The Blood of Olympus
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❥ A Ascensão da Rosa

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❥ A Ascensão da Rosa

Mensagem por Elena C. García em Seg Dez 25, 2017 4:04 pm

A ascensão da rosa


❥ Introdução


Filha de Afrodite e legado de Marte, Elena Castillo García tem 17 anos e é natural de Porto Rico, da capital Sán Juán, mas viveu em Washington DC a maior parte da infância. Na noite de sua formatura, descobriu parte da verdade sobre sua ascendência ao ser atacada em sua escola por uma mantícora e, no trajeto para o Acampamento Meio-Sangue, por aves da Estinfália. Em nenhum momento sua vida foi fácil, menos ainda quando descobriu ser semideusa e viver em um mundo onde a mitologia é viva. Mas, rompendo seus limites e aprendendo a se superar, venceu desafios diários e descobriu ser mais forte do que imaginava.


O general Rúben Castillo García foi o primeiro descendente de Marte na linhagem da família porto-riquenha. Filho do deus romano da guerra em um país predominantemente católico, teve dificuldade para compreender o que acontecia em sua vida tumultuada e complicada, mas encontrou refúgio e segurança no Acampamento Júpiter. No acampamento romano, compreendeu a verdade sobre o mundo mitológico e encontrou uma nova razão para sua vida ao se apaixonar, deixando o Acampamento para dedicar-se à profissão militar e construir família. Mas em algum momento, Rúben atraiu a ira do próprio pai e a família García adquiriu uma maldição que passaria de geração a geração, matando os primogênitos em campo de batalha.


A maldição passou de geração em geração. Rúben morreu no campo de batalha, assim como seu filho, António, e seu neto, Juan, pai de Elena, está destinado ao mesmo fim. Mas nem tudo está perdido, pois uma profecia promete dar fim à maldição da família García com o nascimento de uma criança do amor e da guerra. Apesar da promessa de Nyx de dar fim à triste sina dos Garcías, em troca da cumplicidade de Elena, talvez o tempo de espera fosse o principal inimigo no jogo da vida por seu pai. Caberá a Elena descobrir as verdades a respeito de tal maldição e descobrir seu papel no fim dessa maldição.

Na trajetória, poderá conquistar a afeição de alguns deuses e a inimizade de outros, mas tendo como destino final a redenção de seu pai. Essa não é a história de uma heroína ou de uma vilã, apenas a história de uma semideusa que ama incondicionalmente sua família.








Elena Castillo García

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Elena C. García
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Re: ❥ A Ascensão da Rosa

Mensagem por Elena C. García em Ter Dez 26, 2017 9:26 pm

Capítulo 1


Contextualização:

Oi, avaliador! Tudo bem?

Vou pontuar algumas coisas da minha trama abaixo para ajudá-lo a entender o que vai acontecer a seguir, pois você pode não ter lido minha história até aqui.

• Elena é descendente de Marte em 4ª geração. Seu bisavô era filho do deus romano da guerra, iniciando a genealogia de legados desse deus. O avô e o bisavô de Elena, além de legionários romanos, serviram ao Exército. Atualmente, o pai de Elena também é um oficial militar.

• A descendência de Garcías foi amaldiçoada a morrer em campo de batalha, mas existe uma profecia que diz que Elena pode quebrar esta maldição e evitar que seu pai morra dessa forma.

• Em outra oportunidade, Elena conheceu o general Reymond, comandante do Exército dos EUA. Ele sabe da existência de semideuses, dos acampamentos, e, pela importância do seu cargo, ajuda a manter as anormalidades do mundo mitológico em segredo. Provavelmente ele é um semideus.

• Essa história ocorre menos de uma semana depois dos acontecimentos da Cidade dos Monstros.



Rachel Elizabeth Dare ficava assustadoramente pálida quando envolvida pelo Oráculo de Delfos, e a fumaça verde que começava a cercá-la não atenuava a expressão fantasmagórica que tomava seu rosto. Amparada por um filho de Apolo, seu corpo perdia o equilíbrio e ela pendia para frente, até que a seguramos e a colocamos sentada sobre um banco.

— O amor e a guerra, sempre juntos, têm uma descendente; no raiar do sol, uma esperança latente; entre leopardos vermelhos, a mais bela; dará fim às garças perdidas em guerra - ela recitou, em uma voz grave e rouca não lhe pertencia.


Ao ouvir aquelas palavras repetidas outra vez, um arrepio percorreu minha espinha dorsal com certo incômodo. — Eu já conheço essa profecia - disse, em um tom levemente petulante como quem diz “me diga algo que não sei, oh, Oráculo”. Devia ter ficado quieta.

O oráculo olhou diretamente para mim com suas órbitas plenamente brancas. Os olhos de Rachel eram encobertos por um halo verde que tornava seu rosto inexpressivo. Inclinando a cabeça levemente para a esquerda, separou os finos lábios novamente e mais palavras ecoaram de sua garganta enquanto a boca não se movia e a fumaça verde envolvia a mim também. — Garças não voam alto, mas podem ir longe; É necessário escolher entre os segredos que esconde; Vença seus medos e retornará ao seu lar; Amigos, amor ou família, escolha o que sacrificar; Mas uma amizade improvável encontrará; Um novo rumo poderá traçar para seu destino mudar ou à escuridão se entregar..

Dito isso, ela desmaiou.

ღ ღ ღ

Minha mente estava perdida em diversos pensamentos enquanto caminhava pelo Chalé 10 de um lado para outro incessantemente. Tanta coisa perturbava meu raciocínio desde que Marte aparecera em um sonho que era como se minha cabeça estivesse circundada por uma nuvem espessa.

“Encontre a chave e vá até a casa de seu avô”, ele dissera apenas, mostrando-me um objeto dourado semelhante a uma chave antiga, pendurada em um cordão. Nenhuma dica. Nada de “boa sorte, querida”. Apenas “vá e faça sem saber porquê”. Mas pelo menos ele cumpre o que promete, pois já havia avisado que entraria em contato comigo para dar alguma instrução a respeito da missão que um dia precisaria executar. Bem, o dia chegou.

As palavras de Rachel se repetiam em minha mente, mas quanto mais tentava compreendê-las, mais confusa ficava. E ainda haviam as palavras sem nexo algum de Quiron, que mantinha seus mistérios e suas meias revelações.

Sobre a mesa de pingue-pongue da Casa Grande, que também era nossa mesa de reuniões, havia jornais do mundo mortal repousados, como se tivessem sido verificados recentemente. No The New York Times, uma fotografia ocupava toda a capa ao mostrar um prédio desmoronando e quatro adolescentes que me eram familiares em meio à destruição. Ao fundo do prédio, um monstro horrendo que eu havia conhecido em outro lugar - o Endth, embora sua imagem estivesse confusa em meio aquele caos. A manchete não deixava dúvidas: “Seres excepcionais destroem Nova Iorque”.

Antes que eu me aproximasse mais para ler a matéria, Quíron também se aproximara da mesa enquanto falava. — As coisas não estão indo muito bem no mundo mortal, mas se um deus lhe convocou para uma missão… Sua saída está autorizada - ele dissera, enquanto abria o jornal sobre a mesa e folheava as páginas com a falsa tranquilidade de quem procurava a página do horóscopo. Será que ele é de Sagitário? Não importa, eu sabia que sua única intenção ao folhear o jornal era trocar a página e impedir minha curiosidade de prolongar-se ao ler o que a capa dizia.

Respirei fundo, cansada psicologicamente antes mesmo de sair do Acampamento em missão. Sem saber o que esperar e sem poder recrutar companhia para aquela aventura, concentrei-me apenas em organizar minha mochila e tentar dispersar os pensamentos negativos da mente.

ღ ღ ღ

Washington DC.

É, eu sei, eu deveria começar minha missão imediatamente e não estar visitando meu pai. Mas precisava encontrá-lo depois de quase dois anos sem vê-lo e, na oportunidade, conseguir alguma orientação para saber meu primeiro destino naquela empreitada.

Dorado e eu aterrissamos no pátio do Centro de Equitação de uma escola que, àquele horário, eu sabia que estaria vazio. Aquela estava sendo, enfim, nossa terceira e última parada.

Meus ossos e músculos não aguentavam mais tanto tempo mantendo uma postura rígida, além de sentir a pele ressecada pelo tempo exposta aos movimentos inquietantes das massas de ar. Portanto, tocar os pés no chão e espreguiçar o corpo havia sido a melhor coisa daquele dia até então.

— Descanse, garoto. Você está indo muito bem - disse ao equino, buscando na mochila algumas maçãs para recompensá-lo. Era a primeira viagem longa que fazíamos e, para suas asas jovens e inexperientes, ele havia se saído muito bem. Nada como a sensação de liberdade e de sentir o vento sob as asas, imagino. — Fique atento quando eu precisar de você, ok? - disse-lhe mostrando o apito mágico e fazendo uma última carícia na lateral de seu pescoço antes de deixar o local.

O pátio da escola estava calmo, como toda o colégio deve estar próximo às 19h. Talvez ainda tivessem alguns funcionários, professores e direção, mas não mais que meia dúzia de pessoas no estabelecimento. Assim sendo, precisava ser discreta ao transitar por ali, mas sem demonstrar que estava fazendo algo de errado, pois isso chama muito mais atenção. Mas, como já esperava, não adianta ser um semideus no mundo mortal e tentar ser discreto. Logo havia ganhado a atenção de um lestrigão, que quicava bolas de basquete flamejantes como se fossem qualquer brinquedo.

Talvez há alguns meses eu me assustasse com aquele monstro, mas francamente, depois do que havia enfrentado, era difícil alguma coisa me assustar dessa forma. Um lestrigão nada mais era que um brutamontes não muito inteligente, assim como um bullier de escola, segundo a explicação de Annabeth.

Protegi a fronte de meu corpo com o escudo, abrindo o braço em um movimento que também afastasse a bola em chamas que ele havia me lançado, fazendo isso até ele ficar sem nada para atirar contra mim, coisa que ele só percebeu depois que estava de mãos vazias. Em nosso embate, eu havia atraído-o de volta para o estábulo e naquele momento ele estava perto o suficiente do bebedouro dos cavalos, só precisava de um empurrãozinho…

Posicionando o disco de bronze celestial horizontalmente diante de meu corpo, lancei-o em direção ao Mister Músculo. O escudo atingiu-o na testa, desequilibrando-o e fazendo recuar um passo, apenas o suficiente para ele cambalear e cair na água, estando impossibilitado de lidar com o fogo. Com isso, ele só precisou de um golpe de misericórdia para deixar esse mundo em pó dourado - nada muito másculo, mediante sua fisionomia.

“Idiota”, resmunguei quando ele se foi, para então deixar a escola e tomar meu rumo.



Washington não havia mudado nada. Ainda me sentia parte do cenário, plenamente capaz de me mover pelas ruas e me localizar em cada esquina. Mas, embora aquela fosse minha segunda cidade mãe, algo não estava parecendo acolhedor nela. Minha intuição dizia para manter a atenção e não baixar a guarda em nenhum momento. Eu só não imaginava que eu era o gado indo diretamente para o abatedouro.

— Elena Castillo García - pronunciei meu nome calmamente para a recepcionista da sede do Exército Norte-Americano, após lhe apresentar um documento de identidade. — Vim ver meu pai, o general García - disse-lhe, para o caso de não ter ficado óbvio o bastante, e sentei-me para aguardar. Como chefe de Estado Maior, ele podia estar ocupado até mesmo para mim, e eu não tinha a petulância de entrar em sua sala sem aviso.

Meus olhos se dirigiram à televisão enquanto a funcionária fazia um telefonema. Na tela, uma das edições em hora cheia do BBC News mostrava as mesmas cenas que ainda eram familiares em minha memória e estavam presentes em meus sonhos e pesadelos - o ataque dos monstros em Nova Iorque e São Francisco. Pior que isso, na televisão era possível reconhecer os semideuses que estavam lutando contra eles.

No centro da tela, um Caoth estava sendo alvo dos ataques de dois meio-sangues, até que um conversível escuro o atingiu em cheio. A imagem congelou brevemente e se aproximou do carro para identificar o motorista. Tratava-se de uma bela moça ruiva que estava executando um plano mirabolante para deter a criatura. “Kyra…”, reconheci-a de imediato.

—Meu carro foi destruído por um desses anormais! - um homem engravatado disse, com o microfone da repórter apontado para a sua cara. Suas palavras tomavam um tom exponencialmente mais severo dizendo que “essas aberrações” haviam destruído toda a cidade e cobrava do governo que detesse essas criaturas antes que fizessem coisa pior.

—Uma garota de uns 17 anos derrubou um prédio sozinha! Isso não pode ser normal! Quem sabe o que eles conseguem fazer?? - dizia outro homem ao ser entrevistado, com expressão estupefata na face como se tivesse visto aquele fato com seus próprios olhos.

— Um deles salvou meu filho - disse uma mulher com a voz embargada e os olhos úmidos, e uma criança de uns quatro anos no colo. — Pra mim, eles são heróis - ela conseguiu dizer, antes que o pranto tomasse seu rosto emocionado e o âncora reaparecesse no estúdio.

De acordo com a reportagem, o governo dos estados de Nova Iorque e Califórnia estavam identificando os “humanos especiais” e procurando-os para fazer esclarecimentos às autoridades. Mas, por enquanto, não se pronunciavam oficialmente sobre a situação.

— Senhorita García? - a recepcionista chamou, em um tom de quem estava há certo tempo tentando falar comigo. — O general Marshall vai falar com você - ela disse, levantando-se para me conduzir até uma sala.

“General Marshall?”, questionei-me, mas após o que havia visto no telejornal, estava estupefata demais para reagir e questionar de quem se tratava. Seguimos por um largo corredor repleto de placas, troféus, medalhas e títulos conquistados pela corporação, até chegarmos à sala destinada ao comandante das Forças Armadas Americanas. Algo estava errado…

A última vez que estive naquela sala foi para receber uma bronca pelo risco que corri ao enfrentar servos de um imperador romano. Eu ainda não havia entendido essa parte, mas enfrentaria eles de novo se fosse para não encarar o general Reymond bravo novamente. Era ele quem ocupava aquela sala anteriormente, mas apesar de sua personalidade forte, eu conseguia confiar nele, que sabia sobre nossa existência, compreendia as anormalidades que ocorriam por causa do mundo mitológico, e preocupava-se em manter o segredo… Ele sabia, inclusive, que haviam legados de deuses da guerra trajados com fardas verde-oliva.

Mas agora… quem era o general Marshall? E onde estava o general Reymond? Eu poderia confiar neste novo comandante como pude confiar no antigo? Minha intuição continuava a dizer para manter a atenção e não baixar a guarda até que descobrisse a resposta.

— Boa tarde, senhorita García, é um prazer conhecê-la - disse o oficial fardado, com o peitoral cheio de medalhas, oferecendo a mão pouco calejada para um cumprimento. Estendi a mão de imediato para saudá-lo, mostrando a melhor expressão de cordialidade que possuía. Através de um rápido olhar por seu rosto, tentava decifrá-lo e compreender o significado do interesse por trás de seus olhos.

Sua feição era rígida e brava, de modo que tal rigidez não era desmanchada nem quando ele sorria. Isso porque seu sorriso não era suficientemente sincero, pois não se entendia até seus olhos. Ele tentava demonstrar uma expressão amena, mas seu olhar era curioso e atento de um jeito que chegava a ser assustador. Ele poderia ter sido considerado belo quando mais jovem, devido ao agradável tom caramelo de sua pele e os olhos verdes como uma linda aurora astral, mas ele tinha uma longa cicatriz na lateral direita de seu rosto que chamava atenção de imediato ao olhar para ele - o que sua expressão dura não ajudava a amenizar.

— Então agora pude conhecer a filha do general García. Ele falava tanto em você, mas nunca a trazia aqui - ele disse, com um tom curioso e levemente amigável em sua voz. Oferecendo-me um lugar para sentar diante de sua mesa, sentou-se em sua poltrona e manteve o ar interessado e curioso.

— Eu passei a morar em Nova Iorque para estudar e não consegui visitá-lo antes - disse tranquilamente, pois já havia desenvolvido aquela mentira antes com meu pai para justificar minha súbita mudança para tão longe. — Ele está muito ocupado no momento? - perguntei, pois ninguém havia me informado sobre meu pai até o momento, mas sem querer ser indelicada com o interesse e a educação do general Marshall em me conhecer.

O oficial reclinou-se contra o estofado de sua poltrona em uma expressão um pouco pensativa, como se estivesse escolhendo as palavras para responder minha pergunta. Enquanto isso, corri o olhar discretamente por sua mesa para colher as informações que pudesse sobre aquele homem. Imediatamente percebi a ausência de fotografias de família, coisa que normalmente os oficiais tinham em suas salas para amenizar um pouco da saudade devido ao pouco tempo que dispunham para dedicar aos entes queridos. Dentre seus livros, pude reconhecer o clássico de Sun Tzu, alguns livros de James C. Hunter que estudavam a liderança, a Revolução dos Bichos e os títulos de Maquiavel. Nenhum padrão que me ajudasse a traçar seu perfil a partir dos títulos.

— Bem, eu não entendo porque não avisaram você, mas ele não trabalha mais aqui.

Meu olhar voltou rapidamente para ele e minha expressão desmanchou-se em desentendimento. — Como assim? - consegui perguntar.

O general Marshall levantou e se dirigiu até a cafeteira colocada em sua sala, servindo duas xícaras de café enquanto falava calmamente. — O general Reymond transferiu ele para uma missão de paz no Oriente Médio há alguns dias. Quando mais precisávamos dele, infelizmente…. O oficial me entregou uma xícara, mas por mais que aquele fosse um líquido irrecusável, não consegui bebericá-lo imediatamente.

Enquanto o general contornava a mesa novamente para voltar ao seu lugar, meus olhos encontraram sobre o tablado uma série de arquivos e fichas militares. “García” era o título de todos, com as respectivas siglas de meu pai, meu avô e meu bisavô. Meu estômago gelou no mesmo instante, mas concentrei-me para não denunciar nada em minha  expressão, enquanto minha intuição soava um alarme interno. Faria sentido se ele estivesse com os arquivos de meu pai para homologar sua transferência repentina, mas porque seu súbito interesse nos outros integrantes da minha família? O que ele estava procurando? Será que os arquivos militares revelam a origem semidivina da minha família?

— Mas… por que ele foi mandado para lá? - perguntei após uma inspiração pesada, sem conseguir entender tais informações. O novo comandante suspirou pesarosamente como se também não entendesse, erguendo os ombros e meneando a cabeça enquanto soltava o ar. — Não sei, o ex-comandante deve ter achado uma utilidade muito mais importante para ele lá - ele disse, arqueando uma sobrancelha com um tom de ironia detectado na voz. — Temos um caso peculiar para investigar por aqui e precisávamos dos nossos melhores oficiais - mantendo o sarcasmo, seu tom agora ganhava traços de irritabilidade.

— Você diz… aquelas coisas que aconteceram em Nova Iorque e São Francisco? - perguntei cautelosamente, com minha melhor expressão de desentendimento. O quanto ele sabia e o que poderia fazer com aquelas informações?

— Exatamente, senhorita García. A propósito… você estava em Nova Iorque, certo? Em sua faculdade ou acampamento de verão… - ele iniciou, prestes a perguntar o que eu poderia saber sobre o ocorrido. De imediato, balancei a cabeça negativamente.

— Passei o feriado com nossos familiares em Porto Rico. Saudamos nossos familiares que partiram na Noite de los Muertos - disse, repetindo as palavras que pareciam ter sido sopradas em minha mente. Quando concluí a sentença, até eu estava surpresa com a bela e convincente mentira que havia inventado.

General Marshall respirou fundo movendo a cabeça vagarosamente para dizer que compreendia e manteve-se em silêncio enquanto mexia em outros papéis repousados em sua mesa. Meu olhar seguia preocupado e curioso para os arquivos de minha família ali. Naqueles segundos, tentava assimilar os fatos e contatenar as ideias, mas parecia que eu ainda não tinha um importante ponto de ligação.

— Desculpe, mas… E o general Reymond? - perguntei tentando disfarçar o meu interesse, pois havia algo de anormal naquela súbita mudança de comando na corporação. Se ele ainda estivesse por ali, precisaria conversar com ele para conseguir compreender o que se passava, qual era a gravidade da situação e quão confiável era o novo general.

O jovem oficial esboçou um fraco sorriso, difícil de decifrar, antes de responder. — Você não acompanha as notícias mesmo - ele comentou como se fosse uma piada para ele e abafou uma risada breve. — Ele foi demitido. Aparentemente ele traiu sua própria corporação ao omitir informações… - ele disse pausadamente, voltando a se sentar na poltrona de comandante. Sabendo disso, eu podia dizer que captara algo em sua aura… Ele se sentia feliz por estar naquele cargo com a saída de Reymond.

Enquanto processava aquelas informações, levei a xícara de café aos lábios, cujo líquido agora estava morno. Ingerir a bebida estava sendo como processar aquelas informações: amargo. Eu não tinha meu pai e nem o general Reymond como refúgio naquele momento, as únicas pessoas a quem podia confiar tudo o que acontecia, e minha intuição cada vez mais acionava o alerta de perigo. Sendo filha de Afrodite, a única certeza que tinha é que eu podia confiar em minhas emoções.


— Bem, obrigada por me receber, general - ia dizendo, pressentindo que o melhor seria não me alongar muito por ali, enquanto deixava a xícara vazia sobre a mesa e me levantava. — Não vou tomar muito de seu tempo. Vou pedir para a recepcionista o número de onde meu pai est-

— Não precisa ter pressa, García - ele se antecipou segurando meu pulso com uma medida de força desnecessária antes que eu soltasse a xícara, quase me fazendo derrubar o objeto de porcelana. Naquele movimento abrupto, pude notar uma tatuagem que mais parecia marcação de gado na parte interna de seu pulso. “001”, dizia a marca, acompanhada por um oroboro - uma serpente comendo a própria cauda. Estranho… Militares não podem ter tatuagens visíveis. — Sua família parece ter algo de especial... Talvez você possa me ajudar com isso - ele disse em um falo tom despretensioso, sem se importar em apontar os documentos familiares  no canto de sua mesa… Ele sabia de algo, só talvez não soubesse o quê, nem interpretar o que sabia.

Pelos documentos que poderiam estar presentes nos arquivos da minha família, ele certamente havia percebido que haviam “buracos” em muitos relatórios… Um dos buracos na ficha de meu pai era a respeito de sua falecida esposa, minha suposta mãe que aparecia em meus registros. Um nome fictício de alguém que nunca existiu. Outro buraco era na filiação de meu bisavô, onde não consta o nome de seu pai. Em que família pode ser comum esses buracos nas filiações ou relatórios incompletos sobre as ações de meu avô e bisavô, que na verdade foram legionários?

Concentrando-me em manter a tranquilidade em meu rosto e uma expressão desentendida, fingi que não havia percebido as entrelinhas em suas palavras. — Não acho que possa ser útil. Quando tudo aconteceu eu não estava no estado… E mesmo quando estava, ficava no campus da faculdade tendo aulas. Como o senhor bem observou, eu não acompanho notícias - respondi, tentando tirar o foco sobre minha família e sorrindo com bom humor. Tentava convencê-lo com o uso do charme em minha voz, interpretando o papel de “garota bonita que não sabe de nada”.

Talvez tenha funcionado.

— Entendo… - ele disse, com uma expressão levemente confusa, reclinando-se na cobiçada poltrona de comandante da corporação. — Mas o seu pai n-

— General, o secretário de Segurança está na linha 2 - disse a recepcionista, abrindo a porta rapidamente para transmitir o recado e deixando a sala logo após.

O comandante levou alguns segundos para decidir suas próximas ações. Por sua expressão, o assunto a ser tratado no telefone não podia ser adiado, e claramente eu não podia aguardar na sala acompanhando a conversa. — Foi um prazer conhecê-lo, general - disse levantando-me, facilitando o seu trabalho em me dispensar de sua sala e aproveitando a oportunidade para me afastar e não tornar a cruzar caminho com ele.

— Aguarde na recepção, por favor. Ainda gostaria de conversar com você - ele disse, aguardando eu me aproximar da porta para tirar o telefone do gancho e atender a ligação.

“Não mesmo”, pensei comigo mesma. Ainda que inventasse a desculpa mais estapafúrdia possível para deixar o complexo rapidamente.

Ao retornar para a recepção, a televisão ali colocada agora mostrava a gravação de uma entrevista com o dito cujo comandante das Forças Armadas, general Marshall, como dizia a legenda de identificação. “Eles serão punidos pelo que aconteceu em Nova Iorque e São Francisco, eu dou certeza disso!”, ele dizia enfaticamente, sendo aplaudido pela população que se encontrava próximo durante a gravação.

Um arrepio percorreu meu braço. Eu precisava evitá-lo enquanto não descobria quem, exatamente, ele era. E tinha que destruir registros de meus familiares antes que ele encontrasse qualquer outra coisa que fizesse aumentar suas desconfianças.

— Seu pai esqueceu alguns documentos na sua sala. Você pode retirá-los? - a secretária perguntou, oportunamente me dando a chance que precisava para descobrir algo mais ou apenas sair dali. “Claro”, havia respondido prontamente, pegando uma chave com ela e dirigindo-me à sala. Ao erguer a cabeça, percebi na mulher algo estranho… seus olhos não continham íris, de modo que ela não parecia estar ali de fato. Um reflexo avermelhado passou sobre suas pupilas e ela sorriu para mim com um ar de cumplicidade.

Independente de quem estava interferindo para me ajudar, eu era grata.

Não havia documento nenhum esquecido lá. Eu sabia que meu pai não teria tal descuido. Mas havia algo naquela sala que eu precisava encontrar. Qualquer referência, qualquer pista… E precisava ser rápido, antes do comandante terminar seu telefonema e perguntar por mim.

Precisava manter distância daquele homem enquanto não descobria suas intenções, mas para isso tinha que sair de seus domínios rapidamente.

Imediatamente percorri as gavetas e apalpei tudo o que havia nelas, tentando encontrar especificamente um objeto que havia visto em meus sonhos na última noite. Havia deixado a porta apenas encostada, para ouvir caso alguém se aproximasse e, através da brecha entre a porta e o batente, podia ouvir parte do movimento na recepção, como o som da televisão e o telefone tocando eventualmente.

Respirei fundo exasperadamente sem nenhum resultado até então. Podia sentir meu tempo esgotando a cada inspiração minha.

Tamborilei os dedos sobre a mesa inquieta, para depois me dirigir a passos apressados para a parede de placas, medalhas e troféus dentro da sala. Nada parecia indicar uma solução.

Ouvi o ranger de uma porta distante se abrir, e a areia do tempo em minha ampulheta chegavam aos últimos grãos.

Não haviam restado muitos  lugares para procurar, mas eram com opções escassas que garimpamos as oportunidades. Percorri os olhos pela parede procurando qualquer dica ou quem sabe uma fenda mágica que me desse o que eu estava procurando, até que encontrei certo quadro e uma ideia me ocorreu. Retirei da parede o quadro com a foto de meu avô, meticulosamente trajado com a farda camuflada cheia de medalhas no peito, para então desmontar o objeto, separando a moldura da fotografia. Entre a proteção externa e a foto, estava exatamente o que procurava: uma chave.

— E a senhorita García, Anne? - ouvi a voz do general Marshall reverberar da recepção, quase derrubando o objeto recém encontrado. Rapidamente juntei a moldura desmontada e guardei-a dentro de um armário, levando a fotografia comigo.

Pendurei o cordão da chave no pescoço e, sem hesitar, apressei os passos em direção à janela.

Eram doze metros. Uma árvore estava próximo o bastante para prestar amparo. Poucas pessoas passavam ali naquele momento.

Ouvi passos se aproximando. Eu tinha que arriscar sem pensar.

Mudando minha roupa magicamente para uma farda camuflada, saltei em direção à árvore, tentando frear minha queda ao segurar em um de seus galhos, então soltando-o e apoiando os pés no chão.

Agora tinha que fingir que era mais uma militar alocada na sede que estava apenas cumprindo seu horário de trabalho administrativo. De imediato, meus passos foram em direção ao lugar com maior movimento de pessoas fardadas, misturando-me a elas e indo em direção à saída discretamente.

Não retornei o olhar para a janela pela qual havia saído. Não me atrevia a correr aquele risco e denunciar meu disfarce. Para minha sorte, não havia justificativa para o general criar alarde e trancar os portões. Dessa forma, apenas deixei a sede, apressando cada vez mais os passos conforme me afastava, para encontrar Dorado em seu esconderijo e iniciar viagem rapidamente.

— Espero que esteja descansado. Temos um longo caminho pela frente.


Adendos:


Duplicador & Bônus:

• XP Pack Insanamente Insano do BO – Por 2 meses OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado (XP, não níveis). [Válido 05/01/2018]

• Esta trama envolve a Seita e os fatos ocorridos após a Cidade dos Monstros, o que me dá o bônus de +50% na bonificação final, como diz aqui

Item solicitado:

Fears [ Uma chave de ouro, pendurada em uma corrente dourada e adornada com uma pedra vermelha em seu centro. Sua aparência está levemente envelhecida e tem aspecto antigo, já a pedra é de origem desconhecida. Sua única funcionalidade é dar acesso ao arsenal do avô de Elena, em Sán Juán, Porto Rico, encaixando-se na tranca da porta de acesso do arsenal dele, general António García. | Efeito: Encaixado na tranca, a chave fica presa e leva a mente da portadora para uma ilusão. A porta só será aberta e o anel liberado após a proprietária do anel vencer seus medos em uma simulação mágica. Se morrer ou se ferir na ilusão, também irá morrer ou se ferir na vida real. Após ter o acesso liberado, só pode retirar uma arma do arsenal por vez. Para retirar um segundo item, precisa repetir o procedimento de entrada. | Ouro e pedra desconhecida | Gama | Desconhecido | Sem espaço para gemas | Trama Pessoal ]

Poderes Utilizados:

Nível 1
Nome do poder: Sempre na Moda
Descrição:  Você tem um pequeno controle sobre a moda. Onde o lugar é frio, consegue em um estalar de dedos se vestir apropriadamente ao clima, e se for quente também. Esse efeito de roupas para uso próprio dura quanto tempo você quiser.
Gasto de Mp: 5 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Isso permite que você mude de roupas sempre que desejar.

Nível 33
Nome do poder: Charme III
Descrição: Você sempre soube que poderia conquistar a perfeição, e que era um dominador nato, com um charme natural. Agora já consegue fazer as pessoas fazerem exatamente aquilo que você quiser, podendo engana-los com mais facilidade, pode fazer amigos se voltarem contra amigos e inimigos contra inimigos, sabendo usar as palavras, qualquer um entra no seu jogo.
Gasto de Mp: 40 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano:Nenhum
Extra: Dura no máximo 3 turnos, depois as pessoas começam a ficar sem entender o porquê de estarem fazendo aquilo. Já consegue confundir qualquer um, independentemente do nível.

Armas & Itens usados:

❥ Garza Protectora [ Escudo de Bronze Celestial, com a figura de uma garça em alto relevo | Efeito elemental: a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras. O fogo fica a frente do escudo, e não esquenta o lado de dentro, logo não pode ferir sua portadora, uma magia antiga impede que aconteça, impedindo o fogo de se espalhar ou machucar a descendente Garcia. | Transforma-se em um anel com um pequeno símbolo da família García: um brasão com três leopardos vermelhos. | Bronze Celestial | Status: 100%, sem danos | Mágica | Quando o Passado Revive (Evento) ]

❥ Espada de fragmentos [ É uma espada totalmente feita de ferro estígio, tendo o cabo envolvido em couro. Ela foi totalmente corrompida pela ira, para ficar mais poderosa.| A arma se alimenta do HP da criaturas que atinge e armazena sua essência, passando-as por dois turnos para seu portador, ou seja, durante dois turnos 50% do HP das criaturas atingidas por essa arma, são passadas para o seu portador, no caso, o dono da espada.| Ferro estígio e couro.| Espaço para duas gemas.| Alfa. | Status: 100%, sem danos | Mágica. | A Mente Liberta (evento) ]






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Re: ❥ A Ascensão da Rosa

Mensagem por Hércules em Qui Dez 28, 2017 10:12 pm


Elena C. Garcia


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 10.000 XP

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 19%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 9.900 + 50% = 14.850 x 2 = 29.700 XP + 9.900 Dracmas

Comentários:
Elena, vamos lá. Vou começar pela minha parte favorita: os erros. Na verdade, para minha infelicidade, eles foram poucos. Primeiro, você repete muito a conjunção adversativa "mas". Sugiro que use o sistema de buscas chamado google para aprender umas outras. Quer dizer, você até conhece mais delas, mas (olha eu usando sua palavrinha favorita) acaba esquecendo por sei lá qual motivo que também não me interessa. Segundo, quando "haver" se apresenta como verbo impessoal com significado de existir, ele sempre fica na 3ª pessoa do singular. É engraçado porque o mesmo vale para "ter" e em um só parágrafo você acertou e errou. O que me faz crer que é falta de atenção, explicável pelo tamanho do texto.

Deixando a parte chata de lado, mesmo sendo minha favorita (eu já falei isso, não falei?), tenho que te elogiar pela qualidade da narrativa. Deve ter reparado que sua nota foi praticamente a máxima, ainda que o valor da CCFY não tenha sido o máximo para seu nível, o que nada mais é que um reflexo de seu esforço e bom trabalho. É incrível como você narra bem e olha que eu detesto ler - sério, eu realmente não gosto. Só que todo o background de guerra e história acabou tornando a leitura bastante agradável e leve. Fui capaz de sentir a tensão do momento da busca pela chave mais ao fim do capítulo, assim como achei brilhante a atenção da personagem aos detalhes dos cenários. Cito a parte em que ela procura por pistas no escritório do Marshall, a que achei mais absurda de tão simples e real (pois mostrou a genialidade da garota).

E é isto, parabéns e blá blá. Eu ia falar que não vejo a hora de ler o restante, só que se eu pudesse não leria nada mesmo então tanto faz. Por sinal, seu item foi concedido.

Atualizado.


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Re: ❥ A Ascensão da Rosa

Mensagem por Elena C. García em Ter Jan 02, 2018 10:02 pm

Capítulo 2


Duplicador:

XP Pack Insanamente Insano do BO – Por 2 meses OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado (XP, não níveis). [Válido 05/01/2018]

Contextualização:

Oi, avaliador! Tudo bem?

Vou pontuar algumas coisas da minha trama abaixo para ajudá-lo a entender o que vai acontecer a seguir, pois você pode não ter lido minha história até aqui.

• Elena é descendente de Marte em 4ª geração. Seu bisavô era filho do deus romano da guerra, iniciando a genealogia de legados desse deus. O avô e o bisavô de Elena, além de legionários romanos, serviram ao Exército. Atualmente, o pai de Elena também é um oficial militar. A descendência de Garcías foi amaldiçoada a morrer em campo de batalha, mas existe uma profecia que diz que Elena pode quebrar esta maldição e evitar que seu pai morra dessa forma.

• Em outra oportunidade, Elena conheceu o general Reymond, comandante do Exército dos EUA. Ele sabe da existência de semideuses, dos acampamentos, e, pela importância do seu cargo, ajuda a manter as anormalidades do mundo mitológico em segredo. Provavelmente ele é um semideus.

• Esta trama ocorre pouco após a Cidade dos Monstros.

• No capítulo anterior, Elena descobre que o general Reymond foi demitido por aparentemente estar escondendo informações e conhece o novo comandante da US Army, general Marshall. Ele desconfia que os García são diferentes, pelo acesso que teve aos documentos da família de Elena.

• Neste capítulo, Elena volta à sua terra natal, Porto Rico, para obter informações e por recomendação de Marte.



O caminho aéreo de Washington DC a Sán Juán nos faria passar sobre o Oceano Atlântico a maior parte do tempo, sem nos dar oportunidade de descanso e nos colocando sob os riscos das intempéries climáticas ou dos diferentes monstros que poderíamos encontrar. Em posse de meu smartphone divino, escolhi uma trajetória com pelo menos cinco paradas paradas e sem o risco de me perder: iríamos seguir a costa litorânea, contornando o seu caminho para que não nos perdêssemos e, chegando em Miami e atravessando para as Bahamas, o trajeto das ilhas, passando pela República Dominicana, nos levariam direto à Porto Rico.

Nossas paradas para descanso incluíram a Virginia Beach, a Wrightsville Beach, ambas cidades litorâneas bastante tranquilas, Charleston, na Carolina do Sul, até que arriscamos um vôo mais longo e paramos em Jacksonville, na Flórida. A madrugada já avançava, então optamos por parar no ginásio de uma escola para tentar dormir um pouco e preencher o vazio que havia em nossos estômagos. Com uma goma de mascar marota que havia adquirido numa das lojas de Nova Roma, arrombamos a porta do ginásio para poder descansar em um lugar coberto e suficientemente seguro. Bastou juntar os colchonetes e tínhamos o suficiente para dormir uma boa noite de sono.

Entreguei a Dorado as últimas frutas que tinha em minha mochila para alimenta-lo, e logo nos ajeitamos para dormir. Ele rodou sobre os colchonetes inúmeras vezes antes de curvar os joelhos e deitar-se sobre as patas, buscando a posição mais confortável para alguém que preferia feno e palha. Logo depois me deitei, me escorando contra o equino alado para descansar o corpo, embora a mente ainda estivesse ligado no 220 V.

Retirei da mochila alguns jornais que havia comprado pelas cidades que paramos, folheando-os atentamente para compreender melhor o que estava acontecendo e compreender a gravidade da situação. Mas, em algum momento enquanto lia, meu corpo cedeu e se entregou ao cansaço, caindo em um sono profundo. Esse é o pior tipo de sono quando estamos em missão, pois Morfeu nos leva a sonhos que nos deixam a impressão de sequer termos dormido e acordamos com o coração a mil.

Estava na sala que havia pertencido ao meu pai no instante em que o general Marshall dava um forte soco contra a mesa. “Mas que droga”, ele reclamava enquanto olhava em direção à janela aberta. Ele respirou fundo controlando sua raiva enquanto apoiava os braços contra o tablado da mesa, sustentando assim o peso do seu corpo.

“Você não me engana, garota… Ainda vou saber o que você é”, ele disse com determinação, olhando para si mesmo através do reflexo do vidro. Era um homem com grandes ambições, ambições estas que o levaram ao cargo de comandante da corporação. O que mais ele queria além disso? Quão ambicioso era seu orgulho para querer reconhecimento naquela empreitada contra nós, semideuses? Ele me causava arrepios.

Outros sonhos provavelmente preencheram minha mente durante a madrugada, mas eles foram interrompidos quando acordei com o som da chuva. O telhado do ginásio era de um material sensível a vibrações, de modo que o som da chuva parecia amplificado no interior do espaço esportivo. Alguns segundos foram necessários para eu me localizar e compreender onde estava e porque estava ali. Com o barulho, Dorado apenas bufou e se ajeitou sobre os colchonetes de uma maneira mais confortável, sem de fato acordar.

Olhei para a tela do celular para conferir a hora. Eram 4h30. A temperatura havia caído subitamente, o que eu teria julgado ser por causa da chuva que assolava a cidade, mas questionei-me acerca disso quando vi um vulto do outro lado do ginásio. Com o mínimo de barulho possível, envolvi o punho da espada de fragmentos em minhas mãos e conferi se o anel familiar encontrava-se em meu dedo, enquanto fitava a direção do ser que havia nos visitado.

Discretamente, levantei-me e me afastei da iluminação que vinha da janela central, misturando-me à escuridão e me aproximando em silêncio. Pretendia aproveitar o elemento surpresa e ter vantagem em meu ataque, mas o monstro era mais experiente que eu em se mover na escuridão e antecipou-se em atacar com um arranhão feroz em meu braço.

Recuei um tanto assustada, sem ter captado sequer um sinal de como ele havia se aproximado tão rápido e de onde havia me atacado. Eu não conseguia vê-lo na escuridão nem ouvir a sua aproximação, de modo que eu estava sendo uma isca fácil aos seus golpes. Sua presença emanava uma aura gélida de modo que ele parecia ser a origem de todo o frio que pairava sobre a região. Ativando o escudo de meu anel, amparei um de seus golpes no último segundo, embora ainda tenha deslizado para trás. Com o impacto, as chamas do escudo se ativaram e tive um vislumbre de sua aparência negra e sombria. Sabia, até então, que estava lidando com uma criatura que tinha pouco mais que o dobro de minha altura e poderosas garras.

Com o escudo segurado horizontalmente, atirei-o para frente como um disco, ativando suas chamas para contornar a criatura e eu tentar compreender melhor o que é que estava enfrentando. Com o breve vislumbre das chamas, vi que seu corpo era coberto por uma carapaça negra, que se estendia às suas garras letais. Sua face horrenda não merecia ser vislumbrada, e naquele instante cometi o erro de olhar para seus olhos.

Percebendo tardiamente o que nos acontecia, Dorado relinchou e colocou-se de pé, mas sem coragem suficiente num primeiro instante para avançar e atacar a criatura. Mas, com a urgência de ver que eu estava estagnada no lugar sem reagir e que o monstro erguia suas garras em minha direção, o equino obrigou-se a avançar, esbarrando contra mim para me retirar do alvo do monstro e empurrando-nos contra a parede.

Pisquei confusa, tremendo não apenas pelo frio físico causado pelo ambiente, mas pelo frio que parecia ter invadido o interior do meu ser ao olhar dos olhos daquele monstrengo. Quando meus olhos encontraram Dorado, compreendi com gratidão que ele havia evitado o fim repentino de nossa missão.

Não havia mais tempo para raciocinar e voltar a mim, pois o ser sombrio estava prestes a atacar de novo, agora tendo como alvo o corpo do pégaso que se encontrava entre nós. Com o escudo ainda ativado, saltei sobre as costas do pégaso em um rolamento, passando para o outro lado do seu corpo e usando o disco de bronze celestial para proteger-nos das garras do andarilho. Seu impacto era tão forte que fui obrigada a curvar-me e apoiar o corpo sobre um dos joelhos, mas as chamas que se ergueram do escudo assustaram-no outra vez e ele recuou. Parece que ele não gosta de fogo.

— Dorado, para o outro lado - orientei o equino, que começou a contornar o espaço com a distância necessária para sua própria segurança. Enquanto isso, defendia-me dos golpes do monstro sombrio e mantendo o olhar distante de seus olhos. Em outro ataque dele, no qual sua força me fez curvar o corpo sobre os joelhos novamente, reagi rápido e tentei usar a lâmina de minha espada para cortar seu pulso, mas a carapaça de sua pele o protegeu. Devido ao escudo ter a capacidade de queimá-lo, ele havia ficado receoso para atacar.

Havíamos nos dirigido para o centro do ginásio em meio ao embate, sob a luz artificial que vinha da rua e o brilho noturno da lua e das estrelas permitia uma iluminação fraca, mas suficiente, para melhorar a visão. Quando Dorado estava atrás do monstro, assenti em sinal para que ele atacasse, e ele o fez com suas patas traseiras, coiceando atrás do que seriam os joelhos do monstro, que foi pego desprevenido, desequilibrou-se e caiu ajoelhado. No segundo seguinte, ele estava sendo envolvido por fortes roseiras e espinhos. Estes sequer arranhavam sua pele, mas os galhos e pétalas serviriam como intensificador para as chamas que seriam ateadas.

Lançando o escudo em sua direção novamente, as chamas tocaram as roseiras e começaram a se alastrar pelos galhos e rosas que envolviam a criatura, que se encontrava com os braços presos junto ao corpo. Com isso, eu tinha a oportunidade necessária para saltar e golpeá-lo com a espada próximo ao seu pescoço, em uma região desprovida da resistente pele que o revestia. Assim, o monstro sombrio dissolveu-se em pó, que logo foi incinerado pelo fogo.

Após recuperar o ar em longas inspirações, acariciei o pescoço do pégaso e cobri-o de elogios pelo auxílio que ele havia prestado. Por mais que eu quisesse descansar mais um pouco e esperar amanhecer para conseguir comida para também alimentar o equino alado, não podíamos permanecer ali. — Vamos andando garoto, os monstros já começaram a nos achar - disse a ele, pois ainda tínhamos muitos quilômetros e outras paradas de descanso planejadas, todas em cidades supostamente tranquilas. Mas é claro que ainda encontraríamos monstros para animar nossa trajetória.


ღ ღ ღ

— Elena! - minha avó arfou ao me ver, com a voz fraca devido à idade e surpresa no olhar. Fazia tantos anos que não nos víamos que foram necessários longos segundos em um abraço para começar a matar a saudade. — Deixe seu cavalo no estábulo e entre logo. Veio só com essa mochila?

Como toda a avó tradicional, Luzia García - ou Luz, para os mais íntimos - preocupou-se em me encher de guloseimas assim que cheguei, ocupando-se na cozinha enquanto eu tomava um banho e me hospedava em um quarto. Após a viuvez e o crescimento dos filhos, ela foi ficando sozinha, entristecida e carente por atenção. Qualquer visita era motivo de alegria, especialmente quando meus pequenos primos ficavam em sua casa.

E era com empolgação que ela contava sobre como Alonzo estava indo bem na escola ou como Isabel estava linda na última apresentação de teatro da qual participou, enquanto eu enchia a boca de bolo. Não havia percebido como estava faminta, mas se tratando de comida de vó, o apetite ainda dobra. — Nunca vi uma representação melhor de Sonho de uma Noite de Verão - ela contava empolgada enquanto eu bebericava o café.

— Vó… - interrompi-a terminando de mastigar o bolo e engolindo-o. — Você recebeu alguma ligação do serviço do meu pai nos últimos dias? - perguntei despretensiosamente, sem querer preocupa-la com nada. Ela tomava seu chá de hortelã enquanto me ouvia, deixando a xícara sobre a mesa com uma expressão pensativa no rosto. — Não, querida. Por que?

— Nada, só pra saber como estão as coisas lá - disse levantando os ombros sem demonstrar preocupação, logo voltando para o assunto anterior. [color=#EF315F]—[b] Mas com quantos anos Alonzo está mesmo?


ღ ღ ღ

Deixei-me repousar e esquecer dos problemas pelo menos naquela noite. Eu merecia descanso depois de duas longas viagens com Dorado e ataques no caminho. Mas, acima do cansaço físico, o cansaço psicológico me afetava como uma bigorna que pairava sobre minha cabeça e pressionava o crânio com preocupações demais para alguém da minha idade.

Por mais que o meu corpo estivesse cansado, minha mente se mantinha ligada e não me deixava dormir. Passei muito tempo me revirando na cama até que resolvi levantar, para então perceber que o cordão com a chave sobre a cômoda parecia piscar. Sutilmente, mas era perceptível que o objeto estava inquieto com algo. Ao tocar no metal, ele estava quente de um jeito anormal. — É você que não está me deixando dormir? - perguntei ao objeto. Em resposta, ele apenas continuou emitindo seu brilho de modo constante.

Soltei o ar impaciente. Ia ter que descobrir o que aquele objeto pretendia dizer se quisesse dormir.

E eu não era a única com insônia. Ao descer as escadas, encontrei minha avó na sala, sentada no sofá perdida em seus próprios pensamentos. — Desculpe, eu acordei você? - ela perguntou, recuperando-se de sua distração com um tom saudoso na voz.

— De modo algum. Eu que estou muito inquieta para conseguir dormir - disse-lhe, indo sentar ao lado dela. O relógio da sala marcava 2h15. — Por que não está dormindo?

Ela sorriu sem muita alegria em sua face, baixando o olhar para suas mãos e mexendo-as enquanto falava. — Acho que pelo mesmo motivo que você - disse apenas. Com o olhar ainda baixo, ela encontrou em minha mão o objeto causador da minha insônia e sua expressão mudou para um misto de surpresa e espanto.

— Você… encontrou? - ela perguntou olhando-me com os olhos arregalados. Eu concordei sem realmente entender.

— Sim… Acho que estava com meu pai. O que é, exatamente? Um brilho tomou seus olhos como se precisasse ter visto aquela chave para reaver algumas lembranças. Ela tomou o objeto em suas mãos com cuidado e admiração, passando a ponta dos dedos pelos dentes da chave enquanto seus pensamentos tomavam distância para um salto.

— Era do seu avô. Eu via isso com ele sempre que ele tinha uma missão… - ela disse pausadamente.

Eu sempre tive a impressão que minha vó sabia mais do que demonstrava sobre nossa família. Afinal, seu marido havia sido legionário da Duodécima, por mais que ele tivesse se aposentado e construído uma vida fora de Nova Roma, ele não havia deixado de ser um legado. E, para manter a maldição em segredo do meu pai, meu avô teve de ser franco com ela.

— Desça até o sótão. Você vai encontrar mais um lance de escada para descer até um andar subterrâneo. E vai precisar disso - ela explicou, devolvendo a chave sobre a palma de minha mão, e envolvendo-a me fazendo fechar os dedos em torno do objeto. — Boa sorte.


Meus passos ecoavam por aquele andar até então desconhecido, enquanto eu me aproximava de uma porta de metal com uma única tranca. Era a única sala naquele subterrâneo, meu único destino.

Fiz o que qualquer um faria: encaixei a chave no trinco e tentei girar a maçaneta para abrir a porta. Ela moveu-se um centímetro para dentro, mas só para me aplicar uma pegadinha, voltando a encostar-se bruscamente contra o batente. A tranca abaixo da maçaneta emitiu um brilho avermelhado e a chave vibrou inquieta.

Forcei a porta outras vezes, empurrando-a com o ombro para obrigá-la a abrir, mas sem resultado. Como qualquer pessoa normal, ia tentar retirar a chave e inseri-la novamente na tranca, mas descobri que minha mão esquerda estava magicamente colada na maçaneta. Igualmente, a chave não saía do trinco e estava ainda mais quente do que antes, emitindo seu brilho avermelhado. — Mas o que é isso...?

A porta respondeu. Sobre o metal, surgiram as palavras “vença seus medos” holograficamente. E, quando o texto se desmanchou, perdi a consciência.

ღ ღ ღ

Despertei abruptamente submersa na água. Meus olhos arderam ao abri-los e a água turva não me ajudava a enxergar mais de três metros à minha frente.

Tive que fazer um esforço sobrenatural para não puxar o ar inexistente para meus pulmões. Minha única preocupação era emergir o mais rápido possível, por duas razões muito simples: eu não sei nadar e meu maior medo é me afogar.

Movi os braços alternadamente para cima, puxando a água para baixo enquanto tentava alavancar o corpo para a superfície. O esforço parecia inútil, pois meu corpo subia poucas dezenas de centímetros para cima e a correnteza era forte. Em uma pausa curta para tomar mais impulso, todo o meu esforço foi por água abaixo - desculpe o trocadilho -, pois retornei ao ponto inicial.

Àquela altura meus pulmões já começavam a se desesperar por ar e a ausência de oxigênio já começava a preocupar minha mente e impedi-la de raciocinar direito. Com desespero, meu corpo debatia-se na água em uma tentativa apavorada de chegar à superfície, mas longe de lograr êxito na tarefa. Não podia existir morte pior que aquela, que envolvia todo o corpo em desespero. Em uma tentativa desesperada de se abastecerem, meus pulmões quase cediam à tentação de inspirar água.

“Vença seu medo, Elena”, uma voz falou comigo, vinda de minhas lembranças.

Era tão difícil não ceder...

“Um apanhado de moléculas de H2O não pode ser mais forte que você”, meu pai repetia em minhas lembranças. A água em torno de meus olhos se misturava às minhas lágrimas naquele momento, mas cedi à adrenalina que escassamente corria por meu corpo para me fazer lutar pela vida.

Com os pés apoiados no solo submarino, flexionei os joelhos e tomei impulso para cima, repetindo o movimento alternado dos braços para me mover para a superfície, dessa vez concentrando minha força herdada de Marte nos braços para que eles continuassem em movimento. Mantinha, também, a existência de energia cinética abaixo de mim movendo os pés conforme subia.

Com uma inspiração desesperada e aflita, puxei o ar para meus pulmões ao emergir a cabeça da água, procurando rapidamente por alguma coisa na qual pudesse me apoiar para me manter na superfície. Para minha verdadeira sorte, havia um pedaço de madeira boiando, talvez oriundo de uma canoa naufragada.

Sem pensar em nada além de reabastecer os pulmões e oxigenar o corpo, apoiei os braços e debrucei a cabeça sobre a madeira. Só que a aventura pelos meus medos estava apenas começando.

Subitamente a água em torno do meu corpo desapareceu, junto com todo o cenário à minha volta. Existíamos apenas eu e a gravidade, que me levou em queda livre diretamente para um terrível nada.

Gritei e debati meu corpo, tentando girar cento e oitenta graus para ver onde cairia e quão longe estava de virar uma panqueca. Só que, de repente, havia chão sob meus pés e eu estava gritando ridiculamente por nada. Que pegadinha idiota.

Ao abrir os olhos e observar o lugar onde estava, descobri-me cercada por mim mesma. Era uma sala de espelhos, como aquelas que visitamos em circos ou parques de diversões. Normalmente era uma atividade legal, mas naquele momento eu estava assustada e tensa com o que poderia se suceder.

Com passos calmos e silenciosos, girei em torno de meu próprio eixo conferindo o espaço, atenta para qualquer coisa que parecesse fora do normal. Mas, em determinado momento, meus olhos assustados encontraram meu próprio reflexo em um dos espelhos, e parei observando minha própria expressão. Minha postura estava tensa aguardando pelo pior, minhas roupas ainda estavam molhadas pelo quase afogamento, com mechas de cabelo coladas em minha cara, e a fisionomia emitia medo. Era impossível estar bonita naquele momento.

—Você é patética - disse uma voz feminina.

Assustada, retirei a espada da bainha e apontei-a na direção dos espelhos, procurando meu oponente. — Quem disse isso? - perguntei, tentando fazê-la revelar sua posição.

— Você -, ela respondeu. Dessa vez, a voz pareceu vir de um lugar totalmente diferente, fazendo-me virar em outra direção. Mas, no momento em que dei as costas a um dos espelhos, algo me empurrou e me fez esbarrar bruscamente contra outro espelho. O forte impacto fez com que o vidro refletor trincasse e arranhasse meu rosto. A voz riu em tom zombeteiro enquanto eu me recomponha.

— Apareça e lute de verdade! - gritei com indignação para os diversos espelhos.

Vagarosos segundos passaram em silêncio, fazendo minha tensão aumentar. Continuava observando atentamente o espaço ao meu redor para evitar ataques surpresa, girando devagar e apontando a ponta da espada para qualquer lugar de onde minha adversária poderia vir. Até que parei por um instante, respirando fundo e encarando um de meus reflexos.

Tal como eu, meu reflexo estava com a postura levemente arqueada com a espada de ferro estígio em punho, apontando-a para mim e mantendo um olhar feroz e também assustado no rosto. Jurei que estava começando a enxergar coisas quando meu reflexo atenuou a tensão em sua expressão e esboçou um pequeno sorriso. Aquilo me surpreendeu, fazendo-me recuar um passo e franzir o cenho tentando ter certeza que não estava começando a pirar com aquele jogo psicológico.

Mas não era brincadeira nem loucura da minha parte. Meu reflexo parou de me imitar e começou a se aproximar do espelho, que pareceu se tornar líquido para que ela atravessasse. Eu estava estupefata e não conseguia formar frases direito.

— O qu-Quem é você?

— Você, só que melhor - ela respondeu com prepotência, posicionando-se à minha frente e cruzando os braços após embainhar a espada.

Como ela podia se dizer melhor que eu se era meu reflexo? Éramos fisicamente iguais, e ela não podia ter desenvolvido características próprias de dentro de um espelho. Podia?

— Sou o que você sempre quis ser - ela continuou, aproximando-se de mim enquanto falava. — Aprovada e abençoada por Marte… - dizia, contornando o espaço em torno de mim e pegando uma mecha de meu cabelo enquanto falava. — Mais forte e poderosa... Uma ótima arma para Nyx matar meus amigos depois - completou, encerrando a frase com os lábios próximos ao meu ouvido.

— Não! - disse empurrando-a. Meus amigos não morreriam naquela guerra. Não acreditava que era o que Nyx queria, ela não pretende mergulhar o mundo em caos e destruição. Quem faz isso são os olimpianos. Eu não seria responsável por nenhuma morte.

— O que foi? Não consegue aceitar que é uma traidora? Eu sim

Com raiva, brandi a espada na direção dela, movendo a lâmina em direção ao seu pescoço. Ela desviou com agilidade, levando o tronco para trás e baixando-o depois, contornando a área externa ao meu braço e segurando meu cotovelo. Puxando-me para perto dela, flexionou o joelho e atingiu abaixo de minha costela com brutalidade. Arfei e levei a mão livre ao local atingido, com dor pelo golpe sofrido.

Ela desembainhou sua espada, uma lâmina de ferro estígio como a minha, dispondo-se a uma batalha igualitária. Temendo a força de seus golpes, ativei minha armadura enquanto ainda me recuperava, para então retomar a postura para a batalha.

Precisava concordar que ela era o que um dia desejei ser. Forte, poderosa, destemida. Sua lâmina era manejada com maestria e exigia o máximo de minha atenção e agilidade para desviar de um golpe fatal. Ela era incansável. Não importava os diferentes métodos que usava para tentar detê-la, ela sempre tinha outro golpe articulado e não se esgotava. Ela era sagaz. Sempre tinha uma sequência após um golpe, sempre tinha uma alternativa inteligente para não me dar vantagem na batalha. Seu olhar atento buscava meus pontos fracos em combate, onde eu não defendia corretamente, e sabia aproveitar bem aquilo para si. Ela era uma grande combatente. Não dependia apenas da sua lâmina para obter vitória, mas também sabia usar a mão livre em seu favor para me golpear e se adiantar em batalha. Ela era sanguinária e competitiva. Irredutível, estava disposta a tudo para vencer. Seus orbes vermelhos revelavam a sua bênção do deus da guerra e a tornavam ainda mais voraz. Ela era o que eu temia me tornar.

Em contrapartida a uma investida minha, ela moveu o punho de modo a impulsionar minha lâmina para cima, segurando meu pulso com a mão livre e pressionando-o com tanta força que me fez emitir um grito e soltar a espada. Abençoada com uma força descomunal, a outra eu puxou-me para mais perto apenas para atingir meu abdômen com um chute, lançando-me alguns metros para trás.

Novamente ela me fazia perder o ar da maneira mais desagradável possível. Meu corpo chocou-se contra um dos espelhos com força o suficiente para despedaça-lo. Quando isso ocorreu, a imagem dela tremeluziu. Ela dependia dos espelhos para existir, é claro.

— Desista - ela sugeriu, baixando a lâmina de sua espada e olhando-me com desprezo enquanto eu cuspia sangue e tentava me recompor. — Você não consegue me vencer.

Fechei meus olhos com raiva, tentando impedir que suas palavras entrassem em minha mente. Minha mandíbula trincava enquanto eu tentava ignorar seu convite à desistência. Tantas vezes achei que seria impossível vencer, mas pude provar o contrário para mim mesma. Não seria aquela versão biônica de mim mesmo que diria o contrário.

“Conhece o teu inimigo e serás forte. Conhece, também, a ti mesmo e serás imbatível, disse e será forte. Conhece a ti mesmo e será imbatível”, havia dito Sun Tzu. Para minha sorte, eu conhecia os dois.

Sem me preocupar em recuperar minha espada, me aproximei da outra Elena com mais coragem do que o que eu realmente sentia, mas determinação o suficiente para não deixá-la me vencer. Com as mãos limpas, trajada apenas com a armadura, amparei uma de suas investidas com o bracelete que cobria todo o antebraço esquerdo, e com o antebraço direito prensei a lâmina da sua espada entre os braceletes. Com todo a força e ódio que podia alimentar de mim mesma, forcei a lâmina até quase quebrá-la.

Não tem explicação para o que fiz, apenas a força alimentada pelo ódio, pela adrenalina e desejo de superar a mim mesma - literalmente. Com os punhos envoltos por uma aura avermelhada, dirigi o primeiro soco direto contra seu rosto, um golpe doloroso até para a minha vaidade. Tomada pela fúria e aproveitando os pequenos segundos de vantagem adquiridos, apanhei os cabelos dela com brutalidade, tocando em outro ponto fraco de nossa vaidade, puxando-o sem dó nem piedade e empurrando-a contra um espelho.

O vidro quebrou-se com violência na região atingida por seu rosto, e do ângulo em que estava só pude ver o sangue escorrer pelo espelho após o golpe. Eu havia conseguido provocar ainda mais a sua fúria, ou deixá-la sem reação pela sucessão de golpes repentinos.

Ela usou seu cotovelo para me golpear e fazer-me enfraquecer a força aplicada contra ela para que conseguisse se soltar e não perdeu tempo para contra atacar. Mas eu não tinha medo. Estava no controle de nosso embate agora, controlando para onde íamos e não me deixando atingir por ela. Por onde passávamos, eu quebrava os espelhos existentes em um movimento em que ela pensava que eu havia errado um golpe contra ela, pensando estar em vantagem. Mas, sem se dar conta, deixava-me enfraquecer sua fonte de existência.

Meus punhos sangravam devido aos fragmentos dos espelhos que haviam me cortado, mas era uma dor suportável ao ver que os golpes da outra Elena ficavam cada vez mais fracos e ela cada vez mais cansada. Desviei de um de seus socos em tempo de deixá-la quebrar o penúltimo espelho, contornando-a e pressionando seu pescoço contra o vidro recém espedaçado. — Onde está sua força agora? - perguntei-a, apertando mais o seu pescoço e vendo, agora, medo em seus olhos. Ela se debateu, mas, sem cerimônias, atirei-a contra o último espelho quebrando-o, para então recuperar minha espada e dar fim à vida daquela que se dizia eu.

Diante de todos os espelhos quebrados, os inúmeros reflexos apresentados sobre os vidros mostravam réplicas de uma mesma Elena. Ainda molhada, com o rosto arranhado e marcado de sangue, ferimentos da batalha recém enfrentada, mas o principal: uma Elena que sabia vencer a si mesma, a principal característica de um bom guerreiro.

Mas eu ainda não havia vencido todos os meus medos e sabia disso. A sala também sabia, e fez o favor de se incendiar para provar isso. O fogo se alastrou com uma rapidez impressionante, como se as paredes estivessem cobertas por um líquido inflamável, e em poucos segundos as chamas haviam me cercado, sem proporcionar uma fuga.

Ver as chamas cercarem a sala e diminuírem o raio de seu círculo à minha volta fazia com que eu recuasse alguns passos, mas não havia para onde fugir. Não havia espaço que não fosse ser consumido pelas chamas. E eu estava desesperada com aquilo. Como podia alguém temer água e fogo na mesma proporção? Todos tememos a morte, de alguma forma, e são as formas nas quais ela se apresenta que podem nos encher de medo.

“Pense, Elena. Pense...”. Limpei o suor da minha testa, começando a sentir o oxigênio ser consumido do espaço e, com isso, tossindo. Ao passar a mão por meu pescoço secando as gotículas de suor que também se formavam ali, meus dedos encontraram o colar que adornava aquela região, mas que era mais do que um enfeite. Rapidamente uma ideia me ocorreu.

Puxando o objeto de meu pescoço, deixei-o assumir sua verdadeira forma como um arco longo e, junto dele, a aljava surgir às minhas costas. Retirei uma flecha e embebi sua ponta com o sangue do ferimento em meu rosto, e posicionei a flecha no cordel enquanto rezava. — Poderosa deusa Quione, aceite minha oferenda e leve essa flecha com a sua bênção - intercedi, como nunca antes, pois minha vida dependia daquilo. As chamas se aproximavam e já me cercavam em um raio de 3 metros.

Dirigi a ponta da flecha para o teto, em um ponto de madeira onde a ponta da seta cravaria com facilidade. Retesei o braço esquerdo com o qual segurava o arco, e estiquei o braço direito com o antebraço paralelo à haste da flecha, para então dispará-la em direção da parte superior da sala. Ao cravar sua ponta na viga de madeira, o gelo começou a se espalhar pelo teto e, tão rápido quanto se dispersava, também era convertido em líquido, criando uma breve chuva que atenuou as chamas o bastante para eu encontrar uma brecha em meio ao círculo flamejante para fugir por um corredor.

Quando meus olhos se abriram, me vi novamente diante da porta metálica, com a chave presa na trinca. Ao girar o pulso, a trinca se moveu e desbloqueou a porta. O bloco de ferro moveu-se para trás e exibiu um arsenal repleto de variedades e itens úteis. Mas eu não podia me deslumbrar com a quantidade de armas e objetos disponíveis ali. A porta alertou-me antes de eu passar: ”O bom soldado precisa de apenas uma arma que saiba usar bem. Escolha com sabedoria”.


ღ ღ ღ

Jogada sobre a cama, repousava o corpo da luta contra os meus piores medos, ainda sem entender porque os ferimentos eram reais se os acontecimentos não haviam sido. Diversos pontos de meu corpo doíam como se realmente tivesse lutado com uma réplica minha, me afogado em um mar revolto ou respirado o ar consumido pelo fogo. Havia sido uma experiência que eu só poderia ter vivido naquela ilusão, e sentia que ter enfrentado meus piores medos e vencido-os havia me tornado mais forte em muitos sentidos.

— Como você está, Elena? - minha avó perguntou, entrando no quarto de repente é aproximando-se para sentar ao meu lado na cama. — Seu avô demorou da primeira vez que foi para aquela sala. Mas depois, demorava cada vez menos… Talvez fique mais fácil vencer os medos com o tempo - ela disse, com seu tom manso e voz pausada, ajudando a acalmar meu coração apenas com sua presença e aura tranquila.

— Como temos algo assim no porão? - perguntei, virando-me em sua direção, mas cansada demais para sentar-me na cama.

— Não temos. É aquele porão que agora tem uma casa - respondeu, dando-me um sorriso e acariciando meu rosto de modo que me fez sentir uma criança novamente. — Seu avô descobriu aquele lugar quando ainda era um legionário, e construiu essa casa sobre ele depois. Ela sempre teve essa característica de levar as pessoas para ilusões de seus medos para deixá-las passar. Ela dizia isso mantendo o tom sereno e despreocupado, quase como se estivesse contando uma história de ninar para sua neta quando criança. Assim, ela me fazia esquecer as preocupações por enquanto e me levava a um sono doce e profundo.

— Elena?

— Hm?

— Fique o tempo que precisar, está bem? Mas você precisa descansar.

— Tá bom, vó… - disse, soltando o ar num murmúrio e caindo no sono antes de ver minha avó deixar o quarto.

adendos:


Item solicitado:
❥ Sagesse [ Elmo de Bronze Celestial com penacho de penas rosas. O interior é devidamente acolchoado para proporcionar conforto. A parte frontal tem a abertura em um formato que lembra um coração, com abertura suficiente para não atrapalhar a visão da usuária | Efeito 1: Quando em uso, reduz a eficiência de ataques mentais/psicológicos em 30%, além da proteção física oferecida. | Efeito 2: Transforma-se em uma presilha de cabelo quando não estiver em uso | Bronze Celestial | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100%, sem danos | Mágico | Requer nível 80 para ser utilizado | Trama Pessoal ]

Poderes Passivos (Afrodite):

Nível 6
Nome do poder: Passos de Cisnes
Descrição: O semideus possui uma capacidade natural de se movimentar sem fazer barulho. Seus passos são leves, graciosos e charmosos, o que permite ao semideus se mover com facilidade sem ser detectado pela audição normal (audição aguçada ainda poderá captar o semideus se ele provocar ruídos através de folhas e galhos por exemplo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será detectado por inimigos que não possuam audição elevada.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Eterna Boa Forma
Descrição: A boa forma que você possui não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. Isso permite que você ganhe certa facilidade em se esquivar, ou defender em ataques diretos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de defesa, esquiva e agilidade.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Equilíbrio Emocional
Descrição: Você consegue controlar seus próprios sentimentos e emoções. Deixando-os equilibrados, o que em batalha, pode ser um trunfo bastante vantajoso, pois, não se deixará levar por truques referentes a sentimentos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a paixão, amor, sentimentos, e sedução. Ou qualquer arte semelhança, tem um dano 30% menor sobre o seu personagem.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Perfeccionista
Descrição: Não é apenas beleza, mas também perfeição. Você tende a ser perfeccionista, mas não apenas com você e sua aparência, mas em tudo o que faz. Isso significa que sempre será exigente consigo mesmo, se esforçando para sempre melhorar. Isso será recompensado em seus golpes, que serão praticamente perfeitos com a arma que você adotar, e o dano será consideravelmente maior para seu inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ataques com uma arma de sua escolha ganham um bônus de força de +20% durante 3 turnos.
Dano: +10% de dano se o oponente for atingido pela arma do semideus.


Poderes Passivos (Marte):

Nível 1
Nome do poder: Espírito de Guerra
Descrição: Ares/Marte é o deus da guerra, profundo amante de combates e um dos principais deuses amantes da morte. Seus filhos possuem um espírito parecido com o do deus, de modo que todos os conhecimentos referentes a guerra (como sinais de comunicação, técnicas de sobrevivência básica, manuseio de armas e tudo mais o que tiver ligação direta com guerra), surgem naturalmente na mente do semideus, mesmo que ele jamais tenha passado por alguma situação de dificuldade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem elaborar planos, ler mapas e criar estrategias com mais facilidade.
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Força I
Descrição: A força é, sem dúvida alguma, a principal arma de um guerreiro, que o faz vencer seus inimigos mesmo que precise utilizar apenas seus punhos. Independente do porte físico do filho de Ares/Marte ou de sua idade, o semideus terá a força de um atleta de MMA profissional, sendo capaz de suportar mais peso que os demais campistas, bem como causar danos maiores em seus golpes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força
Dano: +5% de dano se o ataque do semideus atingir o adversário.

Nível 4
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: Nos combates de uma guerra, muitas vezes o combatente acaba sendo desarmado, acabando sua munição ou perdendo sua arma, obrigando-o a utilizar apenas seus punhos para sobreviver. Sendo peritos em combates desarmados, os filhos de Ares/Marte sabem técnicas marciais de todas as artes marciais existentes, mesmo que nunca tenha feito uma aula se quer. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Caso o filho de Ares/Marte seja desarmado em combate, ganha +10% de força, e +10% de velocidade.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Mãos trocadas
Descrição: Graças à natural facilidade no manuseio de armas, as proles do deus da guerra conseguem manusear com extrema perícia duas armas ao mesmo tempo, sendo ambidestros por natureza. Seus golpes são potentes independente de com qual mão esteja segurando a arma, além de conseguir utilizar armamentos pesados de duas mãos utilizando apenas uma, como espadas montantes, machados de guerra, lanças e etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirá manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.

Poderes Ativos (Afrodite):

Nível 31
Nome do poder: Controle das Rosas III
Descrição: Agora já consegue criar uma quantidade razoável de roseiras, tanto pelo campo (raio máximo de 50 metros), quanto para prender o inimigo até o pescoço. Rosas brotam por todos os lados, e o perfume deixa o inimigo tonto e enjoado durante dois turnos, podendo deixa-lo confuso, e fazer seus movimentos ficarem mais lentos.
Gasto de Mp: 80 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 50 HP
Extra: O perfume deixa o usuário tonto e enjoado durante dois turnos, durante esse tempo, a chance de que o oponente erre os golpes é de 50%.


Poderes Ativos (Marte):

Nível 1
Nome do poder: Punhos de ferro
Descrição: Ao concentrarem suas forças nos punhos, os filhos de Ares/Marte conseguem fazer com que uma aura avermelhada circunde suas mãos fechadas, sendo capazes de desferirem socos com a força de um martelo feito de ferro. O efeito possui duração de duas rodadas, sendo que também protege a mão do semideus, não deixando que a mesma se machuque.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP

Habilidades Aprendidas:

Selo de Gelo
Descrição: Retirando um filete de sangue do polegar o semideus poderá criar um selo ao passa-lo na frente da flecha (como oferenda ou sacrifício, especificamente a deusa Quione). Selando a flecha dessa forma será capaz de “invocar” criar uma flecha gelada, a aparência será de uma flecha comum, porém ao atingir seu alvo o gelo se espalha na corrente sanguínea, deixando o alvo atingido rijo, duro, ou parado por um turno. Tal habilidade só poderá ser invocada uma única vez por missão, evento ou treino.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 25 HP
Extra: Aquele que for acertado pela flecha de gelo, fica paralisado (congelado), durante um turno, geralmente, no turno em que foi atingido pela flecha.

Armas & Itens Utilizados:

❥ Espada de fragmentos [ É uma espada totalmente feita de ferro estígio, tendo o cabo envolvido em couro. Ela foi totalmente corrompida pela ira, para ficar mais poderosa.| A arma se alimenta do HP da criaturas que atinge e armazena sua essência, passando-as por dois turnos para seu portador, ou seja, durante dois turnos 50% do HP das criaturas atingidas por essa arma, são passadas para o seu portador, no caso, o dono da espada.| Ferro estígio e couro.| Espaço para duas gemas.| Alfa. | Status: 100%, sem danos | Mágica. | A Mente Liberta (evento) ]

❥ Arco Cupido [ Um elegante arco longo com madeira de ipê e marfim. Acompanha aljava. | Efeito 1: O arco se transforma em um colar. Quando ativado, a aljava aparece junto às costas da proprietária. | Efeito 2: A aljava contém flechas infinitas. | Madeira | Sem espaço para gemas. | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do Acampamento ]

❥ Garza Protectora [ Escudo de Bronze Celestial, com a figura de uma garça em alto relevo | Efeito elemental: a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras. O fogo fica a frente do escudo, e não esquenta o lado de dentro, logo não pode ferir sua portadora, uma magia antiga impede que aconteça, impedindo o fogo de se espalhar ou machucar a descendente Garcia. | Transforma-se em um anel com um pequeno símbolo da família García: um brasão com três leopardos vermelhos. | Bronze Celestial | Status: 100%, sem danos | Mágica | Quando o Passado Revive (Evento) ]

❥ Wonder Warrior [Uma armadura semi-completa feminina, composta por botas medianas, saia protetora, peitoral e braceletes que cobrem ¾ do antebraço. Ela é feita de tecido reforçado por fibras de carbono, as botas também possuem metal protetor podendo proteger as pernas de ataques a longa distância. É considerada uma armadura equilibrada, nem muito leve ou muito pesada | Efeito 1: Aumenta a velocidade, agilidade, esquiva em +25%. Efeito 2: Reduz o desgaste físico em -30%, permitindo que a usuária permaneça mais tempo em batalha | Fibra de carbono, bronze celestial Beta | Espaço para uma gema Espaço para uma joia/gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

❥ Fears [ Uma chave de ouro, pendurada em uma corrente dourada e adornada com uma pedra vermelha em seu centro. Sua aparência está levemente envelhecida e tem aspecto antigo, já a pedra é de origem desconhecida. Sua única funcionalidade é dar acesso ao arsenal do avô de Elena, em Sán Juán, Porto Rico, encaixando-se na tranca da porta de acesso do arsenal dele, general António García. | Efeito: Encaixado na tranca, a chave fica presa e leva a mente da portadora para uma ilusão. A porta só será aberta e o anel liberado após a proprietária do anel vencer seus medos em uma simulação mágica. Se morrer ou se ferir na ilusão, também irá morrer ou se ferir na vida real. Após ter o acesso liberado, só pode retirar uma arma do arsenal por vez. Para retirar um segundo item, precisa repetir o procedimento de entrada. | Ouro e pedra desconhecida | Gama | Desconhecido | Sem espaço para gemas | Trama Pessoal ]

❥ Smartphone Divino [Um smartphone feito especialmente para os semideuses. Ainda é um aparelho tecnológico, sendo necessário ter uma passiva que permita uso de tecnologia ou um item com o mesmo objetivo. O smartphone possui um sistema operacional próprio e mais avançado do que os conhecidos Android e iOS. Ele vem com aplicativos especiais para o meio-sangue: bestiário; mapa de locais mitológicos conhecidos; visão de raio-x; identificador de monstros; locais mais próximos seguros (estabelecimentos ou semideuses adultos que oferecem abrigo); disk taxi das irmãs cinzentas; mensagens de íris ao colocar um dracma contra o sensor de objetos na parte traseira do smartphone; identificador de itens ao passar pela câmera, podendo dizer material e propriedades. | Efeitos: Além de ter todos os programas populares de um smartphone, possui aplicativos exclusivos para semideuses; Efeito 1: possui runas de resistência e renovação, permitindo que o celular se reconstrua caso quebrado | Resistência Beta | Sem espaços para gemas | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado no Pandevie Magie]

❥ Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados]

Mascote:

Mascote: Pégaso (Macho) [Nome: Dorado]
Nível: 3
Lealdade: Nível 4
Descrição: Um dos animais mais populares nas mitologias, principalmente para os gregos. É o famoso cavalo alado. Filho de Poseidon e Medusa, esse ser místico aparece em diversos mitos ao lado de heróis consagrados. Suas características são parecidas com a de um cavalo comum, assumindo o tamanho e as variações de cor.

Andarilho da Noite:


Os Andarilhos da Noite são seres mortos-vivos odiosos cujo maior propósito é espalhar a morte e sofrimento. Normalmente encontrados nas profundezas do submundo, eles também escapam para o mundo humano ou são usados por entidades das sombras de maior poder. No mundo humano, é possível encontrar um andarilho durante noites particularmente profanas ou em locais onde grandes males foram perpetrados. São humanóides robustos de até 4m de altura, seus corpos são carcaças negras e sombrias, possuem longas garras. O Andarilho pode ser facilmente reconhecido por sempre exalar uma aura gélida e letal que faz mal as criaturas vivas. Ele compreende a linguagem humana perfeitamente.
Tipo: Morto-Vivo, Elemental (Trevas)

Poderes Passivos
• Aura Gélida: o andarilho possui uma força de presença muito grande, exalando uma aura gélida que dá a sensação de que o local está esfriando drasticamente. É algo natural dele e constante.
• Força: Os andarilhos também são reconhecidos por sua física aprimorada.

Poderes Ativos
• Olhar do Vácuo: ao olhar para para os olhos de um Andarilho, a mente da vítima irá começar a se perder e o espírito a entrar em desespero, como se tivesse sido levado para o recanto mais gélido do inferno.
• Camuflagem sombria: nas sombras, o Andarilho da Noite consegue camuflar-se tornando seu corpo praticamente invisível nas sombras.

Status inicial: 400/400 HP e MP
Nível Mínimo: 25





Elena Castillo García

Filha de Afrodite ⋆ Legado de Marte ⋆ Rainha das Amazonas

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Re: ❥ A Ascensão da Rosa

Mensagem por Afrodite em Ter Jan 02, 2018 10:58 pm


Elena



Método de Avaliação:
Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP que pode ser alcançado: 10.000 XP + 10.000 dracmas (A quantidade máxima possível foi reduzida para conceder o item solicitado)

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30% [/quote]

RECOMPENSAS: 10.000 XP x 2 = 20.000 XP + 10.000 dracmas + Item solicitado
O mascote recebe 100 XP e 1 nível de lealdade.

Comentários:

Elena, eu gostei bastante de sua escrita. Ela é limpa e direta. Mesmo que eu tenha achado o combate um pouco longo, ele me prendeu atenção do início ao fim. Você narra bem e foge bastante do que costumamos ver nas filhas de Afrodite. Confesso que não adorei essa leitura. Notei um ou outro errinho que sequer vale descontar. Meus parabéns.

Atualizado





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Re: ❥ A Ascensão da Rosa

Mensagem por Elena C. García em Sex Jan 26, 2018 12:42 pm

Capítulo 3


Contextualização:

Oi, avaliador! Tudo bem? Espero que sim.
Vou pontuar algumas coisas da minha trama abaixo para ajudá-lo a entender o que vai acontecer a seguir, pois você pode não ter lido minha história até aqui.

• Elena é descendente de Marte em 4ª geração. Seu bisavô era filho do deus romano da guerra, iniciando a genealogia de legados desse deus. O avô e o bisavô de Elena, além de legionários romanos, serviram ao Exército. Atualmente, o pai de Elena também é um oficial militar.

• A descendência de Garcías foi amaldiçoada a morrer em campo de batalha, mas existe uma profecia que diz que Elena pode quebrar esta maldição e evitar que seu pai morra dessa forma.

• Em outra oportunidade, Elena conheceu o general Reymond, comandante do Exército dos EUA na época. Ele sabe da existência de semideuses, dos acampamentos, e, pela importância do seu cargo, ajuda a manter as anormalidades do mundo mitológico em segredo. Provavelmente ele é um semideus.

• Alguns capítulos atrás, Elena conheceu o novo comandante do Exército, general Marshall, que está disposto a causar alguns incômodos aos semideuses depois que descobriu sobre a existência destes.


Dorado estava encilhado, alimentado e escovado, pronto para partirmos para a longa viagem de volta. Minha avó, como toda a boa avó, me deu incontáveis alimentos para levar para a viagem e incessantes recomendações de cuidado e precaução. Era curioso como eu nunca teria desconfiado do conhecimento dela sobre a existência de semideuses antes, não até descobrir que ela havia casado com um descendente de Marte.

Com isso em mente, tomei ambas as mãos dela entre as minhas e fitei seus olhos com preocupação. — Vó, me prometa que terá cuidado. O Governo está atrás de pessoas como eu e meu pai. Você não pode dizer nada para ninguém e precisa ter cuidado - disse-lhe, temendo o que o general Marshall poderia fazer se soubesse que estive ali ou se sonhasse que havia tal repertório de armas abaixo da residência.

Com um sorriso meigo e ao mesmo tempo travesso em seus lábios, vó Luz fez uma perfeita atuação de avó fofinha que está ali apenas para servir biscoitinhos. — Eu nem sei do que você está falando - ela disse, completando sua atuação e fazendo-me sorrir já com saudades.

— Prometo voltar o quanto antes com notícias - disse, sufocando-a em um abraço antes de partir.

♡ ♡ ♡

Após longas horas de viagem de volta e algumas paradas para descanso, pousamos estrategicamente no mesmo colégio diurno, que agora já não tinha mais alunos ou funcionários circulando pelo espaço. Dorado ficou no ginásio com algumas maçãs e torrões de açúcar que havia ganhado da vó Luz, pois merecia descansar após tantas horas de vôo. Quanto a mim, mudei minha vestimenta magicamente, trajando um uniforme verde-oliva e mudando a aparência de meu rosto para voltar à sede do Exército e tirar algumas questões a limpo. A plaqueta do uniforme que eu passei a trajar dizia ”capitã Eleanor”.

Os dois dias de repouso em San Juan haviam me ajudado a colocar a mente em ordem e a elaborar uma estratégia para retornar ao quartel-general do Exército. Aquele tempo, esperava eu, era também suficiente para o general Marshall pensar que eu já estava longe de Washington DC e não esperar me ver tão cedo. Se tudo desse certo, ele não me veria mesmo.

Passando despercebida pelo portão de acesso, conseguia circular tranquilamente pelo complexo militar sem levantar suspeitas, indo novamente ao prédio central, onde ficava a alta cúpula do poderio militar. Alguns demorados minutos foram gastos conversando com a secretária e recepcionista, tenente Anne, distraindo-a após conferir qualquer informação irrelevante com ela e tomando seu tempo em qualquer conversa banal.


Aproveitava aquele tempo para memorizar o que havia sobre sua mesa e onde poderia localizar determinadas coisas depois. — Pode me mostrar onde fica o banheiro antes de eu ir? - pedi depois que supostamente trocamos informações de trabalho, sendo prontamente atendida pela jovem. Como eu já conhecia o local, sabia que não era perfeitamente possível explicar a localização do toalete sem que alguém se perdesse. Então a secretária levantou-se e me conduziu até o local para que eu chegasse ao destino correto, mas na verdade aquele era o destino dela.

Em um movimento rápido, que garantiu o ataque surpresa, prendi seu pulso e empurrei-a para dentro do banheiro comigo, fechando a porta após. Com a outra mão, retirei a arma de sua cintura e joguei-a no chão provocando um baque agudo, seguido pelo deslize do material de chumbo sobre o azulejo branco. Como uma militar treinada, ela reagiu com agilidade, girando o pulso dentro de minha mão para se libertar e desferindo um soco em direção ao meu rosto. Mas, como meus reflexos eram mais aguçados, movi o tronco minimamente para o lado, apenas para desviar de seu punho, para então segurá-la pela parte interna do cotovelo, forte o bastante para provocar dor naquela delicada articulação.

Entrelaçando os dedos ao seu cabelo e puxando-o com brutalidade, eu não tinha tempo a perder com uma mortal. — Você sabe onde está o general Reymond, e vai me contar - disse, no tom correto para aplicar imperatividade à minha voz e fazê-la falar. Ainda que eu não tivesse aquele artifício para convencê-la facilmente, teria de fazer uso da força para aquilo, o que também não seria problema.

— Preso, por omitir informações importantes para o Estado - ela respondeu, evasivamente. Puxei seu cabelo com mais força e levei a outra mão à sua traqueia. — Onde? - repeti com mais ênfase e fúria no olhar.

— Neste prédio - ela ia dizer apenas, mas pressionei mais os meus dedos em torno de sua traqueia, forçando-a a falar mais e demonstrando que não tinha receio em fazê-la deixar de respirar se não obtivesse a informação que precisava. — No subsolo 3, é uma prisão de segurança máxima - ela concluiu, começando a perder a cor pela falta de ar.

— Uhum, é o que vamos ver. Obriguei-a ainda a me falar como chegar até o subsolo 3, até que ela perdeu a cor de seu rosto e ficou inconsciente pela ausência de ar em seu cérebro.

Deixei a aparência de Eleanor e, utilizando meus poderes sobre minha própria aparência e roupas, mudei minha fisionomia e características físicas para adotar a aparência e a roupa que a secretária Anne estava usando. Faria uso da sua identidade para transitar tranquilamente pelo quartel-general e, assim, ninguém saberia que Elena García esteve ali. Em posse do molho de chaves da funcionária, tranquei-a no banheiro ainda desmaiada. Ela vai ficar bem, não se preocupem.

Seguindo as orientações da funcionária, desci até o térreo, para então tomar o último corredor à direita e seguir por ele até um dos setores de inteligência da corporação. A porta exigia um acesso específico para destrancar, mas bastou fazer uso do cartão da secretária e a porta liberou acesso. Cumprimentei os militares que ali trabalhavam com naturalidade, com uma expressão séria para que supusessem que estava ali por ordem do comandante e não ia interromper o caminho por solicitação de ninguém.

Fazendo uso de um elevador, desci um andar e ainda desci um lance de escada. Tudo fingindo naturalidade, como se aquele caminho fosse natural para mim e eu soubesse para onde estava indo. Talvez a secretária passasse por ali com relativa frequência ou fosse conhecida da área, pois não levantou suspeitas, apenas a curiosidade dos demais militares.

— O comandante quer saber se temos novidades - disse, chegando ao local mais distante do recinto, onde uma porta de aço e um painel de vidro separavam o ambiente de uma sala repleta de pessoas com jalecos brancos estudando amostras e escrevendo em suas planilhas. O oficial que assistia a tudo através do vidro ergueu uma das sobrancelhas sem grande coisa para contar. — Ele está há dois dias sem comer, se recusa - ele disse, mas sem preocupação no rosto. Devia pensar que quanto mais debilitado o ex-comandante ficasse, mais fácil seria fazê-lo falar. — Havia algo nos registros do García e seus antecedentes?

— Não - respondi prontamente, ainda que não esperasse por aquela pergunta. — Descobri que os arquivos foram excluídos por sabotagem. García tinha concorrentes perigosos ao cargo de chefe do Estado Maior - disse, improvisando uma mentira relacionada a fatos que eram verdadeiros.

— Posso ver como ele está? - perguntei depois que o oficial ficou alguns segundos pensativo com a última informação. Erguendo os ombros com desinteresse, ele pressionou o botão que destravava a porta de acesso.

A sala após a porta de ferro era circular, repleta de portas que davam acesso às celas dos piores prisioneiros do Exército Norte-Americano. Só tinha uma coisa de errada: eram crianças. Não podiam ter mais de 9 ou 10 anos para estarem aprisionadas ali em um local de segurança máxima.

Contornei o átrio central observando-as pelo minúsculo quadradinho de vidro que havia em suas portas. Uma delas estava lendo um livro de contos, enquanto distraidamente rabiscava outra folha de papel ao seu lado. Uma cena quase natural, não fosse os seus desenhos tomarem vida e se moverem sobre o papel. Outro menino estava entediado, deitado no chão de sua cela e quicando uma bolinha de tênis na parede, algumas vezes levitando o objeto para que voltasse ao trajeto correto. No átrio central, CDF’s cobertos com jalecos brancos estavam com as caras enfiadas nas telas dos computadores ou sobre amostras de DNA.

Não era necessário somar A e B para compreender do que aquilo se tratava: eles haviam raptado crianças semideusas e agora elas eram as cobaias de estudos dos cientistas do Exército.


Localizei a cela do ex-comandante da Corporação, general Reymond, que estava deitado sobre a cama, virado para a parede. Com o cartão de acesso que havia roubado, entrei no minúsculo espaço para falar com ele. Percorrendo o local com os olhos, percebi uma câmera no canto superior direito, aguardando para tomar uma decisão do que deveria fazer de imediato.

Aproximei-me do retângulo de metal que fazia as vezes de cama, posicionando-me de costas para a câmera e capturando a atenção do veterano por um momento. “Sou eu, Elena García. Podem nos ouvir?”, perguntei, utilizando linguagem de sinais. Ele moveu a cabeça negativamente em resposta, mantendo a expressão do rosto inexpressiva - afinal, ainda podiam nos observar.

— O que aconteceu? - questionei, tentando manter o tom de voz ameno.

—Sabem da existência dos semideuses. Só não entendem ainda o que vocês são - ele explicou, sendo breve nas palavras para tentar me colocar a par de tudo. — Eu tentei acobertar a situação, como sempre fiz, mas me acusaram de omissão de informações vitais para o país e fui deposto. O general Marshall conseguiu manipular as coisas e assumir o meu lugar. Ele fundou um grupo que chama de Seita para perseguir vocês e provar que sempre esteve certo sobre a existência de seres excepcionais… - ele disse, fazendo uma pausa quando achou que estava movendo os lábios há muito tempo para alguém em sua situação.

— Essas crianças foram capturadas por essa Seita? Em resposta, o ex-oficial balançou a cabeça sutilmente em sinal positivo.

— E meu pai?

— Quando vi que havia perdido o controle de tudo, minha última decisão foi mandar ele e outros semideuses militares para longe daqui. Estão em uma missão de paz - ele disse, falando cada vez mais devagar, entre murmúrios, para não parecer que movia os lábios significativamente.

Eu me mantinha encostada contra a porta de aço, com os braços cruzados e mantendo a expressão rígida, mas com o interior cada vez mais inquieto. Respirei fundo pesadamente, baixando o olhar enquanto tentava controlar as lágrimas que queriam tomar meus olhos. Era muita informação para ser processada em tão pouco tempo.

— Como posso tirar todos daqui? - sussurrei, após respirar fundo, para então erguer os olhos em direção ao general e amigo de confiança do meu pai. O brilho em seu olhar indicava que ele aguardava há muito tempo por uma oportunidade como aquela.


Voltando à ante-sala do “cárcere”, minha expressão triunfante adiantava o clima para dar boas notícias. — Ele vai colaborar - disse ao oficial que controlava a prisão naquele turno. Em poucos minutos, o prisioneiro em questão estava sendo retirado do cárcere e levado à outra sala para ser interrogado, suspendendo a rotina de pesquisas devido ao entusiasmo que aquele acontecimento inesperado causava. O ex-comandante do Exército ia admitir que sabia da existência de seres excepcionais e que havia omitido aquilo da nação?

Quando os principais oficiais haviam ingressado na sala para acompanhar a declaração do prisioneiro, eu distraidamente retirei um chiclete mascado do interior da boca e o grudei no equipamento de acesso que ficava dentro da sala. A seguir, deixei o local me movendo com naturalidade, utilizando meu cartão de acesso para trancar a porta pelo lado de fora.

Num primeiro momento, o grupo militar não percebeu que havia sido preso, apenas quando a gomadora explodiu estragando o equipamento de identificação para liberação da porta que eles olharam surpresos em direção à saída e depararam-se comigo dando tchauzinho. Antes que eles tentassem qualquer outra alternativa para destravar a sala, o general Reymond manteve-os ocupados, dando-me o tempo necessário para liberar os semideuses.

Correndo em direção ao painel principal da sala, deslizei o cartão de acesso pelo leitor e digitei o comando “unlock”. Dentro de poucos segundos as portas de ferro deslizaram para o lado e liberaram as celas dos jovens semideuses, enquanto os seguranças que se encontravam no átrio central vinham em minha direção. Nos poucos segundos que ainda tinha, retirei da mochila a caneca mágica adquirida na Pandevie e invoquei qualquer bebida quente para derramar sobre o painel e causar algum estrago - ainda que mínimo.

Naquele instante, um projétil quase atingiu minha mão, só não o fez porque afastei-a do painel no exato segundo em que ela seria atingida. Levei a mão rapidamente ao coldre, retirando dali uma das minhas adagas gêmeas, para rapidamente levar o braço para trás e depois estendê-lo para frente, atirando a lâmina na direção do braço do segurança que havia disparado contra mim, prendendo a manga de sua farda na parede mais próxima.

Um dos cientistas, surpreso e assustado, tentou correr em direção ao telefone para notificar que algo ia errado naquele setor, mas ao levantar a palma da mão em sua direção, um galho de roseira envolveu sua perna direita, ferindo-o com os espinhos e fazendo-o cair em meio ao passo. Elaborei uma prisão de espinhos para deter o resto da equipe de nerds antes que também tentassem alguma gracinha, e só parei de agir quando um braço me envolveu pelo pescoço e tentou erguer-me do solo. Imediatamente segurei aquele braço e impulsionei meu corpo para baixo, para então mover o ombro de modo a derrubar a outra pessoa por sobre meu tronco.

Àquele tempo, os pequenos semideuses deixavam suas celas surpresos com o que estava acontecendo e um tanto assustados pelo que poderia vir. Uma dupla de garotas chamou minha atenção. Uma delas aparentava ter 20 anos, tinha as madeixas negras presas em um rabo de cavalo e usava um chamativo cinto dourado. Segurando sua mão, uma garotinha em uma versão 12 anos mais nova estava ao seu lado, com o olhar espantado para o que ocorria ao redor, quase escondendo-se atrás da garota mais velha.

Me aproximei do grupo de crianças para ajudar a protegê-las, mas com a aproximação de mais seguranças naquele átrio, adiantei-me ativando o escudo de bronze celestial diante do grupo para amparar os disparos que eram efetuados contra nós. A garota mais velha tomou a frente e também fez surgir um escudo, ajudando a amparar os disparos contra as crianças. Eu tinha certeza que não a conhecia nem do acampamento grego nem do romano, estava curiosa a seu respeito, mas naquele momento bastava saber que éramos aliadas naquela fuga.

Baixando o escudo enquanto os seguranças recarregavam suas armas, posicionei o objeto horizontalmente e disparei-o como um disco, que percorreu um semicírculo no espaço atingindo a têmpora de alguns deles e deixando-os suficientemente atordoados. Enquanto isso, com seguranças o suficiente desacordados ou impossibilitados de nos atrapalharem, fui até a cela que teria servido de interrogatório do ex-comandante para conferir como estavam as coisas.

— Você está bem? - perguntei ao general Reymond através do vidro. Daquele lado da porta, todos os militares, que também faziam as vezes de seus carcereiros e interrogadores, estavam desmaiados no chão e o ex-comandante aguardava eu abrir a porta sem muitas gotas de suor em sua testa. Sim, ele estava muito bem. — Sigam-me - ele disse, guiando-nos pelo complexo do complexo militar sem dificuldades, pois conhecia a planta do lugar como a palma de sua mão.

O caminho que eu teria feito com o pouco conhecimento que tinha sobre o local nos levaria para o andar de cima, mas Reymond sabia como se mover ainda naquele subsolo e deixar a base em um local totalmente afastado que nos daria mais segurança. Sem questionar seu conhecimento sobre o local, o seguimos pelos corredores estreitos para deixar a base o mais rápido possível.

— Você confia nele? - a garota perguntou, fielmente ao lado da garotinha mais nova.

— Você não sabe quem ele é? - perguntei, não como uma informação que ela fosse obrigada a saber, mas para economizar palavras e não fazer barulho no local. Após ela balançar a cabeça negativamente em resposta, com um semblante de “isso importa?, expliquei a ela, em um tom mais baixo de voz, que Reymond era o comandante do Exército, que sempre soube da existência dos semideuses, mas manteve segredo e protegeu os meio-sangues militares quando a Seita surgiu. E, por aquela razão, acabara preso. Ela assentiu ao conforme ouvia tais informações, mas ainda parecia ressabiada por estarmos seguindo o general.

— É sua irmã? - perguntei, lançando um sorriso à menina, que se escondeu atrás da garota. Após a resposta afirmativa e a ausência de mais palavras, começava a supor que a garota havia tentado salvar sua irmã mais jovem e acabara aprisionada junto a ela.

— Acho que não nos conhecemos… Prazer, sou Elena García - continuava, insistindo sutilmente por mais informações a respeito dela e das demais crianças. Ela deu um sorriso fraco. — Certamente não. Você deve ser de um dos acampamentos que treinam semideuses, né? - ela perguntou quase afirmando, em um tom desdenhoso. Não devia ter vivido boas experiências ao tentar se adaptar a um acampamento. — Meu nome é Alicia, rainha das Amazonas - ela disse.

Não disfarcei a surpresa em minha face e quase perguntei “como assim Amazonas? Elas ainda existem?”, mas o destino evitou minhas gafes. Quando chegamos a uma encruzilhada de corredores e tomamos o caminho da direita, fomos recebidos com o som de alarmes e logo tivemos que nos colocar em ação para proteger as crianças e a nós mesmas. “Eles estão ali!”, alguém disse, logo apontando uma arma em nossa direção e efetuando disparos. Em uma reação intuitiva, com o objetivo de proteger todos ao mesmo tempo, levei a mão a uma das contas que compunham meu colar e magicamente uma cúpula dourada protegeu todo o grupo dos projéteis.

Alicia arfou, tendo colocado-se à frente da sua irmã e correndo o risco de ser alvejada no lugar dela. Todos encontravam-se parcialmente surpresos ou extenuados com a rapidez com que havíamos entrado em perigo novamente e com os segundos que nos salvaram. Se tivesse demorado um pouco mais, já teríamos tido algumas baixas naquele momento.

— Qual é o plano? - perguntei antes que a cúpula começasse a enfraquecer e estivéssemos vulneráveis de novo.

Reymond explicou que tínhamos que seguir pela esquerda no terceiro corredor para contornar a base e encontrar a saída mais próxima, sugerindo que nos separássemos para distrair os militares e chegar à saída mais rapidamente. — Não vamos deixar essas crianças sozinhas - a Amazona protestou, impondo seu comando no tom de sua voz. E ela tinha razão. Ao olhar para trás, as crianças tinham o olhar apavorado pelo medo de serem presos novamente, mas também esperançosos pela chance de sair dali. A irmãzinha de Alicia segurava a sua mão assustada.

Meus olhos marejaram por um instante, sem ser capaz de imaginar o que aquelas crianças sofreram nas mãos da Seita ou por quanto tempo foram submetidas aos seus experimentos. Então meu olhar encontrou o de Alicia. Ela sim sabia o que aquelas crianças haviam sofrido e compartilhava da dor delas. Tanto quanto eu, estávamos decididas a proteger aquelas crianças e dar a elas a oportunidade de ter uma vida como semideuses normais - tanto quanto possível - no Acampamento Meio-Sangue, ou onde fosse mais seguro.

Antes que o escudo se desmanchasse, decidimos qual seria o nosso plano e entramos em ação assim que perdemos nossa proteção mágica. O grupo todo se dispersou, mas com três lideranças distintas. Pela esquerda, eu e duas crianças corremos tomando distância o mais rápido possível enquanto Alicia, sua irmã e outras duas crianças corriam pela direita. O general Reymond ficou com um garoto que tinha mais ou menos 10 anos, e ele foi essencial para que conseguíssemos atravessar aquele corredor. De alguma forma, ele conseguiu fazer com que as armas dos militares se jogassem no chão, como uma magia ou uma brincadeira com campos magnéticos. Sem aquelas armas covardes, nós conseguiríamos encarar aqueles brutamontes com mais chances de sobreviver.

— Tia, cuidado! - a garotinha ao meu lado avisou, apontando para a nossa esquerda, onde um militar se aproximava com os punhos nus. Estendi a mão em sua direção desejando que caules de roseiras surgissem ali e começassem a envolver a perna do militar entre seus espinhos assim que ele pisasse em determinado ponto, e dessa forma a armadilha aconteceu. O militar tropeçou ao ser preso pelos fortes caules e perdeu o equilíbrio caindo no chão.

Aproximando-me dele enquanto agonizava com a dor dos espinhos, desferi um soco em sua direção suficientemente forte e preciso para desacordá-lo. A este tempo, outro militar estava se aproximando enquanto eu estava agachada, mas rolei sobre o meu corpo na direção dele assim que percebi sua aproximação e estiquei a perna esquerda dando-lhe uma rasteira, apenas para desequilibrá-lo e ganhar alguma vantagem.

Utilizando o mesmo truque que havia afetado o outro soldado, galhos espinhentos envolveram os braços e pernas do homem, impossibilitando-o de se mover e causando-lhe uma dor altamente incômoda conforme os espinhos enterravam-se na sua carne. — Fiquem perto de mim! - ordenei em um tom preocupado aos pequenos semideuses, antes que acabassem se afastando demais e eu os perdesse de vista. Eles era minha responsabilidade. Todas aquelas crianças eram nossa responsabilidade e íamos fazer de tudo para que elas chegassem ao Acampamento Meio Sangue e sobrevivessem à vida semideusa da melhor forma possível.

Já havíamos perdido Reymond e Alicia de vista e aparentemente não tínhamos militares em nosso caminho. — Vamos! - disse às crianças, pegando-os pelas mãos e seguindo até o ponto de encontro combinado. De acordo com o ex-general, bastava seguir a fiação elétrica no sentido setentrional para chegar à saída. Tínhamos a direção inicial, só não podíamos nos perder. Felizmente, o relógio em meu pulso tinha duas funções - indicar as horas e a posição geográfica.

Nosso ritmo variava entre passos sutis para passarmos despercebidos e algumas corridas para chegar mais rapidamente a pontos onde podíamos nos esconder. Ainda assim, combates foram inevitáveis. Amber e Ethan estavam assustados, mas a esperança de deixar aquele lugar e ver o mundo exterior de novo os faziam corajosos o bastante para arriscar e fazer experimentos com seus poderes para ajudar a vencer os militares que se colocavam em nosso caminho.

Amber, de alguma forma que eu tentaria entender depois, me ajudava a criar galhos, raízes e gramíneas que prendiam as pernas dos soldados e os desequilibravam, fazendo-os cair de cara no chão pelo rompimento da inércia. Também utilizávamos os galhos e caules para desarmá-los antes que pensassem em efetuar disparos contra nós, o que nos dava uma chance realmente justa de combater o efetivo com êxito.

Já Ethan tinha bastante massa muscular para sua idade, o que era confundido com sobrepeso, mas que eu já percebia que o faria ter um porte físico avantajado em poucos anos. Com sua força e controle corporal acentuadas para a idade, enfrentava corajosamente alguns dos soldados. Não os feria com gravidade, mas os distraía por tempo o suficiente para que eu pudesse pegá-los de surpresa, para então prendê-los ou nocauteá-los.

Dessa forma, conseguimos nos distanciar por dezenas de metros até chegar à intersecção que uniria nosso grupo novamente.

Seguindo por um corredor à esquerda, esbarramos em Anthony e Chris, as crianças que estavam sob a proteção de Alicia, incluindo sua pequena irmãzinha, e rapidamente elas me abraçaram com um semblante triste no rosto. — O que aconteceu? - perguntei, ajoelhando-me para ficar na mesma altura deles e apoiando as mãos sobre os ombros de Chris, que era a mais velha do trio.

Erguendo os olhos marejados para mim, ela engoliu o choro antes de escolher as suas palavras. — A tia Alicia levou um tiro. Ela nos mandou seguir em frente - ela explicou, enquanto algumas lágrimas silenciosas corriam pelo rosto da irmã de Alicia.

Naquele momento, Reymond e Théo chegaram pelo outro corredor, o que significava que estávamos a poucos metros da saída. — Cuide deles por nós, general. Vou atrás da Alicia - disse, dirigindo-me para o caminho inverso pelo corredor central.

— Elena… Estamos próximos da saída e estamos em vantagem de tempo até nos alcançarem… - Reymond iniciou, mas sem ter certeza de quais palavras usar para completar o que ele queria dizer. Para o general de guerra, era normal perder companheiros de batalha durante uma campanha e não ter outra escolha a não ser deixá-los para trás em nome do resto do pelotão. Ele deve ter vivido aquela situação inúmeras vezes para conseguir não se abalar, engolindo a tristeza e concentrando-se no que mais importava: salvar as crianças.

— Ninguém fica para trás, general - contestei. Eu não tinha aquela maturidade bélica e não fazia questão de tê-la se ela servia para aprender a deixar amigos para trás. Sem ouvir sua resposta, corri em direção à garota, fazendo o caminho inverso ao que Anthony e Chris fizeram.

O trabalho daquela equipe naquele corredor era assustadoramente impressionante. Alicia não teve piedade dos homens que interceptaram o caminho de seu grupo ou que tentaram tocar em sua irmã, levando-os direto para diante do tribunal de Minos. Será que o ex-monarca seria condescendente se ouvisse que eles estavam apenas cumprindo ordens? Parte de mim esperava que não. Outra parte ainda lamentava suas mortes, por acreditar que toda a alma pode ser digna de perdão antes de deixar esse mundo.

Mas logo ia mudar de ideia. Bastou um projétil instalar-se bruscamente em minha perna para eu deixar para filosofar sobre perdão outra hora.


Pela pressa dos meus passos, o impacto e a dor fizeram com que eu caísse contra o chão, imediatamente levando a mão contra o novo ferimento. Ao abrir os olhos, visualizei o autor do disparo vindo em minha direção para me prender e levar de volta às celas. Mas não seria assim tão fácil. Apesar da dor, concentrei-me para aprisionar o soldado em uma cúpula de espinhos, punindo-o pela dor que me causara e deixando-o impossibilitado de atrapalhar novamente.

Levantar foi a parte difícil. Apoiei o peso de meu corpo inicialmente sobre a perna esquerda, sadia, e ao tentar apoiar a perna direita no chão, a dor que me acometeu foi lancinante. De imediato, meu corpo se apoiou contra uma das paredes enquanto eu arfava, sentindo o sangue escorrer por minha perna e tingir o chão de vermelho. Mas a adrenalina e a raiva instaladas em meu interior não permitiriam que eu me rendesse facilmente.

Eu não podia continuar com aquele projétil alojado em minha panturrilha, pois qualquer passo necessitava da força daquele músculo e a todo momento a dor me perturbaria sobremaneira, impedindo-me de continuar. Com as unhas tendo adquirido o formato de garras, levei uma delas à ferida, buscando o projétil e puxando-o para fora. A dor ao fazer isso foi pior que o disparo em si e a dor ao tentar caminhar, mas o alívio de retirar aquele intruso de minha carne foi muito maior. Ainda assim, crianças, não façam isso em casa.

Utilizei qualquer pedaço rasgado de minha roupa para cobrir o ferimento e estancar o ferimento, para então colocar-me a correr atrás da amazona. Não podia perder mais tempo.

Logo encontrei Alicia no outro corredor, ferida e arfando para se manter em pé enquanto tentava caminhar apoiando-se na parede. — Admiro sua lealdade. Mas você deveria ir - ela protestou, enquanto eu apoiava o braço direito dela sobre os meus ombros para ajudá-la a sustentar seus passos. Ela já estava perdendo sangue há algum tempo e a bala havia se alojado muito próximo de seu peito. Não tínhamos muito tempo. — Ninguém fica para trás - disse impaciente com sua teimosia, pois eu não havia levado um tiro para ela dizer para eu voltar.

Tropecei no corpo caído do último militar derrotado por ela, mas mantive a amazona firmemente apoiada ao meu lado, ajudando-a a sustentar cada passo dado. Mas apesar de estarmos nos locomovendo com cuidado para não feri-la, ela pediu uma pausa, arfando para esconder a sua dor e apoiando-se na parede para respirar fundo por alguns segundos.

— Não temos tempo, Alicia, por favor. Vamos conseguir! - dizia, preocupada com o seu ferimento que se agravava, e temendo que mais militares interceptassem nosso caminho e acabassem com nossa jornada ali mesmo. Ela ergueu a mão espalmada para mim em um sinal bem claro para que eu me calasse, gesticulando com a cabeça negativamente. Ainda há um longo caminho até encontrarmos um lugar seguro, eu só vou atrasar vocês - ela ainda insistia.

— Você quer salvar essas crianças, pelo preço que for necessário? - ela perguntou, olhando para mim com interesse e atenção. Eu apenas movi a cabeça afirmativamente, ainda procurando palavras para protestar contra o sacrifício que ela queria fazer.

Restaurando sua postura, ela colocou-se à minha frente e apoiou as mãos sobre meus ombros, encarando-me firmemente antes de falar. — Você aceita se tornar uma amazona? A benção de nossas ancestrais lhe dará forças para salvar essas crianças... E a minha irmã - ela propôs, fazendo uma pausa levemente demorada e escondendo seu pedido junto à interrogação. Ela não acreditava que conseguiria reencontrar sua irmã, e seu último pedido vinha naquela importante proposta.

Eu gaguejei alguma coisa atropelando as palavras, pega desprevenida com aquela pergunta e sem conseguir reproduzir uma frase compreensível. De imediato, meu coração encontrou dificuldades em deixar o Acampamento Meio-Sangue de forma tão súbita, deixar os amigos e irmãos sem aviso prévio e sem preparo psicológico para tal, mas tão rapidamente quanto este sentimento prévio de saudade, meu orgulho lembrou-me de outros motivos para mudar meu destino e aceitar a proposta de Alicia.

— Eu aceito - respondi enfim. Alicia sorriu, para então pressionar meus ombros para baixo em um sinal que eu deveria me ajoelhar diante dela. Considerando que ela estava se tornando minha rainha, obedeci. Sua espada surgiu magicamente em suas mãos, deixando a forma de um anel para se tornar uma formosa lâmina de bronze celestial e cumprir uma formalidade semelhante à nomeação de cavaleiros na idade média.

A parte chata da lâmina tocou primeiro meu ombro esquerdo e depois o direito, enquanto ela falava. — Que a bênção de nossas ancestrais sejam com você, amazona. Dito isso levantei-me. Não me sentia diferente de antes, mas tinha a plena convicção que agora fazia parte de algo maior.

Só que é claro que nosso momento não ia durar o suficiente para que ela tivesse tempo de fazer uma apresentação de slides sobre o que significava me tornar uma amazona e quais seriam meus deveres, pois já tínhamos excesso de sorte por ter cinco minutos em paz. “Duas estão ali!”, alguém gritou, e logo três homens trajados de verde-oliva estavam se aproximando. Esses, infelizmente, estavam armados, então o melhor que pude fazer foi colocar o escudo à nossa frente para conter os projéteis.

Naquele delay enquanto eles recarregam os cartuchos, usei os galhos de roseiras para envolver os braços deles para ganhar tempo, impedindo-os de usar as armas. Baixando o escudo e reduzindo-o para a forma de um anel, meus punhos foram envolvidos por uma aura avermelhada quando me aproximei, atingindo-os no rosto com força e precisão o suficiente para tonteá-los, não desmaia-los.

— Vamos! - disse à rainha, envolvendo sua cintura com o braço direito enquanto ela apoiava o braço esquerdo sobre meus ombros.

Eu acreditei que íamos conseguir alcançar o restante do grupo e que haveria tempo hábil para salvarmos Alicia. Mas eu estava enganada e, como sempre, tentando ser positiva e enxergar uma solução para um destino que já havia sido traçado.

Tudo foi muito rápido. Um disparo. A rainha arfou e parou de correr imediatamente, enquanto eu tentava ampara-la. “Seu idiota, não era para matar nenhum deles!”, uma voz familiar disse. Olhei para trás apenas para ter certeza: era o general Marshall. Enquanto o soldado ao seu lado tentava pedir desculpas e justificar seu erro, o homem apanhava-o pelo colarinho e lhe desferia um tapa na face.

Alicia arfava e a força para se manter em pé estava se esvaindo, conforme eu precisava fazer um esforço maior para ajudá-la a se sustentar. — Aguente, Alicia, por favor - pedi em um sussurro, enquanto deixava-a se apoiar na parede para revidar o ataque que havíamos sofrido.

— Ora, ora. Se não temos aqui a filha do general García - ele disse, fingindo surpresa em seu tom de voz. Era impressionante o quanto ele me provocava fúria e asco em uma única frase.

Eu não ia responder por mim. Não ia fazer o mesmo teatro de outrora, se ele já sabia da existência de seres excepcionais.

Fechando os olhos, concentrei-me para tornar meu corpo invisível e iniciar uma sucessão de ataques que eles não poderiam ter nem ideia de onde viriam. Os olhos de Marshall se arregalaram com a surpresa pelo que não via diante de seus olhos, enquanto era vitimado por socos e chutes. Só que, depois de algumas sequências, ele já havia percebido qual era a sequência de ataques e, em um golpe de sorte, prendeu meu pulso milésimos de segundos após eu lhe desferir um soco.

Contra todas as expectativas, Alicia colocou-se de pé e começou a caminhar em direção ao general, sem aparentar nenhum perigo, mas com o olhar feroz. Em um golpe mais rápido do que eu acreditei que fosse possível nas condições dela, ela transformou um grampo de cabelo em uma adaga e lançou-a contra o braço do militar, obrigando-o a me soltar. — Vá na frente, Elena. Vou alcançar você! - ela mentiu, mas a autoridade em sua voz foi inquestionável até para mim e obedeci sem contestar.

As mãos de Alicia estavam apoiadas sobre um trecho da fiação elétrica daquele subterrâneo, de modo que as luzes começavam a piscar e o ambiente começava a zunir com a inconstância da carga elétrica sobre os fios. — Corra, Elena! ela gritou sem saber para onde, e tive que correr sem olhar para trás, com a esperança que a rainha me seguiria logo após.


Ainda invisível, desviava silenciosamente de qualquer militar que se colocasse em meu caminho, passando imperceptivelmente pelos corredores até o momento em que ouvi a explosão e as luzes se desligaram. Foi apenas quando reduzi os passos e dei-me o direito de olhar para trás.

Alicia não havia me seguido.


— O que foi aquela explosão? - Reymond perguntou, quando finalmente reencontrei o restante do grupo.

— Alicia - respondi apenas. Um silêncio compreensivo tomou as expressões de todos naquele momento, enquanto absorviam a informação de que a rainha amazona havia feito um sacrifício maior para que todos pudessem sair vivos. Antes que as lágrimas corressem pelo rosto da irmã mais nova da garota, Reymond retomou seu papel de guia para nos conduzir para a saída.

A explosão e queda da luz haviam tomado a atenção dos militares daquele subsolo e de outras autoridades militares lotadas naquele prédio. Dessa forma, Alicia não apenas pode ter provocado a morte do general Marshall, mas também fez com que ganhássemos tempo suficiente para chegarmos até a saída e salvarmos aquelas crianças - principalmente, sua irmã.

O custo para tudo isso foi a vida de uma garota que mal tive tempo de conhecer, mas que já admirava imensamente. Seu cinto, o lendário cinto que havia pertencido à Rainha Hipólita, estava comigo para ser devolvido corretamente à base das Amazonas. Era o mínimo que eu podia fazer por ela.

♡ ♡ ♡


Os corredores subterrâneos desembocarem em uma saída de esgoto e saímos em um beco mal iluminado. No céu diurno, linhas laranjas já preenchiam o horizonte indicando que a carruagem de Apolo estava pronta para iniciar sua jornada. Naquele momento, Reymond acomodava as crianças em uma van que havia improvisado, enquanto minha tarefa era comprar comida. Parando em uma lanchonete, aproveitei para me dirigir ao banheiro e enviar notícias ao Acampamento Meio-Sangue.

— Lamento pela morte dela, Elena. Ela certamente está sendo recebida nos Campos Elíseos agora - disse Quíron, tentando me consolar em relação à morte da jovem Alicia. Ele tentou me alegrar pensando nas crianças salvas e na chance que teriam agora que estavam livres da Seita e poderiam ir para o Acampamento, avisando que estariam ansiosos aguardando nossa chegada. Pude terminar aquela chamada com um sorriso nos lábios, ainda que fraco.

Deixei o estabelecimento com um pacote repleto de lanches e guloseimas, finalmente percebendo que estava faminta agora que os índices de adrenalina haviam baixado em meu corpo. Mal podia esperar para sentar-me no banco do carona devorando um pacote de batatas chips, saborear alguns mililitros de refrigerante e, finalmente, dar ao meu corpo um merecido descanso após voltar ao acampamento.

Mas não seria assim. Eu ainda tinha outra missão a cumprir em nome de Alicia: ir à base Amazona e devolver seu cinturão.

Bônus:

• Esta trama envolve a Seita e os fatos ocorridos após a Cidade dos Monstros, o que me dá o bônus de +50% na bonificação final, como diz aqui






Elena Castillo García

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Elena C. García
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Re: ❥ A Ascensão da Rosa

Mensagem por Elena C. García em Sex Jan 26, 2018 12:43 pm

Adendos




Poderes Passivos (Afrodite):

Nível 6
Nome do poder: Passos de Cisnes
Descrição: O semideus possui uma capacidade natural de se movimentar sem fazer barulho. Seus passos são leves, graciosos e charmosos, o que permite ao semideus se mover com facilidade sem ser detectado pela audição normal (audição aguçada ainda poderá captar o semideus se ele provocar ruídos através de folhas e galhos por exemplo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será detectado por inimigos que não possuam audição elevada.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Eterna Boa Forma
Descrição: A boa forma que você possui não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. Isso permite que você ganhe certa facilidade em se esquivar, ou defender em ataques diretos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de defesa, esquiva e agilidade.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Equilíbrio Emocional
Descrição: Você consegue controlar seus próprios sentimentos e emoções. Deixando-os equilibrados, o que em batalha, pode ser um trunfo bastante vantajoso, pois, não se deixará levar por truques referentes a sentimentos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a paixão, amor, sentimentos, e sedução. Ou qualquer arte semelhança, tem um dano 30% menor sobre o seu personagem.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Perfeccionista
Descrição: Não é apenas beleza, mas também perfeição. Você tende a ser perfeccionista, mas não apenas com você e sua aparência, mas em tudo o que faz. Isso significa que sempre será exigente consigo mesmo, se esforçando para sempre melhorar. Isso será recompensado em seus golpes, que serão praticamente perfeitos com a arma que você adotar, e o dano será consideravelmente maior para seu inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ataques com uma arma de sua escolha ganham um bônus de força de +20% durante 3 turnos.
Dano: +10% de dano se o oponente for atingido pela arma do semideus.

Nível 31
Nome do poder: Elasticidade Natural III
Descrição: A elasticidade de tais semideuses atinge seu ápice, sendo tão perfeitos quanto dançarinos profissionais. Seus movimentos são bem pensados e precisos, assim como os músculos parecem responder ao mínimo comando. É quase impossível para um guerreiro mediano e iniciante acertá-los.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 50% em esquiva e flexibilidade
Dano: Nenhum

Nível 42
Nome do poder: Pericia com Adagas IV
Descrição: O semideus evoluiu conforme o esperado, ataca e se defende com a lamina com uma maestria impressionante. Seu manejo melhorou, e agora sua mira com a arma está mais letal em suas mãos, também consegue acertar pontos críticos, tornando seus ataques precisos e perfeitos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manejo de Adagas.
Dano: +30% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.

Poderes Passivos (Marte):

Nível 1
Nome do poder:  Espírito de Guerra
Descrição: Ares/Marte é o deus da guerra, profundo amante de combates e um dos principais deuses amantes da morte. Seus filhos possuem um espírito parecido com o do deus, de modo que todos os conhecimentos referentes a guerra (como sinais de comunicação, técnicas de sobrevivência básica, manuseio de armas e tudo mais o que tiver ligação direta com guerra), surgem naturalmente na mente do semideus, mesmo que ele jamais tenha passado por alguma situação de dificuldade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguem elaborar planos, ler mapas e criar estrategias com mais facilidade.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: Nos combates de uma guerra, muitas vezes o combatente acaba sendo desarmado, acabando sua munição ou perdendo sua arma, obrigando-o a utilizar apenas seus punhos para sobreviver. Sendo peritos em combates desarmados, os filhos de Ares/Marte sabem técnicas marciais de todas as artes marciais existentes, mesmo que nunca tenha feito uma aula se quer. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Caso o filho de Ares/Marte seja desarmado em combate, ganha +10% de força, e +10% de velocidade.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Mãos trocadas
Descrição: Graças à natural facilidade no manuseio de armas, as proles do deus da guerra conseguem manusear com extrema perícia duas armas ao mesmo tempo, sendo ambidestros por natureza. Seus golpes são potentes independente de com qual mão esteja segurando a arma, além de conseguir utilizar armamentos pesados de duas mãos utilizando apenas uma, como espadas montantes, machados de guerra, lanças e etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguirá manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.

Poderes Passivos (Amazonas:

Nível 1
Nome do poder: Instinto Guerreiro
Descrição: Agora que é uma guerreira Amazona, a jovem semideusa sente-se mais próxima da guerra como se essa arte sempre tivesse feito parte de si. Sendo parte de um grupo que inicialmente foi abençoado por Ares/Marte, a jovem agora começa a desenvolver um instinto guerreiro, aprendendo a manusear armas que nunca usou, aprendendo a desenvolver estratégias em batalha e sabendo o básico de táticas de sobrevivência.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Tem facilidade para manusear armas, bolar estratégias e técnicas de sobrevivência;
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Perícia com Lâminas I
Descrição: A guerreira Amazona aprende desde o início a utilizar lâminas curtas, como facas, adagas e espadas curtas. Esse tipo de arma parece ter o equilíbrio e peso ideal em suas mãos, facilitando o uso e execução de golpes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade no manuseio de lâminas
Dano: +5% de dano se o adversário for atingido pelo semideus

Nível 3
Nome do poder: Pericia com Escudos I
Descrição: Já dizia Sun Tzu que o ataque é para tempos de abundância e a defesa para tempos de escassez. Sabendo disso, as Amazonas reconhecem que a vitória em uma batalha não é baseada somente em ataques efetivos, mas também em saber se defender. Dessa forma, as amazonas aprendem a se defender com o escudo de forma eficiente, sabendo empunhar o escudo sem se atrapalhar com ele e quase sem deixar brechas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de sucesso ao tentar se defender com um escudo
Dano: +10% de guarda (protegendo melhor o corpo), ao tentar defender-se com um escudo

Nível 4
Nome do poder: Esquiva I
Descrição: Com os reflexos apurados devido ao treinamento recebido, as Amazonas têm mais facilidade para esquivar e desviar de ataques diretos e físicos. Por ainda ser pouco experiente, pode acabar sendo atingida se não for rápida o bastante.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% em esquiva
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Força I
Descrição: A força é, sem dúvida alguma, a primeira arma da guerreira, que a faz vencer seus inimigos mesmo que esteja desarmada. Com o treinamento inicial recebido pela Amazona e independente de seu porte físico, a semideusa já começa a perceber a diferença em sua força, sendo capaz de suportar mais peso que antes, bem como causar danos maiores em seus golpes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força
Dano: +5% de dano se o ataque da amazona atingir o adversário

Nível 6
Nome do poder: Simpatia dos deuses
Descrição: O grupo de guerreiras mulheres não tem nenhum deus como patrono, mas se devota um pouco a cada um destacando alguma de suas qualidades. Athena é glorificada por sua capacidade estratégica, Artemis pela perícia em caça, Héstia por não ter se submetido a nenhum homem, especialmente Ares e Belona por suas atribuições bélicas, etc. Desde os primórdios as guerreiras sabiam a importância de estar de bem com cada divindade, prestando culto a todos. Dessa forma, as Amazonas não têm nenhum desafeto entre os deuses e têm a simpatia do panteão, dificilmente sendo desamparadas ao realizar uma prece e diminuindo as chances de receberem alguma maldição.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: As preces das Amazonas normalmente são atendidas, embora recorram pouco a elas
Dano: Nenhum
Extra: Não é válido para desafetos que o progenitor divino da guerreira tenha

Poderes Ativos (Afrodite):

Nível 1
Nome do poder: Sempre na Moda
Descrição:  Você tem um pequeno controle sobre a moda. Onde o lugar é frio, consegue em um estalar de dedos se vestir apropriadamente ao clima, e se for quente também. Esse efeito de roupas para uso próprio dura quanto tempo você quiser.
Gasto de Mp: 5 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Isso permite que você mude de roupas sempre que desejar.

Nível 31
Nome do poder: Controle das Rosas III
Descrição: Agora já consegue criar uma quantidade razoável de roseiras, tanto pelo campo (raio máximo de 50 metros), quanto para prender o inimigo até o pescoço. Rosas brotam por todos os lados, e o perfume deixa o inimigo tonto e enjoado durante dois turnos, podendo deixa-lo confuso, e fazer seus movimentos ficarem mais lentos.
Gasto de Mp: 80 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 50 HP
Extra: O perfume deixa o usuário tonto e enjoado durante dois turnos, durante esse tempo, a chance de que o oponente erre os golpes é de 50%.

Nível 33
Nome do poder: Charme III
Descrição: Você sempre soube que poderia conquistar a perfeição, e que era um dominador nato, com um charme natural. Agora já consegue fazer as pessoas fazerem exatamente aquilo que você quiser, podendo engana-los com mais facilidade, pode fazer amigos se voltarem contra amigos e inimigos contra inimigos, sabendo usar as palavras, qualquer um entra no seu jogo.
Gasto de Mp: 40 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano:Nenhum
Extra: Dura no máximo 3 turnos, depois as pessoas começam a ficar sem entender o porquê de estarem fazendo aquilo. Já consegue confundir qualquer um, independentemente do nível.

Nível 44
Nome do poder: Garras Afrodisíacas III
Descrição: Suas garras se tornaram afiadas a ponto de causar perfurações consideráveis, ao ser cortado pelas garras do filho de Afrodite/Vênus, nesse nível, o oponente sofrera de hemorragia constante, além de ter perfurações mais graves, e arranhões mais fundos.
Gasto de Mp: 80 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 20 HP por arranhão que conseguir desferir +5 por cada turno que as feridas permanecer abertas (resultado da hemorragia).
Extra: Nenhum

Nível 50
Nome do poder: Metamorfo II
Descrição: O filho de Afrodite/Vênus já consegue mudar a aparência por completo, sendo inclusive capaz de mudar de sexo e altura, podendo virar homem, ou mulher de acordo com seu gosto. Isso o auxilia e o torna um ótimo enganador. Pode mudar a aparência para si, mas não pode se transformar em outra pessoa. Sua característica de beleza principal, como a feição, permanece imutável.
Gasto de Mp: 80 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Poderes Ativos (Marte):

Nível 1
Nome do poder:  Punhos de ferro
Descrição: Ao concentrarem suas forças nos punhos, os filhos de Ares/Marte conseguem fazer com que uma aura avermelhada circunde suas mãos fechadas, sendo capazes de desferirem socos com a força de um martelo feito de ferro. O efeito possui duração de duas rodadas, sendo que também protege a mão do semideus, não deixando que a mesma se machuque.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP

Poderes Ativos (Amazonas):

Nível 3
Nome do poder: Zero decibéis
Descrição: O silêncio durante uma jornada bélica pode ser vital para proporcionar uma vantagem no terreno ou manter-se vivo. Sabendo disso, as Amazonas conseguem usar seu conhecimento e energia para anular qualquer som produzido por elas, de modo que podem se mover pelo ambiente sem provocar ruídos que denunciem sua presença.
Gasto de Mp: 30 MP por turno
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Ossos de Aço
Descrição: A herança guerreira da Amazona a torna naturalmente preparada para suportar as árduas batalhas de uma guerra. A guerreira consegue revestir os ossos com uma pequena camada de metal reforçado e indestrutível, impedindo que sua estrutura óssea seja rompida, ou quebrada, podendo suportar ataques diretos com mais facilidade, sem romper seus ossos.
Gasto de Mp: 15 MP para ativar; +10 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Bênçãos e Habilidades Especiais:

Nome da benção: Invisibilidade
Descrição: Um poder muito forte que faz com que o corpo (arma, armadura etc) da semideusa se torne invisível, não tendo cheiro ou vestígios físicos (barulhos não inclusos) por dois turnos. Sendo possível apenas ativar uma vez por evento, missão, pvp, mvp etc.  
Gasto de MP: -10% do Hp total (e descontado apenas uma vez).
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Armas e Itens Utilizados:

❥ Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados]

❥ Garza Protectora [ Escudo de Bronze Celestial, com a figura de uma garça em alto relevo | Efeito elemental: a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras. O fogo fica a frente do escudo, e não esquenta o lado de dentro, logo não pode ferir sua portadora, uma magia antiga impede que aconteça, impedindo o fogo de se espalhar ou machucar a descendente Garcia. | Transforma-se em um anel com um pequeno símbolo da família García: um brasão com três leopardos vermelhos. | Bronze Celestial | Status: 100%, sem danos | Mágica | Quando o Passado Revive (Evento) ]

❥ Pingente Tiwaz (ᛏ) [ Uma runa de quartzo vermelho esculpida rusticamente, sem ter uma forma geométrica exata, com o símbolo da runa Tiwaz (ᛏ) esculpido em seu centro. Tiwar é a runa nórdica do deus da guerra, cujo significado é associado às vitórias. | Efeito 1: Ao ativar o efeito mágico da runa, seu MP e HP são restaurados em até 60% de sua totalidade, restaurando sua força e energia para que possa continuar lutando (uma única vez por evento, luta, missão ou etc). | Efeito 2: Caso seja perdida, a runa volta para seu portador em até três turnos. | Quartzo vermelho | Sem espaço para gemas | Beta | 100%, sem danos | Mágico | Evento Cidade dos Monstros]

❥ Ice and Fire [Adagas gêmeas, feitas de bronze celestial. As lâminas possuem 30cm de cumprimento e são mais afinadas na ponta, facilitando o ato de perfuração. As adagas possuem efeitos únicos e elementais | Efeito 1: Uma das adagas possui runas e escritos antigos que confere o poder do elemento fogo. Assim, ao atingir alguém, também poderá causar queimaduras intensas a depender da eficácia do ataque; Efeito 2: A outra adaga também possui escritos e runas em sua lâmina, o que lhe confere um encantamento do elemento gelo. Ao atingir alguém com essa adaga, provocará um leve resfriamento do local ou até mesmo o congelamento a depender da eficácia do golpe. Também poderá provocar lentidão pelos músculos estarem frios | Bronze Celestial | Beta | Espaço para uma gema | Status: 100%, sem dano | Mágica | Dano base: +10 de dano pelos encantamentos elementais | Comprado no Pandevie Magie]

❥ Pulseira de Perícia Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia de uma arma de sua escolha em +50%, provocando um dano de +30% (Espadas) | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico |  Loja especial do dia dos namorados]

• Extracteur [ Uma espada média muito bem confeccionada, com o cabo confortável e o fio mais balanceado. Mede cerca de 90 centímetros e pesa 1,2 kg. No centro do punhal, foi incluído o símbolo da família García. | Efeito 1: Roubo de vida: O dano causado pela arma do semideus poderá ser convertido em HP para seu portador. 25% do dano retirado é convertido em HP para quem empunhar o armamento | Efeito 2: Sugadora de energia: O armamento do semideus será capaz de sugar – através de um corte – parte do MP do adversário de seu portador, e converte-lo para si. Dessa forma, 30% do MP do adversário do semideus ao ser cortado com essa arma, será roubado e convertido ao portador do armamento. Essa habilidade poderá ser usada uma única vez por luta, evento ou missão, se a pessoa que for atingida por essa arma tiver um MP superior à do usuário que empunha a arma, o MP deste fica cheio, mas não aumenta. | Efeito de retorno: A arma sempre retorna ao dono, caindo ao seu lado | Material semidivino indetectável | Espaço para três gemas | Alfa Prime | Status: 100%, sem danos | Necessário possuir nível 22 para domínio completo desse armamento | Lendária | Dano base de 40 (para humanos, monstros e semideuses) |  Evento de Natal 2017 ]

❥ Rose Watch [ Um relógio digital que contém todas as funcionalidades básicas: indicar horário, temperatura e acionar um alarme, além de ser um modelo muito bonito. | Efeito 1: Possui a funcionalidade de identificar itens, basta ativar o scaner e passar o objeto diante do relógio para saber o que é, do que é feito, a origem, o que pode causar e se há um dono que o dispositivo consiga reconhecer. Funciona com digitais, para obter as informações básicas de alguém - como nome, naturalidade, filiação e se é um humano. | Efeito 2: É resistente à água, pressão e altas temperaturas. | Níquel e detalhes em materiais diversos | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Comprado no Ferreli & García - Mode et style ]

❥ Velociraptor linha Luxo [ Nessa linha não é apenas o conforto que predomina, mas também o poder, apesar de aparentar ser um tênis comum, esse foi fabricado para auxiliar e estimular o semideus a melhorar seus movimentos em combate, o tornando mais forte e mais rápido | Efeito 1: O calçado muda de acordo com o dono e suas preferências, o tênis será alterado magicamente para o modelo que mais o agrada. Efeito 2: Promove +40% de velocidade ao portador. Efeito 3: Quando estiver com o tênis nos pés, golpes relacionados as pernas, como chutes ou saltos ganham 30% a mais de força | Material mágico especial |Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

❥ Caneca Marota [Inicialmente uma caneca especial, feita de material branco e sem qualquer tipo de desenho. É aqueles tipos de canecas grandes de café que toda boa vovó tem em casa, mas essa, foi modificada e é especial. | Efeito 1: O material não quebra e nem desgasta, permanecendo sempre como se tivesse novo, se cair no chão, não acontece nada, se bater na parede, se tentar quebrar com um martelo, também não acontece nada. Essa caneca não quebra! Efeito 2: A caneca se enche magicamente com qualquer liquido desejado pelo portador, desde um bom café quente, com açúcar ou adoçante, sempre no ponto, a qualquer tipo de refrigerante, suco, bebida alcoólica ou etc. A bebida mágica dos deuses, o néctar, também está incluso nesse cardápio, essa última poderá recuperar até 50 HP e 50 MP do seu portador, contudo, esse liquido não deve ser consumido mais de uma vez, a quantidade exagerada pode causar febre alta, desmaios ou mal-estar. Efeito 3: Toda vez que a caneca for preenchida com um liquido quente ou frio, um desenho mágico aparece, formando paisagens, fotos, mapas ou desenhos animados na caneca, o que a torna algo divertido e bastante peculiar. | Material mágico | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Comprada na Pandevie Magie]

❥ Golden Magic [Um colar que possui um pingente em forma de gatinho. Seu formato ou estilo em nada se compara a magia que está presente nesse acessório | Efeito: Ele esconde em 75% a presença semidivina do usuário, permitindo que ele passe despercebido por monstros e use até mesmo tecnologia mais avançada. Monstros superiores e mais poderosos ainda conseguem reconhecer o usuário do colar como um semideus, mesmo que leve um tempo para distinguir a aura | Prata ou Ouro | Sem espaço para gemas | Gama | 100% sem danos | Mágico | Comprada na Pandevie Magie]

❥ Gomadora [Gomas de mascar com sabores diversas, sua forma é redonda, grande, no estilo goma de mascar de máquina. | Efeito: Ao coloca-la na boca você não sentira nenhuma diferença, mas basta colar a goma mascada em uma superfície rija, como portas, madeira, troncos de arvore ou pedras que pronto, a magia começa a florescer. A goma cresce e se torna uma maça gosmenta, até derreter tudo ao seu redor, deixando a superfície com um buraco gigantesco, que cria uma passagem rápida para o semideus. Não funciona em pessoas ou em itens de proteção divina/mágicos. | Sigma | Sem espaço para gemas | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado no Pandevie Magie]

❥ Colar de contas do Acampamento.

Nome:Conta de Ouro
Descrição: A sétima conta do acampamento é referente aos cavaleiros apresentados pelo senhor do medo. As lutas foram de dificuldade extrema, e com toda certeza apresentaram aos semideuses um desafio e tanto. A conta tem a cor de ouro, e um par de asas com um escudo entalhada. O efeito dessa conta é de proteção, pois, o semideus com a conta de ouro consegue ativar um escudo protetor por uma única rodada, o escudo é invisível, e funciona como um campo de força capaz de repelir ataques mentais e físicos por um único turno. (Pode ser usado uma vez por evento ou missão.)
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: A conta repele 100% de todo ataque mental ou físico, desde que o atacante seja de nível igual ou inferior ao do semideus.
Dano: Nenhum.






Elena Castillo García

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Re: ❥ A Ascensão da Rosa

Mensagem por Hécate em Sex Jan 26, 2018 9:42 pm


Avaliação


Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 5.000

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%

RECOMPENSAS: 7.500 XP + 6.750 Dracmas → Bônus de envolvimento da Seita.
Também fará parte do grupo das Amazonas a partir da atualização realizada por algum ADM.
As consequências de sua missão para o resto do mundo podem ser verificadas nestes tópico (CLICK)

Comentário:
Se existiu algum erro gramatical, escapou da minha vista. Foi um enredo emocionante do início ao fim, com um final que foi se formando de maneira a cativar o leitor. Parabéns pela sua escrita e sua criatividade!

ATUALIZADO POR PERSEFONE


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Re: ❥ A Ascensão da Rosa

Mensagem por Elena C. García em Qua Jan 31, 2018 12:51 am

Capítulo 4


Contextualização:

• Após causar a morte do fundador da Seita {link}, com o custo da morte da rainha das Amazonas, Elena agora faz parte da nação de mulheres guerreiras. A Amazon agora precisa de uma rainha e os testes para ocupar o cargo têm início.

• Elena já enfrentou seus próprios medos em outro momento desta missão e os venceu, mas agora precisa vencer a si mesma e superar seus limites.


A mortalha dela foi azul-marinho, com seu nome delicadamente desenhado sobre o tecido, que também recebeu bordados com seus mais valorosos feitos. Eu gostaria de tê-la conhecido antes para ouvir aquelas histórias, mas a mim só restaram os seus últimos minutos de vida e seu sacrifício.

Todas as mulheres da Amazon trajavam preto naquele dia e todos os compromissos comerciais haviam sido remarcados para que pudéssemos dedicar a Alícia todas as homenagens que ela merecia em sua morte. Por ter sido sua última aquisição e ter estado com ela em seus últimos momentos de vida, foi-me permitido dizer algumas palavras de despedida em seu funeral.

— Perder Alicia tão repentinamente foi como o fim do verão sem direito ao outono. Um inverno rigoroso e impetuoso que se instalou sobre nós. As folhas caíram e secaram, as flores encolheram-se sem cor, e o céu fez-se cinza, refletindo nossa tristeza. Embora tenha sido a que menos teve tempo com ela, conhecê-la foi como um sonho de uma noite de verão, para de repente acordar neste período invernal...


♡ ♡ ♡

Sete dias foram passados em luto até a completa normalização das atividades naquele prédio. Apesar da morte recente da Rainha, não deixamos de treinar e exercer nossas atividades, pois ela não desejaria que vivessemos em prantos por sua perda, bem como nossos clientes não compreenderiam nossa dor.

Quanto a mim, ainda estava em processo de adaptação à minha nova rotina. Eu não estava emocionalmente preparada para tantos acontecimentos em sequência, então me dava ao direito de ficar em meu novo quarto a sós com a tristeza quando ela desejava me fazer companhia.

Ainda era difícil para mim ter deixado o Acampamento tão subitamente e adotar um novo estilo de vida, deixando para trás os amigos, a família semidivina que havia descoberto e todas as agradáveis lembranças e experiências únicas que apenas aquele lugar podia proporcionar. Entretanto, a única pessoa que poderia ter-me feito repensar a minha decisão havia sumido da minha vida repentinamente… Inicialmente havia ficado preocupada com seu desaparecimento, mas conforme o tempo passou, só podia concluir que ele havia escolhido partir, talvez arrependido pela proposta feita em nossa última noite juntos.

Meus sonhos ainda estavam tumultuados com os últimos fatos vividos, além de serem pontuados pela participação de uma jovem que eu tinha certeza que nunca havia visto. Em um dos flashes protagonizados pela morena, a vi saltar uma janela de volta para o interior do que parecia ser um dormitório, observando a rua intrigada com algum barulho, antes de fechar os vidros e dirigir-se para a cama. Cientificamente eu sabia que nosso subconsciente não inventava pessoas para participarem de nossos sonhos, mas utilizava rostos que já havíamos visto. Perguntava-me se eu já havia visto aquela garota ou se aquilo fazia parte de alguma peculiaridade dos sonhos semidivinos.

Minhas emoções já se encontravam instáveis e ainda se tornaram mais oscilantes com os últimos acontecimentos na Sede do Exército Norte-Americano, quando conheci Alicia e salvamos as crianças da Seita, mas com o preço de seu sacrifício. Ela havia me cativado rapidamente, conquistado minha admiração e recrutado-me para seu time, para então nos deixar. Sentia-me sozinha naquele lugar, com a sombra do que poderia ter sido viver junto àquela mulher fascinante.

Meu estado emocional estava em frangalhos, mas felizmente eu me encontrava em uma família que não deixaria isso durar muito tempo.

Ouvi três batidas na porta, mas a pessoa que estava do outro lado não esperou qualquer resposta antes de girar a maçaneta e entrar. — Muito bem, vamos saindo agora mesmo dessa cama! - disse Maxine em alto e bom tom, invadindo o quarto com duas garrafas de vodka enquanto sentava-se sobre a cama fazendo-a balançar. — Não que seja uma má ideia dividir a cama com você, mas já está há muito tempo aí - ela disse, provocando-me um riso, que logo se desmanchou em protestos quando ela retirou o edredom de sobre meu corpo.

Não adiantava nem protestar, ela não aceitaria um não como resposta e faria o possível para não me deixar séria por muito tempo. Mesmo que fosse irritante às vezes, já adorava Max e a tinha como amiga. Em pouco tempo, sua companhia conseguia desmanchar a tristeza e costurava minhas emoções em farrapos - fosse em treinos, estudos sobre comércio ou momentos de descontração como aquele.



— Amanhã começamos as votações para a nova Rainha - ela comentou, quando passamos próximo à sala do trono e o vimos vazio, apenas com o cinturão de Hipólita repousado sobre o assento.

— Votações?

— Sim. O nome do cargo é de monarquia, mas somos uma comunidade democrática - ela disse com seriedade demais até para ela, tecendo outras explicações de como ocorreria o procedimento até que fosse decidido quem vestiria o cinturão. Nem parecia que ela estava ali há tão pouco tempo quanto eu, e fazer esse comentário nos fez rir. Mas, após o silêncio das nossas gargalhadas, ela interrompeu seus passos e fez-me parar ao lado dela enquanto esperava que ela terminasse de verter o conteúdo da sua garrafa.

— Acho que você deveria se candidatar - disse enfim, após secar os lábios com as costas da mão. Eu apenas ergui as sobrancelhas com escárnio, levando a garrafa aos lábios para respondê-la em igual situação após ingerir todo o seu conteúdo. — E eu acho que você bebeu demais - disse rindo, pois também havia bebido demais para minha capacidade alcoólica. Felizmente não tínhamos nenhuma atividade na manhã do dia seguinte, pois a ressaca pegaria forte.

Só que era com uma boa dose de álcool que as melhores conversas aconteciam, com aquela servida de honestidade que acompanhava o pacote. Max, assim como eu, acreditava que a filosofia das guerras e batalhas era muito mais que força, destreza ou poder bélico. Críamos na sutileza, na negociação, no poder das palavras acima do poder coercitivo, e assim elencamos as qualidades que nossa próxima Rainha precisava ter em uma longa resenha de pessoas alcoolizadas. A loira insistia que via em mim tais características, desde que engolisse o choro quando era invadida pela tristeza e aceitasse o novo destino que estava trilhando junto à nação de mulheres guerreiras.

— Você só diz isso porque eu lembro sua mãe - retruquei rindo, pois já sabia que sua mãe também era filha de Afrodite, portadora de qualidades como aquelas.

Como acontece com amigos servidos pelo álcool, o assunto se desviou para qualquer outra coisa aleatória em algum instante, embalando outro longo momento de conversa até que nos recolhêssemos de volta aos nossos quartos. Mas as palavras de Max permaneceram em meu interior e foram parcialmente responsáveis pelo sonho que tive naquela noite.

No reino dos sonhos, meu subconsciente me levou de volta à sala dos espelhos, que abrigava alguns dos medos que precisei vencer. A experiência toda me ensinou a encarar meus medos de outra forma e utilizá-los como alavancas para me tornar mais forte.

Caminhei pela sala despreocupada, não como o gato arisco que havia sido da primeira vez, indo passo após passo conforme encarava os reflexos do espelho. Só que um deles não era um reflexo, era uma materialização do deus romano da guerra, que sempre escolhia a aparência de meu pai para entrar em contato comigo.

— Você já venceu seus medos. Agora precisa vencer a si mesma - Marte disse, breve em suas palavras e na mensagem que queria transmitir. Não era um deus que gostava de perder tempo.

— Eu já venci a mim mesma - protestei, com o péssimo hábito de ser petulante com aquele deus. Acontece que naquela mesma sala eu havia enfrentado outra versão de mim mesma, a versão que eu temia me tornar algum dia, e havia vencido. Mas não era àquilo que ele se referia. Ele tinha razão, eu não havia vencido a mim mesma, mas uma versão de mim. Não era como se eu tivesse me superado neste sentido.

Ao perceber em minha fisionomia que eu havia compreendido sua mensagem, o vulto de um sorriso passou pelos lábios de Marte e sua imagem se desfez, restando no espelho apenas o meu reflexo. Eu tinha certeza que ele ainda estava me testando, e apenas agora compreendia o sentido da missão que ele havia imposto a mim alguns dias atrás. Ele não queria que eu voltasse a Porto Rico, enfrentasse a Seita ou ingressasse nas Amazonas. O objetivo era vencer a mim mesma e superar meus limites, o que talvez meus antepassados não tivessem feito para romper a nossa maldição.

Então eu sabia do que precisava para isso.


♡ ♡ ♡

— Eu gostaria de me candidatar - disse em alto e bom tom quando as candidaturas começaram. Acho que todas ficaram surpresas, pois fez-se silêncio no centro de reuniões.

O conselho das Amazonas, formado por guerreiras que se aposentaram com louvor após anos de atividades, conduziam a Amazon na ausência de uma rainha e eram responsáveis pela seleção de nossa nova líder. Jeniffer, Kinzie e a ex-rainha Hylla formavam o conselho, trajadas com belos ternos de linho e cabelos impecavelmente presos, como as executivas experientes que também eram.

— Você tem certeza? Está entre nós há pouco tempo para isso e… - Jeniffer disse calmamente, receosa que eu ainda não fosse a mais apta a um cargo tão importante, mas não em tom de desmerecimento.

— Eu apoio a candidatura dela - Max interrompeu, porque nunca foi muito boa nessas formalidades. Sussurrei com os lábios um “obrigado” para ela, mas ainda era cedo para agradecer. Parece que Max também estava há pouco tempo na Amazon para apoiar uma candidatura para rainha, mas o destino sempre guardava cartas na manga para nos surpreender.

— Eu apoio a candidatura de Elena - ouvimos uma voz familiar um pouco mais atrás de nós, a qual já não podia ser contestada. Olhando para trás, percebemos que as palavras haviam saído dos lábios de Izzy, que mantinha uma expressão séria e irredutível. Meu olhar em sua direção não deixou de denunciar minha surpresa e, ainda assim, minha gratidão.



A filha de Marte havia sido minha primeira instrutora na Amazon e fazia o tipo de professora linha dura, daquelas que incentiva a melhorar pela dor, não pelo amor. Eu tive uma dificuldade inicial para compreender isso e não me irritar com seu jeito difícil, aprendendo que a ausência de críticas era um elogio da parte dela.

— Não pense na arma caída! - ela repreendeu, quando me desarmou e meu olhar foi direto à procura da adaga para recuperá-la. Em um combate real, precisava manter o foco naquilo que tinha ao meu alcance, não do que pensava precisar. No delay de minha distração, havia tirado os olhos de Izzy por tempo o suficiente para que ela golpeasse meu tórax com a planta do pé direito, desequilibrando-me e fazendo com que eu caísse sentada.

A ponta de sua espada foi dirigida à base de meu queixo e o combate teria sido dado por encerrado ali se eu não fosse teimosa.

Com meu corpo caído e a amazona à minha frente, meus pés tinham a deixa perfeita para contra atacar. Em um movimento rápido, prendi seu tornozelo esquerdo entre um dos pés e a canela, empurrando-a para trás para provocar seu desequilíbrio e posterior queda. — Agora estamos quites - disse, rindo após e deitando as costas no chão, enquanto minha respiração normalizava após tantas horas de treino.


- - - -  Parte I


Agora era graças aos ensinamentos de Izzy que eu subia na Arena sem medo algum em meu interior, apenas com o desejo de me provar e não apenas vencer as minhas adversárias, mas superar a mim mesma. Cada passo na escada era executado com convicção, apesar da plateia de amazonas me causar um frio na barriga devido à ansiedade.

A primeira etapa dos testes consistia em uma rodada de combates, mas eu não deveria esperar combater apenas as demais candidatas ao posto. E isso era tudo o que eu sabia. Não havíamos sido informadas de quantas fases comporiam nosso teste, como seria feita a classificação, quais seriam os critérios de desempate… Nada. Apenas tínhamos que estar preparadas para o que viesse.

Como guerreiras amazonas, não trajávamos muitas roupas para entrar em combates, pois o excesso de tecidos atrasava nossa movimentação e podia atrapalhar de diversas maneiras - seja acentuando a atividade das glândulas sudoríparas ou atrasando alguns centésimos de segundos os movimentos, e não tínhamos sequer um milésimo de segundo a perder em combate. Devido a isso, meus pés tocavam o solo arenoso descalços, e meu corpo era coberto apenas por um short de malha e uma regata de algodão, enquanto as longas madeixas castanhas estavam devidamente presas em um rabo de cavalo.

Tinha comigo apenas minha espada Extracteur e o escudo que herdara de meu avô, mas tinha outras cartas na manga se fosse necessário. Afinal, não tinham sido definidas regras para os combates. Talvez aquilo fosse um dos critérios de avaliação, ou um pouco de pancadaria pura renovaria o ânimo das guerreiras, apenas.

Minha primeira oponente era outra candidata ao cargo de liderança, igualmente trajada em roupas curtas que poderiam provocar assobios indesejados na rua, mas seu olhar feroz e nada convidativo fariam qualquer exemplar do sexo masculino pensar duas vezes antes de pronunciar qualquer comentário. Cumprimentamo-nos e um aviso sonoro indicou que a luta começaria, junto ao brado de inúmeras guerreiras, que reverberava e se multiplicava, soando como centenas de amazonas.

Posicionada para o combate, o escudo estava preso ao meu braço esquerdo e a minha espada era segurada pela destra, com firmeza o suficiente para não ser desarmada com facilidade e delicadeza para mover a lâmina como se fosse uma extensão de meu próprio corpo. Izzy havia me ensinado que a esgrima não deve ser bruta e violenta, mas era uma arte que testava quem era mais ligado à sua espada e melhor interagia com sua própria arma, movendo-se como um só.

Como um passo doblet bem executado e ritmo acelerado, nossas lâminas se cruzavam com graciosidade e técnica, em uma coreografia que parecia ser rigorosamente treinada e que entusiasmava a plateia. A verdade é que tentávamos com afinco furar a defesa uma da outra. Sem sucesso, a oponente revidava em um contra ataque pontual que era defendido em tempo, para logo recomeçar os passos.

Com a defesa inabalável de minha oponente, precisava usar de criatividade para procurar vantagem em um elemento surpresa. Contornei a sua lâmina e empurrei-a para baixo com minha espada, numa tentativa de desarmá-la, mas ela girou a lâmina lateralmente estragando meus intentos. Sem que ela sequer esperasse, aproveitei daquela posição de nossas armas para chutar seu braço impulsionando-o para cima, perdendo minha espada no processo, mas finalmente abrindo sua defesa.

O escudo retomou sua forma de anel, para então eu me aproximar com a rapidez e sutileza que Samanta me ensinou, movendo as mãos com a fluidez da água para fazer um repentino movimento de empurrar, concomitante a uma forte pisada no solo para canalizar o chi. Minha mão espalmada atingiu a outra amazona na altura do diafragma de modo a fazê-la soltar o ar que havia em seus pulmões. Sem querer querendo, nosso combate havia se transformado de uma competição de esgrima para uma luta corporal.

“Sua atenção precisa estar nas extremidades do seu adversário - mãos e pés”, a voz de Izzy repetia em minha mente. Em nossos treinos ela sempre me derrubava do mesmo jeito: interceptando algum golpe e puxando-me para perto dela, provocando meu desequilíbrio e, por consequência, o enfraquecimento de minha guarda.

Dei o tempo necessário para minha oponente recuperar o ar e voltar ao combate, deixando-a executar os primeiros golpes. Tal como Sunny havia ensinado, desviava dos socos movendo apenas a parte do corpo que era necessária, evitando assim um desperdício de energia cinética desnecessário. Quando encontrei a oportunidade perfeita para revidar seus ataques, segurei seu pulso com firmeza em meio a um golpe, puxando-a para frente para desestabilizá-la, tal como Izzy fazia comigo, mas minha adversária rapidamente prendeu meu pulso com a mão livre, torcendo-o e lançando meu corpo por sobre o dela em um golpe de caratê.

Minhas costas bateram com brutalidade contra o chão, e diferente de mim, a guerreira não me deu tempo para me recuperar após o seu ataque. Rolei o corpo para desviar dos 80 quilos que se lançavam em minha direção, sem nem renovar o oxigênio em minha caixa torácica, deixando-a à vontade para se esfolar sozinha no solo arenoso.

Agora desistindo do combate corporal, a amazona criou duas esferas de energia em suas mãos, não tardando para dispará-las em minha direção. Só houve tempo para reativar o escudo e colocá-lo à frente de meu corpo para me proteger, contando que seu material aguentaria por tempo o suficiente aqueles ataques. Sentia o impacto de cada novo ataque, pois ela os lançava em sequência, sem me dar qualquer delay para contra atacar. E o impacto sobre o disco era cada vez mais forte, indicando que ela estava se aproximando enquanto lançava as esferas de energia.

Aparentemente eu estava em desvantagem, mas você se lembra das minhas cartas na manga? Discretamente, criei um inocente galho de roseira para fazê-la tropeçar, dando um segundo de ouro para, em um movimento rápido, retirar uma adaga do meu coldre, que estava posicionado às minhas costas, na altura da cintura e havia passado despercebido até então. O escudo amparou o golpe retardatário que vinha em minha direção, e logo sua parte frontal foi coberta por labaredas de fogo, o que causou o recuo imediato da minha adversária com o susto. A bênção das Amazonas ancestrais nos tornava resistentes a vários tipos de golpes e dores, mas não éramos imunes ao fogo, afinal.

Ao baixar o escudo, já segurava a adaga pela ponta com a mão esquerda, erguendo o antebraço verticalmente e lançando a arma para frente. O objeto girou três vezes no ar em direção à outra amazona, mas ela desviou no último instante e a lâmina cravou-se na parede às suas costas.

As respirações se suspenderam imediatamente na plateia. Passou muito, muito perto. Mas eu sabia que ela desviaria.

Ainda assim, até ela havia ficado perplexa. Em seu rosto, um filete de sangue começou a escorrer como consequência se sua esquiva quase tardia.

— Esse combate está encerrado - Kinzie anunciou, e as luzes sobre a arena tiveram a intensidade reduzida, indicando um intervalo de alguns minutos antes da próxima rodada de batalhas.


- - - -  Parte II


O silêncio da Seattle noturna estava me deixando um pouco nervosa e inquieta. Para quem possui transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, é bastante difícil manter-se quieto e em silêncio por muito tempo, ainda mais quando sua tarefa exige discrição. Meus olhos também precisavam estar em todos os lugares e vielas, para impedir qualquer surpresa - seja por parte dos monstros que poderiam se sentir atraídos por minha essência semidivina ou por conta dos humanos que compunham a Seita.

O topo dos prédios e edifícios comerciais eram o principal foco de minha atenção, pois sobre algum deles estava o meu objetivo: o Mr. Muffin, um jovem grifo que havia fugido dos estoques mágicos da Amazon. Desconhecedor do mundo mortal e longe de seus irmãos, ele corria mais perigo do que apresentava. Há alguns meses, a criatura mitológica havia sido resgatada de um dos imperadores do Triunvirato - eles de novo, acredita? - e perdeu a mãe, restando-lhe apenas dois irmãos. As Amazonas os abrigaram e cuidavam deles, tratavam suas feridas físicas e emocionais, para que em breve encontrassem outro lar.

Com um par de óculos superfuncionais da loja que administrava com Kyra, escaneava os topos dos prédios conforme andava, atenta a qualquer movimento fora do padrão para me dar uma localização. Pelo que havia pesquisado, grifos tinham o hábito de escolher lugares altos para se abrigar, onde também costumavam construir seus peculiares ninhos e de onde os filhotes teriam suas primeiras lições de vôo.

— Bingo! - sussurrei para mim mesma quando encontrei uma figura diferente através do infravermelho, com um formato corporal que não poderia ser de nenhuma espécie conhecida pelo homem.

Mr. Muffin estava no topo do prédio da biblioteca municipal, onde o silêncio provavelmente o fazia se sentir em paz - talvez a paz que lhe faltava desde que havia perdido sua mãe de maneira tão brutal. Eu não o julgava por ter ficado assustado e fugir. Na verdade, compreendia que a agitação de tantas Amazonas no dia dos combates podia tê-lo lembrado do dia em que perdeu sua mãe, confundindo suas emoções e fazendo-o se sentir inseguro.

Mantive a discrição das roupas, que se misturavam às cores do cenário, e continuei caminhando tranquilamente em direção ao prédio. Chamaria ainda mais a atenção de porteiros dos prédios e câmeras de segurança se corresse até lá e não precisava da atenção da polícia naquele momento, embora já tivesse uma desculpa convincente na ponta da língua se fosse necessário.

Diminuí o ritmo dos meus passos quando cheguei mais perto, usando o óculos para analisar qualquer atividade humana e procurando a localização das câmeras para evitar entrar em sua área de visão. Ao que tudo indicava, havia um segurança paradão na entrada, tão entediado quanto qualquer funcionário dali poderia estar durante o dia. Com isso, retirei o óculos para que não atrapalhasse meus movimentos ou me distraísse com suas informações e coloquei-me a escalar o prédio pelas grades da janela do primeiro andar.

Com movimentos delicados, porém ágeis, superei um andar do prédio e agora precisaria arrombar a janela do segundo andar para entrar, pois ali as janelas não possuíam grades para me dar suporte. Teria que chegar à superfície do prédio pelo lado de dentro. Olhei ao redor para garantir que meus movimentos não eram percebidos por nenhuma pessoa ou câmera, para então retirar um batom da mochila. Eu sei que não é hora para me maquiar. Na verdade, o acessório tinha outra funcionalidade. Retirando a tampa e girando a base do batom, o cosmético se liberou um laser com o qual desenhei o traçado inferior da janela, quebrando seu trinco e permitindo que eu a abrisse pelo lado de fora.

Agora seria apenas encontrar as escadas e subir o terceiro e último andar, para então achar uma saída para a superfície do prédio. Isso, claro, sem me distrair com nenhum livro fantástico que a biblioteca poderia revelar enquanto caminhava entre as estantes para chegar a uma escada ou elevador. “Eu deveria fazer a carteirinha da biblioteca” pensei comigo mesma divertidamente enquanto passava a ponta dos dedos sobre algumas capas que encontrava pelo caminho, para então desfazer aquela ideia da minha mente logo em seguida.



Eu havia lido em um jornal a notícia sobre a morte do general Marshall e a forma como meu nome estava fortemente associado como responsável por sua morte súbita e a explosão da base. Parece que agora a Seita também tinha colocado um alvo em minhas costas, então nada de documentos com meu nome por aí.

Meus passos levaram-me ao átrio do segundo andar, onde havia a bancada onde a bibliotecária ficava e várias mesas de estudo, próximo à placa que indicava o que os visitantes encontrariam no andar superior. “3° andar - Ciências naturais, história, direito civil, suvenires”, informava, indicando que a escada encontrava-se à esquerda.

O último andar deveria ser apenas a passagem para a superfície do prédio e a conclusão da minha missão, mas meus instintos me alertaram em tempo de proteger-me atrás de uma estante e evitar um ataque surpresa. No lugar onde eu estava segundos atrás, havia se cravado um dardo preenchido com um líquido azul. Ao olhar na direção do disparo, encontrei dois homens trajados com a farda da guarda municipal, mas que não poderiam ser apenas isso.

Minha tarefa era só ir buscar o Mr. Muffin, certo? Certo. Era uma tarefa simples, certo? Errado.

— Mãos ao alto, ou não vamos errar o próximo disparo - um deles ameaçou, com a arma direcionada para mim. Eu acatei sua ordem, erguendo as duas mãos até a altura da cabeça e espalmando-as, mas raízes e galhos de roseiras ergueram-se junto, envolvendo as pernas dos guardas firmemente e cravando os espinhos em sua carne sem piedade. Com o susto, um deles disparou, mas a dor o fizera mover o braço e deslocar a mira, atingindo a parede.

Através de meus poderes, materializei um chicote de espinhos e lancei a ponta em direção à arma do primeiro guarda, envolvendo-a com o chicote e puxando-a em minha direção para desarmá-lo. Enquanto o segundo guarda ainda arfava com a dor dos espinhos, tomei posse da arma que havia pertencido ao outro e mirei na direção do seu colega. — Vocês são da Seita? perguntei, claramente ameaçando estourar os miolos de alguém caso não respondessem corretamente.

Apesar de minha ameaça e da dor imposta pelos espinhos, o segundo guarda apenas riu. — Deve ter percebido que isso não é uma arma comum, princesinha. O conteúdo dela só funciona com vocês, aberrações - ele disse, entre os dentes trincados para fazer-se de forte enquanto sua perna era dilacerada. Meu cenho franziu-se por breves segundos enquanto eu pensava a respeito. Parece que a estadia das crianças semideuses com os cientistas da Seita havia apresentado resultados negativos, pois o código genético semidivino deles serviu para elaborar uma arma com funcionamento exclusivo para nós. Enquanto isso, nossas armas não feriam humanos, colocando-nos à mercê de seres repulsivos como aqueles que compunham a Seita.

— Interessante - respondi apenas, guardando a arma em meu coldre para levá-la comigo. A expressão falsamente vitoriosa do guarda se desmanchou quando percebeu que havia me entregado de bandeja um exemplar de sua arma química, para então encher-se de fúria e gritar todo o tipo de xingamento conhecido pelo homem. — Quanto mais você se mexer, mais os espinhos vão mastigá-lo - informei calmamente, enquanto movia as mãos em formato de garra fechando-as, enquanto uma prisão de espinhos se formava a partir dos galhos em torno dos dois oficiais, acompanhando o movimento das minhas mãos.

Seus gritos foram abafados pela cúpula espinhosa, até que em algum momento cessariam indicando que ambos já estavam desacordados. Antes de subir o prédio e ir de encontro ao Mr. Muffin, ocupei alguns minutos retirando as câmeras de sua base e danificando-as, para evitar que mais integrantes da Seita descobrissem minha localização e a existência de outras semideusas na base amazona de Seattle.

♡ ♡ ♡

— Mr Muffin… - disse calmamente, aguardando que o grifo dirigisse seus olhos dourados para mim antes de fazer qualquer movimento. Devido aos barulhos do combate contra os guardas no andar inferior, ele estava ainda mais assustado do que eu esperava, encolhido em um canto com a crista baixa e o bico sob as asas. Quando comecei a falar com ele, utilizei um tom calmo e tranquilo em minha voz, entorpecendo-o o quando pudesse com o charme e também aplicando tudo o que sabia sobre adestramento de criaturas mitológicas para fazê-lo se sentir calmo e seguro.

O primeiro e mais importante passo era não fazer nenhum movimento brusco que pudesse assustá-lo enquanto estivesse arredio. Com as mãos onde ele pudesse ver e sem passos apressados, conversava com ele pacificamente enquanto me aproximava aos poucos, conforme sentia que sua confiança em mim aumentava. — Todos ficamos preocupados e sentimos sua falta... Sabe quem mais está sentindo sua falta? Seus irmãos, Bruiser e Kirara - disse, observando sua expressão triste ao ouvir o nome dos irmãos.



Quando enfim estava próxima o bastante do grifo sem que ele se assustasse, estendi a palma da mão sutilmente para cima, oferecendo uma carícia e conforto. — Está tudo bem, garotão. Vamos voltar para casa? Inicialmente ele manteve sua crista baixa e olhar assustado quando aproximei a mão, mas sem sentir nenhuma ameaça vindo de mim, sua crista foi lentamente voltando à forma normal enquanto ele aproximava a parte superior de seu bico como se cheirasse minha palma. Mantive-me imóvel até que ele cedeu e baixou a cabeça, fazendo com que seu bico roçasse por minha mão em uma carícia doce e manhosa de um grande filhote que estava assustado e precisava de abrigo.

Pedi sua permissão para montar em suas costas, para então conduzi-lo de volta ao lar e aos cuidados que as amazonas tinham com ele e seus irmãos.


- - - -  Parte III


O mago era alguém difícil de negociar e mantinha a sua expressão irredutível. Como jovem autor de livros de magia, ele queria lucrar absurdamente mais que o possível para que suas obras fossem vendidas pela Amazon, propondo um valor que se tornaria abusivo para a venda e difícil para a compra. — Esse é meu valor, do contrário, nada feito - afirmava com veemência. Por mim, ele é que perdia se não nos concedesse os diretos de venda e reprodução de sua coletânea de livros de feitiçaria, mas minha tarefa era clara e aquele negócio tinha de ser fechado.

Os melhores livros de magia normalmente eram assinados por mulheres, devido aos aprendizados que algumas delas recebiam da deusa Circe, um privilégio que não era cedido a homens. Mas aquele rapaz havia realizado longas viagens nas quais havia conhecido outros povos e outras fontes de magia, nas quais baseava seus livros e garantia que eram um aprendizado que todo o feiticeiro deveria ter - isso, é claro, segundo sua autobiografia. Como amazona e agora funcionária de uma grande multinacional, era de meu conhecimento que existiam outros panteões divinos em funcionamento no mundo, alguns tão antigos quanto os deuses romanos, e não duvidava que ele houvesse conhecido algumas divindades ministradoras de magia que lhe concedessem o privilégio que Circe não concedia.

— Escute, Charles - comecei, ajustando minha postura na cadeira e parando de batucar a ponta de caneta sobre a mesa. Estava desacostumada a vestir terno, de modo que a cada cinco minutos ajustava a manga do blazer para não deixar meus ombros volumosos. — Nosso perfil de leitor, seja semidivino ou mortal, tem a tendência de demorar a aceitar autores diferentes, principalmente os mais jovens - disse, com toda a paciência que existia em mim para lhes mostrar dois gráficos comparativos.

O primeiro gráfico demonstrava a campanha de vendas dos livros de Carl Sagan sobre astronomia. O autor era semideus, tal como o jovem à minha frente, e havia cedido à Amazon os direitos de venda e reprodução de suas obras. Ele havia aberto mão do planejamento da campanha de lançamento pela pressa que possuía em lançar suas obras e vê-las no mercado humano, mas o traço inicial do gráfico inclinado a um ângulo de 20 graus testemunhava que ela havia demorado a ascender e lucrar com seus escritos, principalmente por seus poucos anos quando lançou o primeiro livro. Já o segundo gráfico eram da jovem e promissora Christina Lauren, uma jovem e apaixonada filha de Eros, com o intelecto herdado de Athena por parte de mãe. Seus romances foram intensamente divulgados dois meses antes do lançamento, com envio de newsletter para os assinantes, divulgação no site, panfletos que iam junto a outros livros comprados e comerciais. O gráfico indicava que o lançamento havia sido sucesso absoluto, e as fotos das livrarias confirmavam o fato.

— Pelo preço que você está propondo, não seria possível fazermos uma campanha de divulgação antes do lançamento para provocar o interesse dos leitores rapidamente. E, pelo alto preço das obras, você vai demorar ainda mais a lucrar se não reconsiderar - expliquei calmamente, com a dose adequada de charme na voz para dissuadi-lo a compreender os pontos que eram apresentados.

Antes de deixá-lo pensar e desenvolver novas justificativas para o alto preço de suas obras, apresentei-lhe um novo plano de vendas que cobriria a campanha de lançamento, os custos com impressão ou digitalização para e-book, e também lhe renderia lucros proporcionais à quantidade de vendas. Não estava perto do que ele havia proposto, mas estava explicado de maneira convincente e coerente, de modo que também mostrava a nossa transparência com o autor. Charles respirou fundo de modo pensativo, mantendo o olhar sobre o gráfico e alternando-o entre o plano de vendas apresentados.

— Qual o lucro que Christina teve com as vendas? - ele perguntou, para logo erguer as sobrancelhas com uma surpresa positiva ao ouvir a resposta, e o quão menos Carl havia lucrado. Apesar de toda a explicação didática e convincente, o jovem escritor ainda estava com dúvidas e precisava de um motivo a mais para concordar.

Retirei da minha bolsa um exemplar do livro “A América do Sul e a magia de suas tribos”, cuja autoria era dele mesmo, Charles Manson. — Você tem que poder confiar em que reproduz e vende suas obras e valoriza seu trabalho. Encontrei isso na biblioteca municipal ontem - disse, com uma sutil pitada de escárnio, devolvendo o livro para ele, que mantinha o olhar um tanto surpreso ao ver aquela capa.



Sabíamos que há alguns meses ele havia iniciado suas vendas com uma editora semidivina regional, mas logo foi audacioso o bastante para procurar a Amazon e propagar suas obras para mais longe. Mas, sem a campanha de divulgação prévia e devido valor às suas obras, o livro foi doado à biblioteca como um título qualquer após ter sido confundido com uma obra sobre estudos antropológicos.

Seu olhar variou entre a surpresa, o despeito, a raiva para, enfim, sua aura adquirir uma cor decidida e valente. Havia compreendido minhas explicações a respeito do valor de suas obras - que não era apenas monetário, mas também simbólico. Iríamos valorizar seu trabalho impressionante pesquisando a magia em outros continentes, mas também daríamos a devida importância à campanha de lançamento e à justiça nos preços com os clientes.

Levantando-se, ele estendeu-me a mão direita simbolizando o acordo fechado para me cumprimentar. — Onde eu assino?



♡ ♡ ♡

As amazonas se reuniram novamente na Sala de Reuniões, uma semana após o encontro das candidaturas para o cargo real. Jeniffer, Kinzie e Hylla, com seus broches merecidamente conquistados como amazonas aposentadas, ainda estavam em uma área à parte, conversando sobre os resultados, possivelmente, para então reunirem papéis onde anotaram suas avaliações e adentrar o mesmo espaço que nós.

As demais candidatas pareciam tensas e ansiosas pelo resultado, o que surpreendentemente não era uma sensação que me afligia. Sobre mim havia apenas a sensação de dever cumprido, pois não havia participado da seleção pelo cargo, mas para provar a mim mesma que meus limites eram mais distantes do que eu pensava e que eu não era a garota frágil que costumavam pensar que eu era.

Tal como rosas, que levam semanas até poderem se sustentar sobre seus caules para então revelar a beleza de suas pétalas e exalar seu perfume, eu enfim havia desabrochado de mim mesma. Havia me desabrigado de meus medos e superado meus limites, havia realizado feitos que jamais sonharia ser capaz. Já não me sentia na sombra de ninguém - seja do meu pai ou de outros semideuses que dividiram a trajetória comigo -, pois havia encontrado o meu lugar ao sol.

Alguns lamentam que as rosas têm espinhos e não podem ser plenamente apreciadas, outros enxergam a poesia que há neles. Eu prefiro pensar os espinhos têm rosas, e não o contrário.

Agora que os testes haviam sido concluídos, o conselho das Amazonas iria explicar como de fato ocorreu a seleção. Kinzie tomou a frente, roubando parte de minha atenção com suas lindas madeixas cor de vinho enquanto iniciava sua fala com a história da nação de mulheres guerreiras e sobre a primeira rainha, Otrera, e suas valorosas sucessoras, como Hipólita. Ela narrava os fatos mais marcantes de nossas primeiras irmãs acompanhada pelos brados animados de todas nós.

— Nossas rainhas sempre foram dotadas não apenas de força e destreza, mas também de sabedoria, empatia e um grande senso de liderança… E isso é o que buscamos na nossa próxima rainha - ela disse, após ter de fazer uma pausa até o silêncio se reestabelecer no recinto. Fechei os olhos trincando os dentes com a demora para o barulho acabar, lembrando-me que havia sido em uma agitação dessas que Mr. Muffin havia se assustado e fugido, desejando que tal acontecimento não se repetisse.

— O que foi? Ansiosa? - Max surgiu ao meu lado, com um  sorriso um tanto travesso nos lábios. Respondi negativamente com a cabeça, contando-lhe minha história com o grifo enquanto Jeniffer explicava os critérios de avaliação aos quais as candidatas foram submetidas. Eu havia passado a última semana sem ver a filha de Júpiter, pois nós não podíamos falar sobre as etapas do teste, nem as demais Amazonas podiam nos contar o que era debatido sobre a seleção. Basicamente, havia passado os últimos dias em quarentena.

— Entrevistamos amigas e pessoas próximas das candidatas, pois o testemunho de terceiros confirmaria o que víamos e o que não víamos - Jennifer revelou em um momento, e imediatamente dirigi um olhar questionador à Max, mas seu sorriso manteve-se daquele jeito travesso e os lábios cerrados. Por mais que eu quisesse fazer milhares de perguntas, tinha que me contentar em esperar o resultado das avaliações por parte do Conselho.

As competições testaram nossa capacidade física como guerreiras, nossa força e determinação perante os desafios aos quais fomos apresentadas, enquanto a missão externa visava observar as nossas decisões perante as situações que poderíamos enfrentar no mundo mortal, bem como nossa sutileza para resolver coisas que não precisavam do uso da força. Pois, como Kinzie sempre repetia, a Rainha não devia governar apenas pela força, mas também pela sabedoria e empatia. Nenhuma banca de concurso público superaria as amazonas do Conselho, que além de nos submeterem àquelas três etapas de teste, também conversaram com outras amazonas e fizeram uma votação interna.

Hylla tomou o cinturão em suas mãos e foi aplaudida por todas nós, pois seus feitos eram recentes na memória das Amazonas como rainha. Era com direito e muita honra que ela ocupava seu lugar junto ao conselho, tendo agora uma vida normal fora de acampamentos ou da sede. Mesmo tendo chegado depois, havia ouvido sobre suas vitórias consecutivas contra Otrera, a primeira rainha, e sobre como ela ajudou a impedir o despertar de Gaia. Erguendo o objeto, ela esperou as ovações cessarem para retomar a palavra.

— Eu anuncio Elena García como a nossa nova rainha!


♡ ♡ ♡


Item solicitado junto à liderança:

Amazon Queen [ Um cinto de ouro imperial formado por elos interligados entre si. Pertenceu a rainhas como Otrera, Hipólita e Hylla, e simboliza a liderança das Amazonas. | Efeito: O objeto tem durabilidade mágica, sendo resistente à qualquer tipo de estrago, corrosão ou quebra. | Ouro Imperial | Sem espaço para gemas | Resistência Alfa | 100%, sem danos | Único | Recebido por se tornar Rainha das Amazonas ]





Elena Castillo García

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Elena C. García
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Re: ❥ A Ascensão da Rosa

Mensagem por Elena C. García em Qua Jan 31, 2018 1:22 am

Adendos



Poderes de Afrodite (Passivos):

Nível 1
Nome do poder: Beleza Natural
Descrição: Os filhos da deusa do amor são campistas naturalmente bonitos e charmosos. A beleza supera a de qualquer outro semideus no acampamento, sendo algo beirando ao sobrenatural. É simplesmente indescritível. Isso faz com que inimigos e aliados acabem se distraindo por sua beleza perturbadora, ou encantados pela mesma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode deixar o inimigo atordoado durante o primeiro turno, evitando atacar logo de cara, ou se atacar (poderes que exijam miras, ou armas com a mesma característica), irão errar o alvo. Não acertarão o filho de Afrodite/Vênus, pois, de primeira, o inimigo não saberá porque não nutre o desejo de ataca-lo.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Passos de Cisnes
Descrição: O semideus possui uma capacidade natural de se movimentar sem fazer barulho. Seus passos são leves, graciosos e charmosos, o que permite ao semideus se mover com facilidade sem ser detectado pela audição normal (audição aguçada ainda poderá captar o semideus se ele provocar ruídos através de folhas e galhos por exemplo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será detectado por inimigos que não possuam audição elevada.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Eterna Boa Forma
Descrição: A boa forma que você possui não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. Isso permite que você ganhe certa facilidade em se esquivar, ou defender em ataques diretos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de defesa, esquiva e agilidade.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Verdades Ocultas
Descrição: É difícil mentir para quem se ama, assim como é difícil de mentir para o filho de Afrodite/Vênus, que está ligado diretamente a esse sentimento. Assim sendo, quando alguém tentar mentir para o filho de Afrodite/Vênus, a pessoa se sentira tão incomodada, a ponto de acabar não conseguindo continuar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O narrador pode fazer a pessoa que mentiu gaguejar, hesitar, piscar ou algo semelhante, denunciando a mentira.
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Enganador Inocente
Descrição: Você pode fingir ser um fraco ou aparentar ser inocente, de um modo belo e intrigante, fazendo o adversário pensar que você não é alvo dele e fazendo-o também sentir-se culpado caso te machuque.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Faz o inimigo ficar confuso por dois turnos, evitando atacar, mas desconfiando, ainda poderá se defender.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Equilíbrio Emocional
Descrição: Você consegue controlar seus próprios sentimentos e emoções. Deixando-os equilibrados, o que em batalha, pode ser um trunfo bastante vantajoso, pois, não se deixará levar por truques referentes a sentimentos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a paixão, amor, sentimentos, e sedução. Ou qualquer arte semelhança, tem um dano 30% menor sobre o seu personagem.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Perfeccionista
Descrição: Não é apenas beleza, mas também perfeição. Você tende a ser perfeccionista, mas não apenas com você e sua aparência, mas em tudo o que faz. Isso significa que sempre será exigente consigo mesmo, se esforçando para sempre melhorar. Isso será recompensado em seus golpes, que serão praticamente perfeitos com a arma que você adotar, e o dano será consideravelmente maior para seu inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ataques com uma arma de sua escolha ganham um bônus de força de +20% durante 3 turnos.
Dano: +10% de dano se o oponente for atingido pela arma do semideus.

Nível 16
Nome do poder: Voz Melodiosa
Descrição: Sua voz tem uma melodia que agrada aos ouvidos das outras pessoas. Nem todos escutam a sua voz com o mesmo timbre, será de acordo com aquilo que mais agrada ao ouvinte. Isso facilitará persuasão com pessoas do sexo oposto drasticamente, e com do mesmo sexo influenciará um pouco.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O poder ativo “charme” do filho de Afrodite/Vênus, ao ser combinado com essa passiva ganha um bônus de força de 20%, podendo causar um estrago ainda maior.
Dano: Nenhum

Nível 31
Nome do poder: Elasticidade Natural III
Descrição: A elasticidade de tais semideuses atinge seu ápice, sendo tão perfeitos quanto dançarinos profissionais. Seus movimentos são bem pensados e precisos, assim como os músculos parecem responder ao mínimo comando. É quase impossível para um guerreiro mediano e iniciante acertá-los.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 50% em esquiva e flexibilidade
Dano: Nenhum

Nível 33
Nome do poder: Pericia com Chicotes IV
Descrição: O semideus adquiriu uma perfeição invejável, seus movimentos são graciosos e mortíferos, e agora além de atacar, e agarrar com o chicote, também é capaz de se defender. Em suas mãos essa arma é simplesmente letal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no Manejo de Chicotes.
Dano: +30% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.

Nível 42
Nome do poder: Pericia com Adagas IV
Descrição: O semideus evoluiu conforme o esperado, ataca e se defende com a lamina com uma maestria impressionante. Seu manejo melhorou, e agora sua mira com a arma está mais letal em suas mãos, também consegue acertar pontos críticos, tornando seus ataques precisos e perfeitos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manejo de Adagas.
Dano: +30% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.

Poderes de Marte (Passivos):

Nenhum usado.

Poderes das Amazonas (Passivos):

Nível 1
Nome do poder: Instinto Guerreiro
Descrição: Agora que é uma guerreira Amazona, a jovem semideusa sente-se mais próxima da guerra como se essa arte sempre tivesse feito parte de si. Sendo parte de um grupo que inicialmente foi abençoado por Ares/Marte, a jovem agora começa a desenvolver um instinto guerreiro, aprendendo a manusear armas que nunca usou, aprendendo a desenvolver estratégias em batalha e sabendo o básico de táticas de sobrevivência.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Tem facilidade para manusear armas, bolar estratégias e técnicas de sobrevivência;
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: O mundo é seu mercado
Descrição: Atualmente as Amazonas são proprietárias da Amazon, com o objetivo de aumentarem seu poder e seu império. Dessa forma, as Amazonas contemporâneas aprendem noções de comércio, transações econômicas, mercado financeiro e contabilidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 11
Nome do poder: Pugilista
Descrição: Durante as batalhas, muitas vezes os combatentes ficam desprovidos de armas ou munições, tendo que recorrer à força bruta para buscar uma vitória. Devido ao treinamento constante das Amazonas, com e sem armas, elas aprendem noções básicas de pugilismo, sabendo usar os próprios punhos como poderosas armas de impacto. Golpes só serão descontados de dano se atingirem áreas sem armaduras. Em caso de golpe em armadura de couro ou golpes de raspão, dano reduzido em 50%.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:
Dano: +20

Nível 12
Nome do poder: Batalha Sagrada
Descrição: Na antiguidade, as primeiras Amazonas teriam sido filhas de Ares/Marte, de modo que a influência do deus da guerra continua se perpetuando entre as guerreiras, dando-lhes maior facilidade em campo de batalha. Ilusões não são capazes de atingi-las, devido ao seu foco e concentração no objetivo de destruir seu oponente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não sofrem com efeitos de distração, mantendo o foco em batalha
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: A ambidestria é do que a capacidade de se usar ambas as mãos como predominantes. Tanto a mão destra quanto a canhota possuem um desenvolvimento motor elevado, permitindo o manejo de equipamentos e, principalmente, armas. Dessa forma, essas guerreiras conseguem manusear com perícia duas armas ao mesmo tempo ou alternando as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 18
Nome do poder: Disciplina
Descrição: Em seus treinamentos, as Amazonas aprendem a ser disciplinadas e focadas. Dessa forma, adquirem uma forte resistência a poderes e habilidades que envolvam alterações emocionais ou na personalidade da guerreira. Poderes mentais e de persuasão tem o efeito reduzido na Amazona, assim sendo, dificilmente a guerreira irá perder o foco em sua missão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Resistência a todo o tipo de distração, ataques mentais têm -50% de efetividade
Dano: Nenhum

Nome do poder: 180 Graus
Descrição: Quando em combate, a guerreira consegue ter percepção do ambiente em um ângulo de 180 graus. Assim, aumenta a esquiva e reduz as chances de ser pego de surpresa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de chance de esquiva em um ataque surpresa.
Dano: Nenhum

Nível 26
Nome do poder: Imunidade à Tortura
Descrição: A guerreira desenvolve maior resistência à dor, de modo que ataques baseados em torturas ou intensificação da dor tem o efeito reduzido e, com o tempo, anulado.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ataques relacionados à tortura têm dano reduzido em 40%
Dano: Nenhum

Nome do poder: Resistência ao Medo
Descrição: Para quem já viu diversos horrores em batalha, o medo torna-se apenas instrumento de intimidação sobre seus adversários ou parte do instinto que mantém a Amazona viva. Desse modo, a guerreira torna-se mais resistente ao medo e truques que tentem assustá-la e desencorajá-la.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% resistência ao medo
Dano: -50% de dano em ataques relacionados ao medo

Nível 30
Nome do poder: Sentidos Bélicos II
Descrição: Descansar em campo de batalha nunca é opção para uma Amazona, de modo que elas sempre estão atentas ao ambiente mesmo que tudo pareça tranquilo. Devido aos seus sentidos mais aguçados, elas são capazes de notar com mais precisão sinais de aproximação, como sons, e possuem um sexto sentido bélico, de modo que se forem alvos de um ataque direta ou indiretamente irão pressentir o perigo e se preparar ou evitar uma emboscada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Poderão, durante um único turno, pressentir o inimigo se aproximando, podendo saber de onde o ataque virá, e se preparar para ele.

Nível 39
Nome do poder: Foco em Batalha
Descrição: O treinamento e a experiência da Amazona a tornam especialmente focada em campo de batalha. Ela é capaz de ter uma audição seletiva, desligando os sons do ambiente que podem distraí-la, e sabendo selecionar aquilo que merece ser destacado em sua atenção. Dessa forma, elas são mais focadas e concentradas em batalha, não caindo facilmente em truques que tentem lhe distrair.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de blindagem da mente para truques que tentem distraí-la
Dano: Nenhum

Nível 41
Nome do poder: Aprendizagem de Batalha II
Descrição: A observação e percepção de batalha cresceram e se desenvolveram na guerreira. Agora, atingir a Amazona com o mesmo ataque tornou-se ainda mais complicado e difícil.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +80% de chance de bloquear ou esquivar do mesmo golpe que já tenha recebido ou presenciado a execução.
Dano: Nenhum

Nível 45
Nome do poder: Estrategista em batalha
Descrição: Não são as armas ou a força física que definem o vencedor de uma batalha, mas a capacidade estratégica de definir como as armas e as forças serão empregadas em uma campanha militar ou batalha. Dessa forma, as Amazonas não são apenas força bruta e perícia com armas, mas aprendem a desenvolver um raciocínio estratégico para desenvolver bons planos em batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de percepção e efetividade na elaboração de estratégias
Dano: Nenhum

Nível 49
Nome do poder: Esquiva III
Descrição: Com os reflexos apurados devido ao treinamento recebido, as Amazonas têm mais facilidade para esquivar e desviar de ataques diretos e físicos. Com a capacidade física aprimorada e reflexo aguçado, a Amazona tem 60% de chances de desviar de um ataque com sucesso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +60% em esquiva
Dano: Nenhum

Nível 50
Nome do poder: Pericia com Escudos III
Descrição: Já dizia Sun Tzu que o ataque é para tempos de abundância e a defesa para tempos de escassez. Sabendo disso, as Amazonas reconhecem que a vitória em uma batalha não é baseada somente em ataques efetivos, mas também em saber se defender. Agora, além de saber utilizar o escudo com eficácia para se defender, também saberá utilizá-lo para atacar, lançando-o como um disco ou utilizando-o para golpear seu adversário com maior chance de realizar um ataque efetivo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de sucesso em defesa ou ataque com um escudo
Dano: +30% de guarda ou 15% de dano utilizando o escudo para atacar

Nível 53
Nome do poder: Perita em Artes Marciais
Descrição: Devido ao seu treinamento árduo e incansável, as Amazonas tornam-se peritas em combates não-armados. Elas aprendem as técnicas marciais de diversos tipos de luta existentes. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Aprimora atributos dependendo da avaliação do narrador na descrição de seus movimentos
Dano: A critério do narrador

Nível 57
Nome do poder: Agilidade III
Descrição: Através da perícia corporal que começa a adquirir, o corpo da Amazona torna-se mais ágil para executar movimentos mais complicados e mais rápidos que o normal.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% em agilidade
Dano: Nenhum

Nível 60
Nome do poder: Seguidora da Guerra
Descrição: As Amazonas glorificam especialmente os deuses da guerra, Ares/Marte e Belona, de modo que normalmente a líder das Amazonas costuma ser descendente desses deuses. Por essa aproximação entre o grupo e esses deuses, as guerreiras são agraciadas por eles com uma maior chance de sucesso em seus golpes e na elaboração de estratégias bélicas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de efetividade nos ataques com essa habilidade ativa
Dano: Nenhum

Nível 65
Nome do poder: Resistência Corporal III
Descrição: As Amazonas treinam arduamente para superarem seus limites físicos e se tornarem lutadores cada vez melhores. Assim, sempre são as últimas a cansar em batalha, de modo que em caso da MP da guerreira chegar a zero, ela não irá desmaiar e poderá continuar lutando, desde que não gaste mais energia em poderes ativos (Não pode mais usar poderes ativos, mas pode continuar lutando, diferente de outros campistas que se chegarem a 0 de MP desmaiam e são incapazes de continuar em campo)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% resistência corporal; +60% imunidade à dor
Dano: Nenhum
Extra: Pode continuar lutando se seu MP zerar, desde que não use mais poderes ativos

Nível 67
Nome do poder: Espírito Ancestral
Descrição: A violência percorre o seio da humanidade desde o seu início, e antes disto em todos os seres vivos. Sendo essa a mais primitiva razão da realização de guerras, as guerreiras Amazonas os instintos da própria violência em seu corpo, sendo que sempre luta com objetivo de ferir seu oponente. Essa agressividade natural acaba fazendo com que todos os golpes físicos da guerreira, causem um estrago ainda maior nos golpes dados pela Amazona em fúria.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: acréscimo de +20% de dano por golpe


Nível 75
Nome do poder: Pericia com Lâminas IV
Descrição: A Amazona se tornou perita em lidar com lâminas, sendo uma excelente esgrimista. Elas sabem empunhar e lançar armas, arremessam facas com maestria e combatem com adagas sem qualquer problema, também conseguindo se defender com elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +90% de assertividade no manuseio de lâminas
Dano: +40% de dano se o adversário for atingido pela amazona

Nível 80
Nome do poder: Força V
Descrição: Com o treinamento e experiência em batalha adquiridos pela amazona, sua força supera a de outros semideuses e se torna uma grande vantagem caso precise lutar desarmada. Apesar da força física avantajada que a Amazona desenvolve, seu porte físico não altera-se significativamente, mantendo as características femininas de seu corpo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de força
Dano: +25% de dano se o ataque da amazona atingir o adversário


Poderes de Afrodite (Ativos):

Nível 19
Nome do poder: Prisão de Espinhos
Descrição: O amor também possui um lado ruim, como tudo na vida, e toda rosa possui espinhos, dessa forma, a prole de Afrodite/Vênus poderá criar uma prisão de espinhos em torno do oponente como um casulo, o impedindo de se movimentar, entretanto o indivíduo irá sofrer danos apenas se tentar sair, caso permaneça parado nada irá ocorrer. A cúpula irá ter trinta espinhos em torno do oponente.
Gasto de Mp: - 40 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Caso o inimigo tente escapar, cada espinho irá tirar 5 de HP.
Extra: Nenhum.

Nível 26
Nome do poder: Chicote de Espinhos
Descrição: O semideus consegue manipular as rosas, e criar para si um chicote de espinhos, a extremidade do chicote é composto por esporar afiadas, que causam pequenas feridas por quem for acertado por ele, os espinhos podem perfura a pele, causando feridas medianas.
Gasto de Mp: 40 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP por golpe executado
Extra: O chicote desaparece ao fim da batalha

Nível 31
Nome do poder: Controle das Rosas III
Descrição: Agora já consegue criar uma quantidade razoável de roseiras, tanto pelo campo (raio máximo de 50 metros), quanto para prender o inimigo até o pescoço. Rosas brotam por todos os lados, e o perfume deixa o inimigo tonto e enjoado durante dois turnos, podendo deixa-lo confuso, e fazer seus movimentos ficarem mais lentos.
Gasto de Mp: 80 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 50 HP
Extra: O perfume deixa o usuário tonto e enjoado durante dois turnos, durante esse tempo, a chance de que o oponente erre os golpes é de 50%.

Nível 33
Nome do poder: Charme III
Descrição: Você sempre soube que poderia conquistar a perfeição, e que era um dominador nato, com um charme natural. Agora já consegue fazer as pessoas fazerem exatamente aquilo que você quiser, podendo engana-los com mais facilidade, pode fazer amigos se voltarem contra amigos e inimigos contra inimigos, sabendo usar as palavras, qualquer um entra no seu jogo.
Gasto de Mp: 40 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano:Nenhum
Extra: Dura no máximo 3 turnos, depois as pessoas começam a ficar sem entender o porquê de estarem fazendo aquilo. Já consegue confundir qualquer um, independentemente do nível.

Poderes de Marte (Ativos):

Nenhum usado.

Poderes das Amazonas (Ativos):

Nível 1
Nome do poder: Rastreadora perspicaz
Descrição: Devido ao conhecimento de guerra adquirido e perícia em caça, a amazona é sagaz para perceber rastros que a levem a um alvo - seja um animal ou inimigo. Indicadores como marcas deixadas no ambiente, sons, cheiros ou irregularidades são notadas pela guerreira, o que a leva com mais facilidade ao seu alvo.
Gasto de Mp: 10 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Persegue o rastro de seu alvo com mais chances de acertar a pista e encontrá-lo

Nível 7
Nome do poder: Ataques Múltiplos
Descrição: Devido à agilidade e velocidade atlética da guerreira Amazona, seus ataques são mais rápidos e ela poderá realizar um ataque extra na rodada.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: +15 HP por ataque sofrido

Nível 8
Nome do poder: Esquiva Perfeita
Descrição: Graças ao grande treinamento obtido através de seu esforço, a guerreira Amazona consegue evitar um ataque que tenha percebido anteriormente. Esquivando através de sua agilidade, pode evitar ser atingida por dois golpes simultâneos, sejam eles socos ou chutes, um ataque mágico/elemental, ou de algum projétil lançado contra ela. Pode ser utilizado uma vez a cada cinco turnos.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 27
Nome do poder: Pontos Vitais
Descrição: A vitória em uma batalha não depende apenas de força, golpes ou vantagens, mas também é necessário saber utilizar as desvantagens e fraquezas dos adversários, fazendo com que eles percam para si mesmo. Ao olharem atentamente para o corpo de um oponente e aplicando seus conhecimentos de batalha, as Amazonas conseguem notar quais são as principais fraquezas do seu adversário, quais os melhores pontos a se golpear e o que pode fazer para vencê-lo. Tal habilidade só pode ser usada uma vez por batalha.
Gasto de Mp: 45 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Narrador terá que dar uma dica

Nível 40
Nome do poder: Previsão de Probabilidade II
Descrição: Mente e músculos já se acostumaram um pouco mais com as análises simultâneas à ação. Dessa forma, a Amazona desenvolve maior habilidade para prever trajetórias e, agora, consegue até mesmo fazer cálculos complexos e naturais que auxiliam no arremesso. Por exemplo, arremessar algo contra a parede e esse objeto rebater atingindo o inimigo, ou jogar algo no chão no sabendo o tempo e força exata para que esse objeto interfira na trajetória de outrem.
Gasto de Mp: 90 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% em mira
Dano: Nenhum
Extra: É possível saber a trajetória de um arremesso, assim como prever o resultado de um movimento. A habilidade é instintiva, os cálculos acontecem por muitas vezes sem que o semideus tenha noção deles.

Habilidades aprendidas:

Nome: Domador Habilidoso
Descrição: Uma vez por missão, evento, PvP ou MvP (contando apenas com os adestramentos efetivados), o campista poderá procurar animais ao redor para serem domados. O tipo da criatura dependerá do narrador e apenas as de pequeno e médio porte serão aceitas como possíveis. Usando a habilidade e alguma conversa, o animal em questão terá 90% de chance de ser conquistado, ajudando seu companheiro no que ele precisar. Envia mensagens, acata ordens, torna-se inimigo dos seus inimigos. Por 5 turnos será seu mascote por inteiro, podendo vir com até com 2 habilidades (citadas nas habilidades para mascotes) para uso dependendo do nível do campista, empenho ao utilizar, dificuldade e vontade do narrador. Depois dos 5 turnos, o animal se prova um pouco em dúvida da viabilidade dessa amizade e simplesmente se afasta. Em casos de ferimentos graves na criatura, mesmo que antes de 5 turnos, isso também tende a acontecer. É melhor cuidar direito do seu companheiro!
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome: Noção Básica de Tai Chi Chuan
Descrição: Tai Chi Chuan é uma arte marcial milenar espelhada no elemento água. O semideus é capaz de se tornar fluído como o rio, que serpenteia por entre as pedras sem nunca ser parado. O usuário desta técnica recebe um bônus de 30% de esquiva e 25% de Força de Vontade contra Medo ou Ilusão. Uma vez a cada dois turnos ele é capaz de golpear um membro do adversário, no músculo correto, e inutilizá-lo por 1 turno inteiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: + 30% em Esquiva; + 25% em Força de Vontade contra Ilusão e Medo;
Dano: Dano de golpes em Tai Chi recebem 15HP, podendo ser somado com Noção Básica de Pugilismo, aumentando 25HP por soco.

Nome: Afinidade
Descrição: Cuidados podem criar ligação entre semideuses e mascotes, mas para isso, é necessário técnica. Conforme o semideus vai aprendendo a lidar com seu bichinho, também ganha certa afinidade com ele, aprende a ler seus movimentos, seus gestos, a forma com que ele expressa, acaba refletindo em seu dono, que mesmo imperceptivelmente pode descobrir se algo está certo ou errado. É como a lei de Newton: para toda reação, existe uma reação. Neste caso, os cuidados criam ligações, o mascote, acaba se afeiçoando mais rapidamente ao seu dono, pois, sabe que nele, poderá ver uma segurança única.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +50% de percepção em reações relacionadas ao mascote, saberá distinguir quando este está com raiva, com fome, confuso, arisco, entre outras coisas. Tais demonstrações também podem alertá-lo do perigo, afinal, quando o animal se sente ameaçado tende a demonstrar mais facilmente, além de perceber antes mesmo dos humanos, eles sentem quando algo está errado.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum


Itens utilizados:

❥ Garza Protectora [ Escudo de Bronze Celestial, com a figura de uma garça em alto relevo | Efeito elemental: a arma será coberta por chamas, provocando 20% a mais de dano e tendo chance de provocar queimaduras. O fogo fica a frente do escudo, e não esquenta o lado de dentro, logo não pode ferir sua portadora, uma magia antiga impede que aconteça, impedindo o fogo de se espalhar ou machucar a descendente Garcia. | Transforma-se em um anel com um pequeno símbolo da família García: um brasão com três leopardos vermelhos. | Bronze Celestial | Status: 100%, sem danos | Mágica | Quando o Passado Revive (Evento) ]

❥ Ice and Fire [Adagas gêmeas, feitas de bronze celestial. As lâminas possuem 30cm de cumprimento e são mais afinadas na ponta, facilitando o ato de perfuração. As adagas possuem efeitos únicos e elementais | Efeito 1: Uma das adagas possui runas e escritos antigos que confere o poder do elemento fogo. Assim, ao atingir alguém, também poderá causar queimaduras intensas a depender da eficácia do ataque; Efeito 2: A outra adaga também possui escritos e runas em sua lâmina, o que lhe confere um encantamento do elemento gelo. Ao atingir alguém com essa adaga, provocará um leve resfriamento do local ou até mesmo o congelamento a depender da eficácia do golpe. Também poderá provocar lentidão pelos músculos estarem frios | Bronze Celestial | Beta | Espaço para uma gema | Status: 100%, sem dano | Mágica | Dano base: +10 de dano pelos encantamentos elementais | Comprado no Pandevie Magie]

❥ Pulseira de Perícia Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia de uma arma de sua escolha em +50%, provocando um dano de +30% (Espadas) | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico |  Loja especial do dia dos namorados]

• Extracteur [ Uma espada média muito bem confeccionada, com o cabo confortável e o fio mais balanceado. Mede cerca de 90 centímetros e pesa 1,2 kg. No centro do punhal, foi incluído o símbolo da família García. | Efeito 1: Roubo de vida: O dano causado pela arma do semideus poderá ser convertido em HP para seu portador. 25% do dano retirado é convertido em HP para quem empunhar o armamento | Efeito 2: Sugadora de energia: O armamento do semideus será capaz de sugar – através de um corte – parte do MP do adversário de seu portador, e converte-lo para si. Dessa forma, 30% do MP do adversário do semideus ao ser cortado com essa arma, será roubado e convertido ao portador do armamento. Essa habilidade poderá ser usada uma única vez por luta, evento ou missão, se a pessoa que for atingida por essa arma tiver um MP superior à do usuário que empunha a arma, o MP deste fica cheio, mas não aumenta. | Efeito de retorno: A arma sempre retorna ao dono, caindo ao seu lado | Material semidivino indetectável | Espaço para três gemas | Alfa Prime | Status: 100%, sem danos | Necessário possuir nível 22 para domínio completo desse armamento | Lendária | Dano base de 40 (para humanos, monstros e semideuses) |  Evento de Natal 2017 ]

Lunettes de soleil [ Óculos de sol com lentes transitions, que cumprem a funcionalidade básica de proteger os olhos dos raios UV. | Efeito: o acessório possui um dispositivo que aciona um sensor de calor. Com o sensor ativado, o óculos oferece uma “visão termográfica”, permitindo que o usuário veja cores de acordo com a temperatura dos corpos e do ambiente. Deve ser usado com moderação, pois o uso em excesso pode trazer danos à visão | Lentes mágicas | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Comprado no Ferreli & García - Mode et style ]

❥ Coldre [ Um coldre para carregar qualquer arma de porte médio. Se adapta ao formato de qualquer arma de médio porte, como adagas, e foi projetado para ser usado discretamente sob as roupas. Sua tira é extensível, podendo ser colocada na perna, no braço, na cintura, onde o semideus achar adequado, e se camufla junto à roupa do semideus tornando a arma imperceptível. | Efeito 1: Se adapta ao formato da arma e à necessidade do semideus. | Efeito 2: Camufla-se de acordo com as roupas do usuário, podendo passar despercebido aos olhos de quase qualquer um. | Efeito 3: Quando a arma está armazenada no coldre, não é percebida por detectores de metais e outras formas de identificação. | Material sintético | Sem espaço para gemas | Gama | 100%, sem danos | Mágico | Comprado na loja “Ferreli & García - Mode et Style” ]

❥ Batom de choque [ Batom vermelho com tubo de ouro, ao abrir a tampa, libera um efeito que pode pegar o inimigo de surpresa. Passar maquiagem nunca foi tão divertido! | Efeito 1: Basta retirar a tampa e apontar o batom em direção ao inimigo que uma pequena descarga elétrica é disparada em sua direção, provocando pequenos choques que podem deixá-lo paralisado por um turno inteiro. (O inimigo perde 30 HP) | Ouro Imperial | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

❥ Golden Magic [Um colar que possui um pingente em forma de gatinho. Seu formato ou estilo em nada se compara a magia que está presente nesse acessório | Efeito: Ele esconde em 75% a presença semidivina do usuário, permitindo que ele passe despercebido por monstros e use até mesmo tecnologia mais avançada. Monstros superiores e mais poderosos ainda conseguem reconhecer o usuário do colar como um semideus, mesmo que leve um tempo para distinguir a aura | Prata ou Ouro | Sem espaço para gemas | Gama | 100% sem danos | Mágico | Comprada na Pandevie Magie]

• Presilha de cabelo [ Uma presilha de cabelo adornada em formato de uma rosa, com uma pedra rosa incrustada em seu centro. | Efeito: Ao pressionar a pedra no centro da rosa, a magia do item opera e a usuária recupera 25% de seu HP e MP. Válido uma única vez por evento ou missão. | Prata e pedra mágica | Sem espaço para gemas | Sigma | 100%, sem danos | Mágico | Presente de Natal de Afrodite/Vênus ]



Com isso, essa trama se encerra e novas podem acontecer. Após avaliação, esse tópico pode ser arquivado no baú. <3





Elena Castillo García

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