The Blood of Olympus
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innovate, that's my solution

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innovate, that's my solution

Mensagem por Brandie Lee em Sex Dez 08, 2017 4:33 pm

Tópico reservado para as postagens que integram a minha trama pessoal.


ps1: depois arrumo um negocinho bonitinho pra esse post;
ps2: peço encarecidamente que não movam esse tópico pro baú, porque eu pretendo usá-lo mais vezes;
ps3: obrigada.
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Brandie Lee
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Re: innovate, that's my solution

Mensagem por Brandie Lee em Sex Dez 08, 2017 5:10 pm


first step
Mãe? — chamei-a ao empurrar sutilmente a porta do apartamento que alugávamos no Brooklyn. Eu estava parada do lado de fora, encarando o silêncio com temor. As palmas das minhas mãos já estavam escorregadias por conta do suor. O arrepio que percorreu toda minha espinha retificou o arrependimento que eu desejava não sentir. Teria sido uma boa ideia, depois de alguns meses, finalmente voltar para casa?

Mãe?! — aumentei o tom de voz desta vez, adentrando o apartamento com certo pânico instaurado em mim. Larguei minha mochila logo no corredor, virando a direita para checar a cozinha. Nada. Com algumas lágrimas já escorrendo pelas minhas bochechas, então, eu corri para a sala. E depois para os quartos. Ela não estava lá. — MÃE!

Escorei-me na parede mais próxima quando minha visão embaçou. Mais lágrimas deslizavam pelo meu rosto, encontrando-se no meu queixo para depois pingarem na minha barriga. Falta de ar e náusea caíram sobre mim, causando certo desespero. Eu coçava meus olhos fechados de pouco em pouco enquanto tentava controlar a minha respiração, absorvendo vagarosa e dolorosamente o fato. Queria que isso não fosse real.

Eu abraçava os meus joelhos ao chorar. Os vislumbres da minha mãe, tanto da minha infância quanto da última vez que a vi, pareciam dilacerar a minha mente. Eu não estava pronta para perdê-la. As mulheres-cobra, no dia da minha chegada ao Acampamento Meio-Sangue, não tinham o direito de leva-la de mim. Ela tinha se sacrificado para que eu permanecesse bem. Mas, agora, nada disso importava. Eu não a teria mais.

Percebi que o tempo havia corrido rápido demais porque os raios de sol que invadiam o apartamento pelas persianas fechadas enfraqueceram até não mais existir, permitindo que a noite reinasse. Durante essas horas, eu dormi abraçada ao travesseiro da minha mãe. Seu perfume natural ainda estava ali. De olhos fechados, eu podia imaginá-la ao meu lado como ela sempre esteve. Literalmente. Tive de respirar fundo para conter as lágrimas renovadas que já enchiam os meus olhos.  

Minha permanência do acampamento me pôs à parte de todo o mundo que a minha mãe, ao longo da minha vida, tentou esconder: o mitológico. Por isso eu sabia que a encontraria em um lugar que claramente todos os semideuses conheciam. Não haveria Caronte, Cérbero ou Hades que me impediria de encontra-la. Eu o faria, sim, e aniquilaria todo e qualquer ser que ousasse me impedir, fosse monstro ou semideus. Eu precisava disso. Eu merecia isso.

Cerrei os punhos para coçar meus olhos mais uma vez. Senti-os sensíveis depois de tanto chorar. Respirei fundo mais um pouco, reunindo forças para me levantar. E enfim o fiz, permanecendo imóvel com as costas na mesma parede. Por mais habituada que eu estivesse com o encontro de criaturas, nunca imaginei que, uma hora, elas poderiam vencer a minha mãe. Da última vez, eu fui incapaz de ajuda-la. Mas eu já era outra pessoa. E decididamente não deixaria barato.

Driblando minha mente para interromper o sofrimento, portanto, eu me dirigi à cozinha, fechando a porta de entrada no meio do caminho. Bebi alguns copos de água e depois apanhei minha mochila no chão, indo para a sala em seguida. Por um instante, fiquei estática com as mãos apoiadas na cintura. Era extremamente difícil absorver aquilo. Uma ideia inusitada e estúpida brotou na minha mente, mas não me esforcei nem um pouco para reprimi-la.

Com determinação, voltei para a cozinha. O armário sob a pia continha uma única garrafa cujo líquido eu sempre nunca havia provado. Minha mãe, pelo contrário, o adorava. Mas apesar de legalmente eu não poder ingerir bebidas alcoólicas, eu vivia em um mundo paralelo. Mundo este que contava com deuses gregos e romanos, muitos monstros e crianças obrigadas a aprender como manejar uma espada para sobreviver. Dei o primeiro gole.

A queimação descendo da minha garganta pro meu peito foi imediata. Enruguei o rosto num semblante misto de nojo e repulsa, suspirando satisfeita logo após. Era ruim assim mesmo, não era? Mas as pessoas ainda assim bebiam para esquecer seus problemas. Dei mais um gole, voltando para a sala. Concluí que seria melhor dar grandes intervalos entre cada gole porque essa era uma tarefa difícil.

Eu tentava me distrair com a televisão, passando os canais sem parar. Esbugalhei os olhos de repente quando um alto barulho surgiu. Endireitei meu corpo, encarando a tv. Parecia ter sido muito real. Muito. Mas talvez só fosse o efeito do álcool. Desci o olhar para a garrafa que tinha em mãos, tentando ler para descobrir o que exatamente era aquilo. Desisti no segundo seguinte quando, de escanteio, visualizei um vulto.

Quem são vocês? — questionei, me levantando. Bufei ao ser atingida por uma vertigem repentina, caindo sentada no sofá. Recuperando-me, pude encarar a dupla de novo. Eram altos, fortes e morenos. Eu diria que eram civis comuns se não tivessem uma pistola em mãos. Minha respiração ficou automaticamente ofegante. Eu estava ficando desesperada.

Jogar-me para o chão pareceu o mais sensato a se fazer quando um disparo foi efetuado. Olhando no sofá, vi um dardo cravado no encosto. Quem eram aqueles homens e o que queriam comigo? Eu só teria as respostas se conseguisse agir com rapidez. Por isso, redirecionei a luminosidade criada pela televisão aos olhos dos dois, cegando-os por um momento.

Desastrada e um pouco bêbada, caí ao tentar me levantar, recorrendo às minhas armas que estavam na mochila do outro lado do sofá. Minhas mãos trêmulas em virtude do pânico impediram que eu abrisse o zíper maior da bolsa de pano, ficando, então, mais vulnerável. Minha habilidade de bloqueio visual foi completamente em vão, uma vez que um puxão na minha cabeleira me jogou brutalmente de costas contra o assoalho, sob os dois indivíduos de cara amarrada.

O que vocês querem de mim? — gritei, tentando inutilmente escapar das algemas que eram postas nos meus pulsos e tornozelos.  — Eu sou inocente! — tentei prosseguir, mas decidi que não o faria mais quando um soco acertou o meu rosto. Senti-me zonza quando minha pressão começou a abaixar à medida que a dor lancinante crescia na lateral direita do meu rosto.

Ela disse inocente, Mike? — debochou um deles, aproximando seu rosto do meu. — Que tipo de inocente tem poderes, lindinha? — ambos riram enquanto uma mão acariciava o meu queixo. — Você não é inocente, semideusa. E nunca será. — minha visão enturveceu ao máximo e eu praticamente não tive reação já que senti uma pontada na minha barriga. Gradativamente, então, meus sentidos começaram a desaparecer.

Ao ser pega no colo, vi um dos dardos dos homens cravado em mim. Antes que pudesse concluir estar sob efeito de sonífero, os membros da Seita deixaram o meu apartamento no meio da madrugada, levando-me sequestrada para algum lugar.

Abri meus olhos num ímpeto, com a respiração ofegante de volta. Minha cabeça ainda latejava pelo golpe recebido, mas isso era de pouca importância perante a situação na qual eu me encontrava. Com os braços, pernas e cintura amordaçados, eu estava obrigada a ficar deitada em uma maca. Em alguns pontos na minha cabeça fios avermelhados captavam meus batimentos cardíacos – que eram reproduzidos em linhas brancas num pequeno visor ao meu lado – e provavelmente serviam para outro propósito que eu não tinha noção alguma.

SOCORRO! — gritei, sentindo meus pulmões fraquejarem um pouco. Olhar para os lados me fez perceber que eu estava numa pequena sala totalmente branca e com nada mais do que a maca, a televisão, um suporte para o soro que estava agulhado em mim e um móvel metalizado com rodinhas com utensílios que eu já me cansei de ver na enfermaria do acampamento.  — Tem alguém aqui?!

O silêncio era devastador. Estar imobilizada também. Eu desisti de tentar me soltar quando senti as travas de aço que me prendiam começarem a me machucar bastante. Antes disso, eu tentei inutilmente escapar, agitando todo o meu corpo em desespero. Quem quer tivesse me posto ali sabia bem o que estava fazendo.

Enquanto no acampamento, escutei algumas vezes a conversa de semideuses sobre a organização que, após os eventos desastrosos em Nova Iorque e São Francisco, decidiu nos caçar. Eu não precisei refletir muito para saber que estava nas mãos desse grupo denominado A Seita. Os boatos dos experimentos que eram feitos com os semideuses não podiam ser reais. E, se realmente fosse, não podiam estar acontecendo comigo. Mais lágrimas despontaram dos meus olhos, temendo o pior.

Nós só queremos entender o que são vocês, minha querida. — disse uma voz que de repente surgiu. Um homem grisalho e de terno fechou a porta atrás de si, aproximando-se convicto. — Sabemos um pouco do que alguns de vocês são capazes de fazer, mas não é o suficiente. — continuou, pondo-se ao meu lado. Ele dedilhava o saquinho de soro pendurado, analisando-o. — E eu sinceramente espero que você contribua com isso, Aprilla. — ele saber o meu nome foi a gota d’água. Como?

ME. TIRA. DAQUI! — berrei, deixando que a raiva e a angústia me consumissem. Esperneei debilmente, até sentir a dor das amarras voltar. Encarei o homem com os lábios crispados e as narinas alargadas, bufantes, irritada. O sorriso debochado que ele exibia era enlouquecedor.

Vou te deixar refletir mais um pouco sobre o assunto, está bem? — simultaneamente, ele mexeu na regulagem do que eu achava ser soro. A grossa espessura da substância, ao cair na minha corrente sanguínea, me fez gemer de dor. No minuto seguinte, eu estava inconsciente.

Habilidades:
passivas:
nenhuma em evidência
ativas:
Nível 2:
Nome do poder: Bloqueio visual
Descrição: O Semideus filho de Íris/Arcus pode canalizar a luz do ambiente, deixando-a mais intensa nos olhos de seu adversário. Isso o deixará sem foco por alguns instantes.
Gasto de Mp: 10
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O inimigo ficará atordoado por um turno.
Dano: Nenhum
leia!:
1- Essa CCFY é somente uma introdução, o começo das coisas que acontecerão com a April, por isso não me prolonguei tanto;

2- Peço que considerem o post feito na enfermaria do acampamento para que os status da April fiquem full.
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Re: innovate, that's my solution

Mensagem por Selene em Sex Dez 08, 2017 8:33 pm


Aprilla Deapryth

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP e Dracmas: 4.000  

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Enredo e coerência de batalha: 29%
Gramática e ortografia: 19%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS:  3.120 + 50% = 4.680 xp e 3.120 dracmas


Comentários:
Aprilla,
Embora os membros d'A Seita saibam que semideuses existam, eles não sabem que são semideuses. Toda sua trama teve bastante coerência a não ser esse pequeno detalhe. Mas estou no aguardo. Como o post foi mais introdutório, eu descontei grande porcentagem de enredo e batalha justamente pela falta de batalhas em si. Espero que entenda, querida.
Boa sorte, prole do vento.


Selene
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Selene
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Re: innovate, that's my solution

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