo.
Gasto de Mp: 15MP por mensagem mandada, até duas frases.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Cúpula Solar
Descrição: O filho de Apolo/Febo cria uma cúpula de energia ao redor de seu corpo para se proteger de ataques físicos, o campo irradia um brilho amarelo dourado, e o envolve completamente. Durante um turno, o que entrar em contanto com o a cúpula sofrera queimaduras de primeiro grau, mas o filho de Apolo/Febo não será capaz de controlar o que ele quer que queime. Além disso, a cúpula não se expande, portanto é preciso que o adversário toque nela para ser queimado. E como observação final, apenas a parte do corpo do oponente que tocar a cúpula será queimada, as demais permanecem intactas, pois como dito, a cúpula não se expande.  Poderes de fogo não funcionam contra a cúpula, e armamentos sólidos batem contra ela e caem, não a penetram. (É possível ativar a cúpula mais de uma vez, porém o gasto da cúpula é por turno ativo).
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 17
Nome do poder: Silenciar II
Descrição: O semideus desbloqueia a segunda forma de provocar silêncio, sendo esta a capacidade de silenciar a voz de alguém. Por 3 turnos, a outra pessoa será incapaz de pronunciar nenhum tipo de som.
Gasto de Mp: 20MP por pessoa silenciada
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 19
Nome do poder: Flecha Flamejante
Descrição: O Semideus pode encantar com uma centelha de fogo a ponta da flecha, a qual incendiará o que tocar.
Gasto de Mp: 40 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 de dano + 10 de dano por chamas durante duas rodadas.

Nível 20
Nome do poder: Chuva de Flecha I
Descrição: O filho de Apolo/Febo quando está sob a luz do sol, atira uma flecha para cima e com a benção de seu pai, faz com que elas se tornem centenas de flechas solares (Finos filetes de Luz). Necessariamente lançada para cima e cobra uma área de 15 metros² com flechas.
Gasto de Mp: 70 de MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 de dano por flecha. Até 8 flechas.
tatuagem:
Tatuagem de coloração negra feita na parte inferior do antebraço direito. Possui o desenho de uma tocha cruzada com uma espada, seguido abaixo pelas letras SPQR, um risco para cada ano servindo a Legião e escrito V Coorte. Não pode ser removida do braço do semideus nem mesmo através da utilização de magia, sendo para sempre marcado como um romano.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Uma vez por missão/evento, os poderes relacionados a agilidade e/ou esquiva/defesa proferidos pelo semideus membro da 5ª Coorte, passam a ter 5% a mais de efetividade durante três turnos.
Dano: Nenhum.

Normani Hawk, filha de Baco e Vestal, nível 20:
Item:
• Rage [Espada longa, com cerca de um metro de comprimento e largura consideravelmente grande. É tão afiada que um mero toque é capaz de causar ferimentos, possuindo setenta centímetros da ponta à base. Abaixo da base, a guarda da arma é o entalhe da cabeça de um javali, feita em ferro e com dois rubis em seus olhos, aparentemente foscos e apagados. O punho é feito de madeira, e seu design permite que a espada seja segurada com uma ou duas mãos – embora a força exigida seja bem maior caso seja empunhada com apenas uma. | Madeira e bronze celestial | Quando o dono da espada entra em combate, as joias do javali começam a brilhar em um tom intenso de vermelho. Sempre que a espada causa dano em um inimigo, ela suga parte da vida retirada – 25% - e passa para o portador, caso este esteja ferido, restaurando assim parte da sua vida | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Gama | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja]
habilidades:
Baco:
passivas:
Nível 9
Nome do poder: Perfume Embriagante I
Descrição: O semideus exala um perfume que deixa as pessoas ao seu redor - desde que de nível inferior - levemente embriagadas, o que causa uma pequena confusão mental. (Dura dois turnos.)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Qualquer semideus ou criatura em um raio de até 2 metros de distância do semideus terá os atributos reduzidos em 5%.
Dano: Nenhum

Nível 13
Nome do poder: Empatia Teatral.
Descrição: No teatro, um dos fatores mais importantes para o ator é ler o ambiente e descobrir como os espectadores estão se sentindo com a peça e que emoções estão sentindo. Nesse nível o filho de Dionísio/Baco desenvolve a mesma habilidade, podendo saber as intenções de seus amigos, inimigos e jogar com elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderá descobrir se a pessoa está mentindo, com raiva, ansioso, apaixonado ou qualquer outra coisa, isso permite que ele manipule as emoções das pessoas ao seu favor através de palavras, jogando com ele. +10% de força em poderes de ilusão, enganação ou semelhantes.
Dano: Nenhum

Nível 16
Nome do poder: Velocidade
Descrição: O filho de Dionísio/Baco é muito ligado as feras, e sendo os felinos um dos símbolos de seu pai o jovem também pega parte de seus atributos. È mais rápido que a maioria dos campistas, podendo executar golpes com mais precisão do que a maioria, e muitas vezes quando os outros percebem, já estão sendo atacados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de Velocidade
Dano: Nenhum

Nível 17
Nome do poder: Talento Natural III
Descrição: Seu talento atingiu ao máximo e você é, de fato um ator nato. Treinos de atuação lhe ajudaram a se tornar o maior "cara de pau" existente. Sendo capaz de enganar até mesmo deuses apenas com o uso correto de palavras e expressões.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguira entreter e distrair outras pessoas por até cinco turnos inteiros, ganhando a chance perfeita para atacar, ou dar brechas para aliados fazerem. +30% de chance de sair ileso de uma situação complicada, ou conseguir criar um show completo.
Dano: Nenhum

Nível 19
Nome do poder: Predador Silencioso
Descrição: Os predadores (felinos), são naturalmente silenciosos, e sempre abatem suas presas através da surpresa, podendo se mover sem ser detectado. Assim como os felinos os filhos de Dionísio/Baco são bastante silenciosos, não fazem ruídos ao se mover e dificilmente são detectados, contudo, aqueles com audição apurada ainda poderão descobri-lo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de agilidade, +50% de chance de pegar o inimigo de surpresa.
Dano: Nenhum
ativas:
Nível 13
Nome do poder: Vinhas II
Descrição: Passa com uma aura maior e já podem exalar um ácido esverdeado que pode reanimar diversas das plantas não dotadas de poderes mágicos. Além disso, o filho de Dionísio/Baco pode fazê-las crescer em qualquer superfície sólida rapidamente até a cintura do alvo e lhes ordenar o que quiser.
Gasto de Mp: 25 MP por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: A depender do narrador.
Extra: Já estão mais resistentes e conseguem prender o inimigo por até dois turnos inteiros.

Nível 19
Nome do poder: Atração Letal
Descrição: O filho de Dionísio/Baco ao enfrentar mais de um oponente consegue fazer com que um sinta extrema atração pelo outro e uma enorme vontade de fazer sexo, o que torna a concentração deles menor e torna seus golpes mais fracos.
Gasto de Mp: 30 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Atributos do inimigo são reduzidos em 25% por cada turno que o poder permanecer ativo, sua concentração será desviada, o que torna seus movimentos mais lentos, dando vantagem ao filho de Baco/Dionísio para atacar.
Dano: 10 HP por turno ativo.
Extra: O filho de Dionísio consegue manter esse poder ativo pôr no máximo 4 turnos, a não ser que seu MP seja reduzido a 0 antes disso, caso aconteça, ele desmaiara

Nível 20
Nome do poder: Pinóquio
Descrição: O filho de Dionísio/Baco consegue criar três clones feitos de madeira que se parecem completamente com eles, podendo até mesmo usar as mesmas habilidades - até o nível 20 - que o filho de Dionísio.
Gasto de Mp: -35 de MP, por clone.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: O mesmo referente aos poderes usados, ou golpes aplicados.
Extra: Os bonecos tem apenas 50 HP de vida, são fracos e lentos,  saem de campo assim que são destruídos.
Vesta:
passivas:
Nível 3
Nome do poder: Abnegação I
Descrição: Assim como a deusa, as vestais não são egoístas e não pensam em si mesmas, pois aprendem a abrir mão de si para ajudar os outros. Quando lutam mais preocupadas em proteger outras pessoas do que a si mesmas, Héstia/Vesta abençoa suas seguidoras dando-lhes mais assertividade em seus golpes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade nos golpes.
Dano: O adversário atingido pela vestal perde 5 HP a cada golpe desferido nessas condições.

Nível 7
Nome do poder: Resistência I
Descrição: As vestais são abençoadas com mais resistência física, suportando períodos de tempo relativamente longos em atividade física.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% resistência física
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Detectar Fogo
Descrição: Pela relação que possuem com este elemento, as vestais são capazes de perceber a presença de fogo em um raio de 500 metros e percebe intuitivamente onde ele está.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Perícia com Espadas II
Descrição: A sacerdotisa evoluiu conforme seu treinamento e agora consegue executar esquivas, atacar e defender com a arma com uma vantagem impressionante, diferente de campistas que não tem esse dom natural com a arma. Além disso, seus movimentos parecem mais elaborados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: +30% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 16
Nome do poder: Amor Familiar
Descrição: A presença de uma vestal ao lado de seus aliados intensifica os laços de união entre eles e a disposição em batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A vestal inspira mais união entre os aliados, dando-lhes 20% a mais de assertividade em seus golpes.
Dano: Nenhum
ativas:
Nível 14
Nome do poder: Proteção familiar
Descrição: A vestal é capaz de criar um escudo incorpóreo para proteger seus familiares ou amigos próximos de um ataque iminente. Não pode ser usado mais que duas vezes por missão ou evento.
Gasto de Mp: 45 MP por escudo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
tatuagem:
Tatuagem de coloração negra feita na parte inferior do antebraço direito. Possui o desenho de uma tocha cruzada com uma espada, seguido abaixo pelas letras SPQR, um risco para cada ano servindo a Legião e escrito V Coorte. Não pode ser removida do braço do semideus nem mesmo através da utilização de magia, sendo para sempre marcado como um romano.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Uma vez por missão/evento, os poderes relacionados a agilidade e/ou esquiva/defesa proferidos pelo semideus membro da 5ª Coorte, passam a ter 5% a mais de efetividade durante três turnos.
Dano: Nenhum.

Romeo:
Itens:
• Alertat [Um anel de ouro imperial delicadamente desenhado em um aro fino, com uma pequena pedra de topázio como adorno.| Efeito 1: Na presença de monstros, o topázio reage e esquenta de uma maneira incomoda, então adquire uma coloração vermelha, tornando-se cada vez mais intenso quanto mais próximo estiver o monstro. Volta ao seu estado normal quando o semideus está fora de perigo.|  Na presença de semideuses, fora dos Acampamentos, o topázio adquire uma cor verde, intensificando sua tonalidade conforme se aproxima do sangue semidivino. Ouro Imperial | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

• Amuleto de portal [Uma pulseira feita de bronze sagrado e pedras pequenas água marinha em formato circular irregular. A pulseira possui várias pedras água marinhas ao seu entorno, a do meio possui uma runa de mudança que auxilia o semideus a abrir um portal por tempo o suficiente para que a sua passagem e mudança de ambiente se realize com sucesso, podendo levar consigo até duas pessoas. | Efeito 1: Abre um portal para qualquer lugar que o semideus deseja ir, por dois turnos, dando tempo para levar consigo até duas pessoas. | Efeito 2: Caso o semideus perca a pulseira, após um turno ela retorna para o mesmo. | Efeitos duram dois turnos. | Gasto de MP: 50 MP por uso. | Após uma ativação deverá esperar quatro turnos para poder ser ativado novamente. | Água marinha e Bronze Sagrado | Resistência Gama | Mágico | Comprado no Tea Drop]

• Ira [A lâmina de ferro estígio desta espada bastarda de gume duplo possui cerca de 10cm de largura e 1,1m de comprimento, possibilitando o manejo tanto com uma quanto com duas mãos. O guarda-mão é composto pelo mesmo material e sua extensão - outros 10cm - é totalmente revestida por couro, contribuindo para o conforto do usuário. | Efeito 1: A arma se alimenta do HP de quem atinge e armazena sua essência, passando-a para o seu portador por dois turnos, ou seja, durante este período 50% do HP das vítimas atingidas por essa arma será transferido para o dono dela. Caso ele precise, o HP furtado lhe curará. | Efeito 2: Retorna para o proprietário após 2 turnos ou 5 minutos em on. | Ferro estígio e couro | Espaço para duas gemas | Alfa | Status: 100%, sem danos | Mágica | A Mente Liberta (evento)]

• Disparate [A espada bastarda é composta por misteriosos materiais místicos de tons escuros e sombrios, ostentando um aspecto ligeiramente esfumaçado. 1,20m é sua extensão completa, possibilitando o manejo com uma ou duas mãos. O guarda-mão apresenta delicados entalhes que exibem, numa nuance escarlate, a frase "μανία του πολέμου". | Efeito 1: O corte da lamina pode provocar hemorragia contínua, de forma que, durante três turnos, o inimigo do semideus continuará perdendo +20 HP. | Efeito 2: O armamento do semideus será capaz de sugar - através de um corte - parte do MP do adversário de seu portador e converte-lo para si. Dessa forma, 30% do MP do adversário do semideus ao ser cortado com essa arma será roubado e convertido ao portador do armamento. Essa habilidade poderá ser usada uma única vez por luta, evento ou missão, se a pessoa que for atingida por essa arma tiver um MP superior à do usuário que empunha a arma, o MP deste fica cheio, mas não aumenta. | Efeito 3: Transforma-se num Zippo enegrecido com um desenho dourado fosco de uma tocha cruzada com uma espada. | Material semidivino indetectável | Espaço para três gemas | Alfa Prime | Status: 100%, sem danos | Necessário possuir nível 22 para domínio completo desse armamento | Lendária | Dano base de 40 (para humanos, monstros e semideuses) | Evento de Natal 2017]

• Smartphone Divino [Um smartphone feito especialmente para os semideuses. Ainda é um aparelho tecnológico, sendo necessário ter uma passiva que permita uso de tecnologia ou um item com o mesmo objetivo. O smartphone possui um sistema operacional próprio e mais avançado do que os conhecidos Android e iOS. Ele vem com aplicativos especiais para o meio-sangue: bestiário; mapa de locais mitológicos conhecidos; visão de raio-x; identificador de monstros; locais mais próximos seguros (estabelecimentos ou semideuses adultos que oferecem abrigo); disk taxi das irmãs cinzentas; mensagens de íris ao colocar um dracma contra o sensor de objetos na parte traseira do smartphone; identificador de itens ao passar pela câmera, podendo dizer material e propriedades. | Efeitos: Além de ter todos os programas populares de um smartphone, possui aplicativos exclusivos para semideuses; Efeito 1: possui runas de resistência e renovação, permitindo que o celular se reconstrua caso quebrado | Resistência Beta | Sem espaços para gemas | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado no Pandevie Magie]
habilidades:
passivas:
Nível 1
Nome do poder: Apreciadores da Discórdia
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia são parcialmente conhecidos por serem bastante impiedosos, do tipo que gostam de ver “o circo pegar fogo”, ainda mais se forem eles mesmo que causaram o “incêndio”. (Isso depende muito da pessoa, alguns de seus filhos podem ter não herdado sua maldade.)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 1
Nome do poder: A arte da guerra Descrição: Filhos da deusa da fúria da guerra, esses semideuses possuem um conhecimento apurado em estratégias básicas e de sobrevivência. É similar a um instinto, uma intuição, uma sequência de pensamentos que permitiam ao romano a analisar o combate como se fosse uma arte. Graças a isso, raramente entra em estado de desespero quando situações de risco surgem.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem elaborar planos e estratégias, assim como não são abalados com a eminência de um combate ou situações de perigo.
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: A prole da deusa Belona tem um vasto conhecimento sobre combates. Seu corpo e seu espíritos foram forjados para o combate. Assim, eles possuem a capacidade de luta corporal muito elevada, sabendo técnicas marciais mesmo que nunca tenha realizado uma aula sequer antes. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Energia
Descrição: Caso haja um clima de discórdia, vingança ou ira no campo de batalha, você irá se sentir mais forte e revigorado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 5 de HP e + 5 de MP.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: A ambidestria nada mais é do que a capacidade de se usar ambas as mãos como predominantes. Tanto a mão destra quanto a canhota possuem um desenvolvimento motor elevado, permitindo o manejo de equipamentos e, principalmente, armas. Assim sendo, filhos da deusa da guerra conseguem manusear com perícia duas armas ao mesmo tempo ou alternando as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguira manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.

Nível 10
Nome do poder: Força superior
Descrição: Os filhos de Belona são mais fortes do que a maioria dos campistas, podendo aguentar grandes cargas em suas costas sem alterar sua postura ou desempenho. Podem carregar até 3 sacos de farinha sobre os ombros, ou até mesmo uma pessoa em suas costas por uma longa distância, sem alterar seu desempenho físico.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força.
Dano: +5% de dano caso usem para atacar alguém.

Nível 20
Nome do poder: Corpo Guerreiro II
Descrição: Seu corpo desenvolveu-se e tornou-se ainda mais pronto para a batalhas de longa duração. O metabolismo evoluiu e a fisiologia do semideus filho de Belona foi potencializada. A resistência corporal tornou-se melhor ainda, assim como a imunologia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em resistência corporal, +40% de imunidade a infecções, venenos e doenças corriqueiras como viroses.

Nível 25
Nome do poder: Força Interna
Descrição: A prole da deusa da fúria em guerra detém uma força interna que se transforma em força física. Com isso, o impacto dos seus golpes físicos passa a ter uma taxa de dano maior, além de ser capaz de levantar uma quantidade de peso muito maior do que um humano comum.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em danos físicos, capacidade de erguer até 150kg com facilidade e amassar metais comuns (resistência sigma).

Nível 30
Nome do poder: Conhecimento Estrangeiro II
Descrição: Com o avanço de seu personagem, seu conhecimento estrangeiro naturalmente evolui. Agora o semideus filho de Belona consegue falar fluentemente mais duas línguas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O semideus poderá escolher mais duas, e apenas mais duas, línguas estrangeiras para ter conhecimento fluente.
Dano: nenhum

Nível 40
Nome do poder: Perícia com Espadas IV
Descrição: O semideus de Belona acaba de tornar-se uma verdadeira lenda ao usar essa arma. Seus movimentos de ataque e defesa com a espada tornaram-se perfeitos, com o total de aproveitamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: +50% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 45
Nome do poder: Hipercinesia III
Descrição: Esse é o momento em que mente e corpo encontra-se em completa sintonia. Você não apenas pensa e age, mas como pode fazer os dois ao mesmo tempo. A leitura do ambiente torna-se perfeita, permitindo assim o combo de muitas outras habilidades ativas com a sua capacidade hipercinética. Sua mente e corpo tornam-se a sua maior e principal arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% em equilíbrio, coordenação motora e reflexos
Dano: Nenhum

Nome do poder: Last One II
Descrição: O apetite por vencer tornou-se ainda maior e mais fácil de ser conquistado, agora a cada inimigo que cai ou desiste graças as habilidades da prole da guerra, seu corpo e espírito se regozija e permanece ainda mais firme para continuar a batalhar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100 de HP e MP a cada vitória.
Dano: Nenhum

Nível 50
Nome do poder: Ignorar a dor II
Descrição: Parar de combater por causa de seus machucados não faz parte dos planos do semideus filho de Belona. Ignorar a dor provocada nos combates tornou-se ainda mais fácil e corriqueiro, permitindo assim o seu desenvolvimento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Podem ignorar a dor de queimaduras de grau médio, desde que não sejam em grande escala de estrago, luxações, câimbras, fraturas em dedos e etc. Apesar de serem afetados, e sentirem dor, conseguem continuar lutando. Fraturas em braços, pernas, costelas e outros membros não entram nesse poder.
Dano: Nenhum
ativas:
Nível 30
Nome do poder: Whirlwind
Descrição: Conhecido como golpe redemoinho, o filho de Belona, geralmente portando uma lâmina de tamanho mediano ou maior, gira o corpo em um perfeito 360°. Ao girar, parte de sua energia é expelida como uma lâmina invisível, atingindo todos os inimigos ao redor seguindo o movimento circular, como um redemoinho. O alcance é de dois metros de diâmetro, tendo como referência a prole da guerra.
Gasto de Mp: 50MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: é baseado no material da arma somado a 25% desse valor por conta da habilidade.
Extra: Nenhum.

Nível 34
Nome do poder: Fúria Flamejante III
Descrição: A habilidade atinge o seu auge, o filho de Belona agora consegue lidar facilmente com a fúria flamejante. As queimaduras se tornam de terceiro grau e o item pode fazer materiais fracos pegar fogo. Caso o filho da guerra continue segurando a arma contra um metal mais fraco (de resistência menor), com o tempo ele começará a derreter.
Gasto de Mp: 30MP (+10MP para manter)
Gasto de Hp: 10HP
Bônus:  nenhum.
Dano: +35% de dano da arma.
Extra: Não funciona em seres vivos, apenas em itens. É necessário o toque para a habilidade funcionar.

Nível 45
Nome do poder: Bladestorm
Descrição: O filho de Belona poderá invocar armas iguais a que está empunhando, sendo estas no máximo cinco. Elas surgem ao redor da prole da deusa e atacam em linha reta, ao mesmo tempo. Esse é um ataque em área que atinge todos ao redor do personagem, sejam esses aliados ou inimigos.
Gasto de Mp: 60
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum.
Dano: Baseado no material da arma copiada.
Extra: Usado apenas duas vezes por missão/evento.

Nível 51
Nome do poder: Guerreiro Defensor
Descrição: Ao ativar essa habilidade, todo o organismo da prole de Belona transforma-se em uma defesa viva. A epiderme endurece tornando o corpo do semideus pronto para ser um “tanker”. Graças a isso, ele se torna o principal guerreiro de defesa da equipe, aguentando ataques poderosos e, assim, podendo distrair o inimigo. Porém, essa habilidade dura apenas dois turnos e, no fim, o filho da guerra estará extremamente cansado.
Gasto de Mp: 60MP
Gasto de Hp: 10HP
Bônus: Ataques de impacto tem o dano reduzido em 75%; ataques a longa distância com flechas e dardos não causam dano; ataques elementais tem 50% do dano reduzido.
Dano: Nenhum
Extra: É necessário sacrificar o terceiro turno (quando a habilidade acaba) para recupera-se, seu corpo estará dolorido e, caso mova-se, irá perder 10HP a cada movimento.

Nível 55
Nome: Previsão de Probabilidade III
Descrição: Corpo e mente estão plenamente ligados e funcionando em uma harmonia que nenhum outro semideus conseguiria alcançar. Agora, além de prever a ação e reação de movimentos e seus trajetos, o semideus poderá analisar a cena de um ambiente e prever a ação que levou a uma reação. Por exemplo, ao ver uma bala na parede, ele poderá refazer a trajetória achando o ponto de origem. Com isso, ele pode ver em sua mente cenas de batalha fazendo o movimento inverso, analisando a reação que uma ação teve.
Gasto de Mp: 80MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +60% em mira.
Extra: É necessário sacrificar um post para analisar o cenário e saber o que aconteceu ali. Consegue prever trajetórias de arremesso e a ação e reação de movimentos com uma facilidade instintiva.
aprendidas:
Nome do poder: Resiliência Semidivina
Descrição: Resiliência, dentre seus variados sentidos, pode significar a capacidade de se adaptar a diversas situações. Aqui, ela representa a habilidade dos filhos dos deuses de se adaptarem aos seus inimigos em combate, funcionando especificamente contra monstros. Enquanto em batalha, a cada turno que se passar, o semideus terá mais e mais vantagens contra seu oponente. Os bônus se explicam através do estudo da movimentação inimiga, além da observação de seus pontos fracos e identificação de áreas menos resistentes ou sensíveis em seus corpos.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: 20% de chance de acerto e esquiva quando enfrentando uma única criatura; 30% se for contra uma Dracaenae.
Dano: +20% de qualquer dano causado, se acertar em um dos pontos fracos identificados do monstro; 30% se for contra uma Dracaenae.
Extra: A cada turno, o bônus aumenta em 5%, podendo chegar no máximo a 40%; 50% se for contra uma Dracaenae.
tatuagens:
IPeper | Percepção | De traço fino, o simples olho conta somente com uma pupila enegrecida e centralizada. | Aumenta a percepção do semideus em +30%, aumentando as chances de descobrir algo ou alguma coisa, além de reduzir as chances de ser enganado por meio de palavras, rastros e pistas forjadas, entre outras coisas. Além disso, ele fica mais habilidoso quando está procurando por algo ou alguma coisa, e as chances de encontrar rastros, pistas ou coisas deixadas, também se torna maior.| Parte interna do calcanhar direito. | Marca pequena. | Permanente.

Infinite Power | Atributos | Tatuagem pequena na lateral do dedo mindinho da mão dominante do semideus. Forma o símbolo do infinito em cores diversas, que mudam conforme o humor do seu portador sempre que este entra em combate, ativando seu efeito automaticamente. | Aumenta todos os atributos que o semideus já possui em +20%. | Lateral do dedo mindinho. | Marca pequena. | Permanente.

Tatuagem de coloração negra feita na parte inferior do antebraço direito. Possui o desenho de uma tocha cruzada com uma espada, seguido abaixo pelas letras SPQR, um risco para cada ano servindo a Legião e escrito V Coorte. Não pode ser removida do braço do semideus nem mesmo através da utilização de magia, sendo para sempre marcado como um romano.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Uma vez por missão/evento, os poderes relacionados a agilidade e/ou esquiva/defesa proferidos pelo semideus membro da 5ª Coorte, passam a ter 5% a mais de efetividade durante três turnos.
Dano: Nenhum.
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Re: [OP - Teste para centurião] A águia, a caveira e a virgem.

Mensagem por Selene em Ter Fev 06, 2018 4:37 pm


Romeo

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 9.000 XP e 9.000 Dracmas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 47%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 29%

RECOMPENSAS: 25.920 xp - 12.960 dracmas + centurião da V Coorte (duplicador já aplicado +50%)

Comentários:
Romeo,
Não há muito o que dizer sobre sua missão. A escrita foi boa, limpa e fluída e - com exceção da falta de espaço entre palavras que só vi uma vez - não notei erros. Aliás, "mexicano" não é um idioma e sim uma nacionalidade, o idioma do México é espanhol. Tirando a parte onde A Seita aparece, as lutas foram boas e compreensíveis, confesso que aquela mistura de Seita com lestrigiões me deu um nó no cérebro. Ainda assim, meus parabéns. Com uma nota coo a sua,
não poderia ser outro resultado: você é o mais novo centurião da V Coorte.


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Re: [OP - Teste para centurião] A águia, a caveira e a virgem.

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