The Blood of Olympus
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CCFY - O verdadeiro culpado

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CCFY - O verdadeiro culpado

Mensagem por Becka Klasfox La'Fontaine em Qui Jul 27, 2017 1:46 pm



↞ Por tudo que acredito ↠
Toda lucidez tem um pouco de loucura, de outro modo viver seria uma atividade sem qualquer graça.

A sala branca estava mais uma vez com as paredes manchadas de sangue, os doutores trabalhavam depressa para atender o paciente sobre a mesa, eram pelo menos dez, criaturas sem rosto que andavam com diversos equipamentos. Dentre eles, injeções, tesouras, suturas e bisturis, tudo para atender da melhor forma possível as pessoas sobre a mesa. Becka conhecia bem aquele lugar, e sabia o que fizera com aqueles doutores quando esses tentaram opera-la, e tudo porque aquela sala não era real, era fruto de um medo criado por um deus que a colocara em transe. Ela retornara a esse sonho mais de uma vez, mas nas últimas semanas tal lugar tinha se tornado mais nítido, e noite após noite ela pode ver pessoas sendo torturadas fisicamente, apesar de acreditar que aquilo não era real. Não podia ser real, nunca foi real.

A filha do deus da loucura ainda estava naquele estado entre adormecido e acordado, não tinha desperto por completo, portanto não notou que era observada. Estava deitada de mal jeito no sofá e murmurando coisas incompreensíveis, das palavras que saiam de sua boca, apenas uma era compreendida por Evie: Adrenalina. Que diabos estava acontecendo com ela? A dias que não se concentrava direito, parecia sempre dispersa, sempre cansada e com uma expressão ligeiramente ruim. Becka não estava bem, mas também não admitia isso. A jovem despertou repentinamente, pulou no sofá e olhou ao redor procurando por algo, mal percebeu que segurava uma faca e apontava para frente até pregar o olhar em Evie, sua amiga. Ela desabou no sofá em algum momento, confusa e tentando entender onde se encontrava, quando conseguiu acabou corando e desviando o olhar, fazendo a amiga fita-la desconfiada.

— Você está muito esquisita nos últimos dias, mas não vou perguntar — Evie foi a primeira a se pronunciar, fazendo a loirinha dar de ombros já que não queria falar sobre os sonhos.

Faziam cerca de 3 anos que não tinha pesadelos com o labirinto, 3 anos em que se sentira mais livre do deus do medo, mera ilusão, ele sempre voltava para atormenta-la em algum momento, e Becka, se via presa mais uma vez na dimensão construída para atormenta-la. A jovem sabia que o senhor do medo não gostava dela, tinha lhe desafiado além do limite já que não enlouquecera naquela dimensão, como consequência, acabara morrendo para dois outros campistas. A sensação fora a mesma, contudo, ela acordou do pesadelo e se viu de novo em casa, intacta, mas atormentada por tudo que tinha passado enquanto estivera dormindo sobre o efeito da maldição de Phobos.

— Não é nada, só pesadelos — Becka se espreguiçou e sorriu, ela sempre sorria, era a forma de demonstrar a todos que nada podia lhe abater, mas ela sabia que enganava a si mesma ao fazer aquilo.

— Sonhos de semideuses nunca são apenas sonhos, sabe disso — Evie retrucou, a jovem revirou os olhos e deu de ombros mais uma vez, então se aproximou da mesa.

— O que temos para hoje? — Perguntou, era melhor ocupar a cabeça com trabalho do que ficar remoendo sonhos sem sentido em sua mente.

— Seu trabalho favorito, é claro, mais analises de relatórios, encontrar campistas para missões, enviar rastreadores para as escolas, o de sempre — Evie resmungou, Becka gargalhou alto, mas não teve tempo de fazer algo mais, pois, no minuto seguinte, a porta foi escancarada e um legionário adentrou esbaforido o escritório da pretoria.

— Ataque ao túnel principal, precisamos de reforços, nunca vi nada como aquilo, nossas tropas estão sendo devastadas por... — Ele travou, os olhos estavam arregalados, reagindo ao que parecia ser medo. — Acho melhor verem por si mesmas — Ele concluiu, Becka e Evie se entreolharam, mas a primeira reagiu mais rápido.

— Você fica e protege a cidade, eu vou com os reforços para o túnel de serviço — Ela sorriu, calçou as luvas e correu em direção a porta, piscando para a morena. — Minha vez de me divertir um pouco, você anda muito fominha — Brincou, fechando a porta antes de dar tempo da morena reagir, assim sendo, partiu junto ao garoto, vestindo as roupas do acampamento, camisa e jeans, e a capa da legião que denunciava seu posto perante aos demais legionários.

Becka invadiu a cidadela rapidamente, colocou dois dedos por entre os lábios e assoviou alto, sabendo que Ranjan estaria por perto, o pequeno tigre sempre tendia a segui-la por aí, mesmo que permanecesse escondido em boa parte do tempo. Não demorou muito para que o tigre saltasse do telhado bem a sua frente e se virasse para ela, como se dissesse que estava pronto para o trabalho. Becka não duvidava nada de que ele realmente estivesse.

— Vamos lá garotão, hora de estilhaçar os inimigos ao meio — Ela brincou, correndo com ele para o lado oposto da cidade em direção a entrada principal, o túnel de serviço. Becka não estava muito equipada para o momento, além das luvas carregava consigo apenas mais uma espada que encontrava no caminho, provavelmente espólios largados ás pressas pelos outros legionários que corriam para o túnel. Não era a arma preferida da garota, mas viria a calhar naquele momento, visto que se encontrava praticamente desarmada.

A garota atingiu a entrada poucos minutos mais tarde e parou de forma brusca ao lado dos arqueiros do túnel, que guardavam a porta que separava o acampamento do mundo mortal, e foi ali, que deparou-se com a situação um tanto quanto inusitada. Alguns campistas já estavam bastante feridos enquanto enfrentavam as criaturas, outros já tinham sido derrotados, estavam mortos, mas a maioria ainda lutava bravamente para deter as criaturas, humanos e... semideuses. Becka arregalou os olhos ao perceber que antigos campistas desaparecidos agora atacavam seus colegas, mas pareciam diferentes, como se parte de sua humanidade tivesse sido sugada para dentro.

Estavam enlouquecidos, os olhos injetados de um liquido vermelho brilhavam e gritavam que queriam sangue. Do canto da boca gotas de saliva e espuma escapavam, como cachorros quando estão com raiva, mas não era só isso. Os cabelos outrora limpos e brilhantes agora estavam sujos e desgrenhados, as roupas estavam rasgadas e com furos antigos, além de claro, a falta de banho ter completado para deixar a aparência dos colegas ao redor totalmente devastada. Os humanos tinham uma aparência semelhante, mas eram derrotados mais facilmente, como peões com uma força extra que tinham adentrado o campo apenas para distrair e morrer. Já os monstros, cães infernais e Harpias, apenas tinham se tornado mais mortais, mas também apresentavam aquelas características engraçadas de quem tinha enlouquecido completamente.

— Que diabos — A garota resmungou, então olhou os arqueiros. — Abatam os monstros, deem cobertura aos legionários em campo e não hesitem em matar, vou para a batalha e tentar descobrir o que aconteceu aqui — Ela ordenou, então correu para o meio da batalha, saltando a divisa para invadir o túnel e se misturar aos soldados. Becka se movia rapidamente, desviando-se dos inimigos e os cortando com a espada, sempre tendo a guarda protegida pelo tigre, que estava – evidentemente – amando cada parte daquela confusão. Ele destroçava, mordia e rosnava para os inimigos, e quando tinha oportunidade também os derrubava com a calda. Era um filhote engraçado, gigantesco e mortífero deixando todo o lado animal falar por ele.

Becka podia sentir a loucura presente naqueles seres, mas pior, ela também sentia o medo, eles avançavam por um motivo desconhecido, mas também pediam ajuda com o olhar. Era como observar alguém atacando o amigo achando ser o inimigo, implorando por ajuda enquanto brigava com a própria mente. — Merda — Becka ficaria maluca naquele meio, mas continuava lutando, a capa rocha esvoaçando ao seu redor enquanto ela cortava uma das Harpias e a desfazia em pó, jurou ter visto um olhar de alivio presente naquele monstro em seus últimos minutos de gloria. Ela não estava gostando daquilo. — Capturem um deles vivo, não matem todos! — Ela gritou para os soldados, precisava descobrir o que estava acontecendo antes que fosse tarde demais, e a melhor maneira, era levar um deles consigo para dentro do acampamento.

A batalha não durou muito, mais tropas invadiram a divisa e terminaram de limpar a bagunça, não foi algo tão complicado, porque os monstros atacavam em sequência, não usavam logica, só força de vontade, medo. Eram como marionetes que atacavam sem perceber, portanto, não possuam estratégia e nem vantagem, mas claro, isso não os impediu de machucar alguns campistas e nem acabar com a vida de outros, pegos desprevenidos provavelmente. Becka mesmo tinha um corte superficial na bochecha esquerda, parte da capa fora rasgada e o braço estava coberto de arranhões. O tigre ao seu lado estava intacto e parecia satisfeito por ter participado daquela batalha, Becka quase revirou os olhos para a criatura.

— Pegamos alguns deles, estão amarrados senhora, para onde devemos leva-los? — O centurião da segunda coorte se aproximou aguardando as novas ordens, Becka observou o ponto distante onde os capturados se encontravam, então voltou o olhar para ele.

— Prenda todos no lugar mais seguro do Júpiter, não torturem e não matem, deixem soldados a posta ao redor, dois arqueiros a distância e se preciso, abatam, machuquem as pernas, mas não os deixem fugir — Pode parecer crueldade da parte da garota dizer isso, mas ela ainda era uma das líderes do acampamento, e sim, precisava tomar as decisões complicadas as vezes, mas isso não queria dizer que ela gostava. Fazia o que era preciso para proteger os seus, apenas isso.

Estava pronta para retornar quando focou em um dos humanos mortos, mais precisamente, em um tubinho preso entre suas mãos. Becka reconheceria aquilo em qualquer lugar, todo seu corpo reagiu e estremeceu, mas não a deteve. A filha de Baco caminhou até o corpo, então se agachou a sua frente a abriu seus dedos, tirando dali o pequeno tubo de injeção. Ela respirou fundo e então o virou entre os dedos, encontrando ali a palavra: Adrenalina.

A jovem respirou fundo, desgostosa daquilo, mas não parou para explicar e nem deixou que seus pensamentos bagunçassem ainda mais sua mente. Becka sabia quem estava por trás daquele ataque, e agora tinha certeza de que seus sonhos estavam na verdade, lhe avisando de que algo estava por acontecer. Mesmo assim guardou o frasco dentro do bolso e olhou para seus colegas, ignorando-os completamente, não tendo tempo para responder as perguntas que sabia que estavam por vir.

— Limpem a bagunça, e retornem em seguida, apenas dois são necessários para guardar a entrada, troquem a vigia a cada uma hora — Ela avisou, então deu as costas aos legionários e voltou ao acampamento, precisava ter uma reunião urgente com os senadores, e sentia, que isso não seria nada bom.

...

A sala de reunião estava completamente lotada. Os líderes do conselho ocupavam as cadeiras centrais e as da ponta, deixando apenas dois espaços livres destinados as duas pretoras. Becka e Evie se acomodaram sem dizer nada, apenas aguardando os sermões que sabiam que viria a seguir. Becka tinha alertado a morena do ocorrido, assim como divido com ela o segredo dos sonhos, junto a isso, também contara da prova encontrada, descrevendo com detalhes a situação e a desconfiança. Ainda tinha dúvidas sobre algumas coisas, mas não conseguia deixar de lado aquela sensação de que certo deus buscava vingança, de alguma maneira, parte de si acreditava que era sua culpa.

— Pelos seus relatórios, minha jovem, só pudemos chegar a uma confusão para esse ocorrido — Sr. Simons, líder do conselho foi o primeiro a se pronunciar, todos estavam calados naquele momento, tinham discutido anteriormente, sem a presença delas, e agora dariam o retorno. — A loucura é uma área de um deus especifico, se a mente deles foi alternada para ficar insana, certamente sabemos quem foi o culpado — Ele continuou, Becka ficou tensa na cadeira, não gostando do rumo daquela conversa. — E concluímos que Baco está envolvendo seus filhos nisso, afinal, antigos legionários estavam atacando o acampamento, e que maneira melhor de conseguir o que quer, se não usando suas proles? — Perguntou ele, Becka fechou a mão em punho, controlando-se para não socar a cara daquele velho.

— Está errado, o culpado não é meu pai, e nós, seus filhos, não temos nada a ver com a loucura na mente daqueles pobres coitados — Ela retrucou, o olhando de maneira firme, mantendo-se seria perante a situação, sorrir agora apenas estragaria toda sua autoconfiança conquistada.

— Você tem provas de que seu pai não é o culpado? Porque recebemos analises do laboratório, os semideuses foram atingidos por uma droga de loucura, além disso, suas mentes apresentam sintomas esquisitos, estão loucos, fora de si, completamente insanos e murmurando coisas sem sentido, só um deus pode provocar esse tipo de doença — Ele tinha argumentos validos, mas estava errado mais uma vez.

— Eu encontrei algo no campo de batalha, uma injeção de adrenalina, já vi aquilo antes em uma invenção de um deus diferente, por isso sei que meu pai não é culpado — Becka explicou, mantendo-se calma, paciente, mesmo que por dentro estivesse mergulhando em um mar de sensações vingativas que poderiam domina-la.

— E você pode provar isso? — Ele perguntou, Becka mordeu a boca com força, e negou em seguida.

— Se me der algum tempo, posso trazer o necessário para mostrar que meu pai não é culpado — Ela agiu rápido, sabendo que a melhor estratégia ali, seria o tempo. Lidar com aqueles velhos não era algo fácil, logo, precisaria ao menos de alguns dias para se preparar e reunir tudo.

— Você tem até o solstício de inverno, não recebera qualquer ajuda do acampamento, poderá levar consigo apenas os seus pertences e escolher apenas um ajudante, é tudo que faremos por você — Ele sorriu, sabendo que aquilo era crueldade. — Se não conseguir, perdera seu título e estará expulsa do acampamento por tentar proteger o culpado, será considerada cumplice do seu pai, e pagará pelos crimes dele — Ele completou.

— O solstício de inverno é em três dias! — Evie exclamou, se levantando repentinamente irritada.

— Eu aceito — Becka sabia que aquilo era loucura, mas precisava defender o que acreditava.

— É loucura — Outro legionário completou, um dos que tinham permissão para assistir as reuniões do conselho e informar aos demais.

— Eu vou — Ela estava firme. — E sei quem vou levar comigo — Becka sorriu, não importava se teria três dias ou uma semana, ela ia encontrar as provas e desvendar aquele mistério. Provaria a todos que estavam enganados.

Mascote:

Ranjam-Tigre Glacial
É um tigre raro, com pelagem branca e detalhes em cinza e azul. O tigre tem duas caldas – diferente de um tigre comum – peludas como a de um gato, que dão a aparência de estarem sempre em chama. O animal irradia uma aura de poder azulada. Entre seus olhos encontra-se uma pedra semelhante a uma joia, é a marca do poder Elemental do mascote, ou seja, o gelo.
Personalidade: Irritadiço, protetor, carinhoso e desconfiado.
Duplicadores:

• Coin – O coin é um pequeno bichinho da sorte que pode torna-lo mais rico, toda postagem executada por você nos próximos 5 dias ganha dracmas dobrados (01/08/2017).

• Play Play – Play é a sua jogabilidade e sorte melhorada, toda postagem executada por seu personagem nos próximos 7 dias (uma semana) terá XP dobrado. (02/08/2017).


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