The Blood of Olympus
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O Arauto do Sol e Mar

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O Arauto do Sol e Mar

Mensagem por Dido Wainwright em Sex Jan 05, 2018 11:05 am






CAPÍTULO I
This Side of Paradise
Imagino que você já tenha ouvido inúmeras canções e contos a respeito do mar e a Lua. Juntos eles formam uma das mais famosas duplas de toda a Terra, admirados em todas as culturas através da história do planeta. Mas e se eu te disser que às vezes, só às vezes, o mar se apaixona pelo Sol? Sendo mais específico, pelo amanhecer. Bem, parece um ato de traição gravíssimo, daqueles que não se pode perdoar porque destrói um bem público e aclamado, certo? Concordo. Todavia, foi desse amor proibido e que não estava escrito nas estrelas que eu nasci. Tenho quase certeza também de que você já viu algum dos meus irmãos por ai e se perguntou: afinal, o que há com essa família? Acho que sendo o primogênito, ninguém melhor do que eu para explicar de uma vez por todas quem é Elizabeth Dähl Bouwknech, a matriarca.

Nossa família é natural de Oslo, na Noruega, porém, minha progenitora nasceu no território norte-americano explicando assim como ela era filha de Aurora. Somente quando alcançou seus dezessete anos que enfim retornou à sua terra natal, em busca de paz e sossego. Óbvio que isso não aconteceu, pois longe do território dos deuses as coisas eram piores e até mais perigosas. Essa escolha estúpida de fugir dos problemas indo atrás de mais problemas, mesmo que inconscientemente, já denunciava suas tendências à irresponsabilidade. Seja como for, a bela filha do amanhecer, com todo seu genuíno altruísmo, acabou chamando a atenção do mar que passou a lhe visitar todas as manhãs na costa.

Foi em uma dessas visitas que Beth, como gostava de ser chamada, acabou engravidando de seu primeiro filho: eu, no caso. Mesmo sabendo como as relações entre deuses e suas amantes funcionavam, a semideusa não aceitou muito bem o abandono forçado que recebeu. Mas era o óbvio, afinal, por melhor e mais atencioso que Poseidon pudesse ser, ele ainda era casado com outra e, pelas regras do olimpo, não lhe era permitido se dedicar a um de seus casos. Dessa forma, a Dähl Bouwknech mudou da água para o vinho. Ainda que muito novo, as lembranças daquela época nunca foram apagadas de minhas lembranças.

Parando para pensar, não faço ideia de como eu lembro disso, pois sendo um bebê essas memórias deveriam estar perdidas em meu subconsciente. Vai ver é coisa de semideus, já que até nossos sonhos são proféticos. Tendo explicação ou não, foi naquela mudança de humor que atestei anos mais tarde que todo ser humano pode ser corrompido. Veja, é pregado nos quatro cantos do mundo que as pessoas verdadeiramente boas não podem ser desvirtuadas. E sabe, eu realmente acho que estão errados. Todos têm seu preço e minha mãe não era exceção. Na verdade, nunca caí nesse conto de fadas que ela dizia ser nossa vida e por isso fui julgado como cruel.

Fui forçado a sair de casa porque ela decidiu que seria melhor se vivêssemos no acampamento meio-sangue. Não entendi, a princípio, o motivo de ser o local dos gregos se ela era romana. Talvez porque ela nunca me contou quem era meu pai, ainda que no fundo eu soubesse. Tanto é que passei pelo processo de ficar como não-reclamado por dias, mesmo com Quíron insistindo que a semideusa contasse logo de quem eu era filho. Aquela altura eu ainda tinha uns cinco anos, portanto tudo era muito novo e interessante aos meus olhos, inclusive o tridente que brilhou sobre minha cabeça durante um passeio. Poseidon estava irritado por Elizabeth me manter como um qualquer por tanto tempo e se vingou me reclamando sem que ela esperasse.

Depois disto fui forçado a me mudar para o chalé três, ficando sob os cuidados de minha mãe nas horas em que ela podia me visitar. Meses se seguiram assim, até que Beth, em uma ronda que fazia para ajudar nas tarefas do acampamento, ouviu um choro de um bebê nos fundos da Casa Grande. Era Isaac, meu primeiro irmão e também o primeiro da dupla adotada. Nunca fui com a cara dele, contudo, ajudei no que podia considerando que eu também era uma criança. Entre as aulas mirins e ficar de babá, eu preferia muito mais nadar na praia para evitar o estresse. Uma criança estressada... que piada.

Mais piada ainda foi ela ter pego Leah para criar também, após quase interceptar uma carta que chegara na casa Casa Grande. No bilhete havia a informação de que uma tinha sido abandonada na floresta para ser morta. Claro que a progenitora da família tratou de adotar a pequenina também, passando assim a ser mãe de três. O que era irônico, pois ela não agia como mãe de nenhum - exceto pelas obrigações. Para piorar, dois anos após isto ela decidiu que era melhor voltar para a Noruega. Recordo bem desse dia, pois foi quando fiquei escondido na água durante toda a sua duração para fugir daquela viagem. Era como se eu soubesse que algo de ruim estava para acontecer. E não deu outra.

De volta à Oslo, dessa vez carregando três crianças, Elizabeth acabou se envolvendo com mais dois deuses gregos. Não faço ideia de que confusão foi essa e, se tratando de Caim e Eiva, nem me importo. Na verdade, nunca me importou. Meus quatro irmãos eram apáticos e de personalidades diferentes e divergentes. Era como se minha mãe estivesse em uma missão de vida para criar cinco monstros da melhor maneira possível. Claro que ela falhou. Falhou feio, por sinal. Claro que eu poderia continuar contando mais fatos da minha família, entretanto, é minha história e não a deles. Então quem se importa com os outros, certo?

Quando fiz dezesseis anos senti uma necessidade absurda de fugir dali. Eu sentia a América me chamando - talvez fosse minha avó, quem sabe. A verdade é que acabei arrastando Leah e Isaac comigo, os únicos que aceitaram meu plano de fuga enquanto que o restante permaneceu na Europa. Eu sabia que sozinho não faria aquela viagem sozinho, logo, ter os dois ao meu lado me permitiria algumas coisas. Como por exemplo a filha de Hécate que com seus feitiços nos arrumou dinheiro para o navio. Navio, pois eu tinha noção suficiente para saber que entrar em um avião sendo filho de quem era seria o mesmo que assinar minha morte.

Passei meu tempo a bordo matutando sobre o que fazer e, quando nos aproximamos da costa, fugi de novo. Era insano assumir que no meio da fuga acabei fugindo, porém, foi o que aconteceu. Sem que meus irmãos soubessem, pulei no mar e nadei até a terra firme. Confesso que já sentia meus braços doerem de tanto batê-los. Era uma dor absurda que, ao contrário do que deveria ter acontecido, apenas me motivou a continuar. Como o apedrejamento do tal messias dos cristãos, faltava então apenas meu momento de glória. Mal eu sabia que esse momento estava longe de chegar.

Acabei parando em Charleston na Carolina do Sul. Sem dinheiro e somente com as roupas do corpo, tentei achar algum lugar onde pudesse ficar por alguns dias, mas foi em vão. Meu inglês era péssimo por eu ter me mudado bem novo, portanto, até mesmo para me comunicar foi um sofrimento. Lembro de sentir minha pele encostar nos ossos de tão faminto que estava conforme caminhava por uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Foi ai que um monstro me atacou. Um monstro não, o monstro. De primeira, achei que um leão tinha fugido do zoológico, porém, quando prestei mais atenção ao seu tamanho, reparei que aquilo não podia ser um animal comum.

Muitas pessoas passavam por ali, portanto, era improvável eu ser o alvo, ainda assim, eu era. Quando o bicho começou a pular por cima dos carros e vir em minha direção, meu coração parou. Não tinha ideia do que era aquela coisa, muito menos do que fazer - pois lembrava de poucas coisas dos treinos no acampamento. Minha reação natural foi correr. Por um instante considerei disparar de volta até a praia, mas não se tratava de algum arruaceiro que eu poderia afogar. Era um leão imenso e irado. Todos assistiram a cena sem fazer nada a não ser gritar e isso me revolta até hoje. Segui por cima da calçada com tudo, quase esbarrando em pedestres várias vezes. Em determinado momento, virei em um beco e achei que estava seguro. Até que me virei e vi que não estava nada seguro.

— Socorro — gritei, no desespero do momento.

Para piorar, acabei dando de cara com um beco sem saída e quando percebi isso, ficou claro que eu ia morrer. Fechei meus olhos, sentindo os primeiros raios solares da manhã me esquentarem e esperei. Nada se passou por minha cabeça naquele instante, era uma paz interior que eu sentia como sempre acontecia ao amanhecer - provavelmente coisa da minha avó romana. Quase dava a entender que eu não me importava de morrer, o que não era uma verdade. Eu me importava e muito. Não era justo, depois de tudo que vivi, terminar morto por um animal estranho em uma cena digna de um episódio de Black Mirror. Então abri os olhos, irado, e encarei a fera. Ela vinha de maneira lenta, mostrando as presas como se estivesse adorando o momento. Mais uma vez eu estava sozinho frente a frente com uma batalha que não podia vencer.

Só que eu não estava tão sozinho assim.

Os ventos se agitaram e dos céus dois rapazes desceram. Eu assisti muita televisão em casa para saber que aquilo mais parecia um filme do que algo real. Embora assustado com a quantidade de acontecimentos surreais em um curto período de tempo, me animei. Ver aquela cena serviu como injetar adrenalina em meu organismo. Eu precisava lutar. Eu queria lutar. Quando os rapazes sacaram suas espadas e avançaram contra a criatura, assisti da extremidade oposta do beco até ter minha chance. No momento em que um deles foi atingido pelas patas dianteiras da besta e derrubou a arma, minha chance apareceu.

A lâmina foi arrastada pelo chão e parou em meus pés. Peguei ela e estranhei o pessoa princípio, contudo, o grito de incentivo do lutador que ainda estava de pé me fez reagir. Avancei com tudo contra o monstro e desferi um ataque na horizontal, meio torto e sem muita firmeza. O metal dourado simplesmente rebateu na juba dura do leão e eu cai para trás. Tentei me afastar, todo sem jeito, mas o bicho conseguiu arranhar minha perna esquerda.

— O que está fazendo? Sai dai! — o meio-sangue que havia sido atingido primeiro gritou ao longe, enquanto se levantava.

Era óbvio que eu precisava me afastar, mas desde quando eu seguia o óbvio? O monstro avançou contra mim, porém, a dupla de heróis lançou uma potente descarga elétrica no inimigo em comum e o parou. Meus olhos captaram o brilho da eletricidade reluzindo nos pelos do animal. Aquilo foi lindo, mágico e ao mesmo tempo muito ameaçador. Foi praticamente meu primeiro contato de fato com as belezas do mundo semidivino e provavelmente nunca vou me esquecer daquele momento. Momento este que passou devagar, quase como se meu cérebro tivesse parado de funcionar corretamente. Ouvi os gritos dos outros dois, só que não me recordo o que exatamente eles gritaram. Sei que, mesmo caído, ergui a espada quando a coisa pulou em mim e, com a maior sorte do mundo, cravei a ponta da lâmina em sua boca.

O golpe se conectou de maneira estranha e fez o leão recuar urrando. O urro me fez acordar novamente e tudo voltou a fluir como deveria. Os semideuses avançaram e, abusando de seus poderes especiais, enfim deram cabo do oponente. Nisso, deixei meu tronco cair para trás de maneira a respirar com calma. O ferimento em minha perna tinha sido mais sério do que eu havia imaginado, sangrando e ardendo de maneira exclamante com o fim do calor do combate.

— Me ajudem — clamei pelo suporte, deixando escapar um pouco da minha indignação para com a falta de socorro imediato da dupla.

— É um semideus também — um dos rapazes comentou.

— E dos três grandes. Nunca vi um leão de nemeia por essas bandas — o outro complementou.

A dupla meio-sangue me arrastou, quase literalmente, até uma base de operações deles. Eu sabia que havia semideuses que viviam foram dos acampamentos por vários motivos, todavia, nunca tinha esbarrado em algum do tipo. Portanto quando vi que existia quase que uma mini sociedade inteira de filhos dos deuses vivendo escondida naquela metrópole, me abismei. Sei que isso parece muito algo típico de Nêmesis, mas nunca vou me esquecer os olhares tortos que recebi ao chegar ali. Vai ver sentiram na hora que minha chegada simbolizava tempos de mudanças. Se foi esse mesmo o caso, não podiam estar mais certos.

Passei uma semana preso naquele local por conta do ferimento na perna. O esconderijo ficava em um galpão abandonado nos limites nortes da cidade. Cerca de sessenta semideuses se amontoavam no contêiner imenso e de vários andares. Somente magia mesmo para fazer todo mundo viver ali em paz e com espaço suficiente. Não sei como descrever exatamente o local, então sugiro que tente imaginar alguma daquelas bases científicas no espaço que várias séries da Netflix e filmes hollywoodianos criam. Imaginou? Agora tira a parte dos aparelhos ultra-tecnológicos e coloca coisas simples e atuais, mistura isso com o branco que é a cor predominante em tudo e pronto, você está visualizando o Buraco 9.

Existia ao todo dez Buracos espalhados por todo o país e todos eles eram compostos por renegados, um grupo de semideuses que se recusava a viver nos camps. As dez unidades eram independentes e não respondiam às outras, ainda que vez ou outra seus líderes se reunissem para decidir certas coisas. Regras de convivência diferentes permitia o renegado se mudasse para a base que mais lhe agradasse, entretanto, infringir uma delas lhe proibiria de morar em qualquer uma. Eu soube na hora que precisava alcançar o status de nível máximo dentro daquele sistema, era meu destino.

Eu era o messias dos renegados, estava certo disto.

O líder do Buraco 9 era um filho de Júpiter que pintava e bordava com os outros. Inclusive, quando eu disse de quem era filho, só faltou ele me por à força para fora do local. Anthony era seu nome, como fazia questão de informar. Filhos dos três grandes que não do rei do Olimpo não eram bem-vindos ali e, não fosse meu legado de Aurora, eu teria sido expulso. O sangue romano conquistou alguns pontos de carisma e influência ali dentro. É engraçado falar isto pois de fato viver em uma colônia de renegados nada mais é que um RPG.

Joshua, no caso eu, nada mais era que o protagonista enquanto que todo o restante os npcs. Meu trabalho era simples: conquistar a confiança dos outros e subir o mais rápido possível no conceito deles, ou então Anthony arrumaria um pretexto para me despejar. Ao passo em que cumpria com as tarefas que me eram atribuídas, as quais em sua maioria não passavam de missões em busca de suplementos no centro de Charleston, também me mantive informado a respeito de tudo que acontecia por ali. Foi em uma dessas missões, por sinal, que fiz meu primeiro aliado.

Havia um rapazito chamado Ícaro, filho de Melinoe, que sempre me acompanhava na busca de coisas para sobrevivermos. Nunca fui muito com a cara remelenta dele, entretanto, eu logo vi seu potencial. Toda manhã eu lhe convidava para ir à praia ele, mesmo que relutante, aceitava. Era o cenário perfeito para mim: sol do amanhecer, praia e alguém para eu me aproveitar. O pobre Ícaro nem percebia as perguntas indiscretas sobre o que acontecia no terceiro andar - o andar exclusivo do líder do Buraco e seus ajudantes. Devido sua mãe, o mais novo podia transitar por toda a base sem ser notado e isso lhe garantia o cargo como meu espião.

Cheguei a arriscar minha liberdade pelo gasparzinho, como eu gostava de pensar, em uma missão. Claro que eu forjei o atraso no mercado, possibilitando que as autoridades chegassem a tempo para nos pegar. Me entreguei aos tiras e deixei que ele fugisse, o que me garantiu mais coisas do que eu podia imaginar. Pois ele não só foi eternamente grato a mim, como também espalhou por todo o contêiner 9 que eu era um herói - melhorando ainda mais quando retornei são e salvo para o lugar (consegui subornar os pigs e sair numa boa).

Minha popularidade crescia conforme eu apresentava planos e metas melhores para a busca de suplementos e itens. Não cheguei a comentar, mas as coisas na Noruega não eram das melhores, de forma que eu e meus irmãos aprendemos desde pequenos a sobreviver. Só que enquanto os quatro patetas se contentavam com qualquer coisa, somente o bom e melhor me satisfazia. Foi assim que aprendi o valor da moeda de troca. Lembra quando comentei que todos têm seu preço? Isso é uma regra que vale não importando a cidade onde se mora. Então tudo que precisei foi de tempo, alguns meses sendo mais preciso, para arrumar os meus contatos. Inclusive, foi com um filho de Hefesto que consegui meu primeiro item especial: os anéis especiais que funcionavam como pistolas e que, sem eu saber, seriam meus únicos companheiros por um bom tempo.

Anthony ficou descontente com minha influência sobre os outros renegados e tentou me expulsar do Buraco, porém, uma das regras do 9 era justamente não poder expulsar ninguém sem voto popular. Quase uma democracia - pois filhos dos três grandes normalmente eram postos para fora sem ter direito à uma votação. O líder sabia que se fosse à juri, ele sairia envergonhado por não ser capaz de me expurgar e portanto tentou agir sorrateiramente para sacanear. Para o azar dele, eu tinha o único filho da deusa dos fantasmas ao meu lado, como planejei desde o início, e foi com a ajuda de Ícaro que descobri o ponto fraco de meu inimigo.

— Chocolate importado, é? — a informação parecia ainda mais deliciosa que o próprio chocolate.

Foi o gasparzinho que me confidenciou que o cabeça do Buraco 9 usava seus irmãos para contrabandear comida da melhor qualidade para ele. Sendo que era uma das regras mais importantes de convivência: não guardar nada para você pois tudo é racionado. Apesar disso, eu precisava provar de alguma forma que ele era culpado, uma vez que seria minha palavra contra a dele e eu não tinha acesso à seu escritório. A menos, claro, que eu conseguisse a chave. E isso foi fácil... quer dizer, não tão fácil assim. Vamos por partes.

Um dos guarda-costas dele era um dos dois filhos de Zeus que me salvaram no beco assim que cheguei na América. Acontece que ele, com o nome de Pedro, não era dos mais leais (o orgulho das proles dos trovões sempre impediu que elas aceitassem ordens de outros, principalmente vindas de um irmão). Então bastou eu oferecer algo que ele queria muito para lhe convencer a me dar a chave do escritório de Anthony. Eu jurei de pé junto que era apenas uma surpresa e o burro acreditou.

Tendo acertado o acordo, faltava apenas conseguir o que Pedro queria e foi ai que a confusão começou. O homem tinha uma obsessão tremenda por bonecas de porcelanas daquelas que parecem de filmes de terror. Existia um exemplar da Annabelle que ele não tinha e era minha missão roubar a boneca da loja e entregar como moeda de troca pela chave. Era meu dever ir sozinho e confesso que não me importei, afinal, era uma atividade secreta realizada ao nascer do sol - para poder aproveitar das vantagens que eu tinha com o a luz solar.

Parti antes de todos os outros acordarem, ainda sentindo o orvalho matinal na atmosfera do dia. A loja em questão ficava em um estacionamento velho que na verdade era um parque de diversões abandonado no litoral, ou seja, próximo ao mar. Era o local perfeito para minha ascendência brilhar, não fosse o inimigo que apareceu em meu caminho. Primeiro achei que eu estava na cena da luta final do filme O Lar das Crianças Peculiares, devido ao cenário pós apocalítico circense. E, claro, a cereja do bolo: um bicho que provavelmente não era catalogado pelos semideuses. Ele tinha cerca de dois metros e meio de altura e era tão gelado que o ar ao seu redor denunciava isso. Para piorar, como se estivesse me esperando, virou-se na minha direção no instante em que pisei naquele maldito parque.

— Easy there, boy — meu sotaque forçadamente sulista me fez parecer um caipira em uma fazenda.

Claro que o monstro não deu bola para o que eu disse e me atacou. Vai ver era meu cheiro que se intensificava próximo ao litoral, pois não havia outra explicação para aquela coisa estar ali. Seja como for, usei a água do mar que cercava a baía onde o parque ficava e criei um escudo com ela, me defendendo a tempo do soco da coisa. Mesmo com o amortecedor de impactos do item elemental, ainda fui arremessado longe e bati de costas em uma barraquinha de pipoca. O vidro do negócio quebrou com o impacto e perfurei o braço direito, me fazendo morder o interior da bochecha por conta da dor. Notei na hora que meu inimigo continuava a avançar e então usei um dos poderes de Aurora para cegá-lo, não obstante, de nada adiantou pro ele não ter órbitas oculares.

"Ele não enxerga", foi a primeira coisa que reparei, o que também me levou a concluir que pela aparência, só podia haver um sentido que o guiasse: a audição. A expressão sentir o cheiro dos semideuses nem sempre era seguida à risca pois, como pode perceber, nem todos têm nariz. Uma curiosidade nada relevante para o momento, devo admitir. Mas é que isso me deixou frustrado naquele momento, porque o que era para ser uma tarefa simples, acabou se tornando um pequeno pesadelo.

Tentar não fazer barulho era impossível por conta dos livros que espalhei ao quebrar o carrinho. Além disso, era óbvio que eu sozinho não daria conta daquele bicho, portanto, tudo que fiz foi pular no mar. A luz do amanhecer e a água ajudaram a curar do meu ferimento, além do mergulho ter possibilitado eu me esconder. Meu alvo era uma lojinha de suvenires próxima à roda gigante, a qual alcancei nadando ao redor da extensão do estacionamento. Faltava apenas voltar à terra firme e isso eu não queria muito já que o próprio diabo encarnado me aguardava.

Eu estava de pé sobre as águas quando resolvi agir. Só tinha uma chance de derrotar aquela coisa e para isso eu teria de me arriscar. Saltei de volta para o chão de concreto, fazendo um pequeno barulho ao pousar no concreto. A criatura avançou contra mim correndo toda desengonçada para me socar e, prevendo isto, apenas rolei para o lado e desviei. Me recompondo, rapidamente ativei meus dois anéis mágicos, que me permitem atirar jatos d'água com os dedos indicadores, e atirei contra meu alvo.

Os tiros eram pequenos e precisos, atingindo em locais estratégicos para terminar de atrapalhas as fundações do monstrengo. Ainda assim, ele conseguiu me socar uma outra vez, porém, fui esperto e agarrei com todas as forças sua mão na hora. Sofri mais uma vez o dano do impacto, mas fui capaz de me manter de pé e no mesmo lugar, possibilitando mais dois tiros à tira roupa nas pernas finas de meu adversário. Os ferimentos de bala foram muitos por isso conseguiram derrubá-lo. Era uma opção apenas deixá-lo caído ali, entretanto, saltei por cima dos braços que tentaram me dar uma rasteira e finalizei com dois tiros na cabeça.

Suspirei cansado pelo combate ao sentir os raios solares baterem contra meu rosto. As horas passavam e não demoraria até as pessoas começarem a passar ali por perto. A maldita boneca estava de fato na tal loja e não entendi exatamente o porquê de alguém querer um troço daqueles. Corri de volta ao esconderijo levando comigo o item da missão quase suicida que me levaria ao topo do mundo. Pelo menos do meu mundo.

— Tá aqui, agora a chave — comentei ao entregar a boneca para o filho de Zeus. O desgraçado conferiu até a bunda do brinquedo para ter certeza de que era o certo.

De fato no escritório de Anthony havia muita coisa não listada no inventário do estoque do Buraco 9. Não ousei tocar em nada, a prova do crime estava bem à minha frente e bastava mostrá-la para as pessoas certas. Em questão de horas o filho de Zeus foi desmascarado e sofreu um impeachment. De quebra dedurei os dois irmãos e guarda-costas dele - inclusive o da boneca - pois mesmo este último poderia vir a me trair por uma proposta melhor no futuro. Afinal, não bastava conquistar o trono se eu não seria capaz de mantê-lo.

Por semanas o povo do contêiner ficou decidindo quem assumiria. Não cabia a mim me lançar como candidato, já que eu precisava manter minha postura de inocente e interessado apenas no bem-alheio. Foi Ícaro, meu fiel gasparzinho, que começou a levantar a hipótese de eu assumir a liderança. Mais uma vezes meu onze meses de casa atrapalharam meus planos, considerando o fato do pessoal preferir membros mais velhos no grupo como cabeças deste. Não fiz alarde, apenas concordei que talvez alguém mais experiente fosse melhor.

Escolheram então Carlos, um latino filho de Hefesto para assumir o cargo. Todavia, quando este não retornou de uma missão na cidade e foi dado como morto, eles não tiveram outra escolha. Sei o que está pensando mas não, eu não matei ele. Acidentes acontecem e nem sempre eles são intencionais. De qualquer forma, na ausência de um candidato melhor, assumi o Buraco 9. Meu reinado começou de maneira tranquila e lenta, implementando minhas ideias de alternância de turnos e acréscimos de atividades. Não adiantava todo mundo viver em paz se em um combate mais sério seriam trucidados.

Um ano após assumir o cargo de líder do esconderijo, as coisas haviam melhorado bastante. Primeiro, o número de residentes do contêiner diminuiu consideravelmente. Quanto menos gente, mais coisas teríamos para repartir e os laços apertavam mais. Claro que muitos não gostaram das expulsões, contudo, acabar com os lesados e preguiçosos era o melhor a se fazer. Segundo, os treinos obrigatórios para todos que faziam parte de nossa cúpula deram um boost considerável em nosso poder bélico, mais ainda após inaugurarmos nossa própria forja com a expansão do Buraco.

Era um reinado perfeito.

Até que ele chegou.

Era primeiro de abril quando retornei de uma reunião com os líderes dos outros grupos de renegados. Um amontoado de semideuses me aguardava na frente de casa. Nenhum deles ousou dirigir-me a palavra, com exceção de um homem que se adiantou para se apresentar. Ele parecia ter quase um metro e noventa de altura, com um corpo robusto e bastante definido. Seus olhos eram azuis como os de Anthony e sua postura denunciava de quem era filho. Resumindo, ele era mais um problema.

— Abramov Levitz, líder do chalé de Zeus e enviado do Olimpo — o campista estendeu a mão para me cumprimentar.

— Joshua Bouwknech, líder do Buraco 9 — cumprimentei o rapaz, disfarçando meu incômodo pela situação com um sorriso brilhante.

O campista grego estava ali não para apresentar títulos, mas sim para convencer nós renegados a nos juntar a eles. A tal guerra entre os olimpianos e Nyx estava cada dia mais séria e a iminência de um estouro que rebateria em todos os semideuses era real. No fundo eu concordava com tudo que ele dizia, pois meu instinto de sobrevivência gritava que o melhor a fazer era me aliar a um exército maior. Mas eu tinha feito coisas que ninguém teria coragem de fazer, lutado pelo meu posto e resistido às desavenças para manter aquele lugar funcionando. Recusei, a princípio, a proposta de partir junto dele e todos pareceram concordar que estávamos a salvo ali.

Nossa sociedade nem tão secreta manteve-se bem até o início dos sumiços. Pelo menos uma vez por semana um meio-sangue que saía para realizar alguma tarefa não retornava. Primeiro associaram os desaparecimentos ao caso do Carlos, o filho de Hefesto dado como morto, descartando a hipótese assim que começaram a achar os corpos. Coisas definitivamente não humanas estavam matando os semideuses que ousavam andar sozinhos fora da base e isto complicou todo meu discurso. Suposições a respeito daquilo ser trabalho dos demônios de Nyx fizeram com que pouco a pouco meus protegidos debandassem para os acampamentos de seus pais divinos.

Me tornei um rei sem súditos.

Somente doze renegados compuseram meu grupo na última semana de existência do Buraco 9. Dentre eles, gasparzinho era o único que eu conseguia confiar um pouco, ainda que eu tivesse minhas suspeitas a seu respeito. Esse pequeno time me questionava diariamente o motivo de ainda estarmos ali e não junto dos outros. Mantive minha postura de compassivo o máximo que deu, até que tive de ceder às súplicas para não comprometer a imagem que tinham de mim. Assim, peguei o que podia para a viagem e me coloquei na estrada junto de meus aliados rumo ao Acampamento Meio-sangue. Eu estava voltando para o meu primeiro lar, no fim das contas.

Atravessar metade da costa do país foi consideravelmente fácil, mesmo levando uma semana inteira com as trocas de carona e caminhadas. Mais parecíamos um grupo de hippies dos anos oitenta sem um furgão. Exigi que permanecêssemos próximos ao litoral o tempo inteiro, pois o mar era meu porto seguro. Todas as manhãs eu fazia preces à minha vó pedindo por ajuda no restante da jornada que estava por vir. Sabia que quanto mais perto de Long Island, mais monstros estariam à espreita e todos os meus guerreiros já tinham partido.

Minhas suspeitas se confirmaram quando sofremos o primeiro ataque na Filadélfia, já chegando em Nova York. Por estarmos mais afastados do mar, não fui capaz de ajudar muito, principalmente por estar de noite quando não tenho a influência positiva de Aurora. Perdemos três companheiros na emboscada das harpias. Foi um desastre que não gosto de me lembrar e que literalmente me marcou para sempre. Ganhei uma cicatriz no ombro esquerdo feito pelas garras de uma das bestas-aladas.

— Estamos quase lá — recordo ter dito para o restante do grupo quando nos aproximamos da rodovia que levava à colina meio-sangue.

Foi nesse lugar que uma mini horda de demônios nos atacou. Eles estavam em sete e nós em doze, ainda assim, sofremos para sobreviver. Sem muita técnica para batalhas em equipe, acabamos nos separando e cada um foi para um lado. Ícaro me seguiu e juntos corremos até as fronteiras do acampamento, sendo que fomos pegos desprevenidos por um demônio que surgiu voando por cima. Quando menos percebi, a batalha mais importante de minha vida havia começado. O bicho deu um rasante e me pegou pelos ombros, levantando-me junto dele para me jogar de uma altura considerável. Instintivamente atirei em um dos braços que me erguia, fazendo-o me soltar antes de ser tarde demais.

— Inferno — praguejei ao cair de cerca de dez metros de altura. Senti uma pontada forte de dor na panturrilha direita e tive a certeza de que havia me machucado.

Com o canto dos olhos reparei no meu aliado correndo para cima do oponente. Com uma espada comum de bronze celestial, o semideus tentou desferir ataques na transversal contra a criatura voadora, todos em vão. A besta noturno era muito mais rápida e habilidosa, não abrindo brechas para ser atingida. Na verdade, cada ataque inútil do garoto apenas resultava em um corte feito como contra-ataque por parte do demônio. Era só questão de tempo até ele morrer e, como consequência, eu morrer também.

Exasperado, levantei-me mesmo com a dor em uma parte da perna direita e voltei a atirar contra meu adversário. Meus anéis especiais haviam sido forjados especialmente para mim e tinha um motivo. Nunca gostei de armas chamativas, então para mim eles eram ideias. Além de ter um valor simbólico como as duas alianças que fiz no Buraco 9. Eram mais do que simples acessórios ou armas, eram um símbolo da minha perseverança e esforço e eu definitivamente não aceitaria morrer ali. Antecipando outro rasante dele, me joguei para o lado e emendei um rolamento para me reposicionar. Cada movimento que eu fazia era uma pontada de agonia por conta do ferimento, mas era sofrer e sobreviver ou ficar de frescura e padecer.

Percebi que aquela coisa não ia simplesmente sair da minha cola, dessa forma, ativei meu escudo e o usei para me defender dos ataques com as garras. As batidas do monstro contra a superfície de ferro estígio faziam um som perturbador. Assustado, fiz toda a força para empurrar ele de cima de mim ainda usando o item e isso acabou ativando o efeito de gelo sem querer. Uma fina camada do mesmo elemento surgiu nas garras dele e pude notar a surpresa em sua face demoníaca. "Minha chance", pensei. Meus anéis se transmutaram para dar vida a um tridente e, com a maestria natural de uma prole de Poseidon, girei o gargo com uma das mãos e o usei para espetar a fera.

O furo triplo que consegui acabou fazendo o monstro recuar e comprando tempo para eu pensar em algo. Ícaro estava encostado em um tronco de árvore, recuperando-se dos cortes quando gritou para que eu corresse também. De fato não tinha porque eu continuar indo atrás dele, bastava fugir e ir para as fronteiras do acampamento.

— Me segue! — gritei para meu aliado, baixando minha guarda para fazer força com a perna machucada.

Tentar correr apenas fez com que o demônio voltasse como um abutre em cima de carne podre. Ele sabia que estávamos feridos e pretendia tirar proveito disto. Em um terceiro rasante rápido, tentou me furar com as garras pelas costas e, para seu azar, o impensável aconteceu. Gasparzinho se jogou na frente para tomar o golpe e me salvar, provando de uma vez por todos que ele era sim leal a mim. Meu único amigo...

A revolta que se formou em meu coração me fez urrar por conta do infortúnio. Virei-me com o tridente em mãos e tentei atacar, porém, com o garoto na frente era difícil. O demônio, ardiloso e cruel como só, se tocou disso e continuou a usar o filho de Melinoe como escudo humano para me acuar até um tronco de árvore. Era óbvio que assim que eu tropeçasse ou batesse contra a madeira seria meu fim. Era eu ou ele e, a julgar pela ferida, não havia como se salvar mesmo. Assim, cego pelo medo e lutando por minha sobrevivência fiz outra estocada com minha arma e perfurei meu inimigo com tudo.

Só que para isso tive de atravessar o tronco do meu amigo também.

O sangue do semideus misturado com o pó dourado não foi nada agradável ao meus olhos. Pior, ele ainda estava respirando e com os olhos clamava por ajuda. Talvez, só talvez, houvesse uma remota chance de eu o arrastar até o acampamento com vida e pedir por ajuda. Todavia, considerando o meu ferimento só seria mais atraso. "Ainda tem mais deles por aqui", lembrei que outros demônios estavam por perto. Não podia perder tempo com um peso extra. Em um ato misericordioso, dei um tiro no coração do meu amigo e o matei de uma vez. Era melhor aquilo do que deixá-lo com vida para que algum outro monstro o pegasse.

Sem olhar para trás e com a perna machucada, adentrei o acampamento onde havia nascido mais uma vez, só que sozinho. Trazia comigo feridas de um passado que para sempre marcariam minha vida. Mas estava disposto a mostrar apenas o que me fosse conveniente, sendo capaz do que fosse preciso para conquistar o que eu julgasse meu por direito...

Até passar por cima de meus irmãos.

Item de herança pedido:
☛ Pistolas de água [ Dois anéis de bronze celestial que se encaixam perfeitamente nos indicadores de Joshua. Sem decoração alguma, passam despercebidos facilmente. | Efeito 1: sempre retornam ao seu dono magicamente | Efeito 2: permitem que Josh atire com as pontas dos dedos tiros feitos de água - um tiro por cada dedo de cada vez, ou seja dois por turno. O dano dos tiros é localizado e funciona como dano do material dos anéis, no caso bronze celestial, podendo ser aumentado com passivas e poderes que melhorem ataques físicos. | Efeito 3: os anéis podem, juntos, se transformar em um tridente de tamanho normal  | Bronze celestial | Dois espaços para gemas | Beta | Status 100%, sem danos | Épico | A Song of Sun and Sea]

Habilidades Passivas - Filho de Poseidon:
Nome do poder: Cura I
Descrição: O semideus possui a habilidade de se curar ao tocar na água. Independente da onde a água provenha, seja ela doce ou salgado. Ao tocar a água, suas feridas começam a se fechar lentamente, mas nesse nível, apenas as feridas mais leves são curadas, e parte da força do semideus é restabelecida. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 de HP e 25 de MP
Dano: Nenhum

Habilidades Ativas - Filho de Poseidon:
Nome do poder: Andar sobre as águas.
Descrição: O semideus começa a adquirir a habilidade de andar sobre as águas como se estivesse andando pelo chão. Dependendo do nível de concentração na qual o semideus se encontra seu desempenho se torna ainda melhor.
Gasto de Mp: -5 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum

Nome do poder: Escudo I
Descrição: Ao encontra-se de um local próximo (até 5 metros) o semideus poderá chamar a água, para que um escudo seja criado em torno do local desejado, entretanto o mesmo não ganhará forma de cúpula e o protegerá apenas contra golpes físicos e/ou esferas de energia. Sendo que a água irá funcionar como um amortecedor entre o semideus e a espada do inimigo, por exemplo.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Habilidades Passivas - Legado de Aurora:
Nome do poder: Orvalho e Luz Solar I
Descrição: A deusa do amanhecer carrega consigo uma jarra de orvalho, que ela dispensa pela manhã. O orvalho nada mais é que a umidade que se estabelece durante a noite – sereno –. Por isso, ao ter contato com uma tênue e suave luz solar ou com o orvalho matinal, os filhos de tal deusa recuperam vitalidade e energia.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +10 de HP e +10 de MP.
Dano: Nenhum

Armas Utilizadas:
Escudo de Ferro Estígio [É um escudo escuro, retangular. É relativamente grosso, e possui correntes em suas extremidades rumando até seu centro, onde está em relevo a forma de uma espada, sendo segurada por duas mãos. No centro do escudo, detalhes em vermelho, meramente visuais. Transforma-se em um colar de uma cruz preta, semelhante à o que seu pai usava. | Efeito 1: a arma é revestida por uma fina e dura camada de gelo, provocando 20% a mais de dano e tendo a chance de provocar lentidão no movimento; Efeito 2: Transforma-se em um colar | Ferro Estígio | Beta | Espaço para duas gemas | Status 100%, sem danos | Épico | Recebido no evento Quando o Passado Revive]
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Re: O Arauto do Sol e Mar

Mensagem por Zeus em Sex Jan 05, 2018 12:35 pm


Joshua


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos
3.000 XP + 3.000 Dracmas

Ortografia/Gramática: 30%
Desenvolvimento da História: 40% XP
Ações realizadas: 40%

Avaliação
Ortografia/Gramática: 20%
Desenvolvimento da História: 35% XP
Ações realizadas: 35%

RECOMPENSAS: 2.700 XP e Dracmas

☛ Pistolas de água [ Dois anéis de bronze celestial que se encaixam perfeitamente nos indicadores de Joshua. Sem decoração alguma, passam despercebidos facilmente. | Efeito 1: sempre retornam ao seu dono magicamente | Efeito 2: permitem que Josh atire com as pontas dos dedos tiros feitos de água - um tiro por cada dedo de cada vez, ou seja dois por turno. O dano dos tiros é localizado e funciona como dano do material dos anéis, no caso bronze celestial, podendo ser aumentado com passivas e poderes que melhorem ataques físicos. | Efeito 3: os anéis podem, juntos, se transformar em um tridente de tamanho normal  | Bronze celestial | Um espaço para gema | Beta | Status 100%, sem danos | Mágica | A Song of Sun and Sea]

Comentário:

Joshua, não tenho muito o que falar com respeito a sua escrita, é inegável para mim que essa é maravilhosa, sem erros graves de português, texto fluido e agradável e construção boa a respeito dos acontecimentos. O que me pesou mais na sua avaliação foram duas características em especifico. Eu percebi que é a historia do seu personagem, baseada possivelmente em uma trama pessoal, o que para mim é extremamente importante. Contudo, as batalhas aqui descritas – contei quatro ao todo (Harpias, Dêmonios, leão e a criatura esquisita que não soube identificar) foram para mim totalmente subjetivas. Três delas vieram em forma de citação longa e sem qualquer detalhe, a última – da criatura esquisita – foi totalmente desprovida de detalhes de batalha, tornando-a como dito, totalmente subjetiva. No geral, eu senti falta de alguns detalhes também, porque como a historia é mais um conto de fatos, isso acabou deixando algumas pontas bastante soltas, o que levei em consideração como algo que será explorado futuramente.

Mas, devido a isso, também alterei sua arma um pouco, vou dá-la a ti, mas não será épica e sim mágica com espaço para apenas uma gema. Ficha aceita.



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