The Blood of Olympus
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☾ 죄송합니다 아버지. ☽

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☾ 죄송합니다 아버지. ☽

Mensagem por Sooyoung Moon em Seg Dez 04, 2017 3:24 pm

i'm sorry i tried my best, please forgive me

a trama de sooyoung passa no presente com a volta da personagem para casa após uma mensagem dizendo que seu pai está doente chega no acampamento. tem como objetivo descrever a saída da mesma do grupo secundário curandeiros de asclépio. pode conter palavrões e violência.

 

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Sooyoung Moon
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Re: ☾ 죄송합니다 아버지. ☽

Mensagem por Sooyoung Moon em Seg Dez 04, 2017 7:08 pm




T



L

Os meus olhos já eram acostumados com a escuridão da noite, era um sentimento primitivo. As ruas escuras de Nova Iorque estavam ocupadas por um homem apressado aqui e uma garota com os saltos altos na mão ali, quase vazias. Aqueles que dizem que Nova Iorque é a cidade que nunca dorme nunca visitaram Seul ou o Acampamento Meio-Sangue. Esses sim são lugares que nunca dormem.

Apertei a alça da mochila preta, desconfortável por estar andando naquela cidade que estava repleta de pessoas que me matariam sem nem pensar duas vezes apenas por ser o que eu sou. Ser uma semideusa era perigoso no século vinte e um. Soltei um suspiro, continuando com a caminhada lenta. Além de ser um alvo para monstros, eu agora era um alvo para membros da Seita, mesmo não estado presente nos ataques a Nova Iorque. Se algum membro percebesse que havia magia correndo em minhas veias, eu estava pra lá de morta.

As preocupações assolavam a minha cabeça, mas uma delas era maior que todas: meu pai. Segundo as informações que recebi no acampamento, ele estava prestes a morrer. E eu precisava saber porque ele tinha me mantido presa por 6 anos da minha vida. Eu precisava de respostas.

No segundo em que recebi a notícia, abandonei os meus trabalhos no acampamento e parti para o bairro onde morava antigamente, afim de dar o meu último adeus para Kim Kyung.

Sim, ele é meu pai, mas isso não o impediu de ter me prendido em casa por anos, nem vai me impedir de me sentir desconfortável de o visitar. Ainda mais depois de ter fugido de casa, o que provavelmente o fará ficar muito mais irritado do que qualquer outra coisa que eu já tenha feito.

Esses pensamentos me fizeram levar as mãos até o pescoço, despertando uma memória muito antiga. Um acontecimento tão antigo que eu nem me lembrava mais dele.

As mãos de Kyung apertavam o pescoço de uma Sooyoung tão nova que não tinha força para revidar, em uma falha tentativa de assassinar a garota. Mais cedo no mesmo dia ela tinha tentado fugir de casa, pulando pela janela de seu quarto. Tinha sido pega ao tentar pular a cerca que dividia a casa dos Kim com a dos Yu.

Ela levou as mãozinhas até as do pai, tentando tirá-lo de cima dela. — Sua vadiazinha! Você nunca mais vai tentar fugir, está me ouvindo? — A criança estava amedrontada e seus sentidos já começavam a ficar embaçados. Quando ele a soltou, Moon podia jurar que a lua brilhava mais forte na sua janela. Uma voz feminina sussurrava-lhe uma canção de ninar, mas seu pai não parecia notar. Ele saiu do quarto da coreana, batendo a porta e a trancando em seguida.

Ela foi embalada para dormir por uma voz misteriosa, com as mãos no pescoço, onde uma marca começava a surgir.


As minhas pernas não me respondiam mais. Tirei as mãos do pescoço para leva-las até a minha boca, em total surpresa. Como eu tinha sido capaz de esquecer um fato tão importante? Kim Kyung era um bastardo e eu conseguia ver isso agora. Tinha sido a primeira vez, mas talvez não tenha sido a última. Quantas memórias eu bloqueei por medo? Quantas vezes ele havia me machucado sem que eu nem mesmo conseguisse me lembrar?

A noite se tornou mais escura e eu tornei a marchar em direção à minha antiga casa. Soltei um grunhido raivoso ao usar a chave reserva em baixo do tapete para entrar.

— Tsc, tsc. O bom filho a casa torna, 맞지*? — Ao virar o rosto, encontrei Kim Kyung parado, vindo da cozinha, encarando-me com uma caneca de chá em mãos. Ele colocou sua caneca de chá sobre a mesa de centro da sala, vindo em minha direção. Fechei a porta atrás de mim, lutando contra a vontade de correr. Me mantive parada enquanto ele se aproximava. Os meus sentimentos estavam a flor da pele, eu não sabia o que fazer. — Que tipo de roupas são essas? Aquele garotinho te transformou em uma vagabunda**? Aish, você não aprende, Sooyoung. — As mãos nojentas dele rasparam no tecido vermelho de minha saia, fazendo com que o meu nojo aumentasse gradativamente.

Ele era um monstro, como eu conseguira mascarar isso por tanto tempo? Fingir que tudo estava bem? Puxei todo o ar possível para os meus pulmões, mantendo-me o mais calma possível. — O gato comeu a sua língua, Moony? — O meu apelido saindo dos lábios dele era repugnante, não conseguia mais me manter calada. — Saia de perto de mim. — Apenas um sussurro saiu de meus lábios, mas ele conseguiu escutar. — Sair de perto? — Uma gargalhada ecoou pelo recinto, enquanto ele se afastava.

— Tudo bem. — Vi-o se distanciar, andando de volta até a cozinha. Eu me mantive parada, lutando contra a vontade de chorar. Estava paralisada pelo medo e pelo nojo, então apenas esperei-o retornar. Quando ele voltou, suas mãos seguravam uma garrafa de soju***, que ele dava grandes goles. — E então, você também ajudou a destruir Nova Iorque ou você esperou aqueles filhos da puta destruírem para os receber de braços abertos? Eu sei que você estava envolvida, nojentinha. — Engoli o choro, olhando para o meu peito, que subia e descia rapidamente.

Voltei o meu olhar para o rosto daquele que se aproximava. — Vamos, fale. Eu preciso saber se te entrego pro governo ou não. — As palavras saíram antes que eu pudesse controla-las em resposta ele. — Por que você me odeia? — A risada irônica voltou a soar pela casa, enquanto ele chegava mais perto. — Porque você destruiu a minha vida. Quando eu te adotei pensei que ser um pai seria uma maravilha. Mas você é uma maldição. Aquela louca me perseguia por onde eu ia, você quebrava coisas de jeitos inimagináveis e aquele bosta do seu pai vivia vindo atrás de mim porque a queria de volta. Quando nós nos mudamos o perdemos de vista, mas aquela louca estava me destruindo. Ela acabava com os meus projetos no trabalho, me dava azar em tudo que eu fazia. Maluca. E você é igualzinha a ela, só me traz desgraça. Mas hoje acabarei de uma vez por todas com isso. Acabarei com você, Bae Hyejin.

Mulher louca? Bae Hyejin? Do que diabos ele estava falando? Não tive tempo de perguntar nada, porque a garrafa de soju já vinha em minha direção. Eu abaixei-me rapidamente, fazendo com que ela se chocasse contra a porta atrás de mim.  — O que diabos você está falando? Você é louco? — Corri para a cozinha o mais rápido que consegui, mas ele estava na minha cola. Peguei a primeira faca que consegui encontrar, segurando-a com as mãos trêmulas. Ele avançava, sem temer a arma branca. — A louca, a sua mãe. Ela é uma desgraçada. Ficava me dizendo para manda-la para aquele acampamento, dizendo que existiam monstros, atrapalhando a minha vida. Mas ela não vai conseguir mais quando você estiver morta. Você é Bae Hyejin, é o nome que seu pai querido queria que você tivesse, mas eu não segui as ordens dele. Combina mais com você, você é igual a ele, uma desgraçada louca que estragou a minha v... — A frase dele morreu ali, assim como os seus olhos, que perderam a cor.

Antes que eu pudesse reagir ao que ele falava, percebi o que tinha feito. A faca havia o perfurado, ele estava morrendo nas minhas mãos. E eu não pretendia salvá-lo. Olhei para o corpo dele, caído na minha frente. O seu sangue molhava os meus sapatos escuros.

As lágrimas começaram a rolar enquanto eu me ajoelhava no chão, olhando para os céus. — Eu sou uma assassina, senhor Asclépio. — Os soluços começavam a se formar. Peguei a primeira coisa que consegui ver para limpar o sangue que escorria, manchando-me ainda mais. Estava em estado de choque. A única coisa que passava pela minha cabeça era a palavra assassina. — Não sou di-di-gna. Me perdoe, mas eu não mereço ser uma curandeira. — As palavras saiam em uma prece, enquanto eu tentava limpar o estrago que tinha feito.

A minha vida acabaria ali. Eu precisava voltar para o acampamento o mais rápido possível. Kim Kyung estava sim doente. Ele era louco. E agora também estava morto, assim como eu estava fodida. Não poderia me considerar uma curandeira. Agora era somente uma assassina.

Abri a minha mochila o mais rápido que consegui, procurando a única coisa que conseguiria me tirar dali sem ser presa. Peguei a minha varinha, girando-a entre os dedos até que se transformasse em uma capa que poderia me esconder nas sombras. Voltei a carregar a mochila e joguei a capa nos ombros, correndo para fora da casa e em direção ao caminho de onde eu tinha vindo. Com sorte, chegaria ao acampamento sem ser pega por ninguém.  

Observações:
Com essa parte da trama de Sooyoung solicito que a personagem seja retirada do grupo de Curandeiros de Asclépio, se possível com alguma maldição.
*: Se lê ‘majji’ significa ‘certo?’ em coreano.
**: Se refere ao fato de que ela fugiu de casa com o vizinho dos dois, qual o pai tinha certo ódio.
***: Soju é uma bebida alcoólica coreana.

Itens:
• Varinha Pisca-Pisca [ É uma varinha feita de ébano intricado, na ponta da arma existe uma pequena pedra mágica que muda de cor conforme o humor da filha de Hécate, assim como seus olhos. |Efeito 1: Se transforma em uma capa conforme a vontade da portadora. | Efeito 2: Quando transformada em capa pode esconder a semideusa nas sombras. | Ébano | Não possui espaço para gemas.  | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do Acampamento]




● ● ● ● THE LAST

At times I’m scared of myself too, Self hated and thanks to the depression that takes over me Kim Sooyoung is dead already (I’m dead) Comparing my dead passion with others, it’s now a part of my daily life.   ● ● ● ●  @fallenangel




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Re: ☾ 죄송합니다 아버지. ☽

Mensagem por Hades em Qui Dez 07, 2017 12:00 am


Modelo de Avaliação


Método de Avaliação:
Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP da missão: 4000 XP 
Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Realidade de postagem + Ações realizadas: 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc:20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%


Recompensa: 3600 XP + 3000 dracmas.

Maldição: Toque de Destruição
Descrição: A vida é um bem precioso, não apenas no plano mortal, de modo que o Deus Asclépio baniu a semideusa – que teoricamente deveria curar e fazer a vida prosperar – de seus curandeiros, lhe atribuindo uma maldição. A mesma irá amaldiçoar todo objeto e/ou liquido/alimento utilizado para a cura que Moon tocar. O néctar e a ambrosia se tornam escurecidos, como se estivessem podres, bisturis – e qualquer outro item medico – tocados pela menina irão se tornar objetos amaldiçoados, destinados a provocar dor e não a curar.
Consequência: O toque de Moon é absolutamente destrutivo a qualquer item que seja destinado a cura e a ajuda.
Extra: A semideusa só poderá curar-se com ajuda de terceiros ou com habilidades passivas.

Comentários:
Semideusa, senti que faltou um aprofundamento psicológico da sua personagem e o conteúdo existente é um tanto quanto superficial. Aprofundar características emocionais – e não apenas as citar – é um ponto importante, ao meu ver, na caracterização de um personagem, contribuindo para o crescimento do mesmo. De qualquer modo foi um texto bastante fluído, e sua escrita permite isso, sem erros gramaticais severos ou notáveis. Foi uma boa CCFY. Parabéns.



Ἅιδης
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Hades
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Localização : Importa? A morte ainda será capaz de te achar.

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Re: ☾ 죄송합니다 아버지. ☽

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