The Blood of Olympus
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Madness is not a state of mind. Madness is a place

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Madness is not a state of mind. Madness is a place

Mensagem por Georgia Blanchard em Sex Jul 14, 2017 2:54 am

sing you a lullaby where you die at the end
Blanchard sabia que estava em um sonho quando viu o cachorro gigante.

Ao seu redor uma centena de pessoas estavam dispostas em bancos de madeira, segurando palitos de algodão doce ridiculamente grandes e refrigerantes aguados. Estava no interior de um picadeiro de circo, e pela extravagancia local poderia facilmente dizer que era em Las Vegas.  No centro do palco um enorme cão, na verdade parecia mais um cavalo para ser exata. Seu pelo arruivado e branco estava parcialmente coberto por uma espécie de roupa extravagante e seu rosto cheio de maquiagem. Georgia sentiu-se no desejo de levantar de sua cadeira e socar a cara de quem tinha feito aquilo até os ossos afundarem, mas por alguma razão, permaneceu sentada.

O cão parecia estar no fim de sua performance de pular por aros cheios de chamas e fazer coisas idiotas como ficar em pé sobre duas patas, pois seu horrível adestrador recolheu o imenso chicote (aquela coisa tinha facilmente 4 metros) e fez uma reverência para o público, que aplaudia enlouquecido. Georgia já sentia rua respiração se assimilar a uma chaminé de trem, e não seria grande surpresa se fogo saísse de suas narinas naquele instante, pois seu peito borbulhava de ódio.

Com a saída a dupla, as luzes do picadeiro ficaram escuras e em segundos de suspense um homem vestido de mágico emergiu das sombras e com ele havia uma linda menina com cabelos longos e negros, trajando roupas extravagantes. Georgia podia ouvis os berros masculinos da plateia, mas não culpava os rapazes. Por alguma razão ela também sentia-se incapaz de desviar o olhar daquela jovem, o que a fez pensar que talvez ela não fosse apenas uma mortal.

O espetáculo parecia seguir seu curso e eles se preparavam para um truque que incluia a garota ficar suspensa por uma corrente, ou pelo menos era o que parecia até o presente momento. Foi ai que a coisa desandou.

Sem aviso prévio, um enorme rasgo foi aberto na lona do circo e 3 homens monstruosos entraram. “Não, homens não. Ciclopes”. Um deles era realmente grande, tinha cerca de 4 metros e trajava roupas de mestre o circo, o que indicava que ele ocupava tal posição. Enquanto os outros dois eram menores, pouco mais de 2 metros e meio. Podiam ser os filhos do maior. Eles avançaram cheios de ira para o palco e um dos menores imobilizou o mágico. A plateia foi a loucura, provavelmente pensando que aquilo era parte do show.

Nós demos a você a nossa confiança, mortal. – Bradou o mestre do circo com seu enorme olho cavado no mágico, que parecia paralisado de medo. – E é assim que retribui?! – Com um soco a mesa de apoio foi reduzida a farpas.

D-do que está falando, mestre? Eu não fiz nada! – Choramingou, a cartola roxa caindo sobre a metade esquerda do seu rosto. O ciclope rosnou.

Dela, seu grande imbecil! – Ele apontou para a menina pendurada pela corrente. Ela se debatia de forma inútil no ar tentando sair de sua prisão, mas a única coisa que conseguia fazer era se balançar para frente e para trás. – Está abrigando uma semideusa bem de baixo do meu olho?! – Ele apontava um enorme dedo na cara do mágico.

Semi...Deusa? Eu não sei o que isso significa, senhor. – Disse desesperado. – É só Cienna, minha assistente, você a conhece, lembra? – Ele esboçou um sorriso e o ciclope urrou.

Por acaso toma-me por tolo, Flint? – Ele cuspiu no chão ao dizer o nome do homem. – É obvio que esta é uma semideusa e você a manteve sob sua asa, seu traidor fedorento! Agora vai pagar.

O ciclope fez a menção de dar um soco que certamente esmagaria o pobre mortal e Georgia sentiu que seu corpo simplesmente voou em direção a ele, e ai ela acordou.

Sua respiração estava pesada e sentia uma sensação estranha tomando conta de si. O que diabos havia acontecido? Blanchard sentou-se na cama e moveu o corpo para a beirada, mas quando ergueu os olhos para a frente, percebeu que não estava sozinha.

Boa noite, minha filha. – Sussurrou um home de cabelos escuros a sua frente e ela não precisou de mais nada para saber que aquele era Morfeu.

Boa noite, pai... Senhor, senhor-pai. – Disse de forma completamente desajeitada e em seguida puxou as cobertas para si afim de esconder seu pijama bobo do Zé Colmeia. “Deuses, ele vai achar que eu sou demente”, “Realmente vai”, disse uma vozinha na sua cabeça. “Cala a boca, ele vai perceber a gente”, resmungou outra e Georgia fechou os olhos com força e levou ambas as mãos até a cabeça, pressionando suas têmporas com força.

Sabe, eu gosto do Zé Colmeia.

Ao abrir os olhos, deu de cara com a expressão um tanto risonha do seu pai divino e seu coração deu um pulinho. Não imaginava que seu primeiro encontro pai e filha fosse envolver estar de pijama, mas não iria contestar.

Eu também. – Murmurou em resposta, totalmente envergonhada, as mãos deslizando até o colo. Não sabia muito bem como agir naquela situação. Vira muitos filmes retratarem aquele tipo de encontro, geralmente envolviam longos abraços mas ela não sentia vontade de abraçar o deus.

Você sabe o que acabou de acontecer, criança? – Ele perguntou numa voz extremamente calma e Georgia cometeu o erro de olhar em seus olhos. Ele não tinha uma aparência que lembrava algum outro deus que havia conhecido, não que ela tivesse visto algum, mas conhecia-os por imagens e estátuas. E ao contrário de Morfeu, todos pareciam extremamente imponentes, cheios de poder e até mesmo cheios de si. Não ele parecesse fraco, mas seu pai tinha uma presença indescritível.

Georgia negou com a cabeça, respondendo a pergunta do deus.

Você teve um sonho profético. – Disse de forma muito simples, como se estivesse falando sobre sanduíches.

Eu previ o futuro? – Ela soava confusa e assustada, as imagens do sonho estavam sendo exibidas no teto mágico do chalé. Os ciclopes pareciam bem maiores e mais ameaçadores de uma hora para outra.

Pode-se dizer que sim. Isto que viu, é um pedaço do que irá acontecer com você em pouco tempo.

Eu vou entrar para um circo de ciclopes?  – Indagou com uma careta no rosto e Morfeu riu. Restava saber se era porque a filha parecia engraçada ou ele estava nervoso por ter gerado uma demente.

Não, Georgia. Você está esquecendo algo muito importante. Pense sobre o que lhe foi mostrado. – Ele lhe sugeriu olhando-a profundamente.

Houve uma longa pausa e a jovem começou a roer a unha do polegar enquanto seu cérebro trabalhava no que havia acabado de ver, não era necessário dizer que sentiu-se extremamente idiota ao lembrar do diálogo obvio.

A semideusa? – Perguntou sentindo vergonha de si mesma por ser tão burra. As vozes em sua cabeça riam fazendo-a sentir-se ainda pior. – Me desculpe. – Adiantou para o pai. – Eu sou terrível.

Morfeu a olhava com aqueles olhos milenares, mas não parecia estar julgando-a. Ele tinha... Pena. Provavelmente sabia que a filha era mentalmente perturbada, o que fez com que seu coração apertasse. Não queria que seu pai pensasse menos de si. Mesmo daquele jeito, ela já havia conseguido fazer muitas coisas e provar que não era fraca.

Eu sei que não é fraca. – Ele disse como se lesse os pensamentos da garota, o que provavelmente havia feito. – Por isso estou aqui. É parte da sua jornada libertar essa garota das mãos dos ciclopes. Isso que você sonhou irá acontecer no espetáculo de hoje a noite. Você precisa partir imediatamente.

Era muita coisa para processar de uma só vez, Georgia sacudiu a cabeça como se tentasse organizar os pensamentos.

Mas isso é em Vegas, como eu vou chegar lá tão rápido? – Morfeu sorriu e de repente seu quarto virou um turbilhão de cores e sons. Quando finalmente pôde abrir os olhos, um ônibus passou buzinando alto ao seu lado e luzes fizeram seus olhos arderem. Usou as palmas para cobrir o rosto até que estivesse acostumada com a claridade, e quando finalmente conseguiu abrir as pálpebras, deu de cara com uma enorme placa branca, azul e vermelha rodeada de lâmpadas onde lia-se “Bem vindos a Fabulosa Las Vegas, Nevada”.

Bom, obrigada, pai. – Disse ironicamente.

Teleporte não foi a única coisa que Morfeu fez, ela também trajava novas roupas. Uma espécie de camisa longa branca, jeans e um casaco enorme de cor negra. Em seus pés haviam tênis dos que costumava usar e ela deu uma risadinha ao perceber que seu pai tinha um senso de moda melhor do que o dela. “E ainda ganhei roupas novas”. Mas não era só aquilo, havia a familiar mochila sem fundo pendurada em seus ombros e na pulseirinha de couro em seu pulso direito havia um chaveiro de espada. Para qualquer outro, apenas um chaveirinho ordinário, mas a jovem havia ganhado aquele presente do próprio Éter. Era uma espada celestial feita especialmente para combater as trevas.

“Isso tudo facilitou muito a minha vida, mas onde é essa droga de circo, no final das contas?”

Durante todo aquele resto de madrugada, Georgia caminhou por Las Vegas e sua conclusão foi que aquela era a cidade mais extravagante do mundo.

Por todos os lugares que andava haviam prédios enormes e luxuosos, fontes com água que pisca (sim, água que pisca), luzes neon e sem contar o maior número de cassinos por metro quadrado que já vira na via. “A cidade toda já é um circo”, era o que pensava enquanto se encaminhava para o que parecia ser um restaurante com temática dos anos 80. Já eram bem umas 6 da manhã, o que significava que sua busca tinha durado umas 5 horas e não surtiu nenhum resultado. A tal premonição que ela havia visto em seu sonho iria acontecer a noite e ela sequer havia conseguido uma pista, que fracasso.

Um grande suspiro deixou deus lábios quando sentou no balcão local com o cardápio em mãos. Ao fundo, um jazz dos anos oitenta tocava suavemente e o número de clientes que estavam voltando da noitada era quase assustado; Georgia jurava ter visto uma mulher com fantasia burlesca sair do lugar com um sanduiche embalado nas mãos. “Oh well”. Sem questionar mais o estilo de Vegas, Georgia pediu um café preto sem açúcar e um prato de pães na chapa acompanhados de bacon, salsichas e ovos. Toda aquela caminhada realmente havia aberto seu apetite e, quando o prato chegou, foi devorado em poucos minutos.

De barriga cheia e com os músculos doloridos, era difícil pensar em ciclopes gigantes ameaçando uma pobre coitada qualquer, porém a voz da consciência da Celestial falava mais alto. Só que o problema da localização do circo ainda existia, e Blanchard não tinha dinheiro algum para contratar um uber durante o dia todo que rodasse aquela cidade até que tal lugar fosse encontrado. Novamente suspirou, mas dessa vez baixou a cabeça até que a testa ficasse encostada no balcão de mármore e pudesse ver seus pés balançando nervosamente, porém algo chamou sua atenção no canto direito da estrutura. Um monte de folhetos vermelhos estavam empilhados ali e a menina pediu para que a atendente lhe pegasse um.

Circo, é? Há! – Ela disse cheia de humor ao ver o folheto publicitário com todas as informações que precisava. “ Você está felizinha demais para que vai ter que enfrentar uma família completa de ciclopes”, disse uma vozinha enjoada em sua mente e ela revirou os olhos.

Sim, é a ultima noite deles aqui. – Disse a moça encostando-se no balcão para conversar melhor com Georgia, que viu aquilo como uma ótima oportunidade.

E o que tem nesse lugar? – Perguntou de forma casual enquanto guardava o panfleto na mochila.

Não sei, acho que as aberrações. – Ela deu de ombros como se não fosse nada, porém a atenção de Blanchard estava mais do que fisgada.

Uhh, parece nojento. – Ela fingiu um tremor. – Você quer dizer gente de um olho só ou homens gigantes?

A mulher encostou o paninho que usava para limpar as migalhas do balcão em sua superfície e pois-se a pensar.

Agora que mencionou, os donos do circo são bem grandes mesmo. Acho que é a genética, mas falam que há um monstro no circo, uma espécie de lobo gigante ou algo assim. Minha amiga foi e disse que era assustador. – Ela recolheu os pratos sujos de Georgia. – Mas se quer minha opinião, não recomendo que vá lá.

Hmm, e porque? É sujo? – Ela tentou parecer o mais desinteressada possível, mas sua mente estava captando cada detalhe.

A mulher fez sinal com o dedo e Georgia se inclinou para ouvi-la melhor.

Veja só, há lugares melhores para se divertir por aqui. Você me parece uma boa garota, sem cabelos loucos ou tatuagens, então se estiver... – Ela pausou e Georgia viu que seus olhos se desviavam para a mochila em seu colo. – Mochilando, não vá para aquele lugar. É nas margens do deserto e há boatos de que alguns desaparecimentos vem acontecendo naquela área.  – Ela retornou a posição ereta e tratou de continuar cuidando dos seus serviços.

Entendo. Bom, foi um prazer...?

Gina.

Gina! Tenha um bom dia no trabalho. – Georgia se despediu da atendente e deixou 2 dólares na mesa para ela. Se pudesse teria deixado mais, só que seu estoque de dinheiro mortal era perigosamente baixo.

Com aquela informação, a filha de Morfeu seguiu seu caminho pelas ruas enquanto lia o panfleto, e com um suspiro, percebeu que o lugar ficava longe demais de onde estava e não chegaria a pé nunca. Não tinha um centavo além do necessário para a volta para casa (Morfeu havia sido atencioso o suficiente para comprar-lhe duas passagens de avião para NY, o que também significava que ele esperava que a missão fosse bem sucedida.), então a jovem se encaminhou para um beco vazio e usando seus poderes de metamorfose, tomou a forma de um falcão peregrino. Seu novo corpo era pequeno e leve, ao bater as asas e tomar o ar, Blanchard não teve dificuldades em cortar a cidade num voo rápido e sem interferências. Fora questão de menos de uma hora até que a cidade começasse a sumir sob seus olhos e desse lugar ao deserto. Com a visão aguçada, Blanchard pôde ver as lonas vermelhas e com isso iniciou uma descida até o poste mais próximo, onde parou para observar.

De frente, tudo parecia completamente comum. O picadeiro parecia um tanto assustador com sua entrada com formato de boca de palhaço arreganhada, mas isso era algo normal. Aparentemente ser engolido por um palhaço gigante parecia ser parte da fantasia de circo dos mortais. Georgia sobrevoou o local até que chegasse a parte de trás, onde uma movimentação era iniciada. Haviam algumas pessoas, mortais com certeza, cozinhando numa espécie de tenda enquanto um pequeno grupo se focava em fazer as atividades que aparentemente eram corriqueiras.

Ao olhar com atenção, Georgia viu um homem enorme sair de uma tenta igualmente grande. Ele usava um feio calção verde combinado com uma regata manchada, em seu rosto havia apenas um olho. A jovem decidiu pousar na cerca mais próxima afim de ter melhores detalhes.

Senhor Aeson, o café está quase pronto. – Disse uma nervosa jovem, que assava o que parecia ser uma ovelha inteira só para o monstro. Ele rosnou em satisfação.

O cão já foi alimentado? – Perguntou com uma voz que parecia sonolenta. Seus dentes eram quase verdes de tão sujos.  Um homem cuja o braço estava envolvido numa tala negou com a cabeça.

O deixamos sem comer dois dias, como ordenado. – Ele pausou e Aeson pareceu satisfeito. – Mas se me permite, senhor... Ele não parece tão manso quanto o planejado.

Aeson socou a mesa no centro da tenda e ela se quebrou no meio. Os mortais pularam longe, temerosos.

Ele precisa se apresentar hoje sem falta! Ao meio dia irei treina-lo e espero que haja uma boa isca para atiçar a fome do bicho. – Ele virou seu olho para a moça que cozinhava. – Ou alguém irá performar o serviço. – Finalizou a frase com uma gargalhada e saiu. Georgia imediatamente alçou voo e voltou a tomar altitude, afim de procurar o animal enjaulado. Sabia que seu dever era cuidar da semideusa, mas algo dentro de si dizia que aquele cão precisava ser ajudado. Quando finalmente localizou o que procurava, ela desceu até seu encontro.

Numa jaula apertada e cheia de barras de ferro, havia o cão de sua visão, porém ele tinha o tamanho de um cachorro comum. Estava magro e abatido, seu pequeno corpo recoberto de pelos arruivados parecia cheio de marcas de chicote e sujeira. Georgia estranhou, em seu sonho ele era uma enorme fera e a tal atendente, Gina, se referiu a ele como “lobo”.

Passos foram ouvidos e em seguida uma menina apareceu com um bife nas mãos e uma sacola. Era ela, a semideusa. A pele era tão alva quando a da própria Georgia e ela tinha longos cabelos negos e ondulados, mas dessa vez ao invés das roupas brilhantes de assistente de palco, ela usava apenas jeans e camiseta. A jovem observou com seus olhos de falcão, o cachorro levantar-se da sua posição melancólica e caminhar até a menina com a calda balançando no ar. Ela sorriu e o acariciou pelas barras da jaula.

Bom garoto, Rocan! – Ele lambeu seus dedos e ela tentou controlar a risada. Olhando para os lados cheia de desconfiança, a menina jogou o bife para o cachorro e da sacola tirou uma tigela e a encheu de água com uma garrafinha. O cão atacou tudo numa velocidade assustadora, e numa despedida rápida, a menina limpou qualquer vestígio de sua presença e correu para longe. Provavelmente com medo de ser pega por um dos ciclopes e Georgia não a culpava.

Quando achou que já havia visto demais daquele lugar horrível, a jovem voou para longe, até uma pequena estalagem que ficava a quase 5 quilômetros do local. Quando retornou a forma humana, estava exausta e mal conseguia andar. Apenas se arrastou para dentro da casinha e pediu por um quarto, que lhe foi prontamente disponibilizado pela gentil senhora que administrava. Ali, jogou-se na cama onde descansou de sua longa manhã e o sono demorou poucos segundos para lhe alcançar.

Suaves batidinhas na porta acordaram Georgia, mas ao invés de levantar e atender como um ser humano normal, ela só ergueu a cabeça cheia de fios platinados bagunçadíssimos e resmungou qualquer coisa apenas para demonstrar que estava viva.

Está descente? – Perguntou a voz da pensionista idosa e Georgia deu uma olhada para si mesma: Roupas amassadas, botão dos jeans aberto e sem contar no sutiã jogado no meio da sala.

É... – Respondeu ainda meio desorientada.

A senhora abriu a porta e colocou a cabeça entre a brecha.

O jantar está na mesa, gostaria que comesse algo já que nem desceu pra almoçar.

Georgia sentou-se na cama e esfregou o rosto afim de afastar o sono que remanescia em si. Perdeu o almoço? Ela franziu a testa. Parecia que havia acabado de deitar na cama...

Jantar? Que horas são? – Indagou subitamente preocupada, temia ter perdido o horário do circo e estragado todo o plano....Ela tinha um plano? “Você não tem um plano?”, disse uma voz irritada em sua mente, mas antes que pudesse responde-la, outra se pronunciou “Há vidas em jogo e ela sequer pensou em algo!” – Cala a boca, eu vou resolver tudo. – Respondeu nervosa,  mas a senhora parada na porta pareceu confusa então Blanchard lhe deu um sorrisinho.

O que disse, querida?

Nada, só perguntei as horas. – Fingiu-se de inocente enquanto amaldiçoava a si mesma em silêncio.

Oh, sim. São 17:30. Desça e coma algo, hm? – Ela fechou a porta cheia de cuidado enquanto saía, mas Georgia desejou que ela ficasse, pois quando se virou para o espelho, não era seu reflexo que ele mostrava, e sim o de uma menininha de pele alva e cabelos castanhos. Uma trancinha moldava a parte da frente de seus fios e se escondia atrás de sua orelha, mas apesar da aparência doce, ela tinha uma expressão um tanto irônica.

Como você vai fazer isso? – Perguntou com sua voz fina e infantil. Georgia não se assustou, reconhecia bem aquele tom desgraçado que lhe assombrava a mente. Era uma das vozes, mas aparentemente ela havia ganhado um rosto. Perfeito.

Eu não sei, acho que vou esperar o momento certo e...

Sua fala foi interrompida por uma risada, mas não fora a pirralha no espelho. A jovem virou a cabeça para trás e na cadeirinha de madeira no canto oposto do quarto havia uma mulher. Ela era loira, seus cabelos pareciam ter sido modelados pelos próprios deuses. Suas roupas consistiam em um elegante vestido negro e sapatos de salto da mesma cor. Seu pescoço ostentava um incrível colar de rubis. Ela parecia ter saído de um filme antigo de hollywood, principalmente quando ascendia seu cigarro daquela maneira tão “old fashion”.

Vai improvisar? Garota idiota, devia ter ficado naquele seu chalé escuro. – Ela gesticulava de maneira tão elegante que Blanchard até perdeu o fio da meada.

– O-o que sugerem que eu faça? – Perguntou um tanto desesperada enquanto olhava para suas alucinações que  não pareciam dispostas em ajudar. – Eu pretendo esperar pela brecha que o sonho me deu.

A menininha no espelho revirou os olhos e a loira na cadeira tragou o cigarro de forma irônica.

Ela vai esperar a brecha do sonho, que amável. – Disse a menininha de forma teatral. – Uma demente sem salvação. – As duas começaram a rir em uníssono e Georgia grunhiu de ódio, levando ambas as mãos até as orelhas afim de abafar aqueles sons ridículos, mas elas continuavam a rir sem parar, o que fez a cair de joelhos no chão e bater a testa em sua superfície até que o som finalmente tivesse se extinguido.

Georgia ofegava e sentia que seus olhos formigavam ameaçando derramar lágrimas, mas como uma boa descendente de Ares que era, ela as segurou dentro de si e só levantou a cabeça novamente quando suas emoções estavam sob controle. Respirava pelo nariz e soltava o ar pela boca várias vezes até que seu coração parasse de bater como se tivesse corrido a maratona.

São só as vozes novamente, nada demais. – Disse para si mesma tentando combater o nervosismo enquanto se aprontava para o jantar.

Quando desceu as escadas logo pôde ver que dividiria a mesinha de madeira com um punhado de gente. Havia um casal de nigerianos conversando baixinho, duas moças com roupas extravagantes e um cara com cerca de 40 anos que parecia muito um cafetão, e por fim um sujeito mal encarado que olhava desconfiado pra todo canto. Adorável.

Não questionou nada, apenas puxou a cadeira ao lado do possível assassino e encheu seu prato de arroz, bife e batatas e começou a comer. Por sorte não estava atrasada, o espetáculo ainda iria demorar um pouco, então pôde aproveitar sua refeição surpreendentemente boa.  Ao fim, deixou a mesa com sua mochila já em mãos e dirigiu-se a recepção afim de quitar sua dívida. Quando isso estava finalmente resolvido, Blanchard saiu da pensão e achou um lugar seguro para tomar a forma de um gavião novamente e alçou voo até as proximidades do circo.

Durante o caminho percorrido no céu, a cabeça da jovem ficou em silêncio. Nenhuma das vozes ousou dar uma palavra que fosse, escutava apenas o ar passando em alta velocidade por seu pequeno corpo cheio de penas. O circo não demorou a aparecer em sua visão e ela tratou de iniciar sua descida a alguns metros do local, onde pôde retornar a forma humana e seguir em segurança até a bilheteria. A cada passo que dava, seu coração batia mais forte. O nervosismo e a ansiedade já estavam mostrando suas garrinhas e fazendo Georgia temer um pouco, e quando ela finalmente comprou seu ingresso e entrou pela boca do palhaço/portão principal, tudo piorou.

O cenário era realmente igual ao do seu sonho: A lona interna era colorida, haviam cordas para equilibrista no teto, centenas de bancos de madeiras e um palco circular onde mais tarde um ataque iria acontecer. Para sua sorte, o palco era um circulo redondo alto, mas o chão ao redor era basicamente areia.

Georgia queria simplesmente ter puxado a garota para fora naquela manhã, queria ter avisado-a ali mesmo dos perigos que a cercavam! Mas seus instintos falaram mais alto, ela tinha que deixar o futuro seguir seu caminho sem interrupções. Iria salvar a jovem no meio da apresentação. Morfeu não teria aparecido daquela forma, dando todo aquele papo de “é a sua jornada” se ela fosse fazer as coisas do seu jeito.

As luzes se apagaram de repente a plateia arfou como se fosse um único indivíduo. Estava começando. Cortinas se abriram e de trás delas, um enorme ciclope com roupas brilhantes de mestre de circo saiu acenando para todos.

RESPEITÁVEL PÚBLICO, ESTÁ PARA COMEÇAR O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA, AQUI NO PALCO DO FANTASTUCO CIRCO D’MÔNACO! – Ele pausou e o público irrompeu em aplausos, menos Georgia, que permaneceu imóvel com seu olhar penetrante fixo naquele monstro nojento. – AQUI HOJE TEREMOS AÇÃO, MISTÉRIO, ROMANCE, RISADAS E ACIMA DE TUDO DIVERSÃO! – A cada adjetivo que ele usava, um holofote acendia e lançava uma luz que combinasse com tais dizeres. – MEU NOME É MESTRE LUCIUS, E AGORA DEIXO VOCÊS NAS MÃOS DE MEUS INCRÍVEIS ARTISTAS! – Ele fez uma reverencia e saiu ao som de estrondosos aplausos.

Depois que ele se retirou, Georgia não registrou muito bem o que se passava no palco a sua frente, ansiosa demais para a hora em que ilusionista entraria. Não pelo que ele mostraria ao público, mas sim pelo que interromperia a sua performance, e parecia que aquela hora nunca chegaria. Pôde jurar que o tempo estava de zoeira com a sua cara ou os malabaristas estavam fazendo um show lento de propósito. Come on, qual é a dificuldade de brincar com aquelas varetas pegando fogo? Ela revirou os olhos, e com um suspiro, esparramou-se na cadeira. Por mais que estivesse ansiosa pelo seu encontro com o perigo iminente, Blanchard era uma pessoa que se entediava com uma facilidade incrível, e la estava ela: A poucas horas de uma batalha violenta onde estaria em desvantagem e seus pensamentos estavam numa música russa onde um homem (ou seria um mulher? Era difícil saber com aquela aparência andrógena) fazia sons estranhos com a língua.

Horas podiam ser se passado e Georgia apenas bufava e estalava a língua, indiferente a todos os “ahh” e “ooh” do público até que finalmente os holofotes deram uma cor roxa para o palco e a máquina de gelo seco fora ligada para causar aquele efeito clichê de mistério.

E agora com vocês, Flint, o Magnífico! – Anunciou uma voz desconhecida e o ilusionista entrou. Imediatamente Blanchard abandonou sua posição de desleixo e se colocou na beirada da cadeira, atenta a qualquer movimento.

Exatamente como vira em seu sonho, ele iniciou um blá blá blá para entreter o público antes de amarrar sua assistente em uma espécie de corrente pendurada nas barras de ferro próximas ao teto. Todos os músculos de Georgia estavam tensos, sentia-se como um animal selvagem prestes a atacar, apenas esperando o momento certo... E então ele chegou.

Na parte direita da estrutura de lona um enorme rasgo foi aberto e de lá os 3 ciclopes saíram. O tal Mestre Lucius, Aeson e o outro que não sabia o nome. A cena se repetiu exatamente como fora prevista: O Mestre Lucius esbravejava com o ilusionista, quebrava coisas e berrava sobre traição. Georgia quase teve pena do pobre mortal, porém quando um dos monstros ameaçou balançar a viga de aço que segurava a corrente da semideusa pendurada, ela apenas pegou impulso para um salto, abriu suas asas brancas de celestial e voou até o centro do picadeiro. A plateia ainda não parecia ter notado que aquilo não era mais parte do show porque ainda aplaudia e festejava. “Não posso lutar aqui, será perigoso”.

Uma enorme cadeira foi arremessada contra Blanchard em pleno ar, porém a jovem conseguiu desviar bem a tempo.

SEMIDEUSES! SEMIDEUSES EM TODO LUGAR! – Berrou o ciclope que ela não sabia o nome. Ele tinha uma aparência um tanto grotesca, talvez fosse menos desenvolvido do que os outros.

HOJE JANTAREMOS COMO REIS! – Mestre Lucius cravou os olhos ensandecidos em Georgia puxou u chicote de seu cinto. Deuses, como ela queria acabar com aquela ameaça! Mas não podia arriscar uma luta, não naquele cenário. Seus olhos se desviaram para a pobre garota de cabelos escuros, mas ela parecia estar a beira de um desmaio. Precisava cumprir sua missão...

Do bolso da calça Georgia puxou seu chaveiro e em meio segundo ele se transformou na espada de bronze celestial que ganhara de Éter e com um rasante, golpeou a mão do ciclope burro e chutou sua cabeça ao mesmo tempo que a usava para pegar mais impulso e voar mais alto ainda. Inúmeros objetos eram jogados em sua direção, entre eles facas de atirar, cones e até mesmo pedaços do cenário, mas mesmo assim a jovem desviava com destreza. A mira das criaturas de um olho só não era das melhores, mas mesmo assim uma dor aguda atingiu seu tornozelo e ela desacelerou. Ao olhar para trás viu que o Mestre Lucius tinha enrolado o chicote em seu tornozelo e agora começava a puxar.

Porra!

Era a força de um monstro enorme contra a dela, e ele obviamente estava vencendo.  Em um único puxão, a menina desceu uns 3 metros e mesmo que usasse toda a sua força, não conseguia ganhar mais altitude. Aquilo estava saindo de controle. Com um rápido movimento de mãos, Georgia dominou a areia presente embaixo do palco e a usou para jogar no olho do mestre, o que causou distração o suficiente para que sua espada pudesse cortar o chicote.

Rapidamente ela ganhou altitude outra vez e quando chegou na garota semi-acordada, usou sua espada para cortar a corrente que a segurava e a jogou sobre o ombro. A menina murmurava coisas sem sentido, mas Georgia a ignorou e continuou ganhando altitude. Dava graças aos deuses pela falta de objetos de palco pois sua agilidade estava comprometida agora que carregava uma menina nas costas.

Rocan... – Ela murmurou e foi prontamente ignorada. Blanchard ergueu a espada para cima e no impulso de seu voo, rasgou a lona e conseguiu finalmente sair do circo. – Rocan...

Que nome estranho. – Respondeu enquanto ganhava os céus noturnos do deserto.

ROCAN! TENHO QUE VOLTAR! – Surpreendentemente a menina se debateu nos braços de Georgia, o que quase causou sua queda.

NÃO SE MEXE, VOCÊ VAI CAIR! – Retrucou segurando suas pernas com mais força.

O ROCAN, EU PRECISO SALVA-LO! – Choramingou e Georgia suspirou, desacelerando. Já estava a uns bons metros do circo mas não conseguiria carregar uma menina ciscando por muito tempo, então iniciou sua descida e quando finalmente seus pés tocaram o chão, ela colocou a jovem de pé.

Eu tenho que terminar isso rápido. – Começou de forma mal humorada antes mesmo que a morena abrisse a boca. – Então vamos resolver seu problema para que você pare de ciscar em mim em pleno ar, e eu resolva meu problema. Okay? – A menina fez que sim e Blanchard cruzou os braços sobre o peito. – Qual o seu nome? e quem é Rocan?

Kyrell, Cienna Kyrell. – Disse ofegante, o ar da noite soprava seus cabelos escuros para longe. Ela parecia com frio dentro daquelas roupas pequenas de assistente de mágico, então Georgia tirou seu casacão preto, cuja as costas apresentavam rasgos nas omoplatas, e a entregou. – Rocan é... – Ela suspirou e se encolheu. Parecia muito pequena dentro do casaco, era quase como um filhotinho. – O cachorro. Eles o maltratam, o deixam sem comer... É horrível! Eu não posso deixa-lo, eu...

OK, calma. Calma! – Georgia fez um sinal com as mãos. – O shiba inu? – Ela disse com humor na voz, mas para sua desgraça, Cienna fez que sim com a cabeça. – Você está brincando comigo, não é? Tem três ciclopes lá querendo sua cabeça, e agora a minha. E você ainda quer voltar por causa de um cachorro?

Os olhos de Cienna se encheram de água e Blanchard quis meter-lhe um soco. Maldito coração mole!

Olha, você fica aqui e não se mexe. Eu vou buscar o seu cachorro. – Ela abriu asas novamente, o que assustou Cienna, mas certamente não a impediu de falar.

Não é meu... – Ela sussurrou e Georgia fez uma careta. – Ele é meu amigo, mas sua lealdade não é minha. Ele não se conectou a ninguém... – Georgia revirou tanto os olhos que achou que ficaria cega.

Vou buscar seu não cachorro leal-a-ninguém. – Resmungou e bateu as asas, levantando uma imensa nuvem e areia enquanto alçava voo de volta para o inferninho. Não estava muito longe, uns 400 metros talvez, então a volta não fora demorada. Poucos metros antes de entrar no ambiente, Georgia manipulou a luz vinda dos postes e holofotes no circo para tornar-se invisível. Se pudesse fazer aquilo de forma rápida e sem ser percebida tudo seria mais simples.

Aparentemente o Mestre Lucius encerrou o show, pois o picadeiro estava deserto exceto por ele, os outros 2 ciclopes e os artistas. Georgia achou aquilo uma vantagem, pois pôde chegar de mansinho por trás do picadeiro, mais especificamente na jaula do cão. Ele parecia um montinho de pelos enroscado no chão. Blanchard desfez a invisibilidade e rezou para que as criaturas estivessem ocupadas demais no picadeiro para se preocuparem aquela parte.

Moldando a luz, Georgia criou uma chave e a enfiou na fechadura, ajustando-a aos padrões daquele molde até que ela finalmente conseguiu gira-la e, com um estalo, abrir a jaula. Aquele som fez o cão virar a cabeça e a menina pôde ver seu olhar desconfiado enquanto ela adentrava no recinto de metal. Ele não latia, apenas a analisava, o que era bom porque a jovem não podia dar-se ao luxo de ser descoberta.

Oi, Rocan. – Ela falou baixinho e ele inclinou a cabeça. Não parecia agressivo, apenas muito desconfiado. – Vim buscar você, ta legal? Sua amig... – A frase de Georgia foi interrompida quando os olhos castanhos do cão se fixaram nos seus. Por alguma razão ela se sentiu atraída a ele e seu desejo de salva-lo das garras daquele abuso aumentou. Ele não era mais o cão do circo, era algo precioso que precisava ser salvo.

Para sua surpresa, Rocan levantou-se lentamente, sem cortar o contato visual e caminhou até a loira. Ela não ousava mover um músculo enquanto o animal ia até si. Ele a rodeou cautelosamente, pôde ouvir seu focinho farejando tudo ao redor e quando ele se deu por satisfeito, pressionou a cabeça contra a coxa de Georgia e ela sentiu uma onda de energia espalhando-se pelo seu corpo. Era algo nunca sentido antes, poderia até ser comparado com adrenalina, porém era mais poderoso.

Eu vou te levar para um lugar seguro. – Sussurrou e o cão pareceu compreender cada palavra, tanto que não protestou quando Blanchard o pegou no colo e  finalmente abriu asas e voou para onde Cienna estava lhe esperando.

Tudo parecia estar seguindo como o planejado: Em menos de 5 minutos ela encontrou Cienna e entregou-lhe o cão, que ainda encarava Georgia de uma maneira estranhamente inteligente, e após tranquiliza-la de que tudo estava certo, a menina concordou em seguir em frente.

Eu sei que te devo a minha vida, e não me leve a mal, mas eu nem sei quem você é ou muito menos o que aconteceu ali. Está tudo muito confuso. – Ela disse sentando-se na areia novamente e Georgia revirou os olhos. Queria dar um soco na garota para nocauteá-la, assim a levaria em segurança e em silencio para o maldito acampamento, mas algo naquela expressão confusa e desesperada a fez segurar a vontade.

Olha, eu me lembro bem do dia do meu resgate. Não foi nada fácil, na verdade foi assustador e medonho, fiquei dias na enfermaria. – Cienna arfou, interrompendo a frase da jovem. – Mas eu vou te falar uma coisa que a me foi dita uma vez: Quanto menos você souber melhor. – A morena não parecia convencida. – O acampamento é um lugar seguro, não vão te fazer mal. Você irá compreender por que sua vida é do jeito que é e assim ficará mais forte.

Aquela ultima palavra parecia ter tocado algo na jovem, pois ela levantou o olhar cheio de esperanças.

Forte como você? – Indagou baixinho e Georgia não conseguiu prender a risada.

– Não sou essas coisas todas, agora venha. – Ela ofereceu a mão que prontamente foi pega por Cienna e a menina a usou para levantar-se, mas antes mesmo que começassem a caminhar em direção a cidade, passos pesados foram ouvidos e em seguida um grito.

SÃO ELAS, MESTRE!

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Última edição por Georgia Blanchard em Sex Jul 14, 2017 5:32 pm, editado 4 vez(es)


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Re: Madness is not a state of mind. Madness is a place

Mensagem por Georgia Blanchard em Sex Jul 14, 2017 4:17 am

sing you a lullaby where you die at the end
Georgia virou a cabeça para o lado e teve a visão do inferno: 3 Ciclopes extremamente irritados no horizonte correndo em sua direção. Não tinha como voar carregando Cienna e aquele cão, ela tinha que ficar e lutar.

Cienna. – Ela pegou no ombro da jovem com uma certa força. – Pegue o Rocan e vá, corra na direção da cidade. Perto do circo há uma estalagem. – Ela ameaçou falar, mas Georgia negou com a cabeça. – Se eu não aparecer até a manhã, pegue o cão e vá para long Island, procure pelo acampamento...

Antes que ela pudesse protestar, Georgia a empurrou para longe. Os ciclopes estavam a poucos metros dela e a menina pareceu entender a gravidade da situação, pois imediatamente assobiou e Rocan assumiu sua verdadeira forma: Um cão ruivo e branco um pouco maior do que com cavalo, a esclera amarela e a íris completamente negra. Cienna montou em seu lombo com destreza, mas antes de partir o cão fixou os olhos na filha de Morfeu exatamente como havia feito da ultima vez e aquele calorzinho lhe subiu pelo corpo. A mensagem era clara até para um leigo: Não morra. E assim eles desapareceram no horizonte.

DEVOLVA-O, LADRA! – Aeson berrou e tentou jogar uma espécie de bola de areia na menina, mas Georgia fez com que ela se voltasse contra ele, batendo em seu olho gigante.

Os 3 humanoides continuavam correndo na direção de suas presas, mas ao invés de fugir, Georgia fixou bem os dois pés na fina areia dourada do deserto. O vento frio lhe soprava os cabelos para longe mas não incomodavam sua pele desprotegida.

Sugiro que vão embora. – Ordenou com a voz cheia de poder enquanto sua destra puxava o chaveiro do bolso que imediatamente se alongou até tomar o tamanho de uma espada. O ciclope mais burro paralisou ali mesmo enquanto os outros dois pareceram hesitar. Blanchard sabia que aquele era um mero efeitinho de sua aura combinada com os poderes de suas palavras, mas também sabia que eles não a obedeceriam cegamente. – Se ficarem, não garanto piedade alguma. – Ela passou a pontinha da língua pelos lábios e Mestre Lucius rosnou.







Acha que tenho medo de você? Tola! Usarei seus ossos para palitar os dentes, e a outra irá assistir tudo. – Ele riu de forma bestial, mas Georgia sequer moveu um dedo.

Eu gostaria de evitar o trabalho, mas você não colabora. – Admitiu irritada, mas antes mesmo que sua sentença terminasse, a filha de Morfeu já iniciara sua jogada: Ao redor de si mesma e dos monstros, a areia começava a se mover em círculos suaves, sendo acompanhada pelo vento e ambos aumentavam seu poder a cada segundo que se passava. Ela ainda não havia movido um musculo, tinha os olhos fixos em seus oponentes. “Isso não será nada fácil”.

Mestre, olhe... – Aeson apontou para a areia, mas era tarde demais. Num milésimo de segundo, aquele simples movimento rotacional tomou velocidade: Ar e areia girando juntos, envolvendo Blanchard e os 3 humanoides numa poderosa tempestade de areia. “Show time”.

Não daria chance para que eles a acertassem com aquela força assombrosa e quebrassem seus ossinhos. Tendo isso em mente, Georgia criou uma ilusão de si mesma bem atrás do grupo de monstros e ocultou-se com a invisibilidade. Enquanto isso, andava cuidadosamente ao redor da tempestade, aproximando-se do ciclope mais burro, ela via sua miragem dar um sorrisinho maldoso, mas antes mesmo de ser esmagada por um soco do Mestre Lucius, seu verdadeiro eu já havia puxado uma bolinha metálica do bolso e a arremessado na direção do ciclope burro. Fora o exato tempo  do soco atingir o chão, extinguindo a miragem e a rede metálica se abriu, capturando o ciclope que gritou em desespero.

MALDITAAAA! – Mestre Lucius bateu o punho na areia com força. Grande erro. Georgia riu cheia de satisfação quando se afastou, ainda invisível e fez a areia envolver os braços e pernas do ciclope completamente, formando uma espécie de caixão que se apertaram ao redor daqueles membros. “Perfeito”. Ela não era boba de atacar qualquer um dos ciclopes menores com a presença de seu líder, teria que derruba-lo e humilha-lo para que a moral do time caísse.

Abrindo as asas novamente, ela usou o impulso para se lançar em direção ao ciclope preso na rede ao mesmo tempo que usava seu poder para aumentar o tamanho da espada. Em poucos segundos a lâmina estendida atravessou o pescoço da coisa, que imediatamente começou a se dissolver em areia.

MEU FILHO! –Mestre Lucius berrou, e com uma estrondosa força, libertou-se da prisão de areia e avançou na direção de Georgia. Obviamente, a menina desviou com um salto potencializado pela dominação do ar, porém não contava com Aeson, que estaria bem atrás de si. O ciclope estava irritado com toda aquela areia girando ao redor da luta, mas mesmo assim arremessou Georgia para longe com uma tapa e se não fossem por seus ossos recobertos com aço, costelas seriam quebradas.

Jogada no chão, ela respirava com dificuldade. O dia havia sido longo, ela estava exausta e aquilo interferia na intensa luta, mas não havia tempo para parar. A jovem encheu os pulmões de ar, sentindo-se revigorada. Naquele momento, deus graças a Éter pelo seu metabolismo acelerado.

Georgia precisava se livrar daqueles dois rápido, porém sabia que não seria tão fácil, afinal eles não eram nada bobos e estavam irritados. Precisava de uma nova distração.

Aeson avançou como uma locomotiva irritada e musculosa em sua direção, mas a loira formou uma esfera de luz com a destra e a lançou contra o único olho do rapaz, prejudicando-o ainda mais. Ele berrou, cobrindo o local com as mãozonas e lágrimas brotaram dos dois cantos daquele órgão. Era a chance perfeita.

Novamente ela aumentou o alcance de sua espada e avançou dando um salto potencializado pelo ar e quando Aeson tirou as mãos do olho para ver o que acontecia, Georgia cravou a espada em sua íris. Um líquido estranho começou a vazar do local e ele caiu para trás, morto.

Mestre Lucius estava horrorizado com a visão daquela semideusa coberta do sangue de seus filhos e areia. Ele queria vingança, então partiu cheio ira. Queria esmaga-la em um único soco, mas a jovem saltou, o que não exatamente um empecilho para o monstro, que a agarrou pelo pé e a jogou 3 metros longe. A sorte da filha de Morfeu era o bendito controle do ar, que amorteceu sua queda, mas Mestre Lucius estava insatisfeito. Ele puxou um chicote da cintura que teria, no mínimo, uns 3 metros e o estalou no chão como um convite. Mas Georgia não era boba e tratou de mudar de forma, fazendo seu corpo crescer e assumir o físico colossal de um rinoceronte. Ela pateou o chão e avançou sem hesitar, seu corpo estava mais forte que nunca, mas não era impenetrável. Mestre Lucius lhe deu uma baita chicotada na lateral do corpo, um corte foi aberto mas a jovem não desistiu e usou seus 1.400 quilos de pura força para se jogar contra o monstro, que foi ao chão.

Ela ergueu-se um pouco sobre as patas traseiras e numa espécie de impulso, pressionou as dianteiras sobre o tórax do ciclope. Os quebrar de ossos fora audível, assim como o berro de dor vindo da criatura, mas ele não desistia e tentou afastar a Rino-Geo de seu corpo, mas o chifre da garota fora de encontro a parte de baixo do seu maxilar, fazendo um belo estrago.

Ele estava em flagelos. O tórax quebrado, arranhões e manchas vermelhas pelo corpo todo por causa da constante tempestade de areia, e agora o ferimento do queixo que o fazia cuspir sangue. Era de dar dó, quase. Georgia podia ser um pouco cruel em seus combates, afinal quando a adrenalina bate, não há muito o que se fazer. Porém, ela tinha seu nível de sensibilidade.

Com os olhos verdes cravados naquele único castanho, Blanchard levou as mãos até as têmporas do Mestre Lucius, e aquele mero toque o fez dormir. Tateou o bolso da calça e pôde pegar o chaveiro em miniatura, que havia retornado para si após a transformação. Novamente o assessório virou a espada de bronze celestial com o punho alado.

Você não deveria ter cruzado meu caminho, criatura. – Murmurou enquanto erguia a espada e enfim desferia o golpe final na garganta meio destroçada do Mestre Lucius.

Antes que o corpo gigante virasse areia, Georgia saiu de sua superfície e caiu no chão ao faze-lo. Imediatamente a tempestade de areia e ar cessou e a menina ficou lá, inerte ao lado do cadáver que se desfazia ao seu lado.

Seus olhos verdes perceberam uma leve coloração arroxeada no céu, o que denunciava que o sol se mostraria em breve.

Cienna. – Sussurrou fechando os olhos e franzindo a testa de dor ao tentar levantar-se. Tinha ordenado a jovem semideusa que partisse caso ela não chegasse lá ao amanhecer. O problema é que Blanchard mal conseguia andar. Os seus ossos podiam até estar a salvo, mas sua pele não era aço e estava toda marcada por roxos, os músculos doloridos e sem falar na lateral direita do corpo, que assim como sua bochecha e pescoço, ostentavam um enorme corte feito pelo chicote afiado do Mestre Lucius. – Preciso ir, vamos pernas, funcionem. – Retrucou enquanto se arrastava pelo deserto. Sua sorte era que a estalagem que havia orientado Cienna a ir não era muito longe, então a caminhada não fora tão horrível assim, mas quando chegou na porta da casinha rústica, a semideusa dormia na escadinha de entrada, a cabeça encostada numa pilastra. Mas não o cão.

Rocan estava acordado, seus olhos negros fixos em Georgia e ela sentiu seu coração bater mais forte. Aproximou-se do animal e deu-lhe uma mão machucada para cheirar, mas acabou recebendo uma lambida. O que aconteceu a seguir Georgia não soube explicar, mas Rocan recuou um passo e literalmente fez uma reverencia para a loira, que ficou estática por vários segundos, mas algo dentro de si disse para corresponder, então ela o fez e no final, sabia que não estaria mais tão sozinha no Acampamento Meio Sangue.

Ei, psiu. – Disse em voz alta para a semideusa dorminhoca, que deu um ronco estranho e acordou. Ela encarou Georgia com assombro no olhar, provavelmente chocada com as feridas, mas mesmo que doesse, ela não demonstraria fragilidade. – Vamos indo, a viagem é longa e eu não tenho ideia de como vamos voltar. Não posso pagar a passagem dele. – Ela indicou Rocan com a cabeça e o cão emitiu um som que parecia ofendido. No momento seguinte, estavam diante do Super Rocan, que encarava o horizonte amanhecendo com dignidade. – Ok, então eu sei como vamos voltar.

Ambas as meninas subiram nas costas do animal, Georgia com uma ajudinha extra por causa de seus ferimentos, mas montou no pescoço dele e inclinou seu copo completamente.

Rocan corria com tal suavidade que Blanchard achou que estava andando de carro, e em seus lábios um sorrisinho se formou.

Sempre quis ter um cachorro. – Sussurrou em segredo enquanto seus dedos finos acariciam o pelo misto daquele shiba inu gigante.


Armamento:


× Pulseira de perícia  Avançada [Pulseira de couro que se ajusta perfeitamente ao pulso do usuário, possui amarras de cordinhas na parte de baixo, então é fácil de equipar-se com ele, se for cortado, ou destruído, perde totalmente o efeito, ou seja, é preciso estar em uso, no pulso, para que o efeito continue a ser efetivo para o semideus, do contrário, ele perde o bônus da perícia completamente, só funciona através da pulseira | Aumenta a perícia de uma arma de sua escolha em +50%, provocando um dano de +30% (ESPADA) | Couro | Sem espaço para gemas| Sigma | Status: 100% sem danos | Mágico |  Loja especial do dia dos namorados]

× Mochila sem fundo [Mochila de prata com material simples, sem bolsos laterais, com um único zíper, uma única entrada e uma única saída.| A mochila não possui fundo, foi encantada para caber inúmeros objetos, ou seja, seu espaço é infinito, tudo que você colocar dentro dela permanece ali, desde que passe pela parte de cima, ou seja, você precisa conseguir colocar o item pelo buraco, que é largo o suficiente para passar até uma panela de pressão. Para pegar o item de volta basta colocar a mão dentro da mochila e pensar nele, e ele retorna para suas mãos.| Indefinido | Sem espaço para gemas | Alfa | Status: 100% sem danos |Lendário e mágico | Loja especial do dia dos namorados]

× Acheron [Uma espada de 70cm bastante peculiar. A lâmina possui dois cortes, ou seja, possui dois gumes afiados. O metal predominante é o Bronze Celestial, cravado em seu corpo metálico está palavras em enoque – língua dos celestiais – que confere a arma uma benção-maldição. A guarda mão da espada é um dos pontos mais belos, pois possui o formato de asas. Sua empunhadura é feita de madeira reforçada e com ondulações suaves que melhoram a forma de segurá-la. | Efeitos mecânicos: a espada pode se transformar em um chaveiro com um pingente de sua miniatura. Ela sempre retorna ao celestial depois de perdida, em sua forma de acessório; Efeito 1: Ao ser empunhada por um ser não celestial, a espada se torna extremamente pesada, ao ponto de nem mesmo os dotados com força apurada podem levantá-la. Efeito 2: xxxx. Efeito 3: xxxx | Resistência Beta | Engaste para uma gema | Status: 100%, sem danos | Mágico | Item de reclamação dos Celestiais de Éter]


× Manto dos Pesadelos: um tipo de rede com uma área de 8 metros armazenada dentro de uma pequena bola. Quando arremessada, essa bola se abre e libera o manto. Tudo o que ficar abaixo do manto caíra em um profundo sono e terá pesadelos terríveis. O efeito só acaba quando a vítima fica livre do manto.

Poderes:


×Morfeu:


Nível 1
Nome do Poder: Aterrorizador
Descrição: A presença do semideus – quando esse estiver irritado - pode provocar medo similar ao medo de um sonho ruim.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo hesitar durante um turno.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 1
Nome do Poder: Aterrorizador
Descrição: A presença do semideus – quando esse estiver irritado - pode provocar medo similar ao medo de um sonho ruim.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Pode fazer o inimigo hesitar durante um turno.
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 22
Nome do Poder: Furtividade II
Descrição: Agora além de serem discretos também podem apagar seus rastros, deixando sua presença escondida, e podendo pegar os inimigos de surpresa, ou realizar ataques que ninguém mais espera que você consiga fazer.
Gasto de MP: Nenhum
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: +20% de furtividade
Dano: Nenhum


Nível 35
Nome do Poder: Metamorfose Animal III
Descrição: Já consegue se transformar em criaturas de grande porte, seu poder ficou mais forte e você aprendeu a controla-lo quase que perfeitamente. Agora mudar seu corpo para o de um urso ou elefante também é fácil. Você está se saindo bem,
Gasto de MP: 25 MP por turno usado.
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Terá os mesmos atributos físicos ou poderes que a criatura (visão melhorada, olfato melhorado, força, veneno, depende da criatura em que se transformar).
Dano: Nenhum
Extra: Nenhum

Nível 29
Nome do Poder: Sandman II
Descrição: Agora você já consegue manipular uma quantidade maior de areia, criando pequenas tempestades ao redor do campo, lembrando que ainda é necessário ter areia por perto para poder usar esse poder.
Gasto de MP: 40 MP
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Pode causar ardência ou cegueira temporária, ou irritação na pele.
Dano: 60 HP
Extra: Nenhum

Nível 20
Nome do Poder: Adormecer
Descrição: Ao tocar a cabeça do inimigo com a ponta dos dedos consegue fazê-lo adormecer por até dois turnos inteiros. Se isso for usado de maneira benigna, apenas para fazer alguém com insônia dormir, por exemplo, a pessoa terá uma noite de sono perfeita, que dura em média, oito horas, sem pesadelos e sem perturbações.
Gasto de MP: 40 MP
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Em batalha dura apenas dois turnos

Nível 25
Nome do Poder: Miragem II
Descrição: Suas ilusões ficaram mais fortes, e agora, você consegue moldar pequenos senários, e até fazer parecer que existem até cinco clones ao seu redor. Eles não se mexem, mas podem causar confusão ou fazer o inimigo recuar, afinal, é uma miragem, você pode altera-las, mas não fazer com que elas afetem o corpo do seu inimigo, e sim a mente. Também pode fazer ilusões maiores, colocar mais arvores e pedras ao redor, distrair o inimigo por mais tempo e realmente fazê-lo acreditar que aquilo está ali.
Gasto de MP: 40 MP
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Atordoamento temporário. É mais fácil enganar inimigos com a mente inferior a sua.
Dano: 20 HP
Extra: O efeito pode durar até três turnos, mas pode ser menos se o filho de Morfeu/Somnia se desconcentrar.


× Legado de Ares

Nível 5
Nome do poder: Ossos de Aço
Descrição: A herança biológica dos filhos de Ares/Marte é perfeita, naturalmente preparada para suportar as árduas batalhas de uma prole do deus da guerra.  O semideus consegue revestir os ossos com uma pequena camada de metal reforçado e indestrutível, impedindo que sua estrutura óssea seja rompida, ou quebrada, podendo suportar ataques diretos com mais facilidade, sem romper seus ossos.
Gasto de Mp: 15 MP por turno ativo.
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum


Nível 4
Nome do poder: Duplo Alcance
Descrição: Ao estar suja de sangue e nas mãos do filho de Ares/Marte, uma de suas armas é coberta por uma aura vermelha, que duplicará seu alcance (Uma espada de 40 centímetros passaria a "ter" 80 centímetros, e etc). A arma em si não é alongada, apenas a aura que a reflete com tamanho maior, de modo que ao acabar o efeito e a aura sumir, a arma volta a ter seu tamanho normal. Cada ativação é válida apenas para uma arma, e o efeito perdura durante duas rodadas.
Gasto de Mp: 15 MP
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: O efeito dura duas rodadas, depois precisa gastar +15 MP pra ativa-lo de novo.
Dano: 10 HP


Nível 3
Nome do poder: Força I
Descrição: A força é sem dúvida alguma a principal arma de um guerreiro, que o faz vencer seus inimigos mesmo que precise utilizar apenas seus punhos. Independente do porte físico do filho de Ares/Marte e da sua idade, o semideus terá a força de um atleta de MMA profissional, sendo capaz de carregar forças superiores aos demais campistas, e causar danos maiores.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +10% de força
Dano: +5% de Dano se o ataque do semideus atingir.
× Celestiais de Éter

Nível 23
Nome do poder: Voo III
Descrição: Voar tornou-se tão natural quanto respirar. Agora a mobilidade e a velocidade se tornaram quase perfeitas. O semideus pode atingir uma velocidade de voo similar a 80km/h.
Gasto de MP: 20
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Ao carregar alguma pessoa, sua velocidade e mobilidade cai pela metade (caso seja alguém dotado com passivas de força essa observação se torna nula).

Nível 11
Nome do poder: Atributos melhorados II
Descrição: O celestial agora está mais evoluído. A experiência em batalhas melhorou ainda mais as suas condições físicas. O semideus seguidor de Éter torna-se ainda mais veloz e esquiva-se com mais facilidade. Seus reflexos também melhoraram.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de velocidade, esquiva e reflexos.
Dano: Nenhum

Nível 12
Nome do poder: Cura Acelerada
Descrição: Ao adentrar nos celestiais de Éter, o semideus terá o seu metabolismo acelerado. Graças a isso, o processo de cura torna-se mais rápido e eficiente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Os ferimentos pequenos se fecham depois de 2 turnos. Ferimentos profundos levam 4 turnos e ossos quebrados um dia inteiro.
Dano: Nenhum


Nível 20
Nome do poder: Perícia com Espadas III
Descrição: O celestial já pode se considerar um espadachim, pois conhece todos os ataques básicos e defensivos de uma espada. É cada vez mais difícil desarmar um celestial.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: 50% de assertividade no uso da espada.
Dano: +40% de dano ao ser acertado pela espada de um celestial.


Nível 25
Nome do poder: Força Estelar II
Descrição: Durante a noite, quando o brilho das estrelas se torna mais perceptível, o celestial fica ainda mais forte e resistente.
Gasto de Mp: Nenhum
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: +30% de força e resistência corporal.
Dano: +15% de dano.


Nível 13
Nome do poder: Esfera luminosa II
Descrição: A esfera desprende-se da mão do semideus e pode iluminar de maneira independente todo o ambiente, além de seguir o semideus caso ele assim deseje.
Gasto de MP: 10
Gasto de HP: Nenhum.
Bônus: 40% de chance de afetar a visão do inimigo por 1 ou 2 turnos.
Dano base: 20
Extra: Nenhum.

Nível 31
Nome do poder: Invisibilidade III
Descrição: Controlar a luz ao seu redor tornou-se muito mais fácil e prático. Já é permitido realizar corridas enquanto está invisível, assim como lutar estando nesse estado.
Gasto de MP: 20MP por turno ativo.
Gasto de HP: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Nenhum
Extra: Habilidade só funciona com o semideus.


Nível 20
Nome do poder: Aerocinese II
Descrição: Permite ao celestial controlar, manipular, gerar e absorver o elemento do vento. Agora o semideus já desenvolvido consegue criar ventanias mais fortes, podendo fazer inclusive o oponente levitar alguns poucos centímetros do chão, e atira-lo para longe de si com uma força considerável (ainda pequena).
Gasto de Mp: 20 MP por turno ativo
Gasto de Hp: Nenhum
Bônus: Nenhum
Dano: Não existe um dano fixo para esse poder.
Extra: Nenhum

OBS:


Bom, com a permissão da Staff, estou usando essa ccfy para os seguintes fins:

× Pegar um mascote, o caso o cão gigante denominado Rocan. Estou pouco orientada sobre a questão de níveis, mas o descrevi como um animal "não filhote", e caso ele seja aprovado, irei criar a lista de poderes. (Pelo que entendi é assim que funciona)

× Ocupar a vaga de rastreadora, como é pedido na ficha, é necessário fazer uma postagem realizando tal tarefa e acho que a ccfy abrange bem isso.

E outro detalhe não mencionado: A minha trama está entrelaçada com a da Cienna, se olharem a ficha dela e lerem meu post, poderão ver que está tudo nos conformes.


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Re: Madness is not a state of mind. Madness is a place

Mensagem por Perséfone em Sex Jul 14, 2017 11:16 pm

Avaliada
Recompensas: 3.000 XP + 3.000 Dracmas
+ Ocupou a vaga de rastreadora
+ Conquistou o mascote (descrever e postar no tópico destinado para atualização, junto com o link dessa missão).
Comentário:

Georgia você escreve muito bem, mas cometeu errinhos bobos de gramatica que me fizeram abaixar um pouco sua xp, sem prejudicar o cargo e o mascote. Você pode ver exemplos desses erros abaixo.

"–HOJE JANTAREMOS COMO REIS! – Mestre Lucius cravou os olhos ensandecidos em Georgia puxou u chicote de seu cinto. "

"– Boa noite, minha filha. – Sussurrou um home de cabelos escuros a sua frente e ela não precisou de mais nada para saber que aquele era Morfeu."


São erros pequenos, e devido a sua escrita, que considero muito boa, acredito que sejam apenas falta de atenção, então recomendo que revise os textos para que isso não passe despercebido. Contudo, nada mais tenho a ressaltar, você é criativa e eu adorei sua historia, enredo maravilhoso! Parabéns.


Qu’il soit infini aussi
longtemps qu’il durera!
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Re: Madness is not a state of mind. Madness is a place

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