The Blood of Olympus
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As melhores cartas são escritas a sangue [Missão para Victor Phendragon]

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As melhores cartas são escritas a sangue [Missão para Victor Phendragon]

Mensagem por Marte em Qua Nov 08, 2017 11:23 am


As melhores cartas são escritas a sangue



Missão narrada, com três rodadas;
Início de novembro, final do outono em NY;
Lua crescente;

O amor escreve certo por linhas tortas? No caso de Andrew Smith, não. Sua carta de amor não havia chegado ao destinatário e agora, por um erro técnico, cumpria os últimos anos de sua vida sozinho.

Victor tomou conhecimento da infelicidade daquele octogenário através de um sonho, no qual pôde reviver as lembranças de amor daquele casal em seus anos de juventude. Separados pela força do tempo, Andrew tentara retomar o contato, desculpar-se pelo passado e reviver a história de amor de ambos, mas a carta jamais chegou ao seu amor.

Sensibilizado com aquela história de amor incompleta, sendo filho de um deus do amor, Victor tomou para si a missão de encontrar a carta e entregá-la ao destinatário, dando a possibilidade daquele casal viver a sua história.

Uma missão aparentemente simples para um filho de Eros, mas que escondia fatos inesperados que poderiam colocar em risco a vida do semideus.

Regras & Informações:


✖️ Esta será uma missão narrada, mas muito similar à estrutura de missões one-post. Esta missão terá três capítulos/rodadas, em que eu darei as diretrizes para a sua narrativa e você “avançará” no enredo da história;

✖️ Neste capítulo você deve narrar:
1) o sonho em que você toma conhecimento da história de amor de Andrew Smith;
2) Sua decisão de completar a história do casal fazendo a carta chegar ao destinatário e sua saída do Acampamento. Essa saída deverá ser às escondidas, pois Quíron não será favorável à sua saída em missão devido ao perigo que o mundo mortal tem oferecido atualmente;
3) Vá atrás da carta. Como você pretende recuperá-la? Diga a sua estratégia e seja coerente com a tentativa. Você pode ir em busca da carta extraviada na central dos correios ou tentar pedir ajuda a Hermes (ele lhe deve um favor, não?). Seja criativo e coerente. Na próxima rodada digo se a tentativa foi válida;

✖️ Você tem liberdade para detalhar a história de amor do casal vista em seu sonho de acordo com sua criatividade;

✖️ Neste capítulo você deve enfrentar pelo menos um monstro ao sair do Acampamento. O monstro enfrentado fica a sua escolha, mas ele não deve ser derrotado facilmente. Nada de narrar a morte do monstro apenas com “disparei uma flecha e acertei o monstro”. Quero uma batalha bem desenvolvida, pois você não é um super-homem;

✖️ Você é livre para utilizar NPCs, desde que descreva bem a funcionalidade do personagem na narrativa. O NPC também não deve retirar a centralidade do seu personagem na história, apenas atuar como auxiliar ou coadjuvante;

✖️ Caso possua mascote, pode levá-lo.

✖️ Todos os poderes e habilidades utilizados por você nessa rodada devem estar descritos no final, em spoiler, inclusive as passivas que podem influenciar a tomada de decisões no decorrer da missão. De preferência, separe-os por ativos e passivos;

✖️ Da mesma forma, todos os itens que você decidir levar deverão estar discriminados no final do post, em spoiler. Você pode escolher no máximo sete itens para levar com você (itens como arco e aljava contarão como um só);

✖️ O prazo é de até 15/11 para postar. Envie-me MP quando concluir a rodada.

✖️ Em caso de dúvidas, pergunte-me via MP.




Dicas:

✖️ Utilize um corretor de textos ao escrever seu post para evitar erros de português;

✖️ Lembre-se de não fazer comentários em off dentro do texto. Se quiser fazer qualquer comentário ou observação, deve incluí-los no final do post em spoiler;

✖️ Não utilize templates muito estreitos que sejam desagradáveis à leitura, nem fontes pequenas ou cores berrantes;

✖️ Tente colocar em prática as correções recebidas anteriormente, elas foram feitas para ajudá-lo a melhorar.

Boa sorte.




"Eu sou o deus de Roma, criança. Eu sou o deus da força militar usada para uma causa justa. Eu protejo as legiões. Eu fico feliz em esmagar meus inimigos sob meus pés, mas eu não luto sem razão. Eu não quero guerra sem fim."

Marte Ultor


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Re: As melhores cartas são escritas a sangue [Missão para Victor Phendragon]

Mensagem por Victor Phendragon em Qui Nov 16, 2017 12:04 am

Então, lendo a missão e conversando com umas pessoas, pensei em encaixar parte dela em minha trama pessoal. Não apenas isto, mas em tornar ela mais interessante, criativa e divertida de se narrar e de ler, usando outros artifícios além da missão seca. Em um rpg interpretativos, nós somos os protagonistas de nossas histórias e como tal, acho que em meu atual level, já possuo nível para atrair a atenção de alguns deuses e criar plots twist dentro de minhas missões, como esta missão interna para Afrodite em troca das cartas de amor.

Talvez eu tenha cagado a missão toda por fazer isto, ao seu ver, mas eu me diverti bastante e me entretive em cada minimo detalhe da missão até o momento, a deixando mais emocionante e interessante para mim, como eram os meus planos com Victor desde o principio.

Nota 1: Desculpe a demora, mesmo, mas como pode ver, ela ficou bem longa e detalhada e acho que tenha valido a espera.

Nota 2: Com os itens, meu texto excede o tamanho da caixa de dialogo do fórum, por isto postei os itens e habilidades em um segundo post abaixo



As melhores cartas são escritas a sangue
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Capitulo 1: O Closet de uma Deusa.

Viro-me de um lado ao outro em minha cama, pensando no ultimo encontro que tive com Henri. Saber que ele se tornou um dos soldados da seita me descia pela garganta como um emaranhado de arame farpado, me dilacerando por dentro. Ainda posso me lembrar de seu toque, de seu cheiro e de seus intensos olhos verdes me fitando com amor e carinho. Posso sentir o toque áspero de suas mãos em minha pele e o gosto de seu beijo que muitas vezes me levou ao Olimpo sem nem mesmo sairmos do âmbito de seu apartamento. Todas estas lembranças contrastam de forma brutal com a figura fria e rija que encontrei no ultimo feriado. Seus olhos verdes mirando em mim com uma arma apenas por ser quem eu sou, apenas por ser quem ele me fez prometer que nunca deixaria de ser, ainda estavam marcados em minha mente, assim como cada detalhe de sua face.

Não sei quando o veria de novo e nem se deveria o rever algum dia, já que ele deixou bem claro que aberrações como eu não deveriam existir, me acertando nas costas com um dardo elétrico e quase me atingindo novamente com uma bala de sua pistola. Contudo, sua hesitação ao fim de nosso encontro, o beijo que lhe roubei e os sentimentos latentes que pude sentir em seu peito me fazem pensar que talvez, apesar de seus “Deveres e Obrigações” como soldado e os juramentos que fez para com seu país, suas responsabilidades e tudo o que ele vivenciou em guerra dominarem sua mente, suas ações e atitudes, ainda pude sentir meu querido Henri submerso por todo o peso que ele carregava dentro de si. Já ouvi histórias de pessoas que mudaram completamente após a guerra e que mesmo os mais gentis podiam se tornar frios e prisioneiros dos horrores vividos e posteriormente revividos em suas mentes, relembrando e tornando-se reféns de si mesmos pelo resto de suas vidas. Apesar de ser um semideus, eu podia sentir parte disto. Já passei por muitos perigos em missões ou sendo atacado por monstros, mas acho que... Talvez, nem todos sejam tão fortes para suportar tanta dor sozinhos. Talvez este seja o caso de Henri. Eu realmente não sei se deveria ir velo, ao menos uma ultima vez, mesmo que me arriscando muito, para tentar reviver meu querido Henri de dentro daquilo que ele se tornou. Eu realmente não sei.

A noite que por muitas vezes me foi um alento, quando podíamos ao menos compartilhar a mesma lua, independente do lugar do mundo onde estivéssemos, hoje me era mais um lembrete do que tinha acontecido naquela noite de Helloween.  A Lua crescente no céu me fazia lembrar que um mês já havia se passado e que eu nada fiz desde então. Até meus treinos e deveres como campista eram adiados ou quando feitos, deixavam a desejar. Eu simplesmente havia parado no tempo, durante aquele mês. Meu único amigo era o sono, no qual mergulhava desesperadamente em busca de alento, de uma passagem de tempo ou simplesmente de um pouco de remedição do caos que havia se tornado meu coração. As duvidas e lembranças revividas em minha mente golpeavam meu peito dia após dia e nunca cessavam, diminuíam ou me traziam alguma resposta. Ao menos o sono nulo de sonhos que eu tinha me fazia esquecer tudo isto por algum tempo. Esperava que esta fosse apenas mais uma noite de nulidade de pensamentos e sentimentos, mas não foi o que aconteceu, quando enfim peguei no sono.

> -------------- <

Meus ouvidos estão abafados, minha visão está turva e minha cabeça parece ter chacoalhado até meu cérebro sair do lugar. O silencio em meus ouvidos dá lugar a um agudo e doloroso zunido que ouço instantes antes de recobrar minha audição. Me viro de um lado para o outro tentando entender o que aconteceu, meio perdido em relação a onde eu estou e o que está acontecendo, até que a visão de um conhecido sendo varados por uma dezenas de projéteis metálicos, vertendo sangue enquanto seu corpo tenta desesperadamente se proteger me relembra onde estou. A poeira da explosão ainda nem havia baixando completamente quando me dou conta situação. Sinto dor em minha perna, mas dou graças aos céus ao notar que ela estava inteira, talvez apenas tivesse sido machucada quando voei alguns metros após a explosão do míssil que quase nos atingiu. Viro-me quase que instantaneamente pressionado o dedo no gatilho de minha arma, mirando por puro instinto o peito de dois homens armados que vinham em minha direção. Segundos depois ambos caem ensanguentados e com a ajuda de companheiros de batalha, sou retirado daquele local.

Durante sete infernais dias, esperamos reforços que chegamos a achar que nunca viriam.

Nos faltou paz, calma, medicamentos, água, comida e muitas horas de sono enquanto nos revezávamos na vigia para que outro pudesse dormir. Nossos suprimentos estavam escassos e demos graças aos céus quando, em uma casa abandonada achamos alguns sacos de biscoitos, latas de legumes em conserva e algumas garrafas de água estocadas para eventualidades. Não sabia de quem era aquela casa, mas eu só tinha a agradecer. Graças a eles, conseguimos nos manter vivos e minimamente alimentados para conseguir suportar aquele inferno, nos apegando unicamente a esperança e nas lembranças daquilo que deixamos para trás quando ingressamos neste caminho. Alguns se lembravam de familiares, filhos ou esposas que ficaram em suas casas, já eu, me mantive firme em lembrar única e exclusivamente de Katerine.

Por todo aquele período me foquei em me manter vivo para poder voltar para ela. Sempre que a angustia e o medo apertava em meu peito, me lembrava seu seus cabelos negros escorridos por seu rosto alvo de olhos azuis como o mar. Lembrava-me do cheio adocicado de seu perfume e do tom suave e acolhedor de sua voz. Ainda podia me lembrar da vez em que fomos para o parque de diversões, seu sorriso me fitando ao andarmos no carrossel, sua gargalhada jovial ao rir das trapalhadas de palhaços enquanto eu segurava o urso de pelúcia que havia ganhado na barraquinha de tiro ao alvo. Ou quando fomos à praia e ficamos bêbados junto de alguns amigos que nunca mais revi. Aqueles foram dias maravilhosos.

Ela entrou em minha vida pouco antes da morte dos meus pais em um acidente de carro e foi meu único apoio quando eu achei que aquela era a pior época que vivi. Eu ainda era apenas um adolescente que havia acabado de perder os pais, a casa que havia sido hipotecada e o banco tinha levado junto a quase tudo que me tinha restado. Os sonhos da faculdade foram substituídos por dois turnos em uma lanchonete local que, para minha sorte, aceitaram um garçom ao invés de uma das jovens garçonetes que buscavam empregos na região. Tudo estava desmoronando para mim, mas ela foi o que me manteve firme. Foi difícil lhe arrancar um primeiro sorriso. Uma tímida e arredia garota do interior do Texas, assombrada pela violência de um pai bêbado que, fugindo de sua casa, veio vivenciar o sonho da faculdade em uma universidade local devido a uma bolsa de estudos adquirida com muito esforço e empenho. Abandonou tudo para trás, para viver aqui, onde nos conhecemos. Lamento até hoje pelas muitas brigas que tivemos quando ao fim, só via uma solução para minha vida. Meu pai era militar e achei que poderia reconstruir minha vida do zero como ele fez. Contudo, ela havia perdido um irmão na guerra e não suportaria perder mais uma pessoa que ela amava para uma guerra que nem era nossa. Foram tantas brigas, tantas horas que podíamos ter ficado juntos, felizes, mas que acabaram se tornando horas vazias de solidão e saudades um do outro. Apenas deixei uma carta de despedida quando parti par ao quartel com uma carta de recomendação de um coronel amigo de meu pai. Na carta que deixei a Katerine,  continham palavras de amor escritas com os mais puros sentimentos que eu poderia sentir junto de uma promessa de voltar para ela, para podermos construir uma vida juntos. Sim, saí quase que fugido, pois sabia que ou vela chorar me pedindo para ficar, eu acabaria desistindo do que eu tinha planejado. Eu fui covarde.

Nos anos que permaneci no quartel, mandava cartas para ela sempre que podia, mas nunca recebi uma resposta. Nem na faculdade, nem para a casa de seu pai, no Texas. Ao fim, sem uma resposta, arrependido e mortalmente ferido por ter perdido a melhor coisa que já me aconteceu, desisti de importuná-la com minhas lamurias de amor em traços e versos nada sofisticados de alguém que abandonou a faculdade para seguir o caminho das armas, vivendo à sombra de um pai falecido. O regate veio, a guerra teve fim e as cartas sem resposta que mandei por todo este tempo nunca tiveram uma resposta. Apesar de saber onde ficava a casa de seu pai, ou ao menos imaginar que sabia, já que eu só possuía o endereço de um postal que ela me deu, que havia sido enviado por seu irmão pouco antes de morrer e que deveria servir para me mostrar que este não deveria ser o meu caminho, eu nunca fui até lá. Sentia que ela não queria mais me ver, que havia a magoado, machucado e a abandonado como fez seu pai e isto me doía na alma. Desde então, vivi uma vida solitária, amargurada e triste que, por mais que tivesse cruzado com outras mulheres em minha vida, nem uma foi especial como ela, me fazendo sentir-me vazio por dentro, enquanto estava com elas, relembrando a falta que me fazia Katerine.

Nada do que eu planejei deu certo, nada do que eu almejava virou realidade além de um titulo militar que para muitos não valia de nada. Se ao menos eu tivesse tido uma única resposta, mesmo que fosse para me dizer para esquecê-la, para parar de importuná-la e me dizer que tudo havia acabado, eu poderia ter seguido em frente, mas a dor de ter fugido covardemente para não a encarar apenas me consumia, pensando em tudo aquilo que poderia ter sido, mas nunca foi.

> --------------- <

Acordo pela manhã ensopado. Pelo visto, eu havia suado a noite toda, pois até meus lençóis estavam molhados. Minha respiração estava descompassada e meu coração acelerado como se tudo tivesse sido real, como se eu tivesse vivenciado tudo aquilo, mas eu sabia que não tinha. Eu nunca fui à guerra, nunca conheci ou vivi com meus pais para sentir a dor se sua perda e muito menos tive um relacionamento com aquela garota que agora invadia minhas memórias. Eu podia sentir a intensidade daqueles sentimentos me tomando e a dor de minhas escolhas, fracassos e de nunca ter vivido aquele amor me correndo como ácido.  Meu peito doía, mas não era algo físico, não era algo meu, mas eu podia sentir. Andrew Smith, Nova York. Eu sabia disto. Eram como lembranças em minha mente, como se fossem lembranças minhas, mas eu sabia que não eram. Eu sabia que não eram minhas, mas aqueles sentimentos e aquela dor me tomavam por completo.

Por um segundo, mesmo durante o sol da manhã, busquei os céus tentando encontrar aquela lua que poderia ver vista em todo lugar, mas nada achei. Meu peito apertado então me fez lembrar-me de Henri, me perdendo em sentimentos confusos e mistos. Podia sentir tudo que vivemos, tudo que juramos e prometemos um ao outro. Eu podia sentir sua presença ao meu lado e seus toques em meu corpo, seu cheiro e até ouvir sua voz, mas também podia sentir a dor de nunca mais viver aquilo, os arrependimentos de abandonar um sentimento tão forte e de me deixar guiar por meu orgulho, por meu medo ou quaisquer destes sentimentos ínfimos que poderiam nos afastar. Eu não sabia como ele poderia estar se sentindo em relação a mim, mas tinha em mim sentimentos e memórias dos terrores da guerra que me faziam entender seu espanto, sua mente e seu ponto de vista em relação a tudo aquilo. Era algo realmente aterrador.

Levanto-me apressado, confuso com tudo aquilo em minha mente sem saber como ou o porquê disto. Às pressas, sem sequer me arrumar, trocar de roupas, escovar os dentes ou pentear o cabelo que estava desgrenhado pela agitada noite de sono que tive, me dirijo a casa grande. Sabia que a está hora da manhã encontraria Quíron e o Senhor D. em um jogo de xadrez que certamente estava tedioso. Ao chegar no local, apressado, desajeitado e todo bagunçado, os olhares dos dois me fitam com certo estranhamento, já que isto não seria do meu feitio.

- Calma garoto. Está fugindo de Thanatos? – Me fala Dionísio, em uma pergunta retórica.

- O que foi, Victor. Por que todo este desespero? – Me pergunta Quíron, esperando uma resposta quando claramente, o Senhor D. apenas ignorou a situação após fazer sua piadinha.

Apurado, meio desesperado e sem saber o que fazer com tantas lembranças e sentimentos me sufocando de forma tão intensa, conto a ele meu sonho, não apenas isto, mas o que aconteceu de verdade naquele Helloween em que voltei pra Quebec. Pedindo um adiamento do jogo com Dionísio, que apenas ignorou e chamou um sátiro para jogar com ele, Quíron me levou ao lado de fora da casa grande para respirar um pouco de ar fresco e tentar me acalmar, já que que eu estava nitidamente abalado.

- Então garoto, pelo que você está me falando, talvez você tenha tido uma ligação empática com alguém, este tal de Andrew Smith. Não é muito comum, mas pode acontecer. Eu apenas não sei os motivos. Se bem que um ligação empática, no geral, é sobre uma vivencia do momento atual da pessoa e este não parece ser o seu caso. Hunn... – Me fala Quíron, pensativo, tentando analisar a situação enquanto acaricia a barba grisalha de seu queixo.

- Eu não sei, Quíron, mas são sentimentos e memórias tão latentes. É como se me sufocassem. E junto disto, tenho a sensação de que preciso fazer algo sobre isto. – Falo, meio exaltado, já pensando e planejando o que tentaria fazer a respeito disto.  

- Não, você não tem. – Me fala o centauro, de forma direta e firme. – Mesmo que seja uma ligação empática ou algo do gênero, não vou permitir que campistas saiam do acampamento sem bons motivos ou sob a ordem de algum deus. O mundo lá fora está muito perigoso para semideuses como você mesmo já sabe devido a sua ultima saída do acampamento. Poderias ter sido pego pelos soldados da Seita e sabe-se lá o que teria te acontecido. Não sabemos se este garoto, Henri, não lhe descreveu para os soldados da seita ou tenha feito ou ajudado a planejar qualquer coisa que te possa por em perigo. Desculpe garoto, mas você vai ficar aqui, bem quietinho. –

- Mas senhor... – Tento argumentar, quando sou interrompido pelo centauro.

- Sem mas, garoto, sou o direto de atividades deste acampamento e responsável por vocês. Não vou por nem um de vocês em perigo por coisas sem sentido.  É pra você ficar aqui e isto é uma ordem. – Me fala o centauro, agindo de forma dura e rígida, impondo sua autoridade como líder e finalizando nossa conversa com sua ultima palavra.

Infelizmente, só pude fazer concordar, pois sabia que ele estava certo. Contudo, ao longo do dia, aqueles sentimentos apenas me dominavam ainda mais junto às lembranças cada vez mais intensas que vinham a minha mente. A dor da solidão, noites e mais noites sozinho, envelhecendo sem alguém ao seu lado, o belo sorriso da garota em uma tarde de domingo em que estava estudando para provas, às brigas pela decisão tomada e alguns traços das cartas escritas me eram recordados um após o outro.  Tudo aquilo tomava minha mente com intensidade e não me deixava sequer pensar em outra coisa.  Junto a isto, os sentimentos e lembranças que eu tinha de Henri me arrebatavam de forma violenta me fazendo sentir uma dor que me corroia por dentro. E se eu nunca mais o vise e acabasse daquele jeito? Eu não podia deixar que isto acontecesse. Mas antes, precisava saber mais desta história.

Agitado, fui até o chalé de Hefesto onde conversei com Anthony, um filho do deus da forja. O que poucos sabem é que Hefesto não é apenas o Deus da forja, mas o criador da tecnologia e seus filhos também são muito entendidos nesta área, como também são um tanto Nerds. Pesquisando em seu super-computador, que ele mesmo desenhou, programou e forjou algumas peças, (e olha que eu nem sabia que dava pra forjar este tipo de coisas) ele me ajudou a identificar quem era este tal de Andrew Smith. Apesar de toda a tecnologia, ficamos reféns de minha identificação visual para acharmos Andrew em um banco de dados de alguma parte do governo americano que ele invadiu eu sei lá como, garantindo que não poderia ser rastreado. Acreditando em minhas descrições nada exatas,  achamos um senhor de 82 anos de idade, solteiro por uma vida inteira, ex-militar e morador de Nova York. Não tive duvidas ao olhar para ele, sabendo de quem se tratava, contudo, precisaria de mais coisas. Eu não poderia chegar à casa dele e contar a ele que tivemos uma espécie de ligação empática e eu sabia de muitas coisas da vida dele e de seu amor por Katerine como se fosse a coisa mais normal do mundo. Ainda mais agora, com toda esta mídia contrária a pessoas diferentes criada pela Seita e por sua idade avançada, já que, vai saber se o velho não tem um infarto por falar estas coisas para ele?

Pedi para Anthony buscar para mim os arquivos dos correios daquela época, mas como descobrimos, apenas arquivos das ultimas duas décadas foram digitalizados e nem estes continham o conteúdo das cartas ou pacotes, apenas remetente, destinatário e informações técnicas que para mim eram pouco úteis. Como me dito por ele, apenas na central dos correios, em Nova York, eu poderia ter tal informação, mas mesmo eles poderiam não ter tais cartas ou os registros delas, me explica ele, alegando que cartas tão antigas podiam ter sido jogadas fora ou até destruídas, já que até mesmo documentos possuem um prazo de validade sobra a veracidade de suas informações e que cartas perdidas não eram exatamente o tipo de documento que priorizariam em guardar.

Com um agradecimento e um pagamento por seus serviços, me retiro e vou para meu chalé me lavar, me arrumar e pensar em alguma forma de recuperar estas cartas.

Talvez, só talvez, eu pudesse tentar me contatar com Hermes, que como deus dos viajantes, ladrões e mensageiros, poderia me ajudar com isto, usando suas habilidades divinas para recuperar as cartas assim como ele utilizou de seus poderes para criar e enviar para um juiz, uma carta com muita veracidade que garantia a guarda de Jonny, um garoto que resgatei em minha missão para Hermes, para o “Abrigo para Menores - Acampamento Meio Sangue” onde ele passou a viver como um campista, posteriormente reclamado pelo próprio Hermes.

Eu sabia que tinha que fazer alguma coisa em relação a isto. Não sabia por que, mas sentia em mim que isto era algo importante e que deveria ser feito, mas não sabia por onde começar, já me preparando para importunar o deus ladino, até que...

- É bonito, não? –

Viro-me rapidamente em direção a minha cama, após sair do banheiro apenas enrolado e uma toalha, com gotas de água ainda pingando de meus cabelos sobre meu corpo ainda molhado.

- Quem é você e o que faz no meu quarto? – Pergunto, assustado, tentando me cobrir e identificar a figura antes mesmo de realmente ver quem era.

Contudo, apenas de olhar para ela, minha boca se abre quase que involuntariamente, meus olhos ficam fixos em sua beleza e até meu instinto de me cobrir some, comigo deixando minha toalha cair.

- Uuul, Viczinho, cuidado com os modos na presença de uma dama. Não que eu esteja reclamando, mas se seu avô descobre isto, é capaz de te castigar com umas chicotadas. Se bem que acho que ele parou com esta mania desde... A idade média. – Fala a mulher loira, de cabelos micrometricamente bem penteados, pele alva, a mais bela que já vi ou imaginei em minha vida. Maquiagem tão perfeita que poderia ter sido feita pelos grandes mestres renascentistas usando seu rosto de tela, corpo esculturalmente belo e sexy, que foi capaz de deixar até a mim, que sou gay, excitado, encantado e poderia até dizer, apaixonado.

– Acho melhor se cobrir, pois dá pra ver tudo. Se bem que não é uma visão de se jogar fora, netinho. – Fala a mulher, focando sua atenção a um espelhinho de mão enquanto retocava seu batom vermelho ardente como se houvesse algum erro naquela perfeição.

De imediato desperto, quase como que se eu estivesse em transe, envolvido pela beleza da mulher e usando minhas habilidades, me visto em um passe de mágica, extremamente corado pela situação que me encontrava, pela beleza da mulher e por qualquer outra coisa que me fugia da mente na presença daquela deusa, pois realmente não havia palavra alguma que definisse tamanha perfeição além de deusa.

- Vó? – Penso, interligando ao fato de ela me chamar de netinho, uma beleza divina que seria uma ofensa ser comparada a humana e uma leve semelhança de traços que de alguma forma pude reconhecer em nossos rostos, mesmo que em realidade não fossem nada semelhantes.

- Sim, Vó. Apesar de isto me fazer parecer mais velha do que sou, mas eu sou uma imortal, então nunca fico velha. Mas bem, eu estava fazendo uma visitinha aqui no acampamento para requisitar uma missãozinha das crianças do Diozinho, mas isto não tem mais importância, acho que já encontrei quem vai fazer isto pra mim. Me fala a deusa, me olhando de cima a baixo, conferindo minhas características físicas e sabe-se lá o que mai. - O fato é que, acabei notando seu desespero e pude sentir muitos sentimentos acumulados em você. Todos muito intensos, alguns seus e alguns que não pertencem a você. Isto me intrigou e então dei uma olhadinha no que você estava buscando. – Ela então retira da parte de dentro de seu decote generosamente preenchido por seus fartos seios um amontoado de cartas enrolados por um cordão de barbante. Apenas de olhar assim, podia contar para mais de 10 cartas. Todas muito antigas e que certamente apenas um deus poderia ter dado conta de encontrar.   – Estas cartas, não? São bem românticas, apesar de amadoras e um tanto sem criatividade, mas os sentimentos nelas escritos são bem intensos, assim como os sentimentos extras dentro de ti. –

De imediato observo as cartas e me pergunto; “Como”? Bem, a resposta era fácil, ela era uma deusa do amor, minha avó e... Por um segundo esqueço de tudo que eu tinha que fazer e só uma coisa vem a minha mente. Meu pai.

- Vó, sabe me dizer se meu pa... – Tento falar, mas logo sou interrompido pela deusa.

- Não , não, docinho. Não viemos tratar deste assunto. Impulsivo como seu pai, que vive flechando pessoas e deuses por ai só por que acha que eles combinam como casal. Deve ter puxado isto de Ares. Se bem que eu também só faço o que me dá vontade. Bem, não é disso que quero falar. Vamos fazer uma troca. Eu lhe dou as cartas se me fizer um favorzinho. Que tal? – Fala a deusa, me fazendo assentir com a cabeça sem lhe questionar apenas com sua beleza, me fazendo esquecer das inúmeras perguntas que eu tinha do meu pai. – Bom garoto. Então, bonitinho, existe um espelho que eu quero muito. Ele já foi meu depois que o peguei da rainha Grimhilde quando a branca de neve assumiu o poder do vale dos pinheiros há uns quatro séculos atrás. Sim, querido, é uma história real. Agora foco aqui nas palavras da vovó. Eu guardei ele em uma caverna oculta em uma montanha do Havaí, no meio do pacífico, mas um a Hidra chechelenta se alojou em minha caverna e, desculpe, sou gostosa de mais pra arranhar meu esmalte com aquela lagartixa super desenvolvida  e Ares está sempre ocupado fazendo alguma coisa ali pelo oriente médio pra fazer isto pra mim. Você poderia dar um jeito naquela lagartixa com mau hálito para que eu possa usar minha caverna para o que ela serve, meu quinquagésimo nono closet? – Fala a deusa, me atropelando com suas palavras enquanto fico quase que hipnotizado por sua beleza.  

Diferente de uma ilusão ou magia ilusória que eu já enfrentei e sei que sou bem resistente, ali estava à presença de uma deusa, a própria deusa da beleza e do amor, Afrodite. Era algo que eu não conseguia simplesmente resistir sem me concentrar muito para fazer isto e mesmo que eu tentasse, não estava completamente salvo de suas habilidades de persuasão.

-  P-Posso tentar, mas vou querer mais do que as cartas. Estamos falando de uma Hidra e do seu espelho mágico, não é? Isto me renderia às cartas e...- Falava tentando extorquir dela alguma informação do meu pai, mas fui rapidamente impedido de continuar minha frase, quando a deusa me interrompeu.

- Que ótimo, fofinho. O fim da Hidra pelas minhas cartas. Deixemos este papo chato do Erozinho pra depois. Quem sabe, se você fizer tudo certinho, eu não te diga o que você quer. Agora, que tal um passeiozinho por Nárnia? - Fala a deusa, estalando os dedos com as portas do meu guarda-roupas se abrindo magicamente com um forte cheiro de ovo podre e fumaça. Dentro dele, não se encontravam mais minhas roupas, mas sim a visão de uma montanha escura, cercada por uma larga área escura com fumaça subindo do solo e outras montanhas quase negras, com veios vermelho-alaranjados amostra.  Montanha esta que eu tinha a impressão ser a montanha que Afrodite usava de closet. –Foi só uma piada. Nárnia não existe, mas é um ótimo livro, recomendo.  Agora pegue suas coisas e vá. –

Dito isto, meus olhos se estreitam sobre a deusa, tentando combater seu domínio sobre mim, mas logo concluo que é melhor eu completar a missão e conseguir as cartas para, com sorte, ela me dar mais informações sobre meu pai, do que me negar, pois, como já me disse Quíron e o senhor D., não se recusa o pedido de um Deus, muito menos se ele for feito estritamente para você. Suspiro exalando o pesado ar de meus pulmões e pego meu smarthphone divino o enfiando no bolso, pego meu arco superior e minha aljava mágica colocando-as em minha mochila sem fundo, transpassado suas as alças por meu peito antes de afivelar a bainha de Angel, minha fiel espada, em minha cintura junto ao meu sinto.  Guardo minha faca de bronze celestial em um coldre de couro que coloco preso em meu tornozelo, por dentro de minha calça e amarro em meus pulsos minhas pulseiras de couro que me ajudavam no manuseio de algumas armas, para enfim me preparar para cruzar o portal.

- Ele vai ficar aberto para minha ide e para minha volta? – Pergunto, me preocupando com a volta.

- Ficará sim, mas para voltar, basta atravessar o espelho. Mas cuidado, se quebrar o espelho, não vai ter como voltar. – Fala a deusa, com um tom quase que ameaçador em suas palavras, como se me avisando para não quebrar o espelho ou eu ficaria lá por muuuuuito tempo.

Com um suspiro, concordo, só imaginando a desagradável besta que me aguardava, mas uma piscadela que a deusa lança em minha direção, novamente me faz corar, me fazendo ignorar estes pensamentos completamente.

- Me deseje sorte. – Digo, tentando quebrar o clima, a situação que me deixou corado.

- Pode deixar, eu te abençôo. Vou ficar esperando por aqui enquanto tiro um cochilo de beleza. Apesar de ser um aposento mortal, sua cama até que é confortável. – Fala a deusa, dando dois pulinhos em cima de meu colchão me fazendo pensar em quantas coisas daria pra fazer naquele colchão com... “Ecka, que nojo, ela é minha avó.”  Penso, me dando dois tapas no rosto que fica levemente vermelho.

Realmente, o Havaí é um lugar incrível, tão naturalmente belo que me faria esquecer de minha missão se não fosse um tremor que sinto, após um estrondo audível a quilômetros de distancia e um esguicho de fumaça do topo do monte.   Aos pés da montanha, noto então que a tal montanha não era bem um monte, mas sim uma formação rochosa de núcleo aberto que ia até o núcleo da terra. Bem, talvez não até seu núcleo, mas até seu mando, como todo bom vulcão.  Eu estava aos pés do Kilauea, um dos vulcões mais ativos do mundo, como pude notar consultando rapidamente meu Divine Maps, um aplicativo de mapas em meu SmartPhone divino. E pelo que pude notar, ele estava prestes a entrar em erupção. Bem, ele sempre estava prestes a entrar em erupção, por isto era um dos vulcões mais ativos do mundo.

Uma gota quente de suor emerge em minha testa e desliza por minha face até cair por meu queixo. Junto a ela, outras gotas apareciam, me deixando suado e grudento. Ao notar o calor infernal que fazia e minhas roupas longas com calça jeans e jaqueta de couro, mudo tudo instantaneamente, trocando minhas roupas usuais por uma bermuda larga e confortável, uma camiseta simples e uma bota para facilitar minha caminhada por este lugar. Bem, não eram botas quais quer, eram botas especificas para andar neste tipo de terreno. Uma das vantagens de ser filho de Eros e neto de Afrodite é esta, mudar de roupa a hora que quiser com um simples estalar de dedos, não importando o valor ou utilidade da peça, ela simplesmente aparece.

O humano ou casa mais próximos estavam a quilômetros de distancia e ali eu poderia usar meu poderes livremente sem me preocupar com humanos, com a Seita ou com colocar quaisquer semideus ou humano em perigo durante meu combate, e isto era ótimo. Poder me preocupar unicamente com a fera, para variar. Em um ultimo momento de precaução, verifico o arco e a aljava em minha mochila, minha espada embainhada e afixada em minha cintura, à faca presa por dentro de minha bota e minhas pulseiras de couro devidamente amarradas em meus pulsos, para então seguir a missão.

Em um instante, o que era apenas um garoto aos pés do vulcão passa a ganhar os céus quando um par de asas alvas com um brilho dourado se expande em minhas costas e com um único bater das mesmas, me elevo no ar até a altura do cume, ou boca, do vulcão. A primeira vista, não vejo caverna nenhuma ao redor do vulcão, mas é em minha segunda volta ao redor do mesmo que noto, mais a frente de minha visão, dentro do que era sua boca e uns 15 metros acima da altura da lava, uma entrada. Esta é adornada com duas colunas no estilo grego antigo, alvas e bem polidas mesmo em meio a toda aquela cinza e fumaça calcinaste que subiam do vulcão. O cheiro de enxofre era realmente muito forte, praticamente sufocante, e, conforme eu me aproximava da entrada, o calor se tornava maior e o ar ainda mais denso. Era difícil respirar e eu já estava suando litros. Devia ter emagrecido uns 3 quilos só neste vôo.

Pouso na escadaria de entrada, sem entender muito bem o porquê de uma escadaria que terminava imergindo na lava, mas então me lembro que Hefesto, o marido de Afrodite, além de deus da forja, também é deus dos vulcões. Seria este um dos locais de encontro dos dois, ou seria ele quem teria construído este lugar em meio ao vulcão que nem mesmo o calor e toda a fuligem eram capazes de escurecer o mármore branco e bem polido? Bem, esta era uma pergunta que eu não devia, queria ou pretendia saber a resposta, deixando os deuses cada qual e seu canto. Não é por nada não, mas sei que Hefesto é marido de Afrodite e bem, meu avô por parte de pai é Ares. Eu não queria entrar nos méritos destes detalhes familiares em meio a um vulcão. É sabido que as maiores forjas do deus forjador ficam em vulcões. Vai que ele está ali? Vai que ele consegue ler minha mente assim como Afrodite pôde sentir meus sentimentos? Não era uma boa idéia e eu não queria me encrencar com meu “Avô”.

Adentro o lugar após subir a escadaria do local, que provavelmente não era visível aos humanos devido à névoa e todo este calor e fumaça do vulcão. Uma ótima maneira de se esconder algo é colocar em um lugar que mais ninguém queira ou vá conseguir entrar e um vulcão ainda em atividade é uma ótima escolha.

Todo aquele calor logo dá lugar a uma temperatura amena e muito agradável, com umidade na medida certa, luminosidade perfeitamente bem distribuída e com cheiro de rosas. Logo na entrada, um chafariz com uma escultura da deusa nua vertia água de jarro que esta carregava na altura do ventre, cobrindo seus peitos com os cabelos e suas partes ainda mais intimas com uma roseira que subia desde a água e ia subindo pelo corpo a estátua a circulando até os cabelos da deusa como um ornamento em flor, que por fim descansavam suas pétalas caídas sobre a água do chafariz. Era realmente muito belo. O Lugar era muito amplo, com um carpete vermelho cobrindo o chão rochoso do vulcão. Uma cobertura de mármore branco e entalhado em cenas da deusa em diversas épocas emolduravam as paredes como em uma capela cheia de afrescos, com colunas que aparentemente eram portas com cortinas de veludo vermelho que davam vazão a outros aposentos. Poltronas de couro branco estavam espalhadas pelo lugar, junto a mesinhas decorativas e esculturas ou plantas ornamentais. No teto, também em mármore branco, um jogo de luminárias luxuosas davam ainda mais glamour ao que parecia ser um templo de luxuria e elegância. Nada naquele lugar parecia um milímetro fora do lugar, com um grão de poeira espalhado ou com uma Hidra vivendo ali, mas sabe como é né, até no mundo dos deuses, nem tudo é perfeito. Mentira, aquilo era tudo perfeito, exuberante e muito lindo. Se não fosse a Hidra que eu vim matar, eu mesmo gostaria de ficar morando ali por uns tempos.

Apesar de todo o encanto inicial, logo me recordo de minha missão, imaginando que a criatura podia estar escondida por trás de uma daquelas cortinas de veludo vermelho que davam em outros cômodos.  Estava prestes a ir até o primeiro destes, quando sou abordado pela coisa mais estranha dos últimos dias, como e estar dento do closet mais luxuoso do mundo, dentro de um vulcão caçando uma hidra não fosse estranho.

- My Lord. Estava a sua espera. –

De inicio, fico apenas observando, analisando meu reflexo no que era um espelho de dois metros de comprimento e uns setenta centímetros de largura, com moldura no que eu tenho quase certeza ser ouro imperial, rodinhas flexíveis e braços mecânicos forjados em ouro imperial.

Lord? –

Me pergunta novamente o espelho enquanto estou boquiaberto com uma mistura tão inusitada de mitologia, tecnologia e criatividade. Uma face então se revela no espelho. Na verdade, todo o corpo de uma figura aparentemente masculina que mais parecia uma escultura de mármore branco como as mais antigas peças gregas, que fica me olhando esperando uma resposta.

- Érrr, sim? – Falo, analisando a coisa, criatura, figura... O espelho.

- Ah, que bom.  Me chamo Jonatham WhiteMirror, o espelho, assistente pessoal de Lady Afrodite.  Estava a sua espera. Lady Afrodite havia avisado que mandaria alguém aqui cuidar de nosso intruso. – Me fala o espelho, refletindo a tela de um smartphone em seu vidro e analisando umas mensagens. Aquilo era como o maior tablet do mundo, com braços, rodinhas e uma puta inteligência artificial que faria muito sucesso no dia a dia das pessoas.

- É, vovó mandou eu vir aqui. Ela disse que queria que eu matasse a Hidra para recuperar você. – Falo, não sabendo se você era o pronome certo a ser usado nesta situação.

- Me recuperar? Ah, não. Deve ser um engano. Ela só quer mesmo que você mate a Hidra. Já tem quase um mês que ela não vem até aqui por causa da Hidra. Apesar de possuir muitos closets, este é um dos melhores por ser um pouco menor, mais intimista e onde ela se sente mais a vontade. Mas com a Hidra aqui, ela nem quer chega perto. Sabe, Lady Afrodite tem... Nojinho destas criaturas reptilianas. – Me confidencia o espelho.

Por um segundo, deixo escapar uma risada quando ele fala “Um pouco menor, mais intimista.” me fazendo imaginar o tamanho dos outros closets da deusa. Está certo que ela é uma deusa e que deve ter todas as coleções de roupas do mundo desde que a moda foi inventada, mas né, eu não esperava que fossem tantas.

- Nojo? Érrrr.... Entendo. Bem, tu sabe como esta fera entrou aqui? – Pergunto, intrigado, imaginando como uma criatura quase rastejante como uma hidra e geralmente encontrada próxima a água e umidade, estaria fazendo em um vulcão.

- Fera? Refere-se à Hidra? Bem, tenho para mim que pode ter sido coisa do Senhor Hefesto. A última vez que Lady Afrodite esteve aqui foi na companhia daquele troglodita briguento, Ares. As coisas acabaram ficando meio animadas para os dois. Depois disto, a criatura apareceu aqui dentro, do nada. Não é segredo para ninguém que Lady Afrodite tem horror a répteis, mas só Hefesto sabe que este horror é muito pior com hidras, cheias de cabeças que soltam gosma quando decapitadas e novas cabeças nascendo no lugar. – Me confidencia o espelho, como uma daquelas secretárias fofoqueiras que adoram falar da vida dos patrões.  

- Hefesto? Vish, não sei se quero me meter nesta treta de deuses não. – Falo, temeroso com a situação. Não estava muito afim de ser amaldiçoado por Hefesto, ou pior, ser jogado nesta lava.

- Ai amiga, relaxa, os deuses não podem interferir na vida dos humanos, lembra? E além do mais, vez ou outra eles brigam por coisas deste tipo e nunca respingou em nem um semideus não. Acho melhor matar a criatura e cair nas graças da Lady Afrotide, do que ir contra ela. Sabe a Medusa, que a Athena transformou? Idéia de Lady Dite. – Me conta o espelho, me fazendo refletir por um momento sobre a situação.

Realmente, eu não queria me indispor com Afrodite, que além de ser minha vó, é claramente uma das deusas mais rancorosas do Olimpo.

- Ok, eu faço. Mas me explica, por que a Hidra não te devorou ainda? – Pergunto, curioso.

- Hellooooo, sou um espelho. Não tenho cheiro de semideus e sou de vidro e metais. Pra que ela iria querer me comer? –

Penso por um, talvez dois segundos, na explicação do espelho que me convence. Realmente, nem um monstro gostaria de comer vidro e metais, né?

- Hey, ele ta ali naquela sala. Pode ir lá. – Fala o espelho, apontando a sala com um de seus braços robóticos e se afastando para trás do chafariz. – Hey, garoto, tenta não sujar muito as coisas. Sou eu que tenho de limpar a bagunça depois. –

E com este aviso, além de matar uma Hidra, tenho que me preocupar em não sujar tudo, como se isto fosse fácil. Faço o gesto de OK com minha destra e ando até o cômodo indicado.

Dirijo-me ao aposento e ao atravessar a cortina, fico realmente espantado. Sabe todo o Glamour e elegância da primeira sala? Então, esta era ainda maior e mais glamorosa. Era do tamanho do refeitório do acampamento, toda espelhada com incontáveis prateleiras de mármore branco, estátuas gregas antigas, plantas ornamentais e incontáveis, infinitos, inacabáveis diamantes expostos em tudo quanto é lugar. Não estou falando de uma pedra. Estou falando de tantos brilhantes quanto estrelas no céu, lapidados e transformados em colares, brincos, anéis, pulseiras, gargantilhas, tiaras, grampos de cabelo, enfeites e tudo quanto é jóia que se pode imaginar. Eu sequer conseguia enxergar as verdadeiras dimensões da sala que provavelmente continha toda a economia de um país como os estados unidos ali, em pedras preciosas.

Eu estava abismado e admirado com tudo aquilo, quando noto mais ao fundo da sala, uma figura reptiliana deitada ao chão. Ela era grande, talvez um 5 metros de comprimento, com 5 cabeças reptilianas e corpo como o de um crocodilo. Apesar do ambiente perfumado, seu bafo era percebível até ali onde eu estava, a uns 20 metros de distancia já empunhando Angel em minhas mãos e me preparando para o combate. Noto então que a criatura está bastante parada e imagino que esteja dormindo, já que todo seu corpo está deitado, incluindo suas cabeças. Aos poucos me aproximo da fera pensando que; “Cortar as cabeças é um erro, elas cresceram de novo, mas talvez, um golpe preciso no coração mate a fera;”

Meu plano parecia bom, porém, eu só precisaria saber de uma coisa? Onde fica coração de uma Hidra? Com uma rápida pesquisa no Divinespédia, o aplicativo de pesquisas dos deuses, descubro que seu coração fica no meio do peito, por baixo dos músculos de todas as 5 cabeças iniciais.

“Affs.” Penso, imaginando a grossa camada de músculos reptilianos que eu teria que perfurar até chegar ao coração.  Como esperado, isto não seria nada fácil, no entanto com a hidra deitada, seria muito difícil de fazer isto.

Porém, enquanto eu estava entretido em minhas pesquisas sobra à criatura, não observo que uma das cabeças me observava, sibilando sua língua serpentina e deslizando a extensão de seu pescoço até o limite, para então cuspir um jato de chamas em minha direção.

Reflexo.

Por puro reflexo, salto defensivamente por mais de 5 metros de altura e de distancia, me afastando da besta que com um urro, acorda as outras cabeças que ouriçadas, sibilam suas línguas no ar até encontrarem a minha presença por seu sentido palato-olfativo.




Como um daqueles cachorros extremamente gordos e com dificuldades de andar, a hidra corre em minha direção com suas cabeças ansiosas em provar carne de semideus, que julgo eu, já fazia algum tempo que elas não comiam. Com Angel em punhos, me preparp para um contra-ataque instintivo quando uma das cabeças avança contra mim. Desvio de lado girando meu corpo para a direita, aplicando um corte vertical de baixo para cima e engatando um rolamento em sequência, para sair do local.

A quarta cabeça da criatura sai rolando, como uma bola de basquete que cai fora de quadra, dando então lugar a mais duas cabeças que se dividem do pescoço anterior alguns segundos após a anterior ter sido arrancado. A Hidra que antes possuía cinco cabeças, agora tinha seis. Eu havia me esquecido completamente disto, quando a Hidra me atacou, mas ver a antiga cabeça rolando, dar lugar e mais duas cabeças  que emergem daquele pescoço soltando gosma, me fiz marcar bem isto em minha mente.

“Urgh, que nojo.” Penso, entendendo o nojo de Afrodite em relação a criatura.

Embainho Angel rapidamente pegando  em minhas costas meu arco de bronze celestial com detalhes dourados e removendo uma flecha de ferro estígio de minha aljava mágica, a mirando na criatura. Com força tenciono a corda do arco que se curva a minha pericia com a arma, esticando-se para dar propulsão à flecha negra de ponta serrilhada encantada com runas de fogo, que irão incendiar ao atingir a criatura. Ao menos era a minha idéia, atear fogo a criatura, já que me lembro de que Hércules ateou fogo às cabeças da criatura para que parassem de crescer, contudo, tão rápido quanto o sibilar de minha flecha cortando o ar, vem o ricochete da criatura, que rebate a flecha em seu couro reptiliano como se não fosse nada e avança em minha direção.

Rapidamente corro na direção oposta preparando mais três flechas entre meus dedos e as colocando no arco, puxando sua corda de ouro imperial mais flexível que uma corda comum e tencionando o arco até envergar. Coloquei toda minha força neste puxão, correndo de costas por uns 2 segundos enquanto mirava três das cabeças da Hidra por entre as flechas em meus dedos, para então disparar, acertando todas enquanto tento ganhar uma distancia. Duas das flechas se cravam na criatura, enquanto outra é repelida e voa em minha direção, caindo a poucos metros de mim. Apesar da flecha próxima a mim não incendiar, as duas que se cravam na criatura incendeiam,  uma na cabeça da lateral esquerda e outra em uma das cabeças que nasceram após eu ter decepado a cabeça anterior, à direita. A do canto apenas incendiou, mas sem muito a queimar, se apagou, me fazendo ver que a Hidra era bastante resistente a fogo, pois nem o chamuscado ficou em seu couro dracônico. Contudo, a segunda flecha a se cravar na cabeça renascida, ardeu em chamas mais intensas, consumindo a gosma ejetada após eu ter arrancado a sua cabeça e que originou duas novas cabeças. Porém, mesmo esta pouco se feriu.

Apesar de Hercules ter matado a criatura usando fogo, cortou suas cabeças anteriormente, o que me leva a quer que a criatura possui um couro muito duro e resistente, principalmente a fogo e, cortar uma de suas cabeças, parte onde o couro é mais fino como na maioria dos répteis, é burrice, já que duas novas vão crescer no lugar. Todavia, o liquido gosmento expelido por suas cabeças é inflamável e mesmo que seu couro seja resistente a fogo, seu interior não parece ser e assim como uma baleia encalhada poder incendiar por seu óleo altamente combustível, uma hidra também pode. Hercules não matou a criatura queimada, mas foi decepando e cauterizando suas cabeças usando a gosma inflamável que saia delas, para evitar que crescessem e assim dar um fim a criatura. Ou seja, só decepar as cabeças e tacar fogo, penso. Como se fazer isto, fosse algo fácil.

Enquanto analisava a situação, a Hidra avança em minha direção e quando chegou a uma distancia considerável, cuspiu uma rajada de chamas continuas em arco, seguindo meu rolamento e corrida de fuga enquanto teve fôlego em seu grande pulmão de monstro. Por um triz não sou pego pelas chamas que fizeram os pelinhos de trás de minha perna esquerda ficarem chamuscados, mas que se tivessem pego em cheio e mim, seria o meu fim.

Percebendo o perigo que aquela cabeça me trazia, corro em direção à fera, usando minhas pericias em Parkour para rolar, desviar e usar um das cabeças que chovem sobre mim tentando me abocanhar, como apoio para um salto em direção a cabeça cuspidora de fogo, com minha espada alva em mãos. Todavia, o mover da calda da criatura, um membro que me esqueci de analisar nesta situação em que eu me encontrava, quase me é mortal, me jogando diretamente contra o teto com força monstruosa, me fazendo rachar o mármore contra o qual me choquei para então cai no chão, um 10 metros abaixo, quicando uma vez antes de enfim parar. A dor foi considerável e minha falta de ar foi maior ainda. Devo ter ficado uns 30, quase 40 segundos sem conseguir respirar direito, com meu corpo bastante dolorido e, julgo eu, uma ou duas costelas fraturadas. Cuspo um pouco de sangue que escorreu para dentro de minha boca devido à lateral de minha bochecha que mordi com a queda, me fazendo ficar com um gosto metálico na boca.

Durante os segundos que passei no chão, a criatura me observou agonizar sem ar, tentando respirar sem conseguir, me sentindo sufocado, enquanto suas cabeças sibilavam com suas línguas ofídias quase que aproveitando a minha dor, par então, quando viram que consegui fazer um movimento para tentar me levantar, atacarem novamente. Felizmente, eu era resistente e consegui ser mais rápido que a fera, girando no chão com agilidade para, assim que me foi possível firmar uma das pernas, dar um salto de mais de 5 metros em direção a entrada da sala, em direção à cortina de veludo vermelho.  

Seguro um pouco de ar em meus pulmões, respirando com calma e sentindo o gosto de sangue na boca para não me agitar tanto. Poderia ser provável que minhas costelas, se já não tivessem se partido, a esta altura já estariam quase e poderia me causar danos internos ainda piores que me incapacitariam de enfrentar a fera e me colocariam em sério perigo de vida.

Corro cômodo a fora, adentrando novamente ao salão principal onde observo Jonathan, o espelho, ainda atrás da fonte.  

- Se esconde. – Gritei.  Ele, como bom e fiel servo espelho, obedeceu, reduzindo eu tamanho quase que magicamente até o tamanho de um pó compacto e pulando para dentro o cahariz.

Corro pelo salão buscando algum lugar para me esconder, mas sem encontrar nenhum, eu precisaria desviar a atenção da criatura e só uma coisa me feio a cabeça. Usando minhas habilidades como filho de Eros, me clono em sete Victors, que correm pelo salão, uma para cada canto. Eu e meus seis clones nos dividimos e enquanto eu saquei meu arco, indo para um ponto distante da hidra, meus clones, de espada em punhos, a circulam, usando de agilidade e movimentos de Parkour para desviar das investidas da besta, correndo ao redor dela e cada um deles atraindo a atenção de uma das cabeças enquanto me mantive longe com meu arco. Por entre saltos e corridas, a hidra investia com suas cabeças contra meus clones que apelidei de Uno, dos, tres, cuatro, cinco e seis.

Uno atraiu a cabeça principal e foi o que ficou mais a margem dos ataques flamejantes da besta. Dos e Tres atraíram as duas cabeças da direita, dos a guinado para trás e tres a guiando para frente. Cuatro, cinco e seis cuidaram das cabeças da esquerda, quase que simultaneamente. Por serem o maior grupo de cabeças, por maior parte das vezes guiavam o corpo da criatura para sua direção. O Trio de clones se aproveitou disto para forçar o corpo da hidra para onde era mais útil enquanto se defendiam das investidas da fera usando suas espadas ou esquivando com pulos e rolamentos. Assim que uma das cabeças investiu com tudo contra Cuatro, Seis aproveitou e atraiu outra das cabeças saltando por cima da cabeça que investiu e com um rolamento, cruzando por baixo desta. Cinco não ficou atrás e enquanto a primeira cabeça investiu, ele correu ao lado dela atraindo a ultima cabeça que voraz em seu ataque, passou por dentro do nó que se formou com as outras cabeças. Ambas se amarraram por entre si mesmas, facilitando o trabalho de meus clones, que as deceparam rapidamente, evitando assim um bote da criatura.

Com três cabeças decepadas quase que instantaneamente, preparei meu arco e, preparando três flechas de ferro estígeo de ponta serrilhada, as tenciono contra a corda de ouro imperial, as puxando com força e curvando o arco que quase virou um U, antes de lançar as três setas que silvando, cortaram o ar como relâmpagos negros até atingirem suas presas.  

Você já viu uma fogueira, daquelas bem grandes, com um litro de álcool despejado nela para pegar fogo? Foi mais ou menos isto que aconteceu. Como uma explosão de chamas, os tocos das cabeças arderam flamejantes se contorcendo com micros cabeças tentando nascer e sendo cauterizadas antes mesmo de crescerem, até que o show pirotécnico acabou e elas simplesmente param de se mexer, meio minuto depois. As outras cabeças de imediato sentiram a dor e perderam o foco de seus ataques, mirando o trio de clones que havia destruído duas de suas cabeças. Descuidados após terem matado três das cabeças e não esperando um ataque de uma das cabeças que não estavam distraindo, foram fulminados ao serem alvejado por um jorro de chamas calcinastes que os cremou em pétalas flamejantes rodando pelo salão.  

Aproveitando o momento, meu eu verdadeiro disparou mais uma flecha em direção a cabeça principal, que com maestria, acertou o olho da hidra a fazendo grunhir de dor com seu olho em chamas.

Uno, com este momento de distração, saltou mais de 3 metros de altura e se jogou para cima da cabeça que estava distraindo e com um golpe reto e descendente de espada, que mais parecia uma machadada, decepou a primeira cabeça da criatura que saiu rolando salão a fora. Agilmente, preparei e disparei mais uma flecha que tão rápida quanto meu disparo, foi seu efeito flamejante sobre a ferida aberta da cabeça decepada, que se contorceu e revirou até estar completamente queimada.

Ferida, a hidra recuou e cuspindo chamas, tentou evitar a aproximação. Meu plano estava dando certo. Tudo estava saindo como calculado, exceto o fato da cabeça esquerda da hidra simplesmente abocanhar e arrancar um pedaço do pescoço da cabeça flamejante e, em uma segunda mordida, a arrancar. Confesso que fiquei espantado com tal ato canibal, o que me distraiu de minha função, usar as flechas flamejantes de meu arco para cauterizar as feridas da fera. Quando finalmente lancei a fecha, a calda da criatura se colocou em frente à ferida aparando meu disparo com facilidade, enquanto pude ver duas cabeças cuspidoras de fogo nascerem e quase que de imediato, abocanharem o pescoço da outra cabeça como ela tinha feito antes fazendo mais duas novas cabeças nascerem.

Espantado e horrorizado com a cena, apenas lanço uma saraivada de flechas flamejantes, uma após a outra, como uma metralhadora de flechas, tencionando e disparando flechas tão rapidamente do arco que consegui impedir as cabeças de continuarem se mutilando para poderem continuar crescendo.

Uno agiu com velocidade e tentou golpear uma das cabeças com a ajuda de Tres, que lhe deu um pezinho para que saltasse até a altura da cabeça, a decepando e rasgando a garganta da criatura até seu abdômen.  Em sincronia, disparo mais uma de minhas flechas negras que assoviando pelo ar, entrma em ignição incendiaria ao entrar em contato com a carne viva e gosmenta da criatura, cauterizando mais esta cabeça.

Eram três cabeças contra três clones, mas a hidra já estava ficando esperta e enquanto duas cabeças e sua calda cuidavam de se defender da investida de meus clones, ela vinha em minha direção, cuspindo fogo ferozmente para me atingir a distancia.  Em um erro de cálculos, desvio até dar de costas a uma das paredes de mármore da sala, me encurralando. Quando acho que seria meu fim, Dos salta por sobre a hidra cravando sua espada no crânio da cabeça cuspidora de fogo da criatura, fincando a parte superior e inferior de sua cabeça com a espada, a impedindo de abrir a boca e gorfando jatos falhos de fogo, que estavam a queimar internamente. Ele então usa o peso de seu corpo e, segurando o cabo da espada com as duas mãos, se joga lateralmente de cima da hidra, rasgando seu pescoço do crânio até sua base, vendo a hidra ser carbonizada pelas chamas de sua própria cabeça.

Aproveitando esta brecha, saco três flechas de ferro estígeo e corro em direção a hidra, abandonando meu arco de lado desembainhando Angel. De frente ao abdômen da criatura, Uno dá uma estocada no centro deste, onde seria o coração da criatura, mas a espada não transpassa mais do que 5 centímetros do couro reptiliano da fera. Ele tenta empurrar a arma contra o peito do animal quando uma das cabeças tenta o abocanhar de cima. Em um salto, pulo diretamente contra a cabeça que visava Uno e com um giro, usando minha espada para um corte horizontal giratório, de baixo para cima, jogo a cabeça do animal a metros de distancia, com ela rolando gosmenta pelo carpete enquanto finco manualmente uma flecha flamejante na carne gosmenta da criatura e pulo de cima da fera, enquanto atrás de mim as chamas ganham altura usando a gosma interna da hidra como combustível, a cauterizando enquanto dançavam flamejantes sobre o animal.

Sobrava uma única cabeça que tres, em um hábil movimento defensivo, rolou por abaixo do pescoço do réptil quando este investiu contra ele, que em um movimento, perfurou e arrancou a cabeça do animal estando abaixo dele. De imediato, jogo uma das flechas para ele, que manualmente a finca no pescoço cortado da hidra e a fez queimar até carbonizar.

Todas as cabeças haviam sido cortadas e cauterizadas, mas o animal ainda se debatia. Uno tentava forçar a espada contra o peito da criatura sem sucesso, até que, em um movimento sincronizado, ele remove a espada do peito aberto espalhando gosma, enquanto pega a ultima das três flechas negras de ferro estígeo que separei e o crava no corte aberto no peito do animal. Com uma leve corrida, me afasto da criatura para tomar distancia para então voltar correndo a toda e nos últimos metros, saltar contra ela dando uma voadeira diretamente sobre a flecha em seu peito, a cravando completamente até ficar enterrada dentro do peito do ser reptiliano.  Não demora muito até esta entrar em combustão e incendiar dentro do corpo do animal, o fazendo brilhar como uma lanterna de abobora no Helloween,queimando a fera de dento para fora, para então a pegar fogo completamente, deixando apenas seu couro duro no carpete vermelho.

- Uaw. –Se espanta o espelho. – Como você fez tudo isto? –Me pergunta ele, retomando ao seu tamanho normal e saindo de dentro do chafariz.

- Honestamente? Tenho nem idéia. – Falo, suado, cansado, chamuscado, todo dolorido e sentindo a região de minhas costelas doerem bastante.

- Entendo. E agora, o que faremos com esta coisa nojenta aqui no carpete? – Pergunta o espelho.

- Sei lá, um sapato, bolsa, um tapete?- Idealizo, tentando achar uma utilidade para aquilo.

- Nem pensar, Lady Afrodite me arranharia todinho se eu fizesse isto. Tive uma idéia melhor. –

Minutos depois, todas as cabeças haviam sido recolhidas por mim, o espelho e meus clones, junto ao couro da fera, que então jogamos pela entrada do templo diretamente na lava. Elas caíram no solido fluido e fervente e mesmo que com alguma dificuldade, começaram a queimar e afundar, dando um fim total a carcaça do animal. Normalmente monstros simplesmente somem em cinzas quando tomam um dano muito letal, mas desta vez, acho que devido ao fato da hidra ficar se regenerando isto não aconteça e ela tenha realmente sido morta. Bem, eu não sabia, mas era no que eu estava acreditando.


- Então, pronto para ir pra casa, My Lord? – Me fala o espelho, exibindo em seu reflexo a imagem do interior do meu quarto.

- Claro, é o que eu mais quero no momento. – Falo.

- Imagino. Além disto, você está fedendo a gosma, bafo e chamas cinza de hidra, todo sujo. Ewn! – Me avisa o espelho.

- Realmente. Valeu a dica. Ah, e bom trabalho ai, acho que não cheguei a destruir nada. –

- Ah, relaxa. O teto e o carpete vão voltar ao normal em algumas horas. Pode ir tranquilinho. – Explica o espelho, tornando seu vidro quase liquido e translúcido, ondulando como um espelho de água com movimento em ondas.

Com isto, atravessei pela lente fluida do espelho para então chegar ao meu quarto.

Minha chegada não foi das mais comemoradas, pois Afrodite já não estava mais ali, contudo, um punhado de cartas estava em cima da minha cama, amarrado por um barbante. Apesar de estar com as cartas ali, em minha frente, não foi preciso ler elas para saber o que estava escrito, pois tais memórias estavam em minha mente e mesmo que incompletas, os sentimentos nelas imprimidos estavam em totalidade batendo em meu peito. Eu podia sentir cada palavra daquelas apensas de imaginar e isto era o que estava me movendo a continuar nesta empreitada.

Agora, vinha a parte mais complicada. Sair do acampamento. Da primeira vez eu tive ajuda de Afrodite, que me conseguiu as cartas em troca de um favor, porém, desta vez é por minha conta e saber que estarei desobedecendo explicitamente a uma ordem de Quíron, é complicado. Porém, não me deixo abalar por isto e após passar na enfermaria para ver minhas costelas e descobrir que foi apenas uma luxação e que tirando os machucados e queimaduras mais superficiais, eu estava bem, volto ao meu quarto, tomo um longo banho para relaxar, me limpar de toda a gosma e cinzas de monstro e dormir um pouco, pois usaria a cobertura da noite para sair do acampamento.

As horas haviam passado rapidamente, meu corpo já estava descansado e parcialmente recuperado. Era hora de dar inicio a minha fuga.  

Em meio à noite, saio escondido do meu chalé, invisível graças as minhas habilidades, andando cuidadosamente para evitar chamar qualquer tipo de atenção, me dirijo até fora dos limites do acampamento, onde eu esperava minha carona, o Taxi da Tormenta. Sim, iria de taxi, pois voar até lá seria muito exaustivo para mim e me consumiria muitas energias. Já o taxi das irmãs cinzentas apenas me embrulharia o estomago e consumiria uns dracmas.

Não demorou muito para que o taxi das irmãs chegasse após eu o ter chamado pelo aplicativo do celular e tão rápido quanto ele chegou, eu entrei nele e partimos para meu destino, a casa de Andrew, em Nova York.  Deuses, abençoem minha jornada.



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Re: As melhores cartas são escritas a sangue [Missão para Victor Phendragon]

Mensagem por Victor Phendragon em Sex Nov 17, 2017 1:17 am



as melhores cartas são escritas a sangue

Itens.


Itens -Contando Arco e Aljava coo um único item. :
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

• Angel  [Espada grande, porém leve, pode ser empunhada com uma única mão. Possui runas desenhadas por toda a lamina, que tem uma aparência esbranquiçada e brilha levemente em tons de vermelho | Devido as adamas presentes na lamina qualquer criatura do mundo inferior que tocar a espada sofrera um dano 20% maior, seus cortes com essa lamina, tem o mesmo efeito em criaturas das trevas, como demônios, pois é uma lamina de material sagrado e angelical | Adamas e Ouro imperial | Espaço para uma gema | Alfa | Status: 100% sem danos |Épico | Presente de Eros]

• Pulseira de perícia Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia de uma arma de sua escolha em +50%, provocando um dano de +30% (Espada) | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico | Loja especial do dia dos namorados]

• Pulseira de perícia  Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia de uma arma de sua escolha em +50%, provocando um dano de +30% (Adaga/Adaga de Arremesso) | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico |  Loja especial do dia dos namorados]

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados]

Aljava mágica [Uma aljava feita de couro escuro, com capacidade de 30 flechas. Essas flechas foram previamente encantadas, possuindo propriedades mágicas. 15 flechas são feitas de bronze celestial e as outras 15 são feitas de ferro estígio | Efeito 1: A aljava depois de esvaziada, ou seja, quando as flechas acabam, leva 1 turno para ser preenchida novamente com 15 flechas. Ao todo, são 2 turnos para que a aljava esteja completa com as 30 flechas | Efeito 2: As flechas de ferro estígio estão encantadas com runas de fogo, conferindo dano de fogo e chance de +20% de dano se atingir um ponto crítico. As flechas de bronze celestial estão encantadas com runas de ar, as tornando mais afiadas e rápidas, atingindo o dobro de distância que uma flecha comum atingiria, além de chance de +20% de dano se atingir um ponto crítico. | Madeira, couro, ferro estígio e bronze celestial | Um espaço para gema | Beta | Status 100%, sem danos. | Mágico | Comprado no Pandevie Magie]

Arco Superior [Um arco de bronze celestial com escritos em ouro imperial. Sua corda é mais resistente que o comum, e suas flechas – também feitas de bronze celestial – tem a ponta um pouco mais fina. | Efeitos: Metade das flechas presentes nesse arco foram impregnadas com veneno, o que faz com que aqueles que forem perfurados pela ponta de tais flechas, sofram hemorragia constante enquanto o veneno estiver presente na corrente sanguínea. A outra metade foi banhada em elixir de prometeu e selada com a runa Naudhiz o que faz com que elas se incendeiem assim que deixam o arco, soltando pequenas labaredas de fogo que causam queimaduras pequenas. | Material do arco: BC e Ouro Imperial; material das flechas: madeira e BC | Espaço para duas gemas | Beta | Status: 100%, sem danos | Mágico | Encantado por Pandora, comprado no Pandevie Magie]

Smartphone Divino [Um smartphone feito especialmente para os semideuses. Ainda é um aparelho tecnológico, sendo necessário ter uma passiva que permita uso de tecnologia ou um item com o mesmo objetivo. O smartphone possui um sistema operacional próprio e mais avançado do que os conhecidos Android e iOS. Ele vem com aplicativos especiais para o meio-sangue: bestiário; mapa de locais mitológicos conhecidos; visão de raio-x; identificador de monstros; locais mais próximos seguros (estabelecimentos ou semideuses adultos que oferecem abrigo); disk taxi das irmãs cinzentas; mensagens de íris ao colocar um dracma contra o sensor de objetos na parte traseira do smartphone; identificador de itens ao passar pela câmera, podendo dizer material e propriedades. | Efeitos: Além de ter todos os programas populares de um smartphone, possui aplicativos exclusivos para semideuses; Efeito 1: possui runas de resistência e renovação, permitindo que o celular se reconstrua caso quebrado | Resistência Beta | Sem espaços para gemas | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado no Pandevie Magie]

Pericias e Tatuagens:
Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Invicto | Inteligência | Desenho de um pássaro geometrizado | Amplia a mente do semideus, o fazendo aprender mais rapidamente tudo que lhe é ensinado. Além disso, sua capacidade de descobrir coisas e sua percepção sobre situações aumenta em 20%, seus planos e estratégias com isso, ganham bônus de 20% de chance para darem certo| Ainda recebe bônus de 5% em habilidades adquiridas em aula.(Escolha o local da tatuagem) | marca pequena | Permanente.| Atras da orelha esquerda.| marca pequena | Permanente.

Poderes Ativos e Passivos:

Passivos de Eros:
Nível 5
Nome do poder: Pequeno Corajoso
Descrição: Filhos de Eros/Cupido são extremamente audazes, ousados e destemidos. Não importa o inimigo os semideuses não se sentirão intimidados pela aparência ou potencial do inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a intimidação e medo, são 50% menos efetivos com filhos de Eros.
Dano: Nenhum

Nível 7
Nome do poder: Omnisciência romântica
Descrição: Cupido/Eros, sempre sabe quando alguém está realmente apaixonado, e por sua vez, também consegue descobrir quem é a pessoa com um simples olhar. Assim como seu pai, as crias desse deus sempre saberão quando alguém está amando de forma verdadeira, sendo impossível engana-lo com relação a sentimentos. Estará tudo ali, presente no olhar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre saberá ver quando alguém está apaixonado.

Nível 8
Nome do poder: Mira do Cupido
Descrição: A principal arma de Eros/Cupido e sua mais famosa era o arco-e-flecha, no qual Eros/Cupido acertava os deuses e mortais, criando e desfazendo casais. Por conta disto, os filhos de Eros/Cupido possuem uma mira muito boa, comparada a dos filhos/seguidores dos Gêmeos Arqueiros. Isso não funciona apenas com flechas, mas com facas, e armas de arremesso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de chance de acertar pontos críticos em lançamento de armas, arremesso de armas, como facas, adagas, lanças e flechas.
Dano: Nenhum

Nota: Coloco este poder usando os sentimentos de amor de um terceiro dentro de mim, mesmo que não esteja na presença dele e de sua amada, o que ainda assim são sentimentos e que deveriam me deixar mais forte. Este uso, fica a critério do narrador.
Nível 25
Nome do poder: Mania de Amar
Descrição: Eros/Cupido é filho de Afrodite/Vênus, por essa circunstância, os filhos do amor conseguem criar uma aura do amor que excita seus aliados a tomarem coragem de fazerem algo, mesmo que imprudente. Se os colegas do filho de Eros estiverem ao lado de quem amam, melhor serão seus atos e mais eficazes seja no que for. Assim sendo, ao lutar ao lado de quem ama, o filho de Eros/Cupido ganha um bônus de força, e de dano em seus poderes ativos, o mesmo acontece se ele estiver lutando ao lado de um casal que se ama. Tanto ele, quanto o casal, ficarão mais fortes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força em seus poderes ativos, e força física, para si, para seu amado, e para o casal caso esteja lutando ao lado de um.
Dano:  +10% de dano em seus poderes ativos.


Nível 43
Nome do poder: Pericia com Arcos IV
Descrição: Você se tornou um mestre no manuseio do arco, seus movimentos são impressionantes, atira mais de uma flecha simultaneamente, e acerta alvos que estão atrás de outras coisas, podendo acertar pontos críticos em batalha sem qualquer problema.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: +45% de dano se a arma do semideus acertar.

Ativos de Eros:
Nível 4
Nome do poder: Esteticista
Descrição: Eros/cupido é filho da pobreza e da riqueza. Portanto, seus filhos podem transformar sua aparência de acordo com seus objetivos e com a conveniência, podendo tornar suas vestimentas sofisticadas e de marca, manter sua beleza ao extremo e seus acessórios todos esbanjando riqueza, mas também pode tornar sua aparência deplorável, sujo, hirsuto e descalço, afim de se disfarçar ou de provocar pena.
Gasto de Mp: -30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum


Nível 23
Nome do poder: Asas II
Descrição: As asas dos filhos de Eros/Cupido, cresceram conforme o esperado, seu desenvolvimento foi grande, e ele ficou mais forte, assim como suas asas. Agora, quando elas se abrem, se expandem de forma grandiosa, brancas e reluzentes, te deixando com a aparência semelhante à de um anjo, tais asas, possuem uma força considerável, e seu brilho, causa certa dificuldade aos inimigos que olham para você. Eles ficam encantados pela estranha aura emanada pelas suas asas, agora já consegue voar livremente.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 3 HP por turno ativo (só afeta se os inimigos te encararem diretamente, pois o dano, é nos olhos, no rosto, causa queimação e incomodo).
Extra: Nenhum

Nível 24
Nome do poder: clonagem
Descrição: Os filhos de Eros são capazes de criar copias de si mesmo. Contudo, só conseguem criar duas copias, sendo que, tais clones, irão compartilhar de parte do HP do semideus, ou seja, a vida do mesmo será divida em 3 e todo aprendizado do clone, quando esses voltarem ao corpo original, passa a ser também do filho de Eros.
Gasto de Mp: 20 MP por clone
Gasto de Hp: O HP do semideus é divido de acordo com a quantidade de clones em campo. Ou seja, se seu HP total é 200, passara a ser apenas 100, e os outros 100 HP, serão transferidos para o clone dele.
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Os clones só são capazes de utilizar habilidades ativas e passivas até o nível 10.


Nível 32
Nome do poder: Invisibilidade II
Descrição:  Eros/Cupido conseguia ficar invisível para sua esposa Psique e para os casais quando ia flechá-los. Portanto, suas crias também o podem fazer. Seus corpos somem por completo, sem deixar rastros ou vestígios. Dura o quanto for preciso e só é desfeito quando a energia necessária não for mais suficiente para manter o corpo do usuário invisível.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Passivos de Belona:
Nível 1
Nome do poder: A arte da guerra
Descrição:  Filhos da deusa da fúria da guerra, esses semideuses possuem um conhecimento apurado em estratégias básicas e de sobrevivência. É similar a um instinto, uma intuição, uma sequência de pensamentos que permitiam ao romano a analisar o combate como se fosse uma arte. Graças a isso, raramente entra em estado de desespero quando situações de risco surgem.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus:  Conseguem elaborar planos e estratégias, assim como não são abalados com a eminência de um combate ou situações de perigo.
Dano: Nenhum
Nível 2
Nome do poder: Perícia com Espadas I
Descrição: Constantemente o atributo de Belona é a espada. Filhos dessa deusa possuem facilidade com esse tipo de arma e suas derivações. Mesmo sem nunca terem usado uma espada, o semideus conseguirá se sair bem em seu manejo e no improviso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de assertividade no manuseio da Espada.
Dano: + 10% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Nível 3
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: A prole da deusa Belona tem um vasto conhecimento sobre combates. Seu corpo e seu espíritos foram forjados para o combate. Assim, eles possuem a capacidade de luta corporal muito elevada, sabendo técnicas marciais mesmo que nunca tenha realizado uma aula sequer antes. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Nível 4
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: A ambidestria nada mais é do que a capacidade de se usar ambas as mãos como predominantes. Tanto a mão destra quanto a canhota possuem um desenvolvimento motor elevado, permitindo o manejo de equipamentos e, principalmente, armas. Assim sendo, filhos da deusa da guerra conseguem manusear com perícia duas armas ao mesmo tempo ou alternando as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguira manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.
Nível 5
Nome do poder: Corpo Guerreiro I
Descrição: O filho de Belona tem o corpo preparado para a guerra e combates de longa duração. Seu metabolismo e funcionamento é diferente de qualquer outro semideus, tendo assim os componentes biológicos potencializados. Isso oferece maior resistência corporal (diminui o cansaço físico e a dor de impactos no corpo), imunológica e permite que a hipercinesia não cause sobrecarga cerebral ou muscular.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% em resistência corporal, +20% de imunidade a infecções e venenos.
Dano: Nenhum

Ativos de Belona:
Nível 4
Nome da Habilidade: Super Salto
Descrição: Ao juntar energia nos pés, o filho de Belona pode realizar um salto que alcançaria em média cinco metros de altura. Isso é possível apenas graças as habilidades corporais e a desenvoltura muscular que o filho da deusa da guerra possui.
Gasto de Mp: 10MP (por salto)
Gasto de Hp: 5HP
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum




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Victor Phendragon
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Re: As melhores cartas são escritas a sangue [Missão para Victor Phendragon]

Mensagem por Marte em Sex Nov 17, 2017 10:59 pm


As melhores cartas são escritas a sangue



Missão narrada; rodada 2/3;
Início de novembro, final do outono em NY;
Lua crescente;


Quanto tempo o amor sobrevive? Se forem almas gêmeas, ele nunca morre, apenas se renova. Essa foi a certeza de Victor a cada momento em que portava a carta de Andrew Smith no bolso interno da camisa, contra o peito. Seus sentimentos eram confusos por ter memórias que não eram suas e uma emoção latente que não pertencia a ele. Com aquele envolvimento e as cartas em mãos, ele sentia que devia fazer o que o veterano de guerra faria: entregá-las à Katerine Lorewaire.

Apanhando uma das cartas, leu o endereço designado ao destinatário: "Columbia Ave, 112. Dallas - Texas, EUA". A correspondência, caligrafada à mão em letra cursiva, era datada em 23 de outubro de 1976. Tanto tempo havia se passado. Será que Katerine ainda estava viva? Será que se lembraria de Andrew Smith e receberia bem aquela carta? Victor só descobriria quando chegasse à residência da professora aposentada com o papel em mãos.


Regras & Informações:


✖️ Neste capítulo, tendo a carta em mãos, você deve ir até a residência do destinatário para entregar a carta e dar essa parte da missão como concluída;

✖️ Neste capítulo você deve narrar:
1) Sua viagem até Dallas (nordeste do Texas), sendo coerente com a forma escolhida para chegar até lá;
2) Sua essência divina chamou a atenção de algum outro monstro no percurso até a casa do destinatário, sendo atrasado por outro ataque de monstros;
3) A sua interação com Katerine no momento em que entrega a carta. Não será nada simples, pois o avanço da idade afetou um pouco da sua cognição mental e você não pode prever a reação dela ao receber a carta;

✖️ Você tem liberdade para dizer o que estava escrito na carta, bem como também é livre para criar o nome, a descrição física e personalidade de Katerine;

✖️ Novamente você acaba atraindo um monstro no trajeto até a cidade em questão. Você pode escolher o monstro que o atacará, lembrando que ele também não deve ser derrotado facilmente. Deve narrar outra batalha bem desenvolvida, com início, meio e fim coerentes, descrevendo seus ataques e os danos que sofreu do monstro;

✖️ Você é livre para utilizar NPCs, desde que descreva bem a funcionalidade do personagem na narrativa. O NPC também não deve retirar a centralidade do seu personagem na história, apenas atuar como auxiliar ou coadjuvante;

✖️ Todos os poderes e habilidades utilizados por você nessa rodada devem estar descritos no final, em spoiler, inclusive as passivas que podem influenciar a tomada de decisões no decorrer da missão. De preferência, separe-os por ativos e passivos;

✖️ Da mesma forma, todos os itens que estão com você deverão estar discriminados no final do post, em spoiler;

✖️ O prazo é de até 25/11 para postar. Envie-me MP quando concluir a rodada.

✖️ Em caso de dúvidas, pergunte-me via MP.




Considerações até aqui:

Percebo que você realmente se preocupou em aplicar as melhorias que apontei em outra oportunidade. Você apresentou uma solução incrível e criativa para obter as cartas e narrou uma batalha difícil e coerente. Parabéns e continue assim!




"Eu sou o deus de Roma, criança. Eu sou o deus da força militar usada para uma causa justa. Eu protejo as legiões. Eu fico feliz em esmagar meus inimigos sob meus pés, mas eu não luto sem razão. Eu não quero guerra sem fim."

Marte Ultor


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Re: As melhores cartas são escritas a sangue [Missão para Victor Phendragon]

Mensagem por Victor Phendragon em Sab Nov 25, 2017 11:30 pm

Não acho que caiba a mim escolher a resposta de Katerine. Ela poderia dizer sim, dizer não, isto é o narrador que escolhe para dar sequência a missão. Coloquei novas informações a missão, mas as questões do rumo que ela vai tomar não são de minha escolha. Detalho posteriormente o que o narrador decidir no próximo post.
Estou adicionando nesta missão um monstro que não existe no bestiário, uma criatura típica das lendas locais do Texas que acho bem interessante de adicionar a minha história.



as melhores cartas são escritas a sangue

As Mulheres-Coruja

- Entre garoto. – Fala uma das irmãs, Ira, me olhando com suas cavidades orbitais vazias. Não importa quantas vezes eu entre neste carro, esta é uma visão que sempre me arrepia, mesmo que um pouco.

- Para o endereço marcado no aplicativo?- Pergunta Vespa

- Sim, aquele mesmo.- Falo, me sentando no banco de trás e acorrentando meu “cinto de segurança” . Grossas correntes negras presas aos bancos.

A partida foi imediata e tão rápido quanto a velocidade de arranque do carro foi à visão da colina do acampamento meio-sangue ficando para trás. Em pouco tempo o taxi assumio uma velocidade absurda para a escala humana com a paisagem passando como borrões ao meu redor, com apenas cores e luzes sendo mais ou menos identificados. O tempo passou voando enquanto eu estava naquele carro e eu sabia que já estávamos na área urbana de Long Sland e em pouco tempo estaríamos em Nova York.

Sentado no banco de trás, respiro fundo, desconfortável com algumas sensações que eu não sabia exatamente o que eram. Podia sentir meu peito apertado,minha garganta embargada e um sentimento que nem mesmo eu, o filho do deus mais sentimental do Olindo, sabia distinguir. Uma inquietação tomava conta do meu corpo, sentimentos que não me pertenciam estavam me deixando agitado e uma repentina sensação de algo inacabado tomava meu ser. Em meio a isto, pensamentos meus, lembranças e sentimentos meus em relação a Henri vinham a minha a tona. Podia me lembrar com clareza dos momentos que estivemos juntos e para mim, isto é tão real que é como se tivesse sido a poucos instantes, ainda sentindo o odor de seu perfume, o gosto de seu beijo ou o toque áspero de suas mãos, mas claro, isto não passavam de lembranças.

Eu estava confuso. Apesar de estar fazendo o que achava ser o certo, as lembranças das cartas e destas sendo enviadas para Katerine vinham a minha mente e embaralhavam o meu raciocínio, minhas lembranças e meus sentimentos. Sem as abrir, sem sequer ler o remetente ou o que estava escrito no verso, podia sentir cada palavra ali escrita, cada sentimento impresso em tinta em uma ordinária folha de papel com um selo qualquer, mas que muito representavam. Tudo isto vinha como flashs em minha mente, lembranças das cartas sendo lidas, dos sentimentos contidos na hora da escrita e mesmo os atuais sentimentos de dor sobre o que poderia ter sido, mas não foi. Porém, o que mais doía era o sentimento de nunca ter recebido uma resposta e sobre até hoje não saber como estava sua amada. Estes pensamentos vinham a minha mente como balas disparadas por uma pistola bem entre meus olhos e eu não podia os conter, eram mais fortes que eu, mais intensos e me dominavam por completo, me fazendo devanear em pensamentos e memórias que nem eram minhas.

Sem nem perceber quando foi que me perdi em pensamentos, sou desperto com um grito apresado e irritado de uma das irmãs cinzentas.

- HEY, GAROTO.  Chegamos! – Fala uma das Ira, aparentemente nervosa. Era possível que ela já tivesse me dado este aviso umas três, talvez quatro vezes, porém imerso em pensamentos e em lembranças que em sua maioria não eram minhas, eu não devo ter ouvido.  

- Chegamos?- Pergunto, de forma retórica, com minha mente aturdida e sem saber o que eu realmente estava fazendo ali.

Em um movimento rápido e um tanto impensado, abro minha jaqueta e busco afoitamente no bolso interno de minha jaqueta o bolo de cartas que eu tinha para entregar. Aquele papel velho, desbotado e manchado pela ação do tempo, amassado e com algumas ranhuras tinham sentimentos intensos que eu podia sentir como se fossem uma forte chama em minha mão, queimando e ateando fogo em meus próprios sentimentos. Com as cartas em minhas mãos, as olhando ali, tão próximas a quem as escreveu, pude enfim perceber que, não era a Andrew que elas deveriam ser entregues. Uma carta escrita e enviada não é de quem a escreveu, mas de quem vai a receber. São sentimentos enviados e impressos em papel que não mais pertencem ao seu criador, mas sim ao destinatário.  A Katerine.

– Érr, me desculpem. Mudança de planos. "Columbia Ave, 112. Dallas - Texas ". É para lá que vamos. – Falo, decidido, mas um pouco receoso.

- O garoto. Está achando que somos empregadas? Vamos te levar a onde quiser o tempo todo? - Fala uma das irmãs, mas logo ela é fitada por suas duas outras irmãs, confirmando que sim, era isto mesmo que elas eram, o que a fez bufar, girar a chave na ignição pisar fundo no acelerador. – Será cobrado a parte. –

- Sim, claro. Muito obrigado. Falo, me recolhendo no banco, me encolhendo e levanto as cartas até meu peito, como se aquilo fosse algo muito, muito importante para mim.

Sem perceber, sou observado pelo retrovisor por uma das irmãs sentadas no banco da frente, que ao notar uma apatia vazia em mim, um olhar perdido no nada e ao mesmo tempo uma agitação e inquietude que não eram muito normais, suspira.

- Não deveria se culpar tanto, garoto. – Fala uma das irmãs, Vespa.  

Vespa. Não se intrometa. – Repreende a outra, Ira.

- Como? - Pergunto, sem entender muito a situação.

- Deixe Vespa falar, ira. Fala a outra irmã.

- Mas tempestade, você.... – Fala novamente a que tinha o nome de ira.

- Não exagere. Lembra que com Percy não aconteceu nada e ele ainda evitou uma guerra olimpiana? E teve aquela garota que evitou a terceira guerra mundial. Fala Tempestade.

- É, você tem razão. Saber de mais nos torna precavidas de mais, tornando isto uma maldição. Fala a Greia.

E, ignorando a situação das duas irmãs, Vespa volta a falar.

- Se não fosse assim, seria pior, filho de Eros. Contudo, não deixe de ir atrás dele. – Fala Vespa, cutucando o único dente com o dedo.

- Que? Não entendi. Pergunto, perdido no assunto. Não pude deixar de ouvir a discussão das outras duas, o que me tirou do foco das palavras de Vespa.

- Chegamos,  "Columbia Ave, 112. Dallas - Texas ", como pedido. – Anuncia Ira.

Sem muito entender e com Vespa entretida cutucando seu dente que a muito custo deve ter roubado de uma de suas irmãs, solto a corrente negra em minha cintura e abro a porta do carro colocando um pé para fora e suspirando forte, nervoso com o que eu iria fazer. Saio do taxi e bato a porta deste, me voltando para a casa a minha frente. Ouço atrás de mim a chave girar na ignição, o motor ligar e um pisão no acelerador fazer soar o ronco do motor. Tinha quase certeza de que já tinham partido, mas um ultimo aviso chama minha atenção.

- Hey, garoto, cuidado. Esta é uma zona perigosa. Tem muitos monstros por aqui que podem sentir seu cheiro mesmo por baixo deste seu perfume. – Fala Tempestade, antes de enfim partir.

É início da noite, por volta de umas 20:00h, quando enfim estou a frente da casa de Katerine. Apesar de não ser algo relacionado a mim, estou nervoso suando frio. Minhas mãos estão geladas e úmidas e minha respiração e meus batimentos estão descompassados. Paro a frente da casa e inspiro profundamente buscando coragem para fazer o que eu vim fazer, mas essa parece ter me fugido. Talvez eu tivesse ficado mais uns minutos ali, parado, enquanto tomava coragem se não fosse a porta se abrir a minha frente.

- Olá. – Me pergunta um garoto, receoso.

Um rapaz, com aparentemente a mesa idade que a minha, talvez um ou dois anos mais velho, abre a porta e dá de cara comigo, plantado em seu tapete de boas vindas florido, bem abaixo porta. Por um segundo, o nervosismo toma conta de mim e perco as palavras, contudo, meu lado divino domina e meu charme natural toma conta da situação e graças aos deuses, eu me foco no que vim fazer ali.

– Érrr.. K-Katerine. Katerine Lorewaire. Ela se encontra em casa? – Falo, nervoso.  Em situações normais eu tiraria isto de letra e nem mesmo me preocuparia, contudo, com tanto sentimentos, lembranças e toda a pressão que sinto atrapalhando meus pensamentos, não sinto que esteja realmente em meus melhores momentos.

- Ela não mora mais aqui. -Fala o garoto que por dois, talvez três segundo, me olha de cima a baixo e volta seus olhos aos meus.

–Ah, não? Não saberia onde eu posso encontrar ela, né? – Falo, recobrando um pouco de minhas ações e usando de meu charme natural para tentar extorquir alguma informação do rapaz.

- Bem, sei. A vovó mora com minha mãe em outro bairro a uns 20 minutos daqui. Se quiser, te levo lá antes de sair. – Fala o rapaz, quando enfim me dou conta de como está vestido. Jeans modernos, tênis, uma camiseta bacana com uma camisa de flanela por cima. Certamente estava pronto para curtir sua noite de fim de semana e eu ali, atrasando seus planos.

- Nossa, que bom. Agradeço. Falo, animado.

Não demorou muito até ele fechar a porta da casa, pegar a chave de seu carro prata e me chamar para entrar e eu me sentar no banco do carona. Normalmente, ninguém seria assim, tão cortês e pronto para ajudar um estranho, alguém que nunca viu na vida e simplesmente apareceu na porta de sua casa. Contudo, meu charme natural herdado de meu parente divino, Eros, era suficiente para acabar com quais quer mal estar e tornar tudo muito mais fácil. A viagem foi rápida e logo eu estava sentado em um sofá de três lugares com o rapaz ao meu lado, Katerine, já idosa, de cabelos brancos pele marcada pelas ações do tempo e trajando roupas simples sentada em uma poltrona mais a frente e sua filha em outra poltrona.

Apesar de minhas habilidades de charme natural tornar aquela situação minimamente normal para os ali presentes, os cativando com minha presença, eu mesmo estava uma pilha de nervos. E se eu não tivesse este dom natural herdado de Eros para persuadir, dissuadir e cativar as pessoas? Certamente seria uma situação extremamente difícil e complicada.

Com palavras doces, calmas e muito atenciosas com a atual condição de saúde de Katerine, que previamente me foi alertada por seu neto, tento contar a história a senhora quando ficamos sozinhos por uns minutos, a pedido dela. Não sabia como explicar e por alguns segundos fico perdido em pensamentos, tentando pensar na melhor forma de explicar a situação, mas o silencio me toma por completo. Apesar de eu estar ali para isto, minhas palavras não teriam valor real para aquela senhora, contudo, podia amenizar suas emoções.

Uso meu Perfume Inebriante para torná-la mais calma, diminuindo o baque inicial da noticia que vim dar, tornando o susto inicial menor,  mais suportável para a já uma senhora, Katerine.

- Sei que demorou muito para as entregas, mas... Aqui estão. – Retiro então as cartas do bolso interno de minha jaqueta, as entregando para Katerine. Respiro fundo para que uma Luz, uma intuição superior, tomasse meu corpo e me trouxesse a minha boca às palavras certas a dizer, mas isto não aconteceu. - Ele te ama. De verdade.-

Apesar de não ter dito quase nada, como uma Confissão Romântica, disse a verdade, fiz aflorar em Katerine seus mais derradeiros e ocultos sentimentos em relação a Andrew, acalmando-a enquanto eu estava ali com meu perfume particular domando e relaxando seu corpo, deixando-a aberta a esta noticia. Sequer precisei dizer seu nome, pois Katerine já sabia que se tratava de seu verdadeiro e primeiro amor, Andrew.

Com as cartas em mãos, lagrimas nos olhos e sentimentos que a muito não sentia, a senhora pede um tempo apenas para si, para ler as cartas, pensar e ponderar sobre o que sentia e, quem sabe, rever Andrew.

Alex, seu neto, me convida para ir dar uma volta com ele, ir a um bar da região para que possa me ocupar por um tempo, até o outro dia, enquanto sua avó lia as catas. Sem muito, apenas aceitei pois podia sentir a dor e os sentimentos de Katerine, a muito esquecidos e agora revividos. Sabia que ela precisava de um tempo para digerir toda esta situação e ficar sozinha, para uma senhora que se sentiu sozinha por toda uma vida sem o amor que julgou ter morrido em uma guerra, era a melhor forma que ela teria para se encontrar consigo mesma, com seus sentimentos.

Sentei novamente no banco do carona, observando Alex dirigir até o bar. Inicialmente eu não havia notado isto, mas agora, observando-o melhor, vejo que ele é um rapaz realmente muito bonito. Seu cabelo castanho levemente ondulado em um corte jovial, olhos de um tom mel e pele bronzeada destacavam suas feições suaves, porém marcantes. Ela é poucos centímetros menor que eu, mas seu corpo era definido, malhado e moderadamente musculoso. Em meio a uma conversa no bar, descubro que ele joga no time de Futebol Americano na universidade de Columbia, que foi a forma com a qual conseguiu sua bolsa de estudos. Treinava para ser bom, para manter sua bolsa e talvez, quem sabe, seguir carreira no ramo esportivo. Apesar de culto como universitário acima da média, seu jeito mais sulista e com um sotaque carregado no falar me faz rir, já que como Canadense, o sotaque Texano é quase que outra língua para mim. Contudo, acho fofo. Lhe dá um ar diferenciado, uma característica que se destaca bem com seu jeito de ser.

No bar, após umas duas cervejas e um pouco de conversa, não deixo de pensar em Henri. Alex me fazia rir com seu jeito de falar, seu jovial humor universitário e com uma pitada de comédia em suas palavras. Henri não era assim tão engraçado, mas sempre me fazia rir e mesmo não sendo o seu jeito, fazia para me agradar. Não deixo de me sentir vazio, ali, com Alex que já havia demonstrado interesse em umas quatro garotas do local, imaginando como poderia ser minha atual vida com Henri. Respiro fundo e com um único gole bebo todo meu copo, o colocando sobre a mesa. Não demora muito até uns amigos de Alex chegarem e animarem a conversa, a situação.

Após umas duas horas, com Alex já um pouco bêbado e seus amigos envolvidos com suas namoradas ou garotas que ali encontram, três garotas entram no bar. Definitivamente, eram as figuras mais belas daquele lugar. Sua beleza era comparável à das mais belas filhas de Afrodite e poderia dizer quase que sem medo, que sua vaidade também era comparável a delas. Sincronizadas, adentraram no bar atraindo olhares de todos os presentes, mulheres ou homens, acompanhados ou na, espalhando um perfume selvagem, marcante e muito, muito pessoal. Para muitos, aquelas eram figuras maravilhosas, vestidas com calças jutas ou saía, blusas que deixavam uma boa parte de suas barrigas amostra, com generosos decotes sobre seus peitos, botas de couro, unhas compridas e bem pintadas, cabelos impecavelmente cuidados, lisos ou cacheados e todas usando o mesmo casaquinho curto na altura das costelas, de manga curta ou comprida, de plumagens brancas, amareladas e marron-avermelado.

Para muitos, eram como anjos de luxuria adentrando o salão, mas para mim, não pareciam assim taaão angelicais. Ainda podia lembrar a vez que combati as fúrias. Aquela sensação de morte no local onde viviam. Era como a sensação que tinha ao subir no sótão da casa grande, com o oráculo ou por passar a frente do chalé de Hades ou de Thanatos.  Era uma sensação fria, triste, mórbida. Não natural.

Não demorou muito para que, encostadas ao bar, vários caras abandonassem suas parceiras e fossem até elas, todos ignorados, até que seus olhos se afixaram em nossa mesa. Mais especificamente em mim, em Alex e em outro rapaz que estava conosco.   Pode parecer absurdo, mas... Você já olhou para os olhos de um arqueiro mirando seu peito com uma flecha, para um monstro querendo saborear sua deliciosa carne de semideus ou para um filho de Atena emputecido e rancoroso querendo sua cabeça em uma bandeja de prata? Eu já passei por todas estas situações e podia dizer com certeza, era assim mesmo que eu me sentia. Suas íris estava dilatadas, fixas, mirando nós três como um predador escolhe sua presa e se prepara para o ataque. Nem mesmo a luz baixa do local parecia as incomodar e sua analise a nós.

Como em uma marcha sensual e predatória, as três vieram em nossa direção se sentando em nossos colos como uma ave pousa em um poleiro, forçando suas unhas em nossas costas e surrando em nossos ouvidos. Eu não sei para os outros, mas para mim foi algo bem desagradável, um Hoot Hoot piado ao meu ouvido por meio de palavras sexys. Alex e seu amigo pareceram se derreter em proximidade a elas, se rendendo aos seus “Encantos.” Como um estalo e minha mente, não pude deixar de pensar em encantos, bruxaria e isto me alertou.

Puxados por cada uma das garotas, fomos levados até o meio da pista de dança onde Alex e seu amigo dançaram e se divertiram com a sensualidade agressiva das garotas. Ambos bebiam e as beijavam enquanto pareciam cada vez mais cansados e entregues a elas.

Mortalha, como se apresentou a garota que estava comigo insistia teimosamente para que eu a beijasse, que me soltasse e me rendesse aos seus “Encantos, como ela mesma falou.

- Você é bem resistente, não é, docinho? – Fala Mortalha, próximo ao meu ouvido.

Talvez fosse confusão de minha mente, mas aquele chiado em sua voz, aquele olhar e o jeito como as palavras encanto saiam de sua boca me deixava arisco, receoso. Aquele odor selvagem me incomodava um pouco. Era como o cheiro de uma ave de rapina das várias que alguns campistas possuem no acampamento ou como a sensação que as harpias me passavam, só que mais intensa. Eu já havia percebido antes, bem antes, mas relutei em acreditar, pois meu perfume inebriante normalmente me oculta do faro dos monstros, mas tinha certeza que aquelas não eram simples e comuns mulheres que saíram descompromissadas para uma noite de farra. Alex e seu amigo estavam presos em uma ilusão de sedução e luxuria enquanto eu, como filho de Eros, sou imune a estas coisas. Apesar de já saber disto, me deixei levar pela intenção das garotas. Estávamos em um bar cheio, com várias pessoas que estavam em perigo e uma luta com monstros ali não seria nada legal.

- Desculpe, sou um pouco tímido. Que tal irmos para um lugar mais reservado? – Falo, usando meu charme natural para tentar fazer uma ilusão inversa, seduzindo mortalha para levá-la para um lugar menos cheio.

–Uuul, bom garoto. Adoro garotos decididos e difíceis. São ótimos docinhos. – Fala a mulher, me tomando pela mão e com um piado alto, agudo e quase inaudível para muitos, guia as outras garotas junto a ela para fora, na escura e vazia rua de trás do bar, um beco.

Não demorou muito para que Alex e seu amigo fossem colocadas contra a parede, tivessem suas blusas abertas, rasgadas em um ato selvagem e cheio de luxuria. Zíperes abertos, quase nus em plena rua, sendo beijados vorazmente pelas garotas. Porém, mortalha estava ficando nervosa, irritada e agressiva com minha resistência ao seu encanto.

– Anda garoto, seja um bom docinho e se renda. Você vai ser um ótimo lanchinho. Fala ela, passando a língua na lateral de minha face.

– Desculpe, mas você não faz meu tipo. Nem seu cheiro de galinha ou suas ilusões baratas. Sou mais de sentimentos verdadeiros, intensos e de garotos. – Falo, fixando meus olhos nos da mulher enquanto eles ganhavam um tom azul-gélido e brilhante. Sua concentração parecia se desfazer, seu corpo tremer e sua ilusão se dissolver de forma rápida. Noto penas saltando de suas costas e tomando seu corpo enquanto a submetia ao meu charme e sedução. Rapidamente, levanto minha perna direita a minhas costas na altura de minhas nádegas e com um rápido movimento, saco minha faca de bronze celestial e a cravo no pescoço da mulher, atravessando a lâmina por sua garganta. A lâmina atravessa sua laringe e seu esôfago de forma bruta, obstruindo as passagens de ar com o sangue vertendo para dentro da criatura a afogando em sue próprio fluido vital.

Com o som de sua agonia obstruído pela lamina e o sufocamento, ela desmaia em meus braços agonizando antes de ter seu fim. Ao me virar rapidamente para as outras, noto-as beijando vorazmente os dois rapazes, sorvendo de seus lábios sua vitalidade enquanto ambos parecem empalidecer, murchar e até os músculos de Alex parecem quase sumir.

- Uma galinha já foi, só falta duas. Falo em bom tom, para que ambas ouvissem, jogando o corpo de mortalha em uma lata de lixo ao lado, para cair e fazer barulho enquanto ela morria agonizando com o chiado quase inaudível do ar tentando passar por todo aquele sangue que fluía para dentro de sua garganta.

Rapidamente as mulheres se viram e furiosas me fuzilam com seus olhos de coruja. Por um instante, me sinto paralisar, mas isto não dura muito.  

- Que gracinha, usando esta ilusão barata contra mim. – Falo, retirando rapidamente meu arco de minha mochila.

– Droga, ele é imune a ilusão. Semideus maldito. – Fala à ruiva, que estava beijando Alex.

Seguido de um piado da outra, ambas se voltam novamente para seus “Lanchinhos” tentando sorver deles o que sobrava de suas vitalidades, quando, arqueando meu arco ao puxar sua corda com uma flecha posicionada a ele, a disparo contra a ruiva. De imediato, uma asa de tom de marrom avermelhado aparece, rebatendo minha flecha para longe. A ruiva então toma sua forma original, uma coruja gigantesca e de tom marrom-avermelhado, pegando Alex com a pata em forma de garra de com unhas compridas e revestidas de algo metálico, tão grandes quando minha adaga. Ela então leva Alex até sua boca visando enfiar seu corpo inteiro para dentro de seu bico, quando, agilmente revelo minhas asas alvas com um brilho dourado, as fazendo brilhar mais intensas do que nunca, iluminando o local. Tamanha luminosidade agride a vista sensível e hiper aguçada da coruja que solta Alex de imediato e coloca sua asa a frente do rosto de ave que possuía, junto da outra mulher.  

– Hey, garotos, venham ate aqui. – Grito, forçando meu perfume inebriante pelo local e seduzindo os dois, que quase sem forças, tentam rastejar até a mim.

A outra garota também se transforma em uma enorme coruja de pelo amarelado, que com sua garra visa pegar sua presa, mas com um tiro de meu arco, minha seta de lamina serrilhada é disparada agilmente contra a criatura como um relâmpago brilhante que reflete a luz de minhas asas. Minha flecha de crava quase que na pata dá criatura, evitando que ela pegasse o rapaz já enfraquecido.

–Garoto desgraçado. - Grita à ruiva, batendo raivosamente suas asas produzindo um vendaval que poderia me atingir se eu já não estivesse esperando por isto, levantando poeira e o lixo que estava acumulado naquele beco.

A segunda coruja de penas amareladas profere algumas palavras em uma língua indígena local provavelmente conjurando alguma magia.

– Magias também não funcionam contra minha, galinha. – Blefo, disparando outra flecha ágil contra a coruja, tentando cancelar sua conjuração antes que ela terminasse.

Como um relâmpago, minha seta voa em direção a criatura que usa sua asa para se defender, cancelando a concentração de sua conjuração.

- Droga de semideus imune a tudo. Deuses malditos. Grita a ruiva, virando o rosto de lado e vindo com tudo em minha direção para um ataque físico, visando me pegar com suas garras laminadas.

Infelizmente, Alex e seu amigo estavam próximos a mim e sei que se eu tentasse desviar do ataque, quem seria atingido seriam eles, que no estado em que estavam, seria fatal. Fico no caminho do ataque e usando meu arco de ouro imperial o erguendo com ambas as mãos acima de minha cabeça, tento bloquear suas garras, ficando abaixo delas com a força descomunal do pata da criatura contra mim. Meu arco se curva para dentro com tamanha força, mas não se rompe, já que foi produzido para ser maleável, porém resistente, mas minhas pernas e braços já estavam prestes a ceder para aquela força absurda, com minha perna esquerda se dobrando e apoiando o joelho no chão. Eu estava em uma situação extremamente complicada. Em comparação as habilidades físicas, eu era muito inferior a elas em sua forma de coruja além do fato de que se elas descobrisse meu blefe sobre ser imune a magia, eu estaria perdido. Minha única vantagem era que elas não podiam olhar para mim e isto seria o que me ajudaria a derrotar elas.

Elas eram criaturas malignas, cruéis e que se aproveitavam da ingenuidade, solidão e infelicidades amorosas alheia para seus lanchinhos, os seduzindo e sorvendo cada gota de vida que lhes restavam. Eram frias, perversas e se divertiam com isto. Eu não poderia perdoar pessoas como elas estando repleto de sentimentos de amor e paixão dentro de mim. Muito menos deixar que Alex, o neto de Katerine morresse ali.

É então que, como um susto, não deixo de ligar um pensamento ao outro. Viviam é filha de Katerine e aparenta ter uns 50 anos de idade, talvez um pouco menos. Alex é seu filho e apesar de seu jeito, possui traços que em muito me lembram Andrew, em sua juventude. Aquela história de amor era ainda mais trágica do que eu poderia imaginar. Agora eu podia entender toda a dor que aquele casal passou, tudo o que não viveram juntos que vinha a minha mente e meu coração com tamanha força que era quase visível a frente de meus olhos. Andrew perdeu tudo o que tinha com a morte de seus pais, estava falido e desesperado para poder se reerguer e poder levar seu amor adiante, seguindo os passos de seu pai em uma carreira militar em busca de dinheiro e condições para construir uma nova vida. Katerine, uma jovem atormentada por um pai alcoólatra, apaixonada por um rapaz que estava prestes a ir para a guerra ter o mesmo fim trágico que seu irmão, como ela acreditou ter acontecido por uma vida toda. Teve de largar os sonhos da faculdade para enfim, ter a filha que ela descobriu  após a partida de Andrew, longe de um pai alcoólatra, estando sozinha e passando uma vida de dificuldades. Era uma história intensa, complicada e cheia de desventuras e desencontros que dariam um ótimo filme de drama trágico.

Meus pensamentos foram a mil, os sentimentos deste amor ebuliram em meu peito de forma intensa me dando coragem para proteger os frutos de tão belo e intenso amor. Pude sentir as energias crescerem em mim, meu corpo ganhar força e mesmo meus poderes estavam mais fortes.

Aproveitando de minha situação desfavorável, com a coruja jogando seu peso e seu equilíbrio em cima de mim, a outra coruja avança visando me pegar com sua garra, lateralmente, vindo pela minha esquerda. Minha perna já estava dobrada e usando toda minha força e um impulso que dou com minhas asas, viro meu arco forçando meus braços contra o pés da coruja girando o arco sobre a pata dela, a desequilibrando e a fazendo cair sobre a outra coruja. Saco mais duas flechas e as disparo contra a parte inferior das asas da coruja onde as penas era m menos densas, as cravando no músculo da asa da coruja avermelhada , que solta um piado agudo. Saco mais duas flechas para atingi-la, mas com um bater de asas elas são repelidas.  As corujas então se levantam e se afastam.

- Pirralho desgraçado. Grita a coruja ruiva, pegando uma enorme lata de lixo com a pata e lançando contra mim, que desvio facilmente.

Noto que meu arco não seria assim tão efetivo contra elas, então o guardo e saco Angel, minha espada. Sua lâmina alva brilhava no reflexo de minhas asas e parecia ainda mais divina do que realmente era. Não sei por que, mas a visão de minha espada assusta as corujas que dão um passo receoso para trás. Com minhas asas, disparo a frente contra as criaturas que eram do tamanho de um tanque de guerra. A coruja de penas amareladas se afasta, receosa, quando a coruja de penas avermelhadas entra em desespero e tenta conjurar alguma magia em língua indígena quando a golpeio verticalmente, de cima para baixo com minha lâmina, que ela prontamente usa suas asas para se defender. Diferente do que aconteceria com minhas flechas que seriam repelidas, minha lamina transpassa sua asa com facilidade fazendo verter sangue e uma fumaça negra com ondulações roxas da ferida que praticamente decepa a asa da criatura.

Não tive duvidas quando minha espada atravessou as asas da criatura. As corujas eram usuárias de bruxaria, magia negra que corrompeu com trevas o seu ser. Angel é uma lâmina sagrada, Angelical e capaz de ferir e aniquilar as trevas.

Aturdida pela dor, a coruja de asas avermelhadas tenta se desviar de mim, mas com ambas as asas feridas, grande e pesada como era, não eram nem páreo a minha agilidade de semideus. Aproveito de meu momento de superioridade técnica sobre a criatura, desfiro uma sequência de golpes contra a coruja que tenta desesperadamente de defender enquanto é golpeada fugazmente por mim. Em uma ultima tentativa de me persuadir, ela se transforma novamente em uma mulher e grita desesperadamente por piedade e clemência, prontamente ignorada por mim que a golpeava com vontade, brutalidade e força com gotas e filetes de sangue espirrando em mim, por fim, atravessando completamente o peito da mulher, caída ao chão com tantos cortes quando penas que ela deveria ter. Eros é filho do amor, mas também é filho da guerra e como tal não conhece piedade, compaixão ou pena. É extremamente insensível quando quer e tão selvagem quantos os próprios filhos da guerra em capo de batalha.

A ver aquela cena brutal e impiedosa, a coruja de penas amarelada levanta vôo desesperada tentando fugir, com medo de mim e de minha lamina. Contudo, sujo de sangue e com um olhar frio e gélido contra a coruja, alço vôo em sua direção até a alcançar e com um golpe lateral, decepar um pedaço de sua asa que se desfaz em fumaça negra e roxa. A criatura cai uma dezena de metros acima de um prédio, convertendo seu corpo na figura de uma mulher ruiva, tentando usar de ilusão e sedução contra mim, pedindo clemência e desesperadamente.

– Eu já disse que sou imune aos seus truques. E não se engane, também não sou piedoso. A guerra corre em minhas veias e a brutalidade dela também. Como herdeiro do legado de Ares* eu me torno mais forte em combate. Você abusou do amor e dos sentimentos alheios a seu favor, tirando proveito deles e roubando a vida daqueles que as desejavam e as amaram. Está na hora de pagar por isto. – Falo, apontando minha lâmina alva e brilhante devido à luz emitida de minhas asas contra a mulher, pairando alado a sua frente como um anjo guerreiro e impiedoso que iria a julgar. – Porém, antes disto, que tal provar um pouco de seu próprio veneno? –

Com uma delicadeza não demonstrada em combate, disparo um beijo soprado contra a mulher, que em forma de coração a atinge no peito. Seu efeito é imediato, com a criatura em angustia, agonia, chorando e com suas lágrimas vertendo e se tornando como fumaça negra. Em prantos, desesperada  e sofrendo a mulher se contorcia se dor, emocional e física. Sua dor era perceptível a mim, podia sentir dentro dela uma dor imensurável que eu nunca havia imaginado. Ela já havia sido desprezada, já havia sido abandonada e tido seu coração partido por um homem que a usou e sumiu sem sequer dar um adeus. Por isto se entregou a magia negra e as trevas, se tornou uma figura monstruosa, fria e cruel que se deleitava no falso amor, que com magia e ilusão ela implantava nos outros, o sorvendo com dor e agonia viciante por entre beijos e sexo para depois devorar o corpo de sua presa de  forma fria e sem piedade. Ela era uma criatura terrível e agora estava sentindo a dor de seus próprios atos malignos. Seu duro e gélido coração estava se tornando vivo e sofrendo das dores que ela tanto causou, toda a desgraça que criou e todas as vidas que roubou, por fim, agonizando em seus próprios pecados. Sua dor foi tamanha que, transformando seu braço em garras, dilacerou o próprio peito até arrancar dele o próprio coração ainda pulsante, para enfim morrer e ter um alento de tamanha dor que sentia.

Apesar de ser uma cena desesperadora, assisti atentamente até o fim, sem sentir um único pingo de pena ou emoções em relação a isto, vingando todas as vidas que elas já haviam roubado. Contudo, noto que seu corpo não se desfez em poeira ou cinzas como a maioria dos monstros, mas definhou completamente até não sobrar nada, enfim sumindo em fumaça negra com ondulações de roxo. Elas um dia já foram mulheres que amarguradas e traídas se entregaram a magia negra e as trevas em busca de um fim para sua dor, de poder e da imortalidade em troca de roubar vidas, sonhos e amores alheios.  Um dia já foram dignas de pena, mas hoje não passavam de criaturas malignas que entregaram sua natureza original ao mau.

Após toda a cena, guardo Angel e vôo até o beco atrás do bar, visando cuidar de Alex e seu amigo. Recolho minha faca de bronze celestial que estava atirada no beco antes de me mover para os dois caídos e desmaiados, completamente sugados, fracos e com suas vidas se esvaindo. Sem pensar, pego Alex em meus braços e tomo seus lábios em um beijo doce e caridoso, transferindo para ele minha vitalidade. Diferente de uma ferida que minhas lágrimas poderiam curar, o que faltava em seu corpo era vitalidade que havia sido roubada e apenas mais vitalidade poderia o trazer de volta. É quase instantâneo o seu ganho de massa muscular, sua cor natural e o calor de seu corpo voltando. Após restaurar sua vitalidade, faço o mesmo com seu amigo que poucos instantes depois estava melhor, para então os levar até o carro de Alex. Assim como eles que estavam cansados e exaustos, eu também me sentia destruído. Apesar de não ter me ferido contra as Mulheres-Coruja, transferir minha vitalidade era algo que me deixou exausto e sem energias.

Após comprar algo para comer no bar e dizer aos amigos de Alex que ele e o outro rapaz já estavam desmaiados de bêbados, dormindo no carro, fui até o carro para dormir, descansar e recuperar minhas energias, pois sabia que na outra manhã ainda teria que conversar com Katerine e possivelmente responder suas perguntas. Estava ansioso para saber sua reação e normalmente não dormiria, mas minha exaustão enfim me venceu e enfim me entreguei ao sono.



* Victor não sabe que é Legado de Belona, por isto ele acha que este seu lado guerreiro e sanguinário em meio ao combate vem do lado de Ares de seu pai.

Mulher Coruja:



Mulher-Coruja


As Mulheres-Coruja são monstros nativos americanos, uma tribo de mulheres, assim como as amazona, que após terem seus corações partidos e não encontrarem mais sentido para sua vida e com uma enorme dor em seu peito se entregam a magia negra antiga e as trevas, usando de bruxaria para transmutar seus corpos em grandes e monstruosas corujas que caçam e devoram outras tribos, tendo preferencia por crianças e homens. São mais antigas que a chegada dos deuses gregos e romanos na América e dotadas de muito poder para iludir, seduzir e enfeitiçar seus alvos para depois sorver sua vitalidade e devorar seus corpos. Normalmente são encontradas em grupos de três ou quatro e são atraídas por quanto maior for o potencial oculto do avo. Mesmo sem possuírem o faro apurado capaz de sentir semideuses, são capazes de ver seu potencial oculto e são atraídas pra ele como corujas são atraídas para coisas brilhantes. Isto também inclui monstros, que elas também caçam.

Passivos
► Sedução - São extremamente belas e atraem olhares por onde passam. Todos se sentem atraídos e excitados em sua presença, ficando subjetiveis a suas ilusões e feitiços.
►  Sentidos Aprimorados - Possuem uma ótima visão, ainda mais a noite. São capazes de enxergar a uma distancia enorme e ver a natureza diferenciada de pessoas, monstros e semideuses, semelhantes ao cheiro que os monstros sentem, mas não igual, o que as torna ótimas caçadores de semideuses pois não podem ser enganadas por disfarces, encantos, invisibilidade e afins sempre vendo a verdadeira essência de seus alvos. Contudo, seus olhos são sensíveis a luzes fortes.
► Vôo da Coruja - São hábeis e ágeis voadoras, podendo atacar aladas mesmo durante a noite, mas apenas na forma de coruja.
► Força e Resistência Aprimoradas: Na forma de coruja são grandes como enormes ursos pardos, muito fortes e resistentes. Seus golpes são potentes e sua resistência é muito difícil de superar normalmente.
► Penas Metálicas - Apesar de não servirem como asas, a parte externa de suas assas são metálicas e podem servir de escudo, repelindo próstesis reduzindo em 50% o dano de armas comuns sem vantagens contra elas.
► Bico e Garras: Possuem um nico metálico e afiado que em seu interior possui duas fileiras de dentes capazes de rasgar metais comuns com facilidade, junto a garrar igualmente resistentes e fortes, do tamanho de adagas.

Fraquezas:
► Luzes Fortes - Devido a sua visão hiper aguçada, são sensíveis a luzes fortes.
► Seres das Trevas - Sua essência das trevas e o uso de magia negra as torna tão corruptas e amaldiçoadas quanto demônios ou seres do submundo. Armas sagradas, assim como ferro estígeo e magias e habilidades de luz ou sagradas Causam 50% de dano extra nelas.
► Corpo Pesado - Apesar de muito forte e resistentes, seu corpo em forma de coruja é pesado e possuem dificuldade de locomoção em terra, o que não se aplica a sua forma humana.

Ativos
► Ilusão - São capazes de usar ilusões amorosas, sedução e criar um paraíso e luxuria na mente de seus alvos, apagando deles os sentidos que não sejam referentes a elas e ignorando a dor e sofrimento que possam estar passando. É semelhante ao canto das sereias, viciantes e capazes de deixar uma pessoa louca atrás deles.
► Beijo Fatal - São capazes de roubar a vitalidade, forças, mana e a vontade do alvo através de quais quer toque, mesmo que por sobre roupas ou armaduras.O Contato por intercurso sexual ou beijo é ainda mais potentes, triplicando o efeito desta habilidade. Contudo, só é ativável se o alvo estiver sob ilusão, não sendo possível forçar o roubo, apenas se o alvo estiver incapacitado.
► Magia Negra - Através de magia que as Mulheres-Coruja se tornaram monstruosas e imortais. São capazes de usar magia das trevas através de encantos em língua indígena. Cada uma possui um repertório pessoal e voltado a um tipo de magia, em geral ligadas as trevas, escuridão, ilusões, maldições e feitiços ofensivos. 5 por Coruja, criados pelo narrador.
► Bater de Asas - Suas enormes asas são resistentes e muito fortes. O Bater destas é capaz de arremessar alvos longe, levantar poeira, repelir projéteis e até habilidades e outra magias mais fracas.
► Olhar Penetrante -Como uma ilusão, o olhar de uma Mulher-Coruja é capaz de paralisar completamente um alvo que perde o controle de seu corpo ficando a merce delas. Semelhante ao olhar do basilisco, mas usando ilusão para reforçar reforçar o efeito que é muito maior co o contato olho no olho (Não sendo preciso este para o efeito base da ilusão.)

Status base: 2.000 hp/ 2.000 MP
Nível mínimo: 20
Taxa de variação: Aumento de 50 HP/MP por nível

Itens -Contando Arco e Aljava coo um único item. :
• Faca de Bronze Celestial [ Uma faca de lâmina curta - cerca de 10 cm - com cabo em madeira envolvido em couro para tornar o manuseio melhor. | Não produz feridas em mortais. | Bronze celestial, madeira e couro. | Sem espaço para gemas. | Alfa. | Status 100%, sem danos. | Comum. | Nível 1. | Item inicial. ]

• Angel  [Espada grande, porém leve, pode ser empunhada com uma única mão. Possui runas desenhadas por toda a lamina, que tem uma aparência esbranquiçada e brilha levemente em tons de vermelho | Devido as adamas presentes na lamina qualquer criatura do mundo inferior que tocar a espada sofrera um dano 20% maior, seus cortes com essa lamina, tem o mesmo efeito em criaturas das trevas, como demônios, pois é uma lamina de material sagrado e angelical | Adamas e Ouro imperial | Espaço para uma gema | Alfa | Status: 100% sem danos |Épico | Presente de Eros]

• Pulseira de perícia Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia de uma arma de sua escolha em +50%, provocando um dano de +30% (Espada) | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico | Loja especial do dia dos namorados]

• Pulseira de perícia  Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia de uma arma de sua escolha em +50%, provocando um dano de +30% (Adaga/Adaga de Arremesso) | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico |  Loja especial do dia dos namorados]

• Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados]

Aljava mágica [Uma aljava feita de couro escuro, com capacidade de 30 flechas. Essas flechas foram previamente encantadas, possuindo propriedades mágicas. 15 flechas são feitas de bronze celestial e as outras 15 são feitas de ferro estígio | Efeito 1: A aljava depois de esvaziada, ou seja, quando as flechas acabam, leva 1 turno para ser preenchida novamente com 15 flechas. Ao todo, são 2 turnos para que a aljava esteja completa com as 30 flechas | Efeito 2: As flechas de ferro estígio estão encantadas com runas de fogo, conferindo dano de fogo e chance de +20% de dano se atingir um ponto crítico. As flechas de bronze celestial estão encantadas com runas de ar, as tornando mais afiadas e rápidas, atingindo o dobro de distância que uma flecha comum atingiria, além de chance de +20% de dano se atingir um ponto crítico. | Madeira, couro, ferro estígio e bronze celestial | Um espaço para gema | Beta | Status 100%, sem danos. | Mágico | Comprado no Pandevie Magie]

Arco Superior [Um arco de bronze celestial com escritos em ouro imperial. Sua corda é mais resistente que o comum, e suas flechas – também feitas de bronze celestial – tem a ponta um pouco mais fina. | Efeitos: Metade das flechas presentes nesse arco foram impregnadas com veneno, o que faz com que aqueles que forem perfurados pela ponta de tais flechas, sofram hemorragia constante enquanto o veneno estiver presente na corrente sanguínea. A outra metade foi banhada em elixir de prometeu e selada com a runa Naudhiz o que faz com que elas se incendeiem assim que deixam o arco, soltando pequenas labaredas de fogo que causam queimaduras pequenas. | Material do arco: BC e Ouro Imperial; material das flechas: madeira e BC | Espaço para duas gemas | Beta | Status: 100%, sem danos | Mágico | Encantado por Pandora, comprado no Pandevie Magie]

Smartphone Divino [Um smartphone feito especialmente para os semideuses. Ainda é um aparelho tecnológico, sendo necessário ter uma passiva que permita uso de tecnologia ou um item com o mesmo objetivo. O smartphone possui um sistema operacional próprio e mais avançado do que os conhecidos Android e iOS. Ele vem com aplicativos especiais para o meio-sangue: bestiário; mapa de locais mitológicos conhecidos; visão de raio-x; identificador de monstros; locais mais próximos seguros (estabelecimentos ou semideuses adultos que oferecem abrigo); disk taxi das irmãs cinzentas; mensagens de íris ao colocar um dracma contra o sensor de objetos na parte traseira do smartphone; identificador de itens ao passar pela câmera, podendo dizer material e propriedades. | Efeitos: Além de ter todos os programas populares de um smartphone, possui aplicativos exclusivos para semideuses; Efeito 1: possui runas de resistência e renovação, permitindo que o celular se reconstrua caso quebrado | Resistência Beta | Sem espaços para gemas | Status: 100%, sem danos | Mágico | Comprado no Pandevie Magie]

Pericias e Tatuagens:
Nome: Perícia em Parkour
Descrição: Parkour é a capacidade de usar movimentos naturais do corpo humano como correr, saltar e escalar combinadas com técnicas específicas que melhoram o desempenho do praticante perante obstáculos do ambiente. Com essa habilidade, o semideus potencializa sua habilidade corporal podendo realizar movimentos complicados e acrobáticos por causa do treino. Pode realizar saltos complexos, pular de um ponto a outro (dentro dos limites lógicos), escalar paredes, andar em locais inclinados, passar por obstáculos do cenário, escalar mais rápido.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% em equilíbrio, velocidade e flexibilidade.
Dano: Nenhum

Invicto | Inteligência | Desenho de um pássaro geometrizado | Amplia a mente do semideus, o fazendo aprender mais rapidamente tudo que lhe é ensinado. Além disso, sua capacidade de descobrir coisas e sua percepção sobre situações aumenta em 20%, seus planos e estratégias com isso, ganham bônus de 20% de chance para darem certo| Ainda recebe bônus de 5% em habilidades adquiridas em aula.(Escolha o local da tatuagem) | marca pequena | Permanente.| Atras da orelha esquerda.| marca pequena | Permanente.

Poderes Ativos e Passivos:

Passivos de Eros:

Nível 3
Nome do poder: Pericia com Ilusões
Descrição: Os filhos de Eros/Cupido, são bons em criar ilusões, portanto, quando utilizarem-se dessas, poderão enganar com mais facilidade, ainda mais se for uma ilusão relacionada ao amor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: +5% de dano se usarem ilusões

Nível 4
Nome do poder: Beleza Divina
Descrição: O filho de Eros/Cupido, é naturalmente bonito. A beleza de seu pai era comparada a de um anjo, sendo ele mesmo semelhante a um. Assim como Eros/Cupido, seus filhos são extremamente bonitos, charmosos, e graciosos, e quando entram em batalha, é difícil olhar para outro canto que não seja eles, pois, naturalmente se tornam o centro das atenções. Os inimigos do semideus, podem se sentir intimidados, ou admirados pela beleza do filho de Eros/Cupido, e em um combate, isso os deixa confusos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo hesitar em te atacar durante um turno, geralmente, o inicial.
Dano: Nenhum

Nível 5
Nome do poder: Pequeno Corajoso
Descrição: Filhos de Eros/Cupido são extremamente audazes, ousados e destemidos. Não importa o inimigo os semideuses não se sentirão intimidados pela aparência ou potencial do inimigo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Poderes relacionados a intimidação e medo, são 50% menos efetivos com filhos de Eros.
Dano: Nenhum
Nível 6
Nome do poder: Perfume Inebriante
Descrição:  Seu cheiro natural é um perfume delicioso para qualquer ser. Todos os seres vivos ficam com o humor melhor perto de você, monstros nunca te detectaram, pois seu perfume lembra a eles cheiros dos seus habitats naturais.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Não será rastreado por monstros. Pode confundir o inimigo em luta, inclusive, o fazendo hesitar ao sentir seu perfume, errando ataques durante um turno.
Dano: Nenhum
Nível 7
Nome do poder: Omnisciência romântica
Descrição: Cupido/Eros, sempre sabe quando alguém está realmente apaixonado, e por sua vez, também consegue descobrir quem é a pessoa com um simples olhar. Assim como seu pai, as crias desse deus sempre saberão quando alguém está amando de forma verdadeira, sendo impossível engana-lo com relação a sentimentos. Estará tudo ali, presente no olhar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Sempre saberá ver quando alguém está apaixonado.

Nível 8
Nome do poder: Mira do Cupido
Descrição: A principal arma de Eros/Cupido e sua mais famosa era o arco-e-flecha, no qual Eros/Cupido acertava os deuses e mortais, criando e desfazendo casais. Por conta disto, os filhos de Eros/Cupido possuem uma mira muito boa, comparada a dos filhos/seguidores dos Gêmeos Arqueiros. Isso não funciona apenas com flechas, mas com facas, e armas de arremesso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de chance de acertar pontos críticos em lançamento de armas, arremesso de armas, como facas, adagas, lanças e flechas.
Dano: Nenhum
Nível 10
Nome do poder: Imunidade Psíquica
Descrição: Filhos de Eros são imunes a qualquer tipo de jogo mental e emocional de nível igual ou inferior, pelo simples fato de serem ligados com esse tipo de atitude e saberem como lidar com tais armadilhas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Jogos mentais de nível inferior ou igual ao do filho de Eros, não surtem efeito contra ele. Níveis maiores ainda poderão afeta-lo.
Dano: Nenhum

Nível 11
Nome do poder: Luxuria e Sedução
Descrição:  Os filhos de Eros/Cupido conseguem seduzir os outros com extrema facilidade, usando desde o seu andar até o seu tom de voz para seduzir. Funciona normalmente com seres de ambos os sexos independente da opção sexual das vítimas desse poder. Você consegue despertar o desejo nos outros sem se esforçar para isso, com pequenos gestos e olhares. Isso acontece porque as crias do deus são naturalmente belas, e acabam despertando a libido dos outros pelo charme natural que exibem, sejam gestos, o corpo estonteante, o olhar, ou a aparência meticulosamente diferente, sensual e atrativa.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo se sentir atraído por você durante um turno, nesse turno, você dificilmente será atacado.
Dano: Nenhum

Nota: Coloco este poder usando os sentimentos de amor de um terceiro dentro de mim, mesmo que não esteja na presença dele e de sua amada, o que ainda assim são sentimentos e que deveriam me deixar mais forte. Este uso, fica a critério do narrador.
Nível 25
Nome do poder: Mania de Amar
Descrição: Eros/Cupido é filho de Afrodite/Vênus, por essa circunstância, os filhos do amor conseguem criar uma aura do amor que excita seus aliados a tomarem coragem de fazerem algo, mesmo que imprudente. Se os colegas do filho de Eros estiverem ao lado de quem amam, melhor serão seus atos e mais eficazes seja no que for. Assim sendo, ao lutar ao lado de quem ama, o filho de Eros/Cupido ganha um bônus de força, e de dano em seus poderes ativos, o mesmo acontece se ele estiver lutando ao lado de um casal que se ama. Tanto ele, quanto o casal, ficarão mais fortes.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de força em seus poderes ativos, e força física, para si, para seu amado, e para o casal caso esteja lutando ao lado de um.
Dano:  +10% de dano em seus poderes ativos.

Nível 29
Nome do poder: Imunidade Parcial
Descrição: Os filhos de Eros/Cupido entendem de ilusões, podendo inclusive utilizar-se dessas para seu bel prazer, e até mesmo cria-las. Assim sendo, por entenderem o funcionamento dessas, dificilmente caem nas mesmas, o dano relacionado a ilusões com eles, é consideravelmente menor.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ilusões que gerem dano são 50% menos eficazes nas proles de Eros/Cupido.
Dano: Nenhum

Nível 43
Nome do poder: Pericia com Arcos IV
Descrição: Você se tornou um mestre no manuseio do arco, seus movimentos são impressionantes, atira mais de uma flecha simultaneamente, e acerta alvos que estão atrás de outras coisas, podendo acertar pontos críticos em batalha sem qualquer problema.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +100% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: +45% de dano se a arma do semideus acertar.
Nível 45
Nome do poder: Insensível
Descrição: Apesar de possuírem uma beleza extrema e aparentarem ser sensíveis e puros, os filhos de Eros são extremamente insensíveis, nunca se deixando levar pelos sentimentos alheios e sendo capazes de ver uma pessoa sofrer sem ter mínima misericórdia. Dessa forma, poderão lutar mais concentrados, não sendo afetados por sentimentos de pena, amor ou compaixão.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de concentração em batalha.
Dano: Nenhum

Nível 49
Nome do poder: Imunidade
Descrição: As crias de Eros/Cupido, tem barreiras mentais em sua mente, ou seja, são imunes contra telepatas, invasores de mente ou algo semelhante, de nível igual, ou inferior a ele. Ilusões, e jogos mentais de nível superior, ainda poderão afeta-lo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Ilusões, jogos mentais, tortura, ou algo semelhante, de nível igual ou inferior ao da prole, não serão efeitos contra ele.
Dano: Nenhum


Ativos de Eros:
Nível 4
Nível 1
Nome do poder: Confissão Romântica
Descrição: Eros/Cupido, como deus do amor, pode forçar qualquer pessoa a confessar seus verdadeiros sentimentos românticos, e sempre poderá dizer quando uma pessoa está mentindo em relação a isso. Sendo inclusive, capaz de fazer uma pessoa chorar para admitir seus sentimentos. Assim sendo, a prole desse deus, herda esse poder persuasivo, podendo obrigar outro individuo a confessar-se sobre seu amor secreto, e seus sentimentos. Isso também pode induzir outra pessoa a tomar coragem para se declarar.
Gasto de Mp: 15 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 20
Nome do poder: Olhos de caleidoscópio I
Descrição: Eros/Cupido, possui a capacidade de mudar a cor de seus olhos, e assim como o pai, os filhos herdam essas características. Nesse nível, conseguem mudar a cor dos olhos para um azul intenso, muito claro e brilhante. Qualquer um quem olhar para os seus olhos nesse tom de azul, se sentira sonolento, ficando mais lento. Os ataques serão reduzidos, devido ao entorpecimento e relaxamento do corpo, e a velocidade irá diminuir gradativamente. O efeito passa se o contato visual for quebrado.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 5 HP.
Extra: A velocidade e concentração do oponente é reduzida em 40%, enquanto permanecer com os olhos focados nos olhos da prole de Eros.

Nível 23
Nome do poder: Asas II
Descrição: As asas dos filhos de Eros/Cupido, cresceram conforme o esperado, seu desenvolvimento foi grande, e ele ficou mais forte, assim como suas asas. Agora, quando elas se abrem, se expandem de forma grandiosa, brancas e reluzentes, te deixando com a aparência semelhante à de um anjo, tais asas, possuem uma força considerável, e seu brilho, causa certa dificuldade aos inimigos que olham para você. Eles ficam encantados pela estranha aura emanada pelas suas asas, agora já consegue voar livremente.
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 3 HP por turno ativo (só afeta se os inimigos te encararem diretamente, pois o dano, é nos olhos, no rosto, causa queimação e incomodo).
Extra: Nenhum
Nível 26
Nome do poder: Mini Sopro
Descrição: Um beijo soprado, um coração voador. Basta jogar um beijinho para seu oponente, e um coração surgira sobre o sopro de seus lábios, e vai direto para o corpo do seu inimigo. Ao toca-lo, se instala direto sobre o peito do oponente, o fazendo sentir as dores do coração partido durante dois turnos, o efeito varia, podendo levar o oponente a beira das lagrimas, ou a dor intensa. Depende do narrador, e da forma com que a pessoa age, quanto mais dura ela for, maior o efeito será sobre ela.
Gasto de Mp: 30 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 15 HP por turno.
Extra: O efeito dura 3 turnos.

Nível 40
Nome do poder: Beijo da Vida
Descrição: O amor é um sentimento que cura, que salva, que arde e que machuca. A prole de Eros/Cupido, poderá induzir esse sentimento em sua forma mais pura, e passar metade de sua vida para um amigo, ou aliado, através de um beijo. Basta encostar os lábios aos dele em um beijo verdadeiro, e metade do HP que lhe pertencia, passara a ser dele.
Gasto de Mp: 20 MP
Gasto de Hp: - 50% de
Bônus: Passa 50% do HP atual para seu aliado, amigo, ou amante. Ou seja, caso possua 100 HP, metade passa a ser do seu amigo, ou seja, 50 HP.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum


Passivos de Belona:
Nível 1
Nome do poder: A arte da guerra
Descrição:  Filhos da deusa da fúria da guerra, esses semideuses possuem um conhecimento apurado em estratégias básicas e de sobrevivência. É similar a um instinto, uma intuição, uma sequência de pensamentos que permitiam ao romano a analisar o combate como se fosse uma arte. Graças a isso, raramente entra em estado de desespero quando situações de risco surgem.
Gasto de Mp:  Nenhum
Gasto de Hp:  Nenhum
Bônus:  Conseguem elaborar planos e estratégias, assim como não são abalados com a eminência de um combate ou situações de perigo.
Dano: Nenhum
Nível 2
Nome do poder: Perícia com Espadas I
Descrição: Constantemente o atributo de Belona é a espada. Filhos dessa deusa possuem facilidade com esse tipo de arma e suas derivações. Mesmo sem nunca terem usado uma espada, o semideus conseguirá se sair bem em seu manejo e no improviso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% de assertividade no manuseio da Espada.
Dano: + 10% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Nível 3
Nome do poder: Combate não Armado
Descrição: A prole da deusa Belona tem um vasto conhecimento sobre combates. Seu corpo e seu espíritos foram forjados para o combate. Assim, eles possuem a capacidade de luta corporal muito elevada, sabendo técnicas marciais mesmo que nunca tenha realizado uma aula sequer antes. As técnicas podem ser utilizadas para a elaboração de movimentos complexos, como mortais, piruetas, ataques acrobáticos e golpes que requeiram uma grande elasticidade.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Nível 4
Nome do poder: Ambidestria
Descrição: A ambidestria nada mais é do que a capacidade de se usar ambas as mãos como predominantes. Tanto a mão destra quanto a canhota possuem um desenvolvimento motor elevado, permitindo o manejo de equipamentos e, principalmente, armas. Assim sendo, filhos da deusa da guerra conseguem manusear com perícia duas armas ao mesmo tempo ou alternando as mãos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Conseguira manusear duas armas com naturalidade, desde que essas não precisem das duas mãos para ser empunhadas (ex: podem usar uma espada curta em cada mão, dois machados mais leves, duas adagas), lutando com a mesma destreza que lutaria apenas com uma arma.
Dano: Nenhum.
Nível 5
Nome do poder: Corpo Guerreiro I
Descrição: O filho de Belona tem o corpo preparado para a guerra e combates de longa duração. Seu metabolismo e funcionamento é diferente de qualquer outro semideus, tendo assim os componentes biológicos potencializados. Isso oferece maior resistência corporal (diminui o cansaço físico e a dor de impactos no corpo), imunológica e permite que a hipercinesia não cause sobrecarga cerebral ou muscular.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +15% em resistência corporal, +20% de imunidade a infecções e venenos.
Dano: Nenhum



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Victor Phendragon
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Re: As melhores cartas são escritas a sangue [Missão para Victor Phendragon]

Mensagem por Marte em Qua Nov 29, 2017 5:31 pm



As melhores cartas são escritas a sangue



Missão narrada, rodada 3/3;
Início de novembro, final do outono em NY;
Lua crescente;



Aquela história de amor agora podia recomeçar e terminar de uma forma diferente, recuperando todos os anos que foram perdidos por orgulho. Victor se sentia feliz por ajudar a completar aquela história que havia sido atrapalhada de forma tão bruta, e seu pai certamente ficaria orgulhoso pelo trabalho amoroso executado pelo filho. Parecia um final feliz… mas não era para Victor.

Ao deixar a casa da senhora Lorewaire enquanto ela se arrumava para reencontrar o amor de sua vida, Victor recebeu uma visita inesperada.

▬ Olá, semideus. Você vem conosco - disse a mulher, que tinha longas madeixas ruivas e olhos que seriam considerados bonitos se não fossem tão cruéis. Antes que Victor conseguisse ter uma reação, foi atingido por uma espécie de dardo que o fez desmaiar.

• • •

Seus olhos demoraram a focar em um ponto fixo devido à baixa iluminação do lugar. Tentando se mexer, descobriu que seus punhos estavam algemados atrás do corpo. Victor demorou a entender que havia sido capturado por integrantes da temida Seita. Mas como poderiam saber que ele era um semideus? Como sabiam que ele estava na residência de Katerine?

Uma armadilha.

À sua frente, pôde observar uma criança de 12 anos mal-nutrida, com olheiras muito marcadas para a sua pouca idade e semblante triste. Ela não estava presa, mas claramente estava ali contra a sua vontade. Quando seu olhar encontrou com o dela, um pedido urgente era emitido por seus orbes castanhos: “me ajude”.


Regras & Informações:


✖️ Saindo da casa de Katerine, você foi capturado por integrantes da Seita (mas ainda não sabe disso). Devido ao elemento surpresa, conseguiram neutraliza-lo e levá-lo a uma de suas sedes;

✖️ A Seita já havia capturado a semideusa, uma filha de Morfeu, e estavam obrigando-a a trabalhar para eles. Sabendo que os semideuses acreditam no poder dos sonhos, a semideusa foi obrigada a criar sonhos na mente de outros meio-sangues para atrai-los a missões que fossem, na verdade, armadilhas para capturar mais semideuses;

✖️ Sua missão neste capítulo é fugir da base da Seita, fazendo o maior estrago possível, e salvar a semideusa de Morfeu, levando-a para o Acampamento Meio-Sangue;

✖️ Você é livre para utilizar NPCs, desde que descreva bem a funcionalidade do personagem na narrativa. O NPC também não deve retirar a centralidade do seu personagem na história, apenas atuar como auxiliar ou coadjuvante;

✖️ Caso possua mascote, pode levá-lo.

✖️ Todos os poderes e habilidades utilizados por você nessa rodada devem estar descritos no final, em spoiler, inclusive as passivas que podem influenciar a tomada de decisões no decorrer da missão. De preferência, separe-os por ativos e passivos;

✖️ Da mesma forma, todos os itens que estão com você deverão estar discriminados no final do post, em spoiler;

✖️ O prazo é de até 09/12 para postar. Envie-me MP quando concluir a rodada.

✖️ Em caso de dúvidas, pergunte-me via MP.




Dicas:

✖️ Utilize um corretor de textos ao escrever seu post para evitar erros de português;

✖️ Lembre-se de não fazer comentários em off dentro do texto. Se quiser fazer qualquer comentário ou observação, deve incluí-los no final do post em spoiler;

✖️ Não utilize templates muito estreitos que sejam desagradáveis à leitura, nem fontes pequenas ou cores berrantes;

✖️ Tente colocar em prática as correções recebidas anteriormente, elas foram feitas para ajudá-lo a melhorar.





"Eu sou o deus de Roma, criança. Eu sou o deus da força militar usada para uma causa justa. Eu protejo as legiões. Eu fico feliz em esmagar meus inimigos sob meus pés, mas eu não luto sem razão. Eu não quero guerra sem fim."

Marte Ultor


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Re: As melhores cartas são escritas a sangue [Missão para Victor Phendragon]

Mensagem por Victor Phendragon em Sab Dez 09, 2017 11:37 pm

Aviso: Ainda não foi corrigido.



As melhores cartas são escritas a sangue

A base da Seita.

- Muito obrigada. – Diz Katerine a minha frente. Seus olhos vertiam lagrimas em um mix de saudades, emoção e alegria por poder rever aquele que achou que a anos já estava morto.

Não pude deixar de me emocionar fortemente com a situação, respirando fundo para também não chorar, tentando parecer forte para manter minha pose de mensageiro portador de boas noticias e esperança. Com um abraço forte e um sorriso no rosto, me despeço da senhora Lorewaire e sua filha. Alex me acompanhou até a rua onde trocamos algumas palavras sobre a noite anterior, já que ele não se lembrava de nada, graças aos deuses. Com um abraço, nos despedimos e pedi para que ele tomasse muito cuidado com a bebida e pessoas que encontra pela noite e, talvez como um instinto sobre o ocorrido, ele entendeu bem o que eu queria dizer, mesmo sem saber do que aconteceu.

Com a sensação de dever cumprido e de que em algum lugar, meu pai estaria orgulhoso de mim, sigo caminhando na rua ainda um pouco cansado da luta na noite anterior. O embate havia sugado parte de minhas energias que já haviam sido repostas por alimentação e uma boa noite de sono, quando, digitando o endereço no meu smatphone divino para chamar as irmãs da tormenta no aplicativo, sinto uma picada um tanto incomoda em minha nuca. Talvez como a picada de uma abelha ou um inseto parecido, levo minha mão a nuca em busca da criatura, mas ao invés disto, retiro uma espécie de dardo, como uma pequena seringa de acrílico com ponta metálica.

▬ Olá, semideus. Você vem conosco - disse a mulher, que tinha longas madeixas ruivas e belos olhos azuis que seriam considerados bonitos se não fossem tão cruéis.

Minha visão fica turva e meus sentidos parecem ficar anestesiados. Sinto meus membros entorpecidos e até minha respiração fica pesada. Tudo está escurecendo ao meu redor.  - Q-Quem é... – Tento falar, mas logo sou pego por trás pro um cara realmente grande, talvez maior do que qual quer um que eu já tenha visto, logo antes de uma van preta parar ao meu lado e sua porta se abrir de imediato, comigo sendo jogado lá dentro, sem nem mesmo conseguir resistir, antes de desmaiar.

Após alguns sonhos quase que indiscerníveis em minha mente, sobre Henri e a Seita, acordo, muito cansado, sentido todo meu corpo pesado e entorpecido enquanto tento me mover. Meus olhos demoram a focar em quais quer coisa próxima a mim devido aos resquícios do que quer que tenha sido injetado em meu corpo para me sedar e a baixa iluminação do local, mas enfim foco mais ao lado um garota. Ela não parecia ter mais do que 12 anos de idade, bastante magra, talvez sub-nutrida. Junto a sua expressão triste e muito cansada, olheiras profundas e quase negras marcavam sua face que não demonstrava nada mais além de dor e solidão. Ela nota que acordo e, provavelmente mais cansada e entorpecida que eu, a garota move os lábios me pedindo ajuda, em um tom inaudível, como uma ultima suplica já sem esperanças.  “ Me ajude”

Sinto meu estomago virar, uma fúria subir em minhas entranhas e um estranho calor tomar conta de meu corpo. De imediato e praticamente sem pensar, tento me mover bruscamente em direção da garota, para ajudá-la, mas sou restringido em meu movimento por meus próprios braços, presos atrás de meu corpo por algemas que abraçavam uma barra de ferro grossa como meu braço que ia do chão ao teto, com mais correntes presas neste. Eu estava preso.

Olho para os lados tentando identificar a sala estranha que não possuía janelas e a única luz que existia ali entrava por uma pequena janelinha gradeada no alto da porta. Talvez para vigiar dentro da “Cela” antes de entrarem. Sim, eu estava em uma cela. Mas não uma comum. Era como uma daquelas celas que já havia visto em filmes americanos sobre espiões e afins, completamente fechada e sem nada além de paredes fortalecidas e aprova de fugas.

- Como você está? – Pergunto a garota, tentando me mover para próximo dela, mas sendo restringido por minhas correntes.  Ela não tem muitas forças para me responder, mas noto em seus olhos que não está nada bem. Está tão cansada quanto eu após a luta com as mulheres-coruja. Não, está muito mais cansada que isto. Apesar de não ver feridas e algemas prendendo seu corpo, sua nítida exaustão a impedia de sair dali e isto era inacreditavelmente cruel.

Noto ao lado de fora, após fechar meus olhos por uns instantes, duas figuras paradas ao lado da porta. Estavam aparentemente armados e não eram nada amigáveis. Apesar de nem um sentimento os dominar de forma verdadeira além do sentimento de estarem cumprindo sua função e serem importantes nisto, suas auras eram em um tom de verde escuro. Eles estavam certos do que estavam fazendo e tinham ciência disto. Estavam patrioticamente guardando dois prisioneiros importantes.

Olho, mesmo com meus olhos fechados, para a garotinha encostada em uma parede a minha frente, vendo sua aura pálida, fraca e cinza. Não havia esperança, sentimentos bons que a encorajassem, apenas o medo, tristeza e o sentimento de ter sido esquecida, largada ali. Isto era tão triste que até eu estavam me sentindo mais triste em relação a isto. Sem pensar, forço ao máximo possível meus minhas habilidades intatas e meu perfume natural para a garota. Apesar de não querer a seduzir, para muitos, meu perfume natural era como um sentimento bom, transmitia calma e alegria, além de em muito lembrar um odor familiar, o que me tornava praticamente invisível em relação ao olfato de monstros. Contudo, ele poderia ser usado para muito mais do que apenas isto.

- Qual seu nome? – Pergunto para a garota, que após alguns segundo, tinha sua aura um pouco mais colorida, um tom claro de azul quase cinzento. Ela parecia estar reagindo, mesmo que de forma fraca, as minhas habilidades.

- L-Lucy. – Sua voz era fraca, sofrida e triste. Contudo, aquele parecia ser o único resquício de animação e energia que ela devia ter sentido em dias.

- É um lindo nome, assim como você. – Falo, tentando animar a garota, sorrindo de forma calorosa para ela. Queria animá-la, vê-la recuperar suas energias e sua esperanças.

A pequena até tenta esboçar um sorriso devido as minhas palavras, mas estava tão fraca e entristecida que desiste na metade do caminho, se encolhendo na parede, com a cabeça baixa apoiada nos braços cruzados sobre os joelhos.

– Não se preocupe, vou tirar a gente daqui. Ok? - Minhas palavras são firmes e transmitem confiança e segurança de tal forma que fazem a garota levantar sua cabeça e me olhar com seus olhos em tom de mel, levemente amarelados.  

Eu então sorri pra ela, de forma larga e confiante. Queria transmitir para ela tudo de bom que eu poderia, pois se existe uma coisa pior do que não ter mais alternativas é não ter mais esperanças. Pior do que ser preso pelos outros é estar preso em si mesmo, assim como esta jovem garota, que tão nova, já estava em uma situação tão cruel. - Relaxa, vai ficar tudo bem. -

Seguro minha algema com a outra mão, tateando com os dedos até achar o que seria o buraco da fechadura e, com o deslizar do dedo sobre este, crio um agulha grossa sobre este, como aquelas agulhas de arremesso. Transfiro um pouco de minha energia para a agulha para que o show pudesse acontecer. Respiro fundo mordo com força um amontoado da gola de minha camiseta que consegui pegar com a boca, colocando a mão sobre o buraco da fechadura com a agulha e a pressionado para dentro.

“Tuff”

Um barulho abafado soou dentro da sela, como se um pequeno estalinho houvesse explodido dentro de um sapato. Faço uma expressão de dor enquanto uma lagrima escorre em meu rosto até que movo os braços para frente, soltando novamente a respiração ao ver a corrente estourada de dentro de sua fechadura e minha mão queimada, como se tivesse segurado um rojão. Apesar de estar doendo como se eu tivesse enfiado a mão sobre as chamas do fogão, os danos não passavam de queimaduras. Contudo fui obrigado para abafar o barulho da explosão e não chamar a atenção do guardas ao lado de fora.

A garota me olha assustada e logo nota que movo meu braço, após o som abafado e o subir da fumaça. Quando levo as mãos a frente, esfrego meus pulsos removendo as algemas e rasgando a barra de minha camiseta. Havia uma tigela com um pouco de água próximo a garota, onde, após dar um gole e oferecer a ela, enfio minha mão queimada. Minha mão ardia, mas ao menos o ardor gélido era mais agradável do que a sensação da pele queimada. Enfio a barra rasgada de minha camiseta a água até ficar bem embebida do liquido e a amarro ao redor de minha mão, improvisando um curativo com hidratação de emergência pra minha queimadura.

Me aproximo da garota com um sorriso afetuoso enquanto ela me olha espantada, interessada e aparentemente sem entender o que eu tinha feito.  Ela viu que algo explodiu, ela viu que eu havia me soltado e que havia queimado minha mão, só não sabia como.

– V-V-Você é c... – A garota tenta falar, mas eu já sabia o que ela queria dizer. Podia sentir em sua aura, em seus sentimentos que ela havia encontrado alguém tão especial quando ela e que, finalmente, após anos, ela teria encontrado um “irmão”.

- Por favor, espere um pouco. – Falo, de forma gentil, tomando o rosto da garota com minha mão ferida e lhe roubando um beijo delicado dos lábios. Transfiro, com isto, parte de minha energia para ela, sentindo minha vitalidade ser transferida para seu corpo enquanto deixava o meu. É quase que imediata a recuperação da garota, sua pele corar, as olheiras diminuírem e suas energias voltarem. Sua aura que antes era cinza, agora estava em um alegre tom de verde, repleto de esperança e alegria. - Esta pronta pra sair daqui? – Pergunto. – Então, a onde estamos. Quem são eles? –

- Eles são a Seita. Uma organização que caça gente como nós. Eu e meu irmãos vivíamos nas ruas quando fomos atacados por um monstro e fui pedir ajuda a policiais. Após investigarem e descobrirem que eu éramos especiais, nos mandaram pra cá. Eu nunca mais vi ele, desde então. – Me fala a garota, substituído sua recém adquirida alegria por um tom choroso de saudades e preocupação.

Sensibilizado, a tomo em meus braços e tento a acalmar em um abraço apertado e afetuoso.

– Não se preocupe, vamos achar ele. – Digo, respirando fundo e pensando que, não importa como, eu iria o encontrar e tirar eles daquele lugar.

- M-Me desculpe. Você só está aqui por minha culpa. – Fala a garota, chorosa. Minha expressão de duvida é cara em expressar que eu não entendia o que ela queria dizer, mas ela então cometa. – Eu consigo manipular alguns sonhos. É difícil e me consome muita energia e me deixa muito exausta por dias, mas consigo mandar algumas mensagens por sonhos.

Respiro fundo apertando ainda mais a garota em meus braços, em um abraço. - Não se preocupe. Eu sei que você estava sendo forçada a isto. – Falo, sentindo a dor da garota através de sua aura e imaginando que ela só poderia ser uma filha de Morfel ou Hipnos ou de alguns dos outros deuses dos sonhos.

- Venha, vou te tirar daqui. Você só precisa.... – Falo, explicando para ela o plano.

Aquela era, com certeza, uma base da Seita e podia sentir mais algumas auras ao redor. Talvez umas vinte, só no seu campo de “visão” através das paredes. Eu sabia que estava sem minhas armas e equipamentos e o lugar estava cheio de guardas. Tudo parecia muito perigoso, bem protegido e minhas energias já estavam baixas. Estava com, talvez, 40% de minhas capacidades totais e isto me custaria muito caro, mais a frente. Contudo, esta era minha única chance. .

Ando até a porta me colocando encostado na parede do lado que ela deveria abrir, usando a porta para ocultar a minha visão dos guardas. Eu poderia ficar invisível para isto, mas certamente gastaria energias de mais para tal. Após me preparar, respiro fundo e com a ajuda de Lucy, dou inicio ao plano.

Um grito da garota alerta os guardas e os faz olhar pela janela da porta. Ao não me verem, um deles abre a porta rapidamente e ambos adentram na sala, armados com pistolas. Oculto pelo movimento da porta, consigo pegar um deles pelas costas e invocar uma adaga negra que apoio no pescoço de meu alvo, o pegando como refém.  O segundo homem aponta a arma para mim, mas noto que, apesar de sua robusta constituição física, sua pericia com armas não era das melhores. Apesar de ser bem diferente de uma besta, o manuseio de uma arma não é tão diferente. Colocar munição, mirar, apontar e apertar o gatilho, quase à mesma coisa. A mira do homem era deficiente, até a forma que seu dedo deslizava sobre o gatilho era oscilante e isto me deu a confiança de que ele não acertaria um tiro em mim com um escudo humano à frente. Eu refém parecia desesperado, mas tentou se manter firme e em um ato de coragem, tentou sacar uma adaga da lateral de sua cintura, quando eu, prontamente prevendo isto, o golpeio com minha faca na lateral de seu braço, rompendo seu tendão e inutilizando sua destra. O outro homem então, sem saber o que fazer, busca Lucy pela sala, para a usar de refém, mas não nota quando ela, assim que eles entraram na sala, havia corrido em minha direção, estando atrás de mim.

Com meu alvo confuso e sem saber o que fazer, uso minhas habilidades para, rapidamente rasgar a garganta de meu refém e com um movimento com a faca lançar o sangue de sua carótida sobre o rosto do segundo guarda, sujando seus olhos com sangue e atirando o corpo para cima deles. 3 tiros são disparados no guarda degolado, quando salto sobre ambos e gravo minha lâmina na garganta do segundo guarda, evitando que ele gritasse ou fizesse alarde. Dois avos finalizados.

Respiro aliviado ao notar o silenciador nas armas, o que, para uma base da seita ali, só poderia indicar uma coisa. Estamos em uma área civil, no meio da cidade. Sem perder tempo, pego um das armas para mim e entrego a outra para a garota.  [b]- Só atire se for muito importante, ok? –
Falo para ela, pegando os dois cartuchos de munição e após estudar um pouco aquele equipamento de guerra, entendo, meio que por cima, como fazer a troca do cartucho vazio para o cheio. Não seria rápido e habilidoso como um bom pistoleiro poderia fazer, mas após um combate daria para o fazer. Guardo comigo as duas facas dos soldados e olho pelo lado de fora da porta. Não haviam câmeras.  Estranho um lugar como aquele, uma prisão para semideuses, sem uma câmera sequer. Fechando novamente meus olhos, noto que na sala seguinte havia um homem sentado em uma mesa, digitando em um computador alguma coisa que eu não conseguia ver, já que apenas podia ver sua aura e nada mais. Com a arma em mãos e seguido pela garota, vou até a porta da sala e a abro, cuidadosamente. Concentrado, o homem só nota a porta se abrir quando eu e Lucy já estávamos adentrando a sala de armas em mãos.

- Sem gritar ou fazer movimentos bruscos ou eu atiro. E eu não costumo errar. -Blefo, me aproximando dele.

- P-Por favor, eu apenas cuido dos computadores. – Fala o homem, levantando as mãos.

– Ótimo. – Falo, me aproximando dele e me colocando ao seu lado, colocando o cano da arma tocando suas costas. Sinto o homem entrar em desespero. - Primeiro, cadê minha mochila? – Pergunto de forma firme, apertando o cano da arma contra as costas do homem.

- E-Está N-Na sala 32, junto com tudo que e-entontram  de s-suspeito. – gagueja o homem, claramente com medo.

- Bom garoto. Agora, onde está o irmão dela? Quantos outros existem presos aqui e quanto guardas, ao todos? De forma sarcástica, falo com o homem, esboçando um sorriso frio e deslizando o cano da arma em suas costas.

- N-N-Nem U-Um. Só  V-Vocês. – Fala o homem, gaguejando de medo.

- Encontre ele, AGORA! Ou quer que eu tinja a mesa com seu sangue? E outra, para de gaguejar e fala direito. Tento ser bem enfático e parecer estar perdendo a paciência, o que faz o homem se mijar e engolir em seco.

- T-Tudo bem.  São 21 funcionários nesta base. É um centro de inteligência. Aqui possuímos informações sobre algumas operações que estejam acontecendo no momento e as planejamos. Só você e a 1-24 –

–LUCY! – Interrompo de forma cruel, dando um golpe com a coronha da arma em sua clavícula.

– L-Lucy. C- como queira. Só ela fica aqui. Sua habilidade e útil para atrairmos outros como vocês para cá. Explica o homem.

– Então aqui é um centro de inteligência. É aqui que você planejam as armadilhas pra nos pegarem e outras informações, não é? Interessante. Bem, vamos fazer assim.- Refiro a mesa e gavetas em busca de pen drivers, até achar 3 deles em uma gaveta ao lado. Eram negro com o um símbolo que já vi algumas vezes nos uniformes dos homens da Seita e um símbolo mentos de 1-TB ao lado. Eu não entendia quase nada de informática, mas sabia que aquilo deveria ser a capacidade do Pen driver.   – Vamos fazer assim, passa os planos pra cá, localizações de outras bases da Seita e seus integrantes. Também quero saber onde todos estão sendo mantidos presos. E é pra já. - Falo, parecendo sádico, enquanto forço o cano da arma dobre sua clavícula anteriormente golpeada.

- Não dá, são muitas informações. Demorarias dias pra passar tudo. Fala o homem, enfático.

– É bom conseguir passar ao menos a localização de onde prendem os outros e as operações atuais e que já estavam planejadas, ou eu acabo com você e eu mesmo faço isto. -

O homem, com medo, começa a digitar rapidamente e após colocar o Pen Driver, e após alguns minutos, vejo uma barra carregar no computado. Olho na parede o que parece ser um mapa local e tento memorizar algumas coisas. Memorizei a tal sala onde estava minha mochila, o que poderia ser uma possível rota de fuga e uma sala que estava escrito “Sistemas.“ Deveria dar uma olhada lá.

Contudo, alguns comandos no computador do homem me parecem estranhos. Vi um sinal vermelho aparecer no canto inferior da tela do computador e após fechar os olhos, noto a movimentação de pessoas vindo em direção a sala.

–Que interessante você. Teve coragem para soar um alarme, é? – Falo, vendo o desespero do homem quando eu disse isto. Com um golpe rápido, bato com a coronha da arma na cabeça do homem com força o suficiente par ao fazer desmaiar.

Pego o pen driver que ele estava usando e o que eu pedi para ele transferir as informações após o sinal de transferência concluída e um aparelho conectado ao computador. Estava escrito HD externo, o que, achei que poderia ser uma fonte de informações. Enfio os 3 no bolso e aponto com a esquerda para Lucy ficar atrás e mim.

- Vou dar cobertura pra você sair. Corre por trás de mim assim que sair da sala pelo corredor e entra na terceira porta a esquerda, ok? – Explico  para a semideusa olhando no quadro na parede.

Então, me posiciono ao lado da porta, olhando aqueles que subiam as escadas indo em nossa direção. Estavam no corredor à frente.

- Lucy, corre! – Falo, indo pra porta e tomando a frente, apontado a arma contra o corredor.
Lucy corre por trás de mim e já segue no corredor que eu indiquei, comigo ficando atrás. Quando o primeiro dos homens está prestes a despontar no corredor, disparo. Esvazio todo o cartucho contra a parede enquanto corro em direção ao outro corredor, os impedindo de seguir.  Fico na frente da porta da sala onde estava minha mochila, com várias coisas ali expostas.

Lucy, esta mochila. Enfia tudo que conseguir dentro dela, ok? – Falo, e sem perder tempo a menina enfia tudo, literalmente, pra dentro da mochila. Sem se importar. Tudo que ela julgou importante, saiu enfiando. Espadas, lanças, um elmo, broches, pulseiras um casaco e tudo o mais que ela fosse encontrando e olha que foram várias coisas. Por sorte minha mochila era sem fundo, pois a garota era rápida e conseguiu enfiar muitas coisa na mochila de forma ágil. E então que penso que, após anos morando na rua, talvez ela fosse boa com as mãos, com prestidigitação, que teve que roubar para sobreviver. É então que penso que minha infância no orfanato não havia sido assim tão ruim comparada a tantas outras.

Enquanto isto, troco o cartucho da arma, um pouco desajeitado, com alguns homens correndo pelo corredor em nossa direção. Rapidamente invoco uma adaga e a imantando com minha energia a disparo contra eles, a fazendo explodir em uma parede que solta fumaça e detritos de concreto, os jogando para trás. Enfim, consigo recarregar a arma e a aponto ara fora.

– Vamos Lucy, está na hora. – Falo, com a garota rapidamente colocando tudo que podia na mochila sem fundo e a colocando nas costas, enfiando mais algumas coisas no bolso e colocando um casaco prateado que estava ali. A loira então vai até a mim e após um abanar de mão, corre na direção do outro corredor. Sigo atrás dela, atirando, com alguns tiros inimigos passando de raspão por mim e um deles atingindo meu braço esquerdo, dilacerando a carne. Seguro firme a dor e respiro fundo, imantando a arma com energia explosiva e a jogando contra os homens, para ela então explodir como uma granada e suas balas serem disparadas aleatoriamente para todos os lados e fazendo aquela parte do corredor desabar, com as paredes e teto desmoronando.

Eu coro pelo corredor em direção ao corredor do lado, quando vejo Lucy sendo segurada por um homem alto e muito musculoso. Ele era o mesmo que havia me enfiado na van.

[b] – É semideus, você é mesmo um problemão. –
Fala a ruiva, deslizando o dedo pelo rosto da garotinha que me olhava assustada.

- Solta ela, agora. – Falo para o homem, que sequer me dá ouvidos, apenas fitando a mulher.

- Rock não e muito de falar, pequeno. Já eu, gosto de bater um papo. – Fala a mulher, se aproximando a passos rápidos e sedutores.

De imediato sinto um entorpecimento tentar tomar conta do meu corpo e uma sensação de topor.

- Você é uma semieusa. – Digo, incrédulo.

- Esperto. Então descobriu, é? – Fala a mulher, se aproximando segura de suas habilidades enquanto eu fingia estar cedendo às suas habilidades.

- É assim que você sabe como atrair e capturar os semideuses. Falo, caindo de joelhos no chão.

- Não é? É um ótimo plano. Desde o fim da guerra entre o rei dos titãs e o Olmpo, aqueles que seguiam Luke, assim como eu, ficaram sem saber o que fazer. Eu ainda odeio aquele lugar, tenho nojo de Afrodite que nunca deu a mínima pra mim e me abandonou quando eu estava a beira da morte diversas vezes. Olimpo vai cair assim como o exercito de Nyx. A era dos deuses vai chegar ao fim e os humanos poderão novamente viver livres das interferências e abusos, dos caprichos de deuses que não dão a mínima para a humanidade e para seus filhos, apenas para seus próprios prazeres e interesses. - Fala a mulher, com claro ressentimento em sua voz.  

Apesar de não saber de que guerra do rei dos titãs ela falava, eu sabia que muitos semideuses eram ressentidos com seus pais e que Nyx os usava em seu exercito para poder derrotar o Olimpo, contudo... Ela queria destruir tanto o Olimpo quanto à Nyx? Eu realmente não entendia o que ela queria.

A mulher então saca uma arma e aponta para minha cabeça, a tocando no alto de minha testa. – Você é espertinho de mais pra ser usado. É melhor o eliminar de uma vez. – Fala a ruiva, que ao deslizar o dedo sobre o gatilhos é surpreendida por um movimento meu, que golpeio o a lateral de seu pulso com meu antebraço fechado o acendendo acima de minha cabeça e o jogando ao lado a fazendo soltar a arma, para em um movimento giratório lhe aplicar uma rasteira. Eu não sabia de onde, mas diversos golpes de artes marciais estavam aparecendo em minha mente e dominando meu corpo como se eu tivesse treinado uma vida toda para isto. Eu me sentia o próprio Bruce Lee, nos antigos filmes de artes marciais que eu via. Desarmar alguém me parecia tão fácil quando atirar uma flecha e minha meu corpo já estava agindo intuitivamente conforme precisava.

Contudo, a filha de Afrodite era ágil, rápida e muito esguia. Assim como cai, rapidamente me golpeia com suas pernas e com um rápido movimento, e impulsiona contra o chão e se coloca de pé novamente.

– Você é bom garoto. Muito bom. – Fala a mulher, criando um chicote de espinhos em suas mãos e o estalando contra o chão. - Vamos ver até onde vão seus talentos. –

O cipós com espinhos voa em minha direção chicoteando o ar ao meu redor, pouco após de eu desviar de seu golpe. Eu estava em uma situação perigosa. Ela era mais hábil que eu, estava armada e minhas ilusões e habilidades se sedução não funcionariam nela. Era uma situação complicada.

Ela avança contra mim golpeando com seu chicote que por vezes me atingia de raspão, arrancando filetes de sangue e cortando com seus espinhos. Eu estava sendo pressionado e logo seria completamente acuado pela mulher. Invoco uma adaga com minhas habilidade e tento a usar para me defender, mas a pericia da ruiva era elevada e seus golpes me acertavam aos poucos, minando minha resistência e criando ferimentos que aos pouco começavam a arder, incomodar e a adormecer o local do ferimento. Era um chicote envenenado.

Tento avançar contra ela invocando uma segunda adaga e disparando contra ela, que facilmente desvia do projétil e me golpeia com um chute, me jogando contra a parede. O Impacto de minhas costas contra a parede é forte e sinto o ar em meus pulmões faltar. Sinto como se estivesse sem forças para respirar e esta distração é o que a mulher precisa para com um golpe, enroscar seu chicote ao redor de meu pescoço cravando seus espinhos contra minha pele e o apertar, me asfixiando. Eu estava encurralado, de costas contra a parede e logo seria completamente asfixiado pela mulher enquanto sentia minha garganta entorpecer.  Podia sentir que estava completamente na merda,ficando sem ar e sem forças. Só uma coisa veio a minha mente quando a ruiva apoiou seu é em meu peito, segurando o chicote com ambas as mãos e apertando o meu pescoço com sua roseira até eu ficar roxo.

“Vó, me ajude.”  Orei, internamente, pensando que, ela foi o único parente que até então, havia se preocupado um pouquinho que fosse comigo e que agora, uma de suas filhas estava prestes a me matar.

Como em um passe de mágicas, o chicote se desfez em um punhado de pétalas vermelhas que flutuaram pelo corredor em direção a uma janela atrás do brutamontes, com o inesquecível perfume de seu closet. Aproveitando a brecha dou uma grossa inspirada de ar, inflando meus pulmões, coloco o pé na parede e dou um super salto pra cima da ruiva, aplicando um soco, um gancho de baixo pra cima bem abaixo de seu queixo. Tamanho impulso me joga pra cima a golpeando com tanta força que sua cabeça se choca contra o teto antes de cair no chão, inconsciente. Respiro fundo sorvendo ar para os meus pulmões e recuperando meu fôlego, para então poder encarar o grandalhão.

Quando olho para ele, seu olhar parece mudar, estar completamente perdido. Ele então solta Lucy e fica ali, em pé, parado. Só então me dou conta de que, como filha de Afrodite, ela estava o dominando com suas habilidades e de alguma forma, este encanto havia se quebrado e estava sendo afetado pelo perfume do closet de Afrodite, que devia estar exercendo algum domínio sobre ele. Não perco tempo, pegando Lucy pelo braço e correndo em direção janela, contudo, observo ao lado a sala em que estava escrito sistemas. Ao entrar nela, ela parecia a parte interna de um computador gigantesco, cheia de placas fios e luzes para todo um sistema que havia ali. Não penso duas vezes antes de sair tocando as placas e as imantando com energia explosiva, tornando várias das pequenas partes e placas daquele sistema, granadas poderosas.  Lucy estava à frente da janela, usando minha mochila, quando aponta para baixo e uma dúzia de vans pretas estaciona bruscamente na entrada do prédio ao lado de fora. Homens fortemente armados saem das vans e começam a adentrar o prédio de forma ordenada, como uma força militar muito melhor treinada do que os guardas que haviam ali.

- O que vamos fazer agora? – Me pergunta Lucy, quando a tomo em meus braços e me jogo do décimo andar, expandindo minhas assas e ganhando os céus de Nova York, com toda uma sala de sistemas explodindo atrás de mim junto a meio prédio, enquanto eu ganho os ares em busca de um lugar mais seguro, despistando o pessoal da Seita.

Paro de voar um tempo depois, ferido, cansado, exausto e praticamente sem energias para usar. Estava sem mana nem para usar minha habilidade de trocar de roupas. Estava completamente exaurido no completo fim de minhas forças. Por sorte, ainda possuía alguns dracmas em minha mochila, que atirados ao chão, chamo pelo taxi da tormenta antes de, literalmente, desmaiar de exaustão, sentado no banco traseiro enquanto seguia para o acampamento. Havia muito a relatar par Quiron, as informações que consegui que poderiam nos ser muito úteis e todos aqueles itens roubados que consegui recuperar, além de ter danificado uma das bases da Seita. Apesar de saber que seria castigado por Quiron por ter fugido, só duas coisas estavam em minha mente agora. Jhon, o irmão de Lucy, que estava em outra base da Seita e Henri, meu amado, único que sabia que eu era um semideus e que era um soldado da Seita do governo canadense. Será que ele teria ajudado eles a armar para mim? Eu não sabia dizer isto, mas esta duvida doía em meu peito como os espinhos daquele chicote enquanto me asfixiavam.  

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Re: As melhores cartas são escritas a sangue [Missão para Victor Phendragon]

Mensagem por Marte em Dom Dez 10, 2017 1:28 am


Missão Concluída


Victor Phendragon,

Inicio sua avaliação elogiando sua dedicação à missão e pelo modo criativo como resolveu os pontos solicitados na história e como os relacionou com sua trama pessoal. Foi uma missão que eu gostei do enredo criado e gostei da forma como você solucionou a coisa toda. Você me surpreendeu positivamente. Parabéns.

Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Máximo de XP: 15.000 XP

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Pontuação obtida


Realidade de postagem + Ações realizadas: 45%
Comentários:

O desenvolvimento da sua narrativa foi coerente e fácil de ser imaginada, dando uma fluidez ao texto e à história. Pequenas coisas poderiam ser aperfeiçoadas para um resultado completo, como o tempo gasto sem necessidade no táxi das irmãs cinzentas. Seu personagem poderia ter ido direto ao destino correto sem tantos parágrafos desperdiçados naquela viagem. A propósito, as irmãs cinzentas são as Greias na mitologia grega, e elas já possuem nome: Dino, Ênio e Pênfredo. Outro ponto foi no trecho do closet de Afrodite, quando você descobre sobre a hidra, você consulta o seu smartphone divino para obter informações sobre o monstro. Ou seja, você ficou parado consultando o celular enquanto a hidra podia acordar com o cheiro de semideus. Não é impossível fazer isso, mas muito improvável e perigoso.

Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc: 12%
Comentários:

Percebo que você se dedicou para um resultado melhor aqui, o que você realmente obteve. Apesar de alguns erros, eles não se tornaram empecilhos para a leitura, mantendo-a fluida e perfeitamente executável. Vou listar abaixo coisas que mais se repetiram para que você possa aprimorar os próximos textos.
• Falta de acentuação: Ao longo dos três capítulos, muitas palavras que tinham que ter acento estavam sem. Imagino que você tenha apenas escrito o texto e deixado para revisar depois, mas esse erro acabou se mantendo. Recomendo o uso do Google Docs ou Word, pois são ferramentas que possuem corretor de texto e vão lhe avisar quando as palavras estiverem erradas.
• Separação de palavras: O erro mais irritante para mim foi o uso do quais quer. Está absolutamente errado. A palavra “quaisquer” existe, é o plural de “qualquer”, e ela não pode ser separada. Você também separou outras palavras sem necessidade, como nem um, quando se usa nenhum, mas nada foi mais grave que o quais quer. Por favor, não faça de novo.
• Evite frases ou parágrafos muito longos. Quanto maior a frase, mais tem o risco do leitor interpretar algo errado ou deixar passar uma informações importante.

Criatividade/Estratégia em combate + inteligência: 30%
Comentários:

Foi excelente a forma como você relacionou esta missão com sua trama pessoal, de modo que suas emoções se mesclavam com as emoções de Andrew e Katerine e eram o combustível necessário para executar esta missão. Você também encontrou uma ótima solução para a primeira parte da missão, para conseguir as cartas e deixar o acampamento, foi muito engenhoso e criativo.

RECOMPENSAS: 13.050 +50% pelo bônus de envolvimento da Seita = 19.575 XP e dracmas + Item


Como você recuperou itens que pertenciam a semideuses naquela base da Seita, poderá escolher um deles para você. Monte o item escolhido conforme as especificações abaixo.

Spoiler:

Tipo: Escolha o tipo de item abaixo, acrescentando uma descrição específica do visual da arma, tamanho e o seu tipo. Caso escolha arco, ele virá automaticamente com um pacote de 30 flechas.

• Espada
• Adaga
• Arco
• Lança
• Escudo

Material: Escolha o material que você deseja que sua arma tenha. Lembre-se que a escolha do material interfere diretamente no dano que a arma vai provocar, assim como o bônus natural do material.

• Ferro estígio
• Bronze Celestial
• Ouro Imperial
• Adamantino

Efeito: Escolha um dos efeitos abaixo:
• Acessório: escolha um acessório que a arma poderá se transformar, especificando qual.
• Ligação com o dono: a arma sempre irá retornar para o dono caso seja perdido, aparecendo junto a ele em até dois turnos.

O item terá espaço para duas gemas e terá resistência Beta.


Atualização será feita somente depois que o personagem voltar à vida.



"Eu sou o deus de Roma, criança. Eu sou o deus da força militar usada para uma causa justa. Eu protejo as legiões. Eu fico feliz em esmagar meus inimigos sob meus pés, mas eu não luto sem razão. Eu não quero guerra sem fim."

Marte Ultor


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Re: As melhores cartas são escritas a sangue [Missão para Victor Phendragon]

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