The Blood of Olympus
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Trapaças&Molecagens

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Trapaças&Molecagens

Mensagem por Nicollas Roy Martín em Qua Dez 27, 2017 10:18 pm

Tópico criado basicamente para o desenvolvimento de tramas pessoas de Nicollas Roy Martín.
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Nicollas Roy Martín
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Re: Trapaças&Molecagens

Mensagem por Nicollas Roy Martín em Qua Dez 27, 2017 10:28 pm



Nicollas Alguma Coisa da Silva
tags: Alone X Notes: Sad X Clothes: [url=link aqui][[/url]url=LINK AQUI]This[/url] X Música: Break Free
A chuva tórrida despencava assiduamente pelas janelas do hotel, tornando um clima semelhante à de estórias de terror. O jovem Nick encontrava-se jogado sobre a cama felpuda no centro do quarto, abaixo de uma árvore de natal pendurada no teto. Checava o celular de cinco em cinco minutos para ter a certeza que seu pai não havia ligado desmarcando o encontro.

- Tô indo! – Respondeu ao ouvir a batida na porta. Enrolou-se em um lençol até a altura da cintura e abriu a porta com o dorso desnudo. Procurou não aparentar frustração quando a camareira surgiu com uma mesa de café da manhã. – Ahh. – Resmungou e olhou para o chão e então encontrou os olhos da moça, tão castanhos quanto o dele. Ela destampou o carrinho e o empurrou para a entrada da porta. – Por favor. – Nicollas abriu espaço e deixou a mesma entrar.

Aparentemente havia algo sujo em si, pois a camareira não parava de encarar o seu abdômen e por breves segundos ele pensou ter visto seus olhos mudarem de cor.

- Obrigado. – Agradeceu. – Pode deixar ai.

- Não terminei ainda. – A voz da camareira era ouvida pela primeira vez. Seus olhos agora eram amarelos e tenebrosamente afiados. – O hotel vai te alimentar, semideus. E eu vou me alimentar de você. – Não era a voz de uma moça, lembrava a de uma senhora que fumou durante toda a sua vida. O corpo foi se modificando aos poucos, dando lugar a uma pele enrugada com garras e presas que saltavam da boca.

- QUE MERDA... É ESSA? – Perguntou, porém ao mesmo tempo correndo em direção a porta e a fechando atrás de si. Ele não iria esperar a resposta, afinal de uma criatura assustadora daqueles poucas coisas boas poderiam vir. Correu para o elevador e apertou o botão, porém estava no vigésimo andar e dificilmente daria tempo para fugir por ele. Abriu a porta de emergência que dava para as escadas de incêndio e as desceu apressadamente, tendo apenas um lençol como vestimenta. Viu uma sombra subindo e abaixou-se.

- Eu senti cheiro de semideus por aqui. – A voz ouvida era parecida com a primeira. – Não é a fome. Você não sente o cheiro, irmã? – Os passos começavam a ecoar pela escada.

Nicollas voltou apressadamente pela escada e abriu a porta dando de cara com a criatura anterior. Seu corpo agora estava completamente horroroso, com asas que brotavam das costas e pés de aves no lugar do tronco inferior. Ele bateu a porta com tanta força que desequilibrou a criatura, empurrando ela para trás. Ele então fez algo ingênuo, digno de uma recém inserido naquele mundo estranho. Voltou para o quarto e trancou a porta, correu até a escrivaninha e a empurrou para ajudar a segurar a porta. Seu coração saltitava feito gazelas assustadas.

- Que foi isso? – Perguntou a si mesmo tentando recuperar o fôlego. Ouviu batidas na porta e então a maçaneta começou a ser forçada. – Vou chamar os seguranças. – Correu até a mesa de canto ao lado da cama e retirou o telefone do gancho. – Acho que estão tentando invadir o meu quarto, preciso de ajuda. – E assim que desligou o telefone, discou automaticamente para o seu pai. Como esperado o celular tocou inúmeras vezes até a voz feminina de sua assistente atender. – Estão tentando invadir o meu quarto, criaturas com asas. Avisa o meu pai. – Mal terminou de dizer e a porta se soltou das dobradiças e tombou por cima da escrivaninha.

Estavam parados na porta três monstros horríveis e todos olhavam para ele como se ele fosse o jantar. As asas tombavam uma nas outras e elas sibilavam assustadoramente, quando a primeira pensou em entrar, Nicollas pegou o primeiro prato e arremessou, espatifando no chão com um barulho alto o suficiente para acordar os outros quartos. – SOCORRO, BANDIDOS! – Segurou o segundo e arremessou novamente dessa vez acertando uma das mulheres monstro que recuou xingando algo bem feio. As três olharam em outra direção e então sumiram correndo pelas escadas. Poucos minutos depois havia seguranças com armas em punho e rosto curiosos dos quartos ao lado. – Por ali. – Apontou se tremendo para a escada de incêndio onde as três haviam fugido.

[...]

Ele não ficaria naquele quarto mais nenhum segundo, portanto arrumou uma pequena mochila com roupas, cartões de crédito e dinheiro e saiu pela porta sem nem olhar para atrás. Chegou à recepção e fechou a conta, deixando um recado que iria para a casa de sua avó caso o seu pai retornasse. – Não esquece de avisá-lo. – Pediu a recepcionista. Deixou o hotel como uma sensação de está sendo seguido, talvez fosse somente uma impressão do susto anterior. Entrou no primeiro taxi que viu e então passou o endereço, relaxando banco traseiro e esperando tomar um chá quente.  A chuva ainda dominava a cidade de Nova Iorque e o trânsito todo se encontrava parado em congestionamento. – Vá rápido. – Ordenou ao motorista que o encarava pelo retrovisor.

Ele começou então a se lembrar de sua vida, toda ela. A sua desconhecida família que o havia abandonado na roda dos rejeitados na paróquia oficial da cidade, a sua adoção pelo o seu pai. Ele não conseguia ter uma lembrança sequer da sua vida anterior, apenas de todo o amor que recebeu. Os Martín o tinha recebido com tanta fé, o bebê milagroso eles costumavam dizer. Salvou o Sr. Carter Martín de um possível suicídio pelo abandono de sua ex-mulher, desde então Nicollas trouxe vida novamente á aquela família, abriu até portas para o seu pai conhecer uma nova pessoa e então se envolver, se apaixonar e querer montar um novo futuro.

Ele sempre foi grato por tudo o que passou, incluindo as boas escolas, as noites de pizza e o quanto Marrie o acolheu como uma mãe deveria fazer. O nascimento da sua primeira irmãzinha Anastácia e a chegada dos gêmeos Pietro e Petter. A sua família havia sido tão boa para com ele, que Nicollas jamais tivera um comportamento desapropriado, ele sempre foi um adulto no corpo de um adolescente. Bebidas, drogas e sexos casuais com estranhos nunca o atraiu, ele sabia que não poderia decepcionar os únicos que lhe estenderam as mãos, lhe deram um nome, um futuro e motivos para sorrir e continuar vivendo. Ele ao mesmo tempo sabia que não era igual aos outros, que suas visões sobre criaturas estranhas não era um motivo de igualdade aos outros jovens. Os sonhos horríveis que o despertavam todas as noites e o chamado de uma voz doce feminina.

Ele se perdeu tanto nas suas memórias que nem percebeu que o telefone havia tocado várias vezes e no visor inúmeras mensagens do seu pai piscavam.

- Oi, pai. Você não sabe a coisa estranha que me aconteceu. – Disse assim que ouviu a voz aflita de Carter do outro lado. Com toda certeza o seu pai havia esquecido as reuniões com os investidores do seu centro de artes, ele estava conseguindo dominar o seu espaço entre os inúmeros e talentosos artísticas plásticos de Nova Iorque. E ele merecia aquilo e muito mais.

- Me escute... Onde você está? – A voz era ansiosa, temerosa e tensa. Nicollas quase conseguia ver o telefone tremendo do outro lado da linha. – Tem um lugar, um local especial para pessoas como você... ah meu filho! Me desculpe não ter tido essa conversa antes, pensei que você não fosse passar pelo o que eu passei. Eu não pensei que o fato de você poder ver sobre a névoa significava que você fosse um semideus, quero dizer, eu desconfiava. Agora me escute. – Ele começou a sussurrar. – Tem um lugar chamado acampamento meio sangue, eu estive lá quando tive a sua idade. Tem pessoas nesse lugar que podem de ajudar, pessoas iguais a mim e a você. Sinto tanto por não poder te ajudar agora. – Carter dizia coisa alguma com sentido, apenas palavras jogadas ao vento. – Eu vou te encontrar na casa da sua avó. Não pare em nenhum lugar. – Ele respirou fundo. – E eu te amo, filho!

[...]


A casa de sua avó estava exatamente igual à última vez que ele a viu. Um lugar quieto em uma cidadezinha bem monótona de Nova Iorque. Enquanto jovem, Celeste foi uma ótima combatente das forças armadas dos Estados Unidos, nomeada várias vezes para prêmios importantes e redecorada tantas vezes que se perdeu as contas. Estrategista, hábil e agora simplesmente passava as tardes cuidando de suas plantas no jardim e criando doces para engordar os netos. A vizinhança era tão calma que muitas vezes parecia que aquele bairro era abandonado. Só que naquele dia estava mais silencioso que o normal.

Nicollas desceu do carro e caminhou para a porta da frente, mas parou ao sentir os pelos do seu braço se arrepiando, parecia até que as velhas estavam naquele lugar. Algo se espatifou no interior da casa e em seguida alguém voou pela janela estilhaçando os vidros abaixo dele. Ele se protegeu correndo para a cobertura da pequena varanda e então se assustou ao vê que algo explodiu em poeira quando tocou o solo. – VÓ? – Gritou esmurrando a porta, ela estava trancada. Deu a volta até os fundos e viu uma janela sem proteção. Pegou um vaso de plantas e jogou contra o vidro, o fazendo quebrar em milhares de pedaço e pelo espaço aberto passou, sentindo pequenos cortes nos braços e nas pernas.

O andar de baixo estava vazio e perfeitamente normal, mas no andar de cima o barulho se tornou maior e quando ouviu o barulho da espingarda de Celeste disparando contra alguma coisa, apressou-se a subir as escadas. A sua avó estava encurralada entre a parede enquanto duas velhas com pernas de aves, asas e pele enrugada se aproximavam assustadoramente. – SOLTE ELA. – Por alguma razão, ele sabia que a culpa daquele ataque era dele. Nicollas deveria ter deixado ser pego e feito sabe lá o que elas queriam com ele, ele deveria ter protegido a sua família. Por instinto pulou nas costas de uma das velhas, grudando em suas asas e tentando socar o seu corpo, foi seguro pelos dois braços e arremessado em direção a parede oposto, batendo nos retratos de guerra de seu avô e caindo em cima de uma mesinha com troféus e porta-retratos de família.

Ele parecia ter quebrado alguma coisa, a dor ao tentar se levantar revelou isso. A sua avó agora havia sido jogada escadas abaixo e uma das criaturas sobrevoava sobre o corpo inerte de Celeste. Havia pouco tempo para agir e pensar, portanto pegou o maior retrato que encontrou e acertou em cheio na cabeça de um dos monstros que ainda estava no solo. A velha cambaleou para os lados, mas não parecia ter sofrido nenhum dano importante. Ele então se segurou a ela e juntos pelo ar começaram uma seqüência de lutas. Ele tentando se manter preso a ela para não cair e a harpia desejando se livrar daquele peso grudado no seu corpo. Nicollas escorregou aos poucos e ficou preso somente pelas pernas afiadas de ave e vendo que iria cair, pulou. Caiu sobre a mesinha de centro quebrando o vidro e sentindo uma lasca penetrando o músculo da sua coxa. A sua avó agora estava inerte presa sobre as pernas do segundo monstro que decolava passando pelo vidro quebrado.

- MÃE! – A voz milagrosa de Carter quebrou o silêncio da batalha e assustadoramente Nicollas presenciou quando o seu pai pegou impulso e pulou se apoiando na parede ao encontro da criatura que segurava Celeste. Era impossível um humano pular tão alto e muito menos agarrar o monstro no ar trazendo ambas para o solo com uma queda horrorosa. Celeste rolou pelo chão do jardim ainda desacordada, enquanto isso Carter retirou uma “espada” de verdade da cintura. Como o seu pai andava com uma espada? Quem era na verdade aquele jovem artista? Com um grito insurgente ele se atracou com a criatura golpeando inúmeras vezes. Ao redor de sua pele, quase imperceptível para olhos normais uma aura vermelha fluía e Nicollas poderia afirmar com toda a certeza que jamais havia visto o pai tão odioso como via naquele momento. Ele parecia um lutador de MMA com anos de plástica e os movimentos feitos eram impossíveis até mesmo para Jack Chan.

Nicollas logo voltou a si quando percebeu que a segunda criatura estava prestes a dar um mergulho sobre ele. Ele rolou para o lado no momento certo e fantasticamente conseguiu acertar um chute no focinho fedorento da ave, só que logo após se viu preso pela perna subindo novamente pelo teto da casa e sendo arremessado ao chão. Ele caiu felizmente em cima do sofá e por meros segundos agarrou a abajur e acertou a ave novamente. A harpia o prendeu pelo ombro e tentando se manter na vitória da batalha, levantou voou e então os dois começaram a bater na parede, intercalando um depois o outro. Nicollas agiu sujo quando enfiou o dedo nos olhos da ave e então os dois despencaram novamente, só que dessa vez ele por cima. Ele usou o seu corpo para peso sobre o monstro e agarrou um pedaço de vidro, sentindo os cortes em suas mãos. Ele ignorou a dor e então cravou o objeto na garganta da criatura e o mais estranho aconteceu, ela explodiu diante dos seus olhos em milhares de poeira nojenta.

Ele tentou se levantar para ir até o seu pai, mas os seus músculos falharam e ele apagou deitando sobre o vidro.

[***]

- Fique quieto, filho. – Ele ouviu a voz do seu pai. Ele estava deitado sobre o banco traseiro do carro de Carter. A sua avó estava sentada ao seu lado, embora os olhos estivessem roxo e ela parecesse cansada, Celeste parecia anormalmente bem para uma senhora que havia sido espancada por mulheres-aves. – Eu já deveria ter te contado essa história da nossa família a muito tempo. – Carter captou a atenção do filho. – Nem tudo que acontece no mundo é por acaso, existem forças maiores. Essas forças se chamam os deuses olimpianos. – Carter então iniciou a história sobre como o mundo realmente era e o porque Nicollas havia sido atacado por harpias.

Celeste sempre havia sido uma pessoa atlética, na verdade a força corria por suas veias sendo filha de Athena. Seu pai havia se apaixonada na guerra por uma mulher inteligente que o ensinou inúmeras coisas, incluindo a arte do amor. Athena teve um caso tórrido de amor com o pai de Celeste e mesmo Carter não sendo detalhado sobre como a sua mãe havia nascido, já que Athena era considerada uma deusa pura e imaculada, foi bastante claro ao dizer que vinha de uma família divina. A avó de Nicollas passou tempos no acampamento grego para semideuses e recebeu todo o treinamento antes de poder retornar ao mundo mortal. Foi declarada uma ótima estrategista em inúmeras batalhas e redecorada subindo de patente em várias ocasiões.

Quando Carter nasceu, filho de um humano comum e uma semideusa herdou alguns poucos dons de sua mãe. Não era bom o suficiente para ser declarado descendente divino, mas atraiu a atenção de monstros o suficiente para ser levado ao acampamento por um curto período de tempo. Ele aprendeu a arte da batalha e o sangue que corria em suas veias o fez se sobressair sobre alguns dos seres humanos mais habilidosos do mundo. Como não era um semideus direto, ele logo precisou deixar o acampamento e seguiu a sua vida, até se apaixonar por Stefani (sua ex-esposa), ser abandonada e encontrar Nicollas enquanto fazia uma visita benfeitora em um orfanato. Ele adquiriu o dom de amar o filho desde a primeira vez que o viu e percebeu que ele era especial.

Nicollas ouviu a história atentamente enquanto Carter dirigia por uma rua pouco movimentada a uma velocidade alta. Eles entraram em um caminho cheio de árvores, onde uma colina resplandecente brilhava no topo de um morro. O carro parou abaixo e então enquanto Nicollas se arrastava, Carter ajudava Celeste a subir a colina. No topo jovens começaram a aparecer com espadas em punho, trajando armaduras antigas, todos curiosos com os visitantes que se aproximavam.

- Calma ai, galera. – Carter tomou a frente. – Essa é minha mãe Celeste, filha de Athena e precisa de cuidados médicos dos curandeiros e esse é meu filho semideus, ele precisa de um lugar para ficar enquanto aprende. – Carter fez a menção de passar, mais algo o deteve. Aparentemente havia uma barreira imperceptível que o pai de Nicollas não poderia atravessar. – Filho? – Ele tocou o ombro machucado do filho. – Você precisa ser forte e atravessar com a sua avó. Eu não posso passar daqui, talvez o sangue semideus esteja fraco demais na minha veia. Olha, vai ficar tudo bem e seja quem for você, eu vou está contigo. Eu te amo, garotão e tudo vai dar certo. – Nicollas sentiu o cabelo sendo bagunçando e então transformando suas últimas forças em energia, segurou firme Celeste e juntos atravessaram a barreira, sendo seguidos de perto por dois ou três semideuses curiosos.

[***]


Nicollas foi levado direto a uma ala hospitalar, um lugar organizado por tendas grandes e semideuses feridos que passavam para todos os lados, alguns mancando, outros sangrando e poucos parecendo realmente entre a vida e a morte. Ajudou a colocar Celeste sobre uma cama e então foi levado para outra parte do acampamento. Pensou em fazer mais perguntas, mas o seu corpo estava cansado demais e sua mente trabalhava bem devagar naquele momento. Foi depositado sobre um leito e automaticamente suas vistas se tornaram pesadas até que ele pegou no sono.  

Dormiu dois dias seguidos e quando despertou, Celeste estava sentada na beira de sua cama com as mãos em forma de prece e rezava baixinho, ele conseguiu entender algumas palavras e tudo era referente a Athena.

- Tudo vai ficar bem. – Disse a sua avó. – Preciso ir cuidar do meu jardim, mas Athena protege aqueles que são importantes para seus filhos e você é um dos meus tesouros. Que os deuses te abençoe. – E mesmo sentindo vontade de pedir para que ela não fosse à voz de Nicollas não saiu e então ele adormeceu novamente.

Acordou horas depois com a garganta seca e após se alimentar de frutas e um suco diferente que brilhava, ele foi levado para o chalé de Hermes onde esperaria ser reclamado. Um semideus filho de Apolo, explicou a ele um pouco mais sobre o mundo mitológico e como funciona o acampamento, incluindo o diretor e responsável pelas atividades. Nicollas achava impressionante um mundo cheio de fantasia ser escondido de humanos comuns e pensava que ele não fosse um semideus jamais iria descobrir a história de sua avó e de seu pai. Talvez seus irmãos jamais descobrissem de fato as suas verdadeiras raízes.  

Não se sentiu a vontade no chalé do deus mensageiro, era um lugar bem simples se comparado aos outros e mesmo não possuindo nada de valor, teve a impressão que um dos campistas havia fuçado rapidamente os seus bolsos da calça. Ele parecia ansioso, provavelmente seria reclamado pelo seu pai ou mãe olimpiano no cair da noite e enquanto o filho de Apolo lhe mostrava os locais, ele não conseguia pensar em mais nada, exceto a mudança que aconteceria em sua vida. Quando antes do jantar retornou para o chalé para se arrumar e trocar a sua camisa rasgada por uma laranja do acampamento, percebeu que haviam roubado sua calça e em cima de uma cama que haviam disponibilizado para ele, estava escrito um bilhete: “Perdeu, Mané”.

No horário da janta, o rapaz sentou o mais longe possível dos filhos de Hermes, eles parecia achar graça de alguma piada envolvendo suas calças. Pegou um prato de churrasco e seguindo os outros campistas, refez os gestos de jogar um pouco no fogo que ardia no centro do refeitório. “Por favor, Athena. Cuide da minha avó!” E jogou sobre o fogo que crepitou e então encheu as suas narinas com um cheiro bem conhecido por ele, Oliveira. Celeste tinha uma plantação muito bem cuidada de Oliveira no seu quintal e ele entendia o porquê daquilo tudo. Pegou um copo de refrigerante e se sentou na ponta do banco, quando todos na mesa a sua volta se levantaram. Um homem surgiu caminhando lentamente e com um olhar tão tedioso, ele parecia querer enforcar todos ali presente. Ele passava uma fúria grandiosa e por várias ele pareceu se segurar.

- O moleque é meu! – Ele disse por si. – Eh viva, um novo filho de Dionísio. – Disse sem emoção e simplesmente saiu, deixando Nicollas e todos os outros presentes sem reação. Alguns segundos depois os campistas voltaram a se sentar e algumas crianças fantasiadas o chamaram para se juntar a mesa.

- Oi, também somos filhos de Dionísio. – E assim um por um foram se apresentando, mas Nicollas não conseguia e nem queria gravar os nomes de ninguém.

Não conseguiu dormir naquela noite, primeiro que o chalé de Dionísio era diferente em termos de decoração. Enquanto Hermes tinha um chalé simples e desleixado, o deus do vinho tinha pinturas e um cheiro de vinho que quase sufocava as pessoas. O horário já passava da madrugada um som infernal soava pelo chalé, e alguns semideuses filhos do deus da safadeza dançavam e bebiam. Nicollas deixou o chalé trajando apenas um pijama de urso que um dos seus novos irmãos o havia emprestado. O acampamento estava silencioso e, portanto o rapaz quase soltou um grito quando sentiu a presença de um homem encostado próximo a porta.

- AH, é você moleque? – O homem tinha uma voz entediada, quase monótona. A primeira impressão que o semideus teve era que ele estava ali contra a sua vontade. – Você não pode me arrumar alguma bebida lá do chalé, não? – A voz cansada perguntou. – Ah, esquece. Inferno de imortalidade. Senta ai. – Ele apontou para o chão. – Vou te falar umas coisas, mas depois você me esquece e nada de me procurar. – Ele olhou para o céu. – Eu me lembro da sua mãe, quero dizer o nome não, só as curvas bronzeadas que ela tinha. Sabe, filha de Ares, forte e destemida. Ela fez as minhas caçadas as ninfas parecer brincadeira de criança. Com um pouco de lábia, a propósito espero que você tenha isso, você é meu filho e não espero nada menos. Sua mãe engravidou, sabe inevitável já que sou fértil como uma terra adubada e então ela não conseguiu te criar. – Nicollas ouvia tudo aquilo atentamente sem acreditar que estava diante de um deus grego e ainda por cima o seu pai biológico. Ele tinha tantas perguntas para fazer, mas diante do pouco caso que recebeu de seu progenitor, só queria sair dali e fugir. – E então eu fiz aquele artista aspirante te encontrar, claro que o amor e toda essa ridiculosidade não foi forjado, seria bom se eu pudesse inventar o amor. – Dionísio se perdeu nos seus pensamentos. – Ah, ta. Então é a sua história, filho de Dionísio que teve um caso com uma semideusa de Ares e nasceu você. – Ele olhou Nicollas de cima abaixo e por fim entortou o nariz. – A propósito você é feio. – E assim se afastou deixando o semideus de boca entreaberta sem entender absolutamente nada.

Nicollas descobriu mais tarde que adquiriu um sentimento forte por Dionísio, só não sabia se era algo bom ou ruim, embora não tivesse dúvidas que desprezava aquela origem. Ele agora tentaria descobrir sobre a sua mãe, o porque ela o havia abandonado.
         
     
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Nicollas Roy Martín
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Re: Trapaças&Molecagens

Mensagem por Baco em Sab Dez 30, 2017 12:15 am


Nicollas Roy Martín

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 3.000

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 2.850 XP + 2.850 Dracmas

Comentários:
Nicollas,

Sua história é um tanto quanto caótica mas de maneira positiva, se é que isso é possível. Além da repetição de pronomes e alguns erros de digitação, o que mais pegou foi a confusão dos fatos apresentados. No início dá a entender que o personagem tem um pai de sangue, depois ele se revela adotivo e logo em seguida volta a parecer que é de sangue. Porém, bastou a leitura ser concluída para tudo fazer sentido. Admiro a maneira despojada e refrescante que você usa para narrar as coisas, lembrando brevemente à narração do próprio Riordan. Uma mistura de humor com tensão em dose certa.

Estou te aprovando como filho de Dionísio, entretanto, sem o legado de Ares. A explicação do deus da guerra na sua árvore genealógica foi muito simplória e corrida (você entrou mais em detalhes com a família adotiva, ironicamente). Talvez em uma outra ccfy onde explique com mais afinco essa informação você possa vir a conseguir o legado que deseja.

Atualizado.


EVOÉ, BACO
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Re: Trapaças&Molecagens

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