The Blood of Olympus
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MACHINE

Mensagem por Sjöfn Timothea R. Balivet em Qua Dez 27, 2017 8:57 pm

SUMÁRIO
1. These Eyes
2.
3.
4.









Fire Moon, Act I « These Eyes »
This other side that you can't see, Just praying you won't remember.

antes de mais nada:
• O contexto da narração está diretamente ligado a história já mencionada na ficha de reclamação da Sjöfn, mas, em suma: Ela foi criada pela mãe em uma casa subterrânea na Alemanha para esconder seu cheiro de semideusa até que chegasse a hora de sua ida ao Acampamento. Portanto, ela tem um curto histórico de contato com o mundo externo e, consequentemente, o que o afeta. Como tratarei melhor a seguir, seu conhecimento sobre o caos se resume aos momentos em que ela, bom, assistia TV.

Sem mais delongas, boa leitura!


"A justiça não será servida enquanto aqueles que não são afetados estejam tão ultrajados quanto aqueles que são."

(B. Franklin)



• • •


Quem imagina que uma promessa de justiça em meio ao caos há de vir apenas como um ato de revolução que mudará a vida de todas as pessoas, principalmente as partes envolvidas - o lado por quem se luta e o outro, contra quem ou o quê se luta -, de forma que seja lembrada como um momento histórico notável pela eternidade, certamente ainda não leu a história trazida aqui, pois o que ela trata refere-se ao oposto de um cenário grandioso como esse. Ainda assim, embora aconteça em magnitude individual, o caráter de justiça exposto nesta narração permanece visceralmente fiel ao que se espera de sua essência. Portanto, ao invés de ter como ponto de partida um grito, o resultado de uma batalha ou mesmo o estabelecimento (ou quebra) de um contrato, aqui, começamos com um sonho tido por uma prole de Hefesto que, no momento, possuía apenas dezenove outonos.

Agora, que um dia Nyx irá causar um impacto considerável em prol de seus ideais, ah, não há quem duvide, mas naquela ocasião em específico sua busca por justiça a levou até a beira da cama de uma garota chamada Sjöfn Balivet que, deitada ali, em repouso, não aparentava prometer nada demais ao mundo. Ainda assim, para a deusa da noite, aqueles olhos castanhos - escondidos em serenidade sob as pálpebras - traziam em si uma quota de ignorância cuja transformação representava, além que uma sentença para um julgamento bastante ponderado, a instauração de uma nova perspectiva. A divindade não tinha algo contra a semideusa - na verdade, a julgar pelo tempo que levara para estar ali, podia dizer que a verdade encontrava-se mais próxima da outra ponta -, mas naquele momento em que tinha em mãos as rédeas do destino dela, não permitiu-se um segundo de irresolução a mais antes que, estendendo-se sobre ela, dissesse, com o rosto cobrindo o seu: "Acorde." Imediatamente puxando a garota de sua inconsciência, antes que ela, ao abrir os olhos, se encontrasse a mercê do olhar de Nyx.

E não houve tempo para reação, já que, com um simples instante em que trocaram olhares, a deusa da noite ligou-se a sua mente, embalando a semideusa de volta a escuridão.

Para Sjöfn, no entanto, era como se nunca tivesse parado de dormir.

As imagens que surgiram logo em seguida não lhe eram nenhum pouco incomuns. Afinal, infelizmente, elas tinham sido retiradas de suas memórias, com um número incontável de cenas que, apesar de misturarem estações, cheiros e cenários, também criavam um padrão de posição para a garota em relação ao que estava diante de si: como uma telespectadora.

Diante da TV com cinco anos, a pequena Balivet saboreia alguns biscoitos enquanto acomoda-se no sofá, tendo seu programa infantil de repente interrompido para a exposição de notícias urgentes a respeito um terremoto de grande magnitude que acabara de ocorrer em outra parte do mundo, fazendo a menina olhar em volta num súbito, como se para checar que, diferente do que as imagens lhe mostravam, em sua casa, tudo permanecia em seu devido lugar, intacto, de forma que, aliviada, Sjöfn pudesse retornar o olhar para a tela, demorando-se mais alguns segundos assistindo o relatório de prejuízos antes que mudasse de canal.

Com oito, ela se agarra ao corpo de sua progenitora com mais força enquanto ouve as notícias diárias no jornal televisivo, mas a Sra. Rubens beija seus cabelos com afeição, e logo o incômodo em seu peito desaparece.

Aos treze anos, ela tem uma discussão tempestuosa com sua mãe quando é impedida de inscrever suas criações em um Feira Beneficente de Tecnologia, apenas para depois assistir a cobertura do evento com as lágrimas agora secas, mas a saliva tornado-se amarga novamente ao comprovar suas chances de ganhar e fazer, nem que de sua própria forma, um impacto positivo no mundo.

Com o coração partido, ela eventualmente abandona o hábito de assistir TV e joga-se de cabeça em sua própria fantasia de ser uma cientista, não encontrando qualquer impedimento em ignorar o caos que assolava o mundo lá fora como uma praga.

Diante da TV, várias e várias vezes, Sjöfn assiste as imagens monstruosas que, com toda a certeza, não faziam parte de suas memórias:

Fome. Dor. Miséria. Corrupção. Abuso.

Caos.

Era como se passasse horas e horas assistindo uma compilação infindável de cenas perturbadoras enquanto sua posição diante do aparelho permanece estática, congelada, amaldiçoada a não conseguir desviar-se de tudo o que a realidade tinha a lhe mostrar.


"Fogo!"

"N-Não... Pare, por favor..."

"... O júri o declara o réu culpado."

"Uma moeda, por favor."

"Você gosta de doces? Quer ganhar uns? Então, venha comigo."

"Socorro! Alguém!"

"Por favor, salvem o meu filho!"



Sjöfn sequer havia se dado conta de que as imagens tinham já acabado e estavam fazendo eco em sua mente até que o volume do próprio grito finalmente fosse percebido por seus ouvidos quando ela acorda na própria cama, a pele pingando de suor e a respiração irregular saindo e entrando a goles e golfadas de ar. Um lapso de memória a respeito do que tinha visto antes lhe vem a mente e ela imediatamente sente o vômito emergir em sua garganta, tendo tempo apenas para virar e expelir o conteúdo no chão, a visão ardida e embaçada por conta do choro. Seu corpo treme, acometido por um frio sem conforto, arrepiado por uma repulsa de sua própria essência.
 
E quando a filha de Hefesto rola de volta para o meio da cama, ouve:

— O que achou do que acabei de lhe mostrar?

A simples menção do que acontecera do passado faz o pranto da garota se intensificar, afogada demais nos próprios soluços para responder a pergunta.

Sjöfn. — Insiste a deusa.

A morena balança a cabeça em negação, num ato mais involuntário e incônscio do que qualquer outra coisa.

— Por... Por que fez isso? — Consegue perguntar, após diversas tentativas falhas de encontrar sua voz.

— Fiz o quê? Mostrar-lhe a realidade?

— Mas... Por que eu?

— Porque você tinha algo nos seus olhos que eu não admito... Ignorância. — O tom que a deusa traz em sua voz provoca arrepios na nuca da semideusa. — As imagens que acabou de ver fizeram e ainda fazem parte do seu mundo, mas não da sua realidade. Como foi criada a parte de todos os outros, você tem a luxúria de pode dizer que sente por alguém sem entender nada sobre o que é a angústia. Enquanto algumas pessoas viviam e morriam conhecendo nada além de sofrimento, o seu caos, Sjöfn, existia e desaparecia com o simples aperto de um botão. E como você não merecia esta benção de não conseguir imaginar o quão vil o mundo pode ser, eu a removi. O que acha de finalmente conhecer aquilo que ignorou durante tanto tempo?

— Eu... Eu... O que... O que aconteceu com todas aquelas pessoas?

— Você mesma não viu?

Céus. Eu... Sinto muito. Eu sinto muito. Eu sinto muito....

Nyx observa a explosão de desconsolo da garota por algum tempo, vestindo uma expressão ilegível, antes de pronunciar-se:

— Eu poderia deixá-la assim, a mercê de sua descoberta, mas o meu objetivo ao vir aqui nunca foi esse. Apesar dos seus erros, tenho a observado por tempo suficiente para saber que, caso não tivesse sido privada de tomar uma decisão, você faria a coisa certa. A lamentação que está sentido agora é o pesar mais honesto que você já teve... E me comove. Como alguém que busca a ordem, a mudança no infortúnio que já fez tantas vítimas, eu, a deusa da noite, acredito que tê-la como minha aliada se mostraria bastante favorável, não por mim, mas por todas vidas que você um dia terá a oportunidade de salvar, ao cobrar a justiça que me é devida junto de meus demônios. — Ela sorri. A expectativa refletida em seus olhos como o brilho de mil luas. — No entanto, preciso do seu parecer a respeito dessa proposta. — Com uma pausa, ela aproxima-se da filha de Hefesto, estendendo uma das mãos nas sua direção. — O que acha de se entregar a mim, Sjöfn?

— Quando falou sobre mudar... Mudar aquilo que vi, era verdade?

— Sim. A partir de hoje, eu posso dar a você um final menos ruim aos seus pesadelos, porque, quando abrir os olhos, será a minha voz e as minhas promessas articulando contra tudo o que viu que ouvirá primeiro. Isso é o suficiente?

Pra falar a verdade, era.

Sjöfn não sabia que tipo de entidade era aquela que podia perturbá-la e consolá-la ao mesmo tempo, mas a voz da deusa da noite - Nyx, ela concluiu - lhe soara bastante sincera. Com uma última olhada na mão que lhe era oferecida, a filha de Hefesto guia o próprio toque na direção da divindade, que a recebe com um aperto delicado. — Eu aceito.

Ótimo. Como já passou por muita coisa hoje, tentarei fazer com que a transformação seja o mais indolor possível. Até lá, sinta-se acolhida pela noite, meu pequeno demônio. — Uma queimação sentida que começara a brotar em seu peito desapareceu sem demora quando, ao procurar pelo olhar de Nyx para questioná-la, a consciência de Sjöfn foi interrompida por ela.    

E no reino dos sonhos, o choro de uma criança deu início ao ciclo de imagens tais quais a filha de Hefesto não podia fugir.

Assim, mais uma vez desolada, assombrada e torturada, ela assistiu.


INFORMAÇÕES:
• CCFY feito durante a promoção de natal, tendo em mente o grupo extra dos Demônios de Nyx.

• Gostaria de solicitar uma maldição dada por Nyx para Sjöfn que, assim como descrito durante a narração, preencha os sonhos dela apenas com imagens de desastres e sofrimento, trazendo situações que aconteceram desde muito tempo atrás até propriamente os dias atuais, pelo resto de sua vida, tornando-a uma eterna espectadora do caos. Assim, ela terá sua própria experiência de uma desordem que não pode ser "desligada" ou ignorada, o que fomentaria sua determinação a se tornar uma seguidora da deusa da noite.



Última edição por Sjöfn Timothea R. Balivet em Seg Jan 01, 2018 12:07 pm, editado 2 vez(es) (Razão : Tomei vergonha na cara e revisei.)


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Re: MACHINE

Mensagem por Baco em Sex Dez 29, 2017 11:34 am


Sjöfn Timothea R. Balivet

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 5.000

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 18%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 20%

RECOMPENSAS: 3.900 XP + 3.900 Dracmas

Comentários:
Espirro,

Começo agradecendo pela leitura matinal esplêndida. Me senti lendo algum conto daqueles que encontramos nos locais mais inesperados e que acabam agregando valor ao dia, como um livrinho esquecido no banco do metrô, ou um panfleto de rua que vence nossa vontade de recusá-lo e é pego por nossas mãos. A maneira como você narra é tão agradável que confesso ter ansiado por mais. E por mais quero dizer quantidade mesmo. Pontos foram descontados por alguns acentos faltando e principalmente a ausência de um combate ou adversidade mais significativa. Espero que entenda que, tratando-se de uma missão/postagem que possibilita a entrada em um grupo secundário e ainda concede XP (em boa quantidade), os moldes avaliativos exigem coisas como essa. Falo isto porque de resto você está de parabéns, como comentei no início da avaliação.

Ressalto também a maneira como você organiza as ideias, a qual consegue transmitir exatamente suas intenções e sentimentos da personagem. Estou curioso para saber o que será do demônio que não mais está à mercê da ignorância. Ainda que, particularmente falando, eu ache que às vezes a ignorância é uma benção.

Aprovada para o grupo secundário escolhido e maldição concedida.

• No cair da noite: Os sonhos da semideusa são preenchidos com imagens de desastres e sofrimento - e apenas elas -, trazendo situações que aconteceram desde muito tempo atrás até propriamente os dias atuais, pelo resto de sua vida, tornando-a uma eterna espectadora do caos. Assim, a jovem terá sua própria experiência de uma desordem que não pode ser "desligada" ou ignorada.

Atualizado.


EVOÉ, BACO
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