The Blood of Olympus
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☪ Treinamento - TeamNyx

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☪ Treinamento - TeamNyx

Mensagem por Guitti em Qui Nov 30, 2017 12:00 am

Juro solenemente não fazer nada de bom
Era noite e debaixo de uma árvore qualquer do Acampamento Meio-Sangue, o filho de Hades fumava seu cigarro com os olhos fechados a fim de curtir cada suave corrente de ar que passava pelo ambiente naquele momento. Após finalizar, pegou o que restava daquela droga e jogou com um peteleco para longe.

Num piscar de olhos, surgiu do nada através de uma explosão pequenina de roxo, bem à sua frente, um papel com suas laterais queimadas. Era um bilhete e o garoto apenas descobriu que era da sua deusa Nyx após lê-lo. No bilhete havia a seguinte mensagem:

“Treine minha equipe. Mandarei um bilhete semelhante a todos aliados para encontrá-lo neste mesmo lugar. Elena e Sun Hee irão lhe auxiliar. Utilize de sua viagem nas sombras. Um filho de Hefesto lhe espera do outro lado.

XOXO, Nyx.”

BILHETE PARA OS TREINADOS:
”Olá semideus, o líder dos demônios irá treinar você e o restante da minha equipe. Encontre-o na floresta do Acampamento Meio-Sangue. O garoto não está muito longe, você sentirá o cheiro do cigarro.

Boa sorte, Nyx.”


Após um breve suspiro e um momento de reflexão pela jovialidade da deusa, o asiático encostou na árvore a qual estava debaixo e apenas esperou pelas instrutoras e também pelos alunos.

Depois de reunir todos e ter a sua namorada ao seu lado, ele segurou a mão da mesma enquanto observava cada um dos membros daquela equipe de maneira curiosa. ▬ Prontos? ▬ Estava se perguntando quem aguentaria fazer aquela rápida viagem sem sequer passar mal. Pode sentir até mesmo um leve aperto na mão provindo da própria Elena, afinal aquela também era sua primeira viagem nas sombras.

Assim que todos assentiram de alguma forma, o garoto abriu um enorme portal de sombras onde todos imediatamente caíram em uma profunda escuridão. Podia-se ouvir os gritos desesperados de quem nunca havia passado por aquilo, mas segundos depois um outro portal fora aberto, a passagem para o destino daqueles semideuses que logo estavam no chão.

O cenário agora era uma grandiosa garagem bem iluminada equipada com algumas tecnologias avançadas e é claro, indetectáveis. Ali de pé, utilizando um macacão e um boné, ambos azuis, estava o mencionado filho de Hefesto.

▬ Olá, semideuses! ▬ Disse enquanto batia uma palma na outra e sorria para todos. ▬ Nyx pediu para que eu lhes mostrasse uma coisinha, e é claro, ajudasse vocês em seu treinamento, então... Lá vamos nós.

Sua voz era animadora para aqueles que ainda podiam ser animados. Assim que deu o primeiro passo, cadeiras saíram do chão e antes mesmo que os campistas pudessem se mover as cadeiras os “pegaram” quase que os obrigando a se sentar. Diversas telas de computadores se aproximaram das cadeiras que se ordenavam aos poucos, lado a lado, formando um círculo.

▬ Preparados?

Antes que pudessem responder, as telas acenderam e começaram o que parecia ser um vídeo.


No final do vídeo, o semideus começou a rodear o círculo com as mãos uma agarrada a outra e encostadas em sua baixa lombar. ▬ Hoje, vocês terão a chance de fazer com que os “bad guys” paguem por toda essa crueldade. ▬ disse e então parou de andar. ▬ Claro que não é uma solução definitiva para o problema, entretanto vocês poderão treinar com estas pessoas más o que seus instrutores irão lhe passar como conhecimento.

Num estalar de dedos, o semideus fez com que as cadeiras se movessem novamente, fazendo com que todos ficassem enfileirados na horizontal, bem à sua frente.

▬ Cada um de vocês carregará uma câmera. Caso não saibam, estamos próximos ao centro de Nova Iorque e todos aqui estão encarregados de impedir um ato de vandalismo ou qualquer coisa do tipo. ▬ Suspirou e então pôs no peito de cada campista, um pequeno dispositivo. A medida que ia pondo em cada pessoa, as telas mudavam de imagens e mostravam o que aparentemente era a atual garagem em que nos encontrávamos. ▬ Eu, Sun Hee, Elena e é claro, o Guitti iremos cuidar de vocês, portanto, se precisarem de ajuda, iremos nos comunicar através disso.

Quando terminou a fala, o semideus entregou a cada um dos alunos uma escuta. E também para os instrutores. Aparentemente todos estavam prontos e aquilo parecia de fato muito divertido e talvez até mesmo satisfatório para aqueles que sempre quiseram salvar uma vida ou acabar com os a injustiça no mundo.

▬ Se estão se perguntando “porque humanos?” ▬ Pigarreou. ▬ Não se preocupem. Os humanos já sabem da nossa existência e adivinhem quem são os culpados disso? Isso mesmo. Os aliados do Olimpo. Não pensem o contrário. Tudo que iremos fazer aqui hoje é o bem. Iremos arrancar um pouco do caos que existe no mundo, o que no caso é o principal objetivo da nossa deusa Nyx. Guitti, Elena e Sun Hee, dou-lhes agora espaço para fazer seus ensinamentos.

O líder dos demônios levantou-se de sua cadeira e cruzou os braços enquanto olhava para seus aliados. Alguns que nunca nem havia visto antes, mas que sabia que podia confiar, afinal, sabia que ninguém poderia esconder a verdade da deusa Nyx. Em outras palavras, todos que estavam ali eram de fato seus aliados.

▬ Luzes, por favor. ▬ Pediu o demônio e logo em seguida as luzes diminuíram sua intensidade. ▬ Confesso que entrei nessa jornada por motivos diferentes dos quais tenho hoje. Confesso que topei me aliar a Nyx apenas por poder e pela destruição que uma guerra poderia causar, uma guerra que somente ela poderia iniciar e mais ninguém. Mas isso mudou. Cada dia fui ganhando mais e mais motivos para lutar pelas reais causas da deusa.

Guitti falava enquanto andava de um lado para o outro, direcionando o olhar para Elena com a última sentença. Um breve suspiro fora dado antes que começasse a transmitir seus conhecimentos para ajudá-los naquele treino.

▬ Hoje temos a oportunidade de erradicar minimamente alguns dos problemas do mundo. E a primeira coisa que vocês têm de saber quando se trata de sobreviver mundo à fora é... Misturar-se com o ambiente. E qual a melhor hora para fazer isso? Durante a noite. Essa é minha especialidade. A noite é sempre será a nossa aliada. Outra coisa muito importante são as...

▬ Roupas? ▬ Perguntou o filho de Hefesto já apertando um botão, fazendo com que uma abertura rápida na parede fosse feita de onde saiu um monte de roupas penduradas em seus cabides.

▬ Exatamente. ▬ Respondeu Guitti após suspirar. ▬ Vocês já devem ter percebido – ou não – que eu sempre utilizo tons escuros quando saio para minhas missões. Porque sou gótico? Não, não é isso. Geralmente eu procuro sair para minhas missões durante a noite afinal, como eu disse anteriormente, a noite é nossa maior aliada. Portanto, sempre procuro estar utilizando preto ou alguma outra cor bastante escura. Fiquem à vontade para escolher alguma, caso queiram. Aparentemente o filho de Hefesto se preparou muito bem.

Finalizando a fala, o filho de Hades lentamente foi dando passadas para trás e a cada passo, ele parecia sumir nas sombras, restando assim somente as órbitas brancas e quase vazias que claramente eram seus olhos. Semicerrando-os, o semideus sumiu completamente.

▬ Viram como é fácil? ▬ Os semideuses puderam ouvir do outro lado da sala, sem nem perceberem a movimentação de seu líder. ▬ A suavidade de seus movimentos tem de ser friamente calculada. Qualquer passo em falso você pode acabar entregando sua posição e estragar qualquer que seja seu plano.

Desta vez, ele já falava de algum outro canto e segundos depois, o semideus surge do teto da sala, caindo no chão mais uma vez, só que numa posição mais... “heroica”. Após ajeitar sua postura, olhou tanto para a Elena quanto para a Sun Hee.

▬ Prossigam. ▬ disse enquanto se sentava e cruzava as pernas, sorrindo brevemente.


☠️☠️☠️

----Personagem

Passando-se o tempo, o garoto aprendeu a lidar com muitas coisas e principalmente com o demônio que existe dentro de si. Demônio este que ultimamente não tem se mostrado muito presente devido às mudanças inesperadas em sua vida. Por conta disso, pode-se dizer que teve o coração acalmado pela namorada, mostrando-se assim mais protetor e cuidadoso em relação às pessoas que vivem ao seu redor, ou melhor dizendo, seus aliados. Independente disso, o demônio continua sendo uma pessoa fria, de poucas palavras e calculista, portanto se você precisar de ajuda, pode ter certeza que ele irá fazer tudo sobre medida para que nada ocorra de maneira incorreta ou má planejada.


Última edição por Guitti em Qui Nov 30, 2017 12:39 am, editado 2 vez(es)




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Re: ☪ Treinamento - TeamNyx

Mensagem por Elena C. García em Qui Nov 30, 2017 12:13 am



Team Nyx




O que os filhos de Afrodite tinham de belos também tinham de voláteis e encrenqueiros. Deixando-se levar pela influência de uma filha de Éris, alguns deles se envolveram em problemas e foram castigados pelo Senhor D na manhã daquele dia. Elena, a conselheira do chalé 10, tentava fazer o advogado do diabo para atenuar a punição antes de assinar o relatório na Casa Grande.

— Mas você sabe tão bem quanto eu como esses semideuses provocam o pior em nós - ela insistia, ressaltando que seus irmãos não eram os únicos culpados.

Suspirando de cansaço pelo tempo de insistência da semideusa, Quíron deu-lhe as costas percorrendo um trecho da sala em sua cadeira de rodas mágica enquanto falava. No momento em que o diretor de atividades afastou-se, uma pequena explosão em roxo deu origem a um bilhete com as bordas chamuscadas diante da filha de Afrodite, que imediatamente reconheceu a remetente e apanhou o papel antes que fosse visto.

— Tudo bem, o senhor tem razão - ela disse, sem de fato prestar atenção nas palavras do centauro. Elena levantou-se e assinou o relatório, dando o assunto por encerrado, antes de deixar a Casa Grande e partir rumo à Floresta do Acampamento.

ღ ღ ღ

Novamente Nyx tinha dado aos seus aliados a oportunidade de trabalharem em equipe em prol dela. Após a experiência vitoriosa no Palácio ao derrotarem um Endth, era a primeira vez que Elena, Guitti e Sun Hee se reuniam, dessa vez com o objetivo de proporcionar aos aliados menos experientes um treinamento digno para quando a verdadeira guerra começasse.

— Prontos? - Guitti perguntou a todos antes de abrir o portal. Elena pressionou a mão dele sutilmente antes que o atravessassem, pois nem ela estava acostumada com aquela experiência.

Já do outro lado do portal, os aliados da deusa primordial chegaram a uma grande garagem que parecia o subsolo de um prédio industrial - o refúgio de um filho de Hefesto que já não considerava o Acampamento o seu lar. Com a animação de alguém que não recebe visitas há tempos e a empolgação de estar ajudando a deusa primordial naquele treinamento, o semideus deu início à sua apresentação e as explicações necessárias para a ocasião.

Sentada sobre uma mesa, Elena observava com interesse enquanto as feições dos semideuses mudavam no decorrer do vídeo apresentado, ou o brilho em seus olhos quando o filho de Hefesto descrevia a missão heroica da noite. Encerrando suas explicações, ele deu espaço para o que os três instrutores tinham a ensinar, passando a palavra inicialmente para Guitti.

O filho de Hades não perdia a característica de ser um rapaz de poucas palavras, mas havia aproveitado a oportunidade para contar sobre as razões que o fizeram adotar a causa de Nyx. Os olhares de cada semideus naquele momento pareciam ter perdido a opacidade enquanto suas memórias os levavam para o instante em que eles próprios haviam sido recrutados pela deusa. — …Cada dia fui ganhando mais e mais motivos para lutar pelas reais causas da deusa - Guitti disse, dirigindo um olhar à filha de Afrodite, que sentiu o rosto ruborizar sutilmente. Ela inevitavelmente esboçou um sorriso para ele, que também havia se tornado sua melhor razão para lutar pela causa da deusa primordial.

Após um suspiro e breves segundos de silêncio, o líder dos demônios de Nyx passou a ensinar sobre a importância de saber se misturar ao ambiente no mundo mortal, destacando a noite como aliada para isso.

— Outra coisa muito importante são as…

— Roupas? - o filho de Hefesto disse, interrompendo a fala do filho de Hades enquanto pressionava um botão e fazia um grande closet surgir. Tal demonstração havia captado a atenção de Elena momentaneamente, mas ao encontrar o olhar do semideus, ela levou o indicador à frente dos lábios dizendo-lhe para não interromper mais seu namorado. Ele revirou os olhos contrariado, mas conteve um pouco de sua empolgação.

Encerrando sua demonstração, Guitti se sentou e passou a palavra para as instrutoras que o acompanhavam. Elena, então, desceu da mesa e colocou-se à frente do grupo de semideuses para iniciar seus ensinamentos. Seus olhos passavam por cada rosto ali presente com interesse, pois estava descobrindo apenas agora alguns de seus aliados. Do mesmo modo, era divertido notar a surpresa deles ao verem a líder do chalé de Afrodite ali.

— Além de saberem se misturar ao ambiente, vocês precisam saber se mover pelo ambiente, da maneira mais discreta possível. O objetivo de vocês é não serem notados durante a ação - ela dizia, caminhando diante dos semideuses. — Você fez o que eu pedi? - perguntou, dirigindo-se ao filho de Hefesto na lateral da sala. Ele sorriu descruzando os braços e exibindo outro controle com um botão central, mantendo um sorriso arteiro nos lábios.

O botão foi pressionado e um pequeno circuito surgiu do solo do átrio central da super-garagem. A ideia era simular um pequeno trecho de uma paisagem urbana, de modo que se assemelhava a um trajeto de parkour misturado à uma base de ginástica rítmica.

— Coordenar a mente aos movimentos do corpo é algo difícil para os humanos. Eles treinam durante anos para fazer coisas que são inatas para nosso sangue semidivino - ela explicou, aproximando-se do circuito e subindo os primeiros degraus para realizar uma demonstração.

A destreza dos movimentos realizados por Elena seria facilmente confundida com a de um filho de Hermes se não fosse a graciosidade e sutileza em cada ato. O circuito permitia simular movimentos que seriam executados na concreto da cidade, nas hastes de postes ou apoios fornecidos pelas paredes ou grades. Dessa forma, era fácil perceber como a flexibilidade corporal e agilidade seriam úteis para que os semideuses passasem despercebidos pela cidade enquanto atuavam, deixando para revelar sua presença apenas quando fosse necessário.


— Acredito que o treinamento que vocês tiveram até hoje vai ajudá-los com isso. O que posso lhes dizer com o tempo que temos disponível agora é: percam o medo e arrisquem. Se algo der errado, vamos ajudá-los - ela disse, oferecendo-lhes seu melhor sorriso para encorajá-los. — Mas lembrem-se de não machucar ninguém com gravidade! Vocês são os mocinhos, não anti-heróis - ela destacou, antes de dar às costas aos alunos.

Afastando-se do centro das atenções, colocou-se ao lado de Guitti e passou a palavra para Sunny.

ღ ღ ღ


- - - - Personagem


Elena é filha de Afrodite e legado de Marte, natural de Porto Rico, mas viveu a maior parte da vida em Washington DC com seu pai, um general do Exército norte-americano. Ela tem um jeito meigo, amigável e simpático, que costuma atrair facilmente a amizade de quem convive com ela, o que não costuma inspirar respeito à primeira vista. Mas ela também é disciplinada e acessível como líder e instrutora, auxiliando quantas vezes forem necessárias até que o aluno possa seguir por si próprio.

Sua crença no amor é muito forte, como uma legítima filha de Afrodite. E foi inicialmente por amor ao seu pai que Elena se aliou a Nyx, para livrar seu pai de uma maldição hereditária imposta à sua família. E, também por amor, encontrou mais motivos para se manter fiel à causa da deusa primordial da noite, acreditando no seu propósito para um futuro melhor.


 





Elena Castillo García

Filha de Afrodite ❖ Legado de Marte ❖ Rainha das Amazonas

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Re: ☪ Treinamento - TeamNyx

Mensagem por Sun Hee em Qui Nov 30, 2017 12:27 am

Treino rawr

Attention the voice | I’ll never change who I am


Bem, não era usual receber comunicações de Nox diretamente, Sun estava habituada a receber coordenadas de Mephis e até assustou-se com o pedido da deusa. Mas não parou para pensar um segundinho que fosse para pensar. Pegou sua mochila com itens, usava seu tênis colorido, short verde aqua, um top azul celeste e uma blusa regata daquele tipo esgaçado em um tom amarelo limão.

Algo em mim dizia que ela destoaria um pouco dos aliados, mas assim foi-se, Cumprimentou os demônios já presentes com um aceno de cabeça e bocejou após atravessar a fenda criada por seu líder, sentando-se próximo a ele e Elena. O filho de Hefesto e o de Hades começaram o treino com o vídeo motivacional e bla, bla, bla, que gente chata...

Sun estava repassando mentalmente o que iria dizer, mas eu estava bem ciente dos burburinhos, a imagem da garota não passava qualquer credibilidade diante de um monte de criaturas noturnas e com um gosto requintado para a crueldade, nem mesmo os bestas enganados que buscavam um mundo melhor poderiam dar credibilidade a uma criança que parecia ter 14 anos. Como se a imagem de Sun já não acabasse com a vontade de çhe dar credibilidade, enquanto Guitti explicava sua parte do treino, ela brigava com uma embalagem de pirulito de morango.

Foi quando ouvi a melhor coisa do meu dia:

- ...que eu sempre utilizo tons escuros quando saio para minhas missões. Porque sou gótico?

Eu ri tão alto que a distração da filha de Arcus esvaiu-se, a garota conferiu as próprias vestes e ruborizou, falando baixo para o semideus mais próximo:

- Eu fico invisível.

E logo voltamos a programação normal, agora Sun tinha a bala na boca e observava Elena demonstrar a graciosidade de seus movimentos ágeis. Eu estava impressionado, não que tivesse achando incrível a forma como a bunda dela reagia com firmeza aos movimentos, era porque era rápido e bonito. Os olhos da Sunny conseguiam acompanhar o movimento sem problemas, enquanto ela sentava fazendo uma borboleta com as pernas e chupando seu pirulito.

Se eu pudesse...  me daria um tapa no rosto, Sun Hee me despertava um pouco de vergonha alheia. E quando havia terminado, Elena passou a palavra para a romana que tirou o pirulito da boca, fazendo com que minha alma se desdobrasse de vergonha já por antecipação ao que viria.

- E estar bem camuflado, ser flexível e ágil nos coloca numa situação mais favorável, mas não nos impede de sermos alvejados, nesse caso precisamos aprender a nos desvencilhar de ataques e fugir. -  A garota mandou uma mensagem telepática ao filho de Hefesto que tomou um sustinho antes de prestar atenção ao comando de que devia tentar ataca-la enquanto ele andava. - Humanos são baixos, eles não vão nos atacar de frente, portanto, é preciso manter sempre em alerta a sua visão periférica.

Enquanto a baixinha falava e andava, com uma lança, o filho de Hefesto tentava atingí-la. Sun girava sob seu eixo, desviando o ombro ou o quadril para evitar os ataques enquanto mantinha a atenção voltada para a plateia.

“Elena, você consegue fazer mais rápido”

”Tomara que ela te acerte!

E assim a morena assumiu os ataques, dessa vez Sun tinha que prestar mais atenção e a coisa ficou bem empolgante. Dava para saber ao observar as mandíbulas despencarem nos rostos dos aliados. Eu não tinha certeza se isso era efeito de admiração pelas esquivas da baixinha, se pela rapidez dos movimentos ou porque a Elena tinha uma bunda realmente espetacular.

- Para que você consiga desviar de forma rápida, tente evitar mexer todo o corpo de uma vez, perceba de onde vem o ataque e gire ombros, pés e quadris, tentando sempre manter o corpo firme no chão ao desviar um ataque, correr e pular pro lado é muito gasto de energia e demanda mais tempo para que consiga escapar do golpe.

Terminada sua explicação Sun segurou o pulso de Elena, demonstrando que já estava bom de ser alvejada, devolveu o pirulito para a boca e voltou para o lugar inicial. Pasmem, sem nem estar ofegante.

Terminadas as exibições de cada um, o líder dos demônios de Nyx ainda proferiu algumas palavras e lembrou os jovens semideuses que podiam pedir ajuda através da escuta em seus ouvidos. Assim que terminou, levantou da cadeira e se direcionou até a porta metálica daquela garagem, apertando em seguida um botão vermelho ao lado da mesma. Quando aberta, acabou por dar uma nova visão a todos ali presentes das ruas movimentadas de Nova Iorque.

- Boa sorte.


Personagem

A garota é asiática, magra (44kg) e possui 1,53 cm. Se veste colorida, geralmente está de bom humor, é muito agitada e se movimenta rápido. Sua aparência é totalmente inofensiva, é impossível acreditar que ela seja capaz de segurar uma faca de cozinha que seja.

Está sempre comendo um doce ou bala e dificilmente parece abalada com qualquer tipo de situação, vai sempre sorrir e as vezes pode parecer distraída em pensamentos (Pois é possuída por um demônio que costuma dar palpites e comentários aleatórios).

Está sempre disposta a ajudar, age de maneira fofa, mas em ação costuma ser rápida e efetiva, odeia fazer rodeios. Apesar da fofura, não pensaria duas vezes em matar alguém para proteger um aliado e sabe comandar quando acha necessário, assumindo uma postura adulta e madura que pouco condiz com sua aparência usual.



Regras:

→ Mínimo de 800 palavras;

→ É preciso estar coerente e dentro do contexto dos três post’s iniciais;

→ Não colocar cores muito gritantes ou letras miúdas;

→ Para participar desse treino você precisa ter uma ligação direta com Nyx, ou seja, ser aliado dela na guerra. Afinal, o treino é apenas para este público;

→ Criar uma situação em que se faça uso dos três ensinamentos dados;

→ Podem utilizar os três instrutores como NPC’s caso precisem de ajuda, desde que sejam coerentes com suas personalidades. Porém, entretanto, todavia estes três personagens só vão intervir para resgatá-lo. Em outras palavras, não colocarão suas próprias vidas em risco;

→ Considerando a regra a cima, falhar na narrativa não significa falhar no treino, desde que utilize bem suas habilidades durante o mesmo;

→ De acordo com a trama, os humanos sabem da existência de semideuses, mas não sabem exatamente o que somos. Considerem isso em suas narrativas.


Considerações

→ Ninguém é obrigado a nada. Pelo contrário. Esse treino lhe dá um leque de possibilidades para que você possa trabalhar com a personalidade do seu personagem perante o criminal ou político corrupto, seja lá o que você for enfrentar;

→ Sejam criativos. Vocês têm todo um cenário pela frente de Nova Iorque e também um monte de opções quanto às situações em que vão se encontrar;

→ Quaisquer dúvidas podem enviar para o Guitti, Elena ou Sun Hee, principalmente se tratando de como o personagem dos mesmos reagiriam perante a determinada situação;

→ Este treino dará no máximo 4.000 XP como recompensa + bônus por participação


Habilidade:

Nome: Selva de Pedras
Descrição: com o descobrimento da existência dos semideuses pelos humanos e com toda a necessidade de saber se defenderem dos perigos, após o devido treinamento tornou-se mais fácil lidar bem com áreas urbanas, se camuflar e desviar dos perigos da vida na cidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% em facilidade de se camuflar, flexionar e esquivar.
Dano: Nenhum.

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Re: ☪ Treinamento - TeamNyx

Mensagem por Coraline Hölms Petrovich em Qui Dez 07, 2017 1:32 am





“#TEAMNYX”

 

Era engraçado que os filhos de Afrodite fossem tão influenciáveis. Bastava um pouquinho de atenção que eles já caíam em minha armadilha e faziam tudo o que eu pedia. Desta vez não foi diferente, na noite passada durante o jantar, pedi para que me acompanhassem em um banho no lago, e bem, ninguém toma banho de roupa, certo? Desta vez não foi diferente, mas saí da festinha mais cedo pois tinha mais coisa a fazer do que ficar olhando homens pelados, eu preferia mulheres, sem dúvidas.

No dia seguinte eu soube que o líder do chalé de Athena viu a cena e foi correndo contar para Quíron, e agora, eles estavam recebendo um belo castigo pelo o que fizeram. Eu ria por todos os cantos, especialmente quando encontrava um dos garotos no caminho para os treinos. Agora eu estava no meu chalé, me preparando para ir para uma aula do acampamento e tocar um pouco de terror, quando do nada, um papel roxo aparece na minha cama.

“Olá semideus, o líder dos demônios irá treinar você e o restante da minha equipe. Encontre-o na floresta do Acampamento Meio-Sangue. O garoto não está muito longe, você sentirá o cheiro do cigarro.

Boa sorte, Nyx.”

Seria mesmo possível que aquilo estava acontecendo? Me unir à Nyx não tinha sido uma decisão muito bem pensada, mas se ela queria guerra e discórdia no Olimpo, eu também queria. Lendo aquele papel roxo com as bordas queimadas me fazia apenas querer mais e mais aquilo, confesso que a curiosidade era o fator maior dentro daquela decisão. Agora não tinha mais volta.

Eu não tinha ideia do que me esperava, portanto me preparo da melhor maneira que consigo. Com a minha faca de guerra escondida na jaqueta de couro preto. Aquela vestimenta aumentava minha confiança praticamente a nível máximo. Me pergunto se Levi tinha considerado a ideia que dei quando decidi me unir a Nyx. Sair do acampamento sozinha não era mais uma opção, nem para mim, nem para o filho de Apolo.

Tudo o que eu tinha que fazer era ir até a floresta e seguir o cheiro de cigarro, certo? Perfeito. Este cheiro eu reconhecia de longe. Mas não mais e deliciava com, já que Levi me jurou morte caso colocasse um mísero pingo de qualquer droga na boca. Meus olhos se reviram, mas deixo o chalé e sigo as coordenadas passadas.

Realmente não foi nada difícil achar o líder dos demônios no meio da floresta, mas eu me segurava muito para não rir da aparência emo e frágil que o garoto tinha, mais pessoas se reuniam conforme o tempo se passava, não demora mais do que cinco minutos até que o líder dos demônios resolve se pronunciar. Ao seu lado uma morena linda estava de mãos dadas com o garoto, não sei se sinto inveja ou se simplesmente abomino o fato de uma garota tão bonita namorar alguém tão… Diferente.

- Prontos? - Meu típico riso de deboche quase escapa quando ouço a pergunta, mas tento segurar para não fazer feio logo no meu primeiro contato com o grupo. Faço que sim com a cabeça brevemente, na verdade eu não sabia o que esperar, eu não sabia o que iria acontecer para eu estar pronta, ou não. Algo acontece que eu não percebo, mas sinto o chão sumir dos meus pés, um grito irrompeu da minha garganta até que vejo um portal se abrir.

Meu corpo dói ao bater contra o chão de forma inesperada, me levanto imediatamente arrumando a calça jeans e a blusa vermelho escuro. Que merda foi essa? Me pergunto mentalmente correndo os olhos ao redor, não vendo o cenário, mas tentando localizar Levi no meio da bagunça toda. Finalmente meus olhos captam os azuis do garoto e uma onda de tranquilidade me atinge, eu não estava sozinha. Levi estava ali.

- Olá, semideuses! Nyx pediu para que eu lhes mostrasse uma coisinha, e é claro, ajudasse vocês em seu treinamento, então... Lá vamos nós. - Enquanto o rapaz falava, eu me movimentava entre as demais pessoas que assistiam atentamente o que era falado. E então quando estou bem próxima de Levi, sinto-me ser agarrada por algo metálico, me obrigando a sentar em uma espécie de banco.. - Mas que porra é essa? - Bufo revirando os olhos me perguntando se eles estavam falando sério com toda aquela coisa de alta tecnologia.

Uma tela de computador aparece na frente de cada uma das cadeiras, tirando completamente minha atenção do filho de Apolo. - Preparados? - A tela se acende não dando tempo nem de eu respirar direito, e então, um vídeo se inicia. “Se não pararmos a guerra”. Aquilo já explica bastante sobre o que se seguiria.

Quando o vídeo termina, fico surpresa pelo mesmo ter me prendido tanto a atenção. A raiva apenas se acomulava dentro de mim, a raiva com o que estava acontecendo e a raiva por não poder fazer nada contra isso, pelo menos não dentro daquele acampamento idiota. Sim, eu gostava da discórdia, mas aquilo estava passando de todos os limites. Sim, eu sabia que todos os problemas do mundo era o que me deixava forte, e sim, eu sabia que grande parte era obra da minha mãe junto com os demais deuses do Olimpo.

Eu mesma já tinha passado por muitas injustiças dentro daquele orfanato estúpido, passei por maiores ainda enquanto estive com as famílias adotivas que mais se preocupavam com o nome da família do que com as pessoas ao redor, me recordo de cada passada perto de alguém necessitado e de cada palavra de repulsa proferida por aqueles casais inúteis. Confesso, no fundo eu não gostava de tanta violência, apenas gostava de matar quem não fosse bom para alguém, que cometem crueldades como aquelas simplesmente por motivos religiosos ou de valores pessoais. Somente então noto que minhas mãos estavam fechadas forte pelo ódio que eu sentia quando a unha atravessou a pele deixou uma ardência ali e me fazendo relaxar um pouco.

- Hoje, vocês terão a chance de fazer com que os “bad guys” paguem por toda essa crueldade. Claro que não é uma solução definitiva para o problema, entretanto vocês poderão treinar com estas pessoas más o que seus instrutores irão lhe passar como conhecimento. - As cadeiras começavam a se movimentar, o movimento era gentil o que me deixava com mais segurança ali. E finalmente, Levi estava do meu lado, na linha horizontal, finalmente consegui me aproximar dele o suficiente. Antes que pudessem continuar com as explicações deixo que minha mão tome a dele, segurando-a firmemente. Não era como se estivéssemos juntos romanticamente, até porque nem me beijar ele me beijou -ainda-, mas definitivamente ele era alguém em quem eu podia confiar e que eu queria ao meu lado.

- Cada um de vocês carregará uma câmera. Caso não saibam, estamos próximos ao centro de Nova Iorque e todos aqui estão encarregados de impedir um ato de vandalismo ou qualquer coisa do tipo. - Noto então o lugar em que estávamos, uma garagem bem iluminada, ela bastante limpa e tinha muito espaço. Me preparo para bater na mão do filho de Hefesto tarado que tentava colocar a mão no meu peito, mas então relaxo percebendo que ele só queria colocar uma câmera ali. Preste atenção, Coraline. Eu via as imagens nas telas mudando para imagens da garage, era estranho saber que agora eu era uma câmera ambulante.

- Eu, Sun Hee, Elena e é claro, o Guitti iremos cuidar de vocês, portanto, se precisarem de ajuda, iremos nos comunicar através disso. - Então aqueles eram os nomes daquelas pessoas. Elena só poderia ser a gostosa, Sunhee claramente a baixinha magricela que parecia ser muito divertida de se andar com, e bom, Guitti só podia ser o líder dos Demônios. Mas meu olhar era captado pelas pernas da latina, eu só esperava que Levi não me pegasse em uma das minhas olhadas descaradas.

O filho de Hefesto voltava com novos aparelhos, desta vez uma escuta para colocarmos em nossos ouvidos e manter contato com a central, eu estava me sentindo uma super espiã, e definitivamente me divertia muito. Levi como sempre, estava charmoso e me chamava a atenção, me pego me perguntando se todos os filhos de Apolo eram tão quentes de se estar próximo quanto ele. Confesso que o calor me atingia e me fazia querer tirar minha jaqueta de couro, o que não iria acontecer nem na minha morte.

- Se estão se perguntando “porque humanos?” Não se preocupem. Os humanos já sabem da nossa existência e adivinhem quem são os culpados disso? Isso mesmo. Os aliados do Olimpo. Não pensem o contrário. Tudo que iremos fazer aqui hoje é o bem. Iremos arrancar um pouco do caos que existe no mundo, o que no caso é o principal objetivo da nossa deusa Nyx. Guitti, Elena e Sun Hee, dou-lhes agora espaço para fazer seus ensinamentos. - O homem moreno tinha razão, os humanos já sabiam da nossa existência, eu só esperava não morrer com essa aventura no mundo humano.

O pigarro do asiático minúsculo me chama a atenção, e então meu polegar passa a acariciar a mão do Levi, distraidamente, enquanto ouvia as próximas instruções. - Luzes, por favor. Confesso que entrei nessa jornada por motivos diferentes dos quais tenho hoje. Confesso que topei me aliar a Nyx apenas por poder e pela destruição que uma guerra poderia causar, uma guerra que somente ela poderia iniciar e mais ninguém. Mas isso mudou. Cada dia fui ganhando mais e mais motivos para lutar pelas reais causas da deusa. - Finalmente as luzes se diminuem bem o suficiente para ser confortável aos olhos, mas ao meu lado, Levi brilhava um pouco. Eu não estava nem um pouco interessada em entender os motivos do líder dos Demônios ter se juntado ao grupo, eu queria saber era de ação, o que iríamos fazer.

- Hoje temos a oportunidade de erradicar minimamente alguns dos problemas do mundo. E a primeira coisa que vocês têm de saber quando se trata de sobreviver mundo à fora é... Misturar-se com o ambiente. E qual a melhor hora para fazer isso? Durante a noite. Essa é minha especialidade. A noite é sempre será a nossa aliada. Outra coisa muito importante são as…

- Roupas? - Minha atenção se volta ao filho de Hefesto e então depois para onde ele olhava, um buraco na parede e diversas roupas pretas, totalmente o estilo gótico que Guitti usava. Mas eu estava feliz com a minha calça jeans escuro, minha blusa vinho e minha jaqueta preta, completando o look com uma bota cano baixo também preta. É talvez, só talvez eu não tivesse muito o que falar do estilo do Demônio.

- Exatamente. Vocês já devem ter percebido – ou não – que eu sempre utilizo tons escuros quando saio para minhas missões. Porque sou gótico? Não, não é isso. Geralmente eu procuro sair para minhas missões durante a noite afinal, como eu disse anteriormente, a noite é nossa maior aliada. Portanto, sempre procuro estar utilizando preto ou alguma outra cor bastante escura. Fiquem à vontade para escolher alguma, caso queiram. Aparentemente o filho de Hefesto se preparou muito bem. - Minha cabeça faz que sim calmamente sem prestar muita atenção no que era falado, eu estava contente com as minhas roupas, mas talvez Levi devesse trocar as dele, eram muito claras, e ele também tinha um brilho diferente, deixo o garoto livre das minhas mãos para ele se trocar, confesso que dei uma boa espiada no corpo dele.

- Viu como é fácil? - Ouço a voz do garoto que estivera a poucos segundos logo ali na minha frente, e agora estava simplesmente do outro lado da sala, como se tivesse transportado o próprio corpo até lá. - Wow, isso que é movimento discreto. Nada que eu não consiga. - Falo baixinho quando Levi retornava para o próprio lugar na cadeira.

- A suavidade de seus movimentos tem de ser friamente calculada. Qualquer passo em falso você pode acabar entregando sua posição e estragar qualquer que seja seu plano. - A voz agora vinha de outro lugar e quando menos espero, o corpo do líder cai do teto no chão fazendo um showzinho de aberração ao cair em pose de “herói”. Eu me segurava muito para não rir da cena. - Prossigam. - Sou salva pela imagem tão bonita da garota latina se levantando da cadeira e andando majestosamente até o centro da sala. - Está calor aqui, não? - Pergunto baixo para o Levi ao meu lado. - É você ou ela? - Pergunto novamente em um sussurro, ignorando o olhar cômico que Levi me lança ao perceber a cantada misturada com dúvida de quem era mais gostoso ali. Ele tinha que se acostumar com aquilo se quisesse ser meu amigo ou qualquer coisa do tipo.

- Além de saberem se misturar ao ambiente, vocês precisam saber se mover pelo ambiente, da maneira mais discreta possível. O objetivo de vocês é não serem notados durante a ação. Você fez o que eu pedi? - Oficialmente Elena merecia o prêmio de bunda do século. Que bunda, Deuses! Enquanto ela caminhava de um lado ao outro, mal reparo no que acontecia na frente do corpo da filha de Afrodite. - Coordenar a mente aos movimentos do corpo é algo difícil para os humanos. Eles treinam durante anos para fazer coisas que são inatas para nosso sangue semidivino - Somente então reparo no cenário que surgiu do chão da garagem, parecia se o alto de uma cidade. Era difícil focar no que acontecia com os ensinamentos, quando uma professora daquela dava aulas.

Os movimentos eram simples porém muito ágeis, me fazia querer ser como ela, querer ser boa -em todos os sentidos- como ela. - Definitivamente, esta garota é incrível, não acha? - Pela primeira vez na vida eu estava me divertindo vendo uma apresentação de habilidades como o Parkour. - Acredito que o treinamento que vocês tiveram até hoje vai ajudá-los com isso. O que posso lhes dizer com o tempo que temos disponível agora é: percam o medo e arrisquem. Se algo der errado, vamos ajudá-los Mas lembrem-se de não machucar ninguém com gravidade! Vocês são os mocinhos, não anti-heróis - Aquele sorriso me acerta como um tiro, e que tiro, um sorriso imediatamente aparece em meus lábios, animada e ansiosa por começar logo a entrar em ação, aquela demonstração havia me ganhado.

Agora era a vez de Sunhee, a que parecia uma criança de tão meiga, pequena e fofa. Eu sentia vontade de abraçá-la, mas a sensação de que um toquezinho a quebraria em migalhas, não me abandona, e por isso, somente por isso, me contenho a simplesmente voltar a segurar a mão do Levi, desta vez, com ambas as mãos. - Está se divertindo tanto quanto eu? - Pergunto discretamente para o loiro, apoiando a cabeça no ombro dele para assistir à próxima demonstração.

- E estar bem camuflado, ser flexível e ágil nos coloca numa situação mais favorável, mas não nos impede de sermos alvejados, nesse caso precisamos aprender a nos desvencilhar de ataques e fugir. Humanos são baixos, eles não vão nos atacar de frente, portanto, é preciso manter sempre em alerta a sua visão periférica. - A voz da garota era tão fofa quanto a sua aparência, um sorriso de apreciação surgia em meus lábios novamente, ela era como um ursinho.

Mas então, quando a demonstração se inicia praticamente do nada, me impressiono com as habilidades de esquiva da garota, eu digeria ainda as dicas anteriores, mas aquela, Deuses! Era incrível a forma que ela se movia pela sala, escapando das lanças como se fosse um imã com seu polo igual na arma. Quando a demonstração acaba, percebo que o olhar da garota também ia até a bunda da garota que me prendia a atenção pelo mesmo motivo anteriormente.

- Para que você consiga desviar de forma rápida, tente evitar mexer todo o corpo de uma vez, perceba de onde vem o ataque e gire ombros, pés e quadris, tentando sempre manter o corpo firme no chão ao desviar um ataque, correr e pular pro lado é muito gasto de energia e demanda mais tempo para que consiga escapar do golpe. - Cada mínima dica ali era importante para mim e preciosa também para as outras pessoas. Portanto mentalmente eu repassava cada uma delas. Ficar invisível nas sombras era algo simples para mim, mas ser ágil e rápida na esquiva como aquelas duas últimas demonstrações seria definitivamente um grande desafio.

Quando as demonstrações acabaram, percebo ao receber as instruções do líder dos demônios que aquela era a hora de mostrar do que eu era capaz, e de melhorar minhas habilidades de semideusa, salvas pessoas de atos cruéis e, por fim, me separar do Levi por algumas horas. Nada que eu nunca tivesse feito na minha vida, mas acredito que seria muito mais legal se tivesse ele do meu lado. Definitivamente eu não sabia o que estava acontecendo comigo, mas eu gostava muito de Levi. Talvez até mesmo o amasse, mas isso seria deixado para depois. Agora era hora de focar na grande Nova York.

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Eu me sentia totalmente perdida por Nova York, andava pelas ruas mais escuras e pelas que mais aparentavam ser o cenário perfeito para um crime ou para um ato de vandalismo e raiva. O vídeo havia me inspirado, confesso, a ir atrás de combater injustiças e quem sabe até mesmo salvar vidas, coisa que eu jamais em toda a minha vida achei que fosse fazer por escolha própria. Meu corpo já sentia um pouco do esforço aplicado em andar de um lado ao outro, cruzando avenidas pouco movimentadas e ruas desertas. Eu tentava agir como uma humana normal, como uma pessoa indefesa voltando para sua casa.

O som de gatos brigando em um beco me assusta, e se os treinadores estivessem prestando atenção naquilo, veriam a câmera tremendo um pouco com o salto que dei. Com sorte, nada passa pela minha escuta. Continuo meu caminho, mas ao longe, percebo que um casal brigava, eu ouvia os gritos claros e contínuos a respeito de uma traição, o desejo de morte e as coisas extremamente impróprias até mesmo para mim, que estava acostumada com as coisas até mais pesadas. Eles não haviam me notado até então, portanto, resolvo que era hora de colocar as técnicas que foram aprendidas, em prática. Subo em um dos latões de lixo, e escalo-o para as escadarias das sacadas nos apartamentos.

Eu fazia o mínimo barulho que conseguia, e andando pelo teto dos prédios, me aproximo da rua em que o casal havia virado. De cima eu via o casal trocando agressões até mesmo físicas, era um outro beco sem saída.

- Vadia, você vai ter o que gosta agora. - Apesar de pornográfico, aquilo soou como uma ameaça real e extremamente violenta. O homem pegava a garota pelos braços e a empurrava no chão, a garota caída no asfalto parecia completamente atordoada e indefesa, aquela cena me revirava o estômago. Me recordando da forma como a bunda da Elena se movimentava pelos obstáculos, e como Guitti se escondia pelas sombras, começo a descer os prédios, ficando em um nível mais acessível ao local, pronta para impedir caso a coisa ficasse pior.

- Cala a boca, caralho! - O homem gritava para a garota que berrava e chorava ao ter a parte inferior de sua roupa abaixada até os pés. Recebia socos no estômago e tapas constantes no rosto. A calça do outro somente descia até a metade da coxa, e ele se preparava para cometer o ato de violação da propriedade corporal da garota. Aquilo me deixava com raiva, os espancamentos continuavam, a garota mal tinha forças para continuar gritando, neste ponto somente chorava e gemia desesperada, o medo havia tomado conta dela, assim como a dor e a confusão com a cabeça machucada pelo impacto com o chão.

Quando percebo que era hora, saio da sacada que eu usava para observar a cena e controlando as sombras, me aproximo do homem por trás, silenciosamente, escondida pelas sombras que cobriam a parte inferior do meu corpo. Retirando minha faca de dentro da minha jaqueta, acerto o rapaz na clavícula. Agora já não havia mais motivos para me esconder, era ficar, lutar e salvar a garota de uma violência sexual de tamanha gravidade. Os ferimentos já haviam sido feitos, eu não tinha como a ajudar com isso.

O homem parece enfraquecer com o meu golpe e então cai sentado no chão, mas não desmaia nem nada do tipo. - Bastardo! - Cuspo na cara do rapaz e então tento me aproximar da garota, o outro tenta me acertar com um chute, mas me lembro das dicas da Sunhee e torço o quadril para o lado, sem mover as demais partes do corpo, e me esquivando do chute imediatamente. Seguro-o pela perna e então puxo para baixo, o órgão sexual exposto me tentava a cortá-lo. “Vocês são os heróis, não os vilões!”. O lembrete ecoa no meu ouvido uma voz feminina, claramente a mais baixa e magra, a asiática romana, eles estavam me assistindo, meus olhos se reviram de impaciência.

A garota me olhava assustada através dos olhos inchados pelas lágrimas e pelos golpes recebidos. Guardo a minha faca, mas continuo segurando o rapaz pela perna, mantenho-a esticada e então piso em sua mão, somente para fazê-lo sentir um pouco de dor, um mínimo do que ele fez para a garota. - Esquece essa merda. - Falo para o rapaz o amaldiçoando com o esquecimento, mas antes o chuto na costela, um pontapé direto e bastante dolorido, ele não iria sair dali muito rápido, pelo menos, não sozinho.

Utilizando da força que eu talvez tivesse, pego a garota no colo, ela era incrivelmente leve e parecia sofrer com esse relacionamento abusivo pois tinha marcas, cicatrizes pelo corpo. - Vou te levar à um hospital. O covarde pode ficar aqui sofrendo, mas você não merece isso. - Falo para a garota descobrindo talvez pela primeira vez em toda a minha vida, um pouco de compaixão por alguém. Ela chorava constantemente, desta vez de alívio e dor, eu ouvia os gemidos pelas dores extremas pelo corpo, mas ela não conseguia dizer nada. Na minha escuta, um “Muito bem, deixe a garota no hospital mais próximo e volte para a garagem imediatamente. Tem um na avenida em que você usou para chegar até aí.”

Eu não respondi nada verbalmente, apenas segui as instruções, cruzando as ruas que inicialmente utilizei, até que me deparo com uma unidade de atendimentos urgentes à alguns metros de onde eu tinha saído. - Sabe que deverá denunciá-lo por isso, certo? Deixo isso com você, mas avisarei que foi vítima de tentativa de estupro, você não tem escolha, ele é doente! - A garota não me respondia, mas eu sabia que ela faria o que era certo, chegar àquele ponto de abuso era completamente inaceitável, e mesmo se ela não falasse nada, eu iria, faria questão de contar até mesmo quantos socos e tapas ela recebeu só desta vez.

Ao chegarmos no hospital, a garota imediatamente é atendida e levada para a área de pessoas urgentes. Passo pela triagem e conto tudo o que presenciei, tanto para a polícia, quanto para os enfermeiros responsáveis. - O cara está lá no beco, mandem uma viatura pois ele não merece tratamento algum. - Falo revirando os olhos e cruzando os braços em demonstração de irritabilidade e impaciência. - Posso ir agora? - Olho dos enfermeiros para o policial que anotava as informações com um bloquinho de papel e uma caneta azul, minha expressão trazia cansaço e tédio.

Quando tenho permissão, saio do hospital e pego meu caminho para a garagem, eu me certificava a todo instante de que eu não estava sendo seguida, e somente quando chego na garagem, me sinto aliviada e genuinamente feliz por ter feito este ato. Eu não tinha feito muito com habilidades peculiares como magia nem nada do tipo, então eu tentava acreditar que tudo o que fiz foi passado como uma simples mortal querendo ajudar e fazer o bem ao próximo, uma mortal bastante violenta, mas ainda assim, simples. Levi ainda não havia retornado, eu o esperaria enquanto escutava o feedback dos instrutores com atenção, tentando ser melhor a cada palavra ouvida, algumas reviradas de olhos pela futilidade de alguns detalhes, ou simples caprichos e broncas por me mostrar para as pessoas do hospital, sempre com os braços cruzados e a expressão séria, começando a sentir sono.




Duplicador:
Nome: Pacote intermediário de XP - Nível 2
Descrição: Por 1 mês em OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. (Válido até 02/02/2018)

Itens levados:
Purgatory Armor [Uma armadura ajustável ao corpo de cada semideus, essa armadura é totalmente preta, já que é feita de ferro estígio, fornecendo uma grande defesa ao semideus. A armadura é coberta – nas ombreiras e joelheiras – por elevações que tem o formato de espinho. Quando não usada vira uma jaqueta de couro. | Efeito 1: De acordo com a vontade da semideusa a armadura pode se tornar uma jaqueta de couro escuro – sintético – e vice-versa. | Ferro estígio | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do Acampamento]

• Apple of Discord [ Faca de guerra, tem o tamanho médio, chegando à 25 cm de comprimento e 5 cm de largura, é bem leve ao toque e bastante resistente, é inteira feita de bronze celestial. Possui corte duplo na lâmina, que faz movimentos de ondas nas laterais. O cabo é todo entalhado com frases em grego sobre a discórdia e no final do mesmo possui o detalhe em formato de maçã, representando o pomo da discórdia. | Efeito 1: Resistência à magia de ilusão, qualquer poder de ilusão, medo ou charme lançado contra o portador dessa arma, terá o efeito reduzido em 50%. Efeito 2: Sempre retorna ao bolso do dono na forma de um dracma com desenhos especiais que lhe trazem lembranças únicas para o seu personagem. O desenho sempre muda, nunca é o mesmo. | Bronze Celestial | Espaço para 2 gemas | Alfa | Status: 100% Sem danos | Necessário nível 10 para domínio completo da arma | Épica | Evento Cidade dos Monstros]

Poderes Passivos - Filhos de Éris:
Nome do poder:  Apreciadores da Discórdia
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia são parcialmente conhecidos por serem bastante impiedosos, do tipo que gostam de ver “o circo pegar fogo”, ainda mais se forem eles mesmo que causaram o “incêndio”. (Isso depende muito da pessoa, alguns de seus filhos podem ter não herdado sua maldade.)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Nome do poder: Causador de Discórdia I
Descrição: As proles dessa deusa são ardilosas e, nesse nível, contam mentiras que parecem muito verídicas, podendo fazer o oponente ficar levemente confuso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Torna poderes de ilusão, mentiras e discórdia através de palavras e da mente 15% mais fortes.
Dano: +5% de dano se o semideus conseguir fazer com que caiam em sua teia de mentiras e ilusões.

Nome do poder: Bom ator
Descrição: Devido a sua habilidade em contar mentiras, você acaba sendo um improvisador nato e essa habilidade pode lhe ser muito útil para sair de momentos difíceis.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força em poderes ativos que necessitem de persuasão, ilusão ou mentiras. +15% de chance de sair de uma situação complicada usando tal habilidade.
Dano: Nenhum

Nome do poder: Estrategista Habilidoso
Descrição: De tanto criar mentiras você começa a se tornar um bom estrategista, sendo capaz de criar estratégias de batalha quase tão eficientes quanto a das proles de Atena.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de chance de que seus planos funcionem conforme o esperado.
Dano: Nenhum

Poderes Ativos - Filhos de Éris:
Nome do poder: Umbracinese I
Descrição: É a capacidade mental que permite ao usuário ter total controle das sombras, podendo manipula-la, move-la, se mover por trás dela, e utiliza-la da maneira que bem entender. Os filhos da deusa da discórdia, assim como sua mãe, herdam tal habilidade, contudo, nesse nível, é algo fraco, e eles dependem totalmente da sombra para realizar os movimentos, conseguem move-las, e faze-las prender as pernas do inimigo, mas com uma força pequena, que não lhes é muito útil.
Gasto de Mp: 5 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nome do poder: Umbracinese II
Descrição: O semideus aprimorou sua força, e aprendeu a controlar as sombras mais fervorosamente, consegue faze-las se enroscar entre as pernas de seu oponente, e prendê-lo até a cintura, enquanto estiver com o poder ativo, os membros inferiores do inimigo, ficarão totalmente imobilizados, ou seja, pernas, pés, e quadril, não conseguirão se mover enquanto estiverem presos pelas sombras. Ainda não consegue usar as sombras para ferir seus oponentes.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nome do poder: Maldição do Esquecimento I
Descrição: O filho de Éris/Discórdia, pode amaldiçoar o inimigo, o fazendo se esquecer de tudo o que estava fazendo, ou de algo que muito importa durante um curto período de tempo, ficando ineficaz e vulnerável em batalha.
Gasto de Mp: 25 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP
Extra: Dura apenas um turno, nesse turno, o inimigo não se lembrara de como lutar, de onde está, ou o que estava fazendo, lhe dando a chance perfeita para atacar.


Última edição por Coraline Hölms Petrovich em Dom Jan 14, 2018 2:52 pm, editado 1 vez(es)


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Re: ☪ Treinamento - TeamNyx

Mensagem por Bradley T. Jackson em Sex Jan 12, 2018 6:57 pm


»»» Novos Aliados



A primeira semana após a chegada ao acampamento fora bastante conturbada para Bradley. Certamente ele chamara muito mais atenção do que pretendera, aparecendo em frente a colina com uma bala atravessada no ombro direito. Tivera de passar os primeiros três dias inteiros na "Casa Grande" recebendo cuidados pessoais de Quíron - sem falar em intromissões de alguns filhos de Apolo e Esculápio,os deuses ligado a cura. Tony, ao que parecia, estava de volta a seus deveres para com o Senhor D. Pôde visitá-lo apenas uma vez naquele período e fora uma visita bastante curta.

Depois, é claro, como tradição no acampamento, ele foi designado para o chalé de Hermes, onde esperaria até que seu pai ou mãe divina o reclamasse. Nossa, foram os piores momentos. Por quatro longos dias ele teve que aturar gritarias, bagunça e uma aparentemente interminável torrente de campistas, recentes e veteranos, a lhe pedir que narrasse suas histórias de aventuras "do lado de lá". Havia sido um tempo tumultuoso e até mesmo traumático, não era algo que ele gostasse de ficar divagando sobre a cada vinte minutos. Além disso, eram lembranças particulares suas com seu melhor amigo e não gostava que aqueles recém chegados em sua vida se julgassem já merecedores de tamanha intimidade.

Também nos primeiros dias foi que aprendeu os novos hábitos. Os hábitos do Acampamento Meio Sangue. Horários para acordar, tarefas por fazer, as oferendas ao jantar e a organização dos chalés. Mas, ainda assim, sempre que um intervalo ocorria, invés de dedicar-se a treinos ou a aprender mas sobre a história dos deuses, ele evadia-se para floresta.

Lá, menos curiosos vinham lhe perguntar sobre suas "aventuras" e ocasionalmente tinha a sorte de encontrar Antony desocupado. O jovem sátiro dizia que em breve sairia novamente em sua missão de guardião e que precisa fazer os devidos preparativos. Eram momentos bons que ajudavam em sua adaptação. Desde a escola, cinco longos anos atrás, nunca mais Bradley tivera que conviver com adolescentes como ele. Ainda mais, adolescentes excepcionais, como eram os semideuses. De alguma forma o tempo passado nos bosques com Antony lhe lembrava os velhos tempos de exílio, onde passavam mais em florestas e sarjetas do que em locais organizados e cheios de gente como o Acampamento.

É claro que, com o tempo, o garoto teria que se enturmar. Este momento derradeiro veio no final de sua primeira semana de acampamento, quando ele sagazmente foi capaz de iludir um garoto de Hermes que tentara inescrupulosamente saquear-lhe as preciosas Dracmas que guardava de suas recompensas nas atividades. O jovem fizera com que o pilantra acabasse pego na própria armadilha, gerando uma profusão de risos entre os colegas de chalé e, estranhamente, uma coruja dourada a aparecer brilhando sobre sua cabeça. Como diziam os locais, fora "reclamado" por Atena. O que significava uma mudança de chalé e um novo time para os jogos de caça bandeira do final de semana.

Um bom jogo, a caça bandeira. Muito embora sua cabeça ainda doesse por causa da pancada do martelo de combate de alguém do time adversário. Infelizmente, o incidente o fizera cair num posto fundo na floresta, ficando desacordado por tempo o bastante para o jogo terminar e o esquecerem ali. O filho de ares que o acertara estava com bastante pressa, provavelmente não viu que o rapaz perdera os sentidos.

O garoto levantou, chacoalhando a cabeça. As vozes dos campistas do time vencedor ainda ecoavam lá adiante, caminhando na direção da fogueira. O sol já se punha. Bem, mais sorte na próxima vez, hahaha pensou o garoto, enquanto se preparava para sair do bosque, quando algo fagulhou diretamente em frente dos seus olhos e caiu ao chão. Um bilhete chamuscado.

”Olá semideus, o líder dos demônios irá treinar você e o restante da minha equipe. Encontre-o na floresta do Acampamento Meio-Sangue. O garoto não está muito longe, você sentirá o cheiro do cigarro.

Boa sorte, Nyx.”

Algo se remexeu no estômago de Brad. Nyx. A imagem da cela onde ficara preso e da negritude do sonho onde pela primeira vez falara com a Deusa. Ele girou de leve o anel negro que levava no dedo indicador direito. Sua adaptação ao acampamento teria de esperar. Ele devia muito a senhora da noite. Dirigiu-se então as margens da floresta, procurando alguém que estivesse com um cigarro.

Não tardou, viu um garoto de aparência sombria escorado a uma das árvores à margem do bosque. Uma bela garota de cabelos castanhos chegava para cumprimentá-lo também. Ele se lembrava dos dois. Haviam sido instrutores em algumas das tarefas diárias daquela semana... O anel esquentou um pouco em sua mão conforme mais campistas se aglomeravam em torno daquele que parecia ser o referido líder dos demônios. Ele lhe lançou um relance. O brilho roxo que assumia sempre que um aliado estava por perto estava um pouco mais intenso do que o normal.

- Prontos?

Soou a voz do líder do chalé de Hades e Bradley imediatamente notou que estava atrasado, fosse o que fosse acontecer, eles estavam para partir. Sem dizer nada, ele saiu correndo para se juntar ao grupo; estava tão preocupado de perder o que estava por vir, que tropeço em uma raiz - maldito escuro! - caindo de cara em outra semideusa que compunha o grupo. Quase no mesmo instante tudo ficou negro enquanto ele sentia seu rosto magicamente colado no da outra campista sendo sugado para o âmago da escuridão. O choque fora tanto que, quase se perceber, ele soltara um grito assustado e muito alto. E então ele tocou o chão.

Não o solo de terra das margens do bosque do acampamento, mas o concreto frio de uma garagem mal iluminada. Aquilo lhe trouxe a agourenta lembrança do dia anterior ao que chegara ao acampamento. Era o mesmo tipo de prédio. Sem esperar, seus dedos voaram diretamente ao anel. Ele teria tirado-o do dedo ali mesmo não fosse uma voz extremamente alegre cumprimentá-los, como se já os estivesse esperando para comer uma boa pizza de sábado a noite.

Aquilo foi um tapa de luva em sua memória. Talvez a recente viagem através da escuridão tivesse embaralhado um pouco as emoções do garoto. Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, quem poderia culpá-lo?

Ele também ficou subitamente consciente de que estava de bruços no chão, há poucos centímetros de uma campista extremamente embaraçada, com as mãos cruzadas a frente do corpo olhando-o com aversão.

- Ah! Opa... Digo, desculpe... - como se seu papel de bobo não pudesse ficar maior, antes que pudesse tentar se explicar, cadeiras brotaram do chão. Uma delas o atingiu na articulação da perna no momento em que tentava levantar, derrubando-o de novo, inutilmente como um saco de batatas sobre seu estofamento. Ótimo.

O rapaz animado seguia falando, conforme uma tela de computador surgiu em frente a cadeira. Bradley ainda estava se ajeitando para uma postura mais digna quando o vídeo motivacional começou.

"Certo, Nyx deve pensar que somos agentes dos correios, que precisam de vídeos institucionais para motivar-nos a trabalhar, francamente, hahaha"

Pensou ele, divertido. É claro, o informativo oferecido por aquele filho de Hefesto era, de fato, chocante. E bastante pesado para aqueles que passaram a maior parte da vida no acampamento. Mas ainda era muito mais leve que a realidade das ruas. Bradley vivera cinco anos daquilo. Não haviam qualquer novidades ali. Mas, ainda assim, fora bom ver a reconfirmação de que seus ideais estavam alinhados com os da causa que prometera apoiar.

Ademais, o vídeo lhe deu tempo para por os sentidos em foco novamente. De fato, fora uma confusão embaraçosa trocar aquele estacionamento pelo da base da Seita. Este era muito maior do que aquele anexo ao prédio do Queens. Muito mais iluminada - ainda que a iluminação fosse precária - a forma súbita como mergulhara nas sombras deveria ter prejudicado seu julgamento. Aproveitou também para analisar os que ali se encontravam:

O líder dos demônios estava de mãos dadas com a menina bonita que ele vira na margem da floresta. Ao lado dos dois, uma baixinha brigava com uma embalagem de pirulito. Eles, e o rapaz de macacão que colocara o vídeo eram os únicos não sentados em cadeiras ali. Provavelmente, os líderes do grupo. Em torno de si, várias faces que ele lembrava de ter visto pelos campos do acampamento olhavam com expressões indignadas para as telas. Havia também faces que ele não conhecia. Pensando bem, a própria garota que brigava com seu pirulito não lhe era familiar. Mas o anel continuava a brilhar. Ele sabia que estava seguro.

Ao fim da preleção, o animado rapaz retomou a falar. Dizia que esta noite iríamos aproveitar para ensinar uma lição aos malfeitores. Ótimo, estava na hora dos semideuses bancarem o Batman. Será que um grande morcego estaria projetado nos céus também? Bom, pouco provável, mas a ideia divertiu o garoto, que começava a finalmente se empolgar agora que o choque passara.

Ele então passou a palavra aos três que aguardavam. O primeiro a falar, foi o filho de Hades. Ele demonstrou uma técnica de movimentação de fato formidável. Era quase impossível de vê-lo. Uma furtividade que, se Bradley soubesse à época, o teria poupado de muitos apuros. Ao que parecia, porém, tudo consistia de algo muito simples: aproveitar-se do escuro para se camuflar a ele com cores escuras. Realmente, se os movimentos fossem suaves o bastante, não seria tão difícil ficar "invisível", com tanto que com a roupa certa. Não. O que realmente assustou o filho de Atena naquela demonstração, foi a velocidade com a qual Guitti era capaz de se mover ainda mantendo-se camuflado. De um lado ao outro da garagem, em instantes, sem que fosse possível notá-lo. Ao menos, sem que os olhos mal treinados do garoto pudessem ver, isto é.

Ao término de sua apresentação, araras com vários cabides de roupas de todos os tamanhos e de variados tons escuros de preto e cinza apareceram saindo de uma parede. Agora era a vez da namorada do rapaz.

Bela e elegante, Elena também não se demorou, pedindo ao filho de Hefesto que lhe preparasse o que parecia um circuito de competição de skate. Em outros tempos, Bradley provavelmente não teria entendido absolutamente nada dos movimentos da filha de Afrodite, perdido em examinar o movimento das lindas curvas de seu corpo. Em outros tempos. Cinco anos de sobrevivência forçada e de encontros não muito felizes com Empousas o ensinaram a não deixar-se levar tão facilmente por aparências. Foi o bastante para impedir que se distraísse: os movimentos eram tão fluídos e acrobáticos, que uma vez que qualquer um prestasse a eles a devida atenção, não mais ligaria para quem os executava.

Era como um balé apresentado nas ruas. O lago dos cisnes no concreto. Movimentos ágeis, graciosos e extremamente difíceis. Saltos elaborados e grandes cambalhotas. Brad ficou tão fascinado que a cada movimento, prestava mais atenção aos músculos do que propriamente a "bailarina". Vendo sua contração e relaxamento, a forma como as articulações se moviam. Aquilo não parecia apenas útil, como a camuflagem nas sombras, mas positivamente divertido.

Infelizmente, a apresentação terminou antes do que ele gostaria. Poderia ter ficado o restante da noite assistindo à Elena e não teria reclamado. Começou a se perguntar se ele também seria capaz de fazer aquilo.

Por fim, era a vez de Sun Hee. A minúscula garota mostrou rapidamente porque tinha um lugar de destaque junto aos outros dois instrutores. Ágil como uma serpente, ela começou a explicar sobre a importância da esquiva e reflexos rápidos enquanto era incessantemente atacada. Primeiro pelo dono da garagem e na sequência por Elena. Até que, com um movimento rápido e súbito, agarrou a haste da lança que a fustigava. De fato, muito impressionante. Mas, de todas aquelas demonstrações, era a que Brad tinha certeza de ser mais propício a executar. Sempre tivera excelentes reflexos, fora o que mantivera o garoto vivo nos anos de exílio. Bons reflexos e boa noção de posicionamento para não ser atingido. Se tivesse sido ferido com muito frequência, talvez nem Apolo, o senhor dos oráculos, poderia saber onde ele estaria agora.

Findas as explicações, os Meio Sangue se levantaram para ir trocar de roupas. Segundo os instrutores, o ponto eletrônico em seus ouvidos e câmera colada ao peito que lhes fora fornecido, serviria como forma de comunicação. E garantia de que não seriam feridos. Honestamente, Bradley preferia não pôr aquelas palavras a prova. Razão pela qual preferiu não se precipitar. Pelo pouco que sabia, Nova York tinha criminalidade noturna o suficiente para todos eles ali terem de lidar por um ano inteiro, se não mais. Não queria escolher suas roupas de combate e sair para a calada da noite embolado com todo o resto dos treinados. Não. Que pensassem que ele era desinteressado. Esperaria até que todos tivessem saído para se preparar corretamente.

E, como era de se imaginar, a espera foi bastante curta. A grande maioria estava bastante ansiosa por mostrar serviço a seus superiores - talvez a própria dama da noite - se equipando e deixando rapidamente o complexo para a noite fresca da maior cidade dos estados unidos. Tendo isso como sua deixa, Bradley levantou-se de sua cadeira, incomodamente cônscio de que era observado pelos três instrutores, que já deveriam ter dúvidas sobre o porquê de ele demorar tanto a agir. Tentou não se importar com eles.

Caminhou até as araras, a procura de vestimentas que pudessem se adequar bem aos seu um metro e oitenta e ter ao mesmo tempo, as qualidades desejadas.

A primeira parte fora bastante fácil. Seja lá quem fosse aquele rapaz dono da garagem, havia se preparado bem para a ocasião, a parte dos vestuários que serviam para o tamanho de Brad era vasta e bem suprida. Mas a segunda não foi assim tão animadora. Para ter certeza de que poderia se camuflar com ao menos parte da perfeição de Guitti, ele sabia que precisava escolher o tom mais adequado de roupa. O senso comum indicaria o preto, é óbvio. Do tom mais escuro que pudesse encontrar. Mas seria um erro. A cidade, por mais escura que fosse a noite, ainda contava com muitos postes de iluminação pública, luzes domésticos, faróis de carros, letreiros em neon. Um sem fim de coisas que dariam conta de erradicar as trevas mais densas. Uma roupa "preta demais" iria acabar forçando contraste contra a penumbra urbana. O tornaria detectável.

Sem falar, é claro, dos prédios. Ou o vermelho da alvenaria, ou o cinza pastel do concreto, eram cores "claras" demais para serem comparadas a tons de preto. Se sua ideia era emboscar malfeitores na noite, estaria procurando por becos e vielas. Sempre cercado por construções, muitas vezes próximas umas das outras. Se camuflar com eles e com os tons da calçada e do asfalto, era mais importante do que o escuro em si. De fato, a falta de luz seria mais útil para debilitar a visão dos adversários, do que de fato servir como cobertura para camuflagem.

Sendo assim, ele escolheu um grande moletom do tipo "canguru" inteiramente cinza chumbo. Um tom escuro, próximo ao preto. Combinou com ele calças de mesma cor feitas em tecido esportivo. Como que não podendo achar um par de calçados que completasse aquele set, simplesmente descartou os próprios, ficando sobre meias de um tom apenas ligeiramente mais claro de cinza.

Antes de terminar, caminhou calmamente a ala feminina de onde encontrou uma echarpe. Aquilo certamente atrairia mais olhares curiosos de seus instrutores. Mas não se importava. Poderia ter pego uma manta masculina, mas seria demasiado quente. Enrolou-a na face da mesma forma como bandidos de faroeste faziam com lenços, puxando então o capuz do moletom, de modo que apenas os olhos espreitavam do fundo dele. Alongou um pouco as pernas e os braços e arriscou algumas acrobacias no circuito previamente montado por sua instrutora. Se fosse para dar de cara no chão, preferia que pagasse o mico na frente dos superiores e não em meio a missão. Já estivera no mundo lá fora para saber os riscos que erros como aqueles traziam.

Com movimentos muito mais brutos e muito menos refinados, ele saltou entre algumas paredes e corrimãos de escada até dar-se por satisfeito. Não havia sido nada impressionante, mas pelo menos não perdera os dentes contra o chão. Estando devidamente aquecido, deu as costas aos intrigados semideuses e seguiu para o ar fresco da noite novaiorquina.

- Certo, hora de bancar o batman - anunciou a ninguém especial enquanto corria para noite.

Levou alguns minutos até que Bradley compreendesse onde estava. Após virar algumas esquinas, encontrou um daqueles prédios velhos com escadas de incêndio pelo lado de fora. Usou-as para subir até a laje do teto para ter uma visão mais privilegiada da cidade.

Como previsto, era muito mais iluminada que a maioria dos locais que ele já estivera a noite, o que fez o garoto se sentir grato em sua escolha de cores para a ocasião. Centenas de luzes se moviam por toda a parte, denunciando o ainda alto fluxo de carros. A maioria dos prédios tinha suas luzes acesas em todos os andares também. Também pudera, não podia fazer muito mais do que duas horas que anoitecera, a cidade ainda pulsava em seu ritmo frenético diário.

Sem grandes opções, o garoto desceu novamente as escadas de volta ao chão. Tirou a echarpe do rosto, recolheu o capuz e pôs-se a andar tranquilamente pelas calçadas. Era muito cedo para agir, aproveitaria a tranquilidade da vida comum urbana para se aproximar dos bairros que parecessem ter maior criminalidade. Lembrava de ter ouvido no noticiário, numa das várias vezes que ele e Tony jantaram ou almoçaram em restaurantes de beira de estrada, que a criminalidade e violência em bairros como Bronks e Harlem vinham preocupando as autoridades ultimamente. Aquilo deveria bastar para definir sua missão na noite, certo?

Seguiu buscando placas que indicassem a direção dos bairros, por vezes até mesmo perguntando a pedestres transeuntes e tomando ônibus. Não havia de quem se esconder. Até aquele momento, era apenas mais um rapaz normal na noite de uma cidade grande, voltando para casa após um longo dia.

Levou quase uma hora para que ele finalmente chegasse aquele que era um dos bairros mais violentos e perigosos de Nova York. A noite começava a se tornar mais densa e fria, mas ainda assim, a movimentação nas ruas ainda era bastante intensa. Ciente disso, Brad começou a derivar seu caminho cada vez mais para zonas mais carentes, escuras e menos movimentadas. Até chegar a um pequeno aglomerado de prédios comerciais antigos - pequenas lojas de bugigangas, tabacarias e uma antiga loja de penhores - cercadas por alguns restaurantes chineses e lancherias em más condições. A maior parte deles já fechadas.

Escorreu então discretamente para um beco entre algumas dessas edificações e ali remontou seu disfarce. Colocando a echarpe de volta no rosto e puxando o capuz sobre os olhos. Encontrou uma nova escada externa de incêndio e subiu-a até o topo de um daqueles prédios para melhor apreciar os acontecimentos. Conferiu o relógio: 22:15. Em breve alguma coisa deveria acontecer, pensou.

Os sons da cidade foram se apagando. O ruído costumeiro de carros e o burburinho de pessoas andando e conversando veio sendo substituído pelo agourento silêncio escuro das noites em bairros de má reputação. Silêncio esse que era frequentemente quebrado pelo som de brigas em becos, discussões em bordéis e, eventualmente, pontuado pela deflagração de alguma arma de fogo ao longe. Não tardaria até que alguma coisa acontecesse nos arredores do garoto. Era hora de se fundir as sombras.

Muito discretamente, ele começou  se deslocar entre os telhados dos baixos prédios da região onde estava, sempre buscando cobertura próximo a sombra projetada pela lua de caixas d'água, antenas ou casas de quadro elétrico que costumavam pontuar o topo dos prédios. Seguia seus ouvidos na direção de uma discussão particularmente alta que, ele suspeitava, estava acontecendo próximo a um bordel há umas três quadras de onde parara para fazer a observação.

Não andava depressa. Preferindo manter sua atenção aos arredores e aos próprios movimentos. Pisando com o máximo de suavidade e se movendo o mais próximo possível de sombras e paredes. A certo momento, deslizou por um cano que servia como evacuação da calha de um dos prédios, tal qual um bombeiro deslizando por seus corrimãos nos quartéis, para tornar rápido e silencioso ao nível do chão, por onde agora progredia esgueirando-se por becos e travessas. Usando contêineres de lixo e carros estacionados como cobertura quando achava que sua camuflagem com as sombras não estava suficientemente efetiva.

Para um trajeto de apenas três quadras, foi uma viagem surpreendentemente longa. Mas agora, praticamente dez minutos depois que havia começado, Brad localizava a fonte do barulho. Parado agachado próximo a três contêineres de um depósito de lixo de uma indústria química, ele conseguia ver cinco homens discutindo em frente ao um prédio com antigos letreiros de neon ao outro lado da rua. Cherry Blossom lia-se no chamativo letreiro vermelho, em letra cursiva do melhor estilo dos anos oitenta. Um fraco ruído de música vinha lá de dentro, mas era em sua maior parte abafado pelos homens ali em frente. Brad não podia entender as palavras, mas sabia que era uma discussão acalorada pela intensidade dos gritos. Vários deles gesticulavam com os braços em amplos e muito ríspidos movimentos. Como o senhor D dava alguma bronca especialmente acalorada.

Mas estranhamente, não pareciam estar discutindo entre si, mas com alguém ocultado pela silhueta do grupo. Com calma, o rapaz esgueirou-se para fora do beco. Mantendo as costas rentes a parede que ficava contra a lua, para evitar ao máximo qualquer iluminação. Fez uma ampla curva em toro do grupo, rolando por entre carros de antigos modelos estacionados, tapumes de edifícios condenados e outros obstáculos urbanos, até finalmente conseguir atravessar a rua. Sempre tomando o cuidado de estar longe das atenções dos olhos do grupo.

Novamente, ele não fora rápido como o líder dos demônios. Mas sem dúvida alguma fora furtivo. Em dois minutos estava de cócoras ao lado de uma antiga Belina, assistindo ao grupo de sua lateral, já na calçada do Cherry Blossom. Dali, ele podia ver, caído na pequena escadaria de quatro degraus que levava às portas do bordel, um homem caído sobre as costas. Ele não parecia muito machucado, apesar de um fino filete de sangue estar escorrendo de um nariz estranhamente inchado e entortado. Mas a expressão em seu rosto era de absoluto terror. Ambas as mãos estavam no ar enquanto balbuciava alguma coisa para se defender.

Quase cercando a vítima, cinco homens, com idades que pareciam variar dos quinze aos trinta anos, o encaravam com ar ameaçador. Usavam roupas largas e casacos puídos. Um trazia um grande taco de beisebol repleto de moças. Outros dois tinham nos punhos algo que refletia estranhamente a luz neon do letreiro que Brad pode reconhecer como soqueiras. Os dois restantes não pareciam armados, mas eram bastante grandes. Um deles, a frente dos outros quatro, tinha as duas mãos na cintura e olhava para o homem caído com uma mescla de raiva e desprezo. Tinha o rosto marcado por bexigas e com uma longa cicatriz que descia a têmpora esquerda e ia até o meio do queixo, passando por lábios que haviam sido pobremente remendados.

Bradley decidiu observar a cena por mais algum tempo. O homem da cicatriz, aparentando ser o líder do grupo discutia agora com aquele caído na escada de acesso. Aparentemente, cobrava uma dívida. Se de jogo ou tráfico, o jovem semideus não poderia dizer, mas certamente era de algo sujo. O líder da gangue então puxou o outro pelo colarinho, forçando-o a ficar de pé novamente.

Nesse momento, um forte som escapou, fazendo todas da cena dirigirem os olhares para a porta lateral do Cherry. Outros três homens saíram de lá, puxando pelos ombros um quarto na direção do beco onde o lixo do bordel era acumulado. Eles pareceram reconhecer o grupo, soltando o homem que carregavam. O trio encarou o quinteto, que também deixou sua vítima fugir.

Os três recém chegados carregavam retráteis feitos de aço. Os dois grupos marcharam um ao encontro do outro. Claramente, uma briga de gangues estava preste a estourar bem ali, no meio da rua, próximo ao beco e a um bordel. O sangue de Brad pulsou forte nas veias. Era uma bela oportunidade para pular no meio e deixar todos ali, devidamente amarrados para que a polícia recolhesse pela manhã. Duvidava que algum deles não fosse foragido, dado a suas condutas.

E ele aproximou-se mais e mais dos degraus que levavam as portas do bordel enquanto ambos os grupos se lançavam um sobre o outro.Grunhidos e o som seco dos impactos dos golpes começaram a encher a noite. Ao som de gritos, outros três brutamontes correram para fora da porta lateral do bordel, um deles carregando uma garrafa quebrada para juntar-se a confusão. Era o momento perfeito, aproveitando-se de que os dois grupos estavam absortos em esmagarem uns aos outros, Bradley avançou pelas sombras para esgueirar-se ele também no beco.

Ágil e objetivo, o rapaz iniciou seu ataque surpresa chutando uma parede próxima para pegar impulso num salto lateral que o lançou diagonalmente no meio do conflito, deixando o cotovelo esticado, como se fosse um cavaleiro dando carga com sua lança, estocando-o diretamente contra a têmpora de um dos homens desarmados do primeiro grupo. A pancada foi extremamente forte, vindo com todo o peso e velocidade do semideus, centrada apenas no pequeno ponto da ponta de seu cotovelo. Tal qual uma coruja mergulhando das sombras sobre um rato, ele derrubou o primeiro combatente, que caiu inerte no chão. Aterrissou no meio da luta dos dois grupos, que subitamente pareciam notar a estranha figura que aparecera entre eles.

Brad estava plenamente consciente de que estava cercado por todos os lados. No mesmo momento da aterrissagem, aproveitara o movimento para agachar-se por completo, esticando uma das pernas e girando sobre a outra, ainda aproveitando a energia do salto para girar sobre o seu próprio eixo, lançando assim uma rasteira, num golpe que lembrava muito os movimentos dos capoeiristas brasileiros.

O chute baixo acertou logo acima do tendão de aquiles do homem que trazia a garrafa de vidro quebrada. Ele estava recém se juntando ao combate e vinha correndo, percebera tarde de mais a entrada cinemática do filho de Atena. O ímpeto do golpe acertou-lhe em cheio no que era seu pé de apoio, lançando-o logo ao chão. Tão logo o rapaz sentiu que o contato com a perna de seu oponente havia cessado, transferiu todo o peso do corpo para o membro que recém executara a rasteira, puxando-se para lá num salto que num rápido rolamento. Um taco de basebol acertou a calçada no ponto onde instantes antes estivera seu ombro. E durante o rolamento lateral, o garoto pôde sentir um dos retráteis raspar a ponta de seu capuz.

Ele colocou-se de pé no mesmo lugar onde o homem da garrafa de vidro estivera. Um espaço no meio do "time do bordel". Mas não ficou parado ali, com movimentos rápidos, procurou fazer como Guitti, seu instrutor, semicerrando os olhos e saltando de forma ágil para as sombras. Os dois bandos estavam atônitos. Aquele que havia sido o primeiro a chegar a cena, decidiu que sua melhor atitude seria prosseguir a luta contra o rival, posto que agora o Meio Sangue ia desaparecendo nas sombras por de trás destes. O líder, aquele da hedionda cicatriz, aproveitou a momentânea estupefação para acertar em cheio a nuca do segundo bandido derrubado por Brad com a sola dura do coturno que usava. Não fossem os outros ruídos de xingamentos e da própria luta, um sonoro crack poderia ter sido ouvido.

No que diz respeito ao segundo grupo, sua distração era tamanha devido ao novo inimigo tentando cercá-los, e os antigos a dar combate, que quando menos podiam notar perderam o semideus de vista, sendo forçados a retomar sua luta contra os rivais. Era uma cena feia, que Brad agora observava do tampo de um grande contêiner de lixo, dez passos atrás do grupo advindo do bordel. Soqueiras trincavam costelas. Retráteis deslocavam ombros. E um selvagem taco de basebol girava de forma frenética sem encontrar carne com a qual se chocar. Talvez devesse deixar que destruíssem um ao outro. Mas nada garantia que isso iria acontecer. Por mais ferozes e zangados que estivessem, nenhum dos dois lados tinham boa proficiência em combate. Os únicos fora de combate de cada grupo foram os que ele próprio tirara. Claro, algumas costelas haviam sido trincadas e alguns ombros pareciam em posições estranhas, mas no geral os combatentes tinham apenas ferimentos leves.

O semideus decidiu manter sua estratégia. Pelos minutos seguintes, circulou a luta esgueirando-se pelas sombras e usando as paredes do beco como impulso para entradas acrobáticas e certeiras. Sabia que não podia perder o peso de nenhum dos golpes, precisava tirar de combate ao menos um gangster em cada uma de suas intervenções, para assim criar espaço o suficiente para saltar novamente para fora dos perigos de lutar cercado de oponentes. Assim combinava os três métodos que os professores lhe mostravam. A furtividade, para atacar sempre de pontos cegos e atingir alvos com a guarda especialmente aberta. A acrobacia urbana, saltando nas paredes, rolando no chão e até mesmo efetuando movimentos dignos de uma Break Dance, para incutir maior velocidade - e portanto momentum - a seus ataques, bem como deixá-lo sempre em uma posição favorável, com pelo menos uma rota de fuga aberta (geralmente ocupando o espaço de um adversário derrubado). E finalmente a esquiva aprimorada, para sair do meio da confusão sem ser atingido pelos golpes enraivecidos de qualquer um dos membros dos três grupos. Dali, de dentro das sombras, Bradley T. Jackson mais parecia um grupo do que um único ser.

A tática pareceu funcionar por algum tempo. Outros dois caíram de cada um dos lados das gangues. Deixando uma luta de dois contra dois. Do lado invasor, quem ainda estava de pé era o líder e o rapaz com o taco de basebol. Do lado do bordel, um homem trajado de preto e com um retrátil. E outro com roupas estilo punk, lutando apenas com os punhos.

Brad estava prestes a saltar novamente no meio deles. Mirava o portador do taco, mas ao chutar a parede para pegar impulso, a angulação de seu pé não ficou suficientemente correta, gerando um pequeno escorregão, tirando-lhe a maior parte do impulso. Os gangsters também já estavam começando a se acostumar com aquele padrão, além de que, agora que em luta quase particular, era muito mais fácil notar os arredores. De tal forma, o rapaz do taco percebeu, com uns poucos momentos de antecedência que o semideus voava direto para ele.

Com o salto tendo tido a velocidade diminuída pelo escorregão e a surpresa tendo sido arruinada, o punho de Bradley se chocou com um baque seco contra a madeira firme do bastão e um choque de dor percorreu todo o seu braço. Sua rota de fuga também estava comprometida, pois o portador do taco virara-se para ele, tampando o espaço pelo qual ele pretendia deslizar depois de lançar o oponente longe com seu super man punch (como diriam os lutadores de MMA).

O breve momento de choque se apoderou do semideus, perdera todo o ímpeto e velocidade, não tinha mais como fazer uma fuga rápida dali. Um retrátil passou zunindo do lado de sua cabeça, golpe que ele evitou por puro reflexo. A mão direita ainda doía do choque com o taco. Ele tentou recuar um pouco, mas a rota foi bloqueada pelo homem da cicatriz, que o forçou a levantar guarda contra um forte cruzado. O garoto ajeitou a base dos pés e percebeu, para seu infortúnio, que os quatro gangsters remanescentes o cercavam por completo. Aparentemente, haviam decidido que ele era uma ameaça comum e que tratariam de espancar uns aos outros depois que ele tivesse sido silenciado. Maravilha. A mão direita ainda doía. Talvez tivesse deslocado algum dedo no impacto do mal fadado soco.

Agora o semideus se via obrigado a escapar de ataques dos quatro lados. Por mais que houvesse vivido nas ruas e no interior do país por cinco anos e prestado grande atenção na demonstração de Sun Hee, aquilo estava além dele. Seu corpo também começava a cansar, assim mesmo que os reflexos lhe alertassem e o fizessem se mover, os movimentos eram simplesmente não rápidos o bastante. Ainda assim, ele conseguiu esquivar ou bloquear a maior parte dos golpes.

Mas não todos. Um soco o pegara na boca do estômago, uma pancada de retrátil acertara-lhe a rótula esquerda; um golpe do taco quase atingira seu ombro direito, o que teria terminado de inutilizar aquele braço por completo, mas acertou apenas de raspão, lançado uma outra ferroada de dor particularmente forte e dando uma abertura para um cotovelo atingir-lhe com força no supercílio esquerdo. Este último de uma sucessão de golpes atirou-lhe no chão contra uma das paredes do beco. Cores diáfanas dançavam dentro da sua cabeça enquanto a dor embaralhava os sentidos. O olho esquerdo ardia com o sangue que começava a vazar para dentro dele.

"Tsc.. Patético... Imagino o que estão pensando de mim naquela garagem..."

Pensou ele, repentinamente cônscio de que uma câmera presa ao peito gravava toda aquela cena lamentável. Talvez devesse pedir por ajuda no ponto de retorno... Mas seu orgulho negava que ele fizesse aquilo. Tocou o anel no indicador direito. Sabia que aquela arma passaria direto por aqueles adversários se a brandisse. Mas também sabia que a névoa iria fazer com que enxergassem alguma coisa de aspecto ameaçador quando o fizesse. Valia a tentativa, ele precisava comprar tempo a si mesmo. Esquivou-se encolhendo-se de lado contra a parede de um novo golpe do taco de basebol e ativou sua lança Estígia.

A arma mágica assumiu seu tamanho completo em um instante, projetando-se diretamente através da cabeça do homem que parecia um punk. Com uma interjeição de espanto, todos eles recuaram um ou dois passos para trás, tentando entender o que acabara de acontecer. O semideus agarrou a haste com ambas as mãos, apoiando a ponta cega da lança no chão para se levantar rapidamente. Usar apenas a força das pernas, tendo uma ainda ferida, iria lhe tomar muito mais do que os curtos instantes de que dispunha. Sua mente funcionava rapidamente. Sabia que seu embuste não duraria para sempre. Ainda com ambas as mãos em sua arma de confiança, usou-a como se fosse um bastão de esqui, para impulsionar-se para frente, diretamente contra o punk, no mesmo movimento em que usava para levantar. Forçou então a cabeça um pouco para baixo, mirando a testa diretamente no rosto do gangster.

Seu estranho ataque à lá Zidane veio extremamente forte pela alavancagem, e Bradley sentiu o nariz do sujeito se partir sob sua testa. O ímpeto do golpe jogou  o adversário do semideus ao chão, se contorcendo de dor. Abrira também uma abertura no cerco, que Brad prontamente atravessou, transferindo a lança para mão esquerda e usando de toda a força na perna direita não ferida para rolar para fora daquela posição com um salto horizontal.

Pôs-se de pé, girando sobre o eixo para encarar os adversários restantes. Se passaram pouquíssimos instantes desde a sua queda contra a parede até o momento presente, a dor percorria todo o corpo do meio sangue. O primeiro a se recuperar do choque de sua "ressurreição" no combate fora o rapaz do taco de basebol. Aquele infeliz estava começando a tornar a noite de Brad realmente ruim. Ele correu em fúria contra o semideus, levantando o taco acima da cabeça com as duas mãos como se de uma montante se tratasse. Queria acabar com aquilo num único último golpe. Brad não esperou por isso. Soltou sua amada lança e pulou envolvendo a cintura do adversário com os dois braços e chocando o machucado ombro direito contra a lateral de seu baixo ventre - tivera que assumir esta postura e sacrificar o ombro por conta de a perna direita ser a única firme o bastante para executar o movimento com força e velocidade suficiente no que acara de ser um Tackle de dar inveja aos grandes astros da NFL.

Tal como nos jogos, o bandido arqueou e foi jogado pesadamente contra o chão. O golpe viera mais rápido do que ele pudesse ter baixado seu taco e o derrubara chapado com as costas no chão, preso sob o peso daquele frenético garoto encapuzado.

Quando sentira que o oponente perdera o equilíbrio e se projetava para o chão colado a ele, Brad abriu os braços, deixando que o ímpeto do movimento e o peso de seu corpo fizessem o resto. Sentiu o choque do corpo do gangster contra o chão no seu próprio, percebendo que o impacto nas costas havia esvaziado os pulmões deste. Seu braço direito, no entanto, parecia ter sido inutilizado, tamanha a dor que o percorria e a dificuldade que apresentava para mexê-lo. Sabia que não era nenhum dano grave, mas pesado o bastante para lhe impedir de movê-lo com a destreza que uma luta exigia.

A este momento, de ambos os lados, o homem de preto com o retrátil e o da cicatriz se aproximavam dele com expressões lívidas. Brad começou a se levantar, cônscio de que em breve seria atingido novamente, mas era um preço que teria de pagar. Já não tinha mais como ser rápido o suficiente para escapar de ambos. Sendo assim, pôs se a meia altura, apoiando o joelho esquerdo, machucado, pesadamente sobre o plexo solar daquele que acabara de derrubar, forçando-o a asfixia. A dor deveria mantê-lo fora de combate. Percebeu com a visão periférica o retrátil vindo diretamente contra sua têmpora. Abaixou a cabeça em ângulo, sem se preocupar com o outro adversário, esquivando assim do retrátil mas recebendo na sequência um firme gancho no queixo.

A pancada o arrancou de cima do último inimigo que derrotara, pondo ele, agora, caído com as costas chapadas no chão. Mas a raiva dos inimigos era sua amiga. O homem com a cicatriz não parou seu tornado de ódio, seguindo Bradley, inconscientemente atravessando na frente do caminho do portador do retrátil, pronto para acabar com aquilo ele mesmo. O garoto ergueu o quadril para o que seria uma guarda de jiu-jitsu, diferindo dela apenas por que as plantas dos pés ficavam no ar, formando um ângulo reto entre coxa e canela, invés de plantadas no chão. A perna esquerda não conseguiu assumir a posição perfeita, devido a intensa dor na rótula, mas a direita permanecia firme.

Os maxilares do semideus também começavam a doer, devido aos dentes fortemente trincados em sua brava tentativa de excluir a dor. Mas seu inimigo estava ainda mais cego de fúria, correndo com os olhos fixos no rosto do semideus, punhos serrados para dar a ele a punição. No momento em que ele foi se agachar para acertar o garoto com toda a sua força, o mesmo ergueu o quadril e projetou a perna direita com toda a força, acertando, com a sola do pé, a lateral da cabeça do criminoso com força, tal qual Anderson Silva em sua luta contra Yushin Okami em 2006. Aliás, era da memória dela que o rapaz tinha puxado a ideia.

Restava um adversário. Brad não ousava se levantar, mantendo aquela estranha guarda em posição, girando as costas no chão conforme o último malfeitor naquele beco tentava se aproximar dele com  retrátil em punho. Ele percebera o perigo absurdo que aquela perna direita lhe representava. Duas vezes tentou avançar para debilitá-la com o retrátil, e duas vezes os chutes ascendentes o atingiram no ante braço antes que ele pudesse baixar o golpe. Estavam num impasse. Brad sabia que não tinha muito tempo restando. Seu corpo ficava cada vez mais consciente da dor dos vários machucados. Ele ficaria marcado de hematomas por um bom tempo depois daquilo.

Mas o que poderia fazer? Se tentasse se levantar, no estado em que se encontrava, seria certamente atingido. E mais um golpe em cheio lhe traria problemas irremediáveis para a situação. Mas esperar no chão que o adversário viesse até ele já se mostrara inútil, posto que o bandido apenas o cercava, esperando que ele tentasse levantar para dar o golpe final, não ousando pressionar dentro do alcance de sua perna direita.

Sendo assim, Brad fez a única coisa que poderia fazer: começou a lentamente se arrastar de costas na direção de onde havia largado a lança, mantendo a ameaça de sua perna para o adversário. Foi um momento duro. A musculatura do quadril e das costas começava a doer também; o cansaço da luta prolongada estava cobrando seu preço. O garoto nem pensava mais no embaraço que passava frente a seus aliados que assistiam as gravações de sua câmera. Não. Nem mesmo lembrava deles ou do ponto eletrônico. Sua mente estava inteiramente focada na luta e no controle das dores.

Após o que lhe pareceram décadas, ele finalmente chegou próximo ao cabo da lança. A mão esquerda pronta para agarrá-lo a qualquer instante. O adversário, no entanto, parecia não notar suas intenções. Mantinha o olhar fixo na estranha guarda do semideus, medindo com cautela o quanto podia se aproximar sem ser chutado e o quão longe poderia se afastar sem dar espaço demais para que Bradley se erguesse.

Aproveitando-se da cegueira do rufião para com seu plano atual, o garoto pescou a lança do chão, segurando-a com a mão esquerda muito perto da base e girando com força e velocidade na direção do inimigo. O golpe era quase totalmente desprovido de força, devido ao cansaço, mas tinha alguma agilidade.

Por reflexo, o homem deu dois longos passos para trás, tentando evitar o objeto - que para ele era de formato e estranho e não reconhecível devido a névoa - e que jamais o teria tocado de qualquer forma, devido sua natureza divina. Aquilo deu espaço o bastante para Brad pôr-se de pé. Não levantara de forma graciosa, tendo tido que usar o braço direito semi-inerte como apoio para o restante do corpo, já que sua perna direita é a que teria mais força para tirar-lhe do chão.

O homem o olhava com uma expressão de dúvida e medo, tentando entender que tipo de arma o garoto brandia. Brad reajustou a empunhadura da lança, segurando-a agora pelo centro da haste, apoiando a ponta cega novamente no chão. Ele passou a usá-la como bengala, distribuindo parte do peso ali, aliviando seu já muito exigido joelho esquerdo ferido.

O bandido pareceu notar a situação decrépita do rapaz, decidindo por avançar em sua direção com uma expressão de triunfo. Brad estava próximo a uma parede. Calçou firme ali a ponta cega da lança e esperou. O braço direito doía muito devido ao ferimento no ombro, mas ainda era possível movê-lo, embora não usá-lo para luta. Ele trouxe-o também para o cabo da lança, apertando a mão dolorida em torno do freixo escurecido. O rosto tinha uma crosta de sangue seco que escorrera do supercílio cortado e do lábio partido pelo soco que tomara do homem da cicatriz. Rosto esse que encarava a aproximação triunfante do último bandido. Era tudo ou nada agora. O garoto parecia indefeso, deixando todo o peso do corpo em sua bengala de apoio.

-  É o fim, seu encapuzado de merda - cuspiu a palavra o homem, e partiu para o ataque com um grito de fúria feroz, erguendo o retrátil acima do ombro, pronto para baixar um golpe em arco contra a têmpora de Bradley.

Mas ele já esperava por isso. Tal qual Odisseu presenteara os Troianos com um cavalo de madeira, agora Brad presenteava o gangster com um vislumbre de vitória que o vez abrir a guarda mais uma vez. Quando o homem gritou erguendo o retrátil, o filho de Atena jogou todo o peso do corpo na lança, usando-a como uma vara de salto, pulando a frente e esticando a perna direita num fortíssimo no pomo de adão do último adversário. O olhar de surpresa sumiu logo quando os olhos se desfocavam e ele caía para trás.

O garoto também caiu, com um baque seco sobre as próprias costas. A lança jogada ao chão. A única coisa que ele conseguiu fazer antes que os sentidos lhe escapassem devido a dor e a exaustão foi desejar que a lança tornasse a se enrolar como um anel negro no seu indicador direito.

Ele acordou algumas horas depois, com a sensação quente familiar de néctar descendo pela garganta. Ao abrir os olhos, percebeu que estava de volta a garagem, observado pelos belos olhos da garota das acrobacias.


Itens Levados:
Lança Estígia [uma lança de cerca de um metro e noventa de comprimento. Seu cabo é feito em freixo e a ponta, uma lâmina losangular de ferro estígio. | Efeito 1: A lança pode se transformar em um anel preto ao desejo do usuário. | Efeito 2: A essência de uma runa de sombras paira sobre a lâmina, adicionando 20 pontos de dano oriundos do elemento trevas. | Efeito 3: Próximo a um aliado de Nyx/Nox o anel emite um fraco brilho, possibilitando ao usuário reconhecer seus aliados.|Ferro estígio| Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | CCFY: AS TRIBULAÇÕES DE BRAD]

Poderes Passivos Filho de Atena:


Nível 1
Nome do poder: Estratégia
Descrição: O campista é bom em elaborar planos e estratégias de batalha, o que torna a chance de erro para ataques diretos, ou criação de armadilhas, menor, ou seja, a margem de erro será inferior ao dos outros semideuses.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de acerto em ataques planejados previamente.
Dano: Nenhum


Nível 3
Nome do poder: Camaleão
Descrição: O filho de Athena sabe como procurar um esconderijo. Normalmente se camufla muito bem, conseguindo encontrar um lugar pra fugir do perigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: A chance do semideus ser encontrado baixa em 25%
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Inteligência
Descrição: Um filho de Athena é naturalmente inteligente, por sua mãe ser a deusa da sabedoria, o semideus aprende as coisas mais rápido, o que também permite que ele note coisas que outras pessoas não percebem. O semideus de Athena sempre procura uma saída lógica, consegue bolar um plano e encontrar pontos chaves, pois tudo aquilo que não consegue entender lhe deixa frustrado. Ele sempre buscará respostas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de descobrir alguma coisa, ou aprender alguma coisa. (Aumenta conforme em +5% a cada 2 níveis que o semideus adquirir).
Dano: Nenhum.

Nível 5
Nome do poder: Furtividade
Descrição: Assim como as corujas, o campista consegue se deslocar pelos lugares sem ser notado com facilidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 60% de chance não ser notado
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Sabedoria
Descrição: Os filhos de Atena conseguem descobrir os pontos fracos de seus inimigos, fazendo com que seus golpes sejam mais efetivos. Em monstros que já conheçam, ou tenham lutado, eles já saberão o ponto fraco.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de chance de acertar um ponto crítico em batalha.
Dano: Nenhum
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Bradley T. Jackson
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Re: ☪ Treinamento - TeamNyx

Mensagem por Fred Ashford em Seg Jan 15, 2018 9:41 pm







Team Nyx
— heavenly demon

O filho de Eros sempre aprendeu que deveria ter disciplina, principalmente quando se tornou legionário da segunda Coorte. Contudo, a noite no acampamento era muito melhor que o dia. Esconder-se das Harpias e perturba-las era algo que o herói realmente gostava de fazer, principalmente quando ele escondia seu cheiro para que estas não o descobrissem fora do chalé.

Naquela noite ele havia apenas saído para correr, algo que ele adorava fazer para manter a forma. Antes que o italiano pudesse entrar no chalé de Eros, uma pequena explosão purpura aconteceu magicamente diante dos seus olhos. Rapidamente pegou um pedaço de pergaminho queimado nas bordas e o leu percebendo assim que sua senhora começara a agir.

Frederick tornara-se demônio por motivos que ele achava relevante e foi pensando nisso que ele se direcionou novamente à floresta, mas antes deixou-se entrar na cabana de seu progenitor e pegou o que poderia precisar, afinal, os planos de Nox eram de paz, mas vai explicar isso aos demais. Rapidamente colocou-se para fora carregando Desespero na mão dominante. Sua expressão mudara, ele parecia mais vívido.

O demônio adentrou na floresta com destreza e calma, tendo tempo para que pudesse observar as folhas que caíam das grandes figueiras que haviam naquela área da mata. A relva baixa informava que algumas pessoas haviam passado por ali, logo imaginou que não só ele fora convocado pela primordial.

Chegar a uma clareira iluminada pela lua não foi difícil, mas foi interessante. Encontrar Elena Garcia, a líder do chalé dez, sendo uma das aliadas de Nyx deixou o meio-sobrinho da mesma com um leve sorriso nos lábios, percebendo assim que não lutaria sozinho por uma boa causa. Ouviu o garoto que segurava a mão de Elena pronunciar algo que Fred entendeu ser o início de tudo. Um portal feito de sombras fora criado, foi quando Fred percebeu que aquele jovem se tratava de um filho de Hades, assim como Nico. Ficou feliz por já ter viajado pelas sombras.

A viajem foi como todas as outras que já havia participado e elas sempre causavam embrulho em seu estômago, mas outras pessoas estavam piores chegando a ser engraçado. Fred pode ser rápido o bastante para ver uma garota correr para uma lixeira e vomitar. Deixou que um leve sorriso brotasse em seus lábios enquanto uma de suas sobrancelhas arqueava-se para estudar a situação e o local em que se encontrava. — Uma garagem... — Pensou logo que notou o grande portão acinzentado.

Um homem anunciou-se e cumprimentou os presentes. Ninguém respondera, típico de gente mal-educada, diferente do filho de Eros que não o fizera no ter uma leve desconfiança no tal, assim como em todos os presentes.

— Preparados? — Proferiu antes de um grande telão iniciar um vídeo.

Foi um vídeo não muito comprido, mas que proporcionou ao herói mais alguns motivos para odiar os deuses, assim como lhe deixou refletindo sobre o seu próprio jeito de levar a vida. Egocentrismo sempre fora um dos seus mais profanos defeitos. Estando sempre preocupado com a roupa perfeita, o cabelo perfeito e deixou de lembrar do valor que deveria dar às pessoas, principalmente aos necessitados. Aquele vídeo não seria esquecido facilmente dos seus pensamentos.

Morte, miséria, ignorância e crueldade eram coisas que partilhavam naquele horrendo vídeo e todos eram por apenas um motivo: Os líderes que mal conduziam o mundo. Onde estariam os deuses nesta hora? Procriando e bebendo do seu néctar sagrado no olimpo? Provavelmente.

— Hoje, vocês terão a chance de fazer com que os “bad guys” paguem por toda essa crueldade. — Proferiu aos demais presente. — Claro que não é uma solução definitiva para o problema, entretanto vocês poderão treinar com estas pessoas más o que seus instrutores irão lhe passar como conhecimento.

Fred o observou dos pés à cabeça. Sua habilidade em movimentar as coisas com um estalar dos dedos era formidável. Novamente sua sobrancelha arqueou-se quando este iniciou falando:

— Cada um de vocês carregará uma câmera. Caso não saibam, estamos próximos ao centro de Nova Iorque e todos aqui estão encarregados de impedir um ato de vandalismo ou qualquer coisa do tipo. — Suspirou e então pôs no peito de cada campista, um pequeno dispositivo. A medida que ia pondo em cada pessoa, as telas mudavam de imagens e mostravam o que aparentemente era a atual garagem em que nos encontrávamos. — Eu, Sun Hee, Elena e é claro, o Guitti iremos cuidar de vocês, portanto, se precisarem de ajuda, iremos nos comunicar através disso.

O demônio pegou a escuta e a observou. Era um fone de ouvido sem fio e muito menor que a maioria. Analisou as extremidades deste e colocou no ouvido direito, não por algum motivo especial, apenas achava que ouvia melhor através deste.

— Se estão se perguntando “porque humanos?” — Pigarreou. — Não se preocupem. Os humanos já sabem da nossa existência e adivinhem quem são os culpados disso? Isso mesmo. Os aliados do Olimpo. Não pensem o contrário. Tudo que iremos fazer aqui hoje é o bem. Iremos arrancar um pouco do caos que existe no mundo, o que no caso é o principal objetivo da nossa deusa Nyx. Guitti, Elena e Sun Hee, dou-lhes agora espaço para fazer seus ensinamentos.

(Guitti)

Ouvir o nome da primordial lhe fez arrepiar de uma forma tranquila. A forma que ele parecia venerar a divindade deixava o filho de Eros menos receoso quanto a ele. Um jovem asiátivo levantou-se vagamente e cruzou os braços. Era um demônio, de fato. Não o havia reconhecido antes, talvez não estivesse olhando-o direito, mas agora estava tudo tão claro: Aquele tal de Guitti era um demônio e se estava a frente de tudo, com certeza era o líder.

— Luzes, por favor. — Pediu o líder demônio e logo em seguida as luzes diminuíram sua intensidade, não prejudicando tanto a visão do herói de Eros.— Confesso que entrei nessa jornada por motivos diferentes dos quais tenho hoje. Confesso que topei me aliar a Nyx apenas por poder e pela destruição que uma guerra poderia causar, uma guerra que somente ela poderia iniciar e mais ninguém. Mas isso mudou. Cada dia fui ganhando mais e mais motivos para lutar pelas reais causas da deusa.

Guitti falava enquanto andava de um lado para o outro, direcionando o olhar para Elena com a última sentença. Um breve suspiro fora dado antes que começasse a transmitir seus conhecimentos para ajudá-los naquele treino.

— Hoje temos a oportunidade de erradicar minimamente alguns dos problemas do mundo. E a primeira coisa que vocês têm de saber quando se trata de sobreviver mundo à fora é... Misturar-se com o ambiente. E qual a melhor hora para fazer isso? Durante a noite. Essa é minha especialidade. A noite é sempre será a nossa aliada. Outra coisa muito importante são as...

— Roupas? — Perguntou o filho de Hefesto já apertando um botão, fazendo com que uma abertura rápida na parede fosse feita de onde saiu um monte de roupas penduradas em seus cabides.

— Exatamente. — Respondeu Guitti após suspirar. — Vocês já devem ter percebido – ou não – que eu sempre utilizo tons escuros quando saio para minhas missões. Porque sou gótico? Não, não é isso. Geralmente eu procuro sair para minhas missões durante a noite afinal, como eu disse anteriormente, a noite é nossa maior aliada. Portanto, sempre procuro estar utilizando preto ou alguma outra cor bastante escura. Fiquem à vontade para escolher alguma, caso queiram. Aparentemente o filho de Hefesto se preparou muito bem.

Guitti havia respondido a maior duvida que Frederick possuía: O progenitor do homem tagarela. Hefesto e sua herança de fazer filhos feios. De repente, Fred voltou-se ao filho de Hades que parecia sumir entre as sombras que haviam próximas a parede. Exibido! Aquilo ele também podia fazer, e nem precisava ser nas sombras, seu pai lhe proporcionara poderia ficar invisível no momento que desejasse. Eros não fora um completo idiota.

— Viram como é fácil? — Os semideuses puderam ouvir do outro lado da sala, sem nem perceberem a movimentação de seu líder. — A suavidade de seus movimentos tem de ser friamente calculada. Qualquer passo em falso você pode acabar entregando sua posição e estragar qualquer que seja seu plano.

Desta vez, ele já falava de algum outro canto e segundos depois, o semideus surge do teto da sala, caindo no chão mais uma vez, só que numa posição mais... “heroica”. Após ajeitar sua postura, olhou tanto para a Elena quanto para a Sun Hee.

— Prossigam. — Disse o líder demônio enquanto se sentava e cruzava as pernas, sorrindo brevemente.

(Elena)

A próxima a se aproximar era a bela e adorável Elena. Seus olhos intensos encarando cada um dos presentes, incluindo o filho de Eros que lhe sorriu ao notar o encontro de olhares. Nunca uma filha de Afrodite lhe surpreendera tanto quanto a líder do chalé.

— Além de saberem se misturar ao ambiente, vocês precisam saber se mover pelo ambiente, da maneira mais discreta possível. O objetivo de vocês é não serem notados durante a ação. — Foi o que ela proferiu, fazendo o semideus perder o controle dos pensamentos e prestar atenção na fala da mesma.

A adolescente indagou ao filho de Hefesto e ele assentiu liberando algumas engrenagens que ela sabia perfeitamente para o que servia. Fred obrigou-se a afastar-se alguns metros para que não fosse empurrado por uma espécie de escadas que havia no cenário que a garota pareceu estar bem familiarizada.

— Coordenar a mente aos movimentos do corpo é algo difícil para os humanos. Eles treinam durante anos para fazer coisas que são inatas para nosso sangue semidivino. — Ela explicou, aproximando-se do circuito e subindo os primeiros degraus para realizar uma demonstração.

Leveza, sutileza e destreza nunca foram tão bem empregadas quanto naquela jovem. Sua pele com cor de verão realçava cada vez mais sua beleza, mesmo Frederick que não sentia atração por mulheres poderia deixar de concordar. Sem falar nos movimentos que a tal realizava com delicadeza e suavidade, parecendo estar em uma aula de ballet ou, até mesmo, em uma apresentação.

Seu corpo extremamente flexível executava acrobacias entre o cenário urbano improvisado. O modo com que saltava e fazia mortais surpreendeu ainda mais a cria de Eros, fazendo movimentar os lábios e arquear, mais uma vez, a sobrancelha delineada.

Outra característica que o herói não pode deixar de notar foi sua beleza. As crias de Afrodite são sempre belas, mas aquela morena passava dos limites, principalmente nas curvas acentuadas que o corpo possuía. Sua bunda foi a parte que mais lhe chamou atenção, fazendo Fred tentar olhar para a sua própria esperando que fosse, ao menos, parecida. Ele jurou que aprenderia fazer o que ela fazia, assim como prometeu que teria uma bunda semelhante àquela.

— Acredito que o treinamento que vocês tiveram até hoje vai ajudá-los com isso. O que posso lhes dizer com o tempo que temos disponível agora é: percam o medo e arrisquem. Se algo der errado, vamos ajudá-los. — O orgulho do demônio não deixou que seu cérebro pensasse na ajuda dos instrutores. Não sabia o que deveria fazer, mas sabia que não precisaria de ajuda. — Mas lembrem-se de não machucar ninguém com gravidade! Vocês são os mocinhos... —

Os mocinhos. Era difícil acreditar naquilo quando se cresce aprendendo que todos que se oporem aos deuses são os vilões, quando na verdade eles é que deixaram o mundo do jeito atual. A cada instrutor que falava, Frederick acabava por adquirir mais raiva dos olimpianos.

(Sunny)

Aquele encontro era cheio de surpresas, pois Sun Hee também estava ali. Frederick tocou com a ponta dos dedos no cavanhaque que havia por seu queixo tentando entender as garotas de poder que estavam presentes. Uma conselheira e uma Pretora trabalhando juntas para destronar Zeus. O Herói rapidamente observou o local buscando encontrar algum político, mas não teve muita sorte.

Observar a pequena foi o foco principal desde que ela, com sua graça, fofura e todas aquelas cores, encaminhara-se para frente de todos os aliados. — E estar bem camuflado, ser flexível e ágil nos coloca numa situação mais favorável, mas não nos impede de sermos alvejados, nesse caso precisamos aprender a nos desvencilhar de ataques e fugir. — Iniciou falando a garota asiática, que em seguida estava com uma lança maior que ela nas mãos. — Humanos são baixos, eles não vão nos atacar de frente, portanto, é preciso manter sempre em alerta a sua visão periférica. — Concluiu enquanto desviava do primeiro ataque lento do filho de Hefesto.

A asiática era extremamente rápida com aquela arma que portava. Seus quadris pareciam ser feitos de borracha, assim como seus ombros. Das duas, uma era certa: A garota era muito boa em esquiva, ou filho de Hefesto que possuía sérios problemas em relação a ataques.

A jovem parecia não ter gostado muito da apresentação que seu companheiro de luta apresentara, pois em poucas palavras pediu para que a morena, que outrora mostrara sua leveza, ajudasse ela com outra demonstração, agora sem nenhum armamento.

Então Garcia começou a alvejar a pequena com golpes que lembravam muito carate ou alguma outra luta corporal que o filho de Eros desconhecia os nomes. Seus passos rápidos e com tamanha força indicavam que se acertasse a menor deixar-lhe-ia desacordada, mas ela conseguia esquivar sem ao menos ofegar. Rapidamente Elena pensou tê-la surpreendido, mas rapidamente a garota desviou com uma leve e rápida estrela que a tirou do lugar.

Ashford assistia tudo com os olhos fixados na pequena, nem mesmo a bunda sedutora da morena conseguia desconcentrar seu foco. — Para que você consiga desviar de forma rápida, tente evitar mexer todo o corpo de uma vez, perceba de onde vem o ataque e gire ombros, pés e quadris, tentando sempre manter o corpo firme no chão ao desviar um ataque, correr e pular pro lado é muito gasto de energia e demanda mais tempo para que consiga escapar do golpe. — Falou entre os golpes que ele voltara a desferir. Uma rápida troca de peso de uma perna à outra foi o que a fez desviar de guancho que a porto-riquenha havia orquestrado. Sun Hee, com a ponta dos dedos segurou o pulso da morena para informar que a demonstração havia acabado.

(O senhor é meu pastor e nada me faltará!)

As portas da garagem foram, aos poucos, abrindo-se mostrando uma das ruelas de Nova Iorque. Aos poucos os aliados saíam na direção da noite estrelada. Fred odiava aglomeração, por isso permaneceu escorado em um pilar até que o último se retirasse. Revirou os olhos e avançou para fora com passos curtos e com sua espada em forma de pulseira.

Muitos saíram juntos para o treino real, mas Frederick optou por continuar sozinho. Logo que notou a noite sentiu revigorar, assim como seus sentidos melhorarem. Deixou suas asas de morcego crescerem e alçou voo na direção do telhado dos prédios que haviam por ali, lá de cima ele observaria a cidade que há muito não visitava, da mesma forma que os heróis dos quadrinhos faziam.

Suas vestes negras pareciam unir-se a noite enquanto ele observava o movimento das ruas da cidade americana. Seus olhos atentos observavam cada carro que passava naquele prostíbulo. Contudo, alguma coisa lhe chamou atenção: Uma pequena garota de cabelos repicados nas pontas usava maquiagem pesada e um salto que causava uma certa desconfiança no interior dos seus pensamentos. Os seios em formação não cabiam no sutiã que a jovem usava. Fred observou mais atentamente e percebeu o pequeno desequilíbrio que a pequena sofrera, tendo certeza de que ela não era uma prostituta qualquer, ou se quer fosse uma.

Deixou o carro arrancar e parar algumas ruas depois, entrando em um beco escuro o bastante para não ter plateia que fosse testemunha, contudo, o demônio estava de olhos fixos no carro. Quando achou relevante, novamente voou e pairou sobre o capô do veículo de supetão, assustando quem quer que estivesse no carro.

O primeiro a aparecer fora do carro foi o motorista, um velho gordo e careca que usava um paletó com cheiro de naftalina. Seu jeito grosso e afobado de falar fizera o herói perceber a ignorância que possuía. A penumbra que cobria o corpo delgado da moça lhe proporcionava enxergar melhor seus trejeitos e sua face ficar rubra. — Que idade ela tem? — Perguntou com tom sério e com a voz firme. O velho gaguejou e tentou mentir, mas o demônio logo percebeu. — Você vai arder no inferno! — proferiu o semideus ao notar a bíblia que estava sobre o porta-luvas. — Ta amarrado! — Gritou o careca, fazendo o ser alado esboçar um irônico sorriso. Com um rápido movimento saltou para o chão e deixou que sua espada negra ganhasse forma. — Se mentir novamente vai encontrar o diabo precocemente... — Pronunciou com o olhar mais demoníaco possível.

Bateu com a canhota duas vezes no teto do automóvel. — Sai daí! — Ordenou e a menor rapidamente obedeceu. — Você tem que idade? — Proferiu, mesmo sabendo que esta não passara da sua décima quarta primavera. — Treze. — Exprimiu vagamente com a voz baixa. A atenção do herói voltou-se ao velho, percebendo que este carregava consigo um crucifixo como pingente de um colar. — O senhor é meu pastor e blá, blá, blá... — Debochou batendo a porta do motorista com força. — Se me disser que o dinheiro que pagou essa menina foi do seu trabalho eu posso pensar em deixar você vivo, do contrário... — Articulou observando veemente os olhos do homem que tentou esconder no bolso um pequeno saco vermelho de veludo com uma pequena cruz dourada bordada nele.

— Você está pedindo para encontrar o demônio antes do tempo, velhote! — Disse erguendo a espada em forma de ataque. Se não fosse pela voz de Elena no comunicador lembrando que ele era um mocinho, aquele pastor pedófilo e corrupto estaria nas terras de Hades. Rapidamente deslizou até o velho e ergueu-lhe pelo pescoço e pressionou-o na parede. — Você tem sorte que eu sou o mocinho da estória. — Disse antes de jogá-lo no chão. — Não machucar com gravidade... — lembrou da filha de Afrodite e olhou para a criança. — Quebrar a perna é grave? — Questionou e a garota fez que não com a cabeça, ainda estando muito envergonhada.

Antes que o pastor pudesse mover-se, o filho do amor pisoteou com força algumas vezes na articulação que ligava a canela e a coxa do homem que encontrava-se deitado. O velho urrou e o som de algo quebrando pode ser ouvido. Deu a volta no carro e pegou a criança pela mão. — Vem, vamos conversar... — Pronunciou enquanto batia as asas e voltava ao telhado com a jovem, deixando o pedófilo filho da puta jogado no asfalto tentando evitar os grunhidos. Foi um péssimo dia para pegar o dinheiro dos fiéis para pagar os serviços sexuais de uma criança.

(Os bons pagam pelos pecadores.)

Por incentivo de seus pensamentos, Fred quebrou o gelo e o silencio que havia entre os dois. — Quem colocou você nessa vida? — Indagou com o olhar fixo em sua arma transformada em pulseira. — Não conheci meus pais e a mulher que me criou é dona do prostíbulo...— Respondeu encarando o chão. — Não tive escolhas, ou começava a trabalhar lá, ou ficaria na rua. — Completou a explicação.

O demônio deixou que seus pensamentos tentassem encontrar uma solução para a jovem, mas era algo extremamente difícil, encarando as circunstância que ela se encontrava. — Tentou entrar em contato com a polícia? — Perguntou e ela fez que não com a cabeça. Seus olhos pairaram sobre o corpo magricelo da cria e observou alguns traços que ela apresentava: Era esguia, e sua vestimenta um tanto provocante. Sua maquiagem pesada era de assustar comparada com a idade que possuía. — Essa foi minha primeira noite lá, moço... — Proferiu ela movimentando uma das mãos na direção do tornozelo. O jovem já não a observava mais, o que foi seu maior erro.

Com um movimento rápido ela puxou um pequeno punhal embainhado na articulação citada e desferiu dois cortes com a arma. Um deles passou longe do semideus, mas o segundo conseguiu acertar seu braço, fazendo escorrer um líquido escuro como o piche que fez a moça se assustar.

— O que você é? — Perguntou enquanto estancava o "sangramento". A garota, ironicamente, sorriu. — Você é burro ou o que? — Ironizou. — Sou o mesmo que você, uma semideusa, mas eu não sangro molho Shoyu... — Riu enquanto observava os olhos do demônio. — Como sabe que sou semideus? — Perguntou já emburrando a cara. — Sua espada... — Comentou. — É ferro estígio, não? — Fred não precisou responder.

Frederick não sabia o que fazer, mas não identificara nenhuma mentira no que a garota havia falado. Ela realmente era uma semideusa que não conhecera os pais. — Quem é seu progenitor? — Indagou e a garota não parou de observá-lo. — Meu pai me deixou para morrer de fome em uma família que me odiava, tem algum deus que faz isso? — Falou e acabou por tocar o coração do demônio, porém, aquilo foi apenas um pretexto para aproximar-se. E o idiota caiu.

Ashford aproximou-se da pequena e, antes que pudesse falar algo, esta desferiu outro golpe com o punhal. Ele girou rapidamente o corpo e empurrou o braço da garota, que rapidamente tentou aplicar-lhe um soco, que também não fora bem executado. Fred sentiu-se como a pequena Sun Hee cada vez que a pequena ordinária orquestrava algum golpe - sendo com a faca, ou não -. Contudo, a pequena era muito boa naquilo que fazia, quantas outras vezes fizera aquilo para sobreviver? Era o que o herói não tirava da cabeça, deixando um leve sorriso transparente nos lábios. Ela acertou-lhe um soco, não muito forte, no lábio inferior que causou um pequeno corte, mas que não inchou, ou ela teria algo de muito ruim do demônio narcisista.

Com um leve movimento Fred conseguiu desarmar a jovem e segurar com força seu pulso, encerrando assim seus atos. — Acho que já chega! — Falou quando encaixou um mata-leão nela e, com as pernas, prendera as da moça. — Sim... — Disse ela sentindo sufocar. O demônio a liberou. — Você conhece o acampamento Meio-Sangue? — Indagou. Ela fez que não com uma expressão ridícula de surpresa. — Sim, garota! Tem um acampamento repleto de aberrações iguais a você... Só que civilizados. — Falou. — Alguns. — Mudou a opinião rapidamente. — A questão é que lá você tem um lugar para dormir, comer e aprender a desenvolver habilidades. — Ela parecia ter entendido, e estava gostando, mas antes ela acabou por proferir: — Tem problema eu odiar meu pai? — Ela fez o herói rir. — Não! — Respondeu ele.

Antes que eles seguissem caminho para encontrar os outros aliados da deusa primordial da noite, a mocinha precisava passar no puteiro para buscar suas coisas. Ao invés de esperar do lado de fora, o herói entrou neste para não chamar tanta atenção. — Uma bebida docinho? — Perguntou uma garota esquisita rebocada de maquiagem, principalmente na boca. — Não, obrigado! — Esquivou-se dela e ficou no balcão do bar.

Passados alguns minutos, percebeu que a mesma mulher entregava uma pequena dose de vodka a um velho gordo que apalpara seu peito. Mas o que lhe chamou atenção fora o borbulhar de um comprimido dentro do líquido. Vagabunda! Ela faria a mesma coisa com ele se tivesse aceitado. Contudo, o velho não tomou, por conta de uma das prostitutas ter esbarrado nele, algo que a loira esquisita odiara.

O velho aproximou-se do bar junto da mulher que pedira outra bebida e fizera o mesmo processo. Fred deixou que seu corpo tornasse invisível rapidamente e distraiu a loira com forte pisão nos dedos do pé direito. Ela descuidou da bebida e foi então que ele trocou as duas taças de drink que havia no balcão. Ela, sem perceber, bebeu daquela batizada enquanto o velho bebia a não alterada.

Naquele momento a bela Ester aparecia na porta procurando o semideus, quase aflita com uma mochila azul turquesa nas costas. Ele locomoveu-se até ela e proferiu em seu ouvido. — Vamos... — Ela assustou-se, mas acatou a ordem, saindo assim para o lado de fora.

A expressão da moça era calma e lembrava muito alguma demência. — O que vai querer em troca? — Fred não entendeu a pergunta. — Você está me tirando de uma vida que eu odeio e me dando uma segunda chance de ser feliz. O que vai ganhar com isso? — Novamente perguntou. — Sua lealdade! — Sorriu e estendeu a mão em um cumprimento e ela fez o mesmo. — Lhe vou ser leal! — Disse ela. — Jure! — De prontidão respondeu. — Jure pelo Estige! — Complementou. — Eu juro pelo Estige! — Um raio ribombou e causou um clarão na noite estrelada. Frederick lhe sorriu e pegou em sua mão. — Agora vamos, tenho que te apresentar à uns amigos. — Disse ele alçando voo.

— A propósito, sou filha de Hermes!

Item:
¤ Desespero [Uma espada de ferro estígio que tem aproximadamente oitenta centímetros de lâmina, sendo um dos gumes como o de uma espada comum e o outro gume serrilhado com um cabo feito de ossos resistentes e um pomo com uma joia que parece ter sido feita de uma obsidiana com uma aparência envelhecida. A própria lâmina possui riscos brancos como se estivesse bem gasta e já tivesse visto várias batalhas mas não ouse duvidar de seu corte ou pode ser que acabe pagando caro demais por isso. | Efeitos mecânicos: A espada costuma se transformar uma pulseira metálica, basta que o semideus a remova do braço para que ela tome forma. | Esta arma tem como efeito principal causar a paralisia de um membro do oponente sempre que este for atingido pela lâmina. O local atingindo se tornará duro e o ferido terá uma dificuldade de mover o local. | Resistência Beta | Sem espaço para gemas. | Status: 100%, sem danos | Nível 3. | Lendária | Presente de reclamação dos Demônios de Nyx]

Poderes:

Passivos Eros:
Nível 4
Nome do poder: Beleza Divina
Descrição: O filho de Eros/Cupido, é naturalmente bonito. A beleza de seu pai era comparada a de um anjo, sendo ele mesmo semelhante a um. Assim como Eros/Cupido, seus filhos são extremamente bonitos, charmosos, e graciosos, e quando entram em batalha, é difícil olhar para outro canto que não seja eles, pois, naturalmente se tornam o centro das atenções. Os inimigos do semideus, podem se sentir intimidados, ou admirados pela beleza do filho de Eros/Cupido, e em um combate, isso os deixa confusos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo hesitar em te atacar durante um turno, geralmente, o inicial.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Pequeno Corajoso
Descrição: Filhos de Eros/Cupido são extremamente audazes, ousados e destemidos. Não importa o inimigo os semideuses não se sentirão intimidados pela aparência ou potencial do inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a intimidação e medo, são 50% menos efetivos com filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Perfume Inebriante
Descrição: Seu cheiro natural é um perfume delicioso para qualquer ser. Todos os seres vivos ficam com o humor melhor perto de você, monstros nunca te detectaram, pois seu perfume lembra a eles cheiros dos seus habitats naturais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será rastreado por monstros. Pode confundir o inimigo em luta, inclusive, o fazendo hesitar ao sentir seu perfume, errando ataques durante um turno.
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Energia
Descrição: Caso haja um clima de discórdia, vingança ou ira no campo de batalha, você irá se sentir mais forte e revigorado.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: + 5 de HP e + 5 de MP.
Dano: Nenhum
Passivos Éris:
Nível 1
Nome do poder: Apreciadores da Discórdia
Descrição: Os filhos de Éris/Discórdia são parcialmente conhecidos por serem bastante impiedosos, do tipo que gostam de ver “o circo pegar fogo”, ainda mais se forem eles mesmo que causaram o “incêndio”. (Isso depende muito da pessoa, alguns de seus filhos podem ter não herdado sua maldade.)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Passivos Demônios:
Nível 1
Nome do poder: Visão Noturna
Descrição: Os demônios tem sua visão aprimorada durante a noite, por estarem diretamente ligados a uma deusa noturna. Com isso, durante a noite, esse sentido fica ainda mais apurado, ganhando um alcance de 500 metros. (Esse poder não funciona durante o dia)
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Enxerga melhor a noite, do que de dia, pois, sua visão noturna é ampliada.
Dano: Nenhum

Nível 3
Nome do poder: Alma Ambígua
Descrição: Por diversas vezes Nyx/Nox foi descrita como uma divindade de personalidade indecifrável, podendo ser tão bela e gentil quanto a noite ou tão cruel quanto as criaturas que a habitam o tártaro. Sendo assim, os demônios têm grande facilidade em mascarar seus sentimentos e, na maior parte das vezes, são extremamente bipolares.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Esse poder permite ao semideus adquirir um atributo de persuasão impressionante, sendo capaz de enganar inimigos e aliados com mais facilidades, pois conseguem mascarar os verdadeiros sentimentos, e demonstrar exatamente o que querem mostrar.
Dano: Nenhum

Nível 4
Nome do poder: Detecção de Mentiras
Descrição: Um rosto inocente não pode enganar os demônios que, devido à ligação de sua patrona com os grandes males do universo, podem facilmente rastear a culpa ou a mentira na face de qualquer ser.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Se alguém tentar enganar um demônio através de palavras mentirosas, no próximo turno, os poderes ativos do demônio terão um dano maior. Ele saberá que está sendo enganado, e usara isso ao seu favor.
Dano: +20% de dano em poderes ativos durante um turno. (só funciona se alguém tentar enganar o demônio através de palavras, ou jogos persuasivos através delas, como o charme).

Nível 8
Nome do poder: Conhecimento
Descrição: Sendo um demônio, o seguidor da Deusa da Noite, torna-se capaz de identificar outros demônios, assim como de onde vieram e, em alguns casos, até podem cheirar as intenções dos mesmos – caso possuam um desejo muito acentuado de matar, por exemplo.
Gasto de Mp: Nenhum.
Gasto de Hp: Nenhum.
Bônus: Nenhum.
Dano: Nenhum.

Nível 10
Nome do poder: Atributos melhorados II
Descrição: Os demônios da noite conforme evoluem, conseguem desenvolver um pouco mais seus movimentos de esquiva, velocidade e salto, ganhando uma vantagem extra de campo ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia ganham + 15% de velocidade, esquiva, e salto, durante a noite essa porcentagem dobra, vira +30%.
Dano: Nenhum

Nível 20
Nome do poder: Força II
Descrição: O seu personagem ficou ainda mais forte, conforme a evolução de seus dons e poderes. Seus treinamentos lhe trouxeram resultados imprescindíveis, e agora sua força se tornou ainda maior.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante o dia os demônios conquistam +20% de força, durante a noite essa força dobra para +40%.
Dano: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Escuridão Curadora III
Descrição: Os demônios tendem a ficar mais forte durante a noite, ou quando estão em locais escuros, fechados. A escuridão é vista como uma aliada, portanto, quando estiver em local escuro, ou coberto por sombras, ou ainda, durante a noite, poderá usar a escuridão ao seu redor para se curar. É algo instantâneo, suas feridas simplesmente começam a se fechar, e sua energia parece ser restaurada aos poucos. Agora feridas fundas já viram pequenas cicatrizes, e uma grande parte de sua energia é restaurada. (Só pode ser usado uma vez a cada 3 rodadas, as feridas se fecham no turno em que você usar o poder).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera +50 MP e 50 HP
Dano: Nenhum

Nível 27
Nome do poder: Presença do Mentiroso
Descrição: Apenas a presença do demônio faz com que as pessoas sintam uma vontade incontrolável, e estranha de mentir, enganar de forma deslavada. Isso faz com que escondam as coisas, ocultem, ou fiquem esquivos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Torna poderes de enganação 10% mais fortes.
Dano: Nenhum
Ativos Eros:
Nível 32
Nome do poder: Invisibilidade II
Descrição: Eros/Cupido conseguia ficar invisível para sua esposa Psique e para os casais quando ia flechá-los. Portanto, suas crias também o podem fazer. Seus corpos somem por completo, sem deixar rastros ou vestígios. Dura o quanto for preciso e só é desfeito quando a energia necessária não for mais suficiente para manter o corpo do usuário invisível.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum
Ativos Demônios:
Nível 13
Nome do poder: Asas de Morcego
Descrição: Conforme o pacto com Nyx/Nox fica mais forte, o semideus faz crescer asas de morcego em suas costas, que ficam ocultas sobre um par de cicatrizes em forma de V, e se abrem ao comando dele. Essas asas podem alcançar grandes altitudes, e tem pontas de esporas, que permitem ao semideus lançar rajadas de espinhos – semelhantes a garras afiadas – em direção ao inimigo.
Gasto de Mp: 10 MP por turno ativo pelas asas, o lançamento dos espinhos é de 5 MP cada espinho lançado, podendo lançar no máximo 20 espinhos.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP cada espinho (100 HP total dos 20 espinhos)
Extra: Nenhum

Maldição:
Maldição: No Magic
Descrição: Quando adentram o grupo, o semideus perde o sangue vermelho presente no corpo. Seu sangue se torna escuro – totalmente negro – e sua sensibilidade a magia se torna nula, por se tornar um ser impuro, totalmente voltado as artes malignas. Por esse motivo, os demônios de Nyx/Nox se tornam incapazes de realizar qualquer magia. Filhos de Hecate, ou Nyx/Nox que adentrarem o grupo, perderão seu lado magico, se tornando incapazes de realizar feitiços.
Consequência: Se forem filhos de Hecate ou Nyx, Persefone, ou algum deus semelhante que tenha poderes de magia, perdem todos os poderes relacionados a magia ou feitiços.

Kyra


heavenly demon
I dreamed I was missing
You were so scared
But no one would listen
Cause no one else care

After my dreaming
I woke with this fear
What am I leaving
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Re: ☪ Treinamento - TeamNyx

Mensagem por Elena C. García em Qua Jan 17, 2018 8:39 pm



Concrete jungle where dreams are made of




Eu movia a cadeira giratória de um lado para o outro na batgaragem, enquanto assistia a performance dos nossos jovens aliados através das imagens que suas câmeras transmitiam. A impaciência e a agitação tomavam conta de mim por estar “presa” na garagem enquanto eles ficavam com toda a diversão, mas tentava me contentar com a atração apresentada por eles nas telas.

Víamos diferentes pontos da metrópole nova-iorquina, desde os bairros chiques - cuja beleza disfarçava a podridão de seus residentes - aos bairros menos afortunados, onde a criminalidade parecia ser a única saída para alguns. Cada semideus que havia escolhido a causa de Nyx estava se mostrando digno da confiança da deusa primordial e entendíamos as razões para a escolha dela. Alguns deles, apesar de voláteis, tinham a empatia necessária para interceder pelos outros quando necessário. Enquanto outros podiam não aparentar perigo, mas eram muito mais do que os olhos podiam ver.

— Onde fica o hospital mais próximo de Coraline, Elena? - a voz de Sunny indagou, atraindo minha atenção de volta à garagem. Utilizando a localização da semideusa através do GPS, logo encontrei o local mais próximo para indicar. — Na sexta avenida. É só ela fazer o caminho inverso para encontrar o Pronto Socorro - informei, para então a baixinha orientar a filha de Éris, que havia acabado de impedir um estupro.

Levando a atenção de volta às telas, bebericava alguns goles de uma xícara de café que o filho de Hefesto havia nos oferecido minutos antes. O aliado mais recente da equipe já me deixava agoniada com a distância que criava entre nosso ponto de encontro e seu local de atuação, mas havia captado que ele estava indo em direção à periferia da cidade esperando encontrar mais opções do que fazer. Enquanto observava sua tela, assistia com curiosidade o ambiente dentro do metrô no qual ele se encontrava. Seria uma cena rotineira: pessoas cansadas que voltavam de uma longa rotina de trabalho, estudantes que ainda tinham um terceiro turno em suas faculdades, trabalhadores do turno noturno, que apenas agora iniciavam sua rotina. Observava com certo fascínio aquelas vidas normais, às quais o destino já havia nos privado desde antes do nascimento.

— Fred! - chamei com preocupação na voz, assim que levei os olhos à outra tela e me deparei com o jovem filho de Eros quase levando um homem de meia-idade pelo caminho mais curto para o Reino de Hades. — Você é o herói, Fred, não o vilão - lembrei-o, com o tom adequado de charme na voz para afugentar um pouco de sua ira com o que quer que aquele homem tivesse feito.

Após um segundo de hesitação, a câmera se moveu, indicando que o semideus se afastava do homem para se dirigir a uma pré-adolescente que parecia usar as roupas de festa da sua mãe - um tanto curtas e decoradas demais para sua idade, com o ajuste errado para ela principalmente no busto, além de maquiagem em excesso para sua pouca idade. Nesse vislumbre, pude entender do que se tratava. Afastei-me da tela, já repugnada com o que havia visto até então.

— Alguma coisa errada, Lena? - Guitti questionou, tirando sua atenção das câmeras da cidade ao virar a cadeira giratória em minha direção. Ao levar o olhar em sua direção naquele momento, minha visão periférica percebeu algo naquelas telas que havia passado despercebido pelos nossos aliados.

— Só vou tomar um ar - respondi tranquilamente, mandando um beijinho para ele e Sunny antes de pegar um casaco e ir em direção à saída.


A noite nova-iorquina seria linda se não fosse tão cinzenta. A poluição luminosa estragava a bela noite que poderíamos apreciar, e a sujeira usual da cidade acabavam com a formosura que ela poderia ter. Mesmo que já fosse início de madrugada, as ruas ainda eram preenchidas pelo barulho de uma metrópole que nunca dorme, com constantes sons de carros que passavam rapidamente pelas vias e estabelecimentos comerciais que tinham funcionamento 24 horas.

Ah, Nova Iorque, a famosa selva de concreto onde os sonhos são feitos. Caminhar por aquelas ruas fazia-me pensar sobre como poderia ser a minha vida imersa naquela rotina louca que a vida de uma grande metrópole oferece. Imaginava como seria se eu pudesse ser apenas uma jovem normal voltando da faculdade cansada, após dois turnos de aulas e professores que eu chamaria de insuportáveis, trabalhos que eu reclamaria de fazer e entregaria no fim do prazo.

Durante um tempo indeterminado, realmente caminhei por caminhar, sem me preocupar com onde iria parar. Seguia passo após passo imersa em meus próprios pensamentos e aproveitando tanto quanto possível a paisagem da noite nova-iorquina. Só voltei minha atenção ao ambiente quando fui desperta pelo bruto som de uma lata de lixo sendo fechada e incontáveis pés correndo próximo dali.

Meus passos foram imediatamente interrompidos, enquanto eu levava minha atenção ao ambiente à minha volta para me preparar para qualquer surpresa. Silêncio.

Segui o ponto de origem dos passos e do barulho na lataria do contêiner de lixo, atalhando por um beco mal iluminado entre dois prédios para sair na avenida paralela à qual eu estava. Mudei magicamente a cor de minhas roupas para tons de cinza, acompanhando a cor que os prédios possuíam, e ponto-me a espiar na lateral do prédio. Assim, descobri que os barulhos tratavam-se de quatro adolescentes arruaceiros que estavam tentando arrombar uma loja de conveniência do bairro. Talvez quisessem bebidas alcoólicas que lhe seriam negadas no balcão, uns cigarros, ou apenas fazer a arruaça que os hormônios da idade almejavam. Certo, aquilo não seria difícil.

Com um agradável sorriso desenhado em meus lábios, caminhei em direção ao grupo, enquanto a brisa da madrugada se dispersava pelas ruas e balançava mechas do meu cabelo displicentemente. - Oi, rapazes! - saudei, em um tom simpático, enquanto me sentava na parte externa formada pelo vão da janela do estabelecimento. Como esperado, minha aparição repentina causou-lhes surpresa, e minha herança genética de Afrodite deixou os adolescentes embabascados. Eles responderam ao meu cumprimento um tanto sem jeito, enquanto escondiam ou disfarçavam os objetos que usavam para tentar arrombar a loja. — O que estão fazendo? - perguntei com falsa despretensão, como se fossem meus amigos.

— Apenas curtindo a noite entre amigos, gata - um deles se pronunciou, colocando-se à frente dos outros três. Rapidamente pude identificá-lo como o líder da gangue mirim, pois ele também aparentava ser o mais velho do grupo. Ele calçava all stars e trajava um jeans surrado, com uma camiseta de time de futebol claramente menor que o adequado para destacar seus músculos de atleta da escola. Certamente fazia parte do seu “charme” para conquistar metade das garotinhas de sua escola, junto ao comportamento de badboy. Os outros não eram muito diferentes disso. — E o que você está fazendo? - questionou, naquele tom de adolescente galanteador, enquanto se aproximava e envolvia meus ombros com seu braço esquerdo.

— Apenas curtindo também - respondi, erguendo os ombros entediada em resposta, como uma garota que não tinha interesse em voltar para casa tão cedo e não tinha encontrado companhias interessantes até então. — Você podia me conseguir uma carteira de cigarros - sugeri inclinando o queixo em direção à loja, naquele tom difícil de negar qualquer coisa enquanto o observava com falso interesse.

Aqueles garotos eram tão bestas e manipuláveis que qualquer garota bonita e suficientemente autoritária os colocaria a seu serviço pelas razões mais fúteis. Em poucos segundos eles se estavam tentando arrombar a loja de novo, especialmente o garoto mais velho, preocupado em me agradar para saber o que conseguiria depois.

Para o azar do proprietário, a loja tinha um sistema de segurança bastante precário. Bastou forçar as portas de vidro no sentido contrário e ângulo correto para destravar a entrada. O quarteto nada fantástico comemorou quando a porta abriu, mas logo um “shhh” os silenciou e eles entraram no estabelecimento. É e óbvio que não iam só pegar cigarros e bebidas, iam aproveitar para limpar o caixa e recolher tudo o que havia de mais interessante.

Enquanto eles se empolgavam com o que podiam obter saqueando a loja, eu discretamente fechei as portas da maneira como elas deveriam estar e utilizei fortes galhos de roseiras para mantê-las fechadas pelo máximo de tempo possível, trancando os adolescentes lá dentro. Eles planejavam uma entrada rápida devido ao alarme, que já soava há uns dois minutos. Julgavam que, até a polícia chegar, já estariam longe, mas agora não podiam ter certeza.

Quando um dos garotos olhou de volta para a porta e compreendeu que estavam presos, lancei-lhe um beijo no ar e acenei dando tchauzinho. Antes que ele alertasse o resto do grupo do ocorrido e tentassem arrombar a porta de dentro para fora, eu já havia dado as costas e tomava distância do local.

Voltando pelo mesmo beco pelo qual havia passado minutos atrás, escondi-me no cinza metropolitano antes de uma viatura policial virar a esquina, atraída pelo som do alarme, e estacionar próximo ao local. Enquanto os guardas desciam do carro, desmanchei os galhos que trancavam a porta e foi como se eles nunca tivessem existido.

Havíamos ensinado aos jovens aliados de Nyx a importância de se camuflar na paisagem e passar despercebidos, o valor de ter agilidade corporal para se mover com mais destreza e a vitalidade de saber esquivar dos mais variados ataques para que voltassem, no mínimo, vivos. Mas havia uma habilidade que não podíamos ensinar, ela deveria ser inata ou, pelo menos, desenvolvida com o tempo: a esperteza.

Eu podia ter enfrentado os quatro adolescentes com certa facilidade, considerando que estavam desarmados e que o treinamento que eu tinha em dois anos de acampamento faria a luta ser até desleal para eles. A força, que poderia ser a única vantagem deles contra mim, não me intimidava, considerando os genes de Marte que fluíam em meu DNA. Além de evitar a fadiga e uma exposição desnecessária, os garotos caíram em sua própria armadilha. Eles seriam detidos e talvez aprendessem a não confiar numa garota bonita de novo.
Subi em um prédio através das escadas laterais e, depois, escalando do último andar para a cobertura do edifício. Dali observei a viatura deixando o local com os quatro adolescentes na parte posterior, bem como o movimento daquele bairro todo.

Ao ajeitar uma mecha de cabelo atrás da orelha esquerda, lembrei-me da câmera que também estava acoplada à minha blusa e da escuta em meu ouvido, a qual liguei para acompanhar como os demais aliados estavam se saindo.

"É o fim, seu encapuzado de merda", ouvi uma voz estranha do outro lado, claramente ameaçando um de nossos semideuses. Alguém podia estar com problemas.

Em meu bolso, um apito mágico aguardava a oportunidade de ser útil, e seu momento havia chegado. Ao soprar ar pelo objeto metálico, meu ouvido não captou nenhum som, mas após alguns segundos, um pégaso atravessou um portal que havia se materializado ao meu lado, pronto para conhecer os ares de Nova Iorque. — Acho que vamos para o Bronx, Dorado - disse ao pégaso, após contactar Sunny pela escuta para pedir a localização do filho de Athena.

Quando Dorado e eu pousamos sobre o prédio mais próximo de Bradley, entendi rapidamente a razão de ele ter se metido em problemas. Vamos quantificar: um, três, cinco, sete, dez corpos inertes no chão, nove com o próprio Bradley. Como o garoto havia se metido naquela briga? Era algo que eu estaria curiosa para ouvir mais tarde. — Vamos descer - orientei ao pégaso, sem nem ter desmontado de suas costas. Apenas desci para apoiar o corpo do garoto seguramente sobre as costas do equino alado, recebendo a ajuda do próprio pégaso, para então partirmos de volta para a batgaragem.


Néctar e ambrosia logo surtiram efeito sobre o corpo ferido do semideus, despertando-o de sua inconsciência e trazendo-o de volta aos poucos, até que ele percebesse que havia voltado para a garagem do filho de Hefesto. — Está se sentindo melhor? - questionei, mantendo os olhos nele para garantir que não havia lhe dado néctar em excesso. Ele balançou a cabeça

— Menino… - comentei com surpresa, enquanto limpava um de seus ferimentos com um lenço umedecido com água oxigenada. — Você se saiu muito bem para um novato. Mas foi perigoso, eles podiam estar armados - adverti. Era sempre importante lembrar que nós podíamos ser mortos tanto pelas armas semidivinas como pelas armas mortais.

Teria indagado ao jovem como ele havia detido oito marginais sozinho e como havia sido sua noite em Nova Iorque, mas interrompi-me antes mesmo de fazer a pergunta, pois a pequena filha de Hermes que Fred havia resgatado de uma vida de prostituição também precisava de atenção - mais psicológica do que médica naquele momento. — Cuide-se. Nos vemos por aí - despedi-me, deixando que o néctar terminasse de recuperar o rapaz por conta própria.


Então, para o saldo da noite, tínhamos um estupro evitado e uma vítima salva, oito marginais postos para dormir e que provavelmente acordariam com uns cutucões dos policiais, um pastor pedófilo suficientemente assustado para pensar duas vezes antes de contratar garotinhas, quatro adolescentes que teriam que cumprir serviço comunitário pelo arrombamento a uma loja e uma jovem semideusa que seria leal a nossa causa e estava indo ter uma vida “normal” no Acampamento Meio-Sangue. Está bom para você, Nyx?


Adendos:

Poderes Passivos:

Nível 1
Nome do poder: Beleza Natural
Descrição: Os filhos da deusa do amor são campistas naturalmente bonitos e charmosos. A beleza supera a de qualquer outro semideus no acampamento, sendo algo beirando ao sobrenatural. É simplesmente indescritível. Isso faz com que inimigos e aliados acabem se distraindo por sua beleza perturbadora, ou encantados pela mesma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode deixar o inimigo atordoado durante o primeiro turno, evitando atacar logo de cara, ou se atacar (poderes que exijam miras, ou armas com a mesma característica), irão errar o alvo. Não acertarão o filho de Afrodite/Vênus, pois, de primeira, o inimigo não saberá porque não nutre o desejo de ataca-lo.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Passos de Cisnes
Descrição: O semideus possui uma capacidade natural de se movimentar sem fazer barulho. Seus passos são leves, graciosos e charmosos, o que permite ao semideus se mover com facilidade sem ser detectado pela audição normal (audição aguçada ainda poderá captar o semideus se ele provocar ruídos através de folhas e galhos por exemplo).
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será detectado por inimigos que não possuam audição elevada.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Eterna Boa Forma
Descrição: A boa forma que você possui não confere apenas belas curvas, no caso das meninas, ou músculos definidos, no caso dos meninos, mas também confere certa agilidade e destreza para se esquivar de alguns ataques. Isso permite que você ganhe certa facilidade em se esquivar, ou defender em ataques diretos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de defesa, esquiva e agilidade.
Dano: Nenhum

Nível 9
Nome do poder: Enganador Inocente
Descrição: Você pode fingir ser um fraco ou aparentar ser inocente, de um modo belo e intrigante, fazendo o adversário pensar que você não é alvo dele e fazendo-o também sentir-se culpado caso te machuque.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Faz o inimigo ficar confuso por dois turnos, evitando atacar, mas desconfiando, ainda poderá se defender.
Dano: Nenhum

Nível 16
Nome do poder: Voz Melodiosa
Descrição: Sua voz tem uma melodia que agrada aos ouvidos das outras pessoas. Nem todos escutam a sua voz com o mesmo timbre, será de acordo com aquilo que mais agrada ao ouvinte. Isso facilitará persuasão com pessoas do sexo oposto drasticamente, e com do mesmo sexo influenciará um pouco.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O poder ativo “charme” do filho de Afrodite/Vênus, ao ser combinado com essa passiva ganha um bônus de força de 20%, podendo causar um estrago ainda maior.
Dano: Nenhum

Nível 40
Nome do poder: Sedutor Nato
Descrição: Você não é mais apenas belo, mas também possui um quê de sedução que atrai qualquer um. A beleza erótica e sensual pode distrair o adversário durante a batalha, deixa-o abobalhado e incapaz de lutar tão bem quanto lutaria normalmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Durante 3 turnos o oponente do filho de Afrodite/Vênus ficara confuso, e ataques que necessitem de mira -seja soco, chute, poder ativo, ou armamentos – errarão o alvo. Podem acertar, mas, por exemplo, se o oponente tentou acertar o ombro do filho de Afrodite/Vênus, pode acabar golpeando o ar, sem saber porque está fazendo isso, se tentou o pescoço, pode acertar o braço.
Dano: Nenhum


Poderes Ativos:

Nível 31
Nome do poder: Controle das Rosas III
Descrição: Agora já consegue criar uma quantidade razoável de roseiras, tanto pelo campo (raio máximo de 50 metros), quanto para prender o inimigo até o pescoço. Rosas brotam por todos os lados, e o perfume deixa o inimigo tonto e enjoado durante dois turnos, podendo deixa-lo confuso, e fazer seus movimentos ficarem mais lentos.
Gasto de Mp: 80 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 50 HP
Extra: O perfume deixa o usuário tonto e enjoado durante dois turnos, durante esse tempo, a chance de que o oponente erre os golpes é de 50%.

Nível 33
Nome do poder: Charme III
Descrição: Você sempre soube que poderia conquistar a perfeição, e que era um dominador nato, com um charme natural. Agora já consegue fazer as pessoas fazerem exatamente aquilo que você quiser, podendo engana-los com mais facilidade, pode fazer amigos se voltarem contra amigos e inimigos contra inimigos, sabendo usar as palavras, qualquer um entra no seu jogo.
Gasto de Mp: 40 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano:Nenhum
Extra: Dura no máximo 3 turnos, depois as pessoas começam a ficar sem entender o porquê de estarem fazendo aquilo. Já consegue confundir qualquer um, independentemente do nível.

Armas e Itens:

❥ Apito Invocador [Um apito pequeno e feito de madeira resistente, coberto por runas lhe conferindo um visual bonito e místico. Ele possui apenas 7 cm de comprimento e ao ser usado, produz um som que apenas o mascote do portador escutará. Também pode ser acoplado em chaveiros ou outros acessórios. | Efeito: ao ser usado, o seu mascote escutará e um portal será aberto, um em que ele usará para aparecer ao seu lado caso tenha no mínimo lealdade nível 3 | Resistência Gama | Sem espaços para gemas | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado no Pandevie Magie]

Mascote:

Pégaso (Macho) [Nome: Dorado]
Nível: 4
Lealdade: Nível 5

Um dos animais mais populares nas mitologias, principalmente para os gregos. É o famoso cavalo alado. Filho de Poseidon e Medusa, esse ser místico aparece em diversos mitos ao lado de heróis consagrados. Suas características são parecidas com a de um cavalo comum, assumindo o tamanho e as variações de cor.

Treinamento Team Nyx / Vestindo





Elena Castillo García

Filha de Afrodite ❖ Legado de Marte ❖ Rainha das Amazonas

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Re: ☪ Treinamento - TeamNyx

Mensagem por Nyx em Qua Jan 17, 2018 10:21 pm


Treino Encerrado


Método de Avaliação dos Alunos

Criatividade: 700
Ortografia: 600
Coerência: 1.500
Ações Realizadas: 1.000
Aparência: 200
Total: 4.000 XP


Coraline Holms Petrovich
Criatividade: 500
Ortografia: 400
Coerência: 1.500
Ações realizadas: 900
Aparência: 200
Total: 3.500 XP

Bradley T. Jackson
Criatividade: 700
Ortografia: 550
Coerência: 1.400
Ações Realizadas: 1.000
Aparência: 150
Total: 3.800 XP

Fred Ashford
Criatividade: 650
Ortografia: 400
Coerência: 1.300
Ações Realizadas: 1.000
Aparência: 200
Total:  3.550 XP


Guitti, Elena C. García e Sun Hee

Método de avaliação dos instrutores
Criatividade do treino: 1.400 XP
Habilidade: 400 XP
Coerência da atividade com o objetivo: 1.200 XP
Informações prévias para os alunos participarem: 1.200 XP
Total: 4.000 XP

Criatividade do treino: 1.400 XP
(A forma que elaboraram o treino foi ótima, separando em três instrutores e estes mostrando habilidades a frente dos alunos para encorajá-los.)
Habilidade: 400 XP
(Tem coerência e, pelo que demonstrado, combina com o treino.)
Coerência da atividade com o objetivo: 1.200 XP
(Nyx/Nox está atrás de seguidores para reestabelecer a paz e acabar com o que há de ruim no mundo - como citado na trama - e vocês transpassaram perfeitamente esta ideia)
Informações prévias para os alunos participarem: 1.200 XP
(Os alunos foram muito bem informados. A única coisa que sugiro é que se houver outro treino, coloque as informações deste no primeiro post)
Total: 4.000 XP


Avaliados por Nyx e Circe. Atualizados.







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