The Blood of Olympus
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Lágrimas de gelo — Missão One-Post para Prowler

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Lágrimas de gelo — Missão One-Post para Prowler

Mensagem por Isaac Dähl Bouwknech em Sex Dez 22, 2017 1:11 pm

Jardim das Hespérides;


As coisas vinham se complicando para Prowler de uma maneira mais complexa do que o esperado; Alvo da caçada, acabou por ter a paz ignorada - esta dada inicialmente pela entrada de uma temporada muito emotiva para grande parte da categoria semidivina - com um novo ataque. A fuga após o nocaute, fez com que sua mente fosse rapidamente flagrada por memórias estranhas sobre tudo que viveu até ali; Embora não fosse simples repetir estes tipos de defesas, não parecia incomodado com o fator que agrediu um mortal. Mesmo que ainda, estivesse caçando-o a todo custo. Dado esse acontecimento, estaria visando melhor onde seus pés pisavam e até mesmo com que olho o pássaro observava o dia. Seu objetivo era o jardim especial, onde existia pessoas mais próximas e mais confiáveis no mundo idealista dos humanos. São Francisco, seria seu novo destino.

Na chegada, Prowler não demorou muito para perceber que as coisas por ali estavam diferentes; Conforme o ciclo manda, existem o dia, a tarde - responsabilidade principal de suas mentoras - e a noite. Mas a primeira coisa que notou foi a ausência do período vespertino. O céu estava tomado por uma tonalidade gracial e uma neblina fresca parecia pairar como um tapete entre a grama curta do jardim. As Horas não cantavam e também não existia a presença do som. O cenário mudo rapidamente fez a consciência do guardião ser desperta precisando averiguar melhor as razões locais. A passos lentos, o mesmo se aproximava cada vez mais da existência do gelo. Conforme andav,  aparentava sentir cada vez mais frio fazendo os  músculos darem sinais de enrijecimento como um alerta. Tanto foi a caminhada que no último pisão dado, sentiu o gelo estalar na sola dos pés afastando-se lentamente para fitar a espécime. Forte e escorregadio, naquela área deveria se precaver antes de iniciar algum plano.

Mesmo que fracos raios solares incidissem contra o chão, não eram fortes o bastante para descongelarem. As vozes baixas gemiam e eram femininas. Quando o loiro ergueu os glóbulos oculares para encontrar o destino, avista Egle, Erítia e Héspera sentadas ao entorno da grande macieira dourada com os braços e os corpos amarrados com grossas raízes também congeladas. Tanto tempo estavam ali, que suas peles adotavam tonalidades acinzentadas sendo uma, apresentando até queimaduras pequenas feitas pela frieira. Os olhos de todas estavam virados para cima, onde existiam diversas maçãs prenhes de sementes. A árvore também estava com uma leve camada de gelo encapando a natureza e a sua resistência. Folhas sopravam friamente marrons dando ainda mais dificuldade para se caminhar. O movimento no meio da copa chama atenção mostrando que um corpo descia dali; Um semideus filho de Quione possuía chifres semelhantes aos das plantas e na boca, a maçã estava presa nos dentes. Conforme patinava, espalhava o inferno alegando que o melhor período seria o do frio absoluto. As Horas? Pareciam adormecer em covas - apenas estavam a mostra as suas cabeças - também tendo suas vidas comprometidas. Quando a primeira maçã alongou um pequeno centímetro de gelo a mais, os dedos da mão direita de Egle congelaram criando uma luva impermeável.

Dia agitado. Prowler não deixaria aquilo sair barato. 


Instruções & Regras;


→ Como uma missão difícil pede, você terá muitas coisas para ficar atento como; A sua temperatura física, cuidado para não escorregar e se fraturar no meio do campo, salvar as divindades a tempo de não se tornarem estátuas ou serem queimadas, salvar as Horas do arriscado caixão de gelo e o epicentro dessa missão; Esse semideus tão peculiar que está trazendo o inverno para tudo. Ele pode ser um legado com Deméter passado por mutações, algum ser mitológico e etc. Para trabalhar melhor o enredo e fazer valer a pena o tempo para realizar tal missão, deve usar da criatividade para dar coerência a derrota desse infrator. Poderá estar nas suas mãos o desfecho de; Matar o semideus, castigá-lo lá no jardim com alguma penalidade ou trazê-lo escoltado para Quíron tomar uma decisão cabível. Caso descarte todas essas possibilidades, deve  ter motivo e uma ação condizente com isso. Além de poder incrementar sua trama - ganhando pontos com isso;
→ Dê um motivo para essa pessoa necessitar ter o pomo dourado para si próprio; Pode ligar ao fato trago pela lenda na mitologia ou adotar outros caminhos;
→ As raízes da árvore estão enroladas nos pulsos das deusas as prendendo ao tronco gélido. Entre cada mão, há um pomo dourado adornado de gelo que está perpassando pelo braço deles a fim de congelá-las vivas;
→ Derrotando o semideus, você será capaz de diminuir o frio, mas não combatê-lo totalmente. Apenas com a recuperação das Hésperides e o primeiro suspiro, serão capazes de findar o inferno invernal;
→ A árvore também aparenta estar congelando. Os galhos estão frios e aos poucos, cada folha está produzindo uma gota de gelo. Ela não resistirá muito tempo se não for salva;
→ As Horas estão afundando nos túmulos improvisados lentamente deslizando para o fim;
→ O semideus é extremamente habilidoso com seus chifres de galhos;
→ Mínimos de linhas aceitáveis são de 60. Acredito que seja capaz de desenvolver bem mais e trazer grandes surpresas com isso;
→ Qualquer dúvida deve ser mandada somente via Mensagem Privada;
→ Armas e Poderes devem estar presentes separadamente por spoilers;
→ Terá até às 23:59 do dia 10/01 para entregar o enredo completo. Essa data foi dada pela correria do final de ano;
boa sorte, guardião



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Isaac Dähl Bouwknech
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Re: Lágrimas de gelo — Missão One-Post para Prowler

Mensagem por Prowler em Ter Jan 09, 2018 5:35 pm


Dangers of the winter solstice
protect the garden, guardians, it's time to fight
O jovem suspirou por um instante, ao tempo que coçou as loiras madeixas levemente. Jazia tempo de sua caminhada, mas parecia finalmente adentrar em seu destino. Do Júpiter até os jardins das Hespérides demorou-se alguns poucos dias, até que Prowler pôde vislumbrar as entradas do encantado recinto. Não fosse o encontro com a temida seita, talvez o legionário da primeira coorte tivesse tido menor cuidado com sua própria retaguarda e houvesse chegado em menor tempo.

Verdade dita, o mundo estava um caos. Nova Iorque e São Francisco ainda se recuperavam dos recentes ataques à suas cidades, enquanto o âmbito mitológico presenciava uma variedade de guerras que poderiam surgir. Mesmo tendo ciência disso tudo, a prole de Ceres repousava a mente, sabendo que sua maior obrigação era defender suas florestas e seus tesouros naturais. Por além, o guardião se preparava para enes situações, esperando o momento certo para agir. Mas com as festividades de fim de ano a chegarem, restou ao semideus ir comemorar o solstício de inverno, junto de suas mentoras e as deusas Horas, que iam até os jardins encantados para realizarem suas famosas danças das estações.

O que o loiro não esperava era encontrar a recepção das Hespérides fora de âmbito. As proteções e armadilhas que protegiam o local não estavam em seu estado natural, tal como estivessem desarmadas. Sem nenhum guardião ou protetor à vista, todo o recinto parecia descoberto a quem quisesse adentrá-lo. Além destas coisas, o legionário ainda percebia a falta de algo extremamente crucial: A tarde. Não havia crepúsculo ao céu, que estava tomado por um aspecto cinzento, em contraste com uma gélida neblina no ambiente. Adentrando ao jardim, Prowler sentiu seu corpo esfriar rapidamente, ao tempo que sua capa e suas habilidades naturais o esquentaram novamente, não fosse aquilo, o semideus poderia ter tido alguma convulsão de tamanho frio que ali estava. Porém, foi em seu olhar que ele pôde ver o indesejado. Suas mentoras, acorrentadas por raízes congeladas, pareciam padecer perante a macieira dourada que também demonstrava o aspecto póstumo. Seus gemidos eram baixos, mas suficiente para que o jovem pudesse escutá-las no silêncio que se encontrava presente. Adiante, o gelo também cobria as deusas horas, que já reviravam os olhos, dentro de pseudo caixões, feitos inteiramente de gelo.

— O que está havendo? — indagou a si mesmo, surpreso com a situação.

Ao horizonte, um jovem patinava com um dos pomos dourados preso à boca. Em sua testa, chifres parecidos com as galhas das árvores de ali. Ele cantarolava sobre canções de inverno e parecia entusiasmado com tudo que estava a acontecer. Assim que avistou o guardião, o estranho ser sorriu e com um balançar de mãos fez um cajado de gelo surgir em suas mãos.

— Ora, ora. Um intrometido em meu jardim. — bufou o garoto de chifres.

— Seu jardim? Quem é você? O que fez com as Hespérides? — indagou Prowler, tomando o bastão em mãos e ativando seu escudo.

— São perguntas demais para alguém que não terá tempo de ouvi-las. — respondeu o jovem, patinando com velocidade em direção do legionário. Com extrema agilidade, o ser atacou o loiro com seu cajado, que apenas pôde defender com seu escudo, antes de ser lançado para trás com um chute frontal.

— Maldito! — exclamou a prole de Ceres, levantando-se. O gelo na superfície, misturado a neve, dificultava o caminhar do garoto, embora com aquela temperatura baixa, tornava-se menos propenso a quebrar. Era de se notar ainda, que devido as habilidades naturais de Prowler, seu equilíbrio era superior a de um humano normal, o que tornava mais difícil escorregar por ali.

Quase que sem forças, os diversos espíritos arbóreos que tomavam residência daquele recinto deram voz na mente do jovem. Eles bradavam em bom som o que havia acontecido naquele jardim. Ao que pareceu, aquele jovem chamava-se Nicholas e havia ido até as entradas do local justificando desejar ser um seguidor das Hespérides. Sem saber exatamente como ele sabia da localização, as deusas vespertinas permitiram-no entrar, confusas com relação as intenções do garoto. Nicholas iludiu as donzelas divinas presentes, afirmando ser um defensor da natureza e almejando os poderes da mesma. Com as Horas presentes, o semideus ofereceu a todas ali um chá, como prova de sua devoção a elas. Assim que elas tomaram o chá, começaram a se enfraquecer e perderem suas resistências de deusas, ficando a mercê dos golpes do atacante, que começou a congelar todo o jardim. Sem seus poderes, as seres divinais não conseguiam clamar por ajudar ou reativar as armadilhas do jardim, esperando que algum bom ser pudesse salvá-las.

Assim que soube disto, o guardião encheu-se de ira e com os olhos extremamente determinados, largou o bastão na neve e de sua mão lançou duas esferas de vento na direção do invasor. Sem dificuldades, o adversário apenas rebateu as esferas com seu cajado frio, sorrindo sarcasticamente.

— Parece irritado. Acho melhor você esfriar a cabeça. — murmurou o inimigo, erguendo sua arma e fazendo espinhos de gelo saltarem da mesma em direção ao defensor da natureza. Bloqueando com o escudo, Prowler voltou a pegar seu bastão e partir para o confronto direto com Nicholas. Os golpes entre os dois semideuses perduraram por alguns poucos minutos, sem vantagens para qualquer um dos lados, até que ambos se afastaram por um momento.

— Os espíritos arbóreos me contam quem é você, Nicholas. — disse o campista, trazendo surpresa ao adversário. — Nenhum semideus teria a capacidade de fazer isto com um grupo de deusas, ainda mais sendo elas controladoras das estações. — afirmou, girando seu bastão. — Seja lá o que colocou naquele chá, enfraqueceu divindades, você está bastante encrencado, garoto. Mas desista disso tudo agora e poderemos lhe dar uma punição branda. — ofereceu o guardião.

— Punição? — questionou Nicholas, gargalhando em seguida. — Quem irá me punir? Essas ingênuas? Minha maior punição é viver neste mundo patético, onde seres como você acham que podem me punir. — falou, em um olhar perturbado.

— Sinto raiva em sua fala. O caminho dos homens leva à raiva, a raiva leva ao ódio e o ódio leva ao sofrimento. É um caminho sem volta, meu jovem. — colocou o filho da agricultura.

— Você não entende o que é sofrimento. — disse o jovem do gelo, desfazendo sua arma. — Quer saber quem eu sou? Me chamo Nicholas Kyle, sou um filho de Khione. Quando eu era criança, vi meu pai ser morto por um lestrigão tentando me proteger. Um grupo de semideuses chegaram no momento certo e salvaram-me, ao menos o que pensei. — comentou, gesticulando com as mãos. — Eles me levaram a um laboratório e me fizeram de cobaia em diversas experiências. Por anos, sofri os mais diversos tipos de dor que alguém como você jamais poderia entender. Onde estavam aqueles que falam em punir? — retoricou.

— Nem todos os deuses são culpados pela falta de atitude de alguns. — disse Prowler.

— Mas todos tem que pagar pela apatia em não mudar. — colocou o invasor. — Um dia um esquadrão veio ao meu encontro, eles salvaram-me, tiraram-me do cativeiro e me ensinaram a controlar meus novos poderes, adquiridos por tantas experiências. Nenhum filho de Khione jamais teve tanto poder e agora eu sei que nenhum dos olimpianos ou afiliados merecem misericórdia. — murmurou.

— Já ouvi esse discurso antes. Deuses maus, novas ordens, um mundo novo. Não é assim que funciona, não é assim que teremos um lugar melhor para viver. — adicionou o loiro. — Será que é um dos seguidores de Nox? Encontrei com um de vocês tentando furtar um de nossos tesouros naturais. Vossos discursos não diferem em muito. — comentou

— Sim, Nox me salvou do cativeiro e me deu uma nova perspectiva. — respondeu, sem pestanejar. — Ela também me deu um elixir que enfraquece os poderes dos deuses. O efeito é momentâneo e talvez não funcione com os seres mais poderosos, mas foi um bom teste com essas tolas. — sorriu sarcasticamente. — Além disso, minha meta era levar os pomos dourados para meus companheiros. Com eles teremos a juventude e vida eterna, seremos o exército mais poderoso da história. No fim, eu também sempre quis um jardim dessa forma, congelado. O inverno é a melhor estação do ano e no que depender de mim, jamais haverá outra estação. Vou garantir isso com as Horas aprisionadas eternamente. — concluiu.

— Sinto pelo seu passado. Não é o primeiro cujo a história de vida é baseada em sofrimento e dor. Mas não posso permitir que saia daqui com esses pomos e muito menos que saia impune deste atentado. — disse a prole de Ceres, erguendo seu escudo e bastão.

— Depois de tudo ainda pretende lutar? É mais tolo e influenciável do que imaginei. Colocarei no caixão de gelo, junto das Horas. — falou, fazendo uma espada de gelo surgir em sua mão.

— Diga-me. Nox tem ciência que veio atacar estes jardins? — indagou o legionário.

— Nox é uma deusa boa, ela não iria causar esse tipo de problema sem preparar-se. — respondeu, aproximando-se do guardião. — Por sorte, ela tem seguidores como eu. Semideuses geneticamente modificados que podem fazer coisas que vocês não podem. — comentou, antes de dar o bote e reiniciar a batalha.

Naquela altura, o jovem invasor já havia colocado os pomos dourados seguros, ao tempo que travava a batalha contra o defensor dos jardins. Os golpes de Nicholas eram rápidos e precisos, sua velocidade parecia acima do normal e seus chifres davam a ele uma vantagem maior em manobras ofensivas. Prowler tinha dificuldade em aproximar-se suficiente, restando bloquear a maioria dos golpes com seu broquel e vez ou outra contra-atacar. Graças a sua incrível perícia nesta arte, o campista ainda conseguiu desferir dois bons golpes, o que irritava o filho de Khione. Utilizando seus poderes cinéticos, o guerreiro invernal fazia uma rajada de gelo e neve partirem em direção do loiro, que foi obrigado a utilizar uma barreira mágica para bloquear aquele ataque. Entretanto a potência da ofensiva era forte o suficiente para romper o escudo mágico e pegar o dano sobressalente sobre a prole de Ceres. O golpe seria forte o suficiente para rasgar o peito do membro da primeira coorte, senão fosse sua couraça a proteger. Caído, o defensor das Hespérides ainda teve de levantar-se rapidamente e ver diversas estacas de gelo virem em sua direção, chegando a acertar de raspão o braço esquerdo do jovem.

— Ele é muito forte, não há como lutar com ele nessas condições. — murmurou baixo, vendo seu cajado caído na neve. — Não resta escolha, senão atacar mortalmente, embora isso provavelmente tire minha vida. Me perdoem minhas deusas, mas um guardião deve dar sua vida para proteger sua tarefa, se assim for preciso. — bradou, sabendo que os espíritos arbóreos dariam os recados para suas mentoras, caso ele realmente padecesse.

De seu braço direito, a lâmina saiu de seu katar e Prowler se pôs em posição de batalha novamente. Partindo com o escudo à frente, o legionário seguia em direção ao inimigo, até ser arremessado para trás por um forte vento gélido. Sabendo que necessitaria de uma distração para aproximar-se, o loiro fez um brilho intenso sair de seu corpo, lesando a visão de Nicholas, que gemeu virando o rosto e pôs as mãos sobre os olhos. Esse tempo fora suficiente para o guardião partir contra adversário e aproximar-se suficiente. Porém, antes de conseguir golpeá-lo com sua lâmina, o invasor retomava o controle dos sentidos e erguendo uma estaca da neve, acertava o tórax do campista do Júpiter, fazendo o gritar e cuspir sangue.

Com toda força de vontade restante, o jovem guerreiro da natureza se desprendeu da estaca e antes que seu inimigo pudesse vencê-lo enfim, lançou sobre o ambiente seus esporos desnorteadores. Naquela distância, de cerca de um metro entre os seres, o vento se encarregou de levar o ataque de Prowler até a respiração de Kyle, que inalou o golpe sem muito o que fazer. Com o sistema cerebral embaralhado, seus movimentos e reflexos ficaram lentos para fazer quaisquer coisa, antes do filho da agricultura lançar seu katar sobre a garganta de Nicholas e matá-lo rapidamente.

Com a prole de Khione abatida, o frio diminuiu, mas o jardim ainda permaneceu congelado. O defensor do lugar, com um sangramento profundo no abdômen, rastejava em direção a sua mestra principal, Héspera. Chegando até onde a mesma estava, fria e presa por raízes congeladas, o rapaz fez surgir uma espada de fogo em sua mão e quase sem forças, golpeou a prisão da deusa, até ela finalmente estar totalmente liberta. O fogo do golpe ainda serviu para fazer a vespertina despertar e suspirar novamente, neste instante o campista apenas sorriu e fechou os olhos. Seria certo a morte daquele semideus, mas para sua sorte, ele havia tombado no lugar certo.

— Ele está acordando. — proclamou Erítia, assentada em seu lado.

Ao abrir os olhos, Prowler pôde enxergar seu jardim, novamente como era, tão verde e cintilante como um paraíso. Mesmo ao solstício invernal, aquele recinto costumava continuar sendo um refúgio de primavera para qualquer um que ali entrasse. Sem sua camisa e armaduras, o jovem via um curativo, feito com folhas de bananeira, ao tórax e no braço.

— Parece que as ervas que pomos em seus ferimentos ajudou sua cura natural a tratar seu corpo. — comentou Héspera, sentada sobre seu trono de madeira. — Em qualquer outro lugar do mundo, seria difícil que sobrevivesse a tamanho golpe. Mas ainda é melhor descansar por alguns dias. — pediu, ao tempo que via o garoto tentando puxar a fala. — Poupe seu fôlego, sabemos o que houve aqui, os espíritos arbóreos nos contaram. Depois que me despertou, consegui salvar as Horas e junto as demais, cuidamos do jardim. — adicionou.

— Quanto tempo eu estive desacordado? — indagou o garoto.

— Um dia e meio. — deu resposta a senhora do esplendor vespertino. — Mas não se preocupe com isto. Até porquê, pelo que sabemos, os próximos dias poderão ser muito longos. — falou Erítia.

Prowler acabaria descansando todo o mês de Dezembro com suas mentoras e com as deusas Horas, aproveitando e desfrutando das festividades da troca de estações, junto a diversos guardiões que acabaram passando por ali na situação. Mas chegado o novo ano, a prole de Ceres era enviada novamente ao Júpiter e dessa vez sua missão era ficar atento a tudo que poderia estar ocorrendo fora dos jardins, afinal, se as informações vistas ali fossem verdadeiras, deveriam estar preparados. Uma guerra estava por vir.

Poderes:
Passivos:
Resistência a mudanças climáticas
Descrição: O semideus prole de Ceres/Deméter não sentirá os efeitos das mudanças climáticas como os outros humanos ou meio-sangues. É necessário que seja um frio ou calor muito intenso para que o semideus filho da deusa da vegetação e influenciadora do clima sinta algum incomodo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% de resistência a poderes que alterem a temperatura ambiente
Dano: Nenhum

Aderência Física I
Descrição: É a capacidade de aderir-se a qualquer superfície, podendo até mesmo escalar superfícies bastantes íngremes. O filho de Ceres/Deméter possui uma aderência física inata, que com o tempo e treinamento vai tornando-se cada vez melhor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de sucesso em escaladas, +10% de equilíbrio

Comunicação Vegetal
Descrição: Por ser filho da deusa da Agricultura e plantas, você consegue conversar com as plantas, arvores, e com qualquer vegetação da floresta mentalmente, sendo muito útil em coleta de informações e coisas do tipo. Essa habilidade consiste em fazer com que o filho de Deméter possa se comunicar com espíritos arbóreos mentalmente, podendo pedir informações sobre algo que passou por ali, ou qualquer outro tipo, responderão com vontade e felicidade, pois saberá que estará ajudando o filho da deusa da natureza e agricultura.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Contra-ataque I
Descrição: Um bom guardião não é aquele que possui apenas poderosos ataques, já que quase sempre quando se protege algo, é atacado primeiro. Aperfeiçoando suas técnicas, desenvolveram uma brutal capacidade de contra-atacar. Ao fazerem tal ato, os danos de seus ataques são melhorados, assim como sua velocidade e capacidade de movimentar o corpo agilmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 10% em velocidade e destreza ao realizar um contra-ataque.
Dano: 10% dano extra caso o contra-ataque seja efetivo.
Extra: Os bônus só funcionam em ações de contra-ataque.

Perícia com escudos I
Descrição: Uma boa defesa, às vezes, garante o sucesso de uma missão. Os guardiões, que na maioria das vezes precisam defender algo, treinam o uso do item em questão justamente para garantir que serão efetivos na defesa propriamente dita.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 15% na guarda utilizando algum escudo (não funciona para os escudos mágicos).

Perícia com Katar III
Descrição: Katar é uma adaga composta de lâminas e um bracelete, para que possa formar uma extensão do braço. Uma arma usada na antiguidade por mercenários para executar vítimas com muita velocidade, precisão e silêncio. Os filhos de Ceres/Deméter possuem uma habilidade natural com essa arma. As chances de cometer erros usando essa arma está cada vez menor, ela acaba se tornando bastante formidável nas mãos desse semideus.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de assertividade
Dano: +20% de dano
Dano: Nenhum

Cura Natural II
Descrição: Ao estar próximo de algo natural ou em um ambiente rodeado pela natureza, o semideus filho de Ceres/Deméter receberá a energia natural do lugar para curar seus ferimentos. Nesse nível, poderá curar cortes mais profundos e infeccionados, a restauração de ossos ainda é impossível, porém é amenizado a dor. Hemorragias, sensações de tontura e paralisia levam metade do tempo para curar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+50HP e MP
Dano: Nenhum
Extra: Habilidade usada apenas 3 vezes por missão/evento.
Ativos:
Controle elemental I
Descrição: Como bons aprendizes druidas/xamãs, os guardiões são capazes de controlar minimamente os quatro elementos primordiais (água, terra, fogo, ar). Nesse nível, o semideus é capaz de criar duas esferas em cada uma de suas mãos, podendo ser feita de um dos elementos escolhidos. Os elementos escolhidos podem ser os mesmos ou não, e ele é capaz de lançá-las em direção a um inimigo para causar dano. Só pode criar duas esferas por turno.
Gasto de Mp: 10 cada esfera
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10 cada esfera

Barreira mágica II
Descrição: Sendo a proteção uma das funções dos guardiões, eles são capazes de criarem barreiras feitas puramente de magia. A barreira criada com essa habilidade cobre uma área de até 15 metros ao redor do guardião e é estática, não podendo ser movida depois de criada. Atacar de dentro da barreira acarreta na destruição dela, sendo necessário pensar bem se for utilizar a habilidade em uma batalha.
Gasto de Mp: 70
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: A resistência da barreira é contada como HP. Cada escudo mágico possui 400 de HP. Somente uma barreira pode estar ativa por vez e ela dura 3 turnos.

Brilho tardio
Descrição: Ao estar em perigo, o guardião pode fazer com que todo seu corpo brilhe intensamente em uma coloração avermelhada. O brilho fará com que todos aqueles que olhem em sua direção, tenham sua visão ofuscada durante uma rodada. A luminosidade ainda emite um intenso calor naqueles que ousem aproximar em uma distância de dois metros, fazendo com que a pessoa sinta a ilusão de que sua pele está queimando, assim não suportando se aproximar mais. Pode ser utilizado três vezes por missão/evento.
Gasto de Mp: 15
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Controle elemental II
Descrição: Evoluindo um pouco mais sua técnica, o guardião é capaz de criar uma pequena arma do tamanho de uma espada, ou um chicote feito de um dos quatro elementos primordiais. A arma possui duração de três turnos e causa dano puramente elemental, não físico.
Gasto de Mp: 25 por arma criada
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 30 cada golpe da arma
Extra: Só pode ser criado uma arma por turno

Observações:
- Acredito que ficou claro a resistência do personagem ao frio e seu melhor equilíbrio sobre gelo e neve.
- Adicionei alguns pontos para ficar mais coerente. Por exemplo, a parte sobre os poderes das deusas estarem enfraquecidos e assim poderem ser aprisionadas pelo gelo.
- Prowler não ativou as habilidades passivas de sua arma Panic.

Itens:
• Bindweed [Um escudo leve de metal, em formato circular, de cinquenta centímetros de diâmetro. Em sua frente, alguns espinhos pontiagudos possibilitam ser usado para contra-ataques. Atrás, uma empunhadura fixa o item no antebraço do usuário | Efeito 1: O escudo transforma-se em um relógio, quando não ativado | Efeito 2: Quando utilizado em meio campesino ou florestal, o escudo torna-se mais resistente | Aço | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do Acampamento]

Apple Peel [Capa medieval feita de fios de ouro imperial, celulose e seda. Possui uma coloração marrom semelhante ao tronco de macieira, traços de ouro semelhantes a galhos secos de árvore e as bordas assumem a coloração das folhas em cada estação (verão = verde, outono = laranja, inverno = marrom, primavera = verde claro). | Efeito 1: A vestimenta possui capuz e protege o guardião de efeitos referentes ao clima, de modo que eles não sintam nenhum incomodo devido alteração de temperatura. Efeito 2: A capa ainda é capaz de fazer o semideus ficar camuflado em meio a natureza, desde que o mesmo não se mova. | Resistência Beta. | Sem espaço para gemas. | Status 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendário. | Presente de Reclamação dos Guardiões das Hesperídes.]

Burgeon • [Um Katar composto por um bracelete negro e uma adaga dourada. A lâmina pode se esconder dentro do bracelete ou reaparecer quando o usuário faz um movimento específico. O bracelete possui um design atual e pode facilmente passar despercebido em meio a sociedade, como se fosse um acessório de moda. Efeito 1: Resistência a magia de ilusão, qualquer poder de ilusão, medo ou charme lançado contra o portador dessa arma, terá o efeito reduzido em 50%. Efeito 2: Sempre retorna ao bolso do dono na forma de um dracma com desenhos especiais que lhe trazem lembranças únicas para o seu personagem. O desenho sempre muda, nunca é o mesmo. (Não é possível acrescentar outros efeitos a essa arma). | Bronze Celestial | Espaço para 2 gemas | Alfa | Status: 100% Sem danos | Necessário nível 10 para domínio completo da arma | [Épica | Evento Cidade dos Monstros]

Velociraptor linha prime [ Tênis esportivo feito para promover conforto, estimular a movimentação e ajudar o semideus em batalha ou treino. Não têm um estilo específico, já que muda de acordo com as vontades e preferências do dono | Efeito 1: O calçado muda de acordo com o dono e suas preferências, o tênis será alterado magicamente para o modelo que mais o agrada. Efeito 2: Promove +30% de velocidade ao portador. | Tecido mágico resistente e outros | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

• Bastão [Arma feita inteiramente de madeira, com um metro e cinquenta de comprimento, mas ambas as pontas revestidas em metal para aumentar o dano de impacto. | Madeira e BS | Efeito: Comum | Não apresenta suporte ou espaço para gemas | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ]

• Panic [Couraça de armadura que protege todo o peitoral, barriga, e costas do usuário(não acompanha outras peças de armadura). Possui espinhos longos nos ombros, e o desenho de um rosto em fúria no peitoral, além de um design bárbaro e acabamento bruto. | Ferro| Causa medo em qualquer semideus inimigo dentro de um raio de quinze metros, tornando-os hesitantes em combate. Dessa maneira, nenhum inimigo será capaz de atacar o usuário dessa armadura, a não ser que este seja atacado primeiro. Desse modo, a iniciativa do combate será sempre do portador do | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ]




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Re: Lágrimas de gelo — Missão One-Post para Prowler

Mensagem por Isaac Dähl Bouwknech em Qua Jan 10, 2018 2:25 pm

Avaliação;


A missão foi bem rápida ao meu ver, em comparação com o tempo dado. Algumas partes - pequenas delas - ficaram confusas precisando de releitura para claro compreendimento. Os aprofundamentos que notificou estavam presentes no entanto, o ar que o texto trouxe foi de certa forma de uma quebra de enredo. Um ar que distanciava a atenção do tema, mas que voltava com a luta. Gostei dela e da forma como narrou-a. Sem mais, acredito que a única melhoria - intuito de aconselhar apenas - é trabalhar melhor a questão do desenvolvimento da criatividade textual. As vezes praticar leituras alternativas possam dar a "luz" que todos precisamos.


+ 4.750 EXP (+50% do envolvimento da trama que são de 1.750 já adicionados) + 4.750 Dracmas


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Isaac Dähl Bouwknech
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Re: Lágrimas de gelo — Missão One-Post para Prowler

Mensagem por Vênus em Qua Jan 10, 2018 2:36 pm

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Vênus
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Re: Lágrimas de gelo — Missão One-Post para Prowler

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