The Blood of Olympus
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CCFY - Ligações Perigosas

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CCFY - Ligações Perigosas

Mensagem por Vince Le Fay em Qua Jan 10, 2018 11:42 pm




LIGAÇÕES PERIGOSAS


ATENÇÃO! O texto abaixo já foi publicado em versão anterior, assim como sua respectiva avaliação se fez aqui. A sua repetição possui o objetivo único de contextualizar as postagens subsequentes que virão a partir deste.
▬ Acampamento Meio-Sangue, Nova York. ▬
Acordar cedo, para a maioria, é algo de gosto tão amargo quanto os medicamentos genéricos. Eu sinceramente até concordo que quanto mais cedo se desperta, mais se pode aproveitar de um dia por completo. Dessa forma, por convenção, quando o primeiro raio de luz solar se faz presente nos céus, todas as proles de Apolo devem se levantar.

Entretanto, nem todos seguem à risca essa regra.

Três horas após o astro-rei se posicionar nos céus com o devido esplendor, um de meus amáveis irmãos tivera a audácia em me sacudir de maneira agressiva enquanto ainda estava deitado na cama inferior de um beliche dourado.

— S’il vous plaît, cinq minutes de repos… — Murmurei em meio a bocejos, numa prece de misericórdia — Pare de falar como uma filhinha de Afrodite, e levante-se já! — Não queria saber absolutamente nada de meu interlocutor, porém, a convicção em suas palavras e o sacudir que este impunha sobre meu corpo me irritou de imediato.

— ME DEIXE DORMIR! — Num pico de fúria, revidei o sacudir com um empurrão brusco em que ousava me tirar da cama. Em outros chalés, aquilo poderia render um combate até a morte na arena, porém, no chalé de Apolo, tudo se resumiria a uma advertência no olhar de todos os outros irmãos presentes e uma conversa com a líder do chalé no final da noite — Eu poderia deixar isso passar em branco Le Fay. Mas não admito uma conduta dessas logo no dia de fiscalização dos chalés. — Para a minha total falta de sorte, havia acabado de gritar e empurrar a líder do chalé de Apolo em pessoa — Todos! Faxina! E nem mais uma palavra!

Nada pude fazer senão acatar a ordem dada.

É claro que é difícil manter um chalé inteiro em silêncio, e a cláusula “nem mais uma palavra” foi facilmente quebrada. Apesar disso, todos pareciam de fato empenhados em fazer um belo trabalho em prol de uma boa reputação. Enquanto os lençóis em tom pastel eram esticados meticulosamente por sobre as camas, o chão era varrido com uma intensidade imensa, gerando uma neblina de pura poeira fazia com que os mais sensíveis não parassem mais de tossir. Eu não estava nem um pouco disposto a visitar a enfermaria tão cedo, e acabo optando por ajudar na organização do acervo musical eclético do chalé assim que troco minhas roupas.

Ficar entre bandas de ‘rock’ e música caribenha em discos de vinil e CDs parecia muito mais agradável do que aspirar poeira. Eu nunca liguei muito para as convenções e competições promovidas pelo acampamento, mas sabia muito bem que elementos característicos de nossas representações divinas eram muito considerados em quaisquer categorias de avaliação. Sendo Apolo uma das divindades mais artísticas de seu panteão, nada mais justo do que manter em ordem um espaço singelo dedicado à música.

Vislumbrar uma prateleira empoeirada e equipamentos ‘vintage’ de som não foi uma visão tão espetacular, ainda mais para mim, que sempre fui admirador de boa música e me sentia ofendido com o descaso ali detectado. É claro que não podia esperar muita coisa no quesito tecnológico — sendo esta uma conduta inadequada de segurança —, mesmo assim, ver um rádio de pilha quebrado foi triste.

Meu primeiro passo foi remover todo e qualquer item daquele móvel empoeirado, o que não incluía apenas discos, mas também rádios diversos e até uma vitrola de aspecto extremamente clássico — Ah! Aí está você Le Fay. Pensei que… — Novamente sou confrontado pela líder do chalé, que parecia estar querendo encontrar motivos suficientes para que fosse lançado ao tártaro em chance de autodefesa.

— Não a condeno por pensar que simplesmente larguei-os com todo o trabalho. Apenas pensei que deveria dar mais valor a nosso acervo. — Interrompendo-a antes que pudesse concluir sua frase, respondo em tom firme e atitude seca, facilmente perceptível e digerida com uma expressão desconfortável pela moça.

— Está enganado Le Fay. Apenas iria colocar uma música para não ouvir mais as queixas de nossos irmãos. — Ouço a justificativa desta com um desdém total, arqueando as sobrancelhas — Mas já que chegou primeiro, faça as honras e toque algo agradável.

Assenti sem pronunciar uma palavra sequer, esperando com que saísse o mais rápido possível.

Pois bem, agora além de me responsabilizar por organizar todo o acervo musical do chalé, fui incumbido da honra de tentar animar meus irmãos através da música. É lógico que todo meu foco havia se movido para a segunda das tarefas, já que minha possível falha iria fazer com que eu me tornasse a pior das pessoas daquele chalé.

Sem pensar mais em nada, sento-me no chão com as pernas cruzadas e passo disco a disco em busca de algo que pudesse agradar a grande maioria. Era difícil escolher alguma coisa, já que as opções eram das mais diversas. Em poucos minutos a desorganização do local era devastadora, e infelizmente nada havia me despertado interesse. Vendo que aquilo não iria em resultar em nada além de mais desorganização que eu mesmo seria responsável em organizar, percebo um entre tantos discos de CD que não tinha nenhuma fotografia de cantor ou banda.

— Allez! — Num ato impulsivo, abro a capa de acrílico que envolvia o CD, percebendo uma escrita em grego antigo por sobre o disco — Lucy Le Fay?

Apesar da pequena camada de poeira por sobre a capa de acrílico, o CD não apresentava nenhuma ranhura, e seu estado de conservação era imaculado. Isso me levantou suspeitas de que talvez ninguém tivesse explorado seu conteúdo antes, já que também não visualizei marca de digitais naquele disco. Ainda seguindo instintos pelo desconhecido, levanto-me com o CD em mãos, colocando-o com certa ansiedade no tocador de um dos rádios ali disponíveis. Estava impressionado em encontrar algo tão exótico, e ainda mais vindo de uma cantora com um nome que, ao mesmo tempo, em que me era desconhecido, também me parecia muitíssimo familiar.

Assim que coloco o disco no tocador, e aperto a tecla play, o CD começa a girar em altíssima velocidade, porém, nenhum som era audível; obviamente pensando que era uma questão básica de altura de volume, movo imediatamente o botão giratório assim nomeado, ainda assim, eu não consegui ouvir absolutamente nada. Insatisfeito, porém, demonstrando clara persistência, decido seguir apertando aleatoriamente todos os outros botões disponíveis naquele rádio. Tudo o que consigo fazer é com que o disco girasse em sentido horário e anti-horário.

Enfurecido, aperto a tecla stop, desistindo daquilo.

— LE FAY! A faxina está quase no fim e não conseguiu executar uma só faixa de música? — Novamente surpreendido pelas palavras de minha respectiva líder, a encaro com uma expressão mista de insatisfação e tristeza.

— Que culpa tenho eu se esse rádio não funciona? — Estendi meus braços num gesto da mais pura desistência em tentar lidar com aquela aparelhagem, que mesmo aparentemente inofensiva, acabava de me irritar.

Por uma benção dos deuses, a discussão não seguiu adiante. E mesmo não estando ali instantes antes, a jovem executa tudo o que já havia realizado anteriormente, resultado em nada além do silêncio — Não entendo, este é o melhor rádio que nós temos…

O silêncio entre nós já estava ficando constrangedor demais, então resolvo abrir o jogo.

— Conforme seu pedido, estava em busca de algo diferente para executar, encontro este CD, pois, veja… — Vendo-a aflita com a situação, talvez mais pelo bem material do que por qualquer outro sentimento, tomo a liberdade de tirar o CD do tocador e mostrar os caracteres em grego antigo que formavam um nome por completo.

— Lucy… Le Fay? Eu conheço muito de música, mas jamais ouvi falar em alguma Lucy Le Fay… — A jovem pareceu ter recuperado um pouco de seu descaso para com minha pessoa, porém, de repente vejo-a arregalar seus olhos — Le Fay… Le Fay, mas esse não é seu sobrenome?

— Oui… Je suis Vince Le Fay. — Pronuncio em resposta num murmúrio temeroso, havia muito a se pensar a respeito daquele disco, e de quem ele pertencia, sempre soube pouco a respeito de meus parentes, exceto somente meu progenitor divino. Sim, minha história de vida e origem é um pouco confusa, mas sempre acreditei que um dia iria colocar tudo em pratos limpos.

Meus instintos mais profundos me indicavam que aquele dia era hoje.

▬ Rota Estadual 27, Nova York. ▬
Assim que meu breve diálogo com a líder do chalé deu-se por terminado. Ainda com o CD em mãos na mais fiz do que o guardar novamente em sua respectiva capa de acrílico e correr para minha cama, abrindo de maneira brusca uma mochila. Colocava roupas, o pouquíssimo dinheiro que tinha e itens diversos, simultaneamente equipando-me com úteis anéis, pingentes e colares que seriam da mais suma importância para a viagem.

Não foram muitas às vezes em que saí do acampamento para uma viagem, porém, já tinha a consciência de que desde que ultrapassasse a entrada deste lar, todo cuidado ainda era pouco. Tento ser rápido e sorrateiro o suficiente, evitando causar muito barulho conforme alargava meus passos em direção a pista mais próxima.

Sem noção alguma de tempo, talvez deveria ter permanecido naquele terreno florestal por um período muito longo antes que conseguir de fato vislumbrar uma placa que indicava claramente que aquela era a vigésima sétima rota estadual de Nova York. Agora sem noção alguma de tempo, tampouco sem qualquer disposição e orientação geográfica, tudo o que me era permitido naquele momento era aproveitar a paisagem em uma boa caminhada.


Após algumas milhas da mais pura caminhada admirando a paisagem dos mais diversos parques no extremo norte de Montauk, vejo um caminhão parado no acostamento, o motorista — um senhor de meia-idade —, já tinha o rosto e as roupas encharcados de suor pelo esforço excessivo em tentar trocar um dos pneus.

Bonjour… Monsieur… — Tento abordá-lo de alguma forma sutil, porém, a irritação no caminhoneiro era nítida.

— Oh garoto, eu não estou te entendendo… Mas se quer me ajudar a trocar esse maldito pneu furado, vou te agradecer de montão. Se quiser uma carona também, será bem-vindo. — A proposta me pareceu suficientemente agradável, e assentindo em concordância arregaço as mangas de minha blusa de manga longa e fico à disposição de maiores instruções — Beleza, você parece bem forte para isso, então vou confiar em você. Use essa chave aqui para tentar soltar esses dois parafusos, eu já estou velho e não consegui soltar essa porcaria. Mas cuidado! Se esse parafuso escapa e você não está com a chave bem posicionada, ele pega uma pressão absurda e dispara feito um tiro de espingarda. Se pegar mata!

Nada argumentei diante de seu aviso, já que o caminhoneiro havia sido claro o suficiente. Tomo a chave em mãos e a posiciono por sobre o primeiro dos parafusos indicados pelo homem, claramente a ferrugem ali presente estava sendo a grande dificuldade e o empecilho para sua remoção, mesmo assim sigo firme em meu objetivo, fazendo extrema pressão para girar a chave no sentido anti-horário.

Estava começando a pensar que meu esforço também seria em vão, quando consigo fazer a devida pressão no parafuso e ouvir um estalo no mesmo que conforme um sinal do caminhoneiro era o suficiente para seguir naquela remoção. O primeiro dos parafusos foi removido com sucesso, e eu estava pronto para seguir ao próximo, porém, fui advertido — A gente deve ter maior cuidado com o último parafuso garoto, pois, sem ele, toda a sustentação da roda acaba, deixe-me segurar essa roda enquanto você tenta desparafusá-lo…

Confiante posiciono a chave no último dos parafusos e começo a fazer a devida pressão, este, demonstrava uma resistência ainda maior, o que me levantava suspeitas que toda a pressão pelo caminhoneiro citada estava nele imposta. Busco maior apoio e flexiono levemente as pernas para causar maior peso nos braços que tentavam girar aquele parafuso enferrujado. Em dado momento da situação, ao invés do estalo ouvido anteriormente, ouço um rangido e só tenho tempo de desviar. A chave escapa e o parafuso segue tal qual como um projétil, indo parar em meio a arbustos.

— Não foi por falta de aviso, mas você tem bons reflexos garoto. Isso acontece comigo direto. Penso que agora será mais fácil para seguir viagem. — Graças aos deuses o caminhoneiro estava coberto de razão, e após a troca foi muito mais fácil prender os parafusos novamente.

— Para onde está indo? Aliás, me chamo Vince. — Disse assim que subo na cabine do caminhão e fecho a porta do passageiro, logo estendendo a destra para um cumprimento casual.

— Tenho uma entrega a fazer em Long Island, e depois volto para o Kentucky. Pode me chamar de Sr. Harris. Até ia lhe avisar disto Vince, que só serei útil até Long Island, mas fica tranquilo, em qualquer posto de gasolina você consegue facilmente informação e condução suficiente para chegar a Nova York. — Após o devido cumprimento, a viagem de fato toma início. Sobre o Sr. Harris pouco pude saber além do básico, sempre foi caminhoneiro e criou os dois filhos com esse trabalho, ambos casados, ele também fez um bom marketing da esposa, muitíssimo agradável e cozinheira de mão-cheia, disse que ela sempre teve esse dom e foi conquistado pelo estômago, que exibiu aos risos.

— Vejo que também gosta de ouvir música… — Disse sem muita pretensão, distraído com a vista da região estando já a algumas milhas de distância da vastidão de árvores dos parques florestais de Montauk.

- Ah esse rádio já está velho, parece mais um enxame de abelhas. Mas eu sou tradicional e admiro o bom e velho country. Me faz lembrar do meu pedacinho de chão e me evita adormecer na estrada.

— O senhor já ouviu falar em Lucy Le Fay? — Perguntei exalando muita expectativa diante de uma resposta satisfatória, ignorando por alguns instantes a paisagem enquanto o encarava.

- Ah Lucy… Minha primeira paixão. Fez muito sucesso nos anos 90, mas de repente tudo mudou e nunca mais a ouvi tocar nas rádios, sempre minha comitiva fazia coreografias das canções de Lucy. Oh época boa!

Estava preparado para disparar dezenas de perguntas em um interrogatório feroz a respeito da tal cantora de música country, mas tive que me silenciar e esperar, já que havíamos acabado de alcançar uma cabine de pedágio — Bom dia, veículos de carga possuem uma taxa de 17 dólares e 50 centavos. Esta via possui uma manutenção constante para um dos melhores tráfegos do estado…

A fala decorada da moça estava me dando nos nervos, porém, percebo que o Sr. Harris estava paralisado e murmurava apenas uma palavra, um nome.

Lucy.

Passo uma de minhas mãos diante dos olhos do caminhoneiro, mas o efeito hipnótico que a beleza da mulher dentro da cabine de pedágio causava nele era algo sobrenatural. Eu estava começando a desconfiar daquela situação, quando novamente a voz melódica daquela mulher me chama a atenção — O caminhoneiro poderá seguir viagem com o pagamento da taxa de 17 dólares e 50 centavos, mas quanto a você semideus. Este é o fim da linha!

O que era belo se transforma em uma criatura horrenda: enquanto vejo garras puxarem o vidro que compunha a cabine de pedágio, tenho tempo apenas de empunhar a espada lunar provinda através do pingente em formato de estrela de Davi em meu pescoço. Seus olhos e cabelos flamejantes exalavam a personificação de sua fúria, e um salto foi capaz tanto de quebrar o vidro da janela do motorista quanto me permitiu detectar por completo a aparência daquele monstro. A perna de bode e a outra de puro bronze — ambas com cascos —, não me deixaram dúvida: a mais nova atendente de pedágio contratada pela concessionária da rota estadual 27 era uma Empousa.

Em prol de minha autodefesa tento golpeá-la numa estocada frontal, porém, não consigo evitar com que o monstro esquive e crave suas garras na garganta do pobre caminhoneiro, fazendo esguichar sangue por toda a cabine. O riso estridente da criatura não me deixa escolha senão buscar espaço fora daquele espaço compacto.

— Maldito! Você vai pagar por interromper minha refeição!

Désolé por interromper seu horário de almoço. — Era incrível como eu conseguia imaginar algo cômico diante da situação trabalhista daquela monstruosidade, mas qualquer possibilidade de distração era muito bem-vinda diante daquela circunstância. É claro que tais palavras apenas consistiram no estopim para que a Empousa se enfurecesse ainda mais, movimentando os cascos contra o asfalto a ponto de fazer com que saíssem faíscas do mesmo.

Empunho a espada lunar com certa firmeza, e assim que a criatura salta para o primeiro ataque faço um movimento curvo para tentar esfolar uma das pernas da Empousa, o resultado disso não foi nada agradável, já que noto marcas de suas garras em meu ombro, assim como o líquido escarlate vital presente nelas já manchando minha blusa. Num movimento quase involuntário movo a mão livre para verificar a profundidade do ferimento, mas não tive tempo de avaliar a intensidade daquilo, tendo que me defender de outra investida da criatura.

— Argh! — Arfei de dor diante do impacto de minhas costas contra o asfalto, a versatilidade no estilo de luta daquele monstro me surpreendeu, meu peito doía pelo golpe das patas que foi capaz de me derrubar, e nunca em minha vida tive tantas dificuldades em buscar ar. O sorriso da Empousa parecia me trazer certo conforto, mas aquilo era apenas mais um de seus truques, suas garras estavam a mostra e tudo o que ela queria era mesmo a minha morte.

Rolo para o lado antes com que sofresse mais ferimentos das garras da Empousa, desta vez ela quem foi atingida pela lâmina de minha espada, na qual seu fio transcreveu uma linha de corte em seu torso. Levanto-me o mais rápido que posso, ficando novamente em posição de guarda — Não me faça perder tempo.

Claramente aceitando meu desafio, a criatura novamente segue em outra investida, de maneira característica, flexionando suas patas e saltando com as garras expostas para me ferir. Porém, com a espada em punho, no momento certo, com o apoio das duas mãos, perfuro seu baixo ventre e puxo a lâmina pelo cabo até um pouco acima do abdômen, na altura do diafragma. Por aquele ser um golpe consecutivo, a espada tomou maior peso e força, vislumbrando o monstro resumir-se a uma nuvem de pó.

De repente o cheiro de gasolina de repente preenche minhas narinas, e tudo o que posso fazer é correr incansavelmente para me proteger, a monstruosidade havia sido eliminada, mas sem dúvidas havia deixado o rastro de sua presença. Me jogo no chão e não consigo evitar olhar para trás, vendo a grandiosa explosão que não destruía somente o caminhão, mas também causava sérios danos a cabine de pedágio, irrompendo uma onda de destroços. Infelizmente Sr. Harris jamais poderia voltar para o Kentucky; jamais poderia voltar a ver a esposa que tanto amou tampouco os filhos que criou com todo esforço. Tudo agora estava perdido: a carga, o caminhão, e claro, sua vida. Quanto a mim, depois desse infortúnio, tive apenas que respirar fundo e seguir em frente, conforme uma das placas que fora atingida pelos destroços do caminhão e foi facilmente derrubada, ainda restavam 7 milhas para se chegar em Long Island.





▬▬ Vince Le Fay

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Re: CCFY - Ligações Perigosas

Mensagem por Vince Le Fay em Sab Jan 13, 2018 10:41 pm




LIGAÇÕES PERIGOSAS



▬ Nashville, Tennessee. ▬
Se eu fosse colocar na balança o peso da lógica comparada a meu instinto e emoções, isso realmente não teria fundamento algum. O disco quebrado no bolso de meu jeans não me deixava esquecer de meu objetivo primordial, enquanto o cansaço pesava sobre meus ombros. Apesar disto, depois de ver a placa indicando que havia chegado a cidade mais musical da América, eu não iria dormir por absolutamente nada. O sol já havia deixado de me acompanhar há algum tempo, em contrapartida, a lua brilhava intensamente, cheia e iluminada por completo. Logicamente não foram apenas meus instintos que me fizeram chegar até aqui, uma boa dose de determinação também foi necessária. Se quisessem saber qual foi o estopim para tudo isso, responderia com apenas um nome: Lucy Le Fay.

Quem poderia imaginar que um disco velho encontrado no meio de tantos pudesse render uma viagem que ultrapassou mais de cinco estados americanos, não é mesmo? Dali por diante seria uma questão de tempo até encontrar aquela capaz de cantar de maneira angelical uma música tão voluptuosa.

— Noite. Parece estar perdido. Forasteiro? — Um homem típico de se ver na cidade me questionou, elevando a aba do chapéu com o próprio indicador, assim que me sentei na bancada do bar Losers.

Bonsoir. Forasteiro sim. Perdido não. Sabe algo sobre… isto? — A pausa sugestiva foi apenas para tirar os dois pedaços do disco em meu bolso, logo expostos sobre a mesa a revelar o nome da artista.

— É uma pena uma relíquia dessas estar partida ao meio. Como consolação posso dizer que a poderá ouvir ao vivo… — Enquanto eu me dava ao trabalho de armazenar o disco em meu bolso, o homem bebericava mais de sua cerveja — Ela é Lucy Le Fay, nossa artista principal. Está em intervalo, mas já adianto, ela não é flor que se cheire.

— Agradeço pela informação. Posso sentir o odor deste balcão. — Soltei um riso suave diante da afirmação daquele que parecia ser o dono do bar — É melhor deixá-la terminar o ‘show’.

Apesar da quantidade elevada de clientes daquele estabelecimento, posso ouvir o som do salto alto de duas botas bater contra o soalho de madeira que formava o palco, uma espécie de palanque improvisado. Pelas botas poderiam julgá-la como uma figura demasiado excêntrica, mas talvez aquela fosse apenas uma forma de mostrar que não se esquecia de suas origens. O jeans colado em seu corpo expunha muitíssimo bem as suas curvas, enquanto o decote da blusa provocava facilmente o desejo dos seus fãs mais assíduos. O toque dos dedos da mulher no microfone gerou um efeito chamado de microfonia, que fez com que os pelos de meus braços se arrepiassem em expectativa.

Dou um riso abafado ao notar o acorde de Man! I feel like a Woman, uma canção popular. Aquilo poderia ser julgado como um repertório previsível, mesmo assim, a intérprete agradava o seu público — Uma cerveja. — Pedi ao balconista, hipnotizado em vislumbrar aquela que compartilhava do mesmo sobrenome que eu, sem nem me virar para encará-lo agora. O primeiro refrão agitou alguns, que já se levantavam e batiam palmas animados. Essa foi a deixa para que pegasse meu copo e me juntasse a eles, de maneira mais discreta, para ver a apresentação de Lucy com maior proximidade.

— I wanna be free, yeah, to feel the way I feel… Man! I feel like a woman! Yeah! — Já estava encostado em um tronco de madeira no meio do salão enquanto a via em seu grande final. O último toque do baterista em um de seus pratos me despertou do transe, mas não evitou com que ainda a encarasse fixamente em seus olhos. O nosso olhar se encontra assim que ela se vira fazendo suas madeixas louras repicadas se movimentarem. Aquela seria uma pausa constrangedora, porém, ela foi salva pelos aplausos dos demais. Mesmo assim, ainda haviam algumas contas para acertar.

Triunfante, agora era ela quem caminhava para o balcão. Apesar de sua apresentação ter se encerrado, para muitos, aquela noite ainda reservava muitas surpresas.

— Fantástico Lucy! Realmente não compreendo o porquê de nenhum empresário tentar ascendê-la as paradas de sucesso novamente… — Era óbvio que o balconista e a cantora já deviam se conhecer há muitos anos, ambos riam-se de forma agradável, enquanto trocavam algumas falas enquanto se regavam de bebida alcoólica.

— Que lisonjeiro, assim fico sem palavras. — A mulher agora se debruçava no balcão, quase expondo os próprios seios por completo, um pouco alterada, sem dúvidas. Aquilo foi o suficiente para indicar ao homem que ela queria mais uma dose e que talvez, aquela noite, fosse tomar um porre.

— Ótimo. Isso indica que para mim, terão muitas palavras para se explicar. — Pronunciei em tom severo, ingerindo o último gole generoso que meu copo de cerveja poderia me permitir. Se aquilo não anunciasse a minha chegada, talvez a forma firme com que bati o copo vazio no balcão o fizesse.

— Mas quem é você? O que eu te fiz rapaz? — Ainda que nervosa, a cantora conseguia exibir os próprios dentes em um sorriso mais contido, o qual facilmente revelava seu nervosismo.

— Ora. É seu fã. Tem até um disco seu, é uma pena estar quebrado. Sei que tem muitos mais Lucy! Ele veio de longe, é o mínimo que pode fazer! — Em meio a tantos argumentos, era difícil discernir se o balconista estava ou não tentando ajudar. Assim que sua boca se fechou, ele e eu encarávamos a moça, dispostos a esperar o quanto fosse necessário para que ela tomasse uma atitude.

Oui, concordo. É o mínimo que posso fazer. Por favor, me acompanhe.

▬ Bar Losers, Tennessee. ▬
O simples fato de Lucy fazer questão de pronunciar a palavra sim em francês, foi suficiente para coração bater mais forte. Aquilo me indicava, de uma forma inexplicável, que estava na hora e no lugar certo. Em silêncio, subimos escadas estreitas, que conduziam ao andar superior, mais reservado e menos luxuoso. As luzes eram antigas e de coloração amarelada, o que ocultava um pouco a presença de quem pudesse passar por ali. Ao fim das escadas um corredor indicava cômodos singelos, por via da proximidade das portas de acesso.

— Entre. — Ouvi assim que a vi retirar um grampo de cabelo do próprio bolso, para destravar a própria porta — O que foi? Nunca arrombou uma porta antes? Não se preocupe, este é meu quarto. Apenas esqueço das chaves de vez em quando.

Estava gostando da forma como o meu silêncio era o suficiente para fazê-la se constranger, e isso tinha uma justificativa: estava a observar tudo a meu redor, tentando captar cada detalhe. Como, por exemplo, o quarto de Lucy Le Fay não era um aposento muito extenso, e lhe cabia apenas o necessário. Ter uma porta anexa ao recinto, tornando-o uma suíte, deveria ser a maior de suas satisfações. A cama de casal estava disposta a frente de uma penteadeira, com um espelho adornado por lâmpadas, digno dos camarins tradicionais. Ademais, móveis anexos deveriam ser os responsáveis para armazenar os pertences de mulher, principalmente as suas roupas.

— Girassóis. — Foi tudo o que disse para que rompesse com o meu próprio silêncio, uma deixa para a mulher dar início a uma conversa mais íntima.

— Um presente. Muito especial… — Ouço-a fechar uma gaveta no banheiro, provavelmente alguma espécie de roupa — Aliás. Como chegou aqui? Harris disse que veio de longe…

Oui, Nova York. Alguns instintos e um CD foram mais que suficientes para me fazer chegar até aqui. — Agora, me dei novamente ao trabalho de retirar às duas metades do disco partido do bolso de meu jeans, expondo-as a loira — Eu já estou cansado de seus rodeios, Lucy. Não minta e nem diga que isto é uma coincidência! O que isto fazia em meu quarto? Diga-me a verdade! Se temos um sobrenome em comum, algum laço existe entre nós.

— Eu sabia que este dia iria chegar, e temia muito por isso. — Ela começou, tentando expressar alguma tranquilidade sentada em sua cama, sem muito sucesso — Sim, existe um laço muito forte entre nós. Seus olhos são como os dele, não se pode negar. Paguei um preço alto por meus sonhos, não era o que queria, mas não pude evitar.

— Isso apenas mostra o quanto é egoísta e oferecida. Concorda com isto? Mamãe. — Eu já não tinha mais paciência e tampouco delicadeza diante da mulher, jogar as partes do disco contra ela foi a prova disto.

— Nunca teve sonhos em sua vida? Diga-me Vincent! Se não teve, respeite os meus. Ter o sangue divino não nos torna divinos. É uma pena eu ter compreendido isso quando já era tarde demais. - Agora ela também estava de pé, haviam lágrimas em seus olhos, assim como nos meus. Se aquilo transmitia emoção na mulher, em mim, expunha toda a raiva que sentia a seu respeito.

DESOLÉ! — Berrei, expondo meu escárnio diante de suas palavras — Francamente! Ouça o que diz. Você se vendeu e se desligou de tudo o que não lhe apetecia. Aceite a verdade. Seja digna pelo menos uma vez em sua vida. — Gesticulava em excesso enquanto despejava tudo o que estava guardado em meu âmago, há anos — Nunca precisei de ti, sorte minha. Aprendi como é ter que lidar com meus próprios problemas sozinho, se é o que quer saber. E é isso que nos diferencia. Eu sei dar valor aos que estão a meu redor, e tenho integridade de corpo e alma. Mas como eu disse lá embaixo, tem muito de que se explicar, talvez isso mude a minha opinião a seu respeito.

— Como disse antes, ter o sangue divino não nos torna divinos. Temos mais semelhanças do que imagina, já que eu lhe dei a luz. — Ela começou, se permitindo sentar novamente na cama. A encarava de braços cruzados, ouvindo-a com atenção — Eu também sou uma semideusa, ora. Mas eu jamais quis ter uma vida assim. Desde menina quis estar acima de um palco, cantando. Claro que, era necessária muita determinação para tornar sonhos, realidade.

— E o que tanto fez para alcançar tão almejado objetivo? — Questionei. Incitando continuar a me dar respostas naquele interrogatório incomum.

— Você bem sabe que o chalé de Hermes é horrível. Diferente de muitos, demorei tempo demais para ser reclamada, e quando enfim fui, eu não mudei para lugar melhor, e ali mesmo fiquei, no mesmo beliche fedido em que dormi todos os anos anteriores…

— Então além de dizer que é semideusa. Ainda por cima é uma filha de Hermes? Isso explica muita coisa.

— Talvez até mais do que pensa. — Lucy complementava, pegando o grampo de cabelo e brincando com o mesmo, de forma despreocupada — Eu saberia que mais cedo ou mais tarde iria me encontrar. Porquê? O seu sangue carrega parte do meu. Não compreende? Você nunca fica perdido. E não foi comigo com quem aprendeu a falar francês, pelo visto…

Eu realmente não esperava por tamanha surpresa, o mensageiro oficial do Olimpo poderia agora ser chamado por mim de avô. Fico atônito por algum tempo, encarando o ambiente sem muito foco, uma das mãos cobria a expressão chocada a qual fazia, estando até mesmo boquiaberto numa tentativa tola de digerir aquela quantia vasta de informações. Mais uma vez, a voz de Lucy era a responsável por me retirar dos devaneios que me envolviam.

— Não sei como as coisas funcionam no chalé de número sete, mas eu vou te dar um panorama bem claro do que acontece no número onze: é uma droga! — Não eram necessárias mais perguntas para que ela prosseguisse, e eu podia admitir que, ao menos uma vez na vida, estava satisfeito com a atitude da loira — Planejei a minha fuga do acampamento durante anos. Sim, eu treinava, mas eu não queria matar monstros, tampouco pessoas. Fiz o que pude para aprender a como sobreviver sozinha, sem a ajuda de ninguém. Quando completei a maioridade pensei que era o momento certo, e assim o fiz. Infelizmente nada é como planejamos, e tudo mudou.

— Em momentos a imagino como uma grande tola quando jovem. Tantos semideuses até mesmo cursam a faculdade. 'Julliard' é um exemplo de instituição. — Pronunciava mais calmo, tentando compreender a reais motivações que fizeram com que a minha odiada mãe acabasse em um cômodo tão apertado quanto uma caixa de fósforos, em Nashville.

— Para não morrer, sim, eu matei. Ao contrário do que pensa, evitei muitos, até que me entreguei de corpo e alma somente a um deles. — A resposta era óbvia, mas ela fazia questão de inflar o peito e tomar fôlego para continuar — Apolo. De início se apresentou como um empresário, muito habilidoso com as palavras, e também com as mãos, se quer saber. Me prometeu que me faria a maior cantora da América, ele cumpriu sua promessa, mas eu não sabia que ela tinha um prazo de validade tão curto. Nove meses, para ser mais exata.

— Não sou eu quem tenho culpa de meu pai ser tão irresistível. — Provoquei, rindo de forma sarcástica. Não era machista, mas compreendia na face de Lucy o quanto ela era ambiciosa e o que faria para conseguir o que tanto quis.

— Claro. Ainda mais por ter sido abençoada com o dom do canto, foi inevitável o que se sucedeu em minha primeira noite no Tennessee. — Um suspiro profundo de ambos pareceu encerrar o assunto, e novamente o silêncio reinava por ali. Às duas partes do disco que havia encontrado no acampamento ainda estavam no chão, motivo suficiente para que a segunda parte daquela conversa tivesse início.

— E quanto a isso? Por que o deixou no chalé de Apolo? — Me referi ao disco olhando para o chão por algum tempo, e para meia entendedora, meia palavra bastou.

— Era apenas uma parte, havia lhe deixado uma carta, explicando tudo isto o que hoje ouviste. Nela constava o encantamento necessário para que pudesse ouvi-lo, na íntegra. A maioria das músicas, quando ouvidas com atenção, contam de tudo o que passei, desde o momento em que pisei na colina meio-sangue. — Neste ponto do papo, passei a encará-la fixamente nos olhos, buscando detectar quaisquer sinais de mentira. Por mais incrível que pudesse parecer, naquele momento, a loira foi capaz de mostrar o máximo do que podia apresentar de dignidade — Assim que nasceu, tive de deixar os grandes palcos, e buscar algo mais discreto. Harris foi o melhor que pude ter, como amigo e amante. O cheiro do Bar Losers me protege, assim como eu o faço feliz nas horas de solidão. É uma troca justa.

— Certas coisas nunca vão mudar. — Admiti, pondo eu mesmo um ponto final naquela conversa, aceitando que Lucy Le Fay viveria e morreria daquela forma, sempre buscando obter vantagem, onde quer que estivesse.

— Paciência. — Revirei os olhos, tamanho o sarcasmo que a mulher conseguia manter — Aliás, lhe devo um disco, um momento.

Mal tive tempo de responder, já que Lucy novamente entrava no banheiro. Desta vez, demorou mais, estava até mesmo começando a cogitar certa estranheza por armazenar um dispositivo musical em um cômodo tão inadequado para este tipo de coisa. Distraído, comecei a lidar novamente com o Girassol no vaso, mantendo o caule sob a custódia de meu indicador e polegar da mão esquerda, fazendo com que a flor girasse um pouco, conforme os dedos se moviam. Minha distração foi mais que suficiente para ser pego de surpresa. A mulher, que agora já havia removido as botas dos pés, foi capaz de se aproximar sem ser por mim percebida, em empunhando um punhal, agora tentava me fazer de refém, posicionando a lâmina próxima de meu pescoço.

— Criança tola, o disco foi apenas uma isca para lhe atrair até mim! Você caiu como um patinho. Agora vou fazer o que devia feito antes que saísse do meu ventre. Eu o criei, e agora o destruirei!

— ORDINÁRIA!

Se ela estava fora de si, eu já não tinha mais medo do que poderia acontecer. Com apenas uma das mãos livre, ela não tinha forças para manter a guarda alta sobre mim. Mal ela terminava de falar, eu seguro firme com uma das mãos a lâmina, ferindo a minha mão, mas poupando o meu pescoço. Um chute traseiro — coice —, com uma de minhas pernas a derrubou, fazendo-a chocar as costas contra a base dianteira da própria cama. Ainda no chão era procurou obter vantagem, aplicando uma rasteira sobre mim, infelizmente isso desestabiliza o meu equilíbrio, e agora estávamos no mesmo patamar de altura.

Trocávamos golpes com os braços, e não estava dando trégua alguma. Num movimento distinto, vejo o vaso sobre o móvel, e sem hesitar estico um dos braços, tentando me levantar. Tudo isso rendeu em um puxão forte em meus cabelos, que me fazia rolar para o lado. Talvez por emoção demais, o golpe de Lucy foi desviado por meus braços, que agora formavam um 'X' diante de minha face. Aproveitando deste momento de frustração, apliquei um gancho, afastando-a de mim, e me permitindo tornar a ficar de pé. O vaso agora estava em minhas mãos, junto a ele a pequena flor soltava as suas pétalas, parecendo saber que seu lar logo seria destroçado. Em um espaço como aquele, não foi difícil mirar o crânio de Lucy, que após o meu lançamento, recebera todo o impacto do vidro se partindo sobre sua cabeça, desligando o seu cérebro, e nocauteando o restante.

Era impossível não ouvir aquilo, era uma pena ter notado isso tão tarde.

— LUCY! ABRA ESSA PORTA! MINHA QUERIDA, COMO ESTÁ? — Pelo timbre de voz com toda certeza se tratava de Harris, o balconista do bar. Se eu pudesse ser sincero, poderia lhe explicar toda a verdade, mas já que as circunstâncias não me permitiam fazê-lo, tudo o que pude fazer foi desarrumar o meu cabelo, secar o sangue com uma toalha e manchar a minha face de batom, simulando sim uma selvageria, porém, muito mais luxuriosa do que aquela que havia acabado de ocorrer.

— Opa, bonne nuit! — Ria de modo forçado, tentando interpretar algum possível estado de embriaguez — O que está acontecendo? Qual o problema? — Saí para o corredor, de certa forma, prestando certa segurança para com a porta daquele quarto, evitando maiores problemas.

— Ouvi algo se quebrando, e vim saber se está tudo bem. Também devo avisar a Lucy de que estou fechando o bar, queria desejá-la uma boa noite, posso? — O velho era insistente, e tive que intervir de maneira disfarçada, gargalhando de forma exagerada, e gesticulando em excesso para não lhe permitir passagem.

— Posso garantir de que Lucy teve uma excelente noite. Minha nossa, ela tomou um porre. — Ambos estávamos rindo: eu com esforço, e Harris sem graça — Até amanhã monsieur, bonne nuit! — Sem saber o que fazer, acabei procurando a melhor saída para acabar logo com aquilo. O balconista pareceu um pouco insatisfeito com a situação, e eu desconfiava do acordo de ambos, o que Lucy disse ter sido feito há anos. Mesmo assim, consegui fazê-lo dar meia volta e descer as escadas. Um problema a menos para lidar.

No fim das contas, apesar de tudo, acabei conseguindo um lugar para passar a noite, assim como uma cama confortável o suficiente para relaxar, e deixar a minha mente se entregar a quem pudesse preenchê-la de sonhos.

▬ Piso Superior, Bar Losers. ▬
Era óbvio que eu não iria dormir ali sem tomar algumas precauções. Meu coração ainda estava acelerado, diante de toda a situação, e por um instinto fraternal, ousei em verificar o pulso de minha mãe. Estava fraco, e não conseguia ter uma clareza do que estava fazendo, diante do nervosismo que também em mim se instaurava. Com certeza havia algo mais importante a fazer, e eu deveria começar a planejar ali mesmo, naquele cenário de crime.

Em minha cabeça, o plano principal era permanecer ali durante a noite, preparando todo o necessário para partir na manhã seguinte imediatamente para bem longe do estado do Tennessee. A esta altura, estava caçando a chave da porta pelo recinto, abrindo várias gavetas. Apesar de não encontrar a chave num primeiro momento, encontro um envelope bem cheio, com uma quantia mais do que suficiente para ter uma viagem ainda mais segura de avião. Sem hesitar, coloco o envelope na minha mochila, assim como adaga que Lucy havia utilizado antes de desmaiar, coletada no chão com certa urgência.

Toda aquela exploração foi em vão, já que fui encontrar a chave pendurada em um arame, próximo ao espelho de sua penteadeira, adornado por lâmpadas a seu redor, como um camarim. Após girar a chave na porta e verificar algumas vezes se estava de fato trancada, coloco a chave no bolso de trás e novamente me aproximo daquela que não era minha mãe, e sim apenas uma progenitora egoísta. Ainda que a idade estivesse começando a cobrar seu preço, ela era tão bonita. Poupar sua vida ia muito além do que ela jamais pôde merecer, e isso provava o quanto éramos diferentes.

— Eu te juro: nunca mais quero a encontrar, e caso isso venha a acontecer, um de nós iremos para o inferno! — Jurei, assim como deixei a mensagem em uma espécie de diário, encontrado em meio a sua roupa íntima. Assim que escrevi isto, tive o trabalho de arrastá-la pelos braços, até o banheiro, deixando-a no box deitada, com o livreto aberto a seu lado expondo a minha última mensagem. Para a minha sorte, a chave do banheiro sempre ficava na sua respectiva fechadura, e logo a tranquei, deixando-a em cárcere para que pudesse descansar mais tranquilamente.

Mal havia retirado a minha própria camiseta quando me permito vislumbrar a noite de Nashville, através da única janela que o quarto possuía — Se você puder, Lua, peça ao Sol para vir o mais rápido possível. Eu suplico. — Estas foram as minhas últimas palavras antes que fosse vencido por meu próprio cansaço, e desabasse sobre os lençóis, me entregando por completo diante do meu próprio adormecer.

Sonhos e realidade em algo que se resumia em uma sensação de 'djavu'. Mal estava deitado e novamente já me via em pé, encarando a lua através da janela daquele minúsculo quarto. Ainda me palavra do pedido que havia feito antes, as palavras também se repetiam — Se você puder, Lua, peça ao sol para vir o mais rápido possível. Eu suplico.

— Posso fazer muitas coisas, mas isso está longe de meu alcance. — Sou surpreendido por uma presença alheia a Lucy, talvez alheia a tudo o que existisse na face na Terra. Por um momento pensei de maneira ingênua, pensando que a lua havia me ouvido e dado uma resposta. Entretanto, olhar para trás foi o suficiente para provar que estava errado, Uma bela dama de longos cabelos negros e olhos tão intensos quanto a noite estrelada. Esta adornava-se com um belo colar de pérolas brilhantes que lembravam constelações, enquanto seu corpo era coberto por um vestido negro feito de uma seda tão delicada quanto as pétalas de uma rosa. Estava surpreso demais para responder ou perguntar algo, dando-a então a oportunidade de continuar.

— Vincent… Eu sei o que sente, talvez mais do que qualquer outro. Uma dor que não consegue sanar, a desesperança em ter alguém que lhe possa acolher. Está decepcionado, posso ver. - Tudo bem que eu estava passando por alguns problemas, mas eu não tinha dúvidas de que ouvir aquela introdução não me agradava — Eu sei melhor do que ninguém do sentimento que possui em seu coração. Tudo isto é fruto apenas de uma forma diferente de pensar. Injusto não acha?

Oui — Concordei, maneando a cabeça em forma positiva num movimento quase que involuntário, ainda demorando para recobrar certa consciência em questionar-lhe o mais básico — Perdão. Mas quem é você? E mais, o que quer comigo? — Questionei-a, me sentando na cama, a convidando a fazer o mesmo. Por mais humilde que fosse, era o melhor que a poderia oferecer naquele instante.

— Nyx. — A resposta havia sido tão rápida, que, se ainda estivesse em pé, com toda a certeza, teria perdido o equilíbrio — Quero lhe oferecer abrigo. Eu observo muito as pessoas, e você me cativou, de uma forma que não tem noção alguma. Vejo em ti um senso de justiça e misericórdia digno de admiração. As circunstâncias em que esteve na batalha de Nova York me provaram isto. — De alguma forma, aquela divindade personificada em forma de mulher era capaz de me mostrar nitidamente as imagens do que havia feito, da forma como agi no Central Park, a batalha contra 'Endth', e até mesmo uma visita ao hospital infantil da cidade. Reviver aquilo, pelo menos por um segundo, fizeram meus olhos ficarem marejados pelo surgimento de lágrimas. Infelizmente não conseguia identificar se nelas havia emoção ou tensão, talvez ambos.

— Outra vez peço-lhe perdão. Mas tenho de ser honesto. Se quer me ajudar, eu terei de ajudá-la também, estou correto? — Secava as lágrimas em meus olhos com as costas da mão esquerda, me apoiando na cama com a outra, tentava transparecer uma maior seriedade diante de alguém como Nyx. Num primeiro momento, um silêncio se fez entre nós, e logo a vejo se aproximar, cautelosa, entrelaçando os dedos de suas mãos nos meus.

— Tens inteligência e perspicácia semideus. Sua ambição é necessária ao que almejo, suas habilidades são preciosas e podem ser responsáveis por promover uma nova sociedade. Vejo em ti alguém que necessita de uma motivação, e eu a ofereço: faça boas ações e eu lhe guio pelo resto de sua vida, Vince Le Fay! — Agora nossas mãos estavam elevadas, num cumprimento firme, como se estivéssemos de fato a estabelecer um acordo, por livre e espontânea vontade de ambas as partes.

Outro piscar de olhos foi suficiente para que a sensação de 'djavu' fosse por mim sentida. Agora estava deitado, assim como havia feito antes de tentar estabelecer uma comunicação com a lua. Me viro na cama, buscando maior conforto, quando algo parece ser recitado em minha mente, com o mesmo timbre vocal da mulher que aparecera em meio a meus sonhos — Use-a, e eu o guiarei… — No lugar da adaga, utilizada na tentativa de meu assassinato, agora estava um rubi, tão brilhante como o véu de estrelas que me cobria naquela noite.

A voz da deusa da noite ecoava em minha mente por vezes repetitivas, esse era apenas um dos motivos que provavam a veracidade de sua proposta. O sonho ainda estava nítido em minha memória, cada palavra dita por ela agora era recapitulada. A maioria das suas afirmações condiziam com o que sentia e pretendia. Eu tinha uma escolha, e iria segui-la, nem por nada, nem por ninguém, e sim por mim. Colocava a camiseta com pressa, e calçava os sapatos com urgência, já com a mochila nas costas. O rubi agora estava no mesmo bolso das chaves, acessado para abrir novamente o banheiro.

Eu saberia que Harris, o suposto dono do estabelecimento, haveria ter de trancado a porta principal, a qual seria a minha saída. Foi fácil encontrar a pequena caixa de grampos sobre o lavatório, dando-me a oportunidade de me munir de alguns, claro que sem antes dizer — A sua benção, mamãe. Au revoir. — Apesar de trancar ambas as portas — a do banheiro e a do quarto —, assim que a deixei, não teria utilidade alguma com as chaves, e deixei-as por debaixo da porta. Lucy era uma perita na arte do arrombamento, e julgava eu, de certa forma, que ela precisava estar sempre praticando isso, pelo menos agora, já que estava trancada no próprio banheiro.

Realmente o bar Losers era outro quando vazio. Por mais que eu gostasse de bebida, o cheiro de vômito era forte demais para que eu ousasse querer outro copo de cerveja algum dia. A velha porta de entrada tinha a maçaneta enferrujada, o que me dava esperanças de que sua resistência não seria tão grande. Insiro um dos grampos no buraco da fechadura, girando-o por algumas vezes, aquilo estava começando a me irritar quando ouço um som característico, seguido de um ranger de madeira. Não querendo me gabar, mas aquilo me dava a certeza de que parte do sangue de minha mãe realmente corria em minhas veias.

Ainda era madrugada quando saí do bar. A noite de Nashville, apesar de animada, também tinha suas obscuridades. Caminhava rápido, corria, eu nunca mais queria pisar naquela cidade, jamais. Tentava utilizar de meu senso de orientação e dedução para conseguir alguns progressos. Entre uma esquina e outra, vejo um ônibus ultrapassar o meu caminho. Faço tudo o que posso para que ele parasse, acenando em demasia.

Merci. Obrigado. Onde é a última parada? — Questiono ao motorista de forma sutil, assim que subo no veículo.

— Na verdade, é a primeira parada. Acabo de sair da garagem, é o começo do dia. Este ônibus faz o translado da rodoviária ao aeroporto. — Eu não poderia ouvir melhor notícia. Aliviado em ouvi-la, utilizei de uma pequena parcela do dinheiro de Lucy para pagar a tarifa, logo me acomodando em uma das poltronas no fundo do ônibus.

Enquanto ainda caminhava pelo corredor, vejo uma mãe com seus dois filhos. Tinham uma aparência extremamente humilde, o olhar triste. O clima não era o melhor de seus amigos, e sabia que as crianças, tão frágeis, deveriam passar frio àquela hora. Um dos filhos me encarava, sorria em tom de brincadeira, faço o mesmo, tentando não demonstrar nenhum aspecto de pena que pudesse fazê-lo se entristecer novamente — Fique quieto, não incomode o moço. Já decorou as canções de hoje? Acho que não. — A mãe dizia, em tom firme, talvez até duro demais, acabando com a alegria do menino.

— Senhora. O que faz com as crianças a essa hora? — Intervi, questionando-a. Não sabia se meu tom de voz a incomodaria, mesmo assim, resolvi perguntar.

— Bom dia rapaz. Eu e meus filhos cantamos na rodoviária. É assim que ganhamos nosso sustento, e garantimos a próxima refeição. — Aquilo me deixou sem palavras, e com um aperto no peito. Eu lembrava muito bem da forma como Nyx havia me dito que era sempre injustiçada por pensar diferente dos demais, além disso, também citara a respeito do meu senso de justiça e misericórdia. Realmente na vida existem acasos e coincidências, e é neles que muitas vezes acabamos provando o nosso valor. Sem hesitar, me levando e caminho até a poltrona onde estava junto de seus filhos.

— Pegue, é seu. É uma recompensa por batalhar todos os dias por quem mais ama. Desejo que consiga realizar os seus sonhos, e que os eduque bem para que eles também possam realizar os seus. — Entreguei o envelope de dinheiro a mulher, de início ela não parecia compreender o que estava acontecendo, mas após alguns segundos a me encarar, ela o aceitou. Não demorou muito para que através da janela do coletivo, eu pudesse visualizar a típica parada de rodoviária, na qual vários outros ônibus já estavam estacionados. O sol estava começando a surgir na linha do horizonte enquanto descia do veículo. Em meio a tantos indivíduos, eu estava, encarando o rubi em minhas mãos, sem hesitar, com uma única certeza — Guie-me Nyx.

Passivas de Apolo:

▬ Nível 20:
Nome do poder: Verdades Ocultas II
Descrição: O seu personagem aprendeu a identificar as mentiras no ato, e consegue saber quando alguém está falando a verdade, ou tentando engana-lo, nesse nível poderes de charme e ilusão tem um efeito menor sobre seu personagem, apesar de atingi-lo, não terão o efeito total, que teriam com personagens sem qualquer tipo de imunidade ao poder.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de proteção ao ser iludido, enganado, ou cair em ilusões referentes a mente. (Pode tentar escapar, mas não consegue, porém, o efeito do poder será menor no semideus de Apolo/Febo).
Dano: Nenhum

▬ Nível 33:
Nome do poder: Audição Aguçada II
Descrição: Músicos não possuem só uma capacidade técnica apurada, eles também têm um ouvido muito sensível e com os filhos de Apolo isso não seria diferente. O Semideus neste nível consegue distinguir os sons a sua volta. E com bastante concentração, poderá distinguir sons até de outra quadra. Essa concentração é tamanha que ele não poderá estar movimentando-se bruscamente – como em uma batalha ou correndo – para poder captar os estímulos sonoros tão distantes.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+ 60% de vantagem em escutar ao seu redor, diminuindo a chance de ataques surpresas contra ele.
Dano: Nenhum

▬ Nível 39:
Nome do poder: Visão Aguçada IV
Descrição: Um bom arqueiro precisa de uma visão perfeito, e os filhos de Apolo/Febo herdam de seu pai olhos perfeitos, melhores que os dos mortais comuns. Seus olhos são tão perfeitos como do melhor predador existente.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 70% de assertividade com qualquer habilidade de lançamento, disparo ou afins.
Dano: + 25 de dano ao lançar algo em algum inimigo.

▬ Nível 41:
Nome do poder: Corpo Atlético IV
Descrição: Apolo sempre foi descrito como um Deus jovem e no auge do seu vigor físico. Filhos de Apolo herdaram essa característica de seu pai, sempre são vistos praticando esportes e atividades físicas para se manterem atléticos.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+50% de agilidade e esquiva
Dano: Nenhum
Passivas de Hermes:

▬ Nível 3:
Nome do poder: Perícia idiomática I
Descrição: Por Hermes ser o deus dos viajantes, necessita de falar diversos idiomas. Assim, com essa habilidade, nesse nível o semideus consegue aprender de forma bastante rápida idiomas que tenham a mesma raíz que sua língua mãe.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

▬ Nível 4:
Nome do poder: GPS Nato.
Descrição: Nesse nível os filhos de Hermes conseguem facilmente se localizar no globo terrestre. Eles também sempre sabem como chegar a qualquer lugar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre saberá onde está, ou como chegar em determinado local, ou seja, nunca fica perdido.
Dano: Nenhum

▬ Observação: Cito essas passivas para prover uma situação de despertar do legado proposto para Vince.
Objetos:

Rubi Imperial [Adiciona 40 de dano à arma.] ▬ Encantado por Nyx para que ele pudesse chamá-la a fim de aceitar sua proposta de acolhida.

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]
Duplicador de XP:

Nome: Pacote intermediário de XP - Nível 2
Descrição: Por 1 mês em OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. (Valido até 13/01/2018) - Pois é, acaba hoje, e essa é a minha última postagem com ele.






▬▬ Vince Le Fay

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Re: CCFY - Ligações Perigosas

Mensagem por Morfeu em Seg Jan 15, 2018 1:48 am


Vince Le fay


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 5000 XP 

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 48%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 18%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 29%


RECOMPENSAS: 9500 XP + 4750 dracmas


Comentários:

Parabéns pela missão, a leitura foi agradável e sem grandes erros técnicos. Como parte do pedido, seu ingresso no grupo foi aprovado e, como já informado via chatbox, o pedido de legado foi recusado por acordo as regras da promoção.





MorFeu
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Re: CCFY - Ligações Perigosas

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