The Blood of Olympus
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{Noah}

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{Noah}

Mensagem por Aprilla Deapryth em Qui Dez 28, 2017 9:06 am





A REMOTA VITÓRIA


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Aprilla Deapryth
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Re: {Noah}

Mensagem por Aprilla Deapryth em Sex Dez 29, 2017 7:03 am



noah.
Ao invadir o Pequeno Tibre, a proa do barco amadeirado e delegado por Victoria guinou abruptamente para cima. Sua velocidade cresceu de forma gradativa durante o movimento ascendente, alcançando a superfície em questão de segundos num ímpeto respingar de águas. A emersão consequente o abalou, fazendo-o trepidar.

Quando estabilizada, a embarcação retomou seu rumo, sendo levada pela correnteza sutil. A água existente em seu interior deslizava com lentidão de volta para o rio, como se ali existisse uma força de repulsão.

A proteção mágica do Acampamento Júpiter, surgida a partir do rio, gerou alguns espasmos no corpo do jovem de cabelos castanhos e pele alva que jazia imóvel sob a meia-nau. Em contrapartida, o balanço do barco não o afetou, mantendo-o isento de mais ferimentos. Ferimentos esses que, em virtude do longo contato tido com a água, estavam melhores do que antes.

O pequeno barco atracou na margem do rio, bem próximo dos portões do acampamento e do Túnel Caldecott. Àquela distância, dois apaixonados campistas que caminhavam de mãos dadas o viram e, mais curiosos do que temerosos, ousaram se aproximar. Mas, de imediato, recuaram perante a vibrante e ignota aura existente.

— Cuidado, Mason. Por favor! — a garota disse, parada alguns metros atrás do rapaz que cautelosamente avançava em direção ao barco, buscando por mais alguma coisa ao esticar o pescoço. Suas experiências anteriores resultaram numa constante preocupação, e por isso, temendo o pior, ele mantinha uma faca de ouro em sua mão mais hábil.

O garoto no interior da embarcação continuava dormente, absorto do que acontecia ao seu redor. O corte mediano em seu peito e os hematomas espalhados pelo seu corpo ainda recebiam ligeiras e pouco eficazes visitas dos resquícios de água ali presentes, numa tentativa quase falha de recuperação.

— Caralho, Court. — com espanto, Mason se pronunciou, encarando o corpo ferido e inerte com uma coroa de louros enfeitando sua cabeça. Ele relaxou os ombros e devolveu a arma ao suporte atado à sua cintura, dominado por um misto de sentimentos: alívio, curiosidade, receio e pena. A ausência de mais palavras fez com que a campista também se aproximasse.

— O que… — sua voz desapareceu quando seus olhos captaram o mesmo que os de Mason. Eles se entreolharam, confusos, e voltaram a analisar o jovem desacordado. — Será que — ela engoliu em seco, claramente preocupada em concluir sua frase. Mas, ainda assim, o fez. — morreu?

Mason não respondeu a pergunta, preferindo ratificar ao invés de presumir. Antes, semicerrou os olhos ao direcioná-los à estatueta reluzente da deusa exposta como um símbolo-guia, fazendo com que o nó em sua mente apertasse um pouco. Ao agarrar-se à proa, a fim de puxar o barco para fixá-lo à margem, Courtney se pôs, com urgência, a ajudá-lo.

Em silêncio, o rapaz transpôs-se para dentro do barco, trocando um último olhar com a namorada. A madeira rangia, efetivando uma ideia de péssima qualidade, à medida que ele abeirava o adolescente abatido. Quando próximo, agachou e inclinou o tronco para frente, virando a cabeça para deixar uma de suas orelhas bem próxima do nariz e da boca entreaberta do tal desconhecido, conferindo sua respiração.

Volvendo a atenção à garota a poucos metros de si, Mason revelou-se com um semblante perturbado. Tenso, ele se levantou, apoiando as mãos nos joelhos para fazê-lo, e concluiu o que deveria ser feito. — Ele está vivo, Court! Chame a Becka ou a Sun ou o primeiro semideus que aparecer na sua frente!

Assentindo positivamente, a garota rodopiou os calcanhares e se atirou numa corrida em busca de ajuda, ao passo em que Mason voltou para terra firme, andando impaciente com as mãos na cintura. Seu coração batia com vigor enquanto o do garoto dentro do barco era calmo como as águas do Pacífico.

Diversos minutos se passaram até que Courtney retornou, tendo uma dupla de rapazes fortes em seu encalço. Para Mason, o tempo decorrido havia sido horas. Ele se juntou aos recém chegados e apontou para o barco. Os dois semideuses, intitulados como centuriões da II e IV Coortes, correram para certificarem-se da veracidade do fato contado.

— Ele simplesmente apareceu aqui? — um dos dois quis confirmar a informação que fora dada, observando a exótica cena. Mason e Courtney concordaram com a cabeça, compartilhando sua preocupação através de um abraço. Os centuriões trocaram um rápido olhar e nada mais disseram antes de invadirem o barco.

—  Nos ajude aqui, Mason. — o outro requisitou, sendo atendido perfeitamente rápido. Juntos, os três semideuses levantaram o garoto, sendo que um segurava suas canelas, outro as axilas e o último dava apoio segurando-o pelas costas.

Courtney disparou à frente do trio, abrindo espaço em meio aos legionários. Os bisbilhoteiros de plantão trataram de atravessar os portões do acampamento ao assistirem o acontecimento, não encontrando nada mais do que a figura da deusa da vitória adornando um rústico barco de madeira, ao mesmo tempo que o caminho até a enfermaria ficava cada vez menor.

Quando irromperam pela porta de entrada, os presentes voltaram-se para o grupo. Sem nada a dizer, uma garota livrou a maca mais próxima das gases, linhas e agulhas que a ocupavam, liberando-a para o garoto que era carregado por Mason e os centuriões. Assim que o deitaram, suspiraram por conta do esforço necessário para chegar ali.

— Não, nós não sabemos o que aconteceu com ele. Foram Courtney e Mason que o encontraram dentro de um barquinho próximo dos portões. — o mais mandão explicou à moça, reprimindo-a com seu olhar severo e penetrante.

— Você sabe onde nos encontrar, Felicity. Se for preciso, mande um desses dois atrás de nós. — o outro, que conhecia Mason e Courtney, era bem mais gentil. Independente disso, ambos os centuriões tiveram de se retirar, deixando a enfermaria às pressas.

— Ele vai sobreviver? — Courtney indagou à enfermeira destinada ao jovem que, por em momento algum ter o corpo coberto por roupas - exceto pelo mundaréu de algas que envolviam-lhe a cintura e parte das pernas, dos braços e do pescoço -, tinha o processo de cura miseravelmente acelerado.

— Só em breve saberemos, amor. Deixe-a trabalhar. — Mason se manifestou, puxando a garota para um enlace consolador.

— É, é melhor… — ela respondeu com desapontamento nítido em sua voz, mas sabia, lá no fundo, que assim era melhor. Então, oferecendo mais privacidade e calma à curandeira, a semideusa caminhou para fora da enfermaria, levando o namorado consigo. — Estaremos ali fora.

O adolescente desacordado, agora, estava aos cuidados de dois devotos de Asclépio. Enquanto um despejava de pouco em pouco o néctar dos deuses na boca do enfermo, a outra usufruía de suas habilidades para reduzir os incontáveis hematomas e arranhões espalhados pelo corpo sofrido diante de si.

— Edric. — Felicity chamou seu colega, erguendo a mão canhota para mostrar o pequeno búzio. — Estava na mão dele. O que será que é isso? — sabendo que a resposta demoraria para vir, deixou a pequena concha ao lado da coroa de louros na bancada, devolvendo sua atenção ao garoto. O rapaz de nome Edric havia totalmente relevado a descoberta da colega, não se dando o trabalho de refletir sobre ela.

O procedimento de cura foi ágil e assertivamente finalizado em mais alguns minutos. O semideus permaneceu desacordado, imerso numa escuridão nunca encontrada antes. Felicity levou a boa notícia a Courtney e Mason, mas vetou sua visita por motivos que para eles não precisavam ser expostos.

Até mesmo dentro da enfermaria o misterioso jovem estava isolado. Biombos circundavam sua maca e somente Felicity o via quando era hora de fazê-lo ingerir mais um pouco de néctar ou, em momentos esporádicos, quando checava seus batimentos cardíacos.

Sua aparição no Acampamento Júpiter causou certa agitação dentre os legionários. A não ser o único detalhe no barco - a representação de Victoria - nada mais sabiam a respeito dele, o que gerava diversas dúvidas e suposições que nem chegavam perto da esfíngica realidade.

[...]

Os olhos do garoto esbugalharam no impulso repentino em que ele acordou, soerguendo o tronco no susto. Sua alta e ofegante respiração foi amenizada aos poucos, mas sua mente agiu completamente ao contrário diante do cenário no qual ele se encontrava.

Uma sensação de familiaridade brotou no seu peito ao avistar o búzio e a coroa na bancada ao lado da maca. Ele não tinha certeza de que eram seus e, caso fossem, o que exatamente eram. Mas ter algo que parecia conhecer o envolveu num manto momentâneo de calmaria.

Ugh… — gemeu depois da tentativa falha de se levantar, rendendo-se ao conforto básico da maca. Distraiu-se olhando a camisola branca com bolinhas azuis que usava e não notou a chegada de uma moça.

— Oi. — disse ela, acenando com as duas mãos e abrindo um sorriso fofo em seguida. — Eu me chamo Felicity.

O semideus enrugou a testa, analisando a jovem. Tentava recorrer a alguma lembrança dela, mas ele só se recordava do seu despertar em diante. Nada além disso. Nada que, inclusive, o fizesse saber quem ele era.

— Como você se sente? — a curandeira arriscou um passinho para frente, perscrutando o enfermo com atenção. Após, fez que sim com a cabeça, constatando o bem estar dele. Seu sorriso era contínuo, o que incomodou o menino, como se nada a abalasse.  

— Você não precisa ter medo, ok? Você está seguro, eu prometo! — informou, ajeitando o jaleco que usava. — Você está no Acampamento Júpiter.

Ac-acampamento Júpiter? — enfim, a voz solene e rouca do rapaz foi ouvida, fazendo com que Felicity sorrisse outra vez.

— Sim! Acampamento Júpiter! É aqui que os semideuses romanos vivem. Quer dizer, a maioria deles.

Ele deixou o silêncio reinar outra vez, absorvendo a informação com certa demora. Novamente, investigou a própria mente para que o que a semideusa falava fizesse sentido. No entanto, nenhuma memória surgiu. Absolutamente nenhuma.

Por que eu não consigo me lembrar de nada? — ele questionou, incomodado. A curandeira o olhou curiosa, exprimindo uma careta duvidosa como reação.

— Bom, eu não tenho certeza já que você simplesmente apareceu no Pequeno Tibre, mas provavelmente você bateu a sua cabeça. Às vezes isso acontece. Mas não se preocupe, está bem? Aos poucos as suas memórias voltam.

Com os lábios crispados, ele assentiu, aceitando o fato. Parecia fazer sentido. E até então não havia outra explicação, portanto também não havia um motivo para desacreditar dessa.

— Ok. Vou avisar os seus amigos que você acordou.

Meus amigos? Que amigos? — pego de surpresa, ele aumentou de leve seu tom de voz, o que não pareceu incomodar Felicity.

— Mason e Courtney.— ela respondeu. O ponto de interrogação praticamente desenhado no rosto do enfermo a fez prosseguir. — Foram eles que te encontraram. Eles não são seus amigos?

Não. Eles me encontraram? — o semideus optou por deitar na maca outra vez assim que sua cabeça começou a doer. —  O que aconteceu comigo?

— Bem, os dois estavam próximos do rio quando você apareceu desacordado e ferido dentro de um barco. Eles pediram ajuda, te trouxeram pra cá e Edric e eu cuidamos de você. — outro sorrisinho para pontuar a frase.

Quem é Edric?

— Um dos nossos curandeiros. Temos vários aqui, filhos de diferentes deuses. Legal, né?

Isso estava comigo? — a pergunta foi feita depois de um minuto de silêncio. Abrindo as mãos, o garoto mostrou o búzio, e indicou o outro item excêntrico sobre a bancada.

— Sim! Estava na sua mão. Por isso deixei aí. — e ela se sentou aos pés dele, crente de que o diálogo que tiveram quebrara as barreiras primordiais da nova relação.

Eu dormi por quanto tempo? — a série de perguntas dele eram, de certa forma, conexas. Como sua mente estava vazia, ele sentia a necessidade de ocupá-la para que alguma coisa fizesse sentido.

— Quase dois dias.

E alguém procurou por mim?

— Hmmm, então você tem alguém? — ela brincou, dando um tapinha suave nos pés do enfermo. Ele, por sua vez, não compreendeu a brincadeira, mantendo o semblante sério exposto e constrangendo a moça. — Tá, desculpa. Courtney e Mason vieram aqui algumas vezes. Eles ficaram preocupados que você tivesse acordado e ido embora, porque o barco em que você chegou aqui aparentemente desapareceu.

Desapareceu? — o objetivo era dar sustância aos seus pensamentos, mas a cada pergunta feita eles pareciam mais sem noção.

— Isso aí.

— Felicity! — um grito grave vindo de outro canto da enfermaria assustou os dois. Ela riu, mas ele não.

— Ai, tenho que ir! Estão precisando de mim. — ela se levantou e meteu as mãos no bolso do jaleco, tirando um pequeno bombom de um deles. — Se você quiser, come isso. Vai te deixar melhor mais rápido.

Ele a observou sair, ajeitando o biombo atrás de si para impedir olhares curiosos. Seu olhar caiu sobre suas mãos que carregavam a conchinha e o doce enquanto sua mente repassava tudo aquilo dito por Felicity. Acampamento, Tibre, desmaio, barco, Mason e Courtney. A ligação entre esses pontos até que fazia sentido, mas ainda faltava algo. O esforço mental para processar aquilo tudo fez com que o rapaz caísse no sono.

[...]

Despediu-se de Felicity com um aceno de cabeça, caminhando para fora da enfermaria com ajuda de muletas. A impressão que tinha era que não usava as pernas há um bom tempo, mas preferiu apegar-se à ideia de ainda estava fraco.

Os muitos cochichos e olhares direcionados ao semideus fizeram-no cogitar fugir de volta para a enfermaria. Ele precisou respirar fundo para seguir em frente, tentando ignorar o nível de curiosidade extraordinário que existia sobre sua chegada. O que fora dito pela curandeira não só o situou de leve perante a complexa e suspeita realidade, mas despertou a ânsia que grande parte dos campistas partilhavam ao seu respeito.

Distraindo-se com as belas e clássicas construções dispostas na Via Principal, ele caminhava lentamente. Não tinha certeza de onde estava indo, mas também não precisava tê-la. Sabia que por alguma razão estava ali, e mesmo que ela fosse uma incógnita, ele acreditava que em breve a entenderia.

Sua atenção foi roubada de repente pelo ruído incessante de água corrente. Seu corpo involuntariamente vacilou assim que o rio foi visto. As palmas das suas mãos começaram a suar e seu coração a bater mais acelerado. Que raios era isso? O sentimento amargurado crescente em seu âmago o fez pressupor que era medo. Mas por qual motivo?

Hesitante, transladou à esquerda, contraindo os lábios conforme a suposta fobia se agravava. Combatia o sentimento com perseverança, carente de mais esclarecimentos acerca da sua história. Mas a água examinada de longe acentuava o embrulho em seu estômago, obrigando-o a desistir do que fazia.

Como se estivesse em um transe, recuou para os grandes portões a fim de expandir o intervalo tido até o Tibre e, mais à frente, ao Tunel Caldecott. Entretanto, suas orbes claras foram incapazes de descravejarem do rio porque, em sua mente, flashes aleatórios e ilógicos prorromperam, revelando ocorrências vagas de um combate seguido de um instante de nirvana.

— Ei. — outra voz desconhecida vinda de trás o chamou. À primeira instância, ela foi ignorada, mas o empenho do seu dono trouxe o jovem semideus de volta para o presente. Então, ele se virou para atender o chamado, deparando-se com um rapaz forte e alto. Suas feições, embora graciosas, eram rígidas. A barba por fazer criava um palpite de que ele tinha muitos afazeres no acampamento e pouco tempo para cuidar de si mesmo. — Noah, né?

Noah? O nome ribombou na mente do garoto, substituindo por completo os vislumbres que há pouco a desestruturara. Até então, ele não tinha pensado sobre isso. Não sabia o próprio nome. E por mais que vasculhasse a mente, não encontrava vestígio algum a respeito disso. Por isso, aligeirou-se a responder. — Noah?

— Não é esse o seu nome? Noah? — o rapaz averiguou, arqueando uma das sobrancelhas.

É?

— Ué, não foi você que chegou misteriosamente num barco aqui?

Ele concordou, ponderando o nome que por alguma razão havia recebido. O que ele não sabia, na verdade, era a analogia que fora feita dele ao marco bíblico, no qual o herói homônimo fora designado pelo deus abraâmico a construir uma arca para salvar a criação do famoso dilúvio. Para ele, a sonoridade de Noah era agradável, portanto o aceitou sem contestar.

— Hein? É você ou não? — ele insistiu, declarando seu anseio ao escorar as mãos na cintura.

Ahm… sim, é. Sou eu. — o garoto inseguro replicou.

— Certo. Então é o seguinte: meu nome é Romeo e eu sou um legionário da V Coorte que deseja te apadrinhar. Esta é a sua carta de recomendação, Noah. Com ela, você será muito bem vindo!  — o que fora dito pelo rapaz não fazia tanto sentido quanto esperado.

E o que eu deveria fazer com isso? — Noah, mesmo vacilante, apanhou o papel dobrado que Romeo lhe entregara, mas não fez questão de inspecioná-lo.

— É sério? — ele quis saber, coçando a cabeça ante a incerteza. O silêncio de Noah foi suficiente como resposta. — Pois bem. Aqui no Acampamento Júpiter nós somos divididos em cinco Coortes. A Quinta, que é a minha, tem uma pequena fama por reconhecer os semideuses que não têm cartas de recomendação, mas não é por isso que ela é a pior. Nós revelamos talentos enquanto as outras brigam pra dizer quem é a melhor. Blé. A Quinta é a melhor.

Pela primeira vez desde que recobrara a consciência, o agora Noah sorriu. O tênue curvar dos seus lábios fez Romeo instintivamente o imitar. Ele entendeu, afinal, o porquê de Felicity sorrir o tempo todo. Era tão gostoso!

— Mas e aí? Ou vai ou racha. Atura ou surta.

Parece ser legal.

— Ótimo! Vou levar isso como um sim. — Romeo alargou seu sorriso e brindou com Noah ao lhe dar alguns tapinhas nos ombros. — Ah, e como você está? Esqueci de perguntar.

Acho que bem. — desta vez, os dentes de Noah deram um alô durante o seu sorriso.

— Então ‘tá bem. Nos vemos no quartel. Agora, eu preciso ir. Prometi enfrentar um minotauro com uns amigos. — e ele terminou de falar ao se afastar, impedindo que o recém descoberto semideus escutasse o fim da sentença. A menção do monstro não chegou nem perto de encantá-lo como quando fora chamado de Noah. Ainda que tudo não passasse de um borrão, ele tinha um nome.

Noah.

Me abre!:
Provavelmente você, leitor, ficará um pouco confuso depois de ler esta CCFY. Eu confesso que também fiquei ao produzi-la. Mas adianto que a ausência de algumas informações é fundamental para o desenrolar da trama do Noah.

Algumas coisinhas a serem explicadas:

1- Eu sei que o Pequeno Tibre é um rio mágico. Mas, por motivos que serão explicados numa próxima CCFY, foi a deusa Victoria que enviou o filho para o Acampamento Júpiter. Por isso, não houve qualquer tipo de interferência;

1.1- No caso de interferência, eu me refiro a monstros, né. Se isso for um problema (o que eu acho que não seria, já que Noah foi mandado pro camp pela mãe que é uma deusa menor), posso explicar mais sobre a história mantida em segredo para ser mais coerente;

2- O motivo do longo desmaio também ficará claro em breve;

3- Espero que também tenha ficado claro o legado de Netuno (e que por isso ele não teve problemas, logo no início, em respirar debaixo d'água);

4- A habilidade solicitada de fato não foi o foco da narração, mas ela é um dos pilares que sustentam toda a trama da personagem.


Quanto a missão em si:

1- Estou aproveitando a promoção para reclamar o Noah de um jeito diferente do usual, explorando melhor a trama dele;

2- Sei que missões sem combates dão menos experiência (é isso, né?), mas minha pretensão aqui é a reclamação mesmo;

3- Eu não classifico a habilidade solicitada como benção/maldição, mas eu também não sou da staff. O meu objetivo é ser simplesmente uma habilidade, porque nos meus planos ela vai ser alterada no futuro - o que complica no caso de uma maldição de repente virar uma benção. Mas você, avaliador, é quem sabe das coisas.

4- Só pra não deixar o ponto anterior muito grande: por isso, eu só criei a descrição da habilidade, deixando pro avaliador decidir (sem alterá-la) como ela deve ser adaptada ao fórum.


Se alguma outra questão permanecer em aberto, eu peço que me enviem uma MP para discutirmos, por favor!
habilidade almejada:
Stigma [Em virtude de conflitos psicológicos e a amnésia que Noah enfrenta, sem contar as razões não esclarecidas referentes ao seu passado misterioso, as asas dele se tornaram permeáveis e se manifestam sempre encharcadas, impossibilitando um uso efetivo.]
item de herança almejado:
Coroa de Louros [Composta por ramos entrelaçados de louro, cujas folhas apresentam-se em ouro imperial, o item símbolo de Victoria foi dado ao seu filho no momento em que ela o enviou para a Legião, como uma dádiva afetuosa. | Efeito 1: Amplia os atributos físicos do portador em 30%. | Efeito 2: Quando colocada, a coroa parece não estar ali porque ela não cai e não pesa. | Efeito 3: Transforma-se em qualquer tipo de acessório para a cabeça, basta mentalizar. | Ramos de louro e ouro imperial | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Herança de Victoria]
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Re: {Noah}

Mensagem por Macária em Ter Jan 02, 2018 2:20 pm


Noah


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos: 3000 XP - 4000 dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 3000 XP - 4000 dracmas

Comentários:

O que dizer de seu texto? Bem, eu gostei muito de sua escrita. É fluida, direta e possui pouquíssimos erros (notei um só). No entanto, você me pede filiação, legado, arma e habilidade. Certo que sua habilidade não é nada demais - não até o momento -. Mas um dos quesitos para legado é combate. Até está nas regras do evento e eu não posso aceitar seu legado sem essa parte, da mesma forma que nas regras do evento diz que cada missão deve ter um objetivo único. Missões de reclamação podem ter sim pedido de filiação + legado + arma, no entanto semideuses legado precisam de uma batalha. É uma regra e, se abrir uma exceção para você, eu terei de abrir para os demais. Nesse caso, o que recebe com essa missão é: Filiação + Coorte + arma (um pouco modificada). Espero que tente descobrir seu legado, eu realmente acho que seria uma interessante combinação.




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