The Blood of Olympus
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Os executores

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Os executores

Mensagem por T'zza Roth em Qui Ago 31, 2017 1:56 am


Don't you know? This is the future you've always
dreamed


Capítulo um: Bem vindos a Westfield


Os sons da batalha eram assustadores e, ironicamente, soavam mais como música do que como gritos de dor e desespero para mim. Não que eu fosse um psicopata ou amante do combate, não! Olha pra mim, um rapaz que nem mesmo possui uma arma eficiente para esse tipo de combate tão aberto e desorganizado, tem criaturas surgindo de todos os lados e eu não consigo nem mesmo lembrar o meu nome! Tá, é exagero da minha parte, eu sei. O mundo está girando, eu levei alguma pancada na cabeça e as coisas... Elas não estão fazendo muito sentido, está legal? Mas é claro que estão fazendo sentido, está tendo uma guerra ao meu lado e eu... A frase morreu na minha garganta quando a cabeça de uma harpia voou até o meu colo e eu ainda tive tempo de olhar para o seu rosto antes que se transformasse em pó. Uma mão agarrou a gola da minha camisa e me ergueu, eu lutei para manter o rifle comigo já que meu corpo inteiro estava pesado por conta do ferimento na cabeça. "Vai ficar tudo bem." Me dizia um deles enquanto alguém atrás de nós gritava por um Curandeiro mas nós tínhamos algum? Eu não sabia, cheguei quase no fim da missão e agora estávamos batendo em retirada, derrotados.

Tudo começou algumas horas atrás quando Lupa reuniu as Coortes e nos informou que monstros estavam surgindo por todos os cantos de Nova Iorque e São Francisco. Criaturas essas que enfrentamos todos os dias, quase de maneira rotineira como também coisas mais... Cabulosas, entende? Tinha realmente uns bichões muito, muito macabros no meio de tantas criaturas e... Ei! Esse é o meu momento! Você está desmaiado lá no carro, lembra? Volte pro presente e me deixa narrar em paz aqui no passado, vai! A-hern, onde estávamos? Oh sim, monstros mais perigosos, sim; Eu nunca fui o tipo de semideus que as pessoas olham e pensam "Esse é o cara." por que, como você já sabe, eu tenho uma coluna quebrada e inseri uma artificialmente no lugar para que me possibilitasse a recuperação dos meus movimentos, tá ligado? A maioria deles acredita que a minha coluna vai pifar ou parar de funcionar no meio do combate e eu vou me ferrar com isso e eu não tiro deles essa possibilidade. A ciência é uma matéria exata mas nem por isso significa que tem toda a exatidão, nem tudo que é exato precisa estar certo. E é exatamente por isso, por saber que essa incerteza pode me matar, que eu prefiro arriscar minha vida para salvar os outros sem hesitar. Foi para isso que eu nasci, não foi? Claro que eu não vou ter um quadrinho só dedicado a minha pessoa mas, em todo o caso, a gente faz o bem esperando que alguma coisa volte para nós.

Divididos em esquadrões, fomos guiados através de representantes até as nossas áreas de combate e onde toda a missão se iniciaria. No meu caso, como todos os campos de São Francisco já estão ocupados, meu esquadrão e eu fomos enviados para auxiliar os semideuses localizados em Nova Iorque e eu apenas segui ordens como um bom soldado. Desde o princípio, quando o grupo foi feito, sabíamos o risco que estávamos correndo e uma parte dos perigos que iríamos enfrentar em alguns instantes mas a maioria tentava parecer controlada e pronta para o combate, claro que tinha gente com medo, né! Todo mundo devia estar se borrando por dentro mas a necessidade de manter a calma e não afetar todo o grupo com seu nervosismo parecia uma ideia central a ser mantida. Um ou outro roía as unhas quando ninguém estava vendo e eu fui um deles, roía até que ficassem na carne e simples toque ali me machucasse de forma sútil - uma lembrança apenas para me dizer que o medo estava ali, me manteria vivo e atento a tudo e todos. A minha função era relativamente simples e primordial ao mesmo tempo: Franco-atirador. Eu e mais dois semideuses fomos escolhidos para atuar neste tipo de combate enquanto a grande maioria, aptos com suas espadas, lanças e afins, entraria no campo de batalha para dar uma ajuda aos gregos e vencermos este combate juntos. Eu pensava em muitas coisas nesse momento. Pensei em Chaerin, pensei nos amigos que tinha feito dentro da minha Coorte e das outras Coortes também assim com me pegava pensando nos outros semideuses que estavam comigo e nos amigos que eles tinham. Família, amigos, amores... Será que todos eles tiveram tempo de se despedir? Estávamos indo para uma guerra nas ruas, não é possível que ninguém esteja com medo de morrer!

Eu tinha esse medo, sempre tive. Quando fecho meus olhos, ainda consigo me lembrar de quão perto estive de morrer dentro daquele carro e do acidente que matou minha mãe e me deixou em uma cadeira de rodas durante anos. Eu queria não me lembrar de assuntos como esse em momentos de tensão como agora mas era difícil; estar perto da morte era sempre algo difícil para mim. Voltando lá no começo, quando disse que os sons de batalha eram como música aos meus ouvidos, inicialmente eles eram aterrorizantes e me causavam calafrios. Espadas zuniam e faiscavam sempre que encontravam algum obstáculo antes de atravessarem a carne das criaturas que viemos matar, lanças cortavam o ar e perfuravam seus alvos e muitas vezes os guiavam contra terceiros em uma espécie de brincadeira de arremesso com corpos mortos enquanto o machado de guerra de um dos filhos de Ares cantava o brado de batalha com fúria e sangue. Meu dedo coçava o gatilho e eu só fui apertar ele depois de muito tempo - na verdade, só começamos a entrar em ação quase cinco minutos após todo o esquadrão de semideuses romanos entrar no campo de batalha para reforçar o lado divino na luta contra as criaturas. Cinco minutos de espera, quando você está ali e sabe que alguém pode morrer enquanto você precisa tomar um campo de disparos para si, é uma eternidade. Os disparos - fossem de flechas ou das minhas balas - encontravam em sua grande maioria os alvos aéreos, abatendo harpias e outros monstros alados que ameaçassem descer para capturar nossos amigos ou emboscar eles na surdina e perigosamente.

Quatro disparos, pausa para recarregar. Eu deveria ter pensado em uma maneira mais eficiente de carregar essa arma quando a fiz por que demorava bastante e a agitação no sangue então, prefiro nem falar sobre! Meu corpo inteiro tremia de ansiedade, medo e agonia e esperança; não dava para simplesmente definir o que eu estava sentindo naquele momento enquanto meus companheiros lutavam e a gente, a galera de franco-atiradores, mandava ver a distância. Eu lembro que coloquei as quatro novas balas no canhão, destravei o gatilho e fiz a minha mira momentos antes de um dos nossos gritar e chamar a minha atenção. Mirela Rosenchild, filha de Proserpina que estava já ferida quando a harpia a alcançou, prendeu-a com suas garras e a ergueu do chão na tentativa de a levar pra longe ou pior, fazer ela despencar de uma altura grande o suficiente para que morresse. O meu primeiro disparo foi falho, eu errei por que minha mão de apoio tremia e eu estava apavorado. Merda! É, foi o que eu resmunguei naquele momento, obrigado mas voltando ao assunto, eu lembro de ter mordido meu lábio inferior de maneira tão, tão forte que certamente ele ficou inchado e foi ai, nesse instante, que eu cometi o meu erro. Eu andei para frente, para encurtar a distância, e me ergui para conseguir fazer a mira bem melhor do que antes. O segundo disparo foi bem mais eficiente do que o primeiro, acertou em cheio a garganta da criatura e ela ainda se debateu por um leve segundo antes de se transformar em pó e a garota despencar em segurança para os braços do filho de Ares de momentos atrás, formam um bom casal esses dois.

Eu adoraria ter visto mais deles só que, tão logo eu matei a harpia e minha visão girou, o impacto me fez cair para trás e a dor de cabeça só piorou depois que ela bateu contra o asfalto depois da queda. Alguma coisa havia atingido minha cabeça e eu levei dolorosos segundos para me recompor mentalmente e querer, por fim, olhar para o lado. Era uma pedra enorme. Uma puta de uma pedra, meu amigo. Uma puta de uma enorme pedra... A-hern! Sim, uma puta de uma enorme pedra que poderia ter me matado, claro, eu não estou exagerando dessa vez! Poderia ter me matado se pegasse no ponto certo mas não pegou só que a dor, ela sim me nocauteou por alguns minutos até que um dos francos-atiradores fosse ao meu resgate e ocorresse de, cercados, precisássemos bater em retirada e todo o ocorrido lá, no início, se desse por fim...

~ ⅹ~


Desta vez, o som que chegava a meus ouvidos era de um motor velho e que estava lutando para sobreviver mesmo com pouco óleo e uma quantidade ainda menor de gasolina. Vozes chegavam aos meus ouvidos também, todas elas preocupadas e um tanto nervosas, estavam brigando? Meus processadores mentais ainda deviam estar ligando enquanto eles discutiam na parte da frente do carro. Quero dizer, do camburão. Mas o que... Comecei a dizer e uma mão tocou meu peito, me forçando a deitar de novo. "Evite se mover." Me disse um rapaz com luvas de plástico nas mãos e alguns curativos pelo braço e no rosto, ele era o Curandeiro que chamaram? Você... Então, organizando melhores as perguntas na minha cabeça, preferi ignorar aquela informação por hora para me concentrar em coisas mais importantes. Onde estamos? Eu fui direto nesse ponto e quando me sentei, mesmo contra suas indicações, eu senti o mundo girar e demorei até que meus olhos se acostumassem com a pouca iluminação na parte traseira daquele veículo. Haviam mais corpos ali, mais gente ferida. Eu contei oito além de mim e do rapaz que estava ao meu lado. "Estamos perto de Westfield!" Gritou lá da parte da frente a mesma voz que, anteriormente, também gritou por um médico enquanto recuávamos daquele campo de batalha. Levou alguns segundos - mais do que deveriam - para que minha mente entendesse o quão longe todos nós estávamos de casa e, quando eu pensei em abrir a minha boca, o rapaz ao meu lado riu e colocou a mão em meu ombro. "Eles nos perseguiram até quase Boston, fazem dias que estamos tentando deter-los e só conseguimos agora. Estamos voltando para casa já." Eu concordei com a cabeça inicialmente mas então, pego de surpresa pela informação, me virei para encarar o Curandeiro com a surpresa em meus olhos. Espera, dias?! Por quanto tempo eu fiquei apagado? Eu pensava que fossem horas! Não podia ter passado mais do que duas ou três horas desde que eu tombei no campo de batalha, certo?

O carro então parou de maneira brusca após algumas horas e nós descemos, a grande maioria de nós ainda era capaz de andar enquanto alguns precisavam de ajuda. Ossos arrebentados, um ou outro com o membro amputado... Deuses tenham misericórdia de nós. Sussurrei em um momento de prece enquanto recolhíamos nossos pertences e provisões. Estamos sem gasolina, foi o que me disseram e, pelo que informaram também, passaríamos a noite aqui em Westfield para descansarmos e recarregarmos as energias antes de botar o pé na estrada de novo. Tínhamos sorte de ter um filho de Zeus conosco, a maioria das crianças do Rei do Olimpo sempre são bem dotadas - financeiramente falando, é claro. São filhos de ricos ou pessoas com grande influência, nunca vi Zeus/Júpiter engravidar uma mulher pobre e isso me parece tão errado ao passo que é natural.

Abandonamos o carro em uma avenida, estacionado na esquina e seguimos pelas ruas escuras da cidade enquanto o silêncio nos mergulhava em pensamentos estranhos. Era impressão minha ou já estava de noite? Eu ajeitei o rifle no ombro, puxei a manga da minha camisa e então olhei para o relógio em meu pulso, sim, eu não estava errado. São 15:37 ainda... Por que já está de noite? Perguntei para ninguém em específico, apenas queria deixar a pergunta solta para quem quer que pudesse me responder mas, no momento, eu apenas ouvi o silêncio. Ninguém sabia o motivo disso estar acontecendo e o fato de não saber a resposta me deixava, mais uma vez, ansioso para o confronto. Eu não gostava da sensação de estar perto da morte e, por mais que eu tentasse fugir dela, sempre ela estava próxima de mim como uma praga - como um odor, tipo os de desodorante ou perfumes por que eu não vou comparar isso com o fedor de um cecê por exemplo, né! Não quero estar fedendo, faz favor. Um gato tombou uma lata de lixo ao fugir dali e eu fui o único a gritar, virando minha arma na direção do bichano que saiu correndo na mesma hora. "Quer fazer o favor de gritar menos?" Perguntou o filho de Ares e eu tremi na base, é, eu devia me controlar mais e não me borrar no próximo susto que tomasse.

O silêncio nas ruas era algo incômodo, parecia uma cidade deserta até certo ponto e então, como um passe de mágica, havia iluminação e pessoas na rua. Roupas elegantes, risadas e muita farra - o típico cenário onde os ricos se divertem e os pobres se dão mal, pelo visto. Toda a parte iluminada da cidade parecia linda e magnífica enquanto a periferia, como era de se esperar, estava completamente apagada e entregue à escuridão. A ordem de nos dividirmos teria sido uma escolha sensata se não fosse um pouco... Atrasada demais. "Ei." Alguém chamou próximo ao teatro e eu me aproveitei por estar no fim do grupo para me esgueirar e me afastar dos outros como se buscasse um campo de visão melhor e consegui, de fato. Em um beco escuro, eu não tinha muita certeza se poderiam me ver mas, com certo ângulo, dava para ver uma boa parte dos meus amigos daqui e até alguns dos outros que vinham com o homem. "O que fazem por aqui?" Perguntou aquele mesmo homem que nos chamou e parou diante do filho de Zeus, o olhar entre ambos parecia intenso ainda que eu não conseguisse ver o rosto do semideus. Ele informou que estávamos presos ali por conta da falta de gasolina, explicou toda a situação que estávamos enfrentando mas sem dizer, claro, sobre os monstros. Os mortais nunca entenderiam sobre os monstros. ""Certo, acho que vocês não me deixam escolhe, não é?" Disse o cara enquanto parecia mascar algum chiclete e tirava seus óculos de lentes levemente azuladas para olhar para os semideuses ali presentes. Ele encarou cada um deles e então formou uma bolha com seu chiclete e a estourou sem muita pressa. "Punho da noite." E de repente, uma mão feita de sombras atravessou o peito do filho de Ares que gritou de dor e tombou enquanto a semideusa de Propersina gritava pela morte de seu amado. Na mesma fração de segundo, a cabeça do filho de Zeus foi arrancada por um golpe bem aplicado de espada pelo homem parado à sua frente e este sorriso, o restante do grupo se encolheu enquanto mais pessoas se juntavam e fechavam o círculo em torno deles. "Matem aqueles que olharem torto, levem o resto." O homem disse e, naquele instante, mais foram mortos enquanto os mais fracos - e incapacitados - eram arrastados pelas ruas como escravos por aquelas pessoas.

Eu ainda estava em estado de choque, não esperava ver uma execução ser feita assim, em vias públicas e terminar sem punições! Eu precisava fazer algo, a justiça precisava ser feita e eu já sabia até como fazer isso acontecer. Dei um passo para trás, retirei o rifle do meu ombro e o apoiei para fazer mira quando, do nada, apenas sinto a mão me empurrando contra a parede e me apertando contra ela. Então é assim que eu morro? Perguntei de olhos fechados, o corpo inteiro tremendo de medo enquanto ainda me mantinha com o dedo no gatilho. A mão se afastou do meu pescoço e durante algumas eternidades, me forcei a abrir meus olhos e finalmente encarar meu carrasco. Ou melhor dizendo, carrasca. "Se você está tão desesperado assim para morrer, vá em frente e atire. Eles vão matar você em instantes." De relance, pude ver a faca em seus dedos sumir como mágica e ela voltou para as sombras do beco, olhos atentos àqueles que maltratavam os semideuses no meio da rua. Por que ninguém faz nada contra eles? Estão matando pessoas no meio da rua! Eu sussurrei entre os dentes e então coloquei a arma de volta no ombro, olhando para a garota com certa raiva, é, eu estava com raiva mas, acima disso, estava mais puto com a falta de preocupação e de policiamento nas ruas. Como um crime desses podia acontecer e nada ser feito? "É por que eles são os donos dessa cidade, novato." Eu não prestei a atenção direito no apelido que ela me deu mas mantive os olhos fixos no homem que mascava seu chiclete e começava a planar seu corpo, levantando voo. "Eles tomaram essa cidade, fazem dela como querem." Então, com um assobio baixo, ela chamou minha atenção para si.

Não foi preciso o uso de palavras para dizer que entender que era para seguir a menina e assim eu o fiz, andei atrás dela durante alguns minutos em silêncio, por vários becos e vielas daquela cidade morta até finalmente pararmos. "Eu sinto muito, guri. Vai doer mas é por um bem maior." E antes que eu pudesse falar alguma coisa, a pancada na cabeça me levou a lona de novo e essa já era a segunda vez em menos de uma semana que eu desmaiava por conta de uma pancada no crânio! Quero vem que vai tratar disso agora, eu hein!


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Re: Os executores

Mensagem por Eros em Sab Set 02, 2017 9:42 am

Avaliação:

• Enredo e coerência de batalha - 400
• Gramática - 400
• Criatividade - 400
Total: 1200 xp + 500 dracmas

Comentário:
T'zza, como essa primeira parte foi basicamente uma introdução ao que ocorrera, a quantidade de xp não é tão grande quanto se pode esperar. Sugiro que releia sua história antes de posta-la para evitar erros básicos. Como base para sua trama esse primeiro capítulo foi bastante interessante.  




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