The Blood of Olympus
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[CCFY] Who Needs Arms?

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[CCFY] Who Needs Arms?

Mensagem por Guitti em Sex Jan 05, 2018 8:24 pm

Juro solenemente não fazer nada de bom
Meus sentidos estavam completamente atordoados após o mais recente acontecimento. Eu não sabia o que havia acontecido, foi tão rápido que somente percebi depois o sobrelevamento de uma forte dor. Meu braço esquerdo havia sido desintegrado. Isso mesmo, aquele maldito campo de força me atingiu, e atingiu em cheio.

As orbes dos meus olhos estavam vazias naquele momento. Eu não sabia o que sentir naquele exato momento. Vergonha por a Elena estar me vendo daquele jeito? Meu corpo estava estático, observando o sangue jorrar através da ferida e o choque do golpe não me permitia nem mesmo gritar. Deveria eu temer pela minha vida? Não... eu sei o que há após a morte, e não é tão desagradável assim. Ao menos não para mim, prole de Hades.

Só havia uma maneira de consertar isso e eu sabia a quem recorrer. Nyx. Engoli em seco tentando recuperar cada lástima de energia através das sombras que haviam na caverna e somente então me teleportei. Sem me despedir, sem esperar que meus companheiros fizessem nada. Apenas me teleportei.

Aquela havia sido a viagem mais longa de toda minha vida. Minha vontade era a de ficar ali naquela escuridão para sempre, sofrendo por toda a eternidade, mas eu não podia. Demorou segundos e mais segundos para que finalmente eu chegasse do outro lado, no Palácio da deusa Nyx, mais especificamente em frente ao seu trono, caído no chão praticamente todo ensanguentado e contorcendo de dor.

▬ Heathcliff! – a deusa gritou imediatamente para um subordinado enquanto levantava-se de seu trono. ▬ Traga o Drexler!

Pude ouvir os passos do subordinado ficando cada vez mais distantes. Num estalar de dedos a deusa fez com que meu corpo levitasse do chão. Meu corpo suava frio enquanto eu tossia e cuspia sangue para o lado contrário do da deusa. Sem pudor algum a deusa tocou a ferida a fim de coletar sangue com o indicador e o dedo do meio.

▬ Aaaaaaaaaaaargh.

▬ Aguente firme, Guitti. – disse com a voz calma, como se soubesse que tudo iria dar certo.

Em seguida, seus dedos levantaram a minha vestimenta, revelando a barriga. Na mesma, a primordial desenhou um círculo o qual eu não podia ver por conta da minha atual posição, mas a julgar pelo atrito de seus dedos ao passar pela minha pele, aquilo era um pentagrama.

▬ Et plenius ex abysso inferorum portas occurrisset mihi reginam et amici – falava numa tonalidade um pouco elevada com as mãos erguidas e os olhos fechados. ▬ Dona mihi quod venias ad me loqui! Et accepit nomen quasi pars meī ipsius! – pausou, levando os dedos sujo de sangue até os lábios e os consumindo minimamente. Em seguida, uma garra surgiu em seu indicador e com a mesma, a deusa feriu um pouco da própria mão, derramando seu sangue divino sobre minha barriga. ▬ Vivo autem in bestia agri, quoniam in vita materiae! Et in tantum favent, et maledicam corrumpere! Et ingressi sunt omnes principes inferos, non ut loquerer omnia verba haec quae ego veniam verum! Et respondendum fructum nomina sua venerunt in manifestatione votorum meorum.

Acabando aquela parte, a deusa respirou profundamente e seus olhos se tornaram completamente pretos. Algo muito comum quando se tratava dos demônios, algo que eu não achava que iria presenciar na própria primordial. Entretanto, aquela parecia ser uma carta na manga para uma emergência como aquela e pelo o que veio a seguir, sabia que estava em “boas” mãos.

▬ Azazel, Belphegor. Ego invocabo conspectu eius!

E então ao meu lado dois dos príncipes do inferno foram invocados. Um já me conhecia a tempos, afinal eu era o seu abençoado. Entretanto, já havia um grande período desde que havíamos nos vistos pela última vez. Eu definitivamente estava ainda mais forte agora, mas não tinha tanta certeza se ele pensava o mesmo me vendo diante da minha situação.

▬ Puta que me pariu, mas que porra é essa? – Azazel perguntou enquanto olhava incrédulo para meu braço. ▬ Meu amigo, você se fodeu muito ultimamente, hein?

De certa forma aquilo me fez rir, mas o riso fez com que a dor se agravasse um pouco, me fazendo puxar o ar entre os dentes. Desgraçado. Olhei para Belphegor que me encarava inexpressivo. Apenas observava toda a situação até que por fim ele olhou para a Nyx.

▬ Você me fez abençoar isso?! Eu pensei que ele fosse especial! – perguntou enquanto apontava com a mão para meu braço que já não estava mais lá.

▬ Calem a boca e me ajudem. – ordenou a deusa. ▬ Belphegor, ponha ele em transe. Você sabe o que fazer.

▬ Mas...

▬ Sem “mas”, Belphegor. Pertence a ele e somente a ele. Trate de guia-lo.

▬ Grrrr... – rosnou enquanto me encarava.

Seu olho ganhou uma coloração familiar para mim. Completamente vermelho e de certa forma podia sentir o meu mudar também. Por um instante, me vi fora do meu corpo e agora conseguia mover-me tranquilamente. Fiquei de pé ao lado da deusa enquanto a observava naquele novo plano até que ela então me fitou.

▬ Não se preocupe, Guitti. Cuidarei do seu ferimento. – disse e então tornou a olhar para Azazel. ▬ Cuidaremos, no caso.

O demônio já estava comendo uma rosquinha que não sabia de onde ele tinha tirado. Ele alternou os olhares entre eu e a deusa e somente então se tocou que ela havia falado com ele.

▬ Ah sim, não precisa se preocupar. – disse com uma tonalidade divertida demais para a situação, me deixando um pouco preocupado. ▬ A gente cuida de você, eu acho. – finalizou e abriu um sorriso sarcástico.

▬ Vamos garoto, não temos o dia inteiro.

O plano em que nos encontrávamos aos poucos foi se desfazendo. Então era assim que era estar em transe pela minha maldição. Meu braço esquerdo continuava não existindo, mesmo naquele plano espiritual. A ambientação foi modificando aos poucos e aquele lugar aparentava ser pior que o próprio inferno. Olhei para o lado e depois para o outro a procura do Belphegor, mas nada via. Exceto quando olhei para a frente e ali havia um espelho.

Aquela era a minha outra aparência. Um demônio com chifres e garras – somente em uma mão agora – e os olhos amarelados. Minha pele estava ainda mais branca e meus lábios claramente avermelhados. Sem falar das presas que carregava comigo mesmo estando naquele estado. Se não fosse eu naquele reflexo, e se eu não fosse de fato um demônio, aposto que estaria me cagando de medo.

▬ Eu estou aqui, Guitti, apesar de você não me enxergar – pude ouvir a voz distante do demônio. ▬ Como você vê no espelho, esta é uma missão que você deverá enfrentar sozinho. Nyx lhe enviou aqui por um motivo e você deve encontrar esse motivo. Quando ver, saberá. Boa sorte.

O espelho se desintegrou em pó, me dando uma nova visão no horizonte. Era um ambiente completamente destruído e parecido estar dominado por lava onde não havia chão para pisar. Felizmente, era um local bastante amplo também e não continha um teto, o que me possibilitaria voar caso precisasse.

Comecei a andar rapidamente, tinha um sentimento de que não teria muito tempo ali dentro para achar seja lá o que fosse que Nyx sabia que havia nessa dimensão. A única coisa que eu sabia era que precisava levar de volta para a deusa. Ela não havia me dito, mas sentia que aquilo seria essencial para a minha recuperação.

O calor era intenso, obviamente. O local, bem iluminado por conta da lava, algo que criaria sombras muito facilmente. O céu escuro, porém, o ar estava carregado de partículas que pareciam se auto iluminar. Era algo como vagalumes misturando-se com a brasa liberta pela lava. Se não fosse tenebrosa a minha situação, seria um lugar de se admirar.

Meus olhos não alcançavam nada de relevante, portanto continuei a apenas andar e andar, o que demorou alguns minutos. Sem muita paciência, tentei chutar uma pedra que estava na minha frente. Sentia um ardor forte no local da ferida – “Aargh” – provavelmente era a Nyx me cauterizando. Meu cenho franziu com a ideia de que eu não conseguia tocar as coisas daquele local.

▬ Como eu vou levar para Nyx o que ela precisa se não sou tangível nesse ambiente? – perguntei curioso na esperança de que Belphegor respondesse, e respondeu.

▬ Tenha fé. – disse e um silêncio breve foi feito. ▬ Logo encontrará o caminho.

Bufei. Muito irônico um demônio estar falando aquilo.

▬ E porque você não me mostra?

▬ Já disse, Guitti. Tem de ser merecido.

Revirei os olhos impaciente e comecei a dar passos ainda mais pesados naquele terreno. Aquilo continuou durante mais alguns minutos até que eu subi em um terreno mais elevado. Pus um pé acima de uma pedra maior a fim de me apoiar a mesma e como consequência desta ação, a pedra se moveu para a frente, caindo dentro da lava.

▬ Quê?! – perguntei desentendido e pasmo ▬ Como eu consegui tocar nessa pedra e na anterior não?

▬ Quanto mais tempo você passa neste plano mais parte você faz dele, Guitti. – falou rapidamente, o que me fez ficar atento. ▬ E agora... eles também sabem que você já é “tocável”.

Depois dele ter dito aquilo, entrei em posição de combate com meu único braço. Eu não tinha espada, poderia criar uma, mas antes gostaria de ver que tipo de criatura enfrentaria naquela dimensão ou plano, como você preferir chamar. Um pouco distante, pude ouvir um rugido de alguma fera. Droga... Eu estava encrencado mais uma vez.

Desci daquele local mais alto, pisando novamente no chão reto que possuía lava em alguns buracos espalhados pelo terreno e olhei adiante. Daquele líquido quente começaram a sair diversos braços e pernas. Eram criaturas humanoides. Estaria eu no purgatório ou numa espécie de limbo? Isso eu não sabia dizer, mas também não queria perguntar.

▬ Ao menos agora não sou um “semi-semideus”. – comentei me recordando da última batalha, a qual eu me senti inútil.

No local do meu braço – cujo ainda estava sobre efeito de um ardor doído – manipulei a minha própria sombra para criar um temporário. Até que tive uma excelente ideia. Ao invés de ser um braço completo, transformei aquele antebraço em uma lâmina sombria de dois gumes. Perfeita para a situação.

▬ Talvez não seja tão ruim assim.

Após isso, liberei também as minhas asas demoníacas completamente azuis e em seguida os tentáculos que saiam das minhas costelas. Todos os seis, prontos para esmagar aqueles vermes asquerosos. Eu estava puto, muito puto e aqueles eram os monstros perfeitos para eu descontar toda a minha raiva.

Quando saíram da lava já começaram a correr em minha direção de maneira destrambelhada. Os braços iam para trás de vez em quando, seus corpos contorciam e deuses, não paravam de gritar. Seus corpos eram esqueléticos e seus maxilares ficavam quase sempre abertos. Seus olhos vazios e escorrendo lava.

▬ Credo.


Fechei os olhos durante quatro segundos me concentrando, ganhando um tipo de “foco” através de uma habilidade aprendida por mim há tempos. Somente então estralei o pescoço e sai correndo na direção deles também. Apesar de minhas asas estarem abertas, voar não seria o uso que eu daria para elas naquele momento.

Elas bateram duas vezes, liberando algumas penas e então dei um grito de guerra enquanto disparos de espinhos eram feitos pela mesma derrubando meus primeiros inimigos. Eu iria empilhar corpos naquela dimensão, essa era a única certeza que eu tinha naquele dia.

Quando cheguei próximo o suficiente, apoiei todo o peso do meu corpo no meu pé direito e num movimento rápido girei em meu próprio eixo atingindo em cheio o inimigo mais próximo que logo se desintegrou em pó. O segundo já estava perto demais também, mas logo resolvi o problema ao lança-lo pra cima com um de meus tentáculos. Rapidamente bati asas para ficar numa altura equivalente e então o cortei ao meio, causando uma outra explosão dourada.

▬ Tsc.

Um amontoado de criaturas se formou logo abaixo de mim, mas eu me encontrava planando para o azar delas. Comecei a disparar mais e mais espinhos nos monstros que iam ficando empilhados naquele único ponto sofrendo com a dor que sentiam, mas não mortos de fato. Aquilo possibilitou que eles fossem ganhando altura e mais altura até que tive que bater asas para um pouco longe e finalmente aterrissar.

▬ Não teria graça dessa forma.

Aquela batalha estava sendo revigorante. Havia um tempo que eu não dava o máximo de mim, portanto, apesar da minha situação no plano físico, estava mandando muito bem nesta dimensão. Assim que havia tocado o chão os monstrengos começaram a correr novamente em minha direção. Completamente sem inteligência alguma, eles não teriam chances contra mim.

O chão começou a tremer e ao meu redor o terreno começou a desfazer-se. Pedras começaram a levitar, deixando então que a lava se espalhasse ainda mais pelo local. O motivo daquilo? Eu não sabia. Provavelmente o ambiente estava sentindo a presença de um intruso. Algo que não impediria os feiosos que corriam em minha direção é claro, afinal da lava eles vieram, para a lava poderiam retornar tranquilamente. Já eu, não podia afirmar o mesmo, portanto, tinha que ficar atento.

Quando próximos novamente, puxei um deles para perto de mim utilizando um dos tentáculos e assim que estava ao alcance, cortei sua cabeça com a lâmina sombria. O sorriso sádico estava presente em meu rosto. Aquele com certeza era um dos melhores momentos da minha vida. Afinal, eram poucos aqueles que eu cometia um massacre como este.

O chão em que eu pisava começou a levitar e então fui retirado do alcance dos monstros. Aproveitei a oportunidade para atirar um pouco mais de espinhos e então me joguei para a plataforma onde eles estavam. Antes que tocasse o chão mais uma vez, criei bolas de fogo em ambas as mãos e comecei a utilizar minhas asas para espalhar aquele fogo sobre os humanoides, fazendo com que a carne de vossas peles queimasse de podridão e acabasse com todos eles.

▬ Uh, nojento... – comentei.

▬ Você fala demais, sabia? – indagou.

▬ Vá se foder, estou me divertindo aqui. – falei enquanto dava dedo para todos os lados, sem saber onde exatamente o demônio se encontrava.

Por agora, o território havia se aquietado. Entretanto, era notável que minha presença ali não era mais segredo para nenhum ser ali presente. Voltei a andar, tendo de pular de plataforma em plataforma de vez em quando até que aquilo se demonstrou que iria demorar um bom tempo. Bufei mais uma vez e revirei os olhos ao pensar na possibilidade.

▬ Quer saber? Foda-se.

Comecei a bater as asas e a levantei voo mais uma vez. Dei uma boa olhada ali de cima e meus olhos quase brilharam quando viram que aquilo havia sim um fim, porém não estava tão perto quanto eu gostaria. Ao menos agora eu tinha uma direção correta a seguir, uma linha de chegada. Se é que seria a linha de chegada.

Assim que pisei o chão, uma daquelas criaturas se ergueu novamente da lava. Revirei os olhos entediado até que para a minha surpresa, algo enorme surgiu do mesmo lugar. Era um quadrupede de uns quatro metros de altura. Antes que o monstrinho pudesse fazer qualquer coisa ele foi pisoteado pela espécime gigante.

▬ Não tenho tempo para isso. – disse e comecei a correr na direção do monstro sem medo, como o de costume.

Antes que estivesse próximo, criei três discos que flutuavam ao redor do meu corpo e levantei voo deixando meu corpo na horizontal. Minhas asas batiam, me dando velocidade e num giro rápido em meu próprio eixo, lancei aqueles discos utilizando as sombras. Dois deles acertaram as patas frontais do monstro, assim como o planejado, fazendo com que ele “ajoelhasse” e ficasse mais baixo para mim. O terceiro disco lhe acertou os olhos – ao menos achava que eram seus olhos aquele monte de buracos em seu rosto – o que facilmente me daria tempo para realizar o ultimato.

Bati um pouco mais as asas para ganhar uma altitude considerável e então deixei meu corpo cair em cima da cabeça daquele monstro horrível. Em meio ao movimento, criava dois sabres feitos de sombra, uma em cada mão – lembrando que a esquerda era também de sombra – e assim que pisoteei o que julgava ser a testa do monstro penetrei os dois sabres com toda minha força em seu crânio.

O monstro urrou de dor e tentou cambalear, dando passos em falso. Não demorei a sair dali, saltando para suas patas traseiras. Foquei no meu equilíbrio, pisando na mínima extensão daquela parte do corpo do inimigo. Por fim, cortei uma das dobradiças enquanto meus três tentáculos agarravam uma parte da outra perna e os outros três a outra parte, partindo-a no meio.

Em seguida, pulei de cima dele, afinal estava finalizado. Seu corpo explodiu na cor dourada antes mesmo que eu tocasse uma plataforma novamente.

▬ Agora eu estou impressionado. – admitiu, o que me fez rir brevemente.

Aparentemente o caminho estava livre agora até a fronteira daquele bioma calorento. Portanto, comecei a andar novamente e em passos rápidos. Minha cabeça estava criando várias perguntas sobre como meu corpo físico estava e, como se estivesse lendo minha mente, Belphegor respondeu.

▬ Não se preocupe, o tempo lá fora passa mais devagar que aqui dentro.

Aquela informação aliviou meu coração. Odiava ficar “ocioso” no plano real. Sentia como se estivesse perdendo tempo ou algo do tipo. Era um incomodo comum para pessoas que costumavam dormir pouco, e definitivamente dormir pouco era uma das coisas que eu mais fazia. Limpei mais um pouco de suor, me desvencilhando daqueles pensamentos e continuei a andar.



Não demorou muito mais até que finalmente aquele chão seco e rochoso se transformasse nos primeiros sinais de vida verde. Grama e floresta já tocavam os meus olhos, o que me fez ficar bastante feliz, devo admitir. Não sei se era um sentimento possível naquela situação, mas sentia que estava cada vez mais perto do fim daquela jornada.

O ambiente ali era muito mais vivo. Haviam algumas árvores ali perto e inclusive um riacho que percorria o terreno. Fui até o mesmo e agachei-me para que pudesse pegar um pouco da água – com minha única mão – e consumisse a mesma. Revigorante, devo admitir. Até que a água começou a... tremer. Que diabos? Olhei para um lado e depois para o outro a procura do responsável por aquilo e meus olhos se estreitaram imediatamente quando o encontrei.

Spoiler:

Me escondi de imediato enquanto observava a criatura passar. Tinha uns três a quatro metros de altura e carregava consigo uma lança que tinha pouco menos que o seu tamanho e no outro braço um escudo. Seu corpo era praticamente coberto de limo e em sua cabeça havia alguns galhos que poderia de certa forma serem considerados como chifres.

▬ Mas que porra é essa? – perguntei baixinho.

No mesmo instante, o verdinho direcionou seu olhar para mim e antes que eu pudesse pensar atirou a sua lança em minha direção. ▬ Que?! – perguntei para mim mesmo enquanto me jogava para o lado desviando do golpe, sem entender direito a grandiosidade daquele reflexo e a audição aguçada do monstro.

Sem delongas, o mesmo veio correndo em minha direção. A lança que havia fincado no chão bem ao meu lado desapareceu e reapareceu em sua mão. Ele era rápido e eu teria de ser também, senão provavelmente morreria. Usei meus tentáculos para me dar apoio e levantei do chão encarando a fera. Materializei novamente um braço onde ao invés de ter um antebraço, tinha em seu lugar uma lâmina de dois gumes.

Num salto alto e rápido, o monstro puxou a arma para trás e quando seu corpo começou a cair, a apontou para frente, ganhando um impulso tremendo em minha direção. Sem demora, me teleportei através das sombras para trás do mesmo e assim que ele atingiu o chão, causou um enorme tremor. Com toda sua agilidade e ao perceber que não havia me atingido dei um passo em falso, o alertando através de sua audição.

Antes que eu percebesse, seu corpo estava virando-se no próprio eixo e se não fosse meu ótimo reflexo também, certamente receberia aquele golpe. Utilizei minha intangibilidade, fazendo com que a lâmina de sua lança passasse através do meu corpo, mas aquilo não foi o suficiente. Rapidamente seu escudo estava batendo com toda a força em meu corpo e me arremessando para longe, fazendo com que me afundasse dentro de uma árvore podre.

▬ Aargh! – gemi baixinho enquanto cuspia uma porção de sangue ao meu lado.

Como podia uma criatura tão poderosa viver naquele local? As sombras da própria árvore regeneravam minha vitalidade pouco a pouco. O monstro girou a lança em torno de sua própria mão e então fincou a sua base ao chão enquanto me encarava de maneira penetrante. O que veio a seguir foi ainda mais impressionante.

▬ Vá embora. – falou o monstro, com uma voz alta e grave.

▬ Infelizmente, eu não posso. – respondi enquanto me erguia, preparando para o ataque.

▬ Vá embora. – repetiu.

▬ Cala a boca. – pedi com uma sobrancelha arqueada.

Claramente a comunicação com aquele monstro não seria uma opção. Antes que ele se movesse novamente, utilizei as sombras ao seu redor e criei uma prisão de maneira rápida e precisa. Ele não se moveu, apenas esperou. Entretanto, aquela era uma oportunidade perfeita para atacá-lo. Provavelmente ele tinha uma carta na manga, mas eu ainda tinha de tentar.

Peguei impulso em uma das raízes e comecei a correr em direção do treco gigante, minhas asas batiam a fim de me dar um pouco mais de velocidade e utilizando dois tentáculos, me lancei ao ar. Minhas asas estavam ainda mais abertas agora, prontas para lançar espinhos nele e eu estava prestes a criar fogo negro em minha mão até que raízes me puxaram pelo pé e começaram a me bater no chão com violência.

Num lado, depois outro, eu estava atordoado e meu tempo de reação estava sendo prejudicado. A dor se fazia presente em meu corpo a cada pancada que eu tomava, até que somente então consegui me teleportar para trás do monstro novamente. Cai no chão mais uma vez, me apoiando com ambos os braços, o de sombra e o real.

Tossi mais um pouco de sangue e então me recompus, ficando de pé novamente de maneira “torta” enquanto observava o monstro que ainda estava preso.

▬ Maldito.

Ele era muito rápido, portanto, tinha de ser rápido também. Me pus em posição de batalha novamente e comecei a correr na direção do monstro mais uma vez. Eu sabia o que ele iria fazer dessa vez. Assim que ouvi raízes nas minhas costas, me teleportei para o ar, onde a sombra de uma árvore pairava.

Lancei alguns espinhos e então ouvi galhos se quebrarem e mais um tronco vindo em minha direção. Teleportei-me novamente e dessa vez, num único impulso, criei uma lâmina sombria grande o suficiente para atingir o monstro em minha mão, fina como um papel e maleável como o vento. Era como se fosse uma corrente, só que ainda mais letal.

Ainda naquele mesmo impulso, desferi o golpe que passou na diagonal atingindo o monstro em cheio. Preso por conta da prisão de sombras, não teve para onde fugir daquele golpe. Seu corpo se fez em dois, e a sua metade superior caiu para o lado revelando algo muito interessante. Protegido pelas raízes , dentro daquela árvore, mais especificamente em suas costas – estava um... garoto?!

Me aproximei lentamente, pulando algumas grossas raízes para que pudesse alcançar a jaula de sombra. Tinha que verificar se ele ainda estava vivo. Provavelmente havia sido atordoado pela força do golpe. Meus olhos se estreitaram e tentei concentrar em minha audição. Ouvia apenas o balançar das folhas e a brisa passar quanto mais próximo eu chegava. Seria impossível saber sua vitalidade daquela forma. Eu tinha de chegar mais perto.

Passos lentos e cautelosos eram dados por mim assim que cheguei ao lado de onde ele estava. Pisei em uma raíz mais alta para ganhar altitude e puxei-o pelo ombro, revelando assim o muco que o prendia às costas daquele corpo gigante. O jovem estava desacordado, mas abraçava um minério completamente diferenciado, algo que eu nunca havia visto antes. Suas extremidades eram geométricas e tinham uma luz esbranquiçada, deixando-o ainda mais atraente.

Peguei-o sem pedir licença e assim que pisei novamente no chão sua mão se ergueu em minha direção, como se suplicasse.

▬ Vá embora! – pediu mais uma vez, mas certamente aquilo não era o que ele de fato queria falar.

▬ Tsc... – sibilei e por fim dei minhas costas. ▬ O que faço agora, Belph?

▬ Sem apelidos carinhosos, por favor. – pigarreou. ▬ Você atingiu seu objetivo, Guitti. Vou lhe tirar de sua transe.

Antes que eu pudesse perguntar mais qualquer coisa, o mundo ao meu redor começou a se desfazer. Apareci novamente ao lado da semideusa que tinha uma nova companhia, provavelmente o Drexler. Com fogo em sua mão, deduzi que havia sido ele o responsável pela cauterização do meu braço, o qual estava tapado no local do corte por algum tipo de metal que eu ainda não tinha identificado ao certo. Ainda era uma “alma” ambulante, mas a deusa ainda conseguia me ver.

Em minha mão ainda carregava o minério que havia roubado daquele ser florestal. Nyx tocou-o, o trazendo para o plano real e então apontou com a mão para o meu corpo que ainda levitava. Sem questionar nada ainda, toquei o meu corpo e logo minha existência foi sugada novamente para dentro dele.



Um grande branco foi o que houve a seguir. Meus olhos se abriam lentamente e podia sentir o ardor no local do corte do meu braço esquerdo. Tentei me mexer, mas ainda não conseguia até que a deusa estalou o dedo e meu corpo foi girando ainda no ar, ganhando uma posição na vertical e finalmente com os pés no chão.

▬ O que aconteceu? – perguntei confuso, sem me recordar de nada.

▬ Vou resumir para você. – Belphegor respondeu, sugando um monte de ar para que somente então começasse a falar. ▬ Você enfrentou um exército de mortos esquecidos no limbo, depois um quadrupede horrível e por ultimo um Guardião e foi aí que você conseguiu esse minério único.

Sua ultima fala, citando o minério, me fez olhar para a Nyx. O que diabos era aquilo? Diferente de qualquer coisa que eu havia visto anteriormente e flutuava na mão da deusa como se fosse... divino.

▬ Espera... Guardião? – perguntei curioso.

▬ Isso mesmo, um Guardião das Hesperides.

▬ O que um Guardião das Hesperides fazia num local como esse? – perguntei, fitando a primordial.

▬ Não sabes, Guitti? – a primordial perguntou retoricamente. ▬ Guardiões das Hespérides são zeladores do equilíbrio natural das forças do planeta Terra, protetores dos sagrados tesouros divinos e patrulheiros dos limites entre os diversos mundos ou dimensões terrenas. São protetores dos sagrados tesouros divinos e patrulheiros dos limites entre os diversos mundos ou dimensões terrenas.

Tudo fazia sentido agora... Só assim um guardião poderia estar numa dimensão como aquela. Pergunto-me se em algum momento acabei encontrando o Endth, afinal, um dia eu mesmo o enviei para aquela mesma dimensão, mas felizmente eu não havia dado esse azar. Tornei a olhar para o minério na mão da deusa e franzi a testa.

▬ E isso seria?

▬ Isso é o Ápeiron! – Drexler respondeu animado.

▬ Lá vem ele com essa explicação toda de novo. – Azazel se fez presente mais uma vez, revirando os olhos.

O velhote deu algumas pigarreadas enquanto se aproximava de mim, como se estivesse prestes a dar uma palestra. Não podia negar, estava extremamente curioso, afinal, aquele parecia ser um minério muito poderoso.

▬ O Ápeiron é a realidade infinita, ilimitada e indeterminada que é a essência de todas as formas do universo, sendo concebida como o elemento primordial a partir do qual todos os seres foram gerados e para o qual retornam após a sua dissolução. – respirou profundamente. ▬ Resumidamente, este minério é uma fonte poderosa, onde você poderá construir algo de maneira extraordinária a partir dele com um forte poder de “regeneração”.

Fez o símbolo das aspas com a mão, enquanto alternava o olhar entre mim e o minério, mas eu sabia o que ele havia tentado transmitir, portanto não perguntei.

▬ É por isso que eu estou aqui. – sorriu e então ergueu a mão para o céu, onde um martelo dourado caiu diretamente na mesma.

▬ Desculpa, essa ultima parte eu não sei se entendi muito bem... – admiti enquanto franzia a testa.

O senhor bufou, enquanto revirava os olhos.

▬ Não é óbvio? Sou prole de Hefesto. E para sua sorte... Fiz meus estudos quanto à nano partículas, o que vai facilitar a reconstrução do seu braço. – disse enquanto andava até Nyx. ▬ Hefesto é muito bonzinho ao disponibilizar o martelo dele assim tão facilmente para seus filhos... Agora, se me permite, Nyx.

▬ Espere! Preciso fazer o ritual demoníaco antes, é claro, visto que magia não funciona em meus demônios... Apenas por precaução.

Sem demora, num estalar de dedos a deusa acendeu velas que estavam presentes ali no ambiente o tempo inteiro, mas que eu não havia notado. Agachou-se para pegar um balde de sangue e tocou o líquido ácido com a ponta dos dedos indicador e médio sem se machucar. Aquele era o meu sangue, provavelmente coletado enquanto meu braço ainda jorrava o mesmo e eu estava em transe.

Aproximou-se da mesa mais próxima e começou a deslizar os dedos sobre aquela textura áspera, desenhando um círculo perfeito. Sobre o círculo ela pôs o Ápeiron e começou a citar suas palavras demoníacas, as quais agora eu entendia perfeitamente.

▬ Com este sangue, o conecto ao seu verdadeiro e único dono.

Enquanto ela citava aquelas palavras, seus dedos passeavam pela mesa como se fosse um pincel, desenhando no círculo em posições cardeais quatro runas que para mim, eram desconhecidas.

▬ O que são essas runas? – perguntei curioso para o Azazel.

▬ São runas semelhantes às Thurisaz, Raidho, Kenaz e Dagaz.

Franzi o cenho, continuando sem entender muito bem até que ele bufou e revirou os olhos, me fitando lateralmente e alternando o olhar para o minério, a fim de não perder o processo ritualístico.

▬ Seu corpo não aceita runas mágicas, logo, Nyx está usando runas demoníacas para que o ritual dê certo. Elxec, ajudará no ritual protegendo o minério de qualquer interferência externa. Iefu é a runa que vai ser responsável pela união com o seu sangue, te dando o controle sobre o minério. Beorc ativará ainda mais o potencial de regeneração do próprio elemento. Nyd será a runa que vai te ajudar a provocar as alterações no metal sem gastar sua energia. – riu brevemente. ▬ Não faria muito sentido você ter um braço novo e ele acabasse esgotando sua energia e acabasse matando você, certo?

De fato, não faria sentido algum. Uma sombra começou a circular o minério, aparentemente o ritual estava dando certo, até que então não havia mais sangue ali em cima, apenas o material em si, assim como o círculo ritualístico havia sumido. O material brilhou durante alguns segundos, o que provavelmente indicava que o ritual havia dado certo.

▬ Sua vez. – disse enquanto dava espaço para o Drexler.

Andou até a mesa mais próxima e se posicionou diante do minério. Todos nós o seguíamos de maneira ansiosa, até mesmo a deusa. De seu bolso, ele pegou um óculos escuro e colocou no rosto. ▬ Preparados?! – perguntou e antes que pudéssemos responder martelou uma, depois a segunda e por fim, a terceira vez.

Um clarão tomou toda a sala, de forma que fez com que todos cobrissem os olhos naquele momento. O que diabos estava acontecendo?! Aos poucos a claridade foi sumindo e finalmente pude abrir os olhos. Sobre a mesa, o minério havia se dividido em partículas, o que me fez ficar confuso por um momento. Entretanto, como o acidente que havia me feito perder o braço ainda era recente, meus nervos ainda o sentiam mover, como se estivessem ali. Logo, as partículas começaram a vibrar na mesa e se direcionarem até meu braço, o reformulando por completo.

▬ Puta merda. – Azazel disse, impressionado.

▬ Eu... Controlo mesmo isso? – perguntei igualmente impressionado.

▬ Sim Guitti, você só precisa pensar que irá se formar. – respondeu a deusa com sua voz suave. ▬ Este é meu presente para você. Não quero que se machuque dessa forma novamente, não poderemos te reparar novamente com a mesma eficiência.

Engoli em seco e comecei a imaginar uma espada nas mãos do meu mais novo braço e assim ela surgiu, aos poucos materializada de uma forma nunca antes vista por mim.

▬ Espero que me traga mais vitórias, Guitti. Garanto que estou muito contente com o número de pessoas que trouxe para o nosso lado. Continue fazendo este bom trabalho que continuará sendo recompensado. Não dessa forma, admito, mas será.

▬ Obrigado, minha deusa. – respondi enquanto reverenciava a presença da primordial.

Eu iria demorar a me acostumar àquele novo braço. O melhor de tudo é que tudo funcionava através de um ritual feito com meu sangue. Com outras palavras, não envolvia tecnologia alguma. Genial, Nyx, eu não esperava nada menos de você. Agora... eu ainda tinha mais um problema... ir para casa e encarar a Elena depois de tudo aquilo. Não sei qual havia sido a parte mais difícil daquele dia.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Poder utilizado pelo Drexler que foi considerado por mim como um filho de Hefesto:
Nome do poder: Martelo de Hefesto
Descrição: Na falta de armamentos, o semideus consegue invocar o martelo de seu pai para o campo, no entanto, esse sumira depois de um curto período de tempo. Por ser uma arma divina – que pertence a um deus – a força da arma e dos golpes executados por ela é superior ao de outros armamentos.
Gasto de Mp: 180 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Dano 50% maior do que de qualquer outra arma.
Dano: 70 HP por golpe executado.
Extra: Permanece em campo por 3 turnos.

Kim Eric Drexler (Oakland (Califórnia), 25 de abril de 1955) é um cientista, engenheiro e nanotecnólogo estado-unidense. Foi aluno do Massachusetts Institute of Technology, onde obteve o título de primeiro PhD em nanotecnologia do mundo em 1991.

Em seus estudos e pesquisas na área de biologia molecular, bioquímica, ciência da computação e de projetos tecnológicos e nanotecnológicos, escreveu seu primeiro artigo cientifico em 1981 sobre a possibilidade de reproduzir mecanicamente a atividade biológica celular, ou engenharia molecular, na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Em 1986 escreve o seu primeiro livro "Engines of Creation" ("Máquinas da Criação", numa tradução livre) onde introduz o termo "nanotecnologia" (derivado de nano, a bilionésima parte do metro) para expressar a nova tecnologia em que máquinas de tamanho nanométrico manipulariam os átomos. Desde então, o significado da palavra passou a ser usado para abranger tipos mais simples de nanotecnologia. Especialista em tecnologias emergentes e suas conseqüências para o futuro, Eric Drexler apresentou a suas teorias ao subcomitê de Ciência, Tecnologia e Espaço do Senado dos Estados Unidos em 1992. No mesmo ano publicou o livro de 550 páginas sobre sistema de produção molecular intitulado "Nanosystems: Molecular Machinery, Manufacturing, and Computation".

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/K._Eric_Drexler

A explicação para isso estar funcionando em nosso universo sem o uso de tecnologia é justamente o ritual demoníaco. Tecnicamente, seria necessário o uso de um neurotransmissor ou de um chip implantado no usuário para que as partículas tivessem funcionamento. Entretanto, removendo o uso da tecnologia e fazendo uso do ritual, tornou possível que Guitti controlasse o material dessa forma, ligando-o ao seu sangue.

Guardiões das Hesperides: Guardiões das Hespérides são zeladores do equilíbrio natural das forças do planeta Terra, protetores dos sagrados tesouros divinos e patrulheiros dos limites entre os diversos mundos ou dimensões terrenas. Escolhidos pelas deusas do entardecer para ajudar em suas funções, acabam sendo iniciados nos sagrados conhecimentos do druidismo e devido a árduos treinamentos e grande vivencia em meio á natureza, praticamente se tornam parte de cada ser vivo existente, tendo que colher alguns frutos podres antes que contaminem toda uma árvore. Peritos em sobreviver perante as mais inusitadas situações, são capazes de darem suas vidas em troca de cumprirem ás tarefas incumbidas pelo Arch-guardião, líder de tal grupo e servo leal de suas patronas.

Fonte: http://www.bloodolympus.org/t2353-manual-do-iniciante-e-guia-do-universo#51869

A descrição do grupo já explica o motivo do Guardião estar naquela dimensão/limbo/purgatório, assim como se encontra presente na narração, mas achei que fosse importante citar aqui novamente.

Lembrando que, pode parecer um braço overpowered, mas não é. É apenas o antigo arsenal, só que vai estar implementado ao meu corpo. E é claro, eu vou adicionar limitações, como poderão ver na descrição do item em si.

Obrigado pela atenção e espero que tenham gostado!
PODERES PASSIVOS DE HADES:
Nível 1
Nome do poder: Respiração subterrânea
Descrição: Respirar em locais de baixa pressão e em locais subterrâneos e fechados é o mesmo que respirar ao ar livre para os filhos de Hades/Plutão, eles não são afetados por locais assim, e chegam a se sentir tão bem quanto ao ar livre, se não melhor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não é afetado por locais fechados, cavernas, ou locais com pressão baixa.
Dano: Nenhum

Nível 13
Nome do poder: Imunidade sísmica
Descrição: Em tal nível o semideus desenvolve uma maior resistência a abalos sísmicos e qualquer tipo de terremoto, não sendo tão afetado por eles.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 17
Nome do poder: Pericia Infernal
Descrição: Filhos de Hades/Plutão são mais fortes contra criaturas do inferno, e quando em batalha com criaturas que pertençam ao reino de seu pai (como cães infernais, escorpiões das profundezas, esqueletos e zumbis), e ficam ainda mais poderosos quando lutam com elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: ganham um bônus de força de +20% em seus poderes ativos.
Dano: Nenhum

Nível 42
Nome do poder: Pericia com Espadas III
Descrição: Você andou treinando. Sua perícia agora é perfeita, além de atacar, se defender, e desarmar os oponentes, também consegue acertar pontos mais críticos, conhecendo sua arma, também se tornou um mestre na arte de maneja-la.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 45% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 60
Nome do poder: Cura Sombria Final
Descrição: O semideus conquistou o processo de cura de forma magnifica, e já sabe como usa-la para recuperar uma boa parte de sua energia. Ao entender como as sombras também pode usa-la como sua aliada. Agora o processo de cura está completo, e os filhos de Hades/Plutão conseguem usar as sombras para curar uma grande parte de sua energia, e restaurar parte dos machucados.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera 100 HP e 100 MP
Dano: Nenhum
PODERES ATIVOS DE HADES:
Nível 5
Nome do poder: Viagem das sombras I
Descrição: Assim como seu pai e boa parte das criaturas do inferno, o semideus terá a capacidade de viajar por entre as sombras, podendo usa-las para acessar qualquer parte do mundo, mas cuidado. Em tal nível o semideus consegue apenas viajar sozinho, com a próprias armas e roupas. Quanto o filho de Hades/Plutão passa muito tempo viajando entre sombras, começa a desaparecer.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Nível 21
Nome do poder: Umbracinese III
Descrição: Você dominou completamente sua técnica com sombras, e agora pode manipula-las e usa-las da forma como bem entender, incluindo criar uma prisão sombria, da qual seu oponente dificilmente escapara. Consegue mantê-la por até três rodadas.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A prisão sombria prende o usuário por completo, fazendo com que ele seja incapacitado de se mover pelos turnos em que a prisão estiver ativa. O Filho de Hades/Plutão consegue mantê-la por no máximo 3 turnos. Pode usar as sombras para mover coisas, e prender coisas.
Dano: 30 HP (pela prisão incapacitar os membros e aperta-los, causando certa dormência). Esse HP é retirado conforme os turnos que ficar ativo, se ficar pelos 3 o valor total da perda de HP é de 90.
Extra: Nenhum

Nível 32
Nome do poder: Intangibilidade III
Descrição: Seu poder ficou mais forte, e conforme você desenvolveu sua intangibilidade agora consegue deixar até metade do corpo intangível, fazendo as coisas passarem através dele com uma precisão incrível.
Gasto de Mp: 30 MP por turno ativo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 70
Nome do poder: Fogo Maldito
Descrição: Também conhecido como fogo negro, é a chama utilizada por Hades/Plutão para queimar, torturar, ou iluminar o reino dos mortos, usadas de muitas maneiras por este. O semideus, sendo filho do senhor de inferno possui a capacidade de dominar uma pequena parcela dessa chama, podendo usa-la para causar queimaduras em seu oponente. Lembrando que esse tipo de fogo não queima de maneira normal, ao tomar o corpo de alguém consome a região atingida até essa virar carne podre que dificilmente se regenera, permanece em estado morto. Nesse nível o semideus consegue criar no máximo duas bolas de chamas, uma pra cada mão, em pequenas quantidades.
Gasto de Mp: - 70 de MP por turno utilizado.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: - 150 de HP.
PODERES PASSIVOS DOS DEMÔNIOS:
Nível 1
Nome do poder: Língua Demoníaca
Descrição: Naturalmente, por ter se tornado uma criatura pertencente à noite e passando a possuir a alma trincada a Deusa da Noite, o semideus passa a detectar quaisquer idiomas utilizados por criaturas em estado de possessão e afins.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: O poder irá apenas funcionar caso o indivíduo esteja possuído.
Dano: Nenhum.

Nível 10
Nome do poder: Atributos melhorados II
Descrição: Os demônios da noite conforme evoluem, conseguem desenvolver um pouco mais seus movimentos de esquiva, velocidade e salto, ganhando uma vantagem extra de campo ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia ganham + 15% de velocidade, esquiva, e salto, durante a noite essa porcentagem dobra, vira +30%.
Dano: Nenhum

Nível 20
Nome do poder: Força II
Descrição: O seu personagem ficou ainda mais forte, conforme a evolução de seus dons e poderes. Seus treinamentos lhe trouxeram resultados imprescindíveis, e agora sua força se tornou ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia os demônios conquistam +20% de força, durante a noite essa força dobra para +40%.
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Escuridão Curadora III
Descrição: Os demônios tendem a ficar mais forte durante a noite, ou quando estão em locais escuros, fechados. A escuridão é vista como uma aliada, portanto, quando estiver em local escuro, ou coberto por sombras, ou ainda, durante a noite, poderá usar a escuridão ao seu redor para se curar. É algo instantâneo, suas feridas simplesmente começam a se fechar, e sua energia parece ser restaurada aos poucos. Agora feridas fundas já viram pequenas cicatrizes, e uma grande parte de sua energia é restaurada. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 rodadas, as feridas se fecham no turno em que você usar o poder).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +50 MP e 50 HP
Dano: Nenhum
PODERES ATIVOS DOS DEMÔNIOS:
Nível 7
Nome do poder: Discos Escuros
Descrição: O semideus consegue concentrar parte de sua energia escura e sombria, e criar três discos de luz com textura semelhante a de uma borracha, esses discos podem ser lançados contra seu oponente, e causam um impacto doloroso, deixando a região levemente sensível.
Gasto de Mp: 10 MP por disco
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP por disco ∴ Considerar 90 de HP por conta do meu nível atual.
Extra: Nenhum

Nível 13
Nome do poder: Asas de Morcego
Descrição: Conforme o pacto com Nyx/Nox fica mais forte, o semideus faz crescer asas de morcego em suas costas, que ficam ocultas sobre um par de cicatrizes em forma de V, e se abrem ao comando dele. Essas asas podem alcançar grandes altitudes, e tem pontas de esporas, que permitem ao semideus lançar rajadas de espinhos – semelhantes a garras afiadas – em direção ao inimigo.
Gasto de Mp: 10 MP por turno ativo pelas asas, o lançamento dos espinhos é de 5 MP cada espinho lançado, podendo lançar no máximo 20 espinhos.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP cada espinho (100 HP total dos 20 espinhos)
Extra: Nenhum

Nível 18
Nome do poder: Tentáculos Protetores
Descrição: Alguns demônios menores possuem tentáculos com aparência viscosa, que soltam um muco nojento das pontas. Esses tentáculos surgem das costelas do seguidor de Nyx/Nox (seis ao todo), agarram o inimigo e o atiram para longe, o impedindo de atacar o corpo principal do demônio da deusa, deixando no local atingido – onde os tentáculos tocaram – uma sensação de entorpecimento, e causando medo no oponente, pois, o liquido ativa a parte do cérebro que reage ao medo, deixando a pessoa um tanto horrorizada.
Gasto de Mp: 50 MP por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 HP ∴ Considerar 90 de HP por conta do meu nível atual.
Extra: Nenhum
HABILIDADES ADQUIRIDAS:
Agilitas: O semideus que porta de tal habilidade desenvolve um tipo de furtividade para livrar-se de amarraduras ou emboscadas que dificultarão sua passagem para onde queira ir, podendo desfazer nós impossíveis de serem desfeitos a mão em um tempo mínimo de quinze segundos. Seus sentidos se aguçam e tudo ao seu redor se torna mais nítido, quando este se concentra, basta apenas fechar os olhos e tudo irá se aprimorá em quatro segundos. Válido por 1 turno em on.

Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Nome: Perícia Corporal I
Descrição: Treinar o corpo e a mente para tornar-se um melhor guerreiro é quase que uma obrigação de cada meio-sangue, caso ele deseje sobreviver nesse mundo louco. Assim sendo, depois de uma aula de perícias, o corpo do semideus foi condicionado e treinado para melhorar a agilidade, a esquiva e o reflexo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em agilidade, esquiva e reflexo.
Dano: Nenhum

Nome: Noção Básica de Tai Chi Chuan
Descrição: Tai Chi Chuan é uma arte marcial milenar espelhada no elemento água. O semideus é capaz de se tornar fluído como o rio, que serpenteia por entre as pedras sem nunca ser parado. O usuário desta técnica recebe um bônus de 30% de esquiva e 25% de Força de Vontade contra Medo ou Ilusão. Uma vez a cada dois turnos ele é capaz de golpear um membro do adversário, no músculo correto, e inutilizá-lo por 1 turno inteiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 30% em Esquiva; + 25% em Força de Vontade contra Ilusão e Medo;
Dano: Dano de golpes em Tai Chi recebem 15HP, podendo ser somado com Noção Básica de Pugilismo, aumentando 25HP por soco.
ITEM DESEJADO:
Who Needs Arms [braço esquerdo do líder dos demônios de Nyx acoplado à uma base de carbonite. É feito de um tesouro dos deuses chamado Ápeiron, o que foi considerado durante muito tempo por um filosofo grego a realidade infinita, ilimitada e indeterminada que é a essência de todas as formas do universo, sendo concebida como o elemento primordial a partir do qual todos os seres foram gerados e para o qual retornam após a sua dissolução. | Efeito 1: este braço funciona apenas com o Guitti, podendo este controlá-lo a sua vontade, o possibilitando criar desde armas pequenas e projéteis até armas grandes como montantes e utilizá-lo para pequenas funcionalidades, mas nada mais que isso; Efeito 2: pelo Ápeiron ser o elemento primordial que gerou todos os outros, tem um grande poder sobre eles, podendo repelir APENAS os disparos desta mesma natureza; Efeito 3: a fim de não se perder, sempre que necessário, o semideus poderá gerar mais daquele material provindo dele mesmo como um meio de “criação para regeneração” | Ápeiron e Carbonite | Sem espaço para gemas | Alfa Prime | Status: 100% sem danos | Lendário | Dano base: 60, podendo causar 20 de sangramento por turno | Evento de CCFY]

P.S.: Lembrando que caso o semideus resolva criar uma montante, por exemplo, seu braço esquerdo ainda estará lá, afinal, além da massa externa do braço, ainda contém a interna e o efeito de criação. Mas como citado no próprio item, não será possível criar coisas absurdas como tanques de guerra e coisas do tipo.

Vídeo explicativo, ponham em 01:30 e atenham-se ao fato de que não será nessa grande escala, obviamente.





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Re: [CCFY] Who Needs Arms?

Mensagem por Zeus em Qua Jan 10, 2018 8:56 pm


Guitti


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos
6.000 XP + 6.000 Dracmas

Ortografia/Gramática: 30%
Desenvolvimento da História: 40% XP
Ações realizadas: 40%

Avaliação
Ortografia/Gramática: 18%
Desenvolvimento da História: 35% XP
Ações realizadas, coerência e outros critérios: 30%

RECOMPENSAS: 4.980 xp e dracmas.

Comentário:

Guitti, seu trabalho pesquisando coisas para criar esse enredo é notável, você se dedicou e não tenho como questionar isso, contudo, alguns erros pesaram bastante em seu enredo. O primeiro deles é a interpretação de Nyx, que ficou um tanto quanto mal interpretada, a deusa tendo trabalho para colocar um braço no lugar, quando até feiticeiras podem fabricar uma poção complexa para fazer crescer um membro? Complicado hein... Fora que nisso, ela ainda precisou de ajuda de outros dois demônios maiores para realizar um ritual. Não estou – de forma alguma – julgando o método escolhido, apenas a forma com que ele foi abordado. Não tenho o que dizer a respeito das lutas e dos desafios, foram coerentes e ficaram bem feitos – na parte em que você realizou sozinho – contudo, até seus demônios ficaram “fofos” demais. Nyx é uma deusa primordial, acha mesmo que ela não poderia fazer crescer um braço novo? Ela pode! Ela pediria algo em troca sim, afinal é uma deusa e como todos os outros eles não dão nada de graça, mas a forma que você utilizou desta na missão tornou-a uma deusa pacifica e em partes até mesmo boba, gentil demais. A parte final quando o braço é construído também ficou mal explicada, a parte ritualística nem tanto, mas a do martelo sim, é um poder de Hefesto e está okay, mas como o braço tomou forma? O que ele fez? Como ele fez? O material não se moldaria sozinho ali do nada certo? O braço do pedido foi ajustado devido a qualidade da missão, misturada a coerência e o desenvolvimento desta. Segue o modelo novo, espero que goste.

BRAÇO DO MOÇO
Who Needs Arms [ Braço esquerdo do líder dos demônios de Nyx acoplado a uma base de carbonite. É feito de um tesouro dos deuses chamado Ápeiron, que foi considerado durante muito tempo por um filosofo grego a realidade infinita, ilimitada e indeterminada, a essência de todas as formas do universo, sendo concebida como o elemento primordial a partir do qual todos os seres foram gerados e para o qual retornam após a sua dissolução. | Efeito 1: Este braço funciona apenas com Guitti, que pode controlá-lo tão bem quanto seu braço esquerdo original. O braço pode ter o formato modificado para se transformar em itens funcionais diversos a partir do Áperion, desde que não ultrapasse a massa de 5% da massa do semideus, caso contrário, não conseguirá sustentar o peso do braço. A transformação do braço em armas requer 30 MP por turno que o braço permanecer transmutado em tal arma. Tal transformação também é limitada a armas de um único tipo por missão/evento, massa máxima de 5% da massa total corpórea, sem efeito algum. | Efeito 2: Com o objetivo de não se perder, sempre que necessário, o semideus poderá gerar mais daquele material provindo dele mesmo como um meio de “criação para regeneração”, com o custo de 50 MP. A regeneração só pode ocorrer a cada três turnos | Ápeiron e Carbonite | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100%, sem danos | Épico | Dano base: 40 | CCFY ]



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