The Blood of Olympus
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5º Aula de Arquearia

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5º Aula de Arquearia

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Qua Jul 26, 2017 6:20 pm


Aula de Arquearia.


Introdução: Arquearia consiste basicamente em qualquer tipo de movimento com o arco, seja curvar, dar forma, manejo dentre outros. Como introdução para as aulas de arquearia não temos muito a fazer, basta saberem que coloquei abaixo algumas dicas de como manusear o arco, para melhor desenvolvimento da aula, de forma que, os campistas podem estar aprimorando seu conhecimento, se alguns já não o tinham, e adquirindo novas tendência. O arqueiro perfeito não é aquele que tem pericia ou facilidade com a arma, mas que aquele que treina com ela continuamente, e se aprimora em usa-la.

Personagem: Emmanuelle para muitos pode aparentar ser um tanto arrogante, não da brechas para conversar que não tenham a ver com instruções de batalha e manuseio de armas. Não se dá bem aparentemente com o sexo masculino, algo comum sendo ela caçadora de Ártemis, muito seria e concentrada a garota detesta que a toquem, ou que tentem qualquer tipo de contato físico, caso queira tentar a sorte não se surpreenda se sair sem um braço, perna ou outra parte do corpo.

Dicas de Astucia para aula: O arco é uma arma de longa distancia, portanto, é normal que muitos se sintam intimidados por não saberem bem como comporta-la. Até porque um arqueiro precisa de certa habilidade, treino, postura dentre outras coisas que podem auxilia-lo para um melhor disparo. Muitos não fazem, ou não treinam arquearia por não saberem o que descrever sobre tal armamento, e convenhamos que dizer, miro, atiro, acerto o alvo se torna algo chato e monômio. Portando, preparei algumas dicas que podem ajuda-lo a descrever sua arma, postura, e deixar a aula minimamente mais interessante.
Manual aqui, ou dicas:

 Descrever altura da arma, peso, a forma com que ela se equilibra em sua mão, arcos tendem a ser diferentes entre si, algumas cortas são mais pesadas e mais rijas, outras mais soltas e maleáveis, depende muito do material com que é fabricada. Descreva a madeira, se ela pesa em suas mãos ou se é de fácil manuseio, algumas fazem aquela curva graciosa, e tem detalhes que as diferem dos demais.

 As flechas e a aljava, um conjunto completo para um arqueiro perfeito, geralmente a aljava do arco é feita de couro, um material resistente o suficiente com uma tira para circular e prender no ombro, tronco ou corpo, algo que permite rápido movimento do arqueiro em campo de batalha. Alguns tem peso mediano, outros são tão leves que quase se tornam imperceptíveis, descreve-los ajuda o narrador a entender a forma com que você se porta diante da batalha.

 Flechas, tipos e tamanhos, existem flechas comuns, especiais, moderadas, moldadas, com veneno, sem veneno, que podem pegar fogo em meio ao ar, incendiar as penas da calda. Cada flecha foi criada com uma percepção diferente, apesar de parecerem semelhantes para muitos, elas não são, tem detalhes que as diferem, como a ponta, que pode ser mais fina, mais rija, mais detalhada. Ou o final dela, que dependendo da forma pode torna-la mais rápida, mais lenta ou mais pesada. Para treinamentos usamos flechas comuns, geralmente de peso médio, por que assim os semideuses podem se acostumar a um peso mediano, e não estranhar quando são tão mais leves ou tão mais pesadas.

 Postura, pernas separadas, geralmente uma um paço em frente a outra, o primeiro joelho dobra o segundo nem tanto. O arqueiro não deve levantar tanto o ombro, e sim mantê-lo em uma posição considerada confortável. O cotovelo deve estar em altura media, e usar o queixo para apoiar o arco pode ser uma ótima saída para sempre acertar o alvo. Mire com apenas um olho, respire fundo e solte, é questão de técnica. Lembre-se de sempre manter a postura firme, o que lhe permite melhor acerto de alvos.

 O alvo, a maioria dos alvos tanto de treino quanto fora tem tendência a ser móvel, isso porque o inimigo não fica parado esperando que você o acerte, na vida real não é assim que funciona. Contabilizar e calcular o tempo da flecha antes de acerta-lo pode ser uma saída de mestre. Tente mentalizar a forma com que ele se move, calculando o tempo que a flecha leva para acertar seu alvo, e só então atire.

 Dica de astucia. O Arco é uma arma de longa distancia, mas nem sempre teremos essa ao nosso favor, por isso, use tudo que estiver ao alcance para vencer uma batalha. Não pode atirar as flechas? Crave-as em seu inimigo, isso mesmo, a use de faca, use as mãos e finque em pontos que alcançar. Não pode usar o arco para atirar? Use ele de porrete, acerte o rosto, tronco, pernas, ele pode ser usado de outras maneiras também. Ser criativo pode ser a diferença entre vida e morte.

Missão: Para essa aula utilizaremos a arena de treinos e uma máquina que atira bolas de tênis. Os semideuses que não possuem arcos estarão emprestando armamentos da arena, aqueles que possuem usem os próprios. O treinamento consiste basicamente em mirar e acertar alvos em movimentos e é justamente por isso que vamos usar as bolas de tênis e a máquina. A treinadora vai utilizar-se desta para jogar bolas de tênis pelo ar em direção aos campistas, vocês devem se manter focados e tentar atingir o maior número de bolas de tênis que conseguirem enquanto essas ainda estiverem no ar. A primeira parte do treinamento consiste em basicamente isso, sendo que a segunda será um tanto mais complexa, após treinarem com as bolinhas de tênis no ar, a máquina será voltada em direção ao seu personagem, e além de ter que acertar as bolinhas também terão que desviar destas, tentando não serem atingidos. Os únicos equipamentos permitidos para essa aula são o arco e aljava mais nada, e o uso de poderes ativos está vetado, afinal, nem sempre os terão à sua disposição.

Habilidade: Nome do poder: Pericia em Mira de Arcos I
Descrição: Aprender a atirar com o arco as vezes não é suficiente, o semideus também precisa da mira para aprimorar essa habilidade, assim sendo, ao treinar com esse tipo de arma, automaticamente acaba aprimorando sua mira. Agora acertar alvos em movimentos a longa distância ficou muito mais fácil, além de aprimorar sua técnica com arcos, também consegue atingir pontos mais precisos com essa arma.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de mira com arcos, tendo facilidade em atirar em alvos em movimento.
Dano: +10% de dano se o inimigo for atingido pelo arco do semideus.
Extra: Nenhum

Instruções e Regras:

-Mínimo de 20 linhas e sabemos que são capazes de fazer bem mais que isso
-Aula aberta por um mês inteiro, data limite: 26/08/2017
-Essa aula terá duas continuações, ou seja, somente semideuses que participarem da primeira aula de Mira poderão estar fazendo parte da II e da III para melhoria da habilidade.
-Duvidas devem ser enviadas por meio de Mp
-Boa aula a todos.



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Re: 5º Aula de Arquearia

Mensagem por Luna Minn em Ter Ago 01, 2017 1:47 am




Aim in Archery

Mira em alguém e só vai



Assim soube da notícia de que uma nova aula de arquearia seria realizada, me informo sobre os detalhes, havia gostado da primeira aula que participei, mira era definitivamente uma tarefa difícil de se realizar, considerando que geralmente os alvos não estavam parados nunca. A primeira coisa que faço assim que piso na arena é correr para o arsenal, buscando o mesmo tipo de arco, flechas e aljava que havia utilizado na primeira aula. Pego a aljava marrom médio, as flechas de peso e tamanho mediano, mas assim que chego na parte dos arcos, percebo que o arco que eu havia pego na outra aula já não estava mais disponível para o meu uso. Então volto a checar os pesos e tamanhos ignorando todo aqueles arcos que passavam do meu quadril. Acho um arco mais pesado, porém este se equilibrava bem com o meu corpo, minha força, era perceptivelmente menos flexível que o outro, o que me deixa um pouco tensa, não sabia como isso poderia afetar a minha evolução naquela aula, talvez por conta da tensão criada entre a corda e a força que eu faria fizesse as flechas irem mais rápido e mais fortes, não tinha certeza, somente utilizando a arma para descobrir.

“Joelhos dobrados, uma perna à frente da outra, ombro relaxado, queixo de apoio, mira, respira fundo e atira”. Relembro da posição básica enquanto voltava à arena, finalmente, após literalmente passar por toda a arena correndo, cumprimento alguns conhecidos e a instrutora da aula educadamente, percebo uma máquina que atira bolas de tênis no ar, geralmente este equipamento era utilizada para treino do esporte tênis, mas como tudo no acampamento, nada era utilizado para seus reais propósitos.

- Para esta primeira parte da aula, vocês deverão acertar as bolas no ar, antes de elas tocarem o chão, pratiquem bastante pois na segunda parte da aula faremos o treino individual, vai ser uma partida entre vocês, semideuses, e a máquina, não deixem as bolas tocarem vocês. Duvido alguém sobreviver ao menos alguns segundos dessa segunda parte, especialmente os rapazes. Preparem-se! - Ouço Emanuelle dizer, não havia dúvidas de que ela era uma caçadora, e que como instrutora era super dedicada e somente esperava o melhor de todo mundo. Assim que Emanuelle termina com a explicação da aula, me coloco na posição de arquearia, vejo-a ligar a máquina, e me posiciono pronta para começar a atirar. Atiro a primeira flecha, e por pouco erro, atiro novamente, tentando manter um ritmo, a flecha passa por cima da bola. Tento novamente, aquilo não era nada como o que eu havia enfrentado na primeira aula, sem dúvidas, erro de novo.

Respiro fundo novamente e então relaxo mas os ombros, prestando atenção no trajeto da bola em minha direção, miro bem e solto a flecha, a mesma atravessa a bolinha de tênis verde como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Porém não havia tempo para comemorar, volto a atirar, errando mais algumas vezes, levando algumas boladas, e acertando o dobro do que eu já havia errado, assim como muitos dizem, a prática leva à perfeição, e era exatamente isso que eu estava procurando, perfeição.

Assim que Emanuelle para a máquina atiradora de bolas, relaxo saindo da posição, agora a parte da aula seria individual, deveria eu ir primeiro, com todos me olhando enquanto eu tentava acertar uma coisa? Definitivamente não era o que eu queria agora, iria me voluntariar para ser a segunda, agradeço quando uma garota morena se mostra como disponível para começar, fico olhando-a levando algumas boladas direto na cabeça, abafo alguns risos mordendo a boca, eu sabia que não ia ser muito diferente do que estava vendo naquele momento, mas iria tentar no mínimo me mover um pouco para desviar das bolas, caso não acerte todas.

Assim que a morena termina, dou um passo à frente e me preparo para começar com o jogo. Emanuelle liga a máquina e eu volto a ficar na posição correta, miro na primeira bola que vinha direto em mim, acerto-a em cheio, mais uma segue-a, faço o mesmo, mas por pouco minha mira não foi falha, mais uma vinha em minha direção, desta vez a flecha passa reto pelo objeto verde limão que vinha na minha direção cada vez mais rápida, dou um salto para o lado escapando por pouco de ser atingida pela bolinha. Respiro fundo tentando me concentrar melhor, volto a utilizar meu queixo como meu apoio, e então respiro fundo e solto a flecha, volto à acertá-la no meio. Continuo com a jogada por algumas bolas, algumas eu conseguia acertar perfeitamente bem enquanto outras já me obrigavam a sair da minha posição em um desvio direto para os lados e as vezes até mesmo para baixo.

Quando a máquina para não resisto soltar um - Aaaah mas já? - Para mim mesma, volto-me para a instrutora e agradeço com um aceno - Na próxima estarei de volta, obrigada! - Vou para o arsenal e devolvo tudo onde peguei, logo voltando para o ensolarado acampamento meio sangue.


aula 5 de arquearia, parte 1



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Re: 5º Aula de Arquearia

Mensagem por Hans Nikolai Kültzer em Ter Ago 01, 2017 11:30 am

Aula de Arquearia

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Minha rotina de treinos estava acelerada, eu passava a maior parte do meu dia em alguma arena, desenvolvendo minha técnica e habilidade. Aquilo me fazia bem e mantinha minha mente ocupada. Não pense que sou desses caras viciados no corpo perfeito e essas coisas, eu só gostava de me sentir bem comigo mesmo, saúde, entende? Passei na Casa Grande e em seu mural, vi que iria ter um treino instruído pela Tenente das caçadoras, aquela seria uma ótima oportunidade de aprender com alguém que realmente entendia de arquearia.

Sai cedo do meu chalé, trajando minhas costumeiras vestes de treino: a camiseta do acampamento, shorts caqui e meus tênis da Adidas. Nada de muito complexo, somente algo confortável. Levava também meu conjunto de arqueiro, eu já estava com o protetor de braço e peito, itens que eu considerava muito úteis para a minha proteção. Lentamente ia me dirigindo para minha conhecida arena de arco, eu como filho de Apolo, passava um bom tempo ali, treinando minha pontaria.

Olhei em volta, onde alguns semideuses já estavam reunidos e esperando as instruções da líder das caçadoras. Eu me aproximei do grupo, reconheci alguns rostos, sorri para alguns que eram mais chegados a mim, mas não estava afim de manter diálogo, pois me concentrava para a aula. Enquanto esperava, comecei a armar meu arco, apoiei a lâmina no meu pé, torcendo levemente o arco, empurrei a corda até o encaixe superior. Por fim, vesti minha dedeira e ajeitei minha aljava em minhas costas. Neste momento Emmanuelle se aproximou de todos nós campistas dando as primeiras instruções do que seria a aula.

O treinamento consiste basicamente em mirar e acertar alvos em movimentos e é justamente por isso que vamos usar as bolas de tênis e a máquina. – Disse Emmanuelle.

Eu desviei meu olhar para a máquina que estava posicionada mais atrás, aquele seria um treino interessante.

A primeira parte do treinamento consiste em basicamente isso, sendo que a segunda será um tanto mais complexa – Continuou a caçadora. – Após treinarem com as bolinhas de tênis no ar, a máquina será voltada em direção em suas direções, e além de ter que acertar as bolinhas também terão que desviar destas, tentando não serem atingidos. Alguma dúvida?

Negativei com a cabeça, me concentrando para começar a atirar. Uma fila se formou e um a um, os semideuses foram se sujeitando ao treinamento, alguns depois de umas três ou quatro tentativas acertavam a bola de tênis, outros mais infortunados, desistiam de continuar tentando. Chegara a minha vez, eu tinha uma pequena vantagem por saber lidar com o arco, coisa que fazia tinha algum tempo. Tentei me manter relaxado e com a mente vazia:

Está pronto? – Perguntou Emmanuelle.

Pode mandar! – Respondi de imediato.

Antes da primeira bola ser lançada, eu já havia me preparado, tracionei a corda do meu arco recurvo através de uma puxada mediterrânea e ancorei a minha mão no canto da minha boca, meu ombro permanecia alinhado com a flecha e apontado para trás, meus olhos permaneciam abertos, pois para um tiro instintivo, aquela era a melhor opção, já que eu queria ter uma visão geral, assim eu saberia de onde viria meu alvo, onde estava meu arco, a posição do meu braço, tudo, tinha recebido essa dica valiosa de Karl, um dos meus irmãos. A primeira bola foi lançada ao céu, eu prendi a respiração e com minha visão periférica desenhei o trajeto do projétil, assim que o objeto entrou na minha de visão, lancei a flecha: passou um pouco antes da bola chegar, ou seja, precisa esperar mais alguns milissegundos para atirar a flecha, minha mente de arqueiro ia fazendo todas a correções necessárias para que o tiro saísse de acordo com o esperado. Mais uma bola foi lançada e eu esperei, desta vez, quando ela entrou em minha visão periférica, minha mente automaticamente deu o delay necessário que eu havia observado no tiro anterior, então atirei: a bola mudou seu trajeto, agora com uma flecha fincada em seu interior. Terceiro tiro e de novo, flecha no alvo. Meu corpo e minha mente já esperavam pelo o que ia acontecer e aquilo fazia eu ter mais sucessos que fracassos nos tiros.

Bom semideus, agora eu quero ver como você se vira com as bolas indo em sua direção. – A voz da caçadora de Artêmis vinha de fora da linha de tiro. – Preparado?

Vamos lá.

De fato aquilo tinha ficado mais complicado, com as bolas vindo em minha direção, eu perdi um pouco da noção de dimensão e a primeira bola me atingiu, porém saber sua trajetória neste primeiro momento me ajudaria a prever os próximos tiros. Estava com o arco armado e a bola veio em minha direção, eu me movimentei rapidamente indo para a direita, saindo da rota do projétil e atirei a minha flecha logo em seguida, interceptando o trajeto da bola de tênis, voltei para minha posição, a bola agora viera mais rápida, eu que já estava com meu arco armado, permaneci parado e atirei a flecha instintivamente, acertando-a como se fosse um alvo parado. Finalizei o treino satisfeito com meu desempenho, passar tanto tempo na arena, foi de grande ajuda neste momento.
Após todos semideuses terem feito o exercício, a líder das caçadoras nos reuniu mais uma vez:

Foi um bom treino, alguns foram melhores que os outros, mas tudo é questão de prática, dispensados.

Acho que vou ficar um pouco mais.

Não seria nenhuma novidade que eu continuaria meu treinamento mesmo depois da aula, assim passei mais alguns momentos na arena, treinando, como tanto gostava de fazer.
Informações Adicionais:
Poderes Passivos:
Nível 7
Nome do poder: Arqueiro II
Descrição: A sua habilidade com o arco se desenvolveu com precisão, e agora, além de conseguir atingir o alvo com uma flecha, também aprendera a manusear duas, e a usar o arco como porrete. Sua pericia está crescendo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  +20% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 10% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.
Armas Utilizadas:
Arco e Flechas de Fogo e Aljavas Infinitas



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Re: 5º Aula de Arquearia

Mensagem por Kyra C. Ferreli em Qua Ago 09, 2017 3:13 pm




Aula de Arquearia
Volta teu rosto sempre na direção do sol, e então, as sombras ficarão para trás.
Eu me sentia um pouco desengonçada com um arco em mãos, percebia seu peso, estatura e a forma com que as flechas se posicionavam na arma, inclusive, tinha ganhados dicas posteriores antes de conseguir participar daquele treinamento. Eu nunca tinha participado das aulas de Emmanuelle, mas já ouvira falar – e muito – da tenente das caçadoras de Artémis, vê-la pessoalmente era algo, no mínimo, curioso. Seu nome era famoso por entre os acampamentos, sua postura era impecável e seus olhos exibiam um brilho sutil de conhecimento antigo que não combinavam em nada com sua aparência jovial. Ela era linda, chegava a ser estranho ter escolhido a caçada quando era admirada por tantos... mesmo que secretamente, contudo, não conheço seus motivos e não pretendo julga-los, não estava ali para admirar sua beleza ou sua postura, e sim aprender com ela, adquirir conhecimento.

Confesso que estou achando que fiz uma péssima escolha com aquela aula, devia ter começado junto aos iniciantes para aprender a usar o arco, mas não, fui direto para uma aula avançada com arqueiros de carteirinha e o resultado... bem... não tenho certeza de que iria me agradar. Emmanuelle tinha explicado previamente sobre a tarefa, eu memorizei cada palavra e cada dica, cheguei a testar o arco em mãos algumas vezes, puxando a corda – sem utilizar as flechas antecipadamente – o peso e o encaixe do arco com a flecha. A aljava era um pouco incomoda, pesava em meus ombros e não parecia se ajustar muito bem... deve ser porque não me pertence, eu a tinha pego emprestada mais cedo na arena, e deveria devolve-la ao fim da aula.

Eu não fui a primeira a testar aquele treinamento, deixei que muitos fossem a frente, fiquei observando e testando o arco sozinha para não fazer uma burrada. Ajudava bastante o fato de conseguir focar nos mínimos detalhes, como posicionamento, ângulos, cálculos de força e distância entre o arqueiro e seu alvo. Tudo isso era trabalhado em minha mente, que sempre me ajudou a aprender as coisas muito mais rápido do que a maioria dos campistas, era um dom que eu preferia guardar apenas para mim, afinal vinha de uma parte que poucos conheciam. — Próximo! — A instrutora chamou, ajeitando a máquina de bolas de tênis mais uma vez, tarde demais percebi que estava na frente e que era a próxima a seguir com aquele treino.

Suspirei baixinho e me aproximei, me posicionando na linha desenhada para os arqueiros, onde esses deveriam se colocar antes de iniciar seu treinamento. — Preparada? — Ela perguntou, neguei com a cabeça, puxei uma das flechas e testei no arco, então acenei brevemente, confirmando que ela podia prosseguir mesmo sem proferir uma única palavra diretamente. — Mantenha-se calma, o controle aqui é essencial — Ela avisou, assenti novamente, então a simulação começou de verdade. A máquina foi ligada, fazendo vapor descer pela parte de baixo e a primeira bola de tênis voar pelo ar, esperei o momento certo, contando os segundos enquanto puxava a corda do arco, sentindo a pressão entre meus dedos. Um dos meus olhos se fechou – uma lembrança vaga de um treino com mira feito com Hela que me daria um controle melhor dos meus movimentos – e eu respirei fundo, contando lentamente, calculando a distância entre a bola e a flecha, e só então a soltando. Vi tudo acontecer em câmera lenta, apesar de terem passado poucos segundos, minha mente era muito avançada, meus cálculos eram rápidos e me permitiam fazer tudo em um tempo que para os demais deveria ser muito maior.

A flecha cortou o ar em direção a bola, mordi os lábios ao sentir o coração disparar enquanto a ponta se fincava de raspão na bola, derrubando ambas sobre o gramado, sem acertar seu alvo como eu gostaria. — Mais uma vez — Pedi a Emmanuelle, que assentiu lançando uma segunda bola em direção ao ar, me deixando trabalhar mais uma vez aquele processo de puxar, calcular e lançar a flecha. Eu me sentia um pouco atrapalhada, meus músculos doíam devido a tensão em trabalhar com uma arma que não me era muito familiar, mas ao mesmo tempo, minha teimosia não me deixava desistir de alcançar meus objetivos, de melhorar. Repeti o processo de lançar as flechas por cerca de dez minutos, de todas as bolinhas que foram lançadas em minha direção, apenas duas atingiram o alvo, sim, eu era um desastre, mas dizem que a pratica leva a perfeição, se isso fosse verdade, futuramente eu deveria melhorar.

— Você terminou o aquecimento, pronta para o treino de verdade? — A semideusa me perguntou, quis responder que não estava pronta, mas instrutores tendem a não escutar esse tipo de resposta, sei disso porque nem mesmo minha namorada me livra de detalhes como este, então me limitei a apenas assentir. Eu não gostei do olhar de Emmanuelle, e nem naquele sorrisinho de canto que ela me lançava, meio cruel... eu sei, teria passado despercebido por qualquer outro campista, mas para mim, que lido com detalhes e emoções, ele ficou bastante evidente. Engoli seco, posicionei mais uma flecha no arco e me preparei, concentrando-me. Três bolas de tênis voaram em minha direção, lancei a primeira flecha e puxei a segunda da aljava, disparando sem nem conseguir mirar direito. Não fui bem-sucedida, consegui interceptar a primeira das bolinhas, a segunda acertou minha perna e a terceira minha barriga, me fazendo cair de joelhos no chão com os olhos bem abertos.

— Levante-se! Você aguenta mais algumas — A caçadora me incentivou, assenti meio contrariada e me levantei mais uma vez, me posicionando e puxando mais uma flecha, percebendo que poucas me restavam na aljava. — Manda — Pedi, concentrando-me naquele ponto da máquina por onde as bolas saiam. Emmanuelle assentiu, voltando a liberar bolas de tênis que voaram em minha direção.

Atirei a primeira flecha, puxei uma segunda e atirei novamente, repetindo o ato com a terceira e a quarta, até pegar um ritmo engraçado, onde meu corpo agia por puro instinto de sobrevivência. Contudo, se disser que acertei todas as bolas estarei mentindo, várias delas atingiram meu corpo, muitas deixariam hematomas em minha pele, mas ouso dizer que uma coisa eu aprendi, agora tenho uma noção básica de como usar o arco, e também melhorei minha mira. Ao fim do treinamento eu recolhi todas as flechas e guardei na aljava, devolvendo-a arena – local a qual pertencia – no meio disso, também decidi que faria as aulas para iniciantes, pois, de nada adiantava participar de treinamentos avançados, sem começar do princípio.
Kyra


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Re: 5º Aula de Arquearia

Mensagem por Frannie A. Blackwell em Sex Ago 18, 2017 8:37 pm


Aula de Arquearia: Aprendendo a Mirar




Era mais uma aula relacionada a arquearia.

Inicialmente eu não tinha uma paixão por esse esporte ou estilo de combate, mas fui desenvolvendo e criando uma certa afinidade pelos momentos de prática. Ao serviço de Héstia, com o objetivo de me tornar uma vestal, não havia uma atividade similar a arquearia. Saudosa, assim que soube do treino com Emmanuelle pontualmente estava na Arena do Acampamento Meio-Sangue.

Cumprimentar a minha primeira instrutora – e talvez a única já que eu não tive tempo de ir para as outras aulas – foi como relembrar de como era ingênua e boba perante o mundo novo ao qual fui jogada bruscamente. Diferente das outras vezes em que buscava um arco específico para o treino, preso em minhas costas estava o meu próprio arco. Um presente que diziam ter vindo diretamente de meu pai, mas que eu nunca tinha, de fato, usado até agora. Apesar do cumprimento ter sido simples, não ousei aprofundar o contato, já que nossa relação era basicamente essa: aluno e instrutora.

Emmanuelle explicou como seria a aula daquele dia. Engoli em seco, fazendo um pequeno esforço para não transparecer a minha hesitação através de uma careta. Bem, o motivo, razão, circunstância? Eu usava óculos e não era à toa. Sim, eu era uma arqueira com problema de visão, o destino sempre devia rir quando eu precisava me concentrar em demasia para acertar um alvo em cheio. Mas vamos, isso era uma aula que me ajudaria a superar um pouco essa dificuldade, certo? Certo!

Errado.

Na minha vez, posicionei-me no ponto indicado pela donzela caçadora. Peguei o meu arco e ajeitei a aljava de flecha em minhas costas, aquela máquina de liberar bolinhas parecia extremamente perigosa a vendo tão de perto e apontada para mim. Estiquei o braço para trás, capturando a flecha entre o dedo indicador e do meio. Ainda com a arma abaixada, ajustei a flecha e a posicionei contra o cordão sem repuxar, como se estivesse em repouso.

Engoli em seco. Respirei fundo. E dei o sinal para começar. A tenente preparou o tiro e ele veio como um estouro. A ansiedade e o nervosismo me fez hesitar por um segundo, o suficiente para que a bola se aproximasse perigosamente. Soltei a flecha no susto e o resultado foi bem óbvio. A bola de baseball passou próxima de meu corpo, atingindo algo sólido atrás de mim. Minha flecha? Foi parar em um lugar vergonhosamente longe. Soltei um longo suspiro, abaixando o olhar me amaldiçoando por não ser segura o suficiente quando se tratava de minha visão. Eu podia sentir as minhas bochechas vermelhas, sendo impossível disfarçar o quanto estava sem jeito por ter errado de primeira e tão feio. Ainda mais sendo uma filha de Apolo!

Se prepare mais uma vez! – Emmanuelle falou firme, atraindo minha atenção – Você não vai sair daqui sem conseguir. E eu sei que você vai.

A fé da caçadora me fez sentir uma mistura de sentimentos. Foi como se pegasse a apreensão de decepcioná-la, junto com a expectativa em acertar e temperasse com um pouco de teimosia. Eu odiava fazer as coisas pela metade e, pior ainda!, não fazer bem feito. Capturei outra flecha, a encaixando naturalmente sobre o arco. Fiz um novo sinal com a cabeça para que Emmanuelle lançasse outra bola. Dessa vez, ela tomou o cuidado de lançar mais para o alto e longe de meu corpo. A bola foi jogada para o céu e enquanto atingia a sua altura máxima, retesei a corda deixando a flecha pronta para ser disparada. Encostei o queixo para melhorar o controle, inspirei fundo e logo a bola começava o seu percurso de queda. Fechei um olho. Um segundo, dois... Deixei o projétil escapar de meus dedos, junto com toda  a respiração que tinha em meus pulmões.

A flecha atingiu de raspão na bola, o suficiente para fazê-la desviar do caminho. Bem, foi melhor do que a primeira tentativa, certo? Movi meus ombros tentando relaxar a minha musculatura. Agora que tinha pegado um ponto de referência, poderia trabalhar encima daquele tempo e na velocidade que a bola levava para atingir sua altura máxima e cair. Com uma melhor postura e expectativa renovada, peguei uma nova flecha e já fazia sinal para que Emmanuelle jogasse a próxima bola. Dessa vez, diminui o tempo de tiro, levando menos tempo para mirar. Foi apenas em minha terceira tentativa que consegui acertar a minha primeira bolinha!

Hit me with your best shot! ♫ – cantarolei em um reflexo da felicidade que senti por ter acertado.

Mais uma vez, Fran! – Emmanuelle avisou – Só para ter certeza de que não foi um golpe de sorte.

Um golpe de sorte depois de toda a trigonometria e física aplicada para realizar um tiro como aquele? O sentimento de desafio me fez erguer uma sobrancelha e prontamente me preparar. A vontade de fazer um tiro perfeito foi o primeiro obstáculo. Entenda algo extremamente importante: arquearia exigia concentração! Emoções poderosas demais podem acabar influenciando na sua contagem de tempo e na respiração. Então, regular a entrada e saída de oxigênio foi o primeiro passo. O segundo foi esquecer a competitividade e focar em meu objetivo: acertar meu alvo. Fechei um dos olhos para manter o predominante aberto e focado na bolinha, minha respiração foi suspensa assim que a contagem para o tiro começou, sendo liberta apenas quando a madeira escapou de meus dedos, o projétil cortando o ar quase que em câmera lenta... Até atingir mais uma vez seu alvo.

Foi automático abrir um sorrisinho e encarar a caçadora. A resposta dela poderia ser um elogio certo? Ou uma palavra de incentivo. Quem sabe até não falar nada! O que ela fez? Nenhuma das alternativas anteriores, a donzela virou a máquina em minha direção e retribuiu o sorrisinho antes de atirar uma bola diretamente em minha direção!

AUCH! – exclamei surpresa e incrédula, a bola tinha atingido com força na altura de minha panturrilha.

Segunda parte do treinamento, desvie e tente acertar algumas bolas!

Eu não tive poder argumentativo, pois logo uma bola estava vindo em minha direção. Algumas pessoas diziam que era porque meu pai favorecia o condicionamento atlético. Eu gostava de pensar que minhas horas de atividades físicas na Austrália também contribuíam para a minha agilidade e esquiva. Assim, com a mente em alerta, quando a bola veio em minha direção, quase que instintivamente saltei para o lado.

Aquela garota não estava para brincadeira! O que me levou a capturar outra flecha em minhas costas, encaixar no ar enquanto sentia o coração disparado. Diferente de mirar parada e tendo o foco um objeto que era atirado na vertical, ali estava um desafio diferente: manter-se em movimento enquanto atirava em algo em movimento. Passei mais tempo pulando de um lado para o outro do que tentando atirar. Porém não era um ato covarde, mas sim estratégico. Com a mudança de direção do alvo, sua velocidade e minha concepção de distância e altura tinham mudado. Desviando das bolas primeiro, eu podia calcular a sua velocidade de tiro.

Minha primeira tentativa veio quase cinco minutos depois. Saltei para o lado antes que uma bola me atingisse, estiquei rapidamente a flecha para trás retesando a corda em seu limite. O tiro foi feito quase em um piscar de olhos, já que a cinesia da bola era rápida. A flecha acertou de raspão, desviando a bola de baseball de seu trajeto inicial. Resmunguei sentindo uma bolada em minha coxa, havia perdido meu tempo analisando o que havia feito de errado. Voltei meu corpo em direção a máquina, ao mesmo tempo em que retirava uma das flechas a minhas costas e a deixava pronta sobre o arco. Desviei de mais duas bolas, esquivando para os lados praticamente deslizando na terra. Então veio mais uma chance. A bola dessa vez vinha um pouco mais alta, o que me fez inclinar o tronco um pouco para trás. Tinha a visão perfeita para atirar, fechei o olho não predominante e retesei a corda até o limite, para dar toda a energia possível no movimento de disparo. Soltei a ponta do projétil de entre meus dedos, a mira tendo sido feita rápida, mas não de qualquer forma.

Um segundo. Um bater de coração. Um suspiro de alívio.

Finalmente havia acertado! Apoiei a mão livre sobre meu quadril, respirando de maneira ofegante tanto pelo exercício físico que acabei fazendo, tanto pela percepção de que havia cumprido um objetivo.

Está liberada! – Emmanuelle anunciou com um sorriso discreto – Próximo!

Comecei a sair da área, mancando na perna esquerda pois foi o membro inferior mais atingido por aquelas bolas estúpidas. Seria engraçado explicar como um treinamento de mira me deixou com dificuldades para andar.




☼☼☼:

☼ Arco e Flechas de Fogo e Aljavas Infinitas - Sendo os filhos de Apolo extremamente bons usando arco e flecha, está será sua principal arma. As flechas, quando atiradas à luz solar, pegam fogo.

Habilidades usadas/aprendidas

Nome do poder: Pericia com Arcos II
Descrição: O seu manejo com o arco melhorou, e agora acertar alvos parados já não é mais um problema, além disso você desenvolveu certa habilidade em atirar contra inimigos em movimento, ou objetos que se encontram da mesma maneira. Mais um pouco de treino e seu personagem se tonara um ótimo arqueiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de assertividade no manuseio de arcos.
Dano: +20% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.

Nome do poder: Arqueiro I
Descrição: A maioria dos campistas iniciantes não tem qualquer tipo de afinidade com as armas, porém, devido a ligação com o divino acabam por receber um instinto natural com as armas ligadas aos seus pais. Apolo/Febo é um arqueiro perfeito, e por isso seus filhos tem uma maior afinidade com a arma. Mesmo sendo novato no acampamento, o semideus possui uma perícia iniciante que faz com que o mesmo saiba o uso básico de um arco, diferente de outros campistas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  +10% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 5% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Corpo Atlético I
Descrição: Apolo sempre foi descrito como um Deus jovem e no auge do seu vigor físico. Filhos de Apolo herdaram essa característica de seu pai, sempre são vistos praticando esportes e atividades físicas para se manterem atléticos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nhum
Bônus:+20% de agilidade e esquiva
Dano: Nenhum




Hit me with your best shot, fire away ♫








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Re: 5º Aula de Arquearia

Mensagem por Isaac Dähl Bouwknech em Seg Ago 21, 2017 6:00 pm

Bem como pensava ainda no quarto, Isaac não iria suportar um panteão inteiro de filhos e filhas de Apolo presentes na aula de Arquearia. Depois de ter sido recebido como treinador, cargo pelo qual é congratulado aos veteranos do acampamento, ele precisaria mais que qualquer coisa naquela altura se especializar em demais áreas fora as abençoadas no berço. Responsável por treinos particulares, ele tinha que realmente se sujeitar a vivências forçadas ao seu jeito tipicamente natural de ser. 

O primeiro passo no batente da arena consagra a sua presença, tendo o corpo alto e magro sempre ereto. A sombra que se dissipa aos poucos é o sinal de que estava se aproximando da mesa prediposta com alguns arcos. Escutando algumas vozes murmurarem entre a lateral de sua face, o mesmo balbucia algum tipo de ronronar indireto e maquina os músculos do antebraço na escolha de uma arma posicionada ao lado do tampão de madeira. Ao sentir a temperatura do material, o tal tenta erguer em um impulso único logo sentindo a arma sobrepujá-lo para baixo. Num longo suspiro, arrastou a ponta do arco até a presença dos demais e assim se posicionou a erguendo de uma única vez. Desta maneira, conseguiu sentir os osso da coluna estalarem e perceber que o arco era muito maior do que imaginava. Lamurioso, persistiu ficar mais um tempo observando. 

Quem estivera desta vez defronte ao seu nariz delgado, era Emmanuelle. Como típico das caçadoras, a mesma possuía traços rígidos e uma expressão facial que trouxera muita simpatia aos telespectadores. Engolindo em seco mais detalhes distributivos, Isaac olha o foco da instrução observando grandes olhos mecânicos a o encarerem. Se a tecnologia fosse capaz de exprimir emoções, o semidivino teria completa certeza que aquele robô estaria rindo sem escrúpulos da sua cara. Por este fato, apertou o objeto rijo entre as mãos que ainda pendiam bobamente para frente pela falta de habilidade em manusear. 

Em dito, um sentimento de alívio cruzou seu interior ao assistir outros campistas serem acolhidos e consequentemente instruídos a usar a tal espécime. O necromante que sempre havia sido orgulhoso, ficou em silêncio imitando os ângulos físicos e trajetórias realizadas pelos demais. Percebia que a caçadora o olhava de soslaio, de forma puramente acadêmica e outras vezes até mesmo irritada com a atitude do mais velho. Zac por outro lado, soltava uma forte porção de ar pela boca fazendo uma das mechas do cabelo esvoaçarem para o topo do crânio. 

Entre muitas tentativas e discussões íntimas aos companheiros de laterais, Isaac via-se pronto para colocar o plano em prática; O som robótico tomou notoriedade dentro da Acrópole e todos pareciam entrarem com os extintos a flor da pele. Quando procurou algum sinal proveniente da caçadora, enxergou os arcos serem brandeados e uma luz forte e ofuscante o cegar. Examinou as mãos e após recuperar a consciência ocular, se uniu ao panteão. O primeiro sopro que induziu ter o início da atividade, foi ressoada na última fileira tendo um rapaz moreno de cabelos castanhos a avançar trocando as flechas intercalando o posicionamento ditado pela máquina. O treinador mordeu o lábio e não precisou tirar mais observações para que visse o outro campista completar aquele circuito com maestria. Precisava agora enfocar-se em si mesmo. Ser um bom egoísta, como sempre repete.  

Com o barulho frêmito se dissipando a frente, o loiro lambeu os lábios e ergueu o cotovelo lentamente medindo a pressão até estender o braço na extensão máxima que conseguia. Fechou um dos olhos para tomar atenção  a uma região e desceu a mão destra para próximo do quadril onde tinha suspensa uma aljava produzida de couro onde contivera um clube de flechas descansando. Acariciou o leve penacho vermelho que enfeitava a especiaria encaixando a flecha contra o arco retesando a corda vagarosamente. Ciente de que qualquer passo em falso condenaria a ordem trajetória, Zac prendeu a respiração e esperou os olhos cor escarlate novamente terem sob si para que ganhasse confiança. Um pé cravou no chão poucos centímetros a frente do outro dando sinal e credibilidade para que uma bolinha verde limão fosse aspergida contra o ar e traçasse um arco certeiro a sua direção. 

Olhos azuis para cima, seguros e convictos. Poderia ser um mero novato naquela correnteza, mas compadecia de um gênio forte para não permitir-se abalar. Afinal, a genética de Morfeu havia mesmo o atribuído isso. Segurou a corda por mais alguns segundos puxando para trás ao sentir todos os músculos se distenderem circundando o ângulo da flecha soerguida. O dedo indicador que ficava próximo a saída da munição, moveu-se milimetricamente para o lado assim atirando pela primeira vez. A ponta extremamente aguda restringe suas características medianas, maleáveis e prateada em seu orifício. Viu que ela estava executando um bom trabalho cortando o oxigênio até acertar uma região específica para a esquerda. Não acertando no centro, o mesmo bufou de irritação. 

Tomou outro passos para trás, vendo que o pequenino ajudante se movia sob pequenas rodinhas dando-o tempo para que puxasse mais uma e encaixasse no cordão. Apertando os beiços, mania que fazia a boca desaparecer, Zac deferi a inclinação física com mais imponência. A figura novamente recriava sua dança aérea e o necromante apenas seguia seu compasso tendo o momento perfeito na última lufada de ar na boca, para atirar. Desta vez a flecha deslizou pelo seu dedo auxiliar indo certeira a afundar-se no crânio da bolinha ouvindo-a cair sem resistência no solado. O eco foi tragado pelas iniciativas de outros alunos fazendo o homem concentrar-se na atmosfera movimentada do recinto. 

Depois de mais duas repetições tendo uma delas um enfraquecimento repentino de força, a prole de Morfeu escutou mais duas instruções de Emmanuelle, esta que passava a corrigir os erros mais comuns naquela prática. Posso andar tentando carregá-la comigo. Só preciso ter atenção para onde apontar, meditou nesta questão enxergando uma garota de cabelos dourados estender o limite do próprio corpo para alcançar o alvo da prova. Riu desviando a face tendo o maxilar duro em seguida, acelerando o passo - cuidando para manter o mesmo intervalo antes advertido - ajustou vertiginosamente o armamento e deu prosseguimento ao gatilho da corda até senti-la gemer de pressão. Com a sonoridade aguda enchendo-lhe ambos os ouvidos, relaxou a atração com o equipamento e seguintemente atirou mais um vez. Neste ato, expulsou a bola para fora do limite da arena fazendo sinais afirmativos com a cabeça mostrando-se satisfeito. 

O riso titubeava na boca e estava completamente convencido de que o exercício não havia sido tão ruim como costumava pensar sendo pessimista. Olhando para o próprio peito, enxerga pequenos vazamentos úmidos na camiseta laranja comprovando que havia conseguido suar. Pegou a barra da mesma elevando até a testa para retirar o pouco do excesso obtido e caminhou com certa moleza e preguiça dado a musculatura lassa e quente do corpo. Deitou a arma contra a mesa fazendo o mesmo com a aljava. Quando grudou ambos os palmos, sentiu uma ponta dolorida se alastrar pelo corpo. Manteve-se mais alguns segundos encurvado com os olhos fortemente fechados até erguer o rosto e dar-se de cara com a instrutora da ocasião. Nesta oportunidade, não evitou de exibir a arcada dentária branca :

— Não é tão ruim quanto pensei. - Ergue a palma da mão avermelhada pelos esforços e aos poucos se distancia do local, concluindo então mais uma especialização. Ao passar pelo portal da arena e se ver longe de olhares alheios, guia as próprias mãos as costelas e o restante do tronco queixando-se da dor insistente. Com certeza se quisesse ganhar alguma bonificação dentro daquele lugar, precisaria trabalhar e se entender com o próprio corpo.
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Re: 5º Aula de Arquearia

Mensagem por Vince Le Fay em Sex Ago 25, 2017 12:26 pm



Archery IV


- Bonjour, bonjour... - Estava a distribuir saudações de maneira automática dentro do chalé ensolarado. O Acampamento Meio-Sangue sempre reúne uma boa população de novos campistas nessa época do ano, que consequentemente, após serem reclamados, são apresentados a algumas das atividades mais tradicionais e com as quais podem ter mais afinidade. Ouvir frases como "Se você é filho de Apolo e nunca foi a uma aula de Arquearia, você está fazendo isso muito errado", é algo muito trivial quando se é um calouro. Alguns de meus irmãos mais nobres estavam a instruir novatos de todo o que fosse necessário para ser um arqueiro de respeito, enquanto eu... bem, apenas troquei minhas roupas e passei a faixa da aljava de couro em meu tronco, antes de seguir a uma distância confortável o pelotão solar que caminhava em marcha à arena.

Sinceramente achei fofo o modo como todos os calouros solares se comportaram conforme conheciam a arena do acampamento: com uma postura ereta, em fila indiana, todos seguiam de maneira uniforme até o ponto em que estava disposta uma mesa para o possível empréstimo de arcos. Em dado ponto da situação, alguém deu um discreto sinal - o qual não posso divulgar -, e todos armaram-se imediatamente, mantendo o arco em guarda baixa a espera de maiores informações da instrutora. Aquilo me trouxe felizes lembranças à mente, o que me permitiu um sorriso breve, o qual não pude manter por muito tempo, já que assim como todos ali presentes, pude vislumbrar a aproximação de Emmanuelle.

Por mais que aquilo pudesse soar deveras óbvio, a Tenente das Caçadoras demonstrou clareza em explicar o objetivo daquela aula: ao seu lado, uma máquina de atirar tênis estava disposta, e seria a chave para aquele treinamento, que seria dividido em duas partes. A primeira consistia em realizar tentativas coerentes em acertar o maior número possível de bolas de tênis durante a sua ascensão aos ares, enquanto a segunda iria promover um contato direto com a máquina, exigindo de cada um, capacidade para atingir as bolas assim como desviar delas.

A ideia me agradava, já que fazia algum tempo que não frequentava as lições de arquearia e aquilo era uma excelente oportunidade para provar a mim mesmo se havia perdido alguma prática nesse contexto. Assim que a moça dá por terminada a instrução inicial, movo minha mão imediatamente a corrente presa a meu pescoço, cutucando a palheta presa nesta para empunhar firmemente um arco presenteado por meu pai e por ele batizado de Retaliação de Apolo. O brilho dourado e a resistência daquele arco em minhas mãos me proporcionavam certa confiança, mesmo assim, optei por manter-me com certa desconfiança, a espera de surpresas.

Um silvo longo foi o estopim para que uma saraivada de flechas, das mais diversas, fosse disparada pelas fileiras campistas, o tom verde florescente das bolas de tênis começava a preencher os ares da arena de maneira tão veloz que muitos utilizavam o arco de forma desesperadora. Logicamente os rápidos reflexos são essenciais, porém não são tudo. Enquanto uma linha de campistas caminhava junto, alguns ficaram para trás, assim como eu, em breves instantes, analisando a situação: calculando a velocidade das bolas de tênis assim como a mísera quantidade de segundos em que elas permaneciam no ar. Permito-me acompanhar por duas vezes este processo, com duas bolas distintas, concluindo uma margem entre 7 a 13 segundos para que uma bola fizesse toda a curva de ascensão e declinação num ângulo de 180º.

- Não vai atirar, Karkaroff? - As palavras da instrutora tomaram imediatamente minha atenção, e me atingiram como uma lâmina. Emmanuelle tentava incentivar as pessoas de uma forma que para mim, era um pouco constrangedora. A fim de manter uma conduta respeitosa, me contenho em apenas morder meu lábio inferior em busca de extrair meu nervosismo e assentir diante o questionamento da caçadora. Decidido a obter um tiro perfeito, inicio um exercício de respiração para mantê-la sob controle e cadência satisfatórias, optando por uma flecha menor e mais leve para um primeiro disparo.

Rapidamente empunho arco numa base em que minhas pernas se firmavam uma à frente da outra com uma flexão leve da perna que se mantinha à dianteira. A corda do arco na altura de 1,5m foi puxada sem grande resistência, porém em contrapartida, o peso do arco me proporcionava certa necessidade em manter os membros superiores com firmeza para portá-lo. Fecho um dos olhos e apoio meu queixo no arco, mantendo foco em uma das bolas que fora disparada em uma angulação quase que retilínea, puxando a corda em sua total capacidade. A bola de tênis estava ganhando velocidade a cada segundo, provocando em mim um instinto real de autodefesa, que me faz soltar a corda do arco de maneira quase que involuntária, disparando a flecha.

Meus cálculos não eram precisos, isso era um fato. Porém eu podia facilmente jurar que tanto a flecha quanto o seu respectivo alvo atingiram a mesma velocidade em seu impacto, que infelizmente foi de raspão e promoveu ao alvo um efeito de rotação imediato que fez com que seu ângulo antes retilíneo tomasse uma curva perigosa que partia rumo a responsável por toda aquela situação: Emmanuelle. Meus olhos não focaram outra coisa senão a bola, e seu curso, fazendo-me engolir em seco e refletir sobre quais punições iria sofrer. Por sorte - ou talvez por alguma influência divina a meu favor -, a bola de tênis teve sua queda final, quicando de maneira inofensiva até os pés da caçadora. Esta, por sua vez, apenas respondeu aquilo pisando de maneira imponente sobre a esfera esverdeada, cruzando os braços sobre o próprio tronco e sorrindo de maneira levemente sádica - Você já foi melhor que isso, Karkaroff.

Tais palavras fizeram meu sangue ferver. E a partir desse momento eu já não me permitia escutar absolutamente nada nem ninguém. Meu único foco eram as bolas de tênis, e mais nada. Empunhava o arco com mais intensidade, e assim que posiciono outra flecha - mais longa -, e puxo a corda, vejo em meu indicador outro presente de meu progenitor: um anel dourado batizado por Solstício de Verão. Agora quem estava sorrindo de maneira sádica era eu, prevendo que agora estaria trabalhando com circunstâncias mais divertidas que as habituais. Giro o anel com o polegar da mesma mão, tocando a pedra alaranjada contida neste, alimentando minha energia o suficiente permitindo-me dar uma capacidade especial as minhas flechas. Voltando novamente o olhar para as bolas, sigo o curso de uma bola curva, fechando um dos olhos e buscando o melhor momento para o disparo - Un, deux, trois!

Assim que o disparo foi efetuado, a flecha adquiriu uma tonalidade alaranjada em seu percurso, percebendo-se uma faísca sutil que rapidamente incendiava as penas de sua calda tal qual como um fósforo aceso. Assim que a flecha atinge a bola de tênis, como se aquele material esférico tivesse algum combustível inflamatório, houve uma explosão generalizada, que não apenas atingiu o alvo em foco, mas provocou consequências em outras bolas próximas a esta. A queixa da maioria foi imediata, que por questões de segurança, optou por não influenciar quaisquer flechas. Logicamente a minha satisfação durou muito pouco, já que infelizmente havia acabado com a saudável brincadeira da maioria - Désolé.

- O.k. Agora vamos dar início a segunda parte deste treinamento. Façam uma fila única. - O firme comando de Emmanuelle foi rapidamente atendido, e quase duas dezenas de campistas aguardavam ansiosos maiores instruções - Certo, quando forem chamados, aproximem-se. Como antes citado, deverão defender-se das bolas com o manuseio do arco da melhor forma possível, buscando não ser atingido em hipótese alguma. - De maneira uniforme, todos assentiram com a situação, aguardando em silêncio à espera de sua vez - Próximo!

Fui chamado após o desempenho regular de exatos seis campistas. Que, durante a execução do exercício, me permitiram certa análise desta parte específica do treinamento: logicamente o padrão de disparo mudou, e a velocidade com a qual as bolas de tênis eram disparadas aumentou. Mesmo assim, não pude deixar de notar certo padrão nos disparos, assim como na angulação em que estas tomavam. As bolas eram disparadas numa sequência angular, em uma estrutura que partia do princípio circular anti-horário em nove angulações, desta forma, deixando um ponto livre de cada vez para uma possível esquiva - Preparado Karkaroff? Não quero explosões desta vez.

- Oui, mademoiselle - Respondo em afirmativa tanto para a questão quanto para a afirmação. Estava mais calmo e preparado para aquilo, o que me permitia tomar uma postura mais íntegra diante do arco. Assim que Emmanuelle moveu-se ao lado da máquina para uma nova sessão de disparos, posiciono uma flecha em meu arco, já esticando a corda me preparando para um disparo certeiro. Se minhas estimativas estivessem de fato corretas, a primeira bola de tênis viria num ângulo curvo que poderia atingir sem problemas meu ombro esquerdo. Ao ouvir o som do maquinário, fecho um de meus olhos, atento a qualquer movimentação, que ocorreu imediatamente. A primeira bola tomou o rumo por mim esperado, desta forma, pude contabilizar exatamente o ponto no qual deveria disparar, efetuando-o com certa segurança.

Obtive sucesso em meu primeiro disparo, cravando a flecha na bola de tênis. Porém eu não tinha tempo para comemorar, tampouco para empunhar novamente um arco para um novo disparo, a segunda das bolas já se aproximava, quicando em direção a meu rosto. Desta forma, não tive escolha senão abaixar meu tronco podendo vê-la passar acima de minha cabeça. Aproveitando que estava abaixado, optei por dar-me maior tempo para um melhor disparo, mantendo a flecha em mãos, mas acabando por fazer um rolamento para a esquerda diante da terceira bola de tênis que ousava me atingir nas pernas. Até este ponto, a minha previsão dos disparos das bolas de tênis estava correta, porém aquilo foi facilmente percebido pela instrutora, que sob sua influência, permitiu-se alterar rapidamente uma configuração básica da máquina a fim de promover maior dificuldade.

Com a alteração de Emmanuelle, todo mudou: a sequência de disparos, a angulação e claro, a quantidade de bolas disparadas. Por vezes, tive de lidar com duas e até três bolas simultaneamente, revezando entre esquivas e disparos de flecha, em algumas vezes, meus disparos novamente provocavam o efeito de rotação nas bolas de tênis, fazendo com que seu percurso fosse novamente alterado e trazendo dificuldades ainda maiores. Estava começando a ofegar e a perder o controle de minha respiração quando noto na pele a lâmina do limbo superior de meu arco, tocada superficialmente pela palma de minha mão. Aquilo me trouxe novas possibilidades de defesa, e diante de tais circunstâncias, versatilidade era essencial para a minha sobrevivência.

Em dado ponto, começo a utilizar meu arco como uma lâmina gêmea, aproveitando das lâminas de bronze localizadas tanto no limbo superior como no limbo inferior de meu arco para defender-me das bolas de tênis, partindo algumas ao meio enquanto outras eram atacadas em movimentos similares aos de beisebol. Infelizmente, meus progressos não foram suficientes, e diante de três bolas não pude evitar ser atingido: a primeira seguia um percurso baixo; outra o alto, então o raciocínio foi o de simplesmente saltar por sobre a bola baixa e golpear a bola alta, porém eu não esperava que uma terceira bola me atingisse o abdome, fazendo-me arfar pelo impacto primordial, que foi suficiente para que outras bolas de tênis me atingissem nas pernas - Foi bom enquanto durou, Karkaroff. É uma pena que acabou. - Assenti um pouco triste por não ter resistido mais, porém o suor em meu rosto permitia-me concluir que havia resistido de maneira satisfatória - Parabéns pela versatilidade, está dispensado... Próximo! - Aliviado por ter cumprido o exigido, opto por deixar o local rumo ao Chalé, até lá eu pensaria o que poderia fazer durante o restante daquele dia.


Poderes, Habilidades & Armamentos Utilizados:

☼ Aljavas Infinitas - Sendo os filhos de Apolo extremamente bons usando arco e flecha, está será sua principal arma. As flechas, quando atiradas à luz solar, pegam fogo.

[☀ Retalhação de Apolo ☀] Arco dourado, extremamente resistente, de formato e comprimento (1,5 m) baseado em um Arco Recurvo comum. As ranhuras da corda são curvadas para frente do arco e o material, por mais que permita ao semideus puxar a corda com menos força do que o usual, dispara flechas com a mesma força de um arco cuja pressão nos Limbos é extrema. Quando a mira é feita, uma vez por turno, a primeira flecha disparada é otimizada em 30% (Ocasionando um dano de 45 HP), enquanto as outras flechas dão o dano padrão de 35 HP. Além disto, no Limbo Superior e Limbo Inferior estão acopladas lâminas de Bronze Celestial que permitem, ao filho de Apolo, golpear inimigos à distância corpo-a-corpo tal qual uma lâmina gêmea. As lâminas se prolongam até além da ranhura da corda, permitindo estocadas, também. Quando não está em uso o arco se transforma em uma palheta.

[☀ Solstício de Verão ☀] Anel dourado e de aparência discreta. Em seu corpo possui ranhuras onduladas, em baixo relevo, entalhadas de tal forma a lembrar a tremulação do ar com o calor escaldante do verão. Em seu topo existe uma pedra laranja e brilhante com a peculiar habilidade de se alimentar da energia do semideus (15 MP) para encantar flechas com propriedades explosivas. O dano é acrescido de 50%.


☼☼☼


Nome do poder: Pericia com Arcos II
Descrição: O seu manejo com o arco melhorou, e agora acertar alvos parados já não é mais um problema, além disso você desenvolveu certa habilidade em atirar contra inimigos em movimento, ou objetos que se encontram da mesma maneira. Mais um pouco de treino e seu personagem se tonara um ótimo arqueiro.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +40% de assertividade no manuseio de arcos.
Dano: +20% de dano se a arma do semideus atingir o alvo.

Nome do poder: Arqueiro II
Descrição: A sua habilidade com o arco se desenvolveu com precisão, e agora, além de conseguir atingir o alvo com uma flecha, também aprendera a manusear duas, e a usar o arco como porrete. Sua pericia está crescendo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  +20% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 10% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Corpo Atlético I
Descrição: Apolo sempre foi descrito como um Deus jovem e no auge do seu vigor físico. Filhos de Apolo herdaram essa característica de seu pai, sempre são vistos praticando esportes e atividades físicas para se manterem atléticos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nhum
Bônus:+20% de agilidade e esquiva
Dano: Nenhum



☼☼☼


+ Tubo Pack especial: (Em duas postagens de sua escolha – valido para qualquer missão, evento, mvp, pvp, e afins – o semideus terá a xp duplicada pelo avaliador, lembrando que é necessário colocar esse prêmio em spoiler caso deseje que sua xp seja duplicada. Não tem prazo, mas só poderá ser usado duas vezes). Situação: Cheio 0/2, não foi utilizado.





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Re: 5º Aula de Arquearia

Mensagem por Peter C. Gallagher em Sex Ago 25, 2017 11:09 pm

ciontacht agus cothromaíocht

Treinar tiro com arco não era a atividade mais dinâmica da minha semana. Minha ascendência evidentemente não me permitia entediar-me com tal prática, eu era verdadeiramente usuário assíduo da arquearia, mas aqueles momentos já me eram rotineiros.

Já trazia o Loving Arc na mão direita assim que entrei na Arena de Treinos. Haviam mais alunos já dispostos em semicírculo ao redor da filha de Poseidon que os instruía na tarefa do dia. Sim, eu chegara atrasado. Dei passos velozes até me posicionar ao fundo, atrás de todos e comecei a escutar as instruções.

Não era uma incumbência trabalhosa, era um treino de perícia específica, mira e tiro em alvo em movimento. Sabia que não seria um desafio notável a mim. Assim que Emmanuelle finalizou sua fala, os semideuses mais à frente se dispuseram diante das máquinas de atirar bolas de tênis. Eu fiquei distante, apenas observando suas práticas.

Era uma turma diversa, com uma grande amplitude de níveis de domínio do uso do arco. Haviam iniciantes que ainda tentavam acostumar-se ao modo correto de envolver os dedos na empunhadura e semideuses mais experientes que tinham um índice de acertos altíssimo. Supus que minha habilidade estaria um pouco acima do intermediário.

Peter. – Ergui a cabeça e logo em seguida desenverguei o tronco. Emmanuelle me chamava. – Pode se posicionar.

Confirmei com a cabeça e fui em direção ao grupo com o arco em mãos. Posicionei-me: um pé a frente do outro, joelho da frente levemente dobrado. Emmanuelle ajustou algumas coisas na máquina diante de mim e perguntou se eu estava preparado. Reservei-me a assentir com a cabeça e a primeira esfera subiu. Puxei a corda extremamente elástica e acompanhei a trajetória daquela até pouco antes dela atingir seu ponto máximo. Soltei a corda e a flecha rasgou os ares. A ponta de rubi resvalou a superfície da bola de tênis, toque que a fez parar, mas não se encravou nela. Foi uma tentativa parcialmente falha.

Outra bola de tênis foi lançada na mesma velocidade da anterior. Puxei mais uma vez a corda assim que o projétil saiu do cano. Disparei. A afiada gema que funcionava como ponta da flecha nem tocou meu alvo. Falha.

Mais uma bola de tênis ao ar. Um tiro com mais sucesso. Eu estava assimilando a trajetória da bola, sabia disso, meu cérebro estava interpretando cada vez com mais facilidade o caminho que ela seguia conforme cada uma das bolas o atravessava na mesma velocidade. Assim, as próximas quatro tentativas foram um sucesso.

Na quinta, a esfera foi lançada com uma velocidade diferente. Emmanuelle mudara as configurações da máquina para fazer seus lançamentos com forças suavemente diferentes entre si. Essa nova circunstância fez com que eu tivesse mais outra série de falhas. No geral, eu instintivamente consegui ser capaz de isolar apenas a figura da bola conforme ela se movia, mantendo meu foco completamente nela para que minha mente conseguisse estimar sua futura posição baseando-se em sua velocidade. Isso ajudou.

Eu estava indo bem, até que Emmanuelle informou eu iria mudar o modo como eu estava realizando a atividade: agora as bolas de tênis seriam disparadas diretamente contra mim. Teoricamente era mais complexo, teria que acertar as bolas e me desviar delas em simultâneo. A teoria não se realizava na experiência real. Era mais difícil deduzir a trajetória em arco da bola quando ela era lançada para o alto do que simplesmente disparar a flecha para frente. Claro, havia o problema da velocidade, o tempo de reação deveria ser mais curto, mas era mínima a diferença entre reagir à aproximação de uma bola de tênis em linha reta e reagir a uma bola de tênis quando era lançada para o alto.

A única dificuldade era me desviar, mover-me para longe do caminho de um par de projéteis enquanto atingia o terceiro, isso era um empecilho para a concretização de uma reação. Eu sabia me movimentar e disparar simultaneamente, porém. Seria vergonhoso não ter relativo domínio de tal feito depois de tanto tempo usando o arco. Acertei mais bolas de tênis durante essa segunda parte do que na primeira metade, entretanto, fui acertado pelo menos uma dezena de vezes por bolas a uma velocidade relativamente alta, o que deixou marcas roxas na pele.

Quando já não suportava mais ser atingido no peito, barriga e pernas por bolas de tênis, eu indaguei a Emmanuelle se poderia ser dispensado da aula. Seu olhar pareceu um pouco inquisitivo, quase ácido, como se eu houvesse lhe dirigido um questionamento negativo.

Se já não aguenta mais, claro que já pode ir. – Tentei ler o subtexto em suas palavras, mas a caçadora de Ártemis tinha uma fala sem grandes insinuações.

Agradeci às instruções e caminhei com o corpo dolorido em direção à saída.

Wake me slowly Or watch me fall;


Arma Utilizada:
Loving Arc - Uma réplica do próprio arco de Eros. Este é feito de ouro branco com detalhes coberto de bronze celestial, sua corda é coberta pela mais pura prata, é bastante elástica e jamais arrebenta. O arco materializa flechas mágicas assim que o filho de Eros toca na corda, sendo que as flechas possuem duas propriedade, uma é fazer com que pessoas fiquem apaixonadas ( durante 3 turnos ) pela primeira pessoa ou coisa que ver, e, a outra é que a flecha pode causar danos. A flecha materializada é toda feita de uma mistura de ouro branco e bronze celestial, sendo sua ponta um rubi vermelho no formato de um coração, tornando-a totalmente mortal. Quando não utilizado o arco se transforma em uma pulseira com um pingente no formato de coração. [Indestrutível] [Caso o semideus perca, o item volta ao seu pulso depois de um turno].
Poderes e Habilidades Utilizados:
Nível 8
Nome do poder: Mira do Cupido
Descrição: A principal arma de Eros/Cupido e sua mais famosa era o arco-e-flecha, no qual Eros/Cupido acertava os deuses e mortais, criando e desfazendo casais. Por conta disto, os filhos de Eros/Cupido possuem uma mira muito boa, comparada a dos filhos/seguidores dos Gêmeos Arqueiros. Isso não funciona apenas com flechas, mas com facas, e armas de arremesso.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de chance de acertar pontos críticos em lançamento de armas, arremesso de armas, como facas, adagas, lanças e flechas.
Dano: Nenhum

Nível 23
Nome do poder: Pericia com Arcos III
Descrição: O filho de Eros/Cupido, descobriu que o arco é a arma perfeita para ele, agora consegue acertar o alvo com uma precisão impressionante, e também aprendeu a atirar mais de uma flecha ao mesmo tempo.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +65% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: +25% de dano se a arma do semideus acertar.

Habilidade Adquirida

Nome: Perícia em Mira
Descrição: Mirar é a capacidade de usar de seus movimentos corporais e visualização de um objeto para atingi-lo. Ao fazer essa aula, o campista possui o treino o básico para acertar um alvo parado ou em movimento com diferentes objetos, desde armas a qualquer item corriqueiro. É necessário atentar-se para a equação de: quanto mais concentrado, mais precisa é a mira.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +30% em mira
Dano: Nenhum
Extra: Uma vez por missão, você pode solicitar o Acerto Perfeito, acertando o alvo caso ele esteja a menos de 100m de distância. O post também deverá conter a narrativa de como foi realizada a mira. Ações como “mirei e acertei” serão invalidadas.
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Peter C. Gallagher
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Re: 5º Aula de Arquearia

Mensagem por Charlotte A. Blackwell em Qua Ago 30, 2017 12:16 pm

▬ Aula de Arquearia


Eu sabia que não tinha focado minha atenção completamente nas instruções da garota que ministrava a aula, não conseguira. As coisas tinham mudado drasticamente com a volta de Frannie, eu ainda não acreditava que ela estava presente e isso me mantinha distraída de alguma forma. Os dois primeiros dias passei colada a ela, cheguei a dormir em seu chalé, na mesma cama que a garota, tudo porque não conseguia me separar da minha irmã. No terceiro dia, passei a frequentar as mesmas aulas que ela escolhia, justamente as que tinha evitado durante o ano por me fazer sentir falta dela. Era em uma dessas aulas que eu me encontrava.

Frannie estava mais a frente, distraída em seus próprios pensamentos quando ouviu seu nome ser chamado, ela tomou a frente de todos e passou a se movimentar pela arena a fim de desviar e atirar nas bolinhas de tênis que voavam em sua direção. Ela era muito boa naquilo, e a instrutora parecia se divertir junto a ela, o que me deixou levemente enciumada. Frannie terminou seu treinamento rapidamente, e saiu mancando dali. Ela ainda não tinha me notado, o que sinceramente, era ótimo. Eu tinha me escondido propositalmente atrás dos outros campistas, já que era mais baixa que a maioria, a tarefa tinha sido fácil.

— Próximo! — Emmanuelle, a instrutora, gritou lá da frente, me fazendo estremecer de leve e outro campista ir em direção a ela, eu fiquei em sua linha de frente naquele momento, de forma que, obviamente, após o garoto, era minha vez de testar as habilidades com aquela máquina mortífera. Suspirei pesadamente, mordi os lábios e fiquei me movendo inquieta, trocando os pesos de um pé para o outro e tentando me ater aos movimentos dos demais a fim de aprender alguma coisa. Tinha sido proposital fazer Francesca se retirar antes de revelar minha presença, eu queria mostrar a ela o quanto tinha ficado forte, mas para isso, precisava melhorar um pouco mais minhas habilidades, ainda não as achava o suficiente.

— Charlie? — A voz que tanto temia soou confusa ao meu lado, me virei depressa em direção a ela, que voltou-se em minha direção, fazendo o caminho inverso ao voltar para a arena. Droga! Ela não podia ter simplesmente saído dali? — O que faz aqui? — A mais nova me perguntou, mordi o lábio com força antes de sorrir em sua direção, podia sentir minhas bochechas corando aos poucos.

— Vim ver a aula, vou participar de arquearia agora — Dei de ombros, como se fosse algo irrelevante, mas não era.

— Tudo bem, vou esperar você terminar e saímos juntas — Frannie anunciou sorridente, se colocando ao meu lado daquele jeito de quem ia se assegurar de que eu ficaria bem. Fiquei repentinamente nervosa.

— Vai ficar me assistindo? — Perguntei apenas para confirmar, ela maneou a cabeça, e eu? Torci para não pagar mico na presença dela, não queria mais ser vista como a garotinha tola que ela tinha que proteger quando saiu do acampamento. Eu não era mais aquela garotinha, tinha mudado... eu queria que Frannie notasse que eu tinha mudado, contudo, não fazia ideia do motivo de me prender  a isso.

— Próxima! — Emmanuelle gritou, engoli em seco e dei um passo à frente, era minha vez. — Muito bem, as regras são as mesmas, tentar atingir o máximo de bolinhas possíveis enquanto elas ainda estiverem no ar, se posicione na linha de tiro — Ela pediu, me fazendo dar mais alguns passos para frente.

Coloquei-me na linha de tiro e ative o arco, puxando uma das flechas da aljava e posicionando na ponta, então me posicionei conforme tinha treinado sozinha e aguardei o início do treino. Emmanuelle não me esperou dizer que estava pronta, apenas apertou o gatilho e lançou as bolas no ar. Cinco ao todo, puxei a corda do arco, fechei um dos olhos e atirei na que estava mais baixa, seria a primeira a atingir o chão, logo era mais sábio começar por ela.

Puxei uma segunda flecha do arco, mas mantive os olhos no meu alvo, atirei a segunda flecha rapidamente e puxei a terceira, percebendo só então que a primeira tinha passado raspando pela bolinha e a segunda tinha sido atirada no gramado com a flecha cravada em uma das pontas, o tiro não tinha sido certeiro.

Respirei fundo e resolvi mirar na mais alta, sabendo que teria mais tempo para trabalhar com ela, preparei e baixei o cotovelo, fechei um dos olhos e atirei em um ponto abaixo, quando a bolinha desceu, chocou-se com a flecha, que cravou-se em seu meio e a fez cair no chão. Nesse meio tempo, as outras duas já tinha descido, de forma que não tinha porque atirar nelas, as tinha perdido.

— Mais uma vez — Eu não tinha ido bem da primeira vez, mas podia fazer melhor na segunda, estava mais confiante, mesmo que ainda me sentisse nervosa com a presença de Frannie, contudo, queria fazer bonito para impressiona-la.

Puxei outra flecha e a posicionei no arco, testei a corda e mais bolinhas voaram no ar, contei quatro rapidamente, ergui um pouco o posicionamento do arco e então atirei a flecha na mais próxima, puxando uma segunda da aljava rapidamente e mirando em um ponto abaixo da segunda bolinha. Puxei a corda, sentindo meus dedos vibrarem diante da força antes de atira-la em direção a bolinha. A flecha atingiu seu centro e a jogou para longe de mim, repeti o gesto com a terceira e a quarta, dessa vez, só tinha errado uma única bolinha de tênis, o que me fez sentir bastante orgulhosa da minha performance.

— Vamos ver como se sai com um pouco mais de movimento — Emmanuelle sorriu maliciosa, me fazendo engolir em seco com sua mudança brusca de humor, o olhar dela denunciava que eu estava ferrada e eu não tinha gostado nada disso. — Vou atirar as bolinhas de encontro ao seu corpo, seu objetivo é desviar do maior número possível delas e tentar atingi-las ao mesmo tempo, acha que consegue? — Ela me perguntou, me fazendo balançar a cabeça em concordância enquanto imagens de um antigo treinamento se formavam em minha mente.

Zac tinha me feito passar por algo parecido, tinha atirado facas em minha direção a fim de treinar minha agilidade e esquiva, naquela época eu não tinha tentado neutralizar as facas, porque o objetivo principal não era esse. O treino de hoje seria um pouco mais difícil, mas eu sabia que estava preparada para ele.

— Preparar, apontar... — Ela nem disse o fogo, apenas atirou a primeira bolinha em minha direção, não me dando tempo para preparar ou pegar uma flecha, não consegui desviar a tempo, e a bola de tênis atingiu minha testa, me derrubando no chão. Senti minha visão embaçar e um galo se formar em minha testa, gemi de dor enquanto tentava recuperar meus sentidos, soube que alguém gritou, mas não entendi nada do que diziam.

— Você está bem? — Emmanuelle se aproximou e eu ergui o olhar, minha cabeça girou em um ângulo engraçado e me obrigou a deitar de novo, fechei os olhos e respirei fundo algumas vezes. — Acho melhor te dispensar do treino... — A garota mais velha murmurou, me fazendo sentar de forma brusca.

— Não! Eu estou bem, consigo continuar — Avisei, minha voz saindo um pouco embolada porque minha cabeça ainda estava girando, mesmo assim, eu não desistiria agora.

— Charlie... — Frannie tocou meu ombro, olhei-a de maneira desafiadora.

— Eu vou continuar — Cortei, me levantando e piscando algumas vezes antes de apanhar meu arco. — Pode prosseguir — Avisei, tomando a frente e ignorando os olhares sobre minha pessoa, eu sabia que podia fazer aquilo, não era o elemento surpresa que ia me derrubar, eu precisava... precisava ficar mais forte.

— Muito bem, de novo! — Emmanuelle voltou a máquina dela em minha direção, puxei uma flecha e me preparei, focando o olhar no ponto central de onde as bolinhas surgiam. Puxei a corda e aguardei, pude ouvir o estrondo da máquina e observar o momento exato em que a bolinha deixou o centro da máquina, não perdi tempo, atirei a flecha e puxei outra, girando para o lado bem a tempo de ver uma terceira e uma quarta bola voando em minha direção. Desviei da terceira bem a tempo, jogando meu corpo para o lado e me colocando de joelhos, apenas para atirar a flecha de encontro a quarta e detê-la no meio do caminho.

Mais três bolinhas de tênis deixaram a máquina, me obrigando a pegar mais uma flecha e coloca-la no arco. Atirei-a sem mirar na bolinha a frente e me esquivei de outra me atirando no chão, apenas para rolar de lado em seguida, sem ter tempo de me erguer para deter a próxima. Merda! Eu tinha que ficar mais rápida.

Deixei que tudo e todos fossem apagados de minha mente, ergui-me depressa e puxei outra flecha do arco, atirando-a em direção a mais bolinhas que vinham em minha direção. Consegui deter a primeira, mas a segunda e a terceira me obrigaram a fazer milagres na arena para não ser atingida. Eu ofegava e elas não paravam de vir, não tinham uma sequencias lógica e seguiam um ritmo frenético. Eu saltava, pulava, me desviava e atirava, me contorcia na arena por completo tentando deter aquelas bolinhas e consegui não ser atingida por muitas delas.

Uma das bolinhas atingiu meu quadril em cheio, pegara de raspão, mas não me impedira de sentir o músculo ardendo em resposta, outra pegara a metade de minha coxa e me fizera perder parte da velocidade. Para minha sorte, contudo, isso tinha acontecido quase no fim da aula, quando Emmanuelle já tinha diminuído o ritmo do treinamento e finalmente me deixara respirar.

— Está liberada — Quando ela anunciou isso, eu juro, juro que agradeci ao meu pai por ter sobrevivido, mas também a ela... eu sabia que tinha melhorado meus movimentos, não apenas com o arco e a mira, mas também com a coordenação motora e a velocidade. Era satisfatório descobrir que de alguma maneira eu tinha melhorado, podia não ter dado o show que queria, podia não ter surpreendido a todos, podia ter um galo na testa.... Ainda assim, eu tinha feito.

— Vamos dar um jeitinho nisso, ficou bem feio e vermelho... — Frannie se aproximou e pegou meu rosto entre as mãos para analisar meu machucado, sorri torto para ela, que ainda mancava e resmungava por conta do machucado. A situação era engraçada, eu me machucava, mas nunca reclamava disso, já Frannie se machucava e ficava manhosa por isso, fazia um drama completo.

— Vamos, vou dar um jeito na sua perna também, isso não é nada, já tive momentos piores enquanto você estava fora — Dei de ombros, mas antes que ela perguntasse qualquer coisa, a puxei para sair dali.
Arma:

☼ Arco e Flechas de Fogo e Aljavas Infinitas - Sendo os filhos de Apolo extremamente bons usando arco e flecha, está será sua principal arma. As flechas, quando atiradas à luz solar, pegam fogo.
Poderes:

Nome do poder: Arqueiro I
Descrição: A maioria dos campistas iniciantes não tem qualquer tipo de afinidade com as armas, porém, devido a ligação com o divino acabam por receber um instinto natural com as armas ligadas aos seus pais. Apolo/Febo é um arqueiro perfeito, e por isso seus filhos tem uma maior afinidade com a arma. Mesmo sendo novato no acampamento, o semideus possui uma perícia iniciante que faz com que o mesmo saiba o uso básico de um arco, diferente de outros campistas.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus:  +10% de assertividade no manuseio do arco.
Dano: + 5% de dano ao ser acertado pela arma do semideus.

Nome do poder: Corpo Atlético I
Descrição: Apolo sempre foi descrito como um Deus jovem e no auge do seu vigor físico. Filhos de Apolo herdaram essa característica de seu pai, sempre são vistos praticando esportes e atividades físicas para se manterem atléticos.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nhum
Bônus:+20% de agilidade e esquiva
Dano: Nenhum

Nome do poder: Concentração de Arqueiro I
Descrição: Arqueiros precisam se concentrar para acertarem o alvo, pois qualquer distração, podem fazer seu tiro certeiro sair pela culatra. Os filhos de Apolo têm a benção de seu pai, que faz com que eles sejam mais calmos e objetivos quando precisam realizar uma tarefa que exija concentração.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nhum
Bônus:+ 15% de vantagem ao realizarem uma tarefa que exija concentração.
Dano: Nenhum




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Re: 5º Aula de Arquearia

Mensagem por Emmanuelle S. Henz em Sex Set 01, 2017 5:00 pm

Aula fechada
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Re: 5º Aula de Arquearia

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