The Blood of Olympus
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CCFY: Carry on my wayward son (Fred Ashford)

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CCFY: Carry on my wayward son (Fred Ashford)

Mensagem por Fred Ashford em Qua Nov 29, 2017 9:07 pm


Fred Ashford
EROS, LEGADO DE ÉRIS
DEMÔNIO DE NYX
ITALIANO
22 ANOS
LEILA ASHFORD
MARIANO DI VAIO

Caraterísticas Físicas


Fred sempre teve olhos castanhos, castanho quase preto, assim como os olhos de sua mãe. Tem cabelos pretos com algumas mechas dourados como o ouro, e eles são lisos. De fato, é um jovem atraente. É sedutor e tem seu charme, que é a uma das suas armas em batalha, ou até mesmo na vida. O garoto tem a pele branca e uma postura de homem mais velho, mas ainda assim tem a aparência de um homem de vinte e dois anos.
Ashford tem quase a mesma aparência que o avô possuía, seria idêntica se não fosse a barba rala e a expressão sombria nos olhos e na face do garoto. Ele não é fã de um sorriso, não tem motivos para isso, a não ser que esteja com Taylor, seu namorado. Sua voz da a impressao de que tem 19 anos, ela não é grave, mas também não é aguda, é como se estivesse numa transição entre homem/garoto, ela é meio rouca em alguns momentos, deixando ela mais madura, e uma boa descrição que 90% das pessoas dariam pra ela é fofa.

Ash tem um gosto bem complicado, gosta de calças de abrigo e de Jeans, e é só o que usa. Gosta de camisetas simples e também gosta de se vestir esportivamente, ele gosta de se sentir atraente, o que o torna muito vaidoso. Prefere camisetas brancas, mas como entrou para o acampamento, ele só usa a camiseta do mesmo, por mais que a cor não seja da sua preferência. Contudo ele adora ver seu namorado com a camiseta, ele acha que a camiseta foi feita perfeitamente para ele, assim ignorando todos os outros campistas.

Caraterísticas Psiólogicas


Fred era risonho e alegre, mas tudo muda com o tempo e com as coisas que ocorrem na vida de cada pessoa, e isso tudo fez com que o garoto alegre e brincalhão mostrasse seu lado sombrio e frio. Os acontecimentos fizeram o garoto ficar arrogante, rebelde e um tanto complicado. O herói tem a postura de um vilão, mas tem alguns momentos de bondade, por mais que sejam muito limitados. A doçura que tinha na voz e na vida foi trocada por uma amargura surreal que afetou completamente sua vida, desde as coisas mais básicas quanto as mais complexas. Ele se acha superior, mesmo que tenha sofrido tanto, a vida ensinou-lhe a ser assim, os deuses lhe mostraram isso e a morte lhe confirmou.

Ashford gosta de estar sozinho, ele sabe que ninguém se preocupa com ele – com exceção do namorado -, então porque ele seria vistoso? Ele gosta de ficar no escuro, assim como espelhos. O jovem é impaciente e não gosta de ver injustiça, mas também gosta de tudo na hora em que deseja, e sempre tem o que quer, mesmo que alguém fique mal. Como já dito, ele não gosta de muitas pessoas, mas as que sente carinho... Bem, se você maltratar essa pessoa, a última coisa que verás será olhos cor da noite irados acertando-lhes socos e pontapés ou, até mesmo, uma lâmina acertando seu pescoço.

Ash não lembra como sorrir e nunca demostra medo, a vida lhe ensinou a ser assim, ensinou que sempre - sempre mesmo - DEVE ganhar e nunca perder. Contudo, o seu maior ponto fraco são as pessoas que ama ou que gosta, ele dá o mundo a quem estiver na lista de amigos, fora isto, ele encara a vida como um jogo em que ele sempre ganha, ele só perderá quando morrer e morrerá com honra.

História


Depois que sua mãe veio a falecer, Fred ficou completamente desnorteado sem saber a quem recorrer, tanto que tentou buscar abrigo sobre a I Coorte no acampamento Júpiter. Entretanto, ele buscou refugio em algo muito maior e com curva mais sinuosas, tornando-se parte do exercito de Nyx com louvor, propriamente dito, sendo um dos sete guerreiros ao qual ela recorre quando há necessidade. Ele encontrou na primordial a mãe a qual perdeu por devaneios dos olimpianos.

A busca pelo poder não parou por aí. O objetivo do herói é ter ao seu lado um dos demônios mais temidos do mundo e ele não descansará até que Mammon, o avarento (como ele chama), esteja ao seu lado, possuindo-o ou, até mesmo, despertando.

Relações&Curiosidades&Adicionais


ϯ ADENDOS ϯ

Grupo extra: Demônios de Nyx
Orient. Sexual: Homossexual;
Relacionamento: Vince Le Fay
Residência: Meio-Sangue;
Profissão: Indefinida;
Localização Atual: Meio-Sangue;

ϯ BENÇÃOS ϯ

-

ϯ MALDIÇÕES ϯ

-
Thanks Winter!


Última edição por Fred Ashford em Sex Mar 30, 2018 1:52 pm, editado 3 vez(es)


FREDERICK ASHFORD
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Re: CCFY: Carry on my wayward son (Fred Ashford)

Mensagem por Fred Ashford em Ter Dez 05, 2017 12:02 am





CARRY ON MY WAYWARD SON — FIRST DATE




Pela primeira vez me apaixono por uma mulher

Estava uma noite agradável. Fria e chuvosa, mas agradável. Os semideuses do grego já estavam entregues aos braços de Morfeu, nos seus mais inebriantes sonhos. O meu caso era uma exceção. Levantei da cama, belisquei algumas batatas empacotadas e voltava para a cama. Levantava novamente e bebericava água. E tantas outras vezes me levantei, para usar o banheiro; averiguar o perímetro pela janela e para urinar, mas mesmo assim o sono não aparecia.

Meu olhar fixou-se no teto e eu comecei a melodiar uma antiga canção de ninar que minha mãe me ensinara. E, aos poucos, senti meus olhos pesarem e tornarem-se zonzos, aos poucos me entreguei ao sono como uma vítima fácil.

Não sei quanto tempo dormi. O tilintar de um leve sino ecoou nos meus pensamentos e uma voz doce, calma e extremamente convidativa pareceu chamar minha atenção. — Frederick... Acorde, meu querido. — Disse a voz feminina. Meus olhos simplesmente abriram e eu consegui enxergar o teto do chalé de Eros. Pisquei forte e voltei-me ao forro do chalé. Meu corpo parecia ter despertado, mas ainda sentia os olhos pesados. Olhei pela janela e notei a chuva caindo do lado de fora. Deslizei a visão dentro do lugar e notei a sombra de uma silhueta feminina -muito bem delineada, por sinal- à porta do dormitório. Esfreguei os olhos e ela sumiu, deixando-me com um sorriso nos lábios.

Quando me viro, o corpo sensual de uma bela mulher loira encontra-se sentado sobre meu baú de utilidades. — Boa noite, semideus! — Falou ela com sua voz calma e delicada.

Mesmo na penumbra do quarto, pude ver e sentir a energia que seus olhos -que mudavam de cor constantemente- emanavam. Seus lábios carnudos que me sorriam também me deixavam confuso. Meu pensamento pareceu não ser meu. Centenas de coisas aleatórias percorriam minha mente, até mesmo em agarrar a mulher. Contudo, ela sabia controlar o que eu sentia. Seus olhos multicoloridos, agora ficava num tom dourado brilhante e sua voz voltou a sair: — Você precisa se preparar! O mal se aproxima cada vez mais e meus guerreiros precisam estar prontos! — Falou ela.

Meu olhar estava focado nela, assim como o dela me encarava. Levantei com calma e notei o leve sorriso nos lábios dela se formar. Olhei para mim e percebi que meu corpo estava quase nu, não estando por conta da cueca. Senti meu rosto arder e um riso envergonhado me dominar. A mulher estalou os dedos e um brilho cor de rosa girou ao meu redor da cabeça aos pés me deixando com uma bela regata branca com detalhes em cor de rosa. Uma calça de moletom e um tênis de corrida. Aquele brilho pareceu me despertar, minha barba e cabelo se alinharam deixando-me extremamente belo.

Me olhei no espelho e percebi que alguma coisa havia mudado no meu corpo. Meus olhos estavam mais brilhantes que de costume, e meu perfume era de rosas recém colhidas. Aquelas vestes combinavam perfeitamente comigo, pois aquela mulher me conhecia bastante, ou talvez ela estivesse manipulando isso também.

— Sou um dos seus guerreiros? —
Perguntei focado nos olhos daquela com poderes espetaculares. Ela estralou novamente os dedos e um arco metálico com extremidades que lembravam caule de roseira apareceu em suas mãos. Era uma arma bela e muito bem delineada: Não era muito grande, mas o suficiente para ser empunhada por alguém do meu porte físico. Uma aljava feita do mesmo material materializou-se em minhas costas, presa em uma espécie de alça na diagonal em meu corpo. Ela não precisou pronunciar nem mesmo uma palavra.

Soltei um pequeno assobio ao ver a magia acontecer diante dos meus olhos. O perfume da mulher ficava cada vez mais forte e senti meu corpo reagir de uma maneira diferente. Coisas que eu nuca sentira por uma mulher antes começava a aparecer em mim. Eu estava, pela primeira vez, me apaixonando por uma mulher.

— Você já deve ter percebido, não é mesmo? — Disse ela quebrando o encanto e me tirando daquele transe extremamente poderoso. — Sou a mãe de seu pai, pequeno Frederick! — Apresentou-se.

Antes que ela dissesse quem era, eu já pensava naquilo. Somente ela era capaz de me fazer mudar tanto ao ponto de me fazer apaixonar em alguém com seios fartos e cabelos longos e loiros.

Saímos do chalé e ela contou-me mais do porque de estar ali: — Como disse antes, o mal está cada vez mais próximo e preciso montar minha guarda, herói. — Comentou. — Meus filhos herdaram de mim boa parte de meus dons, mas nem todos, ou fingem que não. Preferem seguir os mandamentos da beleza e da vaidade, não querem aprender a lutar pelo amor ou pelos seus próprios propósitos. — Deu uma pequena pausa. — Você me chamou atenção, Frederick! Seu lado heroico demorou para ser desenvolvido, mas chegou na hora certa. Lute ao lado dos deuses que eu lhe darei a recompensa que mereces! — Falou olhando para mim, agora sem tanto charme. — Lute por mim, querido... — Concluiu olhando-me, como se esperasse uma resposta.

Meu corpo arrepiou. Minha fala pareceu perder o som. Meus olhos focaram na deusa e meus lábios sorriram. — Serei o seu guerreiro! — Falei com propriedade e com toda a certeza do mundo. Aquela mulher era minha avó eu estava pronto para lutar pela família, mesmo que minha personalidade fosse tão contrária.

Ela sorriu e tocou-me levemente no ombro, e então desaparecemos do acampamento.


O labirinto do amor — Explosão era o menor dos problemas

— O exercício é simples! — Iniciou falando a deusa da beleza. — Você deve encontrar o centro do labirinto antes do amanhecer, ou ficará nele para sempre! — Concluiu a fala abrindo o céu e mostrando a verdadeira noite.

Meus olhos focaram naquele local erguido com roseiras e outros tipos de flores coloridas. A chuva não cessava nem por um instante, mas magicamente as tochas se mantinham acesas, assim como meu belo topete se mantinha de pé. Adorava aquela magia de Afrodite! E estava disposto em aceitar ela de bom grado.

O arco que ela me dera já estava sob meu controle e estava pronto para usar, se fosse necessário, é claro. Andei por alguns metros e me deparei com duas saídas: Uma pela direita e outra pela esquerda. Fiquei confuso em qual lado seguir, mas estava certo que se escolhesse um lado eu seguira sempre esse lado, algo que aprendi em uma das escolas da Itália. — Esquerda! — Falei enquanto seguia naquela direção.

Sempre à esquerda! Pensei com um certo clamor. Não poderia me perder, ou eu ficaria ali para sempre, segundo Afrodite. Caminhava com velocidade e sempre olhando o lado esquerdo, apenas seguia as paredes do lado escolhido. Sem prestar muita atenção no chão, pisei em um mecanismo no qual causava uma pequena explosão. Meu corpo foi jogado à alguns metros de distância.

Levantei com um certo zumbido no ouvido, não poderia me guiar pela audição, isto era certo!

Agora, caminhando lentamente, olhava para todos os ângulos que podia ao caminhar. Meus pés avançavam com precisão e com um certo receio em pisar outra vez em algo indesejável. Ouvi um grito feminino ecoar pelo labirinto. Puxei uma flecha e pus engatilhado no arco, preparado para qualquer coisa que se apresentasse em minha frente.

Infelizmente nada apareceu. Meus olhos não aguentavam mais enxergar rosas e espinhos e minha tática de seguir sempre a parede da esquerda parecia não adiantar muito, mas eu continuaria daquela forma, uma hora ou outra eu encontraria o fim daquele maldito labirinto.

A chuva, nem por um minuto, cessava e meu cabelo continuava intacto, mesmo que o suor e a água escorressem por meu couro cabeludo e rosto. Meu arco continuava engatilhado e meus pés avançavam rapidamente. Meus olhos encaravam o chão, as paredes e minha frente, assim como meu cérebro estava sempre atento em qualquer movimentação -no caso minha, pois não havia nada além de mim naquela porcaria-.

Outra explosão aconteceu e então percebi que não estava sozinho naquele labirinto. O primeiro foi um grito, agora uma explosão. Aquilo era um jogo da deusa da beleza ou alguma brincadeira sem graça que ela estava fazendo com meu cérebro? Cheguei a pensar que estava sonhando, mas o beliscão em meu braço foi o suficiente para me informar que não. Fiquei um pouco preocupado, mas ela deixara bem claro: Eu precisava encontrar o fim daquele enigma e eu o faria.

Sem perceber o que se apresentava em minha frente, acionei uma engrenagem do labirinto que, do chão, alguns espinhos maiores cresciam em desordem, não tendo um padrão, e depois voltavam à terra. Fui obrigado a abrir as pernas no exato momento que um espinho passou raspando nos fundilhos da calça, quase acertando nas partes baixas. Um outro acertou meu braço de raspão, deixando um pequeno corte no antebraço direito.

Levantei e rasguei parte da camiseta molhada e estanquei o sangue em meu braço com o pano e um nó apertado. Praguejei a mim mesmo em conseguir ativar duas armadilhas em menos de uma hora, pelo menos eu achava que ainda não tivesse passado uma hora. Engatilhei a mesma flecha no arco e voltei a caminhar.

Não demorou muito para que eu encontrasse uma vida alheia dentro daquele emaranhado de rosas vermelhas e espinhos verdes que as roseiras possuíam. Era uma garota loira com uma adaga fina e afiadíssima. — Quem é você? — Gritou ela mirando a lâmina na minha direção. Minha reação foi a mesma, mirei a flecha na garota de seios tão fartos quanto as nádegas. Não respondi a pergunta da garota.

Em minha mente, a voz de Afrodite soava: — É uma filha minha, herói. Não a deixe brincar com a sua mente. Preste atenção! — Falou com a doçura e a calma que ela costumava falar.

Meus olhos encaram os da menor enquanto a flecha estava mirando seu crânio. Ela se sentiu ameaçada, foi quando abaixou a adaga e choramingou: — Eu preciso de ajuda para sair daqui. Você pode me ajudar? — Falou com uma doçura tão inebriante que quase me joguei aos seus pés. Me mantive na mesma posição, se ela se movesse, a flecha lhe acertaria a testa. — Baixe esse arco! — Ela proferiu com um pouco mais de raiva. Meu corpo queria obedecer, mas minha mente sabia que havia algo de errado com aquela garota e na fala dela. Ele falava NÃO constantemente.

— Você é imune ao charme? — Perguntou ela num tom de voz agressivo. O normal, no caso.

Meus lábios sorriram e meus dentes o mordiscaram. Meu olhar havia mudado e eu estava pronto para flertar. Baixei o arco com cautela enquanto minha atenção se voltava a ela. Preparei minha voz sexy e falei: — Desculpe, linda, mas poderia me deixar passar? — Perguntei. Ela gargalhou e riu da minha cara — Você não possui esse dom, filho de Eros! —

Meus olhos semicerraram e observaram a garota de longas madeixas douradas. Como ela sabia que eu era um filho de Eros? Minha tatuagem indicava que eu era do acampamento romano, poucos sabiam que eu pertencia ao lado grego. Minha arma continuava apontada para a tal e estava pronto para lançar a flecha se fosse necessário. — Você não é uma filha de Afrodite... — Comentei. — Da próxima vez, deusa da beleza, seja mais convincente! — Falei soltando a linha do arco e encaminhando a flecha na direção da garota.

Um show de luzes roxas e rosa pink explodiram em constante alegria. Fui obrigado a tampar os olhos perante tanta iluminação. Uma voz metálica e feminina soou, como se estivesse usando um microfone escolar. — Esse foi o seu primeiro teste! Você precisará muito mais do que só inteligencia. — Falou a deusa. — Fique vivo ou apenas fuja!— Falou a deusa enquanto as paredes do labirinto voltavam ao chão e mostravam-me onde eu estava.

Era uma cidade, Nova Iorque, para ser mais exato. Me encontrava em um beco escuro onde era possível sentir o cheiro de urina. A chuva não parava de cair e meu cabelo parecia ter perdido o encanto da deusa do amor, meu topete agora mais parecia uma franja. Passei a mão direita na franja e coloquei-a para trás, assim não me prejudicaria minha visão.

Meu arco ainda estava na mão esquerda, assim como a aljava de flechas se encontrava em minhas costas. Fique vivo. Ecoou em minha mente. Ou apenas fuja! Essa segunda entrou em conflito com a primeira. E agora, o qu eu deveria fazer? Não havia nada ali, apenas um beco escuro e um garoto encharcado com arco em punho. Eu estava fodido, maldita hora que aceitei o convite de Ven... Digo, Afrodite.

Caminhei com passos calmos até chegar na esquina. Era possível enxergar melhor por conta das luzes dos postes, mas ainda assim me encontrava em uma penumbra. Avaliei o local e percebi que poderia avançar e o fiz.

Avancei por várias quadras e não encontrava nem pessoas, nem monstros -alguns ratos de vez em quando, mas nada de anormal-. Enfim cheguei em uma pequena praça com com balanços e uma pequena criança brincando num desses, mas ela estava com uma expressão esquisita, como aquelas crianças possuídas dos filmes de terror.

Era uma pequena garotinha ruiva com um vestidinho branco com dezenas de borboletinhas azuis turquesa. Seus olhos estavam brancos pela magia e sua expressão era a de uma criança levada.

As borboletas azuis aos seus poderes vão reagir,
Mesmo que Afrodite tenha que deixar de existir,
Seu caminho está mais do que traçado.
Encontre as tuas origens no reino de um mundo sagrado...

Ao término das frases uma ventania soprou e eu pude ver a cidade se desmanchar naquele mesmo sopro. A voz da deusa da beleza ecoava pelo labirinto que ainda estava ali. Ela estava tentando me enlouquecer?

— FREDERICK ASHFORD! — Gritou Afrodite. — NUNCA MAIS A DEIXE INTERFERIR! — Novamente ela gritava e eu podia jurar que o labirinto inteiro ouvia. — VOCÊ É MEU GUERREIRO, ESQUEÇA O RESTANTE DO MUNDO! — Concluiu e a voz sessou.

Estava extremamente confuso. Quem era aquela criança? E aquelas palavras? Deuses... Uma hora ou outra eu ficaria louco e em meio aquele labirinto, eu ficaria pior ainda. — Fred, se acalme... — Tentei falar a mim mesmo em pensamento, mas aquelas frases da criança esquisita não saíam da minha mente.

Depois de um longo tempo me martirizando, consegui avançar em meio ao labirinto de rosas.

A chuva cessara e eu podia notar que o sol estava querendo nascer, e eu ainda não dormira. Comecei a me desesperar.

Ainda seguindo o lado esquerdo, comecei a correr e tentar encontrar a saída. Meus pés eram rápidos, assim como meus reflexos em perceber que algumas entradas não eram sem saídas. Foi então que encontrei um corredor vazio com um pequeno cristal brilhante no fim. Um sorriso brotou nos meus lábios. O tempo todo eu estava procurando a saída, mas o que eu deveria mesmo encontrar era o centro do maldito labirinto. — Você tem menos de dez minutos... — Falou Afrodite em minha mente. Ela estava mais rigorosa.

Me pus a correr na direção do cristal e então percebi que as raízes brotavam do solo e tentavam me capturar. Chutei algumas e tropecei em outras, mas continuei correndo. Alguma coisa me dizia que Afrodite ficara brava pela interferência da criança, ou de quem lá que fosse.

Lembrei novamente das palavras, principalmente na parte onde deveria encontrar um reino sagrado. Olimpo? Eu nunca visitara aquele lugar, gostaria muito, mas as coisas não eram tão fáceis, ainda mais que as ruas de Manhattan estavam cobertas por agentes do governo. O que eu deveria fazer agora? O cristal estava a menos de dez metros e as plantas não paravam de tentar me possuir.

Por um descuido, talvez por ter visto Afrodite em um dos cantos da pequena “clareira” central do labirinto, tombei ao chão por um emaranhado de raízes espinhentas que conseguiam me prender contra o chão.

— Dois minutos! — Soou no fundo do meu cérebro.

Me debatia e me esfolava cada vez mais. Meus olhos fixados no cristal me mostravam que aquela era a saída do labirinto. Olhei as raízes e usei toda a força que continha nos braços e então, com ajuda do arco, arrebentei algumas das pequenas plantas do meu corpo. Com a arma de cordão, acertei as raízes que prendiam meus pés. Parecia que eu estava ouvindo a deusa informar que faltava apenas um minuto e a minha adrenalina começou a subir. Acertei mais vezes, também machucando meus pés, mas por fim consegui soltar.

Era possível ver o sorriso da deusa. Eu podia jurar que ela já estava na contagem regressiva.

Cinco.

Meu corpo correu com dificuldades, cambaleei algumas vezes e então escorreguei.

Quatro.

Levantei rapidamente e percebi que as flechas ficaram todas para trás, me restando apenas a aljava vazia e o arco.

Três. Dois.

Num movimento rápido, saltei com minha perna menos machucada e consegui acertar o pequeno topázio que havia no centro do labirinto. Quando abri os olhos novamente, estava em meio ao chalé de Eros apenas com a minha cueca boxer e uma pequena pedra azulada na mão direita. Meus pés não estavam cortados, assim como meu cabelo não estava em perfeitas condições. Foi um sonho? Me perguntei, mas a voz de Afrodite soou novamente: — Não! Você apenas está apto a me proteger... —

EXPLICAÇÕES:
Acredito que tenha ficado bem confuso, mas vou explicar em partes:

Por que Afrodite? Fred é, querendo ou não, neto da deusa e ela pretende usar ele para protegê-la quando a guerra explodir, pelo menos em primeiro momento, pois a vida dele pode revirar de uma maneira extremamente esquisita.

Um labirinto? Sim, ele precisava saber tomar decisões, ainda mais com a Seita agindo rapidamente e procurando cada vez mais semideuses. Eles precisam se sair bem, ou morrerão.

Tem haver com a trama? Sim, Tudo aconteceu pelo simples fato de Fred não estar preparado para encontrar a Seita, tanto que Afrodite fez uma brincadeira com ele, formando um holograma de luzes coloridas. Frederick precisa aprender a diferenciar o verdadeiro do falso, o que pode lhe causar danos ou não. Ele cdeve aprender a identificar o verdadeiro inimigo.

Quem é a menina demoníaca e como surgiu a cidade? É uma deusa, de fato, basta ler nas entrelinhas e saberás que é. Tenho um grande trunfo para o futuro do herói e essa deusa que fará parte deste futuro, acolhendo-o. Vai entender mais ao decorrer da trama. A cidade apenas uma coisa da mente do Fred, mas que foi causada pela criança. Na verdade ele nem saiu do lugar.

Me desculpe se ficou confuso.
PASSIVOS EROS:
Nível 1
Nome do poder: Abençoado do Divino
Descrição: Os filhos de Eros/Cupido, são um dos poucos mortais com permissão para empunhar armas divinas, pois, seu pai, assemelha-se a um anjo de patamar baixo. Assim sendo, os filhos de Eros/Cupido, não são tão afetados por armas celestiais, e até se sentem familiarizado com elas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Armas divinas/celestiais, e feitas de prata lunar tem um dano 50% menor nos filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Pequeno Corajoso
Descrição: Filhos de Eros/Cupido são extremamente audazes, ousados e destemidos. Não importa o inimigo os semideuses não se sentirão intimidados pela aparência ou potencial do inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a intimidação e medo, são 50% menos efetivos com filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 8
Nome do poder: Mira do Cupido
Descrição: A principal arma de Eros/Cupido e sua mais famosa era o arco-e-flecha, no qual Eros/Cupido acertava os deuses e mortais, criando e desfazendo casais. Por conta disto, os filhos de Eros/Cupido possuem uma mira muito boa, comparada a dos filhos/seguidores dos Gêmeos Arqueiros. Isso não funciona apenas com flechas, mas com facas, e armas de arremesso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de chance de acertar pontos críticos em lançamento de armas, arremesso de armas, como facas, adagas, lanças e flechas.
Dano: Nenhum

Nível 10
Nome do poder: Imunidade Psíquica
Descrição: Filhos de Eros são imunes a qualquer tipo de jogo mental e emocional de nível igual ou inferior, pelo simples fato de serem ligados com esse tipo de atitude e saberem como lidar com tais armadilhas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Jogos mentais de nível inferior ou igual ao do filho de Eros, não surtem efeito contra ele. Níveis maiores ainda poderão afeta-lo.
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Pericia com Arcos II
Descrição: O filho de Eros/Cupido, aprendeu a lidar um pouco melhor com o arco, e agora já consegue acertar os alvos de uma maneira melhor, mas ainda não aprendeu a atirar mais de uma flecha, muito menos consegue acertar pontos críticos, mesmo que se sinta mais à vontade ao lidar com arcos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +35% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: +15% de dano se a arma do semideus acertar.
ITENS:
• Um arco emprestado por Afrodite.
• Cristal de teletransporte [ Cristal de Topázio Azul em seu formato original, é desregular e nada polido, porém tem um tamanho pequeno e é fácil de carregar no bolso. | Efeito: Permite que a pessoa consiga viajar de uma cidade à outra. Funciona apenas fora dos domínios dos deuses, não comprometendo a segurança dos mesmos. | Gasto de MP: 20 MP por teletransporte. | Uso disponível somente uma vez por evento, missão ou CCFY. | Mágico | Comprado no Tea Drop ]
DUPLICADOR:
Nome: Pacote intermediário de XP - Nível 2
Descrição: Por 1 mês em OFF, todo ganho de XP do semideus é duplicado. (Valido até 05/12/2017)


.:LEGENDA:.
Fred | Pensamentos | Outros | Outros Em Sua Mente
Samanta Sink  


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Re: CCFY: Carry on my wayward son (Fred Ashford)

Mensagem por Baco em Qui Dez 07, 2017 1:10 am


Fred Ashford


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP de acordo com o nível do semideus: 6.000 XP

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Enredo e coerência de batalha: 50%
Gramática e ortografia: 19%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS: 5.940 x 2 = 11.880 XP + 5.940 Dracmas

Comentários:
Fred,

Sua missão, apesar de grande (o que é algo positivo) fluiu muito bem. Encontrei apenas algumas vírgulas que ficaram faltando em alguns lugares, outras que sobraram em outros, mas nada demais. Achei realmente interessante o que você pretende com essa trama e estou curioso para saber o desenrolar. Ainda mais pelo final não de fato encerrado. Parabéns, semideus.


Atualizado.


EVOÉ, BACO
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Re: CCFY: Carry on my wayward son (Fred Ashford)

Mensagem por Fred Ashford em Ter Jan 02, 2018 10:12 am





CARRY ON MY WAYWARD SON — FIRST DATE



O encontro com a divindade

Os deuses não estavam preocupados com as crias que morreram na maldita invasão criada por Tártaro. Dezenas de vidas foram perdidas por meio das centenas de monstros que foram cuspidos para fora do local mais tenebroso do submundo, onde apenas os piores horrores viviam. Pelo menos era o que faziam os heróis acreditarem. Contudo, Fred não acreditava tanto nisso, principalmente depois de ver a mãe morrer enquanto tentava salvar o mundo para que os olimpianos continuassem sendo venerados.

O herói não conseguia discernir o que era melhor para o mundo: A morte dos semideuses -assim como a queda dos olimpianos- ou a preservação do mundo como ele estava -um caos-. Talvez ele só estivesse confuso com os demasiados sonhos que passou a ter depois de presenciar a morte de alguém tão próximo, melhor dizendo, da única pessoa ao qual poderia confiar naquele emaranhado de mentiras que estava acostumado a ouvir.

Naquela noite, diferente de todas as outras, Ashford não sonhou com a morte e sim com a vida. Uma bela dama de longos cabelos negros e olhos tão intensos quanto a noite estrelada. Esta adornava-se com um belo colar de pérolas brilhantes que lembravam constelações, enquanto seu corpo era coberto por um vestido negro feito de uma seda tão delicada quanto as pétalas de uma rosa. Sua voz era calma, doce e um tanto acolhedora: — Frederick... Eu sei como se sente ao ser esquecido por todos. A dor que ninguém consegue sanar, assim como o desprezo daqueles que poderiam ter ajudado e não o fizeram. — Iniciou falando a divindade. — Eu sei melhor do que ninguém o que é ser esquecida e odiada, apenas por não pensar igual aos olimpianos. — Concluiu a bela dama.

Fred não sabia o que pensar, assim como não sabia como agir. Observou a morena com olhos críticos e, até mesmo, acreditou que aquilo não fosse um sonho, mas não poderia ter aparecido em meio ao Monte Palatino à noite, sendo que lembrava de ter ido dormir no chalé de Eros. — Quem é você? — Indagou, mesmo que as entrelinhas que a mulher escrevia lhe dessem a resposta. — Porque me trouxe neste lugar? — Perguntou antes que a divindade pudesse formular uma resposta para a primeira pergunta.

— Nyx... — Falou ela com o mesmo tom de voz. — Mas também pode me chamar de Nox, já que estamos na sua cidade natal e no local onde ficou sabendo que não era uma criança igual as outras. — Respondeu a noite.

A primeira resposta era quase óbvia, mas a segunda foi o que deixou o italiano com os pensamentos bagunçados. Realmente fora ali que ele soubera que era um semideus, exatamente na sua décima primavera. Nox também fez o herói lembrar da infância em questão de segundos. — E o que você quer comigo? — Perguntou o semideus antes que deixasse a tristeza escorrer pelos olhos.

A morena fez uma expressão mais amigável. — Oferecer abrigo... — Iniciou falando. — Eu venho acompanhado sua vida muito antes do meu irmão liberar as bestas no mundo. A forma que ajudou aquelas pessoas em Nova Iorque me cativou mais do que você pensa. — Falou a dama, fazendo Frederick relembrar da missão que recebera das Vestais quando estava no Júpiter, onde deveria ajudar as pessoas nos seus relacionamentos -tanto familiares ou amorosos-. — Você realmente me chamou atenção, Ashford! — Comentou a deusa enquanto balançava lentamente as mãos, fazendo o local ser mais aparente e deixando a noite mostrar a beleza das estrelas.

O rapaz ficou lisonjeado pelas palavras da deusa, algo que era fácil de ser conseguido sendo ele tão manipulável. Contudo, não era aquilo que Nox queria, ela sentia a dor dele e entendia os motivos de ele estar tão revoltado com a situação ao qual se encontrava. — Querido, eu apenas quero ser alguém que nunca irá substituir a brava Leila, mas que quer ajudá-lo tanto quanto ela fez antes de desencarnar. — Falou, tocando assim no coração da cria de Eros ao falar o nome da progenitora assassinada.

Agora as lágrimas eram notórias, assim como a tristeza impregnada no seu coração. Alguma coisa naquela deusa lhe fazia lembrar da mãe e isso lhe deixava mais confortável.

Não demorou muito, mas conseguiu controlar as lágrimas e a tristeza. Com as mãos ele limpou o que sobrara do aljofre que lhe corria na face. — Você não me trouxe aqui para me ver chorar... Não é mesmo!? — Disse com a voz pouco roca enquanto a divindade sorria. — És inteligente na mesma proporção que és ambicioso e perspicaz. Preciso de alguém com a sua ambição ao meu lado, do mesmo jeito que adoraria alguém com as suas habilidades fazendo o bem às pessoas em troca de honra e uma vida mais bela. — Proferiu a entidade. — Faça boas ações e deixe que eu lhe guio pelo resto da vida, Frederick Ashford! — A forma que ela falava era tão atrativa quanto uma água gelada no deserto.

Um sorriso brotou nos lábios do garoto e essa foi a resposta que ela recebeu, e deste mesmo modo que ele acordou: Sorrindo. Em sua mente a divindade deixava seu último recado: — Apenas use-a! Como eu lhe falei, deixe que eu o guio... — Disse referindo-se ao topázio que o legado de Éris segurava com força na mão direita.

Mammon, o avarento

Ele não estava preocupado, apenas não sabia o que fazer. Estava cansado de fazer o que lhe mandavam e Nyx fizera diferente, deixando que ele escolhesse o que realmente queria fazer. Era um assunto delicado, de fato, mas ele não podia negar tamanha vontade de agir ao lado da deusa noturna, principalmente quando ela ressaltara suas principais características: Ambição e Perspicaz. Deixou o sorriso brotar novamente e emanou a pedra com sua energia e rapidamente ele desapareceu em um lampejo azulado.

O garoto -usando uma calça de abrigo preta, uma regata azul e um tênis esportivo- reapareceu em uma ruela pouco iluminada da cidade Nova Iorque com uma espada embainhada na cintura. — Nox! — Pensou ele.

Antes que ele pudesse dar o primeiro passo, notou uma presença ameaçadora atrás de si. Rapidamente puxou a arma laminada com ambas as mãos e ergueu próximo ao pescoço da criatura que parecia acompanhá-lo. — O que você é? — Perguntou o garoto olhando a aparência tenebrosa da entidade. Mas a única resposta que recebeu foi uma gargalhada medonha. Com os dentes serrados de raiva, o semideus desferiu um corte rápido e nada habilidoso que, facilmente, foi defendido com uma esquiva do demônio. — Nyx está de palhaçada com a minha cara! Milhões de anos para que me dê um aprendiz que mal sabe empunhar uma espada. — Falou gargalhando.

Não era um ser bonito, mas seu porte físico causava certa agonia ao filho de Eros -que parecia sentir mais sua ambição tomar conta dos pensamentos-. Os grandes e negros chifres lhe causavam mais repulsa que o corpo grande e cinzento coberto com pequenas pepitas de ouro em locais como peitoral, abdômen e bíceps. Fred realmente não sabia como agir diante daquela situação.

— Tudo bem, minha senhora, serei eu que lhe mostrarei o caminho certo! — Falou como se estivesse em um telefonema com a deusa, mas logo voltou-se ao herói. — Nyx... Nox... Ah, você entendeu! — Enrolou-se. — Ela lhe explicou que deve fazer algo de útil para que seja bem-visto aos seus olhos e que, de alguma forma, ela possa ver que mereces ser amadrinhado por ela. — Concluiu o demônio.

Fred olhou-o de um jeito crítico. — Útil... Não foi essa palavra que ela usou! — Disse com a voz firme. — Acredito que você queira dizer benéfico... — Proferiu antes do outro gargalhar. — Ela deveria ter informado que você era tolo o bastante para tentar ser superior a mim. — Informou junto as gargalhadas. — Mas tudo bem... Agora guarde a espada e encontre algo benéfico para fazer! — Debochou. Ashford deu de ombros e logo saiu da rua escura.

Encontrar um malfeitor não foi tão difícil assim. Um homem com a metade da face coberta por um lenço cheio de caveiras ameaçava uma moça a qual parecia ser uma estudante que bebera mais do que o recomendado. Este homem portava uma pequena faca de aço usada para refeições. Frederick rapidamente envolveu-se naquela cena, fazendo a moça fugir -da melhor forma que conseguiu- enquanto o outro apontava a faca para o semideus. — Você vai baixar essa faca agora! — Disse com a voz sexy e o rapaz pareceu ficar um tanto confuso ao que deveria fazer.

Com um movimento rápido, Fred conseguiu saca sua espada e, com pouca habilidade, acertou o cabo da faca fazendo o ladrão ficar desarmado. Era possível notar a presença do demônio e o homem pareceu ver a criatura pouco atrás de Fred. — O DIABO! — Gritou ele ao notar os chifres sobre a cabeça da criatura. — O que? Acaba logo com ele, moleque! — Disse o Mammon. Fred recuou antes de tomar a decisão de cravar a espada na garganta do ladrão. — Antes de você ser devorado pelo Diabo, preciso saber os reais motivos de você fazer isso... — Proferiu a cria de Eros enquanto abria as assas fingindo ser um anjo. — Como pode ver, estamos fazendo o julgamento das pessoas e hoje é sua vez! — Continuou Fred. — Se for um bom motivo, eu o deixarei viver, mas se não houver motivos concretos... — Concluiu com um sorriso e olhando para a criatura chifruda.

— MEU FILHO! — Fritou com lágrimas nos olhos. — Meu filho tem uma doença rara que precisa de remédios específicos para não morrer e eu não tenho dinheiro para compra-los, por isso tentei roubar aquela moça... — Continuou. — Mas parece que Deus colocou você em meu caminho para me fazer mudar de ideia... — Concluiu. Uma pausa foi dada, até que Mammon resolveu quebrar o silêncio: — Odeio quando eles falam a verdade... —

O filho de Eros deixou os olhos tomarem uma coloração verde e, aos poucos, o humano não conseguia ouvir mais nada. — Vamos, me dê uma dessas pepitas que tem no corpo! — Disse com astúcia. O demônio gargalhou. — Você só pode estar louco! Demorei centenas de anos até montar este corpo perfeito e não será você que estragará ele! — Proferiu o avarento. — Você está aqui para me ajudar, pelo que entendi... — Iniciou falando o italiano. — Nox ficaria alarmada ao saber que um dos seus demônios não tem capacidade para ajudar um mero herói... — Falou usando o dom que herdara da avó.

O demônio confundiu-se, mas notou a mágica na voz do semideus, porém, antes que Ashford pudesse perceber, o demônio foi tomando o formato de nuvem e apossou-se do corpo dele.

— Vou falar apenas uma vez... — Disse na mente de Ashford enquanto o possuía. — Me chamo Mammon e não sou chantageado facilmente, mas não aguento mais ver essa sua cara deslavada tentando ser bonzinho com alguém! — focou em uma pequena pedra estilhaçada na calçada. — Espero que Nox não peque em acreditar em você! — Concluiu enquanto pegava a pedra e transformando-a em ouro puro.

O efeito nos ouvidos do humano parecia perder a força. — Esse ouro vai lhe ajudar a comprar os remédios do seu filho, assim como poderá dar para ele uma vida em que o roubo não esteja incluído... — Falou o demônio com a voz de Frederick. — Se, por acaso, tentar roubar algo novamente, eu mesmo vou atrás de você e lhe matarei! — Proferiu.

Fred ainda pode ver o homem correr como um louco antes de Mammon deixar seu corpo de joelhos e sem as asas angelicais.


Informações:
CCFY feita para tentar adentrar ao grupo 'Demônios de Nyx/Nox' e -se possível- conseguir a seguinte bênção:

Nome do poder: Abençoado de Mammon
Descrição: O demônio terá o poder de transformar qualquer coisa que toque em ouro, ou seja, uma espada de bronze em suas mãos, ao seu desejo, vira ouro. O toque é controlado, portanto, ele pode decidir o que vira ouro, e o que não vira. Funciona até mesmo se ele tocar em criaturas com poder inferior ao dele, e em humanos, ou semideuses, porém nesses últimos (humanos e semideuses), o efeito pode ser revertido, desde que sejam banhados em aguas sagradas, ou recebem um sopro de vida de um deus.
Gasto de Mp: 100 MP por objeto usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum semideus foi registrado com essa magia ainda, vaga (0/1)

Link dos poderes dos demônios: Poderes e Habilidades dos Demônios de Nyx/Nox
Adendos:
Item:
¤ Cristal de teletransporte [ Cristal de Topázio Azul em seu formato original, é desregular e nada polido, porém tem um tamanho pequeno e é fácil de carregar no bolso. | Efeito: Permite que a pessoa consiga viajar de uma cidade à outra. Funciona apenas fora dos domínios dos deuses, não comprometendo a segurança dos mesmos. | Gasto de MP: 20 MP por teletransporte. | Uso disponível somente uma vez por evento, missão ou CCFY. | Mágico | Comprado no Tea Drop ]
Passivos Eros:
Nível 4
Nome do poder: Beleza Divina
Descrição: O filho de Eros/Cupido, é naturalmente bonito. A beleza de seu pai era comparada a de um anjo, sendo ele mesmo semelhante a um. Assim como Eros/Cupido, seus filhos são extremamente bonitos, charmosos, e graciosos, e quando entram em batalha, é difícil olhar para outro canto que não seja eles, pois, naturalmente se tornam o centro das atenções. Os inimigos do semideus, podem se sentir intimidados, ou admirados pela beleza do filho de Eros/Cupido, e em um combate, isso os deixa confusos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo hesitar em te atacar durante um turno, geralmente, o inicial.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Pequeno Corajoso
Descrição: Filhos de Eros/Cupido são extremamente audazes, ousados e destemidos. Não importa o inimigo os semideuses não se sentirão intimidados pela aparência ou potencial do inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a intimidação e medo, são 50% menos efetivos com filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 6
Nome do poder: Perfume Inebriante
Descrição: Seu cheiro natural é um perfume delicioso para qualquer ser. Todos os seres vivos ficam com o humor melhor perto de você, monstros nunca te detectaram, pois seu perfume lembra a eles cheiros dos seus habitats naturais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será rastreado por monstros. Pode confundir o inimigo em luta, inclusive, o fazendo hesitar ao sentir seu perfume, errando ataques durante um turno.
Dano: Nenhum

Nível 11
Nome do poder: Luxuria e Sedução
Descrição: Os filhos de Eros/Cupido conseguem seduzir os outros com extrema facilidade, usando desde o seu andar até o seu tom de voz para seduzir. Funciona normalmente com seres de ambos os sexos independente da opção sexual das vítimas desse poder. Você consegue despertar o desejo nos outros sem se esforçar para isso, com pequenos gestos e olhares. Isso acontece porque as crias do deus são naturalmente belas, e acabam despertando a libido dos outros pelo charme natural que exibem, sejam gestos, o corpo estonteante, o olhar, ou a aparência meticulosamente diferente, sensual e atrativa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo se sentir atraído por você durante um turno, nesse turno, você dificilmente será atacado.
Dano: Nenhum

Nível 17
Nome do poder: Tristeza
Descrição: As crias de Eros/Cupido, por serem filho do deus do amor, ao estarem com raiva, ficam com uma aparência mais jovial, angelical, semelhante a de seu pai, seus olhos adquirem uma coloração rósea por completo, e sua expressão se torna semelhante a de uma criança entristecida. As pessoas que olharem para o filho de Eros/Cupido, nesse estado, sentirão uma estranha culpa, tristeza, tomar conta peito, e esse estranho sentimento faz com que hesitem em atacar a prole dos deuses por um período curto de tempo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Faz o inimigo errar o alvo durante dois turnos, se sentindo extremamente triste e culpado, sem saber o porquê.
Dano: Nenhum
Ativo Eros:
Nível 23
Nome do poder: Asas II
Descrição: As asas dos filhos de Eros/Cupido, cresceram conforme o esperado, seu desenvolvimento foi grande, e ele ficou mais forte, assim como suas asas. Agora, quando elas se abrem, se expandem de forma grandiosa, brancas e reluzentes, te deixando com a aparência semelhante à de um anjo, tais asas, possuem uma força considerável, e seu brilho, causa certa dificuldade aos inimigos que olham para você. Eles ficam encantados pela estranha aura emanada pelas suas asas, agora já consegue voar livremente.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 3 HP por turno ativo (só afeta se os inimigos te encararem diretamente, pois o dano, é nos olhos, no rosto, causa queimação e incomodo).
Extra: Nenhum

Nível 25
Nome do poder: Olhos de caleidoscópio II
Descrição: Eros/Cupido, possui a capacidade de mudar a cor de seus olhos, e assim como o pai, os filhos herdam essas características. Nesse nível, conseguem mudar a cor dos olhos para um Verde intenso. Qualquer um que olhar para os olhos da prole de Eros, começara a ouvir uma melodia baixa, e seus ouvidos ficarão entorpecidos, o efeito dura um tempo considerável, ao ouvir a melodia, o atingido, ficara surdo até que o efeito passar.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 10 HP.
Extra: Surdez durante dois turnos.
Ativo Éris:
Nível 1
Nome do poder: Palavras torturantes I
Descrição: Fazendo uso deste poder, o filho de Éris/Discórdia pode usar-se dos maiores medos de seu oponente para deixá-los inseguros, frustrados, cansados ou irritados. É preciso que a cria de tal deusa possua impecável oratória e convicção daquilo que está dizendo pois, nesse nível, a habilidade é um tanto frágil.
Gasto de Mp: 15 MP Por turno usado
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Deixa o inimigo levemente confuso, contudo, é preciso saber sobre o que está falando.


.:LEGENDA:.
Fred | Pensamentos | Outros | Outros Em Sua Mente
Samanta Sink  


FREDERICK ASHFORD
I dreamed I was missing
You were so scared
But no one would listen
Cause no one else care

After my dreaming
I woke with this fear
What am I leaving
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Re: CCFY: Carry on my wayward son (Fred Ashford)

Mensagem por Marte em Ter Jan 02, 2018 8:32 pm


Fred Ashford



Método de Avaliação:
Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP que pode ser alcançado (nível X): 3.000 XP e 4.000 dracmas

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Realidade de postagem + Ações realizadas – 40%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 17%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 28% [/quote]

RECOMPENSAS: 2.550 XP + 3.400 dracmas + Ingresso no grupo secundário Demônios de Nyx

Status:
HP: 420 / 500
MP: 335 / 500

Comentários:

Sua missão, ainda que breve, descreve muito bem o seu objetivo e explica de maneira sucinta as razões para seu ingresso no grupo secundário escolhido. Você pode perceber o desconto nas ações, que ocorreu apenas pela ausência de batalhas desenvolvidas e elaboradas, e na criatividade e estratégia pelo desenvolvimento pouco aprofundado na situação com o ladrão - mas perceba que, por ter sido um desconto mínimo, você foi coerente na construção desta narrativa.

Correções gramaticais:
• Quando utilizamos aposto destacado por hífens ou traços, estes precisam estar separados dos caracteres do texto, não só por uma regra gramatical, mas também por estética: “A morte dos semideuses -assim como a queda dos olimpianos- ou a preservação do mundo como ele estava -um caos-.”

• Esta frase está desagradável de se ler: “— Eu venho acompanhado sua vida muito antes do meu irmão liberar as bestas no mundo”. A locução verbal com a qual você inicia a frase não funciona desta forma. O ideal seria “tenho acompanhado” ou “venho acompanhando”, porque o verbo vir traz uma ideia de continuidade.

“ela sentia a dor dele e entendia os motivos de ele estar tão revoltado com a situação ao qual se encontrava”. Nós nos encontramos em uma situação, e não à uma situação. Portanto, seria “com a situação na qual se encontrava”.

No mais, parabéns. Como comentado, você criou uma narrativa coerente e relacionada à sua trama, com uma escrita envolvente e um jeito inteligente de construir a história. Você não pôde receber a bênção solicitada porque as bênçãos ou habilidades especiais não são concedidas através da promoção de Natal. Recomendo que tente-a em uma CCFY, aproveitando a história já narrada por você.

Atualizado




"Eu sou o deus de Roma, criança. Eu sou o deus da força militar usada para uma causa justa. Eu protejo as legiões. Eu fico feliz em esmagar meus inimigos sob meus pés, mas eu não luto sem razão. Eu não quero guerra sem fim."

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Re: CCFY: Carry on my wayward son (Fred Ashford)

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