The Blood of Olympus
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꧁❈ A storm of chaos ❈꧂

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꧁❈ A storm of chaos ❈꧂

Mensagem por Clarice D. Corleone em Qua Dez 20, 2017 7:33 pm

in all chaos there is calculation
Tópico dedicado a postagem de minha trama. Além de mim, somente avaliadores poderão postar aqui.

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Clarice D. Corleone
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Re: ꧁❈ A storm of chaos ❈꧂

Mensagem por Clarice D. Corleone em Qua Dez 20, 2017 9:28 pm

♕ the beginning ♕
Light-years away from you A distant orbit cast away, Your gravity, it pulls me near And it keeps me closer to your side. Hide from the light I'll navigate through the dark I feel in you




Segundo Freud, a projeção é uma espécie de mecanismo de defesa criada pelo consciente, tal mecanismo consiste em projetar nossos desejos e sentimentos em terceiros. Isto de certa forma resume a relação que tive com minha mãe, eu carregava o peso de todos os seus fracassos, ao passo que era incumbida de obter o sucesso não alcançado por ela. Alegar que após ter convivido com a mesma por todos aqueles anos, estava farta deste fardo, ainda pode ser considerado eufêmico. Kiara exigia muito de mim, estudei nos melhores colégios da Sicília, esforçando-me ao máximo para obter notas as quais me fornecessem algum destaque na turma. Embora minha progenitora desejasse que estabelecesse uma vida acadêmica na Itália, reconhecia que havia uma grande periculosidade nisto, da qual eu possuía um conhecimento deveras vago conhecimento até algum tempo.

Crescer em uma família mafiosa, fez com que uma certa apatia criasse raízes em meu âmago. Isso se deu pelo fato de, com o passar dos anos, eu banalizasse todas as atrocidades cometidas por membros da família. Por mais que de início estas me parecesse inaceitáveis, isto não me dá orgulho algum. Apenas quero deixar claro que, apenas cresci nesta família pelo fato de minha mãe, que antes realizava trabalhos para a máfia seduziu o chefe da mesma, jurou-lhe que a prole carregada em seu ventre era sua filha. Meu padrasto jamais desconfiou do adultério, tratou-me como sua filha. Admito que em certos momentos, cheguei a desejar que realmente o fosse.

Ao passo que fui crescendo, episódios um tanto quanto peculiares adquiriram recorrência estratosférica em meu cotidiano, dentre eles destacam-se os monstros, os quais passavam a sensação de estar sempre me seguindo, observando-me, e não davam trégua alguma, e as visitas de fantasmas. Somente eu podia vê-los, e não sentia desconforto algum na presença dos próprios, ao contrário de muitos que afirmam terem sentido medo ao terem contato com eles, não tive tal sentimento nem mesmo nas primeiras vezes em que os avistei. Majoritariamente eram vítimas de assassinatos cometidos por "empregados" de parentes meus. Em virtude de tais episódios, passei por diversos psicólogos e psiquiatras. As terapias realizadas com os mesmos não foram muito de meu apreço, ojerizava o fato de ser taxada de louca de forma implícita por boa parte de meus parentes, as altas doses de medicamentos que tinha de ingerir sem sentir nescessidade alguma.

Mudei-me para San Francisco ao completar quinze anos, o motivo de ter passado a residir em um local tão distante do local onde crescera, foi o fato da influência política de minha família na Europa estar minguando, e isso não era algo muito recente, ouvi rumores de que minha mãe havia manchado o nome da máfia, cujos lucros costumavam vir de cassinos, desde seu casamento com meu padrasto, aparentava estar envolvida em atividades de um caráter acima da lei. Contudo a melhora nos negócios com aliados nos Estados Unidos era diretamente proporcional à decadência deles na Europa. Desde então, Francesca tornou-se mais severa quanto à suas exigências, coagia-me a estar presente em todas os jantares com aliados políticos (que por sinal eu odiava, contudo se eu não o fizesse, minha mãe sabia exatamente os pontos vulneráveis de minha autoestima, e se existe alguém neste mundo que tem plena capacidade de me sentir mal comigo mesma, este indivíduo é minha progenitora).

Em tais eventos, passei a perceber algo um tanto quanto peculiar durante as negociações, minha mãe parecia inserir líquidos em bebidas e alimentos, e após a ingestão destes, os indivíduos que os consumiram apresentavam mudanças de humor, isto fazia com que houvesse uma maleabilidade maior em suas opiniões. Fiquei deveras intrigada com isto, entretanto não reuni coragem para tirar satisfação a respeito tão subitamente. Após um período de tempo não muito extenso, ela tentou fornecer explicações acerca do fato de eu ser filha de Plutão, o rei do submundo. De início não depositei muita credibilidade em tal afirmação, entretanto com o tempo fui processando essa ideia, em vista da escassez de outra explicação plausível para  todos os episódios anormais que vivenciara até aquele momento. Também me contou que ela era prole da deusa da magia, Trívia.
Posteriormente, descobri que havia um acampamento dedicado ao treinamento de filhos de deuses. Nunca cheguei a saber a verdadeira razão de tal local nunca ter sido mencionado, por isso fiquei a fazer supesições. Dentre elas, a que parecia mais verídica era de que Kiara havia ocultado essa informação de mim pelo simples fato de ter a intenção de que eu seguisse seus passos

[...]

Não era a primeira vez que avistava um lobo vagando próximo ao meu quintal. Imagino que você deva estar pensando no quão bizarro isso soa, afinal encontrar lobos em San Francisco é algo um tanto anômalo. Havia uma espécie de pequena floresta, a qual era separada de meu quintal por um muro um tanto quanto baixo. Embora isso não afetasse a segurança da casa, afinal havia uma equipe de guardas a qual rondava o perímetro da casa, porém estes pareciam não ver os lobos, era provável que enxergassem cães de rua no lugar destes.
Os pesadelos haviam tirado meu sono, encontrava-me debruçada sobre a sacada do quarto, com o vento gélido agitando meus cabelos. Os lupinos uivavam e ao passo que o faziam mais lobos se aproximavam, o número deles se multiplicava em velocidade altíssima. Nunca imaginei que existisse uma alcatéia tão numerosa. Eu realmente não fazia a menor ideia de que haviam tantos, até este dia, havia visto no máximo dois ou três juntos.

Por mais que fosse perigoso, quis ver aquilo com uma proximidade maior.  Corri para dentro do quarto, troquei-me rapidamente. Desci a grande escadaria e corri para os fundos da casa, me esgueirei pelos cantos escuros, só por precaução, afinal não dava satisfação alguma aos seguranças nas vezes em que saía de casa sem o consentimento de minha mãe. Assim que cheguei até o muro, subi em um vaso de flor com a intenção de ver os lobos. Um deles carregava entre as mandíbulas uma bolsa, cuja cor era marrom e costumava ficar enterrada em um dos vasos, no qual uma árvore havia sido plantada. Dentro dela, encontravam-se evidências nescessárias para mandar minha progenitora para uma prisão de segurança máxima, sem arruinar os "negócios da família". Ou, na melhor das hipóteses, ela seria receberia uma pena de morte. No entanto, ainda me faltavam peças para finalizar o quebra-cabeça, e eu não podia perder todo progresso que havia feito.

Sei tal atitude tomada por mim,  possa parecer absurda para qualquer um a quem eu a relate. Entretanto uma série de atos realizados por minha progenitora fez com que eu nunca mais me dirigisse a ela chamando-a de mãe. Esta nunca lidou bem com o fato de eu não ser heterossexual e manter relações com pessoas do mesmo sexo, e à partir do momento que descobriu isso, tratou de transformar minha vida em um inferno. Como minha família era extremamente conservadora, ela ameaçava usar tal conhecimento contra mim, contando a todos os membros da família. A fim de manter tal informação em sigilo, temendo a humilhação que prosseguiria tal descoberta, Kiara me forçou a namorar (ao menos fingir que o fazia) com o filho do líder de uma facção criminosa inimiga, o qual era  cinco anos mais velho que eu. Ela o fez intencionada a aliar a máfia com tal facção, e funcionou. Todavia, não fui capaz de suportar tal farça por tanto tempo, afinal ele tentou me violar, mais de uma vez. Se eu fizesse uma lista das mais horríveis experiências de minha vida, decerto as mesmas ocupariam o topo, e o pior de tudo foi ter de manter o silêncio, não ter contado a ninguém sobre isso.
Ser vista como a "ovelha negra" da família definitivamente era muito melhor do que continuar passando por aquilo.

No mais, voltemos aos lobos, agora que você, caro leitor, compreende a importância que o objeto carregado entre os dentes do lobo tinha para mim. Questionava-me de que forma o animal havia descoberto a existência de tal objeto, eu o retirava do esconderijo com certa frêquencia, mas como ele teria conseguido entrar em minha casa? Antes que eu terminasse de vasculhar minhas memórias em busca de uma resposta, um lobo de pelagem negra veio correndo até os outros carregando uma coxa de frango na boca, e assim minha pergunta foi respondida. Os guardas os quais vigiavam a casa sempre traziam frango frito às sextas feiras, já ouvi eles comentando acerca de estarem alimentando um cachorro de rua. Na copa, na qual tais funcionários costumavam jantar, sempre haviam cobertores velhos e tapetes jogados nos cantos. Tais cães eram na verdade, os lobos que estavam logo à minha frente, afinal de que outra forma teriam sido capazes de adentrar a casa?

O animal o qual carregava a bolsa começou a correr, adentrando a floresta, e não demorou muito até que os outros o seguissem. Eu nunca seria rápida o suficiente para alcançá-los, entretando precisava recuperar o objeto carregado por um deles. Segui-os até perder o fôlego, beirava o impossível acompanhá-los, porém por mais que sentisse náuseas por ter corrido por uma longa distância, diminuí o ritmo, reduzindo a corrida a uma caminhada, mas não parei. Perdi a noção do tempo enquanto o fazia, contudo tenho em mente que já haviam se passado algumas horas desde que saíra de casa, ao sair da floresta, passei por partes de uma estrada e pastos de fazendas. Corri por quilômetros, não tenho uma noção perfeita de distâncias, no entanto acredito que percorri quase dez quilômetros. Parei apenas, quando os lupinos desaceleraram, havíamos enfim  chegado a algum lugar. Nesse mesmo instante, apoiei-me no tronco de uma árvore por sentir minha visão ficando escura e uma fraqueza imensa, além de não estar conseguindo respirar direito. Embora tivesse tentado, não fui capaz de resistir à exaustão e apaguei por várias horas.

-Enfim ela despertou. Foi a primeira frase que ouvi assim que abri os olhos, procurei com o olhar quem havia pronunciado tal frase, porém além de mim ali havia uma loba de pelagem acinzentada e mais alguns lobos os quais eu vira na noite passada. Não fui capaz de reprimir a expressão de espanto que se instalou em meu semblante assim que ouvi a loba falar, por mais que já tivesse visto outras criaturas um tanto quanto peculiares. Ela discorreu acerca do fato de eu ser uma semideusa, e de ter de realizar algumas provações. -E se eu não obter sucesso em tais provações? Indaguei interrompendo sua explicação. -Bem, se não for forte o suficiente, será devorada por minhas crias. Tal responta me deu um calafrio na espinha, a loba parecia me analisar com o olhar o tempo todo enquanto falava, como se logo eu fosse ser o jantar de seus filhotes. -Quanto a esses testes... Por onde começo? Engoli em seco, tentando demonstrar alguma coragem.

[...]

Esta seria minha última tarefa, de acordo com o que Lupa havia dito, após realizá-la iria direto ao Acampamento Júpiter, no entanto dentre todas os testes os quais tive de realizar, este era o que possuía o maior grau de dificuldade. Eu teria de roubar um conjunto de artefatos os quais estavam em posse de dois ciclopes e levar os objetos ao acampamento. Tais artefatos se encontravam dentro de um baú, em uma fábrica abandonada em San Francisco. Carregava apenas uma mochila com poucos suprimentos e uma foice, a qual fora dada a mim por um semideus o qual passou pela Casa dos Lobos antes de ir a uma missão.
Ao adentrar a fábrica, notei que esta agora possuía um clima abafado, a iluminação era precária, haviam pedaços do que um  dia foram máquinas jogados por todos os cantos, no fundo da sala, acima de um  deles, se encontrava o baú que eu viera buscar. De súbito, todas as expectativas que havia criado a respeito de conseguir pegar o baú o qual continha os itens sem ser notada pelos ciclopes foram extintas, assim que um deles chega descendo uma escada de metal.

-Cê tá sentindo esse cheiro? Se você não responder, quando eu achar esse semideus, ele vai ser meu almoço, não seu.Gritou um dos ciclopes, contudo não obteve resposta. Esperava que o outro ciclope não estivesse ali presente. Como provavelmente a criatura me procuraria, escondi-me atrás de uma das máquinas. No local haviam mais artefatos que pareciam ter pertencido a semideuses. Enquanto observava os movimentos da criatura à espreita, à medida que o ciclope se aproximava, notei o quão grande este era, o mesmo parecia ter mais do dobro do meu tamanho. Ele acabaria me encontrando de qualquer forma, não seria capaz de me esconder ali por muito mais tempo, portanto decidi esperar por uma oportunidade de surpreendê-lo. E não tive de aguardar muito tempo até encontrá-la, assim que o monstro virou as costas enquanto me procurava, saí de meu esconderijo de forma rápida e o mais sorrateira possível na intenção de não ser vista e golpeei as costas da criatura com a foice que empunhava, fazendo um corte transversal.

Após fazê-lo, recuei imediatamente, afinal o ciclope agarrou uma barra de metal a qual encontrou no chão e virou-se pra mim expressando uma raiva incomensurável. Confesso que não fazia muita ideia de como proceder perante teal situação, já que nunca estivera em uma luta tão complicada. A primeira coisa que me veio em mente foi tentar ir até o baú a passos lentos, sem que o monstro notasse. Fazia tudo que podia para tentar evitar os ataques, porém um deles me atingiu em cheio na região das costelas. Curvei-me para frente e quase perdi o equilíbrio com a dor do golpe. Ele se aproximou mais a fim de executar outro golpe, contudo fui capaz de projetar meu corpo para o lado e acertar o punho do ciclope com a lâmina de minha foice. Não tenho a mais vaga ideia de como tive a capacidade de realizar tal ato, afinal nunca havia empunhado uma foice antes em toda minha vida.

Estava obtendo sucesso em me aproximar dos itens os quais viera buscar, por durante longos instantes o barulho dos metais da foice e da barra se chocando ecoou pela sala, por mais que tal ruído não fosse nada agradável de se ouvir, significava que eu estava conseguindo aparar os ataques do ciclope. Ainda assim, devido à sua tamanha força, os imapactos eram de certa forma doloridos. Em um rápido movimento, ele soltou uma das mão do cilindro de metal e tentou agarrar meu pescoço, assim que seus dedos se fecharam em torno daquele, no exato instante no qual ele aumentou a força com que o segurava, o ciclope simplesmente o largou murmurando algo em tom quase inaudível, a única palavra que pude captar foi "gelado". O que já foi suficiente para esclarecer as coisas, bem, sempre disseram que minha pele era um tanto fria, e tinha consciência que em algumas situações adquiria uma temperatura ainda mais baixa.

Aproveitei-me do fato de ele se encontrar em um estado de distração por estar surpreso com a frieza de minha pele, para desferir um golpe na intenção de desarmar a criatura, o qual acabou por falhar e em virtude de tal ato acabei abaixando a guarda e levando um golpe bem na boca do estômago. A dor deste foi estonteante, contudo a vontade de obter sucesso em minha missão foi maior, portanto fiz o possível para resistir à dor. Por fim alcancei o baú, este não era muito grande, no entanto era relativamente pesado. Não fazia a menor ideia de que ciclopes tivessem um raciocínio tão lento, pois só então ele pareceu descobrir o propósito de eu ter ido até a fábrica. A luta de súbito se intensificou, os golpes dele pareciam conter mais força e os poucos os quais me acertaram doeram ainda mais que os primeiros, ademais as oportunidades que eu tinha de atingí-lo se tornaram ínfimas, e quanto por fim eu as encontrava, os golpes com minha espada não causavam mais que cortes leves em sua pele. O ciclope tentava me cercar, fazer com que eu não conseguisse chegar até a saída. E o pior de tudo é que eu não fazia a menor ideia de como lidar com isso, como já mencionei, nunca estivera em uma luta assim antes.

Se ao menos eu conseguisse danificar sua visão por tempo suficiente para conseguir sair dali... Recuei alguns passos e me abaixei para pegar algumas pedrinhas as quais se encontravam junto com alguns parafusos e porcas no chão. Não tive a oportunidade de esperar muito para arremessá-los contra o único olho do ciclope, afinal em hipótese alguma de atacá-lo naquele momento, já que transferira a foice para a mão que estava usando para segurar o baú para que fosse capaz de acertar meu alvo com o que encontrei no chão. Concluí que minha pontaria não era muito boa, assim que arremessei os objetos, entretanto digamos que foi suficiente para "quebrar o galho". Logo que realizei o arremesso, tentei executar uma habilidade a qual só havia utilizado de forma involuntária, durante as semanas que passara na Casa dos Lobos, uma  vez fui capaz de diminuir a temperatura do ambiente em que me encontrava a ponto de deixar o chão com uma finíssima camada de gelo. Se fosse capaz de repetir tal ato, suponho que isso ocasionaria uma lentidão no ciclope, afinal quando exposto a uma grande queda de temperatura o sangue é bombeado na direção dos órgãos vitais, a fim de mantê-los aquecidos, e para que ele fosse capaz de realizar golpes precisos, seria nescessário que houvesse um aumento do fluxo sanguíneo para os músculos, levando oxigênio para estes. Olha, não sou médica para confirmar a veracidade de tal informação, porém pelo fato de eu não ter cursado o ensino médio em uma escola, mas sim com professores particulares os quais iam até minha casa para lecionar suas disciplinas, fui capaz de absorver mais informações acerca de tais conteúdos.

Deixei o lugar às pressas, aproveitando-me do estado de atordoamento da criatura. Antes de ir até o acampamento, precisava ir até minha casa para guardar as evidências as quais foram utilizadas por um dos lobos como isca para levar até a Casa dos Lobos. Por mais que provavelmente os seguranças e o mordomo fossem comentar sobre minha presença na casa com Kiara, não conseguiriam me manter ali até a chegada dela. Não encontrei grandes dificuldades em achar um novo esconderijo para toda aquela papelada. Havia uma quantidade colossal de quartos não utilizados naquela mansão, e estes não pareciam lugares não tão óbvios para se ocultar o que eu havia trazido. Decerto minha família já deveria ter mandado pessoas para me procurar após meu desaparecimento repentino sobre o qual eu não havia forecido satisfações a ninguém, e não era de minha vontade ter de lidar com nenhum destes indivíduos. Em vista disso, saí da mansão o mais rápido possível, antes que alguém chegasse na mansão.

Peguei um táxi até um lugar próximo à entrada do Acampamento Júpiter, a princípio pensei em ir até lá com meu carro, no entanto fiquei a imaginar se haveria um lugar para que eu o deixasse ao chegar em meu destino. Ao chegar no Túnel Caldecott, antes de atravessá-lo, dois semideuses armados vieram até mim, antes mesmo de eu ter tempo de retomar todas as expectativas que criei acerca do local. Eles me olharam de forma ameaçadora. -O que foi? Vão ficar aqui me encarando o dia todo? Perguntei cruzando os braços com impaciência. Os semideuses se entreolharam e minha entrada só foi permitida assim que entreguei o baú o qual recuperei do ciclope e elucidei que havia sido incumbida de realizar tal tarefa por Lupa, ainda que sob olhares de desconfiança.

[...]

-Se descobrirem que estamos saindo essa hora, vamos estar mortos. Disse Caitlyn, da terceira coorte. - Se eles contarem - apontei para os dois semideuses que estavam de guarda no Túnel Caldecott - Também estarão. Dei de ombros e continuei seguindo através do túnel junto a Caitlyn e Charles, este era prole de Belona e aquela, de Victória. A noite caíra havia muito. Nunca imaginei que minha primeira missão fosse ser clandestina, se bem que nem sei se posso chamar aquilo de missão, acho importante salientar que só estava fazendo aquilo pois devia um favor aos dois. Dever aos outros não era de meu feitio nem apreço, estava acostumada com o contrário. A razão de tal dívida consistia no fato dos mesmos terem sido responsáveis por minha entrada na terceira coorte, pois eles haviam me apadrinhado. Inicialmente, planejava ser parte da primeira coorte, porém minha relação com os membros desta não foram das melhores.

Charles havia conseguido um carro emprestado de um de seus amigos, contudo não estava ao volante pois estava enchendo a cara com todo tipo de bebida barada que coubera em sua mochila. Não estávamos levando muitos pertences, apenas coisas que Caitlyn havia classificado como úteis para derrotar monstros, como querosene, acetona, alguns itens para primeiros socorros, afinal era óbvio que não sairíamos das lutas intactos.
Após algumas horas dentro do carro, o veículo enfim estacionou, o local era um acostamento de estrada, onde nenhum edifício podia ser avistado. -Sério que a gente está vindo até esse fim de mundo e se arriscando por causa daquela vadia? Se fosse por mim ela ficaria onde está. Comentei reviando os olhos e me referindo à garota que desaparecera alguns dias atrás, esta saíra em uma missão e deveria ter voltado uma semana atrás, devido a um desentendimento com ela, não ingressei na primeira coorte. -Ela é a irmã do Charles. Como este não retrucou meu comentário afiado, talvez por estar embriagado demais para fazê-lo, um silêncio sepulcral tomou conta do lugar assim que saímos do automóvel.

Estávamos seguindo os passos da garota desaparecida, todavia o lugar onde ela iria no princípio de sua missão não fora especificado, ela apenas havia recebido as coordenadas. Por isso teríamos de adentrar o que parecia um dia ter sido uma fazenda, na qual ao loge se via uma casa e um moinho em ruínas, a grama estava quase na altura de nossos joelhos. Ao olhar um pouco mais além, haviam árvores cujos galhos pareciam se unir formando uma espécie de "teto" de folhas, impedindo a luz da Lua de entrar, consequentemente deixando tudo ainda mais escuro. Ao adentrarmos a casa, notamos que ninguém havia permanecido no lugar por muito tempo antes de Crystal. Enquanto procurávamos por vestígios os quais pudessem nos informar acerca de sua atual localização, escutei barulho de passos pesados provavelmente de algum animal que possuísse o porte de um elefante. -Enquanto vocês bricavam de Sherlock Holmes, alguma coisa seguiu a gente. Perguntava-me como eles não haviam reparado o barulho. Caitlyn se aproximou correndo e Charles, cambaleando. Decerto este não estava em condições de lutar contra o que quer que aquilo fosse.

Avistei uma silhueta saindo por entre as árvores, o corpo possuía uma enorme semelhança com o de um réptil, porém em tamanho imenso. No local onde deveria haver um pescoço, haviam vários, que possuíam cabeças de serpentes, as quais estavam sibilando. -É a Hidra. Não importa o que vocês façam, só não cortem as cabeças! Gritou Caitlyn, dirigindo-se somente a mim, pois como já mencionei, Charles não estava muito bem para esta luta.
Transformei meu canivete em foice, e os dois também empunharam suas armas. À medida que fui me aproximando, uma das cabeças cuspiu fogo em nossa direção, entretanto ainda se encontrava distante demais para me acertar. Se ao menos eu conseguisse cortar aquela cabeça, conseguiria ganhar tempo. Eu sei que me foi dito para fazer exatamente o contrário, porém como não compreendia as consequências, julguei válido aceitar o risco.

Todas as cabeças pareciam idênticas, por tanto tive de esperar um novo jato de fogo para executar o plano o qual tinha em mente. Tentei cortar uma delas, e obtive sucesso, deixando na base do pescoço apenas um coto. Não fui capaz de recuar a tempo, e os dentes dianteiros de uma das cabeças se fincaram em meu ombro, enquanto tentava encontrar uma saída para aquela situação. Uma flecha acertou a cabeça de serpente a qual havia me mordido bem entre os olhos, se não fosse por Caitlyn eu já teria me tornado jantar de Hidra. Só então consegui me afastar da criatura, mesmo que tal afastamento não fosse durar por muito tempo, pois logo a Hidra viria em minha direção.

O pescoço no qual antes havia a cabeça a qual eu cortei, parecia estar começando a se regenerar. Charles aparentemente não estava a fim de se juntar à batalha, o mesmo se encontrava ajoelhado e logo a sua frente havia uma das mochilas abertas, um pedaço de pano, um recipiente contendo querosene. -Que ótima hora para você querer beber. Sempre suspeitei que o garoto fosse legado de Baco, contudo nunca fui capaz de comprovar isso. -Só estou tentando consertar a burrada que você fez. Queimar o pescoço do qual você cortou a cabeça é o único jeito de impedir que ele cresça novamente. Ele me encarou com uma expressão séria em seu semblante, por um instante parecia ter recobrado a sobriedade. Charles se levantou segurando um isqueiro e me entregou a garrafa a qual antes era de vodka, e em cuja boca havia um pano com cheiro de querosene. -Assim que estiver aceso, você arremessa a garrafa no pescoço do qual você cortou a cabeça. Assenti enquanto ouvia atentamente o que ele dizia. O monstro já estava quase perto o suficiente para nos atacar. Aguardei o sinal, enquanto empunhava a foice na outra mão, caso precisasse utilizá-la.

-Agora! Gritou Charles assim que acendeu o isqueiro, e passou a chama pelo tecido. Assim que este estava em chamas, não hesitei em arremessá-lo mirando o pescoço da criatura o qual eu cortara. Pensei que o impacto causaria um barulho ensurdecedor, e estava errada, o único ruído que podia ser ouvido quando a garrafa se chocou contra o pescoço da serpente, foi o de vidro se estilhaçando e as chamas se espalhando momentâneamente. As cabeças emitiram uma mistura de grunhidos de dor e sibilos, tentei me afastar antes de receber algum golpe, todavia fui acertada por uma das patas dianteiras de lagarto e caí de joelhos no chão. A queda foi um tanto quanto dolorida e, antes de me levantar, finquei a lâmina da foi na pata a qual me acertou. E enfim me pus de pé, meus joelhos estavam ralados e alguns hematomas passavam a adquirir uma coloração roxa no local.

Ainda restavam quatro cabeças e era mais que certo que não haviam garrafas suficientes para fazermos coquetéis molotov para cada cabeça cortada. Se ao menos eu soubesse como tal criatura havia sido derrotada... O atordoamento em que o monstro se encontrava devido à dor da queimadura parecia prestes a se findar. No entanto julguei que ainda havia uma brecha para que eu o golpeasse, a lâmina da foice penetrou a pele escamosa logo abaixo de um dos pescoços, sem decepá-lo. De súbito uma das cabeças se aproxima com a boca aberta e os dentes pontiagudos a mostra, pronta para dar o bote. Intencionada a escapar de tal investida, projetei meu corpo para trás, fazendo com que a criatura não fosse capaz de abocanhar meu braço, e com que os dentes afiados passassem de raspão, deixando cortes leves. A fim de conseguir me afastar da Hidra, concentrei-me para conseguir executar um feitiço que aprendera pouco após ter chegado ao Acampamento Júpiter. -Frigus reptant. A intenção era congelar um dos pescoços, para ser mais específica, o outro que também era capaz de cuspir ácido.

Tendo em vista o fato de que o congelamento não duraria muito, corri até Caitlyn, que se encontrava atirando flechas contra a Hidra. -Distraia-a, que eu tenho um plano. A estratégia que tinha em mente possuía um nível de periculosidade colossal, tentaria abrir um corte profundo na barriga da criatura. Assim que ela principiou a seguir o que eu disse, desloquei-me, ficando logo ao lado do monstro. Enquanto este se concentrava em atacar Caitlyn, segurei bem na parte inferior do cabo da foice e passei esta por baixo da barriga do animal, fazendo com que toda a lâmina penetrasse, na esperança de atingir algum órgão vital. Enquanto parte da foice ainda se encontrava dentro da Hidra, puxei a arma para trás a fim de ampliar o corte. Tive de bastante força para enquanto puxava a arma. Vendo que tal ação não havia surtido o efeito esperado, retirei a lâmina da foice do interior da criatura e corri até Caitlyn. -A gente tem que sair daqui, vê com o Charles se ele consegue fazer outro molotov!. Ao passo que ela fazia o que pedi, senti os dentes da frente de outra cabeça da Hidra em um de meus braços. A fim de me libertar da mordida, cortei mais uma das cabeças. Se Charles e Caitlyn não chegassem a tempo, seria péssimo para mim.

Era perceptível que o monstro já estava um tanto cambaleante dos golpes que recebera anteriormente, entretanto eu também estava cansada e dolorida. -Clarice, saia daí agora! Gritou Charles com a garrafa em mãos, virei-me e comecei a correr até eles, Caitlyn já estava carregando as mochilas as quais havíamos levado até a casa da fazenda para investigar o desaparecimento de Crystal. Não cheguei a olhar para trás para ver as chamas se espalhando apenas ouvi o som da garrafa de vidro se quebrando, por mais que estivesse exausta, não parei até chegar no carro.

[...]

Quatro dias haviam se passado desde a luta com a Hidra. Estávamos em uma espécie de túnel o qual encontramos logo abaixo de uma construção a qual fora abandonada. Mesmo em vista de estar devendo um favor àqueles semideuses, estava considerando retornar ao acampamento mesmo sem ter encontrado a garota desaparecida. Até a esperança de Charles e Caitlyn estava se esvaindo, havíamos chegado ao acordo de que este seria o último lugar em que procuraríamos Crystal. Sinceramente, eu não dava a mínima se a encontraríamos ou não. Já havia me cansado do cheiro de poeira daquele túnel. Caitlyn e Cameron carregavam lanternas, eu por outro lado, era capaz de enxergar bem no escuro. Ao fim do túnel, via-se ao longe uma sala aparentemente vazia. Mas, por precaução, nos aproximamos desta da forma mais sorrateira possível. À medida que íamos chegando perto, pude ver que havia o corpo caído ao chão em tal sala, contudo algo fez com que parassemos. Ouvi um som de algum tipo de animal de quatro patas caminhando. Assim que o ruído cessou, continuamos a prosseguir pelo túnel finalmente chegando na sala ao final deste.

Charles viu que o corpo caído desacordado no chão era o de Crystal e correu até ela. -Olha só o que temos aqui... Não esperava conseguir mais sangue de semideus assim tão fácil. Disse uma voz feminina entre sibilos. -É uma Lâmia. Caitlyn sussurrou me fitando.  Como se eu tivesse o mais vago conhecimento de que tipo de criatura poderia ser aquela. Todas as informações que adquirira acerca do monstro era que este possuía na parte inferior do corpo, quatro patas e uma pele de escamas semelhante à de uma cobra . A parte superior de seu corpo possuía um aspecto vampírico da cintura para cima e garras bastante afiadas. Crystal parecia estar viva, pela forma como Charles falava com ela. Como se eu desse a mínima para isso. Nesse momento haviam coisas mais importantes para lidar, como por exemplo a tal Lâmia. Que vinha em nossa direção, aparentemente a fim de beber nosso sangue. Saquei minha foice, transformando o canivete.

As habilidades de tal criatura nem me eram imagináveis naquele momento. Brandi a foice logo à minha frente com a intenção de aparar seu ataque, nem cheguei fazer nenhuma reflexão prévia antes de tal ação, foi como um ato reflexo. Aparei o golpe com o cabo da foice, a criatura recuou alguns passos, e entre as palmas de suas mãos surgiram três esferas de energia elétrica. "Uma para cada um de nós", deduzi. Tais esferas não eram muito grandes, no entanto pareciam capazes de causar um estrago considerável. Meu palpite estava correto, elas vinham em velocidade impressionante, embora tenha tentado  me afastar e me esquivar, não fui rápida o suficiente e a esfera passou de raspão pela região logo abaixo de meu diafragma antes de se dissipar. Instantaneamente, senti o local arder, provavelmente havia causado alguma queimadura, entretanto não gastei tempo analisando o ferimento. Caitlyn conseguiu desviar da esfera que vinha em sua direção, Charles por outro lado, estava ajoelhado ao lado de Crystal e não viu a esfera vindo em sua direção. -Charles! Gritou Caitlyn tentando avisá-lo, tive a oportunidade de entrar na frente da esfera, todavia não o fiz. Primeiramente por não querer mais uma queimadura e também por não ser culpa minha que ele estava sendo um completo inútil nessa batalha.

A Lâmia se aproveitou de nossa distração com as esferas para pegar uma lança de ouro não muito longa que se encontrava disposta no canto da sala. Caitlyn sacou seu arco e flecha e acertou uma das flechas no braço da Lâmia. Não perdi tempo e fui até a criatura, intencionada a golpeá-la com minha foice. Abaixei-me e golpeei uma das patas dianteiras com a arma que empunhava. Não sendo capaz de levantar a guarda a tempo, a ponta de sua lança se fincou em minha coxa, deixando um corte um tanto quanto profundo. Pelo menos ao machucar uma das patas, seu movimento agora era limitado. Só precisava encontrar uma boa brecha para derrubá-la. Isto levou um certo tempo, a luta foi prosseguindo, raras foram as vezes que consegui atingí-la com a foice, e quando o fazia não causava muito estrago.

Tentei causar um terremoto, o que só havia feito de forma involuntária antes. A probabilidade de que eu não conseguisse derrubar a Lâmia somente com o tremor era altíssima, pois não tinha certeza se seria capaz de causar um tremor forte o suficiente. Ainda assim, conseguiria desequilibrá-la. Assim que o fiz, empurrei-a fazendo a criatura cair para o lado.  Apoiei um de meus joelhos sobre o tronco da Lâmia, todavia, antes de ser capaz de dar o golpe final. Vi sua lança de ouro apontada para meu pescoço enquanto a ponta da lâmina estava quase perfurando seu peito. Encontravamo-nos em um impasse, e eu tinha de pensar rápido em uma forma de sair dele. Talvez se eu conseguisse usar o feitiço utilizado em uma das cabeças da Hidra para impedir que a Lâmia ousasse utilizar a lança naquele momento. -Frigus reptant! Utilizei o feitiço para congelar seu braço e enfim dar o golpe final. Onde a Lâmia se encontava, agora havia uma nuvem de pó dourado a qual ia se desfazendo aos poucos. Finalmente poderíamos retornar ao Acampamento Júpiter. A irmã de Charles parecia estar recobrando a consciência, mesmo que ainda estivesse um pouco fraca devido ao fato de ter perdido uma quantia considerável de sangue, que a Lâmia havia bebido.






Wherever you are I dissolve into nothing; So far no signs of life Wherever we are We'll find home Though we know we've lost the way Through the void we've gone astray But you are not alone We'll find home






Poderes utilizados na primeira luta:


Nível 5
Nome do poder: Pele Fria
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão são naturalmente gelados, sua pele se assemelhava a temperatura de um cubo de gelo, e ao tocarem o inimigo – por estarem gelados – podem causar certo atordoamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ao tocar o inimigo - o fazendo sentir sua temperatura - pode deixa-lo atordoado, o fazendo querer recuar. (Seria o mesmo que tocar um morto).
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Pericia com Foices I
Descrição: A foice é uma arma muito comum no reino de Hades/Plutão, e é até um símbolo de representação do deus dos mortos, sendo muitas vezes visto como uma arma macabra e cruel. Mesmo sem nunca ter usado uma foice, o filho de Hades/Plutão vai saber como maneja-la, e se mover com ela, atacando, mas ainda tem certa dificuldade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 4
Nome do poder: Criocinese Limitado
Descrição: Quando enfurecido o filho de Hades/Plutão consegue gerar uma aura  de frio intenso, fazendo com que a temperatura em torno dele esfrie até congelar, com o chão em torno dele tornando-se branco como a geada.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP de quem tentar tocar ou se aproximar do filho de Hades/Plutão.
Extra: Nenhum

Poderes utilizados na segunda luta:


Nível 6
Nome do poder: Pericia com Foices I
Descrição: A foice é uma arma muito comum no reino de Hades/Plutão, e é até um símbolo de representação do deus dos mortos, sendo muitas vezes visto como uma arma macabra e cruel. Mesmo sem nunca ter usado uma foice, o filho de Hades/Plutão vai saber como maneja-la, e se mover com ela, atacando, mas ainda tem certa dificuldade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Feitiço: Frigus reptant
Descrição: Congela o membro atingido por um turno.
Gasto de Mp: - 20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: - 15 de HP.
Extra: Com certo treino, pode ser realizado de forma não verbal.


Poderes utilizados na terceira luta:


Nível 2
Nome do poder: Terremoto Iniciante
Descrição: Devido ao controle de Hades/Plutão sobre o reino do inferno, e a terra, e sua habilidade em entender rochas e controla-las, seu personagem também desenvolve  a habilidade de criar pequenos terremotos. Nesse nível, só consegue criar tremores mais leves, fazendo o inimigo desequilibrar, mas não a ponto de cair, apenas se distrair. Ainda não abre fendas, e nem causa estrago ao redor, só consegue criar tremores leves.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano:Nenhum
Extra: Dura um Turno, pra ativar novamente precisa gastar mais MP.

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão enxergam tão bem no escuro, quanto no claro. A escuridão por magia ainda é capaz de afetar eles, mas a escuridão natural, como apagar a luz, ou entrar em uma caverna sem qualquer claridade não irá afetar o filho do deus dos mortos
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que não seja escuridão magica que impeça a visão, não serão afetados.
Dano: Nenhum

Feitiço: Frigus reptant
Descrição: Congela o membro atingido por um turno.
Gasto de Mp: - 20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: - 15 de HP.
Extra: Com certo treino, pode ser realizado de forma não verbal.

Nível 6
Nome do poder: Pericia com Foices I
Descrição: A foice é uma arma muito comum no reino de Hades/Plutão, e é até um símbolo de representação do deus dos mortos, sendo muitas vezes visto como uma arma macabra e cruel. Mesmo sem nunca ter usado uma foice, o filho de Hades/Plutão vai saber como maneja-la, e se mover com ela, atacando, mas ainda tem certa dificuldade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
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Clarice D. Corleone
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Re: ꧁❈ A storm of chaos ❈꧂

Mensagem por Selene em Sex Dez 22, 2017 7:02 pm


Clarice


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos
3.000 XP + 4.000 Dracmas

Ortografia/Gramática: 30%
Desenvolvimento da História: 30% XP
Ações realizadas: 40%

Avaliação
Ortografia/Gramática: 15%
Desenvolvimento da História: 20% XP
Ações realizadas: 20%

RECOMPENSAS: 1.650 XP e 2.200 dracmas

Comentário:

Clarice, eu tive sérios problemas lendo sua narrativa. Ela não é fluida, contínua. Me incomodou um pouco os “cortes” que ocorreram quando os “[...]” poderiam ter sido substituídos por texto. Também me incomodou a quantidade de palavras simples escritas de modo errado, como se o texto nem mesmo houvesse sido revisado. Você escreveu “teal” ao invés de “real” e erros do tipo se repetem por diversas vezes em seu texto. As narrativas de lutas soam meio confusas e eu senti falta de mais detalhes da história de sua personagem – a história antes do Acampamento –, mesmo assim, a ficha cumpre com o que é pedido. Seja bem-vinda.



Selene
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Re: ꧁❈ A storm of chaos ❈꧂

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