The Blood of Olympus
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Twisted.

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Twisted.

Mensagem por Bella-Aubrée Winnemann em Sex Nov 03, 2017 6:13 pm

a bella-aubrée winnemann's novel
 Sobre a Obra: A presente obra é disponibilizada pela protagonista, Isabella-Aubrée Winnemann, com o objetivo de oferecer conteúdo para a própria trama pessoal e o uso da conexão da trama instaurada "Ao cair do véu da Ignorância"; onde é uma das envolvidas com a perseguição e caça da seita.

Esta RP destaca-se no universo dos semideuses, intercalando-se entre cenários como o acampamento meio-sangue, a cidade de Nova-Iorque e demais locações necessárias para o desenvolvimento da trama. Baseia-se no período pós-iniciação da seita.  

** Clique aqui para mais informações sobre a linha do tempo.

*** ADMs, solicitarei avaliação quando finalizar tudo; merci.


Antes de embarcar numa jornada de vingança, cave duas covas.
CONFÚCIO.

CAPÍTULOS:

I. They are Burning all the Witches;
II. Nightmare dressed like a Daydream;


Última edição por Bella-Aubrée Winnemann em Sex Dez 29, 2017 5:39 pm, editado 3 vez(es)
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Bella-Aubrée Winnemann
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CHAPTER I

Mensagem por Bella-Aubrée Winnemann em Dom Dez 24, 2017 2:40 am

they're burning all the witches...


they got their pitchforks and proof,


Their receipts and reasons.





─ Vai experimentar isto aqui? ─ perguntou com timidez uma personal shopper estranhamente subdesenvolvida chamada Catherine Hale – ou apenas Cat, como era intimamente chamada pelos muitos homens cinquentões da nata nova-iorquina que iam procurar suas declarações de "eu-sinto-muito-por-ser-um-cafajeste" simbolizadas nos vestidos Gucci mais caros e brilhantes que poderiam encontrar ali, na Barneys da Quinta Avenida.  

Por cima do meu ombro esquerdo, encarei a iniciativa impaciente da garota possivelmente veterana em alguma escola preparatória da cidade em me empurrar o modelito que havia encontrado em qualquer canto da loja que eu deveria estar ignorando propositalmente. Era um vestido bege de linho, duro feito papelão, de um estilista escandinavo qualquer. Huh. Não, obrigada.


─ Fica com ele ─ respondi generosamente, movendo meus olhos sobre a silhueta desenhada em curvas, apertada estrategicamente num vestido-tubinho preto que só servia para deixar a garota de cabelo fino castanho claro e sorriso tipicamente sugestivo ainda mais magra: la tentation pour homme. Por alguns breves segundos me permiti avaliá-la. De postura ereta, de olhos presos nos reflexos que surgiam num longe espelho acoplado a algum suporte majestosamente arquitetado, eu a observei. Procurando no brilho dos olhos feminino exageradamente coberto por maquiagem ou no movimento inquieto que era feito por ela ao bater com a ponta do seu Scarpin no chão de porcelanato algum sinal de... vida. Aquela menina estava viva ou apenas vivendo? Ela estava feliz consigo mesma ou completamente desgostosa com a própria rotina? Eu deveria invejar a vida comum que ela tinha ou agradecer aos Deuses pela minha realidade alternativa vivida como uma semideusa?

Eram tantas perguntas, nenhuma resposta e apenas a troca de olhares indecifráveis.

Tudo o que eu sabia era que a cada vez em que eu me permitia - ou precisava - sair de Long Island para atender a Upper East Side eu me sentia um pouco menos confortável, como se toda a realidade metropolitana da selva de concreto parecesse tão diferente – mas no fundo eu sabia que eu era quem estava diferente. Era uma vez num tempo distante onde minhas únicas preocupações eram qual evento de gala eu deveria comparecer no fim de semana ou como eu poderia garantir que o príncipe encantado da Quinta Avenida caísse de joelhos por mim. Olhando agora, toda minha vida passada era tão... pequena e comum – e eu não conseguia decidir se eu sentia falta disso ou apenas insegurança por ter que encarar todos os dias uma vida nova e incerta como uma mestiça de humano com deusa.

Nada mais era tão simples. Eu não conseguia sequer ir as compras sem me perder em meio a pensamentos filosóficos desprovidos de saída alguma ou achar que qualquer olhar insistente demais sobre mim deveria significar um problema em processo. Exatamente como um olhar em questão, à espreita nas araras de lingeries.

Os olhos eram vorazes mas vacilantes. Pouco eficazes em tentar disfarçar sua intenção de me mirar de cima a baixo, como um pirata mapeando um terreno suscetível a um baú com tesouros. Mas no fundo, não era como se houvesse boas intenções naquele olhar. ─ Catherine, você conhece aquele homem? É um cliente regular? ─ Movendo a cabeça de um lado ao outro e com os lábios minimamente abertos, resmunguei em segredo para a menina detrás de mim; aproveitando da sua sagacidade pra fofocas-de-última-hora para mexer com minha cabeça num movimento que nada mais era do que uma jogada de cabelo. Mas para um par de meninas, era como atirar de um arco uma flecha certeira ao norte, apontando minuciosamente a direção a ser olhada.

Um sorriso falsamente sereno e um aceno negativo com a cabeça fora a resposta dada por Catherine, e após isso a confusão nublou seus olhos. Talvez fosse surpresa para ela, mas o homem não parecia demonstrar interesse algum no seu sex appeal à flor da pele. Normalmente, qualquer um que ousasse cruzar o caminho da garota, tendia a cair em seus sútil joguinho provocativo, resumindo-se a olhares secretos e gestos atrativos aqui e ali. Mas daquela vez, nem mesmo uma primeira impressão satisfatória pareceu ter ocorrido. O homem – de possíveis um metro e noventa de músculos salientes e postura tão tensa quanto a de um guarda real britânico – parecia completamente alheio a Catherine, ao mix de lingeries ante a si e até mesmo ao ambiente onde se encontrava. Seus olhos azuis de fulgor capaz de puxar para si toda a atenção alheia tentavam ao máximo parecer interessados em qualquer coisa aleatória, mas sempre achavam seu caminho de volta até mim.

Ele era tão alto e terrivelmente belo.

Seu olhar ela levianamente mal, e ele fazia isso tão bem.

E quando tivemos a primeira troca fixa de olhares meu único pensamento foi: "Quantas garotas você deve ter assombrado?" Catherine seria uma das mais novas a ingressar a lista – isso ficou comprovado no instante em que optou por sair dali, com o semblante sério demais e as passadas firmes demais contra o chão. E bastou aquela pequena brecha para que os passos do homem se guiassem até mim, mas não havia nenhuma insegurança naquele ato, divergindo da postura que ele assumia até alguns segundos atrás. Vinha ao meu encontro, com o par de olhos sobre mim, as mãos escondidas nos bolsos externos do casaco negro que lhe cobria o corpo robusto.  Diante do espelho, nossos reflexos apareciam, moldando o cenário. Em minha mente, éramos como Bonnie e Clyde, contracenando o momento em que se encontram, trocando olhares furtivos diante de um espelho, cruzando os caminhos no cenário do crime como se fossem desconhecidos antes de protagonizar algum golpe de mestre e correrem para o carro de fuga. Mas na Barneys não existia histórias de amor hollywoodianas e o tal homem estava longe de ser um cúmplice de crime, mas sim o meu carcereiro.

─ Se você fizer qualquer movimento brusco eu injeto um tranquilizante em você e faço todos acreditarem que você desmaiou e que estou apenas socorrendo você. Isabella Winnemann, eu sei o que você é. Estamos caçando pessoas como você e sugiro que não tente nenhuma gracinha se não quiser que isso termine mal, bem aqui. ─ As palavras foram sopradas em minha nuca, fazendo meu corpo se arrepiar e meu coração acelerar abruptamente. O espaço entre mim, o espelho e o corpo do homem detrás de mim pareceu tão pequeno que por um segundo me senti claustrofóbica. Toda aquela súbita mudança dos acontecimentos me fazia duvidar da veracidade dos fatos – poderia ser uma brincadeira, certo?

Errado.

Os olhos refletidos por cima do meu ombro não transmitia zombaria. Eram cortantes e tão fixos que eu sentia como se pudesse ler meus pensamentos. Será que podia? Eu não o conhecia. Ele me conhecia. Eu jamais havia visto aquele homem em toda minha vida. Ele parecia saber cada mínimo detalhe sobre mim, até sobre quem eu era. O pânico parecia correr por minhas veias, agindo de forma paralisante, me fazendo ficar estagnada diante daquilo. ─ Que tipo de brincadeira é essa? Saia de perto de mim ou eu chamo os seguranças. ─ Minha voz ressoava com uma firmeza totalmente contrária ao meu estado de espírito. Eu não fazia ideia do que pensar, de como agir e muito menos do que significava toda aquela abordagem indiferente. Estamos caçando pessoas como você..? Era surreal demais para algo como aquilo acontecer em um dia como aquele.

─ Chame os seguranças e mais homens como eu aparecerão. Nós da seita estamos te observando a muito tempo, Winnemann. Você vem comigo. ─ Ele disse, firmando a mão em minha cintura de modo tão brusco que era como se houvesse um desejo subliminar de partir o meu fêmur com o toque exageradamente forte.

Não havia saída, então? Eu iria mesmo me permitir ser levada por algum desconhecido lunático que se anunciava como membro de uma seita que caça pessoas como eu? Seitas jamais eram sinônimo de algo simples; a forma como havia declarado a caça aos meus havia sido violentamente crua. Ele sabia sobre os semideuses, sabia sobre mim. E em um piscar de olhos, eu havia passado de cliente insatisfeita da loja de departamento de luxo para alvo de uma seita anti meio-sangues.

Senti o aperto alheio puxar meu corpo, me fazendo tropeçar sobre meus próprios pés e tombar até o chão, caindo de joelhos. Pelo segundo em que me vi liberta do contato com o homem desconhecido, obriguei minha mente a funcionar e foi como se todo o cenário envolta corresse numa câmera lenta súbita. Ao fundo, eu ouvi a ordem sussurrada do homem para que eu levantasse do chão, no instante em que se agachou para me aparar. Ao longe, eu vi os olhares dispersos dos frequentantes da loja, como se a cena fosse algo banal demais para prestarem atenção. Num vislumbre ligeiro na fachada da loja notei que de fato, aquele rapaz não estava sozinho. Uma dupla se encontrava próximos a um carro, com armas presas no cós das calças e os olhos fixos em mim.  

"Pense, Bella. Pense."

Ordenei em mente, tentando evitar ser tocada pelas mãos do sujeito próximo a mim ao mesmo tempo que garantia tempo para moldar uma estratégia.

Não havia saída, era óbvio.

Minhas únicas chances de evitar aquilo era causar um escândalo - que possivelmente resultaria em mais vítimas além de mim - ou jamais ter me permitido ir naquela loja e escapar daquele destino azarado.

A primeira opção estava fora de cogitação, mas a segunda pareceu pesar em minha mente e em meu pescoço - no instante em que realizei que no fino cordão de ouro que cercava minha pele havia um pingente visualmente comum para os olhos ignorantes. Era um cristal, em formato de ampulheta, fixado a corrente, passando a imagem de um simples acessório. Mas não era apenas aquilo e eu senti uma faísca de esperança queimar meu peito no segundo em que o toquei. ─ Quando não há para onde andar, refaça os seus passos, não é mesmo? ─ Murmurei para o homem, dando uma longa olhada nos seus olhos, prendendo-o naquele ato pós-declaração-sem-sentido somente para que as minhas mãos não fossem alvos da sua atenção.

Quando eu puxei o colar para fora da gola do meu vestido, ele não notou.

Quando meus dedos roçaram no cristal mágico que acompanhava a joia e um único giro fora dado, ele teve o que mereceu.

O salão recheado de vestimentas caras e o cheiro de tecidos novos escureceu e desapareceu. Por um segundo, a sensação de estar sendo arrastada bruscamente para trás, em um voo livre e obrigatório, me fez desejar gritar. Diante dos meus olhos surgiam cores e formas, sons abafados e detalhes desconexos - era como assistir a regressão de uma fita num aparelho VHS. E então, o chão pareceu firmar sob meus pés e uma voz feminina murmurou algo que eu tinha certeza ter escutado antes; o dejavu me atingiu como um tapa estalado no rosto.

"Vai experimentar isto aqui?" A mesma voz tímida ditou, me fazendo achar o foco em todos os mínimos detalhes que construíam o departamento da Barneys, da Quinta Avenida. Um familiar vestido bege de linho, que parecia ainda mais com um papelão, se mostrou no reflexo do espelho a minha frente e um novo estalo surgiu na minha mente, como se minha consciência gritasse em satisfação um: Eu já vivi isso antes! O efeito bem-sucedido do cristal mágico havia me feito regressar no tempo, nos últimos dez minutos passados desde o meu antigo presente; e eu me sentia tão feliz que eu poderia gritar e saltar sobre meus saltos Vivier. Mas aquilo geraria muito alarde e eu tinha a sensação de que nada estava seguro ainda.

─ Catherine, irei reservar um Oscar de la Renta de seda negra com coluna cintilante e bordado de samambaia. Novas chegadas da coleção, envie-o para minha cobertura. ─ Minhas palavras soaram ligeiras, sem nenhum sentimento aparente e uma vez finalizadas, girei com meu corpo e tracei meu caminho as presas para a saída secundária da loja - na esperança de evitar a saída principal que me faria exposta a avenida facilmente cercada pelos homens da seita que eu sentia estarem a espreita. Afinal, eu havia retornado no tempo, mas o destino continuava o mesmo; eles estavam ali, por mim.

─ Senhorita Winnemann, espere! ─ Escutei uma voz masculina ordenar, distante o suficiente para me dar a chance de correr e empurrar a porta bruscamente numa tentativa de escapar à tempo. O reconhecimento daquela voz me fez estremecer, mas nem mesmo no segundo em que me vi fora da loja e diante de uma rua quieta e superficialmente pouco movimentada, senti que eu estava liberta. Como eu poderia me sentir? Bastou que meus olhos entrassem no foco do exterior fracamente iluminado pelos poucos raios de sol daquele fim de tarde para que eu visse um par de carros negros cruzados na saída da rua e um par de homens apontando armas para mim; rígidos e de olhares agressivos, como se avaliassem um possível ataque de um animal feroz.

─ Me deixem em paz! Gritei, recuando com meus passos pela calçada com cuidado, enquanto tentava trabalhar alguma estratégia em mente no meio-tempo.

Mas, não havia tempo para pensar e muito menos chance para eu o fazer.
Num piscar de olhos e tudo se tornou ligeiro demais para minha mente registrar tudo no exato momento. A porta da loja se escancarou e dali saiu mais um homem da seita, aquele que eu já "conhecia". Ao mesmo tempo, uma sobra cobriu a luz do sol e as armas desviaram-se de mim para aquilo que emergia no ar, desviando-se dos tiros que eram dados para cima. Mas nem todas as armas deixaram seu foco inicial. Meus olhos olharam aos olhos já conhecidos alguns metros a minha frente, o cano de sua arma apontada firmemente na minha direção, o dedo inflexível sobre o gatilho.

Ele disparou. Meu corpo foi ao chão - mas não devido o impacto da bala me perfurando, sequer senti aquilo. Um segundo corpo manifestou-se das sombras que me cercavam e todo o seu peso me fez cair, desviando daquilo que estava destinado a mim. Minha cabeça não escapou de ser atingida pelo contato com o concreto numa batida moderada mas suficiente para me fazer sentir o latejar cegante e desorientador. ─ Prepare-se para viajar nas sombras. ─ Uma voz nova e feminina sussurrou distante, me trazendo aos poucos o reconhecimento quando a face da responsável foi surgindo em minha mente afetada. Era Ariel.

─ Gallagher, alvo capturado, recuar! ─ A voz da filha de Hades soou mais uma vez, mas dessa vez não a escutei em meus ouvidos mas sim dentro de minha cabeça. E tão rapidamente quanto tudo o que se aconteceu ali, senti todo o lugar escurecer ainda que meus olhos se mantivessem arregalados. A gravidade pareceu distante por um espaço indecifrável de tempo e quando as luzes pareceram retomar o meu foco eu já não conseguia mais manter qualquer lucidez.

Minha cabeça parecia prestes a estourar e parecia insuportável ver ou ouvir qualquer coisa.

Então eu fechei meus olhos. ignorando a voz de Peter, o meu melhor amigo, que parecia cada vez mais próximo com suas asas abertas me cobrindo - eu conseguia sentir aquilo. Ignorando as mãos frias de Ariel, tocando minha cabeça em pontos aleatórios, firmando os dedos numa área que parecia escorrer algo quente e denso. Ignorando até mesmo a sensação de segurança que me acolheu uma vez em que senti o cheiro característico de ar fresco, grama cortada e madeira que eu sabia ser do acampamento meio-sangue.




"Chut, petit bébé, pas un mot, papa va t'acheter un merle.

Si ce merle ne chante pas, papa va t'acheter une bague de diamants.

Si cette bague de diamants est en toc, papa va t'acheter un miroir."

Quanto menos distante se tornava, mais atrativa se tornava a voz que cantava graciosamente; induzindo-me a despertar. Era como se eu precisava estar acordada, precisasse abrir os olhos para ver a quem pertencia aquele tom de voz angelical de dialeto francês impecável. Mas pelo bater acelerado do meu coração e a sensação reconfortante dos dedos que acariciavam meus cabelos longos e soltos sobre os travesseiros fofos, eu deveria saber que se tratava de alguém extremamente especial. Eu já havia escutado aquela voz em algum sonho. Eu já havia desejado aquele afago, mais vezes do eu gostaria de assumir.

Eu conseguia interpretar a canção de ninar que eu escutava todas as noites para dormir quando criança, ditadas no seu doce sotaque francês. E tão facilmente envolvida, eu não pude deixar de abrir meus olhos para encarar a mulher debruçada sobre o meu corpo inerte numa cama que parecia abraçar o meu corpo - tão apropriada a mim que eu não tardei em identifica-la como minha cama, no chalé dos filhos de Afrodite.

E pela primeira vez, mamãe estava em casa.

Seus olhos me encaravam e eu tentava encara-los de volta, mas era como olhar para um caleidoscópio das minhas cores favoritas: ora destacado num rubro mesclado a um castanho natural, ora completamente negro e brilhante e então uma mistura heterocromática de rosa-alaranjado, azul e cinza - como o céu no findar de uma tarde de verão no horizonte do Central Park. Seu cabelo era invejavelmente longo, volumoso e brilhante, cobrindo seus ombros empinados e educadamente retos. Seu nariz era pequeno, fino e de ponta levemente arrebitada e seus lábios suficientemente salientes possuíam um belo contorno rosado, num desenho de coração que harmonizava com o seu rosto em formato de diamante. Ela era tão linda que olhar demais parecia insuportável, mas ainda assim eu não conseguia deixar de analisar, cada pequeno detalhe, numa busca secreta de alguma pequena semelhança comigo.

─ Mãe? Estou vendo você. Estou sonhando ou estou morta? ─ As palavras saltaram dos meus lábios por pura impulsividade e após ouvir cada uma delas, um pequeno sorriso torto apareceu no canto dos lábios da Deusa; um sorriso discreto, que por pura polidez mantinha pouco do divertimento revelado, tornando-a misteriosa e intrigante. Vê-lo me fez sorrir também e naquele instante ela deveria pensar estar olhando o seu próprio sorriso refletido num espelho, afinal, possuíamos aquilo em comum.

─ Você não está morta e jamais foi suscetível o bastante para sonhar acordada, minha Bella. O nosso tempo é curto, logo este chalé estará aglomerado de filhos, filhas e demais meio-sangues que escutaram sobre o ataque. Mas eu precisava ver você, não apenas para me certificar que está bem, mas para lhe dizer duas coisas. ─ As mãos confortavelmente mornas da Deusa param em um semicírculo que cobria parcialmente meu rosto; seu toque era prazeroso mas ao mesmo tempo firme, como se o fizesse para manter a minha atenção no seu par de olhos graúdos estonteantes.

Sem nenhuma intromissão da minha parte, ela prosseguiu:

─ O que aconteceu na tarde de hoje foi catastrófico. Não poderá se repetir, entende, Isabella? Atente-se ao mundo onde vive, minha filha. Os dias são maus e vocês não estão mais seguros. Os olhos daqueles que viram além não possuem capacidade alguma para admirar a beleza rara que você e os demais meio-sangues possuem. Eles são cruéis e tóxicos. E não cessarão até eliminarem aquilo que sequer conhecem com clareza. Eles estão queimando as bruxas mais uma vez. Possuem suas próprias forquilhas, provas e razões. Mas, minha menina, me escute...

Se eles acenderem o fósforo, queime, então os exploda.


Não houve despedida.

Nem mesmo pude pressentir a sua ida.

As palavras de Afrodite ecoaram no silêncio do chalé, mas tão abruptamente quão a Deusa havia desaparecido diante dos meus olhos, a quietude se desfez; bastou que o baque da portas e escancarando desse partida a orquestra de sons desconexos e estupidamente altos. Passos pesados, falatório incessante, era como escutar uma onda vindo distante no mar e a cada centímetro mais perto de quebrar na beira da praia ela parecia crescer mais, engolir a qualquer ruído que não fosse seu próprio canto majestoso.  

Mas nem mesmo aquele mar  de semideuses fora capaz de exceder a voz daquela que trançou por entre os curiosos que cercavam minha cama numa tentativa de capturar uma notícia exclusiva daquela que havia escapado de uma ataque da seita. Os olhos alheios pareciam refletores de alta potência, me iluminando, expondo qualquer mínimo corte que estivesse coberto pelo curativo sob minha cabeça. Mas os olhos dela não traziam uma carga lúdica de luz invasora, revelavam tristeza e algo que eu julgaria ser culpa se eu não estivesse tão confusa pelo simples fato dela estar ali; Num chalé dentro de um acampamento de meio-sangues, protegido magicamente para repelir qualquer um que não possuísse um traço místico em seu sangue.

Mas se ela era capaz de estar ali, então...

─ Miss Bella, s-seu pai... seu pai foi ca-capturado pela seita.

Aquelas palavras não foram ditas num sotaque europeu carregado como eu me recordava de ouvir desde os meus cinco anos de idade. Ela ainda usava seu típico uniforme pomposo e seu cabelo espesso e negro continuava preso num coque alto e firme em sua cabeça, mas era como visualizar uma pessoa completamente diferente.

Dorothea era capaz de adentrar o acampamento, e havia trazido consigo a pior das notícias.

Minha cabeça girou, minha visão se tornou turva e todas as vozes pareceram distantes em comparação ao batimentos do meu coração que martelavam nos meus ouvidos. Cada pulsada e era como se eu pudesse ouvir um grito indiferente do meu pai, num eco onipresente sufocante e ensurdecedor - e que eu tinha certeza que não cessaria até que eu o encontrasse.




b.w.

Bella Winnemann

poderes e habilidades:

I. afrodite:
Beleza Natural;
Descrição: Os filhos da deusa do amor são campistas naturalmente bonitos e charmosos. A beleza supera a de qualquer outro semideus no acampamento, sendo algo beirando ao sobrenatural. É simplesmente indescritível. Isso faz com que inimigos e aliados acabem se distraindo por sua beleza perturbadora, ou encantados pela mesma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum

arsenal e apetrechos:



Cristal Magico: Uma ampulheta feita de cristal que quando girada ao lado oposto dará ao semideus o poder de voltar alguns minutos no tempo e contornar uma ação que possa prejudica-lo. Volta até 10 minutos no tempo de acordo com a vontade do semideus.

• Arsenal [Anel brilhante feito em aço polido, com uma pedra preciosa esbranquiçada minúscula em seu centro. Possui o efeito de alterar uma arma, mudando assim sua forma, detalhes, e qualquer outra coisa que o portador desejar, desde que as alterações sejam apenas físicas. Ou seja, utilizando o efeito do anel, é possível transformar uma lança em uma espada ou faca, ou qualquer outro item de ataque. Um escudo circular pode ser transformado em um broquel, ou um escudo de corpo. Os materiais dos itens podem ser alterados, mas seus efeitos sempre serão os mesmos (exemplo: uma espada elétrica ainda causaria dano por eletricidade se transformada em uma lança).]  {USADA PARA TRANSFIGURAR MORDOR}

• Amor Incondicional: Uma pulseira delicada feita de fios de prata com uma perola em seu centro. A pedra carrega uma benção da deusa protegendo assim a potadora de tal joia =   Def: 600

• Archangel [Um colar com o pingente em forma de asas. Feito de ouro, esse acessório é encantado e só tem seus efeitos ativos quando usado por um celestial | Efeito 1: Reduz em 25% o gasto de MP em poderes de luz; Efeito 2: xxx; Efeito 3: xxx | Material: Ouro | Resistência Gama | Sem espaço para gemas | Status: 100%, sem danos | Mágico | Item de reclamação dos Celestiais de Éter]





Última edição por Bella-Aubrée Winnemann em Qua Mar 28, 2018 10:40 pm, editado 1 vez(es)


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Re: Twisted.

Mensagem por Bella-Aubrée Winnemann em Sex Dez 29, 2017 5:50 pm

find out what you want!


be that girl for a month,


wait, the worst is yet to come, oh no...








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Re: Twisted.

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