The Blood of Olympus
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O Mistério da lua Crescente

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O Mistério da lua Crescente

Mensagem por Vênus em Dom Dez 10, 2017 1:16 pm





O MISTÉRIO DA LUA CRESCENTE

O MISTERIO DA LUA CRESCENTE
A lua crescente veio recheada de uma antiga história, que afetou Artémis por um feitiço. Hecate/Trivia estava desenvolvendo um ritual baseada em espíritos natalinos, e com isso, acabou atingindo Artémis sem querer. Agora a deusa possui três corpos e três almas, foi dividida em três formas diferentes, sendo a primeira a de uma criança, a segunda de uma adulta a terceira de uma velhinha. Todas as três possuem personalidades e gostosos diferentes e para piorar tudo fugiram, isso mesmo, elas fugiram e se espalharam pela Califórnia.

Hecate/Trivia, desesperada com o sumiço e as consequências que seus feitiços poderiam trazer para deusa enviou um pedido a Quiron/Lupa para execução de uma missão de urgência. Os guardiões do acampamento deveriam enviar um grupo de três para ajudar a resgatar a deusa e conseguir – antes do sol nascer – ingredientes suficientes para reverter esse feitiço. É, a noite vai ser longa.

REGRAS:

• Hecate/Trivia precisa concertar uma catástrofe. A deusa não sabia que se apaixonar por um conto antigo poderia lhe trazer consequências, afinal, o que um livro de  Charles Dickens poderia ter a ver com Artémis? Tudo! A deusa foi atingida acidentalmente pelo ritual da deusa, que, afetada também pela lua acabou tendo o corpo dividido em três partes – que por si mesmas – adotaram personalidades e idades diferentes. Uma criança de cinco anos, uma jovem fatal de 21 anos e uma senhora de idade de 60 anos. Tais personalidades se espalharam pelo estado, e cabe a você semideus, ajudar a encontrar todas as três antes que o sol nasça novamente, afinal, o feitiço está diretamente relacionado a lua.

• Artémis nunca se divertiu tanto, uma senhora no baile, uma criança no parquinho e uma jovem no lual de uma praia qualquer, como ela poderia ter perdido tanto tempo em meio a futilidades como a caçada? Ela quer mesmo é curtir a vida e vai dificultar a vida dos semideuses antes de se deixar ser pega e retornar a vida normal.

• A missão é simples, você precisa encontrar e capturar as três Artemis e levar de volta a Hecate, que ainda lhe pedira para trazer dois ingredientes (pelo de unicórnio e uma vela negra) a fim de realizar o feitiço de reversão. Você não tem mais do que cinco horas e não pense que a missão será assim tão simples, pois, no final, pode acabar fazendo parte desse estranho ritual.

• Mínimo de 60 linhas.

• Não usem templates berrantes ou com menos de 500 px de largura. A fonte deve ser maior ou igual a 12.

• Prazo de encerramentos das postagens nesse tópico: 15/01/2018 a meia noite.

• As avaliações poderão ser feitas no decorrer do evento ou apenas ao final dele, a Staff ainda irá decidir.

• Essa postagem vale até 15 estrelas, mas tal recompensa pode ser diminuída a depender do conteúdo no momento da avaliação. O valor apresentado é o valor máximo e nada impede a staff de diminuir a recompensa se achar que o conteúdo ficou falho, incompleto ou fora da proposta acima.

• Não é possível fugir da proposta, nem matar as constelações, o objetivo da missão é bastante claro.

• Recompensa em XP: Será dividida em níveis conforme a tabela abaixo:
[quote]
Nível 1 a 10: 5.000 XP
Nível 11 ao 30: 7.000 XP
Nível 31 ao 50: 9.000 XP
Nível 51 ao 70: 11.000 XP
Nível 71 ao 80: 13.000 XP
Acima do nível 81: 15.000 XP
Dracmas: Máximo de dracmas que se pode receber nesse evento é 6.000


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Re: O Mistério da lua Crescente

Mensagem por Jacob Ahle em Seg Dez 11, 2017 2:16 pm

- Aha! - Exclamou Jack, vindo do acampamento. O garoto caminhava um pouco devagar, dada a inclinação da colina, o frio que fazia, e o peso de seu casaco. Ele tirou a mão dos bolsos quentinhos e levantou algumas folhas. - Missões oficiais, Az! - Gritou Jacob, dando uma leve corrida até a árvore sob a qual se deitava sua irmã. - Os sátiros estavam distribuindo esses folhetos, parece alguma coisa com Artamis.
- Artemis. - Corrigiu a irmã, tirando o cachecol de cima do rosto. - Você realmente precisa estudar mais Jackie, não é uma muito difícil, sabe? - Reclamou a garota
- MISSÕES, AZ! - Exclamou animado Jacob, se jogando na grama ao lado da irmã. - Chega de trabalho moderado de zelador! - Disse, com uma voz séria, grossa e alta, como se desse um discurso em climax de filme.
- Chega de tarefas de colher frutas! - Se juntou Az, sorrindo. - E chega de levar surra na arena de treino! - Completaram ambos. Jack se levantou rapidamente, sua animação contagiante, e ajudou a irmã a fazer o mesmo. - É bom você ir se preparar, te encontro na entrada do acampamento.
Jack deu um tapa amigável no ombro de Az. O sorriso da garota se desfez. - Jackie... Você sabe que eu não... - Mas Jacob já havia corrido para o chalé de Hermes. E Azra já havia desaparecido.
...
As costelas de Jacob se chocaram audivelmente contra o concreto assim que ele foi ejetado do taxi das moiras. - UHF! - Exclamou, se contorcendo um pouco antes de se recuperar. Até que sua bolsa o acertou em cheio no rosto.
- Olha a bolsa! - Alertou uma das moiras, enquanto a porta do taxi se fechava e o veículo desaparecia na rua como uma bala. Quase literalmente uma bala. Jacob bateu a poeira da melhor maneira que pôde e se pôs de pé. Resgatou um dos folhetos amassados de seu bolso, contendo as instruções da missão. Após uma rápida lida para relembrar, se pôs a contemplar o cenário. Deu uma profunda inalada naquele ar salgado do litoral.
- Aaah.. - Exalou, com um sorriso. - Santa Mônica, California. - Disse, se pondo a andar em direção à cidade. - Eu já quero dar o fora daqui o mais rápido possível.
- Precisamos completar a missão primeiro. - Disse Arza, andando atrás de Jack.
- Sim, sim, claro. Precisamos recuperar as três Ártebis...
- Ártemis!
- Essas mesmo. E uma vela preta... e pelo de unicórnio. - Disse Jacob, em um tom frustrado. Ele apontou para trás, para onde estaria a irmã. - Você pegou a vela naquela loja de conveniências antes de sairmos, né?
- Uhm... nós pegamos juntos. Lembra? - Disse a garota, fazendo Jack parar de caminhar. Ele se sentia confuso.
- Sim.. sim eu lembro. Claro. - Ele se virou, levantando os braços - Mas ONDE vamos achar pelo de unicórnio REAL por aqui?
- Vai saber - Deu de ombros a irmã - Tem muuuita gente rica por aqui. Talvez um deles tenha um unicórnio de verdade e não saiba. Talvez ele tenha fugido. - Ela
riu. Um crescente barulho no fundo fazia escutar a irmã cada vez mais difícil. Jacob revirou os olhos.
- É, e talvez ele vire naquela estrada ali tipo agora. - Disse. Um pequeno pônei branco virou na estrada, trotando em máxima velocidade. Ele possuía uma
protuberância branca e reluzente na teste. O animal era acompanhado por uma forte luz que descia como um holofote. Logo ficou claro que o barulho que Jacob começara a escutar era o de um helicóptero de busca.
- O QUE?! - Exclamaram ambos. Jacob e a irmã se entreolharam e logo começaram a correr o mais rápido o possível, seguindo o 'unicórnio'
- AZRA ISSO É OBVIAMENTE UM PÔNEI COM UM CHIFRE FALSO! - Disse o garoto, o mais alto que pôde, devido ao helicoptero. O garoto já ultrapava a irmã.
- EU SEI! MAS ESSA ESTRADA VAI DAR NO PARQUE DE TOPANGA!
- COMO VOCÊ SABE DISSO?! - Indagou o garoto - E O QUE ISSO IMPORTA?!
- QUE SE TEM ALGUM UNICÓRNIO LÁ, ELES ACABARAM DE GANHAR UMA NOVA... - Ela ofegava - UMA NOVA UNICÓRNIA SOLTEIRA NA ÁREA - Completou, rindo.
- OK! OK... EU SEI O QUE FAZER! - Disse Jacob, apertando o passo enquanto saía da estrada, em direção à cidade. Não demorou muito para encontrar uma bicicleta na rua, e menos ainda para roubá-la. Os anos de trabalho na funerária o deixaram com as mãos espertas com agulhas e grampos, e com uma precisão cirúrgica. Ele agora só precisava seguir o falso unicórnio. Ou, melhor, o helicóptero.
...
- Eu não acredito que funcionou! - Exclamou o garoto, trazendo uma ziplock cheia de pelo. Ele a enfiou no bolso interno do pesado casaco de inverno, enquanto
pedalava acelerado para o próximo objetivo: a praia de Malibu. De relance, pelo canto do olho, Jacob viu um flash branco passar. Virou-se para olhar e sua
bicicleta tombou. Jacob garantiu que o pelo e a vela estavam intactos e olhou na direção do clarão. Uma garotinha sentada no balanço de um parquinho. O vestido branco, prateado, brilhava como se fosse feito da própria lua. Jacob olhou ao redor, mas não via sinal de Azra. Jacob virou-se, aflito, procurando-a, até que foi chamado.
- Oi! Moço! Você pode me empurrar? - Gritava a garota Artemis. Naquele momento, todas as preocupações do garoto se foram. Sua mente ficou mais calma e, antes que se desse conta, estava caminhando até a garota.
- Hey! Claro, claro. Espera um pouco. - Disse, se colocando em posição e começando a empurrar a garota. Eles ficaram assim por alguns minutos. Minutos que mais pareciam horas. A cada balançar, era como se um pouco da névoa cobrindo a mente de Jack se dissipasse, e ele não sabia o por que. Finalmente, pôde dizer.
- À quanto tempo você tá aqui? Nesse parquinho. Esperando alguém para te empurrar.
- Eu consigo me empurrar sozinha, garoto. - Disse a garota de cinco anos, com a autoridade de uma deusa. - Eu só... Aprecio a companhia.
Jacob ponderou as próximas palavras, tentando não soar intrusivo - Por que não chamou seu irmão? - A garota se pôs em silêncio.
- Eu detesto a companhia dele. - Ela afirmou, por fim.
- Eu sinto falta da minha. - Disse Jacob, automaticamente. Ele não sabia se estava respondendo à conversa com Artemis, ou se era seu espírito encontrando naquele momento a chance de falar algo.
- Você tem uma irmã? Ela também é sua gêmea?
- Sim, isso. Eu tenho... ou...
- Ou?
- Ou... - A mente de Jacob parecia mais clara, mas ao mesmo tempo mais frágil. - Ou tinha? - Jacob parou o balanço. Ele encarava a deusa, que olhava de volta. Jack não sabia o que dizer. Sua mente parecia extremamente lúcida, mas ao mesmo tempo parecia que iria quebrar. Artemis sorriu. - Eu vou com você - Disse a deusa, pouco antes de desaparecer.
...
- Ah, a garota mais gata aqui? Pô maluco, tem que ser aquela gata ali - Disse o surfista, apontando para uma dama encantadora. Ela vestia um leve vestido de luau, e um colar havaiano onde todas as flores eram brancas como a lua. Uma beleza digna de uma deusa. - Nenhum cara, ou garota, teve coragem de chegar nela até agora. - Disse o surfista, colocando a mão no ombro de Jacob. - Boa sorte, garoto. - Ele disse, e correu para o mar com sua prancha.
- Vossa divindade, disse Jacob ao aproximar-se de Artemis, e logo ajoelhou. Conseguia escutar os risos dos outros jovens e adultos do lual. A deusa fez rápido sinal para que se levantasse.
- Jacob Ahle. Filho indefinido. Veio para me trazer de volta, eu suponho.
- Eu... Queria apenas lhe fazer uma pergunta. - Falou o garoto, capturando a atenção da deusa.
- Ah, você não só veio interromper meu lual, tentar me levar de volta para aquela tortura de trabalho, como se acha digno de ter uma pergunta respondida diretamente por mim?!
- Por que você me ajudou?
A deusa parou por um momento, encarando Jacob, analisando-o.
- Eu não lhe ajudei, garoto. Essa é a primeira vez que lhe v... - Atrás de Jacob, a pequena Ártemis de cinco anos se mostrava. - Hummm.. Compreendo. Isso é verdade?
Sua versão criança assentiu, antes de desaparecer novamente.
- Você... também é a deusa da cura? O-ou a deusa da loucura?
- Esses seriam meu irmão e Dionísio, garoto você tem que estudar mais. - Suspirou a deusa. - Eu só curo as damas, jovem. Somente as puras.
Jacob pendeu a cabeça, confuso. - Mas eu...
- Eu não estava curando você. - Ela disse, virando-se para o lado. Jacob fez o mesmo, e lá estava sua irmã, ao longe. Sentada na areia, de costas para os dois, olhando para o mar.
- Eu lhe digo uma coisa, garoto. - Artemis falou, ainda olhando ao longe. - Prometa-me uma coisa e eu irei com você.
Jacob não conseguiu falar nada, apenas assentir nervosamente.
- Se ela retornar, você ajudará a fazer dela minha caçadora.
- Eu... - Começou Jacob, mas as palavras foram afogadas pelo mar de pensamentos que invadiam sua cabeça. Sua irmã tinha ido embora? Onde estaria ela? E ela poderia voltar? Azra poderia voltar?
- Bom garoto - Disse Artemis, desaparecendo em uma névoa prateada.
...
Jake não demorou para avistar Artemis em meio ao baile. Principalmente por que era um baile de idosos, e lá estava Artemis, estonteante mesmo na flor da idade. Mas sem par algum. Todos os senhores a olhavam com medo. Todas as senhoras a olhavam e logo retomavam a cochichar. "Algumas coisas não mudam com o tempo, parece", pensou Jacob, se aproximando da senhora. Ela o viu chegando na distância.
- Jaco...
- Uma dança, vossa divindade? - Interrompeu-a Jacob, com a mão estendida e a cabeça abaixada. A deusa ficou sem reação por algum tempo, mas logo o rosto enrugado e marcado se levantou em um amplo sorriso. A deusa aceitou sua mão, e ambos seguiram para o centro do salão para uma longa valsa.
- Você dança bem para um mortal da sua idade... e estatura.
- Obrigado... eu aprendi com... - Começou Jacob, antes de capturar sua irmã, do outro lado do salão, encarando-o e morrendo de rir. O garoto se silenciou e focou na dança.
No fim, após as devidas cortesias, a deusa se desfez na mesma fumaça prateada que ambas as outras versões.
...
- Lady Hécate! - Reverenciou Jacob, ajoelhando-se. - Aqui estão as três versões de Artemis, e os ingredientes que me pediu. - Ele segurava, na mão esquerda, a vela preta, e na direita a ziplock de pelo de unicórnio. Atrás de Jacob, as três Artemis esperavam.
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Re: O Mistério da lua Crescente

Mensagem por Max Hayes em Sex Jan 05, 2018 11:16 pm




Aquela deveria ser a quarta vez que a filha de Júpiter olhava para o relógio em seu pulso. Se havia algo que desprezava era quando alguém chegava ainda mais atrasado do que ela. Era um costume da amazona, mesmo que as vezes acontecesse de maneira não proposital, chegar depois do momento marcado. Isso sempre lhe dava vantagens de conhecer os hábitos das pessoas que a estavam esperando. Porém, naquele início de noite, o garoto com o qual havia combinado um encontro estava quarenta minutos fora do horário. — Graças aos deuses, você ainda está aqui!

Hayes revirou os olhos quando finalmente escutou a voz masculina vindo a sua direita. Ao tornar o rosto em direção ao som, teve um vislumbre do jovem filho de Febo, ofegante e muito elegante. O garoto de cabelos dourados e olhos castanhos trajava um terno italiano, o traço fino e requintado era facilmente reconhecido pela amazona, cujo pai humano era um importante empresário na região da Filadélfia. — Você está atrasado — Hayes falou por entre os dentes, olhando irritada para o semideus — Dá próxima vez irei cobrar por minuto de atraso!

Apareceram visitas importantes em casa, Senadores e todos aqueles políticos chatos — O garoto falava entre arfadas, ajeitando o blazer enquanto aproximava-se da filha de um dos três grandes deuses — Trouxe a encomenda?

Desde que tinha virado uma Amazona, seu trabalho como contrabandista tinha expandido. Agora possuía contatos e acesso a informação, além de uma gama de desculpas perfeitas para estar viajando de um canto para o outro. Seu trabalho, mesmo que divulgado apenas para as pessoas certas, estava crescendo nos acampamentos semidivinos. Foi assim que aquele filho do deus do sol tinha entrado em contato com Maxine e feito uma encomenda muito comum para jovens de dezoito anos. Uma quantidade de brownies com um ingrediente especial que ficava cada vez mais popular e consumido, a maconha. Aquele rapaz sempre pareceu um daqueles filhos únicos que eram mimados por pais que prezavam a aparência. Sempre arrumado, educado e polido, tornava-se um boca suja irritado quando estava com a amazona, exibindo a sua verdadeira face. Ela tinha aproveitado a entrega de encomendas da Amazon para o Acampamento Júpiter para realizar sua pequena atividade particular.

Vamos logo acabar com isso antes que seja punida por sua culpa — Hayes resmungou enquanto entregava o pacote com a guloseima ilícita — Espero que lembre do acordo, se alguma autoridade descobrir o contrabando e você me foder, pode ter certeza que vou te foder triplamente.

Não sou um traidor nem dedo duro, fica na sua — ele respondeu enquanto entregava um saco de couro contendo os dracmas — Obrigada pelo serviço tão prestativo, você está salvando vidas aqui.

Mesmo que seu humor estivesse péssimo, Max exibiu um sorriso divertido. Entendia bem aqueles jovens, até porque era um deles. Odiava o tédio, detestava a monotonia assim como a obrigação de fingir estar bem para os adultos saírem de sua sombra. Com a negociação concluída a amazona seguiu para a entrada do túnel, onde as companheiras de grupo a esperavam com expressões nada felizes. Porém, tudo o que a filha de Júpiter fez foi abrir um sorriso sapeca e fingir que tinha se atrasado por um motivo qualquer. Já estava com fama de alguém que não era pontual, o que auxiliava nas suas desculpas improvisadas. Mentir era algo natural para a garota loira, que realizava tal ato desde quando era uma criança. Talvez ser um legado de Afrodite auxiliasse no sucesso de suas mentiras, mas ela não se importava com o que provocava sua facilidade em enganar, contanto que funcionasse!

Duas amazonas acompanhavam a jovem loira, conversando distraidamente enquanto preparavam-se para partir. Uma delas estava encostada em uma moto, de pele negra e cabelos escuros, era uma das mulheres mais belas que Maxine já tinha conhecido. Yasmin, como se chamava, estava encostada em uma van de porte mediano, o suficiente para que em seu bagageiro coubesse os itens místicos que foram transportados até o acampamento. A frente dela estava uma garota morena, recostada em uma moto estilo Harley Davidson, ainda mais alta do que as outras duas amazonas, Jéssica tinha uma feroz elegância. — Temos de partir logo, a Rainha exigirá saber o que aconteceu e já que a culpa é da Max, ela quem fará o relatório.

Porra, eu só atrasei um pouco! — Max revirou os olhos enquanto abria a porta da van, do lado do passageiro — Vamos, mexam essas bundas deliciosas. Quanto mais rápido encerramos isso, logo poderemos curtir esse fim de ano.

Isso é um convite, Hayes? — Jéssica questionou enquanto montava a moto.

Para você, sempre será um convite! — A filha de Júpiter gracejou quase como um reflexo.

Yasmin e Jéssica apenas riram daquele jeito conquistador que a descendente de Afrodite possuía. Eram algo com o qual tinham se acostumado e habituado já que quase sempre estavam realizando tarefas ou missões juntas. Hayes tinha um comentário qualquer pronto para deslizar na ponta de sua língua, mas tudo o que escapou de seus lábios foi o som de um grito assustado quando um enorme lobo saltou sobre o capô do carro.

QUE PORRA! — Gritou logo depois do susto, pronta para lançar um choque naquela criatura.

Não faz nada! — Yasmin gritou ao seu lado com certo desespero — Você não tá reconhecendo a Lupa?!

Que Lupa?!

Você não passou o treinamento com a Loba?

Não...? Você foi treinada por uma loba?!

Deuses Max — Jéssica ria do lado de fora — Romanos são treinados por uma deusa lupina, que sempre aparece em forma de lobo. Como você sobreviveu até hoje?

Essa era uma das perguntas que Max questionava-se no fim de todos os dias. Mais calma, encarou a criatura de olhos dourados que a encaravam através do vidro. A expressão era indecifrável, mas aquele olhar não era a de um animal comum. Lupa saltou para o lado esquerdo, parando ao lado da porta do motorista. Yasmin saiu do veículo, sendo seguida prontamente por Hayes. Ela nunca tinha visto uma deusa antes, assim como nunca encontrara uma criatura mística daquele tamanho que não fosse um inimigo.

Estou passando uma missão de busca urgente — A loba falou, exatamente, ela falou! Maxine olhou para as outas amazonas com uma expressão incrédula, como a de uma criança que via um unicórnio falante e não uma deusa em forma animalesca — É um estado de emergência que não pode ser ignorado. Vocês aceitam?

Sim — Yasmin respondeu prontamente, recebendo uma cotovelada da filha de Júpiter — Você quer falar para a Rainha que negamos um pedido urgente da Lupa?

Não temos tempo para maiores explicações — A loba rosnou, um som produzido não de maneira ameaçadora, porém dominante o suficiente para calar as amazonas ali presentes — Ártemis sofreu com um acidente mágico feito por Hécate. Ela está divida em três locais diferentes e precisa ser levada até a deusa da noite para que reverta o ritual.

Ela foi sequestrada? — Jéssica questionou sem esconder o tom preocupado.

Não... Ela fugiu.

Uma deusa fugiu?! — Max não aguentou o tom irônico e divertido.

Dessa vez, foi a filha de Júpiter a receber uma cotovelada na altura de suas costelas. Yasmin, por ser a amazona mais experiente, tomou a liderança ao questionar a deusa lupina as informações necessárias para prosseguirem com aquela missão urgente e inusitada. Hayes estava ocupada buscando em sua memória o que sabia sobre aquela divindade. Deusa da lua e da caça, Ártemis liderava um grupo de mulheres desde a antiguidade, ofertando a imortalidade fora de batalha para que prosseguissem com a deusa o quanto fosse possível. Diferente das amazonas, Ártemis não gostava de seres do sexo masculino, assim como muitas outras caçadoras que se espelhavam em sua líder.

Ainda temos de pegar os ingredientes para reverter o ritual — Yasmin resmungava enquanto dava partida na Van. Do lado de fora era possível escutar o motor da Harley Davidson de Jéssica roncar, ela também havia ligado o seu veículo — Max, não importa o quê, demonstre respeito a essa deusa, ela é uma das mais importantes do olimpo e não deve ser tratada como qualquer outra.

Então os outros a gente pode tirar sarro? — Indagou com um sorriso esperto.

Cuide de sua língua, ou você pode perde-la porque algum deles ficou ressentido — Yasmin alertou passando a acelerar — De qualquer modo estamos correndo contra o tempo. Temos de encontra-la antes do nascer do sol ou o ritual não será desfeito.

Como se estivesse escutando a conversa, Jéssica passou ao lado delas aumentando a velocidade, guiando o caminho em sua moto.

-//-

O primeiro destino das amazonas fora um parque temático. Era final de ano e muitos eventos estavam acontecendo, desde os grandes com atrações importantes, há pequenos acontecimentos em bairros locais. Aquele parquinho era até mesmo grande para aquele local residencial. Mesmo sendo noite, haviam crianças correndo por todos os lados, cachorros sendo guiados e latindo uns para os outros. Os humanos bem vestidos contra o frio conversavam e riam entre si.

Ela deve estar em algum lugar — Jéssica disse encarando o parquinho.

Vocês sabem como a deusa se parece? — Hayes indagou coçando a cabeça.

Ela muda de forma o tempo todo, geralmente tem uma aparência na idade mediana das caçadoras. Mas ela é uma criança aqui.

Uma criança?! Como assim?!

Max, você não prestou atenção no que Lupa disse?

O olhar culpado e o sorriso amarelo foram o suficiente para que Jéssica e Yasmin revirassem os olhos para a filha de Júpiter. A morena acabou por explicar que ao ser separada em três formas, ela mudou as idades e ali naquele parquinho estava a criança. A expressão de evidente compreensão da novata amazona fez com que Yasmin mordiscasse o lábio inferior para não rir. Apesar de tudo, Maxine era como a maioria dos semideuses, possuindo TDAH e se distraindo em momentos importantes ou não.

Vamos nos separar e procurar, é uma deusa, não deve ser difícil encontrar uma deusa certo? — Hayes sugeriu.

Errado. Era demasiadamente difícil! As crianças corriam de um lado para o outro, gritavam e escorregavam na neve. Aquelas pequenas miniaturas de seres humanos pareciam nunca terem fim. Depois de quase quinze minutos de pura gritaria em seu ouvido Max resolveu sentar em um balanço qualquer, olhando feio para qualquer criança que quisesse sentar ao seu lado. Foi nesse momento que a semideusa começou a pensar no quanto estavam ferradas ao aceitarem uma busca como aquela. Assim como também foi nesse instante que começou a escutar vozes infantis alteradas e irritadas. — Você trapaceou! — gritou um garotinho que não aparentava ter mais do que oito anos.

Com um franzir de cenho Hayes virou o rosto em direção ao som que havia cativado sua atenção. Lá estava um grupo de crianças cercando uma garotinha de cabelos um tanto crespos e, apesar de trajar roupas de frio, era a que possuía menos camadas de tecido. Era como se o frio não a incomodasse tanto assim. A garotinha não estava intimidada apesar de estar sozinha contra quatro ou cinco crianças, algumas até mesmo maiores. Sua postura era altiva, queixo erguido e ombros endireitados. Aquilo certamente chamou a atenção da romana, o suficiente para erguer-se do balanço e se aproximar cautelosamente. A garotinha poderia ser, afinal de contas, uma deusa em tamanho miniatura, mas ainda assim uma divindade poderosa.

Foi completamente justo. Garotos tem problemas de autoconfiança, não me julgue por ser ruim — Foi a resposta ácida que a menina deu para o grupo.

Não seja tão malvada! — Rebateu uma garota com uma toca rosada na cabeça — Quero ver você ganhar de todos nós!

Naquela área do parque o gramado estava coberto por uma grossa camada de neve, o que tornava perfeito para o momento que estava para acontecer: guerra de bola de neve. Irritada pela desvantagem da garotinha prepotente, mesmo que talvez fosse uma criatura divina, Max resolveu agir antes do que aquele grupo. Abaixou o corpo para amontoar o conteúdo branco, formar uma bola e atirar sem dó ou piedade em uma das crianças mais altas. Não foi um arremesso forte, ela tinha consciência de que a depender da força empregada, poderia machucar sem querer o filho de alguém. Colocou a mão no bolso da jaqueta, retirando a pokebola que agora sempre carregava consigo. A mão da romana foi para trás de suas costas, acionando o botão para invocar a sua mascote, um macaquinho albino. Assim que ele apareceu Lancelot escalou seu corpo até repousar em suas costas.

Parece que precisamos equilibrar as coisas por aqui — Falou conquistando a atenção das crianças.

Mas você é uma adulta! Isso é injusto! — Esbravejou o garoto que tinha levado a bolada.

Quanto mais cedo vocês aprenderem que o mundo é injusto, melhor para vocês — Max balançou a mão em descaso.

Isso é um macaco? — Questionou uma das meninas, escondendo-se atrás de outra garotinha.

Sim, e ele é bem louco sabia? Então, vão encarar ou vão se mandar correndo para a saia das mamães de vocês?

As crianças se entreolharam e pareciam cogitar as possibilidades. Porém a inteligência daquele mamífero no ombro de Hayes nunca deveria ser subestimada. Ele apesar da aparência fofa, soltou um grunhido ameaçador e exibiu os dentes. As crianças gritaram e correram por lados opostos, duas delas até mesmo tropeçaram em si mesmas quando correram uma de encontro a outra. A romana não segurou a risada, mesmo que aquilo não fosse ser visto com bons olhos por qualquer outro adulto descente, ela não conseguia evitar de achar engraçado.

Você acabou de assustar criancinhas — a garotinha ergueu o olhar para encarar a amazona.

Bom, não todas pelo visto — Max arqueou uma sobrancelha enquanto agachava para ficar da mesma altura que a criança — Até porque, quais as chances que eles tinham contra Ártemis?

Ela poderia estar errada, mas desde sempre Maxine aprendeu que para um blefe dar certo você tinha de acreditar o máximo possível que havia uma possibilidade de estar certo. Ou fingir que estava. A garotinha a encarava de maneira neutra por vários segundos, até bater o pé no chão como se estivesse contrariada por ter sido descoberta — Eu só queria me divertir e brincar! Mas aqueles garotos são tão idiooootas — a criança resmungava com toda a teatralidade que sua idade permitia exibir — Eu queria brincar com as meninas de construir um castelo de neve! Só isso! Eu só... eu só... Por que eu não posso me divertir?!

A súbita mudança no semblante da deusa criança fez Maxine entrar em pânico. Não se importava muito com as reações das crianças, não amava nem odiava as versões pequenas do ser humano. Mas ali estava uma deusa, resmungando e lutando contra as lágrimas que acumulavam em seus olhos e faziam as orbes avermelharem.

Calma, calma! — A semideusa dizia isso mais ara si do que para a garotinha — Que tal, eu deixo você brincar com o Lancelot e depois você segue para um local com uma garota muito legal. Uma amazona divertida e que não deixará você entrar no tédio.

O nome dele é Lancelot? — Ártemis fungou e coçou os olhos — Podemos construir um boneco de neve?

Sim, e até cantar Let it Go enquanto isso!

Ok.

Então ela subitamente estava sorrindo e brilhando de felicidade. Max deixou a cabeça cair para baixo sem acreditar no que estava acontecendo. Felizmente, aquela era uma deusa ligada a natureza, sabia como cativar e cuidar dos animais. Lancelot a seguiu de bom grado para um canto mais reservado para construir o boneco de neve. A amazona ergueu o corpo, vasculhando com o olhar os arredores em uma tentativa de encontrar suas companheiras. Avistou primeiro Jéssica, assoviando alto para chamar a atenção da morena. Ela aproximou-se, coincidindo com a chegada de Yasmin.  — Encontrei a deusa e negociei com a criança. Ela vai ser a Elsa enquanto Lancelot a Anna, brincando de construir um boneco de neve. Depois uma das duas levam para o ponto de encontro.

Quando você ficou eficiente assim? — Jéssica a encarou genuinamente surpresa, o que resultou em uma careta indignada da única loira do trio — Não me culpe, você é bem desleixada quando quer.

Como é uma criança, eu a levarei para o ponto de encontro e aproveito para buscar os ingredientes solicitados — Yasmin foi, mais uma vez, quem tomava as decisões de maneira natural.

Aparentemente, aquela primeira parte havia sido resolvida sem maiores problemas.

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Eles levaram quase uma hora para finalizar o boneco de neve, já que a deusa queria um perfeito e sem usar os seus poderes divinos. Foram mais trinta minutos para que Jéssica pilotasse a moto para o segundo local indicado pela deusa lupina. O trânsito de fim de ano parecia imortal, sendo intenso em todas as horas do dia, o que dificultou um pouco o trajeto das duas amazonas restantes.

O destino final, dessa vez, era um salão de festas localizado em um dos grandes centros da capital californiana. Após guardarem os capacetes, as semideusas encararam o local de um jeito estranho. O olhar de Max não escondia o quanto achava estranho uma deusa estar em uma balada como aquela. Não que deuses não pudessem se divertir na vida noturna, Hayes poderia apostar que na verdade era assim que a maioria dos meios-sangues eram concebidos. Porém, não em uma festa da terceira idade. Também não era estranho senhores e senhoras estarem em uma festa, aquele seria apenas o último lugar que a amazona novata procuraria. — Ok eu estou confusa. Tem certeza de que estamos no local certo? — A loira não resistiu a pergunta.

Se você fosse uma deusa e estivesse sido divida em três partes diferentes e cada uma tivesse uma idade diferente... — Jéssica falou enquanto desviava o olhar do salão de festas para Maxine, então ela riu em deboche — Não, você ainda estaria em alguma balada quente rebolando até o chão, mesmo com 70 anos.

Amém irmã, amém!

Por um pequeno momento a filha de Júpiter tinha esquecido aquele detalhe. Durante o caminho, Jéssica recapitulou quase tudo o que Lupa havia informado. Como efeito colateral pelo ritual ter dado errado, Ártemis não foi apenas divida em três figuras diferentes, mas também em idades diferentes. Aquele era o local onde supostamente a versão mais velha das três estaria. Jéssica tocou no ombro da companheira, chamando a atenção de Max para poderem prosseguir com a missão.

Ao adentrarem o local, foram surpreendidas. Era um perfeito baile estilo High School, com direito a um enorme globo refletor no centro, bolas brancas e uma banda que estava tocando sucessos antigos enquanto pareciam ter saído do filme Footlose. O mais incrível? Era que os senhores e senhoras que estavam espalhados pelo local se divertiam para valer. Dançavam no ritmo deles, a idade tendo restringido a maior parte dos movimentos, mas não os impediam de jogar o braço de um lado para o outro, fazerem dois passinhos para lá e para cá. — Vamos nos dividir novamente? — Max indagou enquanto olhava de um lado para o outro.

Melhor não, está muito cheio e é um local fechado — Jéssica analisou fazendo a mesma ação de busca que a novata realizava — Mas vamos nos afastar um pouco para cobrirmos uma área maior.

Boa sorte com as cantadas dos senhores alvoraçados — Max não conseguiu conter-se na fala, o sorriso travesso desenhado em seus lábios.

Não assedie nenhuma senhorinha — Foi a resposta de contra-ataque da morena.

Max a cada dia adorava as suas companheiras de grupo. Elas eram diferentes umas das outras, mas parecia haver aquele sentimento de pertencerem a algo que as unia. A Rainha era esperta o suficiente para poder fazer os pequenos grupos serem os mais funcionais e assertivos possíveis, Hayes não duvidava que estar sempre com Yasmin e Jéssica não era por acaso. No fundo agradecia por isso, pois apesar de ter uma família no mundo humano, nunca se sentiu pertencendo a uma desde os seus dez anos de idade.

A procura começou ao som de Spice Girls. A semideusa esforçava-se para manter-se atenta, não se distraindo com as luzes que passavam ou acabar cedendo a vontade de dançar junto com os idosos ali presentes. Impressionou-se com algumas duplas de dança, na habilidade que eles tinham mesmo com a idade avançada. Geralmente nos eventos empresariais que o sr. Hayes a obrigara a ir, os velhos ficavam falando de negócios e as mulheres – mesmo as de idade avançada – fofocavam besteiras. Os jovens até se atreviam a ir dançar, a depender do evento existia até mesmo a valsa ou alguma dessas danças mais elegantes. Porém naquele lugar? A idade biológica em nada coincidia com a idade de espírito que eles tinham.

Porém havia uma senhora que chamou a atenção de Jéssica. Logo a amazona morna aproximou-se da filha de Júpiter, a segurando pelo braço para guia-la um pouco mais para a esquerda. Jéssica não precisou apontar ou indicar o que queria mostrar para Max, já que era bem evidente o que havia captado o interesse da mais velha. Tinha uma dupla de senhoras, uma de frente para a outra. Um semicírculo estava formado ao redor das duas, estruturando a velha competição de dança. A maior delas tinha um corpo definido para a idade, elegante com um vestido branco com detalhes dourados, parecia usar uma peruca que foi sucesso nos anos oitenta. A outra era menor, mais magra, mas totalmente mais ágil, usava um vestido branco virginal, com um simples laço na cintura. O cabelo levemente crespo e os olhos castanhos afiados e desafiador. Olhos idênticos aos da criança Ártemis.

Nós devemos interromper? — Jéssica indagou observando as duas dançarem no duelo.

Talvez... — A senhora Ártemis girou em um perfeito passo de balé e arrancou palmas da pequena plateia — Não. Você tem coragem de interromper uma deusa na competição?

Amo demais minha vida para isso — A outra amazona comentou enquanto concordava com um acenar de cabeça.

Uuuuh, a outra senhora errou o passo da Macarena. Shame on you!

Quando a famosa música findou, o pequeno público aplaudiu e a senhora Ártemis curvou-se enquanto ria. Porém o riso logo também foi encerrado quando as amazonas se aproximaram daquela versão da divindade. — Por que sempre na melhor parte?! — A deusa resmungou e bufou — Saiam daqui, eu não quero ir, estou me divertindo!

E se divertindo muito bem — Max comentou de maneira sincera, conquistando o interesse da deusa — Eu odeio ser estraga prazeres já que sou uma grande fã da diversão e o tédio me apavora — A filha de Júpiter recebeu uma cotovelada da amazona veterana — O que? É verdade! Isso daqui está melhor do que as festas dos Hayes, a todo momento minha raba estava se mexendo como se tivesse vida própria, foi difícil me controlar.

Então por que me levarem daqui? — A senhora cruzou os braços.

Por que o mundo pode acabar e grandes desastres podem acontecer — a semideusa loira respondeu impulsivamente, acabando por fazer uma grande careta no fim — Isso tudo porque você estaria curtindo uma festa. Olha, não é por nada não, mas sua imortalidade é um saco.

Maxine! Você não tem um pingo de noção?! — Jéssica parecia que estava para ter um infarto ali mesmo.

Eu diria que estou sendo compreensiva com a situação! Vamos senhora Ártemis, que tal dançarmos duas músicas pelo menos? Eu sei que a senhora é bastante compreensiva também e entende a situação. Mas nada que impeça de curtir duas músicas e... ESTÁ TOCANDO YMCA!

Deusa e semideusa praticamente saltaram juntas, uma para o lado para o lado da outra, marchando no ritmo inicial da música até começarem em perfeita sincronia a coreografia. Jéssica olhou para o alto, perdida sem saber para quem orar e pedir clemência pelo que estava vivenciando. Mas quem iria ajuda-la já que uma própria divindade estava envolvida no meio da confusão?

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Não foram apenas duas músicas, mas sim três. Para tornar a situação ainda mais inusitada, Ártemis tinha se recusado a ir de táxi para o ponto de encontro, alegando que preferia ir pilotando a moto de Jéssica. Sim, a amazona fora obrigada a ir na garupa e não conduzindo o seu precioso veículo. Hayes usou de todas as suas forças para não rir da expressão de desespero mal disfarçada quando a sua veterana montou na moto e quase gritou quando a deusa deu uma arrancada brusca com a moto.

Restou para ela pegar um ônibus para chegar ao último endereço informado por Lupa. O problema? Ficava na praia de Santa Mônica, um dos pontos turísticos mais visados de São Francisco. Inevitavelmente havia um fluxo intenso de carros nas principais rodovias que davam acesso ao litoral. Impaciente e pela primeira vez preocupada com o tempo que restava, Maxine saltou no meio de caminho em um ponto qualquer, depois de pedir instruções ao motorista de qual lado ficava a praia.

Seu próximo desafio foi procurar um local calmo para conseguir voar de forma discreta. A cria de Júpiter amava voar. Ao impulsionar os pés como se estivesse pulando, a loira manipulou o ar ao seu redor para que a mantivesse no ar. Estava quase rindo quando alcançou uma altitude de quase cem metros, contente por estar simplesmente realizando a pequena ação. Voou na direção indicada pelo motorista, evitando todo o trânsito que atrasaria sua missão em – muito provavelmente – horas!

Ao pousar no local indicado Max escutou o som de música típica de praia. Voz, violão, ukelele. Tochas espalhadas por toda a área, almofadas, áreas com toldos... Aquele era um perfeito lual, no meio do inverno, mas ainda assim lotado. Ártemis estava conquistando o respeito de Maxine não por sua fama de grande caçadora ou deusa justa, mas sim por sua capacidade de se divertir não importando a idade que tinha.

A amazona repetiu na mente as informações dadas por Jéssica, com certo temor de que acabasse esquecendo algum detalhe. Restava apenas a versão jovem da semideusa, que provavelmente estava se divertindo em algum lugar naquele lual, tendo como base os desejos das duas outras versões. Porém Hayes não esperava que fosse ser tão fácil encontrá-la, já que nas outras tentativas tinha demorado um pouco para reconhecer a deusa no meio das pessoas. Ártemis estava em seus vinte e poucos anos, usando pouca roupa em comparação aos outros que em sua maioria trajavam casacos. Ela? Um belo vestido solto, meias-calças cor de pele e um simples escarpe, mas que dava todo o charme. O cabelo não estava crespo dessa vez, mas sim liso e bem arrumado, como se estivesse pronto para gravar um comercial de shampoo e hidrante capilar. No entanto não era o modo como ela estava vestida que fez Maxine ter certeza de que era ela, mas sim a primeira coisa que passou na sua mente quando a viu. “Que deusa grega!”. Só que naquela situação em específico o modo popular de classificar uma mulher bonita poderia ser levado no literal.

A forma de confirmar a sua hipótese foi aproximar-se. A amazona caminhou a passos incertos, desviando de um humano ou outro que se tentava abordá-la com algum tipo de flerte. Porém a deusa girou no próprio eixo para dar as costas a um garoto que tentava conversar com ela. Os olhos castanhos afiados e com aquele tom superior. Era definitivamente ela! Mas aquela Ártemis tinha algo diferente das outras duas versões, pois sua expressão estava irada ao ponto de ter uma ruga entre as sobrancelhas e ser evidente a tensão em seus ombros.

Se havia algo que Maxine sempre se animou quando estudava a Antiguidade era como as deusas podiam ser passionais. E como graças a essa energia emocional elas simplesmente transformavam as pessoas em coisas menores, como animais e plantas. Ártemis era popular por não gostar de homens, em verdade muitos acreditava que ela os odiava e desprezava, um nível muito superior das amazonas, que ainda encontrava serventia para o sexo masculino. — Vai dar merda, vai dar merda, vai dar merda! — Max repetia por entre os dentes enquanto aproximava-se mais rápido da deusa e do pobre garoto — Opa, finalmente te encontrei Artie! — falou quando ficou próxima a deusa, usando de toda a sua habilidade de encenar e mentir — Desculpe, me distrai com o barman.

Uma amiga, isso é ótimo! Eu estou com um grupo de rapazes e....

Não estou interessada! — Ártemis o cortou rude e quase rosnando — É surdo ou não é inteligente o suficiente para entender isso.

Garota eu não estou nem sendo grosseiro, só convidando você!

Recuso seu convite — A deusa foi taxativa — Suma antes que eu o castigue por sua petulância!

Amigo, vem aqui — Maxine correu para o lado do garoto, passou o braço nos ombros dele já que ele não era tão alto — Vê aquele grupo de garotas ali? Vá por mim, elas vão ser companhia mais interessante. Eu sei que você deve estar instigado pelo desafio que minha amiga deve estar oferecendo, e que você também deve ter um lado meio masoquista por insistir depois de ser cortado duas vezes. Mas estamos em um local aberto e público, ali tem pelo menos dois seguranças e minha amiga não liga para escândalos. Então boa sorte com outro grupo!

O garoto encarou Max desconfiado, alternando o olhar para Ártemis com um ar meio indignado. Até soltar um suspiro derrotado e afastar-se para os amigos. Max também suspirou, porém de alívio ao ver que ninguém tinha sido transformado em animal ou planta. Ao menos não por enquanto, pois quando tornou o corpo em direção a deusa ela estava ainda com aquele olhar afiado e de braços cruzados. — Eu já sei, você não quer ir, você quer se divertir — Max a interrompeu antes mesmo que começasse a falar — Já encontramos suas outras versões e logo irá amanhecer, dessa vez nós realmente precisamos ir.

Está me dando ordens? — Ela questionou por entre os dentes.

Eu não ordeno nem minha própria vida... — Max respondeu por impulso, desviando o olhar do da deusa.

Definitivamente seria ela a ser transformada em um ratinho. Ou uma barata.

Eu não vou — Ártemis determinou de maneira fria, começando a se afastar.

Que bela propaganda enganosa — Hayes disse em desânimo, fazendo com que Ártemis parasse e a olhasse desconfiada. Havia uma ordem na maneira como a deusa fitava a garota  sua frente, exigindo que ela se explicasse — Sempre me falaram que Ártemis era uma das deusas mais respeitadas, que ela tinha um compromisso com o que acreditava. Mas não julgo, de verdade. Eu faria exatamente como você, sou inconsequente o suficiente para ligar o foda-se para o mundo. Será que eles estão servindo tequila? Vou aproveitar essa última festa antes que o mundo entre em colapso.

A jovem Hayes tinha crescido no mundo da classe média alta que ascendia a alta sociedade. Tinha aprendido desde cedo que existia algo que tirava as pessoas com certa posição do sério: quando mexiam com o orgulho. Tinha sido avisada que Ártemis não estava em seu normal, agindo diferente graças aos efeitos colaterais do ritual. Fora uma criança birrenta ao querer construir um boneco de neve. Foi uma senhora teimosa que dançou até os quadris rangerem. E agora uma jovem petulante que tinha o mundo girando ao seu redor por conta de sua beleza mística e superior. Porém ainda era uma deusa em sua essência, passional e orgulhosa. Compará-la a uma mera semideusa que estava fazendo escolhas erradas provavelmente atingiria um nervo. Por dentro Max tremia, o coração disparado com medo de ser transformada em um inseto em um estalar de dedos.

Vamos.

Foi tudo o que a deusa disse antes de virar e marchar em direção contrária ao luau. Hayes liberou o ar que prendia nos pulmões enquanto seguia a deusa em sua forma jovial. Seguiram pela praia até adentrarem uma área mais isolada. Ártemis estalou os dedos e uma carruagem surgiu absolutamente do nada, sendo puxada por cervos belos e dourados. Os olhos da amazona cresceram, o tom azulado das írises brilhando de modo quase infantil. — Eu posso ir encima de um deles?! — Indagou empolgada, mas murchou assim que viu o olhar cortante da deusa. Naquele momento ela soube que deveria, mais do que nunca, ficar em silêncio durante toda a viagem.

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A carruagem pousou em uma floresta um pouco fora da cidade, mais precisamente em uma campina. Lá estavam todos os personagens desse pequeno enredo, finalmente reunidos. O que incluíam as três Ártemis. A criança ainda brincava com Lancelot, macaco que era mascote de Maxine. Jéssica e Yasmin encontravam-se mais ao canto, conversando em tom baixo e mantendo um olhar na senhora Ártemis. Essa versão mais velha da deusa, por sua vez, proseava com uma outra mulher de cabelos negros e longos, vestindo trajes escuros. Foi naquele momento que Maxine conheceu a deusa da magia, Trivia.

Você está viva! — Comemorou Yasmin assim que a garota loira saltou da carruagem.

Milagres acontecem. — Max deu de ombros enquanto aproximavam-se das outras amazonas.

Finalmente — Trivia avançou para segurar o braço da jovem Ártemis e leva-la de encontro as outras três — Temos de nos apressar, ou o ritual não estará pronto a tempo. Obrigada pelos seus serviços essa noite, amazonas.

As deusas, incluindo a que tinha sido repartida em três versões diferentes, adentraram a floresta enquanto o macaco albino saltitava até a sua dona. Max não resistiu a abraça-lo e aplicar carinho em sua cabeça. Ele tinha feito um ótimo trabalho em distrair a criança divina, impedindo que ela fugisse como toda criança curiosa faria. — Então é só isso? — Hayes indagou com certa curiosidade — Entregamos elas, elas desaparecem e o mundo continua inteiro?

Basicamente. Eu consegui os ingredientes solicitados e entreguei a Hécate antes — Yasmin respondeu enquanto espreguiçava.

Trivia — Jéssica a concertou com um revirar de olhos. Sim, uma era romana e outra grega, volta e meia as duas se alfinetavam por conta das diferenças culturais — Essa foi a noite mais estranha de toda a minha vida! Eu pensei que iria morrer quando ela entrou no limite de velocidade com minha preciosa!

Eu pensei que iria morrer o tempo todo — Max disse e deu de ombros quando os olhos das outras duas garotas a encararam — Eu sei que sou impulsiva e isso só ferra com minha vida. Então constantemente eu penso que vou morrer por dizer alguma merda.

As outras duas riram enquanto finalmente seguiam para a rodovia, onde tinham deixado os seus veículos. Missão cumprida, o próximo problema? Tentar explicar a Rainha das Amazonas porque estavam tão atrasadas.

Habilidades Passivas:
Nível 6
Nome do poder: Simpatia dos deuses
Descrição: O grupo de guerreiras mulheres não tem nenhum deus como patrono, mas se devota um pouco a cada um destacando alguma de suas qualidades. Athena é glorificada por sua capacidade estratégica, Artemis pela perícia em caça, Héstia por não ter se submetido a nenhum homem, especialmente Ares e Belona por suas atribuições bélicas, etc. Desde os primórdios as guerreiras sabiam a importância de estar de bem com cada divindade, prestando culto a todos. Dessa forma, as Amazonas não têm nenhum desafeto entre os deuses e têm a simpatia do panteão, dificilmente sendo desamparadas ao realizar uma prece e diminuindo as chances de receberem alguma maldição.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: As preces das Amazonas normalmente são atendidas, embora recorram pouco a elas
Dano: Nenhum
Extra: Não é válido para desafetos que o progenitor divino da guerreira tenha


Nível 9
Nome do poder: Respeito
Descrição: Por onde quer que vá o filho de Zeus/Júpiter será respeitado, seu pai é o senhor do Olimpo, o que o torna quase um príncipe na terra. Isso faz com que de certa forma o semideus empunha respeito, podendo chegar a ser temido pelos demais campistas, ou invejado. Entretanto tal poder dificilmente irá funcionar com individuos de nível elevado ou força mental forte.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Pode fazer um inimigo hesitar durante o primeiro turno, evitando atacar diretamente.
Dano: Nenhum.

Nível 18
Nome do poder: Lider II
Descrição: Zeus/Júpiter é o rei dos deuses, e sua capacidade de liderar inspira confiança, assim como seu pai, o seu herói inspira essa aura que fazem as pessoas quererem te seguir, lutar por você. O que também gera uma grande capacidade de manipular as coisas ao seu favor, inspirando as pessoas a te seguirem, lutarem por você, e com você.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Pode inspirar um exercito com palavras.
Dano: Nenhum.
Habilidade ativa usada:
Nível 42
Nome do poder: Voo V
Descrição: O semideus concentra uma grande parte de sua energia e consegue içar a mais metros do chão. Ao redor de seu corpo, correntes de ar o mantem estável e equilibrado, ele também consegue ficar mais rápido. Esse é o nível final, onde ele domina a arte de voar e usa isso ao seu favor.
Gasto de Mp: 40 por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Já pode se erguer até 100 metros acima do solo.
Item usado:
Pokemonster [Uma bolinha baseada no designer da famosa Pokebola, do anime, Pokemon. É preta e dourada, se expande nas mãos do portador e cria um portal seguro, que transporta a criatura para seu interior, e levando para uma dimensão parare-la. Possui um botão retrátil, ao apertar, libera a criatura novamente de seu mundinho particular.| Efeito 1: Ao pressionar o botão pela primeira vez, quando a Pokemonster está vazia, essa criara uma espécie de portal em frente a criatura. Um circulo luminoso repleto de escritos em grego ou latim, que se misturam a runas, criando um portal que suga a criatura para o interior da Pokemonster, o levando para uma dimensão paralela. Efeito 2: O interior é semelhante a um bosque, idêntico ao da maleta fantástica, que deixa a criatura livre para brincar, se divertir e melhor, manter-se segura enquanto seu dono está lutando do lado de fora. Efeito 3: Transforma-se em um chaveiro com o mesmo designer, que pode ser facilmente carregado por aí.| Desconhecido | Sem espaço para Gemas | Beta | Status: 100% Sem danos | Mágico | Comprado no Fantastic Beasts]
Habilidade Lancelot (mascote):
Nível 1
Nome da habilidade: Super Inteligência
Descrição: Desde filhote essa mascote apresenta um grau de inteligência muito elevado.  
Tipo: Passivo
Dano: Nenhum
Bônus: Aprendizado acelerado.
Extra: Nenhum
Duplicador:
Nome: Pacote intermediário de XP - Nível 2
Descrição: Por 1 mês em OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. (Valido até 13/01/2018)


– Túnel do Acampamento – Missão Fixa –Em um dia ai


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Re: O Mistério da lua Crescente

Mensagem por Vênus em Qua Jan 10, 2018 2:28 pm


Max Hayes

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 9.000 XP e 9.000 Dracmas. + 15 estrelas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Enredo e coerência de batalha: 48%
Gramática e ortografia: 18%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS:  17.280 xp (duplicador de xp contabilizado já) + 8.640 Dracmas + 15 Estrelas.

Comentários:

A maioria das pessoas acreditam que batalhas são essenciais para o desenvolvimento dos semideuses, tenho por mim que não são, muitas vezes necessárias claro, mas em um enredo tão completo e cheio de desafios como o seu? Dispensáveis. Uma das coisas que mais me agradou nessa leitura cativante foi a personalidade da sua personagem, alegre e divertida, um tanto travessa e bastante impulsiva devo dizer, mas no mais, certamente cativante. Você apresentou desafios condizentes com o seu nível, se saiu bem lidando com Artémis e fora os erros de português eu não encontrei grandes erros em questão de enredo na leitura, mas encontrei muita palavra repetida (kkk). Foi algo leve e muito gostoso de ler. Parabéns.


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Re: O Mistério da lua Crescente

Mensagem por Selene em Qui Jan 11, 2018 3:10 pm


Jacob Ahle

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 5.000 XP e 5.000 Dracmas. + 15 estrelas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Enredo e coerência de batalha: 15%
Gramática e ortografia: 10%
Criatividade: 10%

RECOMPENSAS:  1.750 XP e dracmas + 5 estrelas

Comentários:

Eu não sei por onde começar a apontar os furos de seu texto. São muitos, realmente. Você pula partes que seriam essenciais, você sequer formatou seu texto e há "quebra de linha" dentro de uma mesma oração. Sem contar que você repete muito os nomes. Sua narração é uma completa confusão e o enredo é bastante fraco, mas calma. Sempre há uma forma de melhorar. Sugiro que comece a pelo ou menos justificar seu texto e que o revise no word (mesmo não sendo um dos melhores no quesito revisão, já é algo) para evitar erros, do mesmo jeito que eu sugiro que releia seu texto e verifique se não há redundância. Seu texto foi um dos mais cansativos que eu já vi, o que é realmente uma pena.


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Re: O Mistério da lua Crescente

Mensagem por Kim Mi Cha em Dom Jan 14, 2018 9:44 pm

아름다운 끝은 어디에?
Tell me Tell me now areumdaun kkeut-eun eodie?

Eu fiz a missão em conjunto com a Lola Kim e a  Eun Deokhye, por isso fiquei de encontrar apenas uma Artemis.
Em outra ocasião certamente minha impressão teria sido outra, mas naquela cujo o feriado tinha atrapalhado o desenvolvimento dos campistas a serem selecionados para uma missão? Não. Quando o centauro me designou para realizar a tarefa soube que era sua ultima escolha. Ele não gostava muito de mim, eu sabia disso, e tudo porque magicamente tinha surgido numa qualquer do chalé de Hades em uma manhã de sol. Foi ocasional, despertei sem lembranças e ninguém me reconheceu, agora sou a esquisita que ninguém sabe como adentrou o acampamento no meio da noite.

— Elas já devem estar chegando — O Centauro comenta, fitando o relógio pelo que seria a sexta vez em menos de três minutos.

— Eu sei — Me limitei a responder, recebendo um olhar reprovador em troca.

Para o meu deleite aquele olhar se distinguia dos demais, ninguém estava me apontando o dedo ou sussurrando baixinho sobre as minhas esquisitices, Quiron não me evitava, apenas não gostava muito de mim, contudo isso não o impedia de me tratar bem. Era suficiente no fim das contas.

Mais cinco minutos se passaram antes de batidas soarem na porta, eu já estava pronta para a viagem, apenas aguardava outras duas garotas que iriam partir comigo. Não sabia quem eram, não me assentia a vontade para conhece-las e tão pouco queria fazê-lo, contudo o teto sobre minha cabeça também me trazia a lembrança constante do meu lugar e da minha situação. Eu não tinha para onde ir, seguir ordens era a única escolha cabível que me permitira desvendar o meu passado.

Ergui o olhar de encontro as garotas que tinham acabado de adentrar a casa grande, me surpreendendo ao ver uma de minhas poucas irmãs ali parada, algo que não deixei transparecer. O chalé de Hades não é do tipo alegre, meus irmãos tendem a ignorar uns aos outros e viver em sua própria bolha de conforto, não somos filhos de Afrodite que tendem a fingir que se conhecem desde sempre, ficam se abraçando e viram amigos depois de apenas cinco minutos de convivência. Tendo a achar que somos um pouco mais realistas, mas a verdade é que estamos mais para um bando de ignorância.

Um breve aceno de cabeça, esse foi meu grande cumprimento para as duas jovens que adentraram o local antes de Quiron começar a falar. A da direita, uma loira bonita com olhos de tonalidade foi a primeira a pedir os informativos a respeito daquela missão, algo que percebi, Quiron respondeu de bom grado. Artemis tinha sido dividida por um feitiço de Hecate, que agora solicitava ajuda do acampamento para poder encontrar todas as três partes perdidas na Califórnia. Nossa missão? Ir atrás da deusa bipolar e leva-la em segurança em direção a Hecate, que nos aguardava na floresta, perto da fronteira de Miame. As informações sobre as aparições da deusa eram bastante vagas e aparentemente ainda teríamos que conseguir dois ingredientes e leva-los para a bruxa.

Não seria fácil...

Lola se pronunciou ao fim da explicação, me fazendo erguer o olhar em direção a ela. Eu podia parecer indiferente, mas era porque ninguém me conhecia de fato, posso parecer apática e dramática quando na verdade não estou pensando em nada. — Podemos passar em um local antes? Sei onde conseguir os ingredientes que precisamos — Expliquei, me pronunciando pela primeira vez naquela noite.

Minha irmã assentiu brevemente, mas a outra garota saiu sem dizer muito, seguindo o próprio rumo e me deixando levemente curiosa. Suspirei baixinho e sai com Lola em direção a área dos laboratórios, onde tinha certeza que conseguiríamos os itens de Hecate, eu conhecia uma menina dali, tinha tentado fazê-la executar um feitiço de memoria para mim, contudo, segundo ela meu passado era nebuloso demais para ser descoberto. Parei em frente a porta conhecida e dei duas batidas, ouvindo a jovem gritar um “já vai” do lado de dentro. — Sim, inexplicavelmente quando eu surgi tinha dinheiro comigo, armas e um leão... — Resmunguei baixinho, batendo uma segunda vez.

— Eu disse já vai — Yara abriu a porta de supetão e ao me ver fez uma careta. — Micha, já disse que não posso recuperar sua memoria — Ela estava pronta para fechar a porta quando coloquei o pé na fresta, a impedindo de concretizar o ato enquanto a olhava indiferente.

— Não foi para isso que eu vim — Revirei os olhos. — Pelo de unicórnio e vela negra, você tem? — Perguntei.

— Para que você quer...

— Você tem? — A cortei antes que ela terminasse, não queria e não tinha tempo para entrar em detalhes naquele momento.

— Entrem — Ela suspirou, abrindo passagem para que tanto eu quanto Lola entrássemos em seu laboratório. — Não vai sair barato — Ela alertou, indo em direção a uma estante e separando algo, para em seguida começar a vasculhar seus armários.

— Não me recordo de ter perguntado o preço — Resmunguei.

— Amarga como sempre — Suspirou. — Achei! — Ela sorriu faceira antes de colocar meu pedido em uma sacola. — São 500 dracmas — Arregalei os olhos de leve.

— 500? — Perguntei, mexendo nos bolsos e tirando dali um pequeno saquinho. — Aqui tem 300, passe mais tarde no meu chalé e eu dou o resto, ninguém anda com essa quantidade — Resmunguei, Yara deu de ombros e enfiou as moedas nos bolsos.

— Passarei — Dei de ombros, então puxei Lola para longe dali com a sacola em mãos.

Encontramos a semideusa de Zeus do lado de fora, ela não parecia muito animada, mas trouxera um transporte o que já era de muita ajuda em nossa viagem. — Conseguimos os ingredientes — Ergui a sacola para ela. — Podemos ir? — Perguntei.

Nenhuma delas se deu o trabalho de responder, mas a filha de Zeus as guiou em direção a uma espécie de carruagem voadora, me fazendo ter vontade de vomitar apenas por estar em frente aquele tipo de transporte. Eu não era bem-vinda no céu e não me sentia segura em realizar aquela viagem, independente de ter uma filha do rei do Olimpo comigo ou não ter aquilo era suicídio.

Controlei a vontade de dizer a ela que estava bem e subi na carruagem a contragosto. Minhas unhas se afundaram no estofado macio e minha cabeça ficou baixa o tempo todo, a verdade é que a vontade de pular ali era tão forte quanto as batidas do meu coração e quanto mais altitude ganhávamos, mais essa vontade aumentava em meu interno. Eu não sabia explicar os motivos de tais sensações, mas sabia com toda certeza descrever os arrepios contínuos de medo que desciam por minha espinha dorsal e se acumulavam no fim de minhas costas.

Eu estava mais do que desconfortável.

Quando descemos novamente e pousamos na floresta de Miami na Califórnia foi como se eu tivesse nascido de novo, o alivio foi tão grande que não fui capaz de conter o suspiro exagerado e saltar da carruagem rapidamente. Meus pés tocaram a terra e tudo voltou ao seu devido lugar, eu me sentia segura novamente.  
— Como encontramos...

— Não precisam, estou aqui — A deusa da magia surgiu rapidamente, se esgueirando por entre as arvores da floresta e se colocando a nossa frente. Minha boca se escancarou e meus olhos ficaram muito abertos naquele momento. — Quiron me avisou que vocês chegariam, tenho as coordenadas para encontrar a deusa perdida, perguntas? — Ela questionou, fazendo três cabeças se moverem em negativa sincronizadamente. — ótimo, peguem isso — A deusa estendeu pergaminhos em nossa direção, peguei o primeiro e entreguei a ela a sacolinha com os ingredientes. Hecate conferiu se estava tudo certo antes de continuar.

— São mapas mágicos, criei de improviso então eles podem acabar falhando. Os pontos vermelhos representam possíveis monstros, vocês podem escolher evita-los ou enfrenta-los de frente, eles vão caçar vocês então tomem cuidado — Começou. — O ponto branco é a deusa Artemis, cada uma de vocês recebeu um mapa diferente, isso porque eu tive que sincronizar a deusa de três formas distintas devido a mudança em sua forma atual, elas estão divididas então foi um pouco complicado, cada uma vai ter que me trazer uma delas — Assenti brevemente, prestando atenção em suas palavras. — Vocês têm duas horas para completar a missão, então partam imediatamente — Ao dizer isso a deusa nos dispensou sem mais explicações, me fazendo franzir a testa em confusão antes de seguir andando em direção a floresta.

— Acho que seguimos sozinhas daqui. Eu não vou subir nessa coisa de novo — Expliquei com uma careta.

— E como vai se deslocar pela cidade inteira sem qualquer transporte? — Lola me perguntou, me fazendo pensar antes de responder.

— Vou roubar um carro — Dei de ombros.

— E você sabe dirigir? — Eu não tinha certeza dessa resposta, mas algo me dizia que sim.

— Sei — Respondi segura, então dei as costas a dupla de semideusas e fui em direção a saída da trilha da floresta que me levaria direto para a cidade.

Meu instinto dizia que a noite seria longa, mas nada que um cochilo não resolvesse depois.

...

Foi fácil me esgueirar pelas sombras da cidade e viajar através delas, assim como foi muito fácil invadir um estacionamento sem câmeras e furtivamente roubar uma moto. Sim, acabei optando pelo meio de transporte mais rápido que encontrei no caminho, um carro chamava muita atenção no fim das contas e minha ideia não era atrair atenção para mim. Sair do estacionamento? Uma verdadeira aventura.

Eu nunca tinha viajado por entre as sombras levando comigo objetos grandes como aqueles, veículos e pessoas muito menos. Não sei como sei disso, mas parte de mim sente que essa é uma verdade absoluta sobre minha pessoa. Sensações... essas são os guias e as chaves para explicar coisas que não compreendo, afinal minha mente é um vazio completo de sombras, um copo vazio que precisa ser preenchido com memorias que até então desconheço.
Não sei quem sou e não sei se um dia irei descobrir.

— Não é hora para isso — Me repreendi em voz alta antes de acelerar a motocicleta roubada, indo direto de encontro a sombra da parede.

Eu podia parecer uma louca, mas o sorriso em meu rosto denunciava todos os meus planos. Atravessei a sombra com a moto e sai do lado de fora de um beco, separado por dois prédios, dali tentei me recordar das coordenadas do mapa de Hecate para poder pegar as ruas certas da cidade e ir na direção que eu precisava. A deusa que eu procurava gostava muito de plantas, ou não teria escolhido aquele parque em questão.

Suspirei e acelerei a moto mais uma vez, parando apenas ao ver o sinal vermelho na estrada. Eu estava sem capacete e naturalmente chamaria atenção de mortais se não fossem três horas da manhã. Boa parte da cidade já estava adormecida, mas ainda existiam pedestres, baladeiros e alguns guardas na rua. Até então ninguém tinha tentado me parar.

Acelerei mais uma vez ao ver o sinal verde, virei à direita e continuei percorrendo as ruas da cidade. A lua brilhava no céu, a praia parecia pacata e a cidade parcialmente vazia, era uma boa vista e um bom lugar para se morar, certamente se eu fosse mortal provavelmente escolheria um lugar como esse, menos iluminado talvez.

Trinquei os dentes e acelerei a moto mais uma vez, virando outra rua e seguindo direto para a entrada do parque, mas sem usar os portões. Antes de fazer a curva que me levaria direto para dentro virei a moto de forma brusca e fui direto – mais uma vez – de encontro a parede, invadindo o parque e parando a moto de qualquer jeito.

A larguei por ali antes de pegar o mapa no bolso e seguir andando em direção ao ponto que seria a deusa a Artémis. Confesso que me sentia temerosa em encontrar a deusa da lua, mas feliz por saber que poderia fazê-lo sem muitos problemas. O parque estava vazio aquela hora da noite, meus passos eram altos no gramado e me faziam temer ser ouvida, certamente se fosse pega teria problemas com a policia mortal e isso não seria nada agradável. Os semideuses estavam sendo caçados nos últimos meses, boa parte tinha sofrido ataques e alguns até mesmo tinham desaparecido. Os boatos eram a respeito de crueldade e tortura de humanos para com crianças como eu.

Segui por um caminho de plantas tropicais e adentrei a parte dos bancos, foi aí que tudo deu errado. Eu pude vislumbrar Artémis por um curto momento antes de ser atacada, algo que confesso já esperava a muito tempo. Sendo filha de um deus grande tendo a ter uma aura mais forte que a maioria dos semideuses e estando na companhia de uma deusa esse poder deveria triplicar. Talvez não fosse eu que estivesse chamando atenção afinal, a estrela ali era ela.

— Eu disse que se esperássemos o jantar aparecia — A primeira Harpia sorriu macabra ao parar a minha frente, me fazendo soltar outro suspiro. Eu estava cansada demais para discutir com monstros naquele momento.

— A deusa da lua é uma boa isca afinal, você estava certa e ela parece deliciosa — A segunda Harpia tinha vindo pela esquerda, meus olhos desviaram por um curto momento enquanto minha mão furtivamente deslizava pelo cabo da espada presa em minha cintura.

Meus dedos se fecharam ao redor do cabo no exato momento em que a Harpia da frente avançou. Puxei a lamina e a ergui de qualquer jeito, fazendo-a se chocar contra as garras do monstro galinha. Para o meu azar isso deu tempo do segundo monstro me encurralar pela direita e fincar as garras em um ponto um pouco abaixo de minhas costelas, perfurando minha carne e me fazendo arfar. Nisso, fiz a única coisa que podia no momento, fixei meus olhos nos monstros e ativei a habilidade especial da princesa dos mortos, fiquei invisível. A espada tinha esse poder único que me permitia sumir diante dos olhos de qualquer criatura ou mortal, o que para mim servia como um ótimo trunfo durante a batalha.

— Para onde ela foi? — Gritou a primeira.

— Ainda sinto o cheiro dela, não deve estar longe — A segunda rebateu.

Revirei os olhos e girei a lamina em minhas mãos, então cortei o ar bem na altura da cabeça da primeira Harpia e a decapitei enquanto sentia meu quadril fisgar e molhar um pouco mais. Minha camisa estava manchada de sangue e o arranhão ardia o suficiente para me causar incomodo, mas nada que me impedisse de lutar.

Pó dourado cobriu minha silhueta por um momento, atraindo a atenção da segunda Harpia – ainda viva – para mim. A mulher galinha abriu as asas e estava pronta para investir em minha direção quando esquivei e girei novamente para lhe cortar na altura do quadril. Minha lamina se afundou em sua carne e a derrubou no chão, fazendo gosma verde manchar minha espada. Puxei a lamina para mim e a afundei novamente de encontro a sua barriga, fazendo a segunda Harpia virar pó também.

Desativei o efeito da espada e rasguei um pedaço da camisa, limpando o ferimento rapidamente. A noite faria o resto e as sombras como minhas aliadas poderiam suavizar a ardência, então não iria me preocupar por hora.

Ergui o olhar em direção a silhueta da velha Ártemis, então chequei o mapa para ter certeza de que era ela antes de me aproximar. Meus passos eram cuidadosos e minha cabeça se mantinha levemente curvada, não queria parecer despeitosa diante da deusa afinal. — Lady Artémis? — Questionei, fazendo a deusa me encarar por um momento antes de desviar o olhar. — Você precisa vir comigo...

— As orquídeas ficam lindas nessa época do ano, florescem lindamente por aqui não acha? — Fiz uma careta, eu detestava flores porque elas sempre morriam quando eu aparecia.

— Eu não gosto... — Mordi a língua impedindo minha fala, eu precisaria fingir que gostava de flores para a deusa não me odiar?
Minha expressão se tornou confusa por um momento, não fazia ideia do que dizer ou fazer, mas qualquer palavra ou ação errada poderia significar minha derrota por ali.

— As únicas orquídeas negras de todo o país estão nesse jardim, sabe o que elas significam? — Neguei com a cabeça uma única vez. — Poder absoluto, um sinal de que algo pertence a elite, combinam perfeitamente com os deuses — Maneei a cabeça mais uma vez.

— Por isso veio ver as orquídeas? — Perguntei tentando parecer curiosa.

— Não — Ela respondeu, fazendo outra careta surgir em meu rosto. — Esse é o único lugar onde a flor da meia noite se abre, vim para vê-las desabrochando e fechando novamente — Assenti. — Poucas vezes no ano elas se abrem, queria vê-las mais uma vez — Concluiu. — Você veio me buscar — Não era uma pergunta e sim uma afirmativa.[/color]

— Hecate está aguardando você — A senhora sorriu.

— Imaginei que sim, venha cá, me ajude a levantar — Rapidamente fui em direção a deusa e a ajudei a sair do banco, era irônico e engraçado pensar que uma deusa precisava de ajuda, contudo ela não estava em sua melhor forma atualmente.

— Espero que não se importe de viajarmos pelas sombras, é o meio mais rápido de retornarmos e... — Ártemis estalou os dedos e num piscar de olhos eu estava de volta a floresta.

Meus olhos só faltaram saltar para fora de tão grandes que ficaram.

— Horas criança, não se surpreenda, sou velha mais ainda sou uma deusa, vamos acabar logo com isso — Não consegui responde-la, mas também não precisei fazer isso, nesse momento Hecate se fez presente e levou a deusa da lua consigo.

Minha parte estava completa, faltava saber se minha irmã ou a filha de Zeus também tinham retornado.

Bonus:

Tubo Pack especial: (Em duas postagens de sua escolha – valido para qualquer missão, evento, mvp, pvp, e afins – o semideus terá a xp duplicada pelo avaliador, lembrando que é necessário colocar esse prêmio em spoiler caso deseje que sua xp seja duplicada. Não tem prazo, mas só poderá ser usado duas vezes). Situação: Cheio 1/2, não foi utilizado.
Passivos de cura:

Nível 33
Nome do poder: Cura Sombria III
Descrição: O processo de cura se acelerou, e agora feridas que levavam um bom tempo para se fechar se tornam cicatrizes em poucos minutos. Além disso, aparentemente as sombras também recuperam parte de sua energia, e lhe fazem sentir mais rápido, mais forte.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +75 de HP e 75 de MP
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Cura Noturna I
Descrição: Ao estar imerso na escuridão, os filhos da deusa podem recuperar energia de forma involuntária. As feridas do semideus se fecham de forma lenta, e apenas cortes pequenos podem se regenerar nesse nível, parte de sua energia também é restaurada. (Pode ser usado uma vez a cada 3 turnos)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 MP e 25 HP
Dano: Nenhum
Ativos usados:

Nível 28
Nome do poder: Viagem das sombras III
Descrição: Assim como seu pai e boa parte das criaturas do inferno, o semideus terá a capacidade de viajar por entre as sombras, podendo usa-las para acessar qualquer parte do mundo, mas cuidado. Em tal nível o semideus consegue apenas viajar pelas sombras em companhia de até sete indivíduos, além dele próprio. Quanto o filho de Hades/Plutão passa muito tempo viajando entre sombras, começa a desaparecer.
Gasto de Mp: - 35 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
Espada:

• Princesa dos mortos [Espada de ferro estígio com cerca de 30 centímetros de cabo e 80 centímetros de lamina. Nas mãos do filho de Hades se torna perfeita em precisão e dano. Sua lamina é capaz de mostrar imagens para causar terror nos adversários, fazendo com que os inimigos tenham medo dessa espada. | Efeito 1: A cada golpe feito em monstros a espada converte 15% do dano do monstro em energia e vida para quem o usa, entretanto o efeito só poderá ficar ativo por três turnos e após o uso só poderá voltar a funcionar em outra batalha (ou seja tem uso único por mvp, pvp, missão etc). | Efeito 2: Pode deixar o usuário que empunha a espada invisível por até dois turnos, sem ocultar cheiro ou som, apenas deixando o corpo invisível.| Ferro Estígio. | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do Acampamento]




Mi Cha
As armas fatais são instrumentos que devem ser utilizados apenas quando não existem outras alternativas.
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Re: O Mistério da lua Crescente

Mensagem por Lola Kim em Seg Jan 15, 2018 12:19 pm

마녀와 사냥꾼¹
The witch and the hunter.¹

Missão realizada em conjunto com Kim Mi Cha e Eun Deokhye.


Lola não tinha o que fazer. Estava largada em sua cama no chalé de Hades. Sozinha e jogada as traças por assim dizer. Não se adaptava àquele chalé. Não se adaptava aos irmãos. Era uma gritante diferença largar o chalé cheio de vida de sua avó e morar no chalé de seu pai. Mesmo depois de todos aqueles anos.

Era mais do que óbvio: Lola Kim nunca se adaptaria.

Da mesma forma, também, jamais se adaptaria ao mundo mortal. Sempre que Deokhye começava a falar sobre “as maravilhas da tecnologia” a prole do rei infernal apenas fazia seu típico bico de manha deixava sua mente vagar pelo universo da mitologia – único assunto que ela dominava com maestria –.

Naquela noite, recebeu um bilhete de Quíron, dizendo que queria vê-la na casa grande. Estalou a língua no céu da boca e arrumou uma mochila com pequenas coisas. Coisas simples. Néctar ambrósia, comida, água, algumas bandagens e uma caixinha de band-aids da Hello Kitty.

Sua arma – a única e sua favorita – estava sempre em seu braço, então, não havia muito que ela precisasse preparar. Trocou o pijama por jeans, camiseta e um suéter listrado de vermelho e azul. Saltitando, a menina foi até o chalé um. Bateu na porta, apenas o suficiente para anunciar sua entrada.

Não tinha medo de ser carbonizada ou coisa do tipo, então, acenou para a amiga, explicando-lhe toda a situação em uma tagarelice sem fim, bem digna de Lola. A menina viu a prole dos céus de levantar e arrumar-se, cantarolando baixinho na língua mãe de seu avô.

E assim, caminharam para a casa grande lado a lado, Lola batendo à porta. Ainda tagarelando em murmúrios sobre como seus irmãos eram como os góticos de quem Deokhye certa vez falara e como o chalé de Hades fedia morte.

A porta se abriu e Lola emudeceu ao notar a figura de sua – nova e esquisita – irmã. Surpreendentemente, Mi Cha surgira e Chiara havia simplesmente evaporado. Bem. Paciência, certo? Era o que Lola pensava. Não poderia desprezar a irmã só por ela ser absurdamente mórbida na maior parte do tempo.

Ouviu todo o restante da explicação e girou a pulseira de forma nervosa no braço. Uma de suas manias. – Então... vamos? – questionou. E lá iam elas. Arriscar suas vidas por deuses estúpidos.

A fala da irmã pegou Lola de surpresa, a semideusa arqueou as sobrancelhas e assentiu suavemente para caçula. A mão de Deokhye em seu ombro não foi nenhuma surpresa, mas Lola precisou trincar o maxilar quando sentiu a familiar estática emanando da amiga.

Assentiu suavemente, dizendo um “tudo bem” quando a filha de Zeus falou sobre buscar suas coisas. Continuaram seguindo para um ponto mais adiante, depois das forjas do Acampamento. Os laboratórios das proles mágicas e feiticeiras.

Lola passou a língua por entre os lábios, umedecendo-os quando Mi Cha parou em frente a uma das portas e bateu suavemente com a mão fechada. – Podemos pagar eles pelos itens, certo? É só uma vela e um pelo de unicórnio. – Murmurou, prendendo a respiração quando ouviu a porta ser aberta. Lola apenas assentiu para a fala da irmã mais nova sobre o que tinha quando surgiu.

A porta quase foi fechada na cara de ambas proles do submundo. Mas Mi Cha foi mais rápida. Lola estava absorta em observar o local e quase deixou passar batido. – Eu tenho mais aqui. – Meteu a mão na mochila e pegou as dracmas que tinha consigo. Cerca de 250. – Tem mais do que o combinado. Mas pode ficar. Não faz diferença para mim mesmo. – Apenas deu de ombros, mordendo o inferior enquanto saiam e davam de cara com Deokhye.

Lola sorriu brevemente para a mais velha e entrou na carruagem, sentando-se ao lado da mais jovem na parte traseira. Segurou-se com força, tentando não fazer com que aquilo soasse grosseiro com sua amiga. Confiava em Deok. Mas não confiava nas engenhocas dos filhos de Hefesto.

O pior de tudo foi a viagem aérea. Lola quase implorou a amiga para que pudesse viajar nas sombras. Mas se sentia tão enjoada que temia que abrir a boca fosse fazer com que ela colocasse para fora tudo que comera no jantar.

Foi necessário mais do que uns poucos segundos para que Lola voltasse a sentir suas pernas com confiança. – Deuses. – Murmurou somente para si, sentindo o sangue voltar a fluir com normalidade pouco a pouco para os extremos de seu corpo.

Lola mal teve tempo de se recuperar antes de ouvir e absorver tudo que a deusa da magia lhe falara. Mas quando Deok partiu e ela se viu sozinha com Mi Cha, acabou por ter um breve diálogo com a irmã sobre como se deslocariam. E a resposta da mais nova foi simples: ela iria dirigir.

Lola a viu partir e ficou sozinha, com medo de qualquer coisa. Era a primeira vez por conta própria no mundo externo. Não tinha ninguém.  – Com medo? – Hécate questionou e Lola negou com a cabeça.

[...]

Lola decidiu que não iria pelo caminho dos monstros. Mesmo que tivesse que dar uma volta maior. Ela começou a se deslocar por entre as ruas com uma facilidade incrível, esgueirando-se para um lado e para o outro.

Dobrou uma esquina diferente, entrou em um beco sem saída e precisou retornar algumas quadras quando percebeu o erro que cometera. Sentia-se tensa, para dizer o mínimo. Nervosa e tinha vontade de chorar.

Seu estômago se embrulhava em um nó.

Continuou andando pelas ruas, até que ouviu um barulho um pouco alto demais. Sacando a espada. Sentia-se paranoica, o que foi o suficiente para que ela bufasse e se concentrasse nas coordenadas exatas do mapa que Hécate lhe dera.

Não conhecia o lugar, mas as coordenadas deveriam bastar e, assim, a jovem se deixou ser absorvida pelas sombras, caindo em uma queda livre que muito durou. Seu corpo foi em direção ao chão de areia do parque infantil em um baque surdo. – Brinca comigo?! – ouviu a voz infantil bem próxima.

Lola apontou a espada antes de perceber que se tratava da deusa. Mesmo com a aparência juvenil – sete ou oito anos, ela não saberia dizer – e parecia bem calma. – Temos de ir. Está correndo perigo! – a filha de Hades murmurou com certa aflição.

A menina fez uma carranca e chutou a canela de Lola quando a loira se colocou de pé. – Brinca comigo! – disse em tom autoritário. Lola se encolheu, sentindo os olhos encheram d’água. – Olha, não temos tempo e... – A menina emitiu um grito agudo. – Eu mandei brincar comigo!

Lola estremeceu, ficando um tanto aturdida. – Eu... não posso... – murmurou e engoliu seco. Precisava improvisar. – Não posso brincar com você aqui. Eu só brinco no meu lugar secreto. – Aquilo pareceu interessar a menina. – Seu lugar secreto?

Lola fez que sim com a cabeça e guardou a espada. – Mas é claro que você não vai querer ir. Porque você é... pff. Muito pequena. – A loira revirou os olhos e observou as próprias unhas, como se desdenhasse de Ártemis. – Eu não sou pequena! Eu quero ir! – Lola riu baixinho, contente por estar dando certo. – Claro que não quer. Você foi bem específica sobre brincar aqui.

A deusa olhou para Lola e segurou sua mão. – Vamos! Me diga onde é! Eu quero ir! Eu estou ordenando que quero ir! Agora! – ela estava quase gritando, apertando a mão direita de Lola com tanta força que a loirinha tinha vontade de enfiar sua face divina no meio da areia.

A prole de Hades mostrou as coordenadas do ponto de partida para a deusa e fechou os olhos quando ela começou a emitir um brilho prateado bastante potente. Foi então que sentiu o baque dos seus pés no chão. Como se tivesse pulado.

Rindo baixo, ela viu a irmã e olhou para a deusa da magia. – Ártemis dois está aqui.


Lola Kim:
Arma levada:
❈ Rosa Negra [Uma espada longa, inteiramente de ferro estígio – desde sua lâmina até seu pomo – sendo que sua lâmina possui 110 cm e seu cabo é todo trabalhado em ranhuras para que a espada tenha mais aderência nas mãos da semideusa, em seu pomo há o desenho perfeito de uma rosa e, pela cor do material, a espada foi batizada “Rosa negra”. | Efeito 1: A lâmina se transforma em uma pulseira, com o pingente de uma rosa. | Efeito 2: Sempre retorna para sua dona dois turnos depois de ela a ter perdido. | Ferro estígio. | Beta. | 100%, sem danos. | Mágica. | Sem espaço para gemas. | Presente de Amelia (Arma de Herança)]

Poderes e Habilidades:

Poderes e Habilidades de Hades:

Poderes Passivos:

Nível 1
Nome do poder: Respiração subterrânea
Descrição: Respirar em locais de baixa pressão e em locais subterrâneos e fechados é o mesmo que respirar ao ar livre para os filhos de Hades/Plutão, eles não são afetados por locais assim, e chegam a se sentir tão bem quanto ao ar livre, se não melhor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não é afetado por locais fechados, cavernas, ou locais com pressão baixa.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão enxergam tão bem no escuro, quanto no claro. A escuridão por magia ainda é capaz de afetar eles, mas a escuridão natural, como apagar a luz, ou entrar em uma caverna sem qualquer claridade não irá afetar o filho do deus dos mortos
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Desde que não seja escuridão magica que impeça a visão, não serão afetados.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Ferro Estígio
Descrição: Esse é o material principal usado pelo rei dos mortos, por esse motivo, os filhos de Hades/Plutão tem certa facilidade em manuseá-los, e ganharão um bônus de força em campo de batalha.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Quando o semideus lutar com armas feitas de Ferro Estígio ganha +10% de força
Dano: 5% de dano a mais se o adversário for acertado pela arma do semideus.

Nível 3
Nome do poder: Cura Sombria I
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão ao serem atingidos por sombras podem recuperar parte de sua energia instantemente. As sombras sempre foram aliadas das proles do deus da morte, e agora também servem como forma de regeneração. Nesse nível, apenas pequenas feridas se fecham – como cortes supérfluos – e parte da energia é restaurada. (Só poder ser usado uma vez a cada 3 turnos).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +25 de HP e 25 de MP
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Pericia com Espadas I
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão tem facilidade em lidar com espadas, mesmo nunca tendo manejado uma. A arma sempre se adapta as mãos da prole do rei do inferno, e acaba atacando de forma natural, mesmo que ainda tenha dificuldade de lidar com ela nesse nível.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nível 5
Nome do poder: Pele Fria
Descrição: Os filhos de Hades/Plutão são naturalmente gelados, sua pele se assemelhava a temperatura de um cubo de gelo, e ao tocarem o inimigo – por estarem gelados – podem causar certo atordoamento.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ao tocar o inimigo - o fazendo sentir sua temperatura - pode deixa-lo atordoado, o fazendo querer recuar. (Seria o mesmo que tocar um morto).
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Pericia com Foices I
Descrição: A foice é uma arma muito comum no reino de Hades/Plutão, e é até um símbolo de representação do deus dos mortos, sendo muitas vezes visto como uma arma macabra e cruel. Mesmo sem nunca ter usado uma foice, o filho de Hades/Plutão vai saber como maneja-la, e se mover com ela, atacando, mas ainda tem certa dificuldade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 15% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Poderes Ativos:

Nível 5
Nome do poder: Viagem das sombras I
Descrição: Assim como seu pai e boa parte das criaturas do inferno, o semideus terá a capacidade de viajar por entre as sombras, podendo usa-las para acessar qualquer parte do mundo, mas cuidado. Em tal nível o semideus consegue apenas viajar sozinho, com a próprias armas e roupas. Quanto o filho de Hades/Plutão passa muito tempo viajando entre sombras, começa a desaparecer.
Gasto de Mp: - 15 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum.

Poderes e Habilidades de Legado (Perséfone):

Poderes Passivos:

Nível 1
Nome do poder: Beleza incomum I
Descrição: Os filhos de Perséfone possuem uma beleza bastante incomum. Belos como uma rosa, os mesmos possuem uma aura sombria que os torna bastante obscuros. Isso faz com que monstros e/ou semideuses sintam certa hesitação em avançar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Irão evitar atacar o filho da deusa das flores no primeiro turno.
Dano: Nenhum

Nível 2
Nome do poder: Botânico
Descrição: Por sua mãe ser a deusa das flores, e da estação primaveril, o semideus consegue distinguir as diferenças entre uma flor e outra, seja pelo perfume, o formato, ou qualquer coisa. Ele sempre saber que flor é, e caso ela tenha algum efeito, veneno, gás, ou apresente perigo, também saberá identifica-los.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Saberá sobre as flores, e propriedades da mesma.
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Pericia com Cajados I
Descrição: O semideus tem certa facilidade em lidar com cajados, tendo parte da ligação da magia de sua mãe. Contudo, não é tão bom quanto um filho de uma verdadeira feiticeira, e nesse nível, só consegue executar pequenos movimentos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade ao lutar com a arma.
Dano: 5% de dano se for acertado pela magia do semideus.

Nível 4
Nome do poder: Pericia com Espadas I
Descrição: O semideus tem certa facilidade em lidar com espadas, tanto curtas quanto longas, e mesmo sem nunca ter usado uma espada em batalha, saberá o que fazer, mesmo que cometa alguns erros.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de assertividade no manuseio de espadas.
Dano: +5% de dano se o oponente for atingido pela arma do semideus.

Nível 5
Nome do poder: Ligação Magica
Descrição: O semideus é ligado pela magia aos filhos de Hecate/Trivia, e portanto, quando lutam ao lado desses, também se tornam mais fortes. Suas magias ficam mais potentes, e sua destreza em campo também é aumentada.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força e assertividade ao lutarem ao lado de um filho de Hecate/Trivia.
Dano: +10% de dano em poderes ativos, e em feitiços, se acertarem o alvo.

Poderes Ativos:

Nenhum.



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Re: O Mistério da lua Crescente

Mensagem por Abramov Levitz em Seg Jan 15, 2018 2:06 pm







MAN ON THE MOON
O Mistério da Lua Crescente

Califórnia, o estado onde Abramov Levitz nascera e fora criado.

Brandon estava em um ônibus convencional movendo-se de Las Vegas até o estado vizinho que era o palco do novo mistério lunar. A noite que parecia ser a mais longa e confusa do ano guardava ainda muitas surpresas para o semideus que tinha quase tudo como inédito para si. Sentado ao lado da janela, via as pessoas andarem lá fora enquanto pensava em sua vida anterior. Talvez a magia que Hécate lançara sobre a deusa da lua fosse parecida com a que repartira Ab em dois. Se fosse mesmo o caso, poderia pedir por ajuda à maga ao fim da missão.

— Se é que vou conseguir — falou sozinho o que fez com que a mulher sentada ao seu lado achasse que ele era maluco.

As instruções repassadas por Quíron através da mensagem de Íris eram entendíveis mas não tão simples. Ártemis, sem querer, foi vítima de uma magia lançada pela deusa desse ensinamento, repartindo-se em três formas distintas e independentes. Sua tarefa se resumia em ir atrás de cada uma das três para levá-las até um ponto de encontro com a olimpiana responsável pela confusão. Com o pequeno acréscimo de que no meio do caminho teria de encontrar dois ingredientes cruciais para o ritual que faria tudo voltar ao normal.

Sua primeira parada foi em Lancaster, uma cidade mais ao norte de Los Angeles. Um baile da terceira idade no centro da cidade era seu destino e o que o aguardava lá nem mesmo as parcas podiam imaginar. Tendo previamente preparado vários discursos para fazer a divindade envelhecida ir com ele, viu todas as ideias irem por água abaixo ao presenciar uma festa que deixaria qualquer novinho de cara. Todos os idosos dançavam até o chão ao som de uma música em um idioma desconhecido para ele.

— Vá malhandrá? — tentou pronunciar o refrão, mas com toda certeza não era aquilo. Parecia um espanhol misturado com francês, sendo que ele não conhecia nenhuma das duas línguas também.

Ártemis estava no centro da pista de dança requebrando junto dos outros, contudo, assim que sentiu a presença do semideus se virou em sua direção.

— Que fazes aqui? — ela questionou ao parar de dançar.

— Lady Ártemis — ainda não fazia ideia de como se dirigir aos deuses, então optou por algo mais seguro. — Fui enviado para escoltá-la até o encontro com Hécate, pra reverter a situação.

— Me recuso! — voltou a dançar sem ligar muito para o rapaz.

O argonauta tentou de várias formas trazer juízo para ela, entretanto, nem mesmo com seu carisma e lábia acima da média foi efetivo. Talvez a resposta não era convencê-la a ir com ele mas sim provar que não tinha muito o que fazer ali. Normalmente acabar com a curtição é mais fácil do que tirar a pessoa da curtição em si. Com isso em mente, ele usou seus poderes elétricos para desligar a energia da festa e acabar com a música. As vaias tiraram o pessoal da velha guarda do sério, mas mais ainda Ártemis que, de teimosa, usou seus poderes para fazer tudo voltar ao normal. Só que mais determinado que ela, estava o semideus que usou sua habilidade de alterar auras alheias para pouco a pouco fazer as pessoas irem embora.

— Ok, você venceu. Se vão arrumar a bagunça de Hécate vão precisar das outras duas, sou a primeira que encontrou?

— Sim — respondeu com toda ingenuidade do mundo.

— Então eu vou, mas não agora. Por que eu tenho que ser a primeira das três e ter o barato cortado mais cedo? — de fato seu ponto era interessante.

Um acordo entre ambas as partes foi feito, garantindo que os dois sairiam sem desvantagens. Ártemis, a velha, ficaria livre por mais duas horas antes de ir para o ponto de encontro central. Era uma deusa, portanto podia aparece onde bem quisesse, além de não precisar acompanhar o semideus por ai e ser um pé no saco - essa última parte não foi dita por ele, afim de evitar desavenças. Tendo resolvido a primeira das cinco tarefas, Bran partiu o mais rápido possível para cumprir a missão no tempo estipulado.

A segunda parada era em uma praia na costa de Santa Mônica. Durante toda a viagem até lá o filho de Zeus repassava as informações que tinha, incerto de qual versão da caçadora encontraria no luau. Não pôde deixar de achar engraçado a deusa da Lua estar em uma festa daquele tipo. Cerca de uma hora e meia com um trânsito bom foi o tempo que levou para chegar lá. Seu dinheiro mortal estava acabando e, se tivesse de ir para outra cidade naquele mesmo estado, teria de roubar ou conseguir carona.

Quando foi capaz de pisar na areia, se arrependeu de estar vestindo tênis fechado e meia. Não podia imaginar que, ao sair para resolver o primeiro mistério da noite, eventualmente terminaria em uma praia. "Não pode ser uma criança", considerou ao ver os tipos de pessoas que estavam por ali. Todos estavam vestidos com roupa de veraneio, coroa de flores e miçangas. Havia uma roda de violão ao redor de uma fogueira e, em seu centro, uma beldade cantarolava uma música hippie qualquer.

A canção, apesar de desconhecida para ele, era melancólica e acabou despertando uma abalo emocional em seus pilares sentimentais. Abramov com toda certeza a conhecia e essa era a explicação para ele se sentir daquela maneira. Estava cada vez mais próximo de casa, ou melhor, da casa do Levitz, então algumas coisas do passado que era seu e ao mesmo tempo não era voltavam à tona. Isso, ao contrário do esperado, o deixou irritado pelo ciúme de não ter uma existência própria e provir de uma já pronta e enraizada naquele mundo.

— Lady Ártemis, preciso que venha comigo. Hécate me enviou — foi direto ao assunto ao puxar a deusa para um canto e conversar.

— Sem chances. Estamos no momento de alinhamento máximo dos cosmos e adoração da Lua Crescente — falou com uma voz lenta e pacífica. Ela ficava realmente bonita naquela forma jovial sem ser forçada (como no cassino durante a confusão com Apolo), o que ainda tornava pecaminoso qualquer tipo de pensamento indecente.

— Suas caçadoras precisam de você, estão perdidas — tentar argumentar com uma criança que nada entendia de responsabilidades era inútil, assim como com uma velha que já tinha vivido o suficiente para querer aproveitar a aposentadoria. Agora, com uma garota que ainda estava na tênue transição da juventude para a vida adulta, suas palavras surtiam mais efeito.

— Eu chamei elas para o luau, mas nenhuma quis vir. Não é problema meu — deu de ombros antes de voltar a se sentar na areia e admirar a Lua.

— É linda, não é? — sentou-se ao lado da jovem. O clima ameno e agradável fazia com que ele desejasse ficar ali para sempre aproveitando o momento. Mas um momento é passageiro, ou justamente deixa de ser um momento. — Se você não voltar ao normal os astros podem entrar em divergência, atrapalhando as cargas polares das estrelas maiores e consequentemente afetando a Lua — como seguidor daquela que deu vida à Via Láctea, tinha certa noção do que falava.

— Não me lembra disso, eu sei — suspirou já de saco cheio. — Só queria um tempo para curtir em paz. Mas nem isso posso ter.

— Claro que pode. Por que não convida suas caçadoras depois para um luau só de vocês? Mas realmente precisamos voltar agora — tentava parecer complacente sem apressar muito, o que não era nada fácil.

— Boa ideia! — se levantou, sacudindo a areia das roupas. — Nesse caso te acompanho até Los Angeles?

— Seria pedir muito para me esperar lá? Porque tenho que ir atrás de dois ingredientes para o ritual antes — não podia pedir ajuda direta da deusa naquilo, ao mesmo tempo em que não queria ela por perto correndo o risco de voltar atrás com a ideia. Junto de Hécate as chances da jovem permanecer sã eram maiores.

— Ok. Te vejo lá então.

"Pelo de unicórnio e uma vela negra", mentalizou os itens necessários enquanto corria pelas ruas da cidade em direção ao bazar de velharias mágicas. Sabia onde encontrar aquelas duas coisas, só não imaginava que se depararia com um grupo de lestrigões passando próximo a loja naquela mesma madrugada. Com menos de duas horas para terminar a missão, o meio-sangue não armou plano algum, pelo contrário, sacou sua lança e invocou o escudo com a tatuagem partindo para cima com tudo. O primeiro arremesso do disco de ouro imperial atingiu bem em cheio a cabeça de um dos monstro, matando-o mas também revelando sua presença.

Um foi fácil, restava apenas os onze restantes. Sem paciência para aquilo, o argonauta lançava o escudo enquanto partia para o combate à curta distância. Era difícil disputar em força com aquelas criaturas, porém, elas não eram possuíam uma destreza elevada. Dessa forma, foi fácil para ele dançar por entre elas e desferir ataques com a arma, ferindo-as pouco a pouco. Aegis, o escudo, sempre retornava para suas mãos graças ao efeito mágico, só que foi em uma dessas pegadas que o jovem adulto baixou a guarda e foi atingido por um soco nas costas.

Com uma dor excruciante, o grego se levantou para voltar a lutar, sendo cercado pelos seus oponentes em questão de instantes. Ninguém passava por aquela rua devido ao horário, o que tornava o local perfeito para aquele tipo de coisa. Mais parecia uma cena grava de Clube da Luta, só que naquele caso o protagonista realmente morreria de tanto apanhar. Temendo por sua vida, Bran teletransportou-se para longe com a tatuagem antes de ser atingido por mais golpes. Tendo aparecido em cima de um carro distante, lançou cerca de dez bolas de raio as quais atingiram em cheio o grupo de monstros.

Em um avanço retorcido pelo ar, onde era mais ágil, finalizou seus adversários com ataques de cima para baixo deixando apenas um grande acúmulo de poeira dourada no asfalto. O que era para ser uma simples aventura de caça aos ingredientes, mágicos havia se tornado em uma batalha para respirar devido à batida nas costas.

— Alou — com as mãos no local machucado, adentrou a lojinha que mais parecia uma de conveniências mortais.

Uma moça simpática e baixinha o recepcionou na entrada, surpresa pela chegada de um cliente tão tarde da noite. Mais surpresa ficou ainda ao ouvir do que se tratava aquela visita. Brandon chegou a se sentar por conta da dor, recuperando-se um pouco com néctar oferecido pela anfitriã. De acordo com ela, o preço dos ingredientes não era alto, contudo, levaria cerca de meia hora até o pelo de unicórnio ser coletado. A loja por dentro parecia uma versão ainda mais vegana da Chá Verde, o que bastava para descrever bem sua decoração e aromas. Seus olhos inquietos fitaram o relógio de ponteiro na parede, contabilizando apenas mais uma hora e meia, ele teria um tempo ainda menor para ir atrás da criança e retornar com ela até o ritual.

— Obrigado — agradeceu ao receber o saquinho com itens, dando mais dracmas do que devia por optar não esperar a menina contar o troco.

Los Angeles estava logo ali do lado, dessa forma, resolveu arriscar usar os portais compostos de buracos negros para ir até lá. Mesmo os mais experientes com aquilo tinham dificuldades vez ou outra. Por sorte sabia muito bem onde estava indo, então ao imaginar o buraco negro da saída pensou logo no centro de LA, onde todos os parquinhos ficavam. Das três formas da deusa, a mais nova era a única que ele não havia sido informado com exatidão sobre sua localização. Suspeitavam de que ela estava em algum parque, mas qual era uma incógnita.

— Qual deles — falou sozinho, já na última metrópole da missão, ao se deparar com quatro opções de parque espalhados em um círculo ao redor de uma encruzilhada urbana.

Um barulho estranho de balanço enferrujado atraiu sua atenção, levando-o ao local certo. Ártemis se balançava sozinha na longa madrugada cantarolando uma canção de ninar aleatória. Ela notou rapidamente a aproximação do herói e se levantou, apontando para ele como se o estivesse aguardando há séculos.

— Você! Era para ter chegado antes, não vou embora se não brincar comigo primeiro — vociferou batendo com um dos pé no chão de terra.

Provavelmente mesmo separadas suas consciências estavam ainda conectadas, explicando como ela sabia antecipadamente do motivo por trás de sua chegada, ponderou.

— Ok, ok. A gente brinca, mas tem que ser rapidinho, por favor — em seu tom ele implorava por aquilo, tentando não demonstrar temor para a garotinha, pois ela poderia perceber e abusar disso.

— Certo — correu na direção dele e encostou em seu braço, antes de se por a correr novamente. — Tá com você!

Os dois brincaram de pega-pega por cerca de quinze minutos até que ela se cansou, mudando então para o balanço. Balançaram-se por exatos dois minutos, antes dela se entediar e resolver que o escorrega era melhor. Escorregaram sete vezes, o suficiente para a mesma decretar que era hora de se pendurarem nas árvores. Temendo o pior, o argonauta resolveu tentar algo diferente ao invocar um pégaso. A proposta era ela aceitar voar com eles dois até o ponto final de encontro. Se não fosse a possibilidade de montar um equino alado, ele provavelmente teria fracasso bem próximo ao final da última tarefa.

— Estamos aqui! — gritou ao pousar com a última faceta de Ártemis no terreno baldio onde Hécate o aguardava. A outras duas versões já se encontravam lá, tagarelando algo aleatório com a detentora do poder que reverteria toda aquela confusão. Um alívio tomou conta do peito do rapaz - que ainda arfava levemente por conta da pancada nas costas -, ao ver que tudo tinha dado certo.

— Está atrasado — a deusa da magia disse, mostrando-se indiferente àquele fato. Ela não estava de fato ali, era apenas um espectro de luz, tornando impossível identificá-la de fato.

— Me desculpe eu — não pôde terminar de se explicar, sendo interrompido bruscamente.

— Não importa muito. Já que está aqui, vai ajudar também no ritual. Me diga, já assistiu Invocação do Mal?

"Oh céus", revirou os olhos, antes de se envolver naquela maluquice.

Duplicador:
Nome: Pacote intermediário de XP - Nível 3
Descrição: Por 2 meses em OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. (Valido até 14/03/2018)

Itens Utilizados:
ϟ Gunir [Um pequeno pingente em formato de raio, decorado em ouro branco com um talo transversal bem no meio; apesar da aparência rústica, é de uma beleza e elegância invejáveis. | Efeito 1: se transforma em uma lança de mesmas propriedades do pingente. | Efeito 2: a lança absorve eletricidade estática ambiente e a transforma em eletricidade dinâmica, dessa forma, é capaz de gerar descargas elétricas que podem curar seu portador, ou serem usadas para dar dano à longa distância em seus oponentes, tendo ¼ do poder do Raio de Zeus. A arma precisa estar em movimento, mesmo que simples, para esse efeito acontecer. | Ouro Imperial | Sem espaço para gemas. | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do Acampamento]

• Escudo de Ouro Imperial [Apelidado de Aegis o Terceiro, é uma réplica de mesmas dimensões do escudo de Zeus, assim como o que Thalia Grace possuía na série. O rosto da Medusa é seu ornamento principal, tornando o item assustador para monstros e até semideuses que o encaram. Diferente dos escudos normais, ele pode ser lançado e cortar seus inimigos, graças à uma fina camada de ar que o circula, tornando suas extremidades afiadas. Pelo lado interno, foram desenhados e inscritas runas e talismãs que conferem ao item qualidades mágicas. Graças aos efeitos novos, o escudo passou a ser meio invisível, o que acarretou em um efeito visual novo. Seus inimigos uma hora veem o rosto da Medusa, e em outra nada, o que pode causar ainda mais terror. Porém, o grande truque está nessa furtividade do item, que, ao ser lançado, e torna extramente perigoso por não poder ser visto direito. | Efeito 1: a arma é revestida por uma fina corrente de ar, tão fina que acaba permitindo um corte mais afiado, provocando 40% (+20% pela runa de ar) a mais de dano e dobra as chances de causar danos a materiais de resistência superior | Efeito 2 (mecânico): a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado | Efeito 3: Também conhecido como efeito bumerangue, Abramov poderá lançar o escudo em direção a algo sólido que irá rebater em um determinado ângulo seguindo uma linha reta atingindo um segundo alvo, depois o escudo retornará para seu braço independente do resultado ou para onde foi rebatido | Efeito Bônus¹: o item foi embebido em uma poção de vento especial, recebendo assim 50% de imunidade contra o elemento vento, podendo até mesmo repeli-lo, a depender do efeito | Efeito Bônus²: ainda graças à poção, ele possui uma fina camada de ar que o deixa quase invisível, o que torna difícil para inimigos identificá-lo | Ouro Imperial | Gema 1: Rubi Imperial –  Adiciona 40 de dano à arma. Gema 2: Tanzanita Imperial - Adiciona 35% de roubo de vida. (Todo dano causado volta para a vida do usuário. Caso o golpe com a arma causa 100 de dano, 15 viram HP para o semideus atacante.) | Resistência: Beta | Status: 100%, sem danos | Épico | Ganhado no evento Quando o Passado Revive]

Tatuagens Utilizadas:
Linked | Armas e escudos | (A tatuagem nada mais é que a letra ζ, em coloração preta e simples ) | Cria um elo entre o dono e a arma (Aegis o terceiro, escudo de ouro imperial), o usuário pode ativar a tatuagem que abre um pequeno portal onde a arma estará armazenada, podendo puxá-la. Válido para qualquer item. | Pulso direito | Marca Pequena | Permanente |

Habilidades Ativas - Filho de Zeus:
Nome do poder: Bolas de Energia
Descrição: O semideus consegue acumular sobre a ponta dos dedos, cinco esferas de energia pequena, e atira-las contra o inimigo como se fossem balas – só que mais rápidas – que ao baterem contra o corpo do inimigo, deixando a sensação de dormência no local atingido, e o membro ou parte do corpo formigando de uma forma irritante, o deixando mais lento, e atordoado durante um turno inteiro.
Gasto de Mp: 5 MP por esfera de energia
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 7 HP por esfera que atingir o corpo, totalizando 35 HP
Extra: Nenhum

Nome do poder: Extração
Descrição: O semideus, em tal nível, poderá extrair eletricidade de objetos ou casas, no entanto não irá absorver tal eletricidade. Apenas poderá extrair e manipula-la. Sendo que a mesma irá se dissipar em poucos segundos.
Gasto de Mp: 5 de MP.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Habilidades Ativas - Argonauta de Hera:
Descrição: Sendo considerada a deusa da noite estrelada devido à criação da Via Láctea, Hera abençoa seus seguidores através das constelações da galáxia e seus significados. O Pégaso era o famoso cavalo alado, filho de Poseidon. Com esse signo ativo, o argonauta pode invocar um pégaso para ajudá-lo durante três turnos.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Kyra





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Abramov Levitz
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Re: O Mistério da lua Crescente

Mensagem por Eun Deokhye em Seg Jan 15, 2018 3:44 pm

“The sparks are gone, replaced by fierce, ugly tears that track down my face. Thunder rumbles somewhere far off and the air is warm. But the humid temperature is gone. The heat has broken and summer will soon be over. Time is passing.”
O início de um novo dia anunciou-se adornado de monotonia, empurrando uma Deokhye sonolenta para uma rotina que tomava como costumeira. Demorou-se em seu banho, dispondo da água em um habito obtido desde a inocência da infância. Afastava-se do próprio humor negativo e pessimismo de forma progressiva, como se o degringolar do chuveiro pudesse fazê-la limpa em seu interior espalhando a sensação revigorante que se equiparava ao fervor proveniente da eletricidade, muito embora ela permanecesse a mesma mulher adornada de traços confusos de uma personalidade construída sob aspectos de origens duvidosas e que construíam tamanha confusão e reações adversas. Eun Deokhye a criança de Zeus, nomeada como princesa louca desde o nascimento possuía pensamentos e ações que poderiam se atribuir facilmente a uma incógnita.

O gasto excessivo do elemento necessário para a manutenção da vida findou-se ao som da propagação fornecida pelo suspiro sem motivos evidentes que se desprendeu dos lábios róseos de Deokhye. Em tal dia demorou-se mais do que o necessário para vestir-se, permanecendo sentada em frente a janela completamente enrolada na toalha encharcada. A ausência de semideuses em tal chalé era apreciada moderadamente, mesmo diante da morbidez que se impregnava no ambiente deixando-a desejosa que os seus genitores pudessem em alguns instantes experimentar da própria situação passada por Deokhye, condicionada pelas escolhas tecidas por ambos e que impactava apenas uma vida. Dificilmente pagavam pelos seus atos impensáveis. Vestiu-se calmamente, ao terminar bagunçou o cabelo ainda úmido sem se preocupar em penteá-lo, disposta a permanecer dentro do espaço que alguns nomeavam como casa.

Conflitante de emoções e dúvidas a respeito de como deveria gastar seu tempo em dado momento emplumou-se em sua própria cama, cravando o olhar desanimado nas paredes parcialmente vazias e que traçavam indícios dos demais habitantes que ali residiam. Seus meio-irmãos e que em nada possuíam semelhanças, percebeu desde o momento da própria chegada ao acampamento. A felicidade genuína presente nas feições semelhantes até dado ponto indicavam uma vida nunca experimenta, evidenciando que talvez tais crianças não houvessem sofrido do abandono parental condicionado a Deokhye desde os cinco anos. Mas o rancor que habitava sua mente não possuía como foco aqueles que compartilhavam de uma genética similar e mortalidade. Por fim adormeceu ausente de sonhos ou devaneios. A consciência voltando a despertar mediante uma presença anormal em tal horário.

A loira empurrou a porta, ensaiando um aceno para alguém que permanecia fora da instalação e chicoteou os fios dourados ao ar, atravessando o ziguezague de colchões dispostos pelo chão em uma organização feita ao acaso. Conscientemente Eun compreendia que se tratava de Lola Kim, entretanto a sonolência se apossava de seus pensamentos, registrando os atos vivenciados em lentidão e doses generosas de confusão. A confiança depositada na criança de Hades impeliu questionamentos desnecessários, enviando Deokhye ao banheiro para que pudesse acordar com eficiente. Tornando a encontrar-se com a Kim e seguir em rumo a casa branca, espalhando memórias disformes pelos pensamentos da Eun. Que recordava-se melhor do que desejava o fazer das vezes em que ali estivera, em anuncio de tempestades e perdas devastadores. Ela permaneceu beijando o silencio, ignorando as reações físicas proporcionadas pelos cabelos recém molhados em combinação aos ventos que abandonavam a suavidade e calor presentes durante o dia.

Quando adentraram na residência que abrigava o centauro de idade tal antiga quanto a dos Deuses e uma garota desconhecida. Deokhye percebeu a existência de sentimentos que a própria conhecia, talvez fosse desprezo?! Ignorou-a, mantendo a atenção voltada a Quíron, ausente de paciência para lidar com crianças mimadas, ter sua própria consciência e pensamentos bastavam. “O que aconteceu?” A pronuncia se fez com a mesma rapidez do clarão produzido por relâmpagos, vindo acompanhados de olhos adornados de uma desinteresse e posição defensiva a considerar servir a outra divindade.

Eun Deokhye esperava que estes um dia a reconhecessem por seus serviços.

O anuncio dos fatos ocorridos lhe soou como um anuncio e indicativo de uma burrice milenar, que seguia os Deuses onde os mesmos estivessem. Deokhye conhecia a mitologia bem o suficiente para compreender os quão impulsivos e dados a catástrofes podiam ser, eventualmente buscando o próprio desastre e provocando-o. A existência humana lhe serviam como frutos para a obtenção de desejos próprios já que as crenças humanas a muito deixaram de pertencer apenas uma religião em especifico. Eram utilizados diariamente, assim como as próprias crianças nascidas de tais atos. Peões dos Deuses era apenas uma das atribuições dada a semideuses. E nada iria garantir que Hécate não houvesse efetuado tal feitiço a benefício ou divertimento pessoal. Mas que escolha possuíam afinal?!

Sem esboçar reações nítidas Deokhye assentiu diante do que fora pronunciado pela única adolescente de cabelos escuros que preenchia a sala, não evitando o próprio esboço corporal ao aproximar-se de Lola e manter a destra no ombro da mesma, quase faiscando ao passo que sentia a eletricidade fluir pelo ambiente. A movimentação para fora da casa grande fora dentro da normalidade e a própria Eun afastou-se do pequeno grupo ao anunciar que buscaria os próprios itens esquecidos no chalé, indicando que deveriam ir em busca dos ingredientes citados anteriormente. A caminhada fora feita em silencio, à medida que pensamentos afloravam na mente da jovem, ciente da condição temporária que regia a própria existência: ocupava tal ambiente, usufruindo de treinamento, boas refeições e um teto em troca de pequenos atos de heroísmo. Condição não muito promissora. E alguns possuíam não só êxito, mas gosto. Felizmente o estomago de Eun revirava-se apenas ao pensar na possibilidade de ter a liberdade de escolha realmente prejudicada por um local que sequer era obrigada a permanecer. Em tal aspecto agradecia pelo progenitor ter surgido na forma grega para sua mãe.

Enfim a Eun armou-se do chicote que não dominava e de um taser de potência ridícula e baixa. Compreendendo a necessidade de tê-lo por perto. Apesar de existir eletricidade por quase todo o ambiente existiam locais onde a ausência poderia lhe ser prejudicial. E Eun Deokhye não jogava para perder. Ainda refletindo sobre os aspectos da missão a jovem foi em busca de algum semideus filho de Hefesto, adentrando no chalé dispensando cerimonias e encontrando um par de indivíduos acordados e trabalhando em projetos que não era capaz de compreender. “Quíron me chamou para ir a uma missão agora, vocês poderiam emprestar um meio de chegar até o lugar?” Questionou a loira em uma expressão pensativa inconsciente. “Não é mais fácil pegar um Pégaso?” A menina de pele oliva questionou, arqueando a sobrancelha e Deokhye lhe deu um sussurro sobre a quantidade de indivíduos presentes, o suficiente para que colaboração fosse evidente. Oferecendo a Eun uma espécie de biga que encontrava-se em fase de testes e possuía o potencial se leva-las com rapidez até o local indicado. Em troca Deokhye deveria relatar os problemas, dificuldades e aspectos gerais do transporte. Sem opções extras ela concordou com facilidade. Capturando a chave que prometia tornar-se o meio de viagem.

Partindo em busca das crianças de Hades e que possivelmente habitavam algum laboratório ou chalé de divindades dotadas de magia – outra coisa que fugia a compreensão cética de Deokhye –, encontrando ambas próximas a trilha de chalés, em um movimento constante. “Consegui uma biga voadora com uma menina de Hefesto” Deokhye anunciou assim que se aproximou o suficiente para que o sussurro pronunciado fosse ouvido com clareza. Exibindo a chave que carregava na mão esquerda. A ativação do objeto foi feita quase instantaneamente e Eun manifestou-se ao tomar a condução do objeto em um indicativo que estaria no controle do objeto diante da evidente ausência de idade das duas mais jovens. O transporte era como uma pequena carruagem, com um local vazio a frente contando rédeas que se enrolavam magicamente ao ar e pequenos acentos na traseira, sendo completamente aberto e dependendo unicamente da sorte para que a segurança fosse garantida. Mas Deokhye estava quase certa que poderia manipular o ar para buscar alguém caso caísse, simplesmente sabendo que o objeto voava.

A partida foi iniciada assim que Mi Cha e Lola encontravam-se sentadas e segurando os bancos com determinado grau de força, garantindo que não seriam lançadas para fora por alguma movimentação brusca ou errada. Eun segurava as rédeas e exalava uma confiança que sentia assim que voava. Ganhando altitude em questão de poucos segundos. A sensação de ganhar o ar com tal facilidade rastejou até a semideusa que monitorava o voo de forma simples, sentindo a sensação de liberdade de instalar ao redor do próprio corpo sem esquecer-se das duas adolescentes a suas costas. Ser uma semideusa culminava em obter determinadas informações sobre o funcionamento da mitologia, que encontrava determinados pontos de divergência do que era transmitido em livros comumente. O conhecimento que crianças de Hades sentiam-se desconfortáveis no ar era uma das informações que Deokhye nunca poderia encontrar em livros comuns. De maneira que a configuração da rota de voo foi configurada por Deokhye para ser mais rápida do que qualquer outra característica. Confiante nas próprias habilidades em pleno ar.

E Deokhye conduziu até Califórnia com quase perfeição, direcionando alguns xingamentos casuais a aves de grande porte que pareciam interessados em pegar carona com o transporte, concluindo a viagem em um tempo razoável, pousando a biga em meados de um parque que continha um caminho em rumo a mata em sua proximidade e igualmente Eun o desconhecia. Desativando o transporte e encaixando a chave no bolso do jeans que trajava. “Essa missão em trios é... especifica e tem um motivo, Ártemis se dividiu. Eu irei procurar por uma delas e devemos nos encontrar aqui para fazer esse ritual e chamar a Deusa...” Eun anunciou, ensaiando um aceno amigável para Lola e cortes para Mi Cha. Entretanto a presença da divindade nomeada como Hécate surgiu, caminhando em rumo as garotas. A presença da mulher havia enviado ondas de pânico a seu cérebro de imediato, mas as demais garotas pareciam achar a aparição comum e de imediato Deokhye notou que se tratava de uma divindade. A mulher portava três mapas e indicou o que deveria ser feito, assim como o tempo limite para trazer as divindades de volta. A informação foi sorvida e processada e com determinada facilidade e ao receber o próprio mapa magico a semideusa seguiu o próprio rumo em direção a uma rua que tinha o trajeto traçado por luzes. Evitando a ausência de iluminação assim como eletricidade. A ruela encontrava-se ausente de movimentação humana em tal horário tardio. Deokhye não tinha ciência do horário, entretanto ser uma semideusa lhe garantia determinados benefícios como a ausência do receio de que qualquer outro ser humano pudesse machuca-la sem a utilização de armas de fogo.

Em uma rápida análise percebeu que a divindade em questão se localizava em uma praia e pontos avermelhados pintavam o papel fino do mapa, em um indicativo que existiam monstros pelas proximidades e espalhados pela cidade. A reação natural e esperada para uma semideusa seria fugir do perigo eminente, entretanto ao analisar a própria rotatória e o caminho mais curto rumo a divindade em questão possuía em torno de quatro monstros. Munindo-se da própria dose de coragem, assim como o desejo de manter a ordem estabelecida e que possuía como prazo final o amanhecer Eun Deokhye disparou em uma corrida constante rumo ao local indicado, quase embolando o mapa ao dobra-lo e o guardar provisoriamente no vão da calça e pele da cintura. E aquele possivelmente fora seu erro: fazer barulho.

A descida afobada pela ria silenciosa soou como um aviso da presença de Deokhye, propagando o perfume semidivino pelo perímetro percorrido e alinhado ao vento que jogava os cabelos em direções diversas. Possivelmente soando como um indicativo da posição exata e rotas traçadas pela Eun. Sequer notado que era rastreada por uma criatura terrestre, sendo ingênua ao pensar que seria capaz de livrar-se com notável facilidade da caçada evidente por seres como ela. Sendo uma criança de uma das divindades mais poderosas.

Entretanto Deokhye nunca fora burra, pelo contrário. Havia inteligência o suficiente nos olhos azuis escuros, como um reflexo do céu escurecido e ausente de estrelas evidentes. Tanto que continuou correndo em ritmo constante, embalando o próprio corpo assim que ouviu um latido feroz e que dificilmente pertenceria a algum cachorro comum. De imediato memórias de uma Lola sorridente lhe vieram à mente, consciente das palavras pronunciadas pela Kim a respeito de cães infernais. Em um informativo completo e que a semideusa conhecia o suficiente para sequer olhar para trás. Sua única ação fora segurar o chicote que mantinha perto da cintura. Entretanto a velocidade da Eun mostrou-se inferior ao passo que ouvia o monstro cada vez mais próximo.

Dotada de energia que desconhecia Deokhye desenrolou o chicote e preparou-se para um combate, ainda correndo. Aguardou que estivesse em proximidade com um poste de energia com fios particularmente baixos antes de romper o próprio fluxo de corrida. Arfando e suando como nunca. Em uma expressão que mesclava o cansaço e altivez de batalha. Os fios longos, loiros e ondulação mínima mantinham-se longe do rosto e subitamente o corpo da Eun deixou o chão, enviando ondas douradas para todos os lados. Infelizmente a altura atingida não era longe o suficiente para impedir que o cão infernal saltasse e a atingisse, o que foi feito, resultando em um arranhão que lhe retirou o sapato direito. Porém nada garantia que fosse realmente permanecer parada. Enquanto o cão tentava atingi-la novamente diante da premissa ausente da velocidade traçada na perseguição anterior o corpo de Eun efetuava ângulos anormais em pleno ar.

E seus dedos mantinham-se ocupados o suficiente com os cabos de energia para oferecer uma atenção digna a monstruosidade presente.

A dada situação modificou-se quando a semideusa partiu um dos cabos de energia, quase absorvendo mais eletricidade do que algum indivíduo normal recomendaria. Desenrolando o chicote que firmemente agarrava com a destra, produzindo fogo com o mesmo graças a uma propriedade mágica e que lhe dava um aspecto único. O único problema concentrava-se na evidente falta de habilidade com tal armamento. Entretanto mesmo diante dos riscos Deokhye deixou com que a eletricidade fluísse pela arma e ao passo que o cão traçava um arco para tentar atingi-la a Eun moveu a própria arma afim de encontrar o corpo do oponente. O que fora bem-sucedido. Entretanto a própria viu-se vítima da própria arma, que retornou a atingindo no ombro, por pouco não pegando em seu rosto. Porém os danos sequer foram avaliados. Diante do monstro atordoado e com pelo chamuscado. Eun Deokhye apenas movimentou-se pelo céu, distanciando-se em dois metros do solo. Em determinado ponto foi capaz de enrolar o chicote e retornar para o solo, vislumbrando o mapa e percebendo a proximidade de Ártemis com uma satisfação ilusória. Consciente que deveria lidar com a divindade e numa perspectiva não muito animada talvez ser transformada em uma planta decorativa.

A chegada a praia veio acompanhada de doses alarmantes de um desconforto genuíno, possivelmente pela pele avermelhada devido ao calor que havia propagado do próprio chicote em momentos anteriores. Obtendo um vislumbre imediato do que se passava.

A lua pendia ao alto, tremeluzindo sua imagem em contato com a superfície maleável do mar. Projetando uma beleza e esplendor que Eun Deokhye via-se incapaz de apreciar em dado instante. A sua lateral uma música soprava-se como o sussurro proveniente dos ventos e Deokhye ensaiou um longo suspiro descendo as escadarias que separavam-na da areia azulada pelo horário tardio. Após afundar o pé descalço graças a luta travada anteriormente em tal areia a Eun removeu o sapato restante, jogando o all-star em um canto aleatório e movendo-se com dificuldade rumo as tendas e fogueira visível. A decoração era costumeira, nada fora do esperado, com mesas com copos perfeitamente empilhados – assim como algumas poucas vasilhas contendo comida –, ao lado uma grande garrafa, onde borbulhava um líquido translúcido – que julgava ser alcoólico. Ao canto, um tipo de espaço reservado pendia, longe de uma pista de dança improvisada, onde ecoava uma música alta – que provavelmente desconhecia. Identificou fios negros desgrenhados, caindo em cachos até os ombros de uma figura evidentemente pálida que parecia emitir um brilho anormal e chamativo.

Lady Ártemis estava sentada próxima a mesa de bebidas, encarando o ambiente em ares despreocupados. Delineou um filete esbranquiçado com uma peculiaridade de malícia aos lábios pigmentados por um gloss escarlate, tamborilando as unhas ao queixo e avançando, num aceno da cabeça, indicando a Deokhye o espaço reservado. E assim ela o fez, seguindo a moça que reconhecia como sendo a divindade que buscava, ligeiramente confusa pela aparência apresentada. A divindade segurou-a pelo antebraço e pressionou-a contra a parede gélida que separava a rua da praia. “O que você está fazendo aqui?! Eu falei que não quero voltar! Não quero mais ser uma caçadora. Pff. Eu quero aproveitar minha vida.” Eun revirou as orbes e apoiou-se nos ombros da divindade. Que pareceu estremecer. “Tudo bem se você não gostaria mais de ser uma caçadora, talvez você gostaria de ter experiencias humanas.” Deokhye indicou, girando o corpo e pressionando a Deusa em tal divisória, pressionando os lábios quentes no canto dos de Ártemis que parecia congelada com os olhos arregalados em um susto genuíno.

“N-não!” O sussurro vacilante da Lady soou, entretanto, seu corpo sequer moveu-se para empurrar Deokhye e pela iluminação precária era possível registrar a coloração avermelhada pintando o rosto divino da mulher. “Abandonar a caçada significa muitas coisas, Lady.” Eun finalizou, depositando um beijo no pescoço alvo e livre de marcas – não por muito tempo – voltando os lábios contra os de Ártemis num selar demorado. Ensaiou uma piscadela, mesmo sem ter certeza que a divindade captara. Em contrapartida a mesma mantinha os dedos fechados em punhos e parecia ferver, porém não pelos motivos corretos e devido a sedução falha de Deokhye. No próximo segundo a semideusa experimentou um tapa na bocheche esquerda, seguido de um estalo e uma mudança de atmosfera brusca. Quando retornou a registrar o que se passava vislumbrou o local onde haviam marcado a partida e Deokhye sentia o rosto arder. “EU DEFINITIVAMENTE SEREI CAÇADORA PELO RESTO DOS MEUS DIAS!”

A divindade brandia com uma raiva borbulhante, provocando risos na semideusa devido a distância estabelecida entre as duas. Eun riu tanto que não foi capaz de registrar que ambas as companheiras de missão já preenchiam o local, apenas conseguindo controlar-se quando Hécate surgiu novamente. “Vejo que conseguiram bem a tempo.” A Deusa elogiou, ignorando os chiliques evidentes das divindades, que se tratava de apenas uma “Mas preciso que vocês saiam daqui, meninas, esse ritual não foi feito para os olhos humanos. Sem ofensas.” E Deokhye compreendeu o significado. Limpando as lagrimas dos cantos dos olhos e indo ativar a biga, entretanto Lola e MiCha simplesmente seguraram seus braços e mergulharam nas sombras.

Adendos Importantes.:
Armas:
• Chicote de Nero [Um chicote laminado, que possui no máximo 5 metros e que pode facilmente machucar tanto você quanto seus aliados caso seja utilizado de maneira incorreta, possui uma coloração vermelho-sangue e inicialmente possui um metro de comprimento. Quando segurado por seu legitimo dono os efeitos do chicote são liberados para o uso. | Efeito 1: O chicote pode aumentar, ficando com no máximo 5 metros, assim como qualquer metragem intermediaria entre 1 metro e 5 metros. Efeito 2: O chicote pode ficar quente como fogo, ao longo da sua extensão, podendo provocar danos e queimaduras, entretanto tal efeito irá durar apenas dois turnos e só pode ser ativado uma vez por missão, evento e/ou mvp. | Ouro imperial. | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status 100%, sem danos. | Mágica. | Arsenal do acampamento]
Poderes Utilizados:
Passivos.:
Nome do poder: Respiração
Descrição: Os filhos de Zeus/Júpiter não são afetados por grandes altitudes, e assim como os filhos de Poseidon respiram embaixo da água, eles respiram sobre o ar – literalmente – podendo chegar a altitudes elevadas sem ser prejudicado pela pressão do ar, ter sua respiração afetada. Eles respiram naturalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Consegue respirar normal em grandes altitudes
Dano: Nenhum

Nome do poder: Seguido
Descrição: Naturalmente a prole de Zeus/Júpiter possui uma aura de líder que faz com que os campistas e demais semideuses aliados os sigam naturalmente, esperando ordens e afins. No entanto, vale ressaltar que, dificilmente campistas de nível superior ou com grande força mental sejam afetados.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Comunicação
Descrição: O filho de Zeus/Júpiter tem capacidade de se comunicar com aves, e águias, podendo conseguir informações com elas com mais facilidade. Essa habilidade também lhe permite falar com espíritos dos ventos mentalmente, e ao entende-los, você também consegue extrair as coisas deles, favores, e informações com uma facilidade tremenda.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode conseguir informações com aves e espíritos dos ventos.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Proteção
Descrição: Ao entrarem nos domínios dos céus a prole de Zeus/Júpiter será protegida, diminuindo as chances de que algum acidente aéreo ocorra, assim como monstros terão mais receio em atacar tal semideus em pleno ar.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Tal poder funciona apenas quando o semideus está viajando pelo ar, seja em aviões, pégasos ou outro meio de transporte..
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Queda
Descrição: Mesmo se o semideus despencar de grandes altitudes a respiração do mesmo não será alterada, assim como os impactos gerados pelo ar não irão incomoda-lo, entretanto tal poder não irá servir para livra-lo do impacto com o solo/água.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Respeito
Descrição: Por onde quer que vá o filho de Zeus/Júpiter será respeitado, seu pai é o senhor do Olimpo, o que o torna quase um príncipe na terra. Isso faz com que de certa forma o semideus empunha respeito, podendo chegar a ser temido pelos demais campistas, ou invejado. Entretanto tal poder dificilmente irá funcionar com individuos de nível elevado ou força mental forte.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Pode fazer um inimigo hesitar durante o primeiro turno, evitando atacar diretamente.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Lider I
Descrição: Assim como os filhos de Afrodite são capazes de persuadir pela sedução, os filhos de Zeus/Júpiter tem a capacidade de convencer as mentes mais fracas a segui-los e "acatar" suas ordens graças ao talento em liderar. É, claro que há um limite, alguém certa imunidade aos controles mentais - por exemplo - não será facilmente persuadido. Sendo que dificilmente irá funcionar em um filho de Athena calmo e pleno. Entretanto poderá ter efeito caso estejam em meio a uma batalha ou sofrendo de emoções fortes.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.
Ativos.:
Nome do poder: Intimidação
Descrição: A prole de Zeus/Júpiter possui um olhar penetrante e, quando enfurecido, os olhos da prole tornam-se – aparentemente – elétricos avisando a inimigos que um golpe logo irá ocorrer. E, quando isso ocorre, o próximo golpe do semideus causa +10 de dano.
Gasto de Mp: -10 de MP
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +10 de dano.
Dano: Nenhum.
Extra: Nenhum.

Nome do poder: Voo II
Descrição: O semideus aprendeu a controlar a gravidade ao redor do corpo, e ao compreender o que o mantem preso na superfície, também é capaz de solta-la e molda-la da maneira que quiser. Agora já consegue ficar mais tempo, voar mais rapidamente e se erguer em altitudes mais elevadas. Podendo permanecer por mais tempo no céu. Seu controle também melhorou.
Gasto de Mp: 10 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Já pode se erguer até 2 metros do chão.
◦◦◦



It's our nature. We destroy. It's the constant of our kind. No matter the color of blood, man will always fall.
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Re: O Mistério da lua Crescente

Mensagem por Baco em Qua Jan 17, 2018 9:51 pm


Abramov Levitz

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Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 18%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS: 14.700 x 2 = 29.400 XP + 5.880 Dracmas + 15 Estrelas

Comentários:
Abramov, embora eu ache que você tenha facilitado um pouco a busca pelas três Ártemis, você se saiu bem, apresentando uma missão sucinta e coesa. E mesmo que exista alguns erros provindos de uma revisão desatenta (ou da ausência dela), a fluidez e a diversão presentes em seu texto contribuíram para uma leitura agradável.



Kim Mi Cha

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Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Enredo e coerência de batalha: 40%
Gramática e ortografia: 20%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS: 8.100 x 2 = 16.200 XP + 6.000 Dracmas + 15 Estrelas

Comentários:
Comentário serve para as três: duas filhas de Hades voando com uma de Zeus! Apesar do desconforto claro e aversão à ideia, achei bastante incoerente esta parte e confesso que poderiam ter arrumado outra forma de se locomover até lá. Tirando este não tão pequeno detalhe, vocês se saíram bem, escrevendo de maneira coesa e sucinta.



Lola Kim

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Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Enredo e coerência de batalha: 40%
Gramática e ortografia: 19%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS: 4.450 XP + 6.000 Dracmas + 15 Estrelas

Comentários:
Comentário serve para as três: duas filhas de Hades voando com uma de Zeus! Apesar do desconforto claro e aversão à ideia, achei bastante incoerente esta parte e confesso que poderiam ter arrumado outra forma de se locomover até lá. Tirando este não tão pequeno detalhe, vocês se saíram bem, escrevendo de maneira coesa e sucinta. Lola, descontei um pouco no segundo quesito avaliativo pela repetição do seu próprio nome. Não é a primeira vez que alerto sobre isto e foram três parágrafos seguidos iniciados com "Lola".



Eun Deokhye

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Gramática e ortografia: 20%
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Comentários:
Comentário serve para as três: duas filhas de Hades voando com uma de Zeus! Apesar do desconforto claro e aversão à ideia, achei bastante incoerente esta parte e confesso que poderiam ter arrumado outra forma de se locomover até lá. Tirando este não tão pequeno detalhe, vocês se saíram bem, escrevendo de maneira coesa e sucinta.


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Re: O Mistério da lua Crescente

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