The Blood of Olympus
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( ♡ · starry night

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( ♡ · starry night

Mensagem por Dasha Nikolaevna em Sex Jan 12, 2018 3:33 pm

starry night
Aqui se dá início a trama protagonizada por Dasha Nikolaevna. A adolescente pretende encontrar suas próprias respostas e, finalmente, entender não só o seu passado, como também traçar seu futuro. Escolher o olimpo, sua mãe ou a neutralidade? Procurar por si mesma e pelas respostas que nunca teve sobre sua mãe mortal ou simplesmente deixar o passado onde estar e seguir em frente, traçando um novo destino?
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Nyx
Curandeira


Pretty like a fallen angel
all that grace, all that body, all that face makes me wanna party. it's like heaven taking the place of something evil and lettin' it burn off from the rush.
Dasha Nikolaevna
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Re: ( ♡ · starry night

Mensagem por Dasha Nikolaevna em Qua Jan 23, 2019 7:32 pm

Immaculate Conception
I can fight but the devil wins
And i will fall like i sin new sins
Forgive me father i am weak
And it's not forgiveness that i seek


Prólogo

Ravenna Mason era uma jovem doce e alegre, e como uma perfeita aprendiz de Circe, ela repudiava os homens. Talvez, ela nunca tivesse perdoado sua mãe por lhe dar um pai ausente colocar em sua vida um homem que, mais tarde, viria a tornar-se completamente abusivo com ambas, embora nunca tenha – de fato – tocado em Ravenna de modo impróprio. Era uma jovem asiática albina, sendo filha de uma coreana naturalizada e criada nos Estados Unidos e do deus grego dos ventos, Éolo.

Conheceu a deusa da noite em um dos trabalhos pela ilha, era uma noite de lua cheia, em março e o dia estava propício para trabalhar em um novo ritual de fortificação, seus fios longos pareciam prateados sob a luz do luar pela cor extremamente clara, os olhos eram de um singelo lilás, muito graciosos e brilhantes mesmo àquela hora. Ela era uma beleza rara, muito diferente de tudo que poderia representar a noite, mas ainda assim, Nix se encantou com a feiticeira e sua dedicação à magia. Foi breve e abrasador.

Ravenna conhecia o suficiente de deusas e deuses para saber que poderia estar cometendo um erro, mas não se importou. Sentia que tinha uma oportunidade única e Nix parecia uma deusa atenciosa, ainda mais se considerássemos o fato de ela ser uma primordial. Se entregou aos sentimentos pela mulher que se mostrava para Rave com uma aparência bem semelhante à sua, mas com cabelos escuros como piche e olhos igualmente escuros. E em uma única noite de prazer, a vida de Ravenna mudou de forma inimaginável.

I – As coisas não iriam mudar;

Não demorou muito para Ravenna descobrir sobre a vida que crescia em seu ventre e, toda a raiva que havia acumulado em seu interior durante anos e anos, pareceu ser aplacada pela possibilidade de que ela pudesse ter um tipo de amor verdadeiro e genuíno. Mas conforme os meses passavam, muito lentamente em sua opinião,  Ravenna temia que a fúria de Circe recaísse sobre si ou sobre a criança que gerava, mas a deusa não se manifestava, embora possivelmente soubesse o que ocorria, parecia ignorar por saber que, tocar em uma criança da Noite, poderia ser um de seus piores erros.

Esse sentimento não durou muito, a barriga de Ravenna começava a crescer, logo as roupas largas não resolveriam e Circe não gostaria de punir uma de suas melhores aprendizes, sendo assim, escondeu-a em um quarto do seu “spa” até que chegasse o momento de a criança vir ao mundo. Por cinco meses, Ravenna ficou ali confinada e, se Circe a deixasse criar a menina, talvez ela vivesse ali pelos próximos dez ou doze anos.

O parto de Dasha - Hwang Na Ri - foi feito pela própria deusa que, após deixar que Ravenna olhasse a criança e escolhesse seu nome, criou um portal e a mandou para um lugar distante no mundo dos mortais. Embora Ravenna quisesse criar a menina, sabia que precisaria esperar o momento certo para reencontrá-la e não queria enfurecer Circe que, até o momento, lhe tinha sido muitíssimo generosa.
E assim, Dasha apareceu em na porta de um orfanato na Rússia, onde ficou por três anos.

II – Primeira infância;

Diferentemente das outras crianças, Dasha não se aborrecia com a condição de pobreza do orfanato, ela era pequena demais para se importar e, se tinham comida e um lugar para dormir, além de poderem brincar, por ela estava ok. Contentava-se com o pouco e sua doçura causava certo apreço nas irmãs que ajudavam a manter a ordem e cuidar das crianças dali.

Mas ela realmente não era como as outras crianças e não passou tanto tempo naquele lugar, estava com três anos quando foi adotada por Nina Davis e Rohan Nikolaevna. Uma artista plástica e um cardiologista. Talvez você se pergunte se ela não teria problemas em se adaptar, mas era seu sonho: ter uma família. Pai, mãe e, quem sabe, irmãos? E, de fato, foi o que aconteceu.

O casal já tinha um filho biológico e, depois de muito tentarem ter uma menina, descobriu-se que Nina tinha um tumor no útero e precisava tirá-lo, por isso, a família decidira adotar. Não havia ressentimento por Nina não poder gerar seu próprio bebê e Dasha não era tratada de maneira inferior ao filho que eles tinham, na verdade, podia-se considerar que ela recebia tantos mimos quanto ele, ou até mais.

O casal manteve o nome - Dasha - que ela recebera no orfanato. A menina se dava bem com seu irmão e com todos ao seu redor. Não sofria bullying na escola, não tinha problemas em fazer amizade e era como um pequeno raio de sol em meio a toda neve que caía naquela cidade durante o ano. Não havia uma pessoa sequer que não gostasse dela em casa, na escola ou onde fosse.

Mesmo que a garota tenha sido diagnosticada com TDAH, ela ainda era uma excelente aluna pelo simples fato de esforçar-se mais do que a maioria de seus colegas de classe. Dasha também gostava muito de cantar e, por essa razão, começou a aprender piano e canto com apenas sete anos. Tanto seus professores, quanto seus amigos, admiravam-se ao saber que mesmo com toda sua história de vida, a pequenina não se abatia.

Ela era completamente feliz. Não dava para dizer, de modo algum, que a vida de Ash era ruim.

III – Do outro lado do oceano;

Quando Pietro – o filho biológico do casal – teve sua inscrição aprovada em Columbia, a família inteira decidiu se mudar para Nova Iorque. Ficava do outro lado do oceano, mas para Dasha, que era uma criança, tudo era muito empolgante e ela não hesitou em ir. Estava ansiosa para fazer novos amigos e enturmar-se com os colegas.

Passaram a morar em um duplex que era grande o suficiente para que Nina continuasse seus trabalhos, mas não tão grande quanto a casa onde moravam em Moscou. Àquela altura, Dasha já tinha os cabelos tingidos de loiro e seu rosto já abrigava as lentes azuis. Eram características de ocidentais que ela tinha colocado em si mesma em uma tentativa de não ficar tão excluída já, originalmente, seus olhos eram de um castanho que variava entre o mais profundo tom de marrom e o mais suave tom canela, além de tem em sua cabeça, cabelos compridos e pretos antes da pintura.

Estava com doze anos e tinha alguns amigos mais próximos, não era fácil para ela ser uma garota russa em território norte-americano. Ela teve um pouco de dificuldade com o idioma porque, falando sinceramente, ela não havia sido a mais dedicada das alunas em aprender inglês, não quando tinham lição de francês e a língua soava-lhe muito mais bonita e agradável, mas depois de um ano, era quase totalmente fluente no idioma do país em que estava vivendo e, assim, começou a socializar um pouco mais.

Mas nem tudo na vida de um semideus são flores. Ainda mais quando se é filha de um primordial.

IV – Treze é um número de azar;

Era o aniversário de treze anos de Dasha, mas ela não sabia ao certo o que fariam naquele dia. Entrou em casa depois da aula e não encontrou ninguém. Nina sempre estava lá, mas naquele dia o local estava particularmente silencioso.

Olhou ao redor, procurando pela mãe e nada encontrou. Também não havia sinal de luta, aquilo era estranho. Ouviu um ruído no andar de cima e foi até a cozinha, pegando uma faca. Suspirou de forma pesada, mordendo o lábio de forma leve pelo nervosismo. Magra e pequena como era, não havia muito que ela pudesse fazer contra um invasor.

Tirou a mochila das costas e caminhou devagar até o ateliê de Nina, esperando encontrar a mulher lá e, quando abriu a porta, o local também estava vazio.

Havia apenas uma mulher morena, olhando para a porta de forma fixa. ― Não precisa disso. ― a mulher sorriu. Parecia jovem. Não mais que uns dezenove anos. Sua pele era de um tom escuro e os lábios grossos muito bem marcados. ― Sua mãe acha que tem potencial para se juntar a nós. ― Ela sorriu, girando entre os dedos uma bolinha que parecia de vidro e estava preenchida por uma fumaça azul. ― Cadê a minha mãe?

A morena sorriu. ― Aquela loira oxigenada? Ela está bem. Só dormindo. ― A garota deu um sorriso malicioso. ― Fique tranquila. Ou não. ― Atirou a bolinha de vidro aos pés de Dasha e tudo pareceu se dissolver em fumaça ciano.

V – Biológica;

Quando a fumaça de dissipou, Dasha notou que estava de uniforme, no meio de uma estrada de tijolos. O pôr do sol estava intenso, indicando que o anoitecer já vinha chegando.

A loirinha olhou ao redor, mordendo o lábio por um instante, sua mão se fechou ao redor do cabo com uma força que ela sequer imaginava ter, podia sentir os dedos dormentes. Uma carroça parecia se aproximar devagar, sendo guiada por uma moça morena que mantinha o rosto coberto.

Parou ao lado de Dasha, maneando a cabeça. ― Suba. ― A russa hesitou. Não sabia ao certo se deveria aceitar. Não sabia nem onde estava. Mas aceitar a carona poderia lhe dar algumas explicações.

Como não tinha muitas outras escolhas, a garota subiu e se sentou ao lado da morena. ― Onde estou? Você... fala minha língua? ― a garota assentiu, mantendo as mãos nas rédeas. ― Sim. Você está no Reino do Sol. O lugar onde a noite nunca toca.

Dasha precisou conter um suspiro de confusão. ― Nunca ouvi falar desse lugar. Onde fica? – a russa murmurou, enquanto a garota continuava a guiar a carroça sem sequer olhá-la. ― Conheces o Reino da Noite?

Não. Eu estava na sala de casa e apareci aqui. ― Finalmente a morena a olhou sorrindo levemente. ― Uma forasteira. ― Dasha ficou pensativa, mas acabou assentindo. ― Receio que não seja um bom lugar este onde caiu.

E por que não? ― a outra deu de ombros. ― Acredite em mim, os reinos não têm tido paz desde que Merlin sumiu. Há cerca de mil anos. Antes, o Reino do Sol tinha o sol a pino durante todo o tempo. E no Reino da Noite, luz natural alguma existia além da lua e das estrelas. Mas então os príncipes fugiram juntos. Merlin quem os ajudou. Então, ele precisou fugir da fúria dos reis. E desde então, o sol e a noite nunca mais foram os mesmos.

Eu não entendo. ― Murmurou. ― Merlin puniu os dois reinos por querer proibir o caso de amor. Ninguém envelhece. Nada muda. O tempo continua assim. Num crepúsculo eterno. Mil anos. Precisamos de alguém capaz de desfazer o feitiço. Ou encontrar Merlin.

E como saio daqui? Quero ir para casa. ― A voz da morena mal passava de um sussurro. ― Não dá. Só Merlin conhece a saída. Ela só se mostra para quem tem magia.

Dasha sentiu-se cabisbaixa, não havia saída aparente. O que faria? ― E então? Fico aqui? ― a garota encolheu os ombros, passando pela fronteira. ― Presumindo que você não é uma criatura com magia no sangue... sim.

[...]

Como o tempo nunca mudava, não demorou até que Dasha perdesse a conta dos dias. Karina, a jovem morena que a encontrara, a abrigara e a colocara para trabalhar consigo, entregando tecidos nas cortes.

Naquele dia, a entrega seria no palácio do Sol. A garota sentia-se agitada quando adentrou o local. Era enorme, em tons pastéis de amarelo e havia diversas garotas bronzeadas, de cabelos louros e olhos castanhos claros. No entanto, quando adentraram a sala do trono, ela notou uma mulher bonita ao extremo. Seus olhos eram lilás, ela era branca como a mais pura neve e seu cabelo era igualmente branco. ― Ah! Karina! Que bom ver você! – ela sorriu, seus olhos se desviaram para Dasha e sua expressão tornou-se séria.

Quem é você? ― ela segurou o pulso da menina, o apertando com certa força. ― Senhora! Ela está me acompanhando. Se chama Dasha. – a russa estava atônita, não sabia o que estava acontecendo. A mulher ainda mantinha a mão no pulso da garota, no entanto sua voz era branda. ― Saiam todos. ― Apesar da suavidade de sua voz, não se passaram dez segundos antes do grande salão se esvaziar por completo.

Dasha... ― ela sorriu e abraçou a loira, que permanecia em choque com a sequência bizarra de fatos. ― Você... ficou linda. E nada parecida com ela. Ou comigo. ― Se afastou suavemente e colocou as mãos ao redor do rosto da mais jovem. ― Perfeita. Minha Na Ri.

Me desculpe... quem é você? ― tentou não soar mal educada, não queria ofender a moça que parecia ter achado reencontrar alguém que era bem importante para si. ― Ravenna. Sou sua mãe. Uma delas. Eu não vejo você desde que nasceu... ― Dasha engasgou. ― Você não tem... idade para ser minha mãe. E eu sequer sou daqui.

Temos muito o que conversar. ― Ela disse, puxando Dasha até os tronos, se sentou em uma das cadeiras de veludo amarelo e fez Dasha se sentar na outra e, enquanto narrava os fatos, Dasha tentava assimilar cada coisa dita. ― Ela nunca pôde te achar. Nós a escondemos com A névoa. E então ela veio atrás de mim e eu precisei me refugiar nesse livro. Presa para sempre nos meus vinte e seis anos, quando na verdade eu tenho trinta e dois. Eu era jovem e ingênua e acreditava que Nix pudesse me amar. Mas ela não pôde. Nunca. Ela achou que podia me corromper ao fazer Circe me expulsar. Mas Circe só me pediu para lhe criar fora da ilha...

Eu tenho... duas mães? E... uma delas... uma delas é uma deusa? ― gaguejou a jovem de olhos castanhos. ― Bem, sim. É confuso eu, sei, mas acredite em mim, é melhor não... tentar entender. Eu precisei fazer um enorme favor para Hécate em troca de sua proteção. Nenhum monstro podia te achar. Mas sua mãe é um monstro diferente, Na Ri. ― a jovem assentiu, comprimindo os lábios de modo pensativo. ― Se eu sair... vou para casa?

Se sair, vai para uma casa. Mas não aquela à qual está acostumada. Há um lugar chamado Acampamento Meio-Sangue. Morei lá antes de servir Circe em sua ilha. Você irá direto para lá. Embora... não seja uma boa ideia. Podemos ficar aqui e ser imortais! Evitar a guerra, a doença, as dores e a morte. ― Mãe e filha se olharam nos olhos de modo profundo, Na Ri segurou a mão da albina. ― Mãe... eu não duvido que seja incrível. Mas é coisa demais. Preciso ir. E me encontrar. Pode me ajudar?

Não, mas Merlin pode. Para acha-lo, você deve ir além dos domínios da noite. Pelo bosque da Neblina. ― Ela pegou uma faca de bronze, colocando-a na mão de Dasha. ― Vai precisar disso para passar pelo cão guardião.

[...]

Nikki havia pego um cavalo no estábulo, a faca de bronze ainda em sua mão enquanto o cavalo trotava para além do palácio negro. Tudo estava ficando mais estranho, algo diferente pulsava em si, como se descobrir sua verdadeira identidade tivesse rompido um bloqueio que ela sequer sabia que existia. Dasha, a menina doce, aluna dedicada, pianista e cantora agora dividia o corpo com Na Ri, a semideusa filha de Nix, neta de Éolo e dona de um lado tão negro quanto a própria noite.

O cavalo diminuiu o ritmo do trote enquanto adentravam o bosque da Neblina. A neblina do local era tão densa que ela mal via além de um palmo a sua frente. Com isso, tudo que podia fazer era rezar para Deus – ou deuses, fossem eles o que fossem – para que as coisas ficassem bem.

Notou uma forma estranha, quase do tamanho de seu cavalo e, antes que tivesse tempo de pensar, foi derrubada do cavalo. Em meio a gritos e, enquanto era arranhada, ela tentou se defender, erguendo os braços para proteger o rosto. Tentou atingi-lo com a faca de bronze, que chiou e soltou fumaça quando acertou uma das patas.

Ganindo, o cão de afastou. As vestes rosadas agora estavam manchadas de sangue. ― Alguém por aqui?! ― ela começou a gritar, andando aos tropeços pelo bosque, o sangue descendo quente pelos braços. ― Aqui... ― uma voz baixa e masculina surgiu por entre as árvores. Ela se virou, apertando os olhos para conseguir enxergar. ― Beba isso! ― ele não deixou que ela protestasse, um líquido viscoso e com gosto de amora desceu por sua garganta e tudo escureceu. Será que aquilo era a morte?

[...]

Acordou deitada em um cômodo escuro e com muita poeira. Estava com a mesma roupa de antes, mas ela estava limpa e seus braços curados. ― Merlin? ― murmurou, vendo um homem de meia idade, grisalho, mas nada franzino. ― Sim, senhorita. Esperava o que?

Um Papai Noel Raquítico. ― Murmurou, vendo-o olhá-la confuso. ― Deixa para lá. Eu quero ir para casa. Não sou desse mundo. Disseram que você pode ajudar. ― Ele a observou com os olhos estreitos. ― Eu ajudaria. Mas receio não ter mais magia em minhas veias. O portal Entre-mundos não se abre mais para mim. Sendo assim, receio que esteja presa aqui. ― Encolheu os ombros. Dasha suspirou baixo.

Sua cabeça estava curvada, bem como seus ombros, enquanto pensava no que fazer. Não queria ser imortal. Não queria viver naquele lugar. Então uma fala de sua mãe ecoou em sua cabeça. ― Eu tenho magia no sangue. ― disse baixo, duvidando daquilo. ― Se você usar o portal... os mundos voltarão a ser o que eram... ― ele alertou.

Por que isso seria ruim? Os príncipes ainda estariam juntos. O povo já aprendeu sua lição. Eles estão tristes e foi isso que eu pude observar no tempo que fiquei aqui. Eles precisam de seus reinos como são! Me leve até o portal! ― insistiu. Merlin sorriu, malicioso. ― Você já está sobre ele. ― Ela olhou para baixo, havia uma figura circular sob seus pés, intricada com desenhos de flores, constelações e animais noturnos. ― Onde está minha faca?

Ele apontou para um móvel atrás do divã onde ela estivera deitada anteriormente. Hesitante, a semideusa fez um corte em sua mão. Deixou que gotas de seu sangue pingassem no centro do desenho.

O sangue começou a fluir pelas linhas desenhadas, pingando cada vez mais no centro. Um brilho vermelho começou a emanar do local e ela olhou para Merlin que agora parecia assombrado. Ele começou a envelhecer de forma demasiada enquanto gritava com ela, perguntando o que ela havia feito.

Uma maçaneta surgiu na figura e ela saiu de cima, abrindo-a como uma porta e, por fim, mergulhou no buraco.

A sensação de cair não durou por muito tempo. Logo ela se encontrava deitada no chão de mármore de um local cheio de mesas de madeira. Centenas de garotos estavam olhando para ela com cara de espanto. Ela se encolheu junto a uma mesa central e apontou a faca para o homem grisalho com meio corpo de cavalo que apareceu próximo de si após o choque inicial. ― Onde eu estou? ― murmurou com medo.

Ele sorriu brandamente. ― Acampamento Meio-Sangue. ― Ela segurou na mão que ele lhe estendia, se deixando ser ajudada. Ficou de pé um pouco vacilante, tentando evitar os olhares de outros quando os murmurinhos tomaram todo o salão. ― Bem... isso é bastante inesperado.

Ela seguiu os olhares para um ponto acima de sua cabeça, engolindo seco ao ver aquele símbolo bruxuleante e roxo. ― Seja bem-vinda... – ele a olhou, como quem questiona seu nome. ― Dasha. ― respondeu de pronto. ― Seja bem-vinda, Dasha. Prole de Nix.


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