The Blood of Olympus
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O príncipe guardião da flora

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O príncipe guardião da flora

Mensagem por Prowler em Qua Set 13, 2017 4:39 pm


The seed of the gods flourishes
Guardians, meet now
Dever! Dentre todas as peculiaridades que poderiam decorrer em sua mente, aquela palavra parecia ter um significado especial. Não era alguém de se dar por vencido, tão pouco de fugir das responsabilidades, justamente por isto parecia ser nato para aquelas funções. A mensagem havia chegado um dia antes, na Coorte I do Acampamento Júpiter, através de um corvo. Nela, as deusas hespérides ordenaram o deslocamento de Prowler, do local de treinamentos, até um recanto distante, nos arredores do Parque Nacional de Kings Canyon. Ao chegar ao local demarcado, o filho de Ceres encontraria outro guardião, para que tais pudessem cumprir seus deveres. Não se sabia ainda os motivos para tais atos, porém, como o bom servo que era, o legionário não demorou a pedir a permissão de Lupa e sair do Júpiter, rumo a sua nova missão.

Os pássaros cantavam alegremente naquele recanto, muito parecia que sentiam a presença dos protetores da natureza. O Sol, estonteante, reforçava a beleza da paisagem naquela manhã, ao tempo que Prowler, após vistoriar o local demarcado, descansava assentado por baixo de uma sequoia, atento a qualquer imprevisto que viesse a surgir. Sua foice, amarrada às costas, trazia a companhia da capa e do relógio-escudo, posto em seu punho canhoto. Uma camisa branca sem estampas, conjuntava com um calça jeans surrada e um velho par de tênis. Para o semideus, aquele tipo de vegetação em muito lhe recordava os períodos do passado, onde, com sua ninfa protetora, treinava arduamente afim de proteger os bosques em que residiam. Fora isto, seus poderes e habilidades tornavam-se extremamente poderosos em tais locais, ao ponto de sua gélida confiança alcançar ainda mais frieza.

— Não acha perigoso estar em um local aberto tão expostamente? — indagou um sujeito, surgindo por detrás dos arbustos. A capa, idêntica a de Prowler, revelava ser outro guardião.

— Se a vegetação não sentisse a presença fértil das hespérides em você, talvez.— respondeu o jovem, mantendo sua feição serena e calma. — Sou Prowler, filho de Ceres, isso significa que em um ambiente como este é bem improvável eu ser pego de surpresa. Na verdade já o havia notado há uns cem metros antes.

— Interessante. — falou o outro, ao gargalhar levemente antes. — Sou Adam, filho de Prosérpina, isso quer dizer que sou seu sobrinho. E como deve ter percebido, também sou um guardião das Hespérides. — comentou o rapaz.

— É por isto que as flores sentem-se tão bem ao seu lado. — pôs Prowler, levantando-se e batendo a poeira da calça.

— Me surpreenderia se fosse o contrário. — colocou o filho de Prosérpina. — Bem, ouvi coisas boas de você. É incomum as hespérides convocarem um guardião tão jovem para este tipo de tarefa.

— Sobre isto, a verdade é que não me informaram muito, apenas para vir com urgência a este local. — informou Prowler.

— A considerar a importância da tarefa, colocá-la em uma mensagem, mesmo que fosse de Arcus, poderia trazer certos imprevistos. — iniciou Adam, com o semblante a ficar mais sério. — Irei resumir. Há muito tempo atrás, temendo que seus tesouros e algumas riquezas naturais pudessem ser roubadas de seus jardins, Juno deu as deusas vespertinas uma semente. — falou, sentando-se sobre uma rocha, antes de continuar a narrativa. — Quando o jardim das hespérides estivesse em perigo, essa semente poderia ser usada para convocar um grande exército de seres mitológicos, para assim, defender nossas terras e qualquer divícia natural. Quando as responsabilidades de nossas mentoras também se adicionou em cuidar das fronteiras extra-dimensionais, essa semente tornou-se ainda mais importante. — continuava, mantendo sua feição em uma seriedade até então peculiar. — Porém, quando as hespérides decidiram recrutar semideuses para serem guardiões, não viram necessidade do item estar em tanto contraste. Sendo assim, resolveram guardá-lo em um lugar que nem os próprios deuses saberiam onde estaria.

— Por isto não me passaram os detalhes da missão por intermediários. — disse o filho de Ceres.

— Entenda que esta semente tem um poder anormal. Segundo as próprias hespérides, o item é capaz de convocar um exército de Ents, imagine o quão poderoso isso pode ser. — refletiu Adam.

— De fato. — pontuou. — Mas por que o interesse agora nessa semente? — indagou o tio.

— Parece que você tem estado bem alheio ao que acontece ao nosso mundo. — sorriu o outro semideus. — As fronteiras extra-dimensionais estão um caos. A energia da natureza está uma verdadeira bagunça, além de vários relatos de ataques de monstros a diversos semideuses, em um nível pouco visto antes. O mundo está em guerra, caro Prowler.

— Não me chegam muitas informações no Acampamento Júpiter. Mas o que está havendo? — questionou o campista.

— Não sabemos ao certo, ainda estamos investigando melhor, mas os guardiões nunca foram um grupo com muitos integrantes, então estamos há passos lentos. — deu resposta. — O que sabemos é que as barreiras dimensionais sofreram grandes aberturas, por uma entidade de grande poder, além disto, alguns semideuses estão ganhando poderes bem incomuns.

— Então as hespérides viram que talvez seja necessário usar tal semente em caso de um provável embate? — continuou a indagação.

Adam respirou forte ao ouvir a pergunta. — Na verdade elas não tem interesse nenhum em usá-la. — respondeu, baixando a face por um instante. — De tempos em tempos, um guardião experiente torna-se responsável em proteger este item. As hespérides sabem que hora ou outra, alguém poderia tentar encontrá-la. — continuou, com a voz levemente mais fraca. — Estamos aqui hoje porquê assassinaram um de nossos irmãos à procura desta semente, ao menos acreditamos em seu falecimento. O último guardião do item enviou um alerta aos jardins, informando que havia um certo semideus obscuro tentando rastrear a semente. No alerta codificado ele passou-nos que o feriram gravemente e ele estaria nos últimos minutos de vida.

— Se este tiver sido seu destino, é uma honra para um guardião morrer cumprindo sua função. — colocou Prowler.

— Tentamos contatá-lo novamente, mas em vão. Por isto, as deusas nos enviaram para rastrear a semente e levá-la a um local seguro, visto que este está comprometido. Deveríamos vir com mais homens, mas você e eu éramos os mais próximos e visto a urgência da tarefa, não nos resta muito, senão tentar cumpri-la de forma rápida e eficaz. — bradou o filho de Prosérpina.

— Rastreá-la não será difícil para alguém de minha ascendência. — disse o legionário. — Entretanto, há de se imaginar que outros também devem estar á procura de tal semente.

— Suponho que sim. — acenou positivamente com a cabeça. — O último local de tal item seria no extremo Sul da reserva. Sendo assim, as vespertinas colocaram nosso encontro ao extremo Norte, para que pudéssemos estar menos expostos. — detalhou o semideus.

— Gastaremos metade de um dia para chegarmos ao outro lado. Sendo assim, é melhor partimos logo. — falou Prowler, tratando de amarrar sua capa com mais firmeza. Sem delongar mais, a dupla de guardiões logo tomou o rumo do Sul, com a prole de Ceres a guiar o ponto cardeal.

A caminhada tornou-se interessante com o passar do tempo e das conversas. Era incomum que guardiões se reunissem por muito tempo, visto o pouco contingente que o grupo possuía. Isto não era de se admirar, tais seres possuíam um dever com a vida e a natureza que poucos viventes carregariam consigo. Sendo assim, quando um daquele grupo podia se encontrar com outro, era incomum e rara a comunicação que poderiam ter entre si. Adam detalhava a Prowler um pouco de suas aventuras como guardião, enquanto caminhavam. Podia se notar que o filho de Prosérpina era alguém experiente naqueles cenários, sendo um dos mais confiáveis devotos das deusas vespertinas. O filho de Ceres não passava em branco nesse aspecto, todo seu treinamento nos bosques e sua total distinção da cultura destrutiva dos homens surpreendia seu companheiro. Era um fato que mesmo para alguém com seu foco, o legionário se animava em ter a companhia de Adam, visto que tal como ele, o semideus era alguém devoto da proteção e do dever com a natureza.

A tarde chegava perto do fim quando, depois de uma longa e desgastante caminhada, os guardiões chegavam até o ponto onde a mensagem indicava a última localização da semente. Uma vistoria rápida nos arredores e logo os rapazes aproximavam-se do local demarcado, esperando encontrarem o item com rapidez.

— Tudo está muito tranquilo, por aqui. — comentou a prole de Prosérpina, agachando-se e escavando um pouco da terra.

— Não, não está. — pôs Prowler. — As árvores me contam que uma energia muito poderosa combateu nestes campos.

— Também consigo sentir essa energia natural fluindo por entre a vegetação. — adicionou Adam, continuando sua escavação.

— É melhor nos apressarmos, é o que sugere minhas amigas verdes. — colocou a prole da natureza.

— Não demorarei. — disse o sobrinho, antes de deparar-se com um pequeno baú escondido no solo. — Enquanto estivesse enterrado, seria impossível que qualquer ser no mundo sentisse sua presença, devido a uma benção de Hespéra. Claro que isso só atrasaria as buscas e não impediria de encontrá-lo. Mas agora que estamos retirando-o de sua segurança, precisamos ser rápidos em movimentar este baú. — alertou o outro guardião.

Abrindo o pequeno compartimento, Adam se certificava de que a semente estava intacta. Após isso, os guardiões novamente selavam o item e partiam, rumo as saídas daquela reserva. Com passos mais acelerados, ambos mantinham suas armas em mãos, a medida em que adentravam a mata, à espreita por inimigos. Prowler, guiado pelos conselhos da flora presente, tomava um caminho que consistia em tornar difícil o rastrear de prováveis adversários. Entretanto, a prole de Ceres logo diminuía seus passos, ao tempo que segurava firme sua foice e voltava seu olhar para a direção oposta.

— Problemas. — disse o legionário.

— O que há? — questionou o filho de Prosérpina, com o baú em sua canhota e seu bastão na mão direita.

— Em ambientes como este, me comunico mentalmente com as plantas todo o tempo. É como se as florestas fossem um ambiente com uma multidão para mim. — explicava Prowler. — Há cada segundo eu questiono sobre inimigos em volta, peço que se informem umas com as outras e me repassem os detalhes, por isto é quase impossível para mim ser pego de surpresa em um local assim.

— Quantos inimigos? — indagou Adam, indo diretamente a informação necessária.

— Somente um. — respondeu o tio. — Sua velocidade é absurda, já vi corredores desta forma no Júpiter. Filhos de Mercúrio...

— Se o que pensa estiver certo, correr e esconder-se será inútil. Ele poderá nos encontrar pelos seus instintos naturais e não conseguiremos ser mais rápidos que ele. — colocou o outro semideus.

— Ele chegará aqui logo. Nossa missão é proteger esta semente, mas ele desviará de mim, caso eu ordene que você parta e eu fique. — explicou a prole da natureza. — Quando estivermos com ele em vista, devemos esperar a ação dele e então contra-atacar, tal como um guardião deve fazer. — aconselhou.

Virando seu olhar rapidamente para frente, os defensores das Hespérides logo notavam um garoto em vossas vistas. O jovem deveria possuir a idade semelhante a dos guardiões, seus cabelos negros em uma franja longa contrastavam sua face, com um terço do rosto queimado. Em suas mãos, duas adagas longas em metal negro.

— Essas roupas, novamente. — disse o provável adversário.

— Estas são as capas dos guardiões das Hespérides, defensores dos jardins sagrados e todas as riquezas naturais. — bradou Adam. — Sabemos que é um semideus, suas adagas só nos confirmam isto. Sendo assim, devo informá-lo que esta é uma área restrita aos semidivinos, contrariar-nos vai de encontro aos interesses olimpianos. — alertou o rapaz, demonstrando sua complacência antes de iniciar uma batalha.

— Interesses olimpianos? — retoricou o estranho, antes de gargalhar alto por alguns segundos. — Sei quem são e o que fazem, o último de vocês tratou de deixar-me ciente da situação. — zombou, em um sorriso maléfico.

Adam cerrava os dentes, enquanto segurava seu bastão com mais força. — Tem coragem de citá-lo tão espontaneamente? — retoricou. — Quem é você, a quem você serve? — questionou, com o tom de voz irritado.

— Chamo-me Lewis, mas isto não é bem um fato interessante. Se estão aqui é porque de certa forma o outro de vocês conseguiu se comunicar e se estou certo, sei o que imaginam o que aconteceu a ele. — enfatizou Lewis.

— Não importa o que houve a ele, sabemos o porquê de estar aqui e nossa missão é defender este item, mesmo que custe nossas vidas. — disse Prowler.

— Se querem saber, eu não o matei. — falou o inimigo, causando espanto nos guardiões. — O feri nos pontos mortais sim, mas não o deixei morrer assim. Era apenas uma forma de me certificar que ele não continuaria lutando, visto que sua disposição em batalhar parecia não ter fim.

— Diga-nos o que aconteceu com ele. — ordenou Adam, dando alguns passos à frente.

— Entendam, nós não queremos matar nenhum semideus, estamos fazendo isto justamente para que esta matança tenha fim. — proclamou, de forma ríspida. — Essa semente que tanto protegem, segundo sabemos, pode invocar um exército de mil Ents, isso seria suficiente para causar algum estrago no Olimpo. Não são vocês quem queremos destruir, vocês são apenas armas, assim como eu era.

— O que houve com o outro guardião? — voltou a questionar o sobrinho de Prowler, aos gritos.

— Ele está morto, mas saibam que não foi totalmente culpa minha. Como disse, assim que o feri gravemente, tratei de cuidar dos ferimentos em um paliativo. Minha intenção era que ele tomasse consciência que queria viver e me informasse onde achar esse baú, mas assim que fui catar alguns galhos para uma fogueira, ele conseguiu fugir, deve ter sido nessa hora que se comunicou com vocês. Entretanto, esse esforço foi demasiado para seu corpo debilitado e ele faleceu. — respondeu Lewis, de forma espontânea. — Eu o enterrei, antes que perguntem sobre o corpo. — sorriu.

— Canalha! — exclamou Adam. — Um guardião prefere perder a vida do que ceder aquilo que protege. — alertou.

— Acalme-se, Adam. Foque em nosso objetivo. — disse o frio e consciente Prowler.

— Tsc, se estão tão determinados a isso, não me resta escolha, senão dar cabo de vocês. — disse, fazendo pouco dos seus adversários.

Um piscar de olhos foi o suficiente para que Lewis surgisse atrás dos guardiões, como em um teletransporte. Usando a vantagem momentânea, o provável filho de Mércurio atacava aos defensores, usando suas adagas. Os golpes visavam atingir suas costas, mas antes disto acontecer, os guardiões conseguiram perceber a ofensiva e movimentaram-se para frente, não antes de terem seus dorsos levemente raspados pelo atacante. Com a foice em sua mão destra, Prowler iniciava uma série de movimentos ofensivos, sempre visando atacar pontos não mortais do inimigo, entretanto, cado golpe dado pelo legionário era facilmente desviado por Lewis. Um giro rápido e o inimigo lançava a prole de Ceres ao chão, em um chute giratório. Porém, antes de poder fazer outra coisa, Lewis era surpreendido por vegetações que surgiam do solo e enroscavam em suas canelas, derivadas de poderes de Adam, que mantinha-se com o baú em mãos. Essa vantagem permitiu ao filho de Prosérpina partir para cima e golpear o adversário com o cajado, antes dele poder escapar. Porém o golpe não era tão efetivo, ao ponto do adversário dos guardiões cortar as gramíneas com velocidade e lançar dois discos negros no sobrinho de Prowler, o fazendo recuar.

Com o legionário da I Coorte voltando a se erguer, uma nova série de ataques eram feitos, dessa vez em conjunto com Adam e seu bastão. Lewis, entretanto, parecia bailar com os golpes dos defensores das Hespérides, esquivando dos ataques com facilidade. Após encontrar espaço entre as ofensivas, o inimigo fincava uma das adagas na coxa da Prowler, golpeando na cabeça ainda com uma joelhada e um soco, lançando-o no chão mais uma vez. Em fúria, Adam jogava seu bastão ao chão e lançava uma esfera de fogo em Lewis, que jogava o corpo para o lado e em mais um piscar de olhos, surgia nas costas do filho de Prosérpina. Fincando sua lâmina sobre as costas do guardião, o inimigo fazia Adam gemer de dor, antes do guardião lhe acotovelar no queixo e golpear o bastão sobre sua testa. Com Lewis atordoado, Prowler voltava a se levantar, com dificuldades em se locomover. Com sua foice no chão, a prole de Ceres atacava o adversário com uma esfera de vento, lançada de sua mão direita, jogando Lewis ao chão. Com uma cambalhota, o inimigo se erguia e paralisava Adam, olhando fixamente em seus olhos. Em extrema velocidade, Lewis invocava três adagas finas, atirando-as com extrema perícia sobre o corpo de ambos guardiões, atingindo Prowler no tórax e nos ombros de Adam. Com muitos machucados, a prole de Ceres ajoelhava-se, cuspindo sangue, pondo a palma da mão sobre a barriga, ao tempo que Adam carregava seu bastão com eletricidade negra e o lançava sobre o inimigo. Embora, visivelmente cansado e ofegante, Lewis ainda possuía forças para desviar e contra-golpear, indo em direção de Adam e desferindo-lhe muitos socos no rosto e finalizando com um chute na testa, jogando-o ao chão.

— Admito, vocês são talentosos, seriam ótimos aquisições para nós. — sorriu o adversário dos guardiões, vendo seus inimigos sem forças para continuar lutando.

— Quem são vocês? O que querem? — questionou Adam ofegante, ainda segurando o baú, mesmo caído.

— Quando eu era criança e não sabia que era um semideus, minha família foi atacada por um bando de lestrigões. Eles incendiaram minha casa, mataram meus parentes, queimaram meu rosto. Por sorte, eu consegui fugir. — iniciou Lewis. — Boa parte da minha vida passei treinando com outros como eu, pensando que um dia eu seria forte o suficiente para evitar que outras famílias tivessem o mesmo fim que a minha. — continuou, aproximando-se do baú e o retirando dos braços do guardião. — Não, ninguém nunca ficou forte a este nível, seria necessário ser um deus para evitar que tantas tragédias acontecessem. Sim, um deus, tal como os do Olimpo. Os deuses jamais se importaram com seus filhos, nos jogam uns contra os outros, afim de cumprirem seus objetivos. Permitem que no mundo haja fome, guerras, crianças sendo estupradas, servindo como bombas. — falava, ao tempo que conferia a semente dentro do baú. — Somos aqueles que acabarão com o reinado de dor de Júpiter, através das trevas traremos luz a esse mundo. Quem somos? O que queremos? Somos a última esperança de um mundo melhor. Somos os demônios de Nox, servos da noite, crias da escuridão, marcados pelas dores que assolam essa vida. Traremos justiça, faremos justiça. Todos os olimpianos sofrerão. — finalizou, fechando o item.

— Pouco me importam quem são ou seus motivos. Mas te prometo, não irá conseguir sair desta reserva com esse baú. — disse Prowler, retirando as lâminas de seu corpo, ao tempo que o sangue escorria por seu corpo e ele tentava se erguer totalmente.

— A única coisa que pensam, mesmo em um estado tão crítico, é cumprir com seu dever. Vocês guardiões possuem um senso de obrigação que nunca vi na vida. Por isto, deixarei que vivam mais um dia. Espero os reencontrar no campo de batalha, lá não serei piedoso, então é bom que saibam o lado que irão lutar. — advertiu Lewis, seguindo seu caminho.

Cerrando os dentes, Prowler ergueu-se uma última vez e iniciou a seguir o inimigo. Com toda velocidade e força que possuía, a prole de Ceres partiu contra Lewis de forma descuidada e despretensiosa, tamanha que a abertura em seu golpe permitia que o demônio de Nox conseguisse sacar uma adaga de sua jaqueta e golpeá-lo no tórax mais uma vez. Entretanto, o objetivo do legionário era abraçá-lo e utilizando seus poderes de guardião, fazer com que ganhasse presas de um lobo. Então, mesmo ferido gravemente, Prowler agarrou a Lewis que já estava lento e desgastado da batalha e em uma abocanhada, o filho da natureza rasgou a garganta do inimigo, ao tempo que o mesmo deu um último grito de dor e caiu ao chão, agonizando. O tórax de Prowler estava bastante ferido, mesmo que naquele ambiente suas feridas tornassem-se menos letais, seu estado ainda era grave e era provável que após aquele ataque, o rapaz não tivesse muito tempo de vida.

— Você sabia que ele arrumaria alguma forma de te ferir e ainda assim atacou-o com tudo que lhe restava. Entendo porquê as Hespérides o enviaram. — disse Adam, caído ao chão.

— Um guardião prefere morrer ao ter sua guarda comprometida. — colocou a prole de Ceres, com seus lábios e queixo repletos de sangue inimigo. Já Lewis, debruçado ao seu lado, derramava seus fluídos por sobre a bela vegetação, ao tempo que morria sufocado lentamente.

— Sacrificar a vida pelo dever, acho que ele era parecido com você nesse aspecto. — falou o sobrinho, com suas costas a sangrarem, além de ombros e os hematomas no rosto.

— Fui treinado para ser o melhor guardião possível, entretanto jamais gostei de matar, mesmo as criaturas das trevas. — dizia Prowler, com dificuldades. — Gostaria que ele tivesse tido um outro destino. A natureza não foi feita para matar e sim para salvar.

— Ao menos conseguimos informações que poderemos compartilhar com os outros guardiões. — comentou a prole de Prosérpina.

— Poderemos? Não acredito que eu conseguirei sair dessa. — pôs o legionário, cuspindo um pouco de seu próprio sangue.

— Deve estar com hemorragia, isso significa que não deve ter muitas horas de vida. Por "sorte" este ambiente tratou de diminuir a gravidade dos ferimentos. Mas eu te prometo, não morrerá aqui, Prowler. — prometeu Adam, antes dos olhos do filho de Ceres se cerrarem e ele desmaiar.

Assim que voltavam a se abrir, o guardião já não estava na floresta e sim em um quarto ventilado, com barulho de carros e pessoas perto da janela. Apesar das dores, seu abdômen estava enfaixado, além de outros curativos na coxa e cabeça. Em sua frente, um velho sátiro percebia o despertar do garoto, enquanto se dirigia até um criado mudo e preparava algo com frascos.

— Onde estou? — questionou o semideus.

— Ainda em Fresno, na Califórnia. Perto da reserva. — respondeu o caprino, levando um copo do líquido preparado até o paciente. — Beba isto, irá lhe ajudar na recuperação. — pediu, estendendo a bebida até Prowler.

— O que é isto? Quem é você? O que aconteceu? — questionou o rapaz, atordoado.

— Medicamento. Irá lhe ajudar a cicatrizar mais rápido, entenda que se eu quisesse matá-lo, não teria muito trabalho, então com certeza esse não é meu plano. — deu resposta o ser mitológico. Percebendo o bom argumento do homem-bode, Prowler engolia de uma vez o remédio, fazendo uma cara de desgosto em seguida. — Sou Reyus, sátiro e curandeiro. Vivo por essas bandas cuidando de semideuses feridos, uma promessa que fiz a meu mentor. Seu amigo, Adam, já me visitou algumas vezes anteriormente. Suas aventuras costumam sempre deixá-lo em um estado crítico. Por sorte ele conseguiu te trazer aqui antes que você viesse a padecer. — complementou.

— Adam? Onde ele está? — perguntou o jovem.

— O estado dele não era tão grave quanto o seu, mas também era bem crítico. Ter te carregado até aqui desgastou o corpo dele mais do que ele poderia aguentar. Porém, assim que lhe estabilizei, tratei-o e deixei ele em condições mínimas para finalizar sua missão. — disse o sátiro.

— Finalizar a missão? Deveria ter me aguardado para entregarmos o item às Hespérides. — comentou o rapaz, ainda deitado.

— Segundo ele me contou, sua tarefa era ajudá-lo na extração daquele baú que ele carregava consigo. Pelo estado que chegaram, nem desejo saber o que portavam. Já em condições, ele mandou que dissesse para que volta-se ao Júpiter e aguardasse novas informações, enquanto ele iria deixar o "pacote" em segurança. — adicionou o curandeiro, virando as costas e indo em direção a saída do quarto. — Poderá partir em um dia, talvez. Por hora, descanse, está seguro aqui.

Mais uma vez o talento do jovem havia sido posto em prova, mas desta vez ele foi ao seu esforço máximo. Talvez a Prowler não restasse muito o que fazer, senão descansar, porém como o guardião que era, ele sabia que uma guerra estava a iniciar e ele teria que estar pronto para proteger o que mais zelava: A natureza.

Poderes:
Passivos:
Comunicação Vegetal
Descrição: Por ser filho da deusa da Agricultura e plantas, você consegue conversar com as plantas, arvores, e com qualquer vegetação da floresta mentalmente, sendo muito útil em coleta de informações e coisas do tipo. Essa habilidade consiste em fazer com que o filho de Deméter possa se comunicar com espíritos arbóreos mentalmente, podendo pedir informações sobre algo que passou por ali, ou qualquer outro tipo, responderão com vontade e felicidade, pois saberá que estará ajudando o filho da deusa da natureza e agricultura.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Bússola Natural I
Descrição: Em meio a ambientes naturais, principalmente em florestas e campos, um filho de Deméter/Ceres jamais perderá o sentido do norte, podendo assim guiar-se com as referências cardeais. Nesse nível ele saberá para qual ponto cardeal está seguindo, diminuindo as chances de se perder.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Habilidade não funciona em locais urbanos, por mais simples que seja (como pequenos vilarejos).

Descendente da Natureza I
Descrição: Ao estar em um ambiente onde a natureza prevalece, tais como campos, fazendas, florestas, pântanos... O filho de Deméter/Ceres se sentirá mais confortável e seguro de si, tendo mais domínio de seu próprio corpo. Isso acontece, pois, os atributos corporais em ambientes naturais tornam-se melhores.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de velocidade, força e agilidade
Dano: +5% de dano em golpes físicos

Cura Natural I
Descrição: Ao estar próximo de algo natural ou em um ambiente rodeado pela natureza, o semideus filho de Ceres/Deméter receberá a energia natural do lugar para curar seus ferimentos. Nesse nível, poderá curar apenas pequenos cortes e fraturas pequenas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+25HP e MP
Dano: Nenhum
Extra: Habilidade usada apenas 3 vezes por missão/evento.

Empatia natural
Os guardiões das Hespérides possuem uma aguçada empatia com toda a natureza em si. Sendo capazes de saber o que uma árvore, planta, animal e elemental está sentindo, podem cuidar desses seres, que no geral são mais amigáveis com esses semideuses. A empatia apesar de não dar capacidade para que se comuniquem com esses seres, faz com que consiga os compreender totalmente.

Guardião sagrado
Ao estar protegendo algo, alguém ou um lugar, os guardiões das Hespérides sentem como se estivessem verdadeiramente cumprindo o objetivo de suas vidas. Repletos de adrenalina em seus corpos, não deixam que dores os incomodem, aumentam sua força em 50% e se tornam selvagens, sendo capazes de se moverem tão rápido quanto uma raposa.

Corpo acrobático
As Hespérides fazem a dança das horas, no caso modificando o tempo de estadia solar de acordo com as estações. Pelos longos treinamentos e graça natural de seus corpos, os guardiões são capazes de desferir acrobacias com grande esmero, tendo mais chances de desviar através de esquivas. As acrobacias ainda podem ser feitas para ajudar em ataques e etc.

Radar instintivo
Os guardiões das Hespérides não possuem esse nome atoa. Sendo responsáveis por guardarem tesouros, lugares e serem escolhidas para missões nas quais precisam proteger algo ou alguém, é natural que possuam instintos que as ajudem em suas tarefas. Ao estarem agindo em função da proteção de algo/alguém, mesmo que o objeto/ser que deve ser protegido se locomova para longe, irá saber sempre exatamente aonde ele está e se sofre perigo de vida/ser destruído. O instinto apenas irá cessar quando o objeto estiver em total segurança, ou quando não mais precisar protege-lo.
Ativos:
Controle elemental I
Como bons aprendizes druidas/xamãs, os guardiões são capazes de controlar minimamente os quatro elementos primordiais (água, terra, fogo, ar). Nesse nível são capazes de criar duas esferas em cada uma de suas mãos, podendo ser feita de um dos elementos escolhidos. A esfera poderá ser apenas arremessada em direção á um adversário, causando dano moderado de acordo com as características do indivíduo, suas fraquezas e resistências. (Cada esfera gasta 5 MP)

Metamorfismo parcial
As ninfas Hespérides dominam os poderes do metamorfismo, abençoando os guardiões de sua mão com a mesma habilidade. Nesse nível, esses semideuses são capazes de modificar uma parte apenas de seus corpos, podendo adquirir a aparência de um animal, assim como suas funções (ex: Garras de lobo, focinho de cachorro, traqueias de peixe e etc). O metamorfismo possui duração de três turnos, podendo ser utilizado duas vezes por missão/evento. [Gasto de 10 MP por ativação]

Observações:
- Para fins de narração, Lewis era um filho de Mercúrio e Demônio de Nox, nível 20 e Adam filho de Prosérpina nível 13.
- Reyus é um sátiro curandeiro de Asclépio.

Itens:
Foice Natural
Foice de madeira com lâmina de aço galvanizado com entalhes de folhas. Simples e resistente. Seu poder de destruição dobra quando usada em meio florestal ou campesino.

Relógio-Escudo
Aparenta ser um relógio normal, mas quando ativado se torna um escudo, revestido de espinhos e trepadeiras

Apple Peel:
Capa medieval feita de fios de ouro imperial, celulose e seda. Possui uma coloração marrom semelhante ao tronco de macieira, traços de ouro semelhantes a galhos secos de árvore e as bordas assumem a coloração das folhas em cada estação (verão = verde, outono = laranja, inverno = marrom, primavera = verde claro). A vestimenta possui capuz e protege o guardião de efeitos referentes ao clima, de modo que eles não sintam nenhum incomodo devido alteração de temperatura. A capa ainda é capaz de fazer o semideus ficar camuflado em meio a natureza, desde que o mesmo não se mova.



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Re: O príncipe guardião da flora

Mensagem por Baco em Qui Set 14, 2017 7:31 pm


Prowler


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP de acordo com o nível do semideus: 2.000 XP

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Enredo e coerência de batalha: 45%
Gramática e ortografia: 18%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS: 1.860 XP + 1.860 Dracmas

Comentários:
Prowler,

Acredito que essa sua narrativa tenha servido de introdução a um plot seu, o que me agrada. E, mesmo que não seja o caso, ela por si só foi muito boa. Você soube introduzir a trama do fórum no dia a dia dos guardiões de maneira muito inteligente, o que poucos conseguem. Descontei apenas alguns pontos por erros bobos de digitação, mas nada que atrapalhasse a leitura. Na verdade, devo dizer que foi muito prazeroso ler seu texto. Mantenha esse bom desempenho e irá longe, semideus.


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Re: O príncipe guardião da flora

Mensagem por Prowler em Qui Out 26, 2017 8:01 pm


The request of mother nature, the cry of the woods
The prince knows the queen, a new era begins
Seus olhos lacrimejaram por um segundo, ao tempo que colocava os dedos por entre a terra. Era como se ainda fosse possível senti-la ali. Os últimos acontecimentos geraram transtornos nos dois mundos que o jovem Prowler conhecia. No mundo mortal, tal como nos tempos antigos, os humanos voltavam a admitir a existência de semideuses, reconhecendo seus poderes como algo digno de controle. Aos seres mitológicos, restou o luto pela centena de criaturas e guerreiros perdidos naquele triste embate. Não fosse tristeza o suficiente, os campistas do Júpiter agora deveriam se manter à espreita, o máximo que conseguissem, tendo em vista que os governos agora caçavam-nos, ainda sem quaisquer motivos condizentes. A prole de Ceres, no entanto, havia perdido muito mais do que poderia imaginar. Treinado e criado por Dalia, sua ninfa protetora, o legionário sempre soube que seu maior dever era o de proteger a natureza como um todo. Ainda assim, a infelicidade bateu a seu coração, quando soube que a dríade instrutora havia perecido. Algumas criaturas, remanescentes dos ataques à São Francisco e Nova Iorque, acabaram por migrar ao bosque donde o jovem havia sido criado e treinado. Sem Prowler para proteger o lugar, várias das criaturas da natureza que ali moravam acabaram tendo de enfrentar o perigo e desfavorecidas pelo seu próprio poder, padeceram rapidamente, antes que alguns semideuses localizassem as feras e os eliminassem.

A noticia da morte de sua mentora havia chegado dias depois de retornar ao Acampamento. Como um guardião das Hespérides, o campista tinha a permissão para averiguar a situação, já que aquelas terras ainda faziam parte de sua jurisdição. Sem demora, a prole de Ceres chegou ao local onde a árvore de Dalia deveria estar, mas o resultado fora um resto de tronco, cortado e queimado. Uma rápida oração e o semideus entregou a alma da ninfa aos Elísios, onde descansaria na presença de outros seres bondosos. Mas antes que pudesse se locomover de volta à sua Coorte, uma antiga conhecida do menino aparecia por entre aqueles bosques. Sua presença era tão agradável que as árvores cantavam aos ouvidos de Prowler, junto a vegetação que parecia criar vida por onde o ser caminhava.

— Esperava lhe encontrar aqui. Na verdade, você foi mais pontual do que imaginei. — disse uma doce voz às costas do campista. Virando seu olhar, o semidivino podia ver uma bela mulher de vestido reluzente, com grãos abotoados no tecido, como se fossem diamantes. Seus cabelos aloirados, quase castanhos, tinham o mesmo tom que o do rapaz ali presente, diferenciando pelo tamanho e por uma tiara de madeira, que cobria a franja da senhora.

— Mãe? — murmurou o campista, confuso, reconhecendo-a pela presença e aura que carregava.

— Não sabe quanto tempo eu espero por essa oportunidade. — lacrimejou a divina, abaixando sua cabeça perante à prole. — Imagino que, assim como os demais semideuses, você não seja um grande amante de sua progenitora, mas... — falava Ceres, nitidamente envergonhada, surpreendida por um abraço inesperado do filho, que correu a seu encontro sem pestanejar e interrompeu sua fala. A deusa, conhecida como uma das mães mais amorosas dentre os olimpianos, aproveitava o momento, sem saber se haveria um reencontro no futuro.

— Eu tenho tanta coisa a falar, a lhe perguntar. Nunca pensei que a pudesse encontrá-la um dia, mas agradeço por isto. Principalmente agora, que Dalia se foi. Ela me era semelhante a uma mãe. — falou o legionário, emocionado em um estado raro, tomando espaço.

— Sim. Infelizmente fora uma fatalidade, Dalia era uma serva fiel e por isto confiei a ela tesouros de valores inestimáveis, inclusive você. — adicionou a senhora da agricultura, acariciando os cabelos de sua prole. — No entanto, eu lamento que não poderemos estender nosso encontro por demais. Fora sorte que conseguimos nos encontrar, temi que eu chegasse atrasada ou adiantada, mas sabia que você viria verificar por si mesmo. — comentou.

— Há um motivo especial nisso tudo? — questionou o rapaz.

— Sim. — respondeu a olimpiana, encarando os olhos de seu filho. — Na verdade, existe algo que apenas você pode fazer e eu lamento ter que pedir, justo neste momento. — iniciou Ceres, assentando sobre uma rocha. — Quando eu soube que Dalia havia padecido, eu sabia que viria até a árvore dela, para verificar por si mesmo. Apenas calculei o tempo que demoraria para chegar e claro, os espíritos da natureza me informavam a cada momento onde estaria, justamente porque deuses não devem se ausentar por tanto tempo. Principalmente para verem suas proles. — continuou o relato a deusa, ao tempo que Prowler acompanhava tudo. — Desde sua irmã, Prosérpina, me é tirado o direito de ser mãe. Não imagina a quantidade de filhos que perdi, semideuses caçados por enes criaturas desde que são simples bebês. — falava, ao tempo que voltava a lacrimejar.

— Não se sinta mal por isto, mãe. — disse o centrado guardião.

— Quando eu soube que estava grávida, sabia que você poderia ser mais um destes e não aguentei encarar isto. — falava a mãe, levantando-se. — Assim que eu o tive, dei aos cuidados de Dalia, para que ela treinasse você e para que cuidasse desses bosques. Longe dos homens e de outros semideuses, sabia que teria um destino diferente. — continuou, baixando a cabeça em seguida. — Entretanto eu não suportaria que depois de fazer isto, você ainda corresse perigo. Por isto, aprisionei um espírito da natureza no corpo da dríade. Caso fosse necessário ou ela morresse, ela libertaria este espírito para que lutasse e lhe protegesse. — explicou.

— Admito que não é algo que ouço os demais divinos fazerem. — acrescentou o legionário.

— Imagine que confusão seria se todos os deuses fizessem isto? Nós não temos permissão para interferir ou proteger nossas proles desta forma. — pôs Ceres, gesticulando. — Agora que ela partiu, o espírito se libertou e está a perambular por esses bosques.

— Há algum problema nisto? — indagou confuso, o guardião.

— O espírito está perturbado, tanto tempo dentro do corpo de uma ninfa, sem poder utilizar seus poderes, o fez ficar maligno. Ele está a caçar humanos e semideuses que rodeiam esse recinto, inclusive está em posse de alguns, numa caverna há alguns quilômetros daqui. — deu resposta a rainha das estações.

— Imagino que uma deusa olimpiana em uma batalha chamaria a atenção. Fora que, se houver semideuses presentes e a avistarem, começarão a questionar o porquê de sua presença ali. Repassando esse tipo de informação, hora ou outra, os demais deuses acabarão sabendo o que fez. — raciocinou o legionário.

— Por isto necessito de você. O espírito arbóreo necessita de um corpo físico para utilizar seus poderes ao máximo e em um ambiente como esse, poucos semideuses teriam alguma chance. — pontuou a olimpiana, aproximando-se do filho. — Sei que parece um pedido simplesmente de interesse, mas saiba que jamais o pediria isto, se eu pudesse tratar de outra forma. — adicionou.

— Se tudo isto não tivesse acontecido, eu jamais poderia tê-la encontrado. Então, eu agradeço no fim das contas. — sorriu Prowler, um pouco fora de seu estado emocional mais comum. — Poderei vê-la outra vez? — perguntou.

— Eu não sei respondê-lo. — disse a deusa. — Mas sempre estarei zelando por você e seus irmãos, mesmo que algum deles não sejam meus maiores fãs. Aliás, eu acredito que nunca tive uma prole tão poderosa quanto você, já és um dos mais fortes da primeira Coorte. Quero que continue desta forma. — sorriu Ceres, demonstrando orgulhar-se de seu filho.

— Continuarei. A senhora sempre estará em meu coração. — retribuiu o filho, abraçando sua mãe em um ato que durou alguns minutos, em total silêncio, mas que pareceu alguns anos na mente do jovem campista.

O corpo da senhora dos bosques se desfez em grãos, ao tempo que o guardião chorou por algum tempo, não sabendo se veria sua genitora algum dia, outra vez. Embora o encontro entre mãe e filho houvesse sido curto e direto, o legionário não imaginaria de outra forma, pois sabia das responsabilidades de Ceres. Com o desejo de cumprir a tarefa de sua mãe, Prowler se recompôs, colocando seus itens em posição de batalha e preparando-se para rastrear o inimigo arbóreo. Em um ambiente como aquele, o semideus podia pedir informações a vegetação presente, que prontamente respondia, sabendo a ascendência do rapaz. Fora isto, o guardião conseguia encontrar diversas pistas no trajeto, que o deduziam ao caminho em que o espírito ou seus prisioneiros poderiam estar.

Após meio dia de caminhada, o garoto logo chegava perto de uma caverna escura. À frente do local, diversos sinais de batalha, demonstrando que havia tido um embate recente pelo lugar. Analisando o território, Prowler ativava seu escudo e posicionava a lâmina de seu katar para fora, prevenindo-se de futuras surpresas. Antes, porém, que o legionário adentrasse a caverna, do solo, vários cipós surgiram, enrolando-se nas pernas do jovem. Ao tempo que o rapaz utilizava sua arma para cortar os sarmentos, um grande impacto pôde ser sentido em suas costas, como de um tronco arremessado, o lançando ao chão. Reerguendo-se em velocidade, o semideus analisou o ambiente, avistando um homem feito de madeira em sua vista. Seu corpo era semelhante a de um humano, com a epiderme claramente feita como a de um caule de árvore, enquanto seus olhos eram brancos, sem pupilas. Em seu dorso, uma toga de folhas cobria-o quase todo.

— Maldito! Mais um dos que vem aos meus bosques. — bradou em bom som a criatura.

— Espírito, venho em nome de lady Ceres. Permita-me despertá-lo e lhe libertarei do que lhe aflige. — pediu o jovem, gesticulando.

— Vós humanos ousam perturbar o verde. Nenhum deus me impedirá de desferir minha fúria contra vocês. — disse o espírito, levantando suas mãos e fazendo erguer-se do chão duas plantas, semelhantes a girassóis.

De seus botões, os vegetais começaram a disparar espinhos, que iam em grande velocidade em direção a Prowler. Em um movimento rápido, o rapaz pôs seu escudo a defender-se dos objetos pontiagudos, que possuíam o tamanho de agulhas de crochê. Antes de poder raciocinar, o guardião era preso novamente pelos cipós, que brotavam do chão. Era de se notar a capacidade e poder que o adversário possuía, forte o suficiente para fazer o filho de Ceres se acuar, mesmo em meio a aquele ambiente. Cortando as plantas com seu katar, o garoto tentava aproximar-se do oponente. Antes disso, era alvejado por uma nova chuva de espinhos, fazendo-o colocar seu escudo para bloqueio novamente. Entretanto, um daqueles itens acabava perfurando sua perna, colocando-o a manquejar por um momento. Sem alternativa, senão utilizar de todos seus poderes, o legionário convocava seus poderes elementais e fazia com que dois montantes de terra, semelhantes a paredes, se erguessem do chão. Batendo palmas, Prowler fazia com que as paredes de terra se chocassem entre si, com a criatura presente ao meio do impacto. Porém, apesar da violência do golpe, o espírito mantinha seu corpo intacto, tendo a oportunidade de contra-atacar.

Vários cipós se erguiam do solo e começavam a chicotear o jovem, que apesar de estar com a perna machucada, conseguia esquivar-se da maioria dos golpes. Os ataques que entravam causavam leves vermelhidões no corpo do semideus, que tentava a todo custo ter espaço para iniciar sua ofensiva. Ganhando um curto tempo, Prowler voltava a utilizar seus poderes elementais, fazendo com que uma jorrada de vento cortante partisse de seu corpo em um raio de até vinte metros, cortando os cipós e fazendo vários cortes no oponente, que parecia não sentir o ataque. Criando uma energia verde de suas mãos, a criatura disparava contra o campista, que era atingido pelo poder, sendo lançado ao chão, após uma potente explosão.

— Como farei para vencê-lo? Ele absorve todos meus ataques. — murmurou baixo o jovem, cuspindo um pouco de sangue e percebendo algumas costelas trincadas, após o ataque anterior.

— O corpo do espírito é imune a qualquer ataque físico, a única forma de derrotá-lo é utilizando o elemento inimigo do verde, o fogo. — bradou uma vez na mente da prole de Ceres. A voz era semelhante a da deusa da agricultura, que parecia acompanhar aquela situação de alguma maneira.

Levantando-se com dificuldades, o guardião era atingido por diversos socos e chutes do oponente, colocando ao solo novamente. — Irei aprisioná-lo junto aos demais. Saberão como é ficar preso, assim como eu fiquei. Mas antes quebrarei todos seus ossos, para que não possa se movimentar. — murmurou a criatura, fazendo um cipó grosso brotar do chão e se enrolar ao corpo de Prowler, com força e intensidade suficientes para quebrar seus ossos.

Mas antes das fraturas acontecerem, o guerreiro conseguia invocar uma espada, feita de fogo, que era segura por sua destra, queimando e cortando o cipó rapidamente. Com a distância perfeita, o campista saltava com o restante de sua força e fincava sua lâmina em chamas no peito da criatura, que gritou em alto som. Ambos caíam ao chão, com o corpo de madeira sendo consumido pelo fogo, ao tempo que o rapaz respirava ofegante. Após um tempo caído, o legionário levantava-se com dificuldades, indo em direção da caverna. Dentro dela, humanos e semideuses estavam amarrados por cipós extremamente fortes, quase todos os prisioneiros com alguns ossos quebrados. A conversa assustava em muito os mortais comuns que haviam visto aquela cena, mas não restava muito a Prowler, se não libertá-los e voltar para o Acampamento Júpiter o mais rápido que pudesse.

Já com os presos livres e o espírito derrotado, Prowler caminhava para fora da caverna, quando fora surpreendido por uma estranha planta à sua frente. Seu caule era azul e suas folhas saíam de um tom verde para um esbranquecido. Assim que o semideus ajoelhou-se para analisá-la, o vegetal lançou uma estranha seiva sobre a mão esquerda do jovem, murchando posteriormente.

— Você provou sua lealdade a mim e cumpriu a tarefa que lhe pedi sem questionar. Sinta-se recompensado por isto. — falou uma última vez a olimpiana, na mente do rapaz.

Assim que se levantou, o semideus ganhou a consciência da benção que sua mãe lhe deu naquele momento, lacrimejando em alegria, pois sabia que havia realizado o desejo e dado orgulho a sua genitora. Em seu corpo, uma runa havia sido deixado para provar seu valor como servo de Ceres.

Benção Requerida:
Runa do Agricultor: Uma runa em formato de folha, na mão esquerda, que abençoa Prowler, toda vez que ele a ativa. Quando utilizada, a benção concedida por Ceres permite que o semideus gaste 40% a menos de MP em qualquer poder que envolva germinar/criar plantas ou qualquer tipo de vegetação. O uso contínuo desta benção resulta na perca de 10 de HP a cada 3 post's ativo, devido a energia poderosa sobreposta no corpo do semideus.

Explicações:
- Como é colocado na série, os deuses as vezes ajudam mentalmente seus filhos. Imagino que isto torne-se até mais recorrente quando os mesmos fazem tarefas a eles.
- Ceres/Deméter é considerada uma das divindades que mais amam seus filhos, tanto que chora por Prosérpina/Perséfone durante o inverno inteiro, por não estar com ela. Logicamente que sendo um filho seu a realizar uma tarefa para si, possa ser recompensado mais facilmente e com mais qualidade.
- Acredito que a benção possui um poder conivente e que não é tão potente, basicamente o personagem gastará menos MP em alguns poderes em troca de perder um pouco de HP, então acredito que não é algo inviável e nem torne o personagem extremamente poderoso. Claro que, sendo uma benção, me fornece uma vantagem.

Poderes:
Passivos:
Comunicação Vegetal
Descrição: Por ser filho da deusa da Agricultura e plantas, você consegue conversar com as plantas, arvores, e com qualquer vegetação da floresta mentalmente, sendo muito útil em coleta de informações e coisas do tipo. Essa habilidade consiste em fazer com que o filho de Deméter possa se comunicar com espíritos arbóreos mentalmente, podendo pedir informações sobre algo que passou por ali, ou qualquer outro tipo, responderão com vontade e felicidade, pois saberá que estará ajudando o filho da deusa da natureza e agricultura.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Rastreador Inato II
Descrição: Não há rastreador melhor, em ambientes naturais, do que um filho de Ceres/Deméter. Ele poderá, nesse nível, notar sinais que destoam do quadro normal do ambiente, podendo descobrir qual caminho alguém seguiu mesmo depois de horas. Também poderá dizer informações mais refinadas como tamanho, espécie etc.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +60% de chances de encontrar pistas em ambientes naturais
Dano: Nenhum

Descendente da Natureza II
Descrição: Ao estar em um ambiente onde a natureza prevalece, tais como campos, fazendas, florestas, pântanos... O filho de Deméter/Ceres se sentirá mais confortável e seguro de si, tendo mais domínio de seu próprio corpo. Isso acontece, pois, os atributos corporais em ambientes naturais tornam-se melhores.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% de velocidade, força e agilidade
Dano: +10% de dano em golpes físicos

Corpo acrobático:
As Hespérides fazem a dança das horas, no caso modificando o tempo de estadia solar de acordo com as estações. Pelos longos treinamentos e graça natural de seus corpos, os guardiões são capazes de desferir acrobacias com grande esmero, tendo mais chances de desviar através de esquivas. As acrobacias ainda podem ser feitas para ajudar em ataques e etc.
Ativos:
Controle elemental III:
Chegando ao ápice de seu controle, os guardiões conseguem controlar qualquer quantidade de matéria elementar existente em meio á natureza, podendo molda-la como bem desejar. Podendo ser utilizado para defesa e ataque (fazer uma barreira de fogo, causar incêndio e etc), não funciona infelizmente com os elementos criado pelo próprio semideus, e se restringem aos quatro elementos primordiais da natureza (água, terra, fogo e ar).

Controle elemental II:
Evoluindo um pouco mais sua técnica, é capaz de criar uma pequena arma do tamanho de uma adaga, ou um chicote feito de um dos quatro elementos primordiais. A arma possui duração de três turnos, podendo ser utilizado três vezes por missão/evento. (Gasto de 10 MP por ativação)

Itens:
Burgeon • [Um Katar composto por um bracelete negro e uma adaga dourada. A lâmina pode se esconder dentro do bracelete ou reaparecer quando o usuário faz um movimento específico. O bracelete possui um design atual e pode facilmente passar despercebido em meio a sociedade, como se fosse um acessório de moda. Efeito 1: Resistência a magia de ilusão, qualquer poder de ilusão, medo ou charme lançado contra o portador dessa arma, terá o efeito reduzido em 50%. Efeito 2: Sempre retorna ao bolso do dono na forma de um dracma com desenhos especiais que lhe trazem lembranças únicas para o seu personagem. O desenho sempre muda, nunca é o mesmo. (Não é possível acrescentar outros efeitos a essa arma). | Bronze Celestial | Espaço para 2 gemas | Alfa | Status: 100% Sem danos | Necessário nível 10 para domínio completo da arma | [Épica | Evento Cidade dos Monstros]

Velociraptor linha prime [ Tênis esportivo feito para promover conforto, estimular a movimentação e ajudar o semideus em batalha ou treino. Não têm um estilo específico, já que muda de acordo com as vontades e preferências do dono | Efeito 1: O calçado muda de acordo com o dono e suas preferências, o tênis será alterado magicamente para o modelo que mais o agrada. Efeito 2: Promove +30% de velocidade ao portador. | Tecido mágico resistente e outros | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]

Relógio-Escudo
Aparenta ser um relógio normal, mas quando ativado se torna um escudo, revestido de espinhos e trepadeiras



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Re: O príncipe guardião da flora

Mensagem por Baco em Sex Out 27, 2017 2:41 pm


Prowler


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP de acordo com o nível do semideus: 6.000 XP (3.000, pela benção requisitada)

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Enredo e coerência de batalha: 45%
Gramática e ortografia: 19%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS: 2.820 XP + 2.820 Dracmas

Comentários:
Prowler,

Benção concedida. Gostei da maneira como interligou essa CCFY com o último evento. Achei muito interessante também o fato de você ter inserido a Dalia na narrativa sem que fosse algo confuso. Dessa forma, mesmo que uma pessoa não leia sua história previamente, ela ainda será capaz de entender a personagem em questão, graças à maneira que você utilizou para descrevê-la. Ao meu ver, a missão em si foi um pouco corrida. Em um ponto você termina o diálogo com Ceres, e no outro já descreve a meia hora de caminhada perdida e chega ao local certo. Entendo que já estava próximo do seu objetivo, mas, reforço que poderia ter explorado um pouco melhor a passagem de tempo. Um inimigo inesperado, um NPC novo (talvez um dos reféns que poderia ter escapado) ou algo nessa linha. Por fim, sua descrição de batalha, como apontei na Cidade dos Monstros, é muito boa. Minha única crítica vai para o golpe final, que foi um tanto quanto simples. Seja como for, no geral, seu desempenho foi bom e portanto, como dito no início, a benção lhe foi concedida.

Para critérios de balanceamento, o bônus de redução de gasto de mana cai para 30%. Se não concordar com a alteração, favor enviar uma mensagem privada refutando a mudança, e veremos o que fazer quanto a isto.


Atualizado por Quione.


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Re: O príncipe guardião da flora

Mensagem por Prowler em Ter Dez 19, 2017 1:40 pm


the power of agriculture and the jungle
The sect against the demigods, run away knights
O Sol ainda rastejava pelos céus, naquele fim de tarde. O crepúsculo radiante, jazia consigo a beleza diurna, que por ventura decaía sobre as trevas da noite, cada minuto que se passava. O canto dos pássaros cessava gradativamente, com o cricrilo dos grilos a tomar voz daquela imensidão verde, mais conhecida como floresta. Tudo, entretanto, deve ser focado antes daquele momento.

Era chegado uma das épocas do ano mais festivas para os semideuses, a celebração do solstício de inverno. Luzes natalinas, brincadeiras oriundas, entre diversas comemorações que os legionários do Júpiter, tinham a oportunidade de degustar. Livres para visitarem seus familiares ou se aventurarem na ilha de natal, que se tornava acessível apenas naqueles dias, as proles divinas poderiam repartir-se, em busca de um descanso merecido e uma digna celebração de fim de ano. Embora os mortais ainda estivessem arduamente à procura de semideuses, o clima da ocasião permitia certa liberdade para tais.

Prowler era alguém definitivamente sem família. Sem conhecer seu genitor humano, o jovem tinha como única parente considerável, sua protetora ninfa Dalia, que agora jazia presença nos Elísios. Não podendo realizar as tradições dos últimos anos, onde celebrava a mudança de estação nos bosques donde cresceu, restou ao guardião partir para os hespérides, onde comemoraria o solstício junto as responsáveis por isto, as deusas Horas. Para tal, o garoto deveria percorrer um longo caminho até a morada de suas mentoras. Sem identidade na sociedade humana ou atributos que lhe facilitassem a viagem, o rapaz percorreria por entre bosques e florestas, até finalmente surgir nas entradas do jardim.

Mas o que o campista ainda não tinha em mente, era que desde os últimos acontecimentos em São Francisco, ele havia se tornado um dos membros mais procurados pela temível organização conhecida por Seita. A Seita havia catalogado muitos dos semideuses que ajudaram na defesa da cidade, entretanto, já que não tinham conhecimento do que houvera acontecido, o grupo decidiu por fim caçar aos seres semi-divinos, visto que seus poderes poderiam causar sérios danos à sociedade mortal. Embora não fosse existente dentro de qualquer sistema mundano, Prowler ainda poderia ser reconhecido pelo seu rosto, graças aos reconhecimentos faciais mais elaborados que o governo poderia oferecer.

Dias após sair do Acampamento, a prole de Ceres tomava descanso na fria floresta de Inyo, ainda na Califórnia. Embora a noite não demorasse para vir, aquele tipo de ambiente fortalecia os poderes natos do campista, que se sentia muito mais seguro e confiante por entre o verde. Pondo seus itens de batalha encostados sobre uma sequoia, o semideus repousava suas costas, enquanto remetia a seu tempo de criança, em um lugar bastante parecido com aquele. O que o guardião não esperava, era que desde sua saída de São Francisco, por onde teve de passar, ele estava sendo observado por alguns olhos. Olhos que até aquele momento, não seriam nada convidativos. Um disparo pôde ser ouvido por aquelas matas e um grito ecoou mais forte que o barulho de qualquer animal. O sangue escorria da perna de Prowler, em um pequeno, mas profundo ferimento.

— Se tentar mover-se ou fazer alguma coisa, o próximo tiro será em sua cabeça. — murmurou um soldado, todo vestido de negro e com uma balaclava ao rosto, em suas mãos um rifle era apontado ao garoto. Em seu redor, outros dez soldados de aparência igual, faziam a mesma movimentação, todos atentos ao que o jovem poderia fazer.

— Admito que este é um ótimo lugar para se esconder, meu jovem. Mas estamos o seguindo desde São Francisco, ficamos bastante contentes quando o alarme disparou, ao localizar um dos semideuses procurados. — sorria um homem com um traje diferente, surgindo detrás daquele esquadrão. Seus cabelos brancos demonstravam uma idade avançada, em contraste com as dezenas de condecorações em sua lapela. — Eu sou o general Mickey Von Dost e em nome do governo dos Estados Unidos, eu declaro que está preso, sobre os crimes de terrorismo e falsidade ideológica. — proclamou, retirando algumas algemas do bolso.

— Governo? — tomava voz o legionário, com semblante de dor, pondo a palma da mão sobre a coxa. — Então são vocês quem estão caçando os semideuses, ouvi muitas coisas sobre vocês. — adicionou.

— Somos conhecidos como a Seita. Já caçamos outros como você, sabemos da maioria de suas capacidades, então é bom que colabore conosco, do contrário não me será nenhum empecilho ordenar sua morte. — bradou o comandante da operação, se dirigindo até o campista e colocando nele as algemas, com toda sua equipe mirando suas armas contra o rapaz. — Essas algemas são feitas de liga de titânio, nem o mais forte semideus conseguiria quebrá-la. Fora isso, elas possuem um sistema elétrico embutido que dispara trezentos volts por segundo, caso você tente alguma gracinha. — explicou o militar, puxando o jovem pelo braço e o colocando de pé.

— Eu espero que saiba o que está fazendo. — retrucou Prowler, manquitolando ao tentar caminhar.

— E eu espero que você comece a andar, garoto, do contrário será uma viagem pouco interessante para você. — gargalhou o general. — Se ele atrasar nosso percurso, incentivem-no. — colocou.

Por um momento, os soldados baixaram suas armas contra o guardião, crendo que ele já estava sobre controle, fora que necessitariam andar até as saídas daquela floresta e com isto, focar a atenção em outros perigos. Embora tivesse alguns militares atrás de si, prontos para levantarem suas armas e atirarem ou dispararem a eletricidade das algemas, caso fosse preciso, Prowler sabia de suas obrigações e que não poderia ser capturado tão facilmente. Assim que ficou em uma boa posição, o semideus transformou suas mãos em patas de canguru, pequenas e finas o suficientes para transpassarem as algemas, jogando-as ao chão. Percebendo isso, os soldados anunciavam fogo, levantando suas armas e mirando no filho de Ceres, mas antes que os disparos fossem executados, um escudo mágico de meio metro de raio surgiu e protegeu o jovem da primeira leva de tiros que veio contra si. Uma névoa firme e escura logo surgiu em todo aquele recinto, fazendo com que os militares cessassem o ataque, evitando atingirem um a outro. A coloração roxa no ambiente provinha de uma planta, que havia sido criada pelo legionário, no momento em que avistou seus adversários, significando que o rapaz apenas esperava o momento exato para poder utilizá-la. Tal vegetal tinha a capacidade de expelir uma névoa de coloração arroxeada que permanecia ao ambiente em uma distância de até vinte metros. Entretanto, a bruma dispersa no ar também possuía um aspecto psicotrópico, que fazia com os que inalassem aquele veneno começassem a alucinar sobre coisas reais, semelhante aos efeitos de Muscimol. Mesmo respirando aquilo, o semideus possuía uma resistência natural sobre aquilo que pouco lhe afetaria.

— Vocês vem até esta floresta com seus metais e suas armas poderosas, mas esquecem que a natureza é muito maior do que qualquer homem conseguirá ser. — falou Prowler, escondido por entre a neblina. O ferimento em sua perna praticamente se fechava sozinho, graças ao ambiente que curava o garoto. — Hoje, vocês irão respeitar as matas e o verde. — definiu.

— Maldito, preparou isto do momento em que aparecemos. Assim que esta névoa dispersar achem-no e atirem. Quero ele vivo ou... — falava o general até ser atingido por um ser de pedra, que o socou no estômago e o fez cair ao chão em dor, para depois ainda chutá-lo por diversas vezes.

O guardião elemental feito pelo campista começava a andar por entre o recinto, procurando os militares, que quando percebiam o ser, decaíam em medo, graças ao efeito da nuvem alucinógena. Gritos, choros e disparos podiam ser ouvidos por entre o local, ao tempo que o guardião derrubava cada um dos soldados, à medida que os achava. Assim que a névoa era dispersa, todo o esquadrão estava no solo, desmaiados ou em choque pelo que viram e alucinaram. Indo em direção ao general, Prowler, já com as mãos normais, o pegou pela lapela e o jogou contra uma árvore.

— Eu sou Prowler, filho de Ceres, guardião das Hespérides e legionário da primeira coorte. Quero que saiba disto. — bradou o rapaz, apontando o dedo para o homem.

— O que fará comigo? — questionou o líder da operação.

— Não sou um assassino igual a vocês. Eu respeito a vida e o que há nela. — comentou o campista. — Mas darei um aviso, qualquer membro da Seita que permanecer à minha procura ou a qualquer um de meus semelhantes poderá não ter a mesma sorte que você. Existe uma guerra a caminho e vocês apenas estão atrapalhando que possamos manter a ordem. — deu o recado.

— Acha que iremos parar por que deu uma surra em um minúsculo esquadrão? — gargalhou Mickey, com hematomas visíveis ao rosto. — Você derrotou dez soldados bem treinados e equipados em questão de minutos. Imagine o que um pequeno exército de semideuses pode causar? Não, vocês são perigosos demais para permanecerem livres. — argumentou.

— Imagine então o que monstros e as criaturas das trevas podem fazer, sem nós para defendê-los? Somos a diferença que faz vocês viverem ou morrerem. A cultura humana só visa controle, ambição e destruição. — contrapôs a prole divina.

— Eu errei, quando estava em minha mira deveria tê-lo matado. Mas não irei cometer esse erro novamente, me deixe vivo e eu o caçarei até minha morte. — ameaçou o comandante.

— Mesmo sabendo que posso dar cabo de você, ousa me desafiar? De verdade, homens são extremamente burros, mas eu admiro sua coragem. — comentou o legionário, dando um soco ao militar e o deixando inconsciente.

Pegando seus itens, o guardião os colocou em posição de batalha e tratou de partir, rumo a seu destino. Seria missão do garoto ainda, explicar e comentar para suas mentoras a situação que os homens colocaram os semideuses. Desta vez, Prowler andaria mais atento, sabendo que poderia estar sendo seguido, embora assim que chegassem ao jardim das Hespérides, qualquer um que não tivesse permissão acabaria sendo destruído pelos perigos e armadilhas que o lugar poderia ter.

Poderes:
Passivos:
Mestres dos escudos/barreiras I
Descrição: Os guardiões, treinados para defender os jardins, tem melhor sinergia com magias que envolvem escudos/barreiras. Escudos/barreiras mágicos criados por eles são mais resistentes e duradouros.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +20% resistência aos escudos/barreiras mágicos criados pelo semideus.
Dano: Nenhum
Extra: A duração dos escudos/barreiras mágicos é aumentada em 1 turno - ainda sendo necessário pagar a mana do turno extra.

Cura Natural II
Descrição: Ao estar próximo de algo natural ou em um ambiente rodeado pela natureza, o semideus filho de Ceres/Deméter receberá a energia natural do lugar para curar seus ferimentos. Nesse nível, poderá curar cortes mais profundos e infeccionados, a restauração de ossos ainda é impossível, porém é amenizado a dor. Hemorragias, sensações de tontura e paralisia levam metade do tempo para curar.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:+50HP e MP
Dano: Nenhum
Extra: Habilidade usada apenas 3 vezes por missão/evento.

Resistência a Envenenamento III
Descrição: O semideus prole de Ceres/Deméter possui uma resistência natural ao veneno. Independentemente de como seja feito o contato com o veneno (contato com a pele, inalação, ingestão, aplicado diretamente no sangue), o semideus possui um sistema imunológico que o defenderá. Quanto maior for o desenvolvimento do meio-sangue, melhor será a defesa contra venenos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de resistência a venenos; nesse nível venenos fracos podem não fazer efeito.
Dano: Nenhum
Extra: Esse poder funciona de acordo com a situação, ele poderá retardar o efeito do veneno, diminuir sua intensidade ou diminuir os turnos em que estará ativo. Essas questões, quando envolver missões/eventos narrados, dependerá do julgamento do narrador.
Ativos:
Gênese vegetal III
Descrição: Capacidade de criar plantas diferenciadas, exóticas e incomuns, até então impensáveis no mundo normal. Plantas carnívoras, com galhos e espinhos venenosas e até mesmo que cheguem a lançar ácido.
Gasto de MP: 50
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum  
Dano:  Nenhum
Extra: O semideus pode criar plantas carnívoras que não necessitem da luz solar assim germinando-as no submundo.

Metamorfismo intermediário
Descrição: As ninfas Hespérides dominam os poderes do metamorfismo, abençoando então os guardiões com a mesma habilidade. Nesse nível, esses semideuses são capazes de modificar três parte de seus corpos, podendo adquirir a aparência de um animal, assim como suas funções (ex: Garras de lobo, focinho de cachorro, traqueias de peixe e etc).
Gasto de Mp: 25 + 10 todo turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: A transformação dura 3 turnos

Barreira mágica II
Descrição: Sendo a proteção uma das funções dos guardiões, eles são capazes de criarem barreiras feitas puramente de magia. A barreira criada com essa habilidade cobre uma área de até 15 metros ao redor do guardião e é estática, não podendo ser movida depois de criada. Atacar de dentro da barreira acarreta na destruição dela, sendo necessário pensar bem se for utilizar a habilidade em uma batalha.
Gasto de Mp: 70
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: A resistência da barreira é contada como HP. Cada escudo mágico possui 200 de HP. Somente uma barreira pode estar ativa por vez e ela dura 3 turnos.

Guardião elemental I
Descrição: O semideus, através do controle elemental, consegue criar uma criatura feita puramente de um dos quatro elementos da natureza. O construto funciona como um guardião, defendendo e atacando os inimigos do semideus. A invocação tem apenas um metro e meio de altura e se comporta com base no elemento escolhido. A de pedra, é mais resistente e forte mas em compensação mais lenta, por exemplo.
Gasto de Mp: 15 para ativar e 10 cada turno para manter.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Cada golpe do guardião pode dar no máximo 20 de dano, mas ainda fica para o narrador decidir o valor certo
Extra: O construto dura 5 turnos, antes de desaparecer ou ser destruído.

Observações:
• Eu utilizei aquilo que sei sobre a Seita.
• O escudo mágico pode ser feito a até 15 metros, mas eu posso diminuir seu raio. Fora que balas não devem causar tanto dano de HP, já que elas apenas são mortais em lugares vitais. De qualquer maneira, o escudo apenas protegeu de uma pequena leva de tiros.

Itens:
• Bindweed [Um escudo leve de metal, em formato circular, de cinquenta centímetros de diâmetro. Em sua frente, alguns espinhos pontiagudos possibilitam ser usado para contra-ataques. Atrás, uma empunhadura fixa o item no antebraço do usuário | Efeito 1: O escudo transforma-se em um relógio, quando não ativado | Efeito 2: Quando utilizado em meio campesino ou florestal, o escudo torna-se mais resistente | Aço | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Arsenal do Acampamento]

Backpack [Mochila escolar feita de couro e com feichos dourados no formato de maçã. O utensílio é capaz de ser utilizado para carregar armas, roupas, cadernos, frascos de poções e o que mais for necessário para a sobrevivência do guardião. | Efeito 1: Ao enfiar a mão no bolso principal da mochila, seu usuário é capaz de retirar de seu interior uma maçã dourada, muito parecida com as existentes no jardim das Hespérides. A maçã pode ser atirada como uma granada, soltando uma fumaça tóxica que faz aqueles que a inalarem ficarem enjoados, não conseguindo efetuar movimentos que não sejam para se defender durante uma rodada. Pode ser utilizado uma maçã a cada três turnos. | Resistência Beta. | Sem espaço para gemas. | Status 100%, sem danos. | Nível 3. | Lendário. | Presente de Reclamação dos Guardiões das Hesperídes.]

Burgeon • [Um Katar composto por um bracelete negro e uma adaga dourada. A lâmina pode se esconder dentro do bracelete ou reaparecer quando o usuário faz um movimento específico. O bracelete possui um design atual e pode facilmente passar despercebido em meio a sociedade, como se fosse um acessório de moda. Efeito 1: Resistência a magia de ilusão, qualquer poder de ilusão, medo ou charme lançado contra o portador dessa arma, terá o efeito reduzido em 50%. Efeito 2: Sempre retorna ao bolso do dono na forma de um dracma com desenhos especiais que lhe trazem lembranças únicas para o seu personagem. O desenho sempre muda, nunca é o mesmo. (Não é possível acrescentar outros efeitos a essa arma). | Bronze Celestial | Espaço para 2 gemas | Alfa | Status: 100% Sem danos | Necessário nível 10 para domínio completo da arma | [Épica | Evento Cidade dos Monstros]

Velociraptor linha prime [ Tênis esportivo feito para promover conforto, estimular a movimentação e ajudar o semideus em batalha ou treino. Não têm um estilo específico, já que muda de acordo com as vontades e preferências do dono | Efeito 1: O calçado muda de acordo com o dono e suas preferências, o tênis será alterado magicamente para o modelo que mais o agrada. Efeito 2: Promove +30% de velocidade ao portador. | Tecido mágico resistente e outros | Sem espaço para gemas | Beta | Status: 100% sem danos | Mágico | Comprado na Ferreli & García - Mode et style]


• Bastão [Arma feita inteiramente de madeira, com um metro e cinquenta de comprimento, mas ambas as pontas revestidas em metal para aumentar o dano de impacto. | Madeira e BS | Efeito: Comum | Não apresenta suporte ou espaço para gemas | Resistência: Sigma | Status: 100%, sem danos | Comum | Comprado na loja ]




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Re: O príncipe guardião da flora

Mensagem por Érebus em Ter Dez 19, 2017 11:25 pm


Missão Avaliada!

Modo de avaliação:
Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP de acordo com o nível do semideus: 6.000 XP (Até +50% de bônus devido a utilização da seita.)

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%


Prowler:

Eu gostei da sua missão, apesar de já ter visto melhores, devo dizer que não foi de todo mal. No começo teve alguns problemas com as vírgulas e tudo mais, ficando até meio confuso alguns trechos, mas depois engrenou. Eu devo dizer que eu achei tudo muito curto, e como uma ccfy ficou bem fraco, para uma pontuação alta, mas como um combate, não ficou de todo mal, levando todos os pontos em consideração, a única coisa que eu achei que você falhou foi na parte de não ter sequer um soldado com a arma apontada pra você, certo, tinham outros perigosos possíveis, mas meu querido, tinham dez soldados e nem um misero único apontando uma pra você? E outra, você curou-se do ferimento com a bala lá dentro? Toma cuidado com essas coisas em narradas que isso pode te matar. Você poderia ter criado uma distração, para falar que os que estavam apontando pra você acabaram se focando em outra coisa, já que você estava amarrado.

De toda maneira, vamos lá:

-50MP pelos poderes utilizados na missão.

Realidade de postagem + Ações realizadas. – Valor 3000XP
Pontuados: 2000XP


Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc. –  Valor 1200XP
Pontuados: 1000XP


Criatividade/Estratégia em combate + inteligência.  – Valor 1800XP
Pontuados: 1000XP



Pontuação Geral: 4000 Pontos de XP
Multiplicador? Sim (50%)
TOTAL (Dracmas e Experiência): 6.000 Dracmas e 6.000XP.

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Re: O príncipe guardião da flora

Mensagem por Prowler em Qui Jun 28, 2018 10:06 am


The garden needs help, the guardians are reinforced
The dragon challenge, who wins the best poison
As notícias sobre o ataque de Nox à Nova Roma não caíram tão bem nos jardins Hespérides. No fim das contas, mesmo contra uma inimiga daquele porte, era nosso dever manter a ordem e impedir que aquele tipo de genocídio ocorresse, além de ter também ser nossa tarefa guardar as fronteiras entre os mundos. Héspera, rainha das deusas e ninfas Hespérides, convocou-me do Júpiter aos seus jardins, para que eu pudesse deixá-la a par da situação, poucas semanas depois do ocorrido. Prole de Nox e serva de Juno, a líder dos guardiões mantinha bastante preocupação sobre o futuro que estava por vir.

— O poder de minha mãe é muito maior do que podemos imaginar. — comentou minha mentora, assentada em seu trono, no templo presente ao jardim. — Os olimpianos também não deixarão este ataque impune, provavelmente. Se os laços entre eles já estavam rompidos, com tudo isto vejo uma guerra eminente a nossa vista. — colocou, já depois de ter ouvido todas as informações que eu possuía sobre o acontecido na cidade romana.

— Lady Héspera, se isto realmente se concretizar, o que nós, como guardiões, deveremos fazer? — questionei, entendendo que apesar de tudo, em quase todos nossos confrontos permanecemos neutros. Lutávamos quase sempre na defensiva, esperando um ataque a nós ou a nosso dever.

— Somos protetores da ordem, do equilíbrio e das fronteiras que demarcam este mundo. Trataremos de lutar por eles, independente da situação. — respondeu a deusa do crepúsculo. — Mas temo que nosso poder esteja aquém do que eu gostaria, talvez insuficiente para cumprirmos nossa tarefa. — bufou, revirando os olhos e pondo a mão ao queixo.

— Minha lady, sei que nossos guardiões não são tão numerosos, mas sei que cada um deles daria a vida para guardar e manter nossa vigília. — iniciei um comentário, sabendo que eu deveria ter compostura em falar com alguém daquele patamar. — Porém quando Júpiter nos passou o aviso sobre Nox e seus aliados, nos mantivemos inertes, apenas esperando que algo acontecesse para então agirmos. — proclamei, sendo interrompido por ela antes de colocar minha posição.

— Somos defensores, não compramos brigas, sejam elas necessárias ou não, Prowler. Não é de nosso feitio procurar a ofensiva, por isso sempre estamos no aguardo do ataque de nossos oponentes. — disse Héspera, cortando minha fala.

— E eu entendo isto. Possuo a mesma visão que a senhora e as demais Hespérides. — voltei a falar, tomando uma posição mais incisiva. — Entretanto precisamos nos preparar para defendermos também. Se sabemos que algo terrível pode explodir a qualquer momento, é inteligente que tenhamos estratégias necessárias para pará-lo. Muitos morreram sem que pudêssemos fazer nada, pois não nos preparamos para algo desta magnitude, mesmo sabendo da posição de Nox ao Olimpo. — pontuei, indicando reforçar nossa força para o futuro próximo.

— O que sugere? Seja mais direto, guardião. — questionou a Hespéride, um tanto quanto perplexa com minhas palavras.

— Não somos um grupo totalmente dependente de semideuses. O Arch-Guardião, Ladão, os Ents, todas essas criaturas também são defensores das Hespérides, e o poder deles supera bastante o da maioria de meus primos divinos. — respondi inicialmente, gesticulando com as mãos, mas mantendo o padrão sério de minha voz. — Quantas criaturas existem pelo mundo que poderiam nos auxiliar, caso precisássemos? Tenho certeza que como amansadores de feras, poderíamos ter muito mais força bélica se usássemos a força destes seres mitológicos. — falei, pondo a sugestão de nos reforçamos com as criaturas mais poderosas do universo. Como guardiões, mantínhamos um bom relacionamento com certa parte da fauna mitológica, excluindo obviamente as bestas oriundas das trevas.

— Está pedindo que envolvamos estes pobres seres em assuntos divinos? — questionou-me, falando em tom de negação.

— Ninguém está a salvo em um evento deste porte, minha lady. Se demônios ou algo semelhante ao que houve em Nova Roma acontecesse nos territórios deles, eles seriam escravizados ou exterminados com facilidade. Nox já demonstrou utilizar de criaturas mitológicas para obter vantagem, sejam por ideais ou pela força. — argumentei, pondo meu ponto de vista. — Talvez necessitemos mais deles que eles de nós, o que não impede que peçamos auxílio. — adicionei.

— Bem, isso pode nos ser útil, talvez. Embora eu acredite que dificilmente a maioria destas criaturas aceitaria algo apenas por esse motivo. No fim, é mais um pedido de ajuda que uma troca de favores. Mas é necessário que eu e minhas irmãs discutamos sobre isto. Por hora, vá para seus aposentos e não saia dos Jardins até segunda ordem. — ordenou-me, desaparecendo do templo em luzes semelhantes ao céu num crepúsculo.

Eu tinha noção do quanto minhas mentoras eram cautelosas com relação as suas atitudes. Qualquer ação suspeita poderia acarretar problemas, visto que os lados envolvidos cobrariam explicações, caso percebessem nossa movimentação. Entretanto sem muito o que fazer, me dirigi até um dos campos de treinamento, onde alguns guardiões novatos treinavam suas habilidades elementais. Como alguém mais experiente que eles, resolvi passar parte da manhã e toda a tarde os auxiliando na compreensão da arte do druidismo. Chegado a noite, me dirigi até meus aposentos, onde descansaria e renovaria minhas energias, imaginando se as Hespérides dariam ouvidos às minhas palavras.

Em meus sonhos, lembranças de São Francisco e do ataque à Nova Roma eram recorrentes. Imaginar que há um ano atrás eu era apenas um defensor dos bosques onde me criei, me davam uma certa nostalgia dos tempos de paz e harmonia. Já como guardião das Hespérides eu convivia com semideuses fantásticos, alguns muito mais poderosos do que eu tinha conhecimento. Na maioria dos cenários, quase sempre nos encontrávamos enfrentando inimigos tão assombrosos quanto meus aliados. Embora eu tivesse confiança que poderia vencê-los qualquer um dos lados, não poderia negar que as habilidades que eu via a cada dia me impressionavam. No fim das contas eu sentia falta de minha vida com Dalia, onde os maiores perigos eram alguns lestrigões que apareciam vez ou outra. Claro que aquele cargo me ajudava a me tornar mais poderoso e tornavam minha vigília com maior alcance. Pela manhã, após uma noite de sonhos repetidos, um dos defensores em treinamento foi diretamente ao meu quarto, onde ordenou que eu fosse até o templo. Héspera estaria a minha espera, antes mesmo da manhã estar com Sol forte.

Adentrando o recinto, cumprimentei minha mentora, que abençoou-me com algumas palavras, antes de ir direto ao assunto. — Bem, Prowler, o conselho das Hespérides se reuniu ontem. Discutimos sobre alguns assuntos, mas principalmente sobre o ataque de Nox à Nova Roma. — iniciou sua fala, um pouco mais desconcentrada que o normal. — As ninfas e minhas irmãs também acham que com uma guerra eminente, deveremos juntar aliados, afim de termos um papel importante em qualquer cenário. — continuou a senhora do entardecer, levantando-se do seu trono e vindo em minha direção. — Entenda que sua ideia não é de todo ruim. Mas nenhuma de nós acredita muito que os mitológicos sairão do conforto de seus lares para nos ajudar, embora não custe tentar, já que muitos deles também nos devem por situações passadas. De qualquer modo iniciaremos alguns exercícios de preparação de maior intensidade para nossos novatos. Como boa parte deles não vive nos acampamentos, muitas vezes não tem esse tipo de preparo para situações mais rígidas. — detalhou-me a mentora, confiando em mim para ouvir suas palavras.

— É um ótimo plano, minha lady. — proclamei com reverência, sabendo que nossos treinos eram brandos, se comparados aos exercícios do Júpiter.

— Essa atitude declara nossa situação como estado de alerta, não haverá descanso. Você, como residente do acampamento para romanos, deve manter-se lá, não só aumentando suas atividades de combate, como me mantendo atualizada das notícias que souber. Eu também acredito que existam legionários que te farão ter mais dificuldades que nossos novatos. — ordenou-me a líder dos jardins, tocando em meu ombro direito na sequência. — Mas sim, também colocaremos seu plano em ação e por isso está aqui. — decretou, dando as costas para mim. — Deverá ir até uma floresta no estado do Colorado, onde temos conhecimento que um dragão verde habita por lá. Ele é uma besta jovem, conhecida como Green Oak. — proferiu.

— Como quiser, lady Héspera, embora eu não tenha conhecimento total sobre as habilidades de tal fera. — coloquei, sem saber o que eu estaria indo enfrentar.

— Dragões verdes disparam veneno, por isso acredito que sua resistência a ele te faz ser o maior candidato para tarefa. Outros guardiões serão mandados a outros lugares, para que sua possamos abranger outras criaturas também. Se der certo, ao menos com alguns, já teremos feito um grande progresso. — respondeu-me Héspera, indicando os motivos de minha escolha. — Saiba apenas que nos domínios dele você estará sozinho. Se algo de errado acontecer, não poderemos ajudá-lo, afinal terá sido você que perturbou a ordem do lugar. De qualquer maneira, tente voltar vivo. — adicionou, demonstrando preocupação.

— Farei o melhor para isto e para termos um aliado também, lady Héspera. — proclamei, reverenciando-a mais uma vez.

— Vista-se e arme-se. Ao meio dia encontra Clete em frente a macieira dourada, ela o levará a seu destino. Boa sorte, Prowler! — ordenou-me, desfazendo-se em luzes mais uma vez.

O tempo corria naquelas horas matutinas. Como o guardião focado que era, tratei de alimentar-me bem com frutas e verduras, antes de colocar meus itens e aguardar uma das donzelas Hespérides. Pontual como elas sempre eram, Clete chegou a macieira ao meio-dia. Transformando-se em um lindo pégaso, a ninfa ordenou-me que eu subisse às suas costas, para que ela me levasse até o lugar ordenado. Logo estávamos voando dos jardins e de encontro a minha tarefa.

No caminho, pelos céus americanos, a ninfa me contava que ela e suas irmãs também iriam realizar aquele tipo de missão, com criaturas mais propícias a conversarem com seres da natureza, o que explicava o motivo dela não me ajudar. De toda forma eu estava ciente que dragões não eram seres fáceis de se comunicar, a maioria deles eram orgulhosos e extremamente autoritários. Mas eu estaria ali para tentar e não descansaria sem dar meu melhor. Já em Fort Collins, a donzela me deixou ao chão, voltando a voo e pedindo-me que entrasse em contato com as Hespérides, assim que terminasse a tarefa, informando os resultados.

Já na floresta, iniciei minha caminhada atrás do dragão, sabendo que ele não deveria passar despercebido por muito tempo. Pedindo auxílio da vegetação, com minha fala verde, conversei com as árvores e plantas, que me indicavam o caminho que eu deveria seguir. Como esperado, não demorei até encontrar o rastro da criatura, após quase meia hora de caminhada. Vendo algumas árvores em pedaços, como se tivessem sido abocanhadas por algo gigante, além de marcas de animais abatidos ao chão, imaginei ter chegado perto a um local de caça recente da criatura. Para minha surpresa, o draconiano também havia me percebido tanto quanto eu sabia dele. Claro que eu poderia ter escondido minha presença com minha camuflagem de Ceres, mas era realmente minha intenção que ele me encontrasse.

— Um semideus em meus domínios. Admito que faz muito tempo que não vejo um por estas bandas. — proclamou uma voz por entre as árvores, nitidamente me rastreando pelo cheiro, ao indicar minha origem divina.

Sem vê-lo perfeitamente, pude notar seu corpo verde, por detrás das sequoias a minha frente, assim que entrei em sua área de caça. — Antes de qualquer coisa, permita-me falar sobre minhas intenções aqui. Sou Prowler, filho de Ceres e guardião das Hespérides, vim aqui em nome delas. — coloquei, vendo a fera erguer seu corpo e sair por meio da vegetação.

— Hespérides? Não me recordo de ter ouvido falar delas. Parece que veio até aqui como intrometido mesmo. — disse o monstro em tom ameaçador, aproximando-se de mim. Obviamente aquilo me pareceu uma mentira e uma tentativa de me intimidar, o que teve certo resultado.

— Somos defensores da ordem e das fronteiras entre os mundos. Talvez não saiba, mas todo seu território e suas próprias habilidades estão em perigo. Por isto estou aqui. — coloquei, segurando meu bastão com certa força, demonstrando um pouco de nervosismo.

—Meu território ameaçado? — indagou, gargalhando. — Diga-me o que pode ameaçar-me, homenzinho? Eu sou o senhor destas florestas. — comentou.

— Nox, a primordial da noite. — respondi, causando surpresa na criatura. — Sei que é um ser extremamente poderoso, mas não irá durar contra os seguidores dela. O mundo tem uma guerra pela frente, Júpiter e Nox preparam suas armas, em breve criaturas fortes como você serão vistas como armas. — adicionei.

— E veio até aqui apenas para me falar isso? Isso não me convence a lhe deixar partir. — falou o draconiano.

— Vim aqui em nome dos guardiões, para pedir-lhe auxílio, caso precisemos de sua ajuda. Em troca, estaremos olhando por você e suas terras. — bufei, explicando minha proposta.

O dragão gargalhou maliciosamente por alguns minutos, antes de voltar seu olhar à mim. — Está certo, irei ajudar vocês. — disse, vindo em minha direção e me estendendo sua enorme pata.

Pensei que tudo havia acabado fácil demais, foram muitas poucas palavras para convencê-lo, porém seria falta de compostura de minha parte não retribuir o ato da criatura. Fosse verdade ou não, o dragão sabia que eu não teria outra escolha, senão estender-lhe o membro. Entretanto, assim que abaixo minha guarda para cumprimentá-lo, a besta vira as costas de sua mão e me bate, jogando-me contra uma árvore. Sua força é suficiente para trincar-me uma costela, assim que me choco contra o caule do vegetal, mesmo com o impacto amortecido por minha mochila.

— Usou de sua astúcia para me golpear. — bradei baixo, um pouco zonzo. Em seguida, o monstro abriu sua boca e disparou um esguicho de gás venenoso em minha direção. Erguendo minhas mãos à frente, sentia a dor por todo meu corpo, principalmente pela pressão do jato de vento, adicionado as toxinas que eu inalava e me sufocavam em uma forte tosse. Percebia ainda uma pequena lentidão em meu corpo, provavelmente diminuída significantemente devido às minhas resistências à veneno.

— Sou Green Oak, dragão verde dessas florestas. Vem até mim e fala baboseiras, semideus. Por sua insolência, brincarei com você até o dia que me cansar. — proferiu rindo, demonstrando suas intenções.

Ainda sentado, sabia que não poderia vacilar com aquele ser, do contrário acabaria me tornando um simples instrumento de diversão para ele. Eu necessitava mostrar que eu também era alguém a ser respeitado, ao menos o suficiente para poder conversar de forma séria com ele. Sendo assim, fiz com que raízes gigantes emergissem do solo, grossas e duras o suficientes para prender um ser daquele porte momentaneamente. Sem reação, o dragão tentou voar, mas não antes de ser enrolado por um dos vegetais, o que propiciou os demais de agarrarem-no e prendê-lo, apertando-o com força. Em grito, o draconiano cuspia seu gás venenoso novamente. Desta vez preparado para o ataque, criei uma barreira mágica ao meu redor, permitindo que o ataque passasse ao redor dela, mas não me atingisse.

Levantando-me, ainda dentro da barreira, tentei novamente acalmar a criatura. — Não vim aqui para lutar, permita-me informar tudo que está acontecendo. — falei, vendo a besta presa pelas raízes.

Em fúria, a besta lançava seu ataque venenoso mais uma vez, sendo ainda defendido pelo meu campo de força, que com o poder do sopro ficava cada vez mais fraco, até se partir naquele último ataque da criatura. Utilizando da força bruta, o dragão conseguia quebrar minhas raízes com dificuldades e já erguia seu voo, indo aos céus. Aquilo não seria bom para mim, com ele tão distante, minhas melhores habilidades não surtiriam efeito. Mas não me restou escolha em também erguer voo, transformando-me em um falcão peregrino. Se eu permanecesse em terra, provavelmente ficaria sendo atacado pelo sopro venenoso do ser sem poder revidar.

Nos céus, o dragão iniciava sua ofensiva, tentando me abocanhar, ao tempo em que eu fugia de seus mordidas. Com meu tamanho e minha extrema velocidade, eu conseguia fazer quedas, mergulhos e movimentos curtos a trezentos e vinte quilômetros por hora, me permitindo fugir com maestria dos dentes da criatura. Percebendo que eu estava acuado, aproveitei uma investida do oponente para esquivar-me e aparecer na sua lateral. Logo, ganhando a força de um elefante africano com meu mimetismo animalesco, parti com toda minha velocidade naquele contra-ataque, golpeando o draconiano em suas costelas, o fazendo gemer e cair ao chão, de uma grande altura. Rodopiando no ar, antes de ir a solo, o inimigo ainda conseguiu jogar sua cauda em mim e me fazer despencar junto a ele.

Novamente em forma humana, caindo pelos ares, sabia que aquela queda me mataria, pois estávamos em uma altura de mais ou menos cem metros. Embora o impacto do golpe draconiano tivesse me deixado com a visão turva, ainda consegui fazer um vegetal germinar antes de chegar ao chão. Um girassol de quatro metros de circunferência surgia, com o botão voltado para minha direção, sendo ele o mais macio e espumoso que eu conseguiria fazer. Assim que caía ao olho da flor, eu era amparado pela maciez do mesmo, espalhando polem por todo o ambiente, mas impedindo que eu fosse destruído. O impacto ainda foi suficiente para quebrar um ou dois ossos de meu braço esquerdo. No caso de Green Oak, ele também estava bastante machucado, principalmente devido a queda por cima das árvores de uma altura tão grande. Se não fosse uma criatura daquele porte, provavelmente teria morrido. Manquitolando e em dor, fui na direção dele, cuspindo um pouco de sangue. Sua pele estava cheia de ferimentos abertos, embora ele ainda respirasse.

Estendendo minha mão sobre o dragão, iniciei o processo para fechar um pouco aqueles ferimentos. — O que está fazendo? — questionou-me a criatura, percebendo que sua pele cicatrizava lentamente.

— Você é um ser fantástico, conseguirá se recuperar em tempo hábil, mas irei lhe ajudar nessa tarefa. — expliquei, percebendo o dilema que ele passava.

— Guardiões das Hespérides realmente são compassivos, como ouvi falar. — colocou a fera, indicando que sabia sobre nossa existência. O que até então era algo de se pensar, afinal as ninfas eram conhecidas como as controladoras de feras. — Conte-me mais sobre tal guerra, semideus. — pediu Green Oak, ao tempo que permanecia deitado. Naquele momento percebi que o ser via em mim a dignidade para ter sua confiança e acima de tudo entendia que eu não estava ali para lhe fazer mal.

Demorei algum tempo naquela conversa, deixando o dragão consciente de tudo que havia acontecido, desde São Francisco, até ali. Tratei em mencionar os detalhes mais minuciosos possíveis, afim de que a criatura entendesse tudo pelo qual estávamos passando. Dado um tempo daquele diálogo, o draconiano também explicava os motivos para aceitar aquela conversa, mesmo que alguns me parecessem exagerados. Ele mesmo não se colocava como uma criatura amigável e enfatizava que se qualquer semideus adentrasse suas terras não hesitaria em tomar a mesma atitude que tomou comigo. No fim eu entendia que a personalidade daquele réptil possuía características próprias e que ele não abriria mão de seus próprios trejeitos.

— Bem, é uma pena sua recusa a nossa aliança, apesar de tudo aquilo que eu disse. — coloquei, após interagir bastante com a criatura, bastante lesionada ainda. — Esperava dar notícias boas às minhas mentoras, porém entenderei sua posição. — adicionei.

— Se uma guerra é eminente, provavelmente virão até estas terras. Um dragão sempre é uma arma bastante útil, inclusive sei de muitos que tiveram suas mentes controladas para este fim. — comentou o réptil, erguendo-se com dificuldades e caminhando ao meu lado. — Não lutarei a guerra de ninguém, que isto fique claro. Se vierem até aqui, irei devorá-los sem pestanejar. — bufou a fera, claramente com o orgulho ferido, após aquele "empate".

— Você é muito forte, Oak, jamais tive de gastar tanta energia para combater alguém assim. Se a luta demorasse alguns minutos eu teria sido destruído. — pus, relembrando de nosso combate.

— Não tenha dúvida disto. — bradou a criatura, demonstrando uma certa mentira em sua fala, visto que ele também estava desgastado. — Porém você provou seu valor e por isso permitirei que não saia de mãos vazias daqui. — disse a criatura, ao tempo que caminhamos alguns minutos até seu ninho.

Em uma caverna perto de florestas e de um rio, folhas e palha estavam dispersas ao chão, com alguns ovos sobre o refúgio de Oak. — Estes ovos são de dragões? — questionei, assim que os vi.

— Você me concedeu um bom combate e pareceu alguém justo. Permitirei que leve um de meus ovos e treine meu filhote à sua causa, ele lhe ajudará em suas batalhas. Mas lembre-se que dragões jamais serão animais de estimação, decepcione-o e ele o engolirá vivo, seja leal a ele e lhe será um companheiro fiel. — respondeu a besta, apontando para o ovo que eu deveria pegar. — Em troca, se eu necessitar de ajuda, informe as Hespérides que deverão vir em meu apoio. Não almejo ser uma marionete de qualquer deus, seja olimpiano ou primordial. — colocou, indicando que mesmo sendo um ser de tal magnitude, sabia que os lados de guerra estavam em patamares muito acima.

— As Hespérides ficarão gratas com sua colaboração e em nome delas asseguro que seu pedido será honrado. — falei, segurando o presente com cuidado e cautela.

— Mantenha o ovo por alguns dias em ambientes florestais e ele se chocará por si mesmo. Lembre-se que dou a responsabilidade de criá-lo a você, não a repasse. — colocou a criatura, ao tempo que eu acenava positivamente. — Agora parta daqui e só volte no caso de convocá-lo, do contrário não serei tão bondoso, isto vale para qualquer semideus que conheça. — riu Oak, embora estivesse sendo astuto e espantando problemas para si mesmo.

Indo em direção ao rio, engolia um pouco de água e cuspia para cima, formando um pequeno arco-íris perto de mim. Ao fim dele, eu lançava uma dracma e informava a Arcus que me ligasse com Héspera. Na mensagem eu informava o ocorrido e era ordenado minha volta ao Júpiter, onde deveria reiniciar os treinamentos e aguardar as novas ordens. Assim sendo, tratei de sair da floresta e ir em direção do acampamento romano, onde esperava chocar meu mais novo companheiro de batalha.

Poderes:
Passivos:
Comunicação Vegetal
Descrição: Por ser filho da deusa da Agricultura e plantas, você consegue conversar com as plantas, arvores, e com qualquer vegetação da floresta mentalmente, sendo muito útil em coleta de informações e coisas do tipo. Essa habilidade consiste em fazer com que o filho de Deméter possa se comunicar com espíritos arbóreos mentalmente, podendo pedir informações sobre algo que passou por ali, ou qualquer outro tipo, responderão com vontade e felicidade, pois saberá que estará ajudando o filho da deusa da natureza e agricultura.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum

Resistência a Envenenamento III
Descrição: O semideus prole de Ceres/Deméter possui uma resistência natural ao veneno. Independentemente de como seja feito o contato com o veneno (contato com a pele, inalação, ingestão, aplicado diretamente no sangue), o semideus possui um sistema imunológico que o defenderá. Quanto maior for o desenvolvimento do meio-sangue, melhor será a defesa contra venenos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +50% de resistência a venenos; nesse nível venenos fracos podem não fazer efeito.
Dano: Nenhum
Extra: Esse poder funciona de acordo com a situação, ele poderá retardar o efeito do veneno, diminuir sua intensidade ou diminuir os turnos em que estará ativo. Essas questões, quando envolver missões/eventos narrados, dependerá do julgamento do narrador.

Mestres dos escudos/barreiras II
Descrição: Os guardiões, treinados para defender os jardins, tem melhor sinergia com magias que envolvem escudos/barreiras. Escudos/barreiras mágicos criados por eles são mais resistentes e duradouros.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% resistência aos escudos/barreiras mágicos criados pelo semideus.
Dano: Nenhum
Extra: A duração dos escudos/barreiras mágicos é aumentada em 2 turnos - ainda sendo necessário pagar a mana dos turnos extras.

Descendente da Natureza III
Descrição: Ao estar em um ambiente onde a natureza prevalece, tais como campos, fazendas, florestas, pântanos... O filho de Deméter/Ceres se sentirá mais confortável e seguro de si, tendo mais domínio de seu próprio corpo. Isso acontece, pois, os atributos corporais em ambientes naturais tornam-se melhores.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade, força e agilidade
Dano: +15% de dano em golpes físicos

Contra-ataque II
Descrição: Um bom guardião não é aquele que possui apenas poderosos ataques, já que quase sempre quando se protege algo, é atacado primeiro. Aperfeiçoando suas técnicas, desenvolveram uma brutal capacidade de contra-atacar. Ao fazerem tal ato, os danos de seus ataques são melhorados, assim como sua velocidade e capacidade de movimentar o corpo agilmente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 30% em velocidade e destreza ao realizar um contra-ataque.
Dano: 30% dano extra caso o contra-ataque seja efetivo.
Extra: Os bônus só funcionam em ações de contra-ataque.
Ativos:
Revolta silvestre
Descrição: Nesse nível, o seguidor das Hespérides se torna capaz de usar a própria natureza para lhe ajudar em suas batalhas. Desde que esteja em um terreno fértil, ele é capaz de invocar raízes imensas de árvores que avançam em uma linha horizontal (que, de ponta a ponta, chega a 30 metros). Se uma ou mais pessoas forem pegas pelo ataque, além do dano massivo pela força dos membros da natureza, também ficarão presas entre as raízes.
Gasto de Mp: 60
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: 80

Barreira mágica I
Descrição: Sendo a proteção uma das funções dos guardiões, eles são capazes de criarem barreiras feitas puramente de magia. A barreira criada com essa habilidade cobre uma área de até 10 metros ao redor do guardião e é estática, não podendo ser movida depois de criada. Atacar de dentro da barreira acarreta na destruição dela, sendo necessário pensar bem se for utilizar a habilidade em uma batalha.
Gasto de Mp: 25
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: A resistência da barreira é contada como HP. Cada escudo mágico possui 200 de HP. Somente uma barreira pode estar ativa por vez e ela dura 3 turnos.

Metamorfismo completo
Descrição: As ninfas Hespérides dominam os poderes do metamorfismo, abençoando então os guardiões com a mesma habilidade. Nesse nível, esses semideuses são capazes de fazerem seus corpos tomarem a forma completa de um animal, desde que não esteja extinto e possa viver no ambiente em que estiver.
Gasto de Mp: 50 + 20 todo turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: A transformação dura 3 turnos

Mimetismo animalesco I
Descrição: Essa é a capacidade do filho de Deméter/Ceres de adquirir características de um animal selvagem. Ele não sofre mutação corporal, porém, por dois turnos, ele poderá ter uma característica de um animal. Ele poderá ter a visão de uma ave de rapina, o olfato de um lobo, a força de um gorila etc.
Gasto de Mp: 60 por turno
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Dependerá do animal referenciado, lembrando que só pode UMA característica.
Dano: Relativo.
Extra: Não funciona com animais mitológicos.

Gênese vegetal III
Descrição: Capacidade de criar plantas diferenciadas, exóticas e incomuns, até então impensáveis no mundo normal. Plantas carnívoras, com galhos e espinhos venenosas e até mesmo que cheguem a lançar ácido.
Gasto de MP: 50
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum  
Dano:  Nenhum
Extra: O semideus pode criar plantas carnívoras que não necessitem da luz solar assim germinando-as no submundo.

Cura animal
Descrição: Como precursores da natureza, ao mesmo tempo em que os guardiões podem punir as criaturas selvagens, eles também as ajudam. Aqui, ele se torna capaz de utilizar a energia da natureza para curar animais/criaturas/pets de maneira direta e rápida, podendo fechar ferimentos mais rapidamente.
Gasto de Mp: 50
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Recupera 60 de HP e MP de um animal/pet ou até mesmo monstro, se assim ele quiser
Dano: Nenhum

Observações:
- FPA
- Existem enes criaturas ligadas aos Guardiões e aos jardins. Ladão, as Górgonas, os Ents em nossos poderes de invocação, então acredito que o motivo de procurar reforço entre os seres místicos foi uma ideia coerente à trama do grupo.
- As ninfas Hespérides, em alguns contos, tem a capacidade de se transformarem em alguns seres mitológicos, então também narrei assim.
- Dragões também conseguem sentir o cheiro de semideus, tal como quase todas criaturas mitológicas.
- Tentei narrar a personalidade do dragão, segundo o bestiário, o que indica que ele tenta prender os inimigos, ao invés de atacá-lo mortalmente do início.
- Um falcão-peregrino pode fazer movimentos curtos no ar que podem chegar a 320 Km/H, acredito ser suficiente para fugir do dragão.
- O mimetismo me concede a força bruta do animal e não a proporcional ao peso, então eu teria a força de um elefante há mais de duzentos quilômetros por hora, adicionado ao bônus de descendente da natureza e contra-ataque, o que acredito ser suficiente para derrubar um dragão.
- O girassol que criei foi semelhante a um colchão gigante no chão, o que me impediria de morrer ou ficar paralítico, caindo por cima dele.
- Os maiores danos do dragão foram devido a queda em cima das árvores, que possuem galhos pontudos e duros.
- O dragão possivelmente poderia lutar ainda, mas preferiu não fazer isso ao me ver curando-o. A missão era conseguir ajuda e eu obtive sucesso nela, tendo até então a batalha mais difícil da minha trama.




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Re: O príncipe guardião da flora

Mensagem por Baco em Ter Jul 03, 2018 3:04 pm


Prowler


Método de Avaliação:

Valores máximos que podem ser obtidos

Total de XP de acordo com o nível do semideus: 8.000 XP

Realidade de postagem + Ações realizadas – 50%
Escrita: Gramática, erros, pontuação, coerência, concordância, etc – 20%
Criatividade/Estratégia em combate + inteligência – 30%

Enredo e coerência de batalha: 40%
Gramática e ortografia: 17%
Criatividade: 30%

RECOMPENSAS: 6.960 XP + 6.960 Dracmas

Comentários:
Prowler,

Sinto muitíssimo em dizer isso, mas seu pedido foi negado. Conversei com mais dois deuses antes de chegar a uma conclusão a respeito e ambos concordaram comigo. Não entendo como um dragão, uma das criaturas mais protetoras e egoístas das mitologias, daria um de seus ovos de bom grado. Minha incerteza se deu por dois motivos: imagino que exista na cultura ocidental (e talvez até oriental) passagens onde dragões dão seus ovos, o que poderia servir de defesa para sua causa; o fato de que levei em conta o background do seu personagem e toda a conexão dele com as criaturas. Acredite, não optei por te dizer não sem antes ter pensado muito.

Sobre a missão em si, ela foi bastante interessante e coerente com a atual situação do mundo. Notei algumas vírgulas erradas e o principal: eminente. Essa palavra tem outro significado. Acredito que, nesse caso, o certo teria sido: iminente. Vou te dar a experiência e dracmas, pois acredito que, mesmo tendo falhado no propósito principal, você tenha merecido pois para variar apresentou um enredo interessante e muito agradável de se ler.

Caso tenha alguma sugestão de como aproveitar este enredo para conquistar seu ovo, sinta-se livre para me contatar em busca de orientação ou apenas opinião. Ovos de dragão precisam ser roubados de seus ninhos, ou conquistados de alguma maneira que não envolva o dragão entregar. Isso é importante.


EVOÉ, BACO
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Re: O príncipe guardião da flora

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