The Blood of Olympus
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CCFY de Fernand Mondrian - The Bad Dreamcatcher

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CCFY de Fernand Mondrian - The Bad Dreamcatcher

Mensagem por Fernand Mondrian em Sab Ago 12, 2017 2:41 pm



The Bad Dreamcatcher
Act I - Secret Diaries

A vida nunca foi fácil para mim, pode parecer que eu estou reclamando de barriga cheia e sendo esnobe, mas não é isso, eu nunca tive uma mãe presente, na verdade nunca conheci minha mãe. Bom eu já vi ela, conversei e convivi com ela, mas sabe eu nunca a conheci de verdade, ela era apenas a pessoa que cuidou de mim quando criança. Meu pai? Nunca se quer conheci ele, não faço a menor ideia de como ele seja. Tudo o que minha mãe diz é que ele não podia ficar comigo.

Depois que minha mãe desapareceu minha tia passou a cuidar de mim, mas eu sempre dava trabalho para ela, notas baixas, diversas convocações para a sala do diretor, e uma longa lista de escolas das quais fui expulso. Essa é minha ficha, um jovem estranho com TDA que só atrapalha a vida dos outros. Por algum motivo minha tia nunca se importou com isso, era como se ela soubesse de coisas a meu respeito que nem eu sabia.

Cá estou, novamente na sala do diretor e não faz nem dois meses que fui transferido para essa escola. Minha tia entra pela porta. – Olá Sra. Mondrian. – O diretor um homem alto e barbudo cumprimenta minha tia. – Olá Sr. Shweepsulks. – Minha tia tem um jeito delicado de falar, sua voz também não é muito alta, mas ela é uma excelente oradora. – A senhora lembra do incidente da semana passada? Onde seu sobrinho bateu em um garoto e ainda depredou as pias do banheiro? – Minha tia solta um leve suspiro e balança a cabeça concordando, eu peguei quatro dias de suspensão por aquilo. – Muito bem, Fernand voltou da suspensão ontem e cá estamos, novamente conversando por outro delito desse garoto. – O sr. Shweepsulks fala de uma maneira engraçada, como se fosse cômico eu estar nessa situação. – Você também se lembra do que eu disse sobre a tolerância da escola para esse tipo de delito? – Aí está, um pequeno sorriso forma-se no canto de sua boca. – Ande logo com isso, eu terei que procurar outra escola para meu sobrinho? – Minha tia fala em um tom sério. – Normalmente sim, mas com o perfil dele é complicado. – O diretor faz uma pausa, mas o sorriso não some. – Eu conversei com o superintendente de ensino e ele me informou eu o Fernand tem um perfil que não será aceito em outras escolas, elas têm um código a seguir e alunos como ele... – Minha tia ergue a mão em um sinal de pare. – Não ouse falar dele assim, você não o conhece, não convive com ele, não sabe da vida dele, então não ouse falar dessa forma. – Minha tia esbraveja. – E não pensa que eu não sei que o Sr. Está adorando ter essa conversa. Venha Fernand vamos embora. – Levanto da cadeira e saio pela porta, mas olho para trás, o Sr. Shweepsulks está com uma expressão muito engraçada, incrédulo com a atitude da Vanessa, esse é o nome da minha tia.

Saímos da escola e vamos para casa. O caminho todo foi um silêncio mortal, só quando estávamos perto do portão de casa eu ousei quebrar o silêncio. – Vanessa você está chateada comigo? – Pergunto cabisbaixo. – Oh não! Claro que não querido, eu sei que não é sua culpa, na verdade se tem alguém para culpar deveria ser seu pai. – Olho de canto, meu pai é praticamente um Tabu na família, ninguém falava dele. – Como assim? Porque seria culpa de um homem que eu sequer conheço? – O que minha tia fala não faz o menor sentido, eu preciso de respostas, eu quero as respostas para as milhões de perguntas que rondam o meu cérebro no momento. – Vamos com calma, eu não posso dar-lhe todas as respostas, porém posso esclarecer algumas dúvidas. – Vanessa senta-se na sua poltrona preferida de couro negro e eu sigo seus passos, porém sento-me no sofá. – Feh seu pai era um homem notável, mas digamos que ele apenas seduziu sua mãe e abandonou-a quando você nasceu. – Fico irritado por saber disso, apesar de tudo ela era minha mãe. – Minha irmã ficou arrasada com isso, e nunca mais foi a mesma. – Vanessa faz uma pausa quase dramática. – No começo achamos que ela estava doente, deprimida. Mas quando você tinha dois anos seu pai voltou, ele explicou algumas coisas, claro que eu achei que era mentira, desculpas de uma pessoa horrível que não queria assumir seu próprio filho. Porém com o passar do tempo as suas palavras fizeram sentido, coisas estranhas aconteceram, coisas que eu não posso te contar, mas alguém vai. – Eu não entendi muito da história, na verdade não entendi quase nada, era como se meu pai houvesse me abandonado e depois ele aparece, dá algumas explicações estranhas e tudo fica numa boa, mas sei que esse é o máximo de informações que vou conseguir.

Mais ou menos um mês se passou desde que eu fora expulso da escola pela décima quinta vez, as coisas estavam normais como de costume, mas a conversa que tive com minha tia nunca saiu da minha cabeça, eu fico relembrando palavra por palavra, mas nada faz sentido. Certo dia Vanessa pede para que eu organize o sótão, o local estava uma bagunça, cheio de pó e teias de aranha. Começo pegando as caixas e realocando-as para poder começar a limpeza, porém uma coisa me chama atenção, é um livro com capa de couro e uma fechadura, forço-a um pouco e a mesma sede. – Nossa espero que não notem que eu quebrei isso. – Murmuro para ninguém em particular e começo a folear o livro, entretanto noto que não se trata de um livro, mas sim de um diário e ao que parece, pela forma da letra e maneira de escrever o diário pertencia a minha mãe, sento-me no chão e começo a ler o mesmo, sinto-me estranho por fazer isso, é como se eu violasse sua privacidade, porém eu precisava de respostas.

Ao que parece minha mãe tinha o hábito de detalhar sua vida no dia a dia, a maioria é coisa banal, mas algumas coisas são fantasiosas, surreais. “Ele veio até mim em um sonho e revelou-se ser um Deus”. O que ela quis dizer com isso? Quem apareceu para ela? E o mais importante, porque essa frase está sublinhada três vezes? Essas e outras perguntas invadiam a minha mente, minha língua estala, tenho essa mania quando fico apreensivo, porém não posso perguntar isso para minha tia, não agora, ainda não. Volto a ler o diário, mais algumas coisas me chamam a atenção “Ele era o senhor dos sonhos”, essa e outras frases apareciam espalhadas pelas margens do diário e o mais engraçado todas, simplesmente todas essas frases estavam circuladas diversas vezes, decido que lerei mais outra hora, afinal eu vim até o sótão por um motivo, se seu demorar demais minha tia vai desconfiar, ela com certeza sabe sobre esse diário. – E se tiver outros? – Fico em estado de êxtase e começo a vasculhas as caixas a procura de outros diários. Levo dez minutos inteiros atrás deles, no entanto encontro mais cinco diários, todos iguais com capa de couro preto e uma fechadura a chave dourada. – É isso, essa é a chave para as minhas perguntas, acho que finalmente teria todas as respostas que procuro. – Sorrio e devolvo os cadernos para as caixas, mas deixo-os guardado de um modo que posso pega-los com facilidade sempre que quiser, termino de limpar o sótão e desço para a cozinha.

Vanessa está fazendo o café da tarde, suco de laranja e torradas. – Oi Feh, limpou tudo direitinho? – Pergunta ela graciosamente. – Sim senhora, até o último centímetro de poeira foi retirado. – Sorrio e pego um copo e um dos pratos que estão sob a bancada. – E não achou nada de estranho por lá não? – Quase derrubo o copo e seu conteúdo no chão, ela sabe sobre os diários, ela sabia que eu os veria, será que foi proposital? Será que é um teste? Mas por que, por que ela se daria ao trabalho de fazer isso? – Não, só algumas aranhas mortas e alguns outros insetos, tinha até um rato morto. – Falo fazendo uma cara de nojo. – Nossa, estava precisando mesmo de uma limpeza em? – Vanessa sorri e vai para a sala tomar seu suco, isso é estranho, mas não posso entregar que achei os diários, então sigo-a para a sala e tomamos nossos sucos.

Dia após dia eu subia ao sótão para ler os diários. De certo modo eu estava me conectando com minha mãe, claro que não era a mesma coisa, porém eu conseguia ter um melhor compreendimento com relação aos seus ideais, com relação a sua forma de pensar. Minha mãe passou a ter uma certa obsessão por esse ser que a visitava nos sonhos, em uma das páginas tinha em detalhes um de seus sonhos. “Estou na antiga cabana onde nos encontramos pela primeira vez. Meu vestido branco de cetim está com sua borda suja de terra, limpo o suor de minhas mãos em toda sua extensão sujando-o mais, mas essa é a única forma de diminuir minha ansiedade, afinal é hoje. Hoje eu vou reencontra-lo de novo”.

Minha leitura é interrompida, ouço passos no andar de baixo, seria possível que Vanessa percebera minha ausência? Não, não pode ser possível eu falei que ia na casa de um amigo. Os passos no lote abaixo cessam, fico parado, imóvel apenas minha respiração quebrava o silêncio imposto por mim mesmo, longos minutos se passam e então eu descido que não há mais perigo iminente e volto a ler.

“Um vento frio sopra do lado de fora anunciando uma tempestade, as folhas das árvores chacoalham e alguns galhos caem ao chão. Já faz mais de oito meses que abandonei meu filho, essa foi a coisa certa a fazer, eu não quero o filho dele, eu apenas quero ele”. Aquelas palavras foram como um soco em meu estômago, começo a arfar, meus pulmões não absorvem a quantidade suficiente de oxigênio, o mundo roda, nada mais faz sentido para mim, meu mundo desmorona aos poucos, pedaço por pedaço até que não sobra absolutamente nada se não o vazio, um vazio escuro, frio e doloroso.

Apesar de todos os meus instintos gritarem para eu parar de ler, descido que continuarei. Pela primeira vez em anos eu finalmente consegui algo substancial, algo como uma resposta. No rodapé de uma das páginas tem um endereço sublinhado, anoto o mesmo para uma posterior pesquisa. Faz cerca de duas horas que eu vim para cá, acho que já é hora de eu voltar ou Vanessa vai suspeitar de algo. Como sempre guardo os diários nas caixas correspondentes e vou para meu quarto.

Até agora eu não fui descoberto e estou nessa vida de me esgueirar em minha própria casa há mais de um mês. Tranco a porta de meu quarto e ligo o computador, não demora muito e eu já estou com o Google aberto, insiro o endereço que encontrei, não se passam nem dois segundos e eu já tenho a localização do mesmo, Eriksovagen, Vaxholm. O endereço leva a um antigo parque em Vaxholm a Nordeste do centro de Estocolmo, apesar de saber a localização eu não me sinto preparado para ir até o local, não ainda. Desligo o computador e vou dormir.

Acordo com o sol batendo em meu rosto, seu toque morno ainda pela manhã sempre me desperta de meu sono. Como de costume não tive sequer um sonho. Arrumo minha cama e desço para tomar café. Minha tia está ao celular e parece um pouco chocada quando vê que eu já estou de pé, ela finaliza a ligação e olha para mim. – Feh nós vamos na delegacia para regularizar seu passaporte e seu visto americano já saiu, recebi a ligação ontem. – Olho incrédulo. – Você vai se livrar de mim? Sei que só te dei trabalho e desculpa por isso. – Um nó se forma em minha garganta. – Se é por causa dos diários eu paro de ler eles, eu só queria conhecer mais minha mãe, mas ela é uma megera que me abandonou por escolha. – Uma expressão cética se forma no rosto de Vanessa. – Então você os encontrou. – Fala ela de forma serena. – Sinceramente eu sempre me perguntei quanto tempo levaria. – Ela suspira. – Não querido, não estou me livrando de você, pelo contrário estou fazendo isso para te proteger, eu não consigo mais manter eles afastados, você foi notado. – Eu não entendo nada do que estou ouvindo. – Sei que é confuso, mas lembra-se de todos os mitos que lendas gregas que te contei? – Balanço a cabeça positivamente. – Elas, todas elas são reais. – Um silêncio perpetua pelo local. – Você é filho de um Deus e é por isso que sua mãe te abandonou. Eu vou te enviar para o local mais seguro para jovens especiais como você, por isso vamos regularizar seu passaporte e eu pedi o visto americano para você. – Minha cabeça está a milhão por hora, milhares de pensamentos se amontoam, milhares de perguntas se amontoam na minha garganta ansiando por sair e obter uma resposta.

Termino meu café, mas minha mente está aérea, estou presente de corpo, mas meu espirito está vagando bem longe de mim. Em um silêncio mutuo Vanessa e eu entramos no carro e seguimos para a delegacia. As ruas estão alegres, passamos por um parque e pais brincavam com seus filhos, eles parecem tão alegres. Fico me perguntando como se sentiriam se suas vidas mudassem drasticamente de uma hora para outra. O que eles pensariam se soubessem que deus nos olham de sabe-se lá onde, que monstros, criaturas mágicas andam junto a eles disfarçados.

Levamos cerca de três horas para sermos atendidos por um oficial e mais duas só para eles emitirem meu novo passaporte. Pegamos o documento e voltamos para casa. Já era pouco mais de meio dia quando chegamos, Vanessa foi preparar o almoço e eu fui arrumar minha mala. Subo até o sótão para pegar algumas lembranças, vou sentir muita falta daqui, da vida que eu tinha, eu era feliz de certo modo. Pego um dos diários e passo longos minutos encarando-o. – Acho que seria bom se você os lesse. – Vanessa aparece na entrada do lugar. – Tem certeza? Quer dizer são suas lembranças sobre sua irmã. – Sei que de certo modo tenho direitos sobre ele, mas minha tia também tem. – Verdade, mas também é uma forma de você conhecer sua mãe. – Dou um pequeno sorriso e pego todos os oito diários. Volto para meu quarto e os guardo em minha mochila.

Com o almoço pronto e minha fome saciada vou fazer uma ronda na vizinhança, quero me lembrar o máximo que puder da cidade em que cresci. Vou em cada um dos parques, mercados e lojas. Sento em um banco e contemplo o céu, o mesmo está limpo, sem nuvens, apenas os pássaros voam livres sem preocupações, o sol morno toca meu rosto e eu adormeço, assim sem preocupações. As horas voam, acordo com um toque suave em meu ombro. – Oi, como você está? – Vanessa senta-se ao meu lado, mas mantem sua mão em meu ombro. – Estou bem, só um pouco triste e melancólico. – Falo em meio a um sorriso frágil. – Entendo, mas você sabe que isso é para o seu bem, não é? Sabe o quanto eu te amo e o quanto vou sentir sua falta. – Meus olhos ficam marejados, nunca tive minha mãe biológica ao meu lado, mas Vanessa, minha tia sempre foi paciente comigo, sempre cuidou de mim. – Eu sei tia, eu sei. – As lágrimas caem por meu rosto molhando parte de minha camiseta. Vanessa passa o dedo ao redor dos meus olhos limpando as lágrimas e depois me abraça, um longo e apertado abraço. Voltamos para casa, jantamos e eu vou dormi, afinal terei um longo dia amanhã.

Legenda escreveu:

  • #00CC00 — Falas de Fernand
  • #FF33FF — Fala de Vanessa
  • #3333FF — Citações do Diário
  • #FF3300 — Fala do Sr. Shweepsulks


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Re: CCFY de Fernand Mondrian - The Bad Dreamcatcher

Mensagem por Belona em Seg Ago 14, 2017 6:03 pm


Avaliação


Modelo Avaliativo

Enredo, criatividade, fluidez - 30%
Gramática e afins - 20%
Batalha e coerência de combate ou desafio para o semideus - 50%
EXP Máximo: 1.600

Avaliação

Enredo, criatividade, fluidez - 30%
Gramática e afins - 20%
Batalha e coerência de combate ou desafio - 50%
Exp adquirido: 800
Dracmas: 800
Bônus: +200 exp, totalizando 1000 exp ganhos

comentário: eu compreendo que essa era uma parte importante de sua trama que você quer registrar. Ao que equivale a isso, você fez um enredo claro e fluído, sem se perder na passagem de tempo ou deixar o leitor confuso. Alguns pequenos erros gramaticais que são irrelevantes o suficiente para não receber desconto por causa disso. Porém, ainda assim não houve nenhuma espécie de desafio para o seu personagem, algo que ele colocasse a prova sua personalidade ou que o fizesse tomar alguma decisão difícil. Isso também acaba contando muito em um jogo com uma plataforma como a nossa. Porém, nos outros requisitos, você foi muito bem.

Apenas dou duas dicas:
1. "deus" aqui se escreve com letra minúscula, o deus com D maiúsculo faz referência ao Deus cristão.
2. cuidado com quem sabe sobre os deuses, eles passam a ser caçados por terem conhecimento de uma realidade alheia. A ignorância acaba por salvar muitos humanos. Alguns casos dos relacionamentos amorosos dos deuses chegam a enlouquecer quando descobrem que estão dormindo com um deus todo poderoso.



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Belona
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