The Blood of Olympus
Para visualizar o forum é necessário estar cadastrado, por favor registre-se no rpg ou entre em sua conta. É necessário estar cadastrado para ver as informações contidas no forum. Lembre-se de usar nome e sobrenome, não se cadastrar usando nomes geralmente utilizados por Hacker. Exemplo: "Barum" "Hakye" e por ai vai. Bem vindos.

• The Paths of Destiny - Aliyah Hartley •

Ir em baixo

• The Paths of Destiny - Aliyah Hartley •

Mensagem por Aliyah Hartley em Dom Dez 10, 2017 2:28 pm

The Paths of Destiny
Choices can change everything

A definição de destino é complexa. Alguns dizem que é imutável, outros dizem que suas escolhas o moldam, mas afinal, será que realmente somos protagonistas do nosso destino? Em meio a tantas dúvidas que surgem desse questionamento, apenas uma certeza existe: se você não vai até ele, então ele vem até você.
avatar
Aliyah Hartley
III Coorte
III Coorte

Mensagens : 46
Idade : 20

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: • The Paths of Destiny - Aliyah Hartley •

Mensagem por Aliyah Hartley em Dom Dez 10, 2017 4:52 pm



Wings or Magic?
The first of many choices...
Mais uma manhã de treinos havia passado e Aliyah estava mais ansiosa do que nunca pela tarde que viria. Em cada segundo durante o almoço com sua coorte sua mente viajava nas possibilidades do que poderia fazer durante a tarde com a garota que havia prometido introduzir a jovem filha da guerra nos caminhos da magia. Quando finalmente terminou de comer, não demorou para traçar seu caminho até o local indicado nos Campos de Marte, onde sentou encostada nas ruínas de uma das fortalezas usadas nos jogos de guerra e aguardou ansiosa pela feiticeira enquanto buscava e aprendia um pouco mais sobre as seguidores de Circe em seu smartphone divino.

Em determinado momento durante sua pesquisa, sentiu-se obrigada a parar o que estava fazendo e respirar fundo. Guardando o celular no bolso esquerdo de sua calça jeans, tirou das costas sua mochila camuflada e pegou de dentro desta um pequeno caderno com uma caneta multicolor presa à espiral. A capa do caderno que antes exibia uma linda representação da galaxia agora encontrava-se levemente desbotada pelo tempo, fato que arrancou da garota um suspiro triste. Ver o caderno que guardava consigo desde os doze anos de idade naquele estado fazia uma pontada de dor e saudade atingi-la como um tapa na cara.

Abrindo finalmente a primeira folha do caderno, deu de cara com suas primeiras anotações e uma foto de infância abraçada com Zoe, sua mãe. O sorriso da filha de Nyx na fotografia quase foi o suficiente para arrancar uma lágrima dos olhos da jovem semideusa, mas segurando-se para não fazer feio no meio dos campos de guerra, pigarreou e engoliu em seco passando as próximas páginas a fim de ficar longe das lembranças tristes antes que fosse tarde demais. Assim, não demorou para que encontrasse o que estava procurando: os estudos de magia e runas antigas que começou a aprender ainda quando criança. Mesmo anos depois muitas das anotações que tinha feito ainda não faziam total sentido, mas esperava poder mudar aquilo.

Perdendo completamente a noção de tempo ao folhear as páginas de seu caderno, quase não notou quando a mulher de cabelos castanho escuros e olhos arroxeados se aproximou. Para quem estava em uma arena, usava roupas leves e nenhum tipo de proteção evidente, exceto um pequeno livro em baixo dos braços, uma adaga presa à bainha e sua varinha que permanecia sempre presa à bota. A pele levemente bronzeada da mulher fez com que Aliyah arqueasse uma sobrancelha e sorrisse ao imaginar por onde ela havia passado desde o seu último encontro no dia anterior.

— Desculpe o atraso! — exclamou a garota com uma voz harmoniosa ao se aproximar. Ainda que tivesse um meio-sorriso pintado em sua face, não era difícil notar que sentia-se mal por chegar no local quase meia hora depois do combinado. — Tudo bem com você, Liyah? — questionou, dando um rápido beijo na bochecha da filha de Marte que se levantou para cumprimentá-la.

— Tudo ótimo — Aliyah mentiu em um tom absurdamente convincente, soltando o ar preso no peito antes de retribuir o sorriso. — Estava buscando algumas anotações antigas que minha mãe insistiu que eu fizesse quando tinha tipo... treze anos de idade — comentou com a garota, desviando os olhos para o caderno por apenas alguns breves segundos. — Eu diria que parece grego pra mim, mas imagino que se fosse o caso eu entenderia com mais facilidade. — brincou, o que foi indicado por uma breve risada discreta ao final da frase.

Após as devidas apresentações e um pequeno debate sobre os assuntos que seriam tratados naquela espécie de treino particular, Kate - a feiticeira que fazia o papel de instrutora - abriu seu livro de magias e fez a invocação de uma espécie de boneco de treino muito semelhante aos do acampamento, mas com um aura azulada em volta como se um escudo o protegesse. Lançando então um sorriso para Aliyah, deixou seu livro de lado ao colocá-lo fechado em baixo de seu braço mais uma vez.

— Pois bem, nosso primeiro passo é aprender a canalizar sua magia interior. Sendo legado de Nyx, tenho certeza de que há magia em suas veias, ainda que não tão poderosa quanto pode se tornar. — explicou a feiticeira, optando então por repousar seu livro no solo. — Feche os olhos e limpe sua mente de tudo que pode tirar seu foco. Usar magia é algo que fica fácil com a prática, mas primeiro você precisa encontrar os caminhos internos para a sua fonte. Qual a sua motivação? A raiva? O medo? A alegria? Deixe isso fluir por seu corpo e então concentre essa energia em um único ponto.

Ao passo que ouvia as ordens da mulher, Aliyah seguia seus concelhos. Lembrou-se das vezes em que canalizou esferas de luz usando a magia como fonte de poder. Sua mãe há anos havia ensinado algo muito semelhante, ainda que não de maneira tão profunda quando fazia naquele momento. Já de olhos fechados, a prole de Marte respirou fundo e soltou lentamente o ar enquanto guiava seus pensamentos em busca de uma fonte de inspiração. Quando finalmente conseguiu sentir a energia que procurava dentro de si, levantou cuidadosamente suas mãos e tentou concentrá-la naqueles membros. Abrindo os olhos lentamente, observou enquanto passava a emanar uma pequena aura de poder em uma tonalidade que variava de azul escuro para roxo, suas cores favoritas.

— Isso mesmo, garota! Agora mantenha esse foco, abaixe as mãos e repita: Incumbo. — instruiu a feiticeira, mantendo os olhos fixos no desempenho de sua aprendiz.

Abaixando as mãos com um pouco de medo de fazer algum tipo de besteira, Aliyah fez o que a mulher disse, dizendo a palavra da mesma forma e com a mesmo tonalidade que havia escutado. Assim que recitou o feitiço, sentiu o poder acumulado em suas mãos espalhando-se em parte na velocidade de um choque por todo o seu corpo, mas de maneira suave. Quando a corrente atingiu sua cabeça, sentiu que seus pensamentos se tornaram mais limpos, aumentando sua concentração e, em resposta, a sua capacidade de desviar o fluxo de magia para as mãos novamente. Um sorriso de satisfação tomou a face da filha da guerra que se segurou para não dar risada da situação. Era engraçado para ela notar somente naquele momento que a magia estava com ela o tempo todo, mas de certa forma adormecida.

— Isso é... incrível. — disse voltando os olhos à instrutora, mas encarando em seguida suas mãos que ganhavam um brilho um pouco mais forte. Sentia-se poderosa e de certa forma um pouco mais livre, como se tivesse aberto uma porta que esperava para ser aberta há muito tempo. A animação agora começava a tomar conta da semideusa que, ansiosa, encarou o boneco de treino antes de voltar a olhar para sua instrutora. — O que mais eu posso fazer? — questionou com enorme curiosidade.

—  É o que pretendo descobrir. Quero ver até onde sua magia te leva. Por favor, repita agora: Veneficia. — ordenou a feiticeira mais uma vez, sentindo tanta animação quanto a filha de Marte por ver resultados satisfatórios a partir de seus ensinamentos.

Assim que Aliyah repetiu o nome do segundo feitiço, a aura de suas mãos se expandiu em todas as direções de maneira absurdamente sutil. Assim que a aura liberada atingiu o boneco invocado pela feiticeira, a magia em volta dele ganhou mais intensidade e forma, revelando-se como um verdadeiro escudo. Encarando o objeto com uma sobrancelha arqueada, a semideusa voltou a observar Kate enquanto aguardava algum tipo de explicação. A expressão de satisfação no rosto da morena era mais do que evidente, contagiando Aliyah que entendeu aquilo como um motivo para ficar orgulhosa de si mesma.

— O primeiro feitiço que lançou era para aumentar sua concentração, e deve ter te ajudado já que a sua sintonia com seus poderes é quase uma obra de arte — elogiou a mulher antes de se aproximar do boneco. — Esse não é um boneco qualquer, como deve ter notado. É um boneco encantado do tipo que usamos na ilha de Circe. Admito que enfraqueci um pouco a magia que oculta suas propriedades mágicas, mas ainda assim é impressionante — explicou, aproximando o rosto do objeto para ver de perto os feitos da prole da guerra. — O que você fez agora é um feitiço de revelação. Ele aponta onde há magia no ambiente, revelando também barreiras e as próprias propriedades mágicas, como foi o caso aqui.

— Eu queria muito ter aprendido essas coisas antes — afirmou Aliyah, cruzando os braços enquanto via sua companheira sair de perto do boneco. — Pra que serve esse escudo em volta dele afinal? — perguntou, caminhando calmamente até parar ao lado da instrutora.

— É um sistema de segurança. Se você usar uma magia ofensiva perto dele e errar a direção da conjuração, ele serve como uma espécie de para-raios, puxando a magia para si. Acredite, isso evita uma porção considerável de acidentes. — explicou Kate, sacando então da bainha em sua cintura a adaga que carregava. Aliyah se afastou um passo ao ver a mulher sacando o item, temendo qualquer tipo de efeito que ele pudesse conter. A morena ao ver o recuo de sua aprendiz não conseguiu conter a risada. — Boba, isso aqui é só uma adaga comum! Quem vai enfeitiçar ela é você. — lançou ao ar depois da risada, como se fosse a coisa mais comum do mundo.

O que?! — exclamou a filha de Marte, encarando a mulher como se fosse doida. — Espera, como eu faço isso? — questionou, mudando o tom de surpreso para curioso mais uma vez. Sem falar nenhuma palavra, a feiticeira colocou a arma sobre o chão e se afastou alguns passos. Deixando que seu semblante tomasse um ar um pouco mais sério, pigarreou e encarou a filha de Marte.

— Antes de mais nada quero que tenha um alvo em mente, e esse alvo é o boneco. Pense nele como o seu inimigo. Depois disso, você vai estender sua mão sobre a adaga e recitar o seguinte: Animationem. — explicou a instrutora, tomando um ar de seriedade levemente assustador para a sua fala. A mudança de humor repentina, ainda que mantivesse um toque de curiosidade, acabou deixando Aliyah levemente confusa, mas mesmo assim, fez o que a mulher disse.

Animationem. —  conjurou com uma mão estendida sobre a adaga enquanto focava seu olhar no boneco de treino. Para a sua surpresa, a adaga ganhou vida, flutuou e começou a acertar pontadas no boneco incansavelmente. De olhos arregalados, observou por alguns segundos enquanto sentia a conexão que havia sido criada com o item. Movendo a mão em um movimento circular e cerrando os punhos, fez com que os efeitos da magia cessassem e a adaga fosse ao chão em resposta.

— Agora  eu entendo Circe... — disse a feiticeira em um tom baixo, porém surpreso. Sua cara, entretanto, expressava que havia dito mais do que deveria.

—  O que você disse? —  perguntou Aliyah apenas para ter certeza do que estava acontecendo.

—  Não é nada. —  corrigiu Kate de imediato.

—  O que Circe tem a ver comigo? Ela te enviou aqui? —  questionou Aliyah sem saber se deveria se sentir honrada ou enganada na situação em que se encontrava.

 Ta, olha aqui. Você não ouviu isso de mim, ok? —  disse Kate, fazendo sinal para que a prole da guerra se aproximasse, e assim ela fez. —  Por algum motivo que desconheço, Circe me enviou para despertar seu lado mágico. Acredito que ela tenha um interesse especial em você... —  começou a explicar antes de soltar um suspiro. —  Queria eu ser notada assim por Circe. De qualquer forma, agora eu entendo. Nunca vi ninguém sem grandes experiências com magia lidando tão bem com o assunto de primeira. —  acrescentou por fim, dando de ombros.

O silêncio tomou conta do lugar pelos próximos momentos. A mente de Aliyah tentava trabalhar a ideia de que a deusa da feitiçaria tinha planos para ela. Uma combinação de sentimentos que envolvia medo, ansiedade, curiosidade, raiva e felicidade tomou conta da semideusa de uma só vez, deixando-a com uma sensação que nunca tinha sentido antes. Depois de encarar o chão por alguns momentos, finalmente voltou a olhar para Kate.

— Você acha que ela me quer como seguidora? — indagou.

—  Normalmente eu não faria isso, mas perguntarei a ela se devo convidar você. De qualquer forma, se tiver interesse em conhecer um pouco mais sobre nós, me encontre aqui às dez da noite —  respondeu a morena. —  Se não estiver aqui nesse mesmo lugar, terei minha resposta. Porém, se for de sua vontade... não acho que Circe recusaria alguém como você.

"Alguém como você". Aquelas palavras se repetiram na mente da jovem semideusa algumas vezes antes que voltasse a reagir. Caminhando até o local onde havia deixado sua mochila, agarrou seu caderno que havia ficado no chão e o guardou. Em todos os momentos trabalhava os pontos positivos e negativos de se tornar uma seguidora de Circe. Por algum motivo não tinha certeza sobre o que deveria ser feito em momentos como aquele. Afinal, por que motivo a própria deusa que liderava o grupo teria interesse nela? Enquanto os devaneios tomavam conta, limitou-se a colocar a mochila nas costas e sorrir para Kate.

— Obrigada por tudo. Foi bom aprender com você —  agradeceu enquanto virava as costas para ir embora. —  Mas agora eu preciso de um tempo para colocar os pensamentos em ordem.

— Até hoje a noite, Liyah. — disse Kate como quem tem certeza de que ela voltaria, fazendo com que a filha de Marte parasse e suspirasse antes de olhar para trás uma última vez.

—  É, quem sabe. —  concluiu antes de voltar a andar. Não tinha um lugar específico para ir, mas aceitaria qualquer um onde pudesse estar longe de tudo e todos.

•••

Após pouco mais de meia hora caminhando por pedaços vazios dos Campos de Marte, Aliyah continuava tomada pela implacável dúvida. Questionava a si mesma quais seriam as repercussões daquilo em seu futuro, imaginando se não deveria conhecer um pouco mais do mundo mágico antes de tomar partido como seguidora de uma deusa. Foi enquanto mantinha este pensamento na cabeça que deu de cara com uma cena que chamou a sua atenção: um homem moreno, alto de cabelos curtos e negros voando com lindas asas celestiais. Então, parando a uma distância razoável do ser alado, tirou a mochila das costas e agarrou seu squeeze de água infinita para dar alguns goles.

Enquanto bebia a água, tentava chutar em sua mente quem seria o progenitor divino daquele garoto para que tivesse asas. Por alguns momentos desejou poder voar como ele, mas não tinha ideia de como poderia fazê-lo. Foi então que o homem fez uma volta completa no ar e acabou notando a filha de Marte, aproximando-se em seguida sem pensar duas vezes, o que deixou Aliyah um tanto quanto envergonhada. Engasgando com um pouco de água pelo susto ao ver que o semideus se aproximava, forçou um sorriso e guardou o squeeze para voltar a se colocar de pé.

— Está perdida? O acampamento fica na direção contrária. — disse o ser alado enquanto pousava em sua frente.

— Não! É que... eu estava andando por aqui pra pensar e daí parei pra tomar água e vi você voando, daí... — tentou explicar, travando na parte em que daria uma verdadeira explicação. Revirando os olhos e exibindo um sorriso sem graça, colocou a mochila nas costas e suspirou. — Deixa pra lá. Desculpa.

— Ei ei ei, espera! —  o homem chamou, fazendo com que Aliyah parasse e virasse novamente com certa curiosidade. — Você não quer treinar voo comigo? — questionou. — Eu estou sozinho por aqui mesmo. Não me faria mal.

— Ah, eu meio que não tenho asas, então... — respondeu, parando a frase antes de terminar enquanto gesticulava como quem diz "fazer o que?".

— E não é pra isso que serve esse colar? — insistiu o homem, arqueando uma sobrancelha.

A filha de Marte então olhou para baixo e tocou o colar que carregava uma pedra brilhante com o qual andava desde que chegou ao acampamento. O item estava no meio do arsenal deixado para ela por sua mãe, e por isso não havia se desgrudado dele desde então. Segurando com cuidado a pedra multicolorida, sorriu e voltou a encarar o homem.

— Isso aqui você quer dizer? Estava nas coisas da minha mãe. Nunca fez nada demais até hoje. — argumentou a semideusa, dando de ombros em seguida. Mesmo assim, o homem havia ganhado uma parcela real de sua atenção com o comentário.

— Ele é muito mais do que isso. Segure a pedra e mentalize as asas. — pediu o  garoto.

— Bem, parece que essa coisa de mentalizar é moda aqui no acampamento, né? — brincou a garota enquanto fazia o que o ser alado dizia. No fundo ela não esperava de verdade que fosse dar certo, mas para a sua grande surpresa, o colar desapareceu de suas mãos e um par de asas surgiu em suas costas. As asas tinham uma pintura semelhante à galaxia da capa de seu caderno, passando em um efeito degradê de tons de azul escuro para roxo, assim como a aura de sua magia. Perplexa, Aliyah não conseguiu conter sua risada. — Nossa, essas coisas deveriam vir com um aviso ou um manual de instruções! Sério, quem diria...

— Usei muito um desses antes de me tornar celestial — disse o garoto com um olhar pensativo, como se visse na sua frente as memórias sendo revividas. — São bem práticas, na verdade.

— Antes de se tornar o que? — perguntou a filha de Marte, tomando para si ainda mais interesse na conversa.

— Celestial — repetiu o rapaz pacientemente. — Somos seguidores do deus Éter. Lutamos pelo equilíbrio entre luz e trevas.

— Então são tipo... semideuses "do bem" que ganham asas e poderes simplesmente por seguir a Éter? — questionou a garota encenando as aspas enquanto arqueava uma sobrancelha. A risada do homem que estourou ao fim do questionamento deixou Aliyah confusa.

— Bem, as definições do que seria o lado "bom" são variáveis. O que você define como certo pode ser errado pra mim, não é? — indagou em resposta. — Além do mais, virar seguidor de um deus não é apenas ganhar poderes novos. Parece clichê, mas mas junto dos poderes vem grandes responsabilidades. Temos que ser leais ao nosso senhor e cumprir nossos objetivos, sejam eles considerados "bons" ou "maus". — explicou, encenando as aspas assim como a mulher havia feito. — Pensei muito antes de me aliar a Éter, mas definitivamente não me arrependo da minha escolha.

As explicações do homem rondaram a mente da garota por alguns segundos, mantendo-a em silêncio enquanto refletia sobre tudo que havia escutado. Talvez fosse apenas coincidência, mas ela queria acreditar que aquilo era mais do que isso. Enquanto suas asas se recolhiam e voltavam a formar o colar em seu pescoço, a garota suspirou e encarou o chão por algum tempo antes de voltar a olhar nos olhos do celestial.

— Obrigada pelo convite, mas nossa aula precisa ficar para um outro dia — falou enquanto ajeitava a alça da mochila novamente em suas costas. — Eu preciso terminar umas pesquisas antes do anoitecer. A gente se vê por aí. — finalizou com certa pressa antes de dar as costas e correr na direção do acampamento.

•••

A lua crescente no céu arrancava olhares da jovem semideusa que agora caminhava decidida em direção aos Campos de Marte. Depois de uma tarde inteira pesquisando tudo que conseguia captar sobre Circe, a ilha e suas seguidoras, resolveu que talvez fosse de seu interesse tornar-se parte do grupo. Imaginava todo o potencial que poderia ser resgatado e o quanto poderia aprender não só com feiticeiras como Kate, mas talvez com a própria senhora da feitiçaria. Um misto de nervosismo, animação e confusão tomavam conta de seu corpo, ainda que sua expressão se mantivesse firme. Quando finalmente chegou nas ruínas da fortaleza mais uma vez, seus olhos buscaram pela morena, mas nenhum sinal de vida se fez presente.

— Kate? Você está aqui? Se estiver, apareça! — chamou em um tom de voz consideravelmente alto.

— Eu tinha certeza de que a veria novamente. — disse uma voz confiante vinda de trás de Aliyah. Virando em um susto enquanto levava sua mão até o canivete em seu bolso, encarou de cima a baixo a mulher que havia simplesmente surgido do mais puro nada. Seus cabelos também eram morenos, mas era mais alta do que Kate. A pele branca contrastava com os olhos púrpuros que exibiam certo brilho. Sua presença por si só emanava poder.

— Quem é você e onde está a Kate? — perguntou de maneira um pouco seca.

— Eu sou Circe, querida. Já que veio até aqui, acredito que estava procurando por mim, não é? — perguntou a deusa. — Sobre Kate, ela nunca existiu de verdade. Era eu o tempo todo. Nunca me canso de brincar com a névoa, vocês caem direitinho...

— Circe?! — exclamou a semideusa, abaixando-se em uma reverência. — A que devo a honra, senhora?

— Coloque-se de pé, Aliyah. Isso não é necessário. — pediu Circe, levando uma das mãos à cintura. — Estive de olho em você por algum tempo. Infelizmente sou proibida de explicar o motivo de meu interesse por hora, mas cá estou eu. Sei que teve suas dúvidas e esteve bem ocupada durante a tarde, então me diga, existe algum motivo que a impede de se tornar uma de minhas feiticeiras?

Sentindo-se levemente atordoada, a filha de Marte cambaleou alguns passos e se encostou em um dos escombros. O olhar da deusa parecia querer consumi-la por completo, e por mais que tivesse muito medo de tomar qualquer decisão precipitada, todos os seus pensamentos indicavam apenas um caminho. Engolindo em seco, encarou a lua por alguns segundos como se esperasse uma resposta definitiva vinda do astro, mas é claro, este não respondeu. Decidindo então encarar mais vez a deusa que tinha diante de si, deixou pintar em sua face um sorriso nervoso.

— Não, Lady Circe... — disse em um tom confiante. — Seria uma honra me tornar uma de suas feiticeiras.


Adendos:
1. Essa CCFY é apenas o primeiro passo da trama. Optei por deixar muitas portas abertas nesse primeiro post, assim tenho muito para explorar nos próximos. Há uma longa caminhada pela frente com escolhas que podem mudar não só a minha história como influenciar diretamente a trama do fórum, então espero que tenham  gostado;

2. Como dito anteriormente eu deixei muitas portas abertas, e o interesse particular de Circe por Aliyah será muito bem justificado. Se quiserem uma pequena parte adicional desse quebra cabeças, basta ler a história da minha ficha de reclamação. Dá pra tirar algumas ideias do que pode vir se juntar aquele texto com esse;

3. Esse post está dentro da promoção de natal, portanto serve como teste de grupo secundário e também como CCFY comum, com dracmas e exp;

4. Os poderes utilizados na primeira parte do post vieram do legado de Nyx e respeitaram o limite de 5 níveis iniciais;

5. Duplicador de EXP ativo, favor levar isso em consideração;

6. Obrigada por ler!
avatar
Aliyah Hartley
III Coorte
III Coorte

Mensagens : 46
Idade : 20

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: • The Paths of Destiny - Aliyah Hartley •

Mensagem por Juno em Qui Dez 14, 2017 2:53 pm

Recusada para Feiticeira de Circe

Recompensas: 3.000 XP x 2 = 6.000 XP + 3.000 dracmas.

Spoiler:

Primeiramente, pedimos desculpas pela demora na avaliação. Vênus pediu uma segunda e uma terceira opinião na sua história e acabou que ninguém postou sua avaliação, por isso a demora. Vamos ao resultado?

Aliyah, sua história não está ruim, muito pelo contrario ficou muito boa, contudo não o suficiente para colocá-la no grupo. Inicialmente, achamos que tudo não passava de um treino, afinal, sua historia começou com um, então a cena muda e vem a conversa com o celestial, para no fim Circe recrutá-la. E certo... entendemos o que quis dizer, contudo achamos tudo muito rápido, muito simplório, muito fácil demais. Eu acredito que você não teve qualquer tipo de desafio e que os deuses não selecionam os semideuses assim. Temos o exemplo de Annabeth quando chega da ilha, que atraiu o interesse de Circe por ser uma garota que, aos 13 anos, estava velejando pelo Mar de Monstros, derrotando criaturas místicas e afins, além de ser bastante inteligente, uma característica que acabou despertando o interesse da deusa.

Neste caso, entendemos que não teria despertado o interesse da deusa. Uma feiticeira aparece no acampamento, treina e testa você e pronto, Circe te seleciona. Eu acredito que você poderia melhorar um pouco essa questão e aprofundar-se na historia para torná-la mais criativa, divertida e dinâmica, procurando desafios à altura da sua personagem. Sabemos que você tem potencial, sua escrita é gostosa e você não possui erros gritantes, logo, nesse quesito não tenho porque apontar grandes erros.
Convidamos-a a tentar novamente.
avatar
Juno
Deuses Olimpianos
Deuses Olimpianos

Mensagens : 174

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: • The Paths of Destiny - Aliyah Hartley •

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum