The Blood of Olympus
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Witch, ghost and thunder!

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Witch, ghost and thunder!

Mensagem por Valkyria Wolve Schramm em Seg Dez 11, 2017 12:21 pm

[ LEAH DÄHL BOUWKNECH ]

Um metro e sessenta de altura e pesando apenas cinquenta e cinco quilos, o corpo da semideusa possui leves curvas que quase não se notam e fazem com que ela aparente ser muito mais jovem. De pele intensamente alva, longos cabelos de cor loura acobreada caindo até o final de suas costas, olhos amendoados de coloração azul acinzentada - que pode variar para azul intenso e verde claro -, diversas sardas espalhadas pelas maçãs de seu rosto são sua característica mais forte. Possuí, também, o maxilar bem definido e os lábios carnudos, que escondem um sorriso belo e dócil. O rosto de traços infantis e meigos, não transparece a personalidade forte e batalhadora, e é por isso que se diz para não julgar um livro por sua capa.

Destemida e segura de si, Leah costuma ser sempre firme e decidida em suas ações e conceitos. É criativa e inteligente, possuindo uma personalidade de traços fortes e suas próprias opiniões. Nunca gostou de demonstrar suas fraquezas mesmo que tudo estivesse desmoronando em sua vida, ela podia simplesmente colocar um sorriso no rosto e tudo aparentava estar muito bem, sempre no controle da situação, preocupada e cuidando daqueles com quem se importa.

Com pouca idade desenvolvera transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, como todo e qualquer semideus, mas algo que lhe diferencia dos demais e a torna um tanto imprevisível, é a ciclotimia, um transtorno similar ao transtorno bipolar, porém mais leve e com mudanças de humor em poucos dias, o que pode explicar um pouco de suas “diversas faces”, apesar de nunca ter sido diagnosticada.

Leah possui uma grande “barreira” que protege seus intensos sentimentos e emoções dentro de si, pois sabe que suas mudanças de humor ou até mesmo seus poderes, podem magoar ou machucar as pessoas de que gosta ou a si própria, mesmo que sem querer.


[ O COMEÇO ]

Bash foi o apelido que colocou em si mesmo, mas Sebastian era o nome de registro daquela prole de Melinoe sobre o qual pouco se sabia. Seus cabelos de cor alaranjada caiam na altura dos ombros, sempre parecendo sujos. Sardas pintavam o rosto magro do rapaz portador de um par de olhos com coloração verde esmeralda, que estavam pintados com olheiras profundas abaixo dos mesmos e sardas espalhadas por todo o rosto.

O semideus frequentara o acampamento por pouquíssimo tempo, e como dificilmente socializava com os membros, pois alegava preferir a companhia dos fantasmas do que dos vivos, vivia sempre em sua reclusão e era uma incógnita para muitos. Sozinho na imensidão do mundo, Sebastian carregava em si determinado ressentimento por conta de toda a rejeição da pouca família que ele possuía.

Com um pai negligente e uma alma com desejo de liberdade e vontade de descobrir o que o mundo podia lhe oferecer, sob a lábia de um gigante feiticeiro muito poderoso, Utgard-Loki, o jovem saíra em busca de conhecimento e poderes do Oculto, não se importando com o quanto aquilo o levava para o caminho das Trevas, pois aquilo era o que ele amava e queria vivenciar em sua solidão, que o gigante prometera que seria eterna, além do aprendizado que garantira sobre a magia das poderosas runas nórdicas.

Em uma noite fresca no início do verão de 1997, os pensamentos de Bash pareceram clarear quando em um dos frequentes rituais executados pelo semideus, o mesmo fora visitado pela mais bela donzela que seus olhos já haviam enxergado. Longos cabelos castanhos caiam ao redor dos ombros magros e corpo curvilíneo, suas vestes pareciam feitas de seda de cor púrpura, a íris tão intensamente castanhas brilhavam como sementes no meio dos olhos amendoados, os quais encaixavam no rosto delicado e jovial, com um ar de mistério, um belo sorriso brilhava na iluminação colorida. Sob as luzes da aurora boreal em um dos picos da Islândia, o destino vinha escrevendo lentamente a história do pequeno - ou devo dizer -, pequenos seres, que tempos depois vieram ao mundo. A criança primogênita fora colocada sob responsabilidade de um...


[ 17 DIAS ANTES ]

Irresponsável, medroso e extremamente egoísta! – Resmungava a ruiva para Joshua enquanto eles organizavam a cozinha após o jantar. O vento soprava os pinheiros da floresta mais próxima e podia-se ouvir os uivos dos lobos que ali moravam. Os corvos batiam as asas pela noite escura de Lua minguante e os gêmeos já haviam adormecido. Elizabeth mais uma vez não havia retornado para casa e Leah tinha a sensação de que as coisas não estavam normais. – Uma carta... – Respirou profundamente e expirou lentamente, passando as mãos pelas laterais do rosto no intuito de afastar as madeixas para trás das orelhas. – Foi tudo que ele teve coragem de deixar para mim. – Comentou demonstrando toda sua indignação. Sabia que a vida de um semideus não podia ser normal, mas nem mesmo a normalidade de sua vida como semideusa estava sendo normal nos últimos dias. – Elizabeth disse que a carta queimou sozinha após ser lida por Dionísio no dia em que me encontraram...

Então isso significa que você vai? – Questionou o mais velho. Sua expressão quase não demonstrava a ansiedade que sentia em esperar uma resposta afirmativa da irmã. – Isaac disse que vai. – Ele cruzou os braços sob o peito largo após encostar a vassoura na parede à sua esquerda, e com o cenho franzido de uma forma preocupada, encarando a ruiva, ele umedeceu os lábios como se fosse falar mais alguma coisa, mas desistiu, fixando os olhos claros - como o céu de verão - em um ponto entre suas botas pretas.

Preciso que me deixe na Islândia, Josh. – A semideusa engoliu em seco e também encarou o chão velho e úmido da cozinha do antigo rancho dos Bouwknech. – Eu tenho sonhado com esse lugar durante o ano inteiro. Não pode ser simplesmente coincidência. – Encontrou os olhos do irmão, tentando demonstrar a intensidade que sentia a respeito do assunto. – Acho que posso descobrir alguma coisa importante sobre mim, ou até mesmo sobre o meu pai. – Josh apenas assentiu e para Leah aquilo significava que eles tinham um acordo. O jeito reservado de Josh não escondia a aura que Leah podia facilmente enxergar, ele estava preocupado, mas não podia negar aquilo para a irmã, afinal ele também tinha o intuito de sair em busca de autoconhecimento.


[ ADOÇÃO E RECLAMAÇÃO ]

A história inteira não é conhecida, pois Sebastian desaparecera de Midgard após abandonar o seu bebê na floresta, próximo ao campo de proteção que circunda o Acampamento Meio-Sangue. O choro da criança chamara atenção das criaturas da floresta durante a madrugada fria de Long Island, e foi uma das ninfas que por ali repousavam quem encontrara a recém-nascida, tomando-a na cesta que o pai a colocara e imediatamente levando-a para a filha de Aurora - a qual as ninfas da floresta ajudavam a cuidar dos filhos. A jovem semideusa já havia adotado uma criança que por ali aparecera algum tempo atrás, e sendo assim as criaturas concluíram que seria sensato levar a pequena para Elizabeth Dähl Bouwknech. Sua aparência e aura incomum chamavam a atenção dos deuses, e também dos semideuses com quem convivia no Acampamento. Após o primeiro filho, a mulher começara a ter muitos instintos maternais e aquilo encaixava-se perfeitamente no que o universo vinha lhe entregando.

Na manhã seguinte uma reunião na Casa Grande foi onde o destino da criança fora decidido, apesar de já ter sido escrito bem antes de tudo aquilo. Todos os líderes de chalé estavam sentados ao redor da mesa de madeira que se encontrava no centro da sala. A carta de Bash fora lida para os respectivos líderes e em seguida incinerou-se em um piscar de olhos. Por um minuto inteiro todos ficaram em silêncio, absorvendo toda a informação que fora passada e aquela jovem mulher, portadora de um coração muito gentil, tomara frente para ser responsável pela menininha, dando a ela um nome e seu sobrenome. No momento em que batizara o pequeno e mais novo membro da família, uma aura de cor púrpura circundou o corpo de Leah Dähl Bouwknech, linhas prateadas e cintilantes desenharam o símbolo da Triluna com um pentagrama na Lua Cheia, logo acima da cabeça do bebê, que com alegria soltou um breve riso e acomodou-se nos braços de Elizabeth. Todos se entreolharam. Aquilo significava que a menina não era apenas um legado de Melinoe, mas também uma semideusa filha de Hécate. Chocados com a novidade do Acampamento-Meio Sangue, os presentes soltaram um breve suspiro e aplaudiram calorosamente.


[ A CARTA ]

"Olá minha filha,

Escrevo com fé de que um dia você lerá essa carta, e por este motivo pedi à sua mãe para que colocasse um feitiço de proteção na mesma. Realmente espero que ela tenha escutado minha prece, pois tudo que escrevo aqui é de extrema importância. Você precisa saber pelo menos de onde veio, e que foi muito amada por mim. E por sua mãe...

Jamais se culpe por isso, querida. Eu nunca quis de fato abandonar você, mas não posso te manter comigo pois é perigoso demais. Eu sinto tanto... Todo o nosso destino poderia ter sido diferente se eu tivesse tomado decisões corretas em minha vida. Infelizmente não tenho como sair disso agora que estou tão perto de conquistar o objetivo pelo qual tanto lutei. Claro que os deuses não deixariam barato. As Nornas já previram o meu destino, o qual não me alegrou, mas mostrou-me que já posso sentir orgulho de meus dois descendentes.

Te deixarei em um lugar onde irão te proteger e te ensinar a ser o prodígio e orgulho que eu jamais fui. Se um dia você quiser me encontrar siga, o seu coração, ele vai te trazer até mim... ou talvez não. Tudo que posso dizer e que devo lhe implorar, é para que você permaneça nos caminhos da Luz, pois o Oculto nos consome, nos faz querer cada vez mais e isso acaba nos destruindo conforme o tempo passa.

Durante as poucas noites que passamos juntos, cantei Sweet Child O' Mine e você dormiu como um anjo no meu peito. Vou sentir tanta falta disso... Talvez você não entenda agora, mas eu queria ter mantido você por perto! Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, mas não pude... por conta dos meus próprios erros. Não seja como eu, filha. Eu sei que você vai escolher o que é certo, por mim.

Eu gostaria de te chamar de minha Valkyria, mas não posso conceder-lhe um nome, pois você não me pertence mais de agora em diante, mas saiba que tenho muita fé de que haverão infinitas histórias e canções sobre a heroína que você se tornará e eu sinto orgulho desde já.



Com carinho,
Sebastian Wolve Schramm.”



[ 12 DIAS ANTES ]

Recorde-me as coordenadas? – Pediu o mais velho enquanto observava em seus binóculos o quanto ainda faltava para que chegassem ao cais de uma cidadezinha da Islândia. A imensidão azul e gélida do mar da Noruega circundava o pequeno barco que levava os Bouwknech a seus respectivos destinos. Joshua vestia uma jaqueta de esqui azul marinho, galochas e jeans surrado, seu cabelo estava úmido e penteado para trás, a barba por fazer era um charme do filho de Poseidon que com olhos profundamente azuis, como o mar do Caribe, encarou Isaac sentado próximo da amurada do barco.

64°14'44.0"N 15°11'49.0"W. – Citou Isaac, observando o papel com notas que Leah havia deixado em suas mãos, minutos antes de partir em direção às suas coisas que estavam guardadas no convés. Sua jaqueta de neve era verde musgo, as calças jeans pretas e tênis surrado nos pés. Sua feição mais aparentada com as de um elfo do que humano, franzia o cenho como se um pensamento estivesse martelando sua cabeça. Ele ergueu o rosto na direção da proa do barco, onde Joshua observava um mapa em suas mãos, os binóculos pendurados no pescoço, sob o tórax. – Você acha que ela vai procurar pelo pai ou a família biológica? – Isaac questionou Joshua sobre as intenções da irmã, sem perceber que a mesma já havia retornado ao recinto.

Você está com medo deles serem mais legais do que vocês? – Disse a ruiva entonando sarcasmo para zombar do rapaz, aproximando-se do mesmo e passando o braço em torno de seu pescoço pálido e magricela. No topo da cabeça de cabelos esvoaçantes, uma touca preta a protegia do frio. As pernas estavam cobertas pelo tecido cinza da calça esportiva, e mesmo com botas e jaqueta de neve - de cor preta -, ainda se assemelhava a uma fadinha delicada de um conto de fadas. – Não precisa se preocupar, Isaac. Vocês cresceram comigo e sempre serão minha família. – Sua doce voz afetava carinhosamente os ouvidos dos irmãos. Tentava não entrar no melodrama daquela fase de despedidas, pois não queria preocupar os irmãos enquanto viajava em busca do desejado autoconhecimento.

Veja bem Leah. – Josh se pôs de pé perto dos irmãos que sentavam-se em um banco encostado na amurada do barco. – Seu pai se preocupou em te levar até o acampamento, e o importante é que você sobreviveu. Você tem direito de tentar descobrir quem ele foi - ou é -, porém, isso não vai definir quem você é! – A prole de Poseidon dera ênfase em suas duas últimas palavras. – Você só depende de você. – Ele voltou para a proa do barco, que não era muito longe, debruçou-se e levara os binóculos a seus olhos novamente. Joshua nunca havia expressado nitidamente seus sentimentos por Leah e aquele breve conselho lhe surpreendera e emocionara. O irmão entendia perfeitamente o que a garota precisava fazer.

Tem certeza de que quer fazer isso sozinha? – A tensão em sua voz era tão aparente no semblante quanto na aura. – É isso mesmo que você quer? – Indagou Isaac, mordendo o lábio inferior, como se estivesse domando todas as perguntas que queriam sair involuntariamente por sua boca.

A única certeza que tenho nesse momento. – A semideusa pigarreou e exalou um breve suspiro, baixando os olhos para algo em suas botas. – Nós vamos nos encontrar de novo meninos. – Comentou a ruiva, finalizando a conversa e partindo para um novo assunto. – E afinal, quem chegar por último no acampamento, é a mulher do padre? – Questionou ambos os Bouwknech presentes no barco. O vento salgado de maresia soprou gelando suas faces. Os três se entreolharam e assentiram, acordando que aquela seria a promessa que teriam para o resto de suas vidas.

O jovem filho de Morfeu pôs-se a sorrir de maneira sincera e abraçou a irmã com carinho. Os três tinham suas próprias contas a acertar com o enorme mundo em que nasceram, no meio complexo que o Universo os colocou. As Parcas já haviam decidido o destino de todos aqueles semideuses, e até mesmo dos gêmeos Bouwknech. Leah gostaria de encontrar com ambos novamente no futuro.

Entender a árvore genealógica da família deles era pedir para ficar extremamente confuso, mas eles não se importavam com o fato de não dividirem o mesmo sangue e DNA, tudo que já haviam enfrentado juntos era suficiente para torna-los uma verdadeira família. Joshua entregou uma bússola nas mãos da cria de Hécate e por fim cedeu um raro abraço, pois jamais saberiam o que aconteceria dali em diante e quando iriam se encontrar.

Norte para Horn. – Começou a prole de Poseidon, o Bouwknech primogênito. Aquele que acolheu os dois adotados enquanto a mãe esteve ausente e negligente. Joshua cuidou dos quatro irmãos quando eles imaginavam que a mãe voltaria ao normal, mas isso nunca aconteceu. Com o passar do tempo as coisas ficavam mais e mais confusas, obscuras e incógnitas.  – Em Hof, vá para o leste e continue ao leste em Skaftafellsvegur. – Os nomes impronunciáveis das cidades, tanto da Noruega quanto da Islândia, já estavam no vocabulário usual dos semideuses. – Daqui em diante eu não posso fazer muito mais por você. Siga seu coração, irmã. – As doces palavras aqueceram o coração do legado de Melinoe.

Quando o barco começou a aproximar-se da costa da Islândia, um zumbido leve incomodara os ouvidos de Leah, uma sensação indescritível crescia em seu interior, como se um imã estivesse atraindo a garota. Com seus itens consigo, mochila nas costas e muita adrenalina rolando por suas veias, a semideusa saíra do barco em direção ao desconhecido e perigoso, pela primeira vez sozinha e com um oceano gigantesco entre o caminho de volta para casa. O combinado era seguir em frente, mas ela ainda gostaria de poder encontrar os gêmeos e descobrir se estavam bem. Havia a possibilidade de ambos terem se locomovido para o acampamento depois que os três irmãos fugiram, mas a incerteza dominava Leah, que acenou do cais para os irmãos mais velhos no barco e seguiu em frente, na direção das rochosas e enevoadas montanhas da Islândia.


[ 8 DIAS ANTES ]

Acostumada a dividir espaço com outras cinco pessoas, a parte mais complicada de sua viagem vinha sendo a solidão. Leah gostaria de ter pessoas para dividir os pensamentos e experiências, talvez Eiva ou Isaac, os irmãos com qual possuía maior nível de relação afetiva, ou até mesmo Joshua. Caim era mais difícil e reservado, mas mesmo assim a semideusa possuía determinada afeição pelo mais novo. Já Elizabeth, havia lhe acolhido quando ninguém mais faria aquilo por ela, existia uma consideração muito grande pela mãe adotiva. A saudade da família esmagava seu coração, mas os sonhos que vinha tendo desde o ano que se passara, eram como fragmentos que precisariam ser encaixados para que se desvendasse um enigma. Pensava nos sonhos enquanto encarava a paisagem alva do lado de fora da janela da van, a caminho da cidade que finalmente a levaria para seu destino após muitos quilômetros percorridos.

Algo relacionado a seu pai havia acontecido na Islândia. Um ano atrás começara a sonhar repetidamente com dois homens ruivos, um aparentemente era mais novo e portava uma espada de pelo menos sessenta centímetros. O rapaz encarava o mais velho com o semblante carregado em ódio, enquanto o outro tinha a expressão serena.

“Ela não irá aparecer”, dissera o homem.

“Não importa, meu destino é destruir você, mesmo que isso custe minha vida”, o mais novo respondera.

Com algum tempo a filha de Hécate conseguira juntar pedaços dos sonhos e completar aquela história, mas não entendia o que aquilo queria dizer. Os homens estavam em uma praia de areia negra, a qual Leah conhecia por conta de todas as pesquisas que fizera antes de sua viagem. No último mês, a semideusa vinha sonhando apenas com o rapaz ruivo mais novo, e ele se encontrava na caverna azul, para onde a semideusa estava se dirigindo. Ela não expectava nada, sabia que existiam diversas possibilidades em seu mundo, apenas deixava a ansiedade pulsar junto de seu coração até o momento que chegasse lá.

Por entre as árvores pintadas de neve alva, a semideusa podia avistar de longe algumas criaturas míticas típicas daquele ambiente, espécimes que nem mesmo conhecera. Automaticamente levara seus dedos ao punho da faca de bronze celestial que estava embainhada em sua cintura, temendo por sua vida. Com ajuda de seus poderes ela podia encobrir os seus rastros através da manipulação da Névoa, mas mesmo assim sentia uma pitada de insegurança e estava torcendo para que não precisasse lutar ainda, pois nunca havia feito aquilo completamente sozinha.

Andar por tantos quilômetros e em um lugar que jamais esteve, com a companhia da neve e do vento gélido, era um tanto apavorante para o legado de Melinoe, mas não a ponto de fazê-la querer desistir de seguir seus instintos. Acampar naqueles vales e montanhas congelados, estava completamente fora de cogitação, e por conta disso, assim que descera da última van para chegar em Skaftafel, seus passos rápidos lhe levavam pelo caminho até o local que estava circulado no mapa que levava em suas mãos.  

Com a ajuda de mapas, histórias antigas e - não menos importante -, Joshua, Leah conseguira encontrar as coordenadas de uma possível caverna gélida ao leste da Islândia, e da praia de areia negra que aparecia em seus sonhos. Coincidentemente, seu pai havia nascido e crescido naquele país, e foi o que motivou a semideusa a começar sua jornada.


[ A CAVERNA AZUL ]

Quando seus olhos pousaram na entrada da famosa Crystal Cave - a qual a jovem havia apelidado de Caverna Azul -, súbito arrepio correu por todo seu corpo magro e ela podia sentir que havia chegado ao lugar certo. O frio e o longo caminho que havia percorrido, deixaram como recompensa: bochechas rosadas, lábios secos e respiração ofegante. A prole de Hécate não tardou a caminhar para adentrar naquele ambiente o qual havia sonhado com determinada frequência no último mês.

Aprofundando-se na misteriosa imensidão azul, a garota pôde notar que um tipo de parede de gelo - provavelmente congelada a séculos -, o qual cobria toda a extensão arenosa daquela caverna. Tudo brilhava em uma luz azulada e o cheiro não era o mesmo cheiro que teria em um buraco dentro de uma rocha. Leah já havia acampado em tais desagradáveis locais, os morcegos não eram amigáveis. Mais assemelhado à maresia que sentira durante a navegação pelo mar da Noruega, o cheiro salgado estava no ar daquela gruta congelada, como se em alguns metros existisse uma praia. Leah fechou os olhos e meditou por alguns instantes, o silêncio no ambiente era perfeito para sentir todo o poder que ali poderia haver. Como sendo uma prole de Hécate, podia sentir qualquer resquício de magia no local, e também, como um legado de Melinoe, podia detectar a presença de seres desencarnados.

Engolindo em seco abriu os olhos e esperou pelo o que viria, e ela não fazia ideia do que poderia ser. Poucos metros a sua frente, uma figura masculina descansava a palma da mão no punho da espada embainhada em sua cintura. Os olhos profundamente verdes, como esmeraldas que serviriam perfeitamente para serem brincos charmosos, que combinariam com os olhos de Leah. Os cabelos ruivos caindo em leves ondas na altura de seus ombros relativamente largos, barba por fazer enfeitava o rosto do rapaz, em conjunto com sardas espalhadas por seu nariz, testa e maçãs do rosto. Suas roupas escuras contrastavam a pele alva e a espada prateada que o jovem portava. Pôde notar o leve sorriso nos lábios do garoto, e finalmente percebera que aquele era o rapaz com o qual sonhara nos últimos dias, quando ainda existia uma imensa distância entre a filha de Hécate e a Islândia.

Você é real? – Perguntou a semideusa. O rapaz arqueou as sobrancelhas, soltou um suspiro longo e aproximou-se da menina, a qual imediatamente levou seus dedos ao punho de sua faca de bronze celestial. Em um segundo ele parou, demonstrando um pouco de tensão em seu semblante.

Não vai precisar disso. – Ele desembainhou sua espada e a jogou no espaço ao lado de seu corpo. Com as mãos erguidas deu alguns passos para frente encarando a semideusa no fundo de seus olhos. – Infelizmente você demorou demais pra chegar aqui. – Ele apertou os lábios e os umedeceu em seguida. – Acho que você merece descobrir o que aconteceu… –  Suas mãos foram colocadas no bolso do casaco de neve preto que usava, seus ombros se ergueram e ele encarou ao redor. – Sabia que o destino nos uniria em algum momento. É bom finalmente conhecer você, irmãzinha.

Uma força invisível rapidamente elevou a faca de Leah da bainha e a jogou ao lado da espada. A garota ergueu as sobrancelhas, surpresa com aquele tipo de magia que ainda não conhecera. Ela podia sentir que o rapaz era um semideus como ela, podia sentir magia nele, mas era diferente, como se de alguma forma ele não fosse realmente humano. Sua aura tremeluziu quando a prole de Hécate tentou miseravelmente decifrá-la. Com o cenho franzido, a jovem semideusa engoliu em seco, ainda confusa com a última frase do garoto a sua frente.

O nosso destino era derrotá-lo juntos. – Ainda com as mãos em seus bolsos, demonstrando ser inofensivo, o jovem começou a proferir. Leah permanecia perplexa, notando as semelhanças que possuía com aquele homem que lhe chamara de irmã. – Meu nome é Axel. – Apresentou-se o ruivo. – A história de como sobrevivi até os dezenove anos não é de extrema importância. Atualmente sou um einherjar, porque morri batalhando com o nosso pai. – As duas últimas palavras atingiram Leah como um soco em seu estômago. – Tecnicamente, nós dois poderíamos tê-lo derrotado, mas você não veio. Eu precisava impedi-lo de invocar um exército de draugrs, eles causariam um caos descontrolado em Midgard. Acabei o matando e morri, injusto, não acha?

Do que diabos você está falando? – Sua voz saíra falha e baixa, mas compreensível. Imagens de seus sonhos vieram a tona, lembrando-se de que aquele mesmo garoto havia dito que derrotaria o homem mais velho mesmo que aquilo custasse sua vida. No fundo Leah sabia que ele estava dizendo a verdade, mas ainda não entendia como ele conseguia estar ali de forma tão carnal, e aparentemente mais saudável do que em seus sonhos. – Se você está morto, como pode estar aqui? – Leah conhecia muitos fantasmas, cruzara com diversos deles durante o caminho que percorrera para chegar à Crystal Cave - aprendera com o tempo que se não desse atenção à eles, eles não lhe perturbariam -, mas o garoto que estava a menos de um metro de distância da semideusa não se parecia nem um pouco com um fantasma.

Uma Valquíria me levou para Valhalla. – Dissera aquilo com tamanha naturalidade. Leah apenas o encarou em silêncio. – Agora sou um guerreiro de Odin para o resto da eternidade até que o Ragnarok ocorra. – Ele soltou um breve suspiro e ergueu as sobrancelhas, com uma espécie de sorriso em seus lábios. Cínico. Leah franziu os olhos e apertou os lábios. – Esse é o significado da palavra einherjar. – O rapaz deu mais alguns passos para frente, ficando a poucos centímetros da irmã. – Vou te poupar dos maiores detalhes por enquanto. Você saberá o que é relevante, e com o tempo descobrirá o restante. Não tenho muito mais tempo, – Ele puxou um relógio antigo de bolso e conferiu os ponteiros – finalizei minha missão e já demorei demais para voltar à Valhalla. Ainda terei que seguir até Boston, então vamos direto ao ponto. – Alex já estava a menos de cinquenta centímetros da irmã. – Eu preciso que você absorva toda a história e use-a com sabedoria para decidir o que fará como o seu destino.

As Nornas - conhecidas como Parcas na mitologia grega -, haviam escrito o destino da família Wolve Schramm, assim como o destino da família Dähl Boucknech. Ambas as famílias chamavam atenção dos deuses por algum motivo especial, o qual ainda não era compreendido.

Em um resumo breve, Alex contou para a gêmea que seu bisavô era um semideus filho de Thor, seu avô era um legado de Thor extremamente negligente e desonrado o qual se envolveu com Melinoe - a deusa dos fantasmas, na mitologia grega - (nota-se que os deuses antigos adoram habitar Midgard), e o pai dos gêmeos era um semideus filho de Melinoe que envolveu-se com Hécate, por fim gerando duas proles. Alex e Leah eram irmãos gêmeos, legado de Melinoe, filhos de Hécate e descendentes de Thor… Esse é o verdadeiro motivo pelo qual não se deve tentar compreender a árvore genealógica dessas famílias.

Enquanto Alex explicava para sua gêmea toda a história que o mesmo descobrira quando tornou-se um einherjar, a ruiva o encarava boquiaberta e pasma, tentando absorver toda aquela história, como o irmão havia lhe pedido. Finalmente ela compreendia algumas partes sobre quem era, conseguia conectar-se quase por completo com si mesma.

Eu vou honrar sua morte, Alex. – Pronunciou Leah. Estava triste por ter falhado com o irmão e o deixado se sacrificar para salvar o mundo.  – Farei o possível para me juntar a você em Valhalla. Honrarmos nossa família, como nosso pai gostaria que fizéssemos. – Os olhos da semideusa estavam marejados, sentia um aperto de culpa e angústia em seu peito, pois sentia-se culpada pela morte do irmão. Aquilo poderia ter sido evitado se Leah tivesse seguido seus sonhos e encontrado com sua família na praia, e o destino seria cumprido. Talvez Alex e Leah poderiam ter ido juntos para o acampamento meio-sangue. Ele era o único sinal de família biológica que a semideusa possuía. Engoliu em seco e balançou a cabeça tentando afastar as lágrimas de seus olhos.

Eu sei que você vai fazer o que é certo, mana. – O sorriso no rosto do irmão, aqueceu uma chama em Leah e ela se jogou nos braços dele. Ele passou seus braços pelo ombro e cintura da irmã, abraçando-a intensamente. – Vou fazer o possível para mantermos contato. – Ele inspirou profundamente e expirou. – Agora já deu minha hora, Valkyria.

Pode me chamar de Leah. – Quando eles se afastaram, percebera que o irmão havia começado a brilhar em um tom dourado, o cenho da garota se franziu instantaneamente. – O que está acontecendo?

Acho que estão precisando muito de mim em Valhalla. – Em alguns segundos, várias partes de seu corpo já haviam desaparecido no brilho dourado. – Eu vou mandar notícias, Leah. Boa viagem. Até breve! – O brilho expandiu e diminuiu em uma velocidade impressionante, a filha de Hécate cobriu o rosto com o antebraço, e quando descobrira, notou que estava completamente sozinha na Crystal Cave. A espada de Alex havia desaparecido junto com o rapaz, mas a faca de bronze celestial ainda estava no chão de areia do local.

Uma argola prateada com um pequeno cristal verde no centro, havia aparecido no dedo anelar da semideusa. Confusa, tirou-o de seu dedo e imediatamente o objeto cresceu, tornando-se um belíssimo arco, aparentemente encantado. Ao puxar o cordel, uma flecha projetou-se e foi lançada ao fundo da caverna. Impressionada com o objeto que havia recebido, tornou-o novamente em um anel, embainhou sua faca, encarou a saída e pensou nas diversas aventuras que ainda aconteceriam. A filha de Hécate havia colocado em sua cabeça que deveria morrer honrada e faria de tudo para provar lealdade a Odin e Valhalla, para poder reencontrar a única família já conhecida. Não tinha sido criada no meio dos deuses Nórdicos, mas se existiam os Gregos e Romanos, porque duvidar daquilo? Exalou um suspiro e saiu da caverna, a caminho dos longos quilômetros e sacrifícios que teria de fazer para chegar ao Acampamento Meio-Sangue.


[ 16 DIAS DEPOIS ]


Tudo havia ocorrido tranquilamente durante a viagem para Long Island, nos Estados Unidos. O avião havia feito duas escalas, na Groelândia e Canadá. Um Lestrigão tentou perseguir a jovem semideusa quando ela saíra do aeroporto a procura de uma barra de chocolate, e para a surpresa de Leah, aquilo não fora um desafio tão complicado. Com seu novo arco e as habilidades que já possuía, derrotar o gigante não tinha sido tão complicado quanto a semideusa imaginava que seria quando lutasse sozinha. Durante o trajeto até a colina meio sangue, fora perseguida por uma maldita Dracaena, mas conseguira livrar-se dela sem precisar lutar.

Sua chegada ao Acampamento havia sido bem vista, as proles da deusa da magia haviam dado as boas vindas de volta à irmã recém-chegada, a qual havia frequentado o acampamento quando ainda era uma criança. Vagas memórias daquele local passeavam em sua mente, a vontade de encontrar sua família adotiva pulsava em seu coração. Quando pudesse compartilhar com os irmãos a boa vida que tinha no acampamento desde que chegara, se sentiria completa.

O chalé de Hécate possuía uma temperatura sempre estável e confortável, não importando como estaria o clima no mundo externo. Constituído de blocos negros enormes de pedra, com desenhos de inúmeros Símbolos de Magia em um tom roxo. Durante a noite a cabine tornava-se praticamente invisível, encantada pela própria deusa. Havia uma biblioteca em uma das áreas, e Leah planejava uma hora de todos os seus dias para ler alguma coisa.  O dormitório é iluminado por uma tocha mágica enorme que nunca se apaga. As camas de plumas de Grifos eram extremamente confortáveis e a mais nova moradora do chalé já havia escolhido a sua.

Enquanto não aconteciam as coisas que ela desejava, a semideusa vinha treinando diariamente para cumprir a promessa que fizera ao irmão naquela tarde na Crystal Cave, na Islândia. Pretendia honrar o nome de sua família em Midgard e se juntaria ao irmão gêmeo em Valhalla, não se importando com quando aquilo iria acontecer. Tornaria-se uma eximia feiticeira e arqueira, pois a facilidade com que estava aprendendo as coisas podia ser um sinal de que ela seria uma verdadeira guerreira. Odin com certeza notaria seus feitos e lhe escolheria para lutar por ele no Ragnarok.

O alfabeto de runas vikings estava por toda a extensão preta e prateada do arco e brilhavam em cores diferentes, assim como os olhos da filha de Hécate costumavam mudar. O corpo parecia ter sido trançado com galhos, possuía o peso ideal pra as mãos de Leah, que ambidestra, podia atirar com as duas mãos, graças aos treinos de Elizabeth - a mãe adotiva ainda desaparecida. O cordel era tão fino quanto uma teia de aranha, e brilhava em prateado quando a semideusa invocava as flechas de madeira e ponta de bronze celestial, decoradas com penas de Fênix e aura púrpura.

Ela estava longe da Noruega, não recebera se quer uma mensagem de seus irmãos, sem notícias de Alex e esforçando-se para ser aquilo que fora destinada a ser. Apesar de tudo que passara com o irmão na Crystal Cave, Leah imaginava como o pai havia se sentid ao ser assassinado pelo próprio filho, por ter sido destinado a morrer pelas mãos de suas proles. Existia um lado da garota que gostaria de continuar o que seu pai havia iniciado, pois os deuses não haviam sido justos, mas excluía esses pensamentos sempre que vinham a sua mente, temia em ser castigada da mesma forma que o pai fora. Os deuses podem parecer graciosos e bondosos, mas quando escolheram os Wolve Schramm, só os fizeram sofrer desde então.

Os treinos frequentes eram mais por conta daquele sentimento ruim que a semideusa precisava extravasar, do que pelo a promessa que fizera ao gêmeo, a cria de Hécate só não queria admitir a si mesma que havia um pouco de trevas em seu coração.

Uma besta de três metros e meio lhe encarava no meio do campo de batalha gramado da arena. O único olho no centro de sua cabeça enorme e redonda, era cinzento e apático, totalmente sem sentimentos ou misericórdia. Leah já não tinha mais tanto medo de chegar perto daquelas aberrações, caminhou alguns passos armando o arco na frente do seu corpo, puxando o cordel e atirando a primeira flecha no ciclope, lhe atingindo ao lado esquerdo da barriga verde-catarro, gorda e peluda.

O gigante estendeu um de seus braços e o tapa que dera fez com que Leah voasse para o outro lado da arena, onde o solo era arenoso. O corpo magro da garota latejava por conta da queda e um apito ecoava em seus ouvidos. Àquela altura, o monstro já havia se aproximado novamente, porém a semideusa ainda tentava se levantar e recuperar as forças.

A aberração segurou Leah pela touca de sua blusa de moletom surrada e cinza. Com o arco em mãos tentou atingir o gigante com suas flechas, para que ele lhe soltasse. Sabia que haveria mais uma queda, mas já estava se preparando para a mesma. Com sorte, acertara o ombro do ciclope e começara a cair em direção ao chão, jogando-se para frente para pousar com uma cambalhota enquanto fazia seu corpo levitar para amenizar o impacto. Svart Phoenix transformara-se novamente em um anel e a semideusa correu o mais rápido que podia para o campo gramado onde havia iniciado sua luta, ainda com resquícios de um apito em seus ouvidos.

Frigus reptant. – Proferiu estendendo sua mão para frente, quando o ciclope já estava perto o suficiente para ser derrotado. O monstro ficou congelado no lugar, uma expressão confusa e desesperada. Aquilo lhe daria tempo de aproximar-se mais da aberração, porém antes, expulsou mais três flechas brilhantes na direção do tórax, joelho e braço direito do monstro. O arco encolheu e tornou-se um anel prateado com uma esmeralda, no dedo anelar de Leah. A semideusa desembainhou a faca de bronze celestial de sua cintura e correu em direção ao humanoide.

Pegando impulso com a corrida, jogou-se na flecha do joelho esquerdo do ciclope, girando seu corpo esguio duas vezes antes de jogar os braços para a flecha que estava na barriga. Precisava de impulso para finalmente chegar ao peito do monstro, então abusou mais uma vez de sua levitação e pulou na madeira cravada no tórax da besta. Leah cravou sua faca de bronze celestial e em poucos segundos cairá no solo gramado junto ao pó dourado que restou do monstro.
Poderes e habilidades:
HÉCATE:
Poderes Passivos

Nível 1

Nome do poder: Descendente da Magia I
Descrição: O filho de Hectare/Trivia é descendente direto da magia, ela corre por seu sangue, e para ele, age como um condutor natural. Essa ligação lhe permite uma aprendizagem rápida de feitiços, conhecimento de livros antigos, bem como realização dos mesmos. Ao aprender sobre magia, a prole de Hécate/Trivia, também fica mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  Ganha 10% de força em seus feitiços (em poderes ativos).
Dano: +5% de dano se os feitiços acertarem.

Nome do poder: Detector de Magia
Descrição: Filhos de Hécate/Trivia sentem quando se aproximam de uma natureza mágica - seja outro filho de Hécate/Trivia, um feiticeiro, item mágico ou criatura que esteja sob o efeito de algum encantamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre sabem quando estão na presença de outra pessoa com magia, item, ou monstro.
Dano: Nenhum

Poderes Ativos

Nível 1

Nome do poder: Nevoa I
Descrição: O semideus tem certo controle sobre a nevoa que povoa e esconde o mundo mitológico do reino dos humanos, e pode inclusive usa-la para criar ilusões, ou deixar humanos e monstros cegos de sua presença. No entanto, com esse nível, só consegue mudar pequenas coisas, como fazer um coqueiro parecer uma laranjeira, ou um cachorro pequeno parecer algo grande. Também consegue encobrir seu rastro e cheiro dos monstros, mas isso só dura dois turnos, e ele não consegue criar esses disfarces para outro amigo ou semideus, apenas para si mesmo.
Gasto de Mp: 15 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: A magia dura apenas dois turnos nesse nível.

Nível 2

Feitiço: Frigus reptant
Descrição: Congela o membro atingido por um turno.
Gasto de Mp: - 20 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Caso seja realizado durante a lua nova, há uma chance de +30% de que ele funcione corretamente.
Dano: - 15 de HP.
Extra: Com certo treino, pode ser realizado de forma não verbal.


MELINOE:

Poderes Passivos

Nível 3

Nome do poder: Pericia com Adagas I
Descrição: O semideus tem certa facilidade em utilizar adagas, mesmo sem nunca ter tocado em uma, saberá o que fazer, podendo atacar com uma certa maestria, mesmo que ainda cometa erros.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade ao lidar com a arma
Dano: +5% de dano se a arma do semideus acertar o oponente.

Nível 5

Nome do poder: Médium
Descrição: Os filhos de Melinoe podem ver fantasmas, mesmo quando estes estão tentando se esconder, ou ficar invisíveis, esses não escapam dos olhos da prole da deusa dos fantasmas. Isso também permite a eles que conversem e se comuniquem com fantasmas com certa facilidade, podendo entende-los, e conseguir que falem com eles.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode conseguir informações através de fantasmas.
Dano: Nenhum

Nível 6

Nome do poder: Agilidade I
Descrição: São naturalmente mais ágeis do que boa parte dos campistas, e sua flexibilidade é impressionante, o que permite que eles consigam se esquivar mais facilmente, passar por buracos de um jeito que outros não conseguem, se soltar de cordas, e escapar de armadilhas com mais facilidade. Também permite que sejam esquivos, e em batalha, mais rápidos que outros campistas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de velocidade, agilidade, e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Poderes Ativos

Nível 4

Nome do poder: Levitação I
Descrição: Os filhos de Melinoe, assim como fantasmas, conseguem levitar do chão, deixando seu corpo sobrevoando parte do campo, mas nesse nível, não conseguem fazer muito, apenas levantar parte do corpo, levitando em campo, e sem conseguir sair do lugar.
Gasto de Mp: 5 MP (por turno ativo).
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Consegue levitar até no máximo, 2 metros do chão.
Arma criada e desejada:
☾ Svart Phoenix: O corpo do arco recurvo estendia-se em um metro e meio, entrelaçando-se como os galhos de uma árvore em cores prata e preto, e por toda a extensão, runas vikings brilhavam em cores diferentes, assim como os olhos da prole de Hécate. A empunhadura era de um material semelhante à couro, o cordel mais fino que uma teia de aranha brilhava em cor prateada. As flechas são feitas de madeira, com pontas de bronze celestial e penas de Fênix, envoltas por uma aura púrpura. | Efeito 1: As flechas desse arco são incorpóreas, para materializá-las basta puxar o cordel e elas magicamente aparecem no arco, além disso, são infinitas. | Efeito 2: Transforma-se em um anel prateado com uma pedra verde | Bronze celestial e ferro estígio | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Herança
O arco

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Re: Witch, ghost and thunder!

Mensagem por Nox em Ter Dez 12, 2017 11:47 am


Avaliação Leah

Avaliação

Comentário:

Eu me desculpo porque eu li sua postagem pela metade, como eu expliquei via MP. O legado completo precisa de uma segunda CCFY, não tem como conseguir ambas com a mesma.

Como eu já havia dito, foi bastante criativo o texto e o critério de avaliação segue abaixo:


Valores máximos que podem ser obtidos
5.000 XP + 6.000 Dracmas

Ortografia/Gramática: 30%
Desenvolvimento da História: 40% XP
Ações realizadas: 30%



Valores obtidos:
4.500 XP + 5.400 Dracmas

Ortografia/Gramática: 30%
Desenvolvimento da História: 35% XP
Ações realizadas: 25%








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