The Blood of Olympus
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RP's de Natal/Ano novo [Romeo Bernocchi]

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RP's de Natal/Ano novo [Romeo Bernocchi]

Mensagem por Romeo Bernocchi em Ter 12 Dez - 1:13

missões fixas de natal


do romeo


Última edição por Romeo Bernocchi em Ter 2 Jan - 4:28, editado 2 vez(es)
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Romeo Bernocchi
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Re: RP's de Natal/Ano novo [Romeo Bernocchi]

Mensagem por Romeo Bernocchi em Sab 23 Dez - 5:03

espírito de natal!

Caixas, caixas e mais caixas estavam espalhadas pelo hall de entrada do quartel da V Coorte. Eu, assim como os outros semideuses em probatio, estávamos encarregados de decorar todo o quartel em virtude do natal. Mesmo que no fundo eu achasse a atitude preconceituosa - por que os legionários seguiam com as suas rotinas? -, eu cresci com o espírito de natal. Meu pai e eu sempre arrumávamos nossa casinha em Nova Roma e a cada ano tentávamos nos superar. Era uma atividade divertida.

Não fiquei tão feliz quando uma filha de Vênus começou a dar ordens para mim e os outros garotos. Tive de revirar os olhos, mas ela não ousou me desafiar. Então, assim que o seu falatório cessou, eu apanhei a primeira caixa e, com a ajuda de Calvin, um amigo, a viramos ali mesmo no chão. Uma árvore de natal à mostra logo na entrada do quartel parecia interessante. Ela precisava ser vista!

Outra garota, chamada Normani, se aproximou para ajudar na montagem da árvore. Seu tamanho exageradamente grande tornava complicada a missão de erguê-la, mesmo que precisássemos somente encaixar as peças para montá-la. Depois de algum tempo, conseguimos. No entanto, a altura da árvore me fez erguer a semideusa incontáveis vezes para que os enfeites - bolas, anjinhos, doces de mentira e algumas pinhas, sem contar a típica estrela dourada - fossem distribuídos em sua parte superior.

Visualmente carregada de enfeites, a árvore com certeza roubaria sorrisos dos legionários que a vissem. Seguimos para fora do quartel ao constatar que outros campistas finalizavam a arrumação da grande sala de estar, ornamentando-a com tapeçarias nas mesinhas de canto e na central, um papai noel pequenino aqui e acolá e meias diferentes umas das outras penduradas sobre a lareira com os nomes dos deuses gravados.

Do lado de fora, seguimos pela escadinha que levava para o telhado do prédio ao apanharmos outras duas caixas. Quando subimos, espalhamos aqueles outros enfeites no pavimento, refletindo sobre como poderíamos usá-los. Passados alguns segundos em silêncio, eu me manifestei. — Acho que já sei. — e antes que eu fosse para a beirada, apanhei o imenso rolo de corda fina revestida por um material semelhante a grama.

Podemos contornar todo o quartel. Eu acho que dá, né? — e fixei o primeiro pedacinho da corda com fita crepe. Normani e Calvin assentiram sorridentes, claramente animados, e correram para me ajudar com a longa atividade.

—  Não pode ser só isso. Precisamos de mais. — a filha de Baco disse, pensativa, com as mãos na cintura. — Pera. Já volto. — e saiu às pressas para a escada lateral do quartel, correndo de volta para o seu interior. Ao me virar para Calvin, ele tinha duas grandes bolas de plástico vermelhas e douradas nas mãos e um sorriso maroto no rosto. — Que tal?

Não tive outra opção senão sorrir, aprovando de imediato a ideia do rapaz. Ajudei-o a arrastar as demais bolas natalinas para mais próximo da beirada do prédio, facilitando o seu uso. — Um tanto assim entre cada uma? — perguntei, segurando duas das bolas sobre a corda esverdeada recém colocada ali, numa distância de mais ou menos 40cm entre elas. — Acho que tá bom. — respondi a minha própria pergunta, deixando para Calvin somente o assentimento e outro sorriso ansioso.

Estávamos quase terminando de amarrar as bolas na corda através dos seus fiozinhos e, por precaução, usando mais fita para aderi-las à parede quando Normani reapareceu, trazendo um emaranhado de fios branco com lampadinhas ao longo de toda sua extensão. — Arrasei, né? — ela brincou, passando os dorsos das mãos nas testas ao deixar os pisca-piscas no piso do terraço.

Calvin e eu nos aproximamos, analisando o que a garota trouxera. Vislumbrei imediatamente o resultado final, e logo sorri. Nós três nos entreolhamos, sentindo-nos vitoriosos, e tivemos de dar um hi-five. Nos dividimos para que o entrelaçar do pisca-pisca na cordinha não estragasse o que já havíamos feito, deixando Calvin no nosso encalço para atar o fio branco com fita logo após arrumarmos ele, evitando que toda a nossa obra desmoronasse por conta do peso.

Nós somos incríveis. — Calvin confessou, encarando o quartel a uns bons metros de distância, quando a noite começou a chegar e as luzes piscavam uniformemente no contorno de toda a beirada do telhado do edifício. Normani e eu, parados ao lado do filho de Febo, contemplamos o divertido jogo de luz por alguns instantes, antes que eu me lembrasse de um detalhe importantíssimo.

Ergui o indicador destro, pedindo um tempo para a dupla, e corri até a porta do quartel. Revistei as caixas restantes ali até finalmente encontrar o que eu procurava: uma guirlanda. O odor rústico das plantas funcionava como calmante para mim. Pendurei-a com calma no pequeno prego preso à porta amadeirada de entrada, dando o acabamento final à decoração.

Bem lembrado, Meo. — a jovem comentou, encurtando a distância tida de mim trazendo Calvin logo atrás. Com a ajuda dos outros semideuses em probatio, devolvemos as caixas praticamente vazias ao quartinho específico para tranqueiras que tínhamos no quartel. Mas não deixei de espalhar as velinhas brancas em seu pequenos suportes, que se assemelhavam a uma caixa de presente aberta, por onde passava, até mesmo na mão espalmada para cima do boneco de neve - feito, na verdade, de isopor - que havia sido montado num canto no qual não atrapalhasse a passagem.

Ao fim do dia, concluí que o meu primeiro natal no Acampamento Júpiter poderia ser bem diferente do que eu achava. Poderia ser bom, principalmente pela alegria e harmonia contagiosas que, pelo menos na V Coorte, eram sentidas por todos.

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Re: RP's de Natal/Ano novo [Romeo Bernocchi]

Mensagem por Romeo Bernocchi em Sab 23 Dez - 5:17

duendes em apuros


O Papai Noel precisa da sua ajuda. E nós também! Vem!  — o duende de voz esganiçada não parecia se importar com o desespero nítido em sua voz. Sem que eu respondesse, ele agarrou as minhas mãos e começou a me puxar para fora da casinha de chá antes que eu terminasse a minha bebida.

Espera aí! O que houve?  — minha pergunta ficou no ar. A criaturinha me conduzia pela vila com uma força que eu não esperava que ela tivesse. Poucos passos à minha frente, ela resmungava baixinho, como se o que eu falasse não tivesse importância alguma. — Ei!

Desta vez, o duende parou e olhou para mim. Seu semblante moldava uma careta tristonha, a qual não consegui negar ajuda. — Tá, vamos.  — e o fiz sorrir ao assentir sem mais indagações. O caminho pelo qual fui guiado já era um tanto quanto familiar depois de dias na Ilha de Natal: a fábrica do Papai Noel.

Intrinsecamente eu torci para que a máquina de neve não tivesse dado outro problema. Teríamos uma trabalheira gigante caso fosse esse o problema. Mas, adentrando a fábrica, o grande salão em que todos os presentes eram embrulhados parecia vazio. No outro extremo, uma pequena aglomeração de duendes podia ser vista, e era ali o nosso destino. — Pera… o quê?

Arregalei meus olhos ao me deparar, na sala dos papéis de embrulho, adjacente ao salão, o roncar constante de uma máquina em funcionamento. Todos ali presentes pareciam aflitos, o que me fez pensar que algo a mais acontecera. Por isso me virei para o duendinho que havia me arrastado até ali, chamando-o com uma cutucada nas costas. — A máquina das embalagens tá com problema, é isso? Acho que um filho de Vulcano pode fazer melhor do que eu.  — falei, alternando o olhar entre o ajudante do Papai Noel e a máquina.

Na verdade, Nick, Doug e Mike estão ali dentro. Ainda não sabemos como, mas eles foram engolidos pela máquina! E ela está doidinha! — trinquei os dentes perante a informação. Ok, era mais sério. Assenti positivamente com a cabeça para o duende e endireitei minha coluna, apoiando as mãos na cintura ao encurtar um pouco a distância tida da máquina.

Não! — outro duende se manifestou, me puxando para trás pelo pulso destro. — Não podemos nos aproximar! A máquina tem vida própria ou algo do tipo e pressiona cada vez mais os duendes dentro dela! — o temor era claro na voz da criatura. Suspirei, buscando por algum modo para contornar a situação. O tempo não estava ao nosso favor, então precisaria agir com rapidez.

De imediato, pela lógica, eu busquei, com o olhar, a fiação da máquina que a ligava na tomada. Felizmente, o fio preto seguia pelo rodapé até a outra parede. Espiei a máquina que cuspia loucamente papéis coloridos de embrulho, como se os vomitasse, enquanto me esgueirava até a outra parede.

Comemorei o sucesso do meu ato cedo demais. Tirar o fio da tomada fez a máquina regurgitar ainda mais papel e claramente apertar um pouco mais os duendes aprisionados. Assustado, reconectei-a à eletricidade, acalmando-a. Aquilo não tinha muita lógica. Aí percebi que nada na minha vida tinha muita lógica. Semideuses, monstros, Papai Noel, duendes e renas orgulhosas. E agora máquinas com personalidade própria. Dei de ombros, relevando isso tudo.

Voltei para o aglomerado de duendes mais ou menos próximo da máquina e pude observá-la um pouco mais. A ação de cuspir os embrulhos divertidos de natal dava pena, mas também florescia uma ideia na minha mente. — E se ela estiver passando mal? — pensei alto, virando-me para buscar por alguma coisa que eu ainda não sabia o que era. — Talvez ela esteja estressada com tanto trabalho e agora está mal de estômago?!  

A minha sugestão de trabalho excessivo fez todos os duendes cochicharem entre si, como se a minha intenção era apontar para o Papai Noel e acusá-lo de escravocrata. Os cantos dos meus lábios arquearam sutilmente quando avistei um bloco de carvão sobre a imensa bancada do salão ao lado. Meu subconsciente, de alguma maneira, dizia que seria funcional.

Pera. Licença, licença. — pedi enquanto ia, às pressas, de volta ao âmbito da máquina. Aproximei-me quase nada mais que os outros, fechando um dos olhos para que a minha mira fosse melhor. Então joguei o pedaço de carvão, fazendo-o entrar na abertura - que se assemelhava a uma grande boca - da máquina. Ela reagiu estranhamente, chacoalhando, e um cheirinho de queimado se fez presente. Abracei um duende que fizera o mesmo comigo, temeroso.

O alívio ressurgiu quando Doug, Mike e Nick foram cuspidos pela máquina, caindo no chão meio grogues. Suas roupas estavam rasgadas, o suor predominava e uma quantidade considerável de carvão cobria seus rostos. Ao menos, eles estavam vivos. Uma salva de palmas e gritos despontou dos demais duendes, que correram para amparar os resgatados. Alguém abençoado teve a brilhante ideia de tirar a máquina da tomada agora que ela estava mais calma, e felizmente deu certo.

Obrigado, moço! — o duende ao qual eu estava abraçado - o que havia pedido minha ajuda - falou, deixando algumas lágrimas rolarem pelo seu rosto. Ergui a mão para que déssemos um tapinha, e ele o fez. Sorrimos, e então refiz meu caminho para fora dali. Muitos dos outros duendes me pararam para agradecer, e eu só tentei mostrar o lado mais simpático que eu tinha enquanto tentava voltar para a casinha de chás. Eu só queria o meu chá.

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Re: RP's de Natal/Ano novo [Romeo Bernocchi]

Mensagem por Romeo Bernocchi em Sab 23 Dez - 5:46

as renas perdidas


Eu até que tive bastante contato com as renas do Papai Noel. Primeiro no fracasso da corrida contra outros semideuses, na qual a minha querida rena decidiu não mais correr, e quando ajudei os duendes a embrulhar presentes. Na fábrica, alguns desses bichos ousaram abrir alguns dos presentes para comê-los! Sem contar no acidente terrível, o qual felizmente a Ilha conseguiu superar sem que nenhuma rena fosse soterrada pelo problema na máquina de neve. Em suma, minhas experiências não eram as melhores.

Mesmo assim, não consegui negar o pedido feito pelo Papai Noel e vindo até mim por uma cartinha entregue por um duende fofo e feliz enquanto eu tomava um chocolate quente na cafeteria da vila. Senti-me honrado, de certa forma. Mas respirei fundo antes de responder o pequeno ajudante do famoso e gordo velho. — Tudo bem. Eu já estou indo.

Deixei o estabelecimento logo depois do duende, caminhando em passos apressados até o casebre no qual eu estava hospedado juntamente de Calvin, um outro garoto da V Coorte. Ele provavelmente estava em um passeio romântico com outra amiga nossa, Normani, e ambos juravam que escondiam perfeitamente bem esse casinho. De qualquer forma, eu não me importava. E até foi melhor não vê-los àquela hora, porque precisaria explicar o motivo de atar minhas espadas ao suporte às costas.

Deixei a casinha arrumando o gorro na cabeça para que o clima tão absurdamente distinto do acampamento não me afetasse demais. Segundo o duendinho, eu deveria encontrá-lo em poucos minutos nos limites da vila, próximo da fábrica em que ele trabalhava. Ele disse que tinha algo que talvez fosse bastante útil para mim.

Fico feliz por você ter vindo, garoto!  — o sorriso torto enfeitou o rosto da criaturinha depois que sua esganiçada e divertida voz se sobressaiu perante o ruído constante do vento. —  Leve isso com você. Acredito ser útil! — suas mãozinhas carregavam uma pequena bolsa transversal de couro, cujo exterior anunciava o interior abarrotado de coisas. —  Eu não acho que elas estejam muito longe daqui. Mas eu estarei aqui mais tarde, caso você as encontre logo. E amanhã também. E depois de amanhã. E depois de depois de amanhã. E até eu morrer.   — ele deu uma risadinha. —  Então volte pra cá! Tchau!

Respirei fundo ao assistir o duende me dar as costas, rodopiando no próprio eixo, e partir numa corridinha desengonçada em direção a fábrica. Ao perdê-lo de vista, decaí o olhar à bolsa que tinha em mãos, curioso. Abri com certo receito, suspeitando que aquilo não passava de uma pegadinha do duende, mas suspirei de maneira aliviada ao ver barras de chocolate com o formato de diversos animais embrulhadas e, sob muitas camadas de papel filme, um bloquinho de carvão. Não consegui conter o sorriso que despontou nos meus lábios à medida que a lembrança do meu curto trabalho na fábrica surgia. O que aquele dia me irritou hoje poderia me ajudar.

Pendurei a bolsa no tronco e encetei minha caminhada, semicerrando os olhos ao rolá-los para todos os lados. Embora a neve complicasse um pouco minha visão e movimentação, a cor branca que reinava facilitaria enxergar algo como as renas. Escolhi me prender ao pensamento para não achar que eu havia me metido numa missão impossível.

Avistar a pista de corrida que dias atrás eu tinha sido humilhado trouxe à tona um sentimento vergonhoso. Por sorte, meu fracasso foi esquecido um ou dois dias depois do evento. Além da pista, no horizonte, existiam os pinheiros gigantescos que de alguma forma haviam sido enfeitados por conta do Natal. Bufei ao pensar nisso, lembrando das vezes que a “minha” rena tinha parado para paquerar as árvores decoradas.

Somente depois de retomar a caminhada foi que o meu cérebro processou o fato. Se havia um lugar ali que as renas fujonas poderiam estar era, com certeza, a floresta de pinheiros. Dei-me um tapa na cara como sinal de reprovação. — Burro.  — e em seguida alterei a minha rota, levando uns bons tropeções por estar afobado.

Levei alguns minutos até alcançar a tal floresta. Observando-a com mais atenção, fui obrigado a concordar que os pinheiros eram ainda mais charmosos com o toque natalino. Talvez a minha rena tivesse razão de preferir olhar ali ao invés de correr inutilmente contra outras renas e semideuses. É, fazia sentido.

Alô, reninhas?  — elevei a minha voz ao falar, chamando pelos animais. Meus passos eram lentos e cautelosos, de forma a não causar barulho demais. Transferia o olhar de um lado para outro enquanto penetrava cada vez mais na floresta de pinheiros enfeitados usufruindo da minha tatuagem no pé para que minha busca não fosse em vão.

Virei-me para trás num ímpeto quando o vento correu forte, gerando um grave ruído. O ar que eu expelia como fumaça era a única coisa que se mexia por ali. O silêncio muitas vezes era assustador. Mas vencê-lo fazia parte da minha tarefa, e quebrei-o com um assobio constante de uma cantiga que meu pai costumava cantar para mim quando criança.

Arqueei as sobrancelhas quando vi a neve suavemente pisoteada. As pegadas pareciam recentes, o que trazia mais sentido a minha teoria. Mas eu precisava me apressar se quisesse alcançar as renas logo. Foquei-me, portanto, nas marcas uniformes no chão, aparentemente num trote estável por entre as árvores.

Fui forçado a parar quando as pegadas tornaram-se uma grande marca abstrata. Girando um pouco a cabeça para tentar entender melhor, decididamente os animais tinham se assustado e por isso suas patas derraparam na neve. Sua rota, que pela lógica seguiria reto, guinava drasticamente à lateral esquerda, onde a floresta parecia mais densa.

Não tive tempo de pontuar pensamento algum quando encontrei, poucos metros adiante, um espinho de gelo atravessado no tronco de um pinheiro. Um arrepio percorreu toda a minha espinha, desencadeando um misto de sensações no meu âmago. A cena não parecia nem um pouco natural. Não mesmo.

Toquei o espinho com as mãos enluvadas, analisando-o de perto. Pelo ângulo da perfuração, pude especular a direção da qual viera com certa margem de erro. Esbugalhei os olhos ao fazê-lo, sentindo grande arrependimento por, naquele instante, visualizar a única coisa que eu não queria/precisava: um monstro.

Hades misericordioso.  — sussurrei, paralisando todo o meu corpo enquanto o golem caminhava a uns bons metros a minha frente. Pelo visto, eu ainda estava despercebido. Porém, tive quase certeza de que foi a força do meu pensamento que atraiu seu olhar perfurante para mim. Àquele momento eu fiquei confuso. Sob o medo de ser realmente visto, corri como louco para trás da árvore atravessada pelo espinho de gelo, quase caindo ao derrapar na neve.

A minha respiração parecia tão alta quanto os grunhidos do monstrengo. Ele nitidamente vinha na minha direção e, em seu habitat natural, eu estava em grande desvantagem. Ou pensava estar. E também existia a possibilidade de uma avalanche encobrir toda a floresta. Eu, de preferência, pretendia evitar tudo isso.

Concentrei-me nos meus joelhos, flexionando-os ao olhar para cima. Tendo um galho aparentemente mais rígido como alvo, eu usei os braços para ajudar na minha impulsão, alcançando uns cinco metros como havia planejado. Desta forma, ajeitei-me sobre o galho, colado no tronco da árvore e parcialmente escondido pelas folhas secas e cobertas de neve e enfeites natalinos.

Assumi um semblante que eu não estava muito acostumado. Os lábios crispados, a testa enrugada e os olhos forçadamente fechados sinalizavam a minha apreensão. Como se minha mente tivesse clarificado, eu repensei na minha atitude. Por que eu estava me escondendo, fugindo, quando somente um golem de gelo estava por ali? Se ele tivesse companhia, àquela altura eu já saberia.

Quando saltei de volta para o chão, tendo a aterrissagem amortecida pela neve, engoli em seco. Mantive meu corpo ligeiramente inclinado e as pernas flexionadas e espaçadas, prontas para um bote. Mas a surpresa foi que o monstro não estava mais ali.

Ao arriscar uns passinhos em direção à trilha que eu julgava ser a das renas, felizmente me contive graças a minha percepção aprimorada. De escanteio eu pude ver o grandalhão sair do seu esconderijo, urrando ao direcionar-se a mim. Em uma das mãos ele trazia um grande espinho de gelo…

Meu olhar foi à árvore que agora tinha somente um largo furo em seu tronco. O golem estava à minha espera. E, agora, eu estaria à dele. Puxei as espadas guardadas em x nas bainhas presas nas minhas costas. Eu tinha uma ideia. Ou quase uma.

Desvencilhei-me da rota do golem quando a distância entre nós ficou mais curta. Embora a ideia de entrar na parte densa da floresta fosse agradável, caso as renas ainda estivessem lá elas obviamente fugiriam desesperadas com o desastre que o monstro grandalhão causaria por ali. Meu deslocamento para a esquerda automaticamente pôs o lento homem-de-gelo atrás de mim. Nossas velocidades eram bastante distintas em função dos tênis que eu usava e da outra tatuagem, agora no meu mindinho canhoto, que começava a assumir uma cor avermelhada.

Foi no momento exato que eu me joguei para trás de um pinheiro, agachando-me no ato. Poucos centímetros acima da minha cabeça um trio de espinhos de gelo trespassava a árvore, confirmando sua inutilidade como escudo para mim. Sem muitas opções, permaneci imóvel, apertando as empunhaduras das espadas para encantá-las no momento exato, ao passo em que o golem se aproximava lentamente, grunhindo.

Vai segurando!  — gritei, esbaforido, depois que ratifiquei que havia um único metro entre nós. De abrupto, as lâminas de Sword Carnage e Rage foram revestidas por fogo, o que não pareceu amedrontar muito o monstro. Em virtude da minha perícia, velocidade e agilidade, consegui escapar do primeiro soco lateral ao abaixar. A lentidão dos movimentos do golem era incrivelmente vantajosa para mim. Por isso, pude executar um meio giro com as armas ao lado do meu tronco antes de conduzi-las contra o dorso da mão e punho que ele ainda recuava depois do seu golpe falho.

Um sorrisinho despontou nos meus lábios em resposta ao ruído emitido pelo monstro. A força que apliquei no meu ataque somada ao efeito de fogo das espadas quase decepou a mão dele. Por conta do elemento, apenas as juntas - do pescoço, braços e pernas - do tronco eram mais frágeis e suscetíveis a eficácia de golpes. Eu sabia disso por já ter enfrentado outros golens. Todavia, minha segunda investida foi interrompida pelo lançar de um bafo gélido. Recuei de imediato, jogando-me pro lado para sair do alcance do jato de ar. As espadas flamejantes me ajudavam a permanecer aquecido.

Aproveitando-me da minha posição, alcancei as costas do monstro com facilidade, uma vez que me lancei para lá logo após escapar de grande parte da sua baforada gélida. Assim que cravei as espadas na parte de trás das juntas das pernas-tronco, ele fraquejou. O tornar de seu corpo possibilitou, surpreendendo-me, uma desavisada pancada no meu ombro. Mesmo que fácil ignorar alguns tipos de dores, aquela eu senti bem. No entanto, ceifando a vida do golem, eu consequentemente revigorei a minha. Cerrei as pálpebras, respirando bem fundo.

Mãezinha, eu preciso de paz.  — pensei alto, olhando para o alto como se fosse lá o Olimpo. — Só quero achar as renas do Papai Noel, não mais monstros.  — encerrei o diálogo, um pouco enjoado de tantas situações perigosas vividas na Ilha de Natal. Respirei fundo outra vez antes de devolver as espadas aos suportes, partindo em busca dos rastros deixados pelas renas.

Permiti-me comer um pouquinho do chocolate dado pelo duende enquanto seguia a trilha que, à medida que se distanciava de onde o golem estava, voltava a ser calma. Eu fiquei boquiaberto, à margem de uma lagoa congelada cercada por todos aqueles pinheiros enfeitados, perante a cena que via. Duas renas adultas e outras duas pequeninas estavam deitadas, claramente encantadas com a decoração.

Decidi me aproximar pela frente, admirando a mais nova família de renas ao mostrar os chocolates enquanto andava calmamente. Minha vozinha fina me fazia parecer um idiota, mas tudo bem. Enquanto eu jogava conversa fora com as renas, atirava pedacinhos do doce para elas. Aquilo deveria funcionar. Talvez se… o carvão! Apressei-me para desembrulhá-lo e, depois de dar um passinho para frente, o mostrei aos animais. Um dos grandes se manifestou, aproximando-se de mim com cuidado. Eu sorri e atirei o bloquinho até as patas do bicho. Ele cheirou, suspeito, mas depois começou a lamber. As outras renas correram para fazer o mesmo. — Certo…

Consegui atrair os animais depois disso, usando os chocolates para reconquistar sua atenção. Desta forma, consegui retornar à fábrica do Papai Noel quando a noite começava a cair. No meu encalço vinha a rena-papai, a rena-mamãe e a dupla de renas-filhotinhas, viciadas em chocolate e desesperadas por mais carvão.

adendos:
habilidades:
passivas:
Nível 1
Nome do poder: A arte da guerra
Descrição:  Filhos da deusa da fúria da guerra, esses semideuses possuem um conhecimento apurado em estratégias básicas e de sobrevivência. É similar a um instinto, uma intuição, uma sequência de pensamentos que permitiam ao romano a analisar o combate como se fosse uma arte. Graças a isso, raramente entra em estado de desespero quando situações de risco surgem.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus:  Conseguem elaborar planos e estratégias, assim como não são abalados com a eminência de um combate ou situações de perigo.
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: A prole da deusa Belona tem um vasto conhecimento sobre combates. Seu corpo e seu espíritos foram forjados para o combate. Assim, eles possuem a capacidade de luta corporal muito elevada, sabendo técnicas marciais mesmo que nunca tenha realizado uma aula sequer antes. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: A ambidestria nada mais é do que a capacidade de se usar ambas as mãos como predominantes. Tanto a mão destra quanto a canhota possuem um desenvolvimento motor elevado, permitindo o manejo de equipamentos e, principalmente, armas. Assim sendo, filhos da deusa da guerra conseguem manusear com perícia duas armas ao mesmo tempo ou alternando as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguira manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.

Nível 9
Nome do poder: Ignorando a dor I
Descrição: Capacidade que o filho de Belona tem de ignorar a dor. Essa habilidade permite apenas enganar a mente, não processando a dor física, permitindo que o semideus guerreiro permaneça lutando ignorando a dor sentida. Porém, ao passar o efeito, as dores retornaram e poderão ser piores pois ao ignorá-las o semideus deixa de trata-las ou, corre o risco de piorá-las. Nesse nível apenas é possível ignorar a dor de golpes que não causem ferimentos profundos, ou que incapacite um membro do semideus. (cortes leves, e feridas pequenas)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Continuará lutando normalmente desde que os ferimentos sejam de grau baixo, como cortes superficiais, queimaduras de grau baixo ou hematomas.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Força superior
Descrição: Os filhos de Belona são mais fortes do que a maioria dos campistas, podendo aguentar grandes cargas em suas costas sem alterar sua postura ou desempenho. Podem carregar até 3 sacos de farinha sobre os ombros, ou até mesmo uma pessoa em suas costas por uma longa distância, sem alterar seu desempenho físico.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de força.
Dano: +5% de dano caso usem para atacar alguém.

Nível 13
Nome do poder: Last One I
Descrição: Mesmo que a prole de Belona seja, ironicamente, contra batalhas, ao adentrar em uma ele será o último a cair. Isso porque seu corpo segue naturalmente o seus instintos de combate e torna-se melhor a cada inimigo derrotado. Para continuar sempre batalhando e vencedor, a cada inimigo que cai ou desiste, o semideus filho de Belona ganha HP e MP, conseguindo energias e vitalidade para permanecer sempre vencendo em combate.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50 de HP e MP a cada vitória.
Dano: Nenhum

Nível 15
Nome do poder: Hipercinese II
Descrição:  A hipercinesia é o controle completo e sincronizado da mente e o músculo. Em pessoas comuns há uma pequena quantidade de tempo entre o pensar e o agir. Os semideuses filhos de Belona possuem esse tempo bastante reduzido e, com o tempo, praticamente nulo. Com o tempo, o cérebro desenvolve mais atenção e percepção do ambiente ao seu redor, permitindo uma reação quase perfeita a uma reação, assim como uma análise de trajetória.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, coordenação motora e reflexos.
Dano: Nenhum

Nível 17
Nome do poder: Perícia com Espadas III
Descrição: A espada tornou-se uma extensão do corpo da prole de Belona, o semideus a conhece e sabe manusear como nenhum outro meio-sangue. A arma torna-se letal em suas mãos e há motivos para que os seus inimigos o temam quando está empunhando tal arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 70% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: +40% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 20
Nome do poder: Corpo Guerreiro II
Descrição: Seu corpo desenvolveu-se e tornou-se ainda mais pronto para a batalhas de longa duração. O metabolismo evoluiu e a fisiologia do semideus filho de Belona foi potencializada. A resistência corporal tornou-se melhor ainda, assim como a imunologia.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em resistência corporal, +40% de imunidade a infecções, venenos e doenças corriqueiras como viroses.
ativas:
Nível 4  
Nome da Habilidade: Super Salto
Descrição: Ao juntar energia nos pés, o filho de Belona pode realizar um salto que alcançaria em média cinco metros de altura. Isso é possível apenas graças as habilidades corporais e a desenvoltura muscular que o filho da deusa da guerra possui.
Gasto de Mp: 10MP (por salto)
Gasto de Hp: 5HP
Bônus: Nenhum Dano:
Nenhum Extra: Nenhum

Nível 20
Nome do poder: Fúria Flamejante II
Descrição: A prole de Belona já consegue dominar melhor a habilidade, impondo mais poder ao item que segurar. A fúria flamejante agora pode provocar queimaduras de segundo grau ou provocar pequenas chamas caso entre em contato com materiais sensíveis as chamas. Por exemplo, tecidos, plástico etc.
Gasto de Mp: 30MP (+10MP para manter)
Gasto de Hp: 10HP
Bônus:  nenhum.
Dano: +25% de dano da arma.
Extra: Não funciona em seres vivos, apenas em itens. É necessário o toque para a habilidade funcionar.
aprendidas:
Nome do poder: Resiliência Semidivina
Descrição: Resiliência, dentre seus variados sentidos, pode significar a capacidade de se adaptar a diversas situações. Aqui, ela representa a habilidade dos filhos dos deuses de se adaptarem aos seus inimigos em combate, funcionando especificamente contra monstros. Enquanto em batalha, a cada turno que se passar, o semideus terá mais e mais vantagens contra seu oponente. Os bônus se explicam através do estudo da movimentação inimiga, além da observação de seus pontos fracos e identificação de áreas menos resistentes ou sensíveis em seus corpos.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: 20% de chance de acerto e esquiva quando enfrentando uma única criatura; 30% se for contra uma Dracaenae.
Dano: +20% de qualquer dano causado, se acertar em um dos pontos fracos identificados do monstro; 30% se for contra uma Dracaenae.
Extra: A cada turno, o bônus aumenta em 5%, podendo chegar no máximo a 40%; 50% se for contra uma Dracaenae.
itens:
• Rage [Espada longa, com cerca de um metro de comprimento e largura consideravelmente grande. É tão afiada que um mero toque é capaz de causar ferimentos, possuindo setenta centímetros da ponta à base. Abaixo da base, a guarda da arma é o entalhe da cabeça de um javali, feita em ferro e com dois rubis em seus olhos, aparentemente foscos e apagados. O punho é feito de madeira, e seu design permite que a espada seja segurada com uma ou duas mãos – embora a força exigida seja bem maior caso seja empunhada com apenas uma. | Madeira e bronze celestial | Quando o dono da espada entra em combate, as joias do javali começam a brilhar em um tom intenso de vermelho. Sempre que a espada causa dano em um inimigo, ela suga parte da vida retirada – 25% - e passa para o portador, caso este esteja ferido, restaurando assim parte da sua vida | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Gama | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja]

• Sword Carnage – Uma espada feita de uma mistura de ouro imperial com aço que ao cortar a pele do inimigo consome o seu sangue tornando a lâmina da espada ainda mais afiada. Além dessa habilidade a espada do filho de Bellona também tem o poder de ao cortar a pele do oponente o fazer ter uma breve ilusão de uma carnificina onde todos seus amigos e entes queridos são mortos por seus inimigos da maneira mais cruel que sua mente possa imaginar.

• Velociraptor linha Luxo [ Nessa linha não é apenas o conforto que predomina, mas também o poder, apesar de aparentar ser um tênis comum, esse foi fabricado para auxiliar e estimular o semideus a melhorar seus movimentos em combate, o tornando mais forte e mais rápido | Efeito 1: O calçado muda de acordo com o dono e suas preferências, o tênis será alterado magicamente para o modelo que mais o agrada. Efeito 2: Promove +40% de velocidade ao portador. Efeito 3: Quando estiver com o tênis nos pés, golpes relacionados as pernas, como chutes ou saltos ganham 30% a mais de força | Material mágico especial |Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]
tatuagens:
IPeper | Percepção | De traço fino, o simples olho conta somente com uma pupila enegrecida e centralizada. | Aumenta a percepção do semideus em +30%, aumentando as chances de descobrir algo ou alguma coisa, além de reduzir as chances de ser enganado por meio de palavras, rastros e pistas forjadas, entre outras coisas. Além disso, ele fica mais habilidoso quando está procurando por algo ou alguma coisa, e as chances de encontrar rastros, pistas ou coisas deixadas, também se torna maior.| Parte interna do calcanhar direito. | Marca pequena. | Permanente

Infinite Power | Atributos | Tatuagem pequena na lateral do dedo mindinho da mão dominante do semideus. Forma o símbolo do infinito em cores diversas, que mudam conforme o humor do seu portador sempre que este entra em combate, ativando seu efeito automaticamente. | Aumenta todos os atributos que o semideus já possui em +20%. | Lateral do dedo mindinho. | Marca pequena. | Permanente.
observação:
Peço que considerem a recuperação de hp/mp através da habilidade Last One I.
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Re: RP's de Natal/Ano novo [Romeo Bernocchi]

Mensagem por Romeo Bernocchi em Dom 24 Dez - 6:01

liberando os duendes


Ei, acorda. Acorda. — um cutuque incessante na minha testa me fez acordar, assustado. A luz de uma lanterna, a poucos centímetros do meu rosto, fez meus olhos doerem. Afastei-a para longe enquanto recuperava a minha visão, agora totalmente borrada e com pontos clarificados.

Me deixa dormir. — falei, virando para o lado e puxando o lençol sobre a cabeça.

Cara, para. Acorda! — o filho de Febo contornou a minha cama e agachou diante de mim, recolocando a lanterna acesa no meu rosto. Ao mesmo tempo, me descobriu, usando o meu desconforto como estímulo a seguir sua ordem.

Que foi, inferno? — finalmente cedi, sentando na minha cama ao respirar bem fundo. Animado, Calvin se sentou próximo dos meus pés, apontando a luz para o alto para não incomodar mais.

Queremos a sua ajuda pra nos vingarmos daqueles idiotas da III.

A Normani também 'tá nessa? Cadê ela? — questionei, esticando o pescoço para procurar a amiga. A interrupção de Calvin confirmou que ela já não estava mais no alojamento.

Ela já 'tá lá fora, Meo. Vamos logo! — o biquinho irresistível do rapaz não me deixou outra opção senão aceitar ajudá-lo. Uma aventura com Calvin e Normani era sempre bem vinda, ainda mais quando relacionada à vingança dos infantis legionários que destruíram a decoração de Natal externa do nosso quartel, a qual dedicamos tanto tempo e carinho. — Te espero lá. — e ele acertou um tapinha no meu ombro, saindo sorrateiramente do alojamento.

Especulando como poderíamos retrucar a hostilidade dos semideuses, eu não consegui deixar de lado o sorriso que havia surgido no meu rosto. Vesti-me às pressas, pondo uma camiseta preta lisa, uma calça de moletom cinza e meus tênis esportivos, e me empenhei para não acordar ninguém enquanto deixava o quartel da V Coorte.

E aí, Meo. — Normani falou assim que eu a encontrei cochichando com Calvin agachados ao lado da porta de entrada do nosso quartel. Eles estavam claramente sem jeito, mas eu fiz de conta que não tinha ideia alguma sobre o relacionamento deles. Já estava acostumado a fingir demência quando o assunto era Norvin. Ou Calmani.

Qual vai ser, então? — sussurrei para a dupla, abaixando para ficar parcialmente escondido junto dela. — Eu 'tava pensando e acho que podemos falar com o Noah, aquele filho de Mercúrio e... — colei meus lábios quando o indicador da filha de Baco os tocou, pedindo silêncio. Calvin, ao lado, sorriu.

Já pensamos em tudo, gato. — ela disse, recuando o braço e exibindo um sorrisinho orgulhoso. — Sigam-me os bons. — e se levantou depois de espiar o nosso redor, confirmando a ausência de outros seres vivos por ali. Liderando o pequeno grupo, Normani encetou uma corridinha pelo acampamento, parando eventualmente para nos escondermos quando alguém aparecia, até alcançarmos a floresta.

Ok. Acho que agora é uma boa hora para eu saber qual é o plano. — os dois riram, entreolhando-se antes de se dirigirem para mim. Seus semblantes denunciavam a excitação que sentiam pelo que estávamos prestes a fazer. Quanto a mim, exibi uma careta intrigada pela pausa dramática e desnecessária que fora feita.

Você sabe que duendes são meio doidinhos, né? — Calvin se manifestou depois que retomamos a caminhada, adentrando a floresta que circundava o acampamento. Corríamos risco de estar desarmados ali, principalmente àquela hora? Corríamos. Mas valeria a pena ver o caos que as criaturinhas ajudantes do Papai Noel poderiam causar. — Então, vamos soltar alguns no quartel da terceira.

Seguramos o riso ao imaginarmos a cena, satisfeitos com o plano. A ideia que eu tinha tido realmente era tosca. Sem comparações com essa. Ainda bem que não a explanei para Normani e Calvin, ou então eu seria zoado eternamente pela minha criatividade excepcional.

Permanecemos em silêncio ao adentrarmos ainda mais a mata. Durante o dia, Normani e Calvin haviam descoberto casinhas em árvores nas quais alguns duendes moravam, e era esse o nosso rumo. Cada um de nós tinha quatro sacolas pretas, uma dentro da outra para tornar uma só mais resistente. Talvez fosse um pouco cruel, mas essa era forma adotada por nós para capturar os duendes e, de tabela, irritá-los ainda mais.

Fiquem por aqui. — Normani falou bem baixinho, de modo que somente eu e Cal escutássemos. Ao passo em que nos posicionamos exatamente embaixo de uma casinha de madeira e palha no alto de uma árvore, a filha de Baco se posicionou um pouco mais afastada. Erguendo seus braços, estimulou o crescimento exagerado de videiras que começaram, gradativamente, a se emaranhar no lar dos duendes, destruindo-a à medida que crescia e se fortalecia.

A pitada de pena que eu involuntariamente senti pela destruição da casa dos monstrinhos desapareceu tão rápido quanto apareceu. Às vezes, eu sentia que a influência de Éris era forte demais sobre mim, e qualquer menção de desordem, discórdia, já me deixava mais feliz. Por isso eu tinha um sorriso maroto estampado no rosto quando os duendes começaram a sair da casinha, descendo desesperadamente pela escada que a ligava ao chão.

Ao passo em que o primeiro deles fugiu de Calvin, restando para Normani capturá-lo, o segundo ficou sob seus cuidados. O último duende, o mais afobado, era o meu. Seu desespero em fugir da casa atacada o fez escorregar no meio da escada, esborrachando-se na grama. Desnorteado e gemendo, o bichinho não conseguiu, como seus colegas, sair correndo, e eu não tive outra escolha senão metê-lo dentro do sacão preto, aprisionando-o.

Pus as mãos ao redor da abertura do saco, impedindo a fuga do duende, e ergui meu olhar. Normani estava próxima, sentada no saco que continua o menor dos duendes e talvez o mais agitado. O sorriso em seu rosto era tosco e instável, porque ela tentava mantê-lo para aparentar plenitude na missão enquanto a criatura esperneava loucamente.

Árduos minutos se passaram até que Calvin, sujo de terra e suado, voltou. Seu duende gritava e tentava a todo custo escapar, mas o nó que o semideus dera, vetando a abertura do saco, tornava as tentativas inúteis. Os sacos não seriam eficientes por muito mais tempo, e devido a isso precisávamos correr para concluir a nossa vingança. Dizendo o óbvio, então, eu principiei nossa ida ao quartel da III Coorte. — Vamos logo!

O horário, apesar das rondas, nos permitiu chegar no nosso destino sem problema algum. Amontoamos os duendes ensacados e irritados e, pela parede traseira do quartel, procuramos uma janela entreaberta. Felizmente eu encontrei, e foi por ela que, em silêncio, nós pusemos os monstrinhos. Tivemos certa pressa porque eles ainda esperneavam, acordando vagarosamente os legionários da terceira.

Calvin, Normani e eu corremos para nos esconder atrás de algumas moitas que existiam por ali, de modo que pudéssemos desfrutar da nossa vingança sem sermos pegos. E foi questão de segundos para que a zona se instaurasse no quartel diante de nós.

TIRA ISSO DAQUI! — uma garota gritou, possivelmente cuspindo seus pulmões ao fazê-lo. Pude crer que os duendes já estavam fora dos sacos, livres, e começavam a atazanar os semideuses que vissem como se fossem eles seus raptores, derrubando móveis e causando um verdadeiro exemplo de desordem.

NÃO FUI EU QUE TROUXE ESSES DEMÔNIOS PRA CÁ! EU JURO! — um garoto de voz rouca berrou próximo de uma das janelas da parte de trás, tentando se defender de um julgamento precipitado de outro legionário. A discussão deles teve fim quando a voz estridente dos duendes se sobressaiu, antecedendo um estrondo que eu desconfiei ser a queda de uma beliche.

A vingança tarda mas não falha. — pensei alto, obtendo o riso contido dos meus dois melhores amigos como resposta. A gritaria no alojamento da terceira Coorte parecia não ter fim, mas já estávamos felizes e satisfeitos demais. Portanto, deixamos a cena do crime o mais discretos possíveis, voltando para o nosso quartel com um inevitável sorrisão estampado no rosto.

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Re: RP's de Natal/Ano novo [Romeo Bernocchi]

Mensagem por Romeo Bernocchi em Dom 24 Dez - 7:18

papai cruel


Acordando com um espírito natalino virado do avesso depois da divertida e satisfatória noite que tive com Calvin e Normani, eu simplesmente não consegui dispensar as ideias que vinham à minha mente. Como sempre, eu passaria a noite de Natal com o meu pai. Eu estava ansioso para ver o resultado da preparação dele. Desde que nasci, nós dois sempre decorávamos nossa casinha juntos, mas neste ano tudo mudou.

Normani, que também tinha a mãe em Nova Roma, havia deixado uma roupa de Papai Noel para mim, porque combinamos de passar alguns trotes antes de irmos para nossas casas. Para isso, nos encontramos já fantasiados na frente do quartel da V Coorte, de onde partimos em direção à cidadela.

Ninguém vai encher o saco, amiga. Fica sossegada. — falei, tranquilizando-a. De pouco em pouco eu precisava puxar a barba falsa que havia colado no rosto, evitando que eu a comesse. — Mas caso falem, nós só queremos espalhar a alegria do Natal por Nova Roma. — e sorri, erguendo a mão destra num tosco joinha, como se eu estivesse numa daquelas antigas propagandas de geladeira.

E é exatamente isso que estamos fazendo vestidos de Papai e Mamãe Noel. — ela brincou, agitando os cachos grisalhos da peruca que usava sobre o gorro avermelhado.

Andávamos sem pressa alguma, acenando para todos aqueles que acenavam para nós. E, claro, para aqueles que tentavam nos reprimir com o olhar. Vez ou outra uma criança tentava se aproximar, mas Normani e eu tratávamos de rapidamente pegar alguma coisa aleatória que deixamos em nossos grandes sacos avermelhados - eles, ao invés de presentes, carregavam itens úteis para nossa aventura -, assustando-as com um braço de plástico ensanguentado ou com uma imitação ridícula de um cocô, seguido de uma ânsia de vômito falsa que imediatamente as punha pra correr de volta para os seus pais.

Confesso que eu 'tô com medo dos pais delas, Meo. — Normani sussurou, acenando para uma menininha que ao longe fazia o mesmo. Eu apenas fiz que sim com a cabeça, puxando a semideusa pelo cotovelo para sairmos da Via Principal e evitar problemas.

Sem dizer nada, eu a guiei até uma casa aleatória. Venturosamente, foi um menino de mais ou menos uns dez anos que me recebeu, sorridente. Retribuí o gesto, disfarçando, enquanto me aproximava um pouco mais. Pus o saco no chão e me virei para revistá-lo, como se procurasse o presente da criança. No entanto, joguei o sangue falso na minha boca e encaixei a dentadura de vampiro, ambos conseguidos com um filho de Mercúrio, e me virei assim que a fantasia estava pronta. — Hohoho! Feliz Natal!

Corremos para longe daquela casa quando o pequenino começou a gritar aguda e assustadamente, fazendo com que seus pais viessem à porta às pressas. Normani e eu só paramos depois de uns bons minutos correndo, certos de que não fomos seguidos. Então, começamos a rachar o bico, cada vez mais, ao lembrarmos da ilusão que o garotinho havia caído do casal Noel.

Você viu a cara dos pais dele? — a filha de Baco finalmente disse, mas sua fala foi totalmente entrecortada por surtos repentinos de risadas. Eu a acompanhei na gargalhada, apoiando-me na parede atijolada do beco no qual nos escondíamos.

Papai Noel! — uma vozinha fina de repente surgiu da parede oposta à nossa. Ficamos estáticos, não mais risonhos, e arregalamos os olhos ao nos encararmos. De escanteio, uma garotinha se debruçava na janela a poucos metros de nós, encantada com a nossa presença. Para o azar dela, não estávamos ali para tirar fotos, dar abraços ou presentes. Estávamos para nos divertir.

BÚ! — então gritei, erguendo as mãos ao me virar para a criança. Normani também gesticulou, contribuindo para que o susto fosse ainda maior. Como reação, a menina bateu o cocuruto na janela e, num misto de grito, gemido e choro, ela foi em busca de ajuda. Voltamos a rir de imediato, correndo para tomar distância da casa antes que nos déssemos mal.

Finalmente, estávamos quase em nossas casas. Fizemos o nosso toque super elaborado de super amigos e nos abraçamos antes de nos despedirmos, cada um seguindo o seu rumo. — À mesma hora amanhã? — ela quis saber, ainda sorrindo depois do que passamos.

À mesma hora amanhã. — concordei, dando as costas à jovem, ansioso pela segunda dose de crianças assustadas.

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Re: RP's de Natal/Ano novo [Romeo Bernocchi]

Mensagem por Diana em Ter 26 Dez - 21:31

Avaliação Fixa, Espírito de natal:

Espírito de natal


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 1000 XP  

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 950 XP(x2) = 1.900 + 950 dracmas +2 estrelas

Comentários:

alguns poucos erros foram encontrados, mas e  Interessante foi a forma em que os NPC's usados ganharam vida e personalidade própria no texto.



Avaliação Fixa, Duendes em apuros:

Duendes em apuros


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão:1000XP    

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 950 XP(x2) = 1.900 + 950 dracmas +3 estrelas



Comentários:

Poucos erros encontrados durante o texto em questão.



Tudo atualizado por Baco.
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Re: RP's de Natal/Ano novo [Romeo Bernocchi]

Mensagem por Diana em Qua 27 Dez - 22:57

Avaliação Fixa, AS RENAS PERDIDAS:

 AS RENAS PERDIDAS


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 3.000 xp  

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 2950 XP(x2) = 5.900 + 2950 dracmas + 5 estrelas

Comentários:

Bem , Romeo. Devo admitir que gosto bastante de ler seus textos bem como o da grande maioria dos semideuses, entretanto desta vez encontrei mais erros do que os anteriores. Ainda sim acredito que você possa melhorar como muitos outros que já vi aqui.



Avaliação Fixa, LIBERANDO OS DUENDES:

LIBERANDO OS DUENDES


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão:2.500 XP   

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS:2450 XP(x2) = 4.900 + 2450 dracmas +4 estrelas

Comentários:

Well Dear, vamos lá. Seus erros são bem pequenos e sempre os mesmos de alguma forma. Vírgulas faltando em alguns locais, outras posicionadas em locais indevidos, mas tenho fé que você vai conseguir mudar com o tempo.



Avaliação Fixa, PAPAI CRUEL:

PAPAI CRUEL


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão:800 XP   

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 15%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


RECOMPENSAS: 750 XP(x2) = 1.500 + 750 dracmas +2 estrelas

Comentários:

Dear, mesmo problema das anteriores, as virgulas. Mas você vai se sair bem, sua criatividade faz o texto brilhar como o vinho que o Baco bebe as vezes.



Tudo atualizado por Baco.
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Diana
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Re: RP's de Natal/Ano novo [Romeo Bernocchi]

Mensagem por Romeo Bernocchi em Sex 29 Dez - 9:17

espírito de natal 2.0

Eu fui convocado pela mesma filha de Vênus tosca que se achava a centuriã da Quinta Coorte para rearrumar o nosso quartel mais uma vez. Aparentemente, as outras Coortes tinham criado um Papai Noel gigante e falante - ou algo bem parecido - e coisas geniosas e por isso precisávamos nos empenhar ainda mais na nossa decoração.

Vamos lá, pessoal, vai ser rapidinho. Isso aí. — a garota dizia, tocando o ombro de cada um que passava pela sua frente ao sair do dormitório, indo a caminho da entrada do prédio. Demonstrando minha irritação, fiz um jogo de ombros para desviar do toque dela, ocasionando uma troca de olhares fulminantes.

Para a sorte dos meus amigos Calvin e Normani, eles não sofreriam comigo. No dia anterior um chamado emergencial os fez partir com outros legionários para uma missão de resgate. Portanto, eu estava sozinho desta vez. Não teria descontração, risadas e boas ideias advindas de uma sincronia de pensamentos e ações. Seríamos só eu, outros poucos campistas e a infeliz Rube. Assim sendo, eu tinha que carregar mais caixas abarrotadas de enfeites de um lado para outro.

Alcançando a fachada do quartel, eu me deparei com alguns pinheirinhos que de alguma forma foram postos ali e presos por um equipamento que fora coberto por algo que se assemelhava a neve. Preferi não pensar sobre. Eu só queria terminar a tarefa e fugir da filha de Vênus. Então me encaminhei até a árvore mais distante para evitar ouvir sua estridente voz, levando um caixote cheio de coisas comigo.

Algum tempo se passou enquanto eu ajeitava as bolinhas coloridas nos galhos secos da árvore. De soslaio, eu via Rube nos supervisionando, mas ela não ousava direcionar um comentário sequer a mim. Ela não era audaciosa o bastante. Afinal de contas, eu estava fazendo o trabalho que em partes também era dela.

Tomei certa distância do pinheiro, caminhando pelo seu entorno com as mãos na cintura, pensativo. A distribuição dos enfeites estava razoável e por isso parti para as luzes que funcionavam por meio de uma extensão. Alguns suspiros escapavam esporadicamente como manifestações da minha insatisfação, roubando outros como resposta da jovem mandona quando ela estava perto. Me concentrando no interminável pisca-pica que emaranhava na árvore, eu a ignorava facilmente. Por fim, esticando-me por completo, atei a estrela dourada no topo, concluindo o primeiro serviço.

Revirei os olhos quando a semideusa se reaproximou, aplaudindo. Ela conseguia transformar o divertido clima de Natal em um negócio chato e cansativo. Seu incômodo charme só era capaz de nos manter trabalhando, como se fôssemos seus súditos. À mim, ele nem era tão eficaz, uma vez que não era bem desse lado que eu jogava. Risos.

Fugindo da semideusa, tratei de ajudar outros campistas na parte interna mesmo contra a minha vontade, substituindo tapetes e panos comuns por felpudos e temáticos. Andávamos de um lado para outro pendurando meias, deixando renas feitas de arame dourado e amontoando o que sobrara em algumas caixas isoladas. O lugar que diariamente era sinônimo de conforto e tranquilidade agora se mostrava o absoluto oposto.

Reunimo-nos no hall de entrada do quartel após o pedido de Rube. Ela cuspiu uns poucos elogios para em seguida criticar o que havíamos feito. Como se fôssemos crianças, ela gesticulou um método simples e certeiro para pendurar corretamente os enfeites nas árvores. Após isso, encetou uma breve discussão a respeito de novas ideias para a decoração.

Você é retardada. — confessei, deixando no chão a caixa que tinha em mãos depois que a ideia de uma máquina de neve no telhado do quartel surgiu. Eu não tive como não rir, debochando de Rube e causando certa surpresa aos demais. O famigerado limite havia sido ultrapassado há tempos. Expus meu semblante zombeteiro enquanto caminhava para longe do quartel, abandonando nada mais que a discórdia disseminada ali. Os outros semideuses gradativamente expressaram suas indignações, evadindo-se do abuso da garota, mas não me dei o trabalho de acompanhá-los. Eu só queria distância.

Espirito de Natal – O coração dos semideuses foi preenchido com a alegria da temporada de festas e nada melhor para aplacar essa alegria do que decorar e enfeitar lindamente os chalés, as coortes e Nova Roma. Entre no espirito de natal e decore seu chalé/coorte com enfeites, arvores e pisca-pisca.
Objetivo: Decorar o chalé ou a coorte para o natal
Recompensas: 1.000 XP + 1.000 Dracmas + 2 Estrelas.

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Re: RP's de Natal/Ano novo [Romeo Bernocchi]

Mensagem por Romeo Bernocchi em Sab 30 Dez - 23:14

papai cruel 2.0

Como combinado, no dia seguinte, poucas horas depois que o sol se pôs, Normani e eu nos encontramos na entrada do quartel da nossa Coorte. Imediatamente tivemos de conter nossas risadas, porque a visão do outro com a fantasia de Papai/Mamãe Noel era bizarra.

Eu passei o dia esperando por isso, Meo. Pelo amor de Zeus, vamos logo. — a filha de Baco disse, puxando-me pelo pulso destro numa corrida. Eu a respondi com um sorriso e um assentimento, preferindo o silêncio para não atrair a atenção de qualquer transeunte que por acaso estivesse próximo de nós.

Nosso trajeto até Nova Roma não demorou tanto. Ao alcançarmos a cidadela tivemos de ter mais cuidado na hora de nos locomovermos, pelo simples fato de que muitas pessoas ainda estavam fora de suas casas. Isso facilitava, com certeza, a nossa brincadeira.

Aquela ali! — indiquei, conduzindo Normani para a janela de uma pequena casa que dava num beco. Batemos na janela, atraindo a atenção de duas garotinhas, depois de ajeitarmos nossas perucas, toucas e barba. A animação com a qual fomos recebidos me fez quase repensar no que estava prestes a fazer, mas a ação premeditada da minha comparsa me impediu de desistir.

Feliz Natal!! — falamos juntos às garotas assim que Normani atirou sobre elas um monte de insetos de plástico que se mexiam como se estivessem vivos. O grito imediato da dupla despertou a nossa gargalhada, que fora reprimida sem muito sucesso ao corrermos para longe daquela casa. Desta vez, levamos somente um saco avermelhado com presentes, o qual eu segurava com ambas as mãos apoiado nas costas.

Quando paramos para recuperar o fôlego, um menino nos interrompeu. Cessamos os risos na mesma hora, propiciando o susto vindouro. Com meiguice, ele questionou a respeito do seu presente de natal e, com boa vontade, eu joguei o saco no chão e comecei a procurar alguma coisa nele.

Você se comportou esse ano, querido? — Normani se dirigiu ao pequeno. Queria ganhar algum tempo para que eu encontrasse a coisa certa. Peguei algo aleatório algumas vezes e devolvi ao saco, desanimado, até que uma bolinha azul apareceu. Com um sorriso maroto estampado no rosto, eu entreguei o item ao garoto.

Uma bola? — o nosso desejo de feliz natal nem pôde ser feito porque a criança, desapontada, se pronunciou. Normani e eu demos um passo sincronizado para trás, tomando certa distância do brinquedo e do seu portador. Sabíamos do efeito daquilo e não seria bom para nós sermos afetados. — O que ela faz? — matutando sobre as funcionalidades do presente, o menino decidiu, pela lógica, testá-lo. Ao soltá-lo, nós começamos a correr, evitando a nuvem azulada que cresceu após o choque da bola no chão.

Tadinho dele! — Normani falou enquanto fazíamos uma rápida pausa para observar a situação criada. O menino, assustado e todo manchado de azul, corria aos gritos para longe, provavelmente em busca dos pais. Preferimos não correr riscos e partimos para outro canto da cidade, um pouco mais próximo do senado.

Eles foram por ali! — alguém disse próximo do beco no qual nos preparávamos, escondidos, para o próximo susto. Ao conferirmos, o homem que tinha um menino pintado de azul ao seu lado apontava em direção a Via Pretoriana, supondo que Normani e eu já estivéssemos fugido para o acampamento. Nos entreolhamos e, cautelosamente, nos arrastamos mais para o fundo de onde estávamos, aproveitando da escuridão para continuarmos camuflados.

Ok. Nos fodemos. — comentei baixinho, tirando os acessórios da fantasia que usava e logo os guardando dentro do sacão. A campista fez que sim com a cabeça, concordando, e também começou a se desmontar.

Acho que passaremos a noite por aqui. — sua observação era triste, porém realista. Já tínhamos causado certa bagunça em Nova Roma. Os pais das crianças que assustamos estavam claramente descontentes com nossas ações. E, com a ideia de liderar a Quinta estando cada vez mais próxima de se concretizar, eu não queria arriscar voltar para o acampamento àquela noite. Poderíamos ser pegos e, no fim das contas, sermos punidos.

Acho que sim.

Papai Cruel – Em época de natal é fácil encontrar pessoas fantasiadas de papai Noel, use uma fantasia de papai Noel e assuste as crianças de Nova Roma ou do acampamento.
Objetivo: Colocar uma fantasia de Papai Noel e assustar as crianças.
Recompensas: 800 XP, 800 dracmas e 2 estrelas.

duplicador:
Nome: Pacote intermediário de XP - Nível 2
Descrição: Por 2 meses em OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. Válido até o dia 23/02/2018
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Re: RP's de Natal/Ano novo [Romeo Bernocchi]

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