The Blood of Olympus
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O Mistério da lua Nova

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O Mistério da lua Nova

Mensagem por Vênus em Sab Dez 09, 2017 9:25 pm





O MISTÉRIO DA LUA NOVA

Apolo ficou bêbado e Artémis enciumada. Os gêmeos não parecem felizes e a mudança radical também veio com uma convidada inesperada, a chamada Lua Nova. Las vegas é o palco da vez e o mistério é na verdade uma tremenda confusão. Apolo acabou se apaixonando – de novo – mas dessa vez também foi pego por um feitiço. Circe achou que seria divertido cegar o deus e cobriu seus olhos com uma nevoa ardente de desejo, agora, Apolo está apaixonado por uma Gornona – a irmã mais nova da Medusa – e querendo se casar!

Artémis não esta nada feliz com isso.

Seu humor está instável e o ciúme tomou conta de todo seu ser. A personalidade brusca também veio acompanhado de mudanças significativas em seu corpo, de menina a mulher, essa é a frase que mais se enquadra a deusa nesse momento. Com curvas perfeitas, lábios carnudos e um rosto de dar inveja a deusa está literalmente fatal e pior, pronta para cometer um latrocínio. A guerra entre os gêmeos estava prestes a começar, e a pior parte, certamente é o casamenteiro vestido de Elvis em uma capela que se chama “L'amour de Vênus”.

Regras:

• Um breve encontro pode mudar tudo. O hotel Cassino Lotus é conhecido por suas façanhas de prender – por muitos e muitos anos – semideuses, humanos e convidados inesperados, acontece que para um deus tudo isso não passa de uma tremenda bobagem, e para eles, escapar não é nada dificil. Apolo queria curtir a noite, mas acabou se metendo em uma tremenda enrascada. O deus estava no bar, bebendo, flertando e como de costume, pronto para chamar mais uma garçonete para a pista de dança, contudo, teve os planos completamente frustrados por uma convidada bastante impertinente. Circe também estava no cassino, e decidiu que enfeitiçar o deus seria divertido, cegou-o de paixão por Euríale, a irmã mais nova da Medusa, agora, o deus quer mesmo é se casar!

• Artémis recebeu um convite e ficou furiosa... ainda mais ao descobrir quem seria a noiva. Como assim Apolo casar? Ela não poderia permitir essa façanha, transfigurou sua forma e transtornada de ciúme partiu para Vegas levando consigo apenas uma caçadora. Em meio a isso, de mãos atadas a líder delas – Emmanuelle – não teve outra escolha se não pedir ajuda ao acampamento, afinal, a deusa estava pronta para começar uma guerra e era seu dever como subordinada desta impedir que isso acontecesse.

• A missão já foi dita, levar a constelação de volta, para tal, você deve desenvolver uma One post de – no mínimo – 60 linhas desenvolvendo como foi que você se meteu na confusão entre Apolo e Artémis, e melhor que isso, o que fez para repara-la. Você precisa impedir Apolo de casar com a Gorgona, acabar com o feitiço de Circe que o impede de ver a verdade, e, em meio a isso, tentar impedir Ártemis de começar uma guerra com seu irmão.

• Não usem templates berrantes ou com menos de 500 px de largura. A fonte deve ser maior ou igual a 12.

• Prazo de encerramentos das postagens nesse tópico: 15/01/2018 a meia noite.

• As avaliações poderão ser feitas no decorrer do evento ou apenas ao final dele, a Staff ainda irá decidir.

• Essa postagem vale até 15 estrelas, mas tal recompensa pode ser diminuída a depender do conteúdo no momento da avaliação. O valor apresentado é o valor máximo e nada impede a staff de diminuir a recompensa se achar que o conteúdo ficou falho, incompleto ou fora da proposta acima.

• Não é possível fugir da proposta, nem matar as constelações, o objetivo da missão é bastante claro.

• Recompensa em XP: Será dividida em níveis conforme a tabela abaixo:
[quote]
Nível 1 a 10: 5.000 XP
Nível 11 ao 30: 7.000 XP
Nível 31 ao 50: 9.000 XP
Nível 51 ao 70: 11.000 XP
Nível 71 ao 80: 13.000 XP
Acima do nível 81: 15.000 XP
Dracmas: Máximo de dracmas que se pode receber nesse evento é 6.000


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..
diva, déesse de l'amour et de la beauté ♦️
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Re: O Mistério da lua Nova

Mensagem por Max Hayes em Dom Jan 07, 2018 8:24 pm




“I love you baby
And if it's quite all right
I need you baby
To warm the lonely nights
I love you baby
Trust in me when I say”

As duas garotas dentro do veículo cantavam a plenos pulmões a música clássica. Yasmin, a garota no volante, dirigia com experiência o suficiente para cantar teatralmente enquanto conduzia a Van de cor escura. Já Maxine permitia-se explorar todo o seu espaço, como se estivesse em um karaokê e não em um carro em movimento. A viagem de São Francisco até Seattle era longa e consequentemente, momentos tediosos surgiam em meio as horas. A garota negra e a loira tinham esse ponto em comum, o fato de odiarem o tédio as faziam uma dupla perfeita para arranjar confusão apenas para não se permitirem estar em monotonia.

Graças a todo o avanço tecnológico que as Amazonas possuíam em mãos por conta de seu império comercial, aquele veículo não era comum. Feito para transportar itens mágicos, a Van era rodeada de encantamentos que protegiam e davam algumas funcionalidades interessantes. O resultado disso era a possibilidade de chamadas seguras para o telefone acoplado ao painel principal do carro. Quando este tocou, as duas amazonas silenciaram a cantoria e se entreolharam com certo desespero. O sentimento era provocado por um fato que poderia coloca-las em encrenca: estavam atrasadas, muito atrasadas. Não importava que o motivo de tal atraso fosse elas terem parado para procurar três partes de uma mesma deusa da lua, a Rainha era bastante rigorosa quando se tratava de negócios.

Você atende — Max falou encolhendo no canto como se o telefone pudesse pegar fogo a qualquer momento.

Eu estou dirigindo! Posso levar uma multa por isso! Ou seja, boa sorte para você querida, é você quem vai ouvir o esporro.

Hayes revirou os olhos pela consideração que a companheira tinha. Inspirou fundo como se assim pudesse tragar coragem junto com o oxigênio. Ao apertar o botão que permitia uma chamada no viva-voz, já estava com uma desculpa na ponta da língua quando a voz do outro lado a interrompeu. — Essa é uma chamada para as Amazonas — Dizia uma voz masculina — Por favor, confirmem suas identidades. Aqui é o centurião da Primeira Coorte.

Romanos de novo? — Yasmin franziu o cenho, confusa com aquela chamada no meio da noite. Percebendo a importância daquela ligação, a amazona parou o carro no encostamento da estrada — Aqui é Yasmin acompanhada de Maxine. Seja rápido.

Recebemos um pedido de ajuda da Tenente das Caçadoras, ela solicita auxilio em uma situação emergencial. Sabemos que vocês lidaram com uma situação parecida, sendo assim as mais indicadas a responderem o pedido de ajuda.

Não obedecemos a nenhum acampamento, rapaz — Yasmin resmungou.

Sei disso, mas a ajuda é necessária, eu nunca vi a Tenente pedir ajuda dessa forma.

Eu posso ir — Max interrompeu o diálogo da amazona veterana com um dos comandantes romanos — Você precisa fazer essa entrega antes que sejamos jogadas em algum tipo de castigo severo.

Encarnou um espirito bondoso? — A garota negra arqueou a sobrancelha desconfiada — Você não dá ponto sem nó, Hayes.

Exatamente. O quanto pode ser interessante? Dá ultima vez eu fui em duas festas em menos de duas horas! Um luau e um baile! Deixarei a viagem entediante para você, parceira. Boa sorte! Ai centurião, passa as informações.

Yasmin parecia querer cometer um assassinato pela forma que estava sendo abandonada naquela viagem de volta. Era por isso que sabiamente a jovem loira evitava olhá-la, pois sabia que apanharia a qualquer momento. Porém, assim que escutou que seu destino era Las Vegas, apenas olhou para a outra amazona com um sorriso brincalhão e superior, como se dissesse que ela iria se divertir enquanto Yasmin lidava com uma viagem tediosa.

-//-

Maxine odiava o Táxi das Irmãs Cinzentas. Sentia que era uma loucura estar ali dentro com três senhoras disputando por um olho enquanto locomovia uma espécie de carro maltrapilha. Porém, era a única forma dela chegar rapidamente a outra cidade e a tempo de encontrar-se com a outra semideusa. Foram segundos, minutos ou horas, Max nunca teria certeza de quanto tempo passou, pois estava ocupada demais clamando por sua vida a todos os deuses que passava em sua mente.

Assim que colocou os pés do lado de fora, caminhou até um poste como se estivesse engasgando ao puxar oxigênio para dentro de seus pulmões. Havia perdido o fôlego inúmeras vezes, praticamente em todas as curvas que aquelas malditas senhoras realizaram. Tinha ditado o mesmo endereço oferecido pelo centurião, parando em frente a passarela de frente a um cassino. De cabeça baixa enquanto tentava colocar o mundo de volta ao seu eixo normal, Max avistou um par de tênis parando a sua frente. Foi erguendo o olhar aos poucos, franzino o cenho a cada momento que captava os detalhes da garota a sua frente.

Ela nunca tinha encontrado outro par de olhos azuis tão intenso como os seus, ao mesmo tempo em que eram diferentes. Enquanto o seu azul era tempestuoso e impetuoso, aqueles eram como um grande oceano. A outra garota falou, finalmente fazendo Hayes entender que aquela era a Tenente das Caçadoras. — Pode chamar só de Max ou qualquer derivado, Maxine é muito formal — Deu de ombros de maneira despreocupada, mas logo franzia o cenho — Eu só conheço você como Tenente, na verdade você é ainda mais bonita do que eu imaginei, estava esperando aquelas militares de quase dois metros de altura e expressão dura. — Max na maior parte do tempo, quando não estava vigiando o que dizia, falava as primeiras coisas que vinha a mente.

A Tenente finalmente apresentou-se como Manu, parecendo não deixar-se abalar pelas palavras desleixadas da filha de Júpiter. Sabendo como pessoas com cargo funcionavam, Max tentou permanecer séria enquanto escutava as instruções da garota a sua frente... O que não deu certo por muito tempo, logo estava lutando bravamente para conter a risada. — Apolo casando-se com um monstro... — Repetiu deixando o tom risonho quase atrapalhar sua fala, respirou fundo duas vezes para acalmar-se, passando a acompanhar a garota morena que já tinha iniciado o seu caminho para o cassino — Por que ela me perguntou se já está liderando o caminho? — Falou para si mesma em um tom baixo.

Porém não reclamaria nunca da decisão da caçadora. Ao adentrarem o Cassino Lotus a romana sentia-se como uma criança em um parque de diversões. Todas aquelas luzes girando e piscando, o som festivo reverberando por todo o ambiente. Pessoas de todas as idades e estilos passeavam aqui e ali, rindo e se divertindo. Quanto mais adentravam o local, mais Maxine esquecia o motivo de estarem ali em primeiro lugar. Ela queria se divertir, queria jogar naquelas máquinas clássicas de cassino. Estava diminuindo o passo enquanto observava um Arcade dentro do cassino e pessoas com roupas dos anos noventa ali. — Hey caçadora! — Chamou enquanto caminhava tentando seguir a morena enquanto olhava para o árcade ao mesmo tempo — Podemos ir ali depois? Estamos no antro de diversão, seria pecado não nos divertimos depois de termos sucesso na missão. — Hayes não considerava o fato de não terem sucesso, pois havia aprendido desde cedo de que não ser bem sucedido em uma aventura era quase similar a morrer.

A resposta dura de Manu fez com que a amazona franzisse o cenho, mordendo o interior da bochecha para não dizer de maneira esperta que todos os avisos que a outra estava dando tinham efeito completamente contrário. Ficar preso ali naquele lugar? Para sempre em um cassino onde sempre existiria diversão? Qualquer ser com um mínimo de personalidade similar a de Maxine pensaria duas vezes naquilo. Porém nada disso foi proferido pela romana, que apenas deu de ombros e seguiu a Tenente pelo cassino até depararem-se com a área do bar. Apolo aparentemente estava ali, pois Manu tinha indicado, mas ele não estava sozinho. A irmã gêmea do deus do sol encontrava-se em sua forma jovem fatal. Diferente da forma jovem entediada que Max tinha conhecido, aquela parecia pronta para matar qualquer um que entrasse em seu caminho. — Merda! — Rosnou a caçadora. — Cuide do Apolo, vou deter Artémis antes que seja tarde demais!

Max tinha os lábios abertos prontos para questionarem como é que se cuidava de um deus bêbado, além de rezando para Baco para que tornasse as coisas um pouco mais fáceis. Balançando a cabeça de um lado para o outro, a semideusa ajeitou a compostura e aproximou do deus grego que dançava. — Olá! — Cumprimentou entusiasmada quando ficou perto o suficiente — Você dança muito bem! Mas isso é sozinho, você saberia dançar com outra mulher? Ou é apenas um charme no visual?

Desafios. O mundo girava em torno disso e apenas os espertos aprendiam a lidar com desafios da melhor maneira possível. Apolo naquele estado não parecia ser muito esperto, pelo contrário, era como um jovem que estava se divertindo com um drink na mão e mulheres ao redor. Assim, ao ser desafiado, apenas virou a bebida de uma vez e puxou a filha de Júpiter pela mão, a fazendo girar em um passo de dança. Felizmente Maxine era uma ótima dançarina, e enquanto vagava por todos os estados americanos, aprendeu muito sobre estilos de dança. O DJ como se estivesse sendo comandado pelo deus do sol logo mudou o ritmo para um mais latino. — Você nunca esquecerá essa dança! — Exclamou Apolo antes de mais uma vez girar Max e iniciar a dança caliente. A romana tinha um pouco de dificuldade de seguir o ritmo dele, pois quanto mais o deus percebia que a meio-sangue sabia dançar, mais ele exigia nos passos. Em determinado momento Hayes esqueceu o porque estava ali, sentia-se desafiada a não errar nenhum passo e isso transparecia pelo modo destemido que fitava o deus a cada vez que paravam um de frente para o outro.

As vezes em meio a um passo e um giro de dança, Max via a discussão entre Manu e a sua deusa matrona. Porém, quando voltou os olhos para lá dessa vez a deusa da lua não estava mais presente, em seu lugar estava uma mulher muito brava e com cobras no cabelo... Vestida de branco. Era a noiva de Apolo! Se Apolo estivesse mesmo, de alguma forma apaixonado por aquilo, ao ver como Manu ameaçava a sra. Naja ficaria irritado. Tentando evitar que esse resultado chegasse, Maxine falou a primeira coisa que veio na cabeça ao ser puxada pela cintura. — Vejo que dança muito bem, mas o que acha de Karaokê? — A sala de Karaokê ficava em uma sala do lado, mas longe o suficiente para que a caçadora lidasse com a noiva monstruosa enquanto Hayes lidava com a divindade.

Mas é minha despedida de solteiro, eu vou casar! — Apolo dizia animado.

Você não sabia que Karaokê é quase uma atividade obrigatória? Você não pode casar sem cantar para todo mundo o quanto está apaixonado ou algo para a sua noiva! — Improvisou enquanto começava a empurrá-lo em direção a sala de Karaokê — Vamos, eu vou com você e faremos uma dupla incrível, como fizemos na dança!

Sim, você dança muito bem!

Ela murmurou um obrigado, lançando um último olhar por sobre o ombro. Foi o exato momento em que a caçadora parecia preparar-se para a briga. Max odiava a ideia de abandonar alguém em batalha, mas se tinha algo em que confiava eram seus instintos. Eles gritavam que aquela semideusa tinha poder e experiência.

Na outra sala o Karaokê era como um palco improvisado, com uma pequena plateia. Naquele momento, alguém que parecia o Elvis e cantava exatamente igual ao Elvis estava ali. Espera, aquele não seria realmente o Elvis, certo? Apolo não deixou que a garota continuasse com o seu devaneio, pois logo estavam sobre o palco depois dele expulsar aquela cópia idêntica – ou talvez fosse mesmo o original – do aclamado cantor. — Honey, essa é para você! — Apolo gritou no microfone antes de jogar outro para mim. Magicamente a música foi selecionada, pois ele nem ao menos usou o menu de seleção musical — Lying in my bed, I hear the clock tick and think of you. Caught up in circles, confusion is nothing new. Flash back warm night, almost left behind. Suitcase of memories. Time after!

E ali estava um deus cantando Time After Time da Cyndi Lauper para uma garota monstruosa. Novamente Maxine se viu lutando contra a vontade de rir, pois a ironia era tamanha ao ponto de quase provocar uma crise na garota. Porém assim que Apolo a olhou desconfiado, a semideusa começou a cantar junto com ele. Ela não cantava mal, porém não era nenhuma grande cantora. Mas o que ela não tinha de dom musical, tinha de teatralidade. Interpretava a música com Apolo que parecia estar adorando a atenção que recebia do público.

Depois de um tempo, quase ofegante de três músicas seguidas, Manu finalmente apareceu no seu campo de visão. Max quase não conseguiu disfarçar o suspiro de alívio ao ver que a garota estava bem. A caçadora fez alguns gestos antes de jogar alguma coisa em direção a jovem loira. Ela capturou e viu que era uma seringa com proteção na agulha, ergueu o olhar confuso para Manu que apontava para Apolo. Não precisando de mais nenhuma dica, Max mordeu a proteção plástica da agulha e a puxou, aproveitando que o deus do sol estava de costas berrando o refrão de Love of my life de Queen para aplicar a injeção bem sobre a bundinha dele. Ele gritou e saltou, mas foi tarde demais, pois o conteúdo já havia sido aplicado. Hayes afastou largos passos, pois sabia que se tudo desse errado, Apolo poderia querer transformá-la em algum bicho asqueroso ou em uma plantinha fácil de ser esmagada. No entanto, o deus musical apenas piscou varias vezes e parecia entrar em levemente em pânico. — O que... O que eu quase fiz?! — Ele disse olhando para os lados — Eu quase me casei!

Não se preocupe — Max deu uma batidinha solidária no ombro dele — Foi por pouco, mas você está a salvo. Mais cuidado da próxima vez, escolha um monstro mais bonitinho pelo menos.

Você injetou algo... Na minha bunda!

Foi ela quem mandou!

Obviamente Maxine estava apontando para Manu que se aproximava, passando toda a culpa para a caçadora sem nem ao menos hesitar. Exatamente como faria uma criança que não queria ser castigada. Porém, bastou que a Tenente mencionasse que Ártemis estava furiosa para que fosse Apolo com temor de ser castigado. Resignado, o deus despediu-se da caçadora de sua irmã, afastando-se no meio das pessoas. Outras pessoas queriam usar o karaokê, obrigando Max a saltar do palco e parar ao lado da morena. — Missão completa! — Ela anunciou animada — Podemos fazer algo? Nos divertir?

A resposta? Uma careta. Um não bem curto e direto. Um virar de costas. Hayes olhou para o céu como se assim os deuses pudessem dizer qual o problema da outra garota. — Você precisa aprender a aproveitar os momentos de diversão que a vida te dá, vai por mim, nunca se sabe quando você não poderá fazer mais as coisas que quer — Foi a última coisa que falou antes de segui-la em silêncio, já que a caçadora não se resignou a responde-la. Max apenas continuou ao lado da impassível garota apenas por um simples motivo: não sabia a saída do lugar e sentia que iria perder-se facilmente caso tentasse realizar tal ação sozinha.

Duplicador:
Nome: Pacote intermediário de XP - Nível 2
Descrição: Por 1 mês em OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. (Valido até 13/01/2018)


– Túnel do Acampamento – Missão Fixa –Em um dia ai


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Re: O Mistério da lua Nova

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Dom Jan 07, 2018 8:43 pm




O mistério da lua
Acho que nada acontece por acaso, sabe?Que no fundo as coisas têm seu plano secreto, embora nós não entendamos.

“E os dois tornar-se-ão apenas um…”

Essa era a frase no fim do convite que Ártemis acabara de receber, a ideia era óbvia, mas Apolo certamente estava doido. A mensagem ali implícita era uma mensagem clara de que uma vida nova estava prestes a começar, a ideia é que era idiota demais. O deus de algum jeito tinha conseguido mexer com a mente da deusa da lua, que agora andava de um lado para o outro, praguejando, ameaçando e mudando. Sim, mudando!

Em todos os quatro anos que estivera diante da presença da deusa, Manu jamais vira algo como aquilo acontecer. De menina a mulher em poucos minutos, depois disso, de mulher a menina novamente. Ártemis estava possessa, suas mexas se transfiguravam para fios longos e sedosos, em um tom de ruivo escuro bastante chamativo, seu corpo estava ganhando curvar e seus olhos estavam tão brilhantes quanto a luz da lua. Mas nada disso era sintoma de paixão, era raiva.

— Aquele, aquele... inseto maldito! — A voz que outrora era suave e gentil destoava bastante do tom conhecido pela caçadora, estava firme e bastante determinada, ousada demais para alguém que até dois minutos atrás tinha apenas 14 anos, talvez menos a depender da situação.

— Lady... — Manu arregalou os olhos e pulou para trás ao perceber a deusa mudando também as vestes, transformando sua túnica branca em um vestido vermelho curto demais para pertencer a ela. O decote era generoso e a parte das coxas ficava a mostra por uma fenda grossa na lateral do vestido. Manu desviou o olhar, encabulada por ver sua senhora naquela situação.

Ela estava fora de controle.

— Ah ele não vai, não vai mesmo fazer isso, muito menos com ela, um monstro sem alma, sem coração, onde já se viu — As palavras da deusa não faziam o menor sentido para Emmanuelle, que pouco se importava se o gêmeo de Artémis iria se casar com qualquer coisa, ainda assim, a semideusa não podia deixar de notar certo disparate na situação, que para ela não fazia o menor sentido.

A jovem estava acostumada a conviver com Apolo, seus anos na caçada tinham lhe dado diversas experiências com o deus em questão, entre elas inúmeras cantadas e piscadelas indecentes. Artémis sempre ficava furiosa quando isso acontecia, mas até então a jovem caçadora acreditava ser fruto de sua intolerância para com os homens, não do ciúme desmedido que agora tomava conta de si.

— Achei que a senhora o trocaria por qualquer coisa, essa não é a chance que tens para fazer isso? — Manu soltou, estava pensando e quando deu por si já tinha se pronunciado de maneira inadequada. Geralmente não questionava as escolhas da deusa, mas ali a situação era diferente, ela estava fora de si, não pensava direito e não tinha razão.

— Isso foi antes de receber o convite do casamento dele — Ela respondeu, parecendo perplexa com a ousadia de sua subordinada.

— E o que mudou? — Manu não iria recuar agora que começara.

— A Lua — Artémis lhe respondeu, apesar disso não explicar nada.

— A lua continua a mesma, minha senhora, está brilhando e está bonita, quem está diferente é apenas você — A jovem caçadora deu um passo a frente e sorriu sem jeito, precisava impedir aquela catástrofe. — Precisa voltar a pensar e...

— Preciso impedir esse casamento!

— O QUE? — Manu gritou, tinha sido repentino demais.

— Preciso impedi-lo, e precisa ser agora — A deusa não esperou resposta, partiu em direção a floresta e deixou a caçadora para trás.

— Merda — Rosnou. — HANNA! — Gritou correndo em direção ao acampamento, que estava a poucos metros de distancia de onde se encontrava.

— Aconteceu de novo — Manu soltou ao encontrar a outra caçadora, era a segunda, talvez terceira vez na noite que Artémis mudava de forma drástica, algo estava errado e ela precisava descobrir o que era.

— O que aconteceu agora? — A mais nova perguntou.

— Apolo vai se casar — Manu informou, fazendo a filha deste abrir a boca em choque. — Escute não temos tempo para isso, feche a boca e preste atenção — Manu estava séria, iria interferir naquilo pela primeira vez e temia que a situação se transformasse em uma verdadeira catástrofe. — Do jeito que ela está estou rezando para que não entremos em guerra, mande uma mensagem a Quíron e peça ajuda dos campistas do acampamento, eu vou atrás da deusa para tentar fazê-la recuar, enquanto isso mande reforços para o cassino lótus, é para lá que Artémis está indo — Manu se atropelou todas nas palavras, mas não deixou a sensatez de lado no processo, estava certa a respeito de suas informações.

— Partirei imediatamente — A filha de Apolo não perdeu tempo, correu para o outro lado enquanto Manu puxava sua mochila da tenda e enfiava um monte de poções, bolinhos e armas em seu interno. Era melhor ir preparada do que sofrer com uma situação que não conhecia.

E acreditem ou não, dessa vez, ela não fazia ideia do que iria fazer.

...

Manu já tinha consultado o relógio mais de uma vez. Artémis ainda não tinha aparecido e sua ajuda parecia que tinha dado no pé. A garota tinha chego em frente ao cassino a pelo menos dez minutos, Brielle tinha aberto um portal para ela e lhe permitido chegar mais rápido ao hotel Cassino Lotus, o que também lhe garantira uma boa dose de ansiedade. A deusa da lua tinha desaparecido sem deixar rastros e provavelmente já estava armando confusão do lado de dentro. Manu estava prestes a adentrar a construção quando foi detida pela presença de outra garota.

A ajuda só poderia ser ela, Hanna tinha lhe enviado uma mensagem de Iris com as características da garota que supostamente tinha ajudado a encontrar outra versão de Artémis naquela mesma noite. Afinal, não era a primeira vez que a deusa sofria com bipolaridade nas ultimas horas, o mais engraçado de tudo? Parecia que o tempo tinha voltado a rodar lentamente e a madrugada estava mais longa do que o normal.

Manu esperava que a jovem se aproximasse e a notasse, mas não esperava que acontecesse daquele jeito. A amazona simplesmente trombara de frente com ela e quando erguera o olhar a pegara desprevenida, fazendo a filha de Poseidon prender a respiração enquanto o coração disparava no peito. As pessoas nunca chegavam tão perto, tão pouco a encaravam daquele jeito, intensamente e de forma desmedida, como se assim pudessem desvenda-la. A jovem a frente fizera exatamente isso, lhe permitindo ver os olhos azuis de forma detalhada, cada traço tempestuoso, cada sombra delicada nas curvas, cada tom de azul que se mesclava durante a noite, tornando seus olhos extremamente lindos.

A jovem recuou um passo, se atrapalhando ao tentar se afastar da garota. — Você é Maxine? — Perguntou arisca, fazendo o tom de voz sair mais brusco do que gostaria. Pigarreou para tentar concertar. — É você que veio ajudar? — Tentou de novo.

As frases proferidas pela garota foram prontamente ignoradas pela filha de Poseidon, que deixou o olhar vagar para a entrada do Cassino, optando por lidar com algo que tinha controle, não com algo que lhe deixava extremamente esquisita. —  Sou Manu, você já sabe o que veio fazer aqui? — A morena não aguardou a resposta, fez questão de continuar. — Artémis sumiu de novo, está — Pigarreou. — Um pouco louca, a aparência é de uma mulher que — Franziu a testa. — Não faço ideia de como descreve-la, a questão é que Apolo está estranho e quer se casar, minha senhora deu a louca e veio impedir, a noiva é um monstro e a gente tem que arrumar a confusão, por onde quer começar? — Perguntou, já dando passos em direção a entrada do Cassino, sem olhar para trás por saber que a garota lhe seguia, podia ouvir os pés dela tocando o chão e a respiração um pouco falha.

As pessoas viraram a cabeça para encarar as duas figuras que tinham acabado de adentrar o local. Manu sabia como aquele lugar funcionava e por isso evitaria ao máximo lidar com todos eles, não queria ficar presa por um dia, quem dirá por uma década. Sua cabeça virava de um lado para o outro, a jovem tentava se recordar do convite de Apolo e pescar alguma informação que lhe ajudasse, mas nada lhe vinha à mente e Artémis ainda não tinha aparecido. O pior de tudo? Era que sua acompanhante parecia mais animada em se divertir do que em ajuda-la com aquela tarefa.

— Não — Manu se virou de forma brusca e a puxou pelo braço um tanto irritada. — Escute, não olhe para ninguém que pareça interessado demais, não coma e não beba nada do que te oferecerem, não ceda as tentações desse Cassino, entendeu? — Perguntou, mas apenas para garantir fez questão de completar. — Se fizer qualquer coisa dessa lista, vai ficar presa aqui para sempre — A caçadora soltou a menina, então voltou a andar, tinham chego na parte onde o bar e a danceteria iluminava parcialmente um salão bem amplo, e ali, encontraram a deusa da lua pronta para começar uma catástrofe.

A mulher estava deslumbrante, andava decidida em direção a um Apolo dançando e rebolando entre várias mulheres, sua cara não era nada boa. — Merda! — Rosnou. — Cuide do Apolo, vou deter Artémis antes que seja tarde demais! — Manu correu em direção a sua senhora para tentar convence-la a lhe deixar lidar com aquilo, confiando que Maxine conseguiria dar um jeito no deus do sol enquanto isso.

Ela torcia para que sim... esperava não estar errada.

A morena parou bem em frente a deusa da lua e tragou o ar com força para dentro dos pulmões antes de soltar. — Cinco minutos, é tudo que te peço antes que você mate ele, ou todo mundo? — A dúvida estava presente e isso era implícito no tom de voz daquela garota.

— Não mais do que isso — Lady Artémis respondeu, passando a contar nos dedos o tempo passando, mesmo que a caçadora ignorasse isso.

— Me deixe lidar com a situação em seu lugar, levo seu irmão para fora o mais rápido possível, impeço o casamento e dou um jeito em Euríale — Disse em um folego só, nem respirava direito, estava tão nervosa!

— Ela está ali, acha mesmo que vou perder a chance de puxa-la pelos cabelos? — Perguntou a mais nova.

— E ficar mal falada no Olimpo? Da última vez que apareceu na Tv Hefesto estavam te difamando! — Manu apelou para o lado orgulhoso e arrogante de Artémis, que detestava aparecer no programa dos deuses de qualquer jeito. Geralmente faziam fofocas da vida dela de uma maneira nada atraente, e então a deusa da lua passava o dia de mal humor.

— Porque colocariam isso na Tv Hefesto? — Questionou confusa, Manu passou a língua pelos lábios a fim de umedece-los de alguma maneira.

— Seria a fofoca do ano — Explicou, procurando as palavras certas para convence-la. — Pense comigo, Apolo está se casando com um monstro a irmã banca a louca e atrapalha tudo, vão falar do vestido, da aparência e provavelmente deduzir que está com ciúmes Milady, ficaria mal falada e pensariam que você é como ela... — A ultima parte Manu sussurrou, não queria ofender uma outra deusa.

— Afrodite?! Iriam me comparar a Afrodite? — Manu maneou a cabeça em concordância, estava apelando, sabia disso, mas situações extremas exigiam medidas extremas!

— Pode me dar o voto de confiança agora? Me deixe lidar com isso! — Implorou, merda, se sentia tão burra e desesperada que chegava a soar irônico.

— Você tem uma hora, se não trouxer Apolo para mim nesse tempo com a razão recobrada, eu volto para acertamos as contas — Artémis apontou o dedo em direção a garota, então sorriu com escarnio para alguém atrás dela. — A noivinha dele está vindo aí, mostre a ela para que eu te treino — Dizendo isso, a deusa deu as costas a garota e começou a andar, deixando aquela área em especifico do hotel. Nesse minuto, outra garota se fez presente, tão mal-humorada quanto a deusa da lua, tão bem vestida quanto ela, a pior parte? Ela a ameaçou da mesma maneira, mas Manu nunca teve chance de se pronunciar.

...

Um tapa ardido foi desferido contra a face da filha de Poseidon no momento em que essa ergueu o olhar. Para sua sorte – ou não – monstro a frente usava óculos escuros, não mostrando de fato a potencia de seu olhar, do contrário, Manu já teria virado pedra.

— O que faz aqui? — Perguntou Euríale de maneira arrogante.

— Eu fui convidada — Manu sorriu com escarnio.

— Chame sua senhora — Ordenou.

— Lamento, ela já está de partida porque não queria ver sua cara feia, mandou eu lidar com o problema dela — A mais nova debochou, estava brincando com o perigo, sabia disso. — Seu casamento é tão patético que nem as madrinhas vieram te ajudar — Manu ergueu o queixo e apontou em direção a onde outrora a gorgona estava sentada, as companhias dessas pareciam estar mais interessadas em beber e se divertir com outras criaturas do que ajudar a noiva.

— Então vou puni-la no lugar dela — Euríale levou as mãos ao rosto, Manu fechou os olhos e a criatura puxou os óculos, então parou bem a sua frente. — Abra-os para mim... — Ela estava tentada a fazê-lo, mas resistia bem ao charme do monstro, resistindo a tentação de fazer exatamente o que ela queria. A pior parte eram as cobras nojentas do cabelo dela lhe tocando o rosto.

Manu ergueu a mão e tocou o cordão no pescoço, fechando os dedos sobre ele antes da gorgona ter chance de notar. Ela podia sentir o monstro deslizando para trás de si, tocando-lhe o corpo de maneira impropria enquanto continuava a sussurrar palavras em seu ouvido. As propostas – ela tinha que admitir – eram deveras tentadoras, e Manu teria cedido a todas elas se não estivesse tão focada em encontrar uma maneira de vencer.

Puxou o cordão e ativou a espada, fazendo a lamina invisível nascer em seu punho, lhe dando a segurança que precisava para se afastar. A jovem deu uma cotovelada na barriga do monstro, e aproveitou-se disso para abrir os olhos e correr para longe, evitando olhar para trás.

Alguns convidados estavam presenciando a confusão, e faziam o que Manu evitava a todo custo, encaravam o monstro e viravam pedra, criando belas iguarias para o hotel cassino lótus. Os funcionários ignoravam a confusão, deviam estar acostumados com seus hospedes brigando o tempo todo, portanto não interferiam em questões como aquela.

— Volte aqui sua vadiazinha, preciso acabar com você para me casar com Apolo, acha que Circe fez tudo aquilo de graça? — O monstro gritava, proferia impropérios a respeito da historia da bruxa e de um possível feitiço de amor, em meio a isso, também perseguia a filha de Poseidon.

Manu puxou uma tolha de mesa e derrubou copos no caminho, desviou pela lateral de uma segunda, fazendo uma senhora blasfemar contra ela enquanto o homem que a acompanhava se levantava para tentar detê-la. Nesse mesmo momento, Euríale a alcançou e o senhor também virou pedra. Manu o usou como escudo antes de abaixar a cabeça, passando a encarar o chão enquanto mantinha a espada a frente do corpo. O monstro não poderia ver sua arma, isso se mostrava vantajoso para ela.

Euríale parou em frente a Emmanuelle, não muito distante e nem perto demais, ou a lamina já a teria perfurado. Manu podia ver os pés dela, e, portanto, avançou. Estocou para frente e afundou a lamina na barriga do monstro, depois disso fechou os olhos e passou a usar o instinto. Guiada pelo cheiro de sangue, puxou a lamina para cima e sentiu o monstro se debater. Então, em um movimento rápido e preciso a jovem puxou a espada para si novamente, tentou calcular o ângulo certo e girou nos calcanhares, girando o corpo enquanto lançava a lamina em um corte lateral na altura do peito da criatura.

Alguém gritou.

O barulho de algo caindo ecoou por todo o ambiente e pó dourado choveu sobre ela, Manu sentiu quando ele lhe tocou a pele e abriu os olhos, espiando. Foi assim que se deparou com a cabeça decepada de Euríale no chão. — Eca — Virou-se de costas e puxou a toalha da mesa, jogando contra a cabeça antes de suspirar aliviada.  — Que foi? Ainda funciona se olhar nos olhos dela — Resmungou, fazendo a velha desmaiar, caindo cadeira com um baque surdo.

Manu deu de ombros, tinha algo mais importante para lidar agora, aparentemente Apolo estava sobre um feitiço de Circe, e se Manu estivesse certa, teria como ajuda-lo. A garota puxou a mochila e colocou na mesa da velhinha desmaiada, então procurou pelo antidoto que Hanna tinha colocado ali mais cedo. As caçadoras adquiriam coisas como aquela o tempo todo, não era possível que quando Manu mais precisasse não teria uma delas ali.

— Achei! — Suspirou aliviada ao encontrar a seringa com liquido para cortar efeitos de poções e feitiços relacionados a amor, charme e ilusão, então olhou ao redor e buscou a loira com o olhar.

Ela não estava muito longe, tinha tomado o palco com Apolo e agora cantava no Karaoke, fazendo dancinhas engraçadas e rebolando muito. Manu não pode evitar de dar risada com aquela cena. Se aproximou de ambos e fez alguns poucos gestos em direção a ela, atraindo a atenção para si. Em seguida lançou a seringa para a garota e apontou Apolo, deixando que Maxine fizesse o resto.

A morena ainda aguardou que a filha de Zeus aplicasse o antidoto no deus, então se aproximou cautelosamente e pode ver Apolo lhe fuzilando com o olhar. — Sua irmã está esperando do lado de fora, e está furiosa com você — Manu abriu um sorriso de canto, um tanto envergonhada, mas assim certa de que o deus sol nada faria contra ela. Apolo era um verdadeiro covarde quando se tratava da gêmea.

— Simpática como sempre Henz — O deus saltou do palco e lhe aplicou um beijo na bochecha, a fazendo ficar completamente vermelha enquanto o fuzilava com o olhar. Apolo era um descarado sem vergonha mesmo.

Maxine foi a próxima a se aproximar, tinha um sorriso largo no rosto e um convite na ponta da língua, convite esse que proferiu na primeira oportunidade, uma careta nascer em seu rosto. — Não — Murmurou seca e rudemente, dando as costas a filha de Zeus antes de começar a andar.

Nunca se sabe quando você não poderá mais fazer as coisas que quer...

A frase fez a mente de Manu dar uma volta completa enquanto a pergunta que ela menos queria responder ecoava em sua mente: Quando ela pode?
Manu tivera uma infância bastante complicada, passou boa parte da vida presa em uma situação que parecia que jamais teria fim. Passara por coisas que ninguém entendia, seu passado fora difícil e quando ela finalmente achou que estaria livre, descobriu que não estava. O medo foi seu inimigo durante anos, anos esses que passara servindo a uma deusa. Nunca fizera algo por si mesma.

Nunca fora livre.

Um raio cortou o céu fazendo suas costas queimarem de leve, algo tinha acontecido, e mais tarde ela descobriu o que era.

A segunda marca tinha finalmente desaparecido.

Item:
 Durendal [Uma espada de 90 cm de cumprimento, tendo 75cm de lâmina. É uma arma que pode ser usada com duas mãos ou apenas uma, possuindo os dois gumes bastante afiados. Graças a poção de luz, a lâmina irradia um brilho sutil e delicado, porém passa a maior parte do tempo invisível, graças a gema Vex. Apenas a portadora da arma poderá vê-la de fato. | Efeito mecânico: a espada se transforma em um pingente no formato de meia-lua | Efeito 1: graças a poção de luz, a espada provoca 30% de dano a mais contra criaturas das sombras/trevas. | Efeito 2: a espada absorveu a poção de vento, ganhando 50% de imunidade ao elemento e possuindo pequenas chances de repelir o elemento durante a defesa. Também deixou o item levemente invisível, o vento ao redor impede que a lâmina seja detectada por completo, ou seja, fica difícil dizer que arma ela realmente é | Bônus de forja:+15% de dano | Bônus lendário: + 30% de dano crítico.| Oricalcio | Alfa | Gema: Rubi Imperial (+40 de dano); Caos: Joia que é uma pedra negra, usada em itens bélicos para potencializar a arma. Quando acoplada, ela permite que até o dobro do dano base seja retirado; Vex: Adiciona propriedade de vento a arma (torna a arma invisível, pois fica com uma camada fina de vento ao redor, que deixa a lamina praticamente invisível, logo, defender um ataque se torna mais difícil. Ela também fica mais afiada, mais leve, e seus cortes ficam mais profundos e mortais. Adiciona +20 de dano a arma |Status 100%, sem danos | Lendário | Forjado e encantado por Nikolaev]
Passivas das caçadoras:

Nível 1
Nome do poder: Sentidos Aguçados
Descrição: Os sentidos são essenciais em uma caçada, de maneira que, tais semideuses, ao juntarem-se a Ártemis, desenvolvem os sentidos, passando a enxergar, ouvir, sentir etc. muito bem, seja durante o dia ou durante a noite.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +15% em todos os sentidos.
Dano: Nenhum.

Nível 2
Nome do poder: Habilidade de Caça
Descrição: Ao se tornarem seguidoras da Deusa da Lua as semideusas desenvolvem habilidades de caça, como observação e paciência. Podendo seguir rastros de presas estudando o ambiente e localizando pegadas, sangue etc.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 15% de percepção.
Dano: Nenhum.

Nível 8
Nome do poder: Frieza em Batalha
Descrição: Ao entrarem em batalha, as caçadoras adquirem uma espécie de foco e de frieza. Podendo lutar até ser a última a tombar no campo de guerra sem se abalar por possíveis mortes de companheiras e aliados. No entanto, isso não significa que, após a batalha, a caçadora não seja atingida pela dor da perda de companheiros.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Conhecimento Bélico
Descrição: As caçadoras naturalmente acabam adquirindo um grande conhecimento sobre armas, sejam brancas ou de fogo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 17
Nome do poder: Instintos
Descrição: Habituadas a vida longe de grandes cidades, as caçadoras desenvolvem ao máximo os seus instintos – que são uteis em batalhas e caçadas –, passando a pressentir quando o perigo se aproxima.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 27
Nome do poder: Resistência
Descrição: Como imortais e habituadas a movimentação extrema as caçadoras passam a desenvolver uma resistência acima da média, podendo passar mais tempo em corridas e em batalhas, sendo difícil cansa-las.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 30% em resistência.
Dano: Nenhum

Nível 30
Nome do poder: Habilidade em batalha
Descrição: Tais semideuses tornam-se habilidosas em batalhas, conhecendo pontos fracos de monstros, assim como seus movimentos passam a ser limpos e rápidos, tanto utilizando arcos como facas/adagas. Sendo extremamente evasivas no combate corporal, assim como assertivas.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 50% de velocidade em combates corporais.
Dano: Nenhum.
Passivas de Poseidon:

Nome do poder: Perícia com Oricalcio
Descrição: Armas feitas desse metal divino ganham uma bonificação nas mãos de um filho de Poseidon/Netuno. Isso ocorre por esse material ser encontrado e criado apenas nos oceanos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de assertividade ao usar uma arma feita de oricalcio
Dano: +10% de dano ao usar uma arma feita de oricalcio

Nível 25
Nome do poder: Resistência a enjoos
Descrição: Naturalmente marinheiros, os filhos de Poseidon/Netuno nunca enjoam, criando uma resistência a habilidades que levem a tontura ou enjoo de alguma forma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+70% de resistência contra enjoos, +50% de resistência a tontura.
Dano: Nenhum

Nível 50
Nome do poder: Resistência ao Fogo II
Descrição: Sua resistência cresceu conforme o esperado, e agora o fogo – apesar de incomoda-lo – só lhe causa uma leve ardência, mas não é capaz de feri-lo de forma grave como o esperado dos demais semideuses, humanos ou criaturas. Se for queimado por fogo normal, ainda será capaz de sobreviver. Essa habilidade não se aplica a fogo puro – divino – grego, ou as chamas do inferno.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 85% de chance não ser queimado pelo fogo comum. (os outros 15% são de sentir ardencia, ou adquirir queimaduras leves de 1º grau).
Dano: Nenhum

Nível 42
Nome do poder: Pericia com Espadas III
Descrição: Você se tornou um mestre com essa lamina e agora pode usa-la para atacar se defender, também consegue desarmar inimigos com mais facilidade e dificilmente deixa que tirem a lamina de suas mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio da espada.
Dano: + 45% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Duplicadores:

Nome: Pacote intermediário de Dracmas - Nível 2
Descrição: Por 1 mês em OFF, todo ganho de dracmas do semideus é duplicado. (Valido até 13/01/2018)

Tubo Pack Prime: (Em cinco postagens de sua escolha – valido para qualquer missão, evento, mvp, pvp, e afins – o semideus terá a XP duplicada pelo avaliador, lembrando que é necessário colocar esse prêmio em spoiler caso deseje que sua xp seja duplicada. Não tem prazo, mas só poderá ser usado cinco vezes). Situação: Cheio 0/5, não foi utilizado.
Kyra



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Re: O Mistério da lua Nova

Mensagem por Hades em Qui Jan 11, 2018 11:09 pm


Max Hayes

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 11.000 XP e 6.000 Dracmas. + 15 estrelas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 19%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS:  21.780 xp (duplicador de xp contabilizado já) + 6.000 Dracmas + 15 Estrelas.

Comentários:
Não tenho muitos pontos a explorar nesse comentário, pois acredito que o desenvolvimento tenha sido excelente, exceto por umas partes confusas – o que acabou gerando desconto –. Parabéns criança de Júpiter.

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Re: O Mistério da lua Nova

Mensagem por Hades em Sex Jan 12, 2018 4:46 am


Emmanuelle S. Henz

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 15.000 XP e 6.000 Dracmas. + 15 estrelas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Enredo e coerência de batalha: 48%
Gramática e ortografia: 17%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS:  28.500 xp (duplicador de xp contabilizado já) + 12.000 (duplicador) Dracmas + 15 Estrelas.

Comentários:
Eu confesso que gosto de tentar compreender e acompanhar seus planos para com sua personagem e essas frases de ligação apenas servem para despertar a curiosidade desse pobre avaliador. Mas vamos ao texto, certo?! Creio que algumas partes ficaram confusas em relação a sua dupla e eu tive que reler algumas vezes para compreender o que exatamente você queria ‘dizer’. Alguém de alguns erros gramaticais, o que resultou em descontos. Mas fora isso eu devo dizer que você evoluiu bastante nos últimos dois anos.
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Re: O Mistério da lua Nova

Mensagem por Fred Ashford em Dom Jan 14, 2018 12:22 am







I Gotta Feeling
— Com Vince Le Fay


Gostaria que esperassem o Vince Le Fay postar antes de avaliar. É uma missão em dupla, logo, será mais fácil de entender depois que ele postar. Desde já agradeço. Boa leitura!

Depois do grande passo que deu para o futuro, Fred resolvera ficar nas suas verdadeiras origens para aprender mais sobre os gregos, afinal ele era um e queria mudar a imagem de romano metido que passava aos campistas. Naquele fim de tarde o chalé de Eros estava vazio, algo que realmente surpreendeu o jovem demônio. Ele, como de costume, andava com duas de suas espadas, ambas em formas de adornos: Uma pulseira e uma espada dourada como pingente desta.

Pouco antes de chegar ao chalé, um jovem filho de Íris interveio em seu caminho e informou-lhe que Quíron gostaria de vê-lo e acertar as coisas sobre sua permanência no meio-sangue. Sem delongas o italiano seguiu na direção da casa grande. Até pensou em passar no chalé congelado de Quione, mas sabia que não daria muito certo, ainda mais que estava com pressa para encontrar o centauro. Encontraria Taylor ao ser liberado do dever.

O encontro com o diretor de atividades não foi exatamente o que ele esperava, principalmente depois de receber uma mensagem de Íris no início da conversa.

Uma caçadora, a líder para ser mais exato, comunicava que Apolo casaria. Frederick não controlou o riso e acabou atrapalhando a comunicação dos dois, fazendo a caçadora revirar os olhos algumas vezes ao decorrer da conversa. Por fim explicou que Ártemis, enciumada, queria encontrar o irmão e declarar guerra ao mesmo, principalmente depois de saber que a noiva era uma das irmãs da Medusa.

Fred já não gargalhava, mas cuspiu longe o chá que bebericava ao saber o fim da frustrante história do deus Solar. Naquele mesmo momento, vendo o filho de Eros ejetar chá pela boca, um filho de Apolo adentra no local.

— Meu pai? Se casar? Com uma Górgona? — Disse o herói de Apolo antes de, ao menos, cumprimentar os demais presentes.

— Eu mandarei ajuda, Emmanuelle. E obrigado pela informação e confiança. — Respondeu à garota antes de tapear a nuvem colorida que refletia o rosto esnobe da caçadora.

— Eu vou! — Disseram em uníssono. Ambos se olharam e o demônio esboçou um meio sorriso e arqueou a sobrancelha. — Um filho de Eros é perfeito para entender os devaneios do amor... — Comentou Fred com certa audácia. — Acredito que um filho reconheça melhor o pai... — Retrucou Le Fay com a mesma expressão debochada do primeiro. — Perfeito! — Interveio Quíron. — Vão os dois... — Completou.

O italiano não gostou muito do acontecera, a ideia de estar ao lado de um semideus que lembrava constantemente da coisa mais brilhante do mundo não lhe agradava em nada, principalmente quando lembrava que luz era uma das suas maiores fraquezas.

Ambos se retiraram para prepararem algumas coisas para a pequena missão que teriam. — Não vou levar arco para não precisar te ensinar a usar... — Comentou, mesmo sabendo que o garoto devia ser ótimo como todos os outros filhos de Apolo. Ele queria honrar o legado que carregava de Éris. Fred não ficou para ouvir a resposta, apenas voltou ao chalé e colocou algo menos chamativo do que aquela camiseta laranja do acampamento. Colocou uma calça de couro e uma camiseta branca - que deixava seus músculos bem aparente - e em seguida uma bela jaquetinha impermeável que impedia o calor do corpo sair. Numa mochila ele colocou um pequeno espelho, um pequeno frasco de uma poção que ganhara de aniversário da líder dos curandeiros de Asclépio.

O moreno odiava atrasar aos compromissos, mas odiava mais esperar. Ele estava quase arrancando as gramas ao seu redor com seu tique nervoso de bater o pé, enquanto aguardava o loiro que já deveria estar ali. — Mais cinco minutos... — Comentou sorrindo ao filho de Hécate que estava ali para abrir um portal para que fôssem até o cassino. — Ele vai chegar logo, ou podemos ir juntos... — Tentou distrair. — Nem pensar! Quero mais é que ele se case com a górgona... — Falou, o que causou riso nos dois semideuses.

Antes dos cinco minutos se passarem, enfim o filho de Apolo chegou. Fred já estava sentado na grama tentando convencer o garoto que os filhos dos noivos seriam mais monstros do que semideuses.

— Do que estão rindo? — Indagou o jovem solar. Os outros dois se entreolharam e desconversaram. — De como nascem os monstros. Deve ter sido duro ter parido o minotauro. — Comentou Ashford quase rindo.

[...]

A viagem pelo portal foi como das outras vezes que o herói viajara. Uma pequena náusea no início, mas apenas isso. Nem mesmo a tontura conseguira afetá-lo desta vez. Não sabia se Vince já o havia atravessado um portal, mas decidiu ficar muito próximo dele, odiaria ter que aparecer em algum lugar muito diferente do dele.

E num instante estavam em frente à um cassino, pelo que Ashford podia ler - com extrema dificuldade pela dislexia -, dizia "Casino Lotus" numa fachada iluminada em dourado com letras de aspectos quadrangulares. Fred esboçou um sorriso malicioso ao lembrar das farras que fazia antes de morar definitivamente no acampamento.

A música eletrônica soava como uma festa, o demônio achou um convite e tanto. — Essa festa é digna de Apolo... — Falou rindo e observando a mesma reação do herói que compartilhara o portal. — Seria muito insensível de nossa parte se curtíssemos um pouco? — Perguntou ao jovem loiro. — A propósito, sou Frede... Fred! — Apresentou-se com seu sorriso simpático e o outro fez o mesmo.

O legado de Éris estava ansioso, pegou seu espelho bonitinho e aferiu a beleza. Vince por outro lado observava o jovem que aparentava ser fútil. — Vai retocar o batom, também? — Ironizou e colocaram-se para dentro do cassino. E sim, ambos estavam lindos como dois modelos, Apolo que cuidasse de sua noiva, eles iriam arrasar o coração dela.

— Vamos lembrar o que temos de fazer... — Comentou Le Fay logo que entraram ao hotel cassino. — Flor de lótus, senhores? É por conta do cassino e também é nossa especialidade... — Comentou uma bela loira com curvas acentuadas nos lugares certos, Frederick se apaixonaria se gostasse de mulher. — Ma certo, mia cara! — Respondeu em italiano com seu jeito boêmio de ser. Pegou uma flor de coloração rosada e deu a primeira mordida na especiaria. — Mamma mia... — Disse com a boca cheia e então pegou mais três flores coloridas.

— Entendeu? — Perguntou Vince, mas o filho de Eros não ouvira mais nada depois que a garota lhe oferecera a flor. — Você precisa provar isso... — Comentou e, com delicadeza, empurrou uma flor rosada - num tom mais forte - para dentro da boca do loiro. E, infelizmente, Vince comeu.

[...]

A merda estava feita. Frederick estava apenas de calça e tênis sobre o balcão de uma pequena festa de casamento, onde os noivos eram um loiro vestido de Elvis Presley e uma mulher feia que não conseguia identificar. O filho de Eros rebolava com a camiseta branca na mão direita girando sobre a cabeça. Sua jaqueta já estava perdida, mas a mochila - assim como a de Vince -  encontrava-se com o garçom que cuidava do bar. Abocanhou outra flor e goleou de uma garrafa de whisky pelo próprio gargalo.

That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night

A música continuava soando então Fred lembrou do herói que o acompanhava. Ainda dançando, desceu do balcão com a ajuda de um rapaz forte que lhe sorriu. Alisou o queixo do homem e piscou. Já identificara a localização de Le Fay e foi até ele. Seu cérebro estava no auge da loucura, o whisky junto com a flor de lótus e a magia local lhe faziam ficar luxurioso e um tanto convencido, um defeito claro dos filhos de Eros.

I feel stressed out
I wanna let it go
Let's go way out spaced out
And loosing all control

Ele dançava conforme a música e cantava alto, assim como todos os presentes. Os noivos já haviam desaparecidos, lua de mel antecipada? Com certeza. Ainda rebolando conseguiu sair do emaranhado de gente drogada pela flor de lótus e seguiu na direção do loiro que jogava. Acenaram-se ao enxergarem um ao outro. Vince novamente mordicou outra flor e tomou um gole de champanhe da sorte, algo que ele parecia ter muito naquela mesa de jogo. Fred já trocara a dança por passos calmos e com uma leve rebolada masculina sexy, mas sua cabeça continuava no ritmo da música.

Tonight's the night
Let's live it up
I got my money
Let's spend it up

— Você precisa se recompor, Ashford! — Soou uma voz feminina no interior da mente do demônio. — Você precisa sair desse lugar antes que se perda... Fique atento! — Disse a mulher com a voz mais séria e autoritária, mas o garoto apenas pensou que fosse o efeito do álcool pregando peças em sua mente. Com certeza ele seria punido por Nyx ao ignorar seu comando, ou talvez ela entendesse que ali ele não controlava mais o seu corpo, muito menos seus pensamentos.

Enfim chegou ao lado de Vince, colocando a mão em seu ombro e descendo pelas costas do homenzarrão. Não sabia o que acontecia, apenas observava o sorriso largo do outro e seus gestos de alegria cada vez que o dono da mesa rodava uma roleta com números vermelhos e pretos. — Treize rouge — Gritou e olhou para o filho de Eros. — Pour toi... — Disse e piscou.  

A plateia enlouqueceu logo depois que a pequena esfera azulada caiu sobre o número vermelho escolhido. Fred também vibrou e acabou - sem perceber - deixando a mão escorregar para a cintura do jovem.

A pilha de fichas coloridas de Le Fay cada vez crescia mais, assim como a vontade de dançar do filho de Eros. Fred não estava acostumado com alguém que não seguisse tudo o que ele queria, isso causava mais interesse no filho de Apolo. Antes que Vince pudesse, novamente, escolher o treze vermelho, Ashford empurrou todas as fichas para a mesa e falou alto: — Treize rouge! — Enroscou a camiseta perfumada ao redor do pescoço do jogador e o tirou do banco. — Tu viens avec moi — Disse, ainda lembrando das aulas de francês que tivera na Itália. Assim levou o francês para a pista de dança, deixando a plateia torcedora gritando como loucos pelo novo acerto de número que havia feito.

A música já havia trocado, mas a nova continuava no ritmo da anterior, fazendo todos presentes pularem e dançarem com movimentos lúdicos e loucos, não muito diferentes daqueles gerados pelos heróis. Fred estava de olhos cerrados, mas podia sentir o corpo másculo de Le Fay ao seu lado, tocando-o de leve vez ou outra. Podia sentir o perfume do filho de Apolo, e isso o deixava feliz por estarem ali se divertindo e esquecendo de tudo, até mesmo do motivo de estarem ali. Os corpos estavam mais próximos - quase colados -, mas ainda assim moviam-se como dois adolescentes bêbados e com sede de luxúria.

— Frederick! Pare de comer essas flores... — Disse a noite em seus pensamentos, mas o demônio não queria entender do que se tratava, apenas achava que a bebida e a flor deixaram-no um pouco alterado. — Você pode se livrar, basta me ouvir... — Proferiu novamente e ele continuava dançando como se o mundo não estivesse em perigo. — Mammon tinha razão... Um herói que não sabe ouvir... — E foi sua última frase.

A música estava alta, assim como as chamas que os dois pareciam irradiar. Vince, um filho de Apolo tão quente quanto o pai; Fred, um partidão com calor corporal derivado da luxuria tão alta quanto uma daquelas meninas trabalhadoras das esquinas, ou daquelas dançarinas que haviam por toda a festa que usavam roupas de enfermeira, policial e empregada.

Os lábios rapidamente se tocaram e seus toques foram intensificando mais. Le Fay parecia gostar e Ashford estava pronto para acertar-lhe outro beijo, este mais demorado, quando ambos os olhares se encontraram. — Você me é valioso... — Soou na mente do filho de Eros e seus olhos brilharam em um tom azulado, fazendo o filho de apolo lembrar dos reais motivos de estarem ali, fazendo seu braço afastar o corpo do demônio do seu. Sim, Frederick, com o auxílio de Nyx, libertara a memória que as flores e a magia presente haviam escondido dos pensamentos do francês.

Percebendo a situação, Vince retirou a flor de lótus e a botelha de whisky das mãos do outro e o puxou por esta para longe da multidão, ficando entre algumas máquinas douradas. — Fred, você precisa acordar! — Disse com tom áspero. Colocou a mão no rosto do filho de Eros e este preparou-se para um beijo. Uma garçonete carregava uma jarra de água gelada e a única ideia de Vince foi o jeito mais antigo de acordar alguém. — Désolé... — Disse o garoto ao jogar água na face de Fred, fazendo o líquido percorrer seu corpo inteiro.

— Você está maluco? — Perguntou o demônio de forma estressada. Alguma coisa estava voltando ao normal, seus poderes mentais pareciam fazer efeito, algo que antes não faziam. O choque da água gelada fora o causador do seu despertar, mas ele continuava estressado. — Só consegui pensar nisso para lhe fazer acordar. Desculpe! — Proferiu o poliglota. O filho do amor respirou fundo, mesmo que isso fosse complicado pela raiva. — Tudo bem, agora me explica o que aconteceu! — Ordenou.

O francês, pouco a pouco, explicava o que acontecera enquanto estiveram sob o efeito das flores. Por várias vezes ele ajeitou o cabelo do Italiano com a ponta dos dedos, fazendo este ficar encabulado. — Volto já... — Informou e adentrou na multidão, Fred apenas observava o lugar tentando encontrar Apolo, sua noiva ou - até mesmo - Ártemis. A cria de Apolo voltou com ambas as mochilas nas costas. Pegou uma toalha de sua mochila e ajudou Fred a secar seu corpo, por sorte a climatização do lugar era perfeita, não os deixando passar calor ou frio.

[...]

Depois que Vince informou-lhe o plano, deu-lhe uma corrente prateada com pingente de estrela de Davi. Fred pegou o belo colar e transformou em um arco que lhe caiu muito bem. Antes que pudesse sair a procura do deus que casaria, o jovem observou-se no espelho e uma ideia pareceu brilhar nos pensamentos. Sua roupa foi desaparecendo até estar apenas com uma espécie de frauda de pano, como os pequenos cupidos que mostram nos desenhos. Um par de asas brotou nas suas costas e ele estava pronto para flechar os que precisavam de amor, ou de algum tipo de clareza nos pensamentos.

O maravilhoso homem fantasiado de Cupido andou pelo cassino inteiro antes de encontrar o casal da vez próximo às capelas de casamento. Percorreu o olhar pelo local e percebera que a noiva usava um véu que não proporcionava enxergar seu rosto, desta forma ele aproximou-se.

— APOLO!? — Gritou em meio a multidão, tentando assim chamar a atenção do deus. — Nem acredito que lhe encontrei... — Falou puxando apolo para um canto. — Já lhe trago de volta querida, ele não pode casar sem a bênção de Cupido, seria uma afronta! — Disse o legado de Éris à górgona enquanto empurrava Apolo por entre as pessoas, levando-o para o segundo piso. A irmã da Medusa sibilou alguma coisa, mas o deixou ir.

Rapidamente Fred puxou uma taça vazia que uma garçonete trazia e colocou a poção que outrora estava na mochila. Sim, o vidro estava escondido sob a "frauda". — Tome esse vinho! — Disse empurrando para dentro da boca do noivo fazendo-o beber e esquecer o que faria ou o que ele era.

Levar Apolo para um quarto foi um dos trabalhos mais difíceis de se conseguir, o homenzarrão de asas não desistiu. O segundo maior desafio foi fazer o deus esquecido de que Frederick era seu namorado. — Se somos namorados, por que está vestido dessa forma e eu assim? — Indagou confuso. — Você adora fetiches, agora deite-se aí e me espere aqui! — Iniciou. — Vou buscar alguns brinquedinhos que você adora e logo volto para começarmos nossa brincadeira. — Falou piscando e mordendo o lábio de uma forma sexy.

Deixar Apolo quase nu sobre a cama num estado de esquecimento foi algo que Fred poderia ter aproveitado, mas lembrar que ele - mesmo esquecido - era um deus fez o demônio quebrar um dos vasos que enfeitam o corredor. O demônio ainda estava com raiva deles. Por instantes pensou em deixar que acontecesse uma guerra entre os dois gêmeos, mas isso afetaria demais os planos de Nyx e não seria um bom afilhado se o fizesse. Agora ele precisava encontrar Vince para que acabassem com os planos da maldita.

Fred fez com que sua roupa voltasse ao normal, assim como suas asas adentrassem ao corpo. O colar de Vince agora encontrava-se no pescoço do filho de Eros e este encaminhava-se para onde deixara a górgona aguardando o noivo. Contudo, barulhos escandalosos e sibilos chamavam a atenção para um quarto que a porta havia sido arrombada. Ao entrar neste deparou-se com a criatura à sua frente enquanto Vince tentava ocultar sua própria visão.

A górgona ainda não havia lhe visto e isso era ótimo. Rapidamente pegou um lençol jogado no chão próximo ao colchão que fora arrancado da cama. Correu e conseguiu enroscar o pano na face da maldita. — Seu dia de princesa acaba aqui! — Anunciou-se, podendo ver o alívio na face de Vince que abriu lentamente os olhos.

Fred mantinha a força nas pernas e nos braços enquanto prendia o corpo da górgona. As pernas estavam prendendo os braços da maldita, enquanto as mãos apertavam fortemente o lençol ao redor da cabeça do monstro. — Agora fala, quem foi que enfeitiçou ele? — apertou mais e logo sentiu as garras da noiva acertar sua coxa.

O sangue semidivino escorria e a monstruosa gargalhava de prazer. Fred apertou mais o lençol de tanto ódio. — Foi seu pai! Ele sabe lidar com amor, não é mesmo? — Gargalhou mais ainda. Fred soube que ele mentia logo que ouviu o tom de voz. — Mentira! — Agora Vince conseguira prender os braços dela. — Já que não quer cooperar, precisarei fazer algo diferente... — Começou a usar o melhor dom que Éris lhe deixara no sangue: Maldições.

A irmã da Medusa contorceu-se de dor e os gritos tomaram conta de sua goela. — Pare, maldito! Não foi seu pai! — Fred mantinha a força e os olhos focados na mulher, mais precisamente na face. — Agora eu quero a verdade! — Vince nesse momento parecia cuidar do ferimento do herói. — Acaba logo com ela! — Disse o filho de Apolo sem perder a atenção do que fazia. — FALE LOGO, VAGABUNDA! — Gritou por conta da dor e raiva que sentia. Seu ódio fazia aumentar mais a dor que górgona sentia e ele sabia reconhecer isso.

— Minha patrona vai matar os dois... — Latiu a maldita e o filho de Eros notou a raiva no tom. — Então é uma mulher... Afrodite, Hécate ou Circe? — Perguntou, sabendo que apenas as três poderiam enfeitiçar Apolo de uma forma tão forte. Com certeza era uma das três, Afrodite por ser a deusa do amor, Hécate e Circe eram duas bruxas. — Afrodite não teria motivos, teria? — Disse olhando para Vince. — A dor vai ficar pior... — Comentou Fred intensificando a maldição. A mulher sibilou de ódio e de dor.

— Vince, acaba com ela! — Falou e tirou o colar do pescoço. Rapidamente o adorno virou uma espada. — Acerte-a no pescoço! — Proferiu e deixou o espaço livre para que o semideus solar terminasse com a ordinária.

— Circe! — Gritou ela, mas era tarde demais, o herói cortara sua cabeça.

[...]

Frederick não poderia reclamar do que havia passado no cassino. Suas lembranças dos acontecimentos foram voltando assim que avistou a lua do lado de fora do cassino. Seu corpo parecia revigorar com a chegada da noite e seu corpo estava curando aos poucos, assim como sua energia. Vince o ajudava a caminhar, aquele era um bom companheiro para se estar do lado, nas boas, nas más e nas horas de loucura.

— Vamos ficar ali naquele bar! — Comentou apontando para um botequim que lembrava a Itália. — Ficar quatro dias naquele cassino me deu vontade de beber! — Disse ao olhar a data num outdoor que a informava.

Itens levados:
¤ Devoradora [Uma espada de ouro imperial pertencente a épocas passadas da legião, possuído pedras preciosas cravadas no cabo – maioria tratando-se de rubis e safiras –, sendo que o local onde fica o punho possui um revestimento de couro esbranquiçado que se encontra em um estado perfeito de conservação, se encaixando perfeitamente no punho de qualquer semideus disposto a empunhar a arma. | Efeito 1: A lâmina possuí um brilho incomum e diversas vezes recrutas da legião encarregados do arsenal alertaram sobre a mesma, falando terem visto um par de olhos na espada. A mesma emite um brilho avermelhado até mesmo no escuro, com intensidade do brilho variando de acordo com aquele que porta a arma. | Efeito 2: Tal espada pode tomar a forma de um pequeno pingente vermelho sangue, porém nem sempre a espada vai gosta de ser transformada em pingente ou vice-versa. | Ouro Imperial e pedras preciosas. | Espaço para uma gema | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do acampamento]

¤ Desespero [Uma espada de ferro estígio que tem aproximadamente oitenta centímetros de lâmina, sendo um dos gumes como o de uma espada comum e o outro gume serrilhado com um cabo feito de ossos resistentes e um pomo com uma joia que parece ter sido feita de uma obsidiana com uma aparência envelhecida. A própria lâmina possui riscos brancos como se estivesse bem gasta e já tivesse visto várias batalhas mas não ouse duvidar de seu corte ou pode ser que acabe pagando caro demais por isso. | Efeitos mecânicos: A espada costuma se transformar uma pulseira metálica, basta que o semideus a remova do braço para que ela tome forma. | Esta arma tem como efeito principal causar a paralisia de um membro do oponente sempre que este for atingido pela lâmina. O local atingindo se tornará duro e o ferido terá uma dificuldade de mover o local. | Resistência Beta | Sem espaço para gemas. | Status: 100%, sem danos | Nível 3. | Lendária | Presente de reclamação dos Demônios de Nyx]

¤ Boy on Fire II [Calça de couro masculina. Não é tão justa no corpo, mas mantém a elegância e pode destacar as curvas do homem perfeitamente, sem marcas ou machucar, seus detalhes se resumem a pequenos enfeites de prata na lateral esquerda e o zíper, também de prata, a direita. Bolsos dianteiros e traseiros podem dar um charme a mais a essa calça, que vem com um cinto de couro vermelho, também com detalhes em prata para completar o visual de bad boy charmoso. | Efeito 1:  Tem resistência a fogo, ataques relacionados a esse elemento perdem 70% da eficácia, diminuindo o dano na mesma porcentagem sobre o usuário. | Efeito 2: Tem efeitos regenerativos, portanto, caso rasgue, fure ou qualquer coisa semelhante, o tecido se remonta e se regenera depois de 2 turnos. Durante esses dois turnos em que a calça está danificada, o efeito do fogo é reduzido em 30%. | Efeito 3: Aumenta a autoestima masculina, fazendo o portador se sentir mais bonito, mais elegante, mais poderoso. | Tecido mágico | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

¤ Poção do esquecimento [Faz com que o indivíduo que a toma, se esqueça de absolutamente tudo, incluindo seu nome, durante exatamente uma semana. Todas as lembranças feitas durante esta época serão mantidas na mente do indivíduo, mesmo após o fim do efeito da poção. No frasco há um rótulo pequeno feito de fita adesiva branca escrito o nome da poção com caneta permanente. | Efeito 1: Faz com que a pessoa que ingeriu a poção se esqueça de absolutamente tudo sobre si por uma semana completa. | Efeito 2: Durante o período de esquecimento, as memórias feitas neste período vão ficar para sempre na memória do semideus. | 1 Frasco pequeno | Uso único, some após ser utilizado | Criado por Luna Minn] (Presente de Luna Minn)

¤ Mirror [ Um espelho de mão, com o exterior adornado em uma moldura de ouro | Efeito 1: Mostra o lugar que você quiser ver, com o custo de 30 MP por uso. Você só pode ver o lugar, não pode interagir com ele, e ninguém pode vê-lo do outro lado | Efeito 2: Também serve para conferir que você está bonitão, hein | Sem espaço para gemas | Gama | 100%, sem danos | Encantado | Presente de Natal de Eros/Cupido ]

PODERES:

passivos eros:
Nível 1
Nome do poder: Abençoado do Divino
Descrição: Os filhos de Eros/Cupido, são um dos poucos mortais com permissão para empunhar armas divinas, pois, seu pai, assemelha-se a um anjo de patamar baixo. Assim sendo, os filhos de Eros/Cupido, não são tão afetados por armas celestiais, e até se sentem familiarizado com elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Armas divinas/celestiais, e feitas de prata lunar tem um dano 50% menor nos filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Pericia com Ilusões
Descrição: Os filhos de Eros/Cupido, são bons em criar ilusões, portanto, quando utilizarem-se dessas, poderão enganar com mais facilidade, ainda mais se for uma ilusão relacionada ao amor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: +5% de dano se usarem ilusões

Nível 4
Nome do poder: Beleza Divina
Descrição: O filho de Eros/Cupido, é naturalmente bonito. A beleza de seu pai era comparada a de um anjo, sendo ele mesmo semelhante a um. Assim como Eros/Cupido, seus filhos são extremamente bonitos, charmosos, e graciosos, e quando entram em batalha, é difícil olhar para outro canto que não seja eles, pois, naturalmente se tornam o centro das atenções. Os inimigos do semideus, podem se sentir intimidados, ou admirados pela beleza do filho de Eros/Cupido, e em um combate, isso os deixa confusos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo hesitar em te atacar durante um turno, geralmente, o inicial.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Pequeno Corajoso
Descrição: Filhos de Eros/Cupido são extremamente audazes, ousados e destemidos. Não importa o inimigo os semideuses não se sentirão intimidados pela aparência ou potencial do inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a intimidação e medo, são 50% menos efetivos com filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Perfume Inebriante
Descrição:  Seu cheiro natural é um perfume delicioso para qualquer ser. Todos os seres vivos ficam com o humor melhor perto de você, monstros nunca te detectaram, pois seu perfume lembra a eles cheiros dos seus habitats naturais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será rastreado por monstros. Pode confundir o inimigo em luta, inclusive, o fazendo hesitar ao sentir seu perfume, errando ataques durante um turno.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Imunidade Psíquica
Descrição: Filhos de Eros são imunes a qualquer tipo de jogo mental e emocional de nível igual ou inferior, pelo simples fato de serem ligados com esse tipo de atitude e saberem como lidar com tais armadilhas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Jogos mentais de nível inferior ou igual ao do filho de Eros, não surtem efeito contra ele. Níveis maiores ainda poderão afeta-lo.
Dano: Nenhum

Nível 11
Nome do poder: Luxuria e Sedução
Descrição:  Os filhos de Eros/Cupido conseguem seduzir os outros com extrema facilidade, usando desde o seu andar até o seu tom de voz para seduzir. Funciona normalmente com seres de ambos os sexos independente da opção sexual das vítimas desse poder. Você consegue despertar o desejo nos outros sem se esforçar para isso, com pequenos gestos e olhares. Isso acontece porque as crias do deus são naturalmente belas, e acabam despertando a libido dos outros pelo charme natural que exibem, sejam gestos, o corpo estonteante, o olhar, ou a aparência meticulosamente diferente, sensual e atrativa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo se sentir atraído por você durante um turno, nesse turno, você dificilmente será atacado.
Dano: Nenhum

Nível 29
Nome do poder: Imunidade Parcial
Descrição: Os filhos de Eros/Cupido entendem de ilusões, podendo inclusive utilizar-se dessas para seu bel prazer, e até mesmo cria-las. Assim sendo, por entenderem o funcionamento dessas, dificilmente caem nas mesmas, o dano relacionado a ilusões com eles, é consideravelmente menor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ilusões que gerem dano são 50% menos eficazes nas proles de Eros/Cupido.
Dano: Nenhum

passivos éris:
Nível 1
Nome do poder:  Apreciadores da Discórdia
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia são parcialmente conhecidos por serem bastante impiedosos, do tipo que gostam de ver “o circo pegar fogo”, ainda mais se forem eles mesmo que causaram o “incêndio”. (Isso depende muito da pessoa, alguns de seus filhos podem ter não herdado sua maldade.)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Energia
Descrição: Caso haja um clima de discórdia, vingança ou ira no campo de batalha, você irá se sentir mais forte e revigorado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 5 de HP e + 5 de MP.
Dano: Nenhum

passivos demônios:
Nível 1
Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os demônios tem sua visão aprimorada durante a noite, por estarem diretamente ligados a uma deusa noturna. Com isso, durante a noite, esse sentido fica ainda mais apurado, ganhando um alcance de 500 metros. (Esse poder não funciona durante o dia)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Enxerga melhor a noite, do que de dia, pois, sua visão noturna é ampliada.
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Alma Ambígua
Descrição: Por diversas vezes Nyx/Nox foi descrita como uma divindade de personalidade indecifrável, podendo ser tão bela e gentil quanto a noite ou tão cruel quanto as criaturas que a habitam o tártaro. Sendo assim, os demônios têm grande facilidade em mascarar seus sentimentos e, na maior parte das vezes, são extremamente bipolares.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Esse poder permite ao semideus adquirir um atributo de persuasão impressionante, sendo capaz de enganar inimigos e aliados com mais facilidades, pois conseguem mascarar os verdadeiros sentimentos, e demonstrar exatamente o que querem mostrar.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Detecção de Mentiras
Descrição: Um rosto inocente não pode enganar os demônios que, devido à ligação de sua patrona com os grandes males do universo, podem facilmente rastear a culpa ou a mentira na face de qualquer ser.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Se alguém tentar enganar um demônio através de palavras mentirosas, no próximo turno, os poderes ativos do demônio terão um dano maior. Ele saberá que está sendo enganado, e usara isso ao seu favor.
Dano: +20% de dano em poderes ativos durante um turno. (só funciona se alguém tentar enganar o demônio através de palavras, ou jogos persuasivos através delas, como o charme).

Nível 10
Nome do poder: Atributos melhorados II
Descrição: Os demônios da noite conforme evoluem, conseguem desenvolver um pouco mais seus movimentos de esquiva, velocidade e salto, ganhando uma vantagem extra de campo ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia ganham + 15% de velocidade, esquiva, e salto, durante a noite essa porcentagem dobra, vira +30%.
Dano: Nenhum

Nível 20
Nome do poder: Força II
Descrição: O seu personagem ficou ainda mais forte, conforme a evolução de seus dons e poderes. Seus treinamentos lhe trouxeram resultados imprescindíveis, e agora sua força se tornou ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia os demônios conquistam +20% de força, durante a noite essa força dobra para +40%.
Dano:  Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Escuridão Curadora III
Descrição: Os demônios tendem a ficar mais forte durante a noite, ou quando estão em locais escuros, fechados. A escuridão é vista como uma aliada, portanto, quando estiver em local escuro, ou coberto por sombras, ou ainda, durante a noite, poderá usar a escuridão ao seu redor para se curar. É algo instantâneo, suas feridas simplesmente começam a se fechar, e sua energia parece ser restaurada aos poucos. Agora feridas fundas já viram pequenas cicatrizes, e uma grande parte de sua energia é restaurada. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 rodadas, as feridas se fecham no turno em que você usar o poder).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +50 MP e 50 HP
Dano: Nenhum

Nível 27
Nome do poder: Presença do Mentiroso
Descrição: Apenas a presença do demônio faz com que as pessoas sintam uma vontade incontrolável, e estranha de mentir, enganar de forma deslavada. Isso faz com que escondam as coisas, ocultem, ou fiquem esquivos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Torna poderes de enganação 10% mais fortes.
Dano: Nenhum

Ativos Eros:
Nível 4
Nome do poder: Esteticista
Descrição: Eros/cupido é filho da pobreza e da riqueza. Portanto, seus filhos podem transformar sua aparência de acordo com seus objetivos e com a conveniência, podendo tornar suas vestimentas sofisticadas e de marca, manter sua beleza ao extremo e seus acessórios todos esbanjando riqueza, mas também pode tornar sua aparência deplorável, sujo, hirsuto e descalço, afim de se disfarçar ou de provocar pena.
Gasto de Mp: -30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Asas I
Descrição: Os filhos de Eros/Cupido, assim como seu pai, possuem asas. O deus do amor é um dos poucos deuses alados, e os filhos destes herdam tal característica de seus pais, suas asas ficam ocultas nas costas, e só podem ser vistas quando libertas pelos filhos de Eros. Nesse nível, as asas ainda são pequenas, e apesar de suportar parte do peso das crias, eles só conseguem usa-las para levitar – se levantar – alguns poucos metros do chão, não sendo capazes de utilizar-se dessas para voar.
Gasto de Mp: 10 por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

ativos éris:
Nível 1
Nome do poder: Palavras torturantes I
Descrição: Fazendo uso deste poder, o filho de Éris/Discórdia pode usar-se dos maiores medos de seu oponente para deixá-los inseguros, frustrados, cansados ou irritados. É preciso que a cria de tal deusa possua impecável oratória e convicção daquilo que está dizendo pois, nesse nível, a habilidade é um tanto frágil.
Gasto de Mp: 15 MP Por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Deixa o inimigo levemente confuso, contudo, é preciso saber sobre o que está falando.

Nível 5
Nome do poder: Maldição da dor I
Descrição: O filho de Eris/Discordia pode amaldiçoar o inimigo para que sinta dores em diversas partes do corpo, dores musculares leves, o que pode atrapalha-lo durante a luta.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 25 HP
Extra: O efeito dura apenas um turno, pode deixar o inimigo mais lento, e sentindo dores pelo corpo.

ativos demônios:
Nível 30
Nome do poder: Liberador
Descrição: Como conseguem apagar, bloquear, trancar as memorias de um oponente, ou de um amigo, também são capazes de libera-las. Conhecendo o segredo da mente, também podem reverta-la, e possivelmente, podem ser os únicos a conseguir faze-los.
Gasto de Mp: 50 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Habilidades adquiridas:
Rastreadores
Descrição: Habilidade que permite ao semideus encontrar e localizar monstros ou criaturas – como animais e até semideuses – através de rastros, pistas, odores, pegadas ou qualquer coisa que pode ser deixada para trás. Isso também permite encontras rastros que foram apagados, afinal, existem criaturas que conseguem mesclar seus rastros e até mesmo apaga-los ou disfarça-los. Semideuses com essa habilidade dificilmente serão enganados por pistas falsas, tendo mais chance de seguir um caminho certeiro, pois, sabem identificar o que foi forjado e criado do que realmente foi deixado para trás.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +40% de chance de descobrir alguma coisa deixada para trás. + 30% de percepção. +50% de chance de não ser enganado por armadilhas ou rastros falsos deixados por terceiros para desvia-lo do caminho certo. Pode solicitar ao narrador que indiquem pistas do caminho certo a ser seguido.
Dano: Nenhum.

Nome do poder: Resiliência Semidivina
Descrição: Resiliência, dentre seus variados sentidos, pode significar a capacidade de se adaptar a diversas situações. Aqui, ela representa a habilidade dos filhos dos deuses de se adaptarem aos seus inimigos em combate, funcionando especificamente contra monstros. Enquanto em batalha, a cada turno que se passar, o semideus terá mais e mais vantagens contra seu oponente. Os bônus se explicam através do estudo da movimentação inimiga, além da observação de seus pontos fracos e identificação de áreas menos resistentes ou sensíveis em seus corpos.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: 20% de chance de acerto e esquiva quando enfrentando uma única criatura; 30% se for contra um Cão Infernal.
Dano: +20% de qualquer dano causado, se acertar em um dos pontos fracos identificados do monstro; 30% se for contra um Cão Infernal.
Extra: A cada turno, o bônus aumenta em 5%, podendo chegar no máximo a 40%; 50% se for contra um Cão Infernal.

duplicador:
Pequenas grandes festas – 2018 chegou com tudo e quer te premiar em dobro. Ganhando essa benção as estrelas da sua próxima postagem serão duplicadas! Isso mesmo, essa promoção é válida apenas para postagens que lhe deem estrelas, lembrando que, é válida apenas UMA VEZ, e apenas em sua PRÓXIMA POSTAGEM. A Staff também deixa claro que, caso o semideus não coloque a as pequenas grandes festas em spoiler no fim da próxima postagem, esse deixa de valer e é perdido completamente, afinal, como dito, é valido apenas para próxima postagem após ganhar essa benção.

Kyra


FREDERICK ASHFORD
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Fred Ashford
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Re: O Mistério da lua Nova

Mensagem por Abramov Levitz em Seg Jan 15, 2018 1:45 pm







MAN ON THE MOON
O Mistério da Lua Nova
Quando ficou sabendo o que estava para acontecer, o argonauta apenas riu divertido com a hipótese da situação. Não fosse Quíron lhe pedindo por seriedade para lidar com aquilo, ele teria apenas ido dormir. Já era tarde da noite e o rapaz tinha acabado de retornar de uma missão também em prol de Ártemis. Não fazia ideia do que estava acontecendo, mas a deusa estava realmente enlouquecida e, pelos comentários do centauro, era em pelo menos quatro cantos do país. A ideia, que antes parecia divertida, o intimidou pois se continuasse naquele ritmo não teria outra escolha senão ajudar em todas as confusões.

— Tá bem, eu posso fazer isso — o filho de Zeus assentiu positivamente antes de partir até o portal criado pelos filhos de Hécate que o levaria até Las Vegas.

Brandon nunca tinha ido até aquela cidade, conhecendo-a apenas do que ouvia a respeito. Talvez fosse um local conhecido de Abramov, pois assim que pisou nas ruas movimentadas e barulhentas da metrópole sentiu-se nostálgico. Cada buzinada mais forte dos táxis vorazes que avançavam pelo asfalto deixava o meio-sangue mais confuso. As instruções tinham sido claras, entretanto, era difícil se concentrar com tanta poluição visual e sonora. Aquele lugar mais parecia um inferno em Terra do que a cidade dos anjos.

Talvez fosse ainda mais uma ironia do mundo a o deus do sol estar se casando naquele centro populacional. Pois o semideus não conseguia entender como era possível alguém se apaixonar por uma górgona - mesmo estando enfeitiçado. Um nervoso se espalhou por sua espinha dorsal com o mero pensamento de beijar uma daquelas criaturas, fazendo-lhe se estremecer ao ficar frente a frente com a entrada do hotel. "Cuidado com o que você vai consumir lá", as palavras de Quíron retornaram à sua mente conforme adentrou o espaço.

Os olhos inquietos do filho do rei do Olimpo piscaram incontáveis vezes quando ele visualizou o interior do prédio. Se até instantes atrás estava achando a cidade um local assustador, mudou de opinião na mesma hora. A história por trás daquele lugar até combinava com a sua. Sem lembranças de quem havia sido anteriormente, considerando que refutava a ideia de ser uma projeção do próprio Levitz, poderia facilmente ficar por ali e esquecer da vida lá fora.

Tentador demais...

— Você chegou, finalmente — Emmanuelle o aguardava próxima à entrada do cassino.

— Foi mal, acabei me perdendo lá fora — coçou a cabeça, meio envergonhado de ter cogitado dar um perdido no meio da missão.

— Vamos, temos que nos apressar, minha senhora já está para cometer uma atrocidade — ignorou o comentário engraçadinho por parte do rapaz, marchando logo em seguida para mais adentro do estabelecimento.

Era realmente difícil não divagar a respeito das coisas ali. Tudo lhe parecia mais interessante do que desempenhar sua real função e, toda hora que percebia isso, se amaldiçoava pela irresponsabilidade. Afinal, quando tinha se tornado tão distraído assim, indagou. Seja como for, não demorou até que encontrasse uma das protagonistas da peça (a principal do evento): Ártemis.

— Aquela é... — não ousou, outra vez, afirmar que se tratava da deusa em questão por medo de ser repreendido.

— Sim... — ela não parecia nada orgulhosa de sua patrona naquele instante - e não era por menos.

A deusa que tanto prezava pelas virtudes e purezas estava irreconhecível. Com um busto farto e quadris finos, mais parecia uma daquelas modelos de lingerie famosa. Era um pecado o simples vislumbre da cena, explicando o desconforto da segundo em comando das caçadoras. Manu não era nada íntima de Brandon, todavia, já lutara lado a lado com ele no evento de Natal, o que tornava possível para o jovem adulto identificar a insatisfação na aura da garota. Aquela reflexão lhe fez ter uma ideia, uma mais louca que o que estava para acontecer, mas que valia a tentativa.

— Preciso que distraia ela tempo suficiente para que eu impeça o casamento — pediu à aliada.

— Eu já tentei! Ela não me ouve! — respondeu sem desgrudar os olhos da deusa que chamava toda a atenção do cassino brincando de atirar nos patos com pistola de água.

Instigado a comprar tempo para o seu plano, ele teve de improvisar. — Ártemis, deusa, preciso que se acalme — aumentou a voz para que a gêmea de Apolo o escutasse de longe. Não fazia a menor ideia do que estava fazendo, contudo, sabia onde queria chegar. — Peço que não cometa a loucura de guerrear contra seu próprio irmão.

— E quem disse que quero uma guerra contra ele? Na verdade, quem começou foi ele! — o tom furioso no timbre da deusa em nada combinava com a aparência escandalosa. — Ele vai pagar por ter ousado escolher aquela coisa como esposa... e ainda me convidar para o casamento! — com o menor esforço as máquinas de jogos mais próximas foram destruídas, numa grátis demonstração de poder por parte da divindade enraivecida e enciumada.

Ciúme, um sentimento capaz de cegar uma pessoa. Ártemis estava cega, como bem percebeu. Mas e se ele pudesse lhe cegar novamente?

— Sinto muito — sussurrou para Manu, antes de tocar-lhe o ombro e usar um de seus truques... na caçadora!

No instante seguinte ao gesto do legado de Baco, Emmanuelle sentiu uma vontade incontrolável de dançar junto à música ambiente. Ela não tinha noção do que estava acontecendo, apenas começou a rebolar até o chão. Era uma sequência de acontecimentos inusitados que mesmo as mitologias não poderiam aceitar como parte de sua história. A Henz resmungava sobre não entender o que estava acontecendo, ao passo em que os olhares dos homens - e até mulheres - próximos a eles recaíram sobre ela. Em seguida, Bran se concentrou na deusa e tentou o impensável: deixá-la ainda mais enciumada. Só que diferente de antes, ele fez com que ela ficasse com ciúmes da própria subordinada que era cobiçada pelos presentes no local.

— Por favor, quebra esse galho que eu já volto — suplicou à filha de Poseidon antes de sair correndo, rezava para que a confusão que havia começado lhe comprasse tempo suficiente para o restante da missão.

O campista correu com tudo em direção à capela do Elvis, local onde a celebração daria início. Ao checar o primeiro relógio digital que encontrara pelas máquinas caça-níquel, ele tinha apenas dez minutos antes da cerimônia. A intuição precisa do seguidor de Hera fez com que uma suposição viesse à sua mente. Rapidamente, esgueirou-se pelos fundos da capela em busca da sala onde o anfitrião realizaria o casório. "Bingo." O tal Elvis aguardava sozinho em sua sala enquanto terminava de colocar a fantasia.

Brandon tinha inúmeras opções para agir ali, desde tentar convencê-lo na lábia de que era uma péssima ideia seguir com aquilo à alertá-lo dos perigos com a confusão entre os deuses gêmeos. E claro que escolheu a menos convencional: aproximar-se sem fazer barulho, graças à constelação de Cisne, e nocautear o homem com um golpe bem dado na nuca. "Que apertado", constatou ao por as roupas do casamenteiro para se disfarçar. Era incrível como as calças apertavam suas bolas.

— Senhoras e senhores e... monstros — anunciou quando a cerimônia se iniciou. — Estamos aqui hoje para unir este deus... e esta... adorável... senhorita — Apolo estava radiante diante do altar ao lado de sua noiva nem tão adorável assim. Algumas pessoas desocupadas acompanhavam o momento, junto de algumas criaturas amigas da górgona - que foram prestigiar o momento da amiga monstra que juravam que nunca desencalharia.

— Ande logo, quero beijar meu chuchuzinho! — o gêmeo divino comentou apressado.

— É, esse é meu momento, apressa isso — a górgona sibilou, um pouco desconfiada.

— Tudo bem, tudo bem. Só achei que seria interessante recordar de alguns momentos, os melhores momentos, que o casal teve — estava usando de todas as suas artimanhas como diplomata para tentar por juízo na cabeça do deus. — Imagino que tenham vários, que tal compartilhar alguma história com o público?

Apolo parou um pouco para pensar, provavelmente se tocando de que havia conhecido a mulher há pouco. Ainda assim, era apenas um pensamento fraco se comparado com o feitiço.

— E as qualidades? O que cada um admira mais no outro? — voltou a perguntar, não dando brecha para que a criatura dissesse algo.

— Bem, ela é a criatura mais linda que já vi nesse mundo — beijou a mão da noiva, encarando-a com cara de abestalhado.

— Awn, minha batatinha foguenta, assim você me encabula — riu mostrando os dentes afiados.

— E que criatura, né? Realmente ela é uma criatura. Criatura, né gente, criatura abençoada e muito da sortuda — revirou os olhos, incrédulo com a burrice do pai de seus amigos campistas.

A aura do motorista do Sol estava pouco a pouco se alterando, mas de maneira muito lenta e resistente. Brandon teria de fazer mais que aquilo se quisesse por juízo no deus. Uma medida mais direta e drástica: influenciar a aura de Apolo. O residente do chalé 1 sabia bem que seus poderes não eram completamente efetivos nos deuses, porém, eles tinham certa utilidade e um pouco de influência - principalmente em situações em que as divindades estavam mais suscetíveis à manipulação.

— Bem, já que ninguém vai falar nada e aparentemente todos se calarão para sempre, vamos prosseguir — tossiu levando a mão direita à boca. Se Hera visse que ele estava usando de seus dons casamenteiros para aquilo, estaria encrencado. — Pelo poder concedido a mim por alguém que detenha poder para tal, vamos estar unindo Apolo e essa górgona — no instante em que disse isso ativou a habilidade de alteração de auras para provocar incerteza no noivo.

— O quê? — arregalou os olhos, sem entender o que o Elvis estava falando.

— Você... você não é ele! Um impostor! — Euríale tentou avançar contra o semideus, mas este saltou para longe.

— Meu amor, o que está fazendo? — ficou sem reação ao ver as atitudes de sua noiva.

Bran tinha alterado a aura dela também para lhe provocar ira o bastante para que revelasse suas reais intenções. Sem medo de agir e lutar como um monstro, a górgona partiu para cima de seu inimigo declarado: Elvis Presley. O argonauta transmutou o pingente em sua lança de sempre, intimidando a fera que recuou. Todos os monstros do local se agitaram e se juntaram a ela, cercando o meio-sangue.

— Apolo, acorde, você não pode casar com ela... ela é um monstro! — suas palavras ainda pareciam não alcançar fundo o bastante.

Sem escolha, o filho de Zeus teve de lutar pela própria vida ou então aquilo teria virado uma versão barata do casamento vermelho de Game of Thrones. Duas dracaenaes, uma harpia e mais uma górgona prima de sétimo grau da Euríale estavam ali. Primeiro a harpia tentou um bote e tudo que o rapaz fez foi saltar para trás do altar e se refugiar. Com um movimento rápido, ele cravou a lança no chão e invocou cinco águias elétricas. As aves elementais sobrevoaram a capela e dizimaram a harpia e uma das dracaenaes antes de serem abatidas.

Cercado pelo restante das adversárias, o outrora líder de chalé tentou uma estocada na górgona noiva, mas esta apenas desviou do ataque e lhe deu uma rasteira. Ao cair de costas no chão, Brandon acabou sendo atingido pelas garras de uma das bichas, sentindo sua pele arder na altura da coxa esquerda antes de se teletransportar para longe. Em um canto distante e oposto ao que estava, lançou cinco esferas de energia que mataram a segunda dracaenae, deixando apelas as górgonas.

— Prima, teremos semideus no banquete da festa de casamento — provocou sibilando.

Apolo, depois de tanto sinal esfregado em sua cara, enfim caiu na real. Tendo tido o efeito do feitiço reduzido pelo argonauta e por presenciar as ações monstruosas de sua noiva, se libertou da paixão infundada e, irritado por ter sido feito de tolo, literalmente exterminou as duas criaturas com um estalar de dedos.

— Não acredito que eu quase me casei... com aquilo!

— Finalmente — suspirou aliviado, sentindo a ardência do ferimento incomodar. — Preciso que me acompanhe, por favor, ou então sua irmã vai acabar com a vida de inocentes.

Não foi preciso dizer mais nada para convencer o deus a lhe seguir. Acompanhado dele, encontrou Emmanuelle tentando espantar os corajosos que davam em cima dela para que Ártemis não os matasse. Mas, julgando pelo número de veados que corriam assutados pelo cassino, ela não estava tendo tanto sucesso.

— Irmãzinha, o que está fazendo? — perguntou com a maior naturalidade do mundo, como se nada tivesse acontecido.

— Esses cretinos estavam de olho na minha protegida! Vou ensiná-los o que acontece com quem cobiça uma caçadora — por sorte não tinha matado nenhum dos homens transformados em animal, todavia, não faltava muito para isso. — Onde está sua noiva? Ela será a próxima.

— Não tenho mais noiva, desisti da ideia. O Elvis aqui me acordou para a realidade — deu dois tapinhas no ombro do argonauta, antes de se dirigir ao bar. — Essas roupas estão muito bizarras em você, troca isso por favor, não combina. Combinaria nela — apontou para a tenente das caçadoras - que estava claramente transtornada.

— Desistiu é? — Ártemis se acalmou, sem querer assumindo sua forma normal e acarretando no fim da maldição dos veados. — E fale assim com minha caçadora mais uma vez e eu acabo com você — a alteração em seu humor ainda estava presente, só não tanto quanto antes.

Enquanto os gêmeos se afastaram juntos para conversar, Manu se aproximou de Brandon e, com uma destreza e agilidade absurdas, deu uma joelhada em seu saco. Se o ferimento da batalha rápida na capela não tinha doído tanto, aquilo compensava por toda a audácia que tivera naquela missão maluca.

— Isso é pelo que fez comigo — comentou, antes de dar as costas e caminhar em direção à saída do cassino. — E obrigada pela ajuda.

Enquanto o jovem adulto se contorcia no chão pela dor, ele pensava em como explicaria o que tinha acontecido ao Quíron. Se tinha algo que ele com toda certeza omitiria no relatório por ser embaraçoso demais, com toda certeza seria a parte mais perturbadora e triste:

as calças apertadas do Elvis Presley.

Habilidades Passivas - Argonauta de Hera:
Nome do poder: Carisma
Descrição: Hera/Juno não se manteve no trono apenas por ser um rosto bonito ou por seu casamento, mas também por saber manter relações e conquistar seus objetivos sutilmente. Apesar de seus erros, seus acertos também lhe tornaram dotada de carisma - algo necessário para se conseguir o que quer. Da mesma forma, os argonautas sabem que não é apenas na força do braço que se consegue as coisas, mas também com um pouco de bom jeito com as palavras e a maneira adequada de lidar com as pessoas, o que também lhes dota de carisma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Diplomacia
Descrição: Os argonautas, além de serem ótimos lutadores e combatentes exemplares, também são ótimos com as palavras, tendo um ótimo poder de convencimento. Vai além de sua força ou boa aparência, tornando-os capazes de conseguirem o que querem apenas através das palavras.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +70% lábia e chances de convencimento
Dano: Nenhum

Nome do poder: Visualizar Auras
Descrição: Hera/Juno concede aos seus seguidores o poder de conhecer as emoções das outras pessoas, através da visualização de auras. Os argonauta de Hera/Juno são capazes de conhecer o que as pessoas estão sentindo através de um halo que sutilmente aparece em torno das pessoas, e sua cor varia conforme as emoções da pessoa. Se, por exemplo, a pessoa estiver irritada, sua aura estará vermelha; caso esteja alegre, sua aura estará amarela; caso esteja triste, a aura será cinza, etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Habilidades Ativas - Argonauta de Hera:
Nome do poder: Controle de Auras III
Descrição: Hera/Juno concede aos seus seguidores não apenas o poder de visualizar a aura das pessoas, como também de controlá-las. Concentrando-se na aura de alguém, o argonauta pode se concentrar para modificar a sua cor, e assim, modificar o que a pessoa está sentindo. Neste nível, o argonauta já consegue controlar a aura de mais pessoas simultaneamente e tem mais chances de efetividade com este poder, podendo alterar as emoções de seus alvos.
Gasto de Mp: 70 MP por pessoa
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Não consegue manipular a aura de filhos de Afrodite ou Eros, devido à familiaridade mais estrita desses semideuses com o campo das emoções, mas pode tentar e ter alguma chance de efeito em semideuses mais fracos.

Habilidades Passivas - Legado de Baco:
Nome do poder: Talento Natural I
Descrição: Você tem aptidão para a interpretação e disfarce. Aprenderá a falar e se vestir como uma outra pessoa. Seu personagem é bom em peças de teatro por natureza, tornando coisas convincentes com a simples encenação. Os espectadores podem ficar tão impressionados a ponto de instigarem, querendo saber mais sobre o assunto falado, ainda que não seja real. É claro que em um nível tão básico, seu talento ainda está em desenvolvimento e falhas são comuns quando você passa a atuar como outra pessoa ou outro objeto.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguira entreter e distrair outras pessoas por até dois turnos inteiros, ganhando a chance perfeita para atacar, ou dar brechas para aliados fazerem.
Dano: Nenhum

Habilidades Ativas - Legado de Baco:
Nome do poder: Dança
Descrição: O filho de Dionísio/Baco consegue induzir a vontade de dançar sobre o alvo, sendo filho do deus das festas para ele é natural compreender desejos interiores, ou induzir seus oponentes a ele. Ao conseguir instalar tal vontade no oponente, também poderá distrai-lo, o alvo se sentira estranho, mais alegre, e com vontade de se mexer, querendo largar as armas e literalmente “descer até o chão”.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP
Extra: O efeito dura apenas um turno.

Habilidades Ativas - Filho de Zeus:
Nome do poder: Invocação de Águias II
Descrição: O semideus crava sua espada/lança sobre o solo, e consegue invocar até 5 águias elétricas para ajudá-lo em batalha. Os pássaros possuem descargas de energia pequena que podem deixar os inimigos atordoados, e permanecem em campo por até duas rodadas.
Gasto de Mp: 20 MP por pássaro invocado.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10 HP por descarga que o passado soltar contra o inimigo, podem liberar até 3 cargas de energia cada. 30 de cada pássaro totalizando 150 HP.
Extra: Permanecem em campo por duas rodadas inteiras, cada pássaro tem 30 de HP, se forem mortos, desaparecem antes.

Itens Utilizados:
ϟ Gunir [Um pequeno pingente em formato de raio, decorado em ouro branco com um talo transversal bem no meio; apesar da aparência rústica, é de uma beleza e elegância invejáveis. | Efeito 1: se transforma em uma lança de mesmas propriedades do pingente. | Efeito 2: a lança absorve eletricidade estática ambiente e a transforma em eletricidade dinâmica, dessa forma, é capaz de gerar descargas elétricas que podem curar seu portador, ou serem usadas para dar dano à longa distância em seus oponentes, tendo ¼ do poder do Raio de Zeus. A arma precisa estar em movimento, mesmo que simples, para esse efeito acontecer. | Ouro Imperial | Sem espaço para gemas. | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do Acampamento]

• Escudo de Ouro Imperial [Apelidado de Aegis o Terceiro, é uma réplica de mesmas dimensões do escudo de Zeus, assim como o que Thalia Grace possuía na série. O rosto da Medusa é seu ornamento principal, tornando o item assustador para monstros e até semideuses que o encaram. Diferente dos escudos normais, ele pode ser lançado e cortar seus inimigos, graças à uma fina camada de ar que o circula, tornando suas extremidades afiadas. Pelo lado interno, foram desenhados e inscritas runas e talismãs que conferem ao item qualidades mágicas. Graças aos efeitos novos, o escudo passou a ser meio invisível, o que acarretou em um efeito visual novo. Seus inimigos uma hora veem o rosto da Medusa, e em outra nada, o que pode causar ainda mais terror. Porém, o grande truque está nessa furtividade do item, que, ao ser lançado, e torna extramente perigoso por não poder ser visto direito. | Efeito 1: a arma é revestida por uma fina corrente de ar, tão fina que acaba permitindo um corte mais afiado, provocando 40% (+20% pela runa de ar) a mais de dano e dobra as chances de causar danos a materiais de resistência superior | Efeito 2 (mecânico): a arma sempre irá retornar para o dono, aparecendo ao seu lado | Efeito 3: Também conhecido como efeito bumerangue, Abramov poderá lançar o escudo em direção a algo sólido que irá rebater em um determinado ângulo seguindo uma linha reta atingindo um segundo alvo, depois o escudo retornará para seu braço independente do resultado ou para onde foi rebatido | Efeito Bônus¹: o item foi embebido em uma poção de vento especial, recebendo assim 50% de imunidade contra o elemento vento, podendo até mesmo repeli-lo, a depender do efeito | Efeito Bônus²: ainda graças à poção, ele possui uma fina camada de ar que o deixa quase invisível, o que torna difícil para inimigos identificá-lo | Ouro Imperial | Gema 1: Rubi Imperial –  Adiciona 40 de dano à arma. Gema 2: Tanzanita Imperial - Adiciona 35% de roubo de vida. (Todo dano causado volta para a vida do usuário. Caso o golpe com a arma causa 100 de dano, 15 viram HP para o semideus atacante.) | Resistência: Beta | Status: 100%, sem danos | Épico | Ganhado no evento Quando o Passado Revive]

Duplicador:
Nome: Pacote intermediário de XP - Nível 3
Descrição: Por 2 meses em OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. (Valido até 14/03/2018)
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Re: O Mistério da lua Nova

Mensagem por Vince Le Fay em Seg Jan 15, 2018 11:07 pm







I Gotta Feeling
— Com Frederick Ashford


▬ Acampamento Meio-Sangue, Nova York. ▬
Fazia pouquíssimo tempo que havia retornado ao acampamento, as aventuras em Nashville foram torturantes demais para que eu procurasse por mais confusão. Os primeiros dias após o meu retorno, foram aproveitados como um bom descanso. Talvez para não dizerem que fosse um vagabundo, ou coisa pior, cumpri algumas horas de serviço auxiliando na enfermaria, local que apesar de agitado, parecia me gerir uma sensação de pacificação. Uma de minhas irmãs me sugeriu que fizesse a colheita de morangos nos campos, e que com toda a certeza os sátiros e ninfas me fariam esquecer de todos os problemas, ou provocariam outros, já que ainda não profetizava tão bem para ter uma informação precisa nesses casos.

— Les petites fleurs. — Murmurei, já com o cesto cheio dos frutos avermelhados. Ao me aproximar de outro canteiro daquele pomar singular, deparo-me com morangueiros em uma fase anterior à da frutificação, a do florescer. Era estranha a forma como as flores, tradicionalmente brancas, estavam vermelhas. Me aproximo para vê-las melhor, e sinto um cheiro delicioso emanar delas.

Logo que cometi tal ato ouvi algumas ninfas darem risinhos, porém, eu, sem perceber nenhuma estranheza naquilo, julguei que não teria nenhum efeito colateral contra mim. Faltava pouco tempo para que me despedisse do sol, quando um dos sátiros veio a meu encontro, demonstrando urgência em ter comigo — Ouça rapaz. Soube que estão falando de seu pai na Casa Grande. Os outros seus estão muito longe, vá!

Apesar da desconfiança que nutria pelos de sua raça — Sátiros sempre eram nossos piores adversários em partidas de Voleibol —, eu não conseguia identificar nenhum aspecto mentiroso em suas palavras, e lhe dava ao menos o benefício da dúvida — Fique esperto! Você pode fazer um suco com isso, certo? — Questionei-o, mal percebendo que havia acabado de rimar enquanto lhe entregava a cesta com os morangos e partia a passos largos para a Casa Grande.

Meus instintos me indicavam — melhor dizendo, apitavam —, que eu estava me envolvendo sim em outra confusão, porém, ao invés de ignorar a mensagem do Sátiro, eu a atendo de imediato, a ponto de me fazer espiar através do espaço disponível na janela da Casa Grande. O diretor de atividades de acampamento estava na companhia de um herói belo, de traços fortes e cabelos bem penteados, além de uma barba demasiado sedutora. Nunca o havia visto antes, mas ele não demonstrava nenhuma insegurança, e com certeza não era um novato.

Ainda a distância, minha audição me permitiu ouvir tudo o que a líder das Caçadoras de Ártemis dizia, via Mensagem de Íris. Fico nervoso com a forma da qual o belo herói usava da situação como chacota, e queria saber se ele faria o mesmo, se fosse seu pai o envolvido. Por um lado concordava com a atitude da deusa da caça em seus ciúmes, mas se a tenente pedia ajuda, era óbvio que o encontro dela com a noiva de Apolo seria uma catástrofe de altíssima magnitude.

— Meu pai? Se casar? Com uma Górgona? Isto é mesmo de matar! — Outra vez rimei, automaticamente. Talvez estar nervoso ativasse aquela atitude. Mal cumprimentei os outros, passando a encarar de modo a fuzilar o ejetor de chá.

— Eu mandarei ajuda, Emmanuelle. E obrigado pela informação e confiança. — Com toda a calma do mundo, e como se não estivesse notando a minha presença, o centauro encerrava o chamado fazendo a nuvem de comunicação se dissipar.

— Eu vou, que vou! — Às duas últimas palavras mal foram ouvidas por via do eco que a voz do outro fizera no local.

— Um filho de Eros é perfeito para entender os devaneios do amor… — A fala melosa do outro me causava náuseas, mas tudo o que posso fazer é revirar os olhos, enquanto o encaro.

— Escutai! Acredito que um filho reconheça melhor o próprio pai! — Proferi com o peito inflado, já estando a apontar o indicador para o herói, não temendo nenhuma consequência.

— Perfeito! Vão os dois! — Quíron finalmente interveio. Coloco a mão sobre meu tórax, chocado com a sua decisão. Mas não havia escolha e nem coragem para tentar persuadi-lo a mudar de ideia. Ainda bufando ouço a sua última orientação — Um de Hécate será responsável por permitir que cheguem à Las Vegas. Saberão do que se trata assim que chegarem. Portanto, muito cuidado.

Dei de ombros, aceitando o inevitável. Apesar de tudo, esperava ter alguma oportunidade em conhecê-lo melhor por debaixo de toda àquela marra que ele tinha — Não vou levar arco por não precisar te ensinar a usar…

— Francamente! Vá a la merde, insolente! — Longe do diretor das atividades do acampamento, pude jogar para fora algo que eu já estava engolindo há alguns minutos. Por um momento, nossos caminhos se separavam, e eu teria paz.

Não teria perdido tanto tempo no chalé se fosse apenas para buscar uma mochila sem fundo com todos os itens de sobrevivência necessários, já que a maioria deles jaziam em meu corpo como anéis e pingentes pendurados a colares. O que me fez perder tempo foi a indecisão humana a respeito de uma vestimenta adequada para se estar em Las Vegas, já que não tinha o luxo como o de outros de fazer la magie de la mode. Tratando-se de um casamento, exigia-se um certo requinte, o que me faz retirar a camiseta do acampamento assim que entro no local. Depois de muitas provas, acabo optando por um traje mais social, incluindo uma camisa branca e uma calça mais ajustada, delineando as curvas de meu corpo. Ao invés do paletó, apenas permiti-me utilizar do colete tradicional. Perderia mais tempo a fim de tentar expor meu próprio reflexo nos sapatos lustrosos, porém, o dever e a impaciência de meu incômodo companheiro de viagens me chamavam.

— De que estão indo? Isso não tem nenhuma graça. Estão vendo? Eu não estou rindo. — Indaguei assim que o vi junto do tal semideus de Hécate, responsável pelo transporte.

— De como nascem os monstros. Deve ter sido duro ter parido o minotauro. — A mentalidade dos semideuses realmente não tinha limites. Por mais estranho que parecesse, resolvi deixar de lado, pela primeira vez, meu mau-humor, antes de entrar no portal criado pelo terceiro. Aquela era a primeira vez que o outro me fizera sorrir.

▬ Las Vegas, Nevada. ▬
Nunca gostei muito de viagens via portal. Se a prole de Eros já havia me causado náuseas momentos antes de fazê-lo, assim que partimos juntos para o estado de Nevada, isso só piorou. Logo que saímos do meio de transporte, vejo tudo girar a meu redor, luzes, a noite, e claro, Fred. Se ele não estivesse perto o suficiente para me servir de apoio até que me recuperasse da sensação de tontura, com certeza eu teria caído e passado uma vergonha imensa na frente da fachada do Cassino Lótus.

Apenas fiquei aliviado quando pude ler — depois de algum tempo, por dificuldade promovida pela dislexia —, o letreiro iluminado do Cassino. Meus devaneios e minha dificuldade me envergonhavam e também davam a oportunidade necessária para que o outro pudesse, de alguma forma mágica, se trocar, ressaltando ainda mais a sua beleza. Assim que chegamos no local, fomos recebidos com música eletrônica, a qual muito me agradava — Essa festa é digna de Apolo. Seria muito insensível se curtíssemos um pouco?

— Seria. Temos um problema para resolver, sabia? — Indaguei. Indignado com tamanha insensibilidade do outro, poxa, eu estava preocupado. Apesar disso, tudo o que obtive em resposta da prole do amor foram boas risadas, das quais também compartilhei, tentando descontrair-me, por mais que as circunstâncias pudessem nos assustar.

— A propósito sou Frede… Fred! — Se apresentou, porém, não foi tão solícito assim em expressar um cumprimento demasiado formal. Seu sorriso era mais que suficiente, e aquilo, admito, estava começando a me encantar.

— Pelo amor! Vai retocar o batom também? Por favor… — Me descontrolei por um instante, percebendo que o outro não estava levando muito a sério a proposta a nós naquela noite, tomando foco única e somente para si mesmo. Sou encarado de uma forma um pouco assustadora por este. Suspiro profundamente, tentando relaxar, de alguma forma Desolé. Eu me chamo Vince, monsieur. — Completei, era estranho como eu estava rimando, sem parar o início e o fim de minhas sentenças. Eu sabia que havia algo de errado, e o pior de tudo: esse era o menor dos meus problemas.

— Vamos lembrar o que temos de fazer. Encontrar. Apolo e sua noiva, encontrá-los, não amá-los. Esta me entendendo? — O outro assentia apenas tentando fingir dar atenção, mas estava desconfiado de que não estava ouvindo absolutamente nada — Já ia me esquecendo. Alguém deve contatar Ártemis, o que me diz? — Agora eu já aceitava a maldição de rimas que havia me pego, tentando lidar com ela de uma forma a utilizar todo o meu vocabulário.

— Flor de lótus, senhores? É por conta do cassino e também é nossa especialidade… — Uma bela loira surgiu a nosso lado, oferecendo tal especiaria. Ainda tentava argumentar com Fred, mas estava sendo muito difícil, e eu já estava começando a ficar sem opções.

— Ma certo, mia cara! — Acho que perdi tempo demais tentando compreender o idioma e o que aquilo significava, já que logo o posso ver abocanhar uma das flores comestíveis — Mamma mia! — Depois dessa ficou claro que o moço tinha uma descendência italiana fortíssima. Era difícil disfarçar certo temor em vê-lo comer algo que poderia ser perigoso. Assim, nada mais digo, passando a encará-lo como se esperasse o pior — Você precisa provar isso…

Essas foram as últimas palavras que ouço Fred dizer enquanto estava são. O rapaz já segurava outras três flores coloridas. Tentei impedi-lo, mas não tive sucesso. Como na história do livro do gênesis, ele agora me dava de um fruto proibido, e eu, infelizmente, o comi.

▬ Cassino Lótus, Las Vegas. ▬
Assim que engoli a saborosa pétala rosada, pude sentir que estava flutuando, uma vontade de rir crescia em mim, assim como calor, digo calor num sentido luxurioso, já que se fosse um pouco mais além, estaria sem as minhas roupas. Fred, por sua vez, não conseguia evitar esse tipo de coisa, já rebolando sem a camisa, a qual estava girando em sua mão, tal qual como os seus quadris. Com a música alta, dificilmente iria alcançá-lo. Por alguns instantes, a distância, fico a admirar a sua dança, parando apenas para verificar a situação de nossas mochilas, deixadas pelo outro com um funcionário do estabelecimento.

That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night

A música estava alta, e o cassino, cheio. Fred sem dúvidas estava se divertindo. Penso porque não fazer o mesmo? Me refiro a palavra diversão, e não a exibição, que isto fique claro. O local era vasto, e muito versátil. Fazendo jus ao próprio nome, exibia um espaço para os mais diversos jogos. Estava tão entorpecido que não teria tanta perspicácia para os jogos de cartas, porém, também não iria me entreter muito com os caça-níquéis. Caminhando entre mesas de pôquer e 'blackjack', percebo algo totalmente distinto e excitante: a roleta.

I feel stressed out
I wanna let it go
Let's go way out spaced out
And loosing all control

O som podia ser ensurdecedor, mas eu não ligava, pelo contrário, eu queria mais. Adrenalina, emoção, tesão! Eu me jogaria sem medo na noite, aproveitaria tudo, ao máximo! Estava a ponto de verificar as apostas na roleta, quando o meu olhar se encontra com o do outro. Sorri-lhe ao o ver ainda dançando, de forma contida, porém, extremamente ‘sexy’. Outra garçonete passou a meu lado com uma bandeja cheia de flores, num ato instintivo, pego a mais avermelhada, levando-a boca, porém, mordiscando apenas uma de suas pétalas, mordendo os lábios em seguida, chamando-o a prole de Eros para a mesa.

Tonight's the night
Let's live it up
I got my money
Let's spend it up

Me embriagava de champanhe, quando Fred se aproxima. Sinto sua mão tocar firme em meu ombro, descendo por minhas costas até se aproximar do traseiro volumoso, em destaque na calça social. Mal estava ligando para isso, meus olhos brilhavam e tinham foco na esfera azulada que saltava sobre a roleta, em alta velocidade, girando Treize rouge… Moulin rouge!

Pour toi… — Pronunciei mais baixo, suficiente audível para o italiano, já que antes berrava tão alto como a canção que preenchia aquele ambiente. Por um momento, a expectativa, e um silêncio conservado me permitiam sentir meu coração bater, acelerado, em pura adrenalina. Aos poucos a roleta perdia a velocidade e a esfera azulada escolhia seu destino. Assim que ela para justo no treze vermelho, não me contenho mais e grito, em minha mais plena alegria. Encaro Fred como se lhe provasse um pouco de minhas capacidades, recebendo como recompensa um apertão mais firme no que ele já antes se aproximava.

A pilha de fichas estava crescendo, e aquilo só me incentivava a jogar mais. Talvez este sentimento tivesse contagiado Fred, que empurrava todas as minhas fichas para a próxima aposta Treize rouge! — Ouvia-o gritar, gargalhando sem me conter de maneira alguma, diante de seu ato Tu viens avec moi. — Me surpreendo com a sua capacidade linguística, sendo praticamente convocado à pista de dança, assim que sou presenteado com a camiseta perfumada de Fred, agora como uma digna echarpe sobre o meu pescoço.

Oui, oui… Merci. — Respondi-lhe, aceitando de bom grado seu convite para a dança, aproveitando até mesmo para sentir o cheiro do tecido fino de sua camisa. Atrás de nós, a plateia gritava, justamente por novamente ganharmos a rodada da roleta. Eu já não ligava mais para isso, meu foco agora havia sido melhor direcionado, e eu estava adorando isso. As músicas subsequentes da primeira traziam à tona o mesmo ritmo e batida, fazendo-me entregar por completo à dança, sem me importar da forma que o fazia. Nossos corpos se moviam de forma assíncrona, mas a sincronia de nossos toques era inconfundível. Via-o com os olhos semicerrados, e aproveitava disso para me aproximar mais, com vontade, e disposto a seguir com aquilo até o fim.

Em meio à dança, nossos lábios se tocaram. O toque de ambos parecia fazer em mim, passarem correntes elétricas, que me arrepiavam e me conduziam a ter cada vez mais volúpia, em meus movimentos. Poucos momentos depois do primeiro, nossas bocas se tocavam em algo mais demorado, enquanto as mãos delineavam as curvas, um do outro, sentindo no tato tudo o que poderia ser admirado, mais tarde. Assim que houve uma pequena distância de nossos lábios, vejo um tom azul, forte, emanar dos olhos do italiano. Aquilo trouxe a tona tudo o que se passava antes de nossa entrada no local, e, porque estávamos daquela forma, as coisas novamente se encaixavam, e eu percebia a falta de sanidade que nos envolvia.

Não restavam mais dúvidas sobre o que era responsável por nos deixar naquele estado. Primeiramente afastei Fred de mim, porém, em seguida, eu o afastava de todos, principalmente da loucura que havia ali — Fred, ouça-me. Você precisa acordar! Compreende-me? — Dizia, nervoso, eu não sabia como lidar com aquilo. Eu já não tinha mais escolha, por um momento semicerrava os olhos, me aproximando aos poucos para novamente o beijar. No final das contas, aquilo foi apenas uma emboscada, que me permitiu pegar um jarro de água que uma garçonete tinha em sua custódia, banhando-o com o seu conteúdo, na tentativa de acordá-lo com uma técnica tradicional Desolé.

— Você está maluco? — Talvez estivesse. Vê-lo com o corpo todo encharcado trouxe à tona pensamentos perversos. Apesar disso, ouvia-o sem nada dizer, escolhendo as palavras certas. Por mais que estivesse escapado daquele entorpecimento todo, poderiam restar algumas sequelas de luxúria que não seriam bem-vindas diante do estresse do herói.

— Só consegui pensar nisso para lhe fazer acordar. Tenho mesmo de me desculpar. — Proferia, vendo-o respirar fundo. A situação estava grave demais para que ficássemos discutindo, ele também compreendia isso.

— Tudo bem, agora me explica o que aconteceu. — Tudo o que eu queria evitar era responder essa pergunta, mas, de algum modo, o questionamento de Fred soava como uma ordem, e aquilo me fazia recordar de tudo, me deixando pronto para lhe contar tudo, incluindo os detalhes mais sórdidos.

— As flores possuem algo que podem provocar nas pessoas as sensações mais loucas de suas vidas. Fomos vítimas dessas sensações. Dançamos, bebemos, enlouquecemos! E estamos aqui, juntos! — Apesar de tudo, foram bons momentos. Ali, entre máquinas douradas, lhe afagava os cabelos, imaginando ser aquele um dos poucos momentos em que teria a oportunidade fazer isto — Volto já… — Proferi entrementes, adentrando na multidão para recuperar as mochilas, que para a minha sorte, ainda estavam intactas sob o olhar penetrante de um garçom latino. Voltava com ambas nas costas, devolvendo a outra para seu dono, enquanto já procurava uma toalha na minha. Rapidamente a desenrolei e passei a ajudar o italiano a se secar, tomando proveito da situação para sentir melhor grande parte de meus músculos.

▬ Salão de Jogos, Cassino Lótus. ▬
— Fred, me escute. Eu não sei quanto tempo perdemos nesse lugar. Mas eu sei de algo que pode ajudar. Iremos nos separar, um seduz Apolo e o outro persegue a noiva. Se isso não funcionar, infelizmente, não terá um final feliz. — Pela primeira vez havia conseguido, em parte, a atenção do italiano. Num momento de demonstração, dou-lhe um colar prateado, do qual o rapaz era capaz de manusear bem para transformá-lo em um arco.

— Olha que malvado. Um cupido bem-dotado. — Debochei dele assim que o vi tomar a atitude de se vestir apenas com uma fralda branca. Apesar disto, o rapaz fazia jus ao chalé que pertencia, expondo diante de mim belíssimas asas. Com um último abraço de despedida, sem nada mais dizer, transmitíamos boas energias, um ao outro, antes de então, nos separar.

— EU VOU ACABAR COM AQUELE DESGRAÇADO! — Uma mulher fatal se destacava em meio a multidão, um vestido negro cobria seu corpo, com curvas bem delineadas, que poderiam ser mais salientes, se eu sem rosto furioso não estivesse a aparência de uma mulher de extremo caráter. Com lábios carnudos, berrava para quem quisesse a ouvir, mas a música ainda abafava grande parte de suas palavras. Uma moça de aspecto virginal estava em seu encalço, olho a distância a menina, era muito mais nova, e com certeza a líder das caçadoras não havia se metido no caso a ponto de ir para Las Vegas, pelo menos, não até aquele momento.

— Senhora. Sei quem é. Com todo o respeito, não se preocupe. Quíron foi informado da situação e já estamos cuidando disto, pois, é. — Me aproximei, esbarrando em alguns que ali dançavam, enlouquecidos, até chegar a frente da deusa. Sua escudeira naquela ocasião, se interpôs entre nós.

— Quem és tu? Mantenha distância de minha senhora!

— Vince Le Fay, se assim quer saber, filho do Noivo… — Havia escolhido mal a última palavra, vendo ambas rangerem os dentes, furiosas Desolé. Acompanhado de mim, está Fred Ashford, filho de Eros. Eu lhe peço, confie em nós! — Disse, sem muito argumento, mas tentando expressar com aquilo a maior sinceridade a mim cabível diante de uma figura olimpiana, encarando-a nos olhos.

— Ele é seu pai! Trate de não deixar que, mais uma vez, o sangue divino tenha contato com um monstro. — Ouço sua resposta séria, sem tom de voz mesclava ordem e ameaça, capaz de provocar um calafrio que percorreu meus braços e subiu até a minha nuca, eriçando os pelos do local para descer de súbito até a base das minhas costas.

Oui, senhora. — Foi tudo o que pude dizer, prestando-lhe leve reverência do fazê-lo.

Localizar uma górgona entre uma multidão como aquela seria tal qual como encontrar uma agulha em um palheiro. Utilizava de meus sentidos e de minha ecolocalização para tentar encontrá-la, mas a quantidade excessiva de indivíduos ali presentes dificultava as coisas. Por já não ter visto o casal há certo tempo, teria que tomar uma atitude alternativa, e ter esperanças de que tomasse as decisões corretas. Logo que a deusa da caça saiu de minha vista, giro em meu próprio eixo, procurando opções que afastassem, qualquer um que quisesse, daquele salão de jogos, e rapidamente encontro: escadas responsáveis por conduzir ao piso superior do cassino.

▬ Suíte Presidencial Treze, Cassino Lótus. ▬
Aquela perseguição demandava grande esforço, principalmente pela multidão envolvida naquele local. As coisas começaram a seguir a meu favor, quando a Górgona começou a subir rapidamente as escadas. Como foco único, permitia-me acompanhá-la a certa distância, com certa ansiedade, tentando deduzir, de alguma forma, o que ela viria a fazer. Caminhava despretensioso pelo corredor, atrás dela, caminhando como se nada estivesse acontecendo, sendo surpreendido ao vê-la arrombar a porta, quebrando a maçaneta com suas garras, fazendo-a cair no tapete vermelho como se estivesse cortando papel.

— Apolo? — A górgona, ainda vestida de noiva, sibilava, à procura daquele que, naquela noite, era seu noivo. Vasculhava cada canto. Quando cheguei, pude vê-la agachada, procurando o deus do Sol debaixo da cama modelo king size.

— Ele não está aqui. Está a receber a benção do cupido mandado por Eros, oui! — Pronunciei, tentando persuadi-la utilizando de todos os artifícios possíveis. A noiva se levantou num sobressalto, gesticulando de forma nervosa, eu tinha que pensar rápido, se não quisesse sofrer as piores consequências.

— Ora essa! Não sabia nada a respeito de Eros! — Ela sibilava mais alto, mais agressiva. Me mantinha a uma distância considerável desta, evitando encará-la na cabeça, ainda coberta pelo véu de noiva.

— Eu também não. Posso ajudá-la? Pois, não… — Dizia, mais tenso, porém, me esforçando ao máximo para dar tempo suficiente para que Fred cumprisse a sua parte daquela missão, e logo.

— NÃO! Aliás, quem és? — A górgona me questiona, após berrar em negativa, começando a expressar sinais de um ataque de nervos.

— Acompanho o cupido. O que acha de relaxar? Tomar um banho? — Insistia, procurando desviar o foco que aquela conversa estava tomando.

— NÃO!

Algo além de meus instintos me fazia perceber que se continuasse dessa forma, acabaria petrificado. Sabia sim com quem estava lidando, mas começava a expressar dificuldades em como fazê-lo. Por um momento olho para baixo, mesmo assim, o foco agora era o véu da noiva, o qual posso ver começar a subir, para revelar muito além da face monstruosa da górgona: seus olhos. Eu não tinha tempo mais para dar dúvidas ao que acabava de ver, nem tampouco para fazer um teste de modo a adivinhar se aquilo era real ou não. As consequências seriam irreversíveis se eu não agisse, e rápido. Imediatamente toco a palheta, pendurada em um de meus colares, empunhando o arco. Após isto, giro com um de meus dedos livres o anel, capaz de alterar as propriedades da arma, dessa forma, dando-me a deixa adequada para que tivesse em mãos uma adaga dourada, a qual mantinha em riste, mesmo com os olhos fechados.

— Seu dia de princesa acaba aqui! — Ouço uma voz familiar, assim como o som de tecido no ar. Olho para baixo, evitando quaisquer contato com o olhar daquele monstro, em contrapartida, deparando-me com um par de tênis que já havia visto antes, os de Fred. A prole de Eros havia chego em boa hora, para meu alívio. Agora, com os olhos abertos, pude vê-lo manter a fera sob sua custódia, cobrindo a sua cabeça com o lençol da cama, novamente com as boas roupas, deixando a fantasia de cupido de lado e revelando sua própria natureza e estilo — Agora fala, quem foi que enfeitiçou ele?

Apesar de levemente imobilizada, a noiva respondera o início daquele interrogatório cravando suas garras na coxa do herói — Foi seu pai! Ele sabe lidar com amor, não é mesmo? — A irmã da Medusa gargalhava, já que também estava causando dor em Fred. Não era difícil perceber que estava mentindo, e o tom demoníaco da voz de Fred dali por diante provava isso.

— Já que não quer cooperar, precisarei fazer algo diferente.

Fred — não sei como —, estava utilizando de algum artifício de suas capacidades mentais para torturar a górgona. Os gritos agora ecoavam pelo local, enquanto o sangue do rapaz escorria por sua perna. Procuro ajudá-lo o máximo que posso, buscando o mais rápido possível na mochila em minhas costas uma caixa vermelha.

— Pare, maldito! Não foi seu pai!

— Agora eu quero a verdade! — Vendo Fred tomar controle da situação, me aproximo dele, já com uma das seringas azuis prontas para aplicação. Ignorando os gritos irritantes da fera, tomo meu foco ao ferimento presente ali na coxa do mesmo. Não era profundo, mas expelia bastante sangue para fora. Me surpreendo ao ver que o sangue do rapaz não exibia uma tonalidade vermelha, como comum aos humanos. O sangue do italiano era negro e sombrio. Rapidamente procuro algum tecido, para limpar o ferimento em sua totalidade, e assim que o faço, sem o menor aviso — já que não queria tirar a concentração do outro —, aplico a agulha ao centro da ferida, apertando a seringa até que toda a dose azulada fosse injetada no sangue do homem.

— Agora eu quero a verdade!

— Acaba logo com ela! Mate ela! — Disse, já nervoso com aquilo, por mim, eu já teria a decapitado há um bom tempo.

— FALE LOGO, VAGABUNDA! — Assenti em comemoração assim que a prole de Eros elevou a voz, berrando contra a Górgona, o que de alguma forma, intensificava as dores que ele aplicava mentalmente sobre a besta.

— Minha patrona vai matar os dois…

— Então é uma mulher… Afrodite, Hécate ou Circe? — O italiano questionava, tomando progressos e se aproximando mais da resposta correta, com raciocínio rápido — Afrodite não teria motivos, teria? — Desta vez, eu quem era o questionado, e para que o outro não perdesse o fio da meada, apenas maneei a cabeça de modo a indicar negatividade, deixando-o prosseguir com a tortura — A dor vai ficar pior. — O aviso foi apenas uma justificativa para que o rapaz de fato cumprisse suas palavras. A górgona berrava, e agora era o moço quem gargalhava.

— Vince, acaba com ela! — Já estava impaciente com a demora daquilo, e novamente a voz do herói soava em meus ouvidos como uma ordem. Sorria ao ser convocado, vendo-o tirar o colar por mim emprestado de seu pescoço. Eu, mais do que ninguém, sabia do que estava escondido naquele colar prateado. Guardava a adaga dourada, deixando-a novamente como uma palheta, e tomo em mãos o colar. Desta vez, dentre as minhas opções, escolho a espada lunar, excelente ao manuseio, inscrita em grego antigo. Lambia meus próprios lábios, como se pudesse sentir o quanto seria delicioso acabar com um casamento forjado de maneira tão baixa — Acerte-a no pescoço!

— Com muito prazer, monamour. — Digo sádico, empunhando a arma com ambas as mãos. A seguro com firmeza, e foco meu olhar em meu alvo, em minha mente, iniciava uma contagem regressiva, transmitindo isso a Fred através de acenos de minha própria cabeça, e o número três, indicado anteriormente por uma de minhas mãos. Assim que chego ao zero, giro o meu corpo em exatos 180° para a direita, logo fazendo o caminho reverso à esquerda nos mesmos 180°, tocando a lâmina de prata lunar no pescoço da fera, rasgando a sua pele por completo, conforme o gume lhe era passado.

— Circe! — O último de seus berros nos deu a resposta, segundos antes de ser capaz de fazer com que a cabeça da noiva fosse desligada do restante de seu corpo, e passasse a rolar pelo chão da suíte, enrolada em lençóis.

▬ Rodovia Interestadual Beltway, Nevada. ▬
Com certeza aquela foi uma aventura da qual iria me lembrar por toda a minha vida, e contaria para todos os que de mim, descendessem — se tivesse essa oportunidade, é claro —, sabia que havia passado tempo demais ali, mas se pudesse, repetiria a dose. Ter o italiano a meu comigo era bom, apesar de ser eu o responsável por carregar o outro, eu me sentia bem a seu lado, seguro e acima de tudo, forte. Apesar de muito do rapaz ser um mistério, para mim, eu sabia e não tinha dúvidas de que ainda iríamos passar por muitas coisas, juntos.

— Espero que também tenham quartos para passar a noite. — Comentei, sem pensar muito na forma que aquilo seria interpretado pelo outro. Com muito mais de vinte e quatro horas passadas, a maldição de rimas já não mais me perturbava, uma de minhas singelas alegrias — Fale por você, pois, quero muito mais do que uma bebida. — Comentei, com certa malícia, incentivando-o a caminhada, aproveitando da forma de como o ajudava a caminhar para lhe puxar para mais perto, abraçando-o mais forte para sentir seu cheiro entorpecedor.

Itens Levados:

▬ Mochila sem Fundo
[Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| Efeito 1: A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Efeito 2: A mochila permite ao semideus levar 3 itens a mais em missões e eventos, como uma forma de burlar as regras. Por exemplo, se o narrador estipulou apenas 1 item para a missão, o meio-sangue poderá levar essa mochila e com ela liberar mais 2 itens (pois ela conta como 1, gastando um dos 3 extras) | Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Comprado na Loja Especial do BO]

▬ Arsenal
[Anel brilhante com uma pedra preciosa, esbranquiçada e minúscula em seu centro | Aço | Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança) | Não possui espaços para gemas | Comum | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja.]

▬ Estrela de Davi
[Um pequeno pingente de prata preso a uma corrente de ferro. A estrela apresenta seis pontas, mas apenas 3 delas servem para algo. Quando ativado transforma-se em uma das três armas a seguir: Arco e flecha da lua (feitos de prata lunar e com flechas mais finas e rápidas que o normal perfurar mais fundo do que qualquer outro arco, se a pessoa retirar a flecha do corpo ao ser atingido o estrago será maior). Espada de prata (feito de prata lunar assim como arco, a espada se ajusta perfeitamente a mão do usuário, sempre será leve para o portador tornando seu manuseio ainda mais fácil, inscrições de grego antigo adornam a arma, e se alguém for atingido duas vezes seguidas pela espada o terceiro golpe será ainda mais letal, a arma dobra a força e o peso, e ao atingir o corpo causa cortes mais profundos). Escudo refletor: Aparentemente um escudo/espelho (Ao ser ativado surge na frente do corpo do semideus, quando ativo o escudo é capaz de proteger qualquer ataque mental desferido contra o portador da arma, tais ataques serão refletidos e retornam a pessoa que lançou, o escudo não protege ataques físicos, apenas mentais). Quando inativo volta a ser a corrente. | Arco e flecha: +15% de dano; Espada: +15% de dano nos dois primeiros golpes e +30% em um terceiro golpe; Escudo: Confere imunidade à magia e redução de dano de outros ataques. | Prata lunar. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Mágico. | Nível 5 | TV Hefesto - A Roleta do Azar.]

▬ Retalhação de Apolo
[Arco dourado, extremamente resistente, de formato e comprimento (1,5 m) baseado em um Arco Recurvo comum. As ranhuras da corda são curvadas para frente do arco e o material, por mais que permita ao semideus puxar a corda com menos força do que o usual, dispara flechas com a mesma força de um arco cuja pressão nos Limbos é extrema. | Efeito 1: Quando a mira é feita, uma vez por missão/evento/mpv/pvp etc., a primeira flecha disparada é otimizada em 30% (Ocasionando um dano de 45 HP), enquanto as outras flechas dão o dano padrão de 35 HP. Efeito 2: Além disto, no Limbo Superior e Limbo Inferior estão acopladas lâminas de Bronze Celestial que permitem, ao filho de Apolo, golpear inimigos à distância corpo-a-corpo tal qual uma lâmina gêmea. As lâminas se prolongam até além da ranhura da corda, permitindo estocadas, também, entretanto as mesmas só podem ser utilizadas quando o arco não está em uso, se retraindo automaticamente em até dois turnos. Efeito 3: Quando não está em uso o arco se transforma em uma palheta. | Ferro | Sem espaço para gemas. | Sigma. | Status 100%, sem danos. | Mágico. | Desconhecido]

▬ Solstício de Verão
[Anel dourado e de aparência discreta. Em seu corpo possui ranhuras onduladas, em baixo relevo, entalhadas de tal forma a lembrar a tremulação do ar com o calor escaldante do verão. Em seu topo existe uma pedra laranja e brilhante com a peculiar habilidade de se alimentar da energia do semideus (10% MP total por flecha) para encantar flechas com propriedades explosivas. O dano é acrescido de 50%. | Efeito 1: O anel possui o poder de pegar 10% da MP total do semideus, transformado tal energia na habilidade de explosão para flechas – lembrando que as flechas já devem existir e 10% será retirado POR flecha – o dano acrescido as flechas é igual a +50 | Ferro | Sem espaço para gemas. | Sigma. | Status 100%, sem danos. | Mágico. | Desconhecido]

▬ Caixa Vermelha
[ Uma pequena caixa retangular de metal pintada de vermelho. Dentro desta há uma seringa, oito agulhas e quatro ampolas de vidro com líquidos de diferentes cores - incolor, azul, verde e lilás -. Cada líquido possui um efeito e há uma pequena bula explicando cada um. Cada ampola rende até duas aplicações. | Incolor: É um antídoto para veneno de dracaenae. | Azul: Cicatrização de ferimentos leves e medianos, além de ser anestésico.(+15 de HP e +15 de MP) | Verde: Antídoto para veneno de escorpião das profundezas. | Lilás: Cura para desgaste de energia vital (+250 de HP) | Sem espaço para gemas. | Beta. | Status: 100%, sem uso. | Incolor: 2/2 | Azul: 2/2 | Verde: 2/2 | Lilás: 2/2 | Mágico. | Some da mochila após uso. | Underworld's Poisons.]
Passivas de Apolo:

▬ Beleza Divina [Nível 3]
Descrição: Filhos de Apolo/Febo são naturalmente belos podendo inclusive deixar os oponentes confusos e atordoado com sua beleza, os reflexos do adversário ficam mais lentos por alguns poucos segundos dando chance ao filho de Apolo/Febo de atacar. Serve apenas como distração, e semideuses imunes a charme, ou beleza, não serão afetados por esse poder.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O adversário pode hesitar por quase 20 segundos, e te dar chance de atacar.
Dano: Nenhum

▬ Persuasão [Nível 8]
Descrição: Apolo/Febo é um deus naturalmente bonito, e o chame do deus é passado para os filhos com uma precisão impressionante. Persuasão é o poder que permite ao semideus – através de palavras e gestos – conquistar as pessoas com mais facilidade, isso faz com que elas queiram ceder a você, ou sintam uma imensa vontade de te ajudar, mesmo sem saber exatamente o porquê. Basta um sorriso, um olhar, e as palavras certas, você é certamente um conquistador nato, e as pessoas acabam gostando de você.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +25% de chance de conseguir alguma informação
Dano: Nenhum

▬ Ecolocalização [Nível 16]
Descrição: Filhos de Apolo/Febo possuem a audição naturalmente mais apurada do que os outros semideuses. Capacitando-os de detectar a disposição dos corpos em um ambiente através de ondas ultrassônicas emitidas por eles, eles analisam as reflexões destas e com isso adquirem consciência da posição e distância dos ''obstáculos'' no arredor. Isso também faz com que possam interagir e alterar a rota de outros animais que se utilizam desta habilidade, como morcegos e golfinhos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

▬ Verdades Ocultas II [Nível 20]
Descrição: O seu personagem aprendeu a identificar as mentiras no ato, e consegue saber quando alguém está falando a verdade, ou tentando engana-lo, nesse nível poderes de charme e ilusão tem um efeito menor sobre seu personagem, apesar de atingi-lo, não terão o efeito total, que teriam com personagens sem qualquer tipo de imunidade ao poder.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de proteção ao ser iludido, enganado, ou cair em ilusões referentes a mente. (Pode tentar escapar, mas não consegue, porém, o efeito do poder será menor no semideus de Apolo/Febo).
Dano: Nenhum

▬ Audição Aguçada II [Nível 33]
Descrição: Músicos não possuem só uma capacidade técnica apurada, eles também têm um ouvido muito sensível e com os filhos de Apolo isso não seria diferente. O Semideus neste nível consegue distinguir os sons a sua volta. E com bastante concentração, poderá distinguir sons até de outra quadra. Essa concentração é tamanha que ele não poderá estar movimentando-se bruscamente – como em uma batalha ou correndo – para poder captar os estímulos sonoros tão distantes.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+ 60% de vantagem em escutar ao seu redor, diminuindo a chance de ataques surpresas contra ele.
Dano: Nenhum

▬ Visão Aguçada IV [Nível 39]
Descrição: Um bom arqueiro precisa de uma visão perfeito, e os filhos de Apolo/Febo herdam de seu pai olhos perfeitos, melhores que os dos mortais comuns. Seus olhos são tão perfeitos como do melhor predador existente.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 70% de assertividade com qualquer habilidade de lançamento, disparo ou afins.
Dano: + 25 de dano ao lançar algo em algum inimigo.

▬ Corpo Atlético IV [Nível 41]
Descrição: Apolo sempre foi descrito como um Deus jovem e no auge do seu vigor físico. Filhos de Apolo herdaram essa característica de seu pai, sempre são vistos praticando esportes e atividades físicas para se manterem atléticos.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+50% de agilidade e esquiva
Dano: Nenhum

▬ Ação Adiantada I [Nível 45]
Descrição: Filhos do deus ligado a profecias e adivinhações, o semideus possui uma sensibilidade maior as possibilidades do futuro. Nesse nível, sem possuir controle algum sobre esse dom, o semideus irá presenciar 5 segundos do que acontecerá no futuro, podendo prever como será UM ataque do inimigo ou prevenindo-se de um ataque surpresa. Saber o que acontece em um espaço de tempo tão pequeno nem sempre dará o tempo necessário para reagir. O vislumbre é como se você tivesse vivido o golpe nesses 5 segundos como um expectador de fora, retornando ao momento atual assim que o último segundo acaba.
Gasto de Mp:: Nenhum
Gasto de Hp: -5HP
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Poderá solicitar ao narrador que diga um ataque futuro do inimigo narrado. Porém, as informações ainda são poucas, receberá apenas um pequeno vislumbre do ataque e não o golpe por inteiro.
Passivas de Nyx:

▬ Visão Noturna [Nível 1]
Descrição: Os demônios tem sua visão aprimorada durante a noite, por estarem diretamente ligados a uma deusa noturna. Com isso, durante a noite, esse sentido fica ainda mais apurado, ganhando um alcance de 500 metros. (Esse poder não funciona durante o dia)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Enxerga melhor a noite, do que de dia, pois, sua visão noturna é ampliada.
Dano: Nenhum

▬ Alma Ambígua [Nível 3]
Descrição: Por diversas vezes Nyx/Nox foi descrita como uma divindade de personalidade indecifrável, podendo ser tão bela e gentil quanto a noite ou tão cruel quanto as criaturas que a habitam o tártaro. Sendo assim, os demônios têm grande facilidade em mascarar seus sentimentos e, na maior parte das vezes, são extremamente bipolares.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Esse poder permite ao semideus adquirir um atributo de persuasão impressionante, sendo capaz de enganar inimigos e aliados com mais facilidades, pois conseguem mascarar os verdadeiros sentimentos, e demonstrar exatamente o que querem mostrar.
Dano: Nenhum

▬ Detecção de Menitras [Nível 4]
Descrição: Um rosto inocente não pode enganar os demônios que, devido à ligação de sua patrona com os grandes males do universo, podem facilmente rastear a culpa ou a mentira na face de qualquer ser.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Se alguém tentar enganar um demônio através de palavras mentirosas, no próximo turno, os poderes ativos do demônio terão um dano maior. Ele saberá que está sendo enganado, e usara isso ao seu favor.
Dano: +20% de dano em poderes ativos durante um turno. (só funciona se alguém tentar enganar o demônio através de palavras, ou jogos persuasivos através delas, como o charme).

▬ Atributos Melhorados II [Nível 10]
Descrição: Os demônios da noite conforme evoluem, conseguem desenvolver um pouco mais seus movimentos de esquiva, velocidade e salto, ganhando uma vantagem extra de campo ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia ganham + 15% de velocidade, esquiva, e salto, durante a noite essa porcentagem dobra, vira +30%.
Dano: Nenhum

▬ Força II [Nível 20]
Descrição: O seu personagem ficou ainda mais forte, conforme a evolução de seus dons e poderes. Seus treinamentos lhe trouxeram resultados imprescindíveis, e agora sua força se tornou ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia os demônios conquistam +20% de força, durante a noite essa força dobra para +40%.
Dano:  Nenhum

▬ Perícia com Lâminas II [Nível 23]
Descrição: Nesse nível os afiliados de tal Deusa desenvolvem uma pericia com lâminas em geral, independente da arma.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +20% de assertividade no manuseio de lâminas.
Dano: + 20 de dano ao ser acertado pela arma do semideus, pois a precisão será mais certeira.
Extra: Tal poder não pode ser combinado ao poder denominado "Perícia com Punhais e Adagas".
Habilidades Adquiridas:

▬ Rastreadores
Descrição: Habilidade que permite ao semideus encontrar e localizar monstros ou criaturas – como animais e até semideuses – através de rastros, pistas, odores, pegadas ou qualquer coisa que pode ser deixada para trás. Isso também permite encontras rastros que foram apagados, afinal, existem criaturas que conseguem mesclar seus rastros e até mesmo apaga-los ou disfarça-los. Semideuses com essa habilidade dificilmente serão enganados por pistas falsas, tendo mais chance de seguir um caminho certeiro, pois, sabem identificar o que foi forjado e criado do que realmente foi deixado para trás.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: +40% de chance de descobrir alguma coisa deixada para trás. + 30% de percepção. +50% de chance de não ser enganado por armadilhas ou rastros falsos deixados por terceiros para desvia-lo do caminho certo. Pode solicitar ao narrador que indiquem pistas do caminho certo a ser seguido.
Dano: Nenhum.

▬ Perícia Corporal II
Descrição: Treinar o corpo e a mente para tornar-se um melhor guerreiro é quase que uma obrigação de cada meio-sangue, caso ele deseje sobreviver nesse mundo louco. Assim sendo, depois de uma aula de perícias, o corpo do semideus foi condicionado e treinado para melhorar a resistência corporal. Irá se cansar mais dificilmente, estando preparado para realizar exercícios físicos mais complexos. Assim, possui um melhor desempenho em combate, podendo permanecer lutando mais tempo que outros.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em resistência física.
Dano: Nenhum
Maldições:

▬ Trabalho em Equipe
Descrição: Sempre que trabalhar em equipes o semideus irá obedecer a qualquer comando que seus colegas solicitarem, mesmo que seja completamente humilhante. O filho de Apolo será compelido a fazer. – Some após 5 postagens em equipes com semideuses que existem dentro do RPG.
Gasto de MP: Nenhum.
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

▬ Maldição Poética
O deus Apolo estava entediado, achando que precisava de mais graça por entre os semideus, sem que notassem ele enfeitiçou as flores vermelhas e agora que as recebessem passaria um dia inteiro rimando suas frases sem nenhum controle. (duração de 1 postagem on)
Amplificador de XP:

▬ Rubi Vermelho
Em sua próxima postagem, seu XP será aumentado em +50% sobre o valor total obtido. (Ex: ganhou 500 XP, com esse rubi, seu XP aumenta em +250, o valor recebido será na verdade, 750 XP).


Kyra



▬▬▬ Vince Le Fay
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Re: O Mistério da lua Nova

Mensagem por Hades em Ter Jan 16, 2018 5:20 pm


Fred Ashford

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 9.000 XP e 6.000 Dracmas. + 15 estrelas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Enredo e coerência de batalha: 45%
Gramática e ortografia: 17%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS:  8.280 xp + 6.000 Dracmas + 30 Estrelas (duplicador contabilizado já).

Comentários:
Achei alguns pontos narrados bastante confusos, principalmente em relação as falas e as cores utilizadas. A utilização da sua dupla foi bem colocada e tudo mais. Em geral foi uma boa missão, rapaz.



Abramov Levitz

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 15.000 XP e 6.000 Dracmas. + 15 estrelas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 30%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS:  30.000 (já duplicado) xp + 6.000 Dracmas + 15 Estrelas.

Comentários:
No início eu não compreendi exatamente o que o seu personagem pretendia e fiquei um tanto confusa em relação a possíveis confusões, entretanto a solução mostrou-se bastante plausível e não pude encontrar erros ou defeitos para culminar em descontos.



Vince Le Fay

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 11.000 XP e 6.000 Dracmas. + 15 estrelas.

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Enredo e coerência de batalha: 45%
Gramática e ortografia: 20%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS:  16.500 (bônus aplicado) xp + 6.000 Dracmas + 15 Estrelas.

Comentários:
Achei interessante a abordagem das maldições, assim como forma como você e o Fred interagiram. Não encontrei erros gramaticais e a leitura não foi massiva, muito pelo contrário. Pude me divertir lendo a forma como tudo foi desenvolvido.
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Hades
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Re: O Mistério da lua Nova

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